terça-feira, 14 de junho de 2011



Itamar Ciríaco* (Tribuna do Norte) - Natal
postado em 13/06/2011 15:57 h
atualizado em 13/06/2011 16:29 h

No dia 31 de outubro de 2007, exatamente às 11h37, o presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter anunciou, em Zurique que o Brasil seria a sede da Copa do Mundo de 2014. Presentes à cerimônia, 12 governadores já disputavam a vaga de sede para seus Estados. Representando o Rio Grande do Norte, o então secretário de Esportes do Município, Miguel Weber defendia a escolha de Natal apoiado no projeto de um estádio que sequer seria construído na capital: o Estrelão. Essa seria a primeira de muitas faces do projeto da cidade para ser uma das sedes do Mundial, o que, em parte, poderia explicar o porquê de nenhum projeto ter sido posto em prática até o momento.

Dois meses antes da opção da Fifa pelo Brasil, inspetores da entidade visitaram 18 cidades brasileiras, entre elas a capital norte-rio-grandense. Natal, assim como Maceió, Cuiabá, Campo Grande, Florianópolis e Rio Branco foram reprovadas de cara, nesta primeira vistoria. O motivo da eliminação teria sido o projeto deficiente na área de transportes, em parte relacionado a questão da distância do Estrelão, em Parnamirim para os principais hotéis da cidade e o centro.

No entanto, a Confederação Brasileira de Futebol, com o apoio da presidência da República, optou por não levar em consideração essa primeira vistoria e estimulou que as cidades, em princípio 18, reformulassem seus projetos para concorrer em um "vestibular" que aprovaria apenas 12 como sedes para a Copa "verde e amarela".

Neste momento surge a primeira discordância. O arquiteto Moacyr Gomes, criador do projeto do estádio João Machado - "Machadão" dava a sua primeira entrevista à Tribuna do Norte, sugerindo a opção pela reforma do estádio de Lagoa Nova e não a construção de uma nova arena em Natal:

"Primeiro é importante que os governantes de Natal e do Estado se somem para tentar fazer da cidade uma das sedes da copa. A China passou a ser muito mais conhecida com a Olimpíada e o mesmo funcionaria para nós. Claro que para mim, que tenho mais de 50 anos, envolvido com o sonho do Machadão, seria de grande importância que valorizássemos esse estádio, pois a copa seria um bom motivo para fazermos uma série de melhoramentos importantes, nivelando-o aos melhores do mundo.

A pressão dos desportistas de Natal será importante para que não abandonem o estádio, que está em uma área central e pode ser urbanizado, mesmo sem se falar em copa. O projeto depende de uns R$ 80 milhões (com estacionamento para 1.200 veículos), mas com as exigências da Fifa iria para R$ 100 a R$ 150 milhões (com 6 mil vagas para veículos e 2 mil ônibus). Enquanto um estádio novo custa, como o Engenhão do Rio de Janeiro, uns R$ 450 milhões. Porém, não critico a idéia do Estrelão", declarou Moacyr Gomes em 18 de setembro de 2008 à Tribuna do Norte.

Nessa entrevista, o arquiteto também falou na possibilidade de não mudar os traços do estádio Machadão, que ele teria feito obedecendo a ótica de um torcedor, sendo largo nas laterais e estreito por trás dos gols. "Não fiz o projeto como arquiteto, fiz como torcedor, e nenhum torcedor gosta de assistir jogo nesse local", explicou. Apenas 10 dias depois da entrevista, sem aviso, ou debate público, os responsáveis pelo projeto de Natal na Copa 2014 deram uma guinada de 180º na ideia de uma novo estádio.

Proposta para o Machadão
No dia 28 de setembro de 2008 a Tribuna do Norte publicou matéria explicando que técnicos da antiga Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SEL), hoje SEJEL, em parceria com outros órgãos da esfera estadual da administração pública chegaram a conclusão que adequar o estádio Machadão seria a melhor opção para convencer a Fifa que Natal merecia ser sede.

A comissão chamou o arquiteto Moacyr Gomes que elaborou um esboço de projeto e até comentou como a obra deveria ser feita. "Para rebaixar o campo, seria necessário o trabalho de escavadeiras e caminhões para remoção de areia, para avançar as arquibancadas. Não há como aumentar a capacidade expandindo o estádio externamente. O trabalho precisa ser interno", explicou Gomes naquela oportunidade.

O rebaixamento do gramado se daria em cerca de 4 metros e o estádio teria a capacidade ampliada para 46.300 lugares. Uma outra intervenção seria realizada na cobertura do estádio: "A nossa proposta inicial é de cobrir toda a estrutura de arquibancadas, mas dependendo das verbas que venhamos a conseguir, existe também a possibilidade de desenvolver uma cobertura completa, transparente, fechando o teto como um todo, sem atrapalhar a passagem da luz solar. Essa iniciativa foi desenvolvida com muito sucesso em países da Europa", dizia Gomes.

Nos arredores do estádio, rampas de acesso, em formato circular, seriam construídas para facilitar a entrada de idosos, evitando desta forma as escadas, além de funcionar como uma opção a mais de escoamento no término das partidas. As exigências da Fifa não dão conta apenas das condições do estádio em si, mas também de todo o seu entorno. Para isso, seria necessário um trabalho forte de urbanização naquela área, segundo o Moacyr Gomes. O arquiteto lembrava a necessidade de um estacionamento para, no mínimo, 6 mil carros e 2.300 ônibus. "Vamos precisar de toda a área que vai dos arredores do Machadão, passando pelo kartódromo de Natal, até uma área que será cedida pelo Governo do Estado, próximo a entrada do Centro Administrativo. Lá planejamos abrigar os ônibus", explicou.

O secretário de Esportes à época, Ney Dias, já havia inclusive calculado os custos com a obra de reforma, que variariam de R$ 100 milhões a R$ 120 milhões e que esse seria um dos motivos da escolha, além da questão do transporte, do Machadão em detrimento do Estrelão.

Na oportunidade, o arquiteto Gley Karlys ficou surpreso com a mudança. "O Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Energia e Assuntos Internacionais, que tem como seu titular Jean-Paul Prates, não me comunicou nada quanto a escolha do Machadão. Isso até me surpreendeu, pois a governadora Wilma de Faria assinou um protocolo de intenções, juntamente com o prefeito de Parnamirim, Agnelo Alves, que também assinou o documento liberando o terreno para a construção do novo estádio. Tudo isso foi enviado à CBF", revelou.

Surge a Arena das Dunas
Mas as surpresas não terminaria por aí. O projeto aprovado pela CBF e Fifa e que levou Natal a ser escolhida como uma das sedes do Mundial de 2014 não foi o do Estrelão, nem o da reforma do Machadão. Um novo projeto, debatido nos gabinetes, surgiu e foi o escolhido para "segurar a bandeira" da cidade na eleição da Fifa para as cidades-sede.

Surgia o Complexo Esportivo Arena das Dunas, envolvendo um novo estádio, construído a partir da demolição do estádio Machadão, do ginásio Humberto Nesi - Machadinho e do kartódromo Geraldo Melo, uma área no entorno, ocupada com prédios de escritórios, hotéis cinco estrelas e até um lago artificial. Novos centros administrativos estadual e municipal seriam construídos, de forma vertical.

O secretário da Secopa, Fernando Fernandes, explicava, na edição do dia 1 de fevereiro de 2009, como seria o funcionamento do projeto, que já teria custado, em princípio R $ 3 milhões para sua simples elaboração. Segundo Fernandes, a área seria licitada e a empresa vencedora teria o direito de exploração de todas as áreas comerciais por 30 anos, incluindo os centros administrativos e, em troca, construiria a Arena das Dunas, que teria o custo de R$ 300 milhões. "Haverá um processo licitatório abrangendo empresas nacionais e internacionais. A empresa vencedora irá receber a área cedida pelo governo no período de 30 anos, para então arcar com os gastos da construção do estádio e do complexo comercial e turístico, que irá lhe proporcionar um retorno financeiro interessante", explicou à época.

Na mesma matéria, o projeto recebeu críticas veladas do arquiteto Moacyr Gomes, que passou a ser excluído do processo de Natal na Copa. "Estou torcendo para que Natal seja uma das sub-sedes da Copa, mas sou totalmente contra a demolição do Machadão. Mas se quem administra a nossa cidade tem sede de luxo, como em Dubai, a ponto de por abaixo um patrimônio histórico, paciência, não podemos fazer nada", comentou Gomes. O engenheiro José Pereira da Silva, que foi o responsável pelos cálculos estruturais do Machadão complementou: "Não sou contra a realização de jogos da Copa do Mundo em Natal. Mas acho que instituições como o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), Ministério Público, o Legislativo Municipal e principalmente, a população, que é quem paga os impostos e financia os gastos públicos, deveriam participar dos debates. Para isso, poderiam ter sido realizadas audiências públicas".

Escolhida uma das sedes da Copa, em maio de 2009, o projeto de Natal aprovado pela Fifa teve vida curta e foi substituído. Sumiram as torres do entorno do estádio e tudo ficou concentrado na Arena. Na primeira licitação, nenhuma empresa compareceu e a fórmula do negócio precisou ser alterada.

O governo, além de listar terrenos como garantias de pagamento para a Parceria Público Privada, também criou um "colchão" financeiro de R$ 70 milhões, retirados dos royalties do petróleo, como uma forma de assegurar o retorno da empresa que investisse na obra. Apenas a Construtora OAS compareceu e foi declarada vencedora.

De acordo com o governo do estado, no próximo dia 15 de julho as demolições do Machadinho e Machadão terão início. Até o momento, apenas pequenas intervenções no ginásio e a retirada do mobiliário do estádio são pistas do começo da obra desta que é a face real e atual de Natal para Copa do Mundo de 2014.

*Artigo publicado originalmente em 12/6, na Tribuna do Norte
Ubuntu!

UBUNTU

A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu.
Ela contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva.

Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.

As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "Já!", instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.

O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.

Elas simplesmente responderam: "Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"

Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda não havia compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?

Ubuntu significa: "Sou quem sou, porque somos todos nós!"

Atente para o detalhe: porque SOMOS, não pelo que temos...
UBUNTU PARA VOCÊ!
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Colaboração de DIDI AVELINO

A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS - ILUSTRAÇÃO

Mais uma tela do artista plástico Levi Bulhões, que faz parte da ilustração do livro "A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS", que será lançado em outubro/2011. O artista utiliza a técnica mista da pintura acrílica com o bico de pena. A ilustração refere-se à crônica "MORRE O MESTRE FRANCISQUNHO",que dentre outras coisas relata a vida do carpinteiro naval Francisquinho, que foi o maior construtor de barcos da região.
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Do blog www.ormuzsimonetti.blogspot.com

domingo, 12 de junho de 2011


ALGUNS MOMENTOS DO AMOR

Neste dia dos Namorados, faço a renovação do meu amor, MAIS QUE CINQUENTÁRIO, transcrevendo versos que me inspiraram momentos determinados da minha vida.

1956 - Teca – (início de namoro)
A você meu anjo de candura
Que conseguiu abrir meu coração
Para libertar-me de uma masmorra escura
E conduzir-me para a amplidão.
Teca, que nome mais lindo!
Nome que pronuncio a todo instante
Sua imagem nos meus olhos é constante
Dizendo o teu nome, Teca
Vivo sorrindo...

1958 – A Teca - (primeiras rusgas)
E outra noite chega
Escuro e sombrio está meu coração
Apesar da lua
Que no céu flutua
Esteja a iluminar a amplidão.
Se olho o astro,
Te vejo nele.
Se olho o céu,
Ali também estás
Tenho ciúmes até do firmamento
Pois no pensamento não te verei jamais.
Fico sombrio em minha cadeira
Fico a ver da lua, o iluminar
Fico vendo a ti, oh! Minha querida
Fico sonhando sempre
De sempre te amar.

1959 – Solidão – (longe da amada – estudando em Recife)
Solidão, oh! Solidão
Por que andas a perseguir meu coração?
Se a noite é fria tu vens a mim
Se ela é morna
Só penso em ti
E os meus cabelos
Já estão prateando
Não posso mais esperar
E a chama do meu pensamento
Só vive a me fazer pensar
Por que não tive a sorte
De conseguir esse amor?
Vai solidão
Não maltrates mais
Deixa-me em paz, por favor.

1961 – Final – (a briga maior)
Afinal, terminou nosso amor,
Mas de um modo banal,
Afinal, acabou,
Esse nosso idílio irreal.
É melhor assim,
Não terei dissabores.
É melhor assim,
Buscarei outros amores.
Não me procures mais,
Eu te peço por favor.
Não me atormentes mais,
Tudo entre nós terminou.
Terminou, tudo terminou,
Prá nunca mais, foi final.
O nosso amor acabou,
Mas não fiquemos de mal.

31.12.62 – A Teca – (ela partira para morar em Belém-PA)
Neste dia, último do ano
O coração pulsa que nem sei,
Tenho felicidade aos montes
Em possuir a mulher que sempre amei.
A distância a mim não apavora,
O coração bate incessantemente,
Em saber que em qualquer aurora,
Estaremos unidos eternamente.
Não maldigas a sorte por esta separação,
A natureza é pródiga de saber
O que interessa é que o coração
Cada vez mais faça “nos querer”.

Em 16/3/1963 (casamos em Belém-PA e o amor foi consagrado)

15.3.64 – Um ano e o tempo (o amor foi consolidado)
(Para minha esposa e para Rosa Lígia, nascida em 20.01.1964)

Amor, um ano, união,
Dois seres num mesmo coração.
Dois corpos a seguir a mesma trilha,
E a prova desse amor, a nossa filha.
Amor, o tempo, a viuvez,
Os corpos se separam outra vez.
A lembrança, a tristeza, a saudade,
Amor, reencontro, eternidade.

* * *

E vieram outros filhos: Thereza Raquel, Carlos Rosso, Rocco José. Com eles o genro Ernesto e as noras Valéria e Daniela, consequentemente os netos Lucas, Carlos Victor, Raphael, Gabriela, Maria Clara e Carlos Neto (na espera de Isabela).
Neste “Dia dos Namorados” (a proclamação)

THEREZA, você continua sendo a minha única amada- amante e hoje, também, uma Madre Thereza de Calcutá ou Irmã Dulce na minha vida, confidente nos meus desenganos e vigilante na minha saúde. O que eu posso querer mais?

OBS.: Nessa mesma data, do ano de 1997, quando ministrava aula no Curso de Direito da UnP da Salgado Filho, no primeiro horário noturno, com cerca de 100 alunos presentes (duas turmas reunidas), sofri um infarto e fui socorrido prontamente pelos alunos Daisy (escritora) e Soares (ex-Sec.Tributação) que me levaram ao Papi, ali sendo cuidado, com especial carinho, pela Dra. Maria José._______________
Foto das rosas do jardim da nossa casa (Thereza)

sábado, 11 de junho de 2011


Convite ao perdão

Francisco Cândido Xavier foi um homem que viveu semeando a palavra do Cristo. Através das suas atitudes, pregou a paz e ensinou a caridade. Sua vida foi um exemplo de conduta cristã.
Médium, viveu por noventa e dois anos, foi desprezado por muitos e durante sua vida sofreu ofensas e insultos, tendo passado imune a tudo.
Em uma de suas muitas frases que ficaram registradas, ele disse:
Graças a Deus, não me lembro de ter revidado a menor ofensa que sofri, certamente objetivando, todas elas, o meu aprendizado. E não me recordo de que tenha, conscientemente, magoado a quem quer que fosse.
Esta frase nos faz refletir sobre a forma como agimos diante das ofensas que sofremos. No cotidiano, nos deparamos com situações que põem à prova a nossa conduta.
São os olhares de desprezo ou de inveja. As palavras que ferem, humilham, magoam. As indelicadezas e os gestos que perturbam e ofendem.
São também as atitudes contínuas de omissão, de abandono dos deveres, ou de opressão, que acontecem entre irmãos, casais, pais e filhos, que vão se somando e se transformando em imensas mágoas.
É comum vermos famílias desestruturadas pelo cultivo da raiva, do rancor e da indelicadeza. Enfim, vemos com frequência, relações se esvaindo pela ausência do perdão.
Seja qual for a gravidade do ato infeliz que nos atinja, enxerguemos o outro, que nos fere e magoa, como alguém que pode estar enfermo e precisando de ajuda.
E como escolhemos agir diante de quem nos ofende?
Quando procedemos da mesma forma que o outro, entrando na sua sintonia, revidando, seja com palavras ou com atitudes, estaremos deixando que o outro dite a nossa conduta.
Estaremos nos equiparando àquele que cometeu o gesto desequilibrado.
É certo que ficamos tristes quando alguém nos ofende, mas o que deveria mesmo nos entristecer, é quando somos nós os ofensores.
Trabalhar o perdão ao próximo, assim como o autoperdão, é um exercício diário que podemos nos propor. Todos nós somos capazes de perdoar.
Não nos esqueçamos de que, por diversas vezes, nós é que desejamos ser perdoados.
Temos que começar relevando e perdoando as leves ofensas, para que estejamos preparados, quando nos depararmos com situações mais delicadas que nos exijam essa virtude.
Perdoar também é doar. Ao perdoar estaremos doando entendimento, paciência, compreensão e o amor que purifica. O esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada.
Mas o perdão não é o esquecimento do fato. Por vezes, torna-se difícil eliminar da memória uma atitude que tenha nos ferido.
Perdoar é cessar de ter raiva, é deixar de nutrir em nós o ressentimento pela pessoa que nos causou a dor ou o gesto infeliz que nos atingiu.
Perdoar acalma, liberta, traz paz e harmonia às nossas vidas.
O verdadeiro perdão é aquele que vem do coração e não dos lábios.
Façamo-nos hoje o convite para que deixemos que o perdão triunfe sobre a mágoa e o ressentimento.
Redação do Momento Espírita.
Em 03.06.2011.
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Colaboração de Larissa Rosso

Machadão
Preparando Ação Popular contra a demolição


Foi protocolada ontem, junto à Justiça do RN, uma Ação Cautelar de Exibição de Documentos com Pedido de Liminar, para preparação de uma Ação Popular com objetivo de evitar a demolição do Estádio João Cláudio de Vasconcelos Machado, o Machadão, situado no bairro de Lagoa Nova, nesta capital.

A Ação Cautelar foi protocolada sob nº 0802583-07.2011.8.20.0001, em 09/06/2011, como preparatória da Ação Popular. Se acatada pelo juiz a quem couber o julgamento, as obras de demolição do estádio devem ser suspensas imediatamente.

Logo que o Tribunal encaminhe o processo a juiz de competência e disponibilizar à população os trâmites, traremos para os interessados o link para o seu acompanhamento por Internet.
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Fonte: ALDEIA POTI
aldeiapoti-subscribe@yahoogrupos.com.br

sexta-feira, 10 de junho de 2011


UBE/RN: UMA NOVA HISTÓRIA
Texto: Eduardo Gosson*

Para o historiador José Honório Rodrigues, no clássico A Pesquisa Histórica no Brasil, Edições Melhoramentos, afirma:

“a pesquisa histórica é descoberta exaustiva e diligente de novos fatos históricos na busca da documentação que prove a existência dos mesmos, permita sua incorporação ao escrito histórico ou a revisão e interpretação nova da História”

Foi com base nessa premissa que o escritor Francisco Martins pesquisando na biblioteca da Academia Norte Rio Grandense de Letras do RN descobriu uma pasta com importantes documentos: ofícios, recortes de jornal, estatuto e um extrato de ata confirmando a data de 14 de agosto de 1959, às 20h50, no Instituto Histórico e Geográfico do RN como a data oficial de fundação da União Brasileira de Escritores, secção do Rio grande do Norte. Portanto, há cinqüenta e dois anos atrás e não conforme livro de atas (segunda fase) que indicava 16 de novembro de 1984 no Salão dos Grandes Atos da Fundação José Augusto com a presença de Fagundes de Menezes. Assim, a UBE/RN tem três fases: 1ª fase (14.08.1959), 2ª fase (16.11.1984) e 3ª fase (23.03.2006).

1ª fase. A idéia partiu do jornalista, escritor e magistrado Edgar Barbosa durante a Semana de Estudos Euclidianos, promovida em Natal/RN, com o apoio de diversas instituições. Na histórica reunião de 14 de agosto de 1959, às 20h50, no IHGRN com a presença do escritor Umberto Peregrino, Aldo Fernandes, Edgar Barbosa, Alvamar Furtado, Grimaldi Ribeiro, Dióscoro Vale, Raimundo Nonato e Manoel Rodrigues. A diretoria aclamada para a organização da UBE – Secção do Rio Grande do Norte – ficou assim constituída: Raimundo Nonato – Presidente; Manoel Rodrigues de Melo, Vice-Presidente e Afonso Laurentino - Secretário . Essa Diretoria Provisória preparou o Estatuto e organizou o processo eleitoral em 14.11.1959, três meses depois, sendo eleitos os seguintes escritores para o biênio 1960/1961:

(1ª Diretoria)
Raimundo Nonato da Silva, Presidente; Paulo Viveiros, 1º Vice-Presidente; Manoel Rodrigues de Melo, 2º Vice-Presidente; José Saturnino de Brito, 3º Vice-Presidente; Afonso Laurentino Ramos, Secretário Geral; Berilo Wanderle, 1º Secretário; Leonardo Bezerra, 2º Secretário; Antídio de Azevedo, 1º Tesoureiro; Jaime dos G. Wanderley, 2º Tesoureiro.

Conselho Fiscal: Câmara Cascudo,Edgar Barbosa , Alvamar Furtado, Esmeraldo Siqueira e Américo de Oliveira Costa.

Vogais: Antônio Soares Filho, Vingt-un-Rosado, Jurandir Barroso , Zila Mamede e Veríssimo de Melo.

Através de um Comunicado endereçado ao Presidente da UBE nacional , escritor Peregrino Júnior, datado de 19.11.1959, o presidente da UBE/RN, escritor Raimundo Nonato da Silva comunica da eleição da 1ª diretoria da entidade, bem como solicita a filiação da UBE/RN à UBE, com sede no Rio de Janeiro.

Em 21.01.1960 foi fundada uma sub-seção da UBE/RN: Jaime Hipólito Dantas, João Batista Rodrigues, Vingt-um Rosado e Manoel Leonardo Nougueira.

Outra curiosidade: o Estatuto tinha 3 tipos de sócios:1. Sócios Efetivos (fundadores e efetivos). 2. Sócios Honorários e 3. Sócios Beneméritos.

2º fase. Inicia-se com a vinda de Fagundes de Menezes em 16.11.1984, no Salão dos Grandes Atos da Fundação José Augusto, na presença de 18 intelectuais. Curioso notar que a escritora Zila Mamede participou das duas fases, sendo inclusive Vogal da 1ª Diretoria da UBE (1960/1961) e sócia fundadora na segunda fase. Outra curiosidade: Dom Nivaldo Monte também participou das duas fases.

3ª fase. Inicia-se em 23 de março de 2006 com uma reunião de reorganização, na sede da Academia Norte -rio-grandense de Letras, contando com a presença de 7 escritores e vem até os dias atuais: Anna Maria Cascudo Barreto, Eduardo Antonio Gosson, Lívio Oliveira, Pedro Vicente da Costa Sobrinho, Nelson Patriota, Manoel Onofre de Souza Júnior e Racine Santos.

· Eduardo Gosson preside a UBE/RN para o biênio 2010/2011.

quinta-feira, 9 de junho de 2011


Parai, coveiros apressados!___________________

Roberto Guedes

Quando picaretas a soldo governamental começaram nesta segunda-feira, 6, anteontem, a quebrar o concreto armado do ginásio de esportes Humberto Nesi, muitos natalenses se deixaram invadir por uma sensação estranha. Ocorreu-lhes que, de repente, está chegando para Natal a 25ª hora em relação a destruir seu patrimônio sem certeza de estar fazendo a coisa certa.

A mim o episódio lembrou o início de um dos mais famosos discursos pronunciados em sepultamentos de políticos brasileiros:

“Parai, coveiros apressados”, proclamou o médico gaúcho Batista Luzardo, em oração que virou disco com grandes pronunciamentos brasileiros nos anos cinqüenta.

Como apregoam as autoridades determinadas a destruir, logo depois virá o início da demolição do estádio João Machado. Alguns desportistas suspeitam até de que esta destruição venha a ser impactada na calada da noite, a fim de que muitos conterrâneos sintam somente a dor do fato consumado, sem se render à sensação de haver assistido aos golpes sem nada fazer para evitá-los, contribuindo para o insucesso com o cruzar omisso de braços.

Graças a um planejamento exógeno, ginásio e estádio precisam ceder espaço a uma mirabolante criação arquitetônica de estranhos a Natal para que esta capital se habilite e se consolide como uma das catorze sub-sedes da Copa do Mundo de Futebol de 2.014.

Exigidas apenas em função de um evento que se prenuncia portentoso, demolição e construção implicam num investimento muito acima de tudo o que os poderes públicos envolvidos com este projeto ousaram aplicar em missões comezinhas de Estado, da erradicação de doenças, da fome e da ignorância à oferta de um mínimo de segurança às famílias aqui residentes.

Os golpes contra o ginásio se chocam com informações que recomendam muita cautela antes de começarem a dilapidar o patrimônio potiguar. Poucos dias antes de a picaretagem se impor no canteiro de obras de Lagoa Nova, um “ranking” divulgado pelo ministério do Esporte mostrou que Natal permanece na condição de lanterninha entre todas as catorze sub-sedes no tocante ao calendário dos investimentos demandados pela atração da Copa do Mundo.

Poucos dias depois de ser afastada do cenário da Copa das Nações, a cidade viu o governo federal inserir no cenário deste certame outras capitais estaduais que haviam sobrado na montagem do cenário dos sonhos para a Copa do Mundo. Belém e Goiânia ganharam aí uma quase certeza de que disputam algo certo, a substituição de Natal no tabuleiro da Copa do Mundo.

Neste cenário, ocorreram dois episódios locais que deveriam merecer muita reflexão.

Na semana passada um dos mais conhecidos desportistas de Natal, o deputado estadual Gustavo Carvalho (PSB), ex-presidente do América Futebol Clube, pediu a palavra para pedir aos conterrâneos algo que talvez só coubesse aos que desde o início pugnam pela preservação do João Machado e do Humberto Nesi.

Defensor sistemático de todos os esforços visando garantir a presença da Copa em Natal, o parlamentar pediu que a cidade só implodisse as duas praças de esportes depois de adquirir toda certeza de que no lugar delas se erguerá no tempo previsto para o certame a “Arena das Dunas” que tinha virado canto de sereia para muitos outros potiguares. Infelizmente para as duas construções, também este alerta ecoou pouco em Natal, onde uma mistura de interesses estranhos lesionou a capacidade de percepção de muita gente, criando uma onda de Maria-vai-com-as-outras incapaz não de decidir pela preservação do Humberto Nesi e do João Machado, mas pelo menos de colocar racionalidade no enfrentamento da questão. Até hoje, a implosão dessas praças de esportes trai interesses econômicos e políticos, em detrimento da saudável necessidade de conferir o que temos e podemos perder.

Autoridades governamentais mostraram anteontem, durante audiência pública na câmara municipal de Natal, que o executivo estadual não tem a menor condição de recuperar o estádio Juvenal Lamartine, que vinha sendo considerado o cenário de jogos de futebol na capital potiguar entre o fim do João Machado e a inauguração da Arena das Dunas.

Por todos os critérios tecnicamente levantados, da necessidade de oferecer segurança aos freqüentadores à indispensabilidade de se estudar o impacto do empreendimento no trânsito de Tirol e Petrópolis, é melhor, aos olhos da secretaria estadual de Infra-estrutura, deixar como está a velha praça de esportes. O diagnóstico, aliás, abre outra questão: é preciso dar uma nova destinação para o terreno do Juvenal Lamartine. Doado pelo governo do Estado, o imóvel só deveria permanecer nas mãos de instituição desportiva enquanto servisse ao esporte. Sua aposentadoria há alguns anos e a necessidade de grandes investimentos para sua reabilitação, argumentada nos últimos meses pela posseira do imóvel, a Federação Norte-rio-grandense de Futebol, demonstram que o terreno já deve ser devolvido ao legítimo dono, a fim de cumprir missão de efetivo interesse público.

Sem o investimento no Juvenal Lamartine, Natal volta a se ver sem um estádio comum a todos os times locais para sediar jogos de campeonatos estadual e de outras origens, receber visitantes e continuar figurando em certames nacionais, a não ser que paguem, em todos os sentidos, pedágio ao ABC pelo uso do Maria Lamas Farache, que lastimavelmente a crônica esportiva prefere mencionar como “Machadão”.

Paradoxalmente, esta perspectiva dói em muitos torcedores de América e Alecrim, os clubes que não gostariam de cantar suas loas na casa abecedista, fazendo honras com o chapéu do maior rival local, e só encontram alternativa a cem quilômetros de distância, caso passem a levar seus atletas a enfrentar os adversários em Goianinha.

Nenhum deles parou para refletir sobre o quanto esta dor pode se alongar por muito mais tempo, indefinidamente. É certo que sofrem ao pensar em usar o Maria Lamas Farache até à inauguração do Arena das Dunas. Masoquistamente, porém, esta sensação também se lhes configura um alívio. Parece lhes garantir que a partir de 2.014 Natal contará com o estádio maravilhoso do qual, até hoje, só tomou conhecimento através de uma criação virtual em computador, sem nenhum adereço técnico que lhe dê a sustentação de projeto arquitetônico e estrutural.

Ou seja: sofrem pensando numa dor passageira, imaginando que a perda de um braço humano será compensado por uma criação artificial de neurocientista. Ficar sem estádio comum a todos os clubes locais por dois anos? A inauguração do “Arena das Dunas” compensará este sofrimento. E se não houver “Arena das Dunas”, sem que nenhum Nicolelis possa compensar a falta do João Machado e do Humberto Nesi, quem e como amenizará a dor desta amputação?

Natal está prestes a se colocar no papel daquele policial que abre “Um corpo que cai”, um dos melhores filmes do extraordinário Alfred Hitchcok. Ele pula do alto de um edifício, que poderia ser chamado de João Machado, para outro, que aqui mereceria o nome de Arena das Dunas, e, não alcançando este, cai entre os dois prédios, perdendo a vida ao chocar-se com o chão duro da realidade.

(Publicado originalmente na edição desta quarta-feira, 8, hoje, do “Jornal de Roberto Guedes”, veiculado nas quartas-feiras pelo matutino natalense “Novo Jornal”).

quarta-feira, 8 de junho de 2011

terça-feira, 7 de junho de 2011


MOACYR GOMES DA COSTA – 84 anos de grandeza

Primogênito da família, veio ao mundo em sete de junho de 1927, de parto laborioso, na gloriosa terra de Caicó, que contou com a assistência das mãos santas de “Mãe Quininha”, daí a herança da têmpera e determinação do seridoense.
Infância feliz, mas sem nenhuma fartura, o que lhe rendeu logo cedo, a busca do trabalho, com passagem pela Base Aérea Americana de Parnamirim. Terminada a II Guerra Mundial, com 18 anos apenas, foi até Penha, onde papai era Juiz e contou que estava desempregado e precisava buscar outras plagas – o Rio de Janeiro. Após relutância, papai concordou e passou a deslindar o problema: arranjar dinheiro para a viagem e comprar uma passagem. Conseguiu 500 mil réis e foi até o seu amigo Ruy Paiva, gerente da Companhia Costeira de Navegação, propondo-lhe comprar a passagem de 3ª. Ruy protestou e disse que não admitia que o filho de um amigo viajasse nessa classe e lhe arranjou um camarote, dizendo mais que papai lhe pagaria quando e como pudesse. Dessa forma Moacyr “pegou um Ita (Itanagé) e foi pro Rio morar”, levando os trocados que papai conseguiu e uma carta para o tio Luiz. Lá, quando chegou, já estava uma comitiva de amigos, dos quais recordo ele ter falado, dentre outros, em Armando e Aníbal Cavalcanti, Inácio Meira Pires, Uilon Cabral e o tio Luiz.
Neste particular vale relatar um acontecimento inusitado. No dia da partida (dia dos Reis Magos de 1946), papai veio de trem para Natal e foi levar Moacyr no Cais do Porto. Pelas 5 da tarde o navio zarpou. O velho não pôde evitar uma lágrima atrevida de saudade do filho. Em alto mar e já com o cair da noite, surge uma avião fazendo razantes sobre o navio, atraindo todos para o convés. Parece que no navio estaria uma namorada do piloto. E, em dado momento, viu-se um clarão – o avião caiu e o Comandante deu ordem para procurar sobreviventes e realmente os encontrou – eram dois. Diante do quadro de gravidade, teve de voltar a Natal para deixá-los e somente zarpando no outro dia. Moacyr voltou para a casa de vovô onde papai estava dormindo. Bateu à porta e o velho assustou-se. E tudo recomeçou até o embarque definitivo.
Na escola regular, se sobressaiu pelo seu traço nos desenhos ilustrados dos seus cadernos, o que atraiu a atenção da família, inclusive do Tio Luiz Gomes da Costa, já então consagrado engenheiro na Capital Federal, já falecido.
Desde então despontava como promessa de um futuro arquiteto, com a ajuda desse tio vencedor no Rio de Janeiro.
Na cidade maravilhosa rendeu-se às suas belezas, ao seu povo e à sua boemia. Conheceu muita gente boa e celebridades, deixando lembranças. Uma dessas personalidades foi Dinarte de Medeiros Mariz, cuja afinidade decorrera do fato de virem da mesma região, além da amizade com papai, que o trouxe de volta ao Rio Grande do Norte, dando-lhe várias incumbências e daqui não saiu mais. Aliás, sobre Dinarte, constatei o fato marcante que tem muito a ver com Moacyr, pois quando mamãe corria risco de vida durante o seu parto, mãe Quininha, temerosa, procurou Dinarte e pediu ajuda e ele foi até Currais Novos e de lá trouxe o médico Mariano Coelho que resolveu o problema. Isso Moacyr soube do próprio Dinarte, o que esclarece a razão da grande amizade que papai lhe dedicava.
Apesar de “craque da prancheta”, com projetos divulgados até no exterior e apesar dos convites insistentes, optou pela vida pacata, feliz e romântica de Natal, o que curte até os dias presentes, prestigiado pela família e por amigos.
Moá, como carinhosamente o chamamos, não tem inimigos, pois perdoa a todos, inclusive os que procuram desmerecê-lo em algum jornal ou injustiçá-lo na administração pública, gestões próxima e remota. As paixões ocuparam uma boa parte de sua existência, tanto que custou a casar, mas quando o fez, acertou em cheio, completando-se com Iris, seus filhos José Neto, Flávio, Eduardo, Maria da Graça e seus netos Flavinho e Gabiel.

É o homem que desconhece o ócio, continua trabalhando, com o mesmo traço firme e idéias avançadas. Está na história da cidade de Natal, com pelo menos dois monumentos – o Estádio Machadão, cognominado de “Poema em Concreto Armado” pelo ex-governador Cortez Pereira


e o Pórtico da Cidade. Em relação ao primeiro, tem movido uma campanha lúcida e corajosa, porquanto a insensatez dos governantes anunciam a sua demolição, para em seu lugar erguer a “Arena das Dunas”, assunto que vem ocupando destaque nos noticiários da imprensa local e nacional.
No dia de hoje, em que atinge os 84 de vida, fazemos esta singela homenagem, afirmando nossa gratidão e o orgulho por tudo o quanto você representa para a família e para a nossa terra potiguar. Um grande abraço do irmão Carlos Gomes

CARTA ABERTA A EXCELENTÍSSIMA SENHORA GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, DRA. ROSALBA CIARLINE






EDUARDO ANTONIO GOSSON, escritor, presidente da União Brasileira de Escritores do Rio Grande do Norte – UBE/RN, residente à Rua Jacarandá, 225 – Cidade Verde, Parnamirim/RN, vem por meio desta CARTA ABERTA relatar a Vossa Excelência fatos da maior gravidade:
1) Portador do Mal de Parkinson desde 2004, tem por uma questão constitucional direito a medicamentos fornecidos pelo Sistema Único de Saúde, através da UNICAT;
2) Desde então nunca viu uma falta generalizada de medicamentos (na última vez que lá esteve, conheceu uma fornecedora que lhe informou que faltam medicamentos por que o Estado é um péssimo pagador e que ela não pode sustentar essa inadimplência);
3) Teve que recorrer ao Poder Judiciário para garantir o exercício desse direito (o que lhe foi garantido liminarmente até o julgamento do mérito);
4) Ainda assim tem que enfrentar uma burocracia insensata (desde o dia 03 de Maio que o Memorando nº 804/2011 solicitado pela UNICAT (transformado em Processo nº 100.491/2011-2 passeia pelos setores da Secretaria Estadual de Saúde) e já o medicamento está terminando e não pode ficar sem eles, uma vez que sua ausência o impede de andar (Vossa Excelência sabe, como médica, que o Mal de Parkinson ataca os movimentos, deixando- nos sem o elementar direito de ir e vir);
5) Não bastasse esse transtorno, tem filhos que dependem de Assistência Psiquiátrica (precisou internar um deles num procedimento de URGÊNCIA no hospital João Machado no último dia 04.06.11, sábado) e quase não consegue uma vez que a instituição está lotada. A generosidade da assistente social de plantão e dos enfermeiros possibilitou o atendimento. É do conhecimento da sociedade que a Assistência Psiquiátrica está um caos, conseqüência de políticas públicas equivocadas: os transtornos aumentaram ( a Organização Mundial de Saúde-OMS calcula em torno de 30% da população) e há vinte anos que o número de hospitais e leitos são os mesmos). Teve, certa vez, a convite da Dra Nádira Hazboun (na época presidente da Associação de Psiquiatria do RN), a oportunidade de assistir palestra do Dr. Valentim, na Assembleia Legislativa. A maior autoridade em Psiquiatria do Brasil fez uma radiografia completa da saúde mental. O mesmo é autor da reforma psiquiátrica levada com êxito no estado de São Paulo.
6) Solicita a regulamentação da lei nº 9..105 (Lei Henrique Castriciano), iniciativa da União Brasileira de Escritores – UBE/RN, viabilizada através dos deputados José Dias e Fernando Mineiro, da lei nº 9.169 (lei das leituras literárias nas escolas) e a aplicação de 1% do ICMS na Cultura (promessa de campanha assumida num debate na casa da Ribeira).
Neste sentido, o povo potiguar deu a Vossa Excelência a oportunidade de governar o Estado para fazer o resgate do governo de Dix-Sept Rosado, que foi silenciado na tragédia do rio do Sal, em Aracaju/SE, às 9 horas do dia 12 de julho de 1951. E a Senhora, como política, cidadã e médica, tem todas as condições de dar um salto qualitativo e inaugurar novos paradigmas políticos: fazer da política “a arte de promover o bem-comum”, como pensava Aristóteles na Grécia.

Termos em que
Pede deferimento.

Natal/RN, 05 de junho de 2011.

Eduardo Antonio Gosson
Presidente da UBE/RN
Cultura Potiguar. Escritora Lúcia Helena Pereira é homenageada com o TROFÉU CULTURA 2011. Auditório da FIERN - Natal/RN


Quero o Seu Olhar de Sol
Lúcia Helena Pereira*

Sim, quero o seu olhar de sol,
Sem a venda intrusa que a poeira cobre e ofusca.
O Seu olhar é mirante de alegrias
Alegoria festiva, convidada para os carnavais.

Vejo uma dança branca em seu olhar de mel
Requebrando-se numa esquina azul,
Onde uma íris enfeitada de doçura,
Ensaia passos ao redor do palco âmbar.

Quero o seu olhar em irradiante luz,
Em terceira dimensão, com visões rosadas
De lírios se abrindo, num muro cor de primavera
Flambada de sol.

Vejo a retina do seu olhar vestida de cristais
Porque tudo nele é luz, claridade,
É potencial de distância alcançada
No seu doce e puro olhar de amor.

Quero o rio brilhando em seu olhar
Que aponta faróis incandescentes
E contempla o dia e a noite,
Com uma clareza certamente pródiga.

E beijo o calor que emana do seu olhar
Nele um bafo de anjo já suspira
Anunciando o novo dia,
A nova luz do véu estelar do seu olhar.

Quero o seu olhar completamente enfeitado
Onde namoram paisagens e flores se acasalam
Junto aos pássaros do amanhecer,
Em muita luz, brilho e um verde exuberante.

Porque o seu olhar vem da canção diurna,
Embora mudo, seu olhar canta a pulsação
Da melodia em notas magistrais,
Dó, ré, fá, sol, lá, si...

Quero o seu olhar derramando vestigios
Espalhando a dança dos pirilampos
Num chão de folhas frescas e perfumadas,
Onde o sol desmaia tênues fios.

Esse seu olhar de bicho na escuridão das matas
Divisando mistérios, acendendo clareiras,
Olhar de fogo, ardor, olhar de brisa e amanhecer
Um olhar ocre, cheio de milagres.

Quero o seu olhar abrindo as cortinas
Do grande palco da vida.
Quero-o com novo figurino, bons atores,
Quero um filtro delicado para o licor do seu olhar.
EU QUERO!
__________________________
(*) Lúcia Helena Pereira
Nasceu em Ceará-Mirim/RN - 09-07-1945
Licenciatura Plena em História/UFRN - 1974
Autora: dos livros: Pássaro Azul de Asas Cor de Rosas
Breve Coletânea de Juvenal Antunes
Casa de Lembranças - história Romanceada
Palcos Da Infância - história romanceada
Participação em dezenas de Antologias, Revistas Literárias
Acadêmica de várias Academias do Brasil
Membro do Inst.Histórico-Geográfico do RN.Brasil
Ex-Presidente Regional e Nacional da AJEB (1990 A 2000)
Cônsul do Movimento Internacional de Poetas Del Mundo
Membro da Academia Feminina de Letas do RN
Membro da Academia Cearamirinense de Letras e Artes (ACLA)
Membro da Academia de Teófilo Otoni/MG
Participação no Dicionário de Mulheres - 2011
Várias medalhas: Clara Camarão/ Nisia Floresta/ Boca da Noite/ AJEB /Nacional
Troféu Cultura em 27-05-2011
Editora dos blogs: http://letrasecanaviais.blogspot.com
http://outraseoutras.blogspot.com

TROFÉU CULTURA
VIII EDIÇÃO
NATAL 2011

"Jornalista Toninho Silveira - A noite do Troféu Cultura"
http://outraseoutras.blogspot.com/2011/05/belissima-solenidade

segunda-feira, 6 de junho de 2011


O Estado e a Lei de Responsabilidade Fiscal
Carlos Roberto de Miranda Gomes
Membro Honorário Vitalício da OAB/RN

Tendo em conta os últimos acontecimentos locais, em função da Lei de Responsabilidade Fiscal, em boa hora, o Deputado Getúlio Rego convocou uma Audiência Pública para discutir os problemas vividos pelo Governo do Estado frente às dificuldades com as despesas com pessoal, para o que convidou o publicista Raul Veloso, do Estado do Piauí, comprovadamente experiente no campo específico das finanças públicas, para fazer uma palestra sobre o tema específico.
Com excessivo atraso, no último dia do mês passado, o certame teve início, tendo à mesa, além do Deputado referido, representantes do Governo do Estado, Justiça Federal, Ministério Público Estadual, Tribunal de Contas, OAB/RN e dois representantes sindicais, os quais se manifestaram após concluída a fala do Dr. Veloso.
Na parte que coube à Ordem dos Advogados, por meu intermédio, foi enaltecida a objetividade do palestrante, mas a perplexidade da situação apresentada, onde sistematicamente ultrapassado o limite prudencial nas despesas com o pessoal do Estado, as reivindicações das categorias funcionais, com parcela substancial de servidores em greve e as dificuldades para o atendimento dos pleitos apresentados e a pífia execução do setor de investimentos no primeiro quadrimestre do ano corrente, que apenas chegou ao percentual de 1%.
Fizemos ver da necessidade de dar atenção à Lei Complementar nº 101/2000, cujo campo de ação é bastante largo, objetivando o estabelecimento de normas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, consagrando princípios constitucionais e promovendo o equilíbrio das finanças do Estado, como corolário principal.
Lamentamos, na oportunidade, a pouca atenção do Governo ao enviar projetos de lei concedendo aumentos e vantagens a certas categorias de servidores, sem a realização do seu impacto orçamentário-financeiro, tornando letra morta, em princípio, pela força do art. 15 da LRF que declara: “São consideradas não autorizadas, irregulares e lesivas ao patrimônio público a geração de despesa ou assunção de obrigação que não atendam o disposto nos arts. 16 e 17”. O primeiro, exatamente o que exige a realização do aludido impacto.
Por outro lado, enfatizamos na ocasião, que o inciso I, do Parágrafo único do art. 22 da discutida Lei, excepciona das vedações por superação do limite prudencial, a concessão de vantagens, aumentos, reajustes etc. quando decorrentes de sentença judicial ou de determinação legal ou contratual, o que vale dizer – os direitos dos servidores de obtenção dessas vantagens previstas nas leis que estipularam os planos de cargos e salários, não podem ser desrespeitados, porque contidos na excepcionalidade legal. Isso, obviamente, gera um grande conflito na ordem financeira, o que só poderá ser solucionado através de um esforço de austeridade nas despesas públicas, paralelamente ao trabalho pelo aumento da receita.
Diante disso, sugerimos que fosse aproveitada a indicação do Dr. Veloso no sentido de se criar uma mesa de debates técnicos com todos os segmentos do Estado, incluindo parlamentares, Universidades, Poder Judiciário, MP, OAB, controles interno e externo e sindicatos, para ser encontrada uma solução, a par da elaboração de um planejamento sustentável para investimentos, tendo cautelas com a ideia inoportuna de demolição do Machadão, o que consumirá as receitas do Estado e comprometerá o seu patrimônio, pois com perigo de execução do fundo garantidor por parte do contratado-empreiteiro da Copa de 2014.
Infelizmente, a participação dos parlamentares, em sua maioria, deu conotação pouco técnica aos assuntos em debate, enveredando por discursos políticos partidários, com repercussão apenas na platéia, mas sem apoio aos problemas financeiros expostos.
Reputamos válida a iniciativa e a sociedade espera que alguma coisa seja feita de produtivo para recuperar as finanças do Estado e permitir que sejam implementados investimentos voltados para a melhoria da qualidade de vida do seu povo, como serve de exemplo o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, distanciados de sonhos inexeqüíveis que só evidenciam uma visão figurativa de um mendigo vestido de fraque e cartola.
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Publicado em O Diário de Natal (04.6.2011)

domingo, 5 de junho de 2011

O DOMINGO FOI FEITO PARA AMENIDADES

PÁSSARO VELHO - poema
Lívio Oliveira

nada que ouse
um quase sentido.
e basta que isso
satisfaça algo usado.
que bata asas
sem limites
nem distâncias contadas.

a máscara que cai no colo
e o fogo da memória,
a eletricidade cordial
da sujeira na esmola cedida,
é a meia-pataca que se engole.

e a dor na têmpora,
o olho fechado
e todos os demais
tentos renascidos
no absurdo espacial
do pensamento tardio:

é o que voa
no sereno,
no cortejo
blasfemo
do tempo.

mas se reflete
a luz que ateia
o fogo-fátuo
e não há mentira –
se em face do rito –
não se veja mais
que o vício
no escuro,
é só o teu nome
que é lembrado.

e é o que voa...
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POESIA É ARTE QUE ALIMENTA A ALMA
E EXPÕE OS MAIS ÍNTIMOS SENTIMENTOS.
(décima em decassílabos)
Wellington Leiros

São devaneios?... são delírios?... são.
Mas que traduzem, em meio a dissabores,
Instantes de ternuras e de dores,
De amor, de alegria e emoção.
Por vezes, na volúpia, o coração
É machucado... afloram-se os tormentos.
E o poeta transmuda, em tais momentos,
O que fora euforia, em plena calma.
POESIA É ARTE QUE ALIMENTA A ALMA
E EXPÕE OS MAIS ÍNTIMOS SENTIMENTOS.

wleiros.169@digi.com.br


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SABADOSE
Pedro Simões Neto

Sábado sombrio, arredio,
cinza frio, furta-cor baldio,
chuvoso, tedioso, vazio,
pede cachimbo, chocolate
quente, cama dormente, um amor
requentado, cigarra cantando
formiga de asa pela casa
clarineta em solo, goteira
gotejando cantigas no balde,
debalde o futebol, banho de sol,
arrebol, tantas queixas antigas,
ó mundo, que vou fundo na rede
pescar sonhos para o domingo
de certa incerta incerteza.
Antes que eu adormeça, ponho
gelo no copo sobre a mesa
e afogo a infinita tristeza
no profundo poço do meu Old Parr(*).

(*) Nascido em 1483, Thomas (Thos) Parr viveu 152 anos na Grã-Bretanha. Em 1871, os irmãos James e Samuel Greenles criaram o Grand Old Parr, em homenagem ao legendário Thomas Parr. E diz a lenda que o espírito de longevidade deste incrível homem está em cada dose de Old Parr. Envelhecido por 12 e 30 anos, o principal malte de composição é o Cragganmore, o mais famoso malte de Speyside, região onde nasceu o scotch whisky.
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sábado, 4 de junho de 2011


INAUGURAÇÃO DO CASTELÃO (atual "MACHADÃO")

Em maio de 1972 João Havelange visita Natal e inspeciona as obras para verificar da possibilidade de sua utilização para a Taça Independência (Mini-Copa) aprazada para o dia 11 de junho, que seria a data da inauguração do estádio. De última hora houve a determinação de antecipá-la para antes daquele Campeonato e assim acontecendo no dia 04 de junho, dividindo o espaço útil com pedaços de andaimes e material restante de construção.
Chega o dia ansiado – inauguração do “Castelão”, homenagem apressada ao Ilustre Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, sem tradição no campo esportivo, mas o principal articulador do movimento de 31 de março de 1964 e oficial de incontestável valor.
Antes disso o estádio foi apelidado de “Agnelão”, que seria homenagem ao Prefeito que teve a coragem de iniciar a concretização do sonho, mas que caiu na desgraça do governo militar e, sequer foi convidado para a festa.
Posteriormente, num lance de extrema felicidade, resolveram os desportistas em batizá-lo como Estádio João Cláudio de Vasconcelos Machado, o “Machadão”.
A solenidade foi presidida pelo Governador Cortez Pereira que, ao fazer alusão sobre o estádio o proclamou como um “poema de concreto armado”, ladeado pelo Prefeito Jorge Ivan Cascudo Rodrigues e muitos convidados ilustres. Era o dia 04 de junho de 1972 o batismo efetivo daquela obra.
Paraquedistas descem sobre o gramado, foguetões e a presença do povo a testemunhar aquele feito – uma festa.
O primeiro clássico ABC 1 X 0 AMÉRICA. Primeiro gol – William. Em seguida VASCO DA GAMA 0 X 0 SELEÇÃO OLÍMPICA DO BRASIL. O estádio era uma realidade.
Vale aqui reproduzir trechos de depoimento prestado pelo Arquiteto Moacyr Gomes, porque detalha lances da história do “Machadão”:

"1.... foi exclusivamente por força do grande prestigio de João Machado perante àquele presidente da então CBF, conforme relato a seguir: Fui ao Rio em agosto de 1971 portando um simples bilhete de apresentação de João Machado àquele importante paredro, o qual me recebeu de imediato, com todo cavalheirismo que lhe era peculiar, demonstrando toda a amizade e consideração pelo nosso "Joca Macho". Confessando a sua impossibilidade de nos ajudar financeiramente na conclusão do estádio, me fez portador de um recado a Cortez e Jorge Ivan, prometendo incluir Natal no torneio do Sesquicentenário da Independência (mini-copa do mundo, muito mais expressiva do que as duas ou tres peladas que a FIFA promete para a Copa 2014), e. ainda mais, em consideração ao fato da origem portuguesa do amigo, mandaria pra cá a notável seleção portuguesa comandada pelo grande Eusébio, o que de fato aconteceu, tendo esta se sagrado vice campeã do torneio, no Maracanã, sendo o Brasil Campeão com um gol de Jairzinho, partida que fomos assistir no Rio, eu, com minha mulher, e os amigos Mario Sergio Garcia de Viveiros e sua Lucia de Fátima;
2 - A atitude do Sr. Havelange mudou todo o quadro de dificuldades e a obra tomou novo impulso, toda a cidade acreditando e aplaudindo, todos querendo ajudar, clima de expectativa e credibilidade (naquele tempo não havia PPP, a não ser como desaforo chulo) a imprensa acreditando em nós (alguns hoje , ex-colegas, ex-discípulos e ex-admiradores de João Machado são apologistas da demolição do Machadão em nome da "modernidade do legado" de um mundo novo prometido pela FIFA,... Freud explica) . Cabe destacar que o esforço do desportista Humberto Nesi para nos ajudar naquele momento decisivo, reconhecido posteriormente em justa homenagem com a aposição do seu nome ao ginásio '"Machadinho", estará condenado a somar-se aos escombros do "Machadão" e da creche Katia Garcia (...a mão que afaga é a mesma que apedreja" ... já dizia Augusto dos Anjos);
3 - Cabe ainda o relato de alguns fatos curiosos como por exemplo: a inauguração do estádio estava prevista para 11/6/1972 quando jogariam Portugal x Equador, porém foi antecipado para o dia 4, o que nos causou angustiosa correria, pois na véspera até Humberto Nesi estava ajudando na marcação de cal no campo de futebol, na madrugada tivemos, Mário Sergio e eu, que ajudamos a carregar os pesados móveis dos vestiários, chegados num momento em que não havia mais ninguém no recinto, e no dia do jogo saímos para almoçar e pegar nossas esposas quase em cima da hora de começar o espetáculo; outro fato curioso é que negaram convite a Agnelo para as solenidades oficiais, por isso devolvi o meu, no que fui acompanhado pelos colegas presentes, em solidariedade àquele que era o verdadeiro pai do estádio e que recebia o voto da ingratidão. Encontrei-o anônimo no meio da multidão, dei-lhe o abraço que se dá aos vitoriosos, com os votos da gratidão que lhe devia, e desde então consolidamos uma longa e afetuosa amizade."

Logo em seguida (11 de junho) teríamos o início da Mini-Copa (Taça Independência), comemorativa dos 150 anos do Grito do Ipiranga, o que comentaremos no próximo artigo.
________________
Reprodução de artigo que escrevi neste blog em 17.12.2010



COINCIDÊNCIA ?

Exatamente nos seus 39 anos de existência, Natal assiste, atônita, o começo do desmonte do nosso Machadão, mercê da sanha criminosa de pessoas de visão curta, que insistem em destruir um patrimônio do povo, plenamente aproveitável, para erguer em seu lugar uma "arena" que poderia ser construída em outro local mais adequado, uma vez que o progresso da cidade implicará, brevemente, na necessidade de espaço para a mobilidade urbana.
Num momento em que o Estado do Rio Grande do Norte amarga dificuldades financeiras sem conta e convivendo com um número record de greves, sem capacidade de investimento, se insiste nesse empreendimento temerário, em detrimento de tantos outros equipamentos públicos reivindicados, que muito melhor atenderiam à qualidade de vida do povo.
A figuração que nos ocorre, na insistência desse projeto megalomaníaco, é a de um MENDIGO DE FRAQUE E CARTOLA, nada mais que isso.
VERGONHA! TRISTEZA!IMPUNIDADE!

A imprensa é preconceituosa?
Luiz Gonzaga Cortez (*)

Nós somos copiadores e imitadores. E preconceituosos. De quê? De tudo. Mas, um lembrete: vou escrever sobre o comportamento dos nossos ilustres colegas jornalistas brasileiros. Além da decadência do jornalismo investigativo, aliás, acompanhando o rumo (ou sem rumo?) da grande imprensa do eixo Rio de Janeiro-São Paulo-Brasília, que de “grande imprensa” só tem a fama, os repórteres e redatores dos jornais potiguares foram contaminados pelo vírus da copiação, da imitação e da cultura preconceituosa. E imitam errado. Como, rapaz, diga aí? Vamos devagar.
Observem o noticiário da imprensa do eixo que antigamente era chamado de “sul maravilha” e as notícias dos jornais diários da província potengina sobre um assunto atual: a caixa com os gravadores do avião da Air France que caiu no Oceano Atlântico em 2009, no trajeto Rio de Janeiro-Paris. Essas caixas são laranjas (outros dizem que são cor de rosa, vermelhas), mas os jornais e televisões do Brasil chamam-nas de “caixas pretas”. Elas sempre foram laranjas para facilitar a sua identificar na terra e no mar e em qualquer lugar do planeta. Você já pensou uma caixa preta no fundo do oceano, a três, quatro ou cinco metros de profundidade, ao lado ou dentro de possíveis vegetações marinhas? Claro, seria mais difícil a sua localização. Mas, todos os comunicadores já estão habituados a tachar de preta, negra ou preto os eventos e acontecimentos ruins. Recentemente, a Tribuna do Norte fez uma chamada de primeira página intitulada de “noite negra no futebol brasileiro”, se reportando as derrotas de times do América e do Grêmio, no Brasil e num país vizinho. E a matéria na página interna acompanhava a chamada de capa. Essa “cultura” já está incorporada na imprensa nacional? Creio que sim.
Outro exemplo: estive numa casa de câmbio no “Praia Shopingue”, na avenida Roberto Freire, e vi um pequeno cartaz com os seguintes dizeres: “Mercado negro é crime federal”. Aí eu pergunto: onde está o mercado branco, o mercado amarelo? Cambiar moedas estrangeiras se faz em qualquer esquina deste país, nas calçadas de bancos particulares e estatais. A moda agora é cambiar nos bares e restaurantes chiques, digo, freqüentados por pessoas de maior poder aquisitivo. O cartaz da casa de cambio não poderia se referir ao criminoso mercado paralelo?
É por isso que concordo com Alberto Einstein (1879-1955), cientista alemão naturalizado americano, quando disse que “é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”.
Além de preconceituosa, a imprensa e a mídia nacional é imitadora e copiadora do que se diz, como se veste, o que se usa, no estrangeiro. E nós embarcamos nessa canoa. Estamos copiando o que se diz e se faz nas televisões do novo “Eixão” (Rio de Janeiro-São Paulo-Brasília). Querem um exemplo? Trocaram a palavra comum por recorrente. Quando se referem a um caso comum, os empavonados apresentadores e noticiaristas da Globo e das demais redes de televisão dizem que o caso é recorrente. Mestre Aurélio diz que recorrente é quem recorre de um feito judicial, quem recorre de uma sentença para outra instância superior, etc. Vejam os dicionários. E substituíram a palavra classificação por “ranking” (palavra americana que significaria colocação nos campeonatos de voleibol nos EUA).

(*) Luiz Gonzaga Cortez, jornalista.
______________________
Publicado em O Jornal de Hoje (03.6.2011)

sexta-feira, 3 de junho de 2011


SOMOS DO TEMPO EM QUE...
Por Francisco de Assis Barros

Somos do tempo em que papel higiênico era
quadrado (papel Tico-Tico?). Lembram-se quando o papel higiênico era
quadrado? Não confundam com o “papel higiênico tipo-jornal”. Falo
daquele comprado em mercearias – também não tínhamos supermercados -,
que vinha imprensado entrem dois papelões, lembrando, atualmente, um
pacote de guardanapos. Aquele pacote de papel higiênico já vinha com
um arame para dependurar na parede.
Somos do tempo em que a revista O
Cruzeiro era a preferida. Naquele tempo não existia a variedade de
revistas informativas que temos hoje. Mas tínhamos, além de A Cigarra
e Realidade, a revista O Cruzeiro, com suas seções: artigos de David
Nasser, o Pif-Paf, com textos de Emanuel Vão Gôgo (pseudônimo de
Millôr Fernandes), Carlos Estevão, O Amigo da Onça e, na última
página, sempre um maravilhoso artigo de Raquel de Queiroz.
Ininterruptamente, a revista O Cruzeiro foi editada de 1943 a 1975.
Somos do tempo em que se vendia rolete de
cana-de-açúcar (caiana) e amendoim torrado, na porta do cinema. E tem
mais, nós podíamos entrar com aqueles produtos e, lá dentro, ficar
jogando o bagaço na cabeça dos outros. Lembram-se como eram
acondicionados os roletes de cana? Uma taboca aberta e os rolinhos
espetados ali.
Somos do tempo em que brincar os
carnavais com confetes e serpentinas era normal, e, o que era melhor,
tomando muito porre de lança- perfume Rodouro. Tínhamos também o
lança-perfume Colombina, mas este não tinha um bom odor. Quem não ia
aos bailes com um lencinho no bolso? Quem esquecia o lenço tomava seus
porres na manga da camisa mesmo. Qual a marca do lenço? Presidente.
Somos do tempo em que táxi se chamava
“carro de praça” e taxista era “motorista de praça”. E os carros de
praça eram: Sinca Chambord, Studebaker Street, Buick Roadmaster,
Mercoury,DeSoto, Hillmann, Nash, Packard, Dodge, Lincoln, Plimouth
Belvedere, Ford Vitória, Aero Willys e até Rural da Willys.
Somos do tempo em que se escrevia de
caneta tinteiro, atropelada pela caneta esferográfica. Íamos para o
colégio com a nossa caneta tinteiro, que, às vezes, derramava a tinta
no bolso e ficava aquela mancha difícil de tirar (posteriormente
criaram a Parker Quink, lavável). Portávamos também o tinteiro, para o
caso dela secar e não passarmos vexames. As marcas eram Sheaffer,
Compactor (muito popular entre nós), Pilot e a sofisticada Parker 51,
depois a 61, mais moderna.
Somos do tempo em que as motos, tipo
Scooter, eram apenas duas: Lambreta e Vespa. Ambas de origem
italiana tinham seus pneus muito pequenos, o que gerou muitas quedas.
Como não havia a obrigatoriedade de usar capacetes, aqueles tombos
trouxeram péssimas conseqüências para alguns. A Vespa, para complicar,
ainda tinha o motor do lado, o que obrigava o condutor a empenar o
corpo para compensar. Atualmente as Scooters estão de volta, mas se
observa que agora seus pneus são bem maiores.
Somos do tempo em que andávamos de bonde,
marinete e auto-lotação. Natal tinha duas linhas de bondes:
Ribeira/Alecrim e Alecrim/Lagoa Seca. Era um transporte barato e
lento, mas muito prazeiroso. A linha Alecrim – Lagoa Seca era muito
perigosa para quem andava em pé do lado de fora (era um charme!); como
os bondes passavam muito próximos dos postes, muitos marmanjos
quebraram as cabeças ali. Porém, o mais gostoso mesmo era saltar do
bonde com ele andando.
Somos do tempo em que dávamos corda em
relógio de pulso. Nossos relógios ainda não eram automáticos, eram
mecânicos e ainda tinham “cabelo”, então, ou se dava corda,
sistematicamente, ou eles paravam de funcionar. Os relógios de
categoria teriam que ser made in Suisse, todos com corda manual:
Tissot, Omega, Mido, Eternamatic, Seiko. Posteriormente, os mesmos
fabricantes suíços criaram o relógio automático, como dizia a
publicidade da época: “... com o movimento regular e preciso da âncora
de rubis que move todo o relógio de qualidade”.
Somos do tempo em que menino tomava
purgante. Tomamos muitos purgantes. Entrávamos de férias e as nossas
respectivas mães nos impingiam aqueles terríveis purgativos:
batata-de-purga, maná-com-sena, óleo-de-ricino e, os farmacêuticos:
Neocitram, Limonada Purgativa, Salamargo e Licor de Cacau Vermífugo
Xavier. Eca! Já recuperados de tantas caganeiras, era o momento delas
(as mães) nos obrigarem a tomar Iofoscal (para a memória da criança) e
Emulsão de Scott (a base de óleo de fígado de bacalhau). Eca, de novo!
Quando tossíamos? Phimatosan. Ainda tomamos: Licor de Cacau Xavier,
Cibalena, Pílulas de Vida do Doutor Ross, Cafiaspirina, Bromil,
Capivarol e Biotônico Fontoura.
Somos do tempo em que as nossas mães,
irmãs e, até, namoradas começaram a usar o laquê em spray da Helena
Curtis, desobrigando-as de usar pente ou escova durante as festas.
Vimos também essas mulheres usarem os seus primeiros cílios postiços e
as roupas íntimas da DeMillus, aposentando definitivamente as
calcinhas (elásticos ou botões), de tecido (morim ou cambraia de
algodão), anáguas, combinações, cintas e sutiãs com enchimento. Usavam
também: vestido tubinho, vestido de organdi com a cola de tafetá,
calças da Lewis, blusa banlon e saia plissada. Para o embelezamento:
Pó de arroz da Cachemere Bouquet, da Coty ou Royal Briar, Rouge, Creme
Rugol, Antissardina, Pomada Minâncora e Creme Ponds.
Somos do tempo em que a inflação gerava
“carestia”. Ouvimos muito nossas mães falarem na grande carestia e
nunca vimos ninguém em pânico com medo de perder o emprego ou o seu
patrimônio. Gosto muito de dizer que a “carestia” que os nossos pais
enfrentaram era mais branda do que “a inflação” que enfrentamos nos
dias atuais.
Somos do tempo em que o nosso banheiro
ficava lá no final do quintal da casa, conseqüência: tínhamos que,
invariavelmente, utilizar o indefectível urinol. Naquele tempo
chamávamos o Demônio de Cão.
Somos do tempo em que a rapaziada só
transava com prostituta ou empregada doméstica e usava brilhantina no
cabelo: Glostora, Royal Briar, Promesa e Gumex; sapatos Clark, Paso
Doble ou Vulcabrás e meia Lupo ou Lobo; após a barba sempre Áqua
Velva. Se chovia, usávamos capas e galochas. Naquele tempo os padres
rezavam a missa, em latim e de costa para os fiéis, com a mulherada de
xale na cabeça.
Somos do tempo em que dançávamos ao som
do Trio Los Panchos, Benvenido Granda, Lucho Gatica, Gregório Barros,
Orquestras de Waldir Calmon (Feitos Para Dançar nº 1, 2, 3...) e de
Perez Prado. O Long Play? Continental, RCA, Rosenblit ou Mocambo.
Acompanhamos o nascimento e a morte do Twist. Dormíamos numa cama
patente Faixa Azul, o colchão era Probel e os lençóis eram da
Santista. Tomávamos Toddy, Ovomaltine e Vic Maltema e combatíamos os
insetos com Detefon e chatos com Neocid.
Somos do tempo em que pingávamos no olho
Colírio Moura Brasil e Lavolho; tomávamos refrigerantes Crush,
Clipper, Grapete (ainda existe) e Guaraná Caçula. Má digestão e azia
eram curadas com Sal de Frutas Eno; nossas bicicletas eram Monark ou
Bianchi; colávamos nossas figurinhas com água e farinha de trigo – o
famoso grude – ou com Goma Arábica; chupávamos Drops Dulcora, nosso
chocolate era Diamante Negro e fumávamos cigarrinhos de chocolate da
Garoto.
Somos do tempo em que nossas mães limpavam
os móveis com Óleo de Peroba ou Lustrol e lustravam o chão com Cera
Parquetina; o sabão em pó era Rinso ou Lux; as suas máquinas de
costuras eram: Vigorelli, Singer, Elgin e Leonam (Manoel ao
contrário); abanavam o fogo à lenha com a tampa da panela, enquanto
usavam a Gordura de Côco Brasil; usavam ovo de madeira para coser
meias com Linha Corrente; usavam areia de rio para limpar as panelas
(daí o verbo: arear) e anil para clarear as roupas lavadas.
Somos do tempo em que todas as geladeiras
eram brancas (lembram-se da Kelvinator?) e todos os telefones eram
pretos; todo menino tinha um terninho de marinheiro e tirava fotos com
ele (ridículo!); jogavam futebol com bola de capotão (devidamente
besuntada com sebo); havia half e center-half, todos de suporte
anatômico Big, que chamávamos de sunga (aquela do Gorila),
tornozeleiras e os goleiros usava joelheiras.
Finalmente, somos do tempo em que, no
futebol, Pelé e Coutinho faziam uma famosa tabelinha. Porém, aí, já
seria uma outra história.
Meu Deus! Como o tempo passa rápido!
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Colaboração de Ciro Tavares

quinta-feira, 2 de junho de 2011



C O N V I T E

O INSTITUTO NORTE-RIOGRANDENSE DE GENEALOGIA – INRG tem a satisfação de CONVIDAR os seus associados e pessoas interessadas para assistirem a reunião-palestra, que será realizada com a participação especial da confreira CLOTILDE TAVARES, a qual abordará o tema: “Fundamentos da Genealogia”.
DATA/HORÁRIO: dia 16 de junho, às 19,30 horas.
LOCAL: Solar Bela Vista – Av.Câmara Cascudo (antiga Junqueira Aires) – Natal
Natal, 01 de junho de 2011.

ORMUZ BARBALHO SIMONETTI
Presidente

quarta-feira, 1 de junho de 2011


NOVA LEI BRASILEIRA SOBRE PRISÃO.
Não é só para conhecimento, mas também para indignação...E DIVULGACÃO!!!

VEJA QUE ABSURDO!!!!

Desabafo de um Promotor.

Caros colegas, após 15 anos de atuação na área criminal estou
pensando seriamente em abandonar a área com a nova LEI 12.403/2011
aprovada pelo CONGRESSO NACIONAL e sancionada em 05/05/2011 pela Presidente DILMA ROUSSEF e pelo Ministro da Justiça JOSÉ EDUARDO CARDOZO.

Quem não é da área, fique sabendo que em 60 dias (05/07/2011) a nova
lei entra em vigor e a PRISÃO EM FLAGRANTE E PRISÃO PREVENTIVA SOMENTE OCORRERÃO EM CASOS RARÍSSIMOS, aumentando a impunidade no país. Em tese somente vai ficar preso quem cometer HOMICÍDIO QUALIFICADO, ESTUPRO, TRÁFICO DE NTORPECENTES, LATROCÍNIO, etc.. A nova lei trouxe a exigência de manter a prisão em flagrante ou decretar a prisão preventiva somente em situações excepcionais, prevendo a CONVERSÃO DA PRISÃO EM FLAGRANTE ou SUBSTITUIÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA em 09 tipos de MEDIDAS CAUTELARES praticamente inócuas e sem meios de fiscalização
(comparecimento periódico no fórum para justificar suas atividades,
proibição de frequentar determinados lugares, afastamento de pessoas,
proibição de de se ausentar da comarca onde reside, recolhimento
domiciliar durante a noite, suspensão de exercício de função pública,
arbitramento de fiança, internamento em clinica de tratamento e
monitoramento eletrônico).

Para quem não é da área, isso significa que crimes como homicídio
simples, roubo a mão armada, lesão corporal gravíssima, uso de armas
restritas (fuzil, pistola 9 mm, etc.), desvio de dinheiro público,
corrupção passiva, peculato, extorsão, etc., dificilmente admitirão a
PRISÃO PREVENTIVA ou a manutenção da PRISÃO EM FLAGRANTE, pois em todos esses casos será cabível a conversão da prisão em uma das 9 MEDIDAS CAUTELARES acima previstas. Portanto, nos próximos meses não se assuste se voce encontrar na rua o assaltante que entrou armado em sua casa, o ladrão que roubou seu carro, o criminoso que desviou milhões de reais dos cofres públicos, o bandido que estava circulando com uma pistola 9 mm em via pública, etc.

Além disso, a nova lei estendeu a fiança para crimes punidos com até
04 anos de prisão, coisa que não era permitida desde 1940 pelo Código
de Processo Penal! Agora, nos crimes de porte de arma de fogo, disparo
de arma de fogo, furto simples, receptação, apropriação indébita,
homicídio culposo no trânsito, cárcere privado, corrupção de menores,
formação de quadrilha, contrabando, armazenamento e transmissão de
foto pornográfica de criança, assédio de criança para fins
libidinosos, destruição de bem público, comercialização de produto
agrotóxico sem origem, emissão de duplicada falsa, e vários outros
crimes punidos com até 4 anos de prisão, ninguém permanece preso (só
se for reincidente). Em todos esses casos o Delegado irá arbitrar
fiança diretamente, sem análise do Promotor e do Juiz. Resultado: o
criminoso não passará uma noite na cadeia e sairá livre pagando uma
fiança que se inicia em 1 salário mínimo! Esse pode ser o preço do
seu carro furtado e vendido no Paraguai, do seu computador receptado,
da morte de um parente no trânsito, do assédio de sua filha, daquele
que está transportando 1 tonelada de produtos contrabandeados, do
cidadão que estava na praça onde seu filho frequenta portando uma arma
de fogo, do cidadão que usa um menor de 10 anos para cometer crimes,
etc.

Em resumo, salvo em crimes gravíssimos, com a entrada em vigor das
novas regras, quase ninguém ficará preso após cometer vários tipos de
crimes que afetam diariamente a sociedade. Para que não fique qualquer
dúvida sobre o que estou dizendo, vejam a lei.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm

Também para comprovar o que disse, leiam o artigo do Desembargador
FAUSTO DE SANCTIS sobre a nova lei, o qual diz textualmente que "com a vigência da norma, a prisão estará praticamente inviabilizada no
país":

http://advivo.com.br/blog/luisnassif/de-sanctis-e-o-codigo-de-processo-penal
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Colaboração de DIDI AVELINO

terça-feira, 31 de maio de 2011

LÍVIO OLIVEIRA INFORMA AOS AMIGOS


Meus textos em "O Poti"

Caras amigas e amigos d'O Teorema da Feira,

Tenho a alegria de informar que há aproximadamente quatro semanas estou escrevendo como colaborador permanente do jornal O Poti, um dos três mais importantes jornais do Rio Grande do Norte, que voltou com força total, após um período de suspensão que se deu em face de uma estratégia editorial dos Diários Associados, grupo empresarial e jornalístico colossal que o mantém.

Sinto-me honrado por ter sido convidado pela prezada editora Juliska Azevedo e pela jornalista Adriana Amorim. Antes, eu escrevia aos sábados no Diário de Natal, com a chancela inicial do meu amigo jornalista Sérgio Vilar. Agora, ganhei de presente - a partir desse novo convite - a possibilidade de publicar os meus textos no domingo, dia que - todos sabem - os leitores mais procuram a leitura de jornais.

Na mesma página em que escrevo, ainda temos a participação semanal do ex-Deputado Federal Ney Lopes e do jornalista Ciro Pedroza. Acredito estar em muito boa companhia, do ponto de vista textual.

Portanto, amigos e amigas, temos mais uma forte oportunidade de divulgar as nossas ideias, opiniões e textos.

Abraço a todos.

L.O.