segunda-feira, 17 de junho de 2019

sábado, 15 de junho de 2019

PRESENTE DE AMIGO

Meu caro amigo,
Lembrei-me muito de você nestes últimos dias. E ao lado desta lembrança um poema recorrente, escrito no século XIX por uma 
poetisa inglesa de origem italiana, Christina Rossetti. E ocorreu-me como se sua amada pedisse para levá-lo até você. Aqui está, na bela tradução de nosso Manuel Bandeira: 

Remember

Recorda-te de mim quando eu embora
For para o chão silente e desolado;
Quando não te tiver mais ao meu lado
E sombra vã chorar por quem me chora.

Quando não mais puderes, hora a hora,
Falar-me no futuro que hás sonhado,
Ah! de mim te recorda e do passado,
Delícia do presente por agora.

No entanto, se algum dia me olvidares
E depois te lembrares novamente,
Não chores: que se em meio aos meus pesares

Um resto houver do afeto que em mim viste,
– Melhor é me esqueceres, mas contente,
Que me lembrares e ficares triste.


...................

AMOR SEM FIM

                        (À amada imortal)

Já me deste provas
Que me amas sempre
E que nosso amor
Não pertence ao tempo

Não pertence ao tempo
Mas à eternidade
Desconhece falta
Ou necessidade

Nasce e renasce
E perfeito assim
Em qualquer das vidas
Não conhece fim


(Horácio Paiva)

É profundo o ensinamento. Mas está claro que a alguém incomoda a tristeza e quer vê-lo longe desse sentimento.

Com a solidariedade e o abraço fraterno de seu amigo, 
Horácio Paiva. (No anexo, há um poema meu, AMOR SEM FIM) 

quinta-feira, 13 de junho de 2019


DATA INESQUECÍVEL
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes

            Era o DIA DOS NAMORADOS do ano de 1997, o relógio marcava em torno de 19 horas e estava eu em plena exposição de uma aula de Direito Tributário no Curso de Direito da UnP da Salgado Filho quando, inusitadamente, tive um aperto descomunal no peito e senti que estava perdendo as forças por não poder respirar. Encostei-me no quadro pois ficava numa parte mais elevada e fiquei em silêncio.
        A sala estava repleta, posto que reunidas duas turmas, haja vista que o professor do segundo horário informou que não viria. O meu silêncio despertou burburinho e, uma aluna da primeira fila – Daisy Leite, que fora enfermeira no passado, aproximou-se e verificou meu pulso, chamando em seguida o aluno Soares (que também era professor da UnP, creio que de Ciências Contábeis e ocupava a Secretaria de Tributação do Estado), que me conduziu ao Papi imediatamente. Dali saí nos braços dos alunos e em 10 minutos esperava-me na entrada do hospital a Dra. Maria José Pacheco, com uma maca e medicamento de emergência.
        Recolhido à UTI, ao meu lado reconheci a voz de Odeman, velho amigo dos carnavais do bloco Deliciosos na Folia, que também estava sendo atendido. Fiz uma comunicação com ele apenas me identificando enquanto a competente médica tomava as providências cabíveis, o que atravessou todo o restante da noite e começo da madrugada.
        A família avisada entrou em pânico, afinal controlada graças a Dona Therezinha, minha saudosa esposa que, em sua aparente fragilidade, foi mais uma vez a apaziguadora da situação. Pela primeira vez dormi alguns dias longe dela.
        Sinceramente, em nenhum momento temi pela minha vida, mas preocupei-me pelo fato de que faltavam duas aulas para concluir o semestre letivo. E aí? O assunto foi resolvido pelo aluno e, também professor Soares, que ministrou as aulas e ninguém teve prejuízo.
                Coincidentemente, dias antes fui chamado ao gabinete do Governador Garibaldi Ales Filho, ao qual compareci com o Conselheiro Nélio Dias e o Procurador Edgar Smith Filho e lá recebi o convite para ser o Controlador-Geral de um novo órgão que ele criara – A Controladoria Geral do Estado. Mentalmente reagi contra, mas a “pressão” da presença de dois amigos importantes, responsáveis pela ideia, resolvi aceitar em razão do que o Governador afirmara: ‘se você não aceitar eu não instalo a Controladoria’. Assumiria no dia 13 de junho de 1997. Não o fiz por conta do infarte da véspera, antes relatado. De certa forma achei que era um aviso e que o fato faria caducar o ato de nomeação.
        Ledo engano, antes de terminados os 30 dias da nomeação, foi esta renovada e eu não pude mais me furtar ao encargo.
        Ontem, comemorei a data dos Namorados levando flores para Thereza em sua morada terrena – O Morada da Paz. Travei diálogo com ela, troquei ideias, chorei naturalmente e voltei com a sua presença espiritual para o nosso quarto.
        Deus esteve conosco, pois à noite, com filhos e vizinhos, rezei um terço em honra de São Pedro, padroeiro da nossa paróquia. Dormi na paz do Senhor.
        

terça-feira, 11 de junho de 2019




VIAGEM INUSITADA

Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes

            Sem qualquer planejamento, minha família, preocupada com meu estado de saúde, decidiu proporcionar-me um breve fim de semana em João Pessoa, pois sabem que sempre tive simpatia pela Capital Tabajara.
            Aceitei a oferta pelo propósito de levar meu neto Carlos Victor para um conclave de design do qual haveria participação da amiga Marília, como de fato aconteceu, tudo devidamente cronometrado.
            Saímos – Ernesto, Rosa, eu e Victor no horário adequado e numa viagem confortável, sobretudo pela boa conservação da estrada e, ao passar nas cercanias de Emaús lembrei que ali repousa minha THEREZA e senti uma intuição das suas recomendações: cuidado, cuidado com o que vai comer.
            Uma parada “técnica” em Mamanguape, como costumava fazer quando eventualmente viajava com ela, um bom café e pé na estrada.
            Ainda não chegava nove horas e deixamos Victor em seu destino e lá estava Marília esperando na entrada do prédio. Depois rumamos ao centro da cidade e fomos visitar a Livraria do Luiz, a convite do amigo e escritor Irani Medeiros. Infelizmente ao indagar por ele me foi dito que ele avisou que teve uma viagem de emergência, mas deixou as devidas recomendações. De pronto fui recepcionado por vários intelectuais que formam uma interessante Confraria, aquela que tenho saudades em Natal desde que a Livraria Universitária fechou as suas portas.
            O local já me encantou posto que em um beco, sem acesso a qualquer veículo e o lugar está recheado de sebos e vendedores em bancas ao relento. O ambiente muito aconchegante, bem frequentado – dois lançamentos de livros anunciados, a presença da centenária irmã do General Bandeira, uma performance de um ator sobre um conto sobre passarinhos e assombrações.
            O meu principal parceiro naquele bom papo foi o escritor e cordelista Marco di Aurélio, que logo me passou boas informações e fez a minha apresentação, inclusive ao mais novo imortal da Academia Paraibana de Letras, o escritor Roberto Cavalcanti, que ali adentrou sob aplausos dos presentes. Um dos confrades tirava sequencialmente fotografias em flagrantes dos componentes da mesa, aproveitando seus descuidos e em posições gozadas que depois eram expostas aos risos dos presentes. Eu e Rosa compramos alguns livros e nos despedimos dos novos amigos, ficando de um breve retorno. Foi uma manhã que há muito não vivenciava num ambiente tão espontâneo.
            Almoçamos no Salutte e em seguida fomos para o descanso no Nord Luxxor, defronte do calçadão da orla marítima, que registro como bom hotel, calmo, bom atendimento, que nos trouxe comodidade suficiente para um fim de semana. Estranho é que os hotéis da região não têm redes e isso foi um tormento para mim, que sou um inveterado usuário desse apetrecho nordestino, cantado em verso e prosa.
            Passeios pela cidade que me deram a verdadeira dimensão do seu desenvolvimento e comprovaram alguns aspectos positivos dos quais sinto falta aqui na terrinha Natal – calçadões muito frequentados por banhistas, farofeiros, atletas, caminhantes, pedalantes – inclusive pessoas de idade avançada, sempre debaixo de árvores, o que, aliás, é outro ponto forte da capital paraibana, com grandes reservas  de mata nativa, equipamentos de exercício e lazer e duplas de policiais que garantem segurança, lanchonetes e bares que ficam abertos madrugada a dentro.
            Voltei a Natal inteiro, mas sem apagar a angústia da saudade de quem me acompanhava por todos os 56 anos de união. A vida continua ... a saudade também.






quinta-feira, 6 de junho de 2019

quinta-feira, 30 de maio de 2019

H O J E




Caríssim@s, segue o "save the date" do lançamento do meu livro BREVIDADES.
Atenciosamente,
Ivan Lira de Carvalho

sábado, 25 de maio de 2019


UM CANTINHO DO CÉU
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes

        Quando minha THEREZA adoeceu e foi internada, inspirado pela sua inquebrantável esperança de voltar, decidi preparar-lhe uma surpresa, um novo quarto, com as comodidades que a vida moderna oferece.
        Um estante nova para guardar os seus santos, seus livros de orar, um aparelho de dvd/cd, um televisor, telefone fixo para suas demoradas ligações para as amigas, em especial Maria Dulce, ar condicionado, que nem apreciava tanto, uma mesinha redonda, sua poltrona preferida e um imenso sofá-cama, petrechos que não chegou a conhecer presencialmente, pois Deus não permitiu o seu retorno físico.
        Ao lado coloquei a minha rede azul de estimação, com remendos feitos por ela e que abriga o meu corpo como se fora as entranhas da minha mãe e coloquei nas paredes fotografias e quadros que eu mesmo pintei, representando um colóquio com Jesus, outro de Lourdinha Peregrino (Malu) com figuras angelicais, um Santo Antônio pintado por Ana Amélia Nogueira Fernandes e um São Francisco de lápis cera de Assis Marinho.
        Então fiz desse quarto a minha morada, onde posso meditar, falar com ela, chorar, escrever, ler e escrever tudo o que considero compatível com o gosto que ela mais apreciava.
        Pensava ali viver o meu silêncio e a dor da minha saudade, mas de repente, acredito que por interferência dela, fui traído pelo bem-querer dos filhos, netos e agregados, que disputam o espaço nas noites em minha companhia, o que me leva a viver num cantinho do céu, jamais programado.
        Aqui recebo os amigos, que me ajudam na lembrança de quem foi tudo para todos e assim reviver momentos, exemplos, saudades de forma permanente, até o findar do tempo que Deus nos reservar. Não pensem que esse é um lugar de sofrer – não. É um recanto de oração e de trabalho, pois dele fiz, também, o meu escritório, porém sem computador para não dividir o tempo com as lembranças dela.
        Numa das paredes mantenho um jarro com flores em sua homenagem e, ao lado, o seu diploma da Escola Profissional Feminina, conquistado em 1º de dezembro de 1956 que está assinado pelo Professor Carlos Borges de Medeiros, como Diretor Geral do Departamento de Educação do Estado do Rio Grande do Norte e da Professora Maria Eutália de Menezes Ribeiro, Diretora da Escola.
        Toda essa riqueza ornamenta meu quarto sagrado e engrandece uma convivência de 71 anos.

        Obrigado Deus por tanto tempo de alegria. Cuide bem dela, pois essa Santa criatura foi o Senhor que retirou daqui!

terça-feira, 21 de maio de 2019





A PALAVRA E A AÇÃO – DOIS ASPECTOS DA FILOSOFIA
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes

        Na leitura da edição de hoje da TN, vieram-me à mente, conversas e lições que nos brindava o meu querido tio Paulo Gomes da Costa, professor, livre pensador, poliglota e filósofo, hoje inteiramente esquecido que, em seus rasgos de cultura ensinava que existem dois aspectos importante da filosofia – o da palavra e o da ação.
        Pois bem, desse indicativo registrei, como exemplo da filosofia da palavra o artigo do respeitável confrade Padre João Medeiros Filho “Saudades de Aznavour” onde dá o toque genial de quem sabe escrever, proseando valorativamente o expoente marcante da canção francesa, suas composições inesquecíveis e suas ações patrióticas em favor da Armênia, lugar de seu nascimento.
        No correr do seu trabalho grafei: “... Alimentei tantas esperanças que bateram asas, deixando-me perdido sem saber aonde ir”. Essa frase representa o meu atual estado de espírito depois que perdi a minha THEREZA, meu norte e, minha esperança.
        No outro ponto vejo a filosofia da ação, esta representada pelo dinamismo de Ormuz Barbalho Simonetti, incansável presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, que junto ao Governo do Estado está resgatando um pedaço da nossa história no sentido da restauração oficial do brasão do Rio Grande do Norte, em consonância com o desenho original do amazonense Corbiniano Villaça, elaborado na França por solicitação do Governador Alberto Maranhão, Mecenas da cultura, conforme o Decreto nº 201, de 1º de julho de 1909.
        É o registro que faço desses dois expressivos momentos da cultura potiguar.

sábado, 18 de maio de 2019




MARIA, A ESPOSA DE JOSÉ – A SAGRADA FAMÍLIA
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes

     Atravessamos a metade do mês de maio, que no calendário religioso católico é consagrado a MARIA, mãe do Redentor, em que pese o fato de que isto não é unânime entre os cristãos, porquanto alguns obscurecem o papel da mãe de Jesus quando dão interpretação equivocada às palavras bíblicas.
     Toda mãe, pelo simples fato de conceber vidas já pode ser considerada escolhida por Deus, quanto mais aquela que perdeu o seu filho na cruz para salvar a humanidade. Tenho em meu pensar, que mãe é a criatura mais gloriosa da criação de Deus.
     Contudo, não é essa a abordagem que pretendo com este modesto escrito e sim o de exaltar a esposa, como ensina o Livro Santo:
Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres,
como a seus próprios corpos.
Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.
(Efésios 5:28)
     Ao trazer essa mensagem, venho testemunhar o valor incomensurável da mulher, esposas, companheiras, amigas ou amantes no melhor dos sentidos do sentimento humano, pois no fatídico (para mim) dia 31 de março deste ano cruel perdi a criatura que mais amei na vida, cuja falta sinto todos os dias e em todos os momentos.
     THEREZINHA, a minha eterna THEREZA não era simplesmente uma esposa, mas sim uma criatura abençoada que sentia prazer nas tarefas domésticas, prudente em todas as suas ações, promotora da paz e da harmonia no lar e entre as pessoas que a cercavam, cuidadora excelente da qualidade de vida dos filhos, benfeitora dos necessitados, conciliadora que somente levava a alegria e a paz para os circundantes.
     Sua partida deixou em mim apenas gratidão a Deus, que a livrou do sofrimento e permitiu que deixasse esta dimensão da vida com a paz de criança dormindo, com um sorriso triunfante de quem soube honrar a existência.
     Espero que os amigos não me tomem como uma pessoa frágil pela insistência em recordar quem lhe acompanhou por 71 anos, mesmo tempo de vida de Dona Lígia, que guardava os mesmos Predicados de THEREZA, mas pelo que vejo do seu trabalho, do exemplo e dedicação, será pouco recordá-la diariamente.
     Considero que a minha missão ainda não terminou pois tenho a obrigação de continuar a sua obra, certamente sem a mesma competência, mas para isso elevo a minha oração ao Senhor, para que me conceda o dom da sabedoria e mantenha viva em mim a chama da Graça e da Misericórdia que vem de Ti.
     Dá-me a sabedoria para saber julgar corretamente; saber solucionar os problemas e retirar os entraves que atravessam o caminho; concede-me um coração que possa ter forças para ajudar o próximo.
     Assim como Atendestes a Salomão para encontrar a sabedoria, eu rogo que possa merecer uma pequena fagulha desse divino tesouro.
     Obrigado a todos pela solidariedade e aos amigos do Rotary Club Natal-Sul que hoje celebraram a páscoa e se lembraram dos que partiram para a casa do Pai, tudo sob o competente comando do estimado confrade Cônego José Mário.


quarta-feira, 15 de maio de 2019



IRMÃ DULCE AGORA É SANTA
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes

        Esta semana o Brasil viveu momentos de emoção ao tomar conhecimento do decreto papal reconhecendo outro milagre de Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes (Salvador, 26 de maio de 1914 — Salvador, 13 de março de 1992), mais conhecida como Irmã Dulce, Beata Dulce dos Pobres ou Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, tendo recebido o epíteto de "o anjo bom da Bahia".
        Irmã Dulce foi uma religiosa católica brasileira, que fez muitas ações de caridade e assistência para quem mais precisava e agora está a caminho da canonização. Sim, IRMÃ DULCE, a Santa protetora dos desvalidos.
        O fato tem um significado maior para a família Rosso-Gomes, posto que era a figura mais venerada pela nossa pranteada THEREZINHA ROSSO GOMES.
        Em família comentamos a alegria que certamente THEREZA estará sentindo, em saber da boa nova “Hozanas”. Venceu a verdade, triunfou a Justiça, aumentou a alegria de ter a Primeira Santa brasileira.
        A grandeza da nova Santa está em suas obras de caridade e de assistência aos pobres e necessitados, atitudes que praticou desde a mais tenra idade e a colocou na estrada do amor ao próximo, quando abrigava os carentes na casa de seus pais, partindo para a criação e manutenção de várias instituições filantrópicas, das quais ficou famoso o Hospital Santo Antônio, construído no lugar de um galinheiro do Convento Santo Antônio.
        Ela é considerada uma das mais importantes ativistas humanitárias do século XX, sendo apontada como referência nacional e internacional no capo das atividades humanitárias do mundo.
        Pelo seu exemplo de caridade e amor ao próximo, teve seu nome indicado para o Prêmio Nobel da Paz em 1988, mas não logrou sua eleição. Contudo, passou a ser reconhecida seguidamente pela Igreja Católica que a tornou beatificada em 2011 pelo Papa Bento XVI, e agora indicada a canonização pelo Papa Francisco.
        Irmã Dulce é a primeira Santa Católica nascida no Brasil, confirmando o que já ocorrera em 2001, quando foi eleita "a religiosa do século XX", em uma eleição que foi publicada pela revista Isto É.
        Por deceto do então governador da Bahia, Jaques Wagner, em 2014, foi instituida a data de 13 de agosto como o Dia Estadual em Memória à Bem Aventurada Dulce dos Pobres.
        Em 2000, foi distinguida pelo Papa João Paulo II com o título de Serva de Deus e chegou a visita-la na Bahia em sua agonia.  

segunda-feira, 13 de maio de 2019




13 DE MAIO.
Luzes espirituais de Maria, em dois poemas marianos...

FÁTIMA

Na penumbra de meu quarto
rezo o terço.

Seis horas  -
o vento descansa nas árvores.

E procuro uma azinheira
onde possa ver teu rosto,
Senhora.


EN EL TREN DE SEVILLA

Adónde vas, caro señor?
-  A Sevilla, de los gitanos.

Y lo que quieres allá?
-  Una bella vírgen.

Y esto, cuanto costa?
-  Toda la vida,
pués así la he buscado.

La vida que puse
En sus manos,,,    


(Horácio Paiva)


O segundo poema, dito em português:

NO TREM DE SEVILHA

Aonde vais, caro senhor?
-  A Sevilha, dos ciganos.

E o que queres ali?
-  Uma bela virgem.

E  isto, quanto custa?
-  Toda a vida,
pois assim a tenho procurado.

A vida que pus
em suas mãos...

   

domingo, 12 de maio de 2019



ENTRE A DOR DA SAUDADE E A ALEGRIA DO EXEMPLO
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes
         Hoje é o dia 12 de maio de 2019 – DIA DAS MÃES, o primeiro que passamos sem a nossa querida THEREZINHA ROSSO GOMES (minha THEREZA), ainda sob a emoção da partida próxima. Contudo, este sentimento que agora pretendo expressar deverá ser constante até o reencontro na eternidade. Um abraço a TODAS as mães da nossa família.
         Como mãe, sou testemunha do seu desvelo, do amor intenso, do zelo, do cuidado com o presente e o futuro e da constante preocupação com o bem-estar de todos, particularmente do meu.
         Não canso de dizer a grandeza dessa mulher, aparentemente frágil, um verdadeiro “cristalzinho” como diziam suas amigas, mas na essência uma guerreira, que nunca semeou a discórdia e sempre cultuou a compreensão, por isso sendo reconhecida por todas.
         Ainda não me acostumei a viver sem sua presença física. Mas certamente seu semblante não sai da minha memória, reforçada pelo retrato que guardo em meu lugar preferido no qual a reverencio todos os dias, com um beijo de saudade e com o respeito de marido.
         Tenho procurado frequentar todos os lugares que com ela passei momentos de grande alegria, oportunidade em que vejo no pensamento o seu porte elegante, seu permanente sorriso na face, que não abandonou nem mesmo nos momentos mais difíceis do seu internamento. Ela cumpriu a máxima do Criador: “Deus te quer sorrindo”. Ontem visitei o chorinho da Praça da Alegria (Praça Padre João Maria) e testemunhei para os presentes a sua despedida da vida após a última visita à audição comandada por Carlos Zens.
         Hoje, com os filhos, visitei o Campo Santo do Morada da Paz e no lugar onde repousa seu corpo físico, juntamente com os meus pais e o irmão Fernando. Lá fizemos preces e saímos com a paz de Cristo. Depois visitamos Rachele e Hilma e agora nos preparamos para o almoço em família.
         Por mais tempo que me for concedido para permanecer nesta dimensão da vida, em nenhum segundo esquecerei que vivi com uma Santa, com uma mãe extremada no grau maior que se possa considerar um ser terreno. Não adianta que o tempo passe, pois seus exemplos estão presentes em tudo – nas flores do seu belo jardim, nos animais que nele habitam, do rosto de cada amiga e amigo, no convívio dos filhos e netos e na procura daqueles seres necessitados que a procuravam e procuram, ainda, pelo nome doce de Dona Therezinha.
         Querida, tudo está absolutamente igual ao que você deixou e a casa vive e respira você permanentemente.
         Receba hoje a homenagem da sua família:
Tesouro da minha vida,
Honra e glória do viver
Estrela do meu caminho
Razão que alimenta o meu ser.
Esse lamento doído
Zoando minha canção
Acalenta o meu sofrer.

sábado, 11 de maio de 2019


O USO E O ABUSO DO CELULAR – Berilo de Castro




O USO E O ABUSO DO CELULAR –
A internet revolucionou e inovou o mundo. Encurtou espaços, congregou e uniu mais as pessoas. Avançou e globalizou o planeta.
O uso dos smartphones tomou conta do mundo. Viralizou.
Por onde se anda, onde se chega, somos abalroadas de pessoas usando e abusando dos aparelhos celulares. Já não se conversa mais em reuniões de almoço; nos restaurantes, nos bares, dirigindo veículos, nas academias de ginástica, nos ônibus, nas viagens, nem mesmo em casa; é a prática corriqueira e disseminada do uso de celulares. É uma peste!
O mais curioso e mais alarmante é que vem se alastrando e ocupando lugares, encontros e momentos de debates totalmente inapropriados e proibitivos.
Ultimamente, temos assistido, na mídia televisiva, discussões sobre os mais importantes e desafiadores temas da política de desenvolvimento nacional, que implicam em uma atenção muito especial por parte dos envolvidos.
No entanto, uma coisa tem chamado a atenção de todos, não precisa ser bom observador para comprovar: o uso abusivo, desnecessário e irresponsável de celulares. Uma conduta inaceitável e imoral.
No Congresso Nacional, a “festa” dos celulares é perene e vibratória. Quanto mais séria a discussão, mais é intensificado o seu uso, e menos atenção se dar ao debate; fato observado com destaque e frequência nas mesas sobre Reforma da Previdência Social. Uma vergonha, um descalabro imensurável, que tem como protagonistas os políticos, nossos legítimos representantes, eleitos e pagos (muito bem pagos) por nós.
Por tabela, temos observado também essa nociva prática nas nossas casas legislativas. Ato intolerável.
É verdadeiro e indiscutível o grande serviço que presta a telefonia móvel ao mundo. No entanto, é preciso saber usar, escolhendo os momentos e os lugares apropriados, por uma questão de educação, respeito e civilidade.

Berilo de CastroMédico e Escritor –  berilodecastro@hotmail.com.br
As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores

sexta-feira, 10 de maio de 2019


O PRIMEIRO SEMESTRE DO ANO ESTÁ FINALISANDO. E DAÍ?
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes
                Estou voltando às minhas tarefas do cotidiano e, nesse período em que passei um tanto recluso pelas agruras que me afligiram com a súbita partida da minha grande companheira THEREZINHA, pude reler alguns conceitos e analisar comportamentos de forma a me reposicionar no caminhar da vida. Mas vi que praticamente nada mudou no cenário político-administrativo do Brasil, do nosso Estado e desta terra de Câmara Cascudo.
            A cultura vai devagar, as praças de maior importância estão cercadas de tapumes, mas como diz a canção de Dorival Caymmi: “andou chuviscando, andou penerando, mas chover não choveu...!” Obras fundamentais de saneamento, estradas, estrutura da administração, igualmente, estão definhando.
            As perspectivas de recuperação são aflitivas, pois o nosso PIB não reage, a inflação está ameaçando subir desordenadamente, com aumento do custo de vida motivado por fatores da economia, dos sucessivos aumentos de combustível, estradas mal cuidadas, redução de meios eficazes de fiscalização.
            Em verdade, mesmo não sendo expert nesse temário, não vejo muita dificuldade de avaliar esse cipoal de equívocos = decisões estapafúrdias do STF, inclusive com discussões estéreis e comportamentos deploráveis, desaprovação de projetos e medidas do governo federal, dando mostras da pouca competência da equipe de governo, futricas impertinentes resultantes de pronunciamentos inoportunos e inconsequentes dos governantes e seus familiares, falta de transparência da única reforma em andamento – a da previdência.
            Enquanto isso, sente-se o canibalismo político, com o trabalho sorrateiro dos partidos derrotados para um retorno triunfal??? As universidades em clima de guerra por conta de contingenciamento nas verbas para a educação.
            Em verdade, o povo tem muito o que reclamar e os governantes muito o que consertar. Contudo, TODOS, governantes e governados precisam reativar o seu patriotismo e formarem uma frente ampla no caminho da redenção do Brasil, a curto prazo, para evitar uma convulsão, desta feita causada pelo desespero do povo sofrido, enganado e exausto de carregar a carga maior das obrigações coletivas.
            Também pudera, um povo que escolhe seus ícones retirados dos períodos de exceção, como Che Guevara, Hitler, Mussolini, Fidel, Pinochet, Hugo Chaves e outros caudilhos e guerrilheiros de menor prestígio, num verdadeiro “samba do criolo doido”. Espero não ser processado por racismo, apenas usei um termo consagrado na canção satírica composta pelo escritor e jornalista Sérgio Porto, sob pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta, em 1966, para o Teatro de Revista.
            Como será o amanhã. Espero que haja tempo de recuperação no próximo semestre. Vou rezar e ajudar para que isso aconteça.
O BRASIL PRECISA SER AMADO MAIS.

A G E N D E - S E




Lançamento do livro da escritora MARIA ARISNETE CÂMARA DE MORAIS

Sexta-feira, dia 10/05, a partir das 18 horas, nos jardins do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte.
Contamos com a sua presença


quarta-feira, 8 de maio de 2019

H O J E -DOIS ACONTECIMENTOS IMPORTANTES PARA A CIDADE




MAETERLINCK REGO MENDES
"Doutor América"




A Câmara Municipal de Natal, em sessão solene a ter início às 18,30 horas no Plenário Padre Miguelinho, fará a entrega do Título de "Cidadão Natalense" ao eminente Professor 
MANOEL DE MEDEIROS BRITO.



BRITO: CIDADÃO NATALENSE DIA 08 DE MAIO

Valério Mesquita*

01) O ex-deputado, secretário de estado e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Manoel de Medeiros Brito é dono de um repertório de históricas, nascidas do seu “fair-play”, “savoir vivre” e bom humor. São necessários três idiomas para definir a extraordinária espirituosidade de uma vivencia tão rica de situações e fina hilariedade. O jornalista João Batista Machado que o chama de “Brito Velho”, alusão ao ex-deputado federal gaúcho, possui um longo repertório e causos e acontecências colhidos ao longo de sua vida pública.
02) Certa vez, estava no interior quando veio o apelo irresistível de uma cachacinha. O seu fiel escudeiro era Raul, motorista. “Raul”, recomenda Brito, com parcimônia, “veja se encontra nesses botecos uma cachaça pelo menos razoável”. Empreendida a busca, volta Raul com a recomendação protocolar: “Dr. Brito, tem umas mas não são de boa qualidade”. Brito, sediço e aliciador, sentencia: “Seu Raul, ruim é não ter”.
03) Brito é um exímio apreciador da “pinga” nordestina. Degusta o precioso liquido como se fosse um príncipe do semi-árido. Como secretário do interior e justiça, Brito gostava de integrar a comitiva oficial às reuniões da SUDENE em Recife. E explicava ao jornalista Machadinho: “eu vou porque lá é tudo muito bom e barato”. Mas nunca perdia o paladar de uma branquinha. Na capital do frêvo, encontrava sempre o amigo Raimundo Nonato Borba, chefe da representação do Rio Grande do Norte junto a SUDENE. Como é do seu hábito arranjou-lhe logo um apelido: Borba Gato. E no trajeto do aeroporto à SUDENE, do banco traseiro Brito avisava: “Borba Gato não se descuide de parar antes num boteco para eu beber um “rabo de lagartixa”.
04) O Palácio Campo das Princesas, em Recife, era o local refinado nas reuniões da SUDENE para os convescotes e rega-bofes, do mundo oficial do Nordeste. Num desses eventos gastronômicos, estava presente o então secretário da industria e comércio do Rio Grande do Norte Jussier Santos, conhecido pela sua finesse,  foi logo servindo-se de champion e sugerindo a Brito para provar aquela delicia. E esse responde de bate pronto: “Jussier, eu não como frieira”.
05) Em outro almoço, alguém da comitiva oficial do Rio Grande do Norte provoca Brito ao avistar apetitosos camarões: “Brito, sinta o cheiro inconfundível. Este, com aquele olhar jardinense do Seridó corrige: “IN não. Cheiro confundível!”.
06) Vivia-se o tempo áureo da UEB, a extinta União de Empresas Brasileiras que instalou em Natal o Hotel Ducal, a Sparta Confecções, a Seridó Tecidos e a Incarton. Na Sparta, fabricante de camisas, pontificava como diretor o nosso Manoel de Medeiros Brito, o Brito Velho de guerra. Para conhecer as instalações, convidou o jornalista João Batista Machado, que levou de contrapeso o colega Aluízio Lacerda. A fidalguia de Brito tem o selo da fartura de Jardim do Seridó. Após os drinks e sucos regionais, o almoço foi servido com direito, ao final, a charutos odoríficos e fumegantes. Por fim, chegaram à imensa sala das máquinas onde o labor das costureiras explodia no ar um frenético torvelinho de vozes e ruídos mecânicos. Machadinho, já conhecedor da proverbial “queda de asa” de Brito pelo mulheril, provoca curiosamente o seu cicerone: “Brito, e as mulheres aqui?”. Sem perder a postura e como se informasse um detalhe fabril, detona: “É de médio a refugo...”.
07) O garçom do Palácio Campos das Princesas em Recife, chamava-se Paulo Maluf e se tornou amigo incondicional de Brito. Quando terminava a reunião da SUDENE e os primeiros grupos chegavam ao salão de recepção para os aperitivos inaugurais do almoço, e uma voz se erguia em meio aos circunstantes: “Maluf, Maluf, cadê a minha cachaça!”. Era Brito exercitando o ritual.
(*) Escritor.