sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

OUTRAS CARTAS DE COTOVELO – 07- 20/janeiro/2017
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes, veranista e escritor
        




Sem esperar os primeiros sinais de um dia de verão, madruguei com o pipocar de fogos comemorando o dia de São Sebastião, coincidentemente, também o aniversário da minha primogênita Rosa Ligia igualmente usufruindo do descanso de Cotovelo 2017.
Resolvi preparar-me para o café da manhã especial pela efeméride e me pus a compulsar um dos livros que mantenho à mão nesses períodos de veraneio e, num olhar sobre a pilha junto ao meu computador concentrei a minha visão para o “Bom dia a todos”, livro de orações da autoria do jovem Albany Dutra, já meu conhecido de outras leituras, mas não especificamente dessa sua obra citada, adquirida no verão de 2015, que ficou entre outras na biblioteca da praia.
Feliz escolha, pois à medida que concentrava a minha leitura sobre as primeiras páginas fui sendo tomado de incontida emoção pela beleza de vida desse jovem escritor cristão e a grandeza de seu espírito ao enfrentar o “Moloch” que o abalou, o mesmo Leviatã que me constrange há uma década, permitindo um conhecimento comum do problema.
A verdade é que, após compulsar algumas páginas me senti preparado para abraçar a aniversariante na primeira refeição do dia, o que fiz sem ser possível conter uma lágrima atrevida. Estava numa espécie de estado de Graça.
Entre os vários comentários do livro, destaco “Aquele que ouve a palavra” o qual, após transcrever Lucas 5, 4-5 conclui se referindo a Pedro, cansado da pescaria sem êxito do dia anterior, ao acatar  pedido do Mestre: “Por causa da tua palavra, lançarei as redes”, comentando: O Senhor quer de nós essa fé e esperança para não desistirmos. Se confiamos nele, é porque acreditamos em tudo o que ouvimos a seu respeito. Então, para que ter medo? Vamos sair do nosso comodismo quando as coisas não derem certo? Vamos deixar o orgulho e a vaidade de lado e procurar ouvir Jesus? Se Jesus pedir para nos arriscarmos e lançarmos as redes das nossas dificuldades, das nossas aflições e tribulações ao largo do seu coração, não percamos tempo! Aquele que confia e ouve o Senhor, nunca vai se decepcionar. Bom dia a todos!”.
Bom dia minha filha. Parabéns!




quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

OUTRAS CARTAS DE COTOVELO – 06- 18/janeiro/2017
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes, veranista e escritor
        




Impossível ficar indiferente ao que vem ocorrendo na Penitenciária de Segurança Máxima de Alcaçuz – verdadeiro paradoxo com a busca da tranquilidade dos que procuram recuperar suas forças na aprazível Praia de Cotovelo, vizinha à pacata comunidade do Pium.
O problema vem de longas datas, desde quando há 18 anos foi inaugurado esse equipamento prisional. Reclamam uns que o local de dunas é incompatível pela textura do solo. Contudo, um presídio de segurança máxima tem uma técnica que se torna indiferente o solo onde é erguido. O caso, na realidade, foi incompetência, descuido e falta de manutenção física e de recursos humanos, exageradamente inferiores ao necessário e mesmo assim com pessoal jejuno de reciclagem, armamento e assistência pertinente à importância desse centro de reclusos.
A situação calamitosa não é local, mas decorrente da falta de uma política nacional de Segurança Pública. A propósito disso, deve-se rememorar uma matéria engendrada pelo jornalista Arnaldo Jabor, em 2006, em uma coluna do Jornal O Globo, quando teria entrevistado o apenado líder do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, conhecido por “Marcola”. Verdadeira ou não, merece se levar em consideração alguns aspectos da matéria:
“Estamos todos no inferno. Não há solução, pois não conhecemos nem o problema. O GLOBO: Você é do PCC? – Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e invisível… vocês nunca me olharam durante décadas… E antigamente era mole resolver o problema da miséria… O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias… A solução é que nunca vinha… Que fizeram? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Nós só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a “beleza dos morros ao amanhecer”, essas coisas… Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo… Nós somos o início tardio de vossa consciência social… Viu? Sou culto… Leio Dante na prisão… O GLOBO: – Mas… a solução seria…– Solução? Não há mais solução, cara… A própria idéia de “solução” já é um erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio? Já andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo? Solução como? Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento econômico, revolução na educação, urbanização geral; e tudo teria de ser sob a batuta quase que de uma “tirania esclarecida”, que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo cúmplice (Ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir? Se bobear, vão roubar até o PCC…) e do Judiciário, que impede punições. Teria de haver uma reforma radical do processo penal do país, teria de haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e federais (nós fazemos até conference calls entre presídios…). E tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria numa mudança psicossocial profunda na estrutura política do país. Ou seja: é impossível. Não há solução. O GLOBO: – Você não têm medo de morrer? – Vocês é que têm medo de morrer, eu não. Aliás, aqui na cadeia vocês não podem entrar e me matar… mas eu posso mandar matar vocês lá fora…. Nós somos homens-bomba.”
É a banalização do sistema punitivo, que agora vive dias de agonia, com medidas de emergência, sem a métrica apropriada. No RN fala-se em contratação emergencial, mas com ameaça de greve dos agentes policiais, e uma possível intervenção das forças armadas, ainda imunes às intempéries da corrupção.O momento exige cautela e união!
A população aguarda e espera uma solução definitiva, séria, consistente e sustentável.

Vale a pena repisar: vamos mudar Penitenciária para outro complexo, construído dentro da técnica adequada e transformar a edificação existente numa Central de Abastecimento, que o local é apropriado para isso.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017


Os momentos de lazer propiciam um reencontro com o nosso mundo interior, com o nosso “eu” de velhas jornadas, que passamos muito tempo sem ver, ao ponto de não termos mais certeza sequer de que ele existe. Pois a vida nos torna uma contrafação de nós mesmos: a “persona” construída para abrigar a nossa imagem projetada pelos outros e a impossível imagem que desejaríamos ter. Por isso, durante os veraneios afluem tão fortemente os resíduos de um tempo redescoberto. Por exemplo, ao colocar o pé na areia antevejo o reencontro que vou ter com Varela Barca. Conversaremos sobre política e a vida jurídica da província. Temos a convicção de que nossos critérios e princípios éticos coincidem. Não nos inibe, então, o receio de expor livremente nossas opiniões. Muitas vezes esses passeios compensam extensos períodos em que pouco nos vemos, absortos na vida profissional e familiar. Mas, ao começar a minha caminhada, procurei inutilmente o meu amigo no lugar onde sempre nos encontrávamos. Na verdade, ele deixou de ali estar faz muito tempo, pois morreu prematuramente. E ainda assim eu tinha a expectativa de que iria revê-lo. Meus passos seguiram a esmo, como se procurassem um caminho de amizade inexistente. Esse caminho só existe agora na minha memória.
Quando alguém passou na frente da minha casa e me acenou, tive, momentaneamente, a impressão de que era o médico João Bosco. E que ele poderia sentar-se à mesa ao meu lado para bebermos e conversarmos sobre coisas alegres e bem-humoradas, como sempre fazíamos. Bosco tinha uma capacidade de doar-se aos amigos que destoava desse ambiente social de vaidades e rivalidades irracionais. Era um grande companheiro das reuniões descontraídas de veraneio. Lamento que minha voz não possa mais alcançá-lo para o convite de uma rodada de uísque: um enfarte retirou-o de repente e para sempre da nossa convivência. Apesar disso, parece-me ouvi-lo dizer: “Pois é, estou de volta”, como fazia ao retornar de um chamado médico, reintegrando-se ao grupo de amigos.
E como posso faltar à noite ao compromisso que assumi com o poeta Augusto Severo Neto e Lucinha? Márcio Marinho irá com o seu violão. E ouviremos bossa nova, fados, canções francesas e italianas. Augusto dirá poemas seus e dos grandes poetas nacionais. Pois a casa de Augusto é o mais agradável recanto de boas conversas, belas histórias de viagens, música e poesia, que ilumina o veraneio. A casa é como é. E ele não pretende mudá-la em nada. De fora, uma casa de pescador. Por dentro, um museu de quadros e objetos de arte. Só o talento e o amor de Augusto e Lucinha tornam a casa um lugar que transfigura o tempo e o espaço: quando lá se entra, o tempo e o espaço ensaiam uma dança de velhos e cansados parceiros que resolveram mudar de papel – o tempo vira espaço e o espaço tempo. Perde-se a noção de quando se entrou, perde-se a noção de onde se está. O tempo é o espaço da casa e o espaço é o tempo em que lá permanecemos. Mas o que posso fazer se Augusto e Márcio deixaram definitivamente vazias, insípidas, monótonas as nossas noites de veraneio? Apenas o mar é exatamente o mesmo, indiferente à dor da saudade de quem se demora a contemplá-lo.

domingo, 15 de janeiro de 2017

OUTRAS CARTAS DE COTOVELO – 05- 15/janeiro/2017
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes, veranista e escritor
       

    

Esta carta de hoje tem o escopo de registrar ações saneadoras para situações especiais que afligem moradores e veranistas todos os anos, notadamente nos vetores segurança, iluminação das ruas, acessibilidade e limpeza pública.
     Neste 2017 que se inicia já registramos algumas soluções satisfatórias com o somatório de esforços entre o público e o privado no que diz respeito à segurança da praia de Cotovelo e cercanias através de um projeto de segurança 24 horas, elaborado pela PROMOVEC e executado pela Master Segurança, com rondas motorizadas, colocação de câmeras em pontos estratégicos, com o apoio da Polícia Militar, para a qual os associados estão contribuindo para reposição eventual de peças dos veículos que nos servem nas ocorrências policiais.
   Diariamente são disponibilizadas informações sobre os acontecimentos, com o mapa das rondas e fotos de ocorrências coletadas pela Central da Master e publicadas no grupo de WhatsApp.
    Contudo, infelizmente, ainda não temos a mesma eficiência na administração do Presídio de Alcaçuz, vivendo neste final de semana uma rebelião sem precedentes e cuja avaliação ainda está em andamento. Certamente, o ideal será a relocalização da Penitenciária para um local mais adequado, construído com a técnica mais moderna, ficando o prédio atual para o atendimento, por exemplo, de uma Central de Abastecimentos premiando o lugar com a sua tradicional destinação – produção de hortifrutigranjeiros, eis que ali funcionou um primitivo assentamento comunitário entre japoneses e brasileiros para atividade de agricultura. Vamos insistir nisso!
   Quanto à iluminação pública, ainda não alcançamos o mesmo sucesso do ano passado. No entanto, em razão da colocação das câmeras têm sido mais eficiente a fiscalização das ruas, facilitando a localização de irregularidades de variados matizes – fatos estranhos à normalidade como veículos em atitude suspeita, colocação de lixo, postes com lâmpadas queimadas e assim por diante.
        Sobre a mobilidade urbana devemos aplaudir a iniciativa do DETRAN ao disponibilizar uma terceira via de acesso às praias do sul nos dias previstos de grande movimentação, dando segurança e comodidade aos que transitam pelo nosso litoral sul, já com avaliação positiva, enquanto se espera a solução definitiva com a construção da superestrada de acesso contornando Pium até Piranbúzios.
    Por fim a limpeza pública sobre a qual podemos confirmar a regularidade da coleta feita pela Prefeitura Municipal de Parnamirim e a colaboração da PROMOVEC que fixou lixeiras em vários pontos da praia, distribuindo panfletos orientadores aos visitantes e realizando periodicamente mutirões de limpeza da orla pelos associados e membros da comunidade, com a ajuda dos jovens do Projeto Attitude, tudo terminando numa confraternização dos voluntários na sede com um lanche reparador.
     Esse caminhar solidário da população com o Poder Público é resultado concreto da evolução da nossa consciência de cidadania.
     Estamos todos de parabéns.
       

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

UMA NOITE FELIZ




O dia 12 de janeiro de 2017 foi mais uma data de grande emoção para a nossa família - LUCAS ANTÔNIO ROSSO GOMES CALDAS, meu neto mais velho, recebeu o grau de Bacharel em Direito pela UNI-RN, numa solenidade grandiosa realizada no Centro de Convenções de Natal.

Tive a honra de ter sido convidado para ser o Padrinho do novo Bacharel, com ele adentrando no recinto sob os aplausos da grande platéia que ali compareceu numa proporção que excedeu às expectativas. Basta dizer que, por falta de estacionamento, muitas pessoas deixaram de comparecer à festa, algumas da nossa família, que nos comunicaram constrangidas.



O momento principal do solenidade foi o juramento dos concluintes, seguido da outorga de grau pelo Magnífico Reitor Daladier Pessoa da Cunha Lima. A Mesa contou com autoridades oficiais e acadêmicas, destacando-se o Presidente da Liga de Ensino de Natal, Professor Manoel de Medeiros Brito, a Senadora Fátima Bezerra, o Desembargador Cláudio Santos, a Secretária de Estado da Educação Cláudia Santa Rosa, dos Diretores Angela Guerra e Carlos Gomes e Professores da UNI-RN.

FOI UMA NOITE FELIZ! PARABÉNS LUCAS

UMA OPINIÃO RESPEITÁVEL




ESTADOS UNIDOS: O EFEITO BUMERANGUE
Geniberto Paiva Campos (*) – Brasília, 08 de janeiro, 2017

(...) “os Estados Unidos, onde se instituiu a primeira e a mais avançada democracia liberal, sofre o problema do declínio político de uma forma mais aguda do que em outros sistemas políticos democráticos” (Fukuyama,2014)

Um fraco rei faz fraca a forte gente” – (Luis de Camões)

1.    A VULNERABILIDADE DE UMA GRANDE POTÊNCIA
Ao final da II Guerra Mundial, em 1945, quando emergiu como potência atômica, os norte-americanos resolveram usar seu poderio incontrastável do pós-guerra para intervir, direta ou indiretamente, nos países sob a sua presumida esfera de influência. Sempre na preservação dos interesses econômicos e geopolíticos da oligarquia financeira que comanda o país. Usando como pretexto a “defesa e expansão da democracia”.
Assumindo o papel de “gendarme do mundo”. O qual foi consolidado e expandido nas últimas décadas.
É bastante provável que tenham usado neste processo expansionista o mesmo critério aplicado na sua marcha interna em direção ao Oeste do seu território, subjugando ou eliminando nações indígenas nativas. E quando se apropriaram, em definitivo, de valiosas terras do vizinho México, incorporando-as de forma abusiva, ao seu território. A esse tipo de intervenção denominam “Destino Manifesto”. O que esse estranho conceito possa significar.
Os embates da Guerra Fria somente fizeram agravar a fúria intervencionista americana.  Sempre com o pretexto de exportar a sua “democracia” para todo o Mundo. Submetendo governos e nações aos seus interesses. Ditaduras cruéis  foram apoiadas pela Pax Americana, desde que fossem convenientes aos seus interesses econômicos e geopolíticos. Claro, sempre em defesa da “democracia”.
Desde a segunda metade do século XX as intervenções na política interna de povos e nações, em todos os quadrantes do Mundo, ocorreram num crescendo incontrolável. Tornando-se algo previsível e natural. Até o tempo presente.
Irã, Coréia, Guatemala, Paraguai, Cuba, Vietnam, Chile, Brasil, Argentina, Bolívia, Uruguai. Até a queda do “Muro de Berlim”, seguida do esfacelamento da União Soviética em 1989, foram estes, entre outros, os países vítimas da “expansão democrática” dos americanos.

2.    PROVANDO DO PRÓPRIO VENENO

O século XXI trouxe a diversificação do método intervencionista e a ampliação do leque de “inimigos” a serem neutralizados/eliminados.
O atentado às “Torres Gêmeas”, de 11 de setembro de 2001, introduziu um componente inesperado na aparentemente tranquila democracia interna americana. E mostrou a vulnerabilidade do outrora inexpugnável território dos Estados Unidos em períodos de guerra ou a ataques de grupos “terroristas”.
O “11 de setembro” deu início, portanto, a uma nova era na política externa americana. E a conveniente inclusão dos novos inimigos da democracia em sua lista: o Estado Islâmico, ou o “Eixo do Mal”, como o ex-presidente Bush Júnior o batizou.
Como se os Estados Unidos tivessem assimilado todos os equívocos que disseminou pelo Mundo, a outrora admirada democracia americana vem sendo gradativamente solapada por intervenções autoritárias, originadas dos poderes constitucionais.
(Vale lembrar por sua importância histórica, o “Comitê de Atividades Antiamericanas”, originário do Congresso Americano, iniciativa do senador Joseph McCarthy, na década de 1950. Talvez um dos subprodutos mais significativos da Guerra Fria.  Esta fase da vida política iria ficar conhecida como Macartismo. Um dos períodos mais estranhos e obscuros da política interna dos Estados Unidos.Um sinal do que estava para acontecer em tempos futuros).
Para os observadores atentos, o declínio mais acentuado da democracia americana tem início na década de 1980 com a eleição, de certa forma inesperada, de Ronald Reagan. A qual marcaria a hegemonia do Neoliberalismo como doutrina adotada internamente, e que passaria a ser exportada pelos americanos: estado mínimo e lucros sem limites para o capital especulativo.
A eleição de Reagan, antigo astro de Hollywood, causou espanto e preocupação em muitos setores, principalmente entre os estrategistas e intelectuais americanos. O que levou o escritor Gore Vidal a dizer, numa famosa entrevista, que- Reagan não seria eleito.  – “Por que? ” perguntam os jornalistas. – “Porque aqui não é o Paraguai”, explicou Vidal. Eleito Reagan, os jornalistas voltaram a procurar Gore Vidal: - “Qual a sua explicação para a vitória do Reagan? ” - Benvindos à Assunção...” respondeu o escritor. Com indisfarçado preconceito, pesada ironia, mas como se pode perceber, em tom profético.
É provável que a partir daí a política doméstica norte americana tenha começado de uma forma mais evidente a sofrer influências de sua errática política externa. No seu dia-a-dia e no processo político eleitoral mais amplo. Por exemplo, na importante escolha dos seus presidentes.
Reagan, Bush Júnior, e agora Donald Trump seriam os mais prováveis e significativos modelos presidenciais de países “subdesenvolvidos” no governo norte americano. Pela estranheza das suas figuras de governantes e até pelos métodos utilizados para ganhar eleições.
Os chineses costumam chamar essa inversão de papéis, aquela situação na qual “as moscas capturam o papel mata-moscas...”
Para combater o extremista “Estado Islâmico” seriam necessárias medidas extremas, mesmo tangenciando o mais truculento e primitivo totalitarismo. E o mais grave, praticando atos terroristas em diversos países, a pretexto de “combater o terrorismo”. E trazendo de volta ao século XXI os campos de concentração nazistas. Com novos inquilinos.
Daí a grotesca ideia de Guantânamo, base americana localizada em território cubano. Nesta “unidade especial” seriam permitidas sevícias e torturas contra os “inimigos islâmicos”. E os direitos humanos poderiam ser convenientemente abstraídos pelos americanos. Afinal, estava sendo travada uma guerra santa contra o eixo do mal. Assim determinava a doutrina do presidente Bush Júnior.
Guantânamo, curiosamente, não ganhou nenhuma denominação midiática de marqueteiros políticos. Como ocorreu à época de Guerra Fria: “muro da vergonha”; “cortina de ferro”; “mundo livre”; a “ameaça vermelha”.
Guantânamo continuou Guantânamo e ponto final. Ninguém ousou apelidar a base norte americana de “Nova Auschwitz”, por exemplo. Havia o silêncio cúmplice da Mídia americana e dos países simpatizantes...
Internamente, a democracia americana passou a sofrer sérios declínios, com restrições severas aos direitos individuais. Dessa vez, por iniciativa  do Executivo. E o apoio do Congresso. O então presidente republicano Bush Júnior, como se fosse um tradicional caudilho latino americano, passou a decretar “atos institucionais”, facilmente aprovados pelo Congresso, restringindo outros direitos, em nome da “Segurança Nacional”. Criando, na prática, um estado autoritário, apenas com aparência de democracia. Com a justificativa – talvez mero pretexto – de combater o “Islamismo”, e outros inimigos.
Pela ordem, foram editados no governo Bush, na primeira década do século XXI, as seguintes medidas ou “atos institucionais” (Moniz Bandeira -1):
1.    Suspensão do direito de habeas corpus para “combatentes inimigos fora-da-lei” e para aqueles que os ajudaram;
2.    Os combatentes fora-da-lei aprisionados no Afeganistão e levados para Guantânamo estavam impedidos de recorrer, com base na Convenção de Genebra, às cortes americanas;
3.    Deu ao presidente o direito de deter, indefinidamente, qualquer cidadão – americano ou estrangeiro – de posse de material de apoio a hostilidades antiamericanas e de autorizar o emprego de tortura em prisões militares secretas;
4.    Bloqueio de qualquer ação legal que prisioneiros, detidos como “combatente inimigo “ empreendessem, em virtude de danos e abusos sofridos durante a detenção;
5.    Permissão aos militares americanos e agentes da CIA o engajamento em práticas de torturas. E autorização para o uso de depoimentos obtidos através de coerção;
6.    Concedeu aos militares americanos e agentes da CIA imunidade contra processos por torturarem detidos capturados durante o ano de 2005.
Qualquer semelhança com caudilhos latino-americanos terá sido mera coincidência.

3.    A ELEIÇÃO DE DONALD TRUMP E O FUTURO DA DEMOCRACIA AMERICANA .   
A eleição recente de Donald Trump, para muitos inesperada, tornou mais evidente e mostrou ao Mundo a complicada situação interna da política americana. A qual vem causando grande perplexidade em todos os quadrantes do planeta.
É bastante provável que os eleitores americanos tenham se cansado de tantas intervenções pelo mundo. E resolvido mudar o padrão.
É incrível o retrocesso da Democracia e dos padrões civilizatórios na vida americana. Uma sociedade outrora admirada em todo o mundo desenvolvido. Exemplo e modelo de convívio civilizado.
A Política nem sempre acompanha as conquistas econômicas, científicas e tecnológicas dos povos e nações. É provável que a longa duração do regime escravocrata nos EUA tenha influenciado os seus futuros dirigentes.
Mesmo analistas mais atilados, no caso americano, têm dificuldade em entender e interpretar para seus seguidores o que é e para onde caminha a política externa americana. Seus inúmeros equívocos e repetidas lambanças, nas quais os estrategistas de Washington são mestres insuperáveis. Absolutamente incapazes de aprender as lições da História.
Desnecessário,  talvez,  listar em detalhes, os inúmeros locais onde os americanos se envolveram em “guerras” e intervenções nas últimas décadas. Onde conseguiram provar insuperável capacidade destrutiva. Com mínimos êxitos estratégicos: Iraque, Líbia, Afeganistão, Somália, Iêmen, Síria, no futuro, podem ser “apenas fotografias na parede” do Pentágono. Mas quantas vidas inocentes ceifadas. Quantas nações destruídas. Inutilmente. Quem sabe, apenas para atender os interesses do “complexo industrial-militar”. Longe, muito longe, das prioridades estratégicas e geopolíticas americanas.
Espera-se que alguns ensinamentos possam ter sido assimilados.
Aguardemos. Mesmo com mínimas esperanças em Donald Trump. Que não é, exatamente, um Estadista. Mas, poderá surpreender.
(*)  Instituto Lampião


(1)   Moniz Bandeira, in “A DESORDEM MUNDIAL” - O Espectro da Total Dominação -  Ed. Civilização Brasileira , RJ - 2016 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Outras Cartas


OUTRAS CARTAS DE COTOVELO04 - 10/janeiro/2017

Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes, veranista e escritor
       
       


        É uma tarde típica de verão. Da minha varanda recebo a brisa do mar, suave e esvoaçante, resvala nas folhas do cajueiro e dos coqueiros da casa vizinha, da família do meu saudoso irmão Fernando, trazendo um som agradável da natureza.
        Ao meu lado, nas primeiras traquinagens dos seus poucos meses, Luma, a cadelinha de Carlos Neto, destrói voluptuosamente uma velha sandália de borracha de velhos carnavais vividos aqui na praia.
        A minha rede espreita ansiosa, pelo meu corpo cansado para me render homenagens, pois logo mais ocuparei, por inteiro, o seu seio.
        Sinceramente, apesar do repouso forçado pelo declínio da saúde, abalada com uma crise aguda de diverticulite, estou com uma paz de criança dormindo, um pouquinho incomodado com uma mordidinha de carinho da sem vergonha de Luma, que sangrou, ocorrido num descuido entre uma lambida na orelha e a dilaceração da sandália. Arrependida me enche com novas lambidas nas perdas. Thereza me socorreu com Metiolate – está tudo sob controle.
        O sol ainda está longe de ir para o seu leito e, num dado momento, Thereza vem completar o meu devaneio, como sempre (são 63 anos de casamento), acompanhada dos seus livros de oração.
        Aliás, este veraneio vem produzindo uma salutar novidade – a leitura familiar do Livro Sagrado, pensamentos e salmos, fortalecendo o espírito para melhor suportar as agruras do cotidiano.
        O beija-flor amigo não veio hoje, fiquei com saudade, como estou igualmente com a não presença dos bichanos da casa da cidade, bem cuidada por Margarete na nossa ausência e dos seus múltiplos habitantes: Chana, Rabuda,Fofa, Téo com suas três perninhas, o casal pretinho, as três malhadas, as branquelas e agora com Labirim, este o único ainda original, pois os outros já foram libertados dos percalços afrodisíacos da rua.
        As árvores e os frutos preenchem a vista, em contraste com os telhados das edificações vizinhas.
        Paro alguns instantes para descansar a mãe e, na medida em que retomo o escrito, vejo o sol caminhando para dar lugar ao anoitecer que já conta com a imagem da lua entre o azul do céu e as nuvens de carneirinho, preparando-se para reinar esplendorosa daqui a alguns dias.
        Transeuntes me chamam a atenção – são jovens com suas pranchas de surf, pescadores amadores e banhistas, em silêncio, que retornam às suas casas e alguns casais que passeiam de mãos dadas com suas crianças. As daqui enriquecidas hoje com a presença dos filhos de Roquinho/Daniela – Maria Clara e Guilherme.
         Saibam - a beleza do momento não me faz notar o incômodo dos carros e motos que passam a intervalos de tempo (hoje é dia útil). Como é bom ouvir somente o que gostamos.
        Obrigado Deus por este dia!
       
       


UMA OPINIÃO


POBRE MICHEL ( da importância de ser vice)
Geniberto Paiva Campos (1) – Brasília, DF, 23 de dezembro de 2016

“ (...) Compreender significa, em suma, encarar a realidade sem preconceitos e com atenção, e resistir a ela – qualquer que seja. ” (1)

1.       O HOMEM E SEU DESTINO

Dispensável jogar búzios ou tarô. Consultar os astros.
O destino dos homens parece vir marcado, em definitivo, desde seu nascimento.
É inexorável. Os grandes homens, e aqueles menores, irão cumprir o papel que a vida lhes reservou.  Como se estivesse escrito nas estrelas.
A Política, às vezes, tem o dom de revelar, com indiscutível transparência e veracidade, a vocação para a grandeza ou a miséria humanas.
A crônica política brasileira contemporânea oferece vários exemplos que sustentam essa tese. Graças ao nosso irredutível apego ao sistema presidencialista. Especificamente, o desafio parece ser colocado para os que aceitam exercer a difícil função de vice-presidente da república.
Uma categoria que poderia ser acrescentada ao poema “ O Desespero da Piedade”, de Vinicius de Moraes: “tende piedade, Senhor, dos vice-presidentes, pois eles almejam exercer, a qualquer custo, o cargo dos titulares. Alguns, irresistivelmente, tornam-se traidores por profissão”.  

2.    AS LIÇÕES DA HISTÓRIA

Sempre temos o que aprender com a História.
A saga dos vice-presidentes torna-se mais evidente a partir de meados do século XX. Poderíamos começar com Café Filho, um político progressista de origem nordestina. Vice de Getúlio Vargas, Café Filho se envolveu na conspiração udenista para afastar Vargas do poder. Conspiração que resultou no suicídio de Vargas, gerando uma crise política talvez sem precedentes no país. Getúlio Vargas “deixou a vida para entrar na História”. Para muitos brasileiros uma das maiores expressões políticas do século passado. O vice Café Filho assume, e logo em seguida é deposto. O presidente da Câmara, Carlos Luz, dirige interinamente o país, até a eleição do novo presidente. Café Filho foi devidamente esquecido, passando a ocupar os desvãos da História.
Em sequência, ocorre a eleição de Juscelino Kubitschek, tendo como vice João Goulart, o líder trabalhista Jango. Após algumas tentativas desastradas de golpes de estado, o Brasil retoma um ritmo de paz e desenvolvimento, o qual caracterizou o período JK. Este mantinha uma convivência correta com o seu vice. JK é sucedido pelo ex-governador de São Paulo, Jânio Quadros, tendo como símbolo de sua campanha uma vassoura, para “varrer a corrupção do país”. Seu vice, eleito separadamente de JQ, era, novamente, Jango. Os dois se toleravam.
Em agosto de 1961, após sete meses de um governo instável e sinuoso, para surpresa de todos, JQ decide renunciar. Atitude cujos verdadeiros motivos, ainda hoje, são incertos.
Os ministros militares vetam a posse de Jango, abrindo uma séria crise político-institucional. Jango somente pode assumir como presidente de um regime parlamentarista. Tempos depois recupera seus poderes presidencialistas, sendo deposto por um golpe de estado em 1964.
No início do período da redemocratização, pós - governos militares - em 1985, o presidente eleito no Colégio Eleitoral, Tancredo Neves, morre às vésperas da sua posse, sendo substituído pelo seu vice, José Sarney. O qual consegue fazer, com êxito, a transição para a Democracia.
Na primeira eleição direta do período democrático, é eleito o ex-governador de Alagoas, Fernando Collor, tendo como vice-presidente Itamar Franco. Novamente, um outro presidente não consegue completar o seu mandato. Collor, o Caçador de Marajás, é afastado pelo Congresso Nacional. Itamar, que não participara das tratativas para o impedimento de Collor, assume e faz um governo curto, porém marcante: controla a inflação e institui uma moeda sólida, o real. Colocando o Brasil numa nova perspectiva política e econômica. Fez um grande governo.
O governo seguinte Fernando Henrique Cardoso, presidente e o pernambucano de alta estirpe política, Marco Maciel, como vice-presidente, comandam o país por dois mandatos seguidos (1995/2002). E fecha o ciclo dos governos liberais. Sem maiores turbulências na relação entre o presidente e o seu vice.
O ano de 2003 começa com uma grande inovação na política: pela primeira vez, um retirante nordestino, Luis Inácio Lula da Silva, de origem operária, líder sindical, chega, pelo voto direto, à presidência da república.  Seu vice, José Alencar, empresário mineiro, dá inevitável conotação simbólica à chapa vitoriosa: representantes do empresariado e da classe operária se unem para comandar o Brasil, por dois mandatos (2003/2010). Implantando políticas progressistas e inclusivas.. Também sem turbulências em sua gestão.  José Alencar, mineiro da melhor estirpe, se revela um político leal e correto.
Na eleição seguinte ocorre a terceira vitória seguida da coalizão PT/PMDB. A petista Dilma Roussef é eleita, tendo como vice o representante da elite paulista, o político e advogado Michel Temer, um dos líderes do PMDB. Professor universitário (de Direito Constitucional!) e ex-presidente da Câmara dos Deputados.
Reinaugura-se um novo período de turbulência e deslealdade nas relações presidente x vice.

3.    QUANDO, MAIS UMA VEZ, O VICE CONSPIRA E DECIDE TRAIR

Como fazer para ressuscitar o projeto neoliberal, repudiado pelo eleitorado brasileiro quatro vezes seguidas?
Simples: implodindo a coalizão presidencialista e cooptando o vice para exercer a presidência da república. Implantando, com todo o cinismo e desfaçatez possíveis - e uma estranha pressa - o projeto derrotado seguidamente nas urnas. Exemplo clássico de estelionato eleitoral.
Qual o manual golpista a ser obedecido? Simples também: Washington recomenda, e já está colocando em prática na América Latina, o “Manual do Golpe Suave”. Descrito com maestria por Aldo Arantes, em seu novo livro “REFORMA POLÍTICA e novo projeto para o país” (2).
Diz Aldo Arantes: “no manual, intitulado “Da Ditadura à Democracia”, Gene Sharp (guardem esse nome) descreve os passos para se alcançar a derrubada de governos, no atual modelo golpista:
1)    Promova ações para gerar um clima de mal-estar social, com a colaboração da mídia;
2)    Faça denúncias, fundadas ou não, para debilitar a base de apoio do governo e criar um descontentamento social crescente;
3)    Promova luta de rua, com reivindicações políticas e sociais que se confrontem com o governo;
4)    Combine diversas formas de luta para criar um clima de ingovernabilidade;
5)    Se for necessária a fratura institucional, realizá-la com base em manifestações de rua e ocupação de instituições públicas, pronunciamentos militares até a renúncia do presidente.

Fica evidente a necessidade de apoio de outras instituições para o êxito completo do “Golpe Brando”, na tomada do Poder Executivo: Judiciário, Legislativo e a Mídia são elos fundamentais da corrente golpista.
 Creio não ser necessário “desenhar” para que o processo empregado no Brasil se torne mais evidente para todos nós.
 A adesão do vice-presidente ao esquema foi essencial para dar características de “ legalidade” à tomada do poder, tornando desnecessária qualquer tipo de consulta popular.
Como dizem os jornalistas que fazem uma comunicação honesta e baseada em fatos: o que faz um professor de Direito Constitucional aderir a um esquema tão perverso e tão estúpido em seus fundamentos?
O professor Michel deve estar convencido que o povo brasileiro forma uma “Confraria de Tolos”. Não passam de beócios, fáceis de enganar. Acreditam, portanto, que as medidas suicidas do “novo governo” são corretas e salvadoras. Que vai assistir quieto e passivo ao assalto às riquezas do país, aos direitos trabalhistas, ao estado de direito, às liberdades públicas. E que, tão tolo é, que estaria disposto a pagar para ter direito a um emprego. Enfim, pagar para trabalhar. Aposentadoria? Nem pensar.
Deverá acompanhar, quem sabe com aplausos e entusiasmo cívico, a rápida destruição do seu país. Finalmente, transformado numa nação vira-lata. Sonho neoliberal.  
Pois muito se engana o pobre professor Michel. Como diz a sabedoria coletiva, o povo não é bobo. Sobretudo diante de tanta tolice de asnos neoliberais que se imaginam raposas, como afirmou Mino Carta.
Não é bem assim que as coisas funcionam. A História há de lhe cobrar explicações, professor.
 POBRE MICHEL.
Ficará na vala comum em que se acotovelam Calabar, Silvério do Reis e outros traidores da Pátria. O povo brasileiro não lhe concederá perdão ou descanso. Como afirmou um militar brasileiro de alta patente e sabedoria: “a História não fala bem dos traidores”.

(*) Do Instituto Lampião – Reflexões e Debates sobre a Conjuntura

1)    Hanna Arendt – in “Origens do Totalitarismo” – Ed. Companhia de Bolso – SP / 2015


2)    Aldo Arantes – in “Reforma Política e Novo Projeto para o País” – Ed. Livraria Anita - SP / 2016 
_____________________________
Minha observação: O artigo, escrito por respeitável cidadão conta a verdade das conspirações. A única observação em relação a Temer é que a tomada do poder não pode ser considerada "golpe" pois prevista na Constituição Federal, embora seja uma ruptura da normalidade democrática consentida pelas leis. O Vice, hoje Presidente realmente conspirou contra a própria chapa que o elegeu, mesmo que a Titular tenha cometido deslizes dos quais o Vice, de certa forma participou. Aguarda-se o pronunciamento do TSE e anseia-se por eleições diretas. Mas, vamos garimpar algum nome nessa tormenta de caráter que assola o Brasil, que mereça o nosso voto!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

EM DIA COM A ACADEMIANº33 DE 28/12/2016
“Ad Lucem Versus – Rumo à Luz”


Cuidando da Memória Acadêmica












RETROSPECTIVA DE 2016
EVENTOS


POSSE DE ACADÊMICOS 2016

Marcelo Navarro     cadeira 39  ( 20 de janeiro)
Nelson Patriota        cadeira 8  (15 de abril 2016)
Eulália Duarte Barros   cadeira 13  (13 de julho)
Cassiano Arruda    cadeira 4  (18 de julho)
Jarbas Martins    cadeira 20  ( 21 de julho)

FALECIMENTOS

Ticiano Duarte(no dia  8 de agosto de 2015)
Francisco Fausto (no dia 30 de julho 2016)
Ernani Rosado (no dia 8 de outubro 2016)
José de Anchieta (no dia 15 de novembro 2016)

Necrológios em 2016
Ticiano Duarte - Louvor por Ivan Maciel. (10 de maio)
Francisco Fausto- Louvor por Armando  Negreiros (11 de outubro)                        
Ernani Rosado -  Louvor por  Cláudio Emerenciano  (19 de dezembro)
José de Anchieta- (sem agenda)

ACADÊMICOS - ELEITOS 2016

Woden Madruga -  cadeira 35  (eleito dia 19 de julho )
Lívio Oliveira - cadeira 15(eleito dia 19 de dezembro)



LIVROS DE ACADÊMICOS
Lançamentos de Livros na ANRL em 2016:

Dia 10 de março de 2016

Livro : Leide Câmara
“Praieira – A Canção da Cidade do Natal- 93 anos”, com Serenata e Sarau Poético, na

Dia 23 de março

Livros: Manoel Onofre Jr.
“O Humor no Conto Potiguar” e “A Servidão Diária”
Dia 5 de maio

Livro: Sônia Faustino
“Escrituras do Brasil profundo e outros sítios”

Dia 25 de maio

Livro: Diogenes da Cunha Lima.
Câmara Cascudo  Um Brasileiro Feliz (4. ed. acrescido com o    Dicionário   do Humor de Luís da Câmara Cascudo.

Dia 22 setembro

Livro: Benedito Vasconcelos Mendes
“História da Minha Vida Profissional”


LANÇAMENTOS DA REVISTA DA ANRL 2016

Periodicidade: trimestral, 4 edições em 2016, tiragem de 500 exemplares, cada edição.
Distribuição gratuita para escolas, bibliotecas e escritores de todo o Brasil.

Manoel Onofre Jr. Diretor
Thiago Gonzaga – Editor

Revista - ANRL nº 46-  dia   5 abril
Revista - ANRL nº 47-  dia 5 de julho
Revista - ANRL nº 48–  dia 11 de outubro
Revista - ANRL nº 49-  dia 19 de dezembro



COMEMORAÇÕES DOS 80 ANOS DA ANRL
Iniciamos em 14 de novembro de 2015 /2016
Festival Literário de Natal-2015

MÊS DE NOVEMBRO 2015


FLIN 2015
Dia 07 de novembro
Festival Literário de Natal - Mesa 6: “Encontro de imortais – Academia Norte-Rio-grandense de Letras recebe a Academia Brasileira de Letras”. Debate das academias pelos 80 anos da ANRL, com presença de grandes nomes das letras, Antônio Carlos Sechim, Murilo Melo Filho, Diogenes da Cunha Lima, Vicente Serejo, Paulo de Tarso Correia de Melo.


                                        Diogenes, Leide e Murulo Melo no Flin 2015

14 de NOVEMBRO2015


Hasteamento da Bandeira 14/11/2015
Banda da Polícia Militar do RN
Presença Acadêmica: Iaperi Araújo, Lenine Pinto, Paulo Macedo, Leide Câmara, Diva Cunha, Sônia Faustino, Eulália Barros, Carlos Gomes, João Batista Machado, Diogenes da Cunha Lima ( Presidente) Manoel Onofre e Paulo Bezerra (Paulo Balá).

MÊS DE FEVEREIRO


PALESTRA 20 ANOS DO FALECIMENTO
MANOEL RODRIGUES DE MELO

Vida e Obra de Manoel Rodrigues
DIA 29/2/1996.

Palestra proferida pelo escritor, jornalista e ex-reitor, Geraldo Queiroz,estudioso da vida e da obra do Imortal Manoel Rodrigues de Melo.
Palestra proferida pelo escritor, jornalistaGeraldo Queiroz
Palestra proferida pelo escritor, jornalista Geraldo Queiroz


MÊS DE MARÇO

DIA DA POESIANA ANRL- Entrevista para Inter-TVCabugi


              
                                  Acervo Leide Câmara

                                       Acervo Leide Câmara


MÊS DE ABRIL


PALESTRA
Homenagem à Mulher
Dia 18 de abril
Mesa-Redonda com as escritoras,
Constância Lima Duarte
Nísia Floresta e a Imprensa Feminina no século XIX
Diva Cunha
A presença Feminina na Academia Norte-Rio-Grandense de Letras.
Diva Cunha, Paulo Macedo e Constância.



MÊS DE JULHO

CENTENÁRIO

100 anos do nascimento deHélio Galvão

Dia 12 julho de 2016

Painel 1: Hélio Galvão sob o olhar feminino
Painel 2: Hélio Galvão e múltiplos escritos

    
Painel 1: Hélio Galvão sob o olhar feminino  -                    Painel 2: Hélio Galvão e múltiplos escritos


Exposição 100 anos de Hélio Galvão na ANRL



PALESTRA 30 ANOS DE ENCANTAMENTO
Homenagem ao Fundador da Academia Luís da Câmara Cascudo

19 de julho
      “Câmara Cascudo: 30 anos de Encantamento”
TEMÁRIO:CÂMARA CASCUDO - O HOMEM E A OBRA

Exposição com obras raras do Mestre Cascudo, Fundador da ANRL e o     Cancioneiro de Câmara Cascudo.
Dicionário do Folclore Brasileiro (1954)
70 anos  Contos Tradicionais do Brasil: 70 anos (1946-2016)
30 anos da morte de Câmara Cascudo (20/12/1898 – 30/7/1986)



LANÇAMENTOS DAS COMENDAS  ANRL
CAFÉ DA MANHÃ COM PREFEITO E JORNALISTAS


Palmas Acadêmicas
RESOLUÇÃO Nº 01/2015
Institui a Medalha “Palmas Acadêmicas CÂMARA CASCUDO” e dá outras providências.
Art. 2º - A Honraria destina-se a agraciar pessoas ou entidades que venham prestando ou tenham prestado relevantes serviços ao Estado do Rio Grande do Norte e ao Brasil  e em especial à cultura, seu desenvolvimento e modernização.


Medalha “Jornalista Agnelo Alves”
RESOLUÇÃO Nº 02/2015
Institui a Medalha “Mérito Acadêmico AGNELO ALVES” e dá outras providências.
Art. 2º - A Medalha ora instituída destina-se a agraciar jornalistas e entidades jornalísticas que venham prestando ou tenham prestado relevantes serviços ao Estado do Rio Grande do Norte e ao Brasil e em especial ao desenvolvimento, modernização da cultura, ao jornalismo e à publicidade, avaliados por Comissão de Acadêmicos e submetidos à sessão plenária da Academia.
Parágrafo único. A medalha será concedida uma vez por ano a quatro categorias de homenageados:
a) Jornalismo impresso e/ou de blogs
b) Jornalismo televisivo
c) Jornalismo radiofônico, e
d) Jovem jornalista
MÊS DE NOVEMBRO


Celebração dos 80 anos da ANRL
14 de novembro
A Academia Norte-Rio-Grandense de Letras convida V.Sa. e  família para a sessão solene em comemoração do aniversário de 80 anos de sua fundação no dia 14 de novembro de 2016.
CELEBRAÇÃO DIA 14 DE NOVEMBRO DE 2016
Hasteamento das Bandeiras 14 de novembro de 2016


Banda da Polícia Militar do RN

Pau-Brasil, plantado na gestão do Presidente da ANRL Onofre Lopes 1976


Missa de Ação de Graças - MANHÃ

Celebrantes: Acadêmicos, Padre João Medeiros Filho e Cônego José Mário de Medeiros.

Presença Acadêmica: Jarbas Martins, Leide Câmara, Manoel Onofre Jr., Vicente Serejo, Cassiano Arruda Diogenes da Cunha Lima, Cônego José Mário, Jurandyr Navarro, Diva Cunha, Eulália Barros, Padre João Medeiros e Valério Mesquita.

Decoração natalina

NOITE
SESSÃO SOLENE DEIA 14 DE NOVEMBRO DE 2016

Sessão Solene em   Comemoração dos 80 anos da ANRL


Presença Acadêmica: Manoel Onofre, Jurandyr Navarro, Sônia Faustino, Carlos Gomes, Marcelo Navarro, Diva Cunha, Leide Câmara, Cônego José Mário, Padre João Medeiros Diogenes da Cunha Lima, Eulália Barros, Iaperi Araújo, Paulo de Tarso e Itamar de Souza.


         Palmas Acadêmicas Câmara Cascudo

AGRACIADOS 2016


Manoel Rodrigues de Melo (In Memoriam)
Representado pela filha Lígia Maria Rodrigues de Melo

Ludovicus – Instituto Câmara Cascudo
Dalianae Camila Cascudo

Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte
Seu Presidente Ormuz Simonetti

Tarcísio Gurgel dos Santos


Mérito Acadêmico Agnelo Alves


AGRACIADOS 2016


Tácito Costa
Alan Silva Severiano
Representado pelo seu pai Joaquim Severiano

Marcos Aurélio de Sá
Yuno Silva

Membros Beneméritos 2016

Thiago Gonzaga dos Santos
Derivaldo dos Santos
Alfredo Ramos Neves
Carlos Alexandre Câmara


  Thiago Gonzaga dos Santos

 Derivaldo dos Santos

Alfredo Ramos Neves (representado pela esposa)

Carlos Alexandre Câmara


Acadêmicos e homenageados de 2016

CELBRAÇÃO DOS 80 ANOS

Leide Câmara e Suzana Goretti Lima(esposa do Acadêmico Benedito Vasconcelos Mendes)

PARTICIPAÇÃO DA ANRL NO SEMINÁRIO INTERNACIONAL
           “Encontro das Américas em Terra Potiguar” .

MÊ DE DEZEMBRO 2016

FLIN 2016
Dia 17 de dezembro
Festival Literário de Natal- FLIN -2016
Seminário das Academias de Letras Potiguares
Sábado dia 17 dezembro

Tema : O papel das Academias pronunciamento do escritor Diogenes da Cunha Lima, presidente da ANRL

Tema: FINSC- Criação da Federação das Instituições Culturais do RN, por Carlos Gomes de Miranda 
Palavra das  Academia presentes.

O papel das Academias pronunciamento do escritor Diogenes da Cunha Lima, presidente da ANRL.
FINSC- Criação da Federação das Instituições Culturais do RN, por Carlos Gomes de Miranda  .

FLIN 2016  
Dia 17 de dezembro

Mesa: “A Literatura Nordestina”. Diogenes da Cunha Limaa e Marcus Accioly

STAND DA ACADEMIA NO FLIN 2016


                                   Stand da ANRL no FLIN

PROJETO ACADEMIA PARA JOVENS 2016

Escolas visitadas em 2016no  Academia para Jovens, com o acadêmico Manoel Onofre  Jr.   representando e apresentando a Academia Norte-rio-grandense de Letras,

MÉDIA DE  200 ALUNOS POR EVENTO, TOTALIZANDO QUASE 3 MIL PESSOAS.

IFRN-Macau, IFRN- Mossoró, IFRN-Ceará-Mirim,I FRN- SantaCruz,IFRN-Apodi,  IFRN-Natal –Campus  Zona Norte ( duas visitas).Escola Estadual  Dom Nivaldo Monte- Emaús, Escola Estadual  José Vieira- São Gonçalo do Amarante, Escola Estadual Djalma Marinho- Natal ( duas visitas, tarde e noite), Escola Estadual Antônio Pinto de Medeiros- Natal, Escola Municipal professor Amadeu Araújo- Natal, Escola nossa senhora das neves- Natal, Arpi- Associação Rio-grandense pró-idosos Natal.

CONQUITAS 2016
Aprovação do novo estatuto 2016
Aprovação do regimento interno 2016
Aprovação da reforma do seu Estatuto Social pela Assembleia Geral Extraordinária do dia 03(três) de novembro do ano de 2016 (dois mil e dezesseis), que substitui oanterior de 04 de janeiro de 1977, com alteração de 27 de novembro de 1979, contendo os

Comissão  Estatuto
PORTARIA Nº 01/2015 – P DE 2/7/2015
Armando Aurélio Fernandes de Negreiros (presidente)
Carlos Roberto de Miranda Gomes
Jurandyr Navarro da Costa
Maria Leide Câmara de Oliveira
Sônia Maria Fernandes Faustino
Diogenes da Cunha Lima (presidente ANRL membro nato).

Comissão dos 80 anos
Programação das comemorações dos 80 anos da ANRL, cujo período dar-se-á de 14 de novembro de 2015 a 14 de novembro de 2016,

PORTARIA Nº 03 20/10/2015 –P , DE 20/10/2015
Leide Câmara (presidente)
Carlos de Miranda Gomes
Iaperi Araújo
Jurandir Navarro
Paulo Macedo
Sônia Faustino
Diogenes da Cunha Lima (presidente ANRL  membro nato)

Comissão  COMENDAS
Comissão para proceder à escolha  dos agraciados com a Medalha Palmas Acadêmicas e Medalha Jornalista Agnelo Alves, tendopor base,  as indicações dos Acadêmicos, conforme “Comunicado do dia  19 de outubro do corrente anos”.

PORTARIA Nº 001 DE 3/11/2016 – P

Diogenes da Cunha Lima,
Iaperi Araújo
Paulo de Tarso
Valério Mesquita
Manoel Onofre
Armando Negreiros
Leide Câmara e
Carlos Roberto de Miranda Gomes.

SISTEMA ACADEMIA
Informatização Geral da ANRL – criação de um  sistema com banco de dados ( breve lançamento)
Criação e desenvolvimento
 Por Hideljundes Paulino

SITE
Criação e desenvolvimento Por Alfredo Neves


ÁLBUM ACADÊMICO

Álbum Acadêmico  com desenho dos atuais ocupantes das 40 cadeiras ( trabalho do   Artistas Plástico  Francisco Iran o mesmo  artista que fez os retratos dos  Patronos).

APRESENTAÇÃO DA NOVA BANDEIRA
PINTURA DA ACADEMIA
            “ A  Academia é parte nobre  do nosso coração”
                                                     Diogenes

DIRETORIA
ACADEMIA NORTE-RIO-GRANDENSE DE LETRAS
               
Presidente: Diogenes da Cunha Lima
Vice-Presidente: Paulo Macedo
Secretária Geral: Leide Câmara
2º Secretário: Iaperi Araújo
Tesoureiro: Paulo de Tarso Correia de Melo
Diretor da Biblioteca: Jurandyr Navarro
Diretor da Revista: Manoel Onofre Júnior

CONSELHO FISCAL (COMISSÃO DE CONTAS):
Ivan Maciel de Andrade
Cláudio Emerenciano
Padre João Medeiros Filho

COMISSÃO DE ÉTICA:

Carlos de Miranda Gomes,
Diva Cunha
Valério Mesquita

COMISSÃO DE SINDICÂNCIA:

Armando Negreiros
João Batista Pinheiro Cabral
Paulo Bezerra.

VAMOS PARA 2017

Acadêmica  Leide Câmara
Secretária Geral

Fone  9.9982-2438