segunda-feira, 18 de junho de 2018

COPA DO MUNDO DE FUTEBOL - RÚSSIA 18 DE JUNHO DE 2018



Copa do Mundo de futebol - 2018


GRUPO "F"   
 


SUÉCIA  1   X  0  CORÉIA DO SUL

   GRUPO "G"

 
          
BÉLGICA     3     X   0    PANAMÁ

GRUPO "G" 

 

TUNÍSIA  0   X   0   INGLATERRA

domingo, 17 de junho de 2018

DIA 17 DE JUNHO - COPA 2018 - RÚSSIA


Copa do Mundo de futebol - 2018


GRUPO "E"



   


COSTA RICA  0   X  1  SÉRVIA

   GRUPO "E"

                                  

BRASIL     1     X   1    SUIÇA



GRUPO "F"


 


ALEMANHA  0   X   1   MÉXICO

sábado, 16 de junho de 2018

DIA 16 DE JUNHO - COPA 2018

Copa do Mundo de futebol - 2018


GRUPO "C"


 



FRANÇA  2   X  1  AUTRÁLIA


   



PERU      0    X    1  DINAMARCA


GRUPO "D"




ARGENTINA   1  X  1    ISLÂNDIA



 


CROÁCIA  2   X   0  NIGÉRIA

sexta-feira, 15 de junho de 2018

DIA 15 DE JUNHO



GRUPO "A"


 


             EGITO  0   X   1   URUGUAI


GRUPO "B"



   


 MARROCOS  0  X  1    IRÃ






    PORTUGAL  3  X  3   ESPANHA




quinta-feira, 14 de junho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - COMEÇANDO HOJE




O jogo de abertura da Copa do Mundo de 2018 entre Rússia e Arábia Saudita,pelo Grupo A, dia 14 de junho, no Estádio Luzhniki, em Moscou, ocorrerá sem a presença de uma equipe campeã mundial.
Segundo divulgação da FIFA, a Cerimônia de abertura da Copa terá show do cantor britânico Robbie Williams e presença de Ronaldo, ex-atacante brasileiro será o convidado especial da festa que acontece antes de Rússia x Arábia Saudita.



- A partida inaugural é sempre muito simbólica  e cheia de expectativa. Impossível avaliar o que poderá acontecer nas quatro semanas de campeonato. Certamente esperamos que o Brasil conquiste o Hexa.

GRUPO "A"


                  

Rússia   5   x   0    Arábia Saudita

quarta-feira, 13 de junho de 2018


H O J E



OSAIR VASCONCELOS LANÇA LIVRO: 
“RETRATOS FORA DA PAREDE”

O jornalista Osair Vasconcelos lança nesta quarta-feira/13, na Galeria Fernando Chiriboga, no Midway Mall, o seu quarto livro, Retratos fora da parede. A obra é uma coletânea de crônicas, estilo que tornou o autor conhecido pelas páginas da Tribuna do Norte e Diário de Natal e, mais recentemente, através de sua página no Facebook.
“A maioria é crônicas”, assinala o jornalista, “mas tem também contos”. Entre eles, o que há em comum é a linha condutora que leva ao título. “Vivemos tempos ásperos, de intolerância, raiva, ira e ódio. É difícil encontrar histórias descomprometidas com o que não seja brigas e radicalizações. E, no entanto, as pessoas seguem vivendo com os outros elementos que compõem a vida. E se a gente prestar atenção, encontra. Está nas calçadas, nas ruas, nas ditas pessoas comuns. Só não as vemos porque estamos concentrados demais em brigar ou acompanhar o narcisismo dos tempos mileniais via celular”. “Essas histórias existem”, continua Osair Vasconcelos, “mas viraram retratos fora da parede. É o que resgato nesse livro.”
No prefácio, o escritor natalense radicado em São Paulo, Marcius Cortez, assinala: “E então, Osair Vasconcelos foi pintando retratos com gosto de sol e chuva, nunca com gosto de secas e inundações. ‘Retratos fora da parede’, tal como o peixe-pedra, preza a densidade da espinha ereta e do coração tranquilo. Ou, parodiando Neruda, ‘Retratos fora da parede’ faz com o leitor ‘o que a primavera faz com as cerejas’”.

Já a orelha, assinada pelo biólogo e escritor Florentino Vereda, autor de “Confesso que escrevi”, assinala: “Arte não precisa ser explicada ou entendida. Basta senti-la. Assim como a mágica, o que mais nos agrada é ser enganado pelo ilusionista tirando pombos e coelhos da cartola. É a mágica que nos leva a um mundo fantástico, com pessoas feitas de sonhos e esperanças, não apenas de osso, carne e idiotices. Este é o mundo fantástico de Osair”.
 O livro traz na capa e na abertura de cada uma das quatro partes, artes de Ângela Almeida. A preparação é de Vitor Marinho e a edição da Z Editora. Outras obras do autor: “Encontros passageiros com pessoas permanentes” (reportagens); “A cidade que ninguém inventou” (memorabilia) e “As pequenas histórias” (contos). Seus contos estão nas coletâneas “Humor no conto potiguar” (organização de Manoel Onofre Jr.) e “Literatura Brasilis – Colección Potiguar - Cuba-Brasil (organizado por Aluísio Azevedo Jr.)
TRECHO:
Pararam para namorar na praça em frente a mim dois jovens, desses jovens colegiais que namoram em praça desde o surgimento das praças, se é que elas não nasceram para isso, para os jovens se enamorarem num banco.
Não apareceram pombos, talvez para não competirem com os arrulhos do casal, donos do país instalado no velho banco de madeira, sob uma árvore gigantesca cujo nome, de tão velho, sumiu das enciclopédias.
LANÇAMENTO:
Quarta-feira/13-06, às 18 horas

Local: Galeria Fernando Chiriboga – 3° piso do Midway Mall


SOPRA UM VENTO FORTE

Valério Mesquita*

Não, não é o vento de Geraldo Melo soprado no Rio Grande do Norte lá pelos fins e confins dos anos oitenta. Na Espanha, o cardeal Cañizares denunciou a existência de uma revolução social para destruir os postulados da igreja católica. A assertiva cardinalícia aduz, ainda, que esse movimento oculto já atua nas escolas e na mídia espanhola e que se alastra nos países vizinhos. Conhecemos que o mundo ocidental é o maior herdeiro no globo terrestre da doutrina cristã. Depois da invasão dos bárbaros, lá pelo século quinto, foram os monges nos conventos, os verdadeiros sustentáculos da fé do Novo Testamento.
A revolução social aludida pelo alto dignatário da igreja católica espanhola já se estende aos paises das Américas, através da perversão dos costumes, da subversão do comportamento da juventude na família, na mídia e nas escolas. É a crise típica de uma sociedade que tem se afastado de Deus, elegendo o mundanismo como valor essencial de vida, embora, passageira, fáctil, fácil, fútil e fóssil. O fato é que o vento sopra forte. Sopra uma revolução social no dizer do cardeal Cañizares contra a religião católica em plena Espanha que já deu reis católicos e espargiu igrejas, conventos e padres em diversas partes do mundo.
De modo geral, as religiões católicas e evangélicas estão atentas no Brasil para o poder da mídia e da influência poderosa que elege e deselege políticos; que manda e desmanda apresentadores de tv para o podium do poder, fazendo a cabeça do jovem e do pobre. Assim também faz a internet: miséria e abusos. Por isso, as igrejas envangelizam mais na televisão do que em seus templos porque, por aqui, a revolução de estrangular o cristianismo já começou. Vejam só: na tv a cabo, contei mais de quatro canais católicos privativos e evangélicos, sem contar com os programas diários, alugados e pagos por segmentos protestantes diversos. Tudo isso, para conter, esbarrar, meu caro cardeal Cañizares o vento forte que sopra da península ibérica.
A denúncia do líder religioso espanhol se reveste da maior importância porque foi ditada pela rede de comunicação mundial do Vaticano. Na verdade, a revolução social a que se refere, não parte de grupos, partidos políticos, governos ou quaisquer instituições privadas. Ela provém da crise de caráter, de espiritualidade, do desajuste familiar. Ela, - a revolução social contra a igreja católica - está no homem. Não imaginem que vem de correntes evangélicas. Não. Porque se não anuírem que o Deus e a Bíblia são os mesmos, todos naufragarão na praia, vítimas do próprio cata-vento da discórdia. Que isso Deus não permita e que sejam apenas palavras ao vento.

(*) Escritor


HOJE É DIA DE SANTO ANTÔNIO



Santo Antônio é um dos santos mais populares do Brasil e tem o seu dia celebrado em 13 de Junho, dando início as festividades juninas.
Dia 13 de junho

Santo Antonio História: Ele nasceu em Lisboa no ano de 1195. Aos 27 anos fez-se franciscano e tomou o nome de Antonio em recordação de São Antonio Pároco. Quando Santo Antônio nasceu seus pais e familiares chamaram-no de Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo. Foi a evangelizar na África porém o clima e do trabalho o adoentaram. Embarcou para Espanha porém uma tempestade o levou para a Itália. Ali e na França pregou prevenindo as pessoas para que não se deixassem enganar por aqueles hereges albigenses. Fixou sua residência em Pádua, cidade universitária.
Ali conseguiu os melhores frutos de seus sermões e adquiriu uma fama imensa. O Papa Leão XIII o chamou “o santo do mundo inteiro”, porque sua imagem e devoção encontram-se por todas partes. Foi um evangelizador incansável. Repetia que o grande perigo do cristão de pregar e não praticar, crer porém não viver de acordo com o que se acreditava. Os favores que consegue são imensos. E mais amado e invocado pelo povo humilde que vê nele um protetor dos pobres e necessitados.
Também é conhecido como Santo Antônio de Pádua, por ter vivido nessa cidade italiana. É um dos santos mais populares em todo o mundo. Nasceu em Lisboa, e depois de ser algum tempo agostiniano ingressou na Ordem franciscana, da qual foi um dos maiores expoentes. Pregou na Itália e no sul da França, conseguindo muitos milhares de conversões. Combateu arduamente a heresia dos cátaros e patarinos, dominante no seu tempo, pelo que o chamavam de “incansável martelo dos hereges”.
Não apenas os combatia no púlpito, pela pregação, mas também por meio de milagres espantosos. Sabia de cor quase todas as Escrituras e tinha um dom especial para explicar e aplicar as mais difíceis passagens. Faleceu em 1231, com apenas 36 anos de idade. Sua língua, que tanto pregara a palavra divina, foi preservada da corrupção e até hoje é venerada num relicário, em Pádua. Foi cognominado o “Doutor Evangélico” .
________
Fonte:  site SANTO PROTETOR 

sábado, 9 de junho de 2018



Eventos Assessoria <eventusbr@yahoo.com.br>

NOMOFOBIA: USO EXCESSIVO DE CELULAR PODE LEVAR À ANSIEDADE, TREMOR E ATÉ DEPRESSÃO 
Tempo no celular não significa vício, mas é preciso cuidado com as consequências 

Ansiedade, perda de contato com pessoas próximas, sentir-se mais feliz na vida virtual que na realidade, se preocupar com as curtidas e compartilhamentos de uma foto, e deixar de aproveitar os momentos da vida para postar uma selfie são alguns dos sinais de que você está passando do limite. Uso abusivo do celular pode se tornar um transtorno psicológico, chamado nomofobia, que pode desencadear em depressão, alertam os especialistas.
De acordo com a psicóloga do Programa de Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria da USP (Universidade de São Paulo) Dora Goes, o abuso do uso de celular pode se tornar um transtorno, conhecido como nomofobia, do inglês “no mobile phobia” (medo de ficar sem o celular). O excesso não está relacionado ao tempo em que a pessoa fica no aparelho, mas aos prejuízos que o uso acarreta na vida.
— Muita gente usa o celular o tempo todo, mas ainda tem o controle da situação. Quando ela coloca em risco alguma atividade que faz ao usar o celular, quando não consegue se concentrar em outras atividades por estar focada no que está acontecendo no aparelho, aí já pode ser um problema.
Dora ainda explica que o transtorno é percebido quando o uso do celular passa a ter prejuízos na vida da pessoa. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha em 2014, 62,5 milhões de pessoas acessam a internet pelo celular no Brasil. Ainda de acordo com o estudo, esse número aumentou mais de 20 milhões de 2013 para 2014. O estudo mostrou que, mesmo em casa, 52% das pessoas continuam acessando a internet pelo celular.
O pesquisador do Instituto Delete, empresa dedicada a orientar e informar à sociedade sobre o uso consciente das tecnologias, Eduardo Guedes afirma que a principal causa para o abuso no uso do celular é a ansiedade.
— Muitas pessoas usam o celular como muleta, porque se sentem sozinhas, e veem o celular como companhia. São ansiosas, têm pânico, e o celular faz o contato com o mundo.
Para o pesquisador, o principal problema é a substituição da vida social pelas relações virtuais, e isso se torna um círculo vicioso, que se agrava cada vez mais.
— Tivemos uma paciente extremamente ansiosa que trocou o vício do cigarro pela tecnologia. Ela teve problemas pulmonares por causa do cigarro e trocou o vício. Ela começou a jogar a fazendinha do Facebook, mas o grau de dependência era tanto, que se ela tivesse problemas de conexão com a internet, ela ia para a LAN house mais próxima à casa dela para fazer a colheita na hora certa.
De acordo com a psicóloga, os mais jovens, entre 13 e 25 anos, são os mais propensos a desenvolver o vício, idade na qual a opinião dos outros ainda é muito influente. Segundo dados de 2013 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 66% da população brasileira acima de 10 anos possuía telefone móvel.
Guedes ainda afirma que o uso abusivo das redes sociais acontece porque falar de si mesmo gera prazer. Segundo ele, em uma conversa normal, falamos de nós mesmos 30% do tempo. Nas redes sociais, falamos de nós cerca de 90% do tempo. E isso é alimentado pelas curtidas e comentários dos outros usuários.
Na visão da psiquiatra da USP, além do prejuízo social, das relações interpessoais, outra consequência negativa é a alteração do padrão do sono.
— As pessoas simplesmente não desligam o celular. Tem gente que dorme com o celular debaixo do travesseiro pra ver as mensagens durante a noite. Por isso, a alteração do padrão do sono também se caracteriza como sintoma, e mais do que isso, como consequência, porque isso afeta todas as demais atividades que a pessoa faz.
Consequentemente, tudo se torna uma cadeia de prejuízos, explica Dora. Já que, além de dormir mal, a pessoa acaba produzindo menos, seja no trabalho ou na escola, porque não teve um sono reparador. Falando em outras atividades, um dos maiores perigos é o trânsito, não só pelo fato de poder acabar dormindo ao volante, mas também pelo fato de não parar de ver mensagens enquanto dirige.
Além do vício e do padrão do sono, a psiquiatra explica que outras consequências da nomofobia podem ser a falta de concentração, problemas de visão (por causa da exposição à tela), sedentarismo, tendinite, problemas na coluna por causa da postura, e até na alimentação.
— O vício em tecnologia pode mascarar a depressão. Normalmente, a pessoa se sente mal por algum motivo externo e começa a se esconder nas redes sociais. O problema é que isso acaba virando um círculo, porque ela se isola ainda mais e se sente mais sozinha, e isso continua.
“Mostrar é mais importante do que o viver”
Dora acredita que as pessoas desaprenderam a viver. Para a psicóloga, muitos viraram reféns de curtidas e compartilhamentos.
— Ao invés de serem felizes, elas querem mostrar que são. O mostrar passou a ser mais importante do que o viver ou fazer. Isso faz com que a pessoa tenha menos prazer em viver a vida.
A especialista dá o nome de sociedade do espetáculo para este fenômeno. Para ela, as pessoas se sentem mal com a vida que têm, e precisam mostrar o que estão fazendo para agregar valor ao que fazem.
— Para mim, há uma deturpação do que agrega valor à vida ou não. Mas isso é retroalimentado, porque, quanto mais eu mostro, mais os outros querem ver. As pessoas deixaram de desfrutar do momento para postar. E fica um buraco, uma falta de sentido, e os likes e comentários preenchem esse vazio. Aí, quando vem o vazio de novo, eu posto outra vez. A pessoa se torna extremamente dependente da opinião dos outros. A noção de felicidade é instantânea.
Dora Góes ainda ressalta que quem convive com a pessoa que exagera no uso do celular percebe melhor a dependência.
— A pessoa até sabe que usa muito, mas normalmente perde o senso crítico de que está exagerando. Por isso, quem está convivendo com a pessoa percebe melhor e deve procurar ajudar.
Segundo Guedes, a questão é que, normalmente, se percebe quando o vício já está no último estágio, do conflito com pessoas mais próximas.
— Por isso que é importante o trabalho de conscientização para a prevenção. Porque o uso do celular ainda é socialmente aceito. Se você está no trânsito e vê alguém bebendo enquanto dirige, você se incomoda, mas se você vê a pessoa no celular ou digitando uma mensagem, ainda não é visto como um problema.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

quinta-feira, 7 de junho de 2018


O JUSTO E O INJUSTO

Valério Mesquita*

Ultimamente, jovens estudantes de nível superior em Natal têm visitado o Tribunal de Contas para conhecer as suas atividades e funcionamento. Desejam se informar da função constitucional, dos tipos de controle orçamentário e da prestação de contas dos seus jurisdicionados. Como órgão auxiliar do Poder Legislativo, o TCE é o seu instrumento valoroso e técnico. Possui, no entanto, significativa identidade horizontal, em nível de equivalência com os poderes constituídos, sobre cujas unidades administrativas, ele opera e fiscaliza. O grande Rui Barbosa, partícipe direto da criação do TCU, reconhece: “a criação de um Tribunal de Contas com corpo de magistratura intermediário à administração e à legislatura, coloca-o em posição autônoma, com atribuições de revisão e julgamento, cercado de garantias, pode exercer as suas funções vitais no organismo constitucional, sem risco de converter-se em instituição de ornato aparatoso e inútil”.
Essa corporação distinta julga as contas dos responsáveis por dinheiros e outros bens públicos. Esse julgamento é, por sua natureza, administrativo e tem o valor de apreciação contábil. Quanto aos agentes públicos responsabilizados, eles ficam sujeitos à jurisdição criminal. “Suas decisões, transitadas em julgado, podem ser revistas pelo Poder Judiciário, que as acatará não como se emanassem dos próprios juizes deste, mas enquanto forem conforme a lei”, no ensinamento do mestre do Direito, o professor Alfredo Buzaid.
Mas o entendimento em voga, ao qual me anteponho, e espero que um dia seja corrigido pelo STF, é justamente aquele que classifica conclusivamente a decisão política dos legislativos sobre o julgamento técnico dos tribunais. Sem retornar mais às ponderações externadas em textos anteriores, indago como pode o tribunal que julga as contas da execução orçamentária do poder político ver a sua decisão oficial e técnica ser fulminada por manipulações de entes partidários? Segundo o professor de Ciências das Finanças e ministro Aliomar Baleeiro “o papel do Tribunal de Contas é de órgão integrante do sistema político-jurídico de freios e contrapesos da constituição”. Significa dizer que somente o Poder Judiciário tem a legitimidade, em grau de recurso, de dirimir as dúvidas sobre a coisa julgada.
Essa competência abstrata dos poderes legislativos de imporem decisões finalisticas aos julgados dos TCEs, coloca em suas mãos mais poderes do que deveres. Deveres fundados em pressupostos fáticos, jurídicos, técnicos e formais. Exemplo gritante de julgamento faccioso vem de uma câmara municipal que aprovou recentemente as contas de um prefeito que teve, antes, as suas contas anuais rejeitadas pelo TCE, com ressarcimentos altíssimos ao erário lá no extremo norte do estado, onde, inclusive, o mesmo agente elegeu-se vice-prefeito do filho. Vê-se que a atividade humana, exercida na lide política é totalmente desprovida de controle. A conduta ultrapassa os limites da razoabilidade e da racionalidade, em detrimento da norma jurídica. Hoje o texto constitucional diminuiu a competência dos Tribunais de Contas, ao ponto de reduzir-lhe a possibilidade de deter a ação injurídica dos administradores. Os TCEs só poderão exercer plenamente as suas funções e cumpri-las na integridade quando puder conter a conduta ilegítima para que seja restaurada a moralidade na correta aplicação do dinheiro e do patrimônio públicos. Outro exemplo deprimente foi o do Poder Legislativo do Rio Grande do Norte, recentemente, por injunções políticas, ter derrubado a decisão unanime do TCE/RN das contas do Executivo relativas ao exercício anterior, sem conhecimento técnico e contábil do assunto.

(*) Escritor.

ANRL - CONVITE - DIA 8



RÉQUIEM PARA UM EXTRAORDINÁRIO SUCESSO

Em 1953, sob forte pressão da oposição política e midiática, mas com apoio de parcela de militares, o Presidente Getúlio Vargas consegue criar, no dia 3 de outubro, a Petrobrás.
Aumentam as pressões, deturpam-se fatos e envenenam-se reputações. Getúlio é levado ao suicídio em 24 de agosto de 1954. E prossegue, após 65 anos, a campanha contra a Petrobrás, embora ela não mais exista desde que Fernando Henrique Cardoso, Iris Rezende, Raimundo Brito e Luiz Carlos Bresser Pereira assinaram a Lei 9.478, em 6 de agosto de 1997.
Por que? Porque a Petrobrás seria mais uma empresa a competir, no interesse nacional brasileiro, no concentradíssimo universo do petróleo; um cartel mundial, hoje controlado pelo sistema financeiro internacional (a banca, como abreviadamente o designo).
Vejamos um pouco desta história, uma história de muitas mortes, corrupções, guerras e golpes de estado que nada fica a dever a outros cartéis de crime.
O petróleo é conhecido deste a antiguidade pelas exudações. Sucintamente o petróleo é um produto oriundo da matéria orgânica que sofreu, ao longo do tempo, as transformações e pressões físico-químicas e geológicas que resultaram no bem número um da civilização industrial sobre rodas.
Esta civilização foi criada nos Estados Unidos da América (EUA) e imposta no mundo inteiro pela mais intensa e bem sucedida campanha de comunicação de massa, com o suporte de agências de espionagem e golpes e das forças armadas estadunidenses.
O petróleo é a energia mais usada no planeta. Em 2016, ele representou, sob as formas líquida e gasosa, 57, 41% do que o mundo consumiu. Apenas na forma líquida superou um terço (33,28%), conforme dados da BP Statiscal Review of World Energy.
A história deste indispensável produto para a civilização do consumo (lembrar o uso de petroquímicos no seu cotidiano) passou por fases que, em síntese, definem onde se exerceu o poder sobre o petróleo.
Pode-se determinar que da origem de seu empoderamento, final do século XIX, até as crises da segunda metade do século XX, o domínio do petróleo foi do que a indústria denomina “downstream”, isto é, dos produtores de derivados, em oposição ao “upstream”, os produtores do petróleo bruto ou cru e do gás natural.
Isto fica claro ao se confrontar os preços do barril de petróleo cru, praticamente imutável ao longo de todo período de 1900 a 1974. Enquanto os derivados sofriam grandes variações, com as guerras, as demandas dos crescimentos e quedas das recessões.
Em dólares de 2013, podemos verificar que o preço do barril de petróleo ficou, no início do século passado, em torno dos US$ 15. Entre 1913 e 1923, quando os EUA deixaram de ser autossuficientes na produção de cru, US$ 20. Após esta data, com o domínio dos EUA de produções no estrangeiro, volta, até 1974, ao entorno dos US$ 15.
A partir daí o petróleo atenderá também ao “upstream”. Este fato levará a diversas oscilações com patamares mais elevados sendo de US$ 30, para os períodos de menor preço, e de US$ 50, para os de maior preço, com o máximo de US$ 115,22, em 2011, sempre a dólares de 2013.
Atualmente a banca domina a indústria do petróleo. A consulta aos maiores acionistas das empresas internacionais de petróleo indicará tão somente empresas financeiras. E este capital é constituído de investidores que nos remetem a empresas em paraísos fiscais.
A Petrobrás foi constituída para abastecer o Brasil de derivados. Logo teve diante de suas diretorias, por todos os governos, excluído o iniciado em 1995 e seus seguidores, os desafios das autossuficiências: na disponibilidade de reservas de petróleo, no processamento dos óleos nacionais e importados, na malha de dutos, terminais, frotas marítimas que levassem o cru e os derivados a todos os pontos do território nacional.
Também pelas deficiências das empresas privadas de distribuição, a Petrobrás criou a segunda maior empresa brasileira, a Petrobrás Distribuidora, que, durante todo período anterior a 1995, enfrentando as mais diversas crises, manteve o Brasil com produtos do petróleo.
Mesmo assim, a Petrobrás, lutando contra as permanentes campanhas da mídia, de governantes aliados ao capital estrangeiro, das espionagens, das sabotagens e toda sorte de mentiras a seu  respeito, de corruptos que se apossaram de cargos em sua estrutura organizacional, cumpriu as metas desejadas por Getúlio Vargas: tornou o Brasil inteiramente autossuficiente de petróleo, não apenas pela existência dos recursos naturais descobertos, mas pelo domínio integral das tecnologias desde a prospecção exploratória até a produção de derivados petroquímicos e  fertilizantes. Também, adiantando-se ao fim da era do petróleo barato (muito bem descrita pelo engenheiro Felipe Coutinho, “O Fim do Petróleo Barato e do Mundo que Conhecemos”, GGN o jornal de todos os brasis, 16/09/2017), a Petrobrás, com sucesso, ampliou para a área da bioenergia sua atuação: produzindo etanol da cana de açúcar e biodiesel.
E, ainda, foi para o exterior, demonstrando competência exploratória, ao descobrir grande reserva de petróleo onde as “majors” fracassaram (Majnoon). Por fim, como mais outra prova de capacitação, está produzindo, em menos de 10 anos de descobertos, 50% do petróleo brasileiro do pré-sal, uma fronteira tecnológica dominada.
Sadia econômica, financeira, tecnicamente, a Petrobrás está sendo destruída pelas legislações casuísticas, inconstitucionais emendas constitucionais e pela gestão de prepostos da banca.
O povo brasileiro, desinformado pela mídia antinacional e mentirosa, não vê, nem entende, que tão bem sucedida e competente empresa, seja fragmentada, vendida a preços verdadeiramente ridículos para o controle do sistema financeiro. E, por favor, não me venham com corrupção, pois a maior de todas é aquela praticada pela banca, como demonstra o judiciário brasileiro.
Réquiem ou revolução?
Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado 

terça-feira, 5 de junho de 2018

NOVO SÓCIO MANTENEDOR






O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do 
Norte recebeu nesta segunda-feira, as visitas ilustres 
de DIDI AVELINO (Edilson Avelino), potiguar radicado 
no Rio de Janeiro, considerado a voz de veludo do 
Grupo Retrô de músicas de raiz, acompanhado do 
seu sobrinho Newton AVELINO, artista plástico, 
que foram recepcionados pelo Presidente Ormuz e 
Carlos Gomes. DIDI assinou sua inscrição como novo 
sócio mantenedor.

IMPERDÍVEL


COISAS DO BRASIL VARONIL....





PRESSIONADA POR NÃO TER PELE NEGRA, CANTORA ENTREGA CARTA E RENUNCIA PAPEL PRINCIPAL NO MUSICAL “DONA IVONE LARA – UM SORRISO NEGRO”
     Francisco Alves C. Sobrinho (Jornal MINHO DIGITAL - Portugal)

A cantora Fabiana Cozza, grande intérprete, admiradora e amiga da homenageada, renuncia ao papel de Dona Ivone Lara, agredida pelo fato de não ter a pele negra.
Eis a carta de Fabiana Cozza, ao renunciar ao papel de homenagem à falecida cantora brasileira Dona Ivone Lara no musical "Dona Ivone Lara - Um sorriso negro", que estava programado para ser lançado brevemente no Rio de Janeiro e excursionar pelo Brasil.
"Fabiana Cozza dos Santos, brasileira
Nascimento: 16 de janeiro de 1976
Mãe: Maria Inês Cozza dos Santos, branca
Pai: Oswaldo dos Santos, negro
Cor (na certidão de nascimento): parda
Aos irmãos:
O racismo se agiganta quando transferimos a guerra para dentro do nosso terreiro. Renuncio hoje ao papel de Dona Ivone Lara no musical “Dona Ivone Lara – um sorriso negro” após ouvir muitos gritos de alerta – não os ladridos raivosos. Aprendo diariamente no exercício da arte – e mais recentemente no da academia, sempre com os meus mestres - que escuta é lugar de reconhecimento da existência do Outro, é o espelho de nós.
Renuncio porque falar de racismo no Brasil virou papo de gente “politicamente correta”. E eu sou o avesso. Minha humanidade dói fundo porque muitas me atravessam. Muitos são os que gravam o meu corpo. Todas são as minhas memórias.
Renuncio por ter dormido negra numa terça-feira e numa quarta, após o anúncio do meu nome como protagonista do musical, acordar “branca” aos olhos de tantos irmãos. Renuncio ao sentir no corpo e no coração uma dor jamais vivida antes: a de perder a cor e o meu lugar de existência. Ficar oca por dentro. E virar pensamento por horas.
Renuncio porque vi a “guerra” sendo transferida mais uma vez para dentro do nosso ilê (casa) e senti que a gente poderia ilustrar mais uma vez a página dos jornais quando ‘eles’ transferem a responsabilidade pro lombo dos que tanto chibataram. E seguem o castigo. E racismo vira coisa de nós, pretos. E eles comemoram nossos farrapos na Casa Grande. E bebem, bebem e trepam conosco. As mulatas.
Renuncio em memória a todas negras estupradas durante e após a escravidão pelos donos e colonizadores brancos.

Renuncio porque sou negra. Porque tem sopro suficiente dizendo a hora e o lugar de descer para seguir na luta. É minha escuta de lobo, de quilombola. Renuncio pra seguir perseguindo o sol, de cabeça erguida feito o meu pai, minha mãe (branca), meus avós, meus bisavós, tatas...

Ao lado de vocês, irmãos.
Renuncio porque a cor da pele de Dona Ivone Lara precisa agora, ainda, ser a de outra artista, mais preta do que eu. Renuncio porque quero um dia dançar ao lado de todo e qualquer irmão, toda e qualquer tom de pele comemorando na praça a nossa liberdade.
Renuncio porque respeito a família de Dona Ivone Lara: Eliana, André, seu pai e todos os parentes e amigos que cuidaram dela até os 97 anos e tem sido duramente constrangidos por gente que se diz da luta mas ataca os iguais perversamente. Renuncio pelo espírito de Dona Ivone que ainda faz a sua passagem e precisa de paz.
Renuncio porque quero que este episódio sirva para nos unir em torno de uma mesa, cara a cara, para pensarmos juntos espaços de representatividade para todos nós.
Renuncio porque quero que outras mulheres e homens de pele clara, feito eu, também tenham o direito de serem respeitados como negros.
Renuncio porque tenho alma de artista e levo amor pras pessoas. Porque acredito num mundo feito de gente e afeto.
Renuncio porque não tolero a injustiça, o desrespeito ao outro, o linchamento público e gratuito das pessoas, descabido, vil, sem caráter, desumano.
Renuncio em respeito à direção e produção do espetáculo que tanto me abraçou, em respeito ao elenco que agora se forma e que, sensível a tudo, lutou por seu espaço e precisa trabalhar e criar em silêncio.
Renuncio por amor aos meus amigos artistas, familiares, irmãos que a vida me deu que também se entristecem, mas não se acovardam diante dos covardes.
Renuncio porque sou livre feito um Tiê, porque cantarei hoje, aqui, lá e sempre à senhora, Dama Dourada, minha amiga e amada Dona Ivone Lara.
Renuncio porque, como escreveu meu amado amigo Chico Cesar, “alma não tem cor”. E a gente chega lá.

Fabiana Cozza"

quinta-feira, 31 de maio de 2018


CORPUS CHRISTI: Mistério de comunhão... (cf- Pe. A. Palaoro SJ)

Na celebração da festa de Corpus Christi, corremos o risco de honrar o Corpo de Jesus e desprezar o corpo humano, “carne de Cristo”. Fazemos uma ruptura entre o que celebramos e a realidade que nos cerca, “corpos desfigurados”, explorados, manipulados, usados, destruídos dos mais necessitados?... Pode ser que tenhamos um profundo amor pelo “Corpo de Cristo presente na Eucaristia”, e não O vejamos nos “corpos” que estão por todos os lados.“Não nos devemos envergonhar, não devemos ter medo, não devemos sentir repugnância de tocar a carne de Cristo” (Papa Francisco)

É esse o sentido que a festa de “Corpus Christi” nos revela, festa do Corpo histórico e humano de Jesus, amado, rejeitado, crucificado, morto e ressuscitado. É também a festa do grande Corpo de Cristo que é a Humanidade inteira. Corpo real de Cristo são especialmente todos os que sofrem: os enfermos e famintos, os rejeitados e encarcerados, os pobres e excluídos... Eles são a humanidade ferida no Corpo do Filho de Deus.
Corpo de Cristo é também o universo inteiro, criado por Deus para que nele habitasse seu Filho. Jesus, na Ceia, ao tomar o pão e o vinho em suas mãos, abraçou os bilhões de anos de evolução e chama-os de seu Corpo e de seu Sangue.Cada cristão, ao fazer “memória” do Corpo de Jesus, entra em comunhão com todas as energias da Criação.
Corpo de Cristo que continua sendo o Pão, fruto da terra e do trabalho dos homens e mulheres, todo pão que alimenta e é compartilhado, em fraternidade, a serviço dos que tem fome.
“Corpus Christi” também nos motiva a perguntar: Como viveu Jesus, em sua corporalidade, a relação com o Pai, com os outros e com a natureza? Como somos convidados a viver nossa corporalidade?
Jesus não compactuou com a visão dualista do ser humano (corpo e alma).Para Ele, tudo era sacramento, epifania de Deus, revelação do Reino, história de salvação... Ele escandalizou a alguns proclamando que o “puro” ou “impuro”, não está fora, em ritos e prescrições. Não são impuros os enfermos, as mulheres menstruadas, os leprosos, as prostitutas...; a “pureza” está no coração que nos permite um olhar límpido, não possessivo, egoísta, invejoso ou violento...
Jesus levou a sério a questão do corpo. Cuidou do seu descanso e o daqueles que com Ele compartilhavam o mesmo caminho; deixou-se acariciar e ungir sua cabeça e seus pés com perfumes por algumas mulheres, algumas delas malvistas pelos rótulos preconceituosos que os varões lhe impunham; curou corpos atrofiados pela doença e fragilizados pela exploração... Ele sabia olhar, tocar, sustentar, acariciar...
Na última Ceia descobrimos que suas palavras (“istoé o meu corpo”) e seus gestos (partir e repartir o pão) constituem a essência afetiva e social (de amor e justiça) do cristianismo. Eucaristia é corpo doado, expansivo e oblativo... Não são necessários grandes templos e nem suntuosas procissões para celebrar a festo do Corpo de Deus; basta a vida que se faz doação e partilha, no amor, como Jesus fez. Nosso humilde corpo é parte da Criação inteira e nosso bem-estar faz sorrir a natureza. Não há experiência de amor, nem experiência de Deus e dos outros que não ocorra em nosso corpo.
O nosso corponos pede espaço, tempo, atenção, alimento e, sobre tudo descanso e bem-estar, inspiração e contemplação... O corpo não é só a unidade de nossos membros, mas a presença de nossa pessoa; por ele estamos e somos.
O corpo é o companheiro inseparável de nosso caminho. É preciso senti-lo, percebê-lo, escutá-lo. O corpoé “lugar” teológico da manifestação de Deus, morada do divino, habitação do Espírito... Quem não escuta nem percebe seu corpo não pode compreender o sentido da vida, do amor, das relações... pois cairá no narcisismo de seu próprio ego.
Não é possível viver feliz sem relações amistosas e próximas com o corpo. Para conhecer-se é necessário acolher o corpo, querer o corpo, observar o corpo, olhar para dentro do próprio corpo,com atitude reverente. Minha casa é meu corpo, o templo onde Deus se revela a mim. Só eu posso habitar e possuir meu corpo. Eu me identifico com meu corpo, sem o qual não posso viver. Deus, com seu Espírito, anima meu corpo; mas não pode habitar em mim a graça de Deus sem a colaboração e a abertura de meu corpo.
Nosso corpo constitui nossa presença no mundo; a acolhida do próprio corpo nos projeta para uma relação sadia com o corpodo outro, e o cuidado do corpodo outro determina nossa relação com Deus (cf. Mt 25,31-46). O corpo do ferido, do faminto, do preso... tornam-se “territórios sagrados” onde crescemos e humanizamos; “lugares” nos quais Deus revela seu rosto compassivo.
O corpo é um documento histórico: há corpo burguês e corpo proletário, corpo de cidade e corpo de roça; há corpos explorados e corpos que são só força de trabalho; corpos que são modelos anatômicos, e os “corpos empobrecidos” que gritam a Deus por justiça.

Celebrar “Corpus Christi” é “cristificar” nossos corpos.

O QUE SERÁ AMANHÃ!



AGORA É A VEZ DAS CORREÇÕES

            Urgente e indispensável - agora é a vez das correções. 
       Comecemos com um estudo sério da Reforma Tributária, assunto badalado há mais de 50 anos, mas sistematicamente postergado para dar lugar a simples remendo, geralmente para melhorar o volume arrecadatório do Estado, sem qualquer consideração ao contribuinte. 
          Temos, indiscutivelmente, uma das maiores cargas tributárias do mundo e, certamente, a pior distribuição da receita arrecadada, para não falar na burocracia retrógrada adotada, dificultando a arrecadação e confundindo o contribuinte, numa salada amarga. 
        O assunto deve merecer uma convocação geral de todas as forças envolvidas no binômio contribuinte x fisco, cuja convivência sucumbe na hipertrofia do poder tributante e fragilidade do segmento contribuidor. 
          Fui professor dessa matéria por quase meio século. Combati o bom combate, sugeri, aconselhei, julguei, mas confesso que pouco sucesso foi possível obter. 
          Agora, já no ocaso da vida nada mais posso fazer, pois não sou mais convocado para os embates, haja vista que sempre demonstrei a minha autonomia na discussão de tais problemas e reprimi o exagero fiscal que sufoca o povo brasileiro. 
        Temos excelentes tributaristas e uma juventude ávida para encontrar rumos novos saneadores desse panorama aterrador, quando temos o trabalho de comparar o preço de uma mercadoria ou objeto de integral essencialidade e nos deparamos com a exacerbação da carga por eles sofrida. 
          Recentemente, com a Revolução dos Caminhoneiros, houve o despertar para a busca de caminhos mais seguros. Resta-nos reconhecer nossos defeitos e iniciarmos uma frente ampla para a busca de soluções.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

UMA OPINIÃO



JULGAMENTO TÉCNICO OU POLÍTICO - EIS A QUESTÃO

Valério Mesquita*

O mapa político do país vai ser redesenhado este ano. Os novos gestores públicos assumirão em janeiro de 2019. Pouca coisa em matéria de moralidade pública, vai se modificar. Conhecidos dromedários novamente poderão subir ao pódium. Quando não voltam, influem diretamente no processo dos gastos públicos da maneira como bem entendem e permitem o império da legislação equivocada. Enquanto as decisões legislativas municipais prevalecerem em última análise sobre a eficácia das decisões técnico-jurídicas dos tribunais de contas dos estados que condenam comprovadamente os maus governantes não atingiremos o marco zero da honestidade pública.
Para que serve, afinal, um Tribunal de Contas? Ser exclusivamente um órgão opinativo sobre prestações de contas, sem poderes para sugerir punições aos predadores do erário público? Um mero e caro escritório geral de contabilidade? Pode o dinheiro público ser gasto de forma indiscriminada sem poder condenar em última instância porque um artigo corporativo votado no Congresso confere as casas legislativas o “julgamento” político em detrimento do julgamento técnico-contábil e jurídico legal desses tribunais? Isso é ilógico e inadmissível. Não pode subtrair da sociedade o direito de punir os corruptos, não apenas pelo voto livre das urnas, mas também, através do instrumento institucional (o TCE) em favor do qual ela paga impostos para manter e deseja plenamente ver funcionar em sua própria defesa.
Com respeito aos deputados e vereadores de todos os recantos, do estado, é consabido que eles não dispõem de condições legais, técnicas, contábeis, pedagógicas, culturais e jurídicas para anularem minuciosos julgamentos processuais, à maioria das vezes, só para salvar a pele dos gestores envolvidos em falcatruas. O legislador federal ao inserir no texto constitucional essa matéria, agiu de forma sutil com o intuito indisfarçável de blindar o agente político de suas bases eleitorais. Com efeito, conspiraram no sentido de enfraquecer o órgão superior que julga os seus gastos com o dinheiro do povo sob a égide da lei, sujeitando-a a manipulação política de outra esfera.
A própria Associação dos Tribunais de Contas do Brasil, já trabalha junto ao Supremo Tribunal Federal, com o apoio igual de todos os procuradores do Ministério Público Especial que atuam dentro dos tribunais, para que uma interpretação jurisprudencial acolhida por quatro votos a três no Tribunal Superior Eleitoral, seja derrogada. A sua derrubada tem o fito de fortalecer a eficácia das decisões dos tribunais de contas através da revogação dessa letra que subverte atribuições constitucionais e privilegia as casas legislativas cuja destinação específica é de ordem política e não de julgar contas públicas. Se tal não ocorrer, vai ser difícil moralizar a vida política do país. A administração pública continuará a ser o refúgio dos malfeitores, predadores e mercenários.

(*) Escritor.