terça-feira, 20 de agosto de 2019



ELZA CARLINA GOMES LEANDRO, minha querida irmã, desencarnou ontem, foi encontrar-se com João e com a minha THEREZA.
Com ela também se foi a alegria da família, a sensibilidade e a solidariedade.

No momento não encontro palavras para retratá-la. Fica para depois:



Funeral: Cemitério de EMAÚS

Velório amanhã 20/08 a partir das 8:00h.
Capela 2
Missa: 17:00h
Sepultamento: 18:00

segunda-feira, 12 de agosto de 2019




FACULDADE DE DIREITO DE NATAL
        Os alunos, ex-alunos e Professores em exercício ou aposentados vão comemorar os 70 anos do Curso de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), criado no dia 15 de agosto 1949, como Faculdade de Direito de Natal, através da Lei Estadual nº 149, de 15 de agosto de 1949, sancionada pelo Governador José Augusto Varela. Mas só foi efetivamente instalada e autorizada em 1954 com o decreto federal n.º 36.387, de 25 de outubro, e o primeiro vestibular só ocorreu no ano seguinte, 1956, quando aconteceu o início das atividades letivas. Sua primeira sede foi no bairro da Ribeira, ao lado do atual Teatro Estadual Alberto Maranhão, onde inicialmente foi o Grupo Escolar Augusto Severo.
        É importante registrar, que a ideia da criação de um primeiro curso jurídico no estado foi do professor Luís Soares de Araújo. O surgimento do curso foi um marco divisor na educação superior da cidade, pois a partir daquele momento, os estudantes não mais precisariam do sacrifício de deslocamento a outros estados.
           A relevância do curso de Direito para a UFRN e o Rio Grande do Norte é indiscutível. Prova disso é que os concluintes do curso ocuparam e ocupam cargos de destaque no cenário político e profissional do país, nas funções executivas, legislativas federal, estadual e municipal, na Magistratura regular e superior, no Ministério Público, Assessorias Jurídicas, Defensoria Pública, Polícia Civil, Advocacia pública e privada e Magistério superior. Além de ser um dos principais pontos de movimentação política e de luta estudantil dentro da Universidade e da sociedade potiguar. Os estudantes fazem parte ativa desse contexto, com assento nas comissões e movimentos institucionais e sociais.
A primeira turma, 1959, com denominação de Turma Clóvis Bevilaqua, seu patrono e paraninfo Edgar Ferreira Barbosa, teve a seguinte a sua composição: Ivan Maciel de Andrade, Ana Maria Cascudo, Zélia Madruga, Genilde Urbano, Eider Furtado de Mendonça e Menezes, Luciano Nóbrega, Elmo Pignataro, Francisco Dantas Guedes, Othon Oliveira, Jaime Hipólito Dantas, Geraldo Isaias de Macedo, Reginaldo Teófilo da Silva, Ernani Alves da Silveira (1º Presidente do DAAC), Murilo Moreira Veras, Francisco de Assis Teixeira, Arnaldo Arsênio de Oliveira, Pedro Martins Mendes, Nice Menezes de Oliveira, Emilson Torres dos Santos Lima, Valdir da Silva Freire, Hebe Marinho Nogueira Fernandes, Jaime Galvão Revoredo, Pedro Cortez de Araújo Amorim, Arilda Tânia Cavalcanti Marinho, Antônio Emerenciano de A. Sobrinho, Nildo João Mathias Alff, Terezinha de Almeida Galvão, João Eudes Pessoa, Arthur Luiz de Araújo, Enélio Lima Petrovich, José Cabral Pereira, Cleóbulo Cortez Gomes, Geraldo Guedes Dantas, José Daniel Diniz, Antonio Francisco Correa, Irineu Martins de Lima, Francisco Berilo Pinheiro Wanderley e João Damasceno de Oliveira.

      Essa ocasião é propícia para ser feita uma moção ao Magnífico Reitor no sentido de restaurar a história da Faculdade, com a afixação das placas dos concluintes em local adequado até que seja restaurado o prédio da velha Faculdade da Ribeira.

      A propósito, tomei a iniciativa, com a ajuda do ex-aluno Juan de Assis Almeida, com autorização do Reitor, para localizar as placas de formatura, trabalho ainda não concluído face ao desconhecimento de onde elas estão guardadas, senão meia dúzia delas, bastante desgastadas, fato que vem causando transtornos à própria UFRN e aos dirigentes do Curso de Direito, daí o adiamento de solenidade que seria realizada hoje, para o dia 30 de setembro, com uma semana de atividades que estão sendo programadas pela própria entidade de ensino superior.

        Não podemos deixar passar essa oportunidade para, em definitivo, termos uma definição sobre a conservação da história do nosso curso. Aguardem que daremos informações precisas oportunamente.



Fontes: Boletim UFRN/AGECOM e Wikipédia, blog Natal de Ontem e documentos pessoais de alguns estudiosos do Direito ou de História.

domingo, 11 de agosto de 2019


       
TRÊS INSTANTES IMPORTANTES
Por: CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES, ESCRITOR

       Este domingo, 11 de agosto de 2019, temos a concentração de variadas efemérides - Dia do Advogado, comemoração nascida do fato de no ano de 1827, na época do recém-instituído Império Brasileiro, nessa mesma data, o então imperador Dom Pedro I haver autorizado a criação das duas primeiras faculdades do Brasil - Faculdade de Direito de Olinda, em Pernambuco, e a Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, em São Paulo.
                        
  Com o passar dos anos tornou-se necessário alforriar, além da independência política que fora conquistada, também a liberdade intelectual, através dos Cursos de Direito de Olinda, Recife e São Paulo, como verdadeira Carta Magna, que nos ofereceram os sempre lembrados Bacharéis Teixeira de Freitas, José de Alencar, Castro Alves, Tobias Barreto, Ruy Barbosa, o Barão do Rio Branco, Joaquim Nabuco, Fagundes Varella, dentre tantos. 

       Sob a influência da Revolução de 1930 foi criada a Ordem dos Advogados do Brasil, que teve como primeiro presidente o advogado Levi Carneiro, o qual a comandou por muito tempo, tendo por instrumento primeiro o Decreto nº 19.408, de 18 de novembro de 1930, que assim proclamava:

Art. 17. Fica criada a Ordem dos Advogados Brasileiros, órgão de disciplina e seleção da classe dos advogados, que se regerá pelos estatutos que forem votados pelo Instituto da Ordem dos Advogados Brasileiros, com a colaboração dos Institutos dos Estados, e aprovados pelo Governo.

    O Rio Grande do Norte foi um dos primeiros Estados a criar a sua Seccional, partindo da ideia do consagrado jurista Hemetério Fernandes Raposo de Mello, então Presidente do Instituto dos Advogados do RN, em reunião preparatória realizada no longínquo 05 de março de 1932, no prédio do Instituto Histórico e Geográfico, presentes os causídicos Francisco Ivo Cavalcanti, o Primeiro Presidente, Paulo Pinheiro de Viveiros, Manoel Varela de Albuquerque, Bruno Pereira e Manuel Xavier da Cunha Montenegro e oficialmente reconhecida em 22 de outubro do mesmo ano.

   Igualmente, também foi adotado como Dia do Estudante em razão de em data idêntica, no ano de 1937, ter nascido a União Nacional de Estudantes - UNE, que protege os direitos e deveres de todos os alunos do país.
  
      Além dessas duas comemorações, temos uma outra - Dia dos Pais, onde se oportuniza o transbordamento do amor filial, com o congraçamento da família no sentido da eternização do respeito e da união.

      Particularmente, este Dia dos Pais tem para mim um sentido diferente, pois é o primeiro que passo sem a participação da minha inesquecível THEREZINHA, que Deus convocou no dia 31 de março. Ela sempre foi a cerimonialista das datas importantes, mercê da sua missão exponencial de manter a família íntegra. Não deixaremos de comemorar, mesmo em outro tom, pois será mais uma oportunidade de renovação dos nossos votos de fraternidade.

    A propósito de "amor", o nosso consagrado Vicente Serejo, em sua coluna de hoje, procura contar uma "História de Amor", onde dá visibilidade às opiniões de autores consagrados e confessa que "um pobre cronista, creia, nunca tem fôlego para enfrentar o mar das grandes narrativas de amor."

       Abusando da nossa amizade, e com o necessário respeito, lhe afirmo que o verdadeiro amor, com o passar do tempo, amplia os sentimentos dos amantes, chegando a consolidar as vidas num só coração. E quando um dos protagonistas retorna à Casa do Pai, o amor não esmorece, se cristaliza.

       Realmente o rio continua a passar, mas a vida fica mais triste na vala da saudade, e o amor não se apaga, amplia o sentido exato do querer. Não há esquina, num domingo de lua, nas brasas de um cigarro que se esmaga contra no cinzeiro, num gesto de silêncio que foge pela quina de uma mesa de bar, que tenha o condão de abalar o elo que entrelaça os amantes pelo tempo sem fim. 

     Acaso alguém considere que o tempo apaga o amor - certamente ele nunca esteve presente em sua vida. Não é o caso do jornalista citado, que vive uma bela história de amor com Rejane.

        FELIZ DIA PARA TODOS - ESTUDANTES, ADVOGADOS E PAIS. COMEMOREM SEMPRE O AMOR!
E TUDO O MAIS VIRÁ POR ACRÉSCIMO.

quarta-feira, 31 de julho de 2019



INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RN IHGRN <ihgrn.comunicacao2017@gmail.com>
Para:Adauto José Carvalho Filho,Adilson Gurgel de Castro,Alberto Gondim de Freitas,Ana Angélica Timbó Schmidt,André Felipe P Furtado de M e Menezes
31 de jul às 07:48

Caro sócio,

Amanhã, dia 01/08/2019, às 18 horas, o professor Diogenes da Cunha Lima, sócio deste Instituto, proferirá uma palestra sob o tema NOSSO RICO ESTADO POBRE, dando prosseguimento a mais uma "Quinta Cultural", a ser realizada no Salão Nobre deste Instituição.
Aguardamos a sua presença, para mais uma valorosa e importante palestra.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO


O QUARTO MÊS DA PARTIDA
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes
        Diz o Eclesiastes que Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Agora é o momento de relembrar THEREZINHA, cuja partida deixou um rastro de grandeza espiritual, humildade, dedicação, solidariedade e amor incondicional.
        Todos nós gostaríamos de sua presença, mas no impossível, é um alento a lembrança de quem fez parte das nossas vidas, para o que, nem o princípio bíblico será capaz de ser admitido, pois não haverá tempo de esquecer.
        Esta semana tive a primeira manifestação do fenômeno de "animismo" ou presença mediúnica – não sei avaliar, em que ela me apareceu. Estava linda e bem vestida como sempre. Parecia me dar um recado, mas o meu pequeno conhecimento das questões transcendentais não teve a capacidade de captar com nitidez.
        De qualquer forma valeu o reencontro, foi em frações de segundos, deixando-me feliz por não vislumbrar em sua aparição nenhum ar de tristeza.
        Neste dia 31 de agosto tornaremos a homenageá-la na Sagrada Casa do Criador, aguardando que se cumpra o que ela declarou em mensagem escrita: quando eu partir ficarei sempre por perto, em alguma nuvem branca ou cor de rosa.
        Minha querida THEREZA eu continuo aqui, velando por tudo o que você queria bem – a família, os animais, os amigos e o jardim.
        Renovo o meu reconhecimento a Deus pela Graça de ter com ela convivido por tantos anos.
        Agradeço ao Pai Celeste, Criador e Redentor da humanidade, por essa centelha de luz que clareou o meu viver e lhe deu sentido. 
Amém.

sábado, 27 de julho de 2019







ESCADARIA DA CULTURA POTIGUAR
Por Carlos Roberto de Miranda Gomes (25/7/2019)

 Numa singela solenidade realizada na Praia de Cotovelo, com a presença do Prefeito de Parnamirim Rosano Taveira da Cunha, do Presidente da PROMOVEC, de grande número de associados, escritores e pessoas da Comunidade Pium-Cotovelo, foi inaugurada a ESCADARIA DA CULTURA POTIGUAR, em homenagem ao escritor do nosso Estado, dando originalidade à praia e atração dos veranistas e turistas.
       Não poderia ter sido melhor a data escolhida para o evento, pois era o dia do ESCRITOR.A feliz iniciativa partiu das sugestões dos moradores Octávio Lamartine e Tereza Neuma, encampada pela Prefeitura de Parnamirim e pela PROMOVEC, aceita com satisfação pela população do lugar para lembrar perenemente os escritores da terra de Poti, alguns já em outra dimensão da vida e outros tantos ainda produzindo os seus textos para a posteridade.
É bem verdade que aqui está uma pequena amostra – 43 nomes. Contudo, centenas de outros ainda existem por todo o nosso território e que, em outras escadarias serão revelados. Registro, por exemplo, dois nomes que se identificaram ao longo da existência com o mar – LENINE PINTO que então completava 30 dias do seu encantamento e que  desenvolveu reiterados estudos sobre o MAR. Também ZILA MAMEDE, nossa grande e saudosa poetisa, que tanto escreveu sobre o mar, que ele a tomou em suas ondas até passar para a outra dimensão da vida.
       Particularmente, agradeço o convite de participar de um dos degraus dessa nova obra e o faço homenageando a nossa indispensável PROMOVEC, contando a sua bela história.
       A celebração consagra a palavra, a criação e a cultura.      
       O escritor é aquela criatura que projeta a vida, a emoção a poesia, os registros da história através do verso ou da prosa! Sua liberdade de pensar é a expressão maior da legitimidade do seu ser.
       Seu pensar cravado em palavras dita caminhos, alberga o sofrimento, alivia as dores, ilumina o viver e imortaliza o verbo.

       O escritor é um bandeirante no desbravar caminhos, belezas e esperança.
       Cultuam as palavras de sonho ou de morte, de perdão e de repulsa, de justiça e súplicas. Eles registram o passado e anunciam o porvir.
       Esta escadaria, por conseguinte, lhes faz justiça, o tornam imortais na verdadeira acepção da palavra.
       Que aquele momento fique gravado em nossas mentes, testemunhas de um novo tempo e no dia da exaltação do escritor e mais no cenário deslumbrante de um mar encantador, que enobrece a natureza, no instante em que o sol se recolhia para emprestar seu lugar à noite que se aproximava, mas na certeza de bem cedo acordar para dar a luz ao mundo e às coisas que o rodeiam. Que cada escritor possa se sentir, aqui e agora, abraçado pelo seu povo reconhecido, na certeza de que sua missão terá continuidade no correr do tempo, mostrando a sua nobreza e devoção.
        Representei os escritores homenageados e também a Academia Norte-rio-grandense de Letras, cujo Presidente Diógenes da Cunha Lima justificou sua ausência por estar presidindo, na mesma data e horário, ato declaratório de mais uma vaga na Academia, exatamente de um confrade que residiu neste recanto deslumbrante do Rio Grande do Norte, louvo a iniciativa, esperando que outras se façam nesta Comunidade para elevação da nossa cultura.

       PARABÉNS PELA INICIATIVA.

domingo, 21 de julho de 2019

THEREZINHA ROSSO GOMES




DEUS TE QUER SORRINDO
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes, marido de Therezinha

         São três e meia, o dia ainda não raiou. Acabei de ver na televisão o filme “Cazuza”, que me trouxe saudades. Apresso-me para abraçar a minha THEREZA neste dia 21 de julho – data marcante em minha vida por ela ter nascido, pela Graça de Deus no ano de 1936, há 83 anos, trazendo luz, amor, solidariedade, caridade, simplicidade, dedicação, enfim, todos os atributos reservados para uma pessoa Santa. Mas encontro somente o silêncio solitário.
        Não invoco tais qualidades movido pelo emocionalismo de um momento, mas a necessidade de proclamar uma verdade e dizer que ela ainda vive em outra dimensão da vida, recolhida que foi pelo Criador no dia 31 de março deste ano de 2019, coincidindo com o mesmo dia em que foi chamado o notável Allan Kardec, do ano de 1869, certamente para cumprir alguma missão na espiritualidade.
        Tive o privilégio de ter sido escolhido para ser seu esposo, numa convivência duradoura de 71 anos, retroagindo a 1948 quando vim morar na rua Meira e Sá 120 e ela já vivia na casa 118, onde fomos amigos por nove anos, depois cinco de namoro, um de noivado e cinquenta e seis de casados e amantes para a eternidade.
        O amor esteve presente todo esse tempo, ampliado com a chegada dos filhos, netos e agregados, arrodeados de amigos, num ambiente onde cultivava um belo jardim e criava bastante gatos, que ainda ornamentam a casa 555 da Travessa Coronel João Gomes, sempre no bairro do Barro Vermelho.
        Nunca concebi a possibilidade de amar tanto uma criatura e com ela ter uma afinidade transcendental.
        Dentre alguns escritos que deixou, existe um em que declara que no tempo que partir, continuará por perto, em alguma nuvem branca ou cor de rosa. Por isso, quando a saudade bate no peito olho para o céu para procurá-la ou nas estrelas quando o sol está em seu sono.
        Neste dia do seu aniversário teremos nosso costumeiro encontro familiar. Nada mudou nem mudará, embora não seja possível esconder a incomensurável saudade.
        Nada de tristeza – DEUS TE QUER SORRINDO.
        Resta-me esperar a concretização do poema que lhe dediquei anos atrás:

AMOR, O TEMPO, A VIUVEZ,
OS CORPOS SE SEPARAM OUTRA VEZ.
A LEMBRANÇA, A TRISTEZA, A SAUDADE.
AMOR, REENCONTRO, ETERNIDADE.
        Um beijo do seu Carlos (Preto).

_______________
Comentários:
horacio_oliveira <horacio_oliveira@uol.com.br>
Para:CARLOS GOMES
21 de jul às 11:16

Meu caro amigo,

breve, mas terna e eterna homenagem você faz a seu Amor de sempre. E a situa na eternidade, que é o tempo real, onde nada finda. Você e seu Amor sempre estarão juntos, daí o acerto do título que você escolheu, "DEUS TE QUER SORRINDO". E daí o acerto, igual, daqueles versos finais do famoso poema de Christina Rossetti (também filha de italianos com o sobrenome Rossetti, que lembra Rosso), na magnífica tradução de Manuel Bandeira:


" (...) não chores: que, se em meio aos meus pesares,

um resto houver do afeto que em mim viste,
- melhor é me esqueceres, mas contente,
que me lembrares e ficares triste."


Refletindo sobre o que julgamos ser o tempo, concluo que só há um tempo real: a eternidade. Esse pensamento o mando agora até você, não para consolação romântica, mas como possibilidade de constatação que, de certo modo, nos coloca em harmonia com a vida e com Deus:

"Buda, Zenão de Eleia, Santo Agostinho, Montaigne... Muitos questionaram o tempo (aquele que aprendemos a retalhar e a pendurar num calendário) e alguns até o negaram, embora crendo na eternidade.

                        Penso talvez não seja esse tempo ilusório a razão de nossa decadência, mas apenas uma metáfora da fluidez que habita e corrói o mundo corpóreo. E que o tempo real só exista mesmo num conceito de eternidade, como tempo de Deus, do amor, do coração."

Esse amor sem fim que você sente por sua Therezinha é real e seu tempo sempre existirá, mas só o espírito o conhece em sua integralidade. Assim o expresso nesse poema dedicado à amada imortal:

"AMOR SEM FIM
                        (À amada imortal)

Já me deste provas
Que me amas sempre
E que nosso amor
Não pertence ao tempo

Não pertence ao tempo
Mas à eternidade
Desconhece falta
Ou necessidade

Nasce e renasce
E perfeito assim
Em qualquer das vidas
Não conhece fim."

O seu sentimento, querido amigo, muito emociona, tal a sua profundidade. Você tem e terá sempre a minha solidariedade. E acrescento que, ao ler seu belo artigo, senti certo alívio, certa alegria, pela luz que chega até você e ouso imaginar que é a luz de sua amada que o inspira. Como lhe disse antes, ao mandar-lhe o poema de Christina Rossetti, tive a vívida impressão que lhe transmitia um recado...

Um grande abraço, meu amigo! Viva o amor! Viva o seu Amor!

Horácio Paiva. 
_________________ 

Edilson Avelino dos Santos


Em segunda-feira, 22 de julho de 2019 03:01:00 BRT, Edilson Avelino dos Santos <didiavelino@globo.com> escreveu:
A cada declaração de amor, como esta, tenho a certeza de que fui testemunha de uma relação além da limitada compreensão humana.
Convivi com o casal, não o tempo que gostaria, mas o suficiente para admirá-lo e, definitivamente, tê-lo bem guardado no meu tesouro afetivo como exemplo raro de amor absoluto, daqueles que se eternizam em vida, daqueles que nos enche de paz e de luz. Agradeço a Deus por tamanha graça e felicidade.
Dr. Carlos, meu queridíssimo amigo, nos conhecemos de forma não convencional, mas, de alguma maneira, estava escrito que a construção dessa amizade só me traria prazer e felicidade. Fui recebido em sua casa com tanta fidalguia e carinho que jamais esquecerei !
Ao conhecer Dona Terezinha, acolhedora, generosa e de uma suavidade angelical, senti que estava diante de um ser de luz, especialmente quando me tratou por "filho". E nas vezes seguintes, ao visitá-los, o tratamento já me soava familiar, tal foi a empatia recíproca.
Seus conselhos, preciosos para quem ainda vacila nos cuidados com a saúde, ainda estão bem vivos na minha memória.
Sua partida para a Grande Morada Celestial, acredite, também foi muito dolorosa para mim.
Ainda não sei como será a minha reação na próxima visita ao senhor. Mas, encarecidamente, lhe peço: se eu chorar, entenda a emoção desse amigo que acostumou-se a vê-los num só ser, inseparável ! 
Não quero que minhas palavras sejam motivo de tristeza para o senhor, pelo contrário, é um testemunho sincero de quem teve a graça divina de conviver com um amor, absolutamente, único e transcendental. Acho que a melhor homenagem que podemos fazer a Dona Terezinha
é seguir vivendo e lembrá-la com doçura e alegria, pois, sem a menor sombra de dúvida, com a permissão de Maria Santíssima, ela vela por todos nós, especialmente, o senhor e seus filhos.
Até dezembro, se Deus assim o permitir !
Um forte e saudoso abraço.
DIDI AVELINO
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antonioedvaldo <antonioedvaldo@oi.com.br>

22 de jul às 15:26

Estimado colega e amigo Carlos Gomes

Em 21/07/19 04:53, CARLOS GOMES <mirandagomes1939@yahoo.com.br> escreveu:


Recebi com surpresa a notícia no dia  22 deste - "Saudades - Deus te quer sorrindo", sobre a perda irreparável de sua mulher Thereza. 
Deus há de dar-lhe forças para enfrentar essa ausência prestimosa.. Recordo-me dos tempos do Instituto Batista, do qual ela, você e eu, éramos alunos. Realmente ela era uma pessoa especial e, principalmente, muito dedicada a você. Aceite, tardiamente, meus sinceros sentimentos, extensivo a toda  sua família.
Um forte abraço e obrigado pela lembrança.
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Grego Lima -  Nessa suas palavras percebemos o quanto existe amor, saudades... Que esse amor seja maior que a tristeza e que ao invés do luto, seja preenchido o espaço vazio pelas lembranças, imagino o quanto não é fácil, afinal foram anos e anos de convivência porém tenho ctz q o amor tudo vence, tudo supera...
Pois agora permanece a fé,a esperança e o amor, estes três mas o maior destes é o AMOR❤️❤️❤️❤️
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Ana Maria Freire Freire - prezado amigo Carlos Gomes,muito belo o seu texto de evocação e de saudade de Tereza.Não restam dúvidas de que vocês dois continuam unidos no plano espiritual.Suas palavras,que expressam os seus sentimentos,são comoventes e poéticas,além de serem exemplo de que ainda existe o amor puro e verdadeiro.Abraço de Daladier e Ana
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Jania Souza Souza -Nada é mais lindo e forte, do que o amor. Ele nos alimenta mesmo atravessando as distâncias do infinito e por isso os corações estão sempre pertos e tocam-se com doçura apenas percebida pela alma. Como é bom o amor, não necessita nem de corpos nem de sabores, satisfaz-se apenas do contato da luz que atravessa o invisível espaço e aquece o coração. 💞💞💞Parabéns, Dr. Carlos , por amares Terezinha e teres a felicidade de compartilhar anos maravilhosos de amor em vida. Agora, esse mesmo amor é compartilhado na alma, que rege o coração e aquece seus dias.
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Jeiza Melo -O mundo é um quartel. Jesus é o General e nós somos os soldados e vestimos a mesma farda. Sabemos que todo militar é transferido para cumprir uma missão... O nosso amado e venerado JESUS precisou da sua TEREZA e ela foi, mais com certeza, hoje e até a hora da sua transferência, saiba que ela está perto de vc. Sua solidão não é solitária é solidária...Vc e Deus. Que Jesus, Nossa Senhora e o Espírito Santo esteja contigo.


sábado, 20 de julho de 2019

SAUDADES DE COTOVELO - JANEIRO DE 2019



AMANHÃ, DIA 21, A MINHA INESQUECÍVEL THEREZINHA ROSSO GOMES COMPLETARIA 83 ANOS DE VIDA. (AQUI SE DESPEDE DE D. SOCORRO, vizinha)
No melhor tempo da minha vida, tive a oportunidade de viver as emoções dos festivais de música da TV RECORD e da GLOBO, cujo material foi destruído por um incêndio. Contudo, graças a algumas filmagens que ficaram ainda intactas, reproduzo agora, para o deleite daquela geração e conhecimento dos que não tiveram a oportunidade de vivenciar os tempos de outro da nossa televisão:



















TAMBÉM TIVEMOS GRANDES MOMENTOS FORA DO BRASIL COM ROBERTO CARLOS NO FESTIVAL DE SAN REMO




MUITA SAUDADE................................................



terça-feira, 16 de julho de 2019

LEMBRANÇAS DE MACAÍBA



 



ENCONTRO INESPERADO


Valério Mesquita*

Ela ainda guardava uma beleza aflita que não morre. De tudo quanto se esquece não pude esquecer o amor adolescente que havíamos vivido. Os seus braços ainda faziam lembrar meus cansaços e desatinos. Aquela mulher na fila comum do supermercado parecia que estava no estaleiro do tempo, estacionada nos cinquenta anos como se tivesse dissolvido a amargura das coisas. Os óculos escuros escondiam profundezas abissais de prazeres irrevelados e naufrágios conjugais.
Ali estava plantada como uma árvore morta com raízes na minha alma. Ela que se tornara ausência em mim desde aquela tarde morta de setembro. Não pude conter o ciúme retrospectivo. Apossou-se de mim, não mais que de repente, a fria solidão dos despossuídos. A poeira do tempo começara a lacrimejar os olhos de perdidas lembranças. Onde, aquele corpo juvenil de dançarina de mambo, rosto de Silvana Mangano e quadris de Ninon Servilha? O bongô oculto da orquestra invisível de Perez Prado cometia o milagre de resplandecer ali, as suas formas em movimento, à luz do ocaso. Ah! Tanta imaginação fugidia e ela nem olhava prá mim! Não. Ela não me vira. Com certeza. Não seria tão fingida. Outra surpresa me estava reservada. Como se tivesse saído da multidão dos seus abraços afetuosos e mágicos, fazendo descer pelo declive sonhos e ilusões de tudo o que já fomos. Valeria a pena dizer o nome de quem amei? Ou repetir a estrofe “de quem eu gosto, nunca falo”?
Conhecia-a na noite perdida da memória do Pax Clube de minha terra. Era a garota do baile. Isso é tudo como identidade e currículo. Sai quando ela cruzou a porta e se enfiou no carro com o jovem marido. Um riso antigo ainda pude colher, de soslaio, da boca sensual e conhecida. O sol e o ruído, lá fora, despertavam-me para a realidade. Tudo acontecia rápido e me impelia prosseguir na sobrevida da lembrança que o tempo não desfez. Procurei o meu carro no estacionamento solfejando o samba “Recado” que junto cantávamos procurando inventar o nosso mundo. “Você errou quando olhou prá mim. Uma esperança fez nascer em mim. Depois levou prá tão longe de nós, o seu olhar no meu, a sua voz”... Brumas, nada mais...

(*) Escritor

domingo, 14 de julho de 2019


América Futebol Clube
104 ANOS DE GLÓRIAS
O América Futebol Clube do Rio Grande do Norte, carinhosamente chamado de "Mecão" completa HOJE 104 anos de glórias, eis que criado no dia 14 de julho de 1915.

Anotações do torcedor americano e escritor Carlos Roberto de Miranda Gomes
membro das entidades: ANRL, AML, ALEJURN, IHGRN, UBE-RN e OAB/RN.

Preâmbulo

  Ser americano não é simplesmente torcer por um clube desportivo, mas compreende um estado de espírito que oferece motivação para uma melhor qualidade de vida.

O contexto histórico de Natal em 1915

Ilustração de soldados no front de batalha, em 1917

O mundo vivia um período conturbado pela eclosão da Primeira Grande Guerra mundial, onde a economia do mundo foi exageradamente reduzida, haja vista a necessidade de investir em armamento e outras estratégias de guerra, exacerbando o desemprego, a escassez de produtos e a instabilidade política das nações.
Os resquícios e os despojos refletiram nos países não beligerantes e nos em confronto direto, tornando-se uma guerra de âmbito continental.
Apesar do estado de violência, os soldados passavam o tempo de intervalo das batalhas se divertindo com os jogos triviais, entre os quais o futebol, uma vez que o principal objeto em disputa estava a bola, que teria sido fabricada ainda no século XIX.
Natal conheceu esse instrumento de couro nos idos em 1872 trazido por marinheiros que aqui aportaram vindos no navio Criméia.
A introdução do jogo de futebol, entretanto, teria ocorrido por iniciativa de Charles Muller, em 1894, que trouxe modelos de regulamentos.  Aqui em Natal a bola chegou pelas mãos dos estudantes que vinham da Europa, integrantes da família Pedroza, que criou o Sport Club Natalense (ou Natal Sport Club) em 1907, através de Fabrício Pedroza Filho. Daí em diante as peladas foram acontecendo nos campos de areia da cidade.
No amargor das sequelas natural daquele período (1914-1918), qualificado por seus contemporâneos como A Grande Guerra, desportistas natalenses se organizaram para alguma atividade produtiva, e pelo estado precário das finanças públicas em 1915 começaram as iniciativas de criação de clubes desportivos regulares. Rapazes residentes nos bairros da Ribeira e Rocas, acostumados às peladas de beira de praia, criaram um time de futebol e lhes deram a denominação de ABC, numa homenagem a um fato histórico de um tratado reunindo a Argentina, o Brasil e o Chile.
Sem nenhum sentido de oposição, rapazes residentes na cidade alta e adjacências, também criaram o seu clube, que denominou América Futebol Clube, em homenagem ao nosso continente e, por derradeiro, num sentido pedagógico, de evitar a vadiagem, foi criado o Alecrim Futebol Clube, nome surgido em razão da grande quantidade de uma planta assim denominada. Nesse contexto seria inevitável se criar uma entidade para organizar o entrelaçamento de disputas desportivas, nascendo em 1918 a Liga. A vida teria que continuar, embora no compasso de “dúvidas”.
Ninguém se engane – são esses três clubes centenários que sustentam o sentimento do futebol potiguar e a falta de um deles tornará menos atrativa ou mesmo desmotivada as disputas desportivas da modalidade. Nenhuma paixão deve conduzir o sentimento de destruir qualquer adversário, mas valorizar as conquistas e a hegemonia das vitórias, como recentemente com a consagração de campeão potiguar de 2019.
 

Fundação do América Foot Ball Club e fundadores

Apesar dos precários registros documentais, é absolutamente exato que o clube foi fundado no dia 14 de julho de 1915, feriado nacional comemorativo da “Queda da Bastilha”, na França, fato ocorrido ironicamente na residência do Desembargador Joaquim Homem de Siqueira Cavalcanti (que não apreciava futebol, ao reversos dos seus descendentes – grandes desportistas), situada na Rua Vigário Bartolomeu, possivelmente nº 565, antiga Rua da Palha na Cidade Alta, precisamente em uma dependência dos fundos onde ocupavam os irmãos Carlos e Oscar, que dava para o Beco da Lama, depois Rua Vaz Gondim (há indicações dos nºs  598 e 600) e hoje Rua Dr. Francisco Ivo, onde se reuniram 15 desportistas. Hoje o imóvel não tem mais fundos para o Beco da Lama, pois foi vendida uma parte para loja que fica na Rua Ulisses Caldas, esquina com o Beco).

 

Deduz-se, que em razão dos comparecimentos às duas reuniões, sendo parte na primeira e outros na data da fundação, tenham surgido as discrepâncias no número de fundadores. Certamente essa diferença entre 15, 27, 34, 36 ou 38 fundadores se justifica pelo do fato de que nem todos estiveram numa única reunião ou assinaram a lista de presença, mas que se agregaram nas seguintes até o registro do estatuto, situação muito comum na fundação de entidades. Assim, damos fé a todas as versões, haja vista que o ocorrido não descaracteriza o grande número de desportistas interessados na criação do América. Eu, particularmente, advogo os 38 fundadores.
1 – ABEL VIANA, estudante e foi proprietário de uma das mais tradicionais padarias de Natal;
2 – AGUINALDO CÂMARA, conhecido por “Barba Azul”, irmão da Profª Belém Câmara;
3– AGUINALDO FERNANDES DE OLIVEIRA, filho do Des. Luiz Fernandes;
4 – AGUINALDO TINOCO, filho do Cel. João Juvenal Pedrosa Tinoco, chefe da firma Pedrosa & Tinoco & Cia.;
5 – ANIBAL ATALIBA, filho do velho Ataliba, da Estrada de Ferro Central /RN e grande amigo do trovador João Carlos de Vasconcelos;
6 – ANTONIO BRAGA FILHO, empregado da “Casa Lotérica”, de Cussy  de Almeida;
7 – ANTONIO DA ROCHA SILVA (Bidó), cunhado do falecido Aurélio Machado França, funcionário federal;
8 – ANTONIO TRIGUEIRO, empregado da Loja “O Amigo do Povo”, de Felinto Manso, na Praça do Mercado, Cidade Alta;
9 - ARARY DA SILVA BRITO, funcionário do Ministério da Fazenda, Oficial Administrativo da Alfândega/Natal e de Tributos Federais da Alfândega/RJ;
10 - ARMANDO DA CUNHA PINHEIRO, filho do Prof° João Tibúrcio e falecido como tenente do Exército;
11 – AUGUSTO SERVITA PEREIRA DE BRITO (Pigusto), funcionário do Departamento de Segurança Pública do Estado;
12 - CAETANO SOARES FERREIRA, amazonense e irmão do 2° Presidente Getúlio Soares Ferreira;
13 – CARLOS DE LAET, filho de João Antonio, da Brigada do Exército;
14                    – CARLOS FERNANDES BARROS, fiscal de Consumo, aposentado;
15 – CARLOS HOMEM DE SIQUEIRA, funcionário da Estrada de Ferro Central do Brasil/RN;
16 – CLINIO BENFICA, estudante, nascido em Baixa Verde (hoje João Câmara);
17 – CLOVIS FERNANDES BARROS, comerciário, passou a residir em Recife/PE;
18 – CLODOALDO BAKKER, estudante e funcionário federal;
19 - EDGAR BRITO;
20 - EUCLIDES OLIVEIRA, nome acrescentado pelo tabelião Miguel Leandro;
21 - FRANCISCO LOPES DE FREITAS, chefe do expediente da Prefeitura de Natal e do Dep. De Finanças e campeão de bilhar em Natal, amante do remo e apontado como 1º Presidente do América no período de 14/7 a 14/12/1915.  Assinala-se o nome de FRANCISCO LOPES TEIXEIRA também apontado como 1º Presidente, o que nos leva a acreditar, pela similitude do nome, se trate da mesma pessoa;
22 – FRANCISCO PEREIRA DE PAULA (Canela de Ferro), estudante e funcionário público;
23 – FRANCISCO REIS LISBÔA, estudante falecido ainda jovem;
24 – GETÚLIO SOARES FERREIRA, 2° Presidente do América por eleição direta por aclamação (15/12/15 a 14/12/16). Era campeão de Natação pelo Centro Náutico Potengi, tendo treinado para uma das Olimpíadas. Amazonense, ingressou no Banco do Brasil e serviu em Natal;
25 - JOAQUIM REVOREDO, nome apontado pelo tabelião Miguel Leandro;
26 – JOÃO BATISTA FOSTER GOMES SILVA (Padaria), funcionário de “A República” e responsável pela cobrança/América;
27 – JOSÉ ARAGÃO, estudante e funcionário público;
28 – JOSÉ ARTUR DOS REIS LISBÔA, estudante, irmão de Francisco, ambos filhos do Capitão do Porto, Reis Lisboa, intelectual, foi Delegado de Policia em Recife;
29 – JOSÉ FERNANDES DE OLIVEIRA (Lélio), estudante. A família residia no “chalet” da av. Rio Branco, onde morou o Dr. Solon Galvão, esquina com a rua Apodi;
30 – JOSÉ LOPES TEIXEIRA, comerciário e irmão de Francisco Lopes Teixeira (de Freitas), 1° Presidente eleito, por aclamação, na reunião de fundação;
31 – LAURO DE ANDRADE LUSTOSA, empregado da firma Olimpio Tavares & Cia.;
32 – LUCIANO GARCIA, estudante, posteriormente funcionário público;
33 – MANOEL COELHO DE SOUZA FILHO, estudante, que muito se esforçou para as atividades do clube. Faleceu no Rio de Janeiro;
34 – MARIO MONTEIRO, irmão do falecido telegrafista Orlando Monteiro.  Trabalhava no semáforo da torre da Catedral;
35 – NAPOLEÃO SOARES FERREIRA, irmão de Getúlio e Caetano Soares Ferreira;
36 – OSCAR HOMEM DE SIQUEIRA, estudante, atleta e Presidente do América, que alcançou o alto posto de Desembargador, como seu pai Joaquim Homem de Siqueira;
37 – SIDRACK CALDAS, irmão de Abdenego Caldas, figura ilustre da cidade;
38 – VITAL BARROCA, eleito Vice-Presidente para a segunda gestão, iniciada em 15/12/1915.

TRAJETÓRIA DE GLÓRIAS
 
Oscar, Aguinaldo, Abel, Benfica, Canela, Lopes, Ricardo, 
Aminadabe,  Arnaldo, Arary e Chiquinho

        O alvi-rubro começou glorioso, como primeiro campeão oficial da Liga de Desportos Terrestres da cidade, fundada, também, em 1918, sendo o campeonato realizado em 1919. Nesse intervalo de tempo (1919 a 1927), o América ganhou todos os títulos disputados, exceto no ano de 1925, que foi ganho pelo Alecrim Futebol Clube.

 
Ganhou o campeonato de 1922 na disputa da Taça em homenagem ao centenário da Independência do Brasil. Na final, João Maria Furtado, conhecido como "De Maria" fez o único gol da partida frente aos eternos rivais dos americanos, o ABC Futebol Clube.

  América, campeão do Centenário da República 1989, vencedor em mais um momento histórico de grande importância. Essa vitória também levou à conquista do seu segundo tricampeonato (Machadão), com a equipe formada por César, Baéca (ou Lima), Medeiros, De Leon e Soares, Índio, Baíca e Demair (Fábio), Lico, Casquinha (Edson) e Edmilson. Técnico Ferdinando Teixeira. Outros jogadores que ajudaram em outras partidas: Eugênio, Baltazar, Edson, Alfinete, Lauro, Marcelo José, Nunes, Guetener e Almir.

Venceu a Copa do Nordeste de 1998, derrotando o Vitória na final por 3 a 1, gols de Kobayashi, Biro Biro e Carioca.

           Marcou seu nome no Estádio Machadão, demolido desnecessariamente, e ganhou o direito de participação numa competição internacional, a Copa Conmebol de 1998. O Mecão entrou em campo naquela noite chuvosa de 4 de junho com a seguinte escalação: Gabriel; Gilson, Paulo Roberto, Lima e Rogerinho; Montanha, Carioca, Moura e Biro Biro; Kobayashi e Leonardo. Técnico: Arthur Ferreira.


          O América marcou o primeiro gol do estádio Arena das Dunas, através do zagueiro Adalberto e foi também o seu Primeiro Campeão Estadual na noite da quarta-feira 30/04/2014, perante um público de 19 mil torcedores.

           No dia 02 de maio de 2015, o glorioso América Futebol Clube consagra-se CAMPEÃO DO CENTENÁRIO (1915-2015), vencendo de 1 x 0 o também centenário ABC FUTEBOL CLUBE, em partida realizada no Estádio Maria Lamas Farache (Frasqueirão).

ATUALMENTE SOMOS OS CAMPEÕES DE FUTEBOL do RIO GRANDE DO NORTE – EDIÇÃO 2019.
 
Em sua CAMINHADA, tivemos duas sedes:

Compra do terreno (quarteirão limitado pelas ruas Rodrigues Alves, Maxaranguape, Campos Sales e Ceará-Mirim), ao Governo do Estado do Rio Grande do Norte, pela quantia de nove contos de réis, graças ao desprendimento dos abnegados torcedores Orestes Silva, José Gomes da Costa, Tenente Júlio Perouse Pontes, Clóvis Fernandes Barros e Osmar Lopes Cardoso com recursos dos mesmos e doados ao América.
Em sua trajetória, tivemos duas sedes:

 
A primeira sede foi um prédio simples, aliás, o primeiro clube de futebol do Estado a possuir uma sede social própria, fato ocorrido na gestão do Presidente Humberto Nesi (primeiro tijolo assentado em 04/12/40, figura que merece destaque especial em razão de sua permanente dedicação. Contou com a firme colaboração do seu 1º Secretário Rui Barreto de Paiva, que o sucedeu em 1945, responsável pela construção da antiga buate e das imensas “terraces” (14/7).

Depois disso veio a gestão do Presidente José Rodrigues de Oliveira, tão dedicado que quase chegou a residir na sede e nela realizou melhoramentos, até com recursos próprios e sendo a sede inaugurada em sua gestão, com entrada pela Rua Maxaranguape, nela incluído um campo de futebol e espaço para outras modalidades esportivas. A inauguração foi marcada por um amistoso frente ao ABC, ganho pelo América por 6 x 2 (gols de Marinho, Pernambuco - duas vezes, Alínio, Tico e Gargeiro contra, descontando Albano duas vezes para o ABC) no dia 10/07/1948.

Já sendo insuficiente o espaço da sede social, foi decidido pela construção de nova sede, (segunda sede) no mesmo terreno adquirido em 1929, mas agora com entrada para a Rodrigues Alves e aproveitando o espaço do campo de futebol.

             Com enorme sacrifício e mercê da substancial ajuda dos seus sempre abnegados sócios, a exemplo de Humberto Nesi, Osório Dantas, Heriberto Bezerra, Rui Barreto de Paiva, Humberto Pignataro, Antonio Soares Filho, Manoel Carlos Noronha, Aldair Villar de Melo, José Penha, João Carneiro de Morais (Ferreirinha), Hermita Cansanção, Amaro Mesquita, Adalberto Costa, Carlos José Silva, Luciano Toscano e outros americanos de fibra, que enfrentaram esse novo desafio. Eis que afinal nasceu a “Babilônia Rubra”.

Em agosto de 1973 inaugura-se a Pousada do Atleta “Renato Teixeira da Mota” (Nenem), no terreno adquirido por Humberto Pignataro, com benfeitorias realizadas ao tempo da gestão de Dilermano Machado, onde funcionou o Estádio General Everardo, posteriormente vendida para saudar dívidas.
 
Outra visão de futuro foi a aquisição do terreno de Parnamirim, depois adaptado para ser o CT do Clube, outro empreendimento fundamental, que teve à frente os mesmos abnegados Carlos Silva, Pedro Paulo Bezerra e Oscar da Cunha Medeiros, com melhorias realizadas na gestão do Presidente Carlos Jussier Trindade Santos, que recebeu o nome de “CT Dr. Abílio Medeiros”, em homenagem ao dirigente que foi baluarte na aquisição do terreno e onde está sendo construída a “Arena do Dragão”, sonho que está quase concretizado, e esperamos seja, ainda, na gestão do Presidente Eduardo Rocha e José Rocha, Presidente do Conselho Deliberativo, dois torcedores abnegados.
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É bem de ver que cada Presidente colocou uma pedra no alicerce do glorioso América, seja na construção e manutenção do seu patrimônio ou na preservação do seu valor esportivo e confraternização social, contornando crises e garantindo altaneira a bandeira vermelha e branca.

PARABÉNS AOS NOSSOS HERÓIS JOGADORES, DIRIGENTES, EQUIPE TÉCNICA E GALERA DO MECÃO.

VIDA LONGA AO AMÉRICA FUTEBOL CLUBE, NOSSO SUPERCAMPEÃO.














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