sábado, 12 de março de 2016

A FESTA DE LEIDE CÂMARA

O dia 10 de março registrou um marco na história da música potiguar com o lançamento do livro de LEIDE CÂMARA "Serenata do Pescador", também conhecida como "Praieira", da autoria de OTHONIEL MENEZES e musicada por EDUARDO MEDEIROS.
AUTÓGRAFOS

CARLOS GOMES encarregou-se do cerimonial
 
Fernando Towar cantou modinhas acompanhado de 
violões plangentes de Odilon, Zeno de Lima e Gaspar
Diva Cunha declama poemas de Auta de Souza e de sua autoria

A cantora Dodora Cardoso relembra Núbia Lafayette, 
acompanhada pelo violonista convidado Wallyson Santos

O imortal Paulo de Tarso declama poemas
Carlos Gomes apresenta as cantoras Dodora Cardoso e Laryssa Costa, esta última homenageando Ademilde Fonseca, tendo na platéia a sua filha Eymar Fonseca, acompanhadas pelo violonista Wallyson Santos

O poeta Jarbas Martins declama um poema de Othoniel Menezes,
com entusiasmo e emoção
A cantora Nara Costa encanta a todos interpretando "Cidade Amor", 
de Fernando Luiz e Glorinha Oliveira, acompanhada pelo jovem 
violoniosta Wallyson Santos, visto ao fundo
Fernando Towar canta PRAIEIRA 
O grande final aconteceu com os corais  de 90 integrantes: Vozes do Potengi (Anasps), Canto Postal (Correios), Coral da UnP e Coral Som das Águas (CAER), sob a batuta do maestro Isak Lucena, que entusiasmou o público que ficou de pé e demorados aplausos.

Leide Câmara, emocionada, agradece a todos


Platéia

AMIGOS PRESTIGIARAM A FESTA


P A R A B É N S

sexta-feira, 11 de março de 2016

quinta-feira, 10 de março de 2016


MELODIA IMORTAL: “PRAIEIRA” EM LIVRO

Autora de diversos livros, a pesquisadora Leide Câmara lança nos próximos dias “Praieira – A Canção da Cidade do Natal, 93 anos”, registro discográfico de uma canção-hino, desde a sua primeira gravação em 1956 aos dias atuais. “Há quase um século “Praieira” vem sendo tocada e cantada por gerações de modinheiros. Desde a década de 1920, em serenatas na janela da mulher amada ou nas ruas da cidade, em cortejos da boemia, em saraus e outros encontros poéticos”, diz Leide. No esperado lançamento, dia 10 de março, a partir das 18h, na Academia Norte-rio-grandense de Letras, ela também brinda seus convidados com sarau poético e um encontro de violões em seresta.

A canção vem da alma poética de Othoniel Menezes. Ele escreveu e publicou em livro o poema “Serenata do Pescador”, em 1923, musicado pelo maestro Eduardo Medeiros. Terminaria ganhando fama como “Praieira”. Atualmente é cantada em teatros, documentários, shows, além de fazer parte de gravações em discos e do repertório de vários músicos, corais e grupos no Rio Grande do Norte, sendo muito divulgada nas redes sociais. Também é nome de rua no bairro Lagoa Azul, na Zona Norte em Natal. “Em nosso Instituto Acervo da Música Potiguar – AMP, catalogamos vinte e seis gravações e cinco reproduções da Serenata do Pescador, interpretadas por diversos músicos e grupos em diferentes álbuns”, conta a autora do livro que homenageia a famosa canção.

Membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras, ocupando a cadeira nº 31, Leide Camâra nasceu em Patu. Publicou os livros “Dicionário da Música do Rio Grande do Norte”, 2001; “A Bossa Nova de Hianto de Almeida”,  2010; “Luiz Gonzaga e a Música Potiguar”,  2013; e “Ademilde Fonseca, a Potiguar no Choro Brasileiro”, 2015.

“Praieira  dos meus amores
Encanto do meu olhar!”.

Lançamento: “Praieira – A Canção da Cidade do Natal, 93 anos”, de Leide Câmara.

Data: 10 de março de 2016, a partir das 18h.

Local: Academia Norte-rio-grandense de Letras.

quarta-feira, 9 de março de 2016

DIA 10


PRAIEIRA - DIA 10








QUEM GRAVOU - PRAIEIRA

1956 – Valdira Medeiros,
1972 – Madrigal da UFRN
1975 – Paulo Tito,  (Reencontro)
1983 – Ivanildo o Sax de Ouro,
1985 – Francisco Brasil,
1985 – Lourdinha Paiva
1986 – Ivanildo, o Sax de Ouro,
1993 – Quarteto de Cordas da UFRN,
1998 – Alvimar Farias,
1999 – De Coro e Alma,
1999 – Grupo Sonatal,
2001 – Coral Sons da Terra,
2002 – Bosco,
2002 – Zacarias,

2003 – Todos Cantam Praieira

           Paulo Tito e Marina Elali;
           Fernando Luiz e Odaires;
           Fernando Towar e Glorinha
           Oliveira; Pedrinho Mendes e Terezinha de Jesus;
           Liz Nôga e Lucinha Lira; Babal e Valéria Oliveira.
           E os vocais de cantora lírica Ângela Maria.

2003 – Marrocos,
2004 – Paulo Lúcio,
2004 – Raimundo Flor,
2005 – Orquestra Sanfônica Potiguar,
2006 – Nando Brasil,
2007 – Trio Irakitan,
2010 – Carlos Zens,
2010 – Fernando Towar,
2011 - Khrystal, (acompanhada pela Banda Independente da Ribeira),
2011 – Fernando Towar,
2013 – Fernando Towar,
2014 – Coral da Anasps Vozes do Potengi,


No dia 10 de março
Vamos Celebrar Praieira 
Vamos Celebrar a Mulher e a poesia
Vamos Celebrar a Música Potiguar Brasileira.



                                                                                                                        Leide Câmara
Pesquisadora de Música


Dicionário da Música do Rio Grande do Norte,  2001
A bossa nova de Hianto de Almeida, 2010
Luiz Gonzaga e a Música Potiguar 2013
Ademilde Fonseca A potiguar no choro brasileiro. 2015

UM TEMPO NOVO

CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES, escritor

No meu caminhar existencial atravessei tempos diferentes, marcantes em cada momento, construtivos em cada forma de manifestação.
A cultura, em minha adolescência de interiorano, era difundida através das manifestações escritas dos livros e cordéis, como também pelas revistas em quadrinhos. Mas, igualmente pela literatura oral dos contadores de estórias e de histórias nas feiras livres, com seus microfones simples amarrados em uma flanela já desgastada e tendo o comando de folhetos de cordel com gravuras que davam o visual do texto divulgado.
Não só assim, mas ainda pelas encenações folclóricas dos fandangos, lapinhas, boi de reis, cavalhadas, bambelôs e vaquejadas, que deslumbravam a cabeça daquele menino filho de um Juiz e o conduzindo para a missão de preservar esse tipo de cultura e se emocionar, até às lágrimas, nos combates dos cantadores de viola, com a versatilidade dos motes e das glosas vibrantes e transcendentais.
Paralelamente a essas manifestações naturais do povo, das quais nunca me afastei, também o rádio contribuía de maneira marcante com os seus trabalhos de novelas, em momentos mágicos, pois desenvolviam em cada ouvinte a criatividade de enxergar imaginariamente ambientes e personagens, permitindo, até, que se inserisse no contexto das narrativas como verdadeiros figurantes das histórias.
O teatro era outro campo encantador dos divertimentos da época, seja nas casas de espetáculos próprios ou nos circos, enquanto o cinema era menos frequente no interior, até o advento da televisão, que usurpou todos os espaços e, de certa forma, represou as outras modalidades de manifestação da cultura.
Todavia, como teria de acontecer, a pouca criatividade da forma de apogeu da tv permitiu o ressurgimento das outras maneiras de expressão, com a volta dos espetáculos ao vivo, obrigando a uma reação no ambiente televisivo, com melhoria da qualidade da programação e maior incentivo cultural, paralelamente a uma crescente procura pela 7ª arte, diretamente nos cinemas ou através dos aparelhos de DVD.
Toda essa minha conversa comprida serviu de preâmbulo para um tempo novo, mesmo aqui em nosso Rio Grande do Norte, com espetáculos marcantes, apesar do poder público tratar com descaso as suas casas de divulgação cultural, compensada com a iniciativa privada que criou o Teatro Riachuelo e a Casa da Ribeira, por exemplo.
Não só isso, a imprensa vem se preocupando com as coisas da nossa história, com reportagens vibrantes e fotógrafos sensíveis, como também a televisão, num crescimento de qualidade e, para comprovar o que digo, chamo a atenção para dois programas que estão na minha preferência – “Rota” e “Diga aí”, apresentados aos sábados na IntertvCabugi, à partir das 14 horas, através dos quais estamos tendo a oportunidade de conhecer melhor nosso Estado e os grupos ou “tribos” que atuam na melhoria da qualidade material e espiritual dos nossos cidadãos.
Valeu e está valendo mais com as associações de poetas, escritores, pesquisadores e outros expoentes das mais variadas formas de exteriorizar os sentimentos e qualidades artísticas da nossa gente.
É esse o universo que nos alenta para continuar a difícil luta pela sobrevivência, neste tempo de pouca solidariedade, mas de muita corrupção.

Mesmo no momento que já estou descendo os degraus da vida, não me furtarei a doar parte do meu tempo, para que todas essas manifestações saudáveis da nossa cultura possam ganhar mais adeptos e cheguem ao ápice do nosso desejo e do reconhecimento dos heróis anônimos ou consagrados que as desenvolvem.




terça-feira, 8 de março de 2016

DIA INTERNACIONAL DA MULHER


“AS VÁRIAS FACES FEMININAS NAS ARTES”:
Exposição em homenagem ao dia 08 de março -  Dia Internacional da Mulher

             O 8 de março deve ser lembrado como o momento que simboliza o início organizado para se pensar e discutir permanentemente meios para banir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres na atualidade. No intuito de impedir que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países no final do século XIX, se consolidou no século XX e se reafirma neste início do século XXI.
               Essa exposição foi um grande desafio para nosso grupo de artistas, que não queriam mostrar as mulheres como vítimas. Embora todos os artistas estejam conscientes que as mulheres continuam sofrendo sérios problemas de violência e discriminação em todo o mundo até hoje. Querendo ajudar a modificar esse paradigma de maneira criativa com as artes, os artistas contribuem para a valorização da participação competente e sensível desta mulher no mundo das artes ontem, hoje e sempre.
            No momento em que o Grupo Universitário de Aquarela e Pastel festeja seus 15 anos de existência e produção artística, essa proposta apresenta faces de mulheres pelo olhar dos nossos artistas, com muitas belas obras criadas exclusivamente para este evento tão importante. O GUAP é o único grupo permanente de Artes Visuais da UFRN. Foi criado em 2001 e conta hoje com mais de 30 artistas de idades e graus de experiência diferentes entre seus membros. São docentes e funcionários da UFRN, alunos de graduação ligados aos Cursos de Graduação em Artes Visuais e Arquitetura e artistas da comunidade, todos especialistas em Aquarela e Pastel. Suas pesquisas e realizações em artes visuais estendem-se também ao desenho, fotografia e Arte Digital.
              A exposição será realizada no Ludovicus-Instituto Câmara Cascudo que se localiza na Av. Câmara Cascudo nº 377 /Cidade Alta e será aberta no dia 12 de março (sábado) com um simpático café da manhã à partir das 9h. A exposição irá até o dia 31 de março. O Instituto abre para visitação de terça a sábado das 9h às 17h.

Curadoria da Exposição: Cibele Oliveira

Organização da exposição: Françoise Valéry (coordenadora do Projeto na UFRN) e Daliana Cascudo (Diretora do Ludovicus)

LISTA DOS ARTISTAS EXPOSITORES
Ana Leticia Avelino - Cibele Oliveira - Dulcinea Viegas - Françoise Valéry- Hanna Lauria - Judite Pondofe – Júlio Siqueira – Larissa Freire – Lucas de Medeiros - Maria Clara Pacheco - Ocirema Souza - Rosangela Dias – Rilda Chacon - Silvana Benevides - Socorro Evangelista- Talissa Bordonalli – Thais Schmidt - Verônica Lima – Vicente Vitoriano.

Colaboração de DALIANA CASCUDO

segunda-feira, 7 de março de 2016