quinta-feira, 25 de maio de 2017

CONVOCAÇÃO




INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE
 
CONVOCAÇÃO PARA SESSÃO DE ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA
E D I T A L
            O Presidente do INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE – IHGRN, na conformidade das disposições combinadas dos artigos 10, parágrafo único e 15, letra “d” do Estatuto Social vigente, CONVOCA os seus sócios que estejam em pleno gozo dos seus direitos sociais estabelecidos no referido Estatuto, para se reunirem em Sessão de Assembleia Geral Ordinária, que se realizará no dia 31 de maio vindouro (quarta-feira), no auditório da Instituição, à Rua da Conceição, 622 – Cidade Alta, nesta Capital, às 10:0h em primeira convocação, com presença da maioria absoluta dos sócios e 10:30h em segunda convocação, com qualquer número, a fim de discutir e deliberar sobre a seguinte pauta:
a)      Apreciação do Relatório de Gestão e Demonstração Contábil da Diretoria, exercício de 2016;
b)     Outros assuntos correlatos.
Natal, 19 de maio de 2017
Ormuz Barbalho Simonetti
Presidente

(Publicado no D.O.E. de 20/5/2017)

quarta-feira, 24 de maio de 2017



 NOBRE INFANTARIA - 24 de Maio

Somos esses infantes, que, na marcha para o desafio, não nos importamos com as dificuldades. A nossa missão é superar limites. Arma de homens sem medo, que cantam ameaçadoras canções e, assim, se esquecem de si e fazem a perfeita comunhão entre o fuzil, o alvo e a vitória. 

O mito da Infantaria se construiu ao longo de milênios, sendo a principal e mais antiga Arma do Exército. Alexandre da Macedônia com seus infantes, bem treinados, formava a falange, estrutura de combater que corroborou de forma decisiva para a consolidação do maior império que o mundo já havia visto: 30 mil homens eram suficientes para derrotar 110 mil inimigos. Nobreza igual foi realizada pelos infantes de Roma, os legionários. O poder da Infantaria foi traduzido nas palavras de Napoleão: “Floresce ou perece uma nação segundo o seu exército; vive ou morre o exército segundo o valor de sua infantaria".
Se falam que a Infantaria é a Arma dos primeiros a morrer, saibam que, assim como nos inspira e exemplifica Sampaio, que em Tuiuti teve seu corpo alvejado três vezes, a vida do infante só tem valor se for para lutar pela honra e pela soberania de sua Pátria.
Disse um contemporâneo do Patrono: "A idéia de eu passar para a Infantaria não me abandonava. Esta arma exercia sobre mim indizível fascinação. Quando passava um daqueles belos batalhões da Divisão Sampaio, a Encouraçada, de bandeira desfraldada, os pelotões alinhados, guardando bem as distâncias, marchando airosos e elegantes, ao som alegre de um dobrado vibrante, não me podia conter e punha-me a marcar passo..." Esse era o espírito tenaz em que se traduzia a alma dos infantes num uníssono perfeito.
A morte, a Sampaio, lhe trouxe a imortalidade do heroísmo que banha a alma de todos aqueles que são designados pelo destino a cruzar os campos de batalha em meio a minas, tiros e estilhaços. O Infante é aquele que desce ao inferno da batalha para ascender ao céu da vitória, pois, sob o aço fervente do fuzil em rajada, colorimos de vermelho e calor as frentes inimigas. O infante é aquele que encara o inimigo face-a-face, olho no olho, que tem no seu peito a sua blindagem, no seu coração o seu motor, no seu sangue o seu combustível e na sua mira o seu canhão. É por isso, senhores, por esse sentimento único que sente o soldado de infantaria ao ter, na luta, a glória da vitória ou a glória da morte pelo seu país e pelos seus ideais, que a Infantaria sempre existiu e nunca deixará de existir.
Resta a nós agora, discípulos do Brigadeiro Sampaio, nesta Imperial Casa, mantermos o espírito de união e a coragem que tanto caracteriza a nossa Arma para fazermos dela a Sua Majestade, a Rainha das Armas. 
INFANTARIA!
Fonte: Al Vinícius Alves, da Companhia de Infantaria (Colégio Militar do RJ).

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HOMENAGEM DO CABO DE INFANTARIA, CARLOS, CCS, 16 RI (RESERVISTA), 1959, titular deste Blog..

A ODISSEIA DA CASA DO ESTUDANTE DE NATAL







Sobre este tema procurei ajudar os estudantes até o ano passado, elaborando o projeto de novo Estatuto e Regimento Interno, legalização da sua situação social e fiscal, preparei atas para a regularização da legalidade e legitimidade do corpo dirigente, enfim, busquei ajuda de entidades para socorrer os ocupantes da Casa no tocante a alimentação e participando de reuniões com ex moradores, autoridades do Governo do Estado, Ministério Público de Contas e Assembleia Legislativa e com o Ministério Público Estadual, com o qual foi celebrado um TAC (Termo de ajustamento de conduta) que surtiu algum efeito, mas dependia de sua continuidade.
Recordo aqui alguns tópicos então abordados, que foram objeto de artigos e publicações nos órgãos informativos do Estado:

O Prédio
O prédio secular, segundo a jornalista Nelly Carlos Maia, em períodos da segunda metade do século 19 serviu como sede do Hospital de Caridade, que se transformou em Hospital de Caridade Juvino Barreto, a Escola e Aprendizes Artífices e depois o Quartel de Polícia, entidades essas que ganharam posteriormente novas sedes. A nota de maior importância histórica é que ao tempo do levante conhecido por “Intentona Comunista”, em 1935, ali era a sede do Batalhão de Segurança.
          
As crises e o SOS Casa do Estudante
            Com o andar do tempo e o descaso periódico dos órgãos governamentais, Casa do Estudante passou a viver sucessivas crises de maior gravidade, perdendo a sua identidade, com a ocupação por pessoas não estudantes até chegar a um ponto de verdadeira degradação, seja pela falta de alimentação, falhas na administração, deterioração das dependências do prédio, dos equipamentos de cozinha sendo obrigada a reduzir drasticamente o uso dos 50 quartos para cerca de apenas duas dezenas, convivendo com a insegurança em razão da proximidade de um bairro onde prolifera droga e delinquentes perigosos, o que motivou registros pela imprensa, inúmeras vezes, mostrando a situação nua e crua.
            De certa feita, para minimizar as dificuldades o Governador Sílvio Pedroza chegou a pensar na possibilidade de encampar a Casa, sob a condição de poder escolher os seus dirigentes. Os residentes recusaram, continuando a mantê-la distanciada do caráter oficial, mesmo com o perigo de fechamento de suas portas. Mesmo assim foram celebrados convênios para o fornecimento de refeições, não renovados sucessivamente, fazendo retornar as crises circunstanciais.
            Foi diante de denúncias levadas a público que pessoas da sociedade, nas quais me incluo, resolveram intervir de alguma forma.
            Da minha parte usei os meios da rede social e os veículos da imprensa local, encetando uma campanha que denominei S.O.S. CASA DO ESTUDANTE, com os desdobramentos de outras matérias e Exposições de Motivos.
            Meus apelos foram compartilhados por grande número de amigos e ex residentes, com oferecimento de ajuda, embora um número insignificante tenha se manifestado contra essa solidariedade sob alegações diversas - a Casa já não tem mais importância; ali existem viciados; já cumpriu o seu papel. Em verdade não atentaram que continuam a existir estudantes carentes; uma Casa guardiã da nossa história e que precisa de socorro.
Tive a oportunidade de ser ouvido pelas entidades de serviço, como o Rotary Natal Sul, que supriu a Casa de mantimentos e material de limpeza durante alguns dias, a promessa do Lions Clube. Mantive contato, juntamente com os dirigentes maiores da Casa Jorge Danilo e Serafim com O Governador Robinson e Vice Governador do Estado Fábio Dantas, da Chefe da Casa Civil Tatiana Mendes Cunha, com alguns Vereadores e Deputados e com o Procurador Geral do Ministério Público de Contas Luciano Ramos que se mostraram sensíveis. Este último expediu a Portaria nº 004/2015, de 19 de janeiro de 2015 determinando a instauração de Procedimento Preparatório, a fim de apurar os fatos noticiados, determinando, inicialmente, o registro, a autuação e a publicação da Portaria e designação do servidor Murillo Victor Umbelino Machado, Inspetor de Controle Externo do TCE-RN para secretariar o feito. Ficou só no papel.
  Também houve contatos com o Ministério Público Estadual e outros órgãos e Entidades.
         Como resultado prático, no final do mês de abril deste ano de 2015, a Casa recebeu a visita de duas representantes do MPE orientando procedimentos a serem tomados para a regularização documental e os benefícios desse proceder. Também com uma assistente social e o Diretor da Sethas, que ressaltaram a importância do recebimento das declarações dos moradores (Recadastramento) que ainda não entregaram, para ser possível o fornecimento de alimentação. Ademais foi dito que a Sethas tem interesse de reformar a cozinha e o refeitório para criar um serviço de self service gratuito para os estudantes da Casa e da Casa onde residem as estudantes, fornecendo café, almoço e jantar diariamente.
            Por derradeiro, o MPE propôs um TAC – Termo de Ajustamento de Conduta que foi submetido à Assembleia Geral daquela Casa para uma definitiva solução.

E agora?
  São notícias que demonstram que as coisas poderiam ter se modificado. Lembro-me bem do interesse e da luta do pranteado Amigo Marcos Dionízio. Contudo, desentendimentos internos da Casa do Estudante provocaram sucessivas renúncias dos seus Presidentes e então retirei-me da luta por sentir as extremas dificuldades na solução do impasse pela falta de colaboração dos principais interessados, gerando agora o recrudescimento do problema, com maior gravidade, conforme noticiário da mídia natalense.
            Lamento muito o que está acontecendo, mas ainda me disponho a colaborar na regularização e reconstrução de uma Entidade que tem história.

domingo, 21 de maio de 2017


UM ESCLARECIMENTO
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes, do IHGRN

Em sua coluna Roda Viva, edição de hoje, o ilustre jornalista Cassiano Arruda reclama do esquecimento do nosso maior herói, o Padre Miguelinho (Miguel Joaquim de Almeida e Castro), figura emblemática na Revolução Pernambucana de 1817, onde foi o Secretário de Interior, mercê da sua grande capacidade de redigir documentos, coragem, poder de oratória, atributos consolidados com o seu trabalho de Professor de Teologia.
Miguelinho pertenceu à Ordem Carmelita da Reforma, onde tomou o nome de Frei Miguel de São Bonifácio. Contudo, pela diversidade de seus trabalhos, conseguiu do Papa Pio VII a secularização e ficou conhecido como Padre Miguelinho, haja vista ser um homem de pequena estatura física em contraste com o seu gigantismo de patriota.
O Padre Miguelinho foi condenado e executado na Bahia em 12 de junho daquele ano, sepultado no Cemitério do Campo da Pólvora.
Em verdade, ele não foi esquecido, pois o nosso Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte lhe vem prestando homenagens desde o dia 29 de março, com a entronização no recinto da sua estola, por ocasião das comemorações da passagem dos 115 anos, conduzida por dois religiosos. Na mesma ocasião foi lançada uma edição histórica da Revista do Instituto, a qual traz inúmeras referências e discursos sobre o nosso mártir.
Por último, já está preparada outra solenidade sobre o pranteado Miguelinho para o dia 12 de junto vindouro.
Este articulista preparou um trabalho para publicação na próxima revista da ANRL com o título de MÁRTIRES POTIGUARES NA REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA DE 1817.
Está justificado o equívoco.


sábado, 20 de maio de 2017


segunda-feira, 15 de maio de 2017

O fim do futebol-arte
 BERILO DE CASTRO


Quem acompanhou as decisões  dos campeonatos  regionais brasileiros, percebeu  claramente que os times, de uma forma geral, estão jogando um futebol que impera a força física, o corpo a corpo, muita correria, muito choque pessoal. Impressionante! Inassistível!
    Observa-se nitidamente, com pesar e tristeza, a ausência do futebol pensado, o futebol-arte, técnico, cadenciado e acadêmico; assim sendo, percebemos claramente  o seu desaparecimento, o seu final.

Não vemos mais o espetáculo do toque de bola refinado; das belas e rápidas tabelas dos atacantes na pequena área dos adversários; dos  gols trabalhados com muito requinte; das  geniais criações de jogadas de meio de campo; das jogadas de mestres dos zagueiros de área, saindo com a bola dominada e armando o jogo com o meio de campo; do perfeito posicionamento da defesa na pequena área, nas jogadas altas.
         O que temos assistido são jogadas feias e mal elaboradas; bolas não dominadas e chutões  para o alto; jogadores com medo da bola, procurando a todo custo se livrar o mais rápido possível das jogadas; passes errados em pequenas distâncias; chutes dispersos; o feio e confuso agarra agarra, os abrações dentro da pequena área no momento dos escanteios.
Não querendo ser saudosista, nem valorizar o passado, somos obrigados a voltar na esteira do tempo para  lembrar com orgulho e alegria do Flamengo de Zico e Leandro; do Santos de Pelé e Zico; do Palmeiras de Ademir da Guia e Luiz Pereira; do Cruzeiro de Tostão, Dirceu Lopes e Nonato; do Atlético Mineiro de Reinaldo e Toninho Cerejo; do São Paulo de Dino Sani e Kaká; do Botafogo de Garrincha, Newton Santos e Marinho Chagas; do Vasco da Gama de Giovani e Romário;  do Fluminense de Rivelino e Pintinho; do Corinthians de Sócrates e Souza; o Grêmio de Porto Alegre com Ronaldinho; do Internacional de Lula e Falcão, e, de outras grandes estrelas de épocas passadas. Indiscutivelmente, perdemos a identidade e a  referência.

Hoje, os admiradores e conhecedores do bom futebol estão  se valendo e recorrendo aos embates europeus; o futebol da Liga dos Campeões da  Europa (Champions League), o futebol-arte, aberto, pensado, técnico, planejado, que empolga, emociona, enaltece o esporte mais popular do mundo.
        Que bom, assistir e vibrar  com as  belíssimas  apresentações dos ricos times da Europa, como o Real Madri, o Barcelona, a Juventus, o Bayern de Munique, o Chelsea e outros de iguais quilates.
Que o futebol - arte volte às equipes brasileiras e, assim sendo, possamos  novamente assistir belos e empolgantes espetáculos, que tão bem caracterizaram  e enriqueceram o país que sempre foi lembrado e reconhecido como o berço maior do  futebol mundial -  a terra do rei do futebol do planeta - Pelé.  




domingo, 14 de maio de 2017

HOMENAGEM ÀS MÃES



(Eugenio Bezerra Cavalcanti Filho)

Ana Carolina Vilela da Costa, mais conhecida como Ana Vilela, nasceu em Londrina/PR há 18 anos. Aos 12 anos de idade aprendeu a tocar violão com o tio, e aos 14, já compunha. Em dezembro do ano passado, uma de suas músicas, a canção “Trem Bala”, fez tremendo sucesso nas redes sociais. E o ano de 2017, para ela, não poderia ter começado melhor. Gisele Bündchen surgiu nas redes sociais tocando violão e cantando a canção, após sua assessoria ter pedido autorização para o uso da “Trem Bala”. E a famosa modelo ainda postou: ''Obrigada, Ana Vilela, por ter criado uma música tão verdadeira. A letra é tão inspiradora que até me arrisquei a cantar''.
Agora, a compositora fez uma linda versão da “Trem Bala”, para homenagear todas as mães, em razão do seu dia próximo. A música foi feita a pedido do Banco do Brasil, que divulgou o vídeo. O resultado ficou emocionante e já levou muitas mamães às lágrimas, entre elas a atriz Thaís Fersoza. “Aí você recebe de uma amiga a versão que Ana Vilela fez pro Dia das Mães, e olha como é que a gente fica! É chora de lá, chora de cá!”, disse a atriz em suas redes sociais. Se deliciem, então com o vídeo e com a letra!


TREM BALA (versão Dia das Mães)

Ana Vilela

Não é sobre ter todas as pessoas do mundo pra si 

É sobre saber que em algum lugar alguém zela por ti 
É sobre desde cedo aprender a reconhecer a sua voz 
É sobre o amor infinito que sempre existiu entre nós 
É saber que você está comigo nos momentos 
Que eu mais preciso pra me acompanhar 
Então fazer valer a pena cada verso 
Daquele poema sobre o que é amar


Não é sobre chegar no topo do mundo e saber que venceu 

É ver que você me ajudou a trilhar cada caminho meu 
É sobre ter abrigo e fazer morada no teu coração 
É se eu precisar você sempre irá estender sua mão 
A gente já passou por tudo 
Qual seria a graça da vida sem você aqui? 
Pra ser o meu porto seguro 
Presente que a vida me deu logo que eu nasci


Não é sobre tudo o que o seu dinheiro é capaz de comprar 

E sim sobre cada momento que juntas podemos passar 
Contigo aprendi que o mais importante é ser do que ter 
E pelo o que eu me tornei só tenho a te agradecer 
Você me segurou no colo, sorriu 
E entendeu realmente o que era amar 
E eu desde o primeiro dia tão pequena 
Já soube que em ti podia confiar.
___________________

MÃE

Mãe
devo-te este poema
que sempre
seguirei querendo
escrever
 
esperei fazê-lo
em toda a minha vida
 
esperei o sol
e a lua
 
e ambos passaram
e voltaram
com palavras mudas
douradas e
pálidas
 
versos
trouxeram-me as estrelas
o mar
e os rios
 
versos que devolvi
aos livros
e ao tempo
que os prendia
 
mas o teu poema
estava sempre
aquém e além do tempo
 
e a voz para dizê-lo
não me pertencia
 
mas vi-o
em teu ventre
onde vi nascerem
as dimensões da vida
 
e as dimensões
de Deus
 
e se o amor triunfa
em caminhos infinitos
 
não pode haver começo
ou fim
para o teu poema
 
 
                                                    (Horácio Paiva)
_____________________

Com esses dois preciosos trabalhos de dois amigos, faço a minha homenagem às mães em geral e, particularmente, à minha inesquecível Dona Lígia a quem dedico mais uma expressão real:

"Há duas classes de pessoas insubstituíveis nos cargos que ocupam: as mães e os gênios. A mulher mãe nem por outra do mesmo quilate pode ser substituída, porque a ternura maternal é peculiar a cada uma".
(Trecho escrito pelo Padre Luiz Teixeira, conhecido como 'Leão do Norte', na obra em homenagem ao virtuoso Padre Monte).

Pois é, minha mãe, o sentimento de orfandade ainda dói em mim. A Senhora está presente em minha vida permanentemente. Hoje, é apenas o dia consagrado às mães, mais um dia de profunda saudade.

Carlos Gomes


sábado, 13 de maio de 2017

Abolição da Escravatura - Lei Áurea


Abolição da Escravatura - Lei Áurea

A História da Abolição da Escravatura, a Lei Áurea, Movimento Abolicionista, 13 de maio, libertação dos escravos, História do Brasil, abolição dos escravos, escravidão no Brasil, os abolicionistas, escravos no Brasil, Lei do Ventre Livre



Princesa Isabel: assinou a Lei Áurea em 13 de maio de 1888

Introdução 

Na época em que os portugueses começaram a colonização do Brasil, não existia mão-de-obra para a realização de trabalhos manuais. Diante disso, eles procuraram usar o trabalho dos índios nas lavouras; entretanto, esta escravidão não pôde ser levada adiante, pois os religiosos católicos se colocaram em defesa dos índios condenando sua escravidão. Assim, os portugueses passaram a fazer o mesmo que os demais europeus daquela época. Eles foram à busca de negros na África para submetê-los ao trabalho escravo em sua colônia. Deu-se, assim, a entrada dos escravos no Brasil. De acordo com historiadores, entre 1530 e 1850, cerca de 3,5 milhões de negros africanos foram trazidos para o Brasil para trabalharem como escravos.

Processo de abolição da escravatura no Brasil 

Os negros, trazidos do continente Africano, eram transportados dentro dos porões dos navios negreiros. Devido as péssimas condições deste meio de transporte, muitos deles morriam durante a viagem. Após o desembarque eles eram comprados por fazendeiros e senhores de engenho, que os tratavam de forma cruel e desumana.  

Apesar desta prática ser considerada “normal” do ponto de vista da maioria, havia aqueles que eram contra este tipo de abuso. Estes eram os abolicionistas (grupo formado por literatos, religiosos, políticos e pessoas do povo); contudo, esta prática permaneceu por quase 300 anos. O principal fator que manteve a escravidão por um longo período foi o econômico. A economia do país contava somente com o trabalho escravo para realizar as tarefas da roça e outras tão pesados quanto estas. As providências para a libertação dos escravos deveriam ser tomadas lentamente.

A partir de 1870, a região Sul do Brasil passou a empregar assalariados brasileiros e imigrantes estrangeiros; no Norte, as usinas substituíram os primitivos engenhos, fato que permitiu a utilização de um número menor de escravos. Já nas principais cidades, era grande o desejo do surgimento de indústrias.Visando não causar prejuízo aos proprietários, o governo, pressionado pela Inglaterra, foi alcançando seus objetivos aos poucos. O primeiro passo foi dado em 1850, com a extinção do tráfico negreiro. Vinte anos mais tarde, foi declarada a Lei do Ventre-Livre (de 28 de setembro de 1871). Esta lei tornava livre os filhos de escravos que nascessem a partir de sua promulgação.

Em 1885, foi aprovada a lei Saraiva-Cotegipe ou dos Sexagenários que beneficiava os negros de mais de 65 anos. Foi em 13 de maio de 1888, através da Lei Áurea, que liberdade total finalmente foi alcançada pelos negros no Brasil. Esta lei, assinada pela Princesa Isabel, abolia de vez a escravidão no Brasil.

A vida dos negros brasileiros após a abolição

Após a abolição, a vida dos negros brasileiros continuou muito difícil. O estado brasileiro não se preocupou em oferecer condições para que os ex-escravos pudessem ser integrados no mercado de trabalho formal e assalariado. Muitos setores da elite brasileira continuaram com o preconceito. Prova disso, foi a preferência pela mão-de-obra europeia, que aumentou muito no Brasil após a abolição. Portanto, a maioria dos  negros encontrou grandes dificuldades para conseguir empregos e manter uma vida com o mínimo de condições necessárias (moradia e educação principalmente).

Você sabia?

- 23 de agosto é o Dia Internacional em Memória do Tráfico de Escravos e sua Abolição.

- Antes de ser assinada pela Princesa Isabel, a Lei Áurea foi aprovada no Senado com apenas um voto contrário. Na Câmara dos Deputados a lei teve 83 votos favoráveis (de um total de 92).

- Nosso país foi o último a acabar com a escravidão.

FONTE: 

HOMENAGEM À VIRGEM DE FÁTIMA



Nossa Senhora de Fátima

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Nossa Senhora de Fátima (desambiguação).
Nossa Senhora de Fátima
A imagem original de Nossa Senhora que é devotada na Capelinha das Aparições do Santuário de Fátima.
Nossa Senhora do Rosário de Fátima
Instituição da festa1946[1]
Venerada pelaIgreja Católica
Principal igrejaSantuário de Fátima
Festa litúrgica13 de maio
AtribuiçõesAparições de Fátima
Nossa Senhora de Fátima (ou formalmente Nossa Senhora do Rosário de Fátima) é uma das invocações marianas atribuídas à Virgem Maria e que surgiu com base nos relatos das aparições reportadas por três pastorinhos no lugar da Cova da Iria, na freguesia de Fátima, em Portugal.
De acordo com os testemunhos das três crianças videntes de Nossa Senhora, a primeira aparição da Virgem Maria terá ocorrido no dia 13 de maio de 1917 e o fenómeno repetiu-se durante seis meses seguidos, sempre no dia 13 (excetuando-se o mês de Agosto, em que ocorreu a dia 19), até 13 de outubro de 1917.
A aparição mariana identificou-se como sendo "a Senhora do Rosário", tendo sido, por esse motivo, feita eclesiasticamente a combinação dos seus dois títulos e o que deu origem a Nossa Senhora do Rosário de Fátima. Segundo os relatos, a mensagem que a Virgem Maria apresentou em Fátima foi, na verdade, um insistente pedido de oração, nomeadamente a oração do Santo Rosário.
O seu principal local de devoção é o próprio Santuário de Fátima, situado na cidade homónima, no concelho de Ourém, em Portugal.


História das aparições

Ver artigo principal: Aparições de Fátima
Em 1917, o ano da Revolução Soviética, Lúcia dos Santos e os seus primos Francisco e Jacinta Marto, popularmente chamados de "Os Três Pastorinhos", afirmaram ter presenciado seis aparições de Nossa Senhora no lugar da Cova da Iria, em Fátima, nos dias 13 de maio, 13 de junho, 13 de julho, 13 de setembro e 13 de outubro, tendo, no mês de agosto desse ano, a aparição mariana ocorrido excecionalmente no dia 19 e no lugar dos Valinhos, também da freguesia de Fátima.
Já no ano anterior, em 1916, no lugar dos Valinhos, as três crianças afirmaram ter recebido três aparições de um anjo, o qual se apresentou como sendo o Anjo da Paz, ou Anjo de Portugal. Duas das aparições do anjo ocorreram na Loca do Cabeço nos Valinhos, e outra decorreu junto do Poço do Arneiro, na Casa de Lúcia, em Aljustrel.
Segundo relatos posteriores aos acontecimentos, por volta do meio-dia, depois de rezarem o terço, as crianças terão visto uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora do lugar onde apascentavam as ovelhas, mas, logo depois, outro clarão terá iluminado o espaço. Nessa altura, terão visto, em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol".
Monumento dedicado à aparição do Anjo de Portugal aos três pastorinhos.
Os Valinhos, local da quarta aparição de Nossa Senhora.
Segundo os testemunhos recolhidos na época, a Senhora disse às três crianças que era necessário que rezassem muito e que aprendessem a ler. Convidou-as a voltarem ao mesmo lugar, na Cova da Iria, no dia 13 dos cinco meses seguintes, sempre à mesma hora. As três crianças assistiram, então, a mais aparições no mesmo local a 13 de junho, 13 de julho, 13 de setembro e 13 de outubro. Em agosto, a aparição ocorreu no dia 19, no sítio dos Valinhos, a cerca de 500 metros do lugar de Aljustrel, porque as crianças tinham sido presas e levadas para Vila Nova de Ourém pelo administrador do concelho no anterior dia 13 de agosto.
A 13 de outubro, estando presentes na Cova da Iria cerca de 50 mil pessoas, Nossa Senhora terá dito aos pastorinhos: "Eu sou a Senhora do Rosário"[nota 1] e teria pedido que fizessem ali uma capela em Sua honra, conhecida hoje como a Capelinha das Aparições do Santuário de Fátima. Muitos dos presentes afirmaram ter observado o chamado milagre do Sol, prometido às três crianças nas aparições de julho e setembro. Segundo os testemunhos recolhidos na época, o Sol, assemelhando-se a um disco de prata fosca, pôde fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo, depois, vir precipitar-se sobre a Terra. Tal fenómeno foi testemunhado por milhares de pessoas, até mesmo por algumas distantes do lugar da aparição. O relato foi publicado na imprensa por vários jornalistas que ali se deslocaram e que foram também testemunhas do fenómeno. Contudo, há testemunhos de pessoas que afirmaram nada ter visto, como é o caso do escritor António Sérgio, que esteve presente no local e testemunhou que nada se passara de extraordinário com o Sol, e do militante católico Domingos Pinto Coelho, que escreveu na imprensa que não vira nada de sobrenatural.
Vista panorâmica da Capelinha das Aparições situada na Cova da Iria.
A imagem original de Virgem Maria na Capelinha das Aparições.
Posteriormente, sendo Lúcia religiosa doroteia, Nossa Senhora ter-lhe-á aparecido novamente em Espanha (a 10 de dezembro de 1925 e a 15 de fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13 para 14 de junho de 1929, no Convento de Tuy), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados: rezar o terço; meditar nos mistérios do Rosário; confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria e a Consagração da Rússia ao Seu Coração Imaculado. Quando a Irmã Lúcia ingressou na clausura monástica do Carmelo de Coimbra como religiosa carmelita descalça, afirmou ter recebido ainda mais algumas revelações por parte de Nossa Senhora.
Embora por vezes se confunda o ato de consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, pedido em Fátima e que foi efetuado pelo Papa João Paulo II, anteriormente já o Papa Pio XII, anuindo a esses pedidos de Nossa Senhora, mas, sobretudo, aos apelos dirigidos pelo próprio Jesus Cristo à Beata Alexandrina de Balazar, efetuou a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria a 31 de outubro de 1942.[2][3][4]
Nas suas Memórias, a Irmã Lúcia contou narrou como, entre abril e outubro de 1916, ela e os seus primos receberam as aparições do anjo, por três vezes, e que visavam prepará-los para a vinda de Nossa Senhora no ano seguinte. O Anjo de Portugal ensinou aos pastorinhos duas orações, conhecidas por Orações do Anjo, que entraram na piedade popular e são utilizadas sobretudo na adoração eucarística.

Santuário de Fátima

Ver artigo principal: Santuário de Fátima
Para corresponder ao pedido de Nossa Senhora de que se fizesse uma capela em Sua honra no local das aparições em Fátima, no ano de 1919 foi erigida uma capela (a Capelinha das Aparições) no local exato onde os pastorinhos afirmaram ter visto a Virgem Maria. Em 1928 foi benzida a primeira pedra para a construção de um templo de maiores dimensões nas proximidades da capela, o qual ficou pronto em 1953. Em 1954, a esse novo templo foi-lhe concedido o título de Basílica Menor pelo Papa Pio XII (trata-se da Basílica de Nossa Senhora do Rosário). Com o passar dos anos, vários outros edifícios e monumentos religiosos foram sendo construídos em torno da capela e da basílica, e ao complexo foi dado o nome de Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima (ou, simplesmente, Santuário de Fátima).
Vista panorâmica do Santuário de Fátima (com a Capelinha das Aparições e a Basílica de Nossa Senhora do Rosário)
Por receber milhões de peregrinos anualmente, é-lhe dado o nome de "O Altar do Mundo" e trata-se, na atualidade, de um dos maiores santuários marianos do mundo.

Síntese da Mensagem de Fátima

Uma das imagens peregrinas de Nossa Senhora de Fátima exposta no altar-mor da Basílica do Rosário.
Segundo a Irmã Lúcia, no seu último livro publicado em 2006, toda a mensagem subjacente às aparições de Nossa Senhora em Fátima é o seguinte:
Na Exortação Apostólica Signum Magnum (i.e., "Grande Sinal")[6], o Papa Paulo VI assim resumiu a mensagem de Nossa Senhora de Fátima:

No Brasil

Santuário de Nossa Senhora de Fátima do Rio de Janeiro, no Brasil, é uma réplica da capela das aparições de Portugal.
No dia 13 de maio de 2008 foi inaugurada em Fortaleza, no Estado do Ceará, a maior imagem de Nossa Senhora de Fátima do mundo. A estátua tem 15 metros de altura e foi feita pelo artista plástico Franciner Macário Diniz.[7]
No dia 28 de maio de 2011 foi inaugurado o Santuário de Nossa Senhora de Fátima do Rio de Janeiro, um santuário localizado no bairro do Recreio dos Bandeirantes, na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil, composto por uma réplica da famosa Capelinha das Aparições original da Cova da Iria, no Santuário de Fátima, em Portugal.[8]
A invocação de Nossa Senhora de Fátima é também a padroeira do Município de Lucas do Rio Verde, onde também existe uma igreja em sua homenagem, pertencente a Diocese de Diamantino, e é ainda padroeira do Sport Club do Recife[9], clube brasileiro de desportos.
No município de São Benedito, na serra de Ibiapaba, no Ceará, foi edificada uma igreja em Sua honra conhecida como o Santuário de Fátima da Serra Grande e à qual foi oferecida uma imagem de Nossa Senhora de Fátima pelo próprio santuário português e as relíquias dos Beatos Francisco e Jacinta Marto pela própria postulação dos Pastorinhos de Fátima.

Ver também

O Papa Francisco toca na imagem de Nossa Senhora de Fátima depois de rezar na sua presença, na celebração do dia 13 de maio, no Vaticano, 2015.

Notas

  1. Ir para cima O teólogo Padre Paschoal Rangel observa "que não é ao Rosário que se visa em primeiro lugar, mas à Virgem" e que é muito importante, "como em tudo que se refere a Maria, ressaltar o sentido Cristológico da invocação e do título". In, Maria, Maria... Invocações e Metáforas feitas para Louvar. Belo Horizonte, Edições O Lutador, 1991. pág. 105 e seguintes.

Referências

  1. Ir para cima «Nossa Senhora de Fátima». Conferência Nacional dos Bispos do Brasil Regional Oeste 2. Consultado em 28 novembro de 2009 
  2. Ir para cima A Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria
  3. Ir para cima A Beata Alexandrina de Balazar e a Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria
  4. Ir para cima Radiomensagem do Papa Pio XII aos fiéis portugueses por ocasião da Consagração da Igreja e do Género Humano ao Coração Imaculado de Maria
  5. Ir para cima SANTOS, Lúcia de Jesus dos [Irmã Lúcia]. Como vejo a Mensagem ao longo do tempo e dos acontecimentos. Coimbra: Carmelo de Coimbra, Secretariado dos Pastorinhos, 2006, p. 48.
  6. Ir para cima Papa Paulo VI (13 de maio de 1967). «Exortação Apostólica «Signum Magnum»». Vaticano - Arquivo Paulo VI. Consultado em 13 de maio de 2016 
  7. Ir para cima CE: inaugurada maior estátua de Fátima do mundo. Terra Networks Brasil, São Paulo, 13 de maio de 2008. Disponível em: <http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2885443-EI8139,00.html>. Acesso em: 28 novembro de 2009.
  8. Ir para cima Santuário de Nossa Senhora de Fátima (Brasil) - Associação Arquidiocesana "Tarde com Maria"
  9. Ir para cima «Em Missa de Ação de Graças, dom Fernando pede o fim da violência entre as torcidas». arquidioceseolindarecife.org. Consultado em 13 de outubro de 2015 

Bibliografia