sábado, 1 de junho de 2013


HÁ 80 ANOS


ROBERTO BRANDÃO FURTADO

O mês de São João começa com 
as comemorando dos seus 80 anos de vida,
 junto à sua amada Marilda
A par da grande figura figura humana que 
representa para a sociedade potiguar, 
Roberto Furtado é um líder da Democracia

Ninguém pode esquecer o seu papel de advogado
 dos perseguidos políticos e na luta vitoriosa 
pela anistia,
 criando um rol de amigos e admiradores por todo 
este  torrão nordestino.

Na OAB/RN foi sempre um conciliador e
 homem de vanguarda.
Foi na sua administração que logrei a atenção 
para  criar o jornal  "OAB NOTÍCIAS", 
ainda hoje em circulação, ainda 
que  alternado entre a impressão e tiragem 
eletrônica.


Ocupa uma das cadeiras da ACADEMIA DE
LETRAS JURÍDICAS DO RIO GRANDE DO
NORTE e ainda atua na advocacia.
ROBERTO, receba os parabéns deste blogueiro
 e colega de profissão, a par de ser também um 
seu admirador por todas as qualidades que 
você tem.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Osrn Orquestra Sinfônica
OSRN ORQUESTRA SINFÔNICA
HOJE, Sexta, às 20hs, no TAM tem Osrn Orquestra Sinfônica!!!
ENTRADA FRANCA!

REPERTÓRIO:
Rossini: Abertura "Barbeiro de Sevilha"
Nielsen: Concerto para Flauta e Orquestra
Beethoven: Sinfonia No. 3

SOLISTA: JAMES STRAUSS
REGENTE CONVIDADO: LAÉRCIO DINIZ





NOTA OFICIAL DA UBE


A  União Brasileira de Escritores – UBE/RN vem publicamente pedir desculpas a poetisa Lisbeth Lima e ao poeta Alexandre Abrantes que, convidados para participar da mesa com o tema Por que sou poeta?,  dia 08 de março (Dia  da Mulher) em que se comemorou também o Dia da Poesia, não puderam desenvolver o tema  devido ao atraso da primeira mesa. Reconhece, ainda, que é muito difícil compatibilizar duas atividades em espaço tão curto de tempo. Por fim, adotando o princípio de que “a prática é o critério da verdade”,compromete-se a não repetir tal procedimento.

Natal/RN, 27 de maio de 2013

Eduardo Antonio Gosson
Presidente

______________________________________________


                VIVO ENCANTADO CONVOSCO


vivo encantado convosco
e comigo vos encantais

três vezes viestes ao meu encontro
e três vezes anunciastes
vossas três naturezas

e assim três vezes conversei convosco:
o ancião
o jardineiro
e a sarça de fogo

de vós afloraram a bondade
a beleza do bosque sagrado
o êxtase perene

três idades também me destes
mas noutra ordem:

a do filho
com seu olhar finito
entre brumas azuis

a do pai
caçador do pão diário
com pés firmes na terra
e oráculo na cabeça

a do espírito
que abriga todos os mistérios
e já não lhe ocorre morrer

e preso à vossa palavra
como aluno atento
que tem sede de aprender
e aguarda o sinal
enfim vos pergunto:

aonde me levais, senhor?
aonde, afinal, me levais?


                               (Horácio Paiva)


                               (Dia de Corpus Christi, 2013)

quinta-feira, 30 de maio de 2013

SONS DO SILÊNCIO


É PEQUENO, DÁ PARA LER RAPIDINHO!
Deus
Tempo para Deus
Obs: Só leia se tiver tempo para DEUS

Quando Deus tira algo de seu alcance. Ele não está
punindo-o, mas apenas abrindo suas mãos para receber algo melhor.
Concentre-se nesta frase... "A vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a
Graça de Deus não irá protegê-lo." Alguma coisa boa vai acontecer com
você hoje, algo que você tem esperado ouvir.. Por favor, não quebre!
Apenas 27 palavras. Deus, nosso Pai, CAMINHE pela minha casa e leve
embora todas as minhas preocupações e doenças, e POR FAVOR, vigia e cura
a minha família em nome de Jesus... AMEM Esta oração é muito poderosa.
Passe essa oração para o máximo de amigos não apenas para algumas pessoas,
mas para todos. Todo mundo precisa de uma benção. Não faça perguntas. Este é um
teste. Será que Deus está em primeiro lugar na sua vida? Se assim for,
pare o que estiver fazendo e envie a mensagem.


 

Corpus Christi

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Corpus Christi (expressão latina que significa Corpo de Cristo1 ) é uma festa católica. É um evento baseado em tradições católicas. É realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. É uma "Festa de Guarda", isto é, para os católicos, é obrigatório participar da Santa Missa neste dia, na forma estabelecida pela conferência episcopal do país respectivo.
A procissão pelas vias públicas, quando é feita, atende a uma recomendação do Código de Direito Canônico (cânone 944) que determina ao bispo diocesano que a providencie, onde for possível, "para testemunhar publicamente a adoração e a veneração para com a Santíssima Eucaristia, principalmente na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo." É recomendado que, nestas datas, a não ser por causa grave e urgente, não se ausente da diocese o bispo (cânone 395).

Índice

História

Procissão de Corpus Christi em Moosburgo, na Alemanha, em 2005
A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao século XIII. A Igreja Católica sentiu necessidade de realçar a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado. A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a bula Transiturus de hoc mundo de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.
O papa Urbano IV, na época o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège, na Bélgica, recebeu o segredo das visões da freira agostiniana Juliana de Mont Cornillon, que teve visões de Cristo demonstrando desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.
Por solicitação do papa Urbano IV, que, na época, governava a Igreja, os objetos milagrosos foram para Orviedo em grande procissão, sendo recebidos solenemente por sua santidade e levados para a Catedral de Santa Prisca. Esta foi a primeira procissão do Corporal Eucarístico. A 11 de agosto de 1264, o papa lançou de Orviedo para o mundo católico através da bula Transiturus de hoc mundo o preceito de uma festa com extraordinária solenidade em honra do Corpo do Senhor.
A festa de Corpus Christi foi decretada em 1269.
O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, porque o papa morreu em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia, na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada desde antes de 1270. A procissão surgiu em Colônia e difundiu-se primeiro na Alemanha, depois na França e na Itália. Em Roma, é encontrada desde 1350.
A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse: "Este é o meu corpo... isto é o meu sangue... fazei isto em memória de mim". Segundo Santo Agostinho, é um memorial de imenso benefício para os fiéis, deixado nas formas visíveis do pão e do vinho. Porque a Eucaristia foi celebrada pela primeira vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o vinho sangue de Jesus Cristo, em toda Santa Missa, mesmo que esta transformação da matéria não seja visível.
Corpus Christi é celebrado 60 dias após a Páscoa, podendo cair, assim, entre as datas de 21 de maio e 24 de junho.

A Festa no Brasil

Procissão de Corpus Christi, durante a pausa para o Tantum Ergo em latim, em Pirenópolis, em Goiás, no Brasil
Em muitas cidades portuguesas e brasileiras, é costume ornamentar as ruas por onde passa a procissão com tapetes de colorido vivo e desenhos de inspiração religiosa. Esta festividade de longa data se constitui uma tradição no Brasil, principalmente nas "cidades históricas", que se revestem de práticas antigas e tradicionais e que são embelezadas com decorações de acordo com costumes locais.
Em Pirenópolis, em Goiás, no Brasil, é uma tradição os tapetes de serragem colorida e flores do cerrado, cobrindo as ruas por onde passa a procissão de Corpus Christi. Também enfeitam-se cinco altares para a adoração do Santíssimo Sacramento e execução do cântico latino Tamtum Ergo Sacramentum. Esta procissão é acompanhada pela Irmandade do Santíssimo Sacramento e pela Orquestra e Coral Nossa Senhora do Rosário. É neste dia que o Imperador do Divino recebe a coroa para a realização da Festa do Divino de Pirenópolis, do ano seguinte.
Em Castelo, no estado do Espírito Santo, no Brasil, as ruas são decoradas com enormes tapetes coloridos formados por flores, serragem colorida e grãos.
O município de Matão, em São Paulo, no Brasil, é famoso por seus tapetes coloridos feitos de vidro moído, dolomitas, serragem e flores que formam uma cruz que se estende por 12 quarteirões no centro da cidade onde passa a procissão da eucaristia, um espetáculo que reúne fé, tradição, arte e beleza. No ano de 2011, Matão realizou a 63ª edição do Corpus Christi, onde mais de 70 toneladas de materiais foram usados para compor os desenhos. A expectativa dos organizadores é que o evento atrairia um público total de 80 mil pessoas. A praça de alimentação do evento fica por conta das entidades filantrópicas da cidade.
A cidade de Mariana, em Minas Gerais, no Brasil, comemora a festa de Corpus Christ'i' enfeitando as ruas com tapetes de serragem e pinturas.
As cidades paulistas de Jaguariúna,Monte Mor, Santo André, Santana de Parnaíba, São Joaquim da Barra, além da baiana Jacobina, também seguem o mesmo estilo, as ruas ao redor da matriz são enfeitadas com serragem, raspa de couro, areias coloridas - tudo o que a criatividade proporciona para este dia santo.
Em Caieiras, a juventude da cidade promove, com sua criatividade, tapetes que se estendem no trajeto da procissão deste solene dia, desde a Igreja Matriz de Santo Antônio até a Igreja de São Francisco de Assis, num trabalho que dura doze horas e que é coroado com a procissão luminosa em torno ao Santíssimo Sacramento.
Em Porto Ferreira, a festa tem como finalidade a partilha, em comunhão com as três paróquias da cidade. Arrecadam-se alimentos que integram os enfeites nas ruas por onde o Santíssimo Sacramento passa e, após a solenidade, são doados a famílias que são assistidas por pastorais, como a Pastoral da Criança e Pastoral da Saúde. Esta iniciativa é realizada desde 2008.
Em Borborema, em São Paulo, no Brasil, as ruas são decoradas com enxovais, bordados e artesanatos, produzidos pelas mais de 50 lojas e fábricas da cidade. Após a procissão, tudo é vendido e a renda revertida ao Lar de Idosos São Sebastião.

Em Portugal

Em todas as 20 dioceses de Portugal, fazem-se solenes procissões a partir da igreja catedral, tal como em muitas outras localidades, que são muito concorridas. Estas procissões atingem o seu esplendor máximo em Braga, Porto e Lisboa.
Ordenada por dom Dinis, a festa do Corpus Christi começou a ser celebrada em 1282, embora haja referências à sua comemoração desde os tempos de dom Afonso III.2 Em Portugal, a festa de longa tradição era antigamente celebrada com danças, folias, e procissões em que o sagrado e o profano se misturavam. Representantes de várias profissões, carros alegóricos, diabos, a serpe, a coca, gigantones, ao som de gaitas de foles e outros instrumentos, desfilavam pelas ruas.3 Das danças dos ofícios, em Penafiel, ainda se celebram o baile dos ferreiros, o baile dos pedreiros e o baile das floreiras.4 5
Esta celebração tem uma conotação muito forte no Minho, particularmente em Monção e em Ponte de Lima.
Em Ponte de Lima, a tradição d´O Corpo de Deus perdura já há vários séculos.
O Corpo de Deus é celebrado no 60º dia após a Páscoa, ou mais correctamente na Quinta-feira que se segue ao Domingo da Santíssima Trindade (que, por sua vez, é o primeiro Domingo a seguir ao Pentecostes) seguindo a norma canónica. A diferença prende-se no facto de, no dia posterior ao feriado nacional, se realizar uma celebração, própria e exclusiva da vila, tendo sido decretado desde 1977 feriado para todos os Limianos.
As celebrações do Corpo de Deus realizam-se durante todo o dia, sendo os Limianos presenteados com uma procissão da parte da manhã e outra da parte da tarde em volta da vila e uma missa para todos os habitantes do Concelho no próprio dia, sempre ao meio-dia, na Igreja Matriz.
Em Braga, é também tradição, desde 1923, a presença maciça de Escuteiros do Corpo Nacional de Escutas - Escutismo Católico Português, pois foi nessa procissão que os mesmos se apresentaram em público naquele ano.

Tapetes

     
Tapete de Corpus Christi em Santos Dumont - MG.
Os tapetes de rua são uma tradição e manifestação artística popular realizada por fiéis da Igreja Católica, confeccionados para a passagem da procissão de Corpus Christi.
A tradição da confecção do tapete surgiu em Portugal e veio para o Brasil com os colonizadores.6 Os desenhos utilizados são variados, mas enfocam principalmente o tema Eucaristia. No Brasil essa tradição está sendo ampliada, atingindo inclusive comunidades, bairros e até Colégios (um exemplo é o Colégio Virgo Potens, em Guarulhos-SP, que desde 2009 realiza a confecção junto a materiais diversos e também foco na Sustentabilidade).
Para confeccionar os tapetes são utilizados diversos tipos de materiais, tais como serragem colorida, borra de café, farinha, areia, flores e outros acessórios.

Referências


SERÁ DEUS O NOSSO MAIOR MISTÉRIO?
 Por Flávio Rezende*
        
            O tempo em que navegamos pelas águas e caminhamos pelas terras deste lindo planeta azul já soma alguns bilhões de anos, o que certamente dá a certeza que já estamos por aqui há muito.
        Ao longo desta trajetória muitos mistérios foram sendo decifrados por nossa crescente inteligência, com os cientistas, estudiosos, professores, mestres, profetas e tantos outros, dando explicações para fenômenos climáticos, comportamentos diversos, jogando luz para coisas antes misteriosas e, hoje, perfeitamente compreensíveis.
        Apesar dos avanços praticamente diários, alguns pontos ainda persistem, sendo um deles, o que geralmente chamamos de Deus.
        Universalmente caracterizado como onipotente - com poder absoluto sobre todas as coisas, onipresente e onisciente, essa tão citada figura tem seus atributos e poderes descritos em textos como o Bhagavad-gita, dos hinduístas; o Tipitaka, dos budistas; Tanakh, dos judeus; Avesta, dos zoroastrianos; a Bíblia, dos cristãos; Livro de Mórmon, dos santos dos últimos dias; Alcorão, dos islâmicos; Guru Granth Sahib dos sikhs e noKitáb-i-Aqdas, dos bahá'ís.
        O conteúdo acerca de Deus contido nestes livros é transmitido através de mensageiros como: Abraão e Moisés, na fé judaica, cristã e islâmica; Zoroastro, na fé zoroastriana;Krishna, na fé hindu; Buda, na fé budista; Jesus Cristo, na fé cristã e islâmica; Maomé, na fé islâmica; Guru Nanak, no sikhismo e Báb e Bahá'u'lláh, na fé Bahá'í.
        Apesar de certa disponibilidade de informações, o tão afamado Deus na verdade, nunca apareceu de maneira concreta por aqui, sendo apenas uma questão de fé sua verdadeira existência.
        Por causa deste tempo que passa e não consegue sensibilizá-lo ao ponto de comparecer a este amável planeta, cresce a cada dia o número de pessoas que não se importam com o assunto, tocando suas vidas sem que Deus tenha maior ou menor importância.
        E são pessoas boas e ruins, claro, como assim também são os que dizem acreditar nisso ou naquilo. Apesar de alguns ditos religiosos acreditarem na existência de um Deus único, muitos particularizam sua crença, como por exemplo, os devotos de Krishna, que afirmam ser ele, a Suprema Personalidade de Deus.
        Muitas civilizações antigas construíram a crença em algo superior, em decorrência do medo que tinham de trovões, terremotos, maremotos, frio e calor excessivos, nos legando um DNA de tementes, que sobrevive até hoje, amparado também em autoridades religiosas que passam mensagens aterrorizantes do Deus que defendem, contaminando gerações com pavores de castigos e de infernos caso o ser não siga as regras que ele diz existirem.
        Em meio a tantas discussões, palestras, rezas, argumentos, Deus segue invisível para quem não leva a questão para o lado da fé e, na indagação mais curiosa sobre quem é Deus, ouvimos quase sempre que é amor, é luz, é uma energia, deixando a dúvida aumentar mais ainda, posto que essas respostas não sejam concretas e definitivas.
        Particularmente acredito que existam vidas diferentes em outros rincões por ai. Nestes lugares, esses seres podem ser como nós e alguns outros diferentes, existindo em dimensões que não temos olhos de ver.
        Acredito que são muitos lugares, muitos líderes, seres bem mais evoluídos que a gente e acredito que alguns atuem em nosso planeta, uns numas regiões, influenciando algumas pessoas com determinados tipos de conduta, roupa, alimentação, outros em outras e, acredito que eles até brigam em busca de mais espaço, tirando essa suposta santidade de todos aqueles que são superiores.
        Acredito que muitos decidem viver a experiência da carne e, por isso mesmo, ao estarem entre nós, diminuem sobremaneira seus plenos poderes, mas mantém alguns, o que os diferenciam de quase todos nós e, em muitos casos e épocas, os colocam como verdadeiros deuses diante de nossa fraquinha falta de poder e de vontades próprias, fragilizadas em pecados como egoísmo, gula, língua ferina e desejos e mais desejos contínuos.
        Uns mais legais outros mais ou menos e, até uns malévolos, circulam entre nós e, seus planos, não sei. Existem muitas mensagens mediúnicas, livros diversos, canalizações, que quando lemos percebemos milhares de planos de facções diversas, portais que se abrem, eras que se anunciam, anjos que vão chegar, legiões que vão migrar, gente que vai morrer, crianças índigos que vão nascer, enfim, um oceano de informações e o tempo passa e continuamos afogados em dúvidas e incertezas do que realmente é ou deixa de ser.
Às vezes penso que tudo é, cada verdade tem seu naco e Deus nada mais é que o superior que aceitamos, que nos agrada, aquilo que é conveniente ter, acreditar, uma forma de alívio da nossa impotência diante de coisas que acontecem, é bem mais cômodo dizer: se Deus quiser, graças a Deus, Deus quis assim...
O tempo passa, Deus é Krishna, Jesus, Javé, Deus é o Pai, é Sai Baba, Deus é amor, uma energia, isso e aquilo, mas ninguém aparece com autoridade, lá do alto, de uma maneira insofismável e cabal para assumir ou esclarecer.
Então o melhor, enquanto estamos por aqui, acreditando ou não, é que sejamos todos legais uns com os outros, respeitemos regras básicas de convivência urbana, social, pois só assim poderemos viver mais e melhor, até que um dia, esse mistério possa realmente ser resolvido.
Quem navega hoje no mundo da neurociência fica cada vez mais convencido de que as chaves estão dentro do nosso cérebro. Não será surpresa que no futuro, a resposta seja bem simples.
        Perceba que os grandes pensadores, cientistas e estudiosos modernos estão explicando coisas que antes eram tidas como sobrenaturais, metafísicas, esotéricas e, não se admirem que um dia fique claro que nós mesmos somos Deus, que ele não é nada exterior, que nós é que ainda estávamos usando pouca potência mental.
        Se isso ocorrer, vai ser uma revolução e, ninguém mais, vai poder influir negativamente em cada um de nós, afinal, se chegarmos à potência superior, construiremos inevitavelmente em nosso castelo interior, um reino de luz, de boas energias, de ações e de emanações amorosas, vivendo na carne a delícia de ser divino e maravilhoso.
        Além, de recebermos definitivamente o passaporte para a convivência cósmica e fraterna com seres de todos os cantos e recantos do universo.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

DE VOLTA AO PASSADO VII – ANTIGOS BLOCOS CARNAVALESCOS – Parte II

ORMUZ BARBALHO SIMONETTI


         Os blocos ditos “de elite” a princípio desfilavam em caminhões. As carrocerias eram estilizadas com desenhos de motivos carnavalescos onde pierrôs, colombinas e arlequins, personagens símbolos dos carnavais, sempre eram retratados. Confetes, serpentinas e lanças perfumes, davam um tom de alegria, às figuras retratadas por todos os espaços das alegorias.   
Com maior destaque e em local bem visível vinha o nome da agremiação. Para animar os foliões, contratavam uma pequena orquestra, ao contrário dos blocos dos anos 50, onde a maioria dos instrumentos musicais eram tocados pelos próprios componentes.
         Fazia parte desses carnavais os famosos “assaltos”, que se constituíam em visitas que os blocos faziam nas residências, geralmente de familiares ou de amigos dos componentes, previamente acertada com os donos das casas selecionadas. Nos “assaltos” os foliões eram recebidos com muita bebida e salgadinhos. Lembro-me particularmente de um desses salgadinhos. Composto por uma azeitona, um rodela de salsicha e um cubo de queijo, tudo enfiado em um palito, era servido em grandes bandejas ou espetado em uma melancia ou jerimum envolto em papel alumínio. Era conhecido pelo pitoresco nome de “sacanagem”. 
A orquestra tocava pelo menos duas horas, com intervalo para descanso. Nessas ocasiões os promotores do “assalto” convidavam amigos e parentes para fazerem parte da festa. Quando a alegoria parava em frente à residência que ia ser visitada, logo a frente da casa se enchia de curiosos que acorriam ao local para também, mesmo que do lado de fora, participarem da festa.
                                        BLOCO LORD'S - 1971         
               Daquela época recordo ainda do bloco Bacurinhas. Arnoudzinho, amigo e colega de madrugadoras caminhadas na Avenida Rodrigues Alves, que fez parte do bloco por vários anos, me ajudou no garimpo de alguns de seus componentes. Foram fundadores: Dozinho compositor do hino, deputado Márcio Marinho e Décio Holanda, de saudosas memórias, os irmãos Euzébio (galego) e Manoel Maia, Ronaldo e Márcio Brilhante Fernandes, Marconi Lima (filho do deputado estadual João Aureliano de Lima) e Alcindo (dentista). Outros componentes que participaram do bloco no decorrer dos anos: os irmãos Daniel, Gilberto e Antônio Lira, Manoel e Henrique Gaspar, Jussier e Roberto Trindade Santos, João (Galinha) e Manoel (Mano Frango), Dantas, Edmundo e Fred Aires (figurinista de destaque entre as socialites da época, Bentinho (mago Bento) Manoel Otoni (Baba), ex-prefeito de Goianinha  e seu irmão Alfredinho Otoni de Lima, Manoel, Clementino (Biliu) e Luiz Martins da Silva, Antônio (Tota), contador conhecido nas décadas de 70/80, Nilton, João, Dantas, Zélio, Peninha, mais dois irmãos cujos nomes não recorda, sendo um deles, oftalmologista com consultório próximo da Maternidade Januario Cicco, João Maria Galiza, Alcindo, Gley Fernandes Gurjão e outros.

         Posteriormente, o caminhão foi substituído por carroças puxadas por trator, mais fácil de se conseguir nas fazendas da região, e com a vantagem de ser mais baixa que a carroceria do caminhão, facilitando assim o embarque e desembarque tanto na ocasião dos “assaltos”, como quando desfilavam no “corso” na Avenida Deodoro. Outra grande vantagem foi que as quedas, embora raras, quando ocorriam, não resultavam em maiores danos, ao contrário das ocorridas de cima das altas carrocerias dos caminhões.   
  
        BLOCO LORD'S - 1971 - AV. PRINCESA ISABEL
           
             Nesse período, as cidades de Ceará-Mirim e Goianinha eram as mais visitadas pelos presidentes dos blocos, pois sendo área canavieira, a facilidade para conseguir os tratores e carroças, era bem maior. A antiga Usina São Francisco, atualmente Companhia Açucareira Vale do Ceará-Mirim, na época de propriedade do saudoso Roberto Varela, sempre autorizava o empréstimo desses equipamentos para os blocos. Outros tratores e carroças também se conseguiam em fazendas de familiares dos próprios componentes ou de amigos. 
         A orquestra, considerada o coração do bloco, tinha lugar reservado na frente da alegoria. Geralmente era composta por seis a oito músicos, assim distribuídos: Um sax baixo, um sax tenor, dois trombones, um de vara e outro de pistão, um surdo, um tarol e uma caixa. Lembro-me de um soldado da polícia militar de cognome Marimbondo, apelido que ganhou por ter a pele do rosto avermelhada, era disputado pela maioria dos blocos, pois além de ser responsável pela orquestra que formava com componentes da banda de música da policia militar, era exímio trompetista. Sempre que o bloco iniciava seu desfile pelas ruas e avenidas da cidade ou quando à noite entrava no “corso” na Av. Deodoro, lá estava Marimbondo caminhando na frente do bloco. Com ares de Pavarotti, andar cadenciado, bochechas vermelhas e inchadas prestes a estourar, apertava a boquilha do clarim de encontro aos seus lábios, e arrancava do instrumento as mais belas notas musicais, na introdução da marchinha Zé Pereira, anunciando a entrada do bloco no “corso”, a chegada ou saída das casas “assaltadas”.
                  Esses blocos se multiplicaram e em cada bairro ou turma de colégio surgia uma dessas agremiações. Cito alguns que me chegam à lembrança: Escandalli, Penetras, Lord’s, Deuses, Apache, Plebe, Jardim de Infância, Kings, Lunik, Jardineiros, Colônia Pinel, Saca-Rolha, Ressaka e outros que me fogem da memória
SILHUETAS QUE EMOCIONAM

http://www.fapando.net/2013/04/grupo-deixa-juri-e-plateia-chorar-no.html


    • ENTRADA FRANCA!

      REPERTÓRIO:

      Rossini: Abertura "Barbeiro de Sevilha"
      Nielsen: Concerto para Flauta e Orquestra
      Beethoven: Sinfonia No. 3

      SOLISTA: JAMES STRAUSS
      REGENTE CONVIDADO: LAÉRCIO DINIZ

      TEATRO ALBERTO MARANHÃO

terça-feira, 28 de maio de 2013

HOJE
LANÇAMENTO DO LIVRO DE MANOEL MARQUES


A UBE-RN e a EDITORA BAGAÇO
CONVIDAM

Local: Academia Norte-Rio-Grandense de Letras - ANRL
H O J E  (28.5.2013)
Rua Mipibu, 443 - Tirol - Natal
Hora: A partir das 19h






Zé Areia

AUGUSTO COELHO LEAL
           
            Hoje pego uma carona em um livro escrito por um grande amigo de meu pai e que com o passar dos tempos tornou-se meu amigo também, e com ele tinha um bom papo na Confeitaria Atheneu, quando ele por lá aparecia. Falo aqui de Veríssimo de Melo que meu pai carinhosamente chamava-o de Viví.
            Remexendo nas minhas “coisas”, encontro um livro de sua autoria- Sátiras e Epigramas- sobre Zé Areia. Barbeiro, e por vezes biscateiro de verve contundente, José Antonio Areia Filho, nascido e vivido em Natal, entre os anos de 1901 a 1972, foi figura participante do anedotário potiguar. Uma comparação pra quem não o conheceu, ele lembrava fisicamente Brutus aquele das historias de Popeye.
            Depois da guerra, Zé Areia voltou á velha miséria. Não tinha emprego e vivia de vender qualquer coisa que encontrava. O Chefe de Policia, General Ulisses Cavalcanti, arranjou-lhe o emprego de barbeiro, na Casa de Detenção de Natal.
            Zé Areia trabalhou uns dias e logo depois desapareceu. Outro barbeiro passou a fazer o serviço dele.
            Quando o General Ulisses soube que Zé abandonara o emprego, mandou chamá-lo e quis saber o motivo, Zé areia informou.
            - Subloquei o emprego.
            Zé Areia entrou na gerência da Tribuna do Norte, vendendo bilhetes de rifa de um relógio. Mostrou o objeto a Mussoline Fernandes e pediu-lhe que ficasse com um bilhete, Mussoline, muito ocupado, e diante da insistência de Zé Areia, declarou:
            - Olhe, Zé:  Eu não quero bilhete de relógio porque já tenho relógio. Papai tem relógio. Mamãe tem relógio. Minha mulher tem relógio, meu cunhado tem relógio. Prá que diabo eu quero mais relógio?
            Zé Areia baixou a cabeça e saiu. Na porta voltou-se para Musoline e exclamou:
            - Isso é uma casa ou uma relojoaria?
            Zé Areia  andava com enorme carneiro, para outra rifa, Luiz de Barros adquiriu um bilhete, que a tarde foi sorteado. No dia seguinte acompanhando Zé Areia, foi buscar em um sitio lá no Alecrim. Zé apontou para um cerneiro bem magrinho e pequeno que estava no curral e disse:
            Pronto Seu Luiz. O carneiro é este pode levá-lo.
            Luiz de Barros protestou.
            - Essa não, o carneiro da rifa parecia um zebu, não é esse, não levo
            - Zé Areia tentou explicar:
            - Seu Luiz, o carneiro é esse. É que ele passou a noite toda na chuva e encolheu.
            Luiz Tavares nos contou que Zé Areia convidou um amigo para almoçar uma panelada, no seu casebre lá na Rua do Motor. O cidadão meio constrangido declinou do convite alegando que a casa era em uma ladeira, a rua cheia de buracos e de areia, era muito contramão.
            Zé Areia então retificou:
            Contramão, não. Contra os pés...