terça-feira, 12 de julho de 2011


União Brasileira de Escritores lança prêmio literário
A União Brasileira de Escritores do Rio Grande do Norte (UBE/RN) lançou a primeira edição do prêmio literário “Escritor Eulício Farias de Lacerda”. O objetivo é premiar os autores potiguares ou, sendo de outros Estados, vinculados à UBE/RN, em trabalho na modalidade “prosa”, sobre pessoas, natureza ou costumes prevalentes na cultura do Rio Grande do Norte.
O local das inscrições e entrega dos trabalhos é na sede provisória da UBE/RN, localizada na rua Padre Manoel, esquina com a rua D. Pedro I, no prédio do Memorial da Justiça Desembargador Vicente Lemos, no horário corrido de 8h às 16h, até o dia 30 de setembro de 2011.
A premiação será da seguinte forma: a) Premiação em dinheiro: 1º lugar: R$ 1.000,00 (mil reais); 2º lugar: R$ 500,00. b) Premiação de publicação em livro do trabalho vencedor (editoração pelo selo “Nave da Palavra”), com tiragem de 300 exemplares. Os premiados receberão diploma com a referência da sua colocação.
Trabalhos e autores vencedores serão conhecidos na cerimônia de premiação, prevista para ocorrer em outubro de 2011, por ocasião do IV Encontro Potiguar de Escritores (IV EPE), com a presença de todos os finalistas.
As condições para a participação no concurso obedecerão aos termos do regulamento afixado no quadro de avisos da UBE/RN e o pedido de inscrição implica na aceitação plena do regulamento, que também pode ser acessado no site www.ubern.org.br Informações outras pelo fone 3616-6513.
DO JORNAL VIRTUAL DE ROBERTO GUEDES (12.7.2011)
NOTÍCIAS DA COPA 2.014


Copa 2.014

Severo Gomes
Ao tentar, num tecnocratês enroladíssimo, dos piores do mundo, minimizar a informação de que por ocasião da Copa do Mundo de 2.014 Natal só contará mesmo com o atual aeroporto de Parnamirim, o ministro da Aviação Civil, Wanger Bittencourt, saído não se sabe de qual colégio, mencionou o equipamento como “Severo Gomes”, em lugar de “Augusto Severo”.
Financiamento
A governadora Rosalba Ciarlini espera desatar na tarde desta terça-feira, 12, amanhã, durante audiência, no Rio de Janeiro, com a diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), os nós que impedem a instituição de liberar recursos para a construção do estádio “Arena das Dunas”, o cenário idealizado para que Natal acolha jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2.014.
Investigada
Consulta ao “site” do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a Construtora OAS, única que se habilitou em concorrência pública para construir o estádio Arena das Dunas, em Natal, revelou na última sexta-feira, 8, que, até essa data, ela está presente em 282 processos de investigação – entre encerrados e em andamento – por indícios de uso inapropriado de recursos públicos em obras estruturantes em todo o País.
Comitê
Sob a liderança do advogado Marcos Dionísio Caldas, integrantes de diferentes movimentos sociais com base em Natal estão organizando um “Comitê Popular Copa 2014”, com a finalidade de fiscalizar e cobrar transparência dos governantes nas ações que envolvem a atração do certame para esta capital. “Não queremos dizer que existem ilegalidades. Só queremos acompanhar o processo. Afinal de contas, somos nós que pagamos por tudo isso que está acontecendo ou não”, afirma Marcos.

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Contagem regressiva

Faltam 1.062 dias para a abertura da Copa do Mundo de Futebol de 2.014.

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COMENTÁRIO

Governo vê fracasso em São Gonçalo
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Roberto Guedes

Não teve nada a ver com a necessidade de apresentar mais informações a potenciais interessados que o governo federal anunciou na semana passada o adiamento do leilão que promoveria no próximo dia 19, na sede da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), para eleger o grupo privado com o qual montaria parceria visando à construção e exploração, durante trinta anos, do aeroporto internacional de São Gonçalo do Amarante, vizinho a Natal.
Refletindo o que noticiaram a respeito outros espaços da mídia do centro-sul do país, a seção “Panorama” da mais recente edição da revista “Veja” mostra que a empreitada fracassou, recomendando à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), responsáveis pelo certame, a necessidade de adiar o pregão. Fracassou em termos de empreiteiras nacionais, depois de conhecerem o edital do leilão, não terem demonstrado interesse em dele participar. Ou seja: de interessante, como parecia aos olhos governamentais, para a iniciativa privada, o empreendimento se mostrou aquém das expectativas para esta.
A revista pode ter acertado em algo mais sério do que a desimportância da obra, cuja privatização só veio a ser definida pelo governo federal depois que a iniciativa privada revelou o desejo de construir e explorar um grande aeroporto nas proximidades de São Paulo, de longe a maior região metropolitana do país. Acontece que outros grandes empreendimentos governamentais estão a ver navios, pois empreiteiras que em outros tempos se acorreriam atrás de contratos para tocá-las viraram suas costas a estes empreendimentos.
Tanto é assim que o governo cogitaria de abrir suas concorrências para grupos estrangeiros.
A propósito, em Natal nunca constou que as grandes construtoras nacionais se interessassem tanto por São Gonçalo quanto alguns grupos europeus que já vieram falar com autoridades locais sobre o equipamento.

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Interesse Público

O Jeitinho e o Jeitão Bra$ileiro no desleixo com as obra$ da Copa

Gaudêncio Torquato (*)

A explicação, que parece risível, é dada de maneira séria por autoridades: as obras da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016 não sofrerão atrasos. Vai dar tudo certo. Aos fatos: a Arena das Dunas, em Natal (RN), aguarda propostas de parceria. Outros empreendimentos estão em fase inicial. E mais: dos 12 estádios que serão construídos, 5 correm o risco de se transformar em “elefantes brancos” por falta de torcedores suficientes e pelos altos custos de manutenção.
A novela sobre a preparação do Brasil para sediar os dois maiores eventos esportivos mundiais segue um enredo que tem tudo para se tornar sucesso de público e de mídia, por exibir vasto painel do temperamento nacional. Abriga traços do caráter, a começar pelo desleixo, passando pela improvisação, entrando pelo jeitinho e chegando à malandragem, pela inferência de que o atraso no calendário de obras é algo deliberado. Teria o fito de driblar a montanhosa burocracia e, desse modo, livrar a licitação de projetos de complicações, liberar recursos de forma ágil e no fluxo adequado, garantindo a satisfação de todos os “jogadores” da copa preparatória. O afogadilho seria sinônimo de esperteza, e não de improvisação, sob a lógica invertida de “não fazer hoje o que pode ser feito amanhã”. E assim o Brasil pode levar a taça de campeão de novo escopo da administração: “a emergência programática”.
De início, a lembrança: o Brasil foi escolhido para ser a sede da Copa do Mundo de Futebol em 30 de outubro de 2007. De lá para cá, em termos práticos o resultado fica próximo de zero. É evidente que, sendo a paixão nacional, o futebol abre intenso foro de debates, acende fogueiras de vaidades e impulsiona visões conflitantes entre os atores envolvidos na organização do megaevento: times e torcidas, cartolas, cidades-sede da Copa, autoridades governamentais, políticos, empreiteiras e a formidável malha de prestadores de serviços. Cada qual quer tirar proveitos – e proventos – da gigantesca teia de interesses, sabendo-se que não haverá rigidez no controle dos orçamentos.
Lembre-se de que as obras para os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, foram orçadas inicialmente em R$ 400 milhões. Acabaram em R$ 3,4 bilhões, deixando, ainda, extensos espaços ocupados por “elefantes brancos”. E qual será o orçamento para os dois eventos? Uma incógnita. A decisão de tornar esse orçamento sigiloso – aprovada pela Medida Provisória 527, que cria o Regime Diferenciado de Contratações – faz parte da estratégia de evitar obstruções, o que, para uns (empreiteiros, por exemplo), seria medida de bom senso e, para outros (organizações não governamentais), brecha para os dutos da corrupção
Se houver recursos a rodo, é evidente que o cronograma de obras, mesmo sob aperto, deverá ser cumprido. Tecnologia, gestores e parceiros, isso é o que não falta para tocar o conjunto. Mas, sob o prisma do rigor técnico – dentro do qual se inserem os projetos executivos, a quantidade e a qualidade de materiais, o controle das etapas, a lupa sobre preços e o superfaturamento, a rígida obediência aos parâmetros socioambientais, a preparação da infraestrutura e, obviamente, a análise sobre uso futuro dos equipamentos -, há um imenso acervo a ser examinado. O que exigiria muito tempo.
Na esteira da pressa, o risco Brasil sobe aos píncaros. Veremos na paisagem um portentoso conjunto de obras, algumas chamando a atenção pela pujança estética, mas, no obscuro limite entre os territórios do público e do privado, vicejarão sementes de improvisação, que produzirão colheitas de irresponsabilidade nas frentes das obras. Essa é a química que explica no nosso ethos traços de negligência, desleixo, displicência, relaxamento, bagunça e vivacidade.
A pergunta emerge naturalmente: ante tão flagrante constatação, por que não se muda o ritual? Por que não se fez um planejamento em prazo adequado? Ora, o Brasil cultiva o gosto pelo instantâneo, pelo provisório. Prefere-se, por aqui, administrar o varejo, e não o atacado. É mais vantajoso apagar incêndios do que preveni-los. Coisas planejadas com muita antecedência parecem não combinar com a alma lúdica brasileira, brincalhona, irreverente. Se não fosse obrigado a enfrentar o batente para sobreviver, o brasileiro adoraria passar o ano inteiro na folia. Oswald de Andrade traduziu, um dia, tal estado de espírito ao versejar: “Quando dá uma vontade louca de trabalhar, eu sento quietinho num canto, e espero a vontade passar”. Ademais, como se procurou argumentar, é perceptível uma aliança entre parceiros para deixar para a “última meia hora” o que poderia ser feito “na última hora”. Haverá menos fiscalização, menos burocracia, menos senões e mais apoios.
Da parte de cima da pirâmide social, a expectativa é de que o Estado continue a equilibrar o triângulo que lhe dá sustentação: o poder político, a gestão pública e os círculos de negócios. No caso dos eventos esportivos, o triângulo é formado pela Autoridade Olímpica e pelo Comitê Olímpico, que farão a administração; pelo poder político, que ditará as regras do jogo (por exemplo, votação do regime diferenciado de licitações); e pelos negócios, onde estão os parceiros privados dos empreendimentos. E quanto aos “cinco elefantes brancos” (estádios de Brasília, Cuiabá, Manaus, Natal e Recife), que após a Copa poderão gerar grande prejuízo por falta de contingentes necessários para torná-los autossustentáveis? No país que aprecia o status provisório, essa questão será analisada nas calendas. Cada imbróglio no seu devido tempo. Quando aquele momento chegar, os figurantes pegarão carona no jeitinho e arrumarão verbas para dar nova finalidade às edificações, incluída a sua derrubada.
E, assim, o Brasil vai rolando a bola e brandindo o slogan “antes tarde do que nunca”. Afinal, fazê-las “antes cedo do que tarde” daria muito na vista. E isso, convenhamos, prejudica a visão (e os negócios) dos parceiros.
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(*) Norte-rio-grandense de Luiz Gomes, na “Tromba do Elefante”, o jornalista Gaudêncio Torquato é colunista do matutino “O Estado de São Paulo” e professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP).

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Correspondência (02)

Construção da Copa, só a demolição da creche

Boa Noite Roberto Guedes:
Esta semana, passei em frente ao que era ha pouco mais de um ano a Escolinha Kátia Garcia, a escola em que meu filho aprendeu a ler e a escrever, antes de estudar no Hipócrates.
Ainda não consigo acreditar que a Escola tenha sido realmente demolida; na época, recorri à Justiça, tentando evitar o que houve, mas o Poder Judiciário não evitou a demolição. O interessante é que Educação e o Esporte devem caminhar em conjunto, lado a lado. Não faz sentido o que ocorreu.
Passo pelas ruas de Natal e vejo os montes de lixo tomando conta de tudo, e lembro do projeto do lixo reciclável que eu apresentei em 1996 quando candidato a Prefeito de Natal. Vejo uma Universidade ainda limitada ao Campus, embora tenha bons profissionais.
Gosto tanto de Natal, uma cidade linda de pessoas fantásticas, mas ela continua andando de forma desgovernada. Tentei por seis vezes representar o povo de nossa Cidade, mas não fui eleito. Tive, porém, a oportunidade de conhecer muitas boas pessoas em Natal, amigos, pessoas carinhosas.
Bom, Roberto, ler sua Coluna me alimenta, alimenta-me de informações; obrigado pelo seu bom trabalho no Jornalismo de nosso Estado.
Por enquanto estou aqui, cuidando da família, trabalhando e fazendo meus poemas.
Bom Trabalho.
José Geraldo Forte.

segunda-feira, 11 de julho de 2011


Por que não aceitei o prêmio do PNBE

Oi,

Nesta segunda, o Pensamento Nacional de Bases Empresariais (PNBE) vai entregar o prêmio “Brasileiros de Valor 2011″. O júri me escolheu, mas, depois de analisar um pouco, decidi recusar o prêmio.
Mandei essa carta aí embaixo para a organização, agradecendo e expondo os motivos pelos quais não iria receber a premiação. Minha luta é outra.
Espero que a carta sirva para debatermos a privatização do ensino e o papel de organizações e campanhas que se dizem “amigas da escola”.
Amanda


Natal, 02 de julho de 2011

Prezado júri do 19º Prêmio PNBE,

Recebi comunicado notificando que este júri decidiu conferir-me o prêmio de 2011 na categoria Educador de Valor, “pela relevante posição a favor da dignidade humana e o amor a educação”. A premiação é importante reconhecimento do movimento reivindicativo dos professores, de seu papel central no processo educativo e na vida de nosso país. A dramática situação na qual se encontra hoje a escola brasileira tem acarretado uma inédita desvalorização do trabalho docente. Os salários aviltantes, as péssimas condições de trabalho, as absurdas exigências por parte das secretarias e do Ministério da Educação fazem com que seja cada vez maior o número de professores talentosos que após um curto e angustiante período de exercício da docência exonera-se em busca de melhores condições de vida e trabalho.

Embora exista desde 1994 esta é a primeira vez que esse prêmio é destinado a uma professora comprometida com o movimento reivindicativo de sua categoria. Evidenciando suas prioridades, esse mesmo prêmio foi antes de mim destinado à Fundação Bradesco, à Fundação Victor Civita (editora Abril), ao Canal Futura (mantido pela Rede Globo) e a empresários da educação. Em categorias diferentes também foram agraciadas com ele corporações como Banco Itaú, Embraer, Natura Cosméticos, McDonald’s, Brasil Telecon e Casas Bahia, bem como a políticos tradicionais como Fernando Henrique Cardoso, Pedro Simon, Gabriel Chalita e Marina Silva.

A minha luta é muito diferente dessas instituições, empresas e personalidades. Minha luta é igual a de milhares de professores da rede pública. É um combate pelo ensino público, gratuito e de qualidade, pela valorização do trabalho docente e para que 10% do Produto Interno Bruto seja destinado imediatamente para a educação. Os pressupostos dessa luta são diametralmente diferentes daqueles que norteiam o PNBE. Entidade empresarial fundada no final da década de 1980, esta manteve sempre seu compromisso com a economia de mercado. Assim como o movimento dos professores sou contrária à mercantilização do ensino e ao modelo empreendedorista defendido pelo PNBE. A educação não é uma mercadoria, mas um direito inalienável de todo ser humano. Ela não é uma atividade que possa ser gerenciada por meio de um modelo empresarial, mas um bem público que deve ser administrado de modo eficiente e sem perder de vista sua finalidade.

Oponho-me à privatização da educação, às parcerias empresa-escola e às chamadas “organizações da sociedade civil de interesse público” (Oscips), utilizadas para desobrigar o Estado de seu dever para com o ensino público. Defendo que 10% do PIB seja destinado exclusivamente para instituições educacionais estatais e gratuitas. Não quero que nenhum centavo seja dirigido para organizações que se autodenominam amigas ou parceiras da escola, mas que encaram estas apenas como uma oportunidade de marketing ou, simplesmente, de negócios e desoneração fiscal.

Por essa razão, não posso aceitar esse Prêmio. Aceitá-lo significaria renunciar a tudo por que tenho lutado desde 2001, quando ingressei em uma Universidade pública, que era gradativamente privatizada, muito embora somente dez anos depois, por força da internet, a minha voz tenha sido ouvida, ecoando a voz de milhões de trabalhadores e estudantes do Brasil inteiro que hoje compartilham comigo suas angústias históricas. Prefiro, então, recusá-lo e ficar com meus ideais, ao lado de meus companheiros e longe dos empresários da educação.

Saudações,
Professora Amanda Gurgel

O INSTITUTO NORTE-RIOGRANDENSE DE GENEALOGIA-INRG, instituição cultural, sem fins econômicos, foi fundado na Assembléia Geral do dia 17 de setembro de 2009 tem registro no Segundo Ofício de Notas da Comarca de Natal sob o n° de ordem 7515, Livro A-n° 106, fls. 06/19, em data de 08 de julho de 2010. CNPJ n° 12.382.295/0001-97, é reconhecido como de utilidade pública pelo Estado do Rio Grande do Norte (LEI NR. 9.411 DE 25 DE NOVEMBRO de 2010) e Município de Natal. Seu lema: AD PERPETUAM FAMILIAE MEMORIAM.
DIRETORIA ATUAL
Presidente: ORMUZ BARBALHO SIMONETTI;
Vice-Presidente: JOÃO FELIPE DA TRINDADE;
Secretário: ARYSSON SOARES DA SILVA;
Tesoureiro: ANTONIO LUÍS DE MEDEIROS.
CONSELHO FISCAL
Titulares: JOSÉ HÉLIO DE MEDEIROS; CLOTILDE SANTA CRUZ TAVARES; e JOAQUIM JOSÉ DE MEDEIROS NETO; Suplente: ÁLVARO ANÍDIO BATISTA.
A sua sede provisória é na Academia Norte-Rio-Grandense de Letras-ANRL, rua Mipibú, 443 - Petrópolis, nesta Capital.
Com particular alegria informamos a criação do nosso blog, que vem sendo acessado de forma surpreendente. Seja também nosso leitor e colaborador
Contato: e-mail genealogian@gmail.com
Endereço do blog http://www.genealogiadorn.blogspot.com

domingo, 10 de julho de 2011

TRÊS GERAÇÕES DE POETISAS POTIGUARES




BEM-TE-VI

Palmyra Wanderley

Todas as tardes, sempre à mesma hora,
vem visitar-me um passarinho amigo...
canta cantigas que eu cantava outrora,
canta coisas que eu sinto, mas não digo.
De onde ele vem, não sei; nem onde mora;
se lembranças me traz, guarda-as consigo.
Sinto, no entanto, quando vai-se embora,
que a minha alma não quer ficar comigo.
Hoje tardou... Há chuva nos caminhos,
mas chuva não faz mal aos passarinhos
e ele há de vir, a tarde festejando...
Lá vem ele, ligeiro como um sonho...
canta coisas tão minhas, que eu suponho
ser o meu coração que vem cantando.



ONDE

Zila Mamede

Entre a ânsia
e a distância
onde me ocultar?
Entre o medo
e o multiapego
onde me atirar?
Entre a querência
e a clarausência
onde me morrer?
Entre a razão
e tal paixão
onde me cumprir?



CERTAS MULHERES

Diva Cunha

Certas mulheres catam coisas pequeninas
conchas, feijões, letras

outras distraem-se nos espelhos
contam rugas

algumas contam nuvens
criam cachorros e gatos como crianças

certas mulheres guardam mágoas
ressentimentos, botões, elásticos

algumas são como certos homens
não contam nada
ocupadas com coisas incontáveis.

sábado, 9 de julho de 2011



C O N V I T E

O INSTITUTO NORTE-RIOGRANDENSE DE GENEALOGIA – INRG tem a satisfação de CONVIDAR os seus associados e pessoas interessadas para assistirem a reunião-palestra, que será realizada com a participação especial do historiador ANDERSON TAVARES, o qual abordará o tema: “Famílias Macaibenses”.
DATA/HORÁRIO: dia 15 de julho, às 19 horas.
LOCAL: Solar Bela Vista – Av.Câmara Cascudo (antiga Junqueira Aires) – Natal
Natal, 07 de julho de 2011.

ORMUZ BARBALHO SIMONETTI
Presidente

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Amigos!
Recebi do meu leitor e amigo ”Soares dos Anjos” este e-mail, que se caracteriza como dos mais verdadeiros que recebi.
Escandaliza-se com o mensalão, o dinheiro na cueca, a farra das passagens aéreas...

E é a mais pura verdade, isso que é o pior! Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário!

Colhemos o que plantamos! A mudança deve começar dentro de nós, nossas casas, nossos valores, nossas atitudes!
Vamos dar o bom exemplo! Espalhe essa idéia!

"Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos...."

Brasileiro reclama de quê?

O Brasileiro é assim:

A- Coloca nome em trabalho que não fez.
B- Coloca nome de colega que faltou em lista de presença.
C- Paga para alguém fazer seus trabalhos.
1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.
2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.
3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.
4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até dentadura.
5. - Fala no celular enquanto dirige.
6. - Usa o telefone da empresa onde trabalha para ligar para o celular dos amigos (me dá um toque que eu retorno...) - assim o amigo não gasta nada.
7. - Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.
8. - Para em filas duplas, triplas, em frente às escolas.
9. - Viola a lei do silêncio.
10. - Dirige após consumir bebida alcoólica.
11. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.
12. - Espalha churrasqueira, mesas, nas calçadas.
13. - Pega atestado médico sem estar doente, só para faltar ao trabalho.
14. - Faz "gato " de luz, de água e de tv a cabo.
15. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.
16. - Compra recibo para abater na declaração de renda para pagar menos imposto.
17. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.
18. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10, pede nota fiscal de 20.
19. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.
20. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.
21. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se
fosse pouco rodado.
22. - Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata.
23. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.
24. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.
25. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.
26. - Frequenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.
27. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos, como clipes, envelopes, canetas, lápis... como se isso não fosse roubo.
28. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.
29. - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.
30. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.
31. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.

E quer que os políticos sejam honestos....
Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo, ou não?
Brasileiro reclama de quê, afinal?

quinta-feira, 7 de julho de 2011


CNJ quer que Judiciário dê mais atenção à saúde

O Conselho Nacional de Justiça aprovou, na terça-feira (5/7), recomendação a todos os tribunais para que adotem medidas com vistas a subsidiar melhor os magistrados e demais operadores de Direito no estudo e julgamento de decisões relacionadas à saúde.
Desde o ano passado, por meio do Fórum da Saúde, o CNJ vem avaliando e monitorando as ações judiciais na área, sobretudo os setores que mais demandam ações na Justiça (em sua maior parte, pedidos relacionados ao Sistema Único de Saúde — SUS). Os dois primeiros levantamentos das ações judiciais de saúde constataram a existência de 241 mil processos em tramitação nos tribunais
A nova recomendação vem para complementar as ações do Conselho e, ao mesmo tempo, levar os tribunais a separarem as ações e contribuir com a avaliação e monitoramento das que tratam de planos e seguradoras. Na prática, o texto recomenda aos tribunais que celebrem convênios para oferecimento de apoio técnico aos magistrados, sem ônus para os tribunais, de médicos e farmacêuticos indicados pelos comitês executivos estaduais do Fórum da Saúde. Estes profissionais vão auxiliar os juízes e desembargadores na formação de um juízo de valor quanto à apreciação das questões clínicas apresentadas pelas partes, observando-se as peculiaridades regionais de cada caso.
Os juízes também serão orientados a, por meio das corregedorias de seus tribunais, oficiar (quando cabível e possível) à Agência Nacional de Saúde Suplementar, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, ao Conselho Federal de Medicina e ao Conselho Federal de Odontologia sobre os processos. O intuito é fazer com que tais entidades possam se manifestar sobre a matéria debatida dentro das suas atribuições e sobre obrigações regulamentares das operadoras, bem como medicamentos, materiais, órteses, próteses e tratamentos experimentais.
O CNJ recomendou, ainda, no mesmo documento, que a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) e as escolas de magistratura estaduais e federais promovam seminários para estudo e mobilização na área de saúde, de forma a propiciar maior discussão e entrosamento sobre a matéria. E que os conselhos gestores do Fórum da Saúde incluam, entre os seus integrantes, um representante de planos de saúde suplementar.
A recomendação entra em vigor assim que for publicada no diário eletrônico da Justiça — o que acontece nos próximos dias. A matéria foi relatada pelo conselheiro Milton Nobre, atual coordenador do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde, que tem como membros os conselheiros Marcelo Nobre e Nelson Tomaz Braga. Foi aprovada, por unanimidade, pelo plenário do CNJ. Com informações da Agência de Notícias do CNJ.
__________________
Colaboração de Alex Gurgel.

quarta-feira, 6 de julho de 2011


A bola, essa nossa inimiga
Everton Dantas
Novo Jornal, 1º de julho de 2011


Gasta-se muita energia com bola neste país. Todos os dias, o tempo inteiro, há alguém tratando do assunto. Na mídia não é diferente. É pior. São milhares de páginas de jornais e incontáveis minutos de TV e Rádio empregados exclusivamente para falar da bola que rola nesta terra. E é uma bola imensa. E está em todo canto. Corre faceira na rua, na chuva, na fazenda e também nas casinhas de sapê; sejam elas habitadas por parlamentares, administradores e/ou magistrados.
Mesmo quando não rola bola alguma, ela continua presente, onipresente; ditando a agenda de assuntos; alimentandos sonhos de crianças que sonham se tornar craques e de adultos que compõem uma verdadeira nação de pelés, manés, patos e gansos. Não fosse a bola e esse país todo dedicado a ela, talvez tivéssemos mais saúde e educação. Talvez houvesse mais pão, leite, açúcar e farinha no País. Talvez não se perdesse tanto.
Não fosse a bola teríamos mais tempo (levando em consideração o que o tempo realmente é) para cuidar, por exemplo, do planejamento urbano dessa cidade e torná-la (aprimorá-la) um espaço de causar inveja às outras cidades que onde a Copa vai baixar. Mas não.
Por causa da bola, estão preferindo estuprar Natal em obras e promover durante um longo período o surgimento de manhãs e tardes onde vai ser praticamente impossível manter a calma no tráfego desta cidade já empazinada de veículos.
Por causa da bola optou-se recentemente por gastar R$ 300 mil num seminário onde só se falou sobre a bola e os benefícios que ela trará á cidade. R$ 300 mil que incluíram gastos com publicidade num jornal que não figura no mesmo panteão no qual estão o Estadão, o Globo ou a Folha, veículos que justifi cam realmente
uma aplicação para divulgar um suposto destino turístico para o Brasil. A bola é tão forte que atraiu até Ricardo Teixeira a Natal.
Saravá. E é tão poderosa que os gastos com a Copa do Mundo 2014 no Brasil serão superiores ao total investido nas últimas três realizadas (Japão-Coréia, Alemanha e África do Sul).
O mais triste dessa história toda envolvendo a bola é que poucos realmente vão tocar nela; vão recebê-la; ter seus benefícios.
São pouquíssimos. Veja os craques da bola que temos.
São poucos que realmente levam. São só eles, suas famílias e alguns chegados. O restante apenas vai pagar. Pagar caro. Pagar e assistir.
E voltar para casa, num fi m de tarde de domingo, dentro de um ônibus lotado, embriagados, enganados, derrotados. E enquanto levarão horas para chegar às suas casas serão faustosamente driblados por carros luxuosos que – em sentido contrário (para a zona sul e além) – avançarão em direção à meta e, donos da bola que são, porão fim a mais uma goleada de muitos zeros.
Viva à bola, essa nossa amada inimiga.
A bola, essa nossa inimiga
Everton Dantas
Novo Jornal, 1º de julho de 2011


Gasta-se muita energia com bola neste país. Todos os dias, o tempo inteiro, há alguém tratando do assunto. Na mídia não é diferente. É pior. São milhares de páginas de jornais e incontáveis minutos de TV e Rádio empregados exclusivamente para falar da bola que rola nesta terra. E é uma bola imensa. E está em todo canto. Corre faceira na rua, na chuva, na fazenda e também nas casinhas de sapê; sejam elas habitadas por parlamentares, administradores e/ou magistrados.
Mesmo quando não rola bola alguma, ela continua presente, onipresente; ditando a agenda de assuntos; alimentandos sonhos de crianças que sonham se tornar craques e de adultos que compõem uma verdadeira nação de pelés, manés, patos e gansos. Não fosse a bola e esse país todo dedicado a ela, talvez tivéssemos mais saúde e educação. Talvez houvesse mais pão, leite, açúcar e farinha no País. Talvez não se perdesse tanto.
Não fosse a bola teríamos mais tempo (levando em consideração o que o tempo realmente é) para cuidar, por exemplo, do planejamento urbano dessa cidade e torná-la (aprimorá-la) um espaço de causar inveja às outras cidades que onde a Copa vai baixar. Mas não.
Por causa da bola, estão preferindo estuprar Natal em obras e promover durante um longo período o surgimento de manhãs e tardes onde vai ser praticamente impossível manter a calma no tráfego desta cidade já empazinada de veículos.
Por causa da bola optou-se recentemente por gastar R$ 300 mil num seminário onde só se falou sobre a bola e os benefícios que ela trará á cidade. R$ 300 mil que incluíram gastos com publicidade num jornal que não figura no mesmo panteão no qual estão o Estadão, o Globo ou a Folha, veículos que justifi cam realmente
uma aplicação para divulgar um suposto destino turístico para o Brasil. A bola é tão forte que atraiu até Ricardo Teixeira a Natal.
Saravá. E é tão poderosa que os gastos com a Copa do Mundo 2014 no Brasil serão superiores ao total investido nas últimas três realizadas (Japão-Coréia, Alemanha e África do Sul).
O mais triste dessa história toda envolvendo a bola é que poucos realmente vão tocar nela; vão recebê-la; ter seus benefícios.
São pouquíssimos. Veja os craques da bola que temos.
São poucos que realmente levam. São só eles, suas famílias e alguns chegados. O restante apenas vai pagar. Pagar caro. Pagar e assistir.
E voltar para casa, num fi m de tarde de domingo, dentro de um ônibus lotado, embriagados, enganados, derrotados. E enquanto levarão horas para chegar às suas casas serão faustosamente driblados por carros luxuosos que – em sentido contrário (para a zona sul e além) – avançarão em direção à meta e, donos da bola que são, porão fi m a mais uma goleada de muitos zeros.
Viva à bola, essa nossa amada inimiga.

terça-feira, 5 de julho de 2011

TRÊS ASSUNTOS DIVULGADOS NO CADERNO "MUITO", DO JORNAL O POTI DO DIA 3 DE JULHO CORRENTE, CUJA EDITORA É ADRIANA AMORIM

Modernidade sem memória
Estudiosos defendem que Natal deveria unir desenvolvimento ao respeito com seu patrimônio arquitetônico
Sérgio Vilar // sergiovilar.rn@dabr.com.br

O diálogo entre o velho e o novo foi marcado por desavenças ao longo da história. Quando a vivacidade do progresso brilha sobre as cores desbotadas da tradição, a sensação é de desenvolvimento, evolução. E na esteira dessas transformações, a identidade cultural construída junto a cada tijolo colocado na edificação se desmorona para ceder lugar a uma nova vida, sem personalidade ou memória. Nas últimas décadas Natal tem destruído sua história. E o obituário da arquitetura moderna da cidade está em vias de registrar mais um "arquiticídio": a demolição do estádio João Cláudio de Vasconcelos Machado, o Machadão.

Demolição do Machadão seria um exemplo do desprezo da cidade para com a arquitetura moderna Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press
Natal segue o exemplo de metrópoles espalhadas pelo mundo Ocidental. Nelas, o caos urbano impera: concentração demográfica, congestionamentos, poluição sonora e visual... Se há peculiaridade na chamada Aldeia de Poti, é a característica de cidade em desenvolvimento. Ou seja: ao contrário das metrópoles onde o "progresso" se instalou sem aviso prévio, ainda há tempopara planejar Natal. Mas a inércia, incompetência ou desapego cultural do poder público tem virado as costas para esse planejamento. É o que apontam alguns dos principais arquitetos da cidade. E um exemplo é o histórico e atual desleixo com seu patrimônio material.

O desafio imposto a Natal é unir o desenvolvimento sustentável ao respeito com seu patrimônio arquitetônico. Este é o mote de artigo escrito pelos professores Maisa Veloso, Natália Miranda Vieira e Marizo Vitor Pereira, intitulado Crônica de uma morte anunciada: Arquitetura moderna em Natal x Copa de 2014. No trabalho, eles frisam: "Preservar o patrimônio arquitetônico não significa congelá-lo, transformá-lo em coisa imutável. Nem tão pouco exercitar 'meia preservação', acarretando prejuízo para a proposta arquitetônica original, em nome de uma pretensa requalificação". Não é o que se tem visto nas últimas décadas.

Os professores - todos eles membros do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFRN e do programa de pós-gradução - comentam que o acervo natalense da arquitetura moderna começa a surgir na década de 1950 influenciado pela "Escola Pernambucana" e de influências externas, a exemplo da "Escola Carioca". "Nesse cenário, destacam-se os arquitetos potiguares Ubirajara Galvão, Daniel Hollanda e Raimundo Gomes, formados pela UFPE; João Maurício Fernandes de Miranda e Moacyr Gomes, formados pela Faculdade Nacional de Arquitetura, então Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro". Mas a obra desses arquitetos, em maioria, foi demolida, desfigurada ou está abandonada.

Sociedade sem voz

O Machadão hoje é considerado descartável pelo governo, sem discussão sobre sua importância simbólica e patrimonial. Em seu lugar será construído um complexo multiuso, contendo uma nova arena esportiva. Na versão inicial, estavam incluídos hotéis, teatro, estacionamentos subterrâneos, prédios comerciais, shopping center e os centros administrativos do governo do Estado e da Prefeitura de Natal.

Como afirma a tese dos professores da UFRN, "o caso do Machadão é apenasum exemplo dentre muitas outras mortes que não foram sequer anunciadas, ou apenas comunicadas em breves 'notas de falecimento', em rodapés de um novo texto que está sendo escrito, de uma cidade historicamente ansiosa pelo novo e pela novidade".

E pergunta, após decisão de que não seria possível realizar a adaptação do estádio para a Copa. "Mas, como se chegou a esta decisão? Qual o seu fundamento? Que aspectos foram considerados? Que atores sociais foram consultados para uma tomada de decisão tão séria como esta?".

Arquitetura abandonada

A história é um livro aberto. E no capítulo de Natal, algumas folhas têm sido arrancadas, destruídas. O arquiteto Haroldo Maranhão aponta total desprezo na cidade. "Basta comparar com capitais vizinhas. Mesmo Fortaleza, mais jovem, preserva seu centro histórico. Recife, nem se fala. Aqui, a todo momento arrancamos a lembrança marcada em nosso álbum de família". E cita a má conservação dos prédios tombados ou mesmo os sem legislação que assegurem sua integridade.

"Falta política de preservação. A primeira intervação se deu na Rua Chile, em 1995. Depois voltou o abandono. Em 1999 a prefeitura promoveu concurso para revitalização da praça André de Albuquerque. E veja hoje como está. É preciso inserir na agenda da cidade a questão ambiental e cultural. Extinguir o conflito entre capital financeiro e capital cultural. Progresso é a harmonia entre desenvolvimento econômico, cultural e social", ressaltou.

Para ele, falta incentivo aos proprietários de prédios tombados, já que a edificação se desvaloriza pela proibição de reformas radicais, a exemplo da demolição para construção de espigões. Cita o prédio do antigo Arpege, cujo teto desabou pelo abandono. "A história não é só o que foi feito há séculos. A arquitetura moderna vem sendo destruída ou descaracterizada", alerta.


Muito
Edição de domingo, 3 de julho de 2011

"Natal tem mania de construir em cima do já feito"


pSuperintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jeanne Nesi disse enfrentar dficuldades para conservar prédios tombados no bairro da Ribeira e Cidade Alta. "Proprietários são responsáveis pela conservação. Muitos estão abandonados e a fiscalização do Iphan não consegue encontrar os donos para um diálogo amistoso. O prédio do Arpege é um exemplo. Partiremos pra ação judicial".

Não é o caso de outras áreas da cidade, a exemplo de Tirol e Petrópolis, repletos de prédios da arquitetura moderna, sem tombamento e passíveis de demolição. "Em São Paulo também é assim: casarões históricos dão lugar a espigões. Na Europa antiga se preserva; há sentimento preservacionista, iniciado com a Revolução Francesa, quando o povo tomou os monumentos do clero e preservaram. Surgiu ali o tombamento".

Em relação ao Machadão, o Iphan nada pode fazer a respeito. "Os estádios Machadão e Machadinho estão fora da área de tombamento do Iphan, assim como a maioria dos prédios de arquitetura moderna da cidade", comentou, Jeanne Nesi, nora de Humberto Nesi, nome do chamado Machadinho. "É um desrespeito. Lamento essas demolições, sem respeito ao patrimônio e a seus criadores, sem qualquer compensação".

Jeanne Nesi ressalta que falo como cidadã e arquiteta. "É uma cultura nossa. Natal tem mania de construir sobre o já feito. O projeto em Recife é de um estádio novo, belíssimo, mais afastado da cidade e sem mexer nos três estádios tradicionais. Não falta espaço nos arredores de Natal. O entorno do novo aeroporto de São Gonçalo do Amarante seria uma ideia", sugere.

AMARGURA

Precursor da arquitetura moderna em Natal, Moacyr Gomes vive hoje amargurado aos 84 anos. Desistiu das entrevistas à imprensa que só o procurou após sacramentada a demolição da sua "menina dos olhos" e lhe renegou atenção quando alertou para o "arquiticídio" da ação quando o assunto começava a ser discutido, há três anos. "O Brasil está sendo assaltado pela Fifa, como foi feito na África do Sul. E a Assembleia Legislativa ainda dará título decidadão potiguar ao gangster Ricardo Teixeira (presidente da CBF). Não vi legado em 16 copas que aconteceram. Mas meu esforço é inútil. Não vou mais me expor ao ridículo para riso alheio".

Para Moacyr Gomes, o Machadão é consequência de uma série de equívocos vividos há 20 anos na cidade. O "massacre" provocado pelo mercado imobiliário tem como carro-chefe espigões construídos sem planejamento urbano ou respeito aos bens culturais. "Hoje somos uma cidade ingovernável. Quero viver bastante para ver esse milagre de mobilidade urbana. Hoje às 9 horas não se passa pelas principais avenidas, todas congestionadas. Natal será uma cidade infernal como Saão Paulo, Recife, porque a cidade não se planejou. Não tem mais jeito. Infelizmente o natalense não tem bairrismo, não ama sua cidade. Que sobre a Fortaleza dos Reis Magos".

A solução apontada pelo arquiteto para evitar a verticalização exacerbada encontrada em cidades do mundo com mais de 400 mil habitantes seria dotar as cidades vizinhas de melhor estrutura para atrair o cidadão e evitar a concentração urbana em pequenos espaços e bairros antigos. "Foi o que aconteceu em Petrópolis e Tirol. Já chegou em Lagoa Nova e está indo para Neópolis". E aponta: "No meu tempo de menino, Natal tinha 25 a 30 mil pessoas. Hoje está perto de 1 milhão. Temos prédios enormes, com densidade demográfica exagerada, sem qualidade de vida".

Entrevista >> Demétrio Torres

Demétrio Torres preferiu omitir opiniões e encerrar o assunto quando o tema da importância do patrimônio cultural para a cidade foi abordado. Ainda assim, confessou o motivo para a demolição do Machadão: aspectos técnicos, sem consulta à sociedade ou consideração pelo patrimônio cultural àquele que já foi considerado o "poema de concreto" da cidade. O diretor do Departamento de Estradas e Rodagens (DER) acumula também a função de secretário da Copa no novo governo estadual, desde 1º de janeiro. Também participou da atual gestão municipal como secretário de Obras e Viação. Tem longo currículo na área da engenharia e na administração pública.

Quais aspectos foram considerados para decidir-se pela demolição do Machadão?

Todos os aspectos foram técnicos: a localização (região central da cidade onde passam 70% das linhas de transporte), a fácil acesso ao aeroporto, aos hoteis, à rede hospitalar de alta complexidade.

A cidade perde parte de sua memória cultural com essa decisão?

Como é uma obra ultrapassada se comparada aos grandes estádios do mundo, penso que o Machadão já cumpriu seu papel.

Quais atores sociais foram consultados para esta decisão?

Olha, a opção foi feita no ano passado. Assumimos o governo e já não cabia mais esse tipo de discussão (a reportagem não conseguiu contato com o primeiro secretário da Copa, Fernando Fernandes).

Qual seria a opinião do senhor se ainda coubesse?
Minha opinião pessoal não vale de nada. A obra já está em andamento.
Se outro patrimônio da arquitetura moderna, a exemplo do prédio do DER, estivesse passível de demolição, o senhor seria a favor?
Como é, homem? Você não disse que o assunto seria o Machadão?
Disse que o tema seria a arquitetura moderna de Natal e o Machadão seria um exemplo.
Bom, pra mim o assunto está encerrado.

Saiba mais
Arquitetura moderna surgida na década de 50 em Natal
l Faculdade de Odontologia
2 Terminal Rodoviário Presidente Kennedy
3 Clube da Assem
4 Edifício Sede do Tribunal Regional Eleitoral
5 Sede do América Futebol Clube
6 Edifício do INSS/Ribeira

Arquitetura moderna surgida na década de 70 em Natal
l Hospital Geral e Pronto Socorro (atual Walfredo Gurgel)
2 Estádio Machadão
3 Edifício da Cosern
4 Capela do Campus Central da UFRN
5 Catedral Metropolitana de Natal
6 AABB

Patrimônio arquitetônico moderno demolido
l Sede do ABC Futebol Clube
2 Hotel Tirol

Patrimônio abandonado ou desfigurado
l Hotel Reis Magos
2 Edifício Sede do Saneamento
3 Cine Nordeste
4 Cinema Rio Grande

segunda-feira, 4 de julho de 2011


Explicações que faltam
QUE VENHA A COPA E COM ELA
AS EXPLICAÇÕES QUE FALTAM
Albimar Furtado
Novo Jornal, 1º de julho de 2011


A PARTICIPAÇÃO DE Natal como uma das
sedes da Copa do Mundo de 2014 tem
rendido muitos comentários, opiniões,
artigos, discursos pessimistas e otimistas.
Entre os prós, o argumento mais eloqüente
é o de que a cidade receberá um
grande legado, que passado o evento a
capital não será mais a mesma pelo tanto
de investimento que receberá, em especial
nos projetos destinados à mobilidade
urbana. Pode ser. Mas muita coisa
ainda precisa de uma boa explicação, até
mesmo para deixar de ser mistério distante
das pessoas às quais serão destinados
os benefícios anunciados e louvados.
Há uma discussão, certamente a
maior delas, mesmo já vencida. É a derrubada
do Machadão. Virá um estádio
novo e é bom que chegue, que seja um
novo equipamento para servir à cidade e
ao cidadão. Mas o que a população não
entendeu ainda é porque para construilo
se exige a derrubada do outro. Quer dizer,
dinheiro gasto, e muito, para destruir
um e mais investimento para construir o
outro. América, Alecrim e os demais times
de futebol do Estado terão dinheiro
para bancar seus jogos na futura arena?
No Machadão, tinham. E por que não
construir o novo em outra área, abrindo
alternativas de tráfego, arejando a cidade,
criando um novo polo urbano? Simplesmente
porque a Fifa disse que deveria ser
ali e, obedientes, aceitamos? Se aquele lugar
é imprescindível , que sejam dadas as
razões, se existirem.
Isso não fi cou bem explicado e sem a
justifi cativa convincente, vem a reação.
Não é só a derrubada de um bem público
que se questiona, mas também o custo
que isso signifi ca. Não se é contra a construção
de um novo monumento, mas a
solução única apontada: um tem que
morrer para nascer o outro.
E os tais projetos de mobilidade urbana
como serão, como estão? Evidente que
os carros, ônibus, caminhões terão seus
espaços garantidos e planejados. Existirão
áreas para as ciclovias? Esta é uma preocupação
mundial e em se tratando de Brasil
nós já somos um dos cinco maiores
produtores de bicicletas. Já é grande o contingente
de pessoas que usam esse meio
de transporte para ir ao trabalho e escolas,
apesar da pouca preocupação em destinar
a ele o espaço devido. O momento é oportuno,
se investimentos vão existir, para se
trocar as brincadeiras de fi nais de semana
em vias feitas para carros, por ciclovias.
Em nosso trânsito, hoje, usar bicicletas é
correr risco de morte.
Movimentos de defensores desses
projetos já existem, mas ainda são tímidos.
Prefeitos anunciaram projetos mas
deles nunca passaram das intenções. Nas
campanhas eleitorais o assunto sempre
aparece, mas têm a data para sair dos
discursos: o dia da eleição. O tema Copa
do Mundo pode trazer a questão de volta.
E nessa levada que também venham
as explicações, que são muitas e que, da
mesma forma que se quer para as licitações
do mesmo evento, ainda permanecem
em segredo. Pelo menos para nós,
que estamos na planície.

domingo, 3 de julho de 2011


FONTE: Fottus.com - Fotos e imagens. Por Rafael Henrique(INTERNET)


OUTROS POETAS POTIGUARES

cachalote

(Foto de MANUEL FERNANDES)






contra o dia
se jogou.
maremotos,
barco cheio
e avarias.
sem alvíssaras,
rota bandeira,
bússolas loucas,
arpões armados.
a chuva intensa,
tempestade,
brutas ordens,
travessia.
– capitão, capitão,
nada ainda da baleia branca!
– diga-me, então, imediato:
que nome darei ao meu ódio
que manca?
_________
Lívio Oliveira (Blog o Teorema da Feira)

ROBERTO NOIR-Professor; Filósofo; Poeta
Natal/Rio Grande do Norte, apresentado por Ceicinha Câmara (Notícias da Lusofonia), oferece algumas quadras da sua poética:

AMANHÃ:
Tornar-me-ei um ser deveras silente
Como se fosse uma suave brisa
Que não se vê, apenas se sente
E que todas as dores suaviza!

A DÚVIDA SOBRE O JARDIM
Em meu jardim de rosas
Nasceu uma flor estranha e bela
Não sei como ela ali surgiu:
A semente foi minha ou dela?

Jamais
Tua pálida tez reflete o brilho lunar
Assim como teus níveos cabelos
Meus dedos desejam tanto tê-los
Mas deste feito nunca irei me orgulhar!

SOLUÇÃO
Sabes por que entreguei-me à anorexia?
Devido ao teu vício de me devorar!
Assim quando novamente sentires anemia
Apenas encontrarás um esqueleto a te observar!

LEVEZA
Meus passos estão mais leves
Pois muito eu já sofri
Meu corpo está muito mais leve
Pois várias vezes eu já morri

SAFO
Estou fraca e ocupada
Escrevendo para minha amada
Encontro-me muito debilitada
Por algo que é...NADA!


A EXPRESSÃO POÉTICA DO PROFESSOR FRANCISCO CÂNDIDO



HOMENAGEM AO MEU PAI
Zé Milanês: o poeta cidadão*

Na cantoria de vida e viola,
Em noite de lua e madrugada
O poeta motivado não amola,
Nem entorta o ritmo da toada.

Lá fora o canto da passarada
Que em sinfonia, ninava a noite
Nos porões o estalar de açoite
E o canto afinado da rapaziada:

Vai-se um amor e vem outro
A andorinha só não faz verão
Não quero ser como pau torto
Vem e te dou meu coração!

Só o amor à cultura prevalecia
Havia comunhão entre amigos
E o cantador com maestria,
Louvava Dona Flor e seus maridos.

Cantava a dor e a esperança
No raiar de um novo tempo
Feito de justiça e de bonança,
Não podia ser jogado ao vento.

Idealizava um novo mundo
Onde não houvesse exploração.
A amizade fosse um bem profundo
E em tudo prevalecesse à união.

A saúde, o pão e a educação
Seria direito básico e não favor
Assegurados a toda população
Sem discriminação de religião e cor

Era conhecido como Zé Milanês,
Sindicalista e poeta popular,
Um homem de indiscutível altivez
Só queria aos trabalhadores ajudar.

Tive a honra de conhecê-lo, um dia
Numa noite de animada cantoria
O Pé de Serra se enchia de alegria
Ao som da viola, o povo sorria.

Deixou um grande legado
De coragem, justiça e lealdade.
Deixo aqui o amor poematizado
Por uma questão de fraternidade.

Versejo abraçado a minha terra,
Celebrando os caminhos da vida
Que às vezes a terra seca aterra
Ao lado do sagrado berço da lida.

Seu coração guardava segredos
De vida e viola, gado e gente
Desenrolando, dá mil enredos
De um conto ao descontente.

Sinto prazer em observar e cantar
As belezas raras do Nordeste
Só a zabumba me faz rebolar,
Sendo um valente cabra da peste.

* Poeta e líder sindical, barbaramente assinado, na cidade de Currais Novos (RN), em função de sua luta em defesa dos trabalhadores rurais.
¬_________________________
Do blog de GERALDA EFIGÊNIA

sábado, 2 de julho de 2011

Essa é a pura verdade....


Jô Soares

O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
Se É jovem, não tem experiência.
Se É velho, está superado.
Se Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Se Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.
Se Fala em voz alta, vive gritando.
Se Fala em tom normal, ninguém escuta.
Se Não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Se Precisa faltar, é um 'turista'.
Se Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Se Não conversa, é um desligado.
Se Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Se Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Se Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Se Não brinca com a turma, é um chato.
Se Chama a atenção, é um grosso.
Se Não chama a atenção, não sabe se impor.
Se A prova é longa, não dá tempo.
Se A prova é curta, tira as chances do aluno.
Se Escreve muito, não explica.
Se Explica muito, o caderno não tem nada.
Se Fala corretamente, ninguém entende.
Se Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.
Se Exige, é rude.
Se Elogia, é debochado.
Se O aluno é reprovado, é perseguição.
Se O aluno é aprovado, deu 'mole'.

É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!


ATUALIZA AI ... ESTAMOS EM 2011, NADA MUDOU !!




Esta é para ser repassada mesmo.


_____________________
Colaboração do Dr. Ricardo da Câmara Guedes

sexta-feira, 1 de julho de 2011


HOJE - HOJE - HOJE - HOJE - 10 HORAS

quinta-feira, 30 de junho de 2011


PALAVRA DE UM HOMEM, REALMENTE DE BEM.

A Copa precisa de seriedade

Caro Roberto,

Por meio do seu jornal é que tomo conhecimento dos absurdos que antecedem a Copa/Brasil/Natal/2014. Moacyr, um pouco mais moço que eu, sofre mais, pois pariu a beleza do “Castelão/Machadão”. Talvez sejamos um dos que, não mais estarão por aqui, para viver e sofrer a dor dos que amam nossa cidade.

Lamento pelos honestos, que têm espaço nos meios de comunicação (jornal, radio e Tv) para informar e formar opiniões, nada tenham dito sobre entrevista do PAPA da Federação, e que, pelo que se soube (Blog Aldeia Poty), nada viu, nem nada disse de concreto; saindo sempre pela tangente, com respostas evasivas, repetindo o mesmo texto decorado aos “falsos” entusiastas, embriagados pela promessa da Copa, de onde, hão de sacar uma “grana preta” pois se dizem agora ardentes fãs do futebol.

O “homi” disse, que dinheiro tem, e melhor ainda, sem licitação!

Ninguém ‘tá doido prá deixá passá um “bonde” como esse! Vamo torcê, irmão!!!"

O povo crédulo, o grande público que ama e respeita o futebol, ignora (não é desaforo, ignorar é não se aperceber do uso da má fé) e só toma conhecimento das meias verdades divulgadas pela “midia duvidosa”, devidamente cooptada, repetindo a mesma lição da Confederação Brasileira, irresponsavel, mentirosa, mas “consistente”.

Ao final, vão restar: o estado endividado, orçamento estourado, funcionalismo sem dinheiro, aeroporto sem estação de passageiros, vias urbanas inacabadas, criminosos sem cadeia, policia sem arma, ruas esburacadas conturbando o trânsito de pedestres e veículos, impedindo até o acesso aos hospitais que, praticamente não existem, fuga de turistas... mas lá estarão, o Machadão derrubado, o povo enganado e a nova Arena, ainda um sonho inacabado...

Desejo firmemente, que nada seja assim!!!

Abraços.

PS: Os municípios estão crentes que restará algum para eles, pois o “falso discurso” é forte e abrangente, pois estamos num Brasil “politicamente correto”.

Eudes Caldas Moura.
_______________________
FONTE: Jornal Virtual de Roberto Guedes

quarta-feira, 29 de junho de 2011


A ACLA EXISTE DE DIREITO.


















A ACADEMIA CEARAMIRINENSE DE LETRAS E ARTES,FOI DEVIDAMENTE REGISTRADA EM CARTÓRIO, DIA 27-06-2011, NO 3° OFÍCIO DE NOTAS, EM CEARÁ MIRIM/RN.

terça-feira, 28 de junho de 2011

(foto:noticiasmx.terra.com.mx)

VERGONHA QUE NÃO TENHO DE SER NORDESTINA
Sheila Raposo - Jornalista


Cultivado entre os cascalhos do chão seco e as cercas de aveloz que se perdem no horizonte, cresceu, forte e robusto, o meu orgulho de pertencer a esse pedaço de terra chamado Nordeste.
Sou nordestina. Nasci e me criei no coração do Cariri paraibano, correndo de boi brabo, brincando com boneca de pano, comendo goiaba do pé e despertando com o primeiro canto do galo para, ainda com os olhos tapados de remela, desabar pro curral e esperar pacientemente, o vaqueiro encher o meu copo de leite, morninho e espumante, direto das tetas da vaca para o meu bucho.
Sou nordestina. Falo oxente, vôte e danou-se. Vige, credo, Jesus-Maria e José! Proseio com minha língua ligeira, que engole silabas e atropela a ortoépia das palavras. O meu falar é o mais fiel retrato. Os amigos acham até engraçado e dizem sempre que eu “saí do mato, mas o mato não saiu de mim”. Não saiu mesmo! E olhe: acho que não vai sair é nunca!
Sou nordestina. Lambo os beiços quando me deparo com uma mesa farta, atarracada de comida. Pirão, arroz-de-festa, galinha de capoeira, feijão de arranca com toucinho, buchada, carne de sol... E mais uma ruma de comida boa, daquela que, quando a gente termina de engolir, o suor já está pingando pelos quatro cantos. E depois ainda me sirvo de um bom pedaço de rapadura ou uma cumbuca de doce de mamão, que é pra adoçar a língua. E no outro dia, de manhãzinha, me esbaldo na coalhada, no cuscuz, na tapioca, no queijo de coalho, no bolo de mandioca, na tigela de umbuzada, na orêa de pau com café torrado em casa!
Sou nordestina. Choro quando escuto a voz de Luiz Gonzaga ecoar no teatro de minhas memórias. De suas músicas guardo as mais belas recordações. As paisagens, os bichos, os personagens, a fé e a indignação com que ele costurava as suas cantigas e que também são minhas. Também estavam (e estão) presentes em todos os meus momentos, pois foi em sua obra que se firmou a minha identidade cultural.
Sou nordestina. Me emociono quando assisto a uma procissão e observo aqueles rostos sofridos, curtidos de sol do meu povo. Tudo é belo neste ritual. A ladainha, o cheiro de incenso. Os pés descalços, o véu sobre a cabeça, o terço entre os dedos. O som dos sinos repicando na torre da igreja. A grandeza de uma fé que não se abala.
Sou nordestina. Gosto de me lascar numa farra boa, ao som do xote ou do baião. Sacolejo e me pergunto: pra quê mais instrumento nesse grupo além da sanfona, do triangulo e da zabumba? No máximo, um pandeiro ou uma rabeca. Mas dançar ao som desse trio é bom demais. E fico nesse rela-bucho até o dia amanhecer, sem ver o tempo passar e tampouco sentir os quartos se arriando, as canelas se tremelicando, o espinhaço se quebrando e os pés se queimando em brasa. Ô negócio bom!
Sou nordestina. Admiro e me emociono com a minha arte, com o improviso do poeta popular, com a beleza da banda de pífanos, com o colorido do pastoril, com a pegada forte do côco-de-roda, com a alegria da quadrilha junina. O artista nordestino é um herói, e nos cordéis do tempo se registra a sua história.
Sou nordestina. E não existe música mais bonita para meus ouvidos do que a tocada por São Pedro, quando ele se invoca e mete a mãozona nas zabumbas lá do céu, fazendo uma trovoada bonita que se alastra pelo Sertão, clareando o mundo e inundando de esperança o coração do matuto. A chuva é bendita.
Sou nordestina. Sou apaixonada pela minha terra, pela minha cultura, pelos meus costumes, pela minha arte, pela minha gente. Só não sou apaixonada por uma pequena parcela dessa mesma gente que se enche de poderes e promete resolver os problemas de seu povo, mentindo, enganando, ludibriando, apostando no analfabetismo de quem lhe pôs no poder, tirando proveito da seca e da miséria para continuar enchendo os próprios bolsos de dinheiro.
Mas, apesar de tudo, eu ainda sou nordestina, e tenho orgulho disso. Não me envergonho da minha história, não disfarço o meu sotaque, não escondo as minhas origens. Eu sou tudo o que escrevi, sou a dor e a alegria dessa terra. E tenho pena, muita pena, dos tantos nordestinos que vejo por aí, imitando chiados e fechando vogais, envergonhados de sua nordestinidade. Para eles, ofereço estas linhas.

segunda-feira, 27 de junho de 2011



AMÉRICA FUTEBOL CLUBE (reparação histórica necessária)

Carlos Roberto de Miranda Gomes – Membro Honorário Vitalício da OAB/RN, e integrante do IHGRN, AML,INRG, ALEJURN, AMINN, UBE/RN e FINSC

Em atenção a notícias divulgadas por Everaldo Lopes, em sua coluna “Apito Final” de a Tribuna do Norte, edição de 26/6/2011, volto a apresentar uma reparação histórica necessária sobre os fatos ali narrados.
Para deslindar essa controvérsia buscamos a generosidade dos amigos Manuel Fagundes e Jairo Procópio, onde tive acesso aos documentos referentes à compra do terreno onde o América Futebol Clube ergueu a sua sede, pesquisa realizada em 2006.
O propósito dessa tarefa foi decorrente de publicamente constar que dito imóvel da Rodrigues Alves nº 950, bairro do Tirol, naquele tempo considerado como do Quarteirão da Av. Campos Sales, bairro de Cidade Nova, teria sido doação do meu pai, José Gomes da Costa, que foi presidente da agremiação em dois períodos, iniciados, respectivamente, em 08 de abril de 1929 e 10 de maio de 1939, conforme inúmeros artigos e livros sobre o fato e que haveria uma cláusula que impediria a sua alienação, exatamente no período da aquisição do imóvel.
A verdade, no entanto, pode ser atestada pelos documentos legais registrados, que consta ter sido dito terreno adquirido ao Governo do Rio Grande do Norte pela quantia de nove contos de réis, conforme autorização feita pelo Ofício 368, datado de 21 de maio de 1929, expedido pelo Palácio da Presidência, tendo sido objeto de escritura pública lavrada no livro 134, fls. 36 a 38, em 02 de junho daquele ano, no Cartório de Notas do tabelião Miguel Leandro, hoje pertencente ao acervo do 1º Ofício de Notas desta Capital, com a escritura assinada, em nome do América, pelo Tenente Júlio Perouse Pontes, Vice-Presidente, em exercício, e pelo Governo do Estado o Procurador Fiscal do Departamento da Fazenda e do Tesouro Doutor Bellarmino Lemos, objeto da Carta de Aforamento nº 429, da Municipalidade de Natal, medindo uma área de 15.100 m2.
Como testemunhas assinaram Orestes Silva e Omar Lopes Cardoso, perante o escrivão substituto Crispim Leandro, tendo sido efetuado o pagamento em moeda corrente e o Imposto de Transmissão pago em 26 de junho de 1929 ao Dr. Aldo Fernandes, Administrador e Sr. F. Pignataro, Tesoureiro, sendo registrado no Livro “3-C”, de Transcrição das Transmissões, sob o nº 24, fl. 61v. s 62, presentemente do acervo do 3º Ofício de Notas, com o nº de matrícula 828.
Com estes registros, podemos concluir que são verdadeiros os relatos de Luiz G.M. Bezerra, no artigo do jornal “O Potiguar” nº 42 (março/abril/2005) de que o terreno fora adquirido com a ajuda de abnegados como Orestes Silva, José Gomes da Costa e Júlio Perouse Pontes e outros, sendo acrescido o nome de Omar Lopes Cardoso no livro de Everaldo Lopes “Da bola de pito ao apito Final”, p. 40. Não sei o motivo de o referido jornalista insistir em omitir o nome do meu pai José Gomes da Costa, como um desses abnegados.
O referido jornalista, na página 42 de sua obra, afirma que “o clube nunca promoveu qualquer solenidade destinada a dar nome a sua praça de esportes”. Contudo, devo lembrar que o América homenageou os seus associados como beneméritos e inaugurou duas quadras de tênis, ao lado da sede velha da Rua Maxaranguape, com os nomes de José Gomes da Costa e Orestes Silva, onde hoje está construído um edifício.
Assim, o fato da “doação” realmente aconteceu, não por ato cartorário, mas quando os abnegados americanos perdoaram a dívida ao América, destruindo as promissórias que garantiam o dinheiro emprestado para a aquisição do terreno.
Vale adiantar, que não existe nos registros pesquisados nenhuma cláusula restritiva à alienação daquele imóvel, como se pensava, daí o fato de parte dele ter sido negociada, outra parte onerada. O que sabemos é que a legislação daquele tempo, como acontecia em outros Estados, devia conter determinação de vedação de modificação do objeto do negócio jurídico, uma vez que bens de propriedade pública só poderiam ser alienados com autorização legislativa e para um fim específico. No caso do América, para um fim social.

domingo, 26 de junho de 2011


"...Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida.
À sombra de uma cruz, e encrevam nela:
-Foi poeta - sonhou - e amou na vida."
(ÁLVARES DE AZEVEDO)


AMIGOS POETAS


O QUE DIZER DAS SAUDADES...
Jansen Leiros

“É porque existem sementeiras de ternuras,
plantadas em nós. Pedacinhos de coisas boas,
que talvez não tenham ficado muito tempo, mas
o suficiente para deixar um rastro, uma sombra,
uma marca, um perfume.”

O que dizer das saudades, apertando o coração?
É sentir falta de amor, de carinho e de uma mão!
É sentir falta de alguém, ombro a ombro, lado a lado,
É sentir uma distância, de quem é no peito, amado!

É ausência de ternura, de carícias, dos afagos,
É senti-los como sombras, que ficaram no passado.
É ter sim, a consciência de que algo se afastou,
Envolvendo em nostalgia o “feelling” que se esgotou.

Mas, quando ela acontece, nós podemos superar,
Trazendo toda lembrança que nos pode apascentar
Na forma de um passarinho com seu belo gorjear

Nas cores da LUZ divina, do prisma a inebriar
Envolvendo o violeta, transmutante a elevar,
A tocha do AMOR divino, no pálio do AVATAR

* - Por envolvimento e inspiração de Vespasiano


NOS ENCONTRAMOS, NESTA VIDA, UM DIA…
E, CERTAMENTE, ASSIM, EM OUTRA VIDAS.
(décima em decassílabos)
Wellington Leiros

Eu caminhava, então, despreocupado,
Sem nada a despertar-me os sentimentos,
Sem me quedar, sequer, por uns momentos,
Pois que suave, sempre, era o meu fado.
Mas certo dia, algo do passado,
Lembrou-me a existência de outras lidas:
Um grande amor, por trilhas revividas,
Nos trouxe paz... nos deu grande alegria,
NOS ENCONTRAMOS, NESTA VIDA, UM DIA...
E, CERTAMENTE, ASSIM, EM OUTRA VIDAS.


BALADA VINDA DE LONGE
Ciro José Tavares

“Sombras! Foi este o momento em que vos despedistes
e, sobre a orla dos vossos vestidos, não desceu o meu pranto.”
John Keats, Ode à Indolência

Recolhe, guarda no mistério do teu colo
o que restou da vida plátano frondoso
de raízes há cinco mil anos no espírito,
adormecido sob suaves sombras projetadas.
Escuta, dádiva eurasiana, os oratórios
recitados pelo coro das sarcedotisas,
e assiste as sensuais evoluções de dançarinas ao redor.
Reis submetidos à beleza dos teus galhos
acostam os corpos na doçura do teu tronco,
sonham como deitados estivessem num seio de mulher.
Ninguém sabe plátano, de tua idade secular,
do tempo da semeadura e resistência à messe,
qual a sagrada estrela que te viu brotar,
qual cometa em fogo que te conduziu ao planeta azul
através de infinitas veredas do espaço.