VARIAÇÕES DE BACH
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Presença ainda viva
07 de Novembro de 2012 TN Colunas
http://www.tribunadonorte.com.br/coluna.php?id=2004&art=236025
http://www.tribunadonorte.com.br/coluna.php?id=2004&art=236025
Ticiano Duarte - jornalista
O Rio Grande do Norte comemorou este ano o centenário de nascimento do advogado, professor, jornalista, escritor, líder católico, Otto de Brito Guerra. Não pude comparecer às homenagens que lhe foram prestadas, mas, não poderia deixar de externar minha palavra de solidariedade à família e de admiração e respeito à vida de um homem que dignificou sua terra e seu povo.
A cidade de Natal sempre lhe reconheceu o idealismo, a lisura, a fé, o empreendedorismo, uma vida dedicada às obra sociais, católicas e leigas, ao seu trabalho de ajuda e fundação a inúmeras entidades tradicionais, elaborando seus estatutos e auxiliando nas suas primeiras administrações. Participante do movimento mariano, sob a chefia da grande figura de Ulisses de Góes; da Ação Católica, da qual foi presidente; do movimento Familiar Cristão; do Cursilho de Cristandade.
Como jornalista escreveu para muitos jornais e revistas e foi um baluarte na sustentação do jornal católico, “A Ordem”. Como advogado era realmente um defensor dos remediados, pobres e desassistidos, como confessou certa feita, em discurso que pronunciou na Câmara Municipal, quando lhe foi outorgado o título de cidadão natalense.
Em 1954, quando os poderosos partidos PSD e UDN selaram um acordo para eleger em chapa única, Georgino Avelino e Dinarte Mariz, senadores da República, um movimento de protesto lançou seu nome para disputar uma das vagas. Enfrentando o poder econômico e a base forte eleitoral e tradição política, Otto Guerra, embora derrotado, obteve maioria expressiva em Natal e em alguns municípios importantes do Rio Grande do Norte. Aqui em Natal, derrotou a chapa única por uma maioria de votos que o consagrou, pelo fato de ter somente o apoio partidário da família Rosado e do pequeno PTB, liderado pelo industrial João Francisco da Mota. Uma vez confessou-me de ter um sentimento grandioso de gratidão ao povo de Natal, por esse fato histórico das disputas eleitorais em nossa terra.
Foi testemunha dos fatos mais importantes da nossa história política nesses últimos setenta anos, como a revolução de 1930, a intentona de 1935, que chegou a instalar em Natal um governo comunista, as vicissitudes, como dizia, “os sobressaltos da segunda guerra mundial, quando vivemos largo tempo em black out, e o movimento de 1964, quando defendi estudantes e professores”.
Esse último período a que Otto Guerra se referiu, o de 1964, sou testemunha de sua postura, de ferrenho oposicionista ao regime militar que se instalou no país durante vinte anos. De sua indignação contra os atos de restrições à liberdade, de prisões arbitrárias, de censura aos meios de comunicação, de perseguições aos que divergiam dos seus rumos.
Otto Guerra também participou da fundação da emissora de Educação Rural, pioneira, no Brasil, e alfabetização e politização pelo rádio, integrando com o então bispo, Eugênio Sales e o então monsenhor Nivaldo Monte, a direção da emissora. Foi pioneiro, também, na batalha pela sindicalização rural, fundando o Círculo Operário, cujas sementes foram lançadas no Rio Grande do Sul, pelo padre Leopoldo Brentano. Professor fundador da Faculdade de Direito, da Universidade do Rio Grande do Norte, da Academia Norte-rio-grandense de Letras, do Conselho Estadual de Cultura.
Foi um homem acima do seu tempo. Tinha inteligência e saber, mas possuía uma coisa rara, como costumo dizer nestes tempos de desencantos e desencontros, uma bondade, uma ternura, um amor pelos homens e pela família, pelas causas que abraçou com coragem e desassombro.
Otto viveu uma vida de santidade. O Rio Grande do Norte não pode esquecê-lo, pois ele continua presente pela força da decência, do idealismo, da sensatez, do pioneirismo, da probidade. Parece que o estou vendo, aos domingos, como fazia sempre, na companhia de sua esposa, em direção a banca dos jornais no centro da cidade, dando-nos a certeza de que sua luta continua e aos que ficaram, como disse Edgar Barbosa sobre o padre Monte, que as suas armas não foram esquecidas.
O Rio Grande do Norte comemorou este ano o centenário de nascimento do advogado, professor, jornalista, escritor, líder católico, Otto de Brito Guerra. Não pude comparecer às homenagens que lhe foram prestadas, mas, não poderia deixar de externar minha palavra de solidariedade à família e de admiração e respeito à vida de um homem que dignificou sua terra e seu povo.
A cidade de Natal sempre lhe reconheceu o idealismo, a lisura, a fé, o empreendedorismo, uma vida dedicada às obra sociais, católicas e leigas, ao seu trabalho de ajuda e fundação a inúmeras entidades tradicionais, elaborando seus estatutos e auxiliando nas suas primeiras administrações. Participante do movimento mariano, sob a chefia da grande figura de Ulisses de Góes; da Ação Católica, da qual foi presidente; do movimento Familiar Cristão; do Cursilho de Cristandade.
Como jornalista escreveu para muitos jornais e revistas e foi um baluarte na sustentação do jornal católico, “A Ordem”. Como advogado era realmente um defensor dos remediados, pobres e desassistidos, como confessou certa feita, em discurso que pronunciou na Câmara Municipal, quando lhe foi outorgado o título de cidadão natalense.
Em 1954, quando os poderosos partidos PSD e UDN selaram um acordo para eleger em chapa única, Georgino Avelino e Dinarte Mariz, senadores da República, um movimento de protesto lançou seu nome para disputar uma das vagas. Enfrentando o poder econômico e a base forte eleitoral e tradição política, Otto Guerra, embora derrotado, obteve maioria expressiva em Natal e em alguns municípios importantes do Rio Grande do Norte. Aqui em Natal, derrotou a chapa única por uma maioria de votos que o consagrou, pelo fato de ter somente o apoio partidário da família Rosado e do pequeno PTB, liderado pelo industrial João Francisco da Mota. Uma vez confessou-me de ter um sentimento grandioso de gratidão ao povo de Natal, por esse fato histórico das disputas eleitorais em nossa terra.
Foi testemunha dos fatos mais importantes da nossa história política nesses últimos setenta anos, como a revolução de 1930, a intentona de 1935, que chegou a instalar em Natal um governo comunista, as vicissitudes, como dizia, “os sobressaltos da segunda guerra mundial, quando vivemos largo tempo em black out, e o movimento de 1964, quando defendi estudantes e professores”.
Esse último período a que Otto Guerra se referiu, o de 1964, sou testemunha de sua postura, de ferrenho oposicionista ao regime militar que se instalou no país durante vinte anos. De sua indignação contra os atos de restrições à liberdade, de prisões arbitrárias, de censura aos meios de comunicação, de perseguições aos que divergiam dos seus rumos.
Otto Guerra também participou da fundação da emissora de Educação Rural, pioneira, no Brasil, e alfabetização e politização pelo rádio, integrando com o então bispo, Eugênio Sales e o então monsenhor Nivaldo Monte, a direção da emissora. Foi pioneiro, também, na batalha pela sindicalização rural, fundando o Círculo Operário, cujas sementes foram lançadas no Rio Grande do Sul, pelo padre Leopoldo Brentano. Professor fundador da Faculdade de Direito, da Universidade do Rio Grande do Norte, da Academia Norte-rio-grandense de Letras, do Conselho Estadual de Cultura.
Foi um homem acima do seu tempo. Tinha inteligência e saber, mas possuía uma coisa rara, como costumo dizer nestes tempos de desencantos e desencontros, uma bondade, uma ternura, um amor pelos homens e pela família, pelas causas que abraçou com coragem e desassombro.
Otto viveu uma vida de santidade. O Rio Grande do Norte não pode esquecê-lo, pois ele continua presente pela força da decência, do idealismo, da sensatez, do pioneirismo, da probidade. Parece que o estou vendo, aos domingos, como fazia sempre, na companhia de sua esposa, em direção a banca dos jornais no centro da cidade, dando-nos a certeza de que sua luta continua e aos que ficaram, como disse Edgar Barbosa sobre o padre Monte, que as suas armas não foram esquecidas.
07 de novembro de 2012
Curso de Iniciação à Advocacia aborda desafios, honorários e sustentação oral no 2º dia
por Anne Medeiros

Hoje (07) foi realizada a segunda noite de palestras do Curso de Iniciação à Advocacia, no auditório do Centro de Operações da Justiça Eleitoral (COJE). A abertura foi feita pela secretária geral adjunta da OAB/RN, Ângela Monteiro, que fez a apresentação do primeiro palestrante, o conselheiro seccional Kaleb Freire, que abordou, entre outros pontos, os critérios para estabelecer os honorários advocatícios. “É muito importante o momento de elaborar um contrato com o cliente. Deve-se levar em consideração as despesas do processo, a complexidade, o valor da causa e a condição econômica do cliente”, disse Kaleb.
O segundo tema do evento foi desafios da advocacia no mundo contemporâneo, ministrado pelo presidente da Comissão de Apoio ao Advogado Iniciante, Deywsson Gurgel. Ao destacar fatos históricos, ressaltou que os advogados não são apenas operadores do Direito, mas sim propagadores da justiça. Já o último tema da noite foi noções imprescindíveis para sala de audiência e sustentação oral, proferido pelo procurador Luis Marcelo Cavalcanti.
O curso de Iniciação à Advocacia, voltado para advogados iniciantes e estudantes, teve 250 inscrições e segue até esta quinta-feira (08), discutindo prerrogativas e ética, tema a ser ministrado pelo ex-presidente da OAB Nacional Cezar Britto, bem como mediação, conciliação e arbitragem, pelo advogado Ronaldo Cramer (RJ). Para a estudante Thaníse Costa, o evento esclarece muito os jovens que estão ingressando na advocacia. “Gostei bastante. A prática não é tão presente na minha vida, pois sou estudante. Mas aqui temos advogados passando experiências e contribuindo com o esclarecimento acerca da profissão”, enfatizou.
A inscrição para as palestras de amanhã(08) pode ser feita na hora, basta levar 2 kg de alimentos não perecíveis.
PARABÉNS, PAULINHO - ARTIGO DA AUTORIA DO DESEMBARGADOR SILVIO CALDAS.
PARABÉNS, PAULINHO!
PREFEITO DE NATAL -
PAULINHO FREIRE
Paulinho Freire foi “agraciado”
com uma gestão de menos de três
meses para completar o período de
Micarla. Verdadeiro presente de
grego. Dificilmente conseguirá formar um
secretariado, pois normalmente os
secretários têm aspirações políticas,
e no caso será um mandato típico de
missão
de sacrifício. Contudo Paulinho,
pessoalmente,
não se fez de rogado. Assumiu com o mais
importante de qualquer administração
que se queira competente: vontade política.
Assim, começou por tentar fechar a tábua
de pirulitos que a equipe de Micarla
transformou as estradas natalenses.
Paulinho está tomando medidas
sérias de economia, visando
restaurar
o que for possível nesses poucos
dias que tem pela frente. Até aqui
tem demonstrado o que mais se
espera dos políticos sérios: honestidade,
competência e bom senso. Poderia
o atual prefeito nada fazer, e
nada poderia
lhe ser cobrado. Entretanto, pelo
andar
da carruagem, vai terminar concluindo
seu mandato relâmpago com um saldo muito
mais positivo do que o que Micarla (não)
conseguiu em quase quatro anos. Não é de
hoje que Natal conhece o vereador, vice
prefeito e atual prefeito de fim de mandato
Paulinho Freire. Porém agora, ao que tudo
indica, Natal vai testemunhar que
Paulinho Freire é um administrador
que cada vez mais se credencia para
vôos mais altos. Parabéns, Paulinho.
Desembargador Sílvio Caldas
(jsc-2@uol.com.br)
______________
Fotos: Lúcia Helena
______________
Fotos: Lúcia Helena
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE
TEM NOVA DIRETORIA E CONSELHO FISCAL
Ontem, em reunião de Assembleia Geral Ordinária na sua tradicional sede da Rua da Conceição, 622 - Cidade Alta, presidida pelo Escritor Jurandyr Navarro da Costa, o IHGRN, por aclamação, elegeu a sua nova Diretoria e Conselho Fiscal para o triênio 2013-2015, assim compostos:
DIRETORIA:
1.Presidente: VALÉRIO ALFREDO MESQUITA;
2.Vice-Presidente: ORMUZ BARBALHO SIMONETTI;
3.Secretário-Geral: CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES; 4.Secretário-Adjunto: ODÚLIO BOTELHO MEDEIROS;
5.Diretor Financeiro: GEORGE ANTÔNIO DE OLIVEIRA VERAS; 6.Diretor Financeiro Adjunto: EDUARDO GOSSON;
7.Orador: JOSÉ ADALBERTO TARGINO ARAÚJO;
8.Diretor da Biblioteca, Arquivo e Museu: EDGAR DANTAS RAMALHO DANTAS;
CONSELHO FISCAL:
1.EIDER FURTADO DE MENDONÇA E MENEZES, Membro titular; 2.PAULO PEREIRA DOS SANTOS, Membro titular;
3.TOMISLAV R. FEMENICK, Membro titular;
4.LÚCIA HELENA PEREIRA, Membro suplente.
A sessão cumpriu precisamente a Convocação publicada no Diário Oficial do Estado, edição do dia 31 de outubro do ano corrente, da Presidência, sob o fundamento das disposições combinadas dos artigos 11 e 15, “b” do Estatuto e ocorreu em total harmonia e confraternização. a posse ocorrerá no dia 29 de março de 2013, data de aniversário da Casa da Memória, em sessão solene na sede da Entidade, conforme oportunamente será divulgado, com a respectiva transmissão do cargo para o novo Presidente Valério Alfredo Mesquita.
Em breves palavras o Presidente Jurandyr Navarro da Costa agradeceu a presença de todos.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
H O J E
INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE - IHGRN
DR. JURANDYR NAVARRO DA COSTA
CONVOCAÇÃO
O Presidente do INSTITUTO HISTÓRICO E
GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE
no uso de suas atribuições e, com base no
que dispõem os art. 11 e 15, "b" do Estatuto;
CONSIDERANDO que foi efetuado o
registro de chapa única para concorrer
à eleição para a Diretoria e Conselho Fiscal
deste órgão, conforme convocação afixada
na sede da instituição; e, CONSIDERANDO,
assim, a desnecessidade de recolhimento
de votos na forma tradicional de
"chapas e urnas",
no período de 8H as 17H, e com a audiência
e aquiescência dos demais sócios envolvidos
neste processo eleitoral, CONVOCA os
associados, em dia com suas obrigações
para com o Instituto, para, em
assembléia geral, participarem da eleição
por aclamação a ser realizada no dia
6 de novembro próximo, às 16 horas,
em primeira convocação, com a presença
de dois terços (2/3) dos sócios e, em
segunda convocação, com qualquer número,
às 17 horas, na sede da instituição, à
Rua da Conceição, 622, Cidade Alta.
Fica revogada a Portaria n° 01/2012-P,
datada de 17 de setembro último.
Publique-se e dê-se ampla divulgação.
Natal, 24 de outubro de 2012
Jurandyr Navarro da Costa
Presidente em exercício
· Cláusula de bloqueio para partidos nanicos sem voto? SIM!
· Fidelidade partidária absoluta? SIM! · Férias de apenas 30 dias para todos os políticos e juízes? SIM! · Ampliação do Ficha-limpa? SIM! · Fim de todas as mordomias de integrantes dos três poderes, nas três esferas? SIM! · Cadeia imediata para quem desviar dinheiro público (elevando-se para a categoria de crime hediondo? SIM!. Atualização dos códigos penal e processo penal? SIM! · Fim dos suplentes de Senador sem votos? SIM! · Redução dos 20.000 funcionários do Congresso para um quinto? SIM! | |||||
· Voto em lista fechada? NÃO!
· Financiamento público das campanhas? NÃO!
· Horário Eleitoral obrigatório? NÃO!
· Maioridade penal aos 16 anos para quem tirar título de eleitor? SIM!
Um BASTA! na politicagem rasteira que se pratica no Brasil? SIM !!!!!!!!!!!
"O dinheiro faz homens ricos; o conhecimento faz homens sábios e a humildade faz homens grandes."
· Financiamento público das campanhas? NÃO!
· Horário Eleitoral obrigatório? NÃO!
· Maioridade penal aos 16 anos para quem tirar título de eleitor? SIM!
Um BASTA! na politicagem rasteira que se pratica no Brasil? SIM !!!!!!!!!!!
"O dinheiro faz homens ricos; o conhecimento faz homens sábios e a humildade faz homens grandes."
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO RN
CONVOCAÇÃO
O Presidente do INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE no uso de suas atribuições e, com base no que dispõem os art. 11 e 15, "b" do Estatuto;
CONSIDERANDO que foi efetuado o registro de chapa única para concorrer à eleição para a Diretoria e Conselho Fiscal deste órgão, conforme convocação afixada na sede da instituição; e,
CONSIDERANDO, assim, a desnecessidade de recolhimento de votos na forma tradicional de "chapas e urnas", no período de 8H as 17H, e com a audiência e aquiescência dos demais sócios envolvidos neste processo eleitoral,
CONVOCA os associados, em dia com suas obrigações para com o Instituto, para, em assembleia geral, participarem da eleição por aclamação a ser realizada no dia 6 de novembro próximo, às 16 horas, em primeira convocação, com a presença de dois terços (2/3) dos sócios e, em segunda convocação, com qualquer número, às 17 horas, na sede da instituição, à Rua da Conceição, 622, Cidade Alta.
Fica revogada a Portaria n° 01/2012-P, datada de 17 de setembro último.
Publique-se e dê-se ampla divulgação
Natal, 24 de outubro de 2012
Jurandyr Navarro da Costa
Triste realidade!
Colégio Estadual do Atheneu Norte Riograndense
Vejam imagens chocantes ! (repassem)
O Historiador Câmara Cascudo, se vivo, com certeza estaria escrevendo sobre o bumba meu boi, pastoril, lapinha.................. e se reunisse todos para uma bela apresentação desses grupos folclóricos estariam todos com lágrimas nos olhos. Porque chôro? Ora, se Cascudo sempre exaltava a cultura com alegria, choraria? Sim... muitos como ele, posso citar grandes nomes da nossa cultura e do nosso Estado do RN. Foram ALUNOS DO ATHENEU : Alvamar Furtado, Pedro Velho, Luiz Maranhão Filho, Alberto Maranhão, o próprio Câmara Cascudo (aluno,Professor e Diretor) Agamenon Magalhães (Gov. de Pernambuco), Café Filho (Presidente da República), João Wilson Mendes de Melo,Clementino Câmara, Augusto Severo, José Augusto e tantos outros que já se foram.... Entre essa "nova geração", podemos citar os nomes de Aluizio Alves(+), Garibaldi Filho, Geraldo Melo, Henrique Eduardo Alves e Vilma de Faria. São pessoas de grande influência em nosso Estado e que ocupam cargos políticos. Esses "vivos" poderiam fazer algo pela situação precária do Atheneu ? SIM.
Nas imagens em anexo, vemos o descaso com a instituição mais antiga do Brasil (03 de fevereiro de 1834) nos seus quase 180 anos, que além de formar cidadãos, nos traz enormes lembranças dos bons tempos de glórias nos jogos escolares do Estado.
Também fui aluno e indignado estou. O Atheneu não pode morrer !
Esdras Rebouças Nobre
Ex aluno, ex-atleta (campeão)
___________
Colaboração recebida de Roberto Furtado, filho do Professor Alvamar.
domingo, 4 de novembro de 2012
TEXTOS PARA UM DOMINGO FELIZ

A LIÇÃO DO RIO
E o rio corre sozinho.
Vai seguindo seu caminho.
Não necessita ser empurrado.
Pára um pouquinho no remanso.
Apressa-se nas cachoeiras.
Desliza de mansinho nas baixadas.
Precipita-se nas cascatas.
Mas, no meio de tudo isso vai seguindo seu caminho.
Sabe que há um ponto de chegada.
Sabe que seu destino é para frente.
O rio não sabe recuar.
Seu caminho é seguir em frente.
É vitorioso, abraçando outros rios, vai chegando no mar.
O mar é sua realização.
É chegar ao ponto final.
É ter feito a caminhada.
É ter realizado totalmente seu destino.
A vida da gente deve ser levada do jeito do rio.
Deixar que corra como deve correr.
Sem apressar e sem represar.
Sem ter medo da calmaria e sem evitar as cachoeiras.
Correr do jeito do rio, na liberdade do leito da vida, sabendo que há um ponto de chegada.
A vida é como o rio.
Por que apressar?
Por que correr se não há necessidade?
Por que empurrar a vida?
Por que chegar antes de se partir?
Toda natureza não tem pressa.
Vai seguindo seu caminho.
Assim é a árvore, assim são os animais.
Tudo o que é apressado perde o gosto e o sentido.
A fruta forçada a amadurecer antes do tempo perde o gosto.
Tudo tem seu ritmo.
Tudo tem seu tempo.
E então, por que apressar a vida da gente?
Desejo ser um rio.
Livre dos empurrões dos outros e dos meus próprios.
Livre das poluições alheias e das minhas.
Rio original, limpo e livre.
Rio que escolheu seu próprio caminho.
Rio que sabe que tem um ponto de chegada.
Sabe que o tempo não interessa.
Não interessa ter nascido a mil ou a um quilômetro do mar.
Importante é chegar ao mar.
Importante é dizer “cheguei”.
E porque cheguei, estou realizado.
A gente deveria dizer: não apresse o rio, ele anda sozinho.
Assim deve-se dizer a si mesmo e aos outros: não apresse a vida, ela anda sozinha.
Deixe-a seguir seu caminho normal.
Interessa saber que há um ponto de chegada e saber que se vai chegar lá.
É bom viver do jeito do rio!
“Se não houver frutos, valeu a beleza das flores;
Se não houver flores, valeu a sombra das folhas;
Se não houver folhas, valeu a intenção da semente.”
(Henfil).
MORO NO NORDESTE, SOU DE NATAL
A LIÇÃO DO RIO
E o rio corre sozinho.
Vai seguindo seu caminho.
Não necessita ser empurrado.
Pára um pouquinho no remanso.
Apressa-se nas cachoeiras.
Desliza de mansinho nas baixadas.
Precipita-se nas cascatas.
Mas, no meio de tudo isso vai seguindo seu caminho.
Sabe que há um ponto de chegada.
Sabe que seu destino é para frente.
O rio não sabe recuar.
Seu caminho é seguir em frente.
É vitorioso, abraçando outros rios, vai chegando no mar.
O mar é sua realização.
É chegar ao ponto final.
É ter feito a caminhada.
É ter realizado totalmente seu destino.
A vida da gente deve ser levada do jeito do rio.
Deixar que corra como deve correr.
Sem apressar e sem represar.
Sem ter medo da calmaria e sem evitar as cachoeiras.
Correr do jeito do rio, na liberdade do leito da vida, sabendo que há um ponto de chegada.
A vida é como o rio.
Por que apressar?
Por que correr se não há necessidade?
Por que empurrar a vida?
Por que chegar antes de se partir?
Toda natureza não tem pressa.
Vai seguindo seu caminho.
Assim é a árvore, assim são os animais.
Tudo o que é apressado perde o gosto e o sentido.
A fruta forçada a amadurecer antes do tempo perde o gosto.
Tudo tem seu ritmo.
Tudo tem seu tempo.
E então, por que apressar a vida da gente?
Desejo ser um rio.
Livre dos empurrões dos outros e dos meus próprios.
Livre das poluições alheias e das minhas.
Rio original, limpo e livre.
Rio que escolheu seu próprio caminho.
Rio que sabe que tem um ponto de chegada.
Sabe que o tempo não interessa.
Não interessa ter nascido a mil ou a um quilômetro do mar.
Importante é chegar ao mar.
Importante é dizer “cheguei”.
E porque cheguei, estou realizado.
A gente deveria dizer: não apresse o rio, ele anda sozinho.
Assim deve-se dizer a si mesmo e aos outros: não apresse a vida, ela anda sozinha.
Deixe-a seguir seu caminho normal.
Interessa saber que há um ponto de chegada e saber que se vai chegar lá.
É bom viver do jeito do rio!
“Se não houver frutos, valeu a beleza das flores;
Se não houver flores, valeu a sombra das folhas;
Se não houver folhas, valeu a intenção da semente.”
(Henfil).
MORO NO NORDESTE, SOU DE NATAL
Ivam Pinheiro.
Essa é a minha Terra Potiguar
Beleza pura demais à encantar
Olhares na natureza tão linda
Natal com seu litoral nos brinda.
Moro na Natal que namora o mar.
No Potengi rio e durmo na redinha
que nina na brisa do mar o sonhar,
o sol da manhã e lua quase minha.
Pode ser minha a lua, se for amor
ou talvez do cantor - eu, menino
poeta potiguar de uni.versos à pôr
sinais de realeza no lar nordestino
Essa é a bela terra de tanta luz
de Poti - Felipe e Clara Camarão.
Nação Natal do ABC no coração
e da Praieira do amor que seduz.
Seduzir tem minha cidade e lugar
Seu povo cordial faz o bem valer
e meu coração bate e tem prazer
de dizer que Natal é feita de amar.

SOU FILHO DO TEMPO
Sou lavagem de roupa
com sabão de oiticica
na lavanderia do açude.
Sou um pé de juazeiro
com os frutos caídos
e os animais comendo.
Sou maxixe e quiabo
misturados na panela de barro
com feijão verde.
Sou a bola de meia
na rua de areia
a brincar feliz.
Sou nota de cigarro
brincadeira de menino,
tá na hora de almoçar.
Sou uma tarisca de queijo
um pedaço de doce
e uma fatia de bolo.
Sou pão doce
com refresco de k-suco
ensolarado na feira de sábado.
Sou a cachaça
você é a tilápia
na calçada da Força e Luz.
Sou a banda do 16
no Country Club,
você é o folião.
Sou o cinema paroquial
Tarzan é o filme
na noite de domingo.
Sou o banho de chuva
à noite o coaxar
e a alegria dos sapos.
Sou filho do tempo
de um sonho verdadeiro,
mais-que-perfeito.
Marcos Calaça, jornalista (UFRN)
Sou lavagem de roupa
com sabão de oiticica
na lavanderia do açude.
Sou um pé de juazeiro
com os frutos caídos
e os animais comendo.
Sou maxixe e quiabo
misturados na panela de barro
com feijão verde.
Sou a bola de meia
na rua de areia
a brincar feliz.
Sou nota de cigarro
brincadeira de menino,
tá na hora de almoçar.
Sou uma tarisca de queijo
um pedaço de doce
e uma fatia de bolo.
Sou pão doce
com refresco de k-suco
ensolarado na feira de sábado.
Sou a cachaça
você é a tilápia
na calçada da Força e Luz.
Sou a banda do 16
no Country Club,
você é o folião.
Sou o cinema paroquial
Tarzan é o filme
na noite de domingo.
Sou o banho de chuva
à noite o coaxar
e a alegria dos sapos.
Sou filho do tempo
de um sonho verdadeiro,
mais-que-perfeito.
Marcos Calaça, jornalista (UFRN)

"Para viver um grande amor, é muito
Muito importante viver sempre junto
E até ser, se possível, um só defunto
Pra não morrer de dor
É preciso um cuidado permanente
Não só com o corpo, mas também com a mente
Pois qualquer "baixo" seu a amada sente
E esfria um pouco o amor
Há que ser bem cortês sem cortesia
Doce e conciliador sem covardia
Saber ganhar dinheiro com poesia
Não ser um ganhador
Mas tudo isso não adianta nada
Se nesta selva escura e desvairada
Não se souber achar a grande amada
Para viver um grande amor!
Vinícius de Moraes.
Muito importante viver sempre junto
E até ser, se possível, um só defunto
Pra não morrer de dor
É preciso um cuidado permanente
Não só com o corpo, mas também com a mente
Pois qualquer "baixo" seu a amada sente
E esfria um pouco o amor
Há que ser bem cortês sem cortesia
Doce e conciliador sem covardia
Saber ganhar dinheiro com poesia
Não ser um ganhador
Mas tudo isso não adianta nada
Se nesta selva escura e desvairada
Não se souber achar a grande amada
Para viver um grande amor!
Vinícius de Moraes.
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