segunda-feira, 7 de setembro de 2026

 

Carta do Dia da Pátria

Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes

 

A data de 7 DE SETEMBRO é considerada a de maior valor para a nacionalidade, pois representa a separação do território brasileiro do jugo de Portugal.

Para que isso acontecesse, muitos episódios ocorreram no curso da história do Brasil, desde o descobrimento e colonização pelos portugueses a partir de abril de 1500.

Após longo período de subordinação política e econômica mercê do nascimento de filhos da terra ilha de Vera Cruz e Terra de Santa Cruz até 1520 após o que ficou conhecido por Brasil em razão de aqui existir grande quantidade de árvores com esse nome.

Os movimentos libertários surgiram no Século XVIII, com a Inconfidência Mineira em 1789 e a Conjuração Baiana de 1798, quando bastante elevado o número dos nascimentos na terra Brasilis.

Os historiadores registram: a vinda da família real para o Brasil em 1808, de Lisboa para o Rio de Janeiro, sob o Comando de D. João VI, transformou a via do Império com modernização administrativa e culturais, criação de muitas instituições, porém sem a preocupação de participação dos nativos. Este fato aconteceu em meio às guerras napoleônicas e marcou uma ruptura profunda na relação metrópole-colônia.

Até então o Brasil era a base econômica do império português e a fuga para o Brasil representou estratégia política face à pressão de Napoleão, exigências do bloqueio continental que colocou Portugal numa posição crítica – submissão à França ou ruptura total com o aliado britânico. O Imperador preferiu fazer aliança com a Inglaterra.


Forçado pelas circunstâncias “Em 1820, uma revolução liberal eclodiu em Portugal e a família real foi forçada a retornar para Lisboa. Antes de sair, no entanto, D. João nomeia o seu filho mais velho, D. Pedro de Alcântara de Bragança, como Príncipe Regente do Brasil (1821). Fiel ao seu pai, o príncipe-regente vê sua condição complicada pela vontade política das cortes portuguesas em repatriá-loe de retornar o Brasil ao seu antigo estatuto colonial.

“Em 1820, uma revolução liberal eclodiu em Portugal e a família real foi forçada a retornar para Lisboa. Antes de sair, no entanto, D. João nomeia o seu filho mais velho, D. Pedro de Alcântara de Bragança, como Príncipe Regente do Brasil (1821). Fiel ao seu pai, o príncipe-regente vê sua condição complicada pela vontade política das cortes portuguesas em repatriá-lo e de retornar o Brasil ao seu antigo estatuto colonial.

A Independência do Brasil é um processo que se estende de 1821 a 1825 e coloca em violenta oposição o Reino do Brasil e o Reino de Portugal, dentro do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. As Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa, instaladas em 1820, como uma consequência da Revolução Liberal do Porto, tomam decisões, a partir de 1821, que tinham como objetivo reduzir novamente o Brasil ao seu antigo estatuto colonial.

Em 12 de outubro de 1822, o príncipe foi proclamado imperador pelo nome de Pedro I e o país leva o nome de Império do Brasil.

O príncipe Pedro tornou-se, para todos os efeitos, somente o governador da Província do Rio de Janeiro. Outros decretos que vieram depois exigiam seu retorno à Europa e também extinguia os tribunais judiciais criados por João VI em 1808.

A insatisfação quanto às resoluções das Cortes foi generalizada entre a maioria dos residentes do Brasil (tanto os de origem brasileira quanto os de origem portuguesa), ao ponto em que ela logo se tornou conhecida publicamente. Dois grupos que se opunham as ações das Cortes para minar gradualmente a soberania brasileira apareceu: os Liberais, liderados por Joaquim Gonçalves Ledo (que teve o apoio dos maçons), e os Bonifacianos, liderada por José Bonifácio de Andrada. Ambas as facções não tinham nada em comum em suas metas para o Brasil, com a única exceção de seu desejo de manter o país unido com Portugal como uma monarquia soberana.

Os membros das Cortes Portuguesas não mostravam nenhum respeito para com o príncipe e zombavam abertamente dele. Logo, a lealdade que Pedro demonstrava pelas Cortes gradualmente foi transferida à causa brasileira.[34] Sua esposa, a princesa Leopoldina de Habsburgo, favorecia o lado brasileiro e encorajou o marido a permanecer no país, enquanto os Liberais e Bonifacianos fizeram representações públicas. A resposta de Pedro veio em 9 de janeiro de 1822, que, de acordo com jornais, falou: "Como é para o bem de todos e para a felicidade geral da nação, estou pronto: Diga ao povo que eu vou ficar."

Pedro partiu para a Província de São Paulo para assegurar a lealdade dos locais à causa brasileira. Ele alcançou sua capital em 25 de agosto e lá permaneceu até 5 de setembro.

Dona Leopoldina, sua esposa, assumiu a regência durante a viagem. Diante das exigências de Portugal para que ambos retornassem a Lisboa, ela convocou uma sessão extraordinária do Conselho de Estado no dia 2 de setembro de 1822 e, juntamente com os ministros, decidiu pela separação definitiva entre Brasil e Portugal, assinando então a declaração de independência. Em seguida, enviou o mensageiro Paulo Bregaro para entregar a Pedro uma carta informando sobre o ocorrido.

Em 7 de setembro, quando retornava ao Rio de Janeiro, Pedro recebeu a carta de José Bonifácio e de Leopoldina. O príncipe foi informado que as Cortes tinham anulado todos os atos do gabinete de Bonifácio e removido o restante de poder que ele ainda tinha. Pedro voltou-se para seus companheiros, que incluiu sua Guarda de Honra e falou: "Amigos, as Cortes Portuguesas querem escravizar-nos e perseguir-nos. A partir de hoje as nossas relações estão quebradas. Nenhum vínculo unir-nos mais" e continuou depois que ele arrancou a braçadeira azul e branca que simbolizava Portugal: "Tirem suas braçadeiras, soldados. Viva independência, à liberdade e à separação do Brasil." Ele desembainhou sua espada afirmando que "Para o meu sangue, minha honra, meu Deus, eu juro dar ao Brasil a liberdade" e gritou: "Independência ou morte". Este evento é lembrado como "Grito do Ipiranga".

Ao chegar na cidade de São Paulo, na noite de 7 de setembro de 1822, Pedro e seus companheiros espalharam a notícia da independência do Brasil do domínio português. O príncipe foi recebido com grande festa popular e foi chamado de "Rei do Brasil", mas também de "Imperador do Brasil". Ele retornou ao Rio de Janeiro em 14 de setembro e nos dias seguintes os liberais espalharam panfletos (escritos por Joaquim Gonçalves Ledo), que sugeriam a ideia de que o príncipe deve ser aclamado Imperador Constitucional. Em 17 de setembro, o Presidente da Câmara Municipal do Rio de JaneiroJosé Clemente Pereira, enviada às outras Câmaras do país a notícia que a Aclamação iria ocorrer no aniversário de Pedro, em 12 de outubro. No dia seguinte, a nova bandeira e brasão de armas do reino independente do Brasil foram criados. Coroação do imperador Pedro I em 1 de dezembro de 1822.

De reino unido a Império independente. Somente depois de três anos de conflito armado, Portugal finalmente reconheceu a independência do Brasil.

A propósito da parada do 7 de setembro, registro o que alguém postou no face book, onde representa o Dia da Pátria de 1959, onde eu estou marchando

pelo 16º Regimento de Infantaria, na condição de Cabo de Infantaria burocrata, da Companhia de Comando e Serviço (CCS), onde o comandante geral era o então Coronel DIÓSCORO GONÇALVES VALE e comandante da CCS o Capitão MÍLTON FREIRE DE ANDRADE.

(Av. Deodoro, em frente à atual Catedral Metropolitana.)

                Num tempo passado, também se comemorava, com o mesmo ardor o chamado Dia da Raça no Brasil no dia 05 de setembro, que tem como objetivo enaltecer a identidade cultural brasileira e todos os imigrantes que contribuíram para a formação da “raça brasileira”.  Esta data foi instituída em 5 de outubro de 1931, pelo então presidente Getúlio Vargas, como forma de valorizar a miscigenação racial que caracteriza a população do Brasil. O Dia da Raça é uma oportunidade para refletir sobre a importância da diversidade e do respeito às diferenças, promovendo a inclusão e a igualdade entre todos os cidadãos.

Muitas escolas, clubes desportivos e instituições promovem atividades educativas sobre a diversidade étnica e cultural do país, como palestras, exposições e apresentações artísticas. Além disso, algumas comunidades realizam eventos culturais e festividades para celebrar a data, como desfiles nas praças públicas, shows e feiras de gastronomia típica. O Dia da Raça é uma oportunidade para fortalecer os laços de união e solidariedade entre os diferentes grupos étnicos da sociedade brasileira.

Nesses momentos (1955), eu também desfilava, na mesma Avenida Deodoro, liderando a Banda Marcial do Ginásio Natal.

 

Muita saudade de tudo isso. VIVA O BRASIL nesses 204 anos de sua Independência e SEMPRE.

 

 

 

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