domingo, 7 de julho de 2019



UM MODO DE VIVER BEM

Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes, escritor

        Escrevo, mais uma vez, no sentido de atingir a sensibilidade dos meus leitores e não para demonstrar erudição ou vaidade de simplesmente escrever. Apenas, agora, quando a minha eterna amada THEREZINHA voltou à casa do Pai, é que tive a necessidade de proclamar a importância do amor na nossa relação.
        Ninguém é suficiente sozinho. Não é o dinheiro, nem a inteligência que levam a criatura humana a se tornar conhecido pela sociedade, mas sim o seu modo de viver.
        Particularizando a minha situação, afirmo que tive um berço de ouro, não de riqueza, mas de cumplicidade com o amor dos meus pais José e Maria, os mesmos nomes que geraram o nosso Salvador. Com eles aprendi a simplicidade, a fidelidade a Deus, num caminho reto em que a religião sempre esteve presente. O resultado está nos frutos que eles geraram.
        Segui o exemplo e construí uma família, hoje, com quatro anjos, duas mulheres e dois homens, que me deram sete netos, tudo isso em parceria com uma criatura formidável que Deus chamou de volta no dia 31 de março deste ano.
        Não quero que minhas palavras representem emocionalismo de uma perda, mas a representação de uma família que soube ser fiel às tradições cristãs, praticando as regras irretocáveis do Livro Sagrado, dentro da tolerância entre os que procuram a salvação e a doação ao próximo através de todas as religiões. Temos entre nós católicos, evangélicos e espíritas e aceitamos qualquer seita que procure fazer o bem, praticar a harmonia do universo e a caridade. Até mesmo os agnósticos e ateus, desde que não interfiram no direito de pensar alheio. Afinal – dia virá em que na terra reinará um só pastor e uma só igreja.
        A desagregação familiar nasce da falta de Deus nos corações, da individualização das buscas e conquistas, gerando a vaidade, a ganância e o desamor. Devemos orar pelos amigos e, também, pelos que não nos seguem nas sendas da vida, como ensinam as Palavras Santas.
        Tenho assistido ou tomado conhecimento como advogado, de dissensões, de verdadeiras intrigas entre irmãos e casais levados pela individualidade referidas. Ninguém cede nada ao outro, preferindo buscar vantagens, ainda que em detrimento da unidade familiar.
        Devo adiantar, que nunca fui santo – em algumas coisas fui injusto, mas sempre tive duas diretrizes fundamentais – a primeira a fidelidade aos princípios cristãos e o segundo a capacidade de retratação diante de algo que involuntariamente fiz em desagrado de outrem. O perdão é um dom de Deus.
        Estou com saudade daquela que foi o meu esteio, depois da minha mãe, mas não tenho nenhuma queixa, palavra ou pensamento de restrição à vontade do Criador. Pelo contrário, agradeço a Ele por haver permitido que num tempo vetusto (71 anos) tenha, coincidentemente, convivido com a minha mãe e com minha Thereza, esta, como amigo-vizinho, namorado e marido/amante e delas ter obtido tudo o que de bom foi permitido nesta dimensão da vida. Todos nós estamos de passagem e, por isso, devemos aproveitar para deixar raízes, exemplos, fraternidade e amor – a vida continuar e o amor deve ser eternizado.
        Um bom domingo para todos.

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