domingo, 28 de julho de 2013

A POÉTICA DO MEU CONFRADE WELLINGTON LEIROS




INDAGAÇÕES
   (soneto)

Habitas, certamente, os meus porquês,
No meu acervo dos setenta e sete.
E  nem precisa haver um “tête-à-tête”,
Pois todo o mundo vê, só tu não vês.

E te volto a dizer, e desta vez,
Porque o nosso mundo é mui pequeno:
P’ra convivermos em clima muito ameno,
É só doar-se, e isso não se fez.

O coração é terra dos amantes,
 De sentimentos iguais, sempre constantes,
 Espontâneos e sem quaisquer cobranças.

A vida a dois dispensa vaidades,
Há que existam reciprocidades
Em tudo e tudo, sem desconfianças.

Wellington Leiros
(26.07.2008)

“EXPRESSÕES ABOMINÁVEIS”

      (sétimas em setissílabos)

Vim apanhar “o meu óculos”
(Me disse o amigo Ovídio),
Que comprei sem “subisídio”
E paguei com meu cartão.
Se quisesse “gratuito”,
O único e só requisito,
“É DILMA na eleição”.

- Fez muito bem, amigão,
Não entrar nessa “jogada”,
Ou mesmo em qualquer “roubada”
P`ra ter “seus óculos” “gratuitos”.
Você só errou num ponto:
Na gramática. Dou desconto:
“subsídios” são fortuitos.


Wellington Leiros
(23.07.2010)


AMOR FRATERNO

(quartetos em decassílabos)

Eu vejo a vida por um outro prisma:
Pela beleza fraternal do amor,
Que não tem credo e muito menos cor,
E nem se curva a qualquer sofisma.

E não comporta, nele, qualquer cisma.
Amor amigo, não vê nenhum defeito.
É sentimento sublime, e com efeito,
Se sobrepõe a tudo o que há na terra.

Disse Jesus, e sua palavra encerra:
Que nos amemos “a perder de vista”,
Pois é amando, assim, que se conquista,
A paz nos corações, e não a “guerra”.

Wellington Leiros
(12.12.2012)    



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