sábado, 18 de maio de 2019




MARIA, A ESPOSA DE JOSÉ – A SAGRADA FAMÍLIA
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes

     Atravessamos a metade do mês de maio, que no calendário religioso católico é consagrado a MARIA, mãe do Redentor, em que pese o fato de que isto não é unânime entre os cristãos, porquanto alguns obscurecem o papel da mãe de Jesus quando dão interpretação equivocada às palavras bíblicas.
     Toda mãe, pelo simples fato de conceber vidas já pode ser considerada escolhida por Deus, quanto mais aquela que perdeu o seu filho na cruz para salvar a humanidade. Tenho em meu pensar, que mãe é a criatura mais gloriosa da criação de Deus.
     Contudo, não é essa a abordagem que pretendo com este modesto escrito e sim o de exaltar a esposa, como ensina o Livro Santo:
Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres,
como a seus próprios corpos.
Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.
(Efésios 5:28)
     Ao trazer essa mensagem, venho testemunhar o valor incomensurável da mulher, esposas, companheiras, amigas ou amantes no melhor dos sentidos do sentimento humano, pois no fatídico (para mim) dia 31 de março deste ano cruel perdi a criatura que mais amei na vida, cuja falta sinto todos os dias e em todos os momentos.
     THEREZINHA, a minha eterna THEREZA não era simplesmente uma esposa, mas sim uma criatura abençoada que sentia prazer nas tarefas domésticas, prudente em todas as suas ações, promotora da paz e da harmonia no lar e entre as pessoas que a cercavam, cuidadora excelente da qualidade de vida dos filhos, benfeitora dos necessitados, conciliadora que somente levava a alegria e a paz para os circundantes.
     Sua partida deixou em mim apenas gratidão a Deus, que a livrou do sofrimento e permitiu que deixasse esta dimensão da vida com a paz de criança dormindo, com um sorriso triunfante de quem soube honrar a existência.
     Espero que os amigos não me tomem como uma pessoa frágil pela insistência em recordar quem lhe acompanhou por 71 anos, mesmo tempo de vida de Dona Lígia, que guardava os mesmos Predicados de THEREZA, mas pelo que vejo do seu trabalho, do exemplo e dedicação, será pouco recordá-la diariamente.
     Considero que a minha missão ainda não terminou pois tenho a obrigação de continuar a sua obra, certamente sem a mesma competência, mas para isso elevo a minha oração ao Senhor, para que me conceda o dom da sabedoria e mantenha viva em mim a chama da Graça e da Misericórdia que vem de Ti.
     Dá-me a sabedoria para saber julgar corretamente; saber solucionar os problemas e retirar os entraves que atravessam o caminho; concede-me um coração que possa ter forças para ajudar o próximo.
     Assim como Atendestes a Salomão para encontrar a sabedoria, eu rogo que possa merecer uma pequena fagulha desse divino tesouro.
     Obrigado a todos pela solidariedade e aos amigos do Rotary Club Natal-Sul que hoje celebraram a páscoa e se lembraram dos que partiram para a casa do Pai, tudo sob o competente comando do estimado confrade Cônego José Mário.


quarta-feira, 15 de maio de 2019



IRMÃ DULCE AGORA É SANTA
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes

        Esta semana o Brasil viveu momentos de emoção ao tomar conhecimento do decreto papal reconhecendo outro milagre de Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes (Salvador, 26 de maio de 1914 — Salvador, 13 de março de 1992), mais conhecida como Irmã Dulce, Beata Dulce dos Pobres ou Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, tendo recebido o epíteto de "o anjo bom da Bahia".
        Irmã Dulce foi uma religiosa católica brasileira, que fez muitas ações de caridade e assistência para quem mais precisava e agora está a caminho da canonização. Sim, IRMÃ DULCE, a Santa protetora dos desvalidos.
        O fato tem um significado maior para a família Rosso-Gomes, posto que era a figura mais venerada pela nossa pranteada THEREZINHA ROSSO GOMES.
        Em família comentamos a alegria que certamente THEREZA estará sentindo, em saber da boa nova “Hozanas”. Venceu a verdade, triunfou a Justiça, aumentou a alegria de ter a Primeira Santa brasileira.
        A grandeza da nova Santa está em suas obras de caridade e de assistência aos pobres e necessitados, atitudes que praticou desde a mais tenra idade e a colocou na estrada do amor ao próximo, quando abrigava os carentes na casa de seus pais, partindo para a criação e manutenção de várias instituições filantrópicas, das quais ficou famoso o Hospital Santo Antônio, construído no lugar de um galinheiro do Convento Santo Antônio.
        Ela é considerada uma das mais importantes ativistas humanitárias do século XX, sendo apontada como referência nacional e internacional no capo das atividades humanitárias do mundo.
        Pelo seu exemplo de caridade e amor ao próximo, teve seu nome indicado para o Prêmio Nobel da Paz em 1988, mas não logrou sua eleição. Contudo, passou a ser reconhecida seguidamente pela Igreja Católica que a tornou beatificada em 2011 pelo Papa Bento XVI, e agora indicada a canonização pelo Papa Francisco.
        Irmã Dulce é a primeira Santa Católica nascida no Brasil, confirmando o que já ocorrera em 2001, quando foi eleita "a religiosa do século XX", em uma eleição que foi publicada pela revista Isto É.
        Por deceto do então governador da Bahia, Jaques Wagner, em 2014, foi instituida a data de 13 de agosto como o Dia Estadual em Memória à Bem Aventurada Dulce dos Pobres.
        Em 2000, foi distinguida pelo Papa João Paulo II com o título de Serva de Deus e chegou a visita-la na Bahia em sua agonia.  

segunda-feira, 13 de maio de 2019




13 DE MAIO.
Luzes espirituais de Maria, em dois poemas marianos...

FÁTIMA

Na penumbra de meu quarto
rezo o terço.

Seis horas  -
o vento descansa nas árvores.

E procuro uma azinheira
onde possa ver teu rosto,
Senhora.


EN EL TREN DE SEVILLA

Adónde vas, caro señor?
-  A Sevilla, de los gitanos.

Y lo que quieres allá?
-  Una bella vírgen.

Y esto, cuanto costa?
-  Toda la vida,
pués así la he buscado.

La vida que puse
En sus manos,,,    


(Horácio Paiva)


O segundo poema, dito em português:

NO TREM DE SEVILHA

Aonde vais, caro senhor?
-  A Sevilha, dos ciganos.

E o que queres ali?
-  Uma bela virgem.

E  isto, quanto custa?
-  Toda a vida,
pois assim a tenho procurado.

A vida que pus
em suas mãos...

   

domingo, 12 de maio de 2019



ENTRE A DOR DA SAUDADE E A ALEGRIA DO EXEMPLO
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes
         Hoje é o dia 12 de maio de 2019 – DIA DAS MÃES, o primeiro que passamos sem a nossa querida THEREZINHA ROSSO GOMES (minha THEREZA), ainda sob a emoção da partida próxima. Contudo, este sentimento que agora pretendo expressar deverá ser constante até o reencontro na eternidade. Um abraço a TODAS as mães da nossa família.
         Como mãe, sou testemunha do seu desvelo, do amor intenso, do zelo, do cuidado com o presente e o futuro e da constante preocupação com o bem-estar de todos, particularmente do meu.
         Não canso de dizer a grandeza dessa mulher, aparentemente frágil, um verdadeiro “cristalzinho” como diziam suas amigas, mas na essência uma guerreira, que nunca semeou a discórdia e sempre cultuou a compreensão, por isso sendo reconhecida por todas.
         Ainda não me acostumei a viver sem sua presença física. Mas certamente seu semblante não sai da minha memória, reforçada pelo retrato que guardo em meu lugar preferido no qual a reverencio todos os dias, com um beijo de saudade e com o respeito de marido.
         Tenho procurado frequentar todos os lugares que com ela passei momentos de grande alegria, oportunidade em que vejo no pensamento o seu porte elegante, seu permanente sorriso na face, que não abandonou nem mesmo nos momentos mais difíceis do seu internamento. Ela cumpriu a máxima do Criador: “Deus te quer sorrindo”. Ontem visitei o chorinho da Praça da Alegria (Praça Padre João Maria) e testemunhei para os presentes a sua despedida da vida após a última visita à audição comandada por Carlos Zens.
         Hoje, com os filhos, visitei o Campo Santo do Morada da Paz e no lugar onde repousa seu corpo físico, juntamente com os meus pais e o irmão Fernando. Lá fizemos preces e saímos com a paz de Cristo. Depois visitamos Rachele e Hilma e agora nos preparamos para o almoço em família.
         Por mais tempo que me for concedido para permanecer nesta dimensão da vida, em nenhum segundo esquecerei que vivi com uma Santa, com uma mãe extremada no grau maior que se possa considerar um ser terreno. Não adianta que o tempo passe, pois seus exemplos estão presentes em tudo – nas flores do seu belo jardim, nos animais que nele habitam, do rosto de cada amiga e amigo, no convívio dos filhos e netos e na procura daqueles seres necessitados que a procuravam e procuram, ainda, pelo nome doce de Dona Therezinha.
         Querida, tudo está absolutamente igual ao que você deixou e a casa vive e respira você permanentemente.
         Receba hoje a homenagem da sua família:
Tesouro da minha vida,
Honra e glória do viver
Estrela do meu caminho
Razão que alimenta o meu ser.
Esse lamento doído
Zoando minha canção
Acalenta o meu sofrer.

sábado, 11 de maio de 2019


O USO E O ABUSO DO CELULAR – Berilo de Castro




O USO E O ABUSO DO CELULAR –
A internet revolucionou e inovou o mundo. Encurtou espaços, congregou e uniu mais as pessoas. Avançou e globalizou o planeta.
O uso dos smartphones tomou conta do mundo. Viralizou.
Por onde se anda, onde se chega, somos abalroadas de pessoas usando e abusando dos aparelhos celulares. Já não se conversa mais em reuniões de almoço; nos restaurantes, nos bares, dirigindo veículos, nas academias de ginástica, nos ônibus, nas viagens, nem mesmo em casa; é a prática corriqueira e disseminada do uso de celulares. É uma peste!
O mais curioso e mais alarmante é que vem se alastrando e ocupando lugares, encontros e momentos de debates totalmente inapropriados e proibitivos.
Ultimamente, temos assistido, na mídia televisiva, discussões sobre os mais importantes e desafiadores temas da política de desenvolvimento nacional, que implicam em uma atenção muito especial por parte dos envolvidos.
No entanto, uma coisa tem chamado a atenção de todos, não precisa ser bom observador para comprovar: o uso abusivo, desnecessário e irresponsável de celulares. Uma conduta inaceitável e imoral.
No Congresso Nacional, a “festa” dos celulares é perene e vibratória. Quanto mais séria a discussão, mais é intensificado o seu uso, e menos atenção se dar ao debate; fato observado com destaque e frequência nas mesas sobre Reforma da Previdência Social. Uma vergonha, um descalabro imensurável, que tem como protagonistas os políticos, nossos legítimos representantes, eleitos e pagos (muito bem pagos) por nós.
Por tabela, temos observado também essa nociva prática nas nossas casas legislativas. Ato intolerável.
É verdadeiro e indiscutível o grande serviço que presta a telefonia móvel ao mundo. No entanto, é preciso saber usar, escolhendo os momentos e os lugares apropriados, por uma questão de educação, respeito e civilidade.

Berilo de Castro – Médico e Escritor –  berilodecastro@hotmail.com.br
As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores

sexta-feira, 10 de maio de 2019


O PRIMEIRO SEMESTRE DO ANO ESTÁ FINALISANDO. E DAÍ?
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes
                Estou voltando às minhas tarefas do cotidiano e, nesse período em que passei um tanto recluso pelas agruras que me afligiram com a súbita partida da minha grande companheira THEREZINHA, pude reler alguns conceitos e analisar comportamentos de forma a me reposicionar no caminhar da vida. Mas vi que praticamente nada mudou no cenário político-administrativo do Brasil, do nosso Estado e desta terra de Câmara Cascudo.
            A cultura vai devagar, as praças de maior importância estão cercadas de tapumes, mas como diz a canção de Dorival Caymmi: “andou chuviscando, andou penerando, mas chover não choveu...!” Obras fundamentais de saneamento, estradas, estrutura da administração, igualmente, estão definhando.
            As perspectivas de recuperação são aflitivas, pois o nosso PIB não reage, a inflação está ameaçando subir desordenadamente, com aumento do custo de vida motivado por fatores da economia, dos sucessivos aumentos de combustível, estradas mal cuidadas, redução de meios eficazes de fiscalização.
            Em verdade, mesmo não sendo expert nesse temário, não vejo muita dificuldade de avaliar esse cipoal de equívocos = decisões estapafúrdias do STF, inclusive com discussões estéreis e comportamentos deploráveis, desaprovação de projetos e medidas do governo federal, dando mostras da pouca competência da equipe de governo, futricas impertinentes resultantes de pronunciamentos inoportunos e inconsequentes dos governantes e seus familiares, falta de transparência da única reforma em andamento – a da previdência.
            Enquanto isso, sente-se o canibalismo político, com o trabalho sorrateiro dos partidos derrotados para um retorno triunfal??? As universidades em clima de guerra por conta de contingenciamento nas verbas para a educação.
            Em verdade, o povo tem muito o que reclamar e os governantes muito o que consertar. Contudo, TODOS, governantes e governados precisam reativar o seu patriotismo e formarem uma frente ampla no caminho da redenção do Brasil, a curto prazo, para evitar uma convulsão, desta feita causada pelo desespero do povo sofrido, enganado e exausto de carregar a carga maior das obrigações coletivas.
            Também pudera, um povo que escolhe seus ícones retirados dos períodos de exceção, como Che Guevara, Hitler, Mussolini, Fidel, Pinochet, Hugo Chaves e outros caudilhos e guerrilheiros de menor prestígio, num verdadeiro “samba do criolo doido”. Espero não ser processado por racismo, apenas usei um termo consagrado na canção satírica composta pelo escritor e jornalista Sérgio Porto, sob pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta, em 1966, para o Teatro de Revista.
            Como será o amanhã. Espero que haja tempo de recuperação no próximo semestre. Vou rezar e ajudar para que isso aconteça.
O BRASIL PRECISA SER AMADO MAIS.

A G E N D E - S E




Lançamento do livro da escritora MARIA ARISNETE CÂMARA DE MORAIS

Sexta-feira, dia 10/05, a partir das 18 horas, nos jardins do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte.
Contamos com a sua presença


quarta-feira, 8 de maio de 2019

H O J E -DOIS ACONTECIMENTOS IMPORTANTES PARA A CIDADE




MAETERLINCK REGO MENDES
"Doutor América"




A Câmara Municipal de Natal, em sessão solene a ter início às 18,30 horas no Plenário Padre Miguelinho, fará a entrega do Título de "Cidadão Natalense" ao eminente Professor 
MANOEL DE MEDEIROS BRITO.



BRITO: CIDADÃO NATALENSE DIA 08 DE MAIO

Valério Mesquita*

01) O ex-deputado, secretário de estado e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Manoel de Medeiros Brito é dono de um repertório de históricas, nascidas do seu “fair-play”, “savoir vivre” e bom humor. São necessários três idiomas para definir a extraordinária espirituosidade de uma vivencia tão rica de situações e fina hilariedade. O jornalista João Batista Machado que o chama de “Brito Velho”, alusão ao ex-deputado federal gaúcho, possui um longo repertório e causos e acontecências colhidos ao longo de sua vida pública.
02) Certa vez, estava no interior quando veio o apelo irresistível de uma cachacinha. O seu fiel escudeiro era Raul, motorista. “Raul”, recomenda Brito, com parcimônia, “veja se encontra nesses botecos uma cachaça pelo menos razoável”. Empreendida a busca, volta Raul com a recomendação protocolar: “Dr. Brito, tem umas mas não são de boa qualidade”. Brito, sediço e aliciador, sentencia: “Seu Raul, ruim é não ter”.
03) Brito é um exímio apreciador da “pinga” nordestina. Degusta o precioso liquido como se fosse um príncipe do semi-árido. Como secretário do interior e justiça, Brito gostava de integrar a comitiva oficial às reuniões da SUDENE em Recife. E explicava ao jornalista Machadinho: “eu vou porque lá é tudo muito bom e barato”. Mas nunca perdia o paladar de uma branquinha. Na capital do frêvo, encontrava sempre o amigo Raimundo Nonato Borba, chefe da representação do Rio Grande do Norte junto a SUDENE. Como é do seu hábito arranjou-lhe logo um apelido: Borba Gato. E no trajeto do aeroporto à SUDENE, do banco traseiro Brito avisava: “Borba Gato não se descuide de parar antes num boteco para eu beber um “rabo de lagartixa”.
04) O Palácio Campo das Princesas, em Recife, era o local refinado nas reuniões da SUDENE para os convescotes e rega-bofes, do mundo oficial do Nordeste. Num desses eventos gastronômicos, estava presente o então secretário da industria e comércio do Rio Grande do Norte Jussier Santos, conhecido pela sua finesse,  foi logo servindo-se de champion e sugerindo a Brito para provar aquela delicia. E esse responde de bate pronto: “Jussier, eu não como frieira”.
05) Em outro almoço, alguém da comitiva oficial do Rio Grande do Norte provoca Brito ao avistar apetitosos camarões: “Brito, sinta o cheiro inconfundível”. Este, com aquele olhar jardinense do Seridó corrige: “IN não. Cheiro confundível!”.
06) Vivia-se o tempo áureo da UEB, a extinta União de Empresas Brasileiras que instalou em Natal o Hotel Ducal, a Sparta Confecções, a Seridó Tecidos e a Incarton. Na Sparta, fabricante de camisas, pontificava como diretor o nosso Manoel de Medeiros Brito, o Brito Velho de guerra. Para conhecer as instalações, convidou o jornalista João Batista Machado, que levou de contrapeso o colega Aluízio Lacerda. A fidalguia de Brito tem o selo da fartura de Jardim do Seridó. Após os drinks e sucos regionais, o almoço foi servido com direito, ao final, a charutos odoríficos e fumegantes. Por fim, chegaram à imensa sala das máquinas onde o labor das costureiras explodia no ar um frenético torvelinho de vozes e ruídos mecânicos. Machadinho, já conhecedor da proverbial “queda de asa” de Brito pelo mulheril, provoca curiosamente o seu cicerone: “Brito, e as mulheres aqui?”. Sem perder a postura e como se informasse um detalhe fabril, detona: “É de médio a refugo...”.
07) O garçom do Palácio Campos das Princesas em Recife, chamava-se Paulo Maluf e se tornou amigo incondicional de Brito. Quando terminava a reunião da SUDENE e os primeiros grupos chegavam ao salão de recepção para os aperitivos inaugurais do almoço, e uma voz se erguia em meio aos circunstantes: “Maluf, Maluf, cadê a minha cachaça!”. Era Brito exercitando o ritual.
(*) Escritor.

domingo, 5 de maio de 2019

 



 



VIVER, VIVÊNCIA
Por Carlos Roberto de Miranda Gomes

        Duas expressões marcantes pelos seus próprios conceitos. A primeira corresponde à necessidade da existência material, enquanto a outra alberga os impulsos filosóficos, perigosos como adverte nosso jurista maior Ivan Maciel de Andrade, em artigo que publicou na Tribunal do Norte de ontem, oportunidade em que se adota um rumo subjetivo para a vida.
        Cuido de mim para manter a vida, com o esforço dos insumos químicos permitidos, controlando os hábitos e as emoções. Contudo, não posso elidir a necessidade de meditar e adotar princípios da filosofia que concedem alma ao corpo e nos move a produzir algo para a melhora deste planeta em decadência.
        Vejo, então, que neste último item fica difícil a convivência com quem pode mais do que sabe e sofremos as agruras das perseguições e injustiças dos poderosos.
        Num passado já distante fui forçado a uma aposentadoria prematura por pirraça de uma certa autoridade e, anos depois, tive um filho perseguido, coincidentemente por um descendente daquele opressor, o que nos força a suportar sacrifícios e administrar as dificuldades decorrentes dessas ações mesquinhas.
        A situação se agravou quando perdi THEREZINHA (minha THEREZA), aquela inigualável figura de extrema fé e compreensão transcendental. Não tenho mais com quem dividir dissabores e alegrias, cada dia mais complicado quando tenho que viver sem uma vivência que satisfaça.
        Em situações que tais, tenho o lenitivo dos amigos efetivos, que me alentam o viver, como na última sexta-feira foi repetido nos nossos encontros gastronômicos no Restaurante do Nemésio, sob o comando do Presidente Ormuz. Lá recebi dos confrades do IHGRN o abraço fraterno e o respeito ao sentimento da ausência dela, que sempre tinha uma cadeira reservada em tais eventos.
        Mas, em especial, reconheço a dedicação extremada dos filhos e filhas, que se dividem nos cuidados comigo e com a casa, tudo fazendo para amenizarem meus sofrimentos e a minha solidão, com o esforço de não demonstrarem esmorecimento.
        Vivo sem vivência, esperando o desfecho de tudo, enquanto procuro enganar o tempo acercando-me dos encontros familiares, como neste sábado aproveitei, no Restaurante do Naldo, no Bomfim, num dia ensolarado, com a participação dos irmãos Moacyr e Zezinho, acompanhados de Ernesto e meu filho Carlinhos.
        Seja como Deus quiser!

terça-feira, 30 de abril de 2019





Para a querida THEREZINHA ROSSO GOMES 
no 30º dia do seu falecimento (29/4/2019). 

 Há 30 dias partistes
 deixando uma cadeira vazia, 
a saudade é dolorosa, 
na casa sem alegria. 

 Mas estejas certa Thereza, 
que nossa união aumentou, 
os filhos completam a falta, 
e fazem maior nosso amor. 

 Sua presença é constante, 
sinto você ao meu lado, 
nas nuvens brancas ou outra cor.

 Seu nome simboliza saudade, 
nas pétalas do seu jardim, 
espero o reencontro na eternidade.

e fazem maior nosso amor. Sua presença é constante, sinto você ao meu lado, nas nuvens brancas ou outra cor. Seu nome simboliza saudade, nas pétalas do seu jardim, espero o reencontro na eternidade.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

THEREZA - MISSA DE 30º DIA



A FAMÍLIA DE THEREZINHA ROSSO GOMES CONVIDA PARENTES E AMIGOS PARA COMPARECEREM À MISSA DE 30º DIA EM SUFRÁGIO DA SUA ALMA, DESDE JÁ AGRADECENDO AOS QUE ATENDEREM A ESTE ATO DE FÉ E SOLIDARIEDADE CRISTÃ.

(*21/07/1936 ; + 31/03/2019)
30º dia do seu encantamento
Igreja de São Pedro, 16,30 horas
Natal 29 de abril de 2019

domingo, 21 de abril de 2019

CONSIDERAÇÕES EM TORNO DE UM POEMA


Entre o caminhar da Semana Santa e a solidão da ausência da minha THEREZINHA, restaram-me os direitos ao silêncio e à meditação.
Tudo é lembrança e saudade - nem sei se isso é benéfico para a alma de quem partiu. Mas não posso conter meu lamento diário. PERDOE-ME.
Resolvi ler mais, ouvir mais ainda e meditar sobre a vida e os acontecimentos. Deparei-me com a poesia e a música.
Foi de uma delas que resolvi fazer minha confissão e dizer da minha penitência.

EPITÁFIO (Titãs)


Devia ter amado mais  (não sei se seria possível fazer isso tendo um só coração)
Ter chorado mais (sim, é possível que resolvesse)
Ter visto o sol nascer (neste item eu pequei demais)
Devia ter arriscado mais (até seria aprovado no ter arriscado)
E até errado mais (errei sim, quantas vezes errei! mas não sei se o bastante)
Ter feito o que eu queria fazer (aqui sou um devedor)
Queria ter aceitado
As pessoas como elas são (nisso eu fui fiel)
Cada um sabe a alegria
E a dor que traz no coração (pura verdade, isso é algo pessoal)
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar (assim espero que aconteça)
Devia ter complicado menos (de certa forma, sim)
Trabalhado menos (com certeza)
Ter visto o sol se pôr (sem nenhuma dúvida)
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos (até aqui concordo)
Ter morrido de amor (ah! isso acontece a cada dia depois que ela se foi)
Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier (aceito e respeito tais ponderações)
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar 
(assim espero que aconteça)
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr. (agora é tarde, ela se foi)...




DEUS, na Sua infinita BONDADE, peço perdão por tudo o que possa ter errado e rogo o conforto espiritual para quem, em vida, foi somente amor, bondade e compreensão.
Nem quero que seja aliviada a minha dor. Sonho somente com o dia do reencontro.


CRISTO VIVE, CRISTO REINA - É O NOSSO SALVADOR


Ressurreição de Jesus

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


"Ressurreição". 1499-1500. Por Perugino.


A Ressurreição de Jesus é o nome dado à fé cristã de que Jesus Cristo retornou à vida no domingo seguinte à sexta-feira na qual ele foi crucificado. É uma doutrina central da fé e da teologia cristã e parte do Credo Niceno: "Ressuscitou dos mortos ao terceiro dia, conforme as Escrituras".[1][2]
No Novo Testamento, depois dos romanos terem crucificado Jesus, ele é ungido e sepultado num túmulo novo por José de Arimateia, ressuscitou dos mortos[3] e apareceu para muitas pessoas durante um período de quarenta dias, quando então ascendeu ao céu para se sentar à direita do Pai. Os cristãos celebram a ressurreição no Domingo de Páscoa, o terceiro dia depois da Sexta-Feira Santa, o dia da crucificação. A data da Páscoa correspondeu, a grosso modo, com a Páscoa judaica, o dia de observância dos judeus associado com o Êxodo, que é calculado como sendo a noite da primeira lua cheia depois do equinócio.[4]
A história da ressurreição aparece em mais de cinco diferentes locais na Bíblia. Em diversos episódios nos evangelhos canônicos, Jesus profetiza sua morte e posterior ressurreição, que ele afirma ser o plano de Deus Pai.[5] Os cristãos veem a ressurreição de Jesus como parte do plano de salvação e redenção através da expiação pelos pecados do homem.[6]
Estudiosos céticos questionaram a historicidade da ressurreição por séculos; por exemplo, "...o consenso acadêmico do século XIX e início do século XX descarta as narrativas sobre a ressurreição como sendo relatos tardios e lendários".[7] Diversos estudiosos modernos expressaram suas dúvidas sobre a historicidade dos relatos sobre a ressurreição e continuam debatendo suas origens[8], enquanto que outros consideram os relatos bíblicos sobre o episódio como sendo derivados das experiências dos seguidores de Jesus e, particularmente, do apóstolo Paulo.[9][10]

Narrativa bíblica

Epístolas paulinas

Os mais antigos registros escritos da morte e ressurreição de Jesus são as cartas de Paulo, que foram escritas por volta de duas décadas após a morte de Jesus[11][12] e mostram que, neste período, os cristãos acreditavam firmemente no evento. Alguns estudiosos acreditam que elas tenham incorporado credos e hinos primitivos, escritos apenas uns poucos anos após a morte de Jesus e originados na comunidade cristã de Jerusalém.[13] Estes credos, mesmo inseridos nos textos do Novo Testamento, são uma fonte importante sobre este período do cristianismo primitivo (vide abaixo):
  • «acerca de seu Filho (que veio da descendência de Davi quanto à carne, e que foi com poder declarado Filho de Deus quanto ao espírito de santidade, pela ressurreição dos mortos), Jesus Cristo nosso Senhor» (Romanos 1:3-4).[14]
  • «Lembra-te de Jesus Cristo, ressuscitado dentre os mortos, descendente de Davi, segundo o meu Evangelho» (II Timóteo 2:8).[15]
  • «Pois eu vos entreguei primeiramente o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que foi ressuscitado ao terceiro dia segundo as Escrituras e que apareceu a Cefas e então aos doze. Depois apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma vez, dos quais a maior parte permanece até agora, mas alguns já dormiram; depois apareceu a Tiago, então a todos os apóstolos;» (I Coríntios 15:3-7).

"Ressurreição".
Entre 1569 e 1600. Por El Greco, atualmente no Museu do Prado, em Madrid.
Estas aparições neste último credo incluem aquelas aos membros mais proeminentes entre os seguidores de Jesus e, posteriormente, da igreja de Jerusalém, incluindo Tiago, irmão de Jesus, e os apóstolos, nomeando apenas Pedro (Cefas). O credo também faz referências a aparições para pessoas cujo nome não é citado. Hans Von Campenhausen e A. M. Hunter afirmaram, separadamente, que o texto deste credo cumpre os rigorosos critérios de historicidade e confiabilidade de origem.[16][17]

Evangelhos

Marcos[editar | editar código-fonte]

Logo após o nascer do sol no dia seguinte ao sabbath, três mulheres, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e Salomé, foram ungir o corpo de Jesus imaginando como é que conseguiriam rolar a pesada pedra que fechava o túmulo. Porém, elas a encontraram já rolada e viram um jovem sentado no túmulo que lhes contou que Jesus havia ressuscitado e que elas deveriam contar para Pedro e os apóstolos que Ele iria se encontrar com eles na Galileia, "como havia prometido". As mulheres correram e não contaram para ninguém (Marcos 16).

Mateus

Logo após o nascer do sol no dia seguinte ao sabbath, Maria Madalena e "a outra Maria" foram espiar o túmulo. Acompanhado de um terremoto, um anjo desceu dos céus e rolou a pedra na entrada. Ele diz para elas não terem medo e pede que elas contem aos discípulos que Jesus ressuscitou e que irá encontrá-los na Galileia. As mulheres se regojizaram e correram para contar as novidades aos discípulos, mas Jesus apareceu e repetiu o que foi dito pelo anjo. Os discípulos então foram para a Galileia e lá viram Jesus. Os soldados que guardavam o túmulo ficaram aterrorizados com o anjo e informaram aos sumo-sacerdotes. Furiosos, eles pagaram para que eles espalhassem a informação mentirosa de que os discípulos de Jesus haviam roubado o corpo "e esta notícia se há divulgado entre os judeus até o dia de hoje" (Mateus 28).

Lucas

Logo após o nascer do sol no dia seguinte ao sabbath algumas mulheres (Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago) foram ungir o corpo de Jesus. Eles encontraram a pedra já rolada e o túmulo vazio. Repentinamente, dois homens apareceram atrás delas e disseram que Jesus havia ressuscitado. As mulheres contaram aos discípulos, que não acreditaram nelas, com exceção de Pedro, que correu até a tumba. Ele descobriu a mortalha no túmulo e foi embora imaginando o que poderia ter acontecido.
No mesmo dia, Jesus apareceu para dois seguidores na estrada para Emaús. Eles só o reconheceram quando ele partiu o pão e deu graças, desaparecendo em seguida. Os dois imediatamente seguiram para Jerusalém, onde encontraram os discípulos excitados com a aparição de Jesus a Pedro. Quando eles começaram a contar a história, Jesus apareceu para todos eles, que ficam assustados, mas ele os convidou a tocarem no seu corpo, comerem com ele e explicou que nele as profecias se realizaram (Lucas 24).

Atos dos Apóstolos

Na continuação do relato de Lucas, Jesus apareceu para diversas pessoas por quarenta dias, dando muitas provas de sua ressurreição e instruindo os apóstolos a não deixarem Jerusalém antes de serem batizados pelo Espírito Santo (Atos 1).

João

Bem cedo no dia após o sabbath, antes do nascer do sol, Maria Madalena visitou o túmulo de Jesus e encontrou a pedra já rolada. Ela contou a Pedro e ao "discípulo amado", que correram para lá, encontraram apenas a mortalha e foram para casa. Maria viu dois anjos e Jesus, que ela não reconheceu de imediato. Ele pediu a ela que contasse aos discípulos que Jesus irá ascender ao Pai, o que ela se apressou para fazer.
Naquela tarde, Jesus apareceu entre eles, mesmo as portas estando trancadas, e lhes conferiu o poder sobre o pecado e o de perdoar. Uma semana depois, ele apareceu para Tomé, que não tinha acreditado até então. Quando ele tocou as chagas de Jesus, disse "Meu senhor, meu Deus", ao que Jesus respondeu "Creste, porque me viste? Bem-aventurados os que não viram e creram" (João 20).

Principais temas

Jesus na Sepultura
Topo: James Tissot (séc. XIX)
Meio:Andrea de Bonaiuto (séc. XIV)
Embaixo: James Tissot (séc. XIX)
No Novo Testamento há três grupos de eventos relacionados à morte e ressurreição de Jesus: crucificação e sepultamento, no qual Jesus é colocado num novo túmulo após a sua morte, descoberta do túmulo vazio e as aparições após a ressurreição.

Sepultamento

Ver artigo principal: Sepultamento de Jesus
Todos os quatro evangelhos afirmam que, no final da tarde do dia da crucificação, José de Arimateia pediu a Pilatos permissão para levar o corpo de Jesus e que, após ter sido atendido, José retirou o corpo da cruz, envolveu-o numa mortalha de linho e o colocou no túmulo.[18] Este ritual estava de acordo com a Lei Mosaica (Deuteronômio 21:22-23), que afirmava que uma pessoa enforcada numa árvore não deve ficar lá à noite e deve ser enterrada antes do pôr-do-sol.[19]
Em Mateus, José de Arimateia foi identificado como sendo «...também discípulo de Jesus» (Mateus 27:57); Marcos acrescenta que ele era um «...ilustre membro do sinédrio, que também esperava o reino de Deus» (Marcos 15:43). Lucas diz que ele era «...membro do sinédrio, homem bom e justo (que não anuíra ao propósito e ato dos outros), de Arimateia, cidade dos judeus, o qual esperava o reino de Deus.» (Lucas 23:50-51). Finalmente, João apenas identifica-o como «discípulo de Jesus» (João 19:38).
O Evangelho de Marcos afirma que, quando José pediu o corpo de Jesus, Pilatos ficou espantado por Jesus já estar morto e enviou um centurião para confirmar a morte antes de entregar a José o corpo. João relata que José teve o auxílio de Nicodemos, que trouxe uma mistura de mirra e aloés, misturando os perfumes na mortalha, como era o costume dos judeus.

"Morte" de Jesus durante os três dias

Os trechos em itálico abaixo, do Novo Testamento, comentam sobre a morte e ressurreição de Jesus e o período no qual ele esteve no túmulo:
O apóstolo Pedro dá um sermão cinquenta dias após a ressurreição no qual ele afirma: «Irmãos, é-me permitido dizer-vos ousadamente acerca do patriarca David, que ele morreu e foi sepultado, e o seu túmulo está entre nós até hoje. Sendo, pois, profeta, e sabendo que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes seria colocado sobre o seu trono; prevendo isto, Davi falou da ressurreição de Cristo, que nem foi deixado no Hades, nem o seu corpo viu a corrupção.» (Atos 2:29-31)
Pedro, agora em sua primeira epístola, diz: «Assim também Cristo morreu uma só vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para nos levar a Deus, sendo, na verdade, morto na carne, mas vivificado no Espírito, no qual também foi pregar aos espíritos em prisão.» (I Pedro 3:18-20)
Estas passagens formam a base teológica que sustenta a frase "Ele desceu ao inferno" que consta no Credo dos Apóstolos e deu origem a tradição da Descida de Cristo ao Inferno.

Descoberta do túmulo vazio

Ver artigos principais: Túmulo vazio, Três Marias e Noli me tangere
Embora nenhum evangelho apresente um relato que inclua todos os episódios sobre a ressurreição e as aparições, eles concordam em quatro pontos[20]:
  1. A atenção dada à pedra que fechava a entrada do túmulo.
  2. A ligação da tradição do túmulo vazio com a visita das mulheres "no primeiro dia da semana".
  3. Que Jesus ressuscitado escolheu aparecer pela primeira vez para mulheres (ou mulher) e pedir-lhes (ou lhe) que proclamassem este importante fato para os discípulos, incluindo Pedro e os demais apóstolos;
  4. A proeminência de Maria Madalena[21][22][23];
Já as diferenças aparecem em torno da hora precisa da visita ao túmulo, o número e identidade das mulheres; o propósito da visita; a aparição de outros mensageiros - angélicos ou humanos, a mensagem deles para as mulheres e a resposta delas.[21]
Os quatro evangelhos relatam que as mulheres foram as primeiras a encontrar o túmulo vazio, embora o número varie de uma (Maria Madalena) até um número não especificado. De acordo com Marcos e Lucas, o "anúncio" da ressurreição de Jesus foi feito primeiro às mulheres, enquanto que em Mateus e João, Jesus de fato "apareceu" primeiro para elas.[21] Especialmente nos evangelhos sinóticos, as mulheres tiveram um papel central como testemunhas da morte, sepultamento e na descoberta do túmulo vazio.[24]

Aparições após a ressurreição

Após a descoberta do túmulo vazio, os evangelhos relatam que Jesus apareceu diversas vezes para os discípulos. Entre elas estão a aparição para os discípulos no cenáculo, onde Tomé não acreditou até ser convidado a por seus dedos nas chagas de Jesus, a aparição na estrada para Emaús e no Mar da Galileia para encorajar Pedro a servir seus seguidores. Sua aparição final ocorreu quarenta dias após a ressurreição, quando Jesus ascendeu ao céu, onde ele está com o Pai e o Espírito Santo até o dia do seu retorno.
Logo depois, na estrada para Damasco, Saulo de Tarso se converteu ao cristianismo (e trocou seu nome para Paulo) com base numa visão que teve de Jesus e se tornou um dos mais importantes missionários e teólogos da religião nascente.

Historicidade e origem da narrativa


Chi Ro representando Jesus ressuscitado.
350 d.C. Nos Museus Vaticanos (Museu Pio-Cristão).
Géza Vermes, que considera a ressurreição como um dos conceitos fundamentais da fé cristã, apresentou oito possíveis teorias para explicá-la. Estas teorias abrangem todo um espectro que vai da negação completa do evento até a fé absoluta nele. As seis outras variantes incluem o roubo do corpo, a recuperação de um estado de coma e uma ressurreição espiritual, não corporal[25][26] Vermes descarta as duas extremas, afirmando que elas "não são suscetíveis ao julgamento racional".[26]
Diversos argumentos contra a historicidade da ressurreição também foram apresentados, como, por exemplo, o número de outras figuras históricas ou deuses sobre os quais existem relatos de morte e ressurreição semelhantes[27][b]. De acordo com Peter Kirby, "muitos estudiosos duvidam da historicidade do túmulo vazio"[28][a]. Porém, de acordo com uma pesquisa realizada por Gary Habermas, 75% de todos os estudiosos do Novo Testamento, conservadores ou não, aceitam argumentos a favor do evento.[29] Robert M. Price alega que se a ressurreição pudesse, de fato, ser comprovada por evidências científicas ou históricas, o evento perderia suas qualidades milagrosas.[27] Helmut Koester escreveu que as teorias sobre a ressurreição foram originalmente epifanias e que os relatos mais detalhados do evento são de fontes secundárias e não se baseiam em registros históricos.[30]
De acordo com Richard. A. Burridge, o consenso majoritário entre os acadêmicos bíblicos é que o gênero literário dos evangelhos é uma forma de biografia antiga e não uma narrativa mitológica.[31] E.P. Sanders argumenta que uma conspiração para fomentar a crença na ressurreição provavelmente resultaria numa história mais consistente e que algumas das pessoas envolvidas nos eventos deram suas vidas para defender essa crença.[32] James D.G. Dunn afirmou que, ainda que a experiência de Paulo com a ressurreição foi "de caráter visionário" e "não física e não material", os relatos nos evangelhos são de outra natureza..[33]

Importância teológica

Na teologia cristã, a ressurreição de Jesus é o fundamento da fé cristã. Os cristãos, «pela fé no poder de Deus» (Colossenses 2:12), são espiritualmente ressuscitados com Jesus e são redimidos para que «vivam uma nova vida» (Romanos 6:4). Como Paulo afirmou: «Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.» (I Coríntios 15:4).[34]

"Ressurreição".
Vitral na Igreja de São Pedro e São Paulo em Jouarre, na França.
Diversos estudiosos já apontaram que, na discussão sobre a ressurreição, Paulo ecoa um estilo de transmissão de conhecimento rabínica parte de uma tradição autoritativa antiga que ele recebeu e passou adiante para a igreja de Corinto. Por esta e por outras razões, é amplamente aceito que esta crença na ressurreição é de origem pré-paulina.[35][36] Geza Vermes afirma que esta crença é "uma tradição que Paulo herdou dos que eram maiores que ele na fé na morte, sepultamento e ressurreição de Jesus" (vide acima)[37] e sua origem foi a comunidade apostólica de Jerusalém, onde ela foi formalizada e passada adiante apenas alguns poucos anos depois da ressurreição.[38] Paul Barret escreve que este tipo de credo é uma variante de "uma tradição primitiva básica que Paulo 'recebeu' em Damasco de Anananias por volta de 34 d.C." após a sua conversão.[39]
A visão de Paulo era contrária aos ensinamentos dos filósofos gregos, para quem a ressurreição dos mortos significava uma nova prisão num corpo, que era o que eles queriam evitar, uma vez que para eles o corpóreo e o material aprisionavam o espírito.[40] Ao mesmo tempo, Paulo acreditava que o corpo recém-ressuscitado seria também um corpo celestial, imortal, glorificado, poderoso e pneumático, bem diferente do corpo terreno, que é mortal, desonrado, fraco e psíquico (em grego: psyche).[41] De acordo com o teólogo Peter Carnley, a ressurreição de Jesus é bem diferente da ressurreição de Lázaro pois "no caso de Lázaro, a pedra foi rolada para que ele pudesse sair... o Cristo ressuscitado não precisou que lhe rolassem a pedra, pois ele foi transformado e pode parecer onde quiser, quando quiser".[42]
Terry Miethe, um filósofo cristão da Universidade de Oxford, afirmou: "'Jesus ressuscitou dos mortos?' é a pergunta mais importante sobre os que alegam professar a fé cristã".[43]
Alguns acadêmicos modernos se utilizam da crença dos seguidores de Jesus na ressurreição como um ponto de partida para estabelecer a continuidade entre o Jesus histórico e a proclamação (kerigma) da Igreja antiga.[44]

Tradição cristã

A ressurreição de Jesus é de importância central para a fé cristã e aparece em diversos elementos da tradição, como festas, representações artísticas e relíquias religiosas. Na doutrina cristã, os sacramentos derivam seu poder salvador da Paixão e ressurreição de Cristo, da qual a salvação do mundo inteiro depende.[45]
Um exemplo da interconexão entre ensinamentos sobre a ressurreição e as relíquias é a aplicação do conceito da "formação milagrosa da imagem" no momento da ressurreição no Sudário de Turim. Autores cristãos afirmam sua crença de que o corpo que estava embrulhado pelo sudário não era simplesmente humano, mas divino, e que a imagem no sudário foi produzida milagrosamente no momento da ressurreição.[46][47] Citando o papa Paulo VI, de que o sudário é "um documento maravilhoso sobre Sua Paixão, Morte e Ressurreição, escrito para nós em letras de sangue", o autor Antonio Cassanelli argumenta que o sudário é um registro divino deliberado dos cinco estágios da Paixão, criado no momento da ressurreição.[48]

Páscoa

Ver artigo principal: Páscoa
A Páscoa é a mais importante e também a mais antiga festa cristã e celebra a ressurreição de Jesus.[49] Desde a era apostólica, seu objetivo tem sido o foco no ato de redenção de Deus na morte e ressurreição de Cristo.[50]

"Ressurreição de Jesus".
1619–20. Por Francesco Buoneri, atualmente no Art Institute of Chicago.
Sua origem está ligada à Páscoa judaica (Pessach) e ao Êxodo narrado no Antigo Testamento, principalmente através da Última Ceia e à crucificação, eventos que precederam a ressurreição. De acordo com o Novo Testamento, Jesus deu novo significado à ceia de Páscoa (judaica) quando ele preparou seus discípulos para sua morte no cenáculo durante a Última Ceia. Ao instituir a Eucaristia, Jesus ligou o significado do pedaço de pão e da taça de vinho com seu corpo, que seria sacrificado, e com seu sangue, que seria derramado. Paulo pede em I Coríntios: «Purificai [Livra-te do] o velho fermento, para que sejais uma nova massa, assim como sois sem fermento. Pois, na verdade, Cristo, que é nossa páscoa, foi imolado» (I Coríntios 5:7). Assim, ele relaciona alegoricamente o cordeiro de Páscoa judaico (Korban Pesach), que é sacrificado neste dia, com Jesus, que se tornou o Cordeiro de Deus. Além disso, Paulo faz referência ao requisito judaico de se comer o pão ázimo (sem fermento) neste dia.[51]

Ressurreição e redenção

Ver artigo principal: Redenção (cristianismo)
Durante a era apostólica, a ressurreição era vista como a inauguração de um novo tempo. A tarefa de formar uma teologia da ressurreição coube a Paulo de Tarso, para quem não era suficiente repetir de forma simplória doutrinas elementares, mas sim continuar, como ele mesmo afirma em Hebreus, «deixando a doutrina dos princípios elementares de Cristo, passemos à perfeição.» (Hebreus 6:1) Assim, a conexão entre a ressurreição de Cristo e a redenção é fundamental na teologia de Paulo.[52], pois ele entendia a primeira como a causa e a base da esperança de todos os cristãos de experimentar algo similar:
“ «Mas agora Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem [o primeiro a ser ressuscitado]. Pois desde que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Pois assim como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos serão vivificados.» (I Coríntios 15:20-22) ”
Os ensinamentos de Paulo se tornaram um elemento chave da tradição e da teologia cristãs. Ele ensinava que assim como os cristãos compartilham da morte de Jesus no batismo, eles também compartilharão de sua ressurreição.[53]
Os Padres Apostólicos discutiram a morte e a ressurreição de Jesus, incluindo Inácio de Antioquia (50-115)[54], Policarpo de Esmirna (69-155) e Justino Mártir (100-165). Depois da conversão de Constantino e do Édito de Milão (313), os primeiros concílios ecumênicos até o século VI, que se focaram na cristologia, ajudaram a formatar o entendimento cristão sobre a natureza redentora da ressurreição, influenciando tanto a liturgia quanto a iconografia.[55]
A crença na ressurreição dos corpos foi uma constante na Igreja antiga e em nenhum outro lugar ela foi defendida mais fortemente do que no norte da África. Agostinho de Hipona acreditava nisso quando se converteu em 386.[56] Ele defendia a ressurreição e argumentava que como Cristo havia ressuscitado, haveria uma ressurreição dos mortos.[57][58] Além disso, ele defendia que a morte e a ressurreição de Jesus era para a salvação do homem ao afirmar que "para conseguir a ressurreição de cada um de nós, o Salvador pagou com sua única vida, e ele decretou previamente e apresentou sua única e singular vida na forma de sacramento e modelo".[59]
A teologia do século V de Teodoro de Mopsuéstia nos dá uma pista sobre o desenvolvimento do entendimento dos cristãos sobre a natureza redentora da ressurreição. O papel crucial dos sacramentos na mediação da salvação era bem aceito na época. Na representação da Eucaristia da época - e no entendimento de Teodoro - os elementos sacrificiais e salvíficos eram combinados "N'Aquele que nos salvou e nos libertou através de Seu sacrifício". Porém, ele se concentra muito mais em seu triunfo sobre o poder da morte (salvação) na ressurreição do que na redenção (sacrifício).[60]
Esta ênfase na natureza salvadora da ressurreição continuou na teologia cristã dos séculos seguintes. No século VIII, João Damasceno escreveu que: "... quando ele libertou aqueles que estavam presos desde o princípio dos tempos, Cristo retornou novamente dos mortos, abrindo para nós o caminho para a ressurreição" (vide Descida de Cristo ao inferno) e iconografia cristã nos anos seguintes é um retrato desta ênfase.[61]

Representações artísticas da ressurreição

Ver artigo principal: Ressurreição de Jesus na arte
Nas catacumbas de Roma, os primeiros artistas cristãos apenas insinuavam a ressurreição utilizando imagens do Antigo Testamento, como a caldeira fumegante ou Daniel na cova dos leões. Representações anteriores ao século VII geralmente se valem de eventos secundários, como as Três Marias no túmulo para transmitir o conceito da ressurreição. Um dos primeiros símbolos da ressurreição foi o Chi Ro cingido, cuja origem remonta à vitória de Constantino I na Batalha da Ponte Mílvia (312), que ele atribuiu ao uso da cruz no escudo dos seus soldados. Constantino utilizava o Chi Ro como seu estandarte e suas moedas mostravam um lábaro com o Chi Ro matando uma serpente.[62]
O uso da grinalda à volta do Chi Ro simboliza a vitória da ressurreição sobre a morte e é uma representação primitiva da conexão entre a crucificação de Jesus e a sua triunfal ressurreição, como pode ser vista no sarcófago de Domitila (século IV) em Roma. Nele, num Chi Ro envolto em uma grinalda (cingido), a morte e a ressurreição de Cristo são representados como inseparáveis e esta não é vista apenas como meramente um "final feliz" ao final da vida de Jesus na terra. Dado o uso de símbolos similares no estandarte romano, esta representação também transmitia outra vitória, a da fé cristã: os soldados romanos, que um dia prenderam Jesus e o levaram até Calvário, agora marchavam sob o estandarte do Cristo ressuscitado.[63]
O significado cósmico da ressurreição na teologia ocidental remonta a Ambrósio de Milão, que, no século IV, afirmou que "Em Cristo, o mundo ascendeu, o céu ascendeu, a terra ascendeu". Porém, este tema só se desenvolveu posteriormente na teologia e na arte ocidentais. Entretanto, algo completamente se deu no oriente, onde a ressurreição estava ligada à redenção, à renovação e ao renascimento do mundo todo desde muito antes. Na arte, este fato foi demonstrado pela combinação das representações da ressurreição com as da Descida de Cristo ao inferno nos ícones e nas pinturas. Um bom exemplo aparece na Igreja de Chora em Istambul, na qual João Batista, Salomão e outras figuras estão presentes, mostrando que Cristo não ressuscitou sozinho.[64]


"Cristo ressuscitado e soldados".
c. 1572. Por Germain Pilon, atualmente no Louvre.

Visões não cristãs

Gnósticos

Gnósticos não acreditam na ressurreição no sentido literal, físico: "Para o gnóstico, qualquer ressurreição dos mortos foi descartada desde o início; a carne ou a substância está destinada a perecer. 'Não há ressurreição da carne, somente da alma', afirmam os Arcônticos, um grupo gnóstico tardio da Palestina".[65]

Judaísmo

Ver artigo principal: Jesus no Judaísmo
Jesus era judeu, mas o cristianismo se separou do judaísmo no século I e as duas fés se diferenciaram em suas teologias desde então. De acordo com o Toledot Yeshu, o corpo de Jesus removido na mesma noite por um jardineiro chamado Juda quando ele ouviu que os discípulos planejavam roubá-lo.[66][67] Contudo, o Toledot Yeshu não é considerada uma obra canônica ou normativa na literatura rabínica.[68] Van Voorst afirma que a obra é um documento medieval organizado sem uma forma fixa e que é "muito improvável" que contenha qualquer informação confiável sobre Jesus.[69] A obra "The Blackwell Companion to Jesus" afirma que Toledot Yeshu não apresenta seus fatos como históricos e que o texto foi criado como uma ferramenta para tentar impedir a conversão de judeus ao cristianismo.[70]
No século I a.C., controvérsias dividiam os diversos grupos judaicos. Os fariseus acreditavam na ressurreição dos mortos enquanto que os saduceus, não. Estes não acreditavam na vida após a morte, enquanto que os fariseus defendiam uma ressurreição literal dos corpos.[71] Os saduceus, líderes religiosos poderosos, rejeitavam também anjos, demônios e a lei oral dos fariseus. Contudo estes, cujas crenças evoluíram para o judaísmo rabínico, eventualmente venceram a disputa (ou, ao menos, foram os sobreviventes). A promessa de uma ressurreição futura aparece na Torá e também em certas obras judaicas, como a Vida de Adão e Eva (c. 100 a.C.) e no livro farisaico II Macabeus (c. 124 a.C.).[72]

Islã

Ver artigo principal: Morte de Jesus no islã
Os muçulmanos acreditam que ʿĪsā (Jesus), filho de Mariam (Maria), era um profeta sagrado que proclamava uma mensagem divina. A perspectiva islâmica é a de que Jesus não foi crucificado e irá retornar no fim dos tempos: "Outrossim, Deus fê-lo ascender até Ele, porque é Poderoso, Prudentíssimo.".[73] O Corão afirma, em Sura 4:157: "E por dizerem: Matamos o Messias, Jesus, filho de Maria, o Mensageiro de Deus, embora não sendo, na realidade, certo que o mataram, nem o crucificaram, senão que isso lhes foi simulado. E aqueles que discordam, quanto a isso, estão na dúvida, porque não possuem conhecimento algum, abstraindo-se tão-somente em conjecturas; porém, o fato é que não o mataram.".[74]

Notas

[a] ^ Numa nota, Kirby escreve: "Uma lista muito abreviada de escritores sobre o Novo Testamento do século XX que não acreditam que o túmulo vazio é historicamente confiável: Marcus Borg, Günther Bornkamm, Gerald Boldock Bostock, Rudolf Bultmann, Peter Carnley, John Dominic Crossan, Stevan Davies, Maurice Goguel, Michael Goulder, Hans Grass, Charles Guignebert, Uta Ranke-Heinemann, Randel Helms, Herman Hendrikx, Roy Hoover, Helmut Koester, Hans Küng, Alfred Loisy, Burton L. Mack, Willi Marxsen, Gerd Lüdemann, Norman Perrin, Robert M. Price, Marianne Sawicki, John Shelby Spong, Howard M. Teeple e T. Theodore.".[75]
[b] ^ Robert M. Price indica os relatos de Adônis, Apolônio de Tiana, Asclépio, Átis, Empédocles, Hércules, Osíris, Édipo, Rômulo, Tamuz e outros.[76]

Referências

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  2. ↑ Tradução para o português em «Credo Niceno-Constantinopolitano». Ekklesia.com. Consultado em 13 de janeiro de 2012 
  3. ↑ São inúmeras as referências: Atos 2:24, Romanos 10:9, I Coríntios 15:15, Atos 2:31-32, Atos 3:15, Atos 3:26, Atos 4:10, Atos 5:30, Atos 10:40-41, Atos 13:30, Atos 13:34, Atos 13:37, Atos 17:30-31, I Coríntios 6:14, II Coríntios 4:14, Gálatas 1:1, Efésios 1:20, Colossenses 2:12, I Tessalonicenses 1:10, Hebreus 13:20, I Pedro 1:3, I Pedro 1:21
  4. ↑ Tamara Prosic, The Development And Symbolism Of Passover Until 70 CE, page 65 (T & T Clark International, 2004). ISBN 0-8264-7087-4
  5. ↑ Dictionary of Premillennial Theology by Mal Couch 1997 ISBN 0-8254-2410-0 page 127
  6. ↑ Great Preaching on the Resurrection by Curtis Hutson 2000 ISBN 0-87398-319-X pages 55-56
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  8. ↑ Michael Martin "Skeptical Perspectives on Jesus' Resurrection" chapter 18 in The Blackwell Companion to Jesus edited by Delbert Burkett 2011 ISBN 978-1-4443-2794-6
  9. ↑ Funk, Robert W. and the Jesus Seminar. The acts of Jesus: the search for the authentic deeds of Jesus. HarperSanFrancisco. 1998. "What do we really know about Jesus" p. 527–534.
  10. ↑ Sanders, E. P. The historical figure of Jesus. Penguin, 1993. Epilogue: the resurrection. p. 276–281.
  11. ↑ L. Michael White, Importance of the Oral Tradition
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  14. ↑ Wolfhart Pannenberg, Jesus—God and Man translated Lewis Wilkins and Duane Pribe (Philadelphia: Westminster, 1968) pp. 118, 283, 367; Neufeld, The Earliest Christian Confessions (Grand Rapids: Eerdmans, 1964) pp. 7, 50; C. H. Dodd, The Apostolic Preaching and its Developments (Grand Rapids: Baker, 1980), p. 14
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  18. ↑ Mateus 27:57-61, Marcos 15:42-47, Lucas 23:50-56, João 19:38-42
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  20. ↑ Marcos 16:1-8, Mateus 28:1-8, Lucas 24:1-12 e João 20:1-13
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  22. ↑ Vladimir Lossky, 1982 The Meaning of Icons ISBN 978-0-913836-99-6 page 185
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  36. ↑ A maior parte dos membros do Jesus Seminar concluiu que esta tradição é anterior à conversão de Paulo (c. 43. Funk, Robert W. e o Jesus Seminar. The acts of Jesus: the search for the authentic deeds of Jesus. HarperSanFrancisco. 1998. "Empty Tomb, Appearances & Ascension" p. 449-495.
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  54. ↑ Inácio faz várias referências en passant, mas duas discussões mais extensas podem ser encontradas em Epístola aos Trálios e na Epístola aos Esmirniotas.
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Bibliografia

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