O MORRO DOS VENTOS UIVANTES
Valério Mesquita
A Justiça ficou em “chamas” depois que o ministro Marco Aurélio Melo mandou soltar o mandante do assassinato da americana Dorothy, lá no Pará. Outro “homem errado” é o Dias Toffoly, aquele do “pacto sinistro” como verdadeiro “advogado do diabo” do mensalão para depois ser ministro do STJ e viver a “tortura do silêncio” por não arguir sua suspeição. Que horror! O núcleo operacional do mensalão começa a ser alforriado. Ricardo Lewandowski já começou a largada das “grandes manobras”, não condenando o deputado federal João Paulo Cunha e Marcos Valério. A lei propriamente dita é um “brinquedo proibido”. “A maior história de todos os tempos” já narrada no Supremo está fazendo o povo brasileiro enxergar o “horizonte perdido” de suas crenças.
Apenas o poder de mando e a vaidade pífia das compensações interessam. Pela “janela indiscreta”, dá pra ver o “crepúsculo dos deuses”. Certa vez, a presidente Dilma Rousseff recebeu o título, não sei por quem outorgado, da terceira mulher mais poderosa do mundo. Ora bolas, em qualquer pais “a felicidade não se compra”. Seria poderosa sim, se a saúde e as universidades públicas não estivessem sucateadas, faltando remédios. Pelas drogas nas ruas “disca-se M para matar” ou quando não, um “corpo que cai”, é sempre um “terceiro tiro” que derruba um inocente. Nesse “interlúdio”, a “dama oculta” não exibe o seu poderio para controlar esse “inferno dezessete”. E haja “psicose” de crack e “pacto de sangue” ocupando as ruas e avenidas.
Enquanto isso, a campanha eleitoral do Rio Grande do Norte ganhou o desencanto dos eleitores. A maior “novidade do front” está sendo “a grande ilusão”, semelhante às “noites de Cabíria” ou ao delírio de “quanto mais quente melhor”. Trouxeram para as “luzes da ribalta” e da discussão pública o aborto e o homossexualismo, temas que já integram a legislação nacional com decisões recentes dos tribunais superiores. Como se na “roda da fortuna” da cidade do Natal não existissem problemas estruturais: ruas esburacadas, saúde derrubada, desemprego, trânsito estrangulado, educação descompassada, insegurança em “eclipse” e somente o “sol por testemunha”. Vale dizer, para concluir, que “por ternura também se mata” em Natal, que vive fase “sem lei e sem alma”, apenas prevalecendo o “estigma da crueldade” entre “pistoleiros do entardecer”.
Ficha suja, ficha limpa, tanto faz uma como a outra, pois longe de se oporem, se harmonizam e se entrelaçam. De nada adianta julgar, pois somente a vontade é lei. Neste “céu amarelo” mandam as “consciências mortas” desde o “tempo das diligências”. O “testemunho de acusação” morreu no processo de “Kafka”. Quem diabo inventou essa lei confusa, complexa, contraditória, opaca, empírica e ainda por cima onomatopaica e que vai morrer amanhã de inanição nas mãos dos próprios julgadores? Jamais ela se transformará na “árvore dos enforcados”. Também não chegará o tempo para o seu “sangue semear a terra” de probidade e lisura com o trato da coisa pública. E viva a liberdade dos “galantes aventureiros” na “montanha de sete abrutes”.
Nota do autor: Este texto foi elaborado com fulcro nos títulos dos melhores filmes da sétima arte (aspeados) que retratam os dramas, as comédias e as tragédias da vida comum. Afinal, a política e a justiça, às vezes, neste país, não são obras de ficção? Viva ao cinema!!!
(*) Escritor.