domingo, 12 de agosto de 2018

DIA DOS PAIS


 Nesta primeira meditação matinal do DIA DOS PAIS, a primeira pessoa que me chegou à mente foi a do meu inesquecível pai JOSÉ GOMES DA COSTA, de origem de uma família de agricultores em Taipu - RN, particularmente da propriedade Pitombeira, onde nasceu aos 17 de março de 1902, reduto dos seus pais - Coronel João Gomes da Costa e Bernardina Rodrigues da Costa. Ali levou uma vida saudável com os seus outros onze irmãos: Maria (AA), Jerônimo (Loló), Luzia(Ziá), Antônio (Tonho), Pedro e Manoel (Ué), estes do primeiro casamento e Francisco (Ici), Luiz (Zilú), Maria (Lilia) e Paulo (do segundo casamento com Anna Rodrigues, que trazia Sérgio), terra e gente que aprendeu a amar.
            Obrigado pelas circunstâncias, teve necessidade de vir para um centro maior, onde fez suas primeiras letras, no Colégio Ruy Barbosa de Ceará Mirim e posteriormente na Capital do Estado, onde cursou o Colégio Santo Antônio. Posteriormente deslocou-se para Olinda e Recife, no vizinho Estado de Pernambuco, onde estudou e lecionou no Colégio Americano Batista e no Mosteiro de São Bento, onde foi residente até iniciar seu curso de letras jurídicas, na tradicional Faculdade de Direito do Recife.
            No correr dos estudos jurídicos transferiu-se para o Rio de Janeiro onde concluiu seu curso superior – Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal - Turma de 1925. Seu diploma foi expedido pelo Reitor e Diretor da Faculdade Conde de Affonso Celso, em 19 de dezembro de 1925, o qual foi registrado no Departamento Nacional de Ensino em 07 de janeiro de 1926  e no Superior Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte em 16 de novembro de 1927.
Foi um dos fundadores da Ordem dos Advogados do Brasil, seção do Rio Grande do Norte (OAB/RN), cuja inscrição foi aprovada na 4ª sessão da Diretoria Provisória, realizada no Instituto Histórico e Geográfico do RGN no dia 16 de abril de 1932, tomando o nº 22, conforme registro no Livro de Inscrições Definitivas nº 01, em data de 02 de maio de 1932. Igualmente filiou-se ao Instituto dos Advogados do Brasil, seção deste Estado, como consta do papel timbrado do seu primeiro escritório – Rua Sachet, nº 74, por convite do seu dileto amigo Áureo Lins Bahia. Por conseguinte, foi eleitor do primeiro Corpo Eleitoral da OAB/RN, juntamente com outros colegas, dentre os quais registro os que foram aprovados na mesma sessão: Joaquim Inácio de Carvalho Filho, Carlos Augusto Caldas da Silva, Alberto Roselli, Miguel Seabra Fagundes, Vicente Farache Netto, Luiz da Câmara Cascudo, João de Brito Dantas e Augusto Leopoldo Raposo da Câmara.
Posteriormente, foi Promotor Público em Caicó, lugar onde contraiu matrimônio com Maria Ligia de Miranda Gomes, filha de Jerônimo Xavier de Miranda e Aline Miranda de Albuquerque Maranhão. 
           Após pertinaz enfermidade, pela força e incentivo dos amigos, ingressou na Magistratura à qual serviu a maior parte de sua vida, como Juiz de Direito de várias Comarcas do interior, como Santana do Matos, Angicos, Canguaretama e Macaíba, sendo promovido para Natal onde por longo tempo foi Juiz de Menores até atingir a desembargatória, da qual aposentou-se por ato do Governador Mons. Walfredo Gurgel, publicada no Diário Oficial do Estado do dia 18 de abril de 1967. Como tal, presidiu o Tribunal de Justiça e exerceu todos os cargos daquele Poder e ainda do Tribunal Regional Eleitoral, em cuja gestão foi adquirido o terreno onde hoje se encontra a moderna sede.
            Foi Professor fundador da velha Faculdade de Direito da Ribeira, lecionando a cadeira de Direito Civil, sendo homenageado pelos seus alunos em todo o período em que esteve em atividade naquela Casa de Saber e recebeu o Diploma de “Professor Emérito” em 29 de maio de 1972.
            Foi eleito membro da Academia Potiguar de Letras, na cadeira nº 20, que pertenceu ao Desembargador Benício Filho. Presidiu a Associação Norteriograndense de Astronomia e foi o Primeiro Presidente do Tribunal de Justiça Desportivo do Rio Grande do Norte, mercê de sua paixão pelo esporte, tendo praticado o futebol de várzea e chegando a jogar pelo Clube Naútico de Recife. Foi jogador do América Futebol Clube onde sagrou-se campeão do centenário da Independência em 1922, como jogador e foi um dos primeiros presidentes do América Futebol Clube, gestão em que adquiriu e doou o terreno onde o clube tem hoje a sua sede social.  
            Após a sua aposentadoria da magistratura e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, voltou a advogar com seus filhos Fernando e Carlos de Miranda Gomes, tendo sido Conselheiro da OAB local.
            Mesmo com a idade avançada, continuou a frequentar o escritório todos os dias, onde ficava à disposição dos seus ex-alunos e de magistrados novos que o procuravam, rotina que cumpriu até às vésperas de sua morte em 24 de janeiro de 1982. Foi um permanente embaixador de sua terra de nascimento, dando orientação a todos os conterrâneos que o procuravam.
            A humildade nunca permitiu que se elevasse às crônicas, senão pelas atitudes de coragem em fases conturbadas do Estado, nem por isso deixou de merecer o respeito dos seus concidadãos, além do nome que lhe valeu homenagem no Fórum da Comarca de Taipú, na sala de sessões da Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte e dando nome à Biblioteca da Escola da Magistratura e a uma rua em Ponta Negra.
               Antecedeu, na viagem eterna, à sua esposa e companheira de mais de 50 anos, D. Maria Ligia, também falecida, deixando os filhos Moacyr, Fernando (falecido), Lêda, Elza, Carlos, Maria do Socorro e José Gomes Filho, além de netos e bisnetos.
            No último adeus foi saudado pelo seu filho Carlos, em nome da família, que traçou a sua trajetória de vida com as seguintes palavras:
"Pai. Tua missão está cumprida. Entras na eternidade cheio de glória, porque tuas mãos jamais cometeram injustiça."
             Neste dia dedicado aos pais, renovo tudo o que disse sobre ele, acrescentando a eterna saudade. Peço sua benção meu pai.

sábado, 11 de agosto de 2018

DIA DO ADVOGADO

Escrito por Carlos Roberto de Miranda Gomes (MHV da OAB/RN)

        A data de 11 de agosto foi escolhida para comemorar a grande iniciativa de criação dos cursos jurídicos no Brasil, que ficou consagrada como "O Dia do Advogado", enaltecendo o momento em que surgiram as forças do primitivo ideal do Parlamento do Império – alforriar, além da independência política que fora conquistada, também a liberdade intelectual, através dos Cursos de Direito de Olinda, Recife e São Paulo, como verdadeira Carta Magna, que nos ofereceram os sempre lembrados Bacharéis Teixeira de Freitas, José de Alencar, Castro Alves, Tobias Barreto, Ruy Barbosa, o Barão do Rio Branco, Joaquim Nabuco, Fagundes Varella, dentre tantos outros e que inspirou o Mestre Prado Kelly a dissertar:

“... só há justiça, completemos, onde possa haver o ministério independente, corajoso e probo dos advogados. Tribunais de onde eles desertem, serão menos o templo do que o túmulo da Justiça.”

Voltando ao caminhar histórico, a ironia fez com que partisse de um Ministro do Supremo Tribunal de Justiça do Império a primeira proposta para a criação de uma associação de advogados, o Conselheiro Francisco Alberto Teixeira de Aragão.
    Para permitir a obtenção desse desiderato convocou os bacharéis Augusto Teixeira de Freitas, Luiz Fortunato de Brito Abreu e Souza Meneses e Caetano Alberto Soares para a elaboração dos Estatutos, que adotou como base, o instrumento regulamentador da associação congênere de Lisboa, dando-lhe o nome de Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), que ficou conhecido, posteriormente, como “Casa de Montezuma”, em homenagem ao seu primeiro Presidente o bacharel Francisco Gê Acaiaba de Montezuma, homem de grande valor intelectual e possuidor de extraordinário conceito na sociedade e no governo.
A criação do IAB ocorreu com a edição do Aviso de 7 de agosto de 1843 e sua denominação perdurou até a República (1888), quando a reforma dos seus Estatutos lhe atribuiu a denominação de Instituto da Ordem dos Advogados Brasileiros (IOAB). Como homenagem de inteira justiça, o eminente Ministro Aragão foi proclamado seu Presidente Honorário e eleito o Presidente efetivo na pessoa do Bacharel Montezuma, como antes explicitado.
        Em razão do objetivo primordial da entidade – o estudo do Direito, o Instituto ficou intimamente ligado ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), considerado o reduto dos intelectuais, e que merecia a atenção do Imperador.
        Criado o Instituto, este passou a comandar as discussões de ordem jurídica e política do Império, espalhando-se a ideia por todas as províncias, despertando o espírito corporativista, por gozar da credibilidade da sociedade e da simpatia dos governantes, frutificando por todo o país, como inicialmente acontecera no Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e daí para as demais capitais.
Bem assentado o funcionamento do Instituto, partiu-se para uma nova proposta, a criação de uma Ordem dos Advogados, com prerrogativas e autonomia para a condução da classe ao exercício pleno de suas atividades, que somente a ela ficassem subordinados os profissionais. Contudo, o sonho só tornou-se realidade muitos anos depois, em que pesem as inúmeras tentativas através de projetos de Aragão e Montezuma.
Foi na Revolução de 1930, já no século XX, que foi criada a Ordem dos Advogados do Brasil, que teve como primeiro presidente o advogado Levi Carneiro, o qual a comandou por muito tempo.
Assim, a OAB não resultou da transformação do IOAB, mas foi criada como entidade nova, autônoma, conforme o ato do Governo Provisório da Revolução, representado pelo Decreto nº 19.408, de 18 de novembro de 1930, que assim proclamava:
“Art. 17. Fica criada a Ordem dos Advogados Brasileiros, órgão de disciplina e seleção da classe dos advogados, que se regerá pelos estatutos que forem votados pelo Instituto da Ordem dos Advogados Brasileiros, com a colaboração dos Institutos dos Estados, e aprovados pelo Governo”.
Em seguida foi expedido o seu regulamento pelo Decreto nº 20.784, de 14 de dezembro de 1931, alterado pelo Decreto nº 22.478, de 20 de março de 1933 e Decreto nº 24.185, de 30 de abril de 1934, além de várias outras modificações, inclusive da sua denominação para Ordem dos Advogados do Brasil, permanecendo vigente até o advento da Lei nº 4.215, de 27 de abril de 1963, que atravessou incólume todo o período autoritário vivenciado em nosso País, finalmente desaguando no atual Estatuto da Advocacia e da OAB, aprovado pela Lei nº 8.906, de 04 de julho de 1994, quando já restabelecidas as liberdades democráticas.
Veja-se, que embora entidade autônoma, a Corporação dos advogados surgiu da ação eficiente do Instituto dos Advogados, repetindo-se essa circunstância em todos os rincões do Brasil.
        Para ter a exata compreensão do clima então reinante, torna-se interessante narrar um pouco da situação de 1930 no Brasil, que deu causa ao movimento que ficou marcado na história como “Revolução de 1930”, caracterizada por uma revolta armada, que tirou do poder, através de um Golpe de Estado, o Presidente Washington Luiz, que contou com o apoio de chefes militares e que levou Getúlio Vargas à presidência da República, sufocando as oligarquias que governavam Minas Gerais e São Paulo que, através de eleições fraudulentas, se mantinham no poder e conseguiam alternar, na chefia do Governo brasileiro, políticos que defendiam os seus próprios , numa política que ficou conhecida como  “café-com-leite” e gerava descontentamento em alguns setores militares, mais precisamente os tenentes que buscavam novo rumo para a moralização política do país.
        A raiz da rebeldia nasceu nas eleições de 1930, quando as oligarquias de Minas Gerais e São Paulo entraram em um sério conflito político, posto que no rodízio, era a vez de Minas Gerais indicar o candidato a presidência. Todavia, os paulistas apresentaram a candidatura de Júlio Prestes, fluminense que fez carreira política em São Paulo. 
A falta de unidade legou muitos políticos mineiros a apoiarem o candidato de oposição da Aliança Liberal, o gaúcho Getúlio Varga, então, governador do Rio Grande do Sul.
        Hoje a Corporação dos advogados continua atenta à defesa da Democracia e dos direitos humanos, sendo um fundamental termômetro para a harmonia nacional e defesa intransigente do funcionamento do Poder Judiciário, enquanto garantidor dos direitos do cidadão.
        Nestes momentos conturbados da República, a voz altaneira da Ordem dos Advogados dá a certeza de que podemos reconquistar momentos de melhor qualidade de vida e restituir à Natal a sua confiança no Estado Democrático de Direito.



terça-feira, 7 de agosto de 2018


JORNAL DO MINHO -PORTUGAL

 Newsletter nº 166 do MINHO DIGITAL

Caros Amigos:                                                                       
 
 
Na 1ª página, entre outros títulos, poderão ler a partir das 9 horas:
 
1 – “Perdi o meu filho para as drogas” – relatos de mães desesperados num excelente trabalho da jornalista Vanessa Reitor.
2 – GNR que se encontrava fora de serviço salva criança de 5 anos em Viana do Castelo e no PNPG (Parque Nacional Peneda-Gerês) o GIPS (Grupo de Intervenção Protecção e Socorro) resgatou duas mulheres vítimas de quedas em cascatas.
3 – Em marcha a modernização do troço ferroviário entre Viana do Castelo e Valença.
4 – Homenagem filho da terra e Convívio na Preguiça em Santa Marta de Portuzelo.
5 – Monção e Melgaço têm de ser “os vinhos de topo da região”, uma reportagem da jornalista Cidália Meirim.
6 – Em paredes de Coura o ‘Mundo a Dançar’ no arranque das festas do Concelho a pensar também nos nossos emigrantes.
7 – XI Descida do Rio Minho em Bóias juntou cerca de 30 embarcações, numa reportagem da jornalista Liliana Gonçalves.
8 – O Lions Clube de Vila Praia de Âncora promove uma conversa à volta do Livro do Capitão Tibério Paradela, de Ilhavo, sobre as memórias da Pesca do Bacalhau em Semana Gastronómica.
9 – Campanha ‘Reciclar Vale Mais’, uma iniciativa da Valorminho.
10 – Aromáticas Vivas lança edição especial nas Festas D’ Agonia.
11 – Faleceu o rosto da emigração portuguesa em França, um trabalho do nosso colega Daniel Bastos.
 
12 - No desporto temos …
- Vianenses entre os Campeões da Europa femininos de Pool e prata nos Seniores de Bilhar na Holanda.
- Imbatível a canoísta Helena Araújo do DKC (Darque Kayak Clube)!
- Viana do Castelo teve o grande ‘Torneio de Verão’ em Ponte de Lima.
- Amanhã, sábado, temos o 9º Encontro de actuais e antigos atletas e dirigentes em todas as modalidades do Sport Clube Vianense nos seus 120 anos de vida associativa, isto enquanto a equipa de futebol já iniciou os treinos da nova época de futebol.
 
Saiba estas e outras notícias do Alto Minho. Não paga nada. É só clicar a partir das 9,00 horas!                
Boa leitura e, já agora, um bom fim-de-semana!
Um abraço,
MINHO DIGITAL 
 
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Agradecemos antecipadamente a colaboração de V. Exa, esperando continuar esta troca de informação.
Atenciosamente,
Manso Preto
(Director/Editor)
Viana do Castelo, 20 de Maio de 2018
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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

ACADEMIA MACAIBENSE DE LETRAS



No sábado passado - 4 de agosto, no Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, cedido pelo seu Presidente Ormuz Barbalho Simonetti, reuniu-se a Academia Macaibense de Letras, sob a presidência do historiador Anderson Tavares de Lira, que colocou vários assuntos em discussão, ao final do que foram tomadas as seguintes deliberações:

1. Augusto Maranhão conseguir junto a Sônia Severo (bisneta de Augusto Severo) a autorização necessária para o translado dos restos mortais do herói potiguar;
2. Anderson enviará o memorial da fundação de Macaiba para conhecimento dos confrades e confreiras, para posterior audiência pública na Câmara de Macaíba;

3. Os autores que desejarem disponibilizar seus livros na tenda literária no 10  - Tributo a Raul Seixas em Macaíba dia 25 de agosto devem contatar com Anderson;
4. A Professora Ana Laudelina fará a palestra oficial, como oradora da nossa Academia, no dia 12 de setembro - dia de Auta de Souza;
5. Será encaminhado ofício da Academia ao prefeito de Macaíba solicitando audiência para tratar de diversas parecerias entre Prefeitura e Academia;
6. Mudança da nossa sede: o assunto será tratado por Anderson e Valério, através de audiência com o presidente da FJA.

Em seguida, flagrantes da proveitosa reunião:










quinta-feira, 2 de agosto de 2018

INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE





Apresentamos flagrantes da palestra do professor ROGER CHARTIER, historiador francês, especialista em história da leitura que tem no seu currículo o título de: professor da Université de Sorbonne, França, mestre conferencista da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais;  professor-titular de Escrita e Cultura da Europa Moderna do Collège de France; membro do Centro de Estudos Europeus da Universidade Harvard, nos Estados Unidos; Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras do governo Frances e professor da Universidade da Pensilvânia, nos EUA.
A palestra deste 1º dia do mês de agosto, teve início às 16,30h versou sobre o tema “A Importância da História e da Memória” e recebeu uma assistência que lotou o salão nobre da Instituição.


O Presidente Ormuz Barbalho Simonetti abriu os trabalhos
 O jornalista Vicente Serejo, assessor da Presidência do IHGRN, 
fez uma erudita apresentação do palestrante, que demonstrou haver ficado muito satisfeito
O palestrante no desenvolvimento de sua exposição
 Flagrante da assistência que prestigiou o evento


O Presidente Ormuz entrega ao Professor Roger
o Diploma de Sócio "Honoris Causa", o primeiro
outorgado a um intelectual eminente de um País irmão
 O Professor Roger visita as dependências do IHGRN
Assinando o livro de presença
  Lívio Oliveira registra a presença dos sócios Joventina Simões, 
Diva Cunha, o Presidente Ormuz e o assessor da presidência Carlos Gomes
O Professor Roger, com os 
escritores Vicente Serejo, Rejane Cardoso e Diva Cunha

O Presidente Ormuz coloca o broche do IHGRN 
na lapela do Professor Roger 
 Alguns dos participantes do evento

Momento de confraternização no 
Largo Vicente de Lemos
Imagem alinhada



Neste mês de Agosto, o Colégio Nossa Senhora das Neves, em Natal, completa 86 anos, tendo sido fundado em 1932 pela Congregação das Filhas do Amor Divino. 
A efeméride merece registro pelos serviços reconhecidos no campo da educação no bairro do Alecrim, englobando o Barro Vermelho.
Tive a honra de colocar todos os meus filhos e alguns netos para receberem sua formação de vida nessa estabelecimento tradicional, participando ativamente da sua vida funcional.
Ao fazer o registro, procuro relembrar, com alegria, os tantos momentos ali vividos com meus filhos, nas apresentações culturais, competições esportivas e comemorações cívicas e de confraternização.
Parabenizo as irmãs que continuam na labuta diária para educar e desenvolver na nosso mocidade, o amor ao próximo, no respeito religioso e no patriotismo, principalmente nestes tempos difíceis pelos quais atravessa a Nação brasileira.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

 

CONTABILIZAMOS A ESTATÍSTICA DO NOSSO BLOG COM 267.052 ACESSOS
AGRADECEMOS A GENTILEZA DOS AMIGOS E LEITORES.

H O J E




PALESTRA - PROFESSOR ROGER CHARTIER

INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RN IHGRN <ihgrn.comunicacao2017@gmail.com>



Caro sócio(a)

Convidamos o Confrade/Confreira para comparecer a uma palestra do professor ROGER CHARTIER, historiador francês, especialista em história da leitura que tem no seu currículo o título de: professor da Université de Sorbonne, França, mestre conferencista da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais;  professor-titular de Escrita e Cultura da Europa Moderna do Collège de France; membro do Centro de Estudos Europeus da Universidade Harvard, nos Estados Unidos; Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras do governo Frances e professor da Universidade da Pensilvânia, nos EUA.
A palestra versará sobre o tema “A Importância da História e da Memória” e ocorrerá no Salão Nobre do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, com início previsto para as 16 horas. (hoje)
Em virtude do tamanho do nosso auditório, solicitamos que seja confirmada a sua presença até as 10 horas, posto que teremos cadeiras limitadas.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

terça-feira, 31 de julho de 2018


ODE A FACULDADE DE DIREITO DA RIBEIRA

Carlos Roberto de Miranda Gomes, escritor*
       
       Num tempo, longe, se concretizava o sonho de uma Faculdade de Direito em Natal – esforço de algumas figuras singulares, dentre as quais Onofre Lopes e Otto de Brito Guerra.
        Com o passar dos anos, a Faculdade fez-se respeitada e abrigou projetos e movimentos reconhecidos pela sociedade potiguar.
        Nos anos de chumbo foi referência para as soluções difíceis de um período de trevas, guardando fidelidade aos princípios sagrados do Estado Democrático de Direito.
        Atingida a maioridade, viu-se procurada pela mocidade e foi obrigada a procurar maior espaço, outro chão e o encontrou. Contudo, não esperava que ficasse no esquecimento a velha Casa do Saber.
        Mas foi o que aconteceu. Perdida num bairro em decadência, ficou sozinha e os vândalos destruíram parte do seu corpo, mas não o seu espírito, que agora luta para retornar à vida plena – ressurgir das cinzas.
        Estamos nessa cruzada e conclamamos seus ex-alunos e ex-professores para um somatório de forças. VENCEREMOS!
A LUTA JÁ COMEÇOU:


 
MINISTÉRIO DA CULTURA
INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL - IPHAN
Divisão Técnica do IPHAN-RN
Superintendência do IPHAN no Estado do Rio Grande do Norte!
Relatório Nº 0622307/2018
Assunto: Vistoria na edificação localizada na Praça Augusto Severo, 261, Ribeira, Natal/RN.
Processo: 01421.000206/2018-89

1. Venho informar sobre a vistoria realizada em 30 de julho de 2018 às 9horas, no Grupo Escolar
Augusto Severo (GEAS), solicitada pela reitora da UFRN, Ângela Maria Paiva Cruz em reunião ocorrida em 24 de julho de 2018 às 14horas, para dirimir dúvidas sobre o Auto de Infração A00002.2018.RN sei (0597254) e as possíveis soluções para os problemas apresentados.
2. A vistoria foi acompanhada pelos servidores do IPHAN/RN Randrik Fernandes, Engenheiro Civil e por Ivanildo Soares da Silva, Técnico I- Engenheiro Civil. Representando a UFRN, foram os Arquiteto Sileno Cirne, Chefe da Segurança José de Anchieta de Freitas e o Engenheiro do Setor de Manutenção, Evaldo Cabral. Além destes, compareceram a vistoria, o representante da OAB, Advogado Juan Almeida e o Prof. Carlos Roberto de Miranda Gomes, Assessor da Presidência do IHGRN.
3. A vistoria teve início no horário agendado. Os servidores da UFRN foram acompanhados pela equipe de segurança, que adentrou ao prédio e fez uma vistoria inicial para certificar a não presença de moradores de rua.
4. A equipe da IPHAN/RN iniciou o diálogo, informando que fez um levantamento das solicitações de intervenções da UFRN para aquela edificação e muitos destas não tinham sido executadas, e que estas podem ser utilizados para compor a listagens de serviços emergenciais a serem executados.
Continuou reforçando a existência do Auto de Infração e seus prazos, assim como a possibilidade de formalização do termo de compromisso.
5. A equipe de UFRN explicou sobre a dificuldade gerencial na execução dos serviços já
autorizados pelo IPHAN, informou que iria realizá-las agora e questionou sobre a possibilidade de execução de fechamento do muro com tapume de madeira e instalação de concertina metálica na parte superior.
6. A equipe do IPHAN/RN respondeu que, pelas experiências vividas em centros históricos, todo e qualquer serviço de fechamento que seja implementado no prédio não terá eficiência sem a implantação de um sistema de segurança, principalmente com presença de vigilantes e que neste caso poderia ser utilizado infraestruturas provisórias como containers ou guaritas móveis para servir de base para os vigilantes.
7. O representante do IHGRN ressaltou sobre a importância da edificação para a história da cidade e da necessidade de acelerar o processo de licitação dos projetos e da obra e que a UFRN intervenha urgentemente na edificação visando diminuir seu processo de degradação e o estado de abandono.
8. A equipe da UFRN informou que irá planejar a melhor forma de prover uma infraestrutura mínima para os vigilantes e que irá realizar a limpeza interna e externa da edificação.
9. Quanto a cobertura, a UFRN informou que não tinha condições no momento de executá-la mesmo sendo provisória, a não ser que fizesse através de licitação, o que demoraria mais tempo para executá-la.
10. Foi esclarecido entre a UFRN e IPHAN/RN que as lajes desta edificação encontram muito degradadas e que necessitam de urgente escoramento de madeira.
11. Por fim, foi reforçado pelos representantes do IPHAN/RN, que a UFRN tem a possibilidade de solicitar a formalização do termo de compromisso e que todas as informações necessárias constam no Auto de Infração.

Atenciosamente,
(assinado automaticamente por)
RANDRIK FERNANDES DE SOUZA
Engenheiro Civil - SIAPE 2995909
Fiscal do IPHAN/RN


domingo, 29 de julho de 2018



A CRÔNICA – SUA IMPORTÂNCIA PARA A HISTÓRIA
Carlos Roberto de Miranda Gomes, escritor

A propósito de comentários na TN de hoje, coluna Jornal de WM, coletei opinião lisonjeira do nosso mais longevo cronista a propósito de um modesto ensaio que publiquei recentemente tratando sobre As Confrarias e o Tempo, volto-me para reavivar a importância da crônica – gênero literário que narra, no tempo e num espaço, os fatos mais relevantes do cotidiano, em suas múltiplas vertentes, deixando registro para a história do porvir.
Woden, um dos nossos maiores cronistas, se ombreia com outros tantos do passado, como Câmara Cascudo, os irmãos Eloy e Henrique, Aderbal França, Edgar Barbosa, Sanderson Negreiros, dentre muitos outros e traz a lembrança de Confraria que omiti, como no caso dos Gatos Pretos, que teria surgido em 1956, como marco de uma boemia despreocupada e sadia – até espiritual, que congregava figuras imortais da província natalense.
Com o mesmo espírito das afamadas Confrarias da rua do Ouvidor, reveladoras de Machado de Assis, Lima Barreto e outras onde pontificaram João do Rio, Rubem Braga, Nelson Rodrigues e outros monstros sagrados, os rapazes de Natal, reunidos na Confeitaria Equador, com destaque para Newton Navarro (Gato Félix), Moacyr de Góes (Gato de Botas), Sequiz Farkatt (Gato Persa), Chagas Oliveira (Gato Tira), Expedito Silva (Gato Rajado), Jurandir Tahin (Gatinho), e Celso da Silveira (Gato Mourisco).  Agregados, ainda existiam os Bichanos: Paulo Oliveira (Mimi), Berilo Wanderley (Angorá), Omar Pimenta (Escaldado), Márcio Marinho (Almofada), Hélio Vasconcelos (Cego) e Albimar Marinho (Molhado).
Conheci todos eles e, com alguns, cheguei a conviver nas suas tertúlias de fraternidade, pois fui um menino precoce em razão de ter abraçado as incursões artísticas desde os dez anos.
Aliás, Aurino Araújo, outro cronista local, vem desfilando em sua coluna - Crônicas da Velha Ribeira, um conjunto de informe valiosos para enriquecer o assunto, como recentemente o fez sobre a Confraria de Dudu.
Fora isso, já tenho encontros marcados com o médico Edson Gutenberg e o escritor Fred Rossiter para ampliarmos o elenco das Confrarias, sobre as quais pesquisarei suas histórias para uma 2ª edição do meu livreto, sempre no sentido de oferecer aos saudosistas, o que melhor existia e existe nesse campo de confraternização, cultura, informações e divagação espiritual.