quinta-feira, 26 de julho de 2018




TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL - uma pedaço da minha história *

                Na data de hoje inaugura-se a nova sede do TRE do Rio Grande do Norte, num suntuoso prédio na Rua Rui Barbosa, aqui no comecinho do Tirol, motivo que me faz dizer algumas palavras como ex-servidor e ex-membro do seu quadro de Juízes, na categoria de Jurista.
                Pelos idos de 1962 ingressei no TRE/RN na condição de Chefe da 3ª Zona Eleitoral, cargo novo criado pelo TSE, dividindo responsabilidades com os Chefes das outras seções – 1ª Dora Furtado, 2ª Erivan Barbosa, depois Itamar de Sá e Nivaldo de Souza, eu na 3ª e Licurgo Júnior na 4ª, desenvolvendo um esforço desmedido para a reorganização do obsoleto processo de alistamento e cumprimento da obrigação do exercício do voto, do que, comprovadamente, nos saímos vencedores.
                O Tribunal funcionava então num modesto prédio da Rua da Conceição, de propriedade do eminente Doutor Varela Santiago, vizinho à OAB/RN e as chefias eleitorais nos Cartórios de alguns ofícios de notas designados para a missão. Ali registrei momentos difíceis, que farei a narrativa em livro que preparo com esmero e emoção.
                As dificuldades financeiras de manutenção dos Tribunais, obrigou que o nosso procurasse um local para se instalar em prédio próprio e lá saímos a peregrinar na caça desse lugar. De muitos procurados, ajudei a localizar um velho prédio do início do século erguido na Praça Dom Vital, vendo os fundos da Igreja do Rosário e descortinando uma das mais belas vistas do Potengi amado, adquirido por uma verdadeira bagatela, mas que em tempo futuro veio a criar um quase drama para o velho magistrado José Gomes da Costa, meu pai, que presidiu a aquisição e teve desaprovação pelo TCU, que chegou a determinar a devolução do valor correspondente. Contudo, após uma defesa bem elaborada pelo meu irmão Fernando de Miranda Gomes, o mesmo Tribunal reconheceu o benefício para o patrimônio público e reformou o seu entendimento. Foi exatamente nesse momento que decidi me especializar nos estudos do Direito Financeiro e Tributário, tornando-me professor da matéria por mais de 40 anos.
                Participei dos trabalhos de mudança e adaptação para a velha casa e nesse novo espaço ofereci os melhores momentos da minha trajetória inicial no serviço público, pois tive a oportunidade de conviver com três monumentos de experiência – Gentil Nesi Barbosa, Nilberto Cavalcanti e Tarcísio Medeiros, devidamente forrados por um quadro de dedicados auxiliares que fizeram história na vida daquela Corte de Justiça Eleitoral. De lá saí para servir ao Tribunal de Contas do Estado, em 1971, após aprovado em 1º lugar para o cargo de Auditor, posto que formado em Direito na Turma da Faculdade da Ribeira em 1968.
                No mesmo chão foi construído o novo prédio do TRE/RN, que serviu de sua sede oficial até hoje, para onde retornei nos anos 80, na condição de Jurista, indicado em lista do Tribunal de Justiça do Estado e escolhido, sem nenhum pedido político, pelo Excelentíssimo Presidente Itamar Franco. Foi outro aprendizado e novos desafios, onde deixei a marca da minha passagem numa placa de bronze na condição de orador oficial da solenidade dos seus 50 anos e registro da minha atividade funcional em livro do escritor Ivoncísio Meira de Medeiros.
                Terminado o meu mandato, ainda a ele recorri algumas vezes na labuta eleitoral em favor de candidatos aos cargos majoritários para os governos do Estado e Prefeitura, em campanhas que também me fizeram evoluir nos conhecimentos do Direito Eleitoral.
                Passados os anos, sempre lamentei não ser lembrado para as solenidades daquele órgão onde labutei tantas vezes, embora, algumas vezes comparecesse como intruso. Coisas da vida, atitude dos homens.
                Agora, novamente fui esquecido, certamente lá não estarei, razão pela qual, de qualquer forma, envio os meus mais efusivos votos de sucesso em sua missão institucional, especialmente neste ano de clamor político da população brasileira, que pretende pôr este País em caminho seguro que garanta uma melhoria na qualidade de viver.
__________________________
·         Carlos Roberto de Miranda Gomes

quarta-feira, 25 de julho de 2018


DIA DO ESCRITOR

25 de Julho —    Dia Nacional do Escritor

O Dia Nacional do Escritor é comemorado em 25 de julho, data instituída em 1960 pela União Brasileira de Escritores.




Instituído por um decreto governamental após a realização do I Festival do Escritor Brasileiro, o Dia do Escritor é celebrado a cada 25 de julho
Instituído por um decreto governamental após a realização do I Festival do Escritor Brasileiro, o Dia do Escritor é celebrado a cada 25 de julho

Maior poeta brasileiro do século XX, Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira, Minas Gerais, em 1902. Faleceu em 1987, no Rio de Janeiro
Maior poeta brasileiro do século XX, Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira, Minas Gerais, em 1902. Faleceu em 1987, no Rio de Janeiro
“Escritor: não somente uma certa maneira especial de ver as coisas, senão também uma impossibilidade de as ver de qualquer outra maneira.”
Em breves e belas palavras, um de nossos maiores representantes da Literatura Brasileira definiu o ofício de um escritor. No dia 25 de julho comemora-se o Dia Nacional do Escritor, data instituída em 1960 pelo então presidente da União Brasileira de Escritores, João Peregrino Júnior, e pelo seu vice-presidente, o célebre escritor Jorge Amado.
Jorge Amado nasceu em 10 de agosto de 1912 no município de Itabuna, Bahia. Faleceu em Salvador, no dia 06 de agosto de 2001, aos 88 anos
Jorge Amado nasceu em 10 de agosto de 1912 no município de Itabuna, Bahia. Faleceu em Salvador, no dia 06 de agosto de 2001, aos 88 anos
“Pobres dos escritores que não se derem conta disso: escrever é transmitir vida, emoção, o que conheço e sei, minha experiência e forma de ver a vida.”
O Dia do Escritor surgiu após a realização do I Festival do Escritor Brasileiro, iniciativa da UBE. O grande sucesso do evento foi primordial para que, por intermédio de um decreto governamental, a data fosse instituída com a finalidade de celebrar a importância do profissional das letras, profissão que, infelizmente, nem sempre tem sua relevância reconhecida.
Erico Verissimo nasceu em Cruz Alta, Rio Grande do Sul, em 17 de dezembro de 1905. Faleceu em Porto Alegre, no dia 28 de novembro de 1975
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Erico Verissimo nasceu em Cruz Alta, Rio Grande do Sul, em 17 de dezembro de 1905. Faleceu em Porto Alegre, no dia 28 de novembro de 1975
“Nenhum escritor pode criar do nada. Mesmo quando ele não sabe, está usando experiências vividas, lidas ou ouvidas, e até mesmo pressentidas por uma espécie de sexto sentido.”
Com pouco mais de quinhentos anos de história, a Literatura Brasileira, se comparada à tradição literária europeia, por exemplo, ainda é jovem, mas nem por isso menos rica e interessante. Dos primeiros cronistas à literatura contemporânea, oferece uma diversidade de autores que representam os mais variados gêneros, muitos internacionalmente reconhecidos.
Caio Fernando Abreu nasceu em 12 de setembro de 1948 em Santiago, Rio Grande do Sul. Faleceu em Porto Alegre, no dia 25 de fevereiro de 1996
Caio Fernando Abreu nasceu em 12 de setembro de 1948 em Santiago, Rio Grande do Sul. Faleceu em Porto Alegre, no dia 25 de fevereiro de 1996
“O escritor é uma das criaturas mais neuróticas que existem: ele não sabe viver ao vivo, ele vive através de reflexos, espelhos, imagens, palavras. O não-real, o não-palpável. Você me dizia “que diferença entre você e um livro seu”. Eu não sou o que escrevo ou sim, mas de muitos jeitos. Alguns estranhos.”
Em verso e prosa, os escritores brasileiros representam e defendem a identidade cultural do país, fazendo da palavra a matéria-prima de sua arte. Por meio de pensamentos, sentimentos e opiniões, provocam nos leitores diferentes emoções, fazendo rir, chorar, recordar e refletir.
*Com exceção da imagem de Caio Fernando Abreu, cedida pela irmã do escritor, Márcia de Abreu Jacintho, as demais imagens que ilustram o artigo são capas do periódico “Cadernos de Literatura Brasileira”, do Instituto Moreira Salles.
__fonte: _

Quero pedir desculpas aos ESCRITORES por haver deixado de registrar o seu dia maior. A omissão decorreu do meu estado de espírito e indignação com alguns fatos recentíssimos, como o assalto a uma pessoa amiga aqui na Meira e Sá, repetição de tantos outros, inclusive um que pôs em risco a vida de um jovem, filho dessa pessoa ontem atacada. Esse é o Rio Grande sem sorte. Mas faço o reparo, em tempo. Um abraço de Carlos Gomes

O CUSTO PARA A LEGALIZAÇÃO DE IMÓVEIS



Estimados Amigos e Leitores,

Ocupo outra vez o espaço da rede virtual, para confabular com vocês a respeito das dezenas de acontecimentos, que diariamente afligem a vida do cidadão brasileiro.
Fora as mazelas reclamadas diariamente, insegurança, equipamentos urbanos sucateados, saúde desabastecida e omissa, trago agora nova preocupação, colocando mais amargor à sofrida luta para a sobrevivência.
Tudo isso em razão da absoluta falta de providências do poder público – refiro-me aos três poderes, Ministério Público, instituições representativas de classes profissionais e até das entidades culturais pertinentes, que insistem em não listar as prioridades temáticas dos problemas emergentes do exercício de suas atividades.
Reparto aqui as minhas preocupações com uma situação que está anunciada para 2019, qual seja, a exigência da Receita Federal para detalhamento de informações na próxima declaração de rendimentos, ano base 2018, que vai pesar no bolso do contribuinte que terá de legalizar a situação do seu patrimônio imobiliário adquirido, mas ainda sem a transferência no registro competente.
Antes dessa medida, inegavelmente salutar, deveria o legislador ter se preocupado com o custo exacerbado para tal providência, haja vista a necessidade de enorme valor dos impostos específicos para as transferências de imóveis e, em igual exemplo, das custas cartoriais correspondentes.
Num primeiro momento, é preciso que o legislador regulamente a questão do “valor venal”, que é adotado como “base de cálculo” anual para efeito de IPTU, em comparação com o valor da avaliação em caso de uma transação desses bens, no mesmo período, quando a avaliação para o pagamento do imposto de transmissão é astronomicamente aumentado, sem nenhuma lógica justificadora dessa disparidade.
O ideal é que se fixasse o valor venal de um imóvel, com validade anual, para todos os efeitos de direito, com atualizações regulares, evitando-se esse absurdo que acontece sem qualquer providência efetiva. Vejamos: você paga seu imposto predial no começo do exercício, com um valor calculado a título de base de cálculo. Contudo resolve negociá-lo, ainda no mês de janeiro. Neste caso a Comissão de Avaliação faz nova verificação e estipula essa base de cálculo em valor elevadíssimo, sem qualquer explicação plausível, sequer respeitando o valor real da transação.
Pior que isso, os registros dessas transações provocam a cobrança de preços cartorários incidentes sobre o valor da avaliação e não efetiva transação. Por que? Não deveria ser pelo custo operacional do serviço? Isto é, pelo volume de procedimentos necessários para a consumação do registro?
Qual a diferença entre procedimentos de transferência de um imóvel de pequeno valor e uma mansão? O trabalho é o mesmo, mas os custos seguem o valor do bem, como calculado pelo poder público. Não vejo lógica nisso.
Lembro-me bem, quando fui Presidente da OAB/RN, que estava em discussão um regimento de custas no TJ/RN e havia um item que calculava o preço do reconhecimento de firma na venda de um veículo, em percentual correspondente ao valor da transação. Protestei e isso foi modificado. Usei o mesmo argumento, o preço do serviço deve corresponder ao custo operacional para prestá-lo, independentemente do valor do negócio.
Agora, abusando das interrogações, faço mais uma: quem não tiver condições de regularizar seus imóveis para atender às exigências da Receita Federal ficará impedido de prestar a sua declaração anual de rendimentos? Terá de pagar alguma multa?
Gostaria que esse assunto fosse motivo de provocação aos parlamentares, discutido nas entidades de classe, em particular na OAB/RN, ALEJURN (Academia de Letras Jurídicas), IPDT (Associação Potiguar de Direito Tributário), associações dos fiscais e dos cartórios, para se encontrar um denominador comum e evitar o “boom” que certamente se instalará no momento do cumprimento da obrigação fiscal no próximo exercício.

domingo, 22 de julho de 2018

O TEMPO PASSOU PARA ELES



LOS MUERTOS ESTÁN A MI LADO

de plato en la mano esperáis
la revuelta que no llega

los muertos están a mi lado
pero se reniegan a combatir

tal vez no más confían
en petardos y héroes
o porque estando muertos
no tengan más vida que perder

el tiempo pasó para ellos
y si pasó para ellos
pasó también para mí.


OS MORTOS ESTÃO AO MEU LADO

de pires na mão esperais
a revolta que não chega

os mortos estão ao meu lado
mas se recusam a combater

talvez não mais acreditem
em petardos e heróis
ou porque estando mortos
não tenham mais vida a perder

o tempo passou para eles
e se passou para eles
passou também para mim


                        HORÁCIO PAIVA
-  Mudado para espanhol por Félix Contreras




sexta-feira, 20 de julho de 2018








FLAGRANTES DA PALESTRA E
DA FESTA

Joventina e José Gomes Filho
O escritor e o jovem Pedro Simões Filho
O Salão Nobre do IHGRN lotado

O escritor e o Desembargador Federal Ivan Lira de Carvalho


 Carlos e Guga
 Professora Karoline (IPDT) e o escritor
 O escritor com o Desembargador Aderson
 Pausa para o cafezinho Santa Clara (Três Corações), 
que fez a cortezia e abrilhantou a festa
 E a fila continua grande
 Fila dos amigos, protegidos por tendas para prevenir a chuva
 Fila dos amigos
Ao fundo um grupo de membros da 
Confraria do Café Avenida
 Luciano brindou a todos com excelente repertório musical
 A família Gomes, comandada pelo 
Patriarca Arquiteto Moacyr Gomes
A família Gomes e um representante dos Praxedes-Barreto

O livro
 O Brasão e o Pelourinho
 A Coluna Capitolina
 O jardim do Instituto



sábado, 14 de julho de 2018

COPA DO MUNDO - RÚSSIA 2018





 




DIA 15 DE JULHO - FINAL



 



FRANÇA  4  X  2  CROÁCIA

CAMPEÃO DO MUNDO: FRANÇA (BI)
VICE-CAMPEÃO: CROÁCIA

Partida monumental. Deu dignidade a um campeonato de futebol. Venceu a seriedade, o amor, o patriotismo, o melhor futebol do mundo. Sirva de lição às demais nações do mundo.
Parabéns à Rússia pela organização, segurança e ordem.




SOMOS TODOS CROATAS. SOMOS TODOS FRANCESES. SOMOS TODOS CAMPEÕES.
Geniberto Paiva Campos – do Coletivo Lampião – Brasília 12 de julho, 2018

O Futebol assume o seu lugar de esporte universal.
E propicia lições aparentemente singelas, mas de profundo alcance, de integração de todos os povos, de todas as etnias, de todas as crenças, de todos os quadrantes.
O Campeonato Mundial de Futebol de 2018, organizado pela Rússia, que chega ao seu final no próximo domingo, 15 de julho, talvez venha a representar um marco significativo, não apenas na evolução da prática do esporte, suas táticas e suas regras, da introdução provavelmente definitiva da Tecnologia na decisão dos juízes. Vai mais além.
Mesmo para o observador não muito atento ao entorno do esporte, vão se tornando cada vez mais claras as consequências da Globalização. Para muitos, algo restrito à área da Economia. Ou, vá lá, da Geopolítica. Chegou a hora e a vez do Futebol.
Ao que mostra o desenrolar e o desfecho da Copa do Mundo de 2018, o futebol não é mais uma competição restrita à Europa Ocidental e à América do Sul. Onde os outros países eram meros figurantes. Quase obrigatórios.
Alguma coisa mudou. E o processo de Globalização ocupa o seu lugar nessa mudança.
O surgimento dos centros importadores de craques da pelota provocou um intenso intercâmbio entre os mais diversos países. No caso do Futebol o mundo globalizado tornou-se ainda menor. Mais restrito.
E o Mercado, ávido de talentos, passou a adquiri-los em seu nascedouro, com a aquisição precoce de jogadores adolescentes, ainda em formação. Futuros craques, com certeza.
Como resultado, o Futebol firma-se, cada vez mais, como paixão incontida. Estádios cheios, torcidas vibrantes.  Retorno financeiro. Um espetáculo para todas as idades, todas a gerações. Todos as gentes, todos os povos. Perfeita integração entre jogadores e torcida.
A cada quatro anos organiza-se a competição mundial. Na bolsa de apostas, os favoritos eram, sempre, os campeões de outrora: europeus e latino-americanos. Isso, agora, mudou. O Futebol paixão nacional ganhou o mundo. E continuou paixão. E guardou a sua pureza. Quase ingênua, em sua aparência.
A Copa da Rússia está comprovando algo que, há tempos, se suspeitava: o futebol agrega, o futebol une. O futebol quebra barreiras e preconceitos.
Tentativas de “politizar” o nobre esporte bretão não conseguiram, ainda, atingir os seus objetivos. Claro, o esporte, como toda atividade humana, tem o seu viés político.
Mas não exatamente da forma como alguns imaginam.
Voltando à Copa da Rússia: a maioria dos países participantes se apresentou com “times mistos”, em sua composição étnica. Negros, brancos, amarelos, árabes, judeus.
Todas as etnias estão ali representadas, irmanadas, cobertas pelas cores da camisa, pelo hino, pela bandeira. Pela incontida euforia na comemoração de belas jogadas e vitórias.
E, finalmente, tiraram dos juízes a última e decisiva palavra sobe lances duvidosos. Eles aprendem a voltar atrás das suas decisões equivocadas. (Ah, que belo exemplo nos trouxe a tecnologia...).
Não importa quem seja, com justiça, o campeão da Copa de 2018. O grande vencedor foi o Futebol e, por tabela, o processo civilizatório.
O Futebol vai aos poucos deixando de ser “a pátria de chuteiras”. É um jogo. Uma competição saudável e leal, ganha quem souber jogar melhor. Cujos técnicos saibam dispor de forma mais eficiente os seus craques em campo.
Por alguma razão, lembrei-me da crônica, quase cinquentenária, do poeta Drummond, sobre Leila Diniz, a moça brasileira que “sem discurso nem requerimento soltou as mulheres (...) presas ao tronco de uma especial escravidão”.
Que o Futebol, sem discurso nem requerimento, cumpra o seu papel de integração, na construção permanente de um mundo cada vez mais solidário, humano, sem preconceitos e livre.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

COPA DO MUNDO - RÚSSIA - 2018




 


DIA 14 DE JULHO - 3º E 4º LUGARES


 



BÉLGICA  2   X0   INGLATERRA

3º LUGAR: BÉLGICA
4º LUGAR: INGLATERRA







ALGUÉM SONHA


a vida é sonho
e os sonhos sonhos são
mas se a vida é sonho
e sonhar viver é preciso
como navegar sonhos
neste mar de sonhos
onde alguém nos sonha?

 
 

                        Horácio Paiva 

quarta-feira, 11 de julho de 2018

COPA DO MUNDO - RÚSSIA 2018

SEMIFINAIS



DIA 11 DE JULHO





 



CROÁCIA   2  X  1   INGLATERRA





19 de julho, 2018 Carlos Roberto de Miranda Gomes lança livro sobre confrarias de Natal


No Brasil, no início do século XX, as livrarias do entorno da Avenida Central com a Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro, eram um dos pontos mais procurados pelos intelectuais da época e se tornaram reduto de confrarias. Em Natal não foi diferente, tendo surgido suas primeiras confrarias a partir dos anos 40, com destaque para o “Clube dos Inocentes”, liderado por intelectuais como o Professor José Saturnino e o ilustre Câmara Cascudo.
E são as histórias marcantes de famosas confrarias de Natal que serão contadas no livro “As Confrarias e o Tempo” do jurista, escritor e poeta Carlos Roberto de Miranda Gomes, membro honorário vitalício do Conselho Seccional da OAB/RN. A edição será lançada no dia 19 de julho, às 19h, na sede do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, na Cidade Alta. “As Confrarias e o Tempo” é um lançamento do Sebo Vermelho com o apoio do IHGRN.
“No livro conto a história de algumas confrarias famosas. A Filopança, por exemplo, tem um nome curioso. Filo vem de Filosofia e pança é de encher a cara. Era uma confraria só de homens. Foram muitos momentos marcantes”, relembra em tom saudoso.
Mas uma das confrarias mais especiais para o ilustre norte-riograndense é a Confraria da Livraria Universitária, por ser a primeira a ser frequentada pelo então estudante universitário. A Confraria era dividida em dois segmentos: Alto Clero, no anexo entrecortado pelo Beco da Lama, onde compareciam personalidades da sociedade potiguar mais experientes, como Diógenes da Cunha Lima, João Medeiros Filho e outros egressos da Confraria do Clube dos Inocentes. E o Baixo Clero, segmento formado por profissionais mais novos, como médicos, advogados, dentistas e poetas. A Confraria funcionava nas manhãs dos sábados, no primeiro andar da Livraria da Rio Branco.
Após a Confraria da Livraria Universitária, surgiu a Confraria da Livraria Poti e há cinco anos, Carlos Roberto de Miranda Gomes frequenta a Confraria do Café Avenida, no Tirol. Entre as discussões promovidas pelos amigos figuram assuntos como a terceira guerra mundial, sugestões de nomes para o próximo papa e temáticas controversas.
E são todas estas histórias que serão contadas em detalhes nesta edição especial, que também possui um vasto conteúdo de fotos e ilustração da capa feita pelo neto do imortal potiguar, o designer Carlos Victor. “Este livro é uma semente que quero plantar, mas sem muitas pretensões. Gosto de espontaneidade e quero que este lançamento seja assim. Será uma noite como uma autêntica confraria. Cafezinho, bons papos e a presença dos amigos, acadêmicos e da família”, ressaltou Carlos Gomes.
NOVO LANÇAMENTO
Carlos Roberto de Miranda Gomes é “imortal” na Academia Norte-Riograndense de Letras, Academia Macaibense de Letras e Academia Cearamirinense de Letras e Artes e já lançou mais de 15 livros da área jurídica, além de obras como romances e ficção. O próximo lançamento será o romance “Amor de Outono”.



terça-feira, 10 de julho de 2018

COPA DO MUNDO - RÚSSIA 2018

SEMIFINAIS



DIA 10 DE JULHO




 


FRANÇA   1   X  0   BÉLGICA



segunda-feira, 9 de julho de 2018

TEMPO DE INSEGURANÇA





          Sem adentrar no âmago do assunto, por desconhecimento de detalhes, externo a minha preocupação com a "insegurança jurídica" que grassa no Brasil nos dias presentes.
       Julgamentos estranhos, decisões estapafúrdias e irracionalidade das facções em conflito, levam a perplexidade ao povo brasileiro, às vésperas de um pleito eleitoral, dando a impressão de que a arma democrática do voto não será mais vez utilizada.
     Continua o equívoco de que tanto nos falava o saudoso Professor Mário Moacyr Porto: "O brasileiro não luta em torno de ideias, mas de pessoas".
      Tive a oportunidade de, no mês passado, deixar uma indagação: "Precipitação das denúncias ou falência do Poder Judiciário"!
Permaneço insistindo nesse aspecto digno de profunda meditação. Ao dizer isso quero me referir ao cipoal de decisões deste domingo passado, quando do habeas corpus para a soltura do ex-Presidente Lula - assunto ainda sem solução definitiva. Está inaugurada a "Era da Incerteza", como resultado da dúvida cruel:   ou está ocorrendo precipitação no oferecimento de denúncias contra os "medalhões" da República ou o Poder Judiciário está em fase falimentar.
Para agravar o psicológico do brasileiro, fomos desclassificados da Copa da Rússia e essa derrota, em meu sentir, foi o resultado da ausência de motivação oferecida pelo País aos seus atletas em razão da incerteza, da ingovernabilidade e falta de perspectiva de solução a curto ou médio prazo.
É preciso uma reflexão das Instituições e das pessoas e, em seguida, o início das reformas de base, tanto para a recuperação econômico-financeira do Estado quanto, principalmente, um retorno da ética para que possamos restaurar a esperança em dias melhores. 
Vale repetir a advertência: "a falha da Justiça pode induzir o homem a buscá-la pelas próprias mãos".