sábado, 20 de agosto de 2011


MANCHETES DENUNCIAM NOSSOS GESTORES

Sem comentários, apresentamos a situação dos nossos gestores através das manchetes dos nossos jornais. Ficam as dúvidas: perdulários, despreparados, corruptos, sonhadores, indiferentes, aproveitadores, demagogos??????????????
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Sistema carcerário: "SOLUÇÕES AINDA ESTÃO DISTANTES"
"DEFICIT É DE 2.600 VAGAS NO RN";

Turismo: "SEM ESTRUTURA, REDINHA AGONIZA" - falta tudo, menos problemas e promessas; "INTERVENÇÃO DA PREFEITURA AUMENTA O CAOS NO ENTORNO DA PARAÇA DAS FLORES";

Mobilidade urbana: "BURACOS ALTERAM LINHAS DE ÔNIBUS"; "VIATURA (DA POLÍCIA) CAPOTA AO TENTAR DESVIAR DE BURACO NA ZONA NORTE"; "NATAL E SUAS RUAS CARROÇÁVEIS:

Ensino: "ESCOLAS NÃO APRESENTAM CALENDÁRIO"; "ALUNOS ESPERAM A REPOSIÇÃO DAS AULAS NA REDE PÚBLICA";

Saúde: "HOSPITAL SUSPENDE NEUROCIRURGIAS" - por falta de recursos financeiros; "MP QUER SOLUÇÃO PARA LOTAÇÃO DO WALFREDO"; "GALPÃO INTERDITADO" (espaço reservado para destinamento de medicamentos vencidos é periciado pelo ITEP;

Urbanismo: "RECURSOS DE R$ 2,5 MI GARANTIDOS PARA CONSTRUÇÃO DOS ACESSOS DA PONTE DE TODOS NÃO SÃO MAIS SUFICIENTES";

Economia: "ETANOL NÃO ESTÁ VANTAJOSO NO RN"; "DECISÕES PRECISAM DE MAIS TRANSPARÊNCIA" (Cláudio Abramo);

Medicamentos: "FALTA CONTROLE EM TODAS AS UNIDADES";

Esporte: "JUIZ CONSIDERA MÁ IDEIA O PROJETO DE UM NOVO ESTÁDIO NA ÁREA DO BOPE";

Cultura: "SE NÃO ME DEREM CONDIÇÕES, EU SAIO" (Roberto Lima - Presidente da FUNCARTE) ... Fim de evento e até hoje artistas estão de bolsos vazios.

MAS AS DEMOLIÇÕES E O PROJETO DA 'ARENA DAS DUNAS' CONTINUAM CONSUMINDO NOSSO DINHEIRO!!!!!!!!!



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Exposição " As Cores do Folclore", de Gutemberg Costa, em Natal/RN-Brasil.



O Governo do Estado do Rio Grande do Norte, a Secretaria Extraordinária da Cultura e a Fundação José Augusto

CONVIDAM

Para a abertura da exposição "As Cores do Folclore", de Gutemberg Costa, com a participação especial de João Natal.
Local: Galeria Newton Navarro
Fundação José Augusto
Rua Jundiaí, 641 - Tirol - Natal/RN

Vernissage: 22 de agosto de 2011 às 21h
Visitação: 23/08 a 15/09, das 08 às 17h.

SOBRE GUTEMBERG COSTA
Ele é natalense, jornalista, folclorista, carnavalesco, funcionário público, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, membro correspondente do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia, da Academia Mossoroense de Letras e da Comissão Paulista de Folclore, do Instituto Memória do Canindé e do Instituto José Marrocos de Estudos Sócio-Culturais do Ceará.


FONTE: blog VALE VERDE

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

MAURÍLIO PINTO DE MEDEIROS - o grande xerife se aposenta

A sociedade potiguar recebe, com saudade, a notícia da aposentadoria de Maurílio Pinto de Medeiros, o filho do Coronel Bento, que igualmente prestou serviços relevantes à segurança do nosso Estado.
Foi quase meio século de atividade desgastante, convivendo com o perigo e com o risco da própria vida, exercida com altivez, coragem e resignação, porquanto atropelado, algumas vezes, com acusações injustas, que geraram ações administrativas e judiciais.
O seu nome tem o sinônimo de efetividade, respeitado pelos homens de bem e temido pela bandidagem.
Apesar de aposentado, ainda participou da recente "Operação Xerife", que levou à cadeia cerca de 90 pessoas, ação esta realizada em sua homenagem, mas contando com a sua orientação.
É difícil esquecer, por qualquer pessoa, independentemente de categora social, que não tenha recebido a atenção do nosso Xerife para a solução de algum caso mais intrincado ocorrido com um membro de suas família.
Hoje, pelas 17 horas, será homenageado pela ADEPOL em sua sede da praia de Areia Preta. Mas é pouco, aguarda-se o reconhecimento dos órgãos oficiais, dos Podere constituídos, dos órgãos de classe, como a Ordem dos Advogados do Brasil e outros.
Maurílio é meu contemporâneo e acompanhei a sua trajetória vitoriosa. Sobre o seu trabalho fiz registros no meu livro Traços e Perfis da OAB/RN. Por tal razão, neste modesto espaço, rendo as minhas homenagens ao Xerife-Amigo, a quem reconheço o valor de jamais ter recuado diante dos perigos e do risco da sua própria vida. Parabéns e que Deus o recompense com a mansidão de um restante de vida com a família e convivência com os verdadeiros amigos.
Um grande abraço do seu admirador Carlos de Miranda Gomes

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O Jornal Virtual de Roberto Guedes- Edição N° 229 - Natal, quarta-feira, 17 de agosto de 2.011, noticia:
Manoel (D), ao lado de Walter Alves: cidadão potiguar.
Conterrâneo
Conforme anunciado, foi na manhã desta quarta-feira, hoje, no plenário Clóvis Motta, que a Assembléia Legislativa realizou a cerimônia de entrega do título de cidadão honorário do Rio Grande do Norte ao empresário Manoel Lopes da Silva, 73, português de Póvoa do Varzin que há anos lidera iniciativas filantrópicas de grande repercussão social nesta unidade federativa. O emblema deste trabalho é o “Armazém da Caridade”, que ele montou em parceria com maçons.
=========== Últimas
América
O advogado, professor universitário e desportista Jussier Santos é quem vai falar em nome da diretoria do América Futebol Clube durante a homenagem que a Assembléia Legislativa prestará à entidade, nesta quinta-feira, 18, amanhã, numa iniciativa do deputado estadual Hermano Morais (PMDB). Hermano não falará em nome do clube exatamente porque o fará em nome da população potiguar.
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P A R A B É N S


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

JORNAIS - veículos de planejamento e execução

Nas minhas leituras diárias dos jornais da província, constatei que eles, pela forma como são editados, funcionam como verdadeiro veículo de planejamento e execução da administração pública.
Um governande inteligente bem que poderia fazer a leitura diária dos jornais, pois assim teriam a excelente oportunidade de corrigir equívocos, evitar transtornos e ofertar à comunidade uma gestão de boa qualidade.
As críticas dos leitores, os artigos e reportagens abordando toda a espécie de assunto têm sido indiscutivelmente um ponto forte para manter bem informado o cidadão e, por tabela, os governantes.
Precisamente, pela falta dessa leitura diária, os dirigentes, incluindo os seus secretários, deixam de realizar uma boa gestão pela não solução aos reclamos apontados, dando perfeita impressão da incompetência e descaso com que exercem os seus mandatos.
Eu mesmo, venho escrevendo neste blog e algumas vezes publicando nos jornais, indicativos de problemas e fazendo sugestões. A propósito, num dos meus artigos chamei a atenção para "buracos" na via pública e agora, já passados quase quatro anos, eles continuam e até foram ampliados, sem qualquer atenção dos mandatários da edilidade.
Ademais disso, os jornais, incluindo nessa expressão, também, os periódicos, são fontes permanentes de pesquisa, custeada pelo próprio leitor, sem os perigos da manipulação política ou de interesse pessoal.
Sugiro que, por apenas um mês, os responsáveis pelas administrações estadual  e municipal façam esse exercício de cidadania e dêem atenção ao quanto apontado ou ponderado nos jornais das nossas cidades e avaliem o resultado. Certamente vão passar a merecer maior respeito dos cidadãos.
Dêem mais valor aos nossos jornais - a voz autêntica do povo!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Aos Aposentados e Pensionistas do INSS


M A S S A C R E / EXTERMÍNIO / ROUBO

Para mostrar rigor fiscal e impedir pressão por aumento de gasto, a Presidenta Dilma Rousself vetou ontem uma emenda da LDO para o ano 2012, que possibilitaria conceder reajustes acima da inflação para aposentados e pensionistas do INSS que recebem benefício acima do valor do salário mínimo.

Portanto, o aumento dessa classe será medida pelo INPC que é inferior ao INPC-3ª idade. A conseqüência disso é a perda do poder aquisitivo ( = a empobrecimento). Dentro de mais alguns anos todo aposentado do INSS estará recebendo apenas hum salário mínimo. Enquanto isso, vejam abaixo os aumentos das classes privilegiadas.

O aumento dado este ano aos políticos foi de até 60%;
O aumento reivindicado pelo Poder Judiciário federal é de até 55%;
O aumento reivindicado pelos auditores fiscais do estado do RGN é de 15%;
O aumento concedido este ano para o aposentado do INSS foi de 6,47%.

AUMENTOS PREVISTOS PARA 2012

Aposentado e pensionistas do INSS que ganham acima do salário mínimo, previsão de aumento é de 5%;
O aumento do salário mínimo previsto é de mais ou menos 13% .
O aumento previsto para os funcionários das universidades federais é de 0%.; existe um projeto para congelar dez anos os salários dos funcionários do executivo federal.

O Brasil é o país das desigualdades e das injustiças, vocês não acham? .

Zeca Gomes
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Desenho - fonte: Fábrica de Sonhos
DEÍFILO GURGEL - memória viva da cultura potiguar

Mais uma vez brilhou a estrela do escritor DEÍFILO GURGEL ao conceder entrevista ao jornal O POTI, no caderno "Muito", onde responde ao repórter SÉRGIO VILAR sobre algumas passagens da sua vida e do seu trabalho em prol das pesquisas sobre folclore.                                                
O título da entrevista já diz muito da grandeza desse intelectujal, quando afirma
"Dei muito mais entrevista do que mereço", levando ao jornalista a inspiração para escrever o texto:                
"A brisa areiabranquense moldou a personalidade infantil de Deífilo Gurgel. Mas brotou dos serrotes verdejantes de Caraúbas o alumbramento poético adolescente. A sensação de vislumbre diante daquelas elevações e depressões distintas da paisagem plana de Areia Branca permanece mesmo aos 85 anos."
Na medida das indagações, vai revelando as suas descobertas e redescobertas, como as de Fabião das Queimadas, com quem gravou em vídeo um documentário, Chico Antônio, Maria José (D. Militina) e outros tantos, formando o seu Romanceiro Potiguar - fruto de pesqauisa de mais de 10 anos, a ser brevemente lançado em livro.
Sóbrio, mas sincero, não joga confetes em quem não merece, mas não atira pedra aos insensíveis e enaltece apenas aqueles que fizeram alguma coisa pelo folclore no nosso Estado e dá contas de suas frustrações e sonhos para o futuro, como o de tentar perenizar a memória de Chico Daniel  - o maior mamulengueiro, atavés de um filho deste
ainda recalcitrante em assumir o ministério, como também acontece com os descendentes de Severino Guedes.
Não quero tirar o sabor de uma leitura completa da reportagem publicada neste domingo 14 - dia dos pais. Procure o jornal e guarde essa relíquia do jovem escritor de 85 anos.
Um única pergunda que não quer calar: "POR QUE DEÍFILO AINDA NÃO É IMORTAL DA NOSSA ACADEMIA NORTE-RIO-GRANDENSE DE LETRAS?" - De qualquer forma, sem dúvida alguma, ele já está imortalizado no conceito da sociedade potiguar e, especialmente, nas cercanias do folclore da nossa terra e o reconhecimento em todo o nosso País.
Parabéns Sérgio Vilar, por mais esta magnífica entrevista.

domingo, 14 de agosto de 2011

RETALHOS DE SAUDADES

Nesta manhã de domingo, em que se comemora O DIA DOS PAIS, desde muito cedo, após o café matinal com Thereza, começa a romaria dos filhos e dos netos trazendo-me mensagens de amor e carinho, paralelamente às emoções de um tempo passado.
Após as primeiras lágrimas, vou conferir as mensagens em meu computador e logo deparo-me com novas moções de extremo carinho dos meus amigos.
Estou feliz, mas escolhi o domingo para registrar neste blog as manifestações culturais, embora estas não descartem a saudade, a tristeza e, mais que tudo, a vida.
Reproduzo, assim, uma bela mensagem da minha inesquecível vizinha Lourdinha Nogueira, que completaria 90 anos e que me foi enviada pela sua filha Ana Amélia. Obrigado, com um grande e saudoso beijo.
Em seguida, a eterna musa da terra dos canaviais, Lúcia Helena, com sua verve e, agora também como uma intérprete musical, que deixou surpresos e gratificados todos aqueles que foram à seresta promovida por Jojó na casa de Pedro Simões/Jailza.
Termino com Deth Haak, Poetisa dos Ventos, autêntica representante da SPVA.

 Em seguida, reproduzo mensagens recebidas.


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(DO QUE EU GOSTAVA E DO QUE EU TINHA MEDO)
Maria de Lourdes Cavalcanti Nogueira (*)

Minha gente,

Não estou na lista de intelectuais nem de jornalistas, também não tenho bagagem para isto. Porém, peço permissão para escrever alguma coisa que eu vi meus pais falarem e muitas e muitas que eu tomei conhecimento.
Todas as crônicas que leio no jornal me emocionam muito porque encontro gente minha, envolvida. Aqui, eu vou fazer um colchinha de retalhos de saudades.
Eu tinha medo quando Cambraia gritava os jornais. Ele percorria as ruas gritando com voz estridente pelo próprio apelido: Caambraaaaia!....... Isto existiu mesmo. Não sei o porque desse nome - talvez porque ele era preto e a cambraia tecido, só tinha bem branca
O Barrão 70: uma pessoa afogada na ilusão da vida; vivia perambulando sem lar e sem nada. Muito sujo, pois não trocava de roupa. Andava com um grande saco de estopa nas costas. Não pedia nada, nem agredia ninguém. Porém, toda a roupa que se dava para ele trocar, ele vestia por cima da outra ( acho que os pais faziam terror para as crianças se aquietarem).
Também tinha medo do Papa-figo. Este, nunca vi, nem sei dizer nada sobre ele.
Tinha medo de dois rapazes da alta sociedade que eram bem baixinhos (eu, bem pequena, era maior que eles) Eles se vestiam muito bem com ternos, gravatas, chapéu e sapatos bem envernizados. Eram intelectuais e um deles tocava piano.
Gostava de ver Bernadete, uma professora que ficou doente da cabeça. Antes da doença, ela passeava muito e gostava do carnaval de Pernambuco. Por isso, quando enlouqueceu, vestia suas saias bem godê, sapato tênis e com uma sobrinha aberta, cantava e dançava os frevos na rua. Tinha uma voz linda demais. Os senhores que a conheciam lhe davam algum dinheiro, com muito respeito. Ela procurava-os sempre no Cova da Onça, no Natal Clube e nos Cinemas Politeama e Royal. Todas as pessoas que ela conhecia, chamava pelo nome. Meu irmão, José Aguinaldo, achava que dava sorte se encontrar com ela.
Outras coisas que eu gostava: cavaco chinês, que por sinal, no tempo, não mudou em nada; sorvete feito na hora, numa caixa de madeira com uma manivela rodando - eu sei que o sorveteiro contornava a caixa por dentro com gelo picado e muito sal, para conservar. Mas, já tinha as caixinhas para servir!
De comida de rua era oferecido alfenim doce, puxa-puxa, cocada, cavaco chinês, doce seco ( era uma tapioca bem dura com recheio bem ardoso) e geléia de coco que ainda existe (cortavam os pedaços no tabuleiro); caldo-de-cana moída na hora e aluá de abacaxi.
Ainda lembro coisas que me davam muito medo.
Tinha medo de ver passar enterro dos indigentes - eram levados numa rede num pau bem forte ( um caibro de casa ) onde se pendurava um punho num lado e no outro - tudo coberto. Escolhiam para carregar a rede com o morto, os doentes mais calmos do Asilo que era dirigido por um senhor de muita formação e competência, Cândido Medeiros, que deixou uma família muito grande, pessoas importantíssimas que hoje, os últimos rebentos estão vivos e podem endossar o que eu estou dizendo. Só em conversa podemos podemos pesquisar mais sobre estas criaturas. Umas se foram bem novas e outras ainda estão vivas e inteligentes, honrando o nosso Rio Grande do Norte que está muito sofrido .
Voltando a falar dos enterros dos indigentes - os quatro homens tomavam um pouquinho de cachaça, saíam de dupla para se revezarem. Por vezes, andavam bem depressa, certamente por causa do peso e para chegarem logo. Eram vigiados por dois enfermeiros bem fortes e levavam para o cemitério do Alecrim. Neste tempo, era o único, por que Natal terminava por este bairro e ia até onde as lavadeiras lavavam as roupas - no rio das Quintas. Elas levavam uma grande trouxa de roupa amarrada nas quatro pontas da toalha. Levavam também uma bacia de alumínio emborcada em cima. A lavadeira da minha casa, só almoçava de tarde quando trazia aquela roupa tão cheirosa. Eu costumava jantar com ela. Mamãe fazia o prato e deixava no forno do fogão - um tal fogão inglês à lenha. Até tapioca se fazia na chapa. A comida era bem quentinha.
Então, a lavadeira com as palmas das mãos bem brancas e engelhadas do frio da água do rio, fazia macaquinho de feijão com toucinho, para mim. Quando mamãe via, ai de mim !...era um castigo certo!..
Para não apavorar muito os leitores vou descrever os enterros dos ricos. Tinha um bonde preto com cortinas pretas e flores, certamente alecrim cheiroso. O cortejo era a pé - por vezes, aparecia algum carro tipo Ford W8.
Conheci bem de perto um senhor muito importante de nome João Leandro que morava na rua da Estrela, onde morávamos. Tinha a sua oficina mortuária em casa, ao lado. Trabalhava muito a noite, quando era caixão de rico. Meu pai, era muito gaiato e dizia assim: “hoje é noite do dinheiro e do martelo”!... As cores dos caixões eram preta, roxa ou branca (esta só para moça donzela). Os pequenininhos eram azuis, muito enfeitados de dourado ou prateado. Não existiam urnas de madeira.
Nesse tempo, com tudo tão calmo e com segurança as crianças brincavam nas calçadas. Então, numa noitinha, eu e outras crianças vizinhas, estávamos brincando de “tica”. Um menino grande gritou: “olha o papa-figo!.... A gente saiu numa carreira tão desenfreada que entramos na primeiro porta aberta - era o portão da tal oficina. Foi então que nos deparamos com os caixões enfileirados de um lado e do outro. Os gritos uuuuiiii, aaaaiii, foram de arrepiar!.. O senhor João Leandro apareceu e expulsando todas, disse: “vão na frente que eu vou atrás para dizer a seus pais que, se ele não der educação a vocês eu vou dar!” A turma ficou chamando-o de “professor caminho do céu”. Isto tudo, muito escondido, pois não tínhamos maldade nem coragem.

(*) Dona de casa, viúva. Começou a escrever depois
dos 78 anos de idade.
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Colaboração de sua filha Ana Amélia

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POEMA QUE ESCREVI HÁ QUATRO ANOS E DEDIQUEI AO VALE VERDE

VERDE, SEMPRE TE QUERO VERDE.



(Dedicado ao Ceará-Mirim)
Lúcia Helena Pereira

-Verde, sempre te quero verde!
Vestido de esperança e dourado de sol.
Verde, sempre te quero verde
Brilhando na chuva e espreguiçando-se ao vento.
Verde, sempre te quero verde,
Iluminado e festivo
Comemorando história e preservando lembranças.

-Verde, sempre te quero verde
Exibindo casarões, praças e ruas,
Patrimônios de antigas nobrezas.
Verde, sempre te quero verde,
Impetuoso, destemido e alvissareiro,
Na travessia dos séculos.
Verde, sempre te quero verde,
Na memória dos teus filhos ilustres,
Uns distantes, outros próximos do coração.

-Verde, sempre te quero verde,
Coberto pelo aroma fresco das matas
E banhado pelos rios serenos,
Onde sussurram as sinfonias do tempo.
Verde, sempre te quero verde,
Embelezando-se no Oiteiro, Guaporé,
Santa Águeda, Verde Nasce,
Mucuripe, Solar Antunes!
Verde, sempre te quero verde,
Na Usina São Francisco, Ilha Bela,
No Cumbe e Diamante.

-Verde, sempre te quero verde,
Nas águas misteriosas e perfumadas dos olheiros,
Do rio Água Azul, Nascença, sempre te quero verde e eterno,
Na casa - grande onde corri meus passos de criança,
E bebi água de poço refletindo a minha vida!

-Verde, sempre te quero verde
Anunciando alegrias e acordando saudades.
Nas águas límpidas o Rio Ceará - Mirim.
Verde de memoráveis figuras
Do meu bisavô, José Antunes de Oliveira,
Da minha avó paterna, Madalena Antunes,
Do meu tio-avô Juvenal Antunes de Oliveira,
Do primo amado, Nilo de Oliveira Pereira.
Ceará - Mirim de Edgar Varela e Edgar Barbosa,
Da ex-prefeita Terezinha da Câmara Melo,
De Roberto Pereira Varela e Rui Pereira Júnior,
De Adelle de Oliveira e José Augusto Meira.

-Verde de tantos nomes queridos:
Raimundo Pereira Pacheco e Olympia (meus avós maternos)

-Ceará-Mirim dos meus pais:
Abel Antunes Pereira e Áurea Pacheco Pereira.
Dos meus tios: Ruy Antunes Pereira, Vicente Ignácio Pereira,

Joana D´Arc Pereira do Couto!
Verde de Zizi -Augusto Vaz Neto (primo tão querido),
De Herbert Washington Dantas,
De Gracilde Correia de Melo e Idalina Correia Pacheco,
Do meu trisavô, Manoel Varela do Nascimento e Bernarda.
Verde dos tios: Etelvina Antunes Lemos e Ezequiel Antunes.
Das minhas contadoras de estórias: Piô e Maroca.
-Ceará-Mirim de Quincas e Lebre
Do compadre Joaquim Gomes (tocador de Rabeca),
De dona Biluca - rendeira de almofadas de bilro!
Verde, resplendente verde,
De minha Duda (Iara Maria Pereira Pinto),
De Uruca - Denise Pereira Gaspar,
De minha primeira professora: Valdecy Villar de Queiroz Soares!
Verde das minhas conterrâneas: Naide, Neire e Nadeje,
De Abner de Brito, Onofre Soares, Gibson Machado,
Dr. Percílio e dona Esmeralda.

-A cidade verde, de canavial ondulante,
Da Matriz de N.Sra. da Conceição
Das oiticicas cheirosas, manacás, umburanas…
Ceará-Mirim, criança de 153 anos
Engalanando - se para festejar
Seu VERDE luminoso e iluminado,
Brilhando nas asas dos araraús
Passeando pelo infinito
E nas sinfonias siderais,
Repercutindo no dobre dos sinos
Da Matriz de N.Sra. da Conceição
Ecoando pelo vale!

Ceará - Mirim! Sempre VERDE!
É assim que eu te quero!
               
* * *

Sim a vida...
Deth Haak

Conceber no próprio ser
Um fruto para preservar
O principio dum crescer
Na alquimia de amar...

Dádiva por Deus concedida
Pra a espécie eternizar
Muda o corpo da parida
Pro universo transformar.

Aborto é falta de amor
Covardia de quem pratica
Mulher e o demente doutor
Uma insana falta de ética
O desamor do precursor.

Faça repartir a vida
Neste ato de amar
Na poesia que aqui grita
Por crescer e multiplicar.

Sim a vida! E não ao abortar
Vida é promessa cumprida
Aborto é sinônimo de matar,
Um feto a rogar... Pela vida!
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Mensagens recebidas DA FAMÍLIA


O primeiro cumprimento do dia foi de Thereza, com a entrega de presentes em nome de Chana e Yukare (gatos).
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“Pai,

Guardo com muita alegria e saudades o tempo da minha infância e adolescência que passamos juntos. A matinê do cinema Rio Grande assistindo filmes como “Pele de asno”, “Submarino Amarelo”, “La Violetera” e outros. Os piquiniques e acampamentos em Ponta Negra e Cotovelo. A ida ao SCBEU e FISK; o clube do chorinho no sábado à tarde no Bosque dos Namorados; o churrasco do domingo na Dom Pedrito. Tempos bons, que não voltam mais é verdade, mas que foi fundamental para que eu entendesse a importância de um pai na vida de um filho. Te amo, você é muito mais do que eu escrevi. Beijos ROSA”

Presentes e abraços de Rapha e Bibi, e cumprimentos de Ernesto.

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“Eu aprendi muito com você...

Por sua paciência para me ouvir, sua generosidade, seu senso de justiça e seu dom para a compreensão e incentivo...

...você é um grande professor e um grande amigo.

Sou muito grata por ter alguém tão especial como você em minha vida. Parabéns pelo seu dia. Te amo TÊTA”

Presentes e abraços de Lucas Antônio e Carlos Victor.

... Vovô, parabéns pelo seu dia. Que você continue a me dar aquelas comidinhas debaixo da mesa. Beijos “au” “au” Malu (cadelinha de estimação)
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Mensagem que CARLINHOS preparou, com Valéria e Carlos Neto:

“RECEITA DE PAI

Deus pegou a força de uma montanha, a calma de um mar tranqüilo, a generosidade da natureza, a majestade de uma árvore, os confortáveis braços da noite, a sabedoria das eras, o calor de um verão, o poder do vôo da águia, a alegria de uma manhã de primavera, a fé de uma semente de mostarda, a paciência da eternidade e o centro da necessidade de uma família.

Depois Deus juntou todos esses ingredientes e quando percebeu que nada mais havia para acrescentar, Ele viu que Sua obra prima estava completada.

Olhou para essa obra e disse: ‘A tua missão é sagrada. Vai para a vida, vai!’

Só falta eu de dar um nome: E te batizo de PAI.

Vai...Tens todo o meu apoio!”

“POR QUE O SENHOR REPREENDE AQUELE QUE AMA, ASSIM COMO O PAI AO FILHO A QUEM QUER BEM” (Provérbios 3:12)

FELIZ DIA DOS PAIS. (juntou fotos marcantes de várias passagens de nossas vidas) tudo num envelope escrito por Carlos Neto “Te Amo, vovô”.

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CARTA AO MEU PAI

Tantas vezes tentei definir meu pai: perfeito? honesto? austero? probo?

Aí eu me pergunto... ele será TUDO isso? será SÓ isso?

Meu pai, certamente, tem todos estes predicados. Contudo, não é perfeito, e graças a Deus que não é.

Tem seus momentos de fraqueza, medo, desesperança, raiva, indignação. Às vezes não acredita mais no mundo e se pergunta se vale a pena ser correto, em uma sociedade tão corrompida.

Essas dúvidas vêm e vão tão rápido quando a certeza da retidão de seu caráter.

Meu pai, com certeza, não é perfeito, pois mentiu muitas vezes para mim, fazendo-me acreditar que o mundo não tinha defeitos, que havia anjos em todos os cantos e que nada poderia me fazer sofrer.

Infelizmente, o mundo não é o idealizado e declamado por ele em minha infância, tentando poupar-me de suas mazelas.

Pai, como diz a música, “eu cresci e não houve outro jeito”, começo a ter as mesmas dúvidas e certezas que você. Começo a mentir para minha filha sobre um mundo perfeito, para salvaguardá-la do nosso.

Pai, gostaria de somente hoje, no seu dia, poder mentir e dizer “que o mundo é perfeito e que todas as pessoas são felizes”, mas não posso, pois não tens mais a inocência de uma criança e sim a sabedoria dos mais velhos, as vezes tão desvalorizados apesar de tão sábios.

Você tem a felicidade do reconhecimento de todos: de sua família, alunos, colegas e amigos, da sociedade que lhe outorga tantos títulos e lhe rende tantas e justas homenagens.

Neste momento, onde não enxergo o teclado escondido entre tantas lágrimas, posso lhe dizer que a minha mensagem é mais simples do que toda esta digressão.

Dizer apenas que TE AMO e que gostaria de ser para os meus filhos (Guilherme e Clara), o que você é para mim... o norte, o porto seguro, o ídolo, a esperança, a luz, o guia, a paz, o amor, enfim...o meu pai (que lindo pronome possessivo).

Feliz dia dos pais, desculpe não dizer isso todos os dias, pois ainda seria pouco para representar o que sinto por ti. Quem me dera poder acreditar que você é eterno, que nunca me deixará...como no mundo encantado que os pais criam para os filhos para fazê-los felizes. Porém, o mais importante é que você está aqui e de forma plena e total, sendo verdadeiramente o melhor pai do mundo...o meu pai.

Do seu filho,

Roquinho.

Com os cumprimentos da minha nora Daniela e de Maria Clara, na expectativa da chegado de Guilherme.

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MENSAGENS DOS AMIGOS:

Chegou de Edilson Avelino (DIDI):

“Querido Dr. Carlos,

que nesse Dia dos Pais todos os seus filhos estejam bem, com saúde e felizes, pois sei que esse é o melhor presente que Deus pode lhe dar.

Que bom que esse texto mereceu a publicação em seu Blog. Receba o meu abraço especial por esse dia e a minha admiração de sempre.

DIDI'
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"O Pai se escreve sempre com P grande em letras de respeito e tremor se é Pai da gente".

(Carlos Drummond de Andrade)

Feliz "Dia dos Pais"
Bandeira

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Recebi do amigo FLÁVIO REZENDE um belo artigo “Um pai pós-doutor em valores humanos”, oferecido ao seu pai Fernando e que homenageia todos os pais.
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Mensagem telefônica de Eduardo Jorge. Encontros e congratulações das filhas e de Zélia.

Cumprimentos de Honório e esposa, do Dr. Hélio Santiago e filhos.
Telefonema da minha cunhada Rachele Rosso Nelson



sábado, 13 de agosto de 2011

(EM HOMENAGEM AO DIA DOS PAIS)

Ensina a teu filho


FREI BETTO - Artigo - O Estado de S. Paulo

Ensina a teu filho que o Brasil tem jeito e que ele deve crescer feliz por ser brasileiro. Há neste país juízes justos, ainda que esta verdade soe como cacófato. Juízes que, como meu pai, nunca empregaram familiares, embora tivessem filhos advogados, jamais fizeram da função um meio de angariar mordomias e, isentos, deram ganho de causa também a pobres, contrariando patrões gananciosos ou empresas que se viram obrigadas a aprender que, para certos homens, a honra é inegociável.

Ensina a teu filho que neste país há políticos íntegros como Antônio Pinheiro, pai do jornalista Chico Pinheiro, que revelou na mídia seu contracheque de parlamentar e devolveu aos cofres públicos jetons de procedência duvidosa.

Saiba o teu filho que, no monolito preto do Banco Central, em Brasília, onde trabalham cerca de 3 mil pessoas, a maioria é honrada e, porque não é cega, indignada ante maracutaias de autoridades que deveriam primar pela ética no cargo que lhes foi confiado.

Ensina a teu filho que não ter talento esportivo ou rosto e corpo de modelo, e sentir-se feio diante dos padrões vigentes de beleza, não é motivo para ele perder a auto-estima. A felicidade não se compra nem é um troféu que se ganha vencendo a concorrência. Tece-se de valores e virtudes e desenha, em nossa existência, um sentido pelo qual vale a pena viver e morrer.

Ensina a teu filho que o Brasil possui dimensões continentais e as mais fertéis terras do planeta. Não se justifica, pois, tanta terra sem gente e tanta gente sem terra. Assim como a libertação dos escravos tardou, mas chegou, a reforma agrária haverá de se implantar. Tomara que regada com muito pouco sangue.

Saiba o teu filho que os sem-terra que ocupam áreas ociosas e prédios públicos são, hoje, chamados de "bandidos", como outrora a pecha caiu sobre Gandhi sentado nos trilhos das ferrovias inglesas e Luther King ocupando escolas vetadas aos negros.

Ensina a teu filho que pioneiros e profetas, de Jesus a Tiradentes, de Francisco de Assis a Nelson Mandela, são invariavelmente tratados, pela elite de seu tempo, como subversivos, malfeitores, visionários.

Ensina a teu filho que o Brasil é uma nação trabalhadora e criativa. Milhões de brasileiros levantam cedo todos os dias, comem aquém de suas necessidades e consomem a maior parcela de sua vida no trabalho, em troca de um salário que não lhes assegura sequer o acesso à casa própria. No entanto, essa gente é incapaz de furtar um lápis do escritório, um tijolo da obra, uma ferramenta da fábrica. Sente-se honrada por não descer ao ralo que nivela bandidos de colarinho branco com os pés-de-chinelo. É gente feita daquela matéria-prima dos lixeiros de Vitória que entregaram à polícia sacolas recheadas de dinheiro que assaltantes de banco haviam escondido numa caçamba.

Ensina teu filho a evitar a via preferencial dessa sociedade neoliberal que nos tenta incutir que ser consumidor é mais importante que ser cidadão, incensa quem esbanja fortuna e realça mais a estética que a ética.

Saiba o teu filho que o Brasil é a terra de índios que não se curvaram ao jugo português e de Zumbi, de Angelim e frei Caneca, de madre Joana Angélica e Anita Garibaldi, dom Hélder Câmara e Chico Mendes.

Ensina a teu filho que ele não precisa concordar com a desordem estabelecida e que será feliz se se unir àqueles que lutam por transformações sociais que tornem este país livre e justo. Então, ele transmitirá a teu neto o legado de tua sabedoria.

Ensina teu filho a votar com consciência e jamais ter nojo de política, pois quem age assim é governado por quem não tem e, se a maioria tiver a mesma reação, será o fim da democracia. Que o teu voto e o dele sejam em prol da justiça social e dos direitos dos brasileiros imerecidamente tão pobres e excluídos, por razões políticas, dos dons da vida.

Ensina a teu filho que a uma pessoa bastam o pão, o vinho e um grande amor. Cultiva nele os desejos do espírito. Saiba o teu filho escutar o silêncio, reverenciar as expressões de vida e deixar-se amar por Deus que o habita.
_____________
Colaboração do leitor Didi Avelino





sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Homenagem prestada por PEDRO SIMÕES

Professor, Advogado e Escritor

O RN QUE VALE A PENA

IOLETE LACERDA talvez seja a mais antiga professora de Ceará-Mirim, ainda em atividade. Embora aposentada, é sempre requisitada pelos colegas para repassar-lhes a experiência de cinquenta anos de magistério ou ministrar aulas inaugurais ou ainda participar de painéis e eventos ligados à educação. Nascida em Ceará-Mirim, onde vive até hoje, deu o melhor de si na formação dos quadros dirigentes da sua cidade. É um exemplo, um paradigma, um modelo a ser seguido. Aqui, na nosso espaço, a ACLA lhe presta essa singela homenagem.

CEARÁ-MIRIM TEM JEITO!
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ECOS DA SOLENIDADE DA ACLA

PATRONOS/ACADÊMICOS


Cadeira n.1 – Nilo Pereira; Caio César Cruz Azevedo
Cadeira n.2 – Edgar Barbosa; Cléa Bezerra
Cadeira n. 3 – Juvenal Antunes; Paulo de Tarso
Cadeira n. 4 – Maria Madalena Antunes Pereira; Lúcia Helena Pereira
Cadeira n. 5 – Adelle de Oliveira; Ciro José Tavares
Cadeira n. 6 – Augusto Meira; Emmanuel Cavalcanti
Cadeira n. 7 – Rodolfo Garcia; (Reservado para Roberto Furtado)
Cadeira n. 8 – Júlio Magalhães de Sena; Gibson Machado
Cadeira n. 9 – Inácio Meira Pires; (Reservado para Múcio Vicente)
Cadeira n. 10 – Jayme Adour da Câmara;
Cadeira n. 11 – Padre Jorge O´Grady de Paiva; José de Anchieta Cavalcanti
Cadeira n. 12 – Elviro Carrilho da Fonseca;
Cadeira n. 13 – Herculano Bandeira de Melo;
Cadeira n. 14 – José Emidio Rodrigues Galhardo; Janilson Dias de Oliveira
Cadeira n. 15 – José Alcino Carneiro dos Anjos;
Cadeira n. 16 – Francisco Pereira Sobral;
Cadeira n. 17 – Etelvina Antunes Lemos; Sayonara Montenegro Rodrigues
Cadeira n. 18 – Antonio Glicério;
Cadeira n. 19 – Dolores Cavalcanti;
Cadeira n. 20 – Francisco de Salles Meira e Sá; Pedro Simões
Cadeira n. 21 – Anete Varela; Francisco de Assis Rodrigues
Cadeira n. 22 – Rafael Fernandes Sobral; Franklin Marinho de Queiroz
Cadeira n. 23 – José Pacheco Dantas; Leonor Soares
Cadeira n. 24 – Manuel Fabrício de Souza (Amarildo).
Cadeira n. 25 – Bartolomeu Correia de Melo; Ormuz Barbalho Simonetti


SÓCIO HONORÁRIO

Diógenes da Cunha Lima

SÓCIOS BENEMÉRITOS

José Sanderson Deodato Fernandes de Negreiros
Carlos Roberto de Miranda Gomes
Eduardo Gosson
Jansen Leiros Ferreira

SÓCIOS CORRESPONDENTES

Maria Conceição da Câmara (Ceicinha) - Portugal/ Vila do Bispo
Geraldo Pereira – Pernambuco/Recife
Hamilton de Sá Dantas – Brasilia/DF

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

11 DE AGOSTO - FUNDAÇÃO DOS CURSOS JURÍDICOS NO BRASIL - DIA DOS ADVOGADOS

Em homenagem a esta data histórica, a Ordem dos advogados do Brasil, Seção do Rio Grande do Norte e a Câmara Municipal de Natal realizarão sessões especiais comemorativas.

No ensejo, faço presente neste blog uma mensagem particular, afirmando que cerca nossa memória as palavras de um grande causídico, PRADO KELLY, quando proclamou sobre os advogados:

“TRIBUNAIS DE ONDE DESERTEM SERÃO MENOS O TEMPLO DO QUE O TÚMULO DA JUSTIÇA.”

A ideia central da valorização dos profissionais do Direito nasceu com a criação dos cursos jurídicos em 11 de agosto de 1827, gesto que permitiu o surgimento de ideais corporativistas, à imagem da Ordre des Avocats da França, berço cultural dos bacharéis do Brasil.

A data de 11 de agosto, por conseguinte, foi escolhida para comemorar essa grande iniciativa, considerada como O Dia do Advogado, consagrando as forças do primitivo ideal do Parlamento do Império – alforriar, além da independência política que fora conquistada, também a liberdade intelectual, através dos Cursos de Direito de Olinda, Recife e São Paulo, como verdadeira Carta Magna, que nos ofereceram os sempre lembrados Bacharéis Teixeira de Freitas, José de Alencar, Castro Alves, Tobias Barreto, Ruy Barbosa, o Barão do Rio Branco, Joaquim Nabuco, Fagundes Varella, Miguel Seabra Fagundes, dentre tantos.

Sob a influência da Revolução de 1930 foi criada a Ordem dos Advogados do Brasil, que teve como primeiro presidente o advogado Levi Carneiro, o qual a comandou por muito tempo, tendo por instrumento primeiro o Decreto nº 19.408, de 18 de novembro de 1930.

Hoje, sob o comando do Estatuto da Advocacia e da OAB, aprovado pela Lei nº 8.906, de 04 de julho de 1994, vêm sendo mantidos os mesmos propósitos dos fundadores, cujos fins estão assim marcados:

Art. 44. A Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, serviço público, dotada de personalidade jurídica e forma federativa, tem por finalidade:

I – defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado democrático de direito, os direitos humanos, a justiça social, e pugnar pela boa aplicação das leis, pela rápida administração da justiça e pelo aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas; II – promover, com exclusividade, a representação, a defesa, a seleção e a disciplina dos advogados em toda a República Federativa do Brasil.

O Rio Grande do Norte foi um dos primeiros Estados a criar a sua Seccional, partindo da idéia do consagrado jurista Hemetério Fernandes Raposo de Mello, nos idos de 1932, o que se concretizou em 22 de outubro do mesmo ano, por onde passaram figuras das mais ilustres da nossa história, desde o seu Primeiro Presidente Francisco Ivo Cavalcanti, até o atual comandante Paulo Teixeira.

Assim, ‘gratidão’ é a sensação de saber que se recebeu algo muito precioso, é aquilo que sentimos dentro do nosso íntimo, como se nossa alma abrisse um sorriso interno, muito gostoso. Por isso, precisamos HONRAR A HOMENAGEM RECEBIDA, o que registro com as expressões seguintes:

OUVIRAM DO IPIRANDA ÀS MARGENS PLÁCIDAS

DE UM POVO HERÓICO O BRADO RETUMBANTE,

E O SOL DA LIBERDADE, EM RÁIOS FÚLGIDOS,

BRILHOU NO CÉU DA PÁTRIA NESSE INSTANTE.



Ó PÁTRIA AMADA, IDOLATRADA, SALVE!


SALVE-SE das torturas legalizadas nos tribunais de exceção;

Da conduta vesga dos poderosos de plantão;

Do desvio da noção exata da história;

Da coisificação do homem.


Hoje a festa é dos Advogados, da Democracia e dos Direitos Humanos.

OBRIGADO.

Carlos Roberto de Miranda Gomes - Membro Honorário Vitalício da OAB/RN
INSTALAÇÃO DA ACLA - ACADEMIA CEARAMIRINENSE DE LETRAS E ARTES

Foi uma noite histórica, com a presença de intelectuais, autoridades e do povo de Ceará-Mirim, tudo conduzido magistralmente pelo Presidente Pedro Simões Neto, que proferiu, de improviso, um discurso que marcará definitivamente o evento, rememorando a terra dos canaviais e sua gente.
A sessão foi aberta pelo escritor Diógenes da Cunha Lima, Presidente da ANRL, que transferiu o seu comando ao Presidentge Pedros Simões Neto.
Muitos homenageados e, ao final, a execução do hino do Município, cantado com entusiasmo contagiante. PARABÉNS.
Aproveito para apresentar os meus agradecimentos pela outorga do título de Sócio Benemérito, o que muito me engrandece e orgulha.


Cultuo a idéia de que uma homenagem como esta não deve ter a simploriedade de apenas um muito obrigado. Seu significado é bem maior, pois engrandecido pelo chão sagrado da terra dos canaviais, berço de história e de cultura, que enobrece, não apenas os seus conterrâneos, mas todos aqueles que apreciam a beleza, a literatura e a arte, na placidez deste vale.

Cerca nossa memória os meninos do Ceará-Mirim, que se entrelaçaram na contemporaneidade e na cultura – EDGAR BARBOSA e NILO PEREIRA, quando dizia o primeiro: “Ninguém permanece vivendo mais o Ceará-Mirim do que Nilo – o menino que o descreveu entre sonhando e sorrindo já se descobre desde as primeiras linhas – no seu livro “Imagens” de Ceará-Mirim”. Nilo, por sua vez, não faz por menos, confirma o amigo com a bela alegoria: “Menino é aquele que cresce no adulto, a vida o levou por longas terras, a cumprir o seu destino. Mas ele volta sempre: e voltar é ver de novo”.

Ambos contaram e cantaram a mesma terra-berço. Vê-se, assim, que Edgar está em Nilo e Nilo em Edgar, caminhos que se cruzaram num tempo, corpos que se separaram em outro e se reencontraram na grandeza da eternidade.

O mesmo diria dos outros Patronos desta Academia de Cultura, desde ADELLE DE OLIVEIRA, a professora daqueles meninos, até o último que RECENTEMENTE se encantou – BARTOLOMEU CORREIA DE MELO, cujos perfis serão traçados doravante pelos intelectuais que honram suas cadeiras.

Cadeira n.1 – Nilo Pereira;
]Cadeira n.2 – Edgar Barbosa; 
Cadeira n. 3 – Juvenal Antunes; 
Cadeira n. 4 – Maria Madalena Antunes Pereira; 
Cadeira n. 5 – Adelle de Oliveira;
Cadeira n. 6 – Augusto Meira; 
Cadeira n. 7 – Rodolfo Garcia; 
Cadeira n. 8 – Júlio Magalhães de Sena; 
Cadeira n. 9 – Inácio Meira Pires; 
Cadeira n. 10 – Jayme Adour da Câmara; 
Cadeira n. 11 – Padre Jorge O´Grady de Paiva; 
Cadeira n. 12 – Elviro Carrilho da Fonseca; 
Cadeira n. 13 – Herculano Bandeira de Melo; 
Cadeira n.14 – José Emidio Rodrigues Galhardo; 
Cadeira n. 15 – José Alcino Carneiro dos Anjos; 
Cadeira n. 16 – Francisco Pereira Sobral; 
Cadeira n. 17 – Etelvina Antunes Lemos; 
Cadeira n. 18 – Antonio Glicério; 
Cadeira n. 19 – Dolores Cavalcanti; 
Cadeira n. 20 – Francisco de Salles Meira e Sá; 
Cadeira n. 21 – Anete Varela; 
Cadeira n. 22 – Rafael Fernandes Sobral;
Cadeira n. 23 – José Pacheco Dantas; 
Cadeira n. 24 – Manuel Fabrício de Souza (Amarildo);
Cadeira n. 25 – Bartolomeu Correia de Melo.

Assim, ‘gratidão’ é a sensação de saber que se recebeu algo muito precioso, é aquilo que sentimos dentro do nosso íntimo, como se nossa alma abrisse um sorriso interno, muito gostoso. Por isso, precisamos HONRAR O QUE FOI RECEBIDO.

AGRADECER TAMBÉM É UM ATO DE AMOR. É um sentimento que traz junto de si uma série de outros sentimentos: ternura, fidelidade, amizade, cumplicidade

É importante não confundir gratidão com atitudes de lisonja ou bajulação, pois não há hierarquias na gratidão e não há diferenças.

Quem não ama (seja que tipo de amor for: de pai, de mãe, de irmão, de namorado ou esposa, de amigo) não é grato. Quem não ama não é aquele que odeia, mas sim aquele que ignora, que é indiferente. A falta de gratidão é resultado da incapacidade de dar e por isso mesmo está ligada ao egoísmo e à insensibilidade, afinal agradecer é dar, é dividir.

A gratidão não nos tira nada, ela é um dom de troca, é amor puro e verdadeiro e por isso ela se aproxima tanto da caridade, que acrescenta bondade ao espírito, como algo incondicional.

Enfim, a gratidão é um mistério, não pelo prazer que temos com ela, mas pelo obstáculo que com ela vencemos. É a mais agradável das virtudes, e o mais virtuoso dos prazeres. A gratidão é, definitivamente, o caminho para trazer mais para sua vida, pois tudo em que pensar e agradecer será trazido a você. OBRIGADO. (CRMG)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

domingo, 7 de agosto de 2011


ELE e ELAS na poesia potiguar


BALADA DA RESSUREIÇÃO



Ciro José Tavares


“ir aos poucos subindo, subindo
Até encontrar a boca
E escutar num arpejo o universo parar
Na síncope de um beijo.”
Menotti Del Picchia, in Máscaras

Ressuscitar, mulher, é redescobrir o amor.
Primeiro abraço apertado partindo a lâmina de gelo
Que afoga receios e abre algemas do passado.
Depois deixar que livres, mãos pousem no teu colo
e despida a blusa dedos agitados corram
nos teus seios como rios caudalosos.
Estarás pronta, afinal, para sentir
no teu corpo o calor do amado que te cobre
entre beijos loucos e gemidos vindos da garganta.
Não escutarás sequer as palavras incompreensíveis
Atropeladas pelas nossas vozes convulsivas.
Mas eu ouvirei teu grito lancinante
no momento do encontro do êxtase divino,
e no silêncio posterior o compasso da respiração.
Como lençol diáfano a paz virá sobre teu leito
Para embalar o sono construindo, sonhos
Fênix renascida, mulher redescoberta.
***


VOLTANDO
Daisy Maria Gonçalves Leite

Ontem...
Voltei ao passado
Cantei e escutei cantar
Versos que lá estavam guardados
Foi como se estes dez anos
Não nos houvessem separados
Vasculhei todas lembranças
No baú das minhas recordações
Com os olhos marejando de lágrimas
Curvei-me ante o altar
Das minhas ilusões
Baixinho, bem baixinho murmurei
Sou eu, eu que estou voltando
Venho buscar mais uma ilusão
Pois continuo amando!...

***

Trama
JANIA SOUZA

Na boca da noite
o vulto do tempo
impõe seus dogmas.
Senhor feudal do universo
tiraniza a vassalagem humana
subjugando-a com invisíveis grilhões
que acorrentam fortemente a verdade,
esposa dedicada
da sabedoria, viajante anelada
nas asas da esperança.
Na boca da noite
o vulto do tempo
descobre-se... e encobre-se
feito gatuno sorrateiro
funde-se na escuridão
violando-a cinicamente
ao embrenhar-se no manto
da silenciosa noite.
Talvez, seu intuito seja o de fingir
que não intervém no círculo vicioso
do poder, que emana
da fétida escória humana...
Na boca da noite
o vulto do tempo.

sábado, 6 de agosto de 2011

CONVITE PARA A SOLENIDADE DE POSSE DOS SÓCIOS FUNDADORES DA ACADEMIA CEARAMIRINENSE DE LETRAS E ARTES - ACLA. - EM 10-08-2011, 19 horas na Estação Cultural Roberto Pereira Varela - Ceará-Mirim..


PATRONOS/ACADÊMICOS

Cadeira n.1 – Nilo Pereira; VAGO
Cadeira n.2 – Edgar Barbosa; Cléa Bezerra de Melo Centeno
Cadeira n. 3 – Juvenal Antunes; Paulo de Tarso Correia de Melo
Cadeira n. 4 – Maria Madalena Antunes Pereira; Lúcia Helena Pereira
Cadeira n. 5 – Adelle de Oliveira; Ciro Tavares
Cadeira n. 6 – Augusto Meira; Emmanuel Cavalcanti
Cadeira n. 7 – Rodolfo Garcia; VAGO
Cadeira n. 8 – Júlio Magalhães de Sena; Gibson Machado
Cadeira n. 9 – Inácio Meira Pires; Anchieta Cavalcanti
Cadeira n. 10 – Jayme Adour da Câmara; VAGO
Cadeira n. 11 – Padre Jorge O´Grady de Paiva; VAGO
Cadeira n. 12 – Elviro Carrilho da Fonseca; VAGO
Cadeira n. 13 – Herculano Bandeira de Melo; VAGO
Cadeira n.14 – José Emidio Rodrigues Galhardo; Janilson Dias de Oliveira
Cadeira n. 15 – José Alcino Carneiro dos Anjos; VAGO
Cadeira n. 16 – Francisco Pereira Sobral; VAGO
Cadeira n. 17 – Etelvina Antunes Lemos; VAGO
Cadeira n. 18 – Antonio Glicério; VAGO
Cadeira n. 19 – Dolores Cavalcanti; VAGO
Cadeira n. 20 – Francisco de Salles Meira e Sá; Pedro Simões
Cadeira n. 21 – Anete Varela; VAGO
Cadeira n. 22 – Rafael Fernandes Sobral; Franklin Marinho de Queiroz ]
Cadeira n. 23 – José Pacheco Dantas; Leonor Soares
Cadeira n. 24 – Manuel Fabrício de Souza (Amarildo). VAGO
Cadeira n. 25 – Bartolomeu Correia de Melo; Ormuz Barbalho Simonetti

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Dramaturgia sem Ítalo

O ator Ítalo Rossi morreu anteontem, no Rio de Janeiro. Ele tinha 80 anos e estava internado no hospital Copa D’Or. Em janeiro, o ator havia completado 80 anos de idade, com o lançamento da biografia Ítalo Rossi: Isso é tudo. Na ocasião, também comemorou 60 anos de carreira.

O ator nasceu em Botucatu, no interior de São Paulo, e foi integrante do Teatro Brasileiro de Comédia. Ítalo fez carreira no teatro, tendo sido um dos fundadores do Teatro dos Sete. Também atuou na televisão e no cinema. Sua última participação na TV foi no programa humorístico Toma lá, dá cá, da Globo, em que vivia o personagem Seu Ladir, em 2008. No mesmo ano, foi lançado o filme Sexo com amor?, em que interpretou um padre. O enterro ocorreu ontem à tarde no Cemitério do Caju, zona norte do Rio de Janeiro.
Rossi morreu de insuficiência respiratória. Ele fumara por boa parte de seus 80 anos, mas tinha largado o cigarro havia vários meses, segundo Humberto Rossi, seu sobrinho. A morte pegou de surpresa mesmo os mais chegados. O ator foi internado na segunda-feira, com dificuldade para respirar. “Ele tinha problemas respiratórios há muito tempo, mas tinha parado de fumar, depois de várias tentativas. Era vibrante e a cabeça estava excelente”, disse o sobrinho.
Carreira
Ítalo Balbo Di Fratti Coppola Rossi nasceu em Botucatu, interior paulista, no dia 19 de janeiro de 1931. Iniciou a carreira no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC). Já no primeiro espetáculo, sob a direção de Maurice Vaneau, em A Casa de Chá do Luar de Agosto (1956), recebeu o prêmio revelação de ator da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, ABCT.
Em 1959 fundou, ao lado de Fernanda Montenegro, Sergio Britto e Fernando Torres, o Teatro dos Sete, em que atuou com exclusividade durante seis anos, até o encerramento da companhia. No teatro, participou do elenco de mais de 400 montagens. Com 55 anos de carreira, o ator atuou em diversas novelas pela TV Globo, como Escrava Isaura, Senhora do Destino e Belíssima, e era considerado um dos mais importantes atores do País.
Planos

Como diretor, Rossi tinha duas peças planejadas. A atriz Ester Jablonski contou que para ontem estava planejada a primeira reunião do próximo espetáculo: uma peça escrita por Marcelo Rubens Paiva que Rossi dirigiria, tendo Ester como assistente e também como atriz, que se baseia em relatos recebidos pelo Disque-Denúncia e se chama C’est la Vie. “Vamos fazer sem Ítalo. Ele estará presente do jeito dele.” Já Camila Amado, amiga desde os anos 50, revelou outro projeto. “Queríamos levar as crônicas de Danuza Leão para o teatro.”
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Fonte: TRIBUNA POP

terça-feira, 2 de agosto de 2011


LUIZ DA CÂMARA CASCUDO

Aos 20 anos, em 1918, fez sua estréia nas páginas de A Imprensa, o jornal do seu pai. Foi o repórter que acompanhou Joca do Pará numa reportagem sobre as rondas da polícia montada vigiando a noite da cidade. Aos 21,fez sua estréia como escritor ao lançar seu primeiro livro - Alma Patrícia, há noventa anos. E há 25 anos fechou seus olhos para sempre, aos oitenta e seis anos e mais de uma centena de livros. Genial e humilde. Pobre e feliz.

Filho único de Francisco Justino de Oliveira Cascudo e Ana Maria da Câmara Cascudo, ele comerciante e coronel da Guarda Nacional, ela dos afazeres domésticos, nasceu Luís da Câmara Cascudo em Natal, a 30 de dezembro de 1898, onde viveu 88 anos até seu coração parar na tarde do dia 30 de julho de 1986.

Na água do primeiro banho, a mãe despejou um cálice de vinho do Porto para ter saúde e o pai temperou com um patacão do Império, para ganhar fortuna. O padre João Maria, o santo da cidade, batizou-lhe na Igreja do Bom Jesus Dores, na Ribeira, ali onde nasceu, anunciando seu nome em latim: Ludovicus! E a poetisa Auta de Souza, amiga de sua mãe, embalou nos braços tépidos, o choro forte do menino-homem.

Como o sobrevivente de quatro irmãos, teve a infância guardada entre cuidados com ama de companhia, professora particular e proibido do encanto das ruas. No verão, vivia os dias de calor na beira do mar, entre barcos e pescadores, e o inverno passava no sertão, ouvindo o aboio dos vaqueiros e o desafio de cantado. E assim sedimentou, entre espumas e espinhos, a sua cultura descobridora do homem brasileiro.

Desejou ser um nobre médico de província e chegou a cursar os primeiros anos Faculdade de Medicina da Bahia e no Rio de Janeiro. Mas terminou cumprindo destino de ser bacharel em Direito, na velha Faculdade de Direito do Recife onde ainda ouviu o eco dos discursos de Joaquim Nabuco e Tobias Monteiro versos de Castro Alves horrorizados com a escravidão.
Sonhou ser jornalista, e foi. Seu pai, nessa época ainda um homem rico, instalou o jornal A Imprensa para o filho. Nas suas páginas, o estudante que lia até a madrugada, passou a exercitar o gosto de escrever, mantendo a coluna Bric-à-Brac, na qual treinou seu olhar perscrutador observando costumes, hábitos e tradições de seu povo. Um repórter a registrar os quadrantes da vida comum.

O primeiro livro, Alma Patrícia, um olhar pioneiro sobre os poetas e prosadores de sua cidade, sai dos prelos em 1921. Na véspera da Semana de Arte Moderna de 1922 que aconteceria, meses depois, em São Paulo. O movimento estético encontrou no jovem escritor natalense um dos precursores no Nordeste. O professor de História que se revelara com as biografias do Marquês de Olinda e do Conde d'Eu, publicadas na Coleção Brasiliana, foi além dos feitos históricos. Voltou seu olhar para o Brasil para ser um dos grandes fundadores do homem brasileiro, ao lado de Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda

Leitor dos clássicos e das vanguardas dos anos vinte, não demorou a entrar sintonia com os modernistas. Colaborou nas suas revistas, recebeu Mário de Andrade em Natal, e começou a sua construção da cultura popular do seu povo. Ergueu as bases da etnologia, psicologia, antropologia e sociologia do homem brasileiro, vendo e ouvindo, anotando e estudando. Crenças e costumes, hábitos e tradições, cantos e danças, jogos e técnicas, no lazer e no trabalho, na vida e na morte - tudo para conhecê-lo na sua riqueza, singularidade, mutações e permanências.

No final dos anos trinta, lança Vaqueiros e Cantadores e fixa seu nome como legenda nos estudos folclóricos que chamaria de Ciência do Povo. Funda a Sociedade Brasileira de Folclore; propõe uma teoria em tomo do conceito de Cultura Popular; ergue com erudição o corpus conceitual da Literatura Oral no Brasil e sistematiza sua classificação; e faz a sua longa viagem de estudos ao continente africano, como um grande viajante do Século XX, para beber nas fontes ancestrais o vinho arcaico do passado e escrever Made in África, restauração da arqueologia cultural brasileira, cartografia indispensável à compreensão das nossas raízes que pareciam perdidas há cinco séculos. .

Autor de verdadeiros clássicos da cultura brasileira, como o Dicionário do Folclore, Cultura e Civilização, História da Alimentação e História dos Nossos Gestos; ensaísta insuperável da Jangada e da Rede de Dormir; etnólogo dos costumes e superstições; tradutor de Montaigne e Henry Koster; estudioso das lendas, da novelística popular, dos contos infantis, e observador dos medos e assombrações, a obra de Câmara Cascudo é um vasto continente a contracenar com um arquipélago de ilhas temáticas nascidas de todos os seus olhares e saberes específicos articulados entre si.

Com mais de uma centena de títulos. entre livros, traduções, opúsculos, e alguns milhares de artigos publicados no Brasil e em vários países, traduzido na França, Itália, Espanha e Japão, viveu como um descobrir, vendo e ouvindo, lendo e perguntando, anotando e escrevendo, sem nunca pensar em deixar a sua terra Natal, entre o rio, o mar e os morros, traços de sua própria fisionomia. Ainda nos anos trinta, o seu pai ficou pobre e o menino virou arrimo de família com a rica fortuna de um destino que faria de sua obra uma marca vitoriosa na história intelectual do Brasil.

Uma vez, em 1960, foi convidado para reitor da Universidade Nacional de Brasília pelo próprio presidente Juscelino Kubitschek que veio a Natal visitá-lo. Não aceitou. Convidado para ensinar em várias universidades da América Latina, Europa e Estados Unidos, nunca aceitou. Quando se negou a lançar a sua candidatura à Academia Brasileira e Letras, Afrânio Peixoto, seu amigo, in¬conformado em não vê-lo imortal, biografou numa frase perfeita o traço mais determinante de sua personalidade de espírito e de gênio: Câmara Cascudo é um provinciano incurável.

Luis da Câmara Cascudo viveu e morreu na sua aldeia Genial e humilde. Pobre e feliz.

Vicente Serejo 31/07/2011
_____________________
Fonte: Blog Genealogia e História - Ormuz Barbalho Simonetti

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

DESPEDIDA DO TREMA


É uma tremenda aula de criatividade e bom humor, por sinal, com acentuada inteligência. A consequência não poderia ser outra: uma agradável leitura.

Despedida do TREMA_________

Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema. Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüíferos, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüenta anos.

Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora.
Fui expulso pra sempre do dicionário.
Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!...
O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio... A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela. Os dois pontos disseram que eu sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé. Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C cagão que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I.
Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões.
Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas?...
A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o K e o W, "Kkk" pra cá, "www" pra lá.
Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que aliás, deveria se chamar TÜITER.
Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo.
Tudo bem, vou-me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar!...
Nós nos veremos nos livros antigos.
Saio da língua para entrar na história.
Adeus, Trema.
______________________
Colaboração do leitor DIDI AVELINO, RJ

domingo, 31 de julho de 2011

CORES DA DOR

       foto do Machadão sem o gramado

TRISTE FIM

Carlos Roberto de Miranda Gomes

Dos dias de glória e alegria,
O velho estádio hoje sofre o revés,
No desmonte dos algozes infiéis,
Provoca agora apenas nostalgia.


Nenhum clamor ecoa na cidade,
Parece aguardar o seu destino,
Esperançoso que da Graça do Divino,
Possa acontecer algum milagre.
________________________



JAMYLES

Tu foste
o nosso Sol
neste mundo
sem amor,
sem esperança,
sem poesia.
De velas cegas
e de vazio esquecimento.
Os pássaros, agora,
executam uma Sinfonia:
"Jamyles Mimosa"
"Jamyles Mimosa"
Anunciando-te
Ao Reino de Deus.

Natal/RN, 29/30.07.2011
Eduardo Gosson
__________________________

INCLEMÊNCIA
Rizolete Fernandes

Img: Christian Coigny - Women Outside_09

Inda pensada
a dor
é ferroada

Quando sorrateira
se instala
gota em gota
vira enxurrada

Se de repente
aguda inteira
fica
sendo passageira

A dor
faz inclemente
quem a sente

(Fonte: blog Márcia Sanchez Luz)

sábado, 30 de julho de 2011


MINHA CIDADE – um projeto elogiável

CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES – escritor/blogueiro


A sociedade potiguar vem sendo premiada com a execução de um projeto cultural, de invulgar importância – “Minha Cidade”, levado à cabo pela equipe da IntertvCabugi.
Com eficiência e simpatia, adota um formato de rara beleza, divulgando as potencialidades e história de cada município do Rio Grande do Norte, despertando a atenção dos telespectadores para o melhor conhecimento dos que pretendem viajar para uma visita às diversas comunas apresentadas.
Cuida-se, assim, de uma maneira inteligente de descobrir grandezas escondidas, enfatizando as tradições, a economia, a cultura e a toponímia de cada lugar, trazendo orgulho para os conterrâneos e dando novo alento para a geografia humana das cidades visitadas.
Sou um fiel apreciador do programa e o tenho recomendado aos meus familiares e amigos, com um retorno inteiramente positivo, tornando-se o horário num momento de encontro familiar diante da telinha.
Parabéns aos produtores e apresentadores do programa, que já está a merecer o reconhecimento oficial das instituições públicas e privadas do nosso Estado.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

O QUE AVANÇA PODE DETERMINAR A CHEGANÇA FINAL
Por Flávio Rezende*

Todos nós sabemos o quanto é bom os benefícios que as coisas modernas proporcionam. Lentamente o homem está deixando de sentir dor, de precisar andar muito, de viver pouco e, começamos a receber informações que em breve não vamos precisar mais verbalizar as coisas, nem comer, nem ficaremos com órgãos doentes e nem membros quebrados ou paralisados.

Pesquisas recentes apontam no sentido de tornar o homem um híbrido com máquinas, chip já é realidade dentro e fora da gente e, a nanotecnologia começa a tomar nosso corpo como cobaia e, já deve ter por ai, pequeninas maquininhas fazendo um tour por nossas avenidas sempre avermelhadas.

O que pode ter de negativo nisso tudo? A reflexão que faço é que, chegará o dia em que a réplica perfeita de um cérebro humano vai ser feita, contendo a engenhoca todas as condições de dotar uma máquina com as mesmas funções que, até onde sabemos só nós possuímos.

Uma vez instalada uma tecnologia dessas numa máquina, a mesma passará a ter inteligência não mais artificial e sim natural, podendo tomar decisões que, caminhe em direção à eliminação do seu criador.

Com capacidade suficiente para se replicar e sem a barreira de questões éticas e nem religiosas, uma vez que as máquinas não possuirão a cultura e nem o DNA que estes itens têm na raça humana, as máquinas poderão se rebelar contra nosso presumível comando e, passar a nos destruir para que sozinhas, possam exercer suas atividades da maneira que desejem.

Apesar das facilidades relatadas no início deste texto, sabemos que a dor nos ensina, proporcionando a muitos o devido crescimento espiritual, pois pedagógica que é geralmente deixa algum caminho a ser refeito.

Apesar da comodidade dos veículos e meios de transporte inventados, a falta do caminhar tem ocasionado uma série de problemas de saúde, especialmente a obesidade e as taxas alteradas que tanto conhecemos.

Mesmo sabendo ser bom viver bastante, fica claro que a vida acontece de maneira correta dentro de uma cronologia sabiamente estabelecida, viver muito mais cria uma série de situações desagradáveis, pois as gerações mudam seus costumes, o espírito fica cansado a despeito do corpo recauchutado ou não e, ninguém em sã consciência fica feliz em passar tanto tempo encarnado.

Gosto dos avanços da tecnologia e sei que eles estão criando muitas facilidades e alegrias, mas, mesmo sendo um otimista juramentado, visualizo que no futuro, as máquinas com poderes humanos que estamos criando, serão as rebeldes que determinarão a mudança de nossa espécie deste planeta para outro.

Quem sabe em nova moradia, com as lições do passado e as cicatrizes das nossas inconsequências, possamos finalmente evoluir para termos as maravilhas do avanço tecnológico aliado às necessidades da correta postura espiritual, posto que, cheios de benefícios materiais, ainda sentimos ódio, inveja, matamos uns aos outros, somos indiferentes, bélicos e só conhecemos o amor que os mestres tanto falam, em poesias, textos, cartões de datas festivas e na oralidade.

O amor que é real para os iluminados não é um amor carnal, possessivo, teórico, é universal e só será conhecido de fato para quem o vivenciar, na percepção da unidade na diversidade e no entendimento que o fundir dos valores humanos, forjado no big-bang da vida plena, é o UM tão necessário a nossa sobrevivência cósmica.
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*É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (escritorflaviorezende@gmail.com)