(EM HOMENAGEM AO DIA DOS PAIS)
Ensina a teu filho
FREI BETTO - Artigo - O Estado de S. Paulo
Ensina a teu filho que o Brasil tem jeito e que ele deve crescer feliz por ser brasileiro. Há neste país juízes justos, ainda que esta verdade soe como cacófato. Juízes que, como meu pai, nunca empregaram familiares, embora tivessem filhos advogados, jamais fizeram da função um meio de angariar mordomias e, isentos, deram ganho de causa também a pobres, contrariando patrões gananciosos ou empresas que se viram obrigadas a aprender que, para certos homens, a honra é inegociável.
Ensina a teu filho que neste país há políticos íntegros como Antônio Pinheiro, pai do jornalista Chico Pinheiro, que revelou na mídia seu contracheque de parlamentar e devolveu aos cofres públicos jetons de procedência duvidosa.
Saiba o teu filho que, no monolito preto do Banco Central, em Brasília, onde trabalham cerca de 3 mil pessoas, a maioria é honrada e, porque não é cega, indignada ante maracutaias de autoridades que deveriam primar pela ética no cargo que lhes foi confiado.
Ensina a teu filho que não ter talento esportivo ou rosto e corpo de modelo, e sentir-se feio diante dos padrões vigentes de beleza, não é motivo para ele perder a auto-estima. A felicidade não se compra nem é um troféu que se ganha vencendo a concorrência. Tece-se de valores e virtudes e desenha, em nossa existência, um sentido pelo qual vale a pena viver e morrer.
Ensina a teu filho que o Brasil possui dimensões continentais e as mais fertéis terras do planeta. Não se justifica, pois, tanta terra sem gente e tanta gente sem terra. Assim como a libertação dos escravos tardou, mas chegou, a reforma agrária haverá de se implantar. Tomara que regada com muito pouco sangue.
Saiba o teu filho que os sem-terra que ocupam áreas ociosas e prédios públicos são, hoje, chamados de "bandidos", como outrora a pecha caiu sobre Gandhi sentado nos trilhos das ferrovias inglesas e Luther King ocupando escolas vetadas aos negros.
Ensina a teu filho que pioneiros e profetas, de Jesus a Tiradentes, de Francisco de Assis a Nelson Mandela, são invariavelmente tratados, pela elite de seu tempo, como subversivos, malfeitores, visionários.
Ensina a teu filho que o Brasil é uma nação trabalhadora e criativa. Milhões de brasileiros levantam cedo todos os dias, comem aquém de suas necessidades e consomem a maior parcela de sua vida no trabalho, em troca de um salário que não lhes assegura sequer o acesso à casa própria. No entanto, essa gente é incapaz de furtar um lápis do escritório, um tijolo da obra, uma ferramenta da fábrica. Sente-se honrada por não descer ao ralo que nivela bandidos de colarinho branco com os pés-de-chinelo. É gente feita daquela matéria-prima dos lixeiros de Vitória que entregaram à polícia sacolas recheadas de dinheiro que assaltantes de banco haviam escondido numa caçamba.
Ensina teu filho a evitar a via preferencial dessa sociedade neoliberal que nos tenta incutir que ser consumidor é mais importante que ser cidadão, incensa quem esbanja fortuna e realça mais a estética que a ética.
Saiba o teu filho que o Brasil é a terra de índios que não se curvaram ao jugo português e de Zumbi, de Angelim e frei Caneca, de madre Joana Angélica e Anita Garibaldi, dom Hélder Câmara e Chico Mendes.
Ensina a teu filho que ele não precisa concordar com a desordem estabelecida e que será feliz se se unir àqueles que lutam por transformações sociais que tornem este país livre e justo. Então, ele transmitirá a teu neto o legado de tua sabedoria.
Ensina teu filho a votar com consciência e jamais ter nojo de política, pois quem age assim é governado por quem não tem e, se a maioria tiver a mesma reação, será o fim da democracia. Que o teu voto e o dele sejam em prol da justiça social e dos direitos dos brasileiros imerecidamente tão pobres e excluídos, por razões políticas, dos dons da vida.
Ensina a teu filho que a uma pessoa bastam o pão, o vinho e um grande amor. Cultiva nele os desejos do espírito. Saiba o teu filho escutar o silêncio, reverenciar as expressões de vida e deixar-se amar por Deus que o habita.
_____________
Colaboração do leitor Didi Avelino
sábado, 13 de agosto de 2011
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Homenagem prestada por PEDRO SIMÕES
Professor, Advogado e Escritor
O RN QUE VALE A PENA
IOLETE LACERDA talvez seja a mais antiga professora de Ceará-Mirim, ainda em atividade. Embora aposentada, é sempre requisitada pelos colegas para repassar-lhes a experiência de cinquenta anos de magistério ou ministrar aulas inaugurais ou ainda participar de painéis e eventos ligados à educação. Nascida em Ceará-Mirim, onde vive até hoje, deu o melhor de si na formação dos quadros dirigentes da sua cidade. É um exemplo, um paradigma, um modelo a ser seguido. Aqui, na nosso espaço, a ACLA lhe presta essa singela homenagem.
CEARÁ-MIRIM TEM JEITO!
_______________________
ECOS DA SOLENIDADE DA ACLA
PATRONOS/ACADÊMICOS
Cadeira n.1 – Nilo Pereira; Caio César Cruz Azevedo
Cadeira n.2 – Edgar Barbosa; Cléa Bezerra
Cadeira n. 3 – Juvenal Antunes; Paulo de Tarso
Cadeira n. 4 – Maria Madalena Antunes Pereira; Lúcia Helena Pereira
Cadeira n. 5 – Adelle de Oliveira; Ciro José Tavares
Cadeira n. 6 – Augusto Meira; Emmanuel Cavalcanti
Cadeira n. 7 – Rodolfo Garcia; (Reservado para Roberto Furtado)
Cadeira n. 8 – Júlio Magalhães de Sena; Gibson Machado
Cadeira n. 9 – Inácio Meira Pires; (Reservado para Múcio Vicente)
Cadeira n. 10 – Jayme Adour da Câmara;
Cadeira n. 11 – Padre Jorge O´Grady de Paiva; José de Anchieta Cavalcanti
Cadeira n. 12 – Elviro Carrilho da Fonseca;
Cadeira n. 13 – Herculano Bandeira de Melo;
Cadeira n. 14 – José Emidio Rodrigues Galhardo; Janilson Dias de Oliveira
Cadeira n. 15 – José Alcino Carneiro dos Anjos;
Cadeira n. 16 – Francisco Pereira Sobral;
Cadeira n. 17 – Etelvina Antunes Lemos; Sayonara Montenegro Rodrigues
Cadeira n. 18 – Antonio Glicério;
Cadeira n. 19 – Dolores Cavalcanti;
Cadeira n. 20 – Francisco de Salles Meira e Sá; Pedro Simões
Cadeira n. 21 – Anete Varela; Francisco de Assis Rodrigues
Cadeira n. 22 – Rafael Fernandes Sobral; Franklin Marinho de Queiroz
Cadeira n. 23 – José Pacheco Dantas; Leonor Soares
Cadeira n. 24 – Manuel Fabrício de Souza (Amarildo).
Cadeira n. 25 – Bartolomeu Correia de Melo; Ormuz Barbalho Simonetti
SÓCIO HONORÁRIO
Diógenes da Cunha Lima
SÓCIOS BENEMÉRITOS
José Sanderson Deodato Fernandes de Negreiros
Carlos Roberto de Miranda Gomes
Eduardo Gosson
Jansen Leiros Ferreira
SÓCIOS CORRESPONDENTES
Maria Conceição da Câmara (Ceicinha) - Portugal/ Vila do Bispo
Geraldo Pereira – Pernambuco/Recife
Hamilton de Sá Dantas – Brasilia/DF
Professor, Advogado e Escritor
O RN QUE VALE A PENA
IOLETE LACERDA talvez seja a mais antiga professora de Ceará-Mirim, ainda em atividade. Embora aposentada, é sempre requisitada pelos colegas para repassar-lhes a experiência de cinquenta anos de magistério ou ministrar aulas inaugurais ou ainda participar de painéis e eventos ligados à educação. Nascida em Ceará-Mirim, onde vive até hoje, deu o melhor de si na formação dos quadros dirigentes da sua cidade. É um exemplo, um paradigma, um modelo a ser seguido. Aqui, na nosso espaço, a ACLA lhe presta essa singela homenagem.
CEARÁ-MIRIM TEM JEITO!
_______________________
ECOS DA SOLENIDADE DA ACLA
PATRONOS/ACADÊMICOS
Cadeira n.1 – Nilo Pereira; Caio César Cruz Azevedo
Cadeira n.2 – Edgar Barbosa; Cléa Bezerra
Cadeira n. 3 – Juvenal Antunes; Paulo de Tarso
Cadeira n. 4 – Maria Madalena Antunes Pereira; Lúcia Helena Pereira
Cadeira n. 5 – Adelle de Oliveira; Ciro José Tavares
Cadeira n. 6 – Augusto Meira; Emmanuel Cavalcanti
Cadeira n. 7 – Rodolfo Garcia; (Reservado para Roberto Furtado)
Cadeira n. 8 – Júlio Magalhães de Sena; Gibson Machado
Cadeira n. 9 – Inácio Meira Pires; (Reservado para Múcio Vicente)
Cadeira n. 10 – Jayme Adour da Câmara;
Cadeira n. 11 – Padre Jorge O´Grady de Paiva; José de Anchieta Cavalcanti
Cadeira n. 12 – Elviro Carrilho da Fonseca;
Cadeira n. 13 – Herculano Bandeira de Melo;
Cadeira n. 14 – José Emidio Rodrigues Galhardo; Janilson Dias de Oliveira
Cadeira n. 15 – José Alcino Carneiro dos Anjos;
Cadeira n. 16 – Francisco Pereira Sobral;
Cadeira n. 17 – Etelvina Antunes Lemos; Sayonara Montenegro Rodrigues
Cadeira n. 18 – Antonio Glicério;
Cadeira n. 19 – Dolores Cavalcanti;
Cadeira n. 20 – Francisco de Salles Meira e Sá; Pedro Simões
Cadeira n. 21 – Anete Varela; Francisco de Assis Rodrigues
Cadeira n. 22 – Rafael Fernandes Sobral; Franklin Marinho de Queiroz
Cadeira n. 23 – José Pacheco Dantas; Leonor Soares
Cadeira n. 24 – Manuel Fabrício de Souza (Amarildo).
Cadeira n. 25 – Bartolomeu Correia de Melo; Ormuz Barbalho Simonetti
SÓCIO HONORÁRIO
Diógenes da Cunha Lima
SÓCIOS BENEMÉRITOS
José Sanderson Deodato Fernandes de Negreiros
Carlos Roberto de Miranda Gomes
Eduardo Gosson
Jansen Leiros Ferreira
SÓCIOS CORRESPONDENTES
Maria Conceição da Câmara (Ceicinha) - Portugal/ Vila do Bispo
Geraldo Pereira – Pernambuco/Recife
Hamilton de Sá Dantas – Brasilia/DF
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
11 DE AGOSTO - FUNDAÇÃO DOS CURSOS JURÍDICOS NO BRASIL - DIA DOS ADVOGADOS
Em homenagem a esta data histórica, a Ordem dos advogados do Brasil, Seção do Rio Grande do Norte e a Câmara Municipal de Natal realizarão sessões especiais comemorativas.
No ensejo, faço presente neste blog uma mensagem particular, afirmando que cerca nossa memória as palavras de um grande causídico, PRADO KELLY, quando proclamou sobre os advogados:
“TRIBUNAIS DE ONDE DESERTEM SERÃO MENOS O TEMPLO DO QUE O TÚMULO DA JUSTIÇA.”
A ideia central da valorização dos profissionais do Direito nasceu com a criação dos cursos jurídicos em 11 de agosto de 1827, gesto que permitiu o surgimento de ideais corporativistas, à imagem da Ordre des Avocats da França, berço cultural dos bacharéis do Brasil.
A data de 11 de agosto, por conseguinte, foi escolhida para comemorar essa grande iniciativa, considerada como O Dia do Advogado, consagrando as forças do primitivo ideal do Parlamento do Império – alforriar, além da independência política que fora conquistada, também a liberdade intelectual, através dos Cursos de Direito de Olinda, Recife e São Paulo, como verdadeira Carta Magna, que nos ofereceram os sempre lembrados Bacharéis Teixeira de Freitas, José de Alencar, Castro Alves, Tobias Barreto, Ruy Barbosa, o Barão do Rio Branco, Joaquim Nabuco, Fagundes Varella, Miguel Seabra Fagundes, dentre tantos.
Hoje, sob o comando do Estatuto da Advocacia e da OAB, aprovado pela Lei nº 8.906, de 04 de julho de 1994, vêm sendo mantidos os mesmos propósitos dos fundadores, cujos fins estão assim marcados:
Art. 44. A Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, serviço público, dotada de personalidade jurídica e forma federativa, tem por finalidade:
I – defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado democrático de direito, os direitos humanos, a justiça social, e pugnar pela boa aplicação das leis, pela rápida administração da justiça e pelo aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas; II – promover, com exclusividade, a representação, a defesa, a seleção e a disciplina dos advogados em toda a República Federativa do Brasil.
O Rio Grande do Norte foi um dos primeiros Estados a criar a sua Seccional, partindo da idéia do consagrado jurista Hemetério Fernandes Raposo de Mello, nos idos de 1932, o que se concretizou em 22 de outubro do mesmo ano, por onde passaram figuras das mais ilustres da nossa história, desde o seu Primeiro Presidente Francisco Ivo Cavalcanti, até o atual comandante Paulo Teixeira.
Assim, ‘gratidão’ é a sensação de saber que se recebeu algo muito precioso, é aquilo que sentimos dentro do nosso íntimo, como se nossa alma abrisse um sorriso interno, muito gostoso. Por isso, precisamos HONRAR A HOMENAGEM RECEBIDA, o que registro com as expressões seguintes:
OUVIRAM DO IPIRANDA ÀS MARGENS PLÁCIDAS
DE UM POVO HERÓICO O BRADO RETUMBANTE,
E O SOL DA LIBERDADE, EM RÁIOS FÚLGIDOS,
BRILHOU NO CÉU DA PÁTRIA NESSE INSTANTE.
Ó PÁTRIA AMADA, IDOLATRADA, SALVE!
SALVE-SE das torturas legalizadas nos tribunais de exceção;
Da conduta vesga dos poderosos de plantão;
Do desvio da noção exata da história;
Da coisificação do homem.
Hoje a festa é dos Advogados, da Democracia e dos Direitos Humanos.
OBRIGADO.
Carlos Roberto de Miranda Gomes - Membro Honorário Vitalício da OAB/RN
Em homenagem a esta data histórica, a Ordem dos advogados do Brasil, Seção do Rio Grande do Norte e a Câmara Municipal de Natal realizarão sessões especiais comemorativas.
No ensejo, faço presente neste blog uma mensagem particular, afirmando que cerca nossa memória as palavras de um grande causídico, PRADO KELLY, quando proclamou sobre os advogados:
“TRIBUNAIS DE ONDE DESERTEM SERÃO MENOS O TEMPLO DO QUE O TÚMULO DA JUSTIÇA.”
A ideia central da valorização dos profissionais do Direito nasceu com a criação dos cursos jurídicos em 11 de agosto de 1827, gesto que permitiu o surgimento de ideais corporativistas, à imagem da Ordre des Avocats da França, berço cultural dos bacharéis do Brasil.
A data de 11 de agosto, por conseguinte, foi escolhida para comemorar essa grande iniciativa, considerada como O Dia do Advogado, consagrando as forças do primitivo ideal do Parlamento do Império – alforriar, além da independência política que fora conquistada, também a liberdade intelectual, através dos Cursos de Direito de Olinda, Recife e São Paulo, como verdadeira Carta Magna, que nos ofereceram os sempre lembrados Bacharéis Teixeira de Freitas, José de Alencar, Castro Alves, Tobias Barreto, Ruy Barbosa, o Barão do Rio Branco, Joaquim Nabuco, Fagundes Varella, Miguel Seabra Fagundes, dentre tantos.
Sob a influência da Revolução de 1930 foi criada a Ordem dos Advogados do Brasil, que teve como primeiro presidente o advogado Levi Carneiro, o qual a comandou por muito tempo, tendo por instrumento primeiro o Decreto nº 19.408, de 18 de novembro de 1930.
Hoje, sob o comando do Estatuto da Advocacia e da OAB, aprovado pela Lei nº 8.906, de 04 de julho de 1994, vêm sendo mantidos os mesmos propósitos dos fundadores, cujos fins estão assim marcados:
Art. 44. A Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, serviço público, dotada de personalidade jurídica e forma federativa, tem por finalidade:
I – defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado democrático de direito, os direitos humanos, a justiça social, e pugnar pela boa aplicação das leis, pela rápida administração da justiça e pelo aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas; II – promover, com exclusividade, a representação, a defesa, a seleção e a disciplina dos advogados em toda a República Federativa do Brasil.
O Rio Grande do Norte foi um dos primeiros Estados a criar a sua Seccional, partindo da idéia do consagrado jurista Hemetério Fernandes Raposo de Mello, nos idos de 1932, o que se concretizou em 22 de outubro do mesmo ano, por onde passaram figuras das mais ilustres da nossa história, desde o seu Primeiro Presidente Francisco Ivo Cavalcanti, até o atual comandante Paulo Teixeira.
Assim, ‘gratidão’ é a sensação de saber que se recebeu algo muito precioso, é aquilo que sentimos dentro do nosso íntimo, como se nossa alma abrisse um sorriso interno, muito gostoso. Por isso, precisamos HONRAR A HOMENAGEM RECEBIDA, o que registro com as expressões seguintes:
OUVIRAM DO IPIRANDA ÀS MARGENS PLÁCIDAS
DE UM POVO HERÓICO O BRADO RETUMBANTE,
E O SOL DA LIBERDADE, EM RÁIOS FÚLGIDOS,
BRILHOU NO CÉU DA PÁTRIA NESSE INSTANTE.
Ó PÁTRIA AMADA, IDOLATRADA, SALVE!
SALVE-SE das torturas legalizadas nos tribunais de exceção;
Da conduta vesga dos poderosos de plantão;
Do desvio da noção exata da história;
Da coisificação do homem.
Hoje a festa é dos Advogados, da Democracia e dos Direitos Humanos.
OBRIGADO.
Carlos Roberto de Miranda Gomes - Membro Honorário Vitalício da OAB/RN
INSTALAÇÃO DA ACLA - ACADEMIA CEARAMIRINENSE DE LETRAS E ARTES
Foi uma noite histórica, com a presença de intelectuais, autoridades e do povo de Ceará-Mirim, tudo conduzido magistralmente pelo Presidente Pedro Simões Neto, que proferiu, de improviso, um discurso que marcará definitivamente o evento, rememorando a terra dos canaviais e sua gente.
A sessão foi aberta pelo escritor Diógenes da Cunha Lima, Presidente da ANRL, que transferiu o seu comando ao Presidentge Pedros Simões Neto.
Muitos homenageados e, ao final, a execução do hino do Município, cantado com entusiasmo contagiante. PARABÉNS.
Aproveito para apresentar os meus agradecimentos pela outorga do título de Sócio Benemérito, o que muito me engrandece e orgulha.
Cultuo a idéia de que uma homenagem como esta não deve ter a simploriedade de apenas um muito obrigado. Seu significado é bem maior, pois engrandecido pelo chão sagrado da terra dos canaviais, berço de história e de cultura, que enobrece, não apenas os seus conterrâneos, mas todos aqueles que apreciam a beleza, a literatura e a arte, na placidez deste vale.
Cerca nossa memória os meninos do Ceará-Mirim, que se entrelaçaram na contemporaneidade e na cultura – EDGAR BARBOSA e NILO PEREIRA, quando dizia o primeiro: “Ninguém permanece vivendo mais o Ceará-Mirim do que Nilo – o menino que o descreveu entre sonhando e sorrindo já se descobre desde as primeiras linhas – no seu livro “Imagens” de Ceará-Mirim”. Nilo, por sua vez, não faz por menos, confirma o amigo com a bela alegoria: “Menino é aquele que cresce no adulto, a vida o levou por longas terras, a cumprir o seu destino. Mas ele volta sempre: e voltar é ver de novo”.
Ambos contaram e cantaram a mesma terra-berço. Vê-se, assim, que Edgar está em Nilo e Nilo em Edgar, caminhos que se cruzaram num tempo, corpos que se separaram em outro e se reencontraram na grandeza da eternidade.
O mesmo diria dos outros Patronos desta Academia de Cultura, desde ADELLE DE OLIVEIRA, a professora daqueles meninos, até o último que RECENTEMENTE se encantou – BARTOLOMEU CORREIA DE MELO, cujos perfis serão traçados doravante pelos intelectuais que honram suas cadeiras.
Cadeira n.1 – Nilo Pereira;
]Cadeira n.2 – Edgar Barbosa;
Cadeira n. 3 – Juvenal Antunes;
Cadeira n. 4 – Maria Madalena Antunes Pereira;
Cadeira n. 5 – Adelle de Oliveira;
Cadeira n. 6 – Augusto Meira;
Cadeira n. 7 – Rodolfo Garcia;
Cadeira n. 8 – Júlio Magalhães de Sena;
Cadeira n. 9 – Inácio Meira Pires;
Cadeira n. 10 – Jayme Adour da Câmara;
Cadeira n. 11 – Padre Jorge O´Grady de Paiva;
Cadeira n. 12 – Elviro Carrilho da Fonseca;
Cadeira n. 13 – Herculano Bandeira de Melo;
Cadeira n.14 – José Emidio Rodrigues Galhardo;
Cadeira n. 15 – José Alcino Carneiro dos Anjos;
Cadeira n. 16 – Francisco Pereira Sobral;
Cadeira n. 17 – Etelvina Antunes Lemos;
Cadeira n. 18 – Antonio Glicério;
Cadeira n. 19 – Dolores Cavalcanti;
Cadeira n. 20 – Francisco de Salles Meira e Sá;
Cadeira n. 21 – Anete Varela;
Cadeira n. 22 – Rafael Fernandes Sobral;
Cadeira n. 23 – José Pacheco Dantas;
Cadeira n. 24 – Manuel Fabrício de Souza (Amarildo);
Cadeira n. 25 – Bartolomeu Correia de Melo.
Assim, ‘gratidão’ é a sensação de saber que se recebeu algo muito precioso, é aquilo que sentimos dentro do nosso íntimo, como se nossa alma abrisse um sorriso interno, muito gostoso. Por isso, precisamos HONRAR O QUE FOI RECEBIDO.
AGRADECER TAMBÉM É UM ATO DE AMOR. É um sentimento que traz junto de si uma série de outros sentimentos: ternura, fidelidade, amizade, cumplicidade
É importante não confundir gratidão com atitudes de lisonja ou bajulação, pois não há hierarquias na gratidão e não há diferenças.
Quem não ama (seja que tipo de amor for: de pai, de mãe, de irmão, de namorado ou esposa, de amigo) não é grato. Quem não ama não é aquele que odeia, mas sim aquele que ignora, que é indiferente. A falta de gratidão é resultado da incapacidade de dar e por isso mesmo está ligada ao egoísmo e à insensibilidade, afinal agradecer é dar, é dividir.
A gratidão não nos tira nada, ela é um dom de troca, é amor puro e verdadeiro e por isso ela se aproxima tanto da caridade, que acrescenta bondade ao espírito, como algo incondicional.
Enfim, a gratidão é um mistério, não pelo prazer que temos com ela, mas pelo obstáculo que com ela vencemos. É a mais agradável das virtudes, e o mais virtuoso dos prazeres. A gratidão é, definitivamente, o caminho para trazer mais para sua vida, pois tudo em que pensar e agradecer será trazido a você. OBRIGADO. (CRMG)
Foi uma noite histórica, com a presença de intelectuais, autoridades e do povo de Ceará-Mirim, tudo conduzido magistralmente pelo Presidente Pedro Simões Neto, que proferiu, de improviso, um discurso que marcará definitivamente o evento, rememorando a terra dos canaviais e sua gente.
A sessão foi aberta pelo escritor Diógenes da Cunha Lima, Presidente da ANRL, que transferiu o seu comando ao Presidentge Pedros Simões Neto.
Muitos homenageados e, ao final, a execução do hino do Município, cantado com entusiasmo contagiante. PARABÉNS.
Aproveito para apresentar os meus agradecimentos pela outorga do título de Sócio Benemérito, o que muito me engrandece e orgulha.
Cerca nossa memória os meninos do Ceará-Mirim, que se entrelaçaram na contemporaneidade e na cultura – EDGAR BARBOSA e NILO PEREIRA, quando dizia o primeiro: “Ninguém permanece vivendo mais o Ceará-Mirim do que Nilo – o menino que o descreveu entre sonhando e sorrindo já se descobre desde as primeiras linhas – no seu livro “Imagens” de Ceará-Mirim”. Nilo, por sua vez, não faz por menos, confirma o amigo com a bela alegoria: “Menino é aquele que cresce no adulto, a vida o levou por longas terras, a cumprir o seu destino. Mas ele volta sempre: e voltar é ver de novo”.
Ambos contaram e cantaram a mesma terra-berço. Vê-se, assim, que Edgar está em Nilo e Nilo em Edgar, caminhos que se cruzaram num tempo, corpos que se separaram em outro e se reencontraram na grandeza da eternidade.
O mesmo diria dos outros Patronos desta Academia de Cultura, desde ADELLE DE OLIVEIRA, a professora daqueles meninos, até o último que RECENTEMENTE se encantou – BARTOLOMEU CORREIA DE MELO, cujos perfis serão traçados doravante pelos intelectuais que honram suas cadeiras.
Cadeira n.1 – Nilo Pereira;
]Cadeira n.2 – Edgar Barbosa;
Cadeira n. 3 – Juvenal Antunes;
Cadeira n. 4 – Maria Madalena Antunes Pereira;
Cadeira n. 5 – Adelle de Oliveira;
Cadeira n. 6 – Augusto Meira;
Cadeira n. 7 – Rodolfo Garcia;
Cadeira n. 8 – Júlio Magalhães de Sena;
Cadeira n. 9 – Inácio Meira Pires;
Cadeira n. 10 – Jayme Adour da Câmara;
Cadeira n. 11 – Padre Jorge O´Grady de Paiva;
Cadeira n. 12 – Elviro Carrilho da Fonseca;
Cadeira n. 13 – Herculano Bandeira de Melo;
Cadeira n.14 – José Emidio Rodrigues Galhardo;
Cadeira n. 15 – José Alcino Carneiro dos Anjos;
Cadeira n. 16 – Francisco Pereira Sobral;
Cadeira n. 17 – Etelvina Antunes Lemos;
Cadeira n. 18 – Antonio Glicério;
Cadeira n. 19 – Dolores Cavalcanti;
Cadeira n. 20 – Francisco de Salles Meira e Sá;
Cadeira n. 21 – Anete Varela;
Cadeira n. 22 – Rafael Fernandes Sobral;
Cadeira n. 23 – José Pacheco Dantas;
Cadeira n. 24 – Manuel Fabrício de Souza (Amarildo);
Cadeira n. 25 – Bartolomeu Correia de Melo.
Assim, ‘gratidão’ é a sensação de saber que se recebeu algo muito precioso, é aquilo que sentimos dentro do nosso íntimo, como se nossa alma abrisse um sorriso interno, muito gostoso. Por isso, precisamos HONRAR O QUE FOI RECEBIDO.
AGRADECER TAMBÉM É UM ATO DE AMOR. É um sentimento que traz junto de si uma série de outros sentimentos: ternura, fidelidade, amizade, cumplicidade
É importante não confundir gratidão com atitudes de lisonja ou bajulação, pois não há hierarquias na gratidão e não há diferenças.
Quem não ama (seja que tipo de amor for: de pai, de mãe, de irmão, de namorado ou esposa, de amigo) não é grato. Quem não ama não é aquele que odeia, mas sim aquele que ignora, que é indiferente. A falta de gratidão é resultado da incapacidade de dar e por isso mesmo está ligada ao egoísmo e à insensibilidade, afinal agradecer é dar, é dividir.
A gratidão não nos tira nada, ela é um dom de troca, é amor puro e verdadeiro e por isso ela se aproxima tanto da caridade, que acrescenta bondade ao espírito, como algo incondicional.
Enfim, a gratidão é um mistério, não pelo prazer que temos com ela, mas pelo obstáculo que com ela vencemos. É a mais agradável das virtudes, e o mais virtuoso dos prazeres. A gratidão é, definitivamente, o caminho para trazer mais para sua vida, pois tudo em que pensar e agradecer será trazido a você. OBRIGADO. (CRMG)
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
domingo, 7 de agosto de 2011

BALADA DA RESSUREIÇÃO
Ciro José Tavares
“ir aos poucos subindo, subindo
Até encontrar a boca
E escutar num arpejo o universo parar
Na síncope de um beijo.”
Menotti Del Picchia, in Máscaras
Ressuscitar, mulher, é redescobrir o amor.
Primeiro abraço apertado partindo a lâmina de gelo
Que afoga receios e abre algemas do passado.
Depois deixar que livres, mãos pousem no teu colo
e despida a blusa dedos agitados corram
nos teus seios como rios caudalosos.
Estarás pronta, afinal, para sentir
no teu corpo o calor do amado que te cobre
entre beijos loucos e gemidos vindos da garganta.
Não escutarás sequer as palavras incompreensíveis
Atropeladas pelas nossas vozes convulsivas.
Mas eu ouvirei teu grito lancinante
no momento do encontro do êxtase divino,
e no silêncio posterior o compasso da respiração.
Como lençol diáfano a paz virá sobre teu leito
Para embalar o sono construindo, sonhos
Fênix renascida, mulher redescoberta.
***
VOLTANDO
Daisy Maria Gonçalves Leite
Ontem...
Voltei ao passado
Cantei e escutei cantar
Versos que lá estavam guardados
Foi como se estes dez anos
Não nos houvessem separados
Vasculhei todas lembranças
No baú das minhas recordações
Com os olhos marejando de lágrimas
Curvei-me ante o altar
Das minhas ilusões
Baixinho, bem baixinho murmurei
Sou eu, eu que estou voltando
Venho buscar mais uma ilusão
Pois continuo amando!...
***

Trama
JANIA SOUZA
Na boca da noite
o vulto do tempo
impõe seus dogmas.
Senhor feudal do universo
tiraniza a vassalagem humana
subjugando-a com invisíveis grilhões
que acorrentam fortemente a verdade,
esposa dedicada
da sabedoria, viajante anelada
nas asas da esperança.
Na boca da noite
o vulto do tempo
descobre-se... e encobre-se
feito gatuno sorrateiro
funde-se na escuridão
violando-a cinicamente
ao embrenhar-se no manto
da silenciosa noite.
Talvez, seu intuito seja o de fingir
que não intervém no círculo vicioso
do poder, que emana
da fétida escória humana...
Na boca da noite
o vulto do tempo.
sábado, 6 de agosto de 2011
CONVITE PARA A SOLENIDADE DE POSSE DOS SÓCIOS FUNDADORES DA ACADEMIA CEARAMIRINENSE DE LETRAS E ARTES - ACLA. - EM 10-08-2011, 19 horas na Estação Cultural Roberto Pereira Varela - Ceará-Mirim..
PATRONOS/ACADÊMICOS
Cadeira n.1 – Nilo Pereira; VAGO
Cadeira n.2 – Edgar Barbosa; Cléa Bezerra de Melo Centeno
Cadeira n. 3 – Juvenal Antunes; Paulo de Tarso Correia de Melo
Cadeira n. 4 – Maria Madalena Antunes Pereira; Lúcia Helena Pereira
Cadeira n. 5 – Adelle de Oliveira; Ciro Tavares
Cadeira n. 6 – Augusto Meira; Emmanuel Cavalcanti
Cadeira n. 7 – Rodolfo Garcia; VAGO
Cadeira n. 8 – Júlio Magalhães de Sena; Gibson Machado
Cadeira n. 9 – Inácio Meira Pires; Anchieta Cavalcanti
Cadeira n. 10 – Jayme Adour da Câmara; VAGO
Cadeira n. 11 – Padre Jorge O´Grady de Paiva; VAGO
Cadeira n. 12 – Elviro Carrilho da Fonseca; VAGO
Cadeira n. 13 – Herculano Bandeira de Melo; VAGO
Cadeira n.14 – José Emidio Rodrigues Galhardo; Janilson Dias de Oliveira
Cadeira n. 15 – José Alcino Carneiro dos Anjos; VAGO
Cadeira n. 16 – Francisco Pereira Sobral; VAGO
Cadeira n. 17 – Etelvina Antunes Lemos; VAGO
Cadeira n. 18 – Antonio Glicério; VAGO
Cadeira n. 19 – Dolores Cavalcanti; VAGO
Cadeira n. 20 – Francisco de Salles Meira e Sá; Pedro Simões
Cadeira n. 21 – Anete Varela; VAGO
Cadeira n. 22 – Rafael Fernandes Sobral; Franklin Marinho de Queiroz ]
Cadeira n. 23 – José Pacheco Dantas; Leonor Soares
Cadeira n. 24 – Manuel Fabrício de Souza (Amarildo). VAGO
Cadeira n. 25 – Bartolomeu Correia de Melo; Ormuz Barbalho Simonetti
PATRONOS/ACADÊMICOS
Cadeira n.1 – Nilo Pereira; VAGO
Cadeira n.2 – Edgar Barbosa; Cléa Bezerra de Melo Centeno
Cadeira n. 3 – Juvenal Antunes; Paulo de Tarso Correia de Melo
Cadeira n. 4 – Maria Madalena Antunes Pereira; Lúcia Helena Pereira
Cadeira n. 5 – Adelle de Oliveira; Ciro Tavares
Cadeira n. 6 – Augusto Meira; Emmanuel Cavalcanti
Cadeira n. 7 – Rodolfo Garcia; VAGO
Cadeira n. 8 – Júlio Magalhães de Sena; Gibson Machado
Cadeira n. 9 – Inácio Meira Pires; Anchieta Cavalcanti
Cadeira n. 10 – Jayme Adour da Câmara; VAGO
Cadeira n. 11 – Padre Jorge O´Grady de Paiva; VAGO
Cadeira n. 12 – Elviro Carrilho da Fonseca; VAGO
Cadeira n. 13 – Herculano Bandeira de Melo; VAGO
Cadeira n.14 – José Emidio Rodrigues Galhardo; Janilson Dias de Oliveira
Cadeira n. 15 – José Alcino Carneiro dos Anjos; VAGO
Cadeira n. 16 – Francisco Pereira Sobral; VAGO
Cadeira n. 17 – Etelvina Antunes Lemos; VAGO
Cadeira n. 18 – Antonio Glicério; VAGO
Cadeira n. 19 – Dolores Cavalcanti; VAGO
Cadeira n. 20 – Francisco de Salles Meira e Sá; Pedro Simões
Cadeira n. 21 – Anete Varela; VAGO
Cadeira n. 22 – Rafael Fernandes Sobral; Franklin Marinho de Queiroz ]
Cadeira n. 23 – José Pacheco Dantas; Leonor Soares
Cadeira n. 24 – Manuel Fabrício de Souza (Amarildo). VAGO
Cadeira n. 25 – Bartolomeu Correia de Melo; Ormuz Barbalho Simonetti
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Dramaturgia sem Ítalo
O ator Ítalo Rossi morreu anteontem, no Rio de Janeiro. Ele tinha 80 anos e estava internado no hospital Copa D’Or. Em janeiro, o ator havia completado 80 anos de idade, com o lançamento da biografia Ítalo Rossi: Isso é tudo. Na ocasião, também comemorou 60 anos de carreira.
O ator nasceu em Botucatu, no interior de São Paulo, e foi integrante do Teatro Brasileiro de Comédia. Ítalo fez carreira no teatro, tendo sido um dos fundadores do Teatro dos Sete. Também atuou na televisão e no cinema. Sua última participação na TV foi no programa humorístico Toma lá, dá cá, da Globo, em que vivia o personagem Seu Ladir, em 2008. No mesmo ano, foi lançado o filme Sexo com amor?, em que interpretou um padre. O enterro ocorreu ontem à tarde no Cemitério do Caju, zona norte do Rio de Janeiro.
Rossi morreu de insuficiência respiratória. Ele fumara por boa parte de seus 80 anos, mas tinha largado o cigarro havia vários meses, segundo Humberto Rossi, seu sobrinho. A morte pegou de surpresa mesmo os mais chegados. O ator foi internado na segunda-feira, com dificuldade para respirar. “Ele tinha problemas respiratórios há muito tempo, mas tinha parado de fumar, depois de várias tentativas. Era vibrante e a cabeça estava excelente”, disse o sobrinho.
Carreira
Ítalo Balbo Di Fratti Coppola Rossi nasceu em Botucatu, interior paulista, no dia 19 de janeiro de 1931. Iniciou a carreira no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC). Já no primeiro espetáculo, sob a direção de Maurice Vaneau, em A Casa de Chá do Luar de Agosto (1956), recebeu o prêmio revelação de ator da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, ABCT.
Em 1959 fundou, ao lado de Fernanda Montenegro, Sergio Britto e Fernando Torres, o Teatro dos Sete, em que atuou com exclusividade durante seis anos, até o encerramento da companhia. No teatro, participou do elenco de mais de 400 montagens. Com 55 anos de carreira, o ator atuou em diversas novelas pela TV Globo, como Escrava Isaura, Senhora do Destino e Belíssima, e era considerado um dos mais importantes atores do País.
Planos
Como diretor, Rossi tinha duas peças planejadas. A atriz Ester Jablonski contou que para ontem estava planejada a primeira reunião do próximo espetáculo: uma peça escrita por Marcelo Rubens Paiva que Rossi dirigiria, tendo Ester como assistente e também como atriz, que se baseia em relatos recebidos pelo Disque-Denúncia e se chama C’est la Vie. “Vamos fazer sem Ítalo. Ele estará presente do jeito dele.” Já Camila Amado, amiga desde os anos 50, revelou outro projeto. “Queríamos levar as crônicas de Danuza Leão para o teatro.”
_______________
Fonte: TRIBUNA POP
O ator Ítalo Rossi morreu anteontem, no Rio de Janeiro. Ele tinha 80 anos e estava internado no hospital Copa D’Or. Em janeiro, o ator havia completado 80 anos de idade, com o lançamento da biografia Ítalo Rossi: Isso é tudo. Na ocasião, também comemorou 60 anos de carreira.
O ator nasceu em Botucatu, no interior de São Paulo, e foi integrante do Teatro Brasileiro de Comédia. Ítalo fez carreira no teatro, tendo sido um dos fundadores do Teatro dos Sete. Também atuou na televisão e no cinema. Sua última participação na TV foi no programa humorístico Toma lá, dá cá, da Globo, em que vivia o personagem Seu Ladir, em 2008. No mesmo ano, foi lançado o filme Sexo com amor?, em que interpretou um padre. O enterro ocorreu ontem à tarde no Cemitério do Caju, zona norte do Rio de Janeiro.
Rossi morreu de insuficiência respiratória. Ele fumara por boa parte de seus 80 anos, mas tinha largado o cigarro havia vários meses, segundo Humberto Rossi, seu sobrinho. A morte pegou de surpresa mesmo os mais chegados. O ator foi internado na segunda-feira, com dificuldade para respirar. “Ele tinha problemas respiratórios há muito tempo, mas tinha parado de fumar, depois de várias tentativas. Era vibrante e a cabeça estava excelente”, disse o sobrinho.
Carreira
Ítalo Balbo Di Fratti Coppola Rossi nasceu em Botucatu, interior paulista, no dia 19 de janeiro de 1931. Iniciou a carreira no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC). Já no primeiro espetáculo, sob a direção de Maurice Vaneau, em A Casa de Chá do Luar de Agosto (1956), recebeu o prêmio revelação de ator da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, ABCT.
Em 1959 fundou, ao lado de Fernanda Montenegro, Sergio Britto e Fernando Torres, o Teatro dos Sete, em que atuou com exclusividade durante seis anos, até o encerramento da companhia. No teatro, participou do elenco de mais de 400 montagens. Com 55 anos de carreira, o ator atuou em diversas novelas pela TV Globo, como Escrava Isaura, Senhora do Destino e Belíssima, e era considerado um dos mais importantes atores do País.
Planos
Como diretor, Rossi tinha duas peças planejadas. A atriz Ester Jablonski contou que para ontem estava planejada a primeira reunião do próximo espetáculo: uma peça escrita por Marcelo Rubens Paiva que Rossi dirigiria, tendo Ester como assistente e também como atriz, que se baseia em relatos recebidos pelo Disque-Denúncia e se chama C’est la Vie. “Vamos fazer sem Ítalo. Ele estará presente do jeito dele.” Já Camila Amado, amiga desde os anos 50, revelou outro projeto. “Queríamos levar as crônicas de Danuza Leão para o teatro.”
_______________
Fonte: TRIBUNA POP
terça-feira, 2 de agosto de 2011

LUIZ DA CÂMARA CASCUDO
Aos 20 anos, em 1918, fez sua estréia nas páginas de A Imprensa, o jornal do seu pai. Foi o repórter que acompanhou Joca do Pará numa reportagem sobre as rondas da polícia montada vigiando a noite da cidade. Aos 21,fez sua estréia como escritor ao lançar seu primeiro livro - Alma Patrícia, há noventa anos. E há 25 anos fechou seus olhos para sempre, aos oitenta e seis anos e mais de uma centena de livros. Genial e humilde. Pobre e feliz.
Filho único de Francisco Justino de Oliveira Cascudo e Ana Maria da Câmara Cascudo, ele comerciante e coronel da Guarda Nacional, ela dos afazeres domésticos, nasceu Luís da Câmara Cascudo em Natal, a 30 de dezembro de 1898, onde viveu 88 anos até seu coração parar na tarde do dia 30 de julho de 1986.
Na água do primeiro banho, a mãe despejou um cálice de vinho do Porto para ter saúde e o pai temperou com um patacão do Império, para ganhar fortuna. O padre João Maria, o santo da cidade, batizou-lhe na Igreja do Bom Jesus Dores, na Ribeira, ali onde nasceu, anunciando seu nome em latim: Ludovicus! E a poetisa Auta de Souza, amiga de sua mãe, embalou nos braços tépidos, o choro forte do menino-homem.
Como o sobrevivente de quatro irmãos, teve a infância guardada entre cuidados com ama de companhia, professora particular e proibido do encanto das ruas. No verão, vivia os dias de calor na beira do mar, entre barcos e pescadores, e o inverno passava no sertão, ouvindo o aboio dos vaqueiros e o desafio de cantado. E assim sedimentou, entre espumas e espinhos, a sua cultura descobridora do homem brasileiro.
Desejou ser um nobre médico de província e chegou a cursar os primeiros anos Faculdade de Medicina da Bahia e no Rio de Janeiro. Mas terminou cumprindo destino de ser bacharel em Direito, na velha Faculdade de Direito do Recife onde ainda ouviu o eco dos discursos de Joaquim Nabuco e Tobias Monteiro versos de Castro Alves horrorizados com a escravidão.
Sonhou ser jornalista, e foi. Seu pai, nessa época ainda um homem rico, instalou o jornal A Imprensa para o filho. Nas suas páginas, o estudante que lia até a madrugada, passou a exercitar o gosto de escrever, mantendo a coluna Bric-à-Brac, na qual treinou seu olhar perscrutador observando costumes, hábitos e tradições de seu povo. Um repórter a registrar os quadrantes da vida comum.
O primeiro livro, Alma Patrícia, um olhar pioneiro sobre os poetas e prosadores de sua cidade, sai dos prelos em 1921. Na véspera da Semana de Arte Moderna de 1922 que aconteceria, meses depois, em São Paulo. O movimento estético encontrou no jovem escritor natalense um dos precursores no Nordeste. O professor de História que se revelara com as biografias do Marquês de Olinda e do Conde d'Eu, publicadas na Coleção Brasiliana, foi além dos feitos históricos. Voltou seu olhar para o Brasil para ser um dos grandes fundadores do homem brasileiro, ao lado de Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda
Leitor dos clássicos e das vanguardas dos anos vinte, não demorou a entrar sintonia com os modernistas. Colaborou nas suas revistas, recebeu Mário de Andrade em Natal, e começou a sua construção da cultura popular do seu povo. Ergueu as bases da etnologia, psicologia, antropologia e sociologia do homem brasileiro, vendo e ouvindo, anotando e estudando. Crenças e costumes, hábitos e tradições, cantos e danças, jogos e técnicas, no lazer e no trabalho, na vida e na morte - tudo para conhecê-lo na sua riqueza, singularidade, mutações e permanências.
No final dos anos trinta, lança Vaqueiros e Cantadores e fixa seu nome como legenda nos estudos folclóricos que chamaria de Ciência do Povo. Funda a Sociedade Brasileira de Folclore; propõe uma teoria em tomo do conceito de Cultura Popular; ergue com erudição o corpus conceitual da Literatura Oral no Brasil e sistematiza sua classificação; e faz a sua longa viagem de estudos ao continente africano, como um grande viajante do Século XX, para beber nas fontes ancestrais o vinho arcaico do passado e escrever Made in África, restauração da arqueologia cultural brasileira, cartografia indispensável à compreensão das nossas raízes que pareciam perdidas há cinco séculos. .
Autor de verdadeiros clássicos da cultura brasileira, como o Dicionário do Folclore, Cultura e Civilização, História da Alimentação e História dos Nossos Gestos; ensaísta insuperável da Jangada e da Rede de Dormir; etnólogo dos costumes e superstições; tradutor de Montaigne e Henry Koster; estudioso das lendas, da novelística popular, dos contos infantis, e observador dos medos e assombrações, a obra de Câmara Cascudo é um vasto continente a contracenar com um arquipélago de ilhas temáticas nascidas de todos os seus olhares e saberes específicos articulados entre si.
Com mais de uma centena de títulos. entre livros, traduções, opúsculos, e alguns milhares de artigos publicados no Brasil e em vários países, traduzido na França, Itália, Espanha e Japão, viveu como um descobrir, vendo e ouvindo, lendo e perguntando, anotando e escrevendo, sem nunca pensar em deixar a sua terra Natal, entre o rio, o mar e os morros, traços de sua própria fisionomia. Ainda nos anos trinta, o seu pai ficou pobre e o menino virou arrimo de família com a rica fortuna de um destino que faria de sua obra uma marca vitoriosa na história intelectual do Brasil.
Uma vez, em 1960, foi convidado para reitor da Universidade Nacional de Brasília pelo próprio presidente Juscelino Kubitschek que veio a Natal visitá-lo. Não aceitou. Convidado para ensinar em várias universidades da América Latina, Europa e Estados Unidos, nunca aceitou. Quando se negou a lançar a sua candidatura à Academia Brasileira e Letras, Afrânio Peixoto, seu amigo, in¬conformado em não vê-lo imortal, biografou numa frase perfeita o traço mais determinante de sua personalidade de espírito e de gênio: Câmara Cascudo é um provinciano incurável.
Luis da Câmara Cascudo viveu e morreu na sua aldeia Genial e humilde. Pobre e feliz.
Vicente Serejo 31/07/2011
_____________________
Fonte: Blog Genealogia e História - Ormuz Barbalho Simonetti
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
DESPEDIDA DO TREMA
É uma tremenda aula de criatividade e bom humor, por sinal, com acentuada inteligência. A consequência não poderia ser outra: uma agradável leitura.
Despedida do TREMA_________
Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema. Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüíferos, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüenta anos.
Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora.
Fui expulso pra sempre do dicionário.
Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!...
O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio... A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela. Os dois pontos disseram que eu sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé. Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C cagão que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I.
Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões.
Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas?...
A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o K e o W, "Kkk" pra cá, "www" pra lá.
Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que aliás, deveria se chamar TÜITER.
Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo.
Tudo bem, vou-me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar!...
Nós nos veremos nos livros antigos.
Saio da língua para entrar na história.
Adeus, Trema.
______________________
Colaboração do leitor DIDI AVELINO, RJ
É uma tremenda aula de criatividade e bom humor, por sinal, com acentuada inteligência. A consequência não poderia ser outra: uma agradável leitura.
Despedida do TREMA_________
Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema. Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüíferos, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüenta anos.
Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora.
Fui expulso pra sempre do dicionário.
Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!...
O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio... A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela. Os dois pontos disseram que eu sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé. Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C cagão que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I.
Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões.
Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas?...
A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o K e o W, "Kkk" pra cá, "www" pra lá.
Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que aliás, deveria se chamar TÜITER.
Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo.
Tudo bem, vou-me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar!...
Nós nos veremos nos livros antigos.
Saio da língua para entrar na história.
Adeus, Trema.
______________________
Colaboração do leitor DIDI AVELINO, RJ
domingo, 31 de julho de 2011
TRISTE FIM
Carlos Roberto de Miranda Gomes
Dos dias de glória e alegria,
O velho estádio hoje sofre o revés,
No desmonte dos algozes infiéis,
Provoca agora apenas nostalgia.
Nenhum clamor ecoa na cidade,
Parece aguardar o seu destino,
Esperançoso que da Graça do Divino,
Possa acontecer algum milagre.
________________________

JAMYLES
Tu foste
o nosso Sol
neste mundo
sem amor,
sem esperança,
sem poesia.
De velas cegas
e de vazio esquecimento.
Os pássaros, agora,
executam uma Sinfonia:
"Jamyles Mimosa"
"Jamyles Mimosa"
Anunciando-te
Ao Reino de Deus.
Natal/RN, 29/30.07.2011
Eduardo Gosson
__________________________
INCLEMÊNCIA
Rizolete Fernandes
Img: Christian Coigny - Women Outside_09
a dor
é ferroada
Quando sorrateira
se instala
gota em gota
vira enxurrada
Se de repente
aguda inteira
fica
sendo passageira
A dor
faz inclemente
quem a sente
(Fonte: blog Márcia Sanchez Luz)
sábado, 30 de julho de 2011

MINHA CIDADE – um projeto elogiável
CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES – escritor/blogueiro
A sociedade potiguar vem sendo premiada com a execução de um projeto cultural, de invulgar importância – “Minha Cidade”, levado à cabo pela equipe da IntertvCabugi.
Com eficiência e simpatia, adota um formato de rara beleza, divulgando as potencialidades e história de cada município do Rio Grande do Norte, despertando a atenção dos telespectadores para o melhor conhecimento dos que pretendem viajar para uma visita às diversas comunas apresentadas.
Cuida-se, assim, de uma maneira inteligente de descobrir grandezas escondidas, enfatizando as tradições, a economia, a cultura e a toponímia de cada lugar, trazendo orgulho para os conterrâneos e dando novo alento para a geografia humana das cidades visitadas.
Sou um fiel apreciador do programa e o tenho recomendado aos meus familiares e amigos, com um retorno inteiramente positivo, tornando-se o horário num momento de encontro familiar diante da telinha.
Parabéns aos produtores e apresentadores do programa, que já está a merecer o reconhecimento oficial das instituições públicas e privadas do nosso Estado.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
O QUE AVANÇA PODE DETERMINAR A CHEGANÇA FINAL
Por Flávio Rezende*
Todos nós sabemos o quanto é bom os benefícios que as coisas modernas proporcionam. Lentamente o homem está deixando de sentir dor, de precisar andar muito, de viver pouco e, começamos a receber informações que em breve não vamos precisar mais verbalizar as coisas, nem comer, nem ficaremos com órgãos doentes e nem membros quebrados ou paralisados.
Pesquisas recentes apontam no sentido de tornar o homem um híbrido com máquinas, chip já é realidade dentro e fora da gente e, a nanotecnologia começa a tomar nosso corpo como cobaia e, já deve ter por ai, pequeninas maquininhas fazendo um tour por nossas avenidas sempre avermelhadas.
O que pode ter de negativo nisso tudo? A reflexão que faço é que, chegará o dia em que a réplica perfeita de um cérebro humano vai ser feita, contendo a engenhoca todas as condições de dotar uma máquina com as mesmas funções que, até onde sabemos só nós possuímos.
Uma vez instalada uma tecnologia dessas numa máquina, a mesma passará a ter inteligência não mais artificial e sim natural, podendo tomar decisões que, caminhe em direção à eliminação do seu criador.
Com capacidade suficiente para se replicar e sem a barreira de questões éticas e nem religiosas, uma vez que as máquinas não possuirão a cultura e nem o DNA que estes itens têm na raça humana, as máquinas poderão se rebelar contra nosso presumível comando e, passar a nos destruir para que sozinhas, possam exercer suas atividades da maneira que desejem.
Apesar das facilidades relatadas no início deste texto, sabemos que a dor nos ensina, proporcionando a muitos o devido crescimento espiritual, pois pedagógica que é geralmente deixa algum caminho a ser refeito.
Apesar da comodidade dos veículos e meios de transporte inventados, a falta do caminhar tem ocasionado uma série de problemas de saúde, especialmente a obesidade e as taxas alteradas que tanto conhecemos.
Mesmo sabendo ser bom viver bastante, fica claro que a vida acontece de maneira correta dentro de uma cronologia sabiamente estabelecida, viver muito mais cria uma série de situações desagradáveis, pois as gerações mudam seus costumes, o espírito fica cansado a despeito do corpo recauchutado ou não e, ninguém em sã consciência fica feliz em passar tanto tempo encarnado.
Gosto dos avanços da tecnologia e sei que eles estão criando muitas facilidades e alegrias, mas, mesmo sendo um otimista juramentado, visualizo que no futuro, as máquinas com poderes humanos que estamos criando, serão as rebeldes que determinarão a mudança de nossa espécie deste planeta para outro.
Quem sabe em nova moradia, com as lições do passado e as cicatrizes das nossas inconsequências, possamos finalmente evoluir para termos as maravilhas do avanço tecnológico aliado às necessidades da correta postura espiritual, posto que, cheios de benefícios materiais, ainda sentimos ódio, inveja, matamos uns aos outros, somos indiferentes, bélicos e só conhecemos o amor que os mestres tanto falam, em poesias, textos, cartões de datas festivas e na oralidade.
O amor que é real para os iluminados não é um amor carnal, possessivo, teórico, é universal e só será conhecido de fato para quem o vivenciar, na percepção da unidade na diversidade e no entendimento que o fundir dos valores humanos, forjado no big-bang da vida plena, é o UM tão necessário a nossa sobrevivência cósmica.
____________________________________________________
*É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (escritorflaviorezende@gmail.com)
Por Flávio Rezende*
Todos nós sabemos o quanto é bom os benefícios que as coisas modernas proporcionam. Lentamente o homem está deixando de sentir dor, de precisar andar muito, de viver pouco e, começamos a receber informações que em breve não vamos precisar mais verbalizar as coisas, nem comer, nem ficaremos com órgãos doentes e nem membros quebrados ou paralisados.
Pesquisas recentes apontam no sentido de tornar o homem um híbrido com máquinas, chip já é realidade dentro e fora da gente e, a nanotecnologia começa a tomar nosso corpo como cobaia e, já deve ter por ai, pequeninas maquininhas fazendo um tour por nossas avenidas sempre avermelhadas.
O que pode ter de negativo nisso tudo? A reflexão que faço é que, chegará o dia em que a réplica perfeita de um cérebro humano vai ser feita, contendo a engenhoca todas as condições de dotar uma máquina com as mesmas funções que, até onde sabemos só nós possuímos.
Uma vez instalada uma tecnologia dessas numa máquina, a mesma passará a ter inteligência não mais artificial e sim natural, podendo tomar decisões que, caminhe em direção à eliminação do seu criador.
Com capacidade suficiente para se replicar e sem a barreira de questões éticas e nem religiosas, uma vez que as máquinas não possuirão a cultura e nem o DNA que estes itens têm na raça humana, as máquinas poderão se rebelar contra nosso presumível comando e, passar a nos destruir para que sozinhas, possam exercer suas atividades da maneira que desejem.
Apesar das facilidades relatadas no início deste texto, sabemos que a dor nos ensina, proporcionando a muitos o devido crescimento espiritual, pois pedagógica que é geralmente deixa algum caminho a ser refeito.
Apesar da comodidade dos veículos e meios de transporte inventados, a falta do caminhar tem ocasionado uma série de problemas de saúde, especialmente a obesidade e as taxas alteradas que tanto conhecemos.
Mesmo sabendo ser bom viver bastante, fica claro que a vida acontece de maneira correta dentro de uma cronologia sabiamente estabelecida, viver muito mais cria uma série de situações desagradáveis, pois as gerações mudam seus costumes, o espírito fica cansado a despeito do corpo recauchutado ou não e, ninguém em sã consciência fica feliz em passar tanto tempo encarnado.
Gosto dos avanços da tecnologia e sei que eles estão criando muitas facilidades e alegrias, mas, mesmo sendo um otimista juramentado, visualizo que no futuro, as máquinas com poderes humanos que estamos criando, serão as rebeldes que determinarão a mudança de nossa espécie deste planeta para outro.
Quem sabe em nova moradia, com as lições do passado e as cicatrizes das nossas inconsequências, possamos finalmente evoluir para termos as maravilhas do avanço tecnológico aliado às necessidades da correta postura espiritual, posto que, cheios de benefícios materiais, ainda sentimos ódio, inveja, matamos uns aos outros, somos indiferentes, bélicos e só conhecemos o amor que os mestres tanto falam, em poesias, textos, cartões de datas festivas e na oralidade.
O amor que é real para os iluminados não é um amor carnal, possessivo, teórico, é universal e só será conhecido de fato para quem o vivenciar, na percepção da unidade na diversidade e no entendimento que o fundir dos valores humanos, forjado no big-bang da vida plena, é o UM tão necessário a nossa sobrevivência cósmica.
____________________________________________________
*É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (escritorflaviorezende@gmail.com)
quinta-feira, 28 de julho de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
DIA DO ESCRITOR
Como devidamente programado, no dia 25 passado, no auditório da Aliança Francesa, gentilmente cedido pela sua Direção, foi realizada a sessão especial comemorativa do DIA DO ESCRITOR.

Os trabalhos foram abertos com um pronunciamento do Presidente Eduardo Gosson e em seguida composta a Primeira Mesa com a Deputada Federal Fátima Bezerra e o Professor Fabiano dos Santos abordando as políticas públicas para o desenvolvimento da cultura no Brasil, com participação da platéia.

A Segunda Mesa foi composta pelos escritores Jarbas Martins, Francisco Alves, Nelson Patriota, sob a coordenaçao de Eduardo Gosson e com a participação de Eulício Farias Júnior, abordando a vida e a obra do grande escritor Eulício Farias de Lacerda e o lançamento oficial do "Prêmio Escritor Eulício Farias de Lacerda". Os depoimentos pungentes dos participantes deram um brilho especial e emocional ao evento, que atingiu a sua finalidade e muito bem comemorou a data. Os detalhes do Concurso literário devem ser buscados no site da UBE/RN.
Como devidamente programado, no dia 25 passado, no auditório da Aliança Francesa, gentilmente cedido pela sua Direção, foi realizada a sessão especial comemorativa do DIA DO ESCRITOR.

Os trabalhos foram abertos com um pronunciamento do Presidente Eduardo Gosson e em seguida composta a Primeira Mesa com a Deputada Federal Fátima Bezerra e o Professor Fabiano dos Santos abordando as políticas públicas para o desenvolvimento da cultura no Brasil, com participação da platéia.

A Segunda Mesa foi composta pelos escritores Jarbas Martins, Francisco Alves, Nelson Patriota, sob a coordenaçao de Eduardo Gosson e com a participação de Eulício Farias Júnior, abordando a vida e a obra do grande escritor Eulício Farias de Lacerda e o lançamento oficial do "Prêmio Escritor Eulício Farias de Lacerda". Os depoimentos pungentes dos participantes deram um brilho especial e emocional ao evento, que atingiu a sua finalidade e muito bem comemorou a data. Os detalhes do Concurso literário devem ser buscados no site da UBE/RN.
segunda-feira, 25 de julho de 2011

25 DE JULHO
DIA DO ESCRITOR
Hoje é dia do escritor
Numa entrevista, Ignácio de Loyola Brandão, à pergunta sobre qual seria o papel do escritor no Brasil, respondeu que "o papel do escritor no Brasil, ou no mundo, ou na lua é escrever. Nada mais do que isso. Escrever. O escritor não tem missões, não tem mensagens, não tem funções".
Talvez ele queira dizer que o escritor não precisa ser o redentor do mundo, o salvador da pátria ou o libertador da lua; não tem a missão de solucionar problemas e não carrega em seu coração a mensagem essencial dos santos e revolucionários.
Um escritor não precisa cumprir uma função específica que escape à sua intrínseca função de escrever o que bem entenda, embora aconteça com muitos de nós precisarmos escrever "em função" da estrita sobrevivência. Cumprindo uma responsabilidade, escrevemos coisas meio burocráticas, meio publicitárias, um livro contando a história de uma empresa, a resenha de um livro que não seria o nosso preferido... Enfim, mas estamos escrevendo. E com muita honra.
Nada de errado escrever para sobreviver. Contanto que, depois, à noite, alta madrugada, seja a hora em que o escritor escreva a indignação, o silêncio, o grito, o muxoxo, o sussurro. Nesta hora o escritor sofrerá ou gozará com o gosto de cada palavra.
Depois de escrever cartas comerciais durante o dia, por exemplo (como Fernando Pessoa), é a hora de viver no mundo outro do texto. Apesar de não haver tantos moinhos como antigamente por aí, D. Quixote precisa sair em busca de novas aventuras.
Eu, porém, diria que todo o ser humano tem missões, mensagens e funções, mesmo que sejam as mais quixotescas e ingênuas do mundo. E que o escritor, como qualquer ser humano, tem as suas.
E a missão do escritor é, sim, ser escritor.
E a mensagem do escritor se confunde com sua função: escrever é viver.
Agora, dia 25 de julho, é dia do escritor. Descobri folheando a minha agenda. E decidi comemorar a data imaginando que tipo de presente um escritor gostaria de receber.
Um computador novo? Um crédito para comprar cem livros em qualquer livraria do mundo? Um mês de férias para, em paz, escrever um romance? Ou uma tradicional caneta tinteiro?
Pensando bem, o grande presente para o escritor continuará sendo o mesmo de todos os tempos: os seus leitores.
Por Gabriel Perissé
(autor dos livros LER, PENSAR E ESCREVER e O LEITOR CRIATIVO)
CONVITE
O presidente da União Brasileira de Escritores – UBE/RN convida Vossa Senhoria para participar do Dia do Escritor (25 Julho), ocasião em que será debatido com a deputada Fátima Bezerra as propostas do Governo Federal para a Cultura com ênfase na nova lei dos direitos autorais e o lançamento do Prêmio Escritor Eulício Farias de Lacerda, seguido de um debate com os escritores Francisco Alves, Jarbas Martins e Nelson Patriota acerca de sua importância literária.
Eduardo Gosson
Presidente
PROGRAMAÇÃO
25.07.2011, segunda-feira
19h - Propostas do Governo Federal para a Cultura e a nova lei dos direitos autorais
(Deputada Federal Fátima Bezerra)
20h30 – Prêmio Escritor Eulício Farias de Lacerda
(Jarbas Martins, Francisco Alves e Nelson Patriota)
Moderador: Eduardo Gosson
Local: auditório da Aliança Francesa, rua Potengi,459, Petrópolis
Informações: 9983-6081
domingo, 24 de julho de 2011

O QUE SIGNIFICA SOLIDÃO
Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo...
Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos
que não podem mais voltar... Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar
os pensamentos... Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente
para que revejamos a nossa vida. .. Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa
alma....
Chico Buarque de Holanda

"Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.”
O QUE É VIVER BEM?
Um repórter perguntou à CORA CORALINA (poetiza que viveu até 95 anos) o que é viver bem?
Ela disse-lhe: “Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo prá você, não pense. Nunca diga estou envelhecendo ou estou ficando velha. Eu não digo. Eu não digo que estou ouvindo pouco. É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.
Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que lê. O bom é produzir sempre e não dormir de dia.
Também não diga prá você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais. Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima. Eu não digo nunca que estou cansada. Nada de palavra negativa. Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica. Você vai se convencendo daquilo e convence os outros.
Então silêncio! Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha não. Você acha que eu sou?
Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.
O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade. Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.”
Cora Coralina morreu em 1985 aos 95 de idade, cuidou do seu interior mais do que seu exterior, tinha todas as linhas da vida no rosto, e que vida !
sábado, 23 de julho de 2011

REFLEXOS DE TEMPOS PASSADOS . . .
Jean Baptiste Colbert – ministro de estado de Luis XIV
Reims, 29 de Agosto de 1619 – Paris, 06 de Setembro de 1683
Jules Mazarin – nascido na Itália foi cardeal e primeiro ministro da França
(Pescina, 14 de julho de 1602 — 9 de março de 1661)
Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar (o contribuinte) já não
é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é
possível continuar a gastar, quando já se está endividado até ao pescoço...
Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se
parar à prisão. Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado
para a prisão. Então, ele continua a endividar-se...todos os Estados o fazem!
Colbert: Ah, sim? O Senhor acha isso mesmo? Contudo, precisamos de dinheiro. E como
é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?
Mazarino: Criam-se outros.
Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.
Mazarino: Sim, é impossível.
Colbert: E então...os ricos?
Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver
centenas de pobres.
Colbert: Então, como havemos de fazer?
Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente!
Há uma quantidade enorme de gente situada entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tiramos.
É um reservatório inesgotável!
Extraído de “Diálogos de Estado”___________________
Colaboração de Ivoncisio M. Medeiros
Assinar:
Postagens (Atom)









