quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

PARA REFLETIR

 

Valério Mesquita*

Mesquita.valerio@gmail.com

 

Na Bíblia está escrito (Gálatas 6.7-8):  “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna”

 

.Eis aqui alguns nomes notórios que esqueceram a prática do bem.

 

JOHN LENNON: Alguns anos depois de dar uma entrevista a um grande jornal americana, disse: “O cristianismo vai se acabar, vai se encolher, desaparecer. Eu não preciso discutir sobre isso, eu estou certo. Jesus era legal, mas suas disciplinas são muito simples. Hoje, nós somos mais populares que Jesus Cristo (1966)”. Lennon, depois de ter dito que os Beatles estavam mais famosos que Jesus Cristo, recebeu cinco tiros de um dos seus fãs.

 

TANCREDO NEVES: Na ocasião da campanha presidencial, disse que se tivesse quinhentos votos do seu partido, nem Deus podia tirá-lo da presidência da República. Os votos ele conseguiu, mas o trono lhe foi tirado um dia antes de tomar posse.

 

BRIZOLA: No ano de 1990, quando houve uma outra campanha presidencial, disse que aceitava até o apoio do demônio para se tornar presidente. A campanha quando acabou, apontou Collor como presidente e não mostrou Brizola nem em segundo lugar.

 

CAZUZA: Em um show no Canecão (Rio de Janeiro), deu um trago em um cigarro de maconha, soltou a fumaça para cima e disse: “Deus, essa aí é pra você!”. Nem precisa falar em qual situação morreu esse homem.

 

O CONSTRUTOR DO TITANIC: Na ocasião em que foi construído, apontaram-no como o maior navio de passageiros da época. No dia de entrar em alto-mar, uma repórter fez a seguinte pergunta para o construtor: “O que o senhor tem a dizer para a imprensa a respeito da segurança deste navio?”. O homem, com um tom irônico, disse: “Minha filha, nem se Deus quiser ele tomba esse navio”. O resultado foi o maior naufrágio de um navio de passageiros no mundo.

 

MARILYN MONROE: Foi visitada por Billy Graham durante a apresentação de um show. Ele, um pregador do Evangelho, na época havia sido mandado pelo Espírito Santo àquele lugar, para pregar a Marilyn. Porém ela, depois de ouvir a mensagem do Evangelho, disse: “Não preciso do seu Jesus”. Uma semana depois foi encontrada morta em seu apartamento.

 

BON SCOTT: Ex-vocalista do conjunto AC/DC. Cantava no ano de 1979, uma seguinte música com a seguinte frase: “Don’t stop me, I’m going down all the way, wow the high way to hell” (Não me impeça... Vou seguir o meu caminho até o fim, na auto-estrada para o inferno). No dia 19 de fevereiro de 1980, Bon Scott foi encontrado morto, asfixiado pelo próprio vômito.

 

Outros seres importantes também se esqueceram de que a nenhum nome foi dada tanta autoridade como a que há no nome de JESUS.

 

Não esqueça disso: muitos morreram, mas somente um ressuscitou: JESUS!

 

(*) Escritor.

 





 

O COMPADRIO DO CAFÉ

 

Valério Mesquita*

mesquita.valerio@gmail.com

 

Refletir sobre as pessoas e as circunstâncias da vida parece ser o propósito da turma que se reúne, de segunda à sábado, no café do Natal Shopping. São amigos de diferentes categorias com energia para conversar e criar alegorias. Todos com senso crítico principalmente quando o assunto deriva para a política. Aqui e acolá algum tema vira polêmica, nela destacando-se o gênio impulsivo do debatedor Meroveu Pacheco Dantas, com seu aceso e agudo modo de encarar as opiniões contraditórias. O grupo conquistou a notoriedade e já se incorporou a paisagem multifária daquele pedaço de lojas e seus passantes. É o nosso Café Nice, sem a música e a canção, mas, com o sentimento e a memória gravando a história e as estórias da cidade. Todos simples, lineares, com temperamentos profusos, discutindo fatos comuns a todos, com manha, crueza, generosidade, sem poupar palavras e nem ferir o código próprio da ética.

O nosso “senadinho” tem regimento interno fundado na oralidade como mandam os bons costumes. O respeito está implícito e explícito em cada um. O café servido para degustação é o expresso de duas formas: o “machochô”, preto, forte, sem leite e o “boiola”, misturado com leite. Gilvan Carvalho se destaca mais do que os outros, como “pagador de promessas” no guichê da confraria. Ponto de conversação como esse vira banco de dados, cartório de informações, porto seguro de partidas e chegadas, estação de artes e artifícios, onde o lado solar de cada personagem avulta e se inter-relaciona através das tiradas espirituosas, das anedotas, das frases de efeito e com defeito, só para divertir e matar o tédio. Não negamos que a frequência virou vício. Vício bom, construtivo, pecado venial.

Enganam-se os que imaginam que são horas perdidas. Esse tempo perdulário com cafezinho gratuito e tudo o mais só se encontra nas casas do congresso brasileiro. Aqui não existe mensalão nem ninguém chamado José Sarney. A marca comum de todos é a humanidade, acima de qualquer controvérsia.

A hora regimental das conversas vai das 15 às 18. E pode se iniciar com qualquer número presente. Trata-se de uma sociedade de inspiração universal, que vive suas utopias mas com os pés no chão. No figurino das confraria Atheneu, da Delicia, do Cirne, do Minos, guardadas as proporções de espaço e a pompa dos antigos circunstantes. Não há desejo, absolutamente, de mudar o mundo. Mas a convicção de que o mundo nos muda, no melhor entendimento de Otto Lara Resende. Aqui declino os “parlamentares” que se nutrem nos goles da amizade, alguns deles já partiram, deixando saudade em todos nós: Meroveu Pacheco Dantas, Antônio Pimenta, Gilvan Carvalho, Ivan Meira Lima, Luiz Lopes, Caboré, Sidnez Galvão, Augusto Macedo, Tarcísio Diógenes, Cícero Messias, Luiz Célio, Osman Cabral, Joaquim Úrsula, Silvan Azevedo, Afrânio Amorim, Luis Carlos (saquinho), Tadeu Arruda, Tadeu Oliveira, Malufinho, Assis Araújo (besouro), Wellington Leiros, professor Ferreira, Kerginaldo Barbalho, Cel. Queiroz, Paulo Gurgel, Chico Cobra, Alcides Gomes, Fernando Melo, Antonio Filgueira, Agnelo Alves, Jorge Cunha e tantos outros que vêm e que passam todos os dias, os mesmos dias.

(*) Escritor.

terça-feira, 10 de novembro de 2020

 


Centenário de Dom Eugênio Sales

Padre João Medeiros Filho

No dia 8 de novembro, transcorreu o centenário de nascimento de Dom Eugênio de Araújo Sales, primeiro e único potiguar elevado à dignidade cardinalícia. A tradição eclesiástica denomina os cardeais “Príncipes da Igreja”, título dado pelo Papa Bonifácio VII, cujo pontificado decorreu entre 1294 e 1303. Ao longo da história da Igreja, foram criados três graus do cardinalato: cardeais bispos, presbíteros e diáconos. Os primeiros são responsáveis por dioceses circunvizinhas de Roma. Em geral, desempenham funções em órgãos do Vaticano. Há os cardeais presbíteros, titulares de algumas basílicas e igrejas romanas, não necessariamente residentes nos territórios pontifícios.  Dom Eugênio foi cardeal presbítero da Igreja de São Gregório VII. Nomeado por Paulo VI, no consistório de 28/04/1969, tornou-se cardeal primaz do Brasil. À época, era arcebispo metropolitano de Salvador, na Bahia. Dois anos depois, foi transferido para o Rio de Janeiro, conservando a mesma igreja cardinalícia, apesar dos dignitários cariocas, por tradição, ocuparem a Basílica de São Bonifácio e Santo Aleixo, em Roma. Por antiguidade, Dom Eugênio tornou-se cardeal protopresbítero entre os 155 pares. Os cardeais diáconos, primitivamente vinculados a igrejas dos arredores de Roma, eram encarregados de tarefas sociais e caritativas. Atualmente, há 219 purpurados (nove brasileiros), sendo 120 eleitores do papa, prelados com idade inferior a oitenta anos.

Etimologicamente, a palavra príncipe vem do latim “princeps” e significa o primeiro. Não precede apenas na ordem cronológica ou ritual, antecede na medida em que cria, sugere e renova. O Cardeal Sales foi príncipe, precursor em vários assuntos eclesiais. É extensa e profícua a sua atividade pastoral, religiosa e até política, voltada para o Povo de Deus. De forma discreta, firme e corajosa, teve uma atitude humanista, diplomática e de verdadeiro pastor com perseguidos, presos políticos e refugiados, brasileiros e estrangeiros. Inovou no plano educacional com o ensino a distância pelas escolas radiofônicas.

Dom Eugênio foi indubitavelmente um grande benfeitor do clero brasileiro, obtendo com seu empenho muitas conquistas para os sacerdotes, religiosos e ministros de todas as denominações. Estes viviam sem amparo e direitos da previdência e aposentadoria. O então arcebispo do Rio de Janeiro sensibilizou o parlamento nacional para aprovar um projeto de lei, sancionado em 08 de outubro de 1979 (Lei 6.696/79), equiparando os clérigos, ministros de culto (católicos ou não), frades e freiras aos trabalhadores autônomos, possibilitando a contribuição previdenciária oficial. Muitos foram beneficiados com essa norma, cuja ideia partiu de nosso eminentíssimo conterrâneo. Talvez poucos tenham conhecimento disto.  É sabido que os cursos de seminários e formação sacerdotal, por mais conceituados que tenham sido no passado, não gozavam do reconhecimento do Estado. No final dos anos 60, pouco antes do AI-5, apesar do clima tenso entre a Igreja do Brasil e o Governo Militar, Dom Eugênio conseguiu a edição do Decreto-Lei 1051/69 (revogado pela Lei 9394/96), prevendo o aproveitamento dos estudos realizados em seminários, conventos etc.

Uma das grandes preocupações de alguns bispos era a assistência de saúde para os padres. Dom Eugênio foi pioneiro ao firmar contrato coletivo com uma operadora de plano de saúde, dando cobertura ao clero do Rio de Janeiro, estendendo o benefício ao presbitério da diocese de Caicó. E, diante das dificuldades financeiras de alguns bispados, estendeu a abrangência a presbíteros doentes.  Inquietava-se com o deslocamento dos sacerdotes. Com a ajuda da “Adveniat” (organismo alemão, dirigido, à época, por Dom Franz Hengsbach) elaborou – quando administrador apostólico de Natal – um plano de motorização do clero. Recomendou enfaticamente aos párocos, vigários e capelães: “Não afrontem a pobreza de nossos irmãos com carros de luxo. O povo de Deus precisa, sobretudo, de seu testemunho de simplicidade, fé e caridade”. Cabe-nos lembrar ainda que, quando arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Eugênio concedeu bolsa de estudos também a seminaristas das dioceses de Natal e Caicó, dentre outras, para cursar filosofia e teologia no Seminário São José (RJ). Certa feita, um teólogo (outrora, nosso colega na Bélgica) afirmou: “Dom Eugênio é um homem de Deus, íntegro, autêntico, corretíssimo, desprendido e de profundo amor à Igreja!” Viveu em plenitude o seu lema episcopal: “Impendam et superimpendar” (2Cor 12, 15) – “Dar-me-ei inteiramente por vós.”


segunda-feira, 9 de novembro de 2020

 

A mesa dos 20
Não li “O castelo de Axel” (“Axel’s Castle: A Study in the Imaginative Literature of 1870–1930”, de 1931), de Edmund Wilson (1895-1972). Mas li “Rumo à Estação Finlândia” (“To the Finland Station: A Study in the Writing and Acting of History”, 1940). E li e reli, deliciado, “Os anos 20” (“The Twenties: From Notebooks and Diaries of the Period”), obra póstuma de Wilson, organizada por Leon Edel, de 1975.
Trata-se, “Os anos 20”, de um livro de anotações, fragmentado, que me lembra “A vida de Napoleão por ele mesmo” (Siciliano, 1995), de André Malraux (1901-1976), levadas em conta as enormes diferenças entre personagens e autores. Falo apenas da formatação das obras. Na verdade, como registra o organizador no prefácio, “Edmund Wilson estava trabalhando em Os anos 20 quando faleceu em 1972. Já havia feito o grosso do trabalho, reunido trechos extraídos de velhos cadernos da época e inserido algumas passagens de reminiscências, dando ao livro um teor autobiográfico, como o Prelude de 1967 e o Upstate de 1971. Estes volumes, também elaborados a partir de velhos cadernos e diários, cobriam as primeiras e mais recentes experiências. Seu objetivo agora era completar as décadas intermediárias”.
Na edição que possuo de “Os anos 20” (Companhia das Letras, 1987), eu fiz “anotações” sobre aquilo que mais me interessava. Algumas sobre temas respeitáveis. Uma já distante Guerra Civil Americana. O direito estadunidense. São quase todas de novembro de 1995. Era novo. Costumava levar os militares e as coisas do direito a sério. Bem melhores são as observações que fiz sobre histórias e estórias contadas por Wilson acerca da vida intelectual e boêmia de então, da vida fácil e difícil de homens e mulheres, dos amores tidos e, sobretudo, dos perdidos.
De toda sorte, a soma dessas histórias e estórias, conforme ressalta o organizador do livro, “constituem, talvez, o mais extenso documento autêntico da época, as observações de um dos protagonistas deste período da história dos Estados Unidos. Edmund nos mostra muita coisa do lado negativo, da crueza de uma América cada vez mais industrializada e desperdiçando seus tesouros, do lado alucinado de Hollywood, das lutas intestinas do mundo literário nova-iorquino, dos mexericos e anedotas sobre seus companheiros; vemos Scott Fitzgerald, Edna Millay e John Peale Bishop; temos vinhetas de Mencken e Dorothy Parker; ouvimos as vozes de E. E. Cummings e Dos Passos, e encontramos Eugene O’Neill e os primórdios da boêmia artística do cabo Cod. Não há registro deste mundo menos retocado nem mais rico em detalhes precisos. Parte deste material foi usado por Edmund em vários livros, pois estes eram os seus cadernos de trabalho”. É um livro que recomendo deveras.
Aliás, durante muito tempo, “Os anos 20” foram a imagem quase sensorial de uma Nova York boêmia que eu gostaria de ter conhecido. Um tempo meio louco, é verdade, sendo a grande cidade testemunha de muitas das peripécias, sexuais até, do autor e da sua turma. E sonhava, nostálgico, com o que não tinha vivido.
E não sei por que cargas d’água – devo ter fixado a representação no meu espírito –, quanto aos anos 1920 em Nova York, um local específico me parecia ser o epicentro físico de tudo, o Algonquin Hotel, sito no miolo de Manhattan (59 West 44th Street), que é referido mais de uma vez no livro. Edmund Wilson afirma ter sido levado lá pelo “pessoal da Vanity Fair”, a revista. E ali, embora falando mal de quase todos, frequentou “A mesa”. “Algonquin Round Table”, de escritores, artistas, jornalistas e assemelhados, esse círculo virtuoso e vicioso, tornou-se legendária. Para muitos. E especialmente para mim.
Bom, numa das minhas primeiras vezes em Nova York até tentei me hospedar no Algonquin. Sentar à mesa, talvez. Achei-o à época um pouco decadente (hoje está renovado e custando horrores). Ou talvez, na relação custo-benefício, não valesse o que estavam cobrando. Afinal, o passado legendário, seja de que década for, não volta jamais. Nem pagando muito caro.
Marcelo Alves Dias de Souza
Procurador Regional da República
Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL
Roberto Guedes da Fonseca e 1 outra pessoa


 

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

 


Vinte anos depois

Carlos Roberto de Miranda Gomes*

 

        No passar do tempo vamos vivendo inúmeras emoções – umas de conquistas, outras de perdas e mais as que a vida põe em nosso caminho.

        Neste dia 27 passado foi o aniversário do meu neto RAPHAEL ROSSO GOMES ISMAEL FLÔR, filho de Rosa Ligia e Ernesto, estudante de psicologia da UNI-RN, que adentrou nos 22 anos de existência. Resolvemos comemorar numa pizzaria, com todas as cautelas de saúde pública, posto que em sua residência existe uma Senhora enferma e não queríamos constrangê-la com qualquer barulho.

        Até aí tudo trivial, mas veio a dúvida – devo sair da rotina dos presentes? – uma roupinha (roupinha!  para quem tem mais de 1,80 e excede aos 100 quilos e já paquera Laura). Dei-me a pensar. Achei a solução, mas tive dúvida se teria capacidade de realisar a façanha.

        Com as mãos trêmulas e a pouca força dos braços, ousei retirar do porão do esquecimento um caminhãozinho, modelo de 20 anos atrás, faltando algumas peças, que há muito dormitava debaixo da escada da nossa casa de Cotovelo.

        Fiz a remoção e levei-o ao meu atelier e dei-me a trabalhar naquele brinquedo que tanto o encantou nos 2 anos de idade. Com régua e compasso fiz o desenho das peças faltantes, com o restinho do conhecimento que consegui guardar das habilidades oriundas de um cursinho de desenho por correspondência (curso Universal) e algum tempo auxiliando meu irmão Moacyr em seus projetos arquitetônicos.

        Tudo bom, mas projetar não é executar e as mãos trêmulas? Mas algo transcendental ocorreu – a lembrança de THEREZA, em nome de quem daria o presente, e logo as forças e a paciência foram aparecendo e cerrei, uma a uma, as peças faltantes. Concluída a tarefa iniciei a pintura seguindo as cores originais e apenas a carroceria estava sem cor, mas lembrei-me dos caminhões da minha infância, que tantas vezes vi passar defronte do mercado público de Macaíba e escolhi a cor verde escuro e a delicada miniatura ficou pronta.

        No momento da festa de Rapha fiz a entrega e com muita emoção minha senti que alguma coisa lhe tocou o coração: ”Vô meu caminhãozinho! – vou colocá-lo em meu quarto”. Discretamente saí de perto, pois meus olhos não resistiram às lágrimas atrevidas.

        E tudo correu bem na festa com os pais, este avô, a irmã Gabi, os primos Lucas, Victor, Carlos Neto; os tios Carlinhos e Teta, a amiga Conceição, a namorada Laura e, naturalmente a presença Dela, in memoriam. Não faltaria de jeito nenhum!

        Obrigado Senhor por mais esse dia de emoção. Um velho conta o tempo por dia vivido e ontem foi bom demais, ainda mais com a surpresa de verificar na manhã seguinte, após uma boa noite de sono, que a insulina estava inferior a 170, fazendo úmidos os olhos.

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* escritor