terça-feira, 30 de junho de 2020

Pedro (apóstolo)

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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados de São Pedro, veja São Pedro (desambiguação).

São Pedro
 ou São Pedro Apóstolo, em hebraico:כיפא, em grego koiné: Πέτρος, Petros, "Rocha", segundo a interpretação católica e ortodoxa, fragmento (de pedra) para alguns protestantes, [nota 1], em copta: Ⲡⲉⲧⲣⲟⲥ, Petros, em latim: Petrus (Betsaida, Galileia,[2] século I a.C., — Roma, ca. 67 d.C.)[nota 2][3] foi um dos doze apóstolos de Jesus Cristo, segundo o Novo Testamento e, mais especificamente, os quatro Evangelhos.
São Pedro
Santo da Igreja Católica
1° Papa da Igreja Católica
Atividade Eclesiástica
DioceseDiocese de Roma
Eleição30
Fim do pontificado67 (37 anos)
SucessorLino
Ordenação e nomeação
Santificação
Veneração porToda a Cristandade
Principal temploBasílica de São Pedro, Vaticano
Festa litúrgica29 de junho ou domingo seguinte - quando é celebrada a Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo
Atribuiçõesduas chaves, cruz invertida, rede de pescador
Padroeirodos papas e dos pescadores
Dados pessoais
Nascimento1 a.C.
Betsaida, Galileia, Império Romano
Morte67 (67 anos)
Roma, Itália
Nome nascimentoShimon Kepha
(aportuguesado como Simão Pedro)
SepulturaNecrópole Vaticana
dados em catholic-hierarchy.org
Categoria:Igreja Católica
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo
Lista de Papas

Historiadores
 e As Igrejas Católica e Ortodoxa consideram Pedro como o primeiro bispo de Roma[4][5][6] e, por isso, o primeiro papa. Ele seria, até hoje segundo o catolicismo, o detentor do mais longo pontificado da história: cerca de trinta e sete anos.

Nome e importância[editar | editar código-fonte]

Segundo a Bíblia, seu nome original não era Pedro, mas Simão. Aparece ainda uma variante do seu nome original, Simão Pedro, no livro dos Atos dos Apóstolos (Atos 10:18) e na II Epístola de Pedro (II Pedro 1:1).
No Evangelho de João (João 1:42), Cristo muda seu nome para כיפא, Kepha (Cefas em português), que em aramaico significa "pedra", "rocha", nome este que foi traduzido para o grego como Πέτρος, Petros, "Rocha" segundo a interpretação católica, fragmento (de pedra), "pedrinha" segundo a interpretação de alguns protestantes, a qual sustenta que a palavra grega que significa "rocha", "pedra" é πέτρα, petra e que, posteriormente, passou para o latim como Petrus.[7]
Ocorre que o aramaico de "fragmento de pedra" ou "pedrinha" é a palavra evna e não kepha, sendo esta última a mencionada nas escrituras e traduzida para o grego Petros, que realmente significa "Rocha".[8]
Na interpretação da Igreja Católica a razão para Jesus ter mudado o nome do apóstolo, bem como seu significado na citação bíblica «Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja; e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.» (Mateus 16:18), a chamada Confissão de Pedro, Jesus estava comparando Simão a uma rocha. Desta forma, Cristo seria o fundador da Igreja Católica, do grego "katholikos" que significa para todos ou universal, sendo-lhe concedido, por este motivo, o título de "Príncipe dos Apóstolos" pela Igreja Católica. Esse título é um tanto tardio, visto que tal designação só começaria a ser usada após a sua morte cerca de um século mais tarde, suplementando o de Patriarca.
Na interpretação protestante majoritária, protestantismo histórico ou ainda pentencostais e neopentecostais a "pedra" referida por Jesus é a confissão de fé de Pedro. Segundo tal corrente, o assunto que estava sendo abordado e tratado por Jesus não era sobre a pessoa do discípulo Pedro; mas sim "quem era Jesus", na opinião dos discípulos. Na pergunta de Jesus aos discípulos: «Quem diz o povo ser o filho do homem?» (Mateus 16:13), estes Lhe responderam: "Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias, ou algum dos profetas." e Jesus novamente pergunta: "Mas vós, quem dizeis que sou eu?" e Pedro responde: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo", isto é, que Cristo seria o Messias.[9] De acordo com estes textos da pergunta feita por Jesus aos seus discípulos, entende-se que a pedra seria o próprio Jesus. No grego, a palavra para pedra é petra, que significa uma "rocha grande e maciça", a palavra usada como nome para Simão, por sua vez, é petros, que significa uma "pedra pequena" ou "pedrinha". Nesse sentido, o próprio Pedro, em Atos dos Apóstolos 4:10-12, afirma que a declaração de Jesus se refere a si próprio, e não ao apóstolo:
«Seja notório a todos vós e a todo o povo de Israel que em o nome de Jesus Cristo o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, neste nome está este enfermo aqui são diante de vós. Ele é a pedra, desprezada por vós, edificadores, a qual foi posta como a pedra angular. Não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não há outro nome dado entre os homens, em que devamos ser salvos.» (Atos 4:10-12)
Entretanto, alguns estudiosos protestantes, como Nicolaas Ridderbos (en) entendem que a frase "sobre esta pedra" se refira realmente a Pedro pois, partindo da análise contextual e gramatical, "somente Pedro é mencionado neste verso e o trocadilho realmente se refere a ele".[10] Segundo ele, as palavras "sobre esta pedra [petra]" se referem a Pedro. Por causa da revelação que recebeu e da confissão de fé que ele fez, Pedro foi nomeado por Jesus para estabelecer as bases da futura Igreja. Somente Pedro é mencionado neste verso, e o trocadilho com seu nome se aplicou somente a ele. Outra interpretação baseada nas escrituras e ensinos de Jesus Cristo pelos registros dos evangelhos Jesus estava profetizando espiritualmente pois o próprio Jesus afirmou que seu reino não é terreno mas sim espiritual, sendo assim Jesus afirmava que através de suas palavras que repousaria o Espírito Santo sobre Pedro fazendo dele morada de Deus assim como todos os seguidores de Cristo como está escrito: "O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós. Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu vivo, e vós vivereis." João 14:17-19. E ainda em João 18:36 "Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui." e também o Apóstolo Paulo no meio do Areópago, disse: "O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas;" Atos 17:24,25. Tal interpretação é refutada por outros teólogos protestantes, como Donald Arthur Carson (en), para quem Cristo teria sido enfático em sublinhar a profissão de fé de Pedro e seu papel singular na Igreja, e não dos fiéis como um todo.[11]
De fato, todos os escritos dos Pais da Igreja Primitiva sobre o tema, bem como aqueles dos eruditos católicos, entre os quais se destacam o sacerdote jesuíta Leonel Franca e o teólogo Scott Hahn, asseguram que, em grego koiné do século I, as palavras petros e petra seriam sinônimos, referindo-se assim, ao vocábulo rocha. Em suma, a Confissão de Pedro e sua mudança de nome por Jesus Cristo lhe concediam um papel proeminente na Igreja, principalmente em sua missão de "fortalecer os irmãos" (Lucas 22:32). Estes autores sustentam ainda que, embora a língua difundida no Império Romano nos tempos de Jesus e dos apóstolos fosse o grego koiné, devido à influência helênica na região desde mais de dois séculos antes de Cristo, os judeus do século I falavam principalmente o aramaico, mesma língua em que teria sido escrito originalmente o próprio Evangelho de Mateus. Em aramaico a palavra para fragmento (de pedra) "ou pedrinha" seria a palavra evna e não kepha. Logo. o mais provável é que o a palavra Kephas ou "Cefas", que é transcrita cerca de oito vezes no Novo Testamento ou se encontra traduzida para o grego Petros nos Evangelhos, Atos dos Apóstolos e escritos paulinos, realmente signifique rocha e diga respeito à pessoa de Pedro.[12]

Dados biográficos[editar | editar código-fonte]

Mais informações: Primeiros discípulos de Jesus

Estátua na Basílica de Nossa Senhora da Assunção do Mosteiro de São Bento na cidade de São Paulo.
Antes de se tornar um dos doze discípulos de Cristo, Simão era pescador. Teria nascido em Betsaida e morava em Cafarnaum. Era filho de um homem chamado João ou Jonas e tinha por irmão o também apóstolo André. Simão e André eram "empresários" da pesca e tinham sua própria frota de barcos, em sociedade com Tiago, João e o pai destes, Zebedeu.[13]
Possivelmente Pedro era casado e tinha pelo menos um filho.[14] Sua esposa era de uma família rica e moravam numa casa própria, cuja descrição é muito semelhante a uma vila romana.[15] na cidade "romana" de Cafarnaum.[16]
Segundo o relato em Lucas 5:1-11, no episódio conhecido como "Pesca milagrosa", Pedro teria conhecido Jesus quando este lhe pediu que utilizasse uma das suas barcas, de forma a poder pregar a uma multidão que o queria ouvir. Pedro, que estava a lavar redes com Tiago e João, seus sócios e filhos de Zebedeu, concedeu-lhe o lugar na barca, que foi afastada um pouco da margem.
No final da pregação, Jesus disse a Simão que fosse pescar de novo com as redes em águas mais profundas. Pedro disse-lhe que tentara em vão pescar durante toda a noite e nada conseguira mas, em atenção ao seu pedido, fá-lo-ia. O resultado foi uma pescaria de tal monta que as redes iam rebentando, sendo necessária a ajuda da barca dos seus dois sócios, que também quase se afundava puxando os peixes. Numa atitude de humildade e espanto Pedro prostrou-se perante Jesus e disse para que se afastasse dele, já que era um pecador. Jesus encorajou-o, então, a segui-lo, dizendo que o tornaria "pescador de homens".
Nos evangelhos sinóticos, o nome de Pedro sempre encabeça a lista dos discípulos de Jesus, o que na interpretação da Igreja Católica Romana deixa transparecer um lugar de primazia sobre o Colégio Apostólico. Não se descarta que Pedro, assim como seu irmão André, antes de seguir Jesus, tenha sido discípulo de João Batista.
Outro dado interessante era a estreita amizade entre Pedro e João Evangelista, fato atestado em todos os evangelhos, como por exemplo, na Última Ceia, quando pergunta ao Mestre, através do Discípulo amado (João), quem o haveria de trair ou quando ambos encontram o sepulcro de Cristo vazio no Domingo de Páscoa. Fato é que tal amizade perdurou até mesmo após a Ascensão de Jesus, como podemos constatar em Atos dos apóstolos, na cena da cura de um paralítico posto nas portas do Templo de Jerusalém.[17]
Segundo a tradição defendida pela Igreja Católica Romana e pela Igreja Ortodoxa, o apóstolo Pedro, depois de ter exercido o episcopado em Antioquia, teria se tornado o primeiro Bispo de Roma. Segundo esta tradição, depois de ser milagrosamente solto da prisão em Jerusalém, o apóstolo teria viajado até Roma e ali permanecido até ser expulso com os judeus e cristãos pelo imperador Cláudio, época em que haveria voltado a Jerusalém para participar da reunião de apóstolos sobre os rituais judeus no chamado Concílio de Jerusalém.[18] Após esta reunião, Pedro ficou em Jerusalém. Paulo, Barnabé, Judas (Barsabás) e Silas foram para Antioquia.[19]
Depois de três anos, Paulo volta a Jerusalem para visitar Pedro e com ele fica quinze dias.[20] Quatorze anos depois, Paulo retorna a Jerusalém e lá se encontra com Tiago, Pedro e João.[21]
Tempos depois, por volta da metade do século I, Pedro vai a Antioquia, onde ocorre uma discussão entre ele e Paulo, conhecida como o Incidente em Antioquia.[22]
A tradição da Igreja Católica Romana afirma que depois de passar por várias cidades, Pedro haveria sido martirizado em Roma entre 64 e 67 d.C. Desde a Reforma, teólogos e historiadores protestantes afirmaram que Pedro não teria ido a Roma; esta tese foi defendida mais proeminentemente por Ferdinand Christian Baur, da Escola de Tübingen. Outros, como Heinrich Dressel, em 1872, declararam que Pedro teria sido enterrado em Alexandria, no Egito ou em Antioquia.[5] Hoje, porém, os historiadores concordam que Pedro realmente viveu e morreu em Roma. O historiador luterano Adolf Harnack afirmou que as teses anteriores foram tendenciosas e prejudicaram o estudo sobre a vida de Pedro em Roma.[5] Sua vida continua sendo objeto de análise, mas o seu túmulo está localizado na Basílica de São Pedro, no Vaticano, o qual foi descoberto em 1950 após anos de meticulosa investigação.[6]
Alguns pesquisadores acreditam que, assim como Judas Iscariotes, Pedro tenha sido um zelota, grupo que teria surgido dos fariseus e constituía-se de pequenos camponeses e membros das camadas mais pobres da sociedade. Este supostamente estaria comprovado em Marcos 3:18, assim como em Atos 1:13, no entanto, o certo "Simão, o Zelote" é na realidade uma pessoa distinta dentre as nomeações descritas nas referidas citações.

O primado de Pedro segundo a Igreja Católica[editar | editar código-fonte]


Cristo entrega as chaves do céu a Pedro
Perugino, Capela Sistina
Ver artigo principal: Confissão de Pedro
Toda a primeira parte do Evangelho gira em torno da identidade de Jesus. Quando perguntado, Simão foi o primeiro dos discípulos a responder essa pergunta: Jesus é o filho de Deus. É esse acontecimento que leva Jesus a chamá-lo de Pedro e é conhecido como Confissão de Pedro.
Encontramos o relato do evento em Mateus 16:13-19: Jesus pergunta aos seus discípulos (depois de se informar do que sobre ele corria entre o povo): "E vós, quem pensais que sou eu?".
Simão Pedro, respondendo, disse: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo". Jesus respondeu-lhe: "Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi carne ou sangue que te revelaram isso, e sim Meu Pai que está nos céus. Também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei Minha Igreja[23] e as portas do Hades[24] nunca prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus e o que ligares na terra será ligado nos céus. E o que desligares na terra será desligado[25] nos céus".João 21:15-17 e Lucas 22:31 também falam a respeito do primado de Pedro dever ser exercido particularmente na ordem da Fé, e que Cristo o torna chefe:
Jesus disse a Simão (Pedro): "Simão, filho de João, tu Me amas mais do que estes?" Ele lhe respondeu: "Sim, Senhor, tu sabes que te amo". Jesus lhe disse: "Apascenta Meus cordeiros". Segunda vez disse-lhe: "Simão filho de João, tu Me amas?" - "Sim, Senhor", disse ele, "tu sabes que te amo". Disse-lhe Jesus: "Apascenta Minhas ovelhas". Pela terceira vez lhe disse: "Simão filho de João, tu Me amas?" Entristeceu-se Pedro porque pela terceira vez lhe perguntara 'Tu Me amas?' e lhe disse: "Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que te amo". Jesus lhe disse: "Apascenta Minhas ovelhas." (João 21:15-17).«Simão, Simão, eis que Satanás pediu insistentemente para vos peneirar como trigo; Eu, porém, orei por ti, a fim de que tua fé não desfaleça. Quando, porém, te converteres, confirma teus irmãos.» (Lucas 22:31-32)

O apóstolo Pedro, o primeiro Bispo de Roma[editar | editar código-fonte]

A comunidade de Roma foi fundada pelos apóstolos Pedro e Paulo e é considerada a única comunidade cristã do mundo fundada por mais de um apóstolo e a única do Ocidente instituída por um deles. Por esta razão desde a antiguidade a comunidade de Roma (chamada atualmente de Santa Sé pelos católicos) teve o primado sobre todas as outras comunidades locais (dioceses); nessa visão o ministério de Pedro continua sendo exercido até hoje pelo Bispo de Roma (segundo o catolicismo romano), assim como o ministério dos outros apóstolos é cumprido pelos outros Bispos unidos a ele, que é a cabeça do colégio apostólico, do colégio episcopal. A sucessão papal (de Pedro) começou com São Lino (67 d.C.) e, atualmente é exercida pelo Papa Francisco, eleito em 13 de março de 2013. Segundo essa visão, o próprio apóstolo Pedro atestou que exerceu o seu ministério em Roma ao concluir a sua primeira epístola: "A [Igreja] que está em Babilônia, eleita como vós, vos saúda, como também Marcos, meu filho.".[26] Trata-se da Igreja de Roma.[27] Assim também o interpretaram todos os autores desde a Antiguidade, como abaixo, como sendo a Roma Imperial (decadente). O termo não pode referir-se a Babilônia sobre o Eufrates, que jazia em ruínas ou à Nova Babilônia (Selêucia) sobre o rio Tigre, ou à Babilônia Egípcia cerca de Mênfis, tampouco a Jerusalém; deve, portanto referir-se a Roma, a única cidade que é chamada Babilônia pela antiga literatura cristã.[28]

Testemunhos históricos de Pedro em Roma[editar | editar código-fonte]

Os historiadores atualmente acreditam que a tradição católica esteja correta; igualmente, muitas tradições antigas corroboram a versão de que Pedro esteve em Roma e que ali teria sido martirizado.
  • Clemente, terceiro bispo de Roma e discípulo de Pedro, por volta de (96 d.C.), em sua Epístola aos Coríntios, faz clara alusão ao martírio deste e de Paulo em Roma:
Todavia, deixando os exemplos antigos, examinemos os atletas que viveram mais próximos de nós. Tomemos os nobres exemplos de nossa geração. Foi por causa do ciúme e da inveja que as colunas mais altas e justas foram perseguidas e lutaram até a morte. Consideremos os bons apóstolos. Pedro, pela inveja injusta, suportou não uma ou duas, mas muitas tribulações e, depois de ter prestado testemunho, foi para o lugar glorioso que lhe era devido. Por causa da inveja e da discórdia, Paulo mostrou o preço reservado à perseverança. Sete vezes carregando cadeias, exilado, apedrejado, tornando-se arauto no Oriente e no Ocidente, ele deu testemunho diante das autoridades, deixou o mundo e se foi para o lugar santo, tornando-se o maior modelo de perseverança. .[29]
  • Inácio de Antioquia, bispo, mártir e também discípulo de Pedro, em cerca de (107 d.C.), em sua Epístola aos Romanos, a qual fora dirigida à comunidade cristã lá situada, refere-se nos seguintes termos ao martírio de Pedro e Paulo em Roma:
"Não vos dou ordens como Pedro e Paulo; eles eram apóstolos, eu sou um condenado. Eles eram livres, e eu até agora sou um escravo".[30]
Papias, bispo de Hierápolis, atesta a atribuição do segundo evangelho a Marcos, “intérprete” de Pedro em Roma. O livro teria sido composto em Roma, depois da morte de Pedro (prólogo antimarcionita de século II, Ireneu) ou ainda durante sua vida (segundo Clemente de Alexandria). Quanto a Marcos, foi identificado como João Marcos, originário de Jerusalém (At 12,12), companheiro de Paulo e Barnabé (At 12,25; 13,5.13; 15,37-39; Cl 4,10) e, a seguir, de Pedro em “Babilônia” (isto é, provavelmente, em Roma) segundo 1Pd 5,13.[31]
Tendo vindo ambos a Corinto, os dois apóstolos Pedro e Paulo nos formaram na doutrina do Evangelho. A seguir, indo para a Itália, eles vos transmitiram os mesmos ensinamentos e, por fim, sofreram o martírio simultaneamente.[32]
  • Gaio, presbítero romano, em 199 d.C.:
Nós aqui em Roma temos algo melhor do que o túmulo de Filipe. Possuímos os troféus dos apóstolos fundadores desta Igreja local. Ide à Via Ostiense e lá encontrareis o troféu de Paulo; ide ao Vaticano e lá vereis o troféu de Pedro.

Gaio dirigiu-se nos seguintes termos a um grupo de hereges: Posso mostrar-vos os troféus (túmulos) dos Apóstolos. Caso queirais ir ao Vaticano ou à Via Ostiense, lá encontrareis os troféus daqueles que fundaram esta Igreja.[33]
Pedro, ao ser martirizado em Roma, pediu e obteve que fosse crucificado de cabeça para baixo[34]
Pedro, finalmente tendo ido para Roma, lá foi crucificado de cabeça para baixo.[35]
Para a maior e mais antiga a mais famosa Igreja, fundada pelos dois mais gloriosos Apóstolos, Pedro e Paulo." e ainda "Os bem-aventurados Apóstolos portanto, fundando e instituindo a Igreja, entregaram a Lino o cargo de administrá-la como bispo; a este sucedeu Anacleto; depois dele, em terceiro lugar a partir dos Apóstolos, Clemente recebeu o episcopado.
Mateus, achando-se entre os hebreus, escreveu o Evangelho na língua deles, enquanto Pedro e Paulo evangelizavam em Roma e aí fundavam a Igreja.[36]
  • Formado como jurista Tertuliano (155–222) falou da morte de Pedro em Roma:
A Igreja também dos romanos pública - isto é, demonstra por instrumentos públicos e provas - que Clemente foi ordenado por Pedro.
Feliz Igreja, na qual os Apóstolos verteram seu sangue por sua doutrina integral!" - e falando da Igreja Romana, "onde a paixão de Pedro se fez como a paixão do Senhor.
Nero foi o primeiro a banhar no sangue o berço da fé. Pedro então, segundo a promessa de Cristo, foi por outrem cingido quando o suspenderam na Cruz.[37]
  • Eusébio (263-340 d.C.) Bispo de Cesareia, escreveu muitas obras de teologia, exegese, apologética, mas a sua obra mais importante foi a História Eclesiástica, onde ele narra a história da Igreja das origens até 303. Refere-se ao ministério exercido por Pedro:
Pedro, de nacionalidade galileia, o primeiro pontífice dos cristãos, tendo inicialmente fundado a Igreja de Antioquia, se dirige a Roma, onde, pregando o Evangelho, continua vinte e cinco anos Bispo da mesma cidade.
A sucessão de Bispos em Roma é nesta ordem: Pedro e Paulo, Lino, Cleto, Clemente etc...[38]
Lino foi Bispo de Roma após o seu primeiro guia, Pedro.[39]
Você não pode negar que sabe que na cidade de Roma a cadeira episcopal foi primeiro investida por Pedro, e que Pedro, cabeça dos Apóstolos, a ocupou.[40]
A cátedra de Roma é a cátedra de Pedro, a Igreja principal, de onde se origina a unidade sacerdotal.[41]
A Pedro sucedeu Lino.[42]
Logo, apesar das opiniões divergentes que surgiram a partir da Reforma Protestante, era constante, unânime e ininterrupta a tradição segundo a qual Pedro pregou o evangelho em Roma e lá encontrou o martírio, o que é robustecido pelos escritos dos Pais da Igreja e pela arqueologia.

Os textos escritos pelo apóstolo[editar | editar código-fonte]

O Novo Testamento inclui duas epístolas cuja autoria é atribuída a Pedro: A Primeira epístola de São Pedro e a Segunda epístola de São Pedro.

Indícios arqueológicos[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Túmulo de São Pedro

Baldaquino da Basílica de São Pedro: O túmulo de São Pedro encontra-se diretamente abaixo desta estrutura. Bernini, 1633
A partir da década de 1950, intensificaram-se as escavações no subsolo da Basílica de São Pedro, lugar tradicionalmente reconhecido como provável túmulo do apóstolo e próximo de seu martírio no muro central do Circo de Nero. Após extenuantes e cuidadosos trabalhos, inclusive com remoção de toneladas de terra que datava do corte da Colina Vaticana para a terraplanagem da construção da primeira basílica na época de Constantino, a equipe chefiada pela arqueóloga italiana Margherita Guarducci encontrou o que seria uma necrópole atribuída a Pedro, inclusive uma parede repleta de grafitos com a expressão Petrós Ení, que, em grego, significa "Pedro está aqui".
Também foram encontrados, em um nicho, fragmentos de ossos de um homem robusto e idoso, entre 60-70 anos, envoltos em restos de tecido púrpura com fios de ouro que se acredita, com muita probabilidade, serem de Pedro. A data real do martírio, de acordo com um cruzamento de datas feito pela arqueóloga, seria 13 de outubro de 64 d.C. e não 29 de junho, data em que se comemorava o traslado dos restos mortais de Pedro e São Paulo para a estada deles nas Catacumbas de São Sebastião durante a perseguição do imperador romano Valeriano em 257 d.C.

Iconografia[editar | editar código-fonte]

A mais antiga imagem conhecida do apóstolo Pedro foi descoberta em 2010 em catacumbas sob a cidade de Roma, e data do século IV. No mesmo lugar, foram também descobertas imagens dos apóstolos Paulo, André e João. As obras fazem parte de um grupo de pinturas em torno de uma imagem de Jesus Cristo como o Bom Pastor no teto do que os estudiosos acreditam ter sido o túmulo de um nobre romano.[43]

Devoção nas Religiões Afro-brasileiras[editar | editar código-fonte]

É sincretizado nas religiões afro-brasileiras com o orixá Xangô, [44] sendo que na cidade de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, o sincretismo se dá com o orixá Exu.[45]

Notas

  1. ↑ A palavra grega que significa "rocha" ou "pedra" é πετρα, petra;[1]
  2. ↑ segundo a tradição bíblica

Referências

  1. ↑ «Bible Lexicon». Bible Lexicon. Consultado em 12 de setembro de 2010
  2. ↑ Rami Arav, Richard A. Freund (novembro de 2014). Bethsaida: A City by the North Shore of the Sea of Galilee Betsaida: Uma cidade na Margem Norte do Mar da Galileia (em inglês). [S.l.]: Truman State University Press. 310 páginas. ISBN 1931112398
  3. ↑ «Catholic Encyclopedia (1913)/St. Peter» (em inglês). A data da morte de Pedro é incerta, considerando-se o período compreendido entre julho de 64 (início da perseguição de Nero) e o início de 68 (em 9 de julho Nero fugiu de Roma e suicidou-se). A data de sua morte deve ser deixada em aberto. O dia do seu martírio também é desconhecido; 29 de junho, dia aceito de sua festa desde o século IV, não pode ser provado como sendo o dia da sua morte. (texto traduzido da fonte). Wikisource. Consultado em 20 de janeiro de 2016
  4. ↑ Wilken, p. 281, quote: "Some (Christian communities) had been founded by Peter, the disciple Jesus designated as the founder of his church. ... Once the position was institutionalized, historians looked back and recognized Peter as the first pope of the Christian church in Rome"
  5. ↑ Ir para:a b c Josef Burg Kontrover-Lexikon Fredebeul&Coenen, Essen, 1903.
  6. ↑ Ir para:a b Oxford Dictionary of the Christian Church (Universidade de Oxford - 2005) ISBN 978-0-19-280290-3), artigo "Pope"
  7. ↑ «Vida de São Pedro». IJF. 29 de junho de 2018. Consultado em 1 de outubro de 2019
  8. ↑ FRANCA, Leonel. A Igreja, a Reforma e a Civilização. 3ª Edição. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1934.
  9. ↑ Religion: Peter & the Rock (Dec. 07, 1953_em inglês)
  10. ↑ H. N. Ridderbos. Matthew. trans. by Ray Togtman (Grand Rapids: Regency Reference Library, 1987), 303
  11. ↑ Donald Arthur Carson. "Matthew," in Expositor’s Bible Commentary. Ed. Frank E. Gaebelein, J. D. Douglas, and Walter Kaiser, vol. 8 [Grand Rapids: Zondervan, 1984], 368
  12. ↑ FRANCA, Leonel. A Igreja, a Reforma e a Civilização. 3ª Edição. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1934.
  13. ↑ Lucas 5:1-11
  14. ↑ Stromata III, VI
  15. ↑ Lucas 5:17-26
  16. ↑ A cidade de Cafarnaum possuía status de cidade romana
  17. ↑ Atos 3:1-8
  18. ↑ Atos 15:2-7
  19. ↑ Atos 15:22-30
  20. ↑ Gálatas 1:18
  21. ↑ Gálatas 2:1-10
  22. ↑ Gálatas 2:11-14
  23. ↑ O termo semítico que traduz o termo grego εκκλησία, "ekklesia" é assembléia, freqüentemente encontra-se no Antigo Testamento para designar a comunidade do povo eleito (Deuteronômio 4:40, por ex.).
  24. ↑ Hades (hebraico Sheol), cujas "portas" personificadas evocam as potências do Mal que Cristo garante que jamais prevalecerão contra Sua Igreja. Cristo para designar todo o poder do Mal usou o termo "portas", da mesma forma o Reino de Deus tem portas, na sequência Pedro recebe suas chaves. É por esta razão que Pedro é, geralmente representado com chaves na mão e como porteiro do Paraíso
  25. ↑ . Cabe a Pedro abrir ou fechar o acesso ao Reino dos Céus, por meio da Igreja. "Ligar" e "desligar" são dois termos técnicos da linguagem rabínica que referem-se primeiramente ao domínio disciplinar da excomunhão, também referem-se as decisões doutrinais ou jurídicas. Responsável por administrar a comunidade em matéria de Fé e de moral.
  26. ↑ I Epístola de Pedro 5,13
  27. ↑ Cf. Ap. 14,8 ; 16,19 ; 17,5.
  28. ↑ Apoc., xvii, 5; xviii, 10; "Oracula Sibyl.", V, versos 143 e 159, ed. Geffcken, Leipzig, 1902, 111.
  29. ↑ http://www.earlychristianwritings.com/text/1clement-lightfoot.html
  30. ↑ Coleção, Patrística, Vol. 1, Padres Apóstólicos, 1ª Edição, Ed. Paulus, 1995, pág. 105
  31. ↑ em Introdução ao Evangelho Segundo Marcos, contido na TEB - versão que segue a edição francesa tanto nas Introduções como nas Notas, Edições Loyola, pag. 1234
  32. ↑ Fragmento conservado na História Eclesiástica de Eusébio, II,25,8.
  33. ↑ Eusébio, História Eclesiástica, 1125, 7.
  34. ↑ Com. in Genes., t. 3
  35. ↑ Fragmento conservado na "História Eclesiástica" de Eusébio, III,1.
  36. ↑ L. 3, c. 1, n. 1, v. 4
  37. ↑ Scorp. c. 15
  38. ↑ ii. 27 - Sales, St. Francis de, The Catholic Controverse, Tan Books and Publishers Inc., USA, 1989, pp. 280-282.
  39. ↑ In: Syn.
  40. ↑ De Sch. Don.
  41. ↑ Epístola 55,14.
  42. ↑ Ep. 53, ad. Gen.
  43. ↑ «Oldest known images of apostles found» (em inglês). CNN. 23 de junho de 2010. Consultado em 2 de setembro de 2014A imagem do apóstolo Pedro é a de nº 6
  44. ↑ «Dia de São Pedro - Raizes Espirituais». Raizes Espirituais. 29 de junho de 2016
  45. ↑ «Saiba a diferença entre Iemanjá e Nossa Sra dos Navegantes». Terra

terça-feira, 23 de junho de 2020


São João Batista nasceu milagrosamente em Aim Karim, cidade de Israel que fica a 6 quilômetros do centro de Jerusalém. Seu pai era um sacerdote do templo de Jerusalém chamado Zacarias. Sua mãe foi Santa Isabel, que era prima de Maria Mãe de Jesus. São oão Batista foi consagrado a Deus desde o ventre materno. Em sua missão de adulto, ele pregou a conversão e o arrependimento dos pecados manifestos através do batismo. João batizava o povo. Daí o nome João Batista, ou seja, João, aquele que batiza.

A importância de São João Batista

São João Batista é muito importante no Novo Testamento, pois ele foi o precursor de Jesus, anunciou sua vinda e a salvação que o Messias traria para todos. João Batista era a voz que gritava no deserto e anunciava a chegada do Salvador. Ele é também o último dos profetas. Depois dele, não houve mais nenhum profeta em Israel.

Nascimento milagroso de São João Batista

A mãe de João Batista, Santa Isabel, era idosa e nunca tinha engravidado. Todos a tinham como estéril. Mas, então, o anjo Gabriel apareceu a Zacarias quando este prestava seu serviço de sacerdote no templo e anunciou que Isabel teria um filho e que este deveria se chamar João. Zacarias não acreditou e ficou mudo. Pouco tempo depois, Isabel engravidou como o Anjo havia dito.

Isabel e a Ave Maria

Nesse mesmo tempo, o anjo apareceu também a Maria e anunciou que ela seria a mãe do Salvador. Então, Maria foi visitar Isabel, pois o anjo lhe havia dito que Isabel estava grávida. Quando Maria chegou e saudou Isabel, João mexeu no ventre da mãe e Isabel fez aquela maravilhosa saudação a Maria santíssima: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! De onde me vem que a mãe do meu Senhor me visite? (Lc 1-41-43) Esta saudação de Isabel, inclusive, se tornou parte da oração da Ave Maria.

Vida no deserto

Quando São João Batista ficou adulto, percebeu que chegara sua hora. Então, foi morar no deserto para rezar, fazer sacrifícios e pregar para que as pessoas se arrependessem. Vivendo uma vida extremamente difícil e com muita oração, passou a ser conhecido como profeta, homem enviado por Deus. Ele sempre anunciava a vinda do Messias. Batizava a todos que se arrependiam e multidões sempre iam ver suas pregações no rio Jordão.

O batismo de Jesus

Por causa de seu carisma, algumas vezes o povo pensava que São João Batista era o Messias. Mas ele sempre dizia: Eu não sou o Cristo, eu não sou digno de desatar nem a correia de suas sandálias. (Jo. 1-27). Em outra passagem, ele disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. (Jo.1-29) Quando o próprio Jesus, o verdadeiro Salvador, foi ao encontro de João Batista para ser batizado, São João disse: Eu é que devo ser batizado por ti, e tu vens a mim? (Mt3-14). Mas Jesus confirmou e São João Batista batizou Jesus. Assim Jesus começou sua vida pública.

Prisão e morte de João Batista

Nas pregações de São João ele não poupava o rei local, Herodes Antipas, Rei fantoche de Roma na Peréia e na Galileia. João denunciava a vida adultera do rei. Herodes tinha se unido a Herodíades, sua cunhada. São João Batista denunciava também a vida desregrada de Herodes em seu governo.
São Marcos em seu evangelho narra que Salomé, filha de Herodíades, dançou para Herodes. O rei ficou deslumbrado com ela e disse que daria tudo o que lhe pedisse. Então Salomé fala com sua mãe e pede a cabeça de São João Batista numa bandeja. Herodes, triste, fez como havia prometido diante dos convivas. (Mar 6.14-29)

Devoção a São João Batista

São João Batista é o primeiro mártir da Igreja, e o último dos profetas. Sua festa é celebrada desde o começo da igreja, no dia 24 de junho. Ele é venerado como profeta, santo, mártir, precursor do Messias e arauto da verdade, custe o que custar. Sua representação é mostrada batizando Jesus e segurando um bastão em forma de cruz.

Oração a São João Batista

São João Batista, voz que clama no deserto, endireitai os caminhos do Senhor, fazei penitência, porque no meio de vós esta quem não conheceis, e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias. Ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas, para que eu me torne digno do perdão  daquele que vós anunciaste com estas palavras: Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira o pecado do mundo. São João Batista rogai por nós. Amém. 
Fonte: Blog Terra Santa.
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História da fogueira

A fogueira, característica das festas de São João, tem seu fundamento na história do nascimento de João Batista. A fogueira era um sinal de Santa Isabel, mãe de São João, para Maria, mãe de Jesus. Abaixo segue uma sinopse da história, adaptada pela pesquisadora Lúcia Rangel:
Dizem que Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora e, por isso, costumavam visitar-se. Uma tarde, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora e aproveitou para contar-lhe que dentro de algum tempo nasceria seu filho, que se chamaria João Batista.
Nossa Senhora então perguntou:
— Como poderei saber do nascimento dessa criança?
— Vou acender uma fogueira bem grande; assim você poderá vê-la de longe e saberá que João nasceu. Mandarei também erguer um mastro com uma boneca sobre ele.
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No caso específico do Brasil, a prática do acendimento da fogueira na noite de 23 para 24 de junho foi trazida pelos jesuítas. Tal prática foi com o tempo associada a outras tradições populares, como o forrobodó africano (espécie de dança de arrasta-pé), que daria no forró nordestino, e a quadrilha caipira, que herdou elementos de bailes populares da Europa – palavras como “anarriê”, “alavantú” e “balancê”, por exemplo, são adaptações de termos de bailes populares da França.

A fogueira é um dos elementos básicos da tradicional festa de São João.

Simpatias em torno da fogueira

Em torno da fogueira de São João também se desenvolveu uma série de superstições e simpatias. Há, por exemplo, a prática do “batismo na fogueira”, que cria laços de apadrinhamento na ação de saltar as brasas de uma fogueira que se tenha acendido.
Há também a tradição de inúmeras simpatias de adivinhação, principalmente aquelas relacionadas com o casamento. Um exemplo é a simpatia de se passear descalço nas brasas da fogueira com uma faca virgem em mãos. Depois, tal faca deve ser cravada em uma bananeira. No dia seguinte, a pessoa deve tirar a faca da bananeira e observar os desenhos que a nódoa do caule terá produzido. Desses desenhos aparecerão as iniciais do nome da pessoa com quem vai se casar.
O grande folclorista potiguar Câmara Cascudo narra, em sua Antologia do Folclore Brasileiro, 302, n. 67, uma simpatia relacionada com a fogueira muito comum no Nordeste: “Em noite de São João passa-se sobre a fogueira um copo contendo água, mete-se no copo sem que atinja a água um anel de aliança preso por um fio, e fica-se a segurar o fio; tantas são as pancadas dadas pelo anel nas paredes do copo quantos os anos que o experimentador terá de esperar pelo casamento”.

Esse tipo de simpatia, lembra Cascudo, remete a ritos religiosos pagãos, como a prática dos oráculos entre gregos e romanos.

Por Me. Cláudio Fernandes
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Ao falar de São Jõao não podia esquecer de duas adeptas dos festejos de São João: ELZA CARLINA GOMES LEANDRO (que já foi Gondim) e THEREZINHA ROSSO GOMES.

A primeira comemora seus 33 anos de idade, nascida no dia de São João e a segunda comemorará no dia 21 de julho próximo, com a mesma idade. Ambas foram chamadas pelo Criador no ano passado, deixando uma imensa saudade e uma lembrança imorredoura. Parabéns minha irmã querida e um beijo à minha eterna e inesquecível namorada. DEUS LHES ABENÇOE.


sábado, 13 de junho de 2020



SANTO ANTÔNIO CASAMENTEIRO
Carlos Roberto de Miranda Gomes

É um santo muito popular pela sua interlocução com os fiéis,  de maneira eficiente e simples, que resultou em uma eleição como o Santo casamenteiro, com inúmeras simpatias folclórica.
Santo muito cultuado pela minha THEREZA, que colecionou um número razoável de suas imóveis para demonstrar o seu agradecimento da união comigo.
Sem dúvida o lucro foi todo meu, pois é difícil se ter em casa uma criatura tão santificada pelos seus gestos em favor da família e dos amigos.
Eu não poderia faltar, em homenagem a Ela, de fazer esta homenagem, que também vai acompanhada de uma pequena biografia do Santo protetor das solteiras, que é lembrado com alegria, em especial neste mês de folias tradicionais do período Joanino. Seguem alguns dados da fonte do Jornal do Brasil:
Padroeiro dos humildes

Apesar de ser conhecido como o “Santo Casamenteiro”, Santo Antônio também recebe o título de “padroeiro dos humildes”, pois ele distribuía alimentos aos menos favorecidos. Daí surgiu o “pão dos pobres”, também conhecido como “pãozinho de Santo Antônio”.
E também protetor das coisas perdidas. É o Santo dos milagres e fez muitos ainda em vida. Durante suas pregações nas praças e igrejas, muitos cegos, surdos, coxos e muitos doentes ficavam curados. Redigiu os Sermões, tratados sobre a quaresma e os evangelhos, que estão impressos em dois grandes volumes de sua obra.

Quem foi? 

Santo Antonio ou Fernando Antônio de Bulhões, seu nome de nascença, nasceu em Lisboa, Portugal, em 15 de agosto do ano de 1195. De família nobre e rica, era filho único de Martinho de Bulhões, oficial do exercito de Dom Afonso e de Tereza Taveira. Sua formação inicial foi feita pelos cônegos da Catedral de Lisboa. Antônio gostava de estudar e de ficar mais recolhido.
Foi cônego regular em Portugal até os 25 anos de idade, quando soube que cinco franciscanos tinham sido martirizados em Marrocos, consequência de tentarem evangelizar infiéis. A partir daí, Santo Antônio decidiu tornar-se um missionário e entrou para a ordem dos frades franciscanos. Conta-se que a sua vida religiosa começou com a sua atuação como frade no Convento de São Vicente de Fora, e depois, no Convento de Santa Cruz, lugar em que estudou a Bíblia e as literaturas patrística, científica e clássica.
Em 1220, Santo Antônio tornou-se franciscano. Faleceu no dia 13 de junho de 1231, na cidade de Pádua, devido a uma doença inesperada, aos 36 anos de idade. 
Santo Antônio morreu em Pádua, na Itália, em 13 de junho de 1231, com 36 anos. Por isso ele é conhecido também como Santo Antônio de Pádua. Antes de falecer nas portas de Pádua, Santo Antônio diz: ó Virgem gloriosa que estais acima das estrelas. E completou, estou vendo o meu Senhor. Em seguida, faleceu.
Os meninos da cidade logo saíram a dar a notícia: o Santo morreu. E em Lisboa os sinos das igrejas começaram a repicar sozinhos e só depois o povo soube da morte do Santo. Ele também é chamado de Santo Antônio de Lisboa, por ser sua cidade de origem. Em 30 de maio de 1232 foi canonizado por Gregório IX.
Santo Antônio, conhecido como o “santo casamenteiro” e “o padroeiro dos humildes”, também foi o primeiro doutor da Igreja Franciscana e lecionou em universidades italianas e francesas.


sexta-feira, 12 de junho de 2020



DIA DOS NAMORADOS DIFERENTE
Carlos Roberto de Miranda Gomes

                A data de 12 de junho sempre me foi cara, pois oportunizava uma renovação do amor com a minha THEREZA em algum lugar desta cidade que já foi pacata, ou mesmo em casa, ressalvando apenas o que aconteceu no mesmo dia de 1997 quando dando aula na UnP da Salgado Filho sofri um infarto e fui levado ao Hospital PAPI pelos meus diletos alunos.
O tempo passou no seu caminhar natural e as comemorações se mantiveram íntegras, puras, como no tempo em que nos conhecemos. Era um jantar, ouvir músicas, trocar confidências, lembrar a caminhada juntos, que durou 71 anos (56 de casados).
Ela nunca esquecia o Dia dos Namorados e isso foi para mim um bálsamo de renovação do nosso amor.
Hoje, não bastasse a ausência da minha amada, fui surpreendido pela solidão compulsória dessa pandemia que tem trazido reflexões existenciais, pondo em meu caminho o conhecimento de coisas deletérias e possibilitando a revisão de conceitos, de fatos, coisas e pessoas, numa sequência não desejada, que obriga uma nova tomada de posição em todos os sentidos.
Com o confinamento compulsório passei a viver mais assiduamente com meus filhos e netos e neles reconheci que nossa família existe em estado de pureza, tudo decorrente da educação que THEREZINHA ROSSO nos deu, sendo o centro das nossas conversas e depoimentos que sublimam a nossa convivência.
Nada a reclamar e tudo a agradecer pelo tempo que Deus permitiu aquela doce presença, razão que me faz fazer estas divagações e renovar o meu bem querer.
Tenho a certeza que com o terminar da pandemia, voltarei como novo homem e saberei guardar aqueles verdadeiros amigos, confrades e companheiros.
Ao meu AMOR um beijo final de saudade.

quarta-feira, 3 de junho de 2020

sexta-feira, 29 de maio de 2020


gustavosobral
.com.br

Zila Mamede, jornalista.
Encontre a poeta nas páginas da Tribuna do Norte.

Zila Jornalista
In: Revista ANRL 62, 2020, p.68-73 [ler]


Ensaio. Uma história do açúcar
In: Revista IHGRN 98, 2019, p.32-50 [ler]


Indice bibliográfico de autores e temas norterio-grandenses na revista do IHGB
In. Revista IHGRN 96, 2018, p.97-104 [ler]


Artigo. Jornalismo e literatura: a crônica de Rachel de Queiroz
In: Revista Letras Escreve. Macapá, v. 8, n. 1, 1º sem., 2018 [ler]


Crônica: jornalismo autobiográfico nos jornais da cidade do Natal (1950-1980)
In: Revista Temática. Ano XIV, n. 6. Junho /2018 [ler]


Ensaio.O cavalo no Rio Grande do Norte
In. Revista IHGRN 95, 2017, p.67-90 [ler]


Ensaio. Augusto Severo Neto. Inédito
In: Revista ANL, Revista da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, v. 52, 2017, p. 36-47 [ler]


Artigo. A faceta jornalística de Rachel de Queiroz: perspectivas biográficas
In: Revista Temática. Ano XIII, n. 07. Julho/2017 [ler]


Posfácio. Do jornalismo e da literatura
In: Jornalistas escritores do RN: entrevistas. Org. Socorro Veloso. Natal: Edufrn, 2017 [ler]


Ensaio. O cronista da cidade
In: Revista ANL, Revista da Academia de Letras do Rio Grande do Norte. Nº50, jan/março 2017, p.51-62 [ler]


Artigo. Rubem Braga, jornalista: o cronista repórter
In: Leituras do Jornalismo, v. 2, 2016, p. 85-98 [ler]


Ensaio. Zila Mamede e José Mindlin, breve relato da correspondência e de amizade.
In: Revista ANL, Revista da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, v. 46, 2016, p. 36-50 [ler]


Ensaio. Navarro por completo
In: Revista ANL, Revista da Academia de Letras do Rio Grande do Norte. Nº43, abri/junho 2015, p.39-53 [ler]


Ensaio. O maior da literatura menor
In: Revista ANL, Revista da Academia de Letras do Rio Grande do Norte. Nº41, out/dez 2014, p.29-43 [ler]

segunda-feira, 25 de maio de 2020



O PAX CLUBE E SEUS HABITANTES

Valério Mesquita*

O Pax Club de Macaíba reinou durante várias gerações, desde o início dos anos cinquenta, construído pelo prefeito Luís Cúrcio Marinho. A sua história merece um livro separadamente, evocando fatos, personagens, eventos, tudo, enfim, que serviu densamente para projetar a história social de Macaíba. A começar pelos nomes zoológicos e folclóricos dos garçons: Luís Bicho Feio, Tota Passarinho, João Cabeção, Antônio Paulino, Geraldo de Doca, os cobradores Vagareza, Chico Duzentos e Paulo Bofão, entre outros, reverenciados com humor e saudade de um tempo que não volta mais. Um fenômeno (econômico, talvez), que precisa ser melhor estudado acabou com a vida social dos municípios de médio porte como Ceará-Mirim, Macaíba, Caicó, Currais Novos, Açu, exceptuando-se apenas as festas esporádicas das padroeiras, vaquejadas, que não significam realmente atividade social clubística, efetivamente organizada. Até Natal mesmo sucumbiu e o chamado “Café Society” que foi imortalizado pelos cronistas sociais do passado e os sodalícios não existe mais. O tempo e os costumes mudaram tudo. Ficaram para trás, para a história, Gil Braz, Fred Ayres, Jota Pifa e Paulo Macedo, único sobrevivente, porque se reciclou e inovou a sua coluna. O imenso Titanic, com todas as “very important persons”, naufragou com os capitães Ibrahim Sued, Jachinto de Thormes, etc.
Que universo multifacetário reside em um clube social que abriga frequentadores de todos os matizes, boêmios e loucos, anjos e anarquistas, matrizes e meretrizes, mocinhos e bandidos, palhaços e mascarados?
O velho Pax teve o seu apogeu e decadência. Mas sobreviveu graças aos seus devotados diretores e sócios, que se expuseram por um ideal ilusório de associação, sob a égide do paletó e gravata, do bolero e do samba, da semipenumbra que escandalizava a paróquia e alimentava a homilia dominical da santa missa. E os flashes desse tempo me chegam nitidamente. Da jovem Carmita, míope, que, desfilando em passarela na Festa das Flores, caminhou demais e foi cair sobre a mesa da comissão julgadora; do carnaval de 60, onde a lança-perfume ardente e vibrante de Plácido Saraiva atingia com jatos queimantes os bumbuns, suados e frondosos, das damas da sociedade, quase registrando vitimas a lamentar; do senhor Emídio Pereira, proferindo pontualíssimas palestras todos os anos sobre a poetisa Auta de Souza e o aeronauta Augusto Severo, através do serviço de amplificadora diretamente do “sodalício tradicional e elegante” da cidade; das confusões, das brigas, do porre homérico de lança-perfume de Chiquinho Ribeiro, que o fez desabar no rio Jundiaí; das festas juninas, quadrilhas estilizadas; do programa “Data querida” que registrava aniversários e namoricos através do “serviço de divulgação da Associação Pax Club, a voz de Macaíba”, e que tantos equívocos e problemas acarretou, como o do motorista Zé Cearense, que quase apanhava da valente mulher por causa de uma falsa “oferenda musical com muito amor e carinho”.
São mais de setenta anos de história do Pax Club do Parque Governador José Varela. Há muita coisa a contar sobre ele e os seus complexos habitantes. Relembrando agora, vai atiçar a memória de muitos que direta ou indiretamente passaram pela sua portaria.

(*) Escritor.


BARRO VERMELHO
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes (22/09/2019)
         A formação dos bairros fora do perímetro mais importante da cidade de Natal – Rocas, Ribeira, Cidade Alta, Petrópolis, Tirol e Alecrim, que concentravam os segmentos das atividades produtivas como comércio, navegação (a Igreja de São Pedro, em construção em 1919 ergueu uma torre alta para orientar os barcos), pesca e serviços essenciais, decorreram de circunstâncias naturais.
         O bairro do BARRO VERMELHO (e não bairro Vermelho) teve essa denominação decorrente da coloração do seu solo (areia vermelha), já era conhecido desde os primeiros tempos da fundação da cidade em 1599 quando os enviados de Dom Felipe II, Rei da Espanha procuravam um local adequado para iniciar a povoação. Isso se conhece pelos documentos históricos encontrados em fins do Século XVIII nos registros de doações de terras em 1787 e 1816. No entanto, o despertar de suas terras ocorreu por ser um lugar fora da área de comércio, se prestando para local de lazer, recomendado pelos médicos para melhoria da saúde, em razão de sua altitude, ventilação abundante, arborização preservada e visual exuberante das cercanias, particularmente do Rio Grande (Potengi), próximo do centro da cidade e por isso bastante procurado para formação de sítios, casas de repouso e de veraneio.
         Uma das motivações mais evidentes era de ser perto do Baldo, onde existia desde1905 uma fonte de água que servia de balneário e sanitário público, ponto de encontro dos seresteiros.
         A propósito, afirma CASCUDO, “Os melhores violões, as mais lindas vozes femininas e masculinas, as mais modernas saias balão, mangas presuntos inauguram-se no Barro Vermelho, nos São João famosos, com fogueiras e adivinhações”.
         Oficialmente se fez bairro pela Lei nº 4.327, de 05 de abril de 1993, publicada no Diário Oficial do Estado de 07 de setembro de 1994.
         Alguns acontecimentos marcaram a atenção para o bairro: em 1838 deu-se o assassinato do Presidente de Província “Parrudo” (Dr. Manoel Ribeiro da Silva Lisboa), no sítio Passagem; em 1868 foi realizada uma apresentação de teatro livre com a peça “Os Salteadores do Monte Negro”; vacarias, com leite cru, festas nos sítios dos seus mais vetustos moradores – Antonio Melo, Joaquim das Virgens, Desembargador Silvino Bezerra; Coronel João Gomes da Costa; residência do Senhor João Café, pai do Presidente da República João Café Filho; residência da poetisa Palmyra Wanderley, que costumeiramente hospedava Alta de Souza; pic niks na Lagoa de Manuel Felipe; aqui moraram personalidades da vida social como Paulo Maux o Rei Momo, empresários, juízes, desembargadores, médicos, arquitetos, engenheiros, professores, escritores, cantores (Giliard e Pedrinho Mendes), poetas, grandes comerciantes, industriais, construtores e políticos como os Senadores Jessé Freire e Carlos Alberto.
         Eu tive a sorte de conhecer parte desses encantos e convivi com descendentes de todas essas famílias, inclusive sendo pertencente a uma delas.      Fui da primeira turma do Instituto Batista de Natal, nesta mesma rua; participei de muitas festas de São João; testemunhei quando aqui chegou o calçamento e a união da Rua Meira e Sá com a Alexandrino de Alencar com a retirada de pequena mata na rua Jaguarari.
         Assisti as missas dominicais na Igreja de São Pedro; compareci às festividades do Colégio das Neves; assisti muitos filmes, no Salão Paroquial da Igreja de São Pedro, depois Teatro Jesiel Figueiredo e Cine Olde.
         Agora, com a chegada do Padre Mota, começa a ressurgir a tradição no Barro Vermelho e adjacências, trazendo alegria, fé e confraternização a este bairro tão querido, que possui instituições importantes como a Casa de Apoio à Criança com câncer, clínicas, padarias, farmácias, doceterias e escritórios profissionais.
         Preservemos com carinho essa dádiva de Deus, na esperança da construção da nossa primeira Igreja de Nossa Senhora da Salete.
OBRIGADO.

domingo, 10 de maio de 2020


A MÃE É UMA CRIATURA IMORTAL
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes

O dia de hoje é sagrado, especial, glorioso e redentor, posto que universalmente dedicado às MÃES.
Nossas genitoras são as criaturas que Deus colocou no mundo para iniciar nossa educação, proteger nossas vidas e inspirarem os cidadãos e cidadãs para o caminho do bem.
Inexiste neste mundo, com tantos costumes contrastantes, famílias que não cultuem as mães, senão uma minoria que é levada por interesses mesquinhos ou que tenham o mal no coração, longe daquele que é O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA,.
Por esse motivo, invoco as mães da família MIRANDA GOMES, GOMES DA COSTA e ROSSO NELSON, tanto as que ainda estão nesta dimensão da vida (em particular Dona Rachele), quanto as que foram para perto do Senhor – Dona Rosa, Maria Lígia (minha mãe), Elza Freire, Maria de Lourdes, Maria da Cruz, Anna Rodrigues, Elizier Benfica (Zizi), THEREZINHA ROSSO (minha eterna amada), Elza Carlina, para, unidos, comemorarmos com amor a passagem dos nossos antepassados, junto às mães que ficaram como sementes de continuidade, em particular as minhas filhas Rosa Ligia, Thereza Raquel e minhas noras Daniela e Valéria.
É difícil conciliar a alegria das mães presentes com a saudade das que partiram. Mas assim e ciranda da vida, na certeza de que as que já fizeram a viagem final jamais serão esquecidas, porque as mães são IMORTAIS no coração dos que ficaram.
FELIZ DIA DAS MÃES A TODAS AS FAMÍLIAS UNIVERSAIS.

domingo, 26 de abril de 2020



MAIS UM DOMINGO DE SAUDADE
(oferecido à minha THEREZA)
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes


Ah! Que saudade que tenho
Do tempo da minha mãe
Contando histórias de trancoso
Amenizando algum momento tenebroso
Entoando belas canções.

Nos momentos de alegria
Curtia com todos nós
Mas quando o instante era triste
Nos cobria com seu manto
Desatando todos os nós.

Hoje com essa pandemia
Que apavora todo o mundo
Eu sinto a ausência dela
Para sanar a nossa agonia.
Ah! Que saudade que eu tenho
Do tempo da minha mãe.