terça-feira, 17 de março de 2020

  




REGISTROS HISTÓRICOS
JANSEN LEIROS, PERFIL E SAUDADE



Jansen Leiros Ferreira nasceu em Macaíba no dia 15 de março de 1937, era o primogênito de Aguinaldo Ferreira da Silva e Maria Leiros Ferreira, nascida Maria Leonor de Castro Leiros.
Estudou no tradicional Grupo Escolar Auta de Souza e, em Natal no Ginásio 7 de Setembro, concluindo o ginásio e o curso técnico de contabilidade. Simultaneamente, cursou o científico no Ateneu Norte Rio-grandense. Aos dezoito anos, já havia escrito uma plaqueta fruto de pesquisas em sua cidade, que intitulou “Macaíba e seus tipos populares”. Após a editoração dessa plaqueta, ingressou na Faculdade de Direito da UFRN, cursando o bacharelado em ciências jurídicas e sociais.
Foi nomeado para o Instituto do Açúcar e do Álcool, lotado na Delegacia Regional do Rio Grande do Norte e em 1962, obteve transferência para a sede do órgão na cidade do Rio de Janeiro. E lá, concluiu seu curso de bacharelado em ciências jurídicas na Universidade do Brasil.
No terceiro ano do curso de Direito foi indicado pelo padre Raimundo Brasil – capelão da Base Naval de Natal - para substituir, no Serviço Social daquela unidade, o doutor José Gurgel Guará nas funções de Assessor Jurídico, onde serviu por quase dois anos, no Comando do Capitão de Mar e Guerra Milton Pereira Monteiro.
Ainda em Natal, estudou piano erudito com o maestro Waldemar de Almeida, no Instituto de Música do RN, ocasião em que participou de algumas audições públicas e participando do Conjunto de Câmera Prof. José Monteiro Galvão. Após 1964, face às dificuldades financeiras foi instado a deixar o serviço público federal para exercer a advocacia dando assistência a empresas privadas.
Ainda nos anos sessenta, realizou sua primeira viagem ao exterior, visitando o Peru, o Chile e a Argentina. Depois, conheceu a Europa Central e os Estados Unidos.
Retornando à Natal, foi nomeado para as funções de Assessor Especial da Fundação José Augusto, ao tempo em que eu exerci a presidência do órgão.
Em 1991, foi nomeado Assessor Jurídico do Estado, e lotado na Procuradoria Geral, onde aposentou-se aos setenta anos.
Jansen Leiros, como escritor, editou os seguintes livros: “Macaíba e seus tipos populares”, “Fragmentos e Reflexões”, “Contos do Entardecer”, “Apólogos do Nascer do Sol”, “Prelúdios de um Novo Dia”, “Relembranças”, “Macaíba de Cada Um”, “Sonata do Alvorecer de Aquários”, “Itinerário de um Sertanejo”, “Daphne – compromissos e resgates”, “Garimpando a Luz”, “Acordes da Alma”, “Aleluia do Homem Novo” e “Aquarela do Sol Nascente”.
No campo da música, ele criou entre uma vintena de composições: “Sonho de um Cello”, “Crepúsculo no Solar da Madalena”, “Alma Nordestina” e “Balada para Daphne”, todos por ele harmonizadas para orquestra de cordas.
Estudou canto lírico, e participou de conjuntos corais como o Harmus, do Instituto de Música Waldemar de Almeida, da Fundação José Augusto, de cuja criação foi um dos responsáveis quando compunha o Conselho de Administração. Barítono, como seu avô materno – maestro João Viterbino de Leiros, era um seresteiro nato e um orador de belas metáforas. Carismático, de simpatia contagiante, era querido pelos que faziam seu entorno. Como advogado, exerceu as funções de Juiz Eleitoral, do Tribunal Eleitoral do Rio Grande do Norte, nomeado pelo Ministério da Justiça e Juiz de Ética da Ordem dos Advogados do Estado do Rio Grande do Norte.
Como profissional de Direito, exerceu a função de advogado empresarial durante algumas décadas, quando foi nomeado para exercer as funções de Assessor Jurídico do Estado. Ainda como liberal, foi nomeado pelo Ministério da Justiça para as funções de Juiz Eleitoral do Rio Grande do Norte. Exerceu de 2004 a 2008, a função de Juiz de Ética da OAB/RN. Integrava o IHGRN e foi o primeiro presidente da Academia Macaibense de Letras.
Faleceu em 17 de outubro de 2016, pacificado com Deus e com os homens. Saudades muitas do amigo e conterrâneo. Faria 83 anos se vivo estivesse, dia 15 de março passado.


segunda-feira, 16 de março de 2020




COMEMORAÇÃO TRANSCENDENTAL

Por: CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES

        Pela hora em que posto este artigo, estavam THEREZINHA ROSSO GOMES E CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES fazendo juras de amor na Capela de Santo Antônio, na praça Bastista Campos, em Belém do Pará, por deferência da Paróquia da Trindade.
                  
              Estava consolidado nosso caso de amor, que começou com um simples olhar nos idos de 1948, quando vim morar na Rua Meira e Sá nº 120, vizinho à casa nº 118 dos italianos Rocco Rosso e Rosina Lovisi Rosso.
     
         Inicialmente simples vizinhos, depois colegas no Instituto Batista do Natal posteriormente amigos, namorados, noivos e, enfim, marido e mhjlher.

        Briguinhas de amor enfeitaram nossa convivência, até mesmo uma separação mais longa e cruel, da qual resultou uma dor de cotovelo traduzida numa música: "Afinal, terminou nosso amor, mas de um modo banal. Afinal acabou esse nosso idílio irreal. É melhor assim não terei dissabores, é melhor assim, buscarei outros amores. Não me procures mais eu te peço por favor! Não me atormentes mais - Tudo entre nós terminou. Terminou, Prá nunca mais, foi final O nosso amor acabou, mas não fiquemos de mal"

            Pois, pois, era só uma dor de adolescente, logo veio a volta. Seguiu-se o noivado em 06 de janeiro de 1962 e logo no ano seguinte o casamento em no dia 16 de março de 1963, que se tornou eterno enquanto durou a vida de minha THEREZA, que partiu para a Casa do Criador no dia 31 de março de 2019 ou precisamente até os 56 anos de casamento celebrados pelo Padre Mota, da Matriz de São Pedro em Natal, que nos presentou com bençãos e renovação dos votos em uma apartamento de hospital.

            Hoje, na presença dos nossos filhos: ROSA LIGIA, THEREZA RAQUEL, CARLOS ROBERTO ROSSO e ROCCO JOSÉ, nos 57 anos de casamento, celebrados em família, com as bençãos do mesmo Padre Mota, que se tornou um amigo fraterno.

                Um ano de saudade, sofrimento, mas, igualmente de renovação diária de um amor que se eternizou e jamais morrerá.

                 Convivemos 71 anos - a idade em que viveu minha querida mãe Maria Ligia.

                  Vamos juntos, com integral fraternidade, completar a missão que ela nos legou nesta dimensão da terra, em nome do bem, do amor e da harmonia cristã.


QUERIDA THEREZINHA, um beijo de todos.   
 

    

terça-feira, 10 de março de 2020



    O INUSITADO - Poema
    horacio_oliveira <horacio_oliveira@uol.com.br>

    O INUSITADO 

    A lua se levanta!...
    Alguém se aproxima

    Quem vem lá
    pelos caminhos da Alva
    pelos caminhos do Mar?

    Vejam!
    Sou eu
    essa criança
    que ainda não viveu

    E vem ao meu encontro
    Mas não me encontrará

    Outro a espera

    de cabelos brancos
    e olhar turvo
    com a  longa barba
    que lhe trouxe o mar
    do tear das águas

    ensolarada e branca
    como o sal


    -  Horácio Paiva
      

    domingo, 8 de março de 2020


                      (Homenagem, também, à minha saudosa e
     insubstituível esposa THEREZINHA)

    História do Dia Internacional da Mulher

    História do Dia Internacional da Mulher, significado do dia 8 de março, lutas femininas, importância da data e comemoração, conquistas das mulheres brasileiras, história da mulher no Brasil, participação política das mulheres, o papel da mulher


    Manifestação no Dia das Mulheres em Barcelona


    8 de março: Dia Internacional da mulher
    8 de março: Dia Internacional da mulher

    História do 8 de março

    O dia 8 de março é o resultado de uma série de fatos, lutas e reivindicações das mulheres (principalmente nos EUA e Europa) por melhores condições de trabalho e direitos sociais e políticos, que tiveram início na segunda metade do século XIX e se estenderam até as primeiras décadas do XX.

    No dia 8 de março de 1857, trabalhadores de uma indústria têxtil de Nova Iorque fizerem greve por melhores condições de trabalho e igualdades de direitos trabalhistas para as mulheres. O movimento foi reprimido com violência pela polícia. Em 8 de março de 1908, trabalhadoras do comércio de agulhas de Nova Iorque, fizeram uma manifestação para lembrar o movimento de 1857 e exigir o voto feminino e fim do trabalho infantil. Este movimento também foi reprimido pela polícia.

    No dia 25 de março de 1911, cerca de 145 trabalhadores (maioria mulheres) morreram queimados num incêndio numa fábrica de tecidos em Nova Iorque. As mortes ocorreram em função das precárias condições de segurança no local. Como reação, o fato trágico provocou várias mudanças nas leis trabalhistas e de segurança de trabalho, gerando melhores condições para os trabalhadores norte-americanos.

    Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem ao movimento pelos direitos das mulheres e como forma de obter apoio internacional para luta em favor do direito de voto para as mulheres (sufrágio universal). Mas somente no ano de 1975, durante o Ano Internacional da Mulher, que a ONU (Organização das Nações Unidas) passou a celebrar o Dia Internacional da Mulher em 8 de março.

    Objetivo da Data 

    Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

    Conquistas das Mulheres Brasileiras

    Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.


    Marcos das Conquistas das Mulheres na História 

    - 1788 - o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.

    - 1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.

    - 1859 - surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.

    - 1862 - durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.

    - 1865 - na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.

    - 1866 - No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas.

    - 1869 - é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres.

    - 1870 - Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.

    - 1874 - criada no Japão a primeira escola normal para moças.

    - 1878 - criada na Rússia uma Universidade Feminina.

    - 1893 - a Nova Zelândia torna-se o primeiro país do mundo a conceder direito de voto às mulheres (sufrágio feminino). A conquista foi o resultado da luta de Kate Sheppard, líder do movimento pelo direito de voto das mulheres na Nova Zelândia.

    - 1901 - o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres.

    - 1951 - a OIT (Organização Internacional do Trabalho) estabelece princípios gerais, visando a igualdade de remuneração (salários) entre homens e mulheres (para exercício de mesma função).

    Você sabia?

    - No Brasil, comemoramos em 30 de abril o Dia Nacional da Mulher.

    - Hattie Mcdaniel foi a primeira atriz negra a ganhar uma estatueta do Oscar. O prêmio, recebido em 1940, foi pelo reconhecimento de sua ótima atuação como atriz coadjuvante no filme " E o vento levou ...".


     Fonte: SUA PESQUISA COM.












    O SARAU INVISÍVEL

              Nesta última sexta-feira, dia 6 de março de 2020, a Academia Norte-Riograndense de Letras, acolheu um SARAU - Projeto Música & Poesia Potiguar, organizado pela ANRL, Grupo Águas Claras de Ópera, Instituto  de Música Waldemar de Almeida e o Acervo da Música Potiguar, em forma de PALESTRA ESPETÁCULO DA CANÇÃO CONCERTO POTIGUAR, em homenagem aos maestros natalenses PAULINO CHAVES e OSWALDO DE SOUZA, representando o instante singular de resgate da época dos Saraus em Natal e fazendo justiça a esses músicos maravilhosos, mas esquecidos da sociedade potiguar.




    Diogenes da Cunha Lima faz a abertura do evento, dando as boas vindas da Academia para outros espetáculos


    O Poeta Marcos Guerra, faz a exposição da sequência do programa, recitou alguns poemas, passando a palavra para a primeira palestra, a cargo da Acadêmica Leide Câmara


    Leide faz a sua exposição, enriquecida com várias projeções sobre os homenageados


    fotos de Paulino Chaves


    O barítono Lailson Toscano apresenta o primeiro número da Palestra Espetáculo



    Em seguida o Acadêmico Carlos Gomes faz a sua apresentação da história de Oswaldo de Souza, intercalada com números musicas

    Oswaldo de Souza e Câmara Cascudo


    Soprano Luzi Freitas


    Soprano Lúcia Tabita


    Tenor Erickson Cruz


    Os três Maestros Erickson, Lailson e Kaio Morais, que foi intérprete e acompanhou os demais artistas ao piano, causando grande impressão aos expectadores


    Carlos, Kaio e Leide em foto histórica

    PLATEIA SELETA




    Sobre o evento tivemos a colaboração de várias pessoas da plateia, em especial, dos Acadêmicos Lívio Oliveira, Ivan Lira de Carvalho e Leide Câmara

           O resultado do Sarau pode ser resumido nas palavras que se seguem:

    Ivan Lira de Carvalho: "Noite de relevo e sensibilidade para o público que compareceu à Academia Norte-Rio-Grandense de Letras do RN. Visita às obras dos maestros e musicistas potiguares Oswaldo de Souza e Paulino Chaves, ambos com dimensão nacional. Do clássico à ópera, passando pela alma musical do povo, da roça às salas mais refinadas. / Condução dos acadêmicos Leide Camara , Carlos Gomes e do poeta Marcos Guerra. // Bravo!! Aplausos!!! Vivas!!! A Academia cada vez mais perto da comunidade.".

             Apesar desse acontecimento efetivamente marcante e o comparecimento de uma seleta platéia, que não negou aplausos e parabéns, lamenta-se o descaso dos órgãos de imprensa que nada comentaram a respeito do evento, tornando-o um Sarau Invisível, ocupando as suas páginas dos últimos dias com notícias frívolas.

               A crítica performática dos espetáculos sempre foi o ponto alto das apresentações, ditando rumo do sucesso ou do fracasso, mas colaborando com a melhoria da cultura e correção de possíveis defeitos. Isso me faz lembrar o papel do jornalista Sebastião Carvalho, tragicamente morto, que ocupava colunas dos jornais com seus comentários elegantes e substanciosos.

               Mas esse é o nosso propósito, fazer voltar a Natal do tempo dos pardais no verde dos quintais.