segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020


 
Cartas de Cotovelo
(24/02/2020)
Décima Sexta Carta (Carnaval)

SEGUNDA-FEIRA DE CARNAVAL

Como já era esperado, o Carnaval da PROMOVEC foi um novo sucesso, reinando somente a alegria, segundo os relatos que recevi pela internet. Publico abaixo alguns flagrantes da festa, desde a casa o eterno anfitrião Cornélio, o caminho pelas ruas de Cotovelo novo, até chegar à sede. PARABÉNS a todos os participantes. ALEGRIA, ALEGRIA para todos vocês.
 
 

 
 
 
  
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 







  










domingo, 23 de fevereiro de 2020




Cartas de Cotovelo
  (23/02/2020)
Décima Quinta Carta (Carnaval)


DOMINGO DE CARNAVAL


Após uma noite calma em todos os sentidos, com o banho de luz que a Prefeitura nos deu, o dia amanhece com um sol bonito, refletindo nas xananas que ficam num terreno defronte à nossa casa, dando a impressão de gotas de cristal. Uma praia exuberante e bem curtida pelos moradores, veranistas e visitantes.

O tradicional beija-flor foi o primeiro a dar o ar de sua presença, depois alguns passarinhos alegraram o amanhecer para sugerir um bom desjejum, com a indispensável tapioca molhada da receita inconfundível da saudosa Dona Helena.

Preparamos [Ernesto] carinhosamente um churrasco para nosso irmão patriarca Moacyr Gomes da Costa e Iris, mas ele não pôde vir porque os filhos chegaram para uma confraternização em sua casa de Natal. Ficará para outra oportunidade.

Hoje está programada a saída do bloco da PROMOVEC. Para isso a sede está engalanada e a Diretoria deve estar a mil para que tudo dê certo como nos anos anteriores. Desta vez pretendia, pelo menos, fotografar o roteiro, já que não vou mais brincar o Carnaval, em respeito ao meu passado com THEREZA, que continua viva no coração da família.



Contudo, juntou-se ao meu espírito de quarta-feira de cinzas  um possível resfriado em razão da quentura desmedida neste fim de verão e decidi não comparecer, preferindo ficar matando o tempo com minhas leituras e escritos na brisa do meu primeiro andar, ao som, mesmo ao longe, de bandinhas pela redondeza executando as velhas marchas de carnaval, aquelas que no passado marcou tanto a vida do casal.

       Espero que os confrades Esam, Octávio, Eugênio e Roberta enviem para mim a resenha fotográfica do evento para eu divulgar e publicar no Informativo deste mês de fevereiro já no seu final.

Desculpem a minha ausência, mas a lembrança da minha amada companheira de todos os carnavais é bem mais forte do que toda comemoração que se faça. Aproveitem a festa com suas parceiras para não sentir o gosto amargo da saudade, mesmo que seja carnaval.


 


Cartas de Cotovelo
  (22/02/2020)
Décima Quarta Carta (Carnaval)

SÁBADO DE CARNAVAL

Sem qualquer entusiasmo para brincar o Carnaval, resolvi vir par a praia de Cotovelo visando descansar e reviver tantos carnavais que passei aqui com THEREZA, menos o de 2019, apesar de compradas as camisetas da 3ª Cotovelada que ela chegou a ver, mas não deu tempo para usar. Guardei-as num lugar especial e vai se juntar à camisa que adquiri para a 4ª Cotovelada, apenas pelo espírito colaborativo e para usar durante as fotografias que deverei fazer durante o trajeto, sem alegria, mas com amor a esta comunidade que vem preenchendo a minha solidão.

Na vinda senti uma grande calmaria no trânsito, como que não fosse haver nada nas praias do sul. Comprei na Mercearia/Padaria tradicional do Pium algum alimento que faltava, uma porção de sopa e pão. Tudo nos devidos limites. Fui até a orla para verificar o resultado da recuperação da escadaria que construí há uns 30 anos atrás. Tudo ótimo – vai durar mais 30 anos e sem a ajuda do Poder Público. Pude verificar uma festinha familiar que terminou no começo da noite. Já depois do jantar ouvi como músicas de uma bandinha lá pras bandas do Barramares que durou cerca de 20 minutos. Já escuro, passou o “cavaco Chinês” com o seu chamado inconfundível.
       
        Jantar e televisão para curtir as novelas e a segunda noite dos desfiles carnavalescos de São Paulo. Lembrei-me dos velhos filmes realizados no oriente onde um agente público gritava, enquanto a cidade dormia: “São ... tantas horas ... tudo está calmo”. Amanhã vou conferir essa calmaria, esperando que o dia seja de sol para o prazer da caminhada e banho de mar e logo à tardinha acompanhar a bandinha da PROMOVEC.

        Tudo isso renova a minha saudade de tempos passados onde fui um bom folião, pulando nos salões do América e Aéro Clube e desfilando na Escola de Samba Deliciosos na Folia.

        Amanhã direi o resultado.

sábado, 22 de fevereiro de 2020





CARNAVAL 

apreensiva

a presa lasciva

a presa da vida

é riso da vida

eis lá rei davi

ei-la rei da vida

ela ri da vida


(Horácio Paiva)
  

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020








Cartas de Cotovelo
  (29/01/2020)
Décima Terceira Carta (despedida)

O SOM DO SILÊNCIO

Somente num lugar bucólico, como a varanda do primeiro andar da minha casa de Cotovelo e num veraneio, é possível meditar sobre a natureza e sobre a vida. A natureza nos trazendo pássaros, em particular o beija-flor, que há anos habita nosso jardim, possivelmente outra geração, pois tal já acontecia nos primeiros veraneios, quando minha THEREZA o contemplava feliz. Também o mar, os cajus, as pitangas, os camaleões, os saguis, figuras que sempre nos fizeram visitas.

Sobre a vida, o silêncio nos propicia experiência, meditação, tolerância, aptidão para a leitura e para escrever. Enfim, as visitas dos parentes e amigos, os banhos de mar, o joguinho de voleibol na frente da casa à noite nos permitem gozar da comunhão da amizade.

Não consigo dar conta do quanto aprendi nesses mais de 30 anos de veraneio, seja em sentimentos de criatividade ou de sofrimento com os problemas naturais da existência, mas, igualmente, de inspiração para as minhas Cartas de Cotovelo, Informativos da PROMOVEC, pelo menos cinco livros aqui escritos, dois lançados na própria comunidade Jiqui-Cotovelo.

No silêncio foi possível traçar caminhos e projetos, desatar nós da vida, resolver equações de grande complexidade, melhorar a vida espiritual e tornar-me mais forte e preparado para as pelejas do cotidiano e a viver sozinho sem minha cara metade.

Reflexões foram presentes nesse período e metafísica nos pensamentos e nas ações transcendentais necessários para uma vida produtiva e feliz.

Paralelamente, a tudo isso, sempre vivi os meus devaneios ao lado da minha eterna amada até o veraneio de 2019, registrados em variadas fotografias de momentos lúdicos. E agora ainda os terei ou somente a saudade, eternamente, habitará o meu coração? Deixo ao que for decidido pelo Criador.

Impossível reproduzir tantos instantes de verdadeiro companheirismo, mas certamente agora o silêncio total tornou-se mais constante e com ele a presença espiritual de THEREZA. A casa é só lembrança – boas lembranças, eternizando quem foi o ponto central de toda a alegria.

Só os que amam verdadeiramente sentirão a dimensão das minhas palavras. Os demais lerão o texto como mais um apenas. A todos, porém, a minha gratidão pela atenção ao que o coração joga a ermo e a esmo.

Preparo-me para o retorno à selva de pedra, certamente com saudade de mais um período de paz e confraternização familiar e com os amigos. Ficarei voltando à esta Casa Pasárgada, sempre que possível, para evitar a prescrição, como dizia o meu estimado e saudoso Mario Moacyr Porto. Até logo aos que ficarem.
 

domingo, 26 de janeiro de 2020




Cartas de Cotovelo
  (26/01/2020)

Décima Segunda Carta (com satisfação)

         Neste meu último domingo da temporada praiana, registro a leitura de bons livros sobre os quais apresento a minha crítica literária.

1.   Rádio Nacional – o Brasil em sintonia. Autores: Luiz Carlos Saroldi e Sonia Virgínia Moreira. Rio de Janeiro, Jorge ZAHAR Editor, 2006.

Comentário: É um interessante trabalho sobre a radiofonia brasileira, seus precursores, momentos marcantes, programas e artistas com a riqueza documental e fotográfica indicando aspectos pouco divulgados, desde 7 de setembro de 1922 até os dias presentes. Leitura importante para os pesquisadores e historiadores, como igualmente aos amantes da MPB e seus intérpretes.
2.   Do Vinil ao Download, do escritor de nacionalidade francesa André Midani. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2015.
Comentário: Por coincidência este livro também me foi ofertado pelo fraterno amigo Didi Avelino, a voz de veludo do Rio de Janeiro, mas potiguar de nascimento. A obra tem um valor histórico singular, pois narra a vida e trajetória do seu autor desde o tempo da invasão nazista a Paris e os perigos para a sua sobrevivência até aportar no Brasil. Vale, também, como uma complementação à primeira, haja vista que narra a odisseia da história do disco, em particular no Brasil, com os seus percalços, sucessos e fracassos. Tem uma rica iconografia e relata a trajetória de consagrados artistas brasileiros e estrangeiros que nos foram tão queridos num passado próximo e uns poucos que subsistiram ao caos em que se encontra, qualitativamente, a MPB e a música universal. A reboque do seu objetivo principal, registra aspectos comportamentais de artistas nacionais e internacionais famosos, suas manias, vícios e abusos contratuais dando a exata situação do mundo dos discos daquela era, da censura no governo militar, que durou bastante tempo. Os dois livros reunidos enriquecem nossos conhecimentos específicos e também das histórias paralelas no campo da política.
3.   Getúlio Vargas em dois mundos. Psicografado por Wanda A. Canutti, pelo espírito Eça de Queirós. Capivari-SP: Editora EME, 2018.
Comentário: Trata-se de interessante trabalho, de natureza espiritualista, que resgata os relatos históricos da trajetória política do Presidente Getúlio Vargas e a sua situação espiritual após a passagem para outra dimensão da vida, onde oferece o seu sentimento em cada um dos momentos abordados, inclusive no do seu suicídio, com a consequente conscientização até ser capaz de analisar o encadeamento dos fatos de sua última trajetória terrena, seus amigos, seus desafetos de encarnações passadas, tudo copilado e informado pelo espírito de Eça de Queirós, através da médium Wanda Canutti (1934-2002. Na parte final consta estudo sobre a obra de Eça de Queirós e a sua nova concepção de vida no mundo espiritual até a elaboração do livro em referência.
        Tais considerações demonstram a importância de um veraneio, verdadeiro período de férias dos afazeres profissionais cotidianos, dando-nos um estado de espírito reconfortante, convidativo para a recordação de momentos maravilhosos que passamos com THEREZA na casa trintenária da Rua Parnaíba, em Cotovelo.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       

terça-feira, 21 de janeiro de 2020


Cartas de Cotovelo
 – (21/01/2020)
Décima Primeira Carta (com Alegria)

QUE LINDA MANHÃ


          Ainda estou em Cotovelo e aproveitei o título de uma canção que foi feita para mim por Luiz Assunção, quando cantei em Fortaleza nos idos de 1950, para registrar o momento atual da nossa praia.

          Voltou a calmaria, pois terminaram as badalações de Pirangi e agora resta o som dos automotores nos seus trajetos entre as duas pistas, a de ida menos barulhenta e as de volta para Natal, mais agressiva - nada que não se possa suportar, tendendo a diminuir, pois já se nota o começo do ensarilhamento dos petrechos de retorno com a proximidade das aulas da meninada.

          Nesse clima aproveitei a linda manhã de sol e desci à praia, com as dificuldades naturais de um oitentão, mas ainda aproveitando a firmeza da velha escadaria e corrimão, de cerca de 30 anos, que construí pelas mãos de João Batista e ao qual já autorizei fazer um reparo.

          Caminhei um pouco, acompanhado do meu filho Carlos Rosso e, lá às tantas, decidi tomar um banho de mar, convidativo que estava, com a maré em crescimento, mas ainda bem distante como vem acontecendo neste veraneio, com aquelas pocinhas d'água que THEREZA adorava em nossas caminhadas.

          Quando desci levava um tanto de preocupação pelo meu estado de saúde, com a perda quase total do paladar em decorrência da grande quantidade de remédios. Contudo, após alguns mergulhos tive a satisfação de sentir o gostinho das águas do mar de Cotovelo e disse comigo mesmo: "ainda tem jeito"! Vejam o que é a natureza.


          Retornei com alegria e bem refeito da fadiga e após um banho doce, cuja água é exuberante aqui nesta praia, sentei-me na minha varanda do primeiro andar e dela vislumbro que a Prefeitura está em ação - ontem colocou a minha lâmpada que estava queimada de longa data e hoje fazendo reparo no poste seguinte - coisa boa. Aplausos.

          Aguardo agora que sejam enviadas algumas caçambas de barro ou piçarro para acabar com os atolamentos da Rua Parnaíba, antes do carnaval chegar. Foi um bom começo de ano.

          Até breve... 




domingo, 19 de janeiro de 2020

Cartas de Cotovelo
 – (19/01/2020)
Décima Carta (com Alegria)

UM DOMINGO FELIZ


          Vivi neste domingo um dia feliz, na festa que a PROMOVEC promoveu para homenagear a minha pessoa e a de Nascimento, com o título de Sócio Benemérito, bem assim a realização de um Bingo com cinco prêmios e quatro sorteios, tudo organizado pelos membros da Diretoria Esam Elali, Presidente, Octávio Lamartine, Vice-Presidente, Alzirene, Secretária Geral, Justa, sua adjunta e Eugênio Rangel, Coordenador de Comunicação, com o apoio de  Roberta, nossa permanente colaboradora.
               Prestigiou o evento o ex-Presidente Carlos Dutra acompanhado de D. Nia.
               Senti a falta de muitos associados tradicionais. Contudo, o domingo não é o melhor dia para essas reuniões.

          Foi uma manhã agradável, contando com a apresentação do jovem cantor Marcelo Miranda e seu violão.
          Momentos marcantes registrados pelas lentes de Esam, Roberta e Eugênio:
 


 




sábado, 18 de janeiro de 2020



Cartas de Cotovelo
 – (18/01/2020)
Nona Carta (com Saudade)
        

          Foi exatamente há um ano que lancei na sede da PROMOVEC o meu livro “PROMOVEC – uma bela história”, onde relata a história de Parnamirim e seus distritos litorâneos Pirangí, Pium, Barreira do Inferno e Cotovelo, dando conta das suas características e lugares mais relevantes e particularmente a origem de Cotovelo, seu ordenamento urbano, a criação da PROMOVEC, seus fundadores, objetivos e ações fundamentais para as melhorias conseguidas para a comunidade.
      

         Na festa, compareceram muitos amigos e aqui registro as fotografias que foram tiradas com a presença da minha pranteada THEREZA (Therezinha Rosso Gomes), cheia de vida, sorridente, mas que inesperadamente fez sua última viagem no dia 31 de março do ano de 2019, e também da minha querida irmã ELZA, eu também partiu para a eternidade, para matar as saudades daquele dia tão feliz: