terça-feira, 25 de dezembro de 2018

O NATAL DE SÃO FRANCISCO


SOLO, COLOQUIAL E MUSICAL


- HORÁCIO PAIVA, EDUARDO GOSSON
  & ROBERTO LIMA


À Sua Santidade,


O Papa Francisco.



Um poema

uno e trino

que se inicia

se desdobra

e se amplia

na inspiração devocional

de três poetas... 

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O início: O POEMA

- por Horácio Paiva


O NATAL DE SÃO FRANCISCO

- Horácio Paiva  


São Francisco refletia
sobre as chagas de Jesus
e a esperar se quedava
transido de frio e jejum.


Que procurais São Francisco
nesta noite de Natal?
A quem chamais, pobrezinho
na noite fria de Assis?


Já não tendes o presépio
e vossa fé bem plantada?
Vosso bordão, vosso hábito
e as vossas orações?


As cinco chagas chamais
de Nosso Senhor Jesus Cristo
profundo e simples quereis
compartir a sua sorte.


Há uma estrela a guiar
o caminho até as chagas.
Há o sangue derramado
sobre a neve sossegada.  

_______________________________________


O meio: O DIÁLOGO

- por Horácio Paiva & Eduardo Gosson



O NATAL DE SÃO FRANCISCO E DO POETA HORÁCIO PAIVA


-   Horácio Paiva  &  Eduardo Gosson  -

São Francisco refletia
sobre as chagas de Jesus
e a esperar se quedava
transido de frio e jejum.

-  Medito em profundo silêncio e solidão!

Que procurais São Francisco
nesta noite de Natal?
A quem chamais, pobrezinho
na noite fria de Assis?

-  Procuro pelos desvalidos deste mundo.

Já não tendes o presépio
e vossa fé bem plantada?
Vosso bordão, vosso hábito
e as vossas orações?

-  Sim, tenho tudo isso. Contudo, preciso buscar a todos,
   para que não se perca nenhum.

As cinco chagas chamais
de Nosso Senhor Jesus Cristo
profundo e simples quereis
compartir a sua sorte.

-  Sim, o verbo é simples!

Há uma estrela a guiar
o caminho até as chagas.
Há o sangue derramado
sobre a neve sossegada.

-  Sim, o seu sangue não foi em vão. Sobre a neve nascerão
   rosas e esperança. 

___________________________________


O final: A CANÇÃO (clique para ouvir.)
A letra (com as alterações textuais) e a  Partitura
- por Roberto Lima


O NATAL DE SÃO FRANCISCO

                        Letra: Horácio Paiva & Eduardo Gosson com adaptação de Roberto Lima
                               Música: Roberto Lima

Prólogo: São Francisco refletia
Sobre as chagas de Jesus
E, no chão, se estendia,
Abrindo os braços em cruz...

1- Que esperais, ó São Francisco, 
Hirto de frio e jejum?
Que fazeis, pobre Francisco, 
A vos quedar sobre o chão?


Eu medito no silêncio
E em profunda solidão! 

2- Que buscais, ó São Francisco,
Nesta noite de Natal?
A quem chamais, pobrezinho,
Na noite fria de Assis? 

Eu procuro pelos pobres,
Desvalidos deste mundo! 

3- Já não tendes o presépio, 
Vossa fé já bem plantada,
O bordão e vosso hábito
E as vossas orações?


Eu preciso buscar a todos
Pra não perder-se nenhum! 

4- As cinco chagas chamais
De Nosso Senhor Jesus Cristo,
Profundo e simples quereis
Compartir a sua sorte? 

Sim, pois o verbo é simples,
Mas traz a vida de Deus! 

5- Há uma estrela pra guiar
O caminho até as chagas, 
Mas há sangue derramado
Sobre a neve sossegada. 

Seu sangue não foi em vão,
Pois se cumpriu a aliança, 
Sobre a neve nascerão
Rosas vivas de esperança! 























segunda-feira, 24 de dezembro de 2018



A NOITE INOLVIDÁVEL
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes

Acordei ansioso em preparar uma mensagem natalina para a Ceia da família nesta noite, e para reverenciar os meus amigos e amigas.
Imbuído naturalmente, dos melhores propósitos, comecei a meditar sobre sentimentos pertinentes, comparando-os com a hipocrisia que faz parte do nosso ser, e encontrei palavras chaves como: amor, perdão, humanismo, solidariedade, alegria e esperança, entre outros.
Surgiu no horizonte do meu amanhecer lembranças queridas, saudades infindas e a presença atrevida das lágrimas. Teria eu algum arrependimento? Com muito esforço não encontrei nada que me envergonhasse. No balanço da existência não me enxerguei egoísta, vingativo, individualista. Pelo contrário, me encontrei nos atributos positivos, que nunca me deram riqueza material, mas servem para crédito da salvação da minha alma, único bem que busco para o final dos tempos.
Estava, ainda, nesses devaneios, quando recebo pelo WhatsApp uma mensagem completa, perfeita, que se ajusta ao momento, ou melhor, a todos os instantes da vida. Ela é da inteligência e sensibilidade de um grande cristão aqui da terra potiguar, que agora preferi reproduzir – não por oportunismo, mas porque reconheço que não tenho a capacidade de escrever algo tão puro e essencial para as vésperas do nascimento do CRIADOR.Com a sua reprodução cumprimento a todos com quem convivo e aos meus correspondentes virtuais de vários pontos cardeais deste planeta:
“78Graças à misericordiosa compaixão do nosso Deus, o sol que nasce do alto nos visitará, 79para iluminar os que jazem nas trevas e nas sombras da morte, e dirigir nossos passos no caminho da paz”. Lc 1, 78-79.
      Hoje à noite o sol que brilha sem cessar, a estrela da justiça e da verdade que nos ilumina, salva e liberta, vai nascer! E a pergunta que Deus nos faz, é a mesma descrita pelo profeta Samuel: "Porventura és tu que me construirá uma casa para eu habitar?"
O menino Deus, à cada Natal espera uma nova oportunidade de encontrar em nosso coração, um lugar seguro para nascer e habitar; e nele ser amor, bondade, perdão, gratidão, fé, solidariedade, misericórdia, humildade, caridade, graça e luz; muita Luz!
 Que esta noite, diante da fartura das ceias, das comemorações em família, das trocas de presentes; possamos silenciar um pouco o nosso coração, e parar para escutar o choro de um menino; da nova esperança que está para chegar. Vamos refletir sobre esse choro, e fazer essa pergunta: "por quais motivos, em minha vida, Jesus está chorando?"... Tenho certeza que Ele tem muitos motivos!...Vamos pedir perdão com o desejo de mudar, e acolher Jesus!
Não deixemos Maria e José bater à porta do nosso coração em busca de um lugar para pousar Jesus, e pelo "barulho" da festa que estamos fazendo, terem que ir procurar uma manjedoura em outro lugar! Que a luz de Deus se manifeste trazendo salvação para todos nós.
Que ela venha para iluminar as trevas que muitas vezes obscurecem a nossa vida! Vamos viver neste mundo com paz, amor, harmonia, equilíbrio, caridade, justiça e piedade; aguardando com alegria, a feliz esperança e a manifestação da glória do nosso grande
Deus e Salvador, Jesus Cristo! Um Feliz e abençoado Natal para todos!”

Por Albany Dutra.  24/12/2018.

domingo, 16 de dezembro de 2018

UM HOMEM BOM




Cléobulo Cortez Gomes
Filiação: Manoel Genésio Cortez Gomes e Maria Natividade Cortez Gomes.
Nasceu no dia 28 de maio de 1932, em Natal-RN
Atuou nas seguintes comarcas:
1961: Comarcas de Campo Redondo e Jardim de Piranhas
1962: Ficou a disposição do governo do Estado, assumindo a Secretaria do Estado da Agricultura, Viação e Obras Públicas.
1964: Reassumiu as funções de Promotor de Justiça da Comarca de Jardim de Piranhas.
1965: Comarca de Mossoró – Cargo de Curador.
1966: Comarcas de Martins e Mossoró.
1968: Comarca de Natal.
Entre os anos de 1969 a 1971 assumiu as funções de Procurador-Geral de Justiça.
1975: 01 de agosto, assumiu o exercício das funções do cargo de Corregedor-Geral do Ministério Público.

1967: Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, onde foi Coordenador do Curso de Direito, por muitos anos.
1977: Iniciou o Curso de Mestrado na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco.
1984: Ano de sua aposentadoria.
Referências: Assentamento Individual (Arquivo do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte).
Entrevista concedida à equipe do Projeto Memorial do Ministério Público, realizada no dia 16 de Agosto de 2007.
Falecimento em Natal, no dia 15 de dezembro de 2018.

Cleóbulo foi uma legenda no Curso de Direito. Sua atuação marcou o traço diferencial da Coordenadoria do começo tradicional e a modernização. Algumas gerações guardam a sua história e o terão em suas memórias. Nada a questionar dos desígnios de Deus, pois nos proporcionou o convívio com um homem de bem que agora vai atuar em outra dimensão da existência. Nossas condolências à família e a saudade do velho companheiro de lutas. 🙏

Recebi muitas referências e votos de pezar ao falecido CLEÓBULO CORTEZ GOMES dos seus colegas e alunos da UFRN, muitos dos quais membros da ALEJURN: Marcelo Navarro, Ivan Maciel, Marcelo Dias, Arthúnio Maux, Lúcio Teixeira, Isabel Helena, Adilson Gurgel, Ivan Lira, Anísio, José Delgado, Lúcia Jales, Edilson Nobre, Francisco Barros, João Rebouças, Walter Nunes Jr., Maria do Perpétuo Socorro, Luiz Marinho, Arthur Bonifácio, Luiz Alberto, Assis Câmara, Zélia Madruga, Antenor Roberto, Albanízia Sena, Joventina Simões, Juan de Assis, por enquanto.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018


A amiga Angela Dieb, sempre zelosa quanto aos aspectos de cultura, arte e tradição, me enviou o áudio da famosa valsa “Royal Cinema”, dando conta de que hoje seria a data natalícia de sua composição, pelo Tonheca Dantas. E ainda opinando que eu elaborasse algo em alusão. Assim, pus mãos à obra, me propondo a cumprir a tarefa sugerida.
Na esquina das ruas Ulisses Caldas e Vigário Bartolomeu se erguia o Royal Cinema, única casa de espetáculos do gênero existente na Cidade Alta. Foi inaugurado em 1913, dois anos depois do Polytheama. No início apenas se assistiam a películas do cinema mudo, somente no ano de 1931 é que passou-se a exibir filmes sonoros. Na época dos filmes mudos, e na quase totalidade dos cinemas nacionais, havia sempre a presença de músico (normalmente um pianista), que tocava seu repertório, não só nos intervalos das sessões como também em meio às exibições das fitas. Entre aqueles que se apresentavam no Royal podem se destacar os pianistas Garibaldi Romano, Generosa Garcia, e o popular Paulo Lyra. Em dias especiais, com festa e solenidade, era costume se apresentar um conjunto musical, como o composto por Paulo Lyra ao piano, Manoel Prudêncio Petit na flauta, Cândido Freire no saxofone, Calazans Carneiro no contrabaixo e João Cosme na bateria. Um grupo que se exibiu por longo período no Royal era formado por Eduardo Medeiros no violão, Tibiro no saxofone e Tonheca no clarinete. Certa feita, o proprietário do cinema encomendou a este último, já bem conhecido como compositor, uma valsa para ser tocada na abertura das sessões. E foi assim que surgiu a célebre “Royal Cinema”, em 1913, e que, durante a II Guerra Mundial, ficou famosa no mundo inteiro, através das transmissões da rádio BBC. Quanto ao Royal, deixou de funcionar antes mesmo do início da década de 40, por não ter conseguido enfrentar os concorrentes, mais modernos e com novas tecnologias.
Antônio Pedro Dantas, mais conhecido como Tonheca Dantas, nasceu em Carnaúba dos Dantas/RN a 13/06/1871, e faleceu em Natal/RN no dia 07/02/1940. Sertanejo de origem humilde, filho de escrava alforriada e oficial militar, Tonheca contrariou todos os prognósticos ao se tornar um dos compositores potiguares de maior projeção internacional de todos os tempos. Autor de mais de mil músicas, sua obra mais famosa, a valsa "Royal Cinema", que em 2018 completou 105 anos de composição, é considerada peça obrigatória no repertório de qualquer banda sinfônica que se preze, inclusive no âmbito internacional. Despertou o gosto pela música desde criança, aprendendo com os irmãos em uma banda da sua cidade. Jamais teve formação superior como músico, era autodidata. Em 1898 foi contratado como maestro da Banda de Música da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, função que exerceu por três anos. Em 1903, mudou-se para Belém do Pará, sendo contratado como regente da Banda de Música do Corpo de Bombeiros. Em 1910, foi para a Paraíba, onde regeu as bandas de música das cidades de Alagoa Grande e Alagoa Nova. Retornou definitivamente em 1911 para Natal, para integrar a Banda de Música da Polícia Militar. Suas composições eram principalmente valsas, mas também dobrados, maxixes, hinos, xotes, polcas, marchas e outros gêneros musicais orquestrados. São obras famosas também a valsa “Delírio”, a suíte “Melodia do Bosque”, a valsa “A Desfolhar Saudades”, a marcha solene “Republicana”, e o dobrado “Tenente José Paulino”.
O ex-prefeito de Natal na década de 60, Djalma Maranhão, costumava chamar Tonheca Dantas de Strauss Papa-Jerimum. O governo do Estado do Rio Grande do Norte prestou-lhe uma homenagem com a inauguração da Sala Tonheca Dantas, no Teatro Alberto Maranhão. Cláudio Galvão, em sua biografia sobre o músico, conta esse episódio ocorrido no teste para maestro da Banda de Música da PMRN, em 1898: “Em seguida foi a vez de Tonheca Dantas. O comandante lhe entregou uma partitura diferente da primeira e perguntou ao candidato qual o instrumento que iria escolher. ‘Qualquer um…’ respondeu, ‘o senhor diga qual o que quer’. Os membros da comissão se entreolharam, surpresos com a audácia daquele sertanejo moreno e franzino, e resolveram por à prova seus conhecimentos, mandando que fosse tocando a peça nos diversos instrumentos da banda.” A citação se encerra aqui, mas é de se supor que o Tonheca tenha tido completo êxito na empreitada.

youtube.com
Antônio Pedro Dantas, conhecido como Tonheca Dantas nasceu em Carnaúba dos Dantas em 1871…
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Com muita honra, este blogueiro ocupa a cadeira 33 da ANRL, onde Tonheca é o Patrono.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018



ENTRE ADVERSIDADES E A TÊNUE ESPERANÇA
CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES, escritor

                                                            
Outra noite sem conciliação com o sono. Varei a madrugada, mas sem devaneios românticos e sim com preocupações irreversíveis.
Ainda nascituro o sol, consulto o meu “zap” e nele chega o agravamento do meu estado de espírito, pois logo em mensagem de voz, um militar da nossa PM conta seu desespero pelas dificuldades financeiras motivadas pela incapacidade do atual governo do Rio Grande do Norte em honrar seus compromissos, mais acentuadamente em relação aos seus servidores.
Dei-me em conta com a minha realidade, servidor aposentado, com uma gama exaustiva de obrigações familiares, sempre crescente, enquanto congeladas as receitas e pagas com atraso.
Vieram-me à lembrança reminiscências da minha caminhada e fui obrigado a permitir a entrada de temas pouco agradáveis, considerando que tais percalços geram, ainda hoje, prejuízos que transcendem o material, porque atentam para o psicológico, alguns dos quais ocorridos em um órgão onde dei parcela do meu labor e pelo qual deixei outro cargo, federal, em categoria elevada. Foi uma escolha necessária.
Na nova Casa, o TCE tive uma estrada lisonjeira, não fosse a convivência forçada com alguém possuidor de frustrações, que me forçou a uma aposentadoria adiável.
Em novas missões, continuei a gozar do respeito de outros pares, enquanto o destino me faz retornar à velha Repartição, onde tive nova oportunidade de desenvolver trabalho de modernização de procedimentos, com reconhecimento; mais adiante com a missão de instalar a Escola de Contas, à qual me dediquei de corpo e alma a ponto de durante esse período ser permanente presença nos noticiários. Mas outra sombra apareceria no meu caminho, logo ao iniciar certo ano, ao chegar para a jornada diária, deparo-me com minha exoneração no DOE - “Nossa comédia acabou, sem aplauso sequer, quando o pano baixou.  Numa cena banal, pôs-se um ponto final!” (da música consagrada por Dick Farney).        
Coincidentemente, no mesmo sítio temporal, num exame de rotina, deparo-me com o diagnóstico de doença grave. Mas a necessidade de continuar no comando de uma família um tanto populosa, obrigou-me a continuar.
Poucos passos adiante, eis que novo vulto ruim aparece, cria do anterior, e logo em seu primeiro momento administrativo, interrompe, com ato exonerativo, a trajetória de um filho que trabalhava no mesmo Tribunal há cerca de 17 anos, com indiscutíveis competência, assiduidade e honra (nomeado quando eu já era aposentado), em gáudio da indiferença, mal que agrediu a “vítima” psicologicamente até os dias presentes.
Enfim, hoje vivo o reverso do que seria natural – não ganhei o direito de uma inatividade pacífica e fico a assistir, em sofrimento silente, a tênue esperança de melhores dias deste Estado quase falido, ao mesmo tempo em que constato a desigualdade com o fausto de certas categorias funcionais, bem remuneradas, com gratificações “esquisitas” e recebendo absolutamente em dia.
Coisas da vida! A luta continua e vislumbro a força do CRIADOR, na renovação do seu nascimento.
PAZ.


Encerramento do ano cultural da Academia Norte-Riograndense de Letras: inauguração da galeria dos acadêmicos; entrega do Louvor Acadêmico ao Prof. Carlos D Miranda Gomes; lançamento da plataforma digital da ANL. / Tive a honra de representar o Conselho Estadual de Cultura no descerramento da placa e de saudar o Poeta Diógenes da Cunha Lima, Presidente da ANRL. Tudo organizado com esmero pela Acadêmica Leide Camara

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

domingo, 2 de dezembro de 2018

ALÔ D E U S



O MILAGRE DE FÁTIMA
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes, escritor


        Aqui não se trata da Santa Intercessora dos Aflitos, mas da aflição dos potiguares com a situação do Estado do Rio Grande do Norte, sucateado irresponsavelmente por incompetentes gestores, que findam o governo dramaticamente em situação financeira aflitiva.
        Ao correr do tempo, foram alocados recursos vedados por lei, como o fundo previdenciário, deixando a descoberta a categoria dos aposentados, que até então tinham o alento de garantia de pagamento tempestivo dos modestos proventos a que fazem jus.
        Nenhuma providência eficaz foi tomada para priorizar as despesas, permitindo um festival de gastos adiáveis, concentrando a raspagem dos fundos garantidores da regularidade fiscal, exagerando nas despesas com propaganda para indicar feitos de duvidosa realização. Em verdade não sei, mas o Tribunal de Contas do Estado, pela primeira vez nas últimas décadas, teve a coragem de exercer suas atribuições sem medo, manifestando-se contrariamente à aprovação das contas de exercício passado.
        Mas, onde está o “milagre”. Ainda não está, mas espera-se que ocorra – a futura Governadora Fátima Bezerra, logo no início da sua administração, o que deveria ser logo no primeiro mês de 2019, realizar o pagamento de, nada mais, nada menos, do que três folhas de pagamento e mais uma “laminha” de uma quarta: dezembro de 2018, 13º, também, de 2018 e o mês de janeiro de 2019, além de um pequeno resíduo negativo do 13º salário de 2017.
        Mesmo que esteja desenhado esse quadro desafiador, a comunidade acredita no esforço dos governantes, na compreensão dos governados e no esforço dos servidores para a batalha do recolhimento dos tributos devidos, com as dificuldades que virão em decorrência da frustração do segmento comercial com as vendas natalinas, exatamente pela falta de circulação de riqueza solapada dos servidores consumidores.
        Nada que não se possa resolver, com sangue, suor e lágrimas, desde que a honestidade presida o caminhar do novo governo e que o Criador nos alivie as dores com um ano de bom inverno.
        Se tais vaticínios acontecerem, poderemos proclamar, de plenos pulmões: FELIZ ANO NOVO.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018



      Ainda abalado com a perda da eleição da OAB/RN, não pela derrota em si, mas pela ingratidão de alguns para com Paulo Coutinho, que fez uma boa administração, levando a Corporação ao interior do Estado, realizando uma quantidade exuberante de cursos e encontros jurídicos, dando a atenção necessária aos que buscaram a proteção da Instituição, pensei em abandonar o barco.
       Contudo, logo ao acordar, recebi de um dos meus amigos uma mensagem, sem qualquer alusão ao caso aqui ventilado, mas que se referia a uma mensagem de Deus a Josué, quando este ainda estava abalado com a morte de Moisés:

Josué 1:9 NTLH

Lembre da minha ordem: “Seja forte e corajoso! Não fique desanimado, nem tenha medo, porque eu, o SENHOR, seu Deus, estarei com você em qualquer lugar para onde você for!”

É uma verdade, às vezes esquecida, mas na Bíblia existem 365 expressões “não temas” registradas, segundo alguns estudiosos. Dizem eles que é uma para cada dia do ano já que diariamente situações existem que tentam nos desanimar. A verdade é que o Senhor, preocupado com as nossas debilidades, apressou-se em nos encorajar, dando-nos o devido suprimento e a certeza em diversas passagens de sua Palavra de que não estamos sozinhos e precisamos apenas nos esforçar diante das adversidades e o resto Ele fará. Entregue-se agora mesmo ao Senhor JESUS CRISTO e confie nEle. Não temas. Anime-se, pois Deus é contigo.

       Decidi, vou continuar segurando altaneira a bandeira da nossa Ordem dos Advogados do Brasil, desejando que os novos mandatários sejam eficientes e tenham prudência em suas atitudes, não permitindo que ideologias exóticas ocupem eventuais espaços e que a harmonia continue a reinar na Casa dos Advogados..
VIVA a OAB de sempre!

QUINTA CULTURAL NO IHGRN


domingo, 25 de novembro de 2018


JAYR  NAVARRO
Por: BERILO DE CASTRO

Jayr Navarro da Costa (Jayr Navarro), minha referência do bem. Homem simples, de amizade perdurável, um exemplo de apreciável cidadão.
Resolvi rever e relatar um pouco das suas ações de carinho e de amor por nossa Cidade Natal, que tanto se orgulha e se envaidece de poder ter o seu nome como patrimônio histórico da sua existência.
Rever sua infância recheada de muita liberdade e de muita simplicidade, bandeiras que até hoje não se afastam em momento algum da sua real e firme personalidade.
Falar um pouco da sua invejável adolescência, com domínio total sobre o esporte, sem esquecer o seu brilhante momento de modinheiro/seresteiro. Habitante festeiro dos veraneios da praia  da Redinha; nadador elegante e vencedor. Desafiador e descobridor dos sete mares. Um gigante em suas travessias. Sempre presente e incentivador maior dos jovens em competições esportivas universitárias; um bom, disciplinado e exemplar atleta de vôlei, quando o esporte se destacava no Centro Esportivo, localizado na rua Afonso Pena, no bairro de Tirol. De não levar desaforo para casa e jamais negar o apoio “braçal” aos amigos quando estavam em perigo iminente.
Nada disso lhe impediu de seguir o seu caminho na vida acadêmica. Formou-se em Odontologia em Recife-PE, no ano de 1953. Ingressou na Universidade Federal do Rio Grande (UFRN), concluindo o curso Médico no ano de 1965, com a 5ª turma. Fez aperfeiçoamento em Otorrinolaringologia na cidade do Rio de Janeiro-RJ, no Hospital de Servidor Público do Estado. No seu retorno a Natal, se credenciou por concurso para a magistério, ocupando lugar de destaque na cadeira chefiada pelo emérito Professor Raul Fernandes.
Foi o criador e liderou o famoso bloco carnavalesco os “Karfagestes”, quando reuniu a fina flor, a elite da sociedade natalense, até hoje muito bem lembrado e elogiado quando se fala em Carnaval do passado.
Durante todo tempo que trabalhou no Hospital das Clínicas ou no Posto de Saúde do INAMPS, na Ribeira, só fez ampliar mais e mais a sua infindável lista de ações sociais e unir e alargar mais a sua empatia por seus alunos, colegas, clientes e admiradores.
Hoje, continua com a mesma simpatia, a mesma simplicidade, que bem expressa em suas crônicas literárias nos jornais da cidade. Como também não esquece, nem relaxa, de sua atividade física diária, nas suas disciplinadas e benéficas caminhadas matinais.
Jayr,  Natal se orgulha e se completa com você.

“Receba as flores em vida, o carinho, a mão amiga”.
Dos seus eternos admiradores.

sábado, 24 de novembro de 2018

AS PEQUENAS M E M Ó R I A S







Um homem que vivia doente, um revolucionário de 1817, uma costureira que casou com um guarda-livros Pernambucano. Uma madrasta cheia de fricotes.
Pequenas histórias, acontecimentos, gente, tanto tempo. As Memórias Alheias um livro de Gustavo Sobral, disponível para download gratuito.

As Memórias Alheias

Um homem que vivia doente, um revolucionário de 1817, uma costureira
 que casou com um guarda-livros Pernambucano. Uma madrasta cheia
de fricotes. Um senhor de engenho
que sabia ler e viajou ao Norte. Um
oculista e uma vaca cega. Cartas,
notícias de jornal, um bilhete de
 Lampião. As Memórias Alheias
 são histórias de antepassados, coisas
de família, lembranças dos outros
que Sobral reuniu e recriou para
 contar.
Um projeto editorial do Sertão
Marketing & Mídia.
Natal: Offset, 2018   
Natal: Offset, 2018        


sexta-feira, 23 de novembro de 2018

CONQUISTAS IMPORTANTES NO MÊS DA NOSSA PADROEIRA

           Com as bençãos de Deus e a intercessão da Nossa Senhora da Apresentação, Padroeira de Natal, recebi algumas graças pelo bom encaminhamento de problemas que vêm sendo a minha dedicação nesses tempos de envelhecimento e canseiras. 
          A primeira, com a notícia maravilhosa que me encaminhou o fiel amigo Juan de Assis Almeida, jovem advogado que conheci, ainda estudante, na Comissão da Verdade da UFRN, que mesmo em Brasília, está antenado nas coisas do nosso Rio Grande do Norte e, particularmente no que versa sobre a restauração da velha e tradicional Faculdade de Direito de Natal, que não foi do seu tempo, mas criou raízes em seu coração de amante de todas as coisas que dizem respeito à história da nossa história Casa da Ribeira.
          Pois bem, remeteu-me um link que traz a notícia alvissareira da recuperação de 20 anos de esquecimento:


UFRN contrata projeto para restaurar prédio da antiga Faculdade de Direito

22 de novembro de 2018
Williane Silva de ASCOM - Reitoria/UFRN


A reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ângela Maria Paiva Cruz, assinou contrato para elaboração do projeto de restauro do prédio da antiga Faculdade de Direito, localizado no bairro da Ribeira, na tarde desta quinta-feira, 22, no Gabinete da Reitoria. A empresa Studio M Arquitetura Especializada Ltda. tem 120 dias para entregar o projeto, a contar da data de assinatura do contrato.
Tendo em vista a importância de preservação do patrimônio e a dificuldade de selecionar, por meio de licitação, uma empresa que atendesse aos critérios técnicos para restauração de prédios históricos, a reitora considerou que o momento é de alegria para a UFRN. Ainda segundo a gestora, após a elaboração do projeto, haverá ainda a aprovação pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Rio Grande do Norte (Iphan-RN) e, em seguida, seguirão os trâmites legais para contratação da execução da obra.



Foto: Bruna Krummenauer

O valor investido na contratação do projeto corresponde a R$ 123.822, 30, com verba oriunda do Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas (PAC Cidades Históricas), que inclui fundações, instalação elétrica, climatização, paisagismo, entre outros detalhes, do Edifício do Antigo Grupo Escolar Augusto Severo, conhecido como antiga Faculdade de Direito.

         O segundo assunto diz respeito a uma luta que travo desde 2015 para restaurar a funcionalidade da Casa do Estudante de Natal, para o que contei até a sua viagem final, com a pessoa inesquecível de Marcos Dionísio - Moskito, agora continuada por Daniel Pessoa.

           Neste dia 22 tive a honra e a alegria de ser recebido pelo meu ex-aluno e Vice-Governador do Rio Grande do Norte, eleito neste último pleito, em audiência iniciada pelas 10,30 (dez horas e trinta minutos) nas dependências da sede da ESCOLA DE GOVERNO, no Centro Administrativo do Governo do nosso Estado, oportunidade em que estiveram presentes as pessoas do Dr. Antenor Roberto, do seu auxiliar, Professor Sérgio França, deste blogueiro, que já foi Controlador-Geral da CONTROL e na condição de Membrto Honorário Vitalício da OAB/RN, autor do pedido de audiência e mais os Doutores Daniel Alves Pessoa e Gesaias Ciríco, membros da Comissão Estadual dos Direitos Humanos para tratarem de assuntos relevantes para o Estado, quais sejam:  1) Pleito visando não permitir o fechamento da Casa do Estudante do Rio Grande do Norte, atualmente em regime de Intervenção decorrente de Ação Civil Pública intentado pelo Ministério Público do Estado. Para o exato entendimento do assunto, o Professor Carlos Gomes entregou exemplar de Revista da ANRL na qual tem um artigo da sua autoria contando toda a história da Casa do Estudante, até a crise atual; juntou correspondência tratada com o último Presidente daquela Casa, Senhor Serafim, dando conta dos acontecimentos do ano de 2016 e mais a cópia da ação intentada, de Notificação do Interventor para a saída dos estudantes daquela Entidade e de correspondência atual trocada com moradores da Casa, aflitos com a situação. Além do material entregue para estudo e providências, foram travados diálogos pelo referido Professor e mais os representantes do Conselho Estadual dos Direitos Humanos e a palavra final do Dr. Antenor Roberto que disse do interesse do Governo de encontrar um caminho para evitar o fechamento da Entidade, recomendando ao seu auxiliar, Professor Sérgio França que tomasse algumas providências e ficasse com a documentação para elaboração de uma exposição de motivos para facilitar as providências. 
        
     Sobre isso, assim se pronunciou o meu amigo Juan: "Essa notícia foi maravilhosa! Grandes conquistas! A Casa do Estudante do Rio Grande do Norte terá sobrevivência para socorrer os estudantes pobres do interior e transformar a vida dos estudantes com pouco potencial financeiro. Lembrei-me dos tempos passados em que os estudantes da terra iam estudar em Coimbra - o curso jurídico. Depois no Brasil, os que saiam de toda parte desta terra sagrada para frequentar os bancos das Faculdades de Direito de Olinda/Recife (casa de Tobias Barreto), São Paulo e depois Rio de Janeiro. Nossa mocidade ganhou independência e nosso estado desenvolveu graças a educação e ao ato magnânimo de criação da UFRN; ano que comemora 60 anos. Nossa mocidade precisa de apoio para garantir a independência e emancipação da juventude e de suas famílias. Bravo pela atitude, professor. Ficará registrado na história".

       Em verdade, não é a minha pretensão ficar na história, mas permitir que os estudantes pobres do interior tenham condições de vencer as batalhas da vida com a aquisição de conhecimentos essenciais para a sobrevivência e não ficarem de favor ou vivendo mendigando ajuda. O Estado tem obrigação de zelar pelos cidadãos como um todo e, em particular, pelos estudantes que serão os dirigentes de amanhã.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018