sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

AGRADECIMENTO

          APÓS A GRATIFICANTE NOITE DE AUTÓGRAFOS REALIZADA NO LARGO VICENTE LEMOS, DO IHGRN, POR DEFERÊNCIA DO PRESIDENTE VALÉRIO MESQUITA, VENHO AGRADECER O GRANDE NÚMERO DE AMIGOS MEUS E DO ARQUITETO MOACYR GOMES - O HOMENAGEADO.
CONTAMOS COM A PRESENÇA DE AUTORIDADES E VELHOS COMPANHEIROS DO VELHO "MOÁ".  FOI MOTIVO DE EMOÇÃO.
  
 
 
          A SOLIDARIEDADE DA IMPRENSA FOI CATIVANTE E FORAM TANTOS QUE ME ATREVO A ENUMERÁ-LOS, MAS COM A OBRIGAÇÃO DE UMA COMPLEMENTAÇÃO POSTERIOR. PROMOVERAM O EVENTO OU ESTIVERAM PRESENTES AO LANÇAMENTO DO LIVRO "O MENINO DO POEMA DE CONCRETO": A TRIBUNA DO NORTE, O NOVO JORNAL, O JORNAL DE HOJE, A TV ASSEMBLEIA, TV TROPICAL E OUTROS VEÍCULOS DA IMPRENSA, CUJOS NOMES RESGATAREI PARA REGISTRAR, ALÉM, PARTICULARMENTE, DOS JORNALISTAS VICENTE SEREJO, WODEN MADRUGA, ROBERTO GUEDES, JOÃO BATISTA MACHADO (MACHADINHO), ÉRIKA NESI, FRANKLIN JORGE, ALEX MEDEIROS, CASSIANO ARRUDA, RUBENS LEMOS FILHO, YUNO SILVA, VALÉRIO ANDRADE, LÚCIA HELENA E SÍLVIO ANDRADE.
VÁRIOS IMORTAIS DE DIVERSAS ACADEMIAS DE LETRAS (ANRL, AML, ALEJURN E ACLA ) E INSTITUTOS DE CULTURA, (IHGRN, INRG, UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES), ROTARY CLUBE NATAL-SUL E UM GRUPO DE AMERICANOS (MECÃO), QUE VIERAM PRESTIGIAR OS CONFRADES.
 
NOITE DE ALEGRIA E HOMENAGEM AO GRANDE
ARQUITETO MOCYR GOMES DA COSTA
10 DE DEZEMBRO DE 2014 - SERÁ INESQUECÍVEL
   
GRATIDÃO À IMPRENSA TELEVISADA E ESCRITA

 

RUBENS LEMOS FILHO FEZ UM BELÍSSIMO POSFÁCIO. TICIANO, O DECANO.

  

Enzina Falce comentou uma publicação em que você foi marcado.
Enzina escreveu: "E un piacere vedervi"  ( )


Tio Carlos,

  Que evento bonito o de ontem! Fiquei com vcs até o final exatamente  
poque foi contagiante para mim a alegria das pessoas, em especial, a  
de Tio Moá! Como ele estava feliz! Que belo presente de Natal você deu  
a seu mano Moacyr!
  Não li o livro, ainda! Mas a homenagem que vc me fez, sim! Não  
lembrava mais do texto e, ao lê-lo, mais uma vez, me veio à memória  
todo o movimento em favor da não derrubada do estádio. E aí fiquei a  
pensar: É um texto de protesto, simplesmente! Porque Tio Carlos o  
escolheu meio a tantas matérias jornalisticas, quem sabe mais bem  
escritas, etc. E, me veio a intuição que tenha sido o seu coração  
sensível que captou a minha verdadeira indgnação e, sinceridade, além  
de uma profunda tristeza pela dor de tio Moá (De fato, fui junto com  
ele naquela expectativa pensando que a sociedade Natalense reverteria  
o quadro de demolição do Machadão o que não aconteceu.)
    Tio Carlos, até hoje não tive vontade algum de conhecer o novo  
estádio! Exatamente porque à minha postura da época não mudou: É de  
indignação!!!
    Ter um texto meu contemplado no seu livro e, especificamente,  
nessa história é algo que me deixa imensamente feliz. Obrigada! Estou  
me sentindo Imortalizada!!!(rsrsrsr), lisonjeada por merecer o seu  
carinho. Este livro, certamente, terá um "olhar" diverso de opiniões e  
sentimentos. Comigo, será a memória de uma obra histórica que foi  
terrivelmente sacrificada, muito embora, tenho certeza, que em seu  
conteúdo muito de alegria haverá de aliviar esse peso.

  Por fim, mais uma vez, feliz e orgulhosa por ter como tio um ser  
humano tão maravilhoso como você, pois tenho certeza Carlos Gomes, que  
este livro foi um "PROCESSO TERAPÊUTICO" que foi e está sendo  
realizado junto a seu irmão, meu tio, Moacyr. O quanto você está  
fazendo bem ao seu ego, não precisa dizer, está escrito! Está sentido!  
Está transformado em sentimentos na tristeza que o abateu. Por ele,  
muito OBRIGADA! Consegui enxergar além do livro. Consegui avaliar a  
sua generosidade que, na minha conta, é bem maior do que a que eu  
imaginava!
    JESUS lhe cubra de bençãos!

Obs: Tio Carlos, na compra dos livros eu ia dar de presente o de  
Júnior meu irmão, ele terminou pagando o dele e um livro dos que  
peguei ficou em aberto. Lhe devemos R$40,00.

Beijo!

Cristina.
 
VELHOS AMIGOS
   
 
 
 
 
 
 
 
 
A MÚSICA A CARGO DE HUMBERTO DANTAS, ORMUZ E ZEZINHO, LADEADOS POR TEHEREZINHA (ESPOSA DO AUTOR)
 
 
MAIS DE 200 MENSAGENS PELO FACEBOOK.
 
OBRIGADO A TODOS.
Carinhosamente,
Moacyr Gomes da Costa e Carlos Roberto de Miranda Gomes .

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

QUARTA-FEIRA, 10 DE DEZEMBRO=DOIS LANÇAMENTOS, NA MESMA RUA DA CONCEIÇÃO

O PRIMEIRO, do jornalista MAURÍCIO PANDOLPHI tem início às 10h, na ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO


O SEGUNDO, do advogado CARLOS GOMES tem início na boquinha da noite: 19h, NO LARGO VICENTE LEMOS, DO IHGRN

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

DIA 8 DEZ. (46 ANOS DA TURMA DE DIREITO=1964-1968)

trote da turma que ingressou em 1964
FACULDADE DE DIREITO DE NATAL



O colega da TURMA DE DIREITO 1968 -  ANTONIO EDVALDO DE ARAÚJO
REGISTROU OS 46 ANOS DA NOSSA FORMATURA:

<antonioedvaldo@oi.com.br> escreveu:
Rio de Janeiro, 8 de dezembro de 2014.
Prezado amigo Dr. Carlos Gomes.
Registro os 46 anos de nossa formatura em Direito. Como vão os colegas?
Um forte abraço extensivo a todos.
Antônio Edvaldo de Araújo
 

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Um passeio pelas ruas e praças de Natal há de revelar, até ao transeunte mais distraído ou indiferente à paisagem, a presença de um espírito zombeteiro que escarnece de ícones e da estética aos inspirar aos governantes locais a produção de monumentos que expressam a pequenez do intelecto e a insuficiência de gosto.

Natal ostenta alguns dos mais execráveis e ridículos monumentos, como o “soldado-aleitador” chantado diante do Quartel da Polícia Militar, no bairro do Tirol; a liliputiana herma do valoroso angicano José da Penha, na Ribeira; a “mão-molenga” na qual depuseram estátua de Cascudo, na Cidade Alta; e, para não tornar extensa a lista, as raquíticas estátuas dos ex-governadores Dinarte Mariz, nas cabeceiras da Via Costeira, e a de José Augusto Bezerra de Medeiros, na esquina das ruas da Conceição e Ulisses Caldas: homenagens que constituem em deboche e desomenagem, pois à primeira vista, em vez de admiração, costumam suscitar no apreciador do belo frouxos de riso, diante de obras tão canhestras, toscas e desprovidas de grandeza.

Parecem-nos, aos observadores mais atentos, “obras de carregação”, feitas sem o arcabouço de projeto e sem nenhum estudo prévio, obras enfim contratadas às pressas por gestores destituídos de cultura e sem distinção intelectual, geralmente mal assessorados por comissionados insensíveis aos simbolismos história e à magia mesma da arte;  gestores incapazes de recorrer a consultores especializados e ao planejamento de obras feitas para o desfrute público.

Uma verdadeira destonia entre o desejo e a realização que resulta sempre capenga e sem carismas de que é exemplo, no gênero, a Cidade da Criança, parque a que faltou o dedo de um arquiteto sonhador. O resultado aí está para ser visto por todos: um corolário de caixotes coloridos que não saíram baratos aos contribuintes; uma obra superfaturada que se arrastou penosamente durante uma década até a caiação final.

Sob a nascente República a cidade conheceu um surto de bom gosto que se refletiu, também, nas obras públicas. Nossos primeiros oligarcas, talvez inspirados pela Belle Époque, doaram-nos o que há de mais distinto em nossas praças e logradouros, obras realizadas segundo um nível de exigência que tem faltado a todos aqueles que os sucederam em cargos tão estratégicos.

Em anos relativamente mais recentes, a exceção ficaria com o impressionante conjunto escultórico erguido, por iniciativa do povo do Ceará-Mirim, na cidade de Mossoró, em memória do ex-governador Dix-sept Rosado, morto tragicamente como um herói popular, diferencial implícito na concepção desse monumento funerário que se equipara e ultrapassa, em suntuosidade, o monumento que os natalenses ergueram para maior glória de Pedro Velho, na praça homônima, uma obra que faz a República curvar-se diante do fundador da nossa primeira e mais ostentosa oligarquia, a dos “pantagruélicos Maranhões” - na célebre verrina do Capitão José da Penha.

Como o próprio Pedro Velho, em Petrópolis, na praça a que empresta o seu nome -, em Mossoró Dix-sept ergue-se, ma Praça Vigário Antonio Joaquim, acima do solo, em proporção colossal, simbolicamente aclamado pelo povo do Rio Grande do Norte, como Pedro Velho o foi pela República.Percebe-se claramente, nessas duas obras, a intenção de exaltar e enobrecer com a sugestão de vidas profícuas, talvez marcadas pelo destino, desses dois protagonistas da História norte-rio-grandense. Estão, assim, no centro de uma alegoria que os introduz no Panteão potiguar.

Em tudo o “oposto” das “homenagens” prestadas a dois outros ex-governadores, Dinarte Mariz, enquistado na rotatória da Avenida Roberto Freire com Via Costeira, na Zona Sul da cidade que costuma tratar mal seus maiores; e o acanhado ”boneco” de cimento pintado de dourado, representando José Augusto de Medeiros, assustadoramente entronizado, sem maiores cuidados, numa esquina da Assembléia Legislativa.  Ambos, acanhados e sem expressão, como estatuária, e, no caso de José Augusto, raquítico e tosco como um boneco de feira.

A mesquinhez e a incapacidade de traduzir simbolicamente em uma imagem volumétrica o legado de cada um desses infelizes homenageados ou vitimas da pressa e do açodamento leviano de gestores sem sombra de distinção intelectual, quando não mal assessorados por pessoas talvez bem intencionadas, mas incultas e sem o discernimento estético necessário à concepção de obra pública carente de subjetivismos. Pior, ainda, o descaso com que tais obras são tratadas depois, ou destratadas – dá no mesmo – pela incúria de sucessivos governantes e gestores, entre os quais os que defraudaram um monumento natural dos natalenses, a Lagoa de Manuel Felipe, invadida pelo Hospital da Policia Militar em uma de suas ampliações. Um crime de lesa-meio ambiente que passou despercebido dos órgãos de defesa ambiental.

Não chegam, porém, a constituir tais monumentos o feio artístico, isto é, intencionalmente formal, mas o resultado da inépcia de seus idealizadores, da falta de concepção e da desproporcionalidade.Delatam, ainda, a falta de idealismo, a inexistência de utopias e o desfavor do mérito, subestimado em ações que resultam de entusiasmos frívolos que põem em xeque a capacidade de uma elite, paradoxalmente, de indigentes endinheirados que gastam sem critério o dinheiro de nossos suados impostos com a fatura de obras burlescas que surpreendem aos transeuntes.

Não admira que Kip Chinian, ao deparar-se com a estátua do escritor Luis da Câmara Cascudo trepado sobre uma mão disforme, em frente ao seu memorial, não tenha controlado o riso e perguntado, a mim e a Jota Medeiros, que mal aquele cidadão teria feito à cidade para merecer de seu povo tão ridícula homenagem. Lembrei-lhe que, na época em que era forjado o monumento, coloquei-me em confronto com os seus idealizadores, por considerar a homenagem apressada e falha em sua concepção estética.

Nos últimos anos, apesar de uma maior conscientização do fenômeno artístico, a cidade tem sido acossada por uma horda de pseudo-escultores que em sua ofensiva desovam suas pedras e espantalhos de alumínio pintados de zarcão como sentinelas de edifícios e condomínios, cujos incorporadores e arquitetos responsáveis pela ambientação apreciam o espírito cômico – quando não a tolice espaventosa – que se reflete no trivial e no acidental dessas obras toscas que enfeiam Natal e borram a sua arquitetura multifuncional.

.Fragmentos do livro Natal insólita

domingo, 7 de dezembro de 2014

DEIXE A MEMÓRIA FLUIR E O SENTIMENTO AFLORAR

Salmo 23
 
ORAÇÃO:


'O Senhor é o meu pastor e nada me faltará. Deita-me em verdes pastos e guia-me mansamente em águas tranquilas.
Refrigera a minha alma, guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome..
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque Tu estás comigo, a Tua vara e o Teu cajado me consolam. Prepara-me uma mesa perante os meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda. Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida e habitarei na casa do SENHOR '


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HUMBERTO MIRANDA
 
“Morre  um poeta de mão vazia...
Só tinha palavras e palavrinhas.
Nasceu Manoel e voltou aos Barros para sua pequena poesia (e) terna...quase tola.
Ele mostrou que a vida é essa besteira... chega e passa.
E o Mundo continua cheio de ignorãças  sãs.
Os estádios de futebol, por exemplo, são coisas de brincar.
São objetos da invenção...imaginação humanas.”
 
Geniberto Campos
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poesia matemática


Às folhas tantas
Do livro matemático
Um Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base,
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.
Fez da sua
Uma vida Paralela a dela
Até que se encontraram
No Infinito. "Quem és tu?"indagou ele
Com ânsia radical.
"Sou a soma dos quadrados dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa.
" E de falarem descobriram que eram
- O que, em aritmética, corresponde A almas irmãs
- Primos-entre-si.
E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz
Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Rectas, curvas, círculos e linhas sinoidais.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclideanas
E os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E, enfim, resolveram se casar
Constituir um lar.
Mais que um lar,
Uma perpendicular.
Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissectriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade Integral
E diferencial.
Casaram-se e tiveram uma secante e três cones
Muito engraçadinhos
E foram felizes
Até aquele dia
Em que tudo, afinal,
Vira monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.
Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais

Um Todo, Uma Unidade.
Era o Triângulo,
Tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era a fracção
Mais ordinária.
Mas foi então que o Einstein descobriu a Relatividade
E tudo que era espúrio passou a ser
Moralidade Como, aliás, em qualquer Sociedade.

Millôr Fernandes
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PASSARELA

Sobre automóveis
na passarela
de ferro e cimento ela
se inventa "top model"
Dia qualquer da semana
em seu aéreo caminho
ninguém exceda ou puxe
o tapete do desfile
coberto em "flash" solar
Desfruta a moça a delícia
da arte da engenharia
que a cidade oferece
e se inaugura nas nuvens
igualzinho às estrelas
E quem não quer
não ousa posar
passar por cima
e se sentir "star"?

Rizolete Fernandes (Vento da tarde, 2013)