Origem do Retiro dos Artistas
Qual é a origem do Retiro dos Artistas? Você que mora em Jacarepaguá, já sabia dessa? Muito interessante, esta história! Se não mora, vale a informação dessa tradicional casa que abriga e auxilia os artistas na hora da dificuldade.
Fred Figner era um homem à frente do seu tempo e para coroar o sucesso nos negócios decidiu erguer uma residência que espelhasse seu perfil empreendedor. A hoje conhecida Mansão Figner, na Rua Marquês de Abrantes 99, no Flamengo, abriga o Centro Cultural Arte-Sesc e o restaurante Bistrô do Senac. É considerada um exemplo arquitetônico raro de “casa burguesa do início do século 20”.Fred Figner utilizou-a como hospital, em 1918, durante a pandemia conhecida como Gripe Espanhola. Apesar dele próprio estar acometido pela enfermidade, atuou como um prestativo auxiliar de enfermagem, transformando seu palacete em uma improvisada enfermaria de campanha que chegou a abrigar quatorze pacientes em seu interior.
Mansão Figner Hoje RETIRO DOS ARTISTAS Fred era um homem generoso e solidário. Pela própria natureza do trabalho nas suas duas gravadoras havia se tornado amigo de muitos músicos e cantores de sucesso. Em uma época que antecedeu à criação da Previdência, ficou consternado com a situação de penúria que alguns desses artistas tinham de enfrentar ao chegar à velhice.Sensibilizado com esse verdadeiro drama social, não titubeou e decidiu doar o terreno, em Jacarepaguá, para a construção da modelar instituição Retiro dos Artistas, que funciona até os dias de hoje. Retiro dos Artistas em Jacarepaguá O FINAL Em 19 de janeiro de 1947, quando faleceu, aos 81 anos de idade, ao se abrir seu testamento, verificou-se que Fred Figner havia destinado parte substancial dos seus bens às obras sociais de Chico Xavier. O jornal carioca A Noite Ilustrada publicou editorial em que o judeu Frederico Figner foi honrado, post-mortem, com o merecido título de “o mais brasileiro de todos os estrangeiros”. | ||
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
INTELECTUAIS E AMIGOS PRESTIGIAM O ESCRITOR ALEXANDRE ABRANTES NO LANÇAMENTO DO
SEU LIVRO-'EXÍLIO SEM CANÇÃO", NESTE 18-12-2012.
EM SUA NOITE DE AUTÓGRAFOS.
A
ALEXANDRE E SUA ESPOSA KATIA
O AUTOR E SUA MÃE NEIDE
DAVI LEITE, ALEXANDRE E
NELSON PATRIOTA.
OS POETAS:ALEXANDRE E RIZOLETE
CONFRADES: RIZOLETE FERNANDES,
CARLOS GOMES E LÚCIA HELENA.
PRESENÇA DOS ESCRITORES
MANOEL ONOFRE JÚNIOR,
DAVI LEITE E FRANCISCO
RODRIGUES DA COSTA.
ALEXANDRE, COM OS COLEGAS
PAULO DE TARSO E CARLOS GOMES
ALEXANDRE E O CARINHO DA TITIA
UMA VISITA RECONFORTANTE -
A MAIS NOVA LEITORA DA FAMÍLIA
ESCRITORES QUE PRESTIGIARAM
O LANÇAMENTO: JOÃO MARIA,
EDUARDO GOSSON E
FRANCISCO ALVES.
JANIA SOUZA, PEDRO GRILO,
GEORGE CÂMARA, LÚCIA HELENA,
ROBERTO SILVA e EDUARDO GOSSON.
CRÉDITOS FOTOGRÁFICOS DA CONFREIRA LÚCIA HELENA PEREIR
A
A
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Após pedido da OAB/RN, Tribunais suspendem prazos processuais
Após solicitação enviada pela Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte, por meio do ofício nº 197/2012, requerendo suspensão de prazos processuais e audiências de 17/12/12 a 18/01/13, com vistas a possibilitar descanso aos profissionais da Advocacia, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte publicou a Resolução N º 37/2012, em 14 de novembro de 2012, suspendendo os prazos processuais no período de 20 de dezembro a 06 de janeiro de 2013, sem prejuízo das sessões e audiências a serem realizadas no referido período. Pela Resolução, fica mantido o recesso, compreendido entre os dias 20 de dezembro a 06 de janeiro, nos termos do parágrafo único do art. 73 do Regimento Interno do Tribunal.Íntegra da RESOLUÇÃO N º 37/2012 – TJ/RN: http://www.oab-rn.org.br/2012/arquivos/suspensao%20prazos%20processuas.pdf
Já o Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região publicou a Resolução Nº 61/2012, de 29 de novembro de 2012, que suspende os prazos processuais e a expedição de notificação nas Unidades Judiciárias de primeiro e segundo graus da Justiça do Trabalho da 21ª Região no período de 07 a 18 de janeiro de 2013. Durante o período haverá expediente e atendimento normal nas Unidades Judiciárias, ficando vedada a realização de audiências, inclusive aquelas previamente marcadas, exceto as consideradas urgentes, a critério da autoridade competente.Íntegra da RESOLUÇÃO Nº 0061/2012 – TRT 21ªRegião: http://www.trt21.jus.br/asp/resolucoes/ExibeResolucao.asp?id=3443
Por fim, o Tribunal de Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte suspendeu os prazos processuais e as audiências no período de 20/12/2012 a 06/01/2013 conforme a Ata da 94ª Sessão Ordinária da Corte Eleitoral.Íntegra da Ata da 94ª Sessão Ordinária da Corte Eleitoral: http://apps.tre-rn.gov.br/documentos/atas/atas-20120094-201209261420180.pdf
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Fernanda Montenegro fala da dor de ver sua geração morrer e criticaidealização da infância
O monitor mostra uma senhora de cabelos grisalhos disparando ironia para a atendente de um laboratório de análises clínicas: "Essa coisa de melhor idade é pra vender pacote de turismo pra velho". "Corta! Excelente", grita o diretor Jorge Furtado. * A fala da personagem dona Picucha em "Doce de Mãe", especial de fim deano da Globo, cabe perfeitamente na boca de sua intérprete. Aos 83 anos, Fernanda Montenegro endossa o texto. "Não me diga que ter de 80 para 90 anos é a melhor idade. É demagogia", diz ela à repórter ElianeTrindade. * Senhora do seu tempo, a atriz põe na balança os prós e contras dosmuitos anos que carrega. "O mais difícil é saber que você está na fasedefinitivamente conclusiva da vida. É melhor encarar." A finitude bate à porta a cada perda, a começar pelo companheiro de 60anos de vida, Fernando Torres. "A coisa mais dolorosa pela qual tenhopassado é ver a minha geração morrer. Nos últimos cinco anos, morreram, além dele, Paulo Autran, Raul Cortez, Gianfrancesco Guarnieri, Renato Consorte, Sérgio Viotti, Sérgio Brito, Ítalo Rossi e Millôr Fernandes." * Ela se emociona ao concluir: "Você olha em volta e a sua memória estáligada a todo esse mundo que se vai. É muito forte". Na lista de baixas recentes, tem ainda Hebe Camargo que, como ela, nasceu em 1929. "Vivemos o mesmo período da história. Quem substitui? Ninguém." * Mora só desde que ficou viúva, em 2008. "À noite, eu fico sozinha, nãotenho empregada nem dama de companhia." Não se habituou à ausência de Fernando. "É estranho. Ainda acho estranho, mas não tem solução." * Teme a solidão? A resposta requer tempo: "Essa palavra é tão forte"¦ Eu gosto de estar só. Não que goste de solidão. A minha não é vazia". * A exemplo de outros "oitentões" atuais, a atriz é bastante ativa. "Tenho uma vida intensa, viajo muito a trabalho." Acabou de filmar o longa "O Tempo e O Vento", também no Sul, e já anda às voltas com a nova peça, um texto sobre a vida de Nelson Rodrigues que pretende levar aos palcos em 2013. * "Mas sinto que meus filhos se preocupam", admite. Ela é mãe da atrizFernanda Torres, 47, e do cineasta Cláudio Torres, 49. "Quando toca otelefone e não atendo logo, um telefona pro outro, que telefona praprodutora, que telefona pro secretário. E eu só estava no banho. Comoamor de filho, isso me toca." * Dona Picucha foi escrita para a atriz. Os quatro filhos da personagem se veem às voltas com o dilema: Quem vai cuidar da mamãe? "É inevitável. A velhice chega, os filhos têm suas vidas, suas casas e suas necessidades. Há uma preocupação de que é preciso dar atenção à famosa terceira idade. É um desassossego para os dois lados." * O drama é contado com humor. No set, a prole de Pichuca - os atoresMarco Ricca, Louise Cardoso, Mariana Lima e Matheus Nachtergaele - discute um revezamento para cuidar da idosa. Estão no hospital, onde amãe foi parar após uma bebedeira. "É uma coisa bem rara na idade dela:um porrão", explica a primogênita vivida por Louise. A cena vai ao ar no dia 27. * "Os quatro filhos da Picucha não são diferentes de nós. Eles têm que levar a própria vida, que não deixa mais espaço para se cuidar dos velhos", constata Matheus. * O diretor conta que o papel foi escrito para Fernanda. "É uma mulher da idade dela, que não fez plástica para tentar ficar 'forever young'." Fernanda agradece: "Picucha é uma mãe e avó que aceita, com humor, o tempo vivido". * Nada de luz especial ou maquiagem para atenuar marcas na tela. "Doponto de vista interpretativo é um relax. Os empapuçados dos meus olhos ajudam a personagem." Em um comercial de banco em 2010, a atriz foi rejuvenescida com Photoshop.Na vida real, nunca pensou em fazer lifting. "É de temperamento. Se você quiser tomar banhos de cirurgias plásticas, ótimo. Há quem fique feliz em ir se esticando pela vida, às vezes, com resultados extraordinários. Perdi esse bonde. Quem me quiser, tem que me querer com meus papos, minhas rugas." * Nas filmagens de "O Tempo e O Vento" embranqueceu o cabelo. "Separasse de representar, e eu não penso nisso, deixaria meu cabelo branco sem problema. Se me der na veneta, não pinto mais." * Da mesma forma que não idealiza a velhice, não o faz com a infância."Criança sofre muito. É todo um processo de civilização, de coerção e de enquadramento em cima delas. E isso é uma agressão violenta", diz."Quando ouço alguém dizer que a infância foi a parte mais feliz de suavida, olho com muita desconfiança. Deve ter sido tão terrível que nem se lembra." * A avó Fernanda é presente, quando possível e sem culpas, na vida dostrês netos. "Estamos juntos nos aniversários, aos domingos, quando seconsegue. " * Não tem e-mail. "Ainda gosto de escrever à mão. Não me iniciei nessemundo de Facebook, internet. Acho fantástico. As fronteiras acabaram. É o ser humano solto, indomável." Usa minimamente o celular. "Se ele puder ficar desligado, prefiro." * Sem saudosismo. "Não vivo no passado." É só elogios à nova versão de"Guerra dos Sexos", onde aparece em retratos ao lado de Paulo Autran."Foi a única vez em que trabalhamos juntos, uma dupla que se fez muitofeliz." Ela ressalta não se tratar de "remake". "É outra brincadeira. O elenco é espetacular." * Fala com orgulho da geração de sua filha. "É um grupo de atrizesextremamente talentosas e poderosas, com uma folha de serviços de quemnão está brincando na vida. Isso dá uma visão imorredoura da profissão." * Volta a se emocionar ao falar de legado: "Nada é mais importante do que meus filhos e netos. Eles justificam a minha vida. Algo meu vai estar lá no fim deste século. Se eles procriarem, parte minha restará pelos milênios afora. Penso muito nessa cadeia de seres que foram se sucedendo e chegaram até mim. Não parei a corrente". * Para encerrar a conversa no café do lobby do hotel em Porto Alegre, onde se hospedou nas três semanas de gravação, ela recusa o título de "a grande dama do teatro e da tevê". "Isso é bobagem, um resquício doséculo 19. Como estamos no século 21, e já se passou um século inteiro, deram uma acalmada nisso."
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Colaboração da leitora Joventina Simões
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- POSTADO POR O SANTO OFÍCIO | DEZEMBRO 10, 2012
- CIDADE PERDIDA
- Por Maria das Graças Barbalho Teixeira
Natal, considerada uma das cidades mais lindas do Brasil em termos de beleza natural, afabilidade, boa cozinha e entretenimento, se depara hoje com uma situação inusitada, inóspita, vergonhosa, mal cheirosa e desprotegida pelo poder público. Não há como compreender tanto descaso com a população natalense destituída que foi de parte dos seus direitos constituídos que deveriam ser empregados em benefício da mesma. Quem não lembra à cobrança imoral do IPTU ano passado?
Famílias humildes com áreas de 50 metros quadrados tendo que pagar a peso de ouro por algo não correspondente a realidade. As débeis e injustificáveis declarações da prefeitura no que tangia o aumento substancial dos impostos dando-se em função de uma pesquisa aérea que atualizava todo o município de Natal com “muita precisão”. Hoje sabemos o “porque” do aumento do IPTU e de outros impostos mais; o resultado está estampado no descalabro da gestão fraudulenta, no cartão corporativo e na incompetente gestão perdulária.
Natal nesses dias anda com cara devastada, perdida na imensidão da desordem no trânsito, da violência, dos buracos nas avenidas, das calçadas transformadas em bares, estacionamento, escolas fechadas, professores sem receberem seus soldos, creches fechadas por falta de alimentação, unidades de saúde sem profissionais médicos, hospitais sem leitos, gestantes morrendo de parto por falta de assistência, natimortos sendo levados para suas casas por suas mães em caixas de cartão como se não representassem, obnubilando as dores do parto, da alma, da existência exclusa; por incrível que pareça Natal assume um estado de caos. E nós que pagamos impostos escorchantes apenas nos indignamos e seguimos acreditando nos “salvadores da pátria”, no discurso messiânico, nas alianças promíscuas. Será esse o preço de termos governos que merecemos? Ou serão nossas infelizes escolhas?
Natal vive um estado parcial de calamidade pública, entretanto não impediu que hostes poderosas passassem por cima da carne seca e trouxessem o famigerado lupanar chamado de carnatal/carnabahiano, emporcalhando as ruas, infernizando os moradores das redondezas por quatro dias de orgias, sodomias, estupros, roubos, drogas, prostituição, trânsito caótico além de escutarmos as mesmas musiquinhas impertinentes e caducas. Assim caminha a cidade perdida em festejos descabidos e insultantes, desgraças e pesadelos intermináveis; até quando, só a Destaque e o seu poder de mando sabe, assim como as milionárias bandas bahianas… .
domingo, 16 de dezembro de 2012
"FORMOSA ÉS - memórias do internato" é o mais novo livro de CLOTILDE TAVARES

CLOTIDE TAVARES, PELO TEMPO
DE VIVÊNCIA E TRABALHOS AQUI
REALIZADOS
JÁ PODE SER CONSIDERADA
POTIGUAR.
REUNE UMA SÉRIE DE TÍTULOS,
DESDE
O CURSO DE MEDICINA, DIREITO,
DRAMATURGA, ATRIZ E AUTORA
DE VÁRIOS LIVROS.
A AUTORA E SEUS AMORES
SEUS FÃS
UMA POSE COM A AMIGA SANDRA
ELALI
ELALI
COM O AMIGO DIÓGENES DA
CUNHA LIMA
CUNHA LIMA
ESTIVE LÁ PRESTIGIANDO A FESTA
DA MINHA AMIGA.
TRÊS
AUTORES POTIGUARES
Dentre tantos lançamentos deste final de ano, selecionei
três obras que reputo importantes, seja pela beleza de conteúdo, seja pelo
esmero dos seus autores, retratando temários diversificados, todos ao encontro
do meu gosto.
DO QUERIDO E INESQUECÍVEL “BARTOLA”
(Bartolomeu Correia de Melo):
A
ONÇA BRABA E O CACHORRO VELHO
Era
uma vez
um cachorro
perdigueiro,
que ficou
velho e ronceiro,
mas ainda
bom de faro.
Já
não caçava,
como
nos tempos felizes,
marrecas
e codornizes
pra ninguém
botar reparo.
...............
Sentindo
cheiros
se onça
e saguim misturados,
percebeu
que, aliados,
voltavam
secretamente.
se
não podia,
com as
pernas doloridas,
fugir
pra salvar a vida,
sentou-se
calmo e paciente.
Ali
ficou,
de costas
pra donde vinham,
pra acharem
que nem tinham,
ainda,
sido notados.
E
pra que ouvissem,
quando
já estando perto,
justo
no momento certo,
disse,
a se fingir de zangado:
-Quede
o nojento
do saguim
que agora some?!
estou
danado de fome!
o
peste me prometeu
que me
trazia
uma onça
bem gordinha
pra eu
comer com farinha
e ainda
não me aparece!
Daí que
a onça,
até hoje,
ainda sumida
e ninguém
garante a vida
do frechado
do saguim.
Aquela
força,
feita
de unhas e dentes,
mostrou-se
fraca da mente,
sendo
derrotada, enfim.
Do
novo imortal da ANRL, Nelson Patriota
Ode
dos eleitos do amor
Prefiro
pensar que o amor,
coirmão
de ciganos, pândegos e
saltimbancos
inclassificáveis,
é de
natural infenso a correntes.
Daí
que o amor ria dos seus algozes
na
imperícia de suas masmorras
inexpugnáveis,
por suposto,
mas
onde nunca o amor se demora.
Prefiro
pensar que o amor é firme nau sobre a
procela,
quiçá
a mais segura e, como não, a mais rara,
tão rara
que há mesmo quem dela duvide,
ou a
veja como simples miragem.
Aos
incrédulos do amor ofereço o meu desdém.
Ouso
dizer que são em escasso número os que
lhe tem
acesso.
Nada
obsta,porém, que o amor tenha os seus
eleitos.
Sei
de um sobre quem recaiu, de há pouco, a
suma
graça.
A
esse (e a outros porventura elevados ao seu
reino),
rendo
o meu tributo.
De Lívio Oliveira – jovem poeta, que vem se destacando
por uma construção poética moderna e instigante.
BRUTO OUTUBRO
É
outubro. As horas mastigam homens.
O
olho fita o centro da ponte e léguas
atento
o vento celebra cantoria afoita
destino
engorda as vagas frias traz
a
dança do mar e o pescador caminha
sobre
as águas de que di(s)ta o son(h)o.
É
outubro. Os homens consomem mágoas.
Fortes
e Reis ingressam em séculos
desdenham
o poço enorme onde restam nus
crânios
partidos na erosão frenética ardor
saias
longas princesas abanam o sol
farta
ilusão soçobra escolhos das eras.
É
outubro. O homem só e os seus arrecifes.
O
sal incrusta cabelepele morenenrugas
os
couros da história carregam óleos
a
nau parada se espreguiça exílio torno e foz
uma
árvore se afoga no mangue em ostras
crianças
verdes(me)tragamos (m)ares
d´outono.
sábado, 15 de dezembro de 2012
“Uma Nação forte e soberana necessita estar apta para ser
mobilizada, em caso de ameaças e agressões que possa vir a sofrer.”
O
Brasil tem o costume de marcar certas datas importantes de sua existência,
dando denominações indicadoras dessas efemérides.
A
vida militar também representa alguns desses momentos cívicos e históricos e,
por isso, para permitir um reencontro, uma confirmação ou mesmo uma
confraternização, o Presidente Getúlio Vargas criou, através do Decreto-lei nº
1.908, de 26 de dezembro de 1939, o “Dia do Reservista”.
Com
o passar do tempo, por motivação cívica, resolveram alterar a data para 16 de
dezembro, coincidindo com o dia de nascimento de Olavo Braz Martins dos
Guimarães Bilac, ocorrido no ano de 1865, uma vez que se tratava de um poeta
que apregoava o patriotismo acima de tudo e foi o grande incentivado da
campanha de prestação do serviço militar obrigatório e da reapresentação dos
militares da reserva, nos anos 1915,1916, como forma permanente desse
reencontro e conferência da manutenção do espírito de eventual defensor da
soberania brasileira, quando ameaçada e para isso mobilizados.
A Mobilização Nacional é um mecanismo, previsto na Constituição
Federal, que envolve a consciente participação de cada cidadão brasileiro, em
ações de preparo e emprego, que possibilita ao Brasil enfrentar e resolver
situações de pressão ou crise internacional, interesses, ameaças ou agressões ao nosso povo, tradições, instituições, território e soberania.
instituições, território e soberania.
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