quinta-feira, 28 de julho de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
DIA DO ESCRITOR
Como devidamente programado, no dia 25 passado, no auditório da Aliança Francesa, gentilmente cedido pela sua Direção, foi realizada a sessão especial comemorativa do DIA DO ESCRITOR.

Os trabalhos foram abertos com um pronunciamento do Presidente Eduardo Gosson e em seguida composta a Primeira Mesa com a Deputada Federal Fátima Bezerra e o Professor Fabiano dos Santos abordando as políticas públicas para o desenvolvimento da cultura no Brasil, com participação da platéia.

A Segunda Mesa foi composta pelos escritores Jarbas Martins, Francisco Alves, Nelson Patriota, sob a coordenaçao de Eduardo Gosson e com a participação de Eulício Farias Júnior, abordando a vida e a obra do grande escritor Eulício Farias de Lacerda e o lançamento oficial do "Prêmio Escritor Eulício Farias de Lacerda". Os depoimentos pungentes dos participantes deram um brilho especial e emocional ao evento, que atingiu a sua finalidade e muito bem comemorou a data. Os detalhes do Concurso literário devem ser buscados no site da UBE/RN.
Como devidamente programado, no dia 25 passado, no auditório da Aliança Francesa, gentilmente cedido pela sua Direção, foi realizada a sessão especial comemorativa do DIA DO ESCRITOR.

Os trabalhos foram abertos com um pronunciamento do Presidente Eduardo Gosson e em seguida composta a Primeira Mesa com a Deputada Federal Fátima Bezerra e o Professor Fabiano dos Santos abordando as políticas públicas para o desenvolvimento da cultura no Brasil, com participação da platéia.

A Segunda Mesa foi composta pelos escritores Jarbas Martins, Francisco Alves, Nelson Patriota, sob a coordenaçao de Eduardo Gosson e com a participação de Eulício Farias Júnior, abordando a vida e a obra do grande escritor Eulício Farias de Lacerda e o lançamento oficial do "Prêmio Escritor Eulício Farias de Lacerda". Os depoimentos pungentes dos participantes deram um brilho especial e emocional ao evento, que atingiu a sua finalidade e muito bem comemorou a data. Os detalhes do Concurso literário devem ser buscados no site da UBE/RN.
segunda-feira, 25 de julho de 2011

25 DE JULHO
DIA DO ESCRITOR
Hoje é dia do escritor
Numa entrevista, Ignácio de Loyola Brandão, à pergunta sobre qual seria o papel do escritor no Brasil, respondeu que "o papel do escritor no Brasil, ou no mundo, ou na lua é escrever. Nada mais do que isso. Escrever. O escritor não tem missões, não tem mensagens, não tem funções".
Talvez ele queira dizer que o escritor não precisa ser o redentor do mundo, o salvador da pátria ou o libertador da lua; não tem a missão de solucionar problemas e não carrega em seu coração a mensagem essencial dos santos e revolucionários.
Um escritor não precisa cumprir uma função específica que escape à sua intrínseca função de escrever o que bem entenda, embora aconteça com muitos de nós precisarmos escrever "em função" da estrita sobrevivência. Cumprindo uma responsabilidade, escrevemos coisas meio burocráticas, meio publicitárias, um livro contando a história de uma empresa, a resenha de um livro que não seria o nosso preferido... Enfim, mas estamos escrevendo. E com muita honra.
Nada de errado escrever para sobreviver. Contanto que, depois, à noite, alta madrugada, seja a hora em que o escritor escreva a indignação, o silêncio, o grito, o muxoxo, o sussurro. Nesta hora o escritor sofrerá ou gozará com o gosto de cada palavra.
Depois de escrever cartas comerciais durante o dia, por exemplo (como Fernando Pessoa), é a hora de viver no mundo outro do texto. Apesar de não haver tantos moinhos como antigamente por aí, D. Quixote precisa sair em busca de novas aventuras.
Eu, porém, diria que todo o ser humano tem missões, mensagens e funções, mesmo que sejam as mais quixotescas e ingênuas do mundo. E que o escritor, como qualquer ser humano, tem as suas.
E a missão do escritor é, sim, ser escritor.
E a mensagem do escritor se confunde com sua função: escrever é viver.
Agora, dia 25 de julho, é dia do escritor. Descobri folheando a minha agenda. E decidi comemorar a data imaginando que tipo de presente um escritor gostaria de receber.
Um computador novo? Um crédito para comprar cem livros em qualquer livraria do mundo? Um mês de férias para, em paz, escrever um romance? Ou uma tradicional caneta tinteiro?
Pensando bem, o grande presente para o escritor continuará sendo o mesmo de todos os tempos: os seus leitores.
Por Gabriel Perissé
(autor dos livros LER, PENSAR E ESCREVER e O LEITOR CRIATIVO)
CONVITE
O presidente da União Brasileira de Escritores – UBE/RN convida Vossa Senhoria para participar do Dia do Escritor (25 Julho), ocasião em que será debatido com a deputada Fátima Bezerra as propostas do Governo Federal para a Cultura com ênfase na nova lei dos direitos autorais e o lançamento do Prêmio Escritor Eulício Farias de Lacerda, seguido de um debate com os escritores Francisco Alves, Jarbas Martins e Nelson Patriota acerca de sua importância literária.
Eduardo Gosson
Presidente
PROGRAMAÇÃO
25.07.2011, segunda-feira
19h - Propostas do Governo Federal para a Cultura e a nova lei dos direitos autorais
(Deputada Federal Fátima Bezerra)
20h30 – Prêmio Escritor Eulício Farias de Lacerda
(Jarbas Martins, Francisco Alves e Nelson Patriota)
Moderador: Eduardo Gosson
Local: auditório da Aliança Francesa, rua Potengi,459, Petrópolis
Informações: 9983-6081
domingo, 24 de julho de 2011

O QUE SIGNIFICA SOLIDÃO
Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo...
Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos
que não podem mais voltar... Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar
os pensamentos... Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente
para que revejamos a nossa vida. .. Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa
alma....
Chico Buarque de Holanda

"Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.”
O QUE É VIVER BEM?
Um repórter perguntou à CORA CORALINA (poetiza que viveu até 95 anos) o que é viver bem?
Ela disse-lhe: “Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo prá você, não pense. Nunca diga estou envelhecendo ou estou ficando velha. Eu não digo. Eu não digo que estou ouvindo pouco. É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.
Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que lê. O bom é produzir sempre e não dormir de dia.
Também não diga prá você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais. Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima. Eu não digo nunca que estou cansada. Nada de palavra negativa. Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica. Você vai se convencendo daquilo e convence os outros.
Então silêncio! Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha não. Você acha que eu sou?
Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.
O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade. Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.”
Cora Coralina morreu em 1985 aos 95 de idade, cuidou do seu interior mais do que seu exterior, tinha todas as linhas da vida no rosto, e que vida !
sábado, 23 de julho de 2011

REFLEXOS DE TEMPOS PASSADOS . . .
Jean Baptiste Colbert – ministro de estado de Luis XIV
Reims, 29 de Agosto de 1619 – Paris, 06 de Setembro de 1683
Jules Mazarin – nascido na Itália foi cardeal e primeiro ministro da França
(Pescina, 14 de julho de 1602 — 9 de março de 1661)
Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar (o contribuinte) já não
é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é
possível continuar a gastar, quando já se está endividado até ao pescoço...
Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se
parar à prisão. Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado
para a prisão. Então, ele continua a endividar-se...todos os Estados o fazem!
Colbert: Ah, sim? O Senhor acha isso mesmo? Contudo, precisamos de dinheiro. E como
é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?
Mazarino: Criam-se outros.
Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.
Mazarino: Sim, é impossível.
Colbert: E então...os ricos?
Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver
centenas de pobres.
Colbert: Então, como havemos de fazer?
Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente!
Há uma quantidade enorme de gente situada entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tiramos.
É um reservatório inesgotável!
Extraído de “Diálogos de Estado”___________________
Colaboração de Ivoncisio M. Medeiros
sexta-feira, 22 de julho de 2011

Olímpio: medalha igual à do ministro Garibaldi Filho.
Homenagem
A exemplo do que o comando nacional da aeronáutica fez nesta quarta-feira, 20, ontem, em Brasília, distinguindo o senador Garibaldi Alves Filho (PMDB), ministro da Previdência Social, e outros destaques nacionais com a Medalha Mérito Santos Dumont, em função do 138° aniversário do cientista, a Base Aérea de Natal fez o mesmo com expoentes do Rio Grande do Norte em Parnamirim. Só um civil estava entre os agraciados com a medalha. Foi o médico Olímpio Maciel.
___________________________
Fonte: Jornal virtual de Roberto Guedes
CONVITE
O presidente da União Brasileira de Escritores – UBE/RN convida Vossa Senhoria para participar do Dia do Escritor (25 Julho), ocasião em que será debatido com a deputada Fátima Bezerra as propostas do Governo Federal para a Cultura com ênfase na nova lei dos direitos autorais e o lançamento do Prêmio Escritor Eulício Farias de Lacerda, seguido de um debate com os escritores Francisco Alves, Jarbas Martins e Nelson Patriota acerca de sua importância literária.
Eduardo Gosson
Presidente
PROGRAMAÇÃO
25.07.2011, segunda-feira
19h - Propostas do Governo Federal para a Cultura e a nova lei dos direitos autorais
(Deputada Federal Fátima Bezerra)
20h30 – Prêmio Escritor Eulício Farias de Lacerda
(Jarbas Martins, Francisco Alves e Nelson Patriota)
Moderador: Eduardo Gosson
Local: auditório da Aliança Francesa, rua Potengi,459, Petrópolis
Informações: 9983-6081
quinta-feira, 21 de julho de 2011
HÁ 75 ANOS 
THEREZINHA ROSSO GOMES, filha de Rocco Rosso e Rosa Maria Lovisi Rosso, estes de origem italiana, minha vizinha da Rua Meira e Sá 118, namoro de infância pelos idos de 1959, noivado no dia 6 de janeiro de 1962 e casamento em 16 de março de 1963, na Igreja de Santo Antonio - Praça Batista Campos, da Paróquia da Trindade - Belém do Pará. Mãe dedicada de Rosa Ligia, Thereza Raquel, Carlos Rosso e Rocco José, avó devotada de Lucas Antônio, Carlos Victor, Raphael Rosso, Gabriela Rosso, Maria Clara e Carlos Neto, na expectativa da chegada de Isabela, amiga de todos os familiares, conciliadora, devota como sua mãe, minha pastora dos olhos castanhos e de tranças, minha primeira paixão. O que dizer sobre você? Te amo, pois tudo o que pudesse falar cairia no lugar comum da bondade, do carinho, da fidelidade e da dedicação, às vezes da paciência e da tolerância. Nesta data, entrego o meu coração já combalido, mas é o que de mais precioso que tenho. Compartilho o meu amor e a minha fidelidade. DEUS TE PROTEJA. BEIJOS, BEIJOS, BEEEEIIIJJJOOOSSS MIL. São os desejos do seu "Preto".
PASTORA DOS OLHOS CASTANHOS
(Horondino Silva/Alberto Ribeiroio)
Ó pastora dos olhos castanhos
Sempre a guardar teus rebanhos
De manhã eu de longe te aceno
Sonho teu olhar
Nem me vê chamar
Ó pastora dos olhos castanhos
Meu pensamento é só teu
Quando quiseres amor
Sabes que teu pastor Sou eu.
A tardinha tu voltas e as tranças tu soltas
Ao vento que te beija
Vais lavar teus pezinhos no rio
E eu pastor, maldoso te espio
Vendo o céu constelado
Eu sonho acordado
E chego a pensar
Que a lua é uma pastora
Nos campos do céu Rebanhos a guardar.
(Gravações imortais de Silvio Caldas e Paulinho da Viola)

THEREZINHA ROSSO GOMES, filha de Rocco Rosso e Rosa Maria Lovisi Rosso, estes de origem italiana, minha vizinha da Rua Meira e Sá 118, namoro de infância pelos idos de 1959, noivado no dia 6 de janeiro de 1962 e casamento em 16 de março de 1963, na Igreja de Santo Antonio - Praça Batista Campos, da Paróquia da Trindade - Belém do Pará. Mãe dedicada de Rosa Ligia, Thereza Raquel, Carlos Rosso e Rocco José, avó devotada de Lucas Antônio, Carlos Victor, Raphael Rosso, Gabriela Rosso, Maria Clara e Carlos Neto, na expectativa da chegada de Isabela, amiga de todos os familiares, conciliadora, devota como sua mãe, minha pastora dos olhos castanhos e de tranças, minha primeira paixão. O que dizer sobre você? Te amo, pois tudo o que pudesse falar cairia no lugar comum da bondade, do carinho, da fidelidade e da dedicação, às vezes da paciência e da tolerância. Nesta data, entrego o meu coração já combalido, mas é o que de mais precioso que tenho. Compartilho o meu amor e a minha fidelidade. DEUS TE PROTEJA. BEIJOS, BEIJOS, BEEEEIIIJJJOOOSSS MIL. São os desejos do seu "Preto".
PASTORA DOS OLHOS CASTANHOS
(Horondino Silva/Alberto Ribeiroio)
Ó pastora dos olhos castanhos
Sempre a guardar teus rebanhos
De manhã eu de longe te aceno
Sonho teu olhar
Nem me vê chamar
Ó pastora dos olhos castanhos
Meu pensamento é só teu
Quando quiseres amor
Sabes que teu pastor Sou eu.
A tardinha tu voltas e as tranças tu soltas
Ao vento que te beija
Vais lavar teus pezinhos no rio
E eu pastor, maldoso te espio
Vendo o céu constelado
Eu sonho acordado
E chego a pensar
Que a lua é uma pastora
Nos campos do céu Rebanhos a guardar.
(Gravações imortais de Silvio Caldas e Paulinho da Viola)

CONVITE DOS PARTICIPANTES DO SEXTO VOLUME DA ANTOLOGIA LITERÁRIA SPVA/RN COM LANÇAMENTO PARA 29/07/2011 NO IF/RN DA AV. DEODORO, NATAL/RN
A SPVA/RN sempre pensa e realiza com muito amor poético, literário e artístico toda sua produção de eventos e de publicações. Sempre é uma grande luta contínua, principalmente por falta de recursos para o auto-financiamente, esse é inexistente. Assim, torna-se de primordial importância o engajamento dos autores em sistema de coprodução editorial e financeira em suas obras impressas. Hoje, já é realidade o selo editorial da SPVA/RN, fato que motiva mais ainda seus sócios a continuarem na árdua labuta literária.
A coletânea foi plantada na época em que o jornalista poeta Paulo Augusto presidia a entidade e delegou à sócia Jania Souza a tarefa de organizar a primeira Antologia Literária sem pretensão de continuidade. Contudo, o resultado foi laureado com enorme sucesso que mobilizou o interesse dos filiados e admiradores, promovendo cinco volumes em sistema de autofinanciamento dos participantes para tornar possível o sonho da publicação.
Em 2007, decidiu-se angariar recursos públicos para a edição do sexto volume em comemoração aos 10 anos de existência da entidade, já reconhecida de utilidade pública nos níveis municipal e estadual através de leis específicas pelo seu trabalho em prol da cultura como ponto de afirmação da identidade do povo potiguar. Esse projeto foi aprovado na Lei Municipal de Incentivo à Cultura do Município de Natal - Lei Djalma Maranhão, tendo certificado de captação liberado, todavia a entidade não conseguiu empresas onde captar os recursos da renúncia fiscal do município. Porém, com a criação e dotação do FUNDO MUNICIPAL DE CULTURA, em 2010, com nova roupagem, a ANTOLOGIA LITERÁRIA SPVA foi aprovada para satisfação dos seus participantes e, principalmente, para alegria da rede municipal de ensino, onde os exemplares serão distribuídos gratuitamente para compor o acervo das bibliotecas das escolas com recitais dos poetas, músicos e atores da entidade. Cada biblioteca escolar deverá receber três exemplares para seus alunos deliciarem-se nas leituras.
A título de Direito Autoral cada autor receberá um exemplar e terá sua obra sendo apreciada pelas novas gerações, participando na formação de novas platéias, no incentivo à leitura, no incentivo ao surgimento de novos talentos.
O sexto volume percorreu quatro anos de dificuldades para se realizar concretamente, demonstrando que a força da união e a fé no objetivo final são fundamentais para a execução de um sonho sonhado por tantos. Atravessou três gestões administrativas: primeiro (Lei Djalma Maranhão) e segundo (BNB) projetos lançados na administração do poeta e artista plástico Pedro Grilo Neto; o terceiro para o Fundo Municipal de Cultura, na gestão da poeta professora Geralda Efigênia, sendo efetivamente lançada e distribuída gratuitamente nas escolas municipais na gestão do poeta filósofo Maurício Cardoso Garcia.
PARABÉNS AOS AUTORES QUE SEMPRE ACREDITARAM
São 258 páginas escritas por 70 autores, sócios da entidade e convidados.
Revisão dos escritores: Diulinda Garcia, José de Castro e autores.
Fotografias de Emmanoel Iohanan; autores; Antonius Manso assina fotografia do escritor Paulo Augusto.
A capa tem por tema a obra visual em óleo sobre tela com título PAZ de autoria do poeta e artista plástico Paulo Alves de Souza.
Impressão realizada pela GRÁFICA PRINT de Natal, localizada na Rua Felipe Camarão com muito profissionalismo e atenção.
A Editoração Eletrônica, Projeto Gráfico e design da Capa, além da Apresentação são assinados pelo poeta, escritor e mestrando Márcio Ribeiro, sempre perfeccionista, responsável e de ímpar eficiência permeada por singular paciência na execução de atividades tão estressantes, mas prazerosas.
A mim, coube o prazer de reunir os participantes, organizar e coordenar nosso projeto, decepcionar-me com os percalços da burocracia e da vida e não desistir jamais do resultado final com o apoio do Conselho Municipal de Cultura da Cidade de Natal decisivo para a realização dessa enorme e maravilhosa empreitada.
Muito obrigada à confiança depositada em nosso trabalho.
PARTICIPANTES DO SEXTO VOLUME DA ANTOLOGIA LITERÁRIA SPVA/RN, EDIÇÃO 2011
Agslene Martins
Alexandre Abrantes
Américo Pita
Ana Clara de Araújo Nogueira
Antoniel Campos
Arlete Santos
Auzêh Freitas
Ciano
Cintia Gushiken
Cláudio Everton Martins
Clébia da Costa Pereira
Conde Abbate
Dean de Sena
Deth Haak
Diulinda Garcia
Dorinha Timóteo
Eliane Moreira Dias
Elias do Egito
Elizeu Pereira da Silva
Emmanoel Iohanan
Fernando Towar
Francisco de Assis Silva dos Santos
Francisco de Paula Pinto
Franklin Capistrano
Geralda Efigênia
Graça Faro
Graziela Costa Fonseca
Henrique Eduardo de Oliveira
Hilda Furacão
Hilton da Cruz Gouveia
Ivete Ramalho
Jania Souza
Janilson Dias de Oliveira
Jeovânia P
Jesuína Wanderley
João Andrade
João Carlos da Silva Lopes
João Paulo
Jorgenete Florentino da Silva Chaves
Jorgete Florentino da Silva Leite
José Acaci Rodrigues
José de Castro
Josenildo Brasil
Lêda Maciel
Lúcia Helena Pereira
Luiz Gonzaga de Freitas
Luiz Monte Guimarães Nobre
M. C. Garcia
Manoel dos Santos e Silva
Márcio Fernandes Ribeiro
Marcos Cavalcanti
Maria do Céo Costa
Maria de Fátima Bezerra da Silva
Maria Rosineide Otaviano da Silva
Maria Vilmaci Viana (Vivi)
Mário Mousinho Pereira
Mery Medeiros Pereira
Noelma Marcina Nogueira Souza de Oliveira Vale
Paulo Alves de Souza
Paulo Augusto
Pedro Grilo Neto
Rosa Firmo Bezerra Gomes
Rosa Ramos Regis da Silva
Rubens Barros de Azevedo
Sheyla Maria Ramalho Batista
Socorro Evangelista
Vital Nogueira de Souza
Zé Martins
Zélia Faria Corrêa
Zenildo Cezar Costa Ferreira
Lançamento dia 29/07/2011 das 19 às 22h
Local: INSTITUTO FEDERAL da Avenida Rio Branco, Centro, Natal, RN
Evento: CESTA CULTURAL
Comemoração dos 14 anos da SPVA/RN
Entrada livre
terça-feira, 19 de julho de 2011

CENTENÁRIO DA LIGA DE ENSINO DO RN
PROGRAMAÇÃO DE HOJE
19 de julho - Missa em Ação de Graças pelo centenário da LIGA e DE 7º dia do felecimento da Professora Margarida Morgantini, às 9h, no Centro de Convivência Clara Camarão, celebrada pelo arcebisbo Dom Matias Macedo.
Homenagem a Noilde Ramalho pelos 91 anos que completaria e pela sua dedicação à frente da Escola Doméstica durante 63 anos, além de ter sido a idealizadora do Complexo Educacional Henrique Castriciano e da Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte (FARN).
Descerramento de um busto da educadora, nos jardins do HC/FARN, trabalho do artista plástico Eri Medeiros.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
domingo, 17 de julho de 2011

DE PAIS E FILHOS
Publico neste domingo dois trabalhos que mostram a importância do tema, da autoria de uma escritora da nossa terra, Sheyla Maria Ramalho Batista e da premiada escritora e jornalista Eliane Brum, para a meditação dos meus leitores neste domingo.
CARTA DE UM FILHO ABORTADO
Sheyla Maria Ramalho Batista
Mãe,
Refeito de todo o sofrimento, escrevo para lhe dizer que já sinto saudades do aconchego do seu ventre, onde me sentia seguro enquanto aguardava a hora de nascer.
Confesso que, antes de aqui chegar, senti medo de ser mais uma vez rejeitado por não ter sido ainda batizado. Mas me enganei; a família que me acolheu não tem nenhum preconceito. Aqui, a toda hora, chegam bebês de todo jeito e cada um conta a sua história e, todas elas, quem escuta é Nossa Senhora; e como Ela chora! ...
Somos muitos, mãe, somos uma multidão. Como passamos pela mesma aflição e fomos resgatados pelo mesmo Amor, nos sentimos como uma família e, por brincadeira, nos intitulamos "a família daqueles que seriam". Uns teriam sido sacerdotes, rabinos, pastores, irmãs de caridade para servirem a Deus com piedade, outros teriam sido dentistas, médicos, enfermeiros, para curarem as dores dos enfermos. Outros, ainda, seriam eletricistas, bombeiros, artistas. Cada um cumpriria a missão por Deus a ele confiada. Eram tantos os projetos que nós tínhamos, mas as nossas vidas foram, tão cedo, ceifadas.
Sabe mãe, quando Nossa Senhora nos falou que um filho é o maior tesouro que se pode ter, mesmo que por ele se venha a padecer, e nos falou da infância de Jesus; eu tive pena de você porque você não vai poder me ver crescer; cantar uma canção para embalar meu sono, ver meu primeiro sorriso, me ouvir pronunciar seu nome; nem vai, mais tarde, poder entrar comigo na igreja no dia em que eu for me casar e nem receber de mim o "canudo de papel" no dia que eu me formar onde estaria escrito no rodapé:
- Pela força e incentivo que me deu, o "canudo", mãe, é todo seu. - Sinto muito, também, pelo meu pai, pois, a missão que Deus me reservou foi ser, para ele, amparo na velhice e dele cuidar com muito amor.
Quero dizer-lhes, porém, que os perdôo; não guardo mágoas nem ressentimentos; mas quero lhes pedir: se, por acaso, vier um irmãozinho não cortem, por favor, o seu caminho. Deixem que ele possa nascer.
Não dêem ouvidos àqueles que apregoam que a mulher é dona do seu corpo; livre para trucidar o próprio filho por falsa moral, vaidade, comodismo. Não se deixe dominar pela covardia, pois Deus, na Sua imensa sabedoria, não despreza uma mãe em dificuldade.
Não escutem "cientistas" desvairados que manipulam a mente dos incautos; pois, a vida começa, na verdade, no momento da fecundação, seja por amor ou por paixão.
E para aqueles que não sabem a vida respeitar, mando o conselho de Nossa
Senhora: "Se, um dia, uma vida se fizer em sua vida; mesmo que tenha sido por acaso, mesmo tenha sido a contra gosto, mesmo que aquele "artigo" não corresponde ao seu gosto, há tantas mãos estendidas esperando um filho receber, há tantos corações transbordando de ternura para adotar uma inocente criatura; entreguem a elas o que foi por Deus a você concedido".
Adeus, mamãe, até o nosso reencontro; beijo seu rosto que, talvez, agora, em pranto, eleva os olhos para o céu e pede clemência.
Seu filho
________________________
ELIANE BRUM
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).
E-mail: elianebrum@uol.com.br
Twitter: @brumelianebrum
Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.
Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.
Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.
Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.
Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.
É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?
Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.
Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.
Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.
A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.
Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.
Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.
Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.
Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.
O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.
Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.
Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.
Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.
Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.
sábado, 16 de julho de 2011
Aprovação e reprovaçãoExame de Ordem não serve para comparar as escolas
Por Adriana Ancona De Faria[Artigo publicado nesta quinta-feira no caderno Tendências/Debates, da Folha de S. Paulo]- fonte: Notícias CONJUR de 14.7.2011
Os índices de aprovação e reprovação nos exames da OAB que vêm sendo apresentados não permitem uma análise comparativa adequada entre os cursos jurídicos do país.
São apresentadas informações alarmantes acerca do índice de reprovação no Exame da OAB, o que aquece o debate sobre o excesso de cursos de Direito existentes, os desafios sobre processos regulatórios e avaliativos e a demanda sobre a necessária qualificação da formação jurídica ofertada.
A seriedade do debate proposto, entretanto, exige que as informações produzidas em relação ao desempenho acadêmico de um curso, à sua capacidade de profissionalização ou à qualidade de seus egressos decorram da análise de dados consistentes e comparáveis.
Todavia, os índices e ranking veiculados devem ser olhados com cuidado, uma vez que a lista das instituições de ensino, com seus respectivos percentuais de aprovação, compara situações muito diversas. Por exemplo, é possível identificar um índice de aprovação de 100%, ou 0%, que conte com a participação de apenas um aluno inscrito em determinado curso.
Seria relevante pensar na construção de um índice consistente, que de fato pudesse comparar situações equivalentes. Se os índices fossem feitos levando em consideração os formandos de cada ano, as universidades, o mercado, o MEC e a própria OAB poderiam ter uma informação real para fazer eventuais ajustes de forma mais efetiva.
É preciso destacar que, a partir do edital de Exame da OAB de junho de 2010, os alunos do último ano de Direito podem prestar exames muito antes de se formarem, com a simples comprovação de matrícula no 5º ano do curso.
O destaque para esse fato é que essa situação agrega novas possibilidades de comparações indevidas quando se fala de índice de aprovação no Exame da Ordem: é possível que um exame conte exclusivamente com candidatos que ainda são alunos e que outro conte com candidatos já formados.
No último Exame da OAB, por exemplo, a Direito GV contava apenas com seis alunos formados em 2010, pois os demais já tinham sido aprovados em exames anteriores, e a grande maioria era de alunos que acabavam de se matricular no quinto ano. Da turma que se formou em 2010, o índice de aprovação da Direito GV é de 95%.
Quantos alunos formados ou em curso compunham o quadro de inscritos das demais faculdades? Os índices que nos foram apresentados não fazem essa distinção.
Pensando na construção de um índice consistente e equivalente, seria interessante que fosse construído um índice de percentual de aprovação que levasse em conta exclusivamente os prováveis formandos de cada ano.
Tal índice consideraria os alunos inscritos/aprovados na soma dos exames feitos a partir do início do quinto ano de curso até o primeiro exame após a formatura da turma.
Evidentemente, a comparação de índices teria que trabalhar por faixas de inscritos.
Afinal, uma instituição que teve mais de 70% da turma de formandos inscrita nos exames autorizados não pode ser comparada com uma que teve um ou poucos alunos inscritos nessa condição.
Essa proposta permitiria o conhecimento do percentual de alunos de cada universidade aprovados no exame da OAB imediatamente após sua formatura.
Ou seja, escolas, mercado, sociedade civil, Ministério da Educação e OAB poderiam saber a cada turma de formandos qual o efetivo percentual de aprovação em cada ano.
A partir dessa nova informação construída seria possível falar na elaboração de uma análise comparativa em relação aos cursos de Direito do país, o que não pode ser aceito hoje, diante da forma como a informação é compilada.
Por Adriana Ancona De Faria[Artigo publicado nesta quinta-feira no caderno Tendências/Debates, da Folha de S. Paulo]- fonte: Notícias CONJUR de 14.7.2011
Os índices de aprovação e reprovação nos exames da OAB que vêm sendo apresentados não permitem uma análise comparativa adequada entre os cursos jurídicos do país.
São apresentadas informações alarmantes acerca do índice de reprovação no Exame da OAB, o que aquece o debate sobre o excesso de cursos de Direito existentes, os desafios sobre processos regulatórios e avaliativos e a demanda sobre a necessária qualificação da formação jurídica ofertada.
A seriedade do debate proposto, entretanto, exige que as informações produzidas em relação ao desempenho acadêmico de um curso, à sua capacidade de profissionalização ou à qualidade de seus egressos decorram da análise de dados consistentes e comparáveis.
Todavia, os índices e ranking veiculados devem ser olhados com cuidado, uma vez que a lista das instituições de ensino, com seus respectivos percentuais de aprovação, compara situações muito diversas. Por exemplo, é possível identificar um índice de aprovação de 100%, ou 0%, que conte com a participação de apenas um aluno inscrito em determinado curso.
Seria relevante pensar na construção de um índice consistente, que de fato pudesse comparar situações equivalentes. Se os índices fossem feitos levando em consideração os formandos de cada ano, as universidades, o mercado, o MEC e a própria OAB poderiam ter uma informação real para fazer eventuais ajustes de forma mais efetiva.
É preciso destacar que, a partir do edital de Exame da OAB de junho de 2010, os alunos do último ano de Direito podem prestar exames muito antes de se formarem, com a simples comprovação de matrícula no 5º ano do curso.
O destaque para esse fato é que essa situação agrega novas possibilidades de comparações indevidas quando se fala de índice de aprovação no Exame da Ordem: é possível que um exame conte exclusivamente com candidatos que ainda são alunos e que outro conte com candidatos já formados.
No último Exame da OAB, por exemplo, a Direito GV contava apenas com seis alunos formados em 2010, pois os demais já tinham sido aprovados em exames anteriores, e a grande maioria era de alunos que acabavam de se matricular no quinto ano. Da turma que se formou em 2010, o índice de aprovação da Direito GV é de 95%.
Quantos alunos formados ou em curso compunham o quadro de inscritos das demais faculdades? Os índices que nos foram apresentados não fazem essa distinção.
Pensando na construção de um índice consistente e equivalente, seria interessante que fosse construído um índice de percentual de aprovação que levasse em conta exclusivamente os prováveis formandos de cada ano.
Tal índice consideraria os alunos inscritos/aprovados na soma dos exames feitos a partir do início do quinto ano de curso até o primeiro exame após a formatura da turma.
Evidentemente, a comparação de índices teria que trabalhar por faixas de inscritos.
Afinal, uma instituição que teve mais de 70% da turma de formandos inscrita nos exames autorizados não pode ser comparada com uma que teve um ou poucos alunos inscritos nessa condição.
Essa proposta permitiria o conhecimento do percentual de alunos de cada universidade aprovados no exame da OAB imediatamente após sua formatura.
Ou seja, escolas, mercado, sociedade civil, Ministério da Educação e OAB poderiam saber a cada turma de formandos qual o efetivo percentual de aprovação em cada ano.
A partir dessa nova informação construída seria possível falar na elaboração de uma análise comparativa em relação aos cursos de Direito do país, o que não pode ser aceito hoje, diante da forma como a informação é compilada.
sexta-feira, 15 de julho de 2011

CENTENÁRIO DA LIGA DE ENSINO DO RN
PROGRAMAÇÃO
Em virtude do falecimento da Professora Margarida Morgantini, a LIGA DE ENSINO DO RIO GRANDE DO NORTE, mantenedora do Complexo de Ensino Noilde Ramalho ED/HC/FARN, resolveu alterar a programação do seu centenário de criação, para a realização apenas da parte institucional do evento, canceladas a parte festiva, a saber:
19 de julho - Missa em Ação de Graças pelo centenário da LIGA e DE 7º dia do felecimento da Professora Margarida Morgantini, às 9h, no Centro de Convivência Clara Camarão, celebrada pelo arcebisbo Dom Matias Macedo.
Homenagem a Noilde Ramalho pelos 91 anos que completaria e pela sua dedicação à frente da Escola Doméstica durante 63 anos, além de ter sido a idealizadora do Complexo Educacional Henrique Castriciano e da Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte (FARN).
Descerramento de um busto da educadora, nos jardins do HC/FARN, trabalho do artista plástico Eri Medeiros.
20 de julho - Aposição das placas comemorativas do centenário, no totem da entrada da Escola Doméstica (placas ED/HC/FARN e da Associação das Ex-alunas da ED), e inauguração de uma galeria dos ex-presidentes da Liga.
23 de julho - Sessão solene para entrega da medalha Varela Santiago a 15 personalidades que contribuíram para o desenvolvimento econômico, político e cultural do Estado, ou prestaram algum serviço relevante à Liga e ao Complexo ED/HC/FARN.

MARIA MARGARIDA TEIXEIRA CABRAL MORGANTINI
A sociedade potiguar lamentou o falecimento dessa ilustre educadora, que há pouco tempo substituíra D. Noilde Ramalho na direção da Escola Doméstica.
A Liga de Ensino do Rio Grande do Norte, que se prepara para comemorar os seus 100 anos de existência, foi impactada com o acontecimento e lhe prestará as devidas homenagens, celebrando missa em sufrágio de sua alma, coincidindo com a missa de ação de graças pelo centenário da vetusta instituição, na próxim terça-feira, dia 19, no seu Centro de Convivência.
Neste espaço, fazemos a homenagem deste blog, com a certeza de que o seu merecimento será proclamado por todos.
Com o respeito de Carlos Roberto de Miranda Gomes.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
América Futebol Clube
O América Futebol Clube do Rio Grande do Norte, carinhosamente chamado de "Mecão" completa hoje 96 anos de glórias.
Fundado no dia 14 de julho de 1915 na residência do juiz Joaquim Homem de Siqueira, no bairro da Cidade Alta, tem um caminho notável de conquistas e se mantém firme no carinho da sociedade potiguar, como o clube de futebol mais simpático e possuidora de uma das maiores torcidas do nordeste, com destaque nacional, haja vista a sua participação marcante no cenário desportivo do Brasil. Dos clubes do Rio Grande do Norte, foi o único a disputar a série A do Campeonato Brasileiro, Ranking Nacional de Clubes da CBF atualmente. Na sua história contabiliza o primeiro vencedor estadual em 1919 e a participar de uma competição internacional, a extinta Copa Conmebol, e por ser campeão da Copa do Nordeste em 1998, e campeão da Taça Norte-Nordeste em 1973.
"A oficialização jurídica do clube tem uma história curiosa. Sobre isto, existe uma versão que diz que o então Coronel Júlio Canavarro de Negreiros Melo, no dia 3 de junho de 1918, furou a única bola que o clube tinha para treinar e jogar, tendo sido o América obrigado a possuir personalidade jurídica para poder entrar com uma ação indenizatória. Para tanto, os estatutos foram registrados pela primeira vez no dia 3 de julho de 1918, no Primeiro Ofício de Notas, em documento assinado pelo então presidente Oswaldo da Costa Pereira.
Os jogadores do América eram provenientes do bairro da Cidade Alta. Nos seus primeiros sete anos de existência, os recursos financeiros do clube vinham em grande parte do bolso de Aguinaldo Tinôco, um dos seus fundadores e que também era zagueiro e capitão do time.
O primeiro título americano veio em 1919. Foi o segundo campeonato de futebol promovido pela Liga de Desportos Terrestres no estado, primeiro a ser concluído. Em 1920, conseguiu seu primeiro bi-campeonato. Dois anos mais tarde, o clube conquistou seu terceiro troféu, ao ganhar o campeonato daquele ano que foi intitulado Taça da Independência em 1922, em homenagem ao centenário da Independência. Na final, João Maria Furtado, conhecido como "De Maria" fez o único gol da partida frente aos eternos rivais americanos, o ABC Futebol Clube. O América voltou a ganhar um título estadual apenas em 1926, quando abriu o caminho para o segundo bicampeonato da competição. Após o terceiro bi-campeonato de 1930-1931, o América amargou 10 anos sem vitórias locais, voltando a ser campeão só em 1942. Esse período, denominado período negro do futebol potiguar, ficou marcado pelo Deca-campeonato do ABC, graças a atuação nada exemplar do então dirigente do ABC, Vicente Farache. Nos anos 1940 e 1950, a equipe alvirrubra repetiu o bom desempenho em competições estaduais, conquistando o bicampeonato em mais três ocasiões: 1948, 1949, 1951, 1952 e 1956, 1957. O destaque dessa época foi o atacante Saquinho, tido como maior centro-avante que já vestiu a camisa alvirrubra potiguar.
Após um largo período licenciado da Federação (de 1959 a 1966) para construção de sua Sede Social, o América voltou a ser campeão em 1967, contando com um time bastante caseiro, mas com jogadores de destaque como Véscio e Evaldo "Pancinha". Nesse ano, a final foi contra o Riachuelo, do então jovem Marinho Chagas. Essa vitória propiciou a participação do América na Taça Brasil de 1968.
Nos anos 1970 a equipe natalense marcou presença em campeonatos brasileiros.Em 1973, ganhou o troféu Norte-Nordeste, também conhecido como Taça Almir, torneio disputado entre equipes do Norte-Nordeste, valendo-se do confronto entre eles pelo Campeonato Brasileiro. Título inédito ao futebol potiguar e confirmado pela Placar nº 192 de Novembro de 1973. Neste mesmo ano, disputando a primeira divisão do brasileiro, ficou em 25º lugar, dentre os 40 times que disputavam a competição. O time base era: Ubirajara; Ivan Silva, Scala, Mário Braga e Cosme; Paúra, Garcia e Hélcio Jacaré; Almir, Santa Cruz e Gilson Porto. Tec: Sebastião Leônidas. Destaque para Hélcio Jacaré, tido como um dos maiores ídolos do América, Scala, ex-seleção e Ivan Silva, recordista de partidas pelo América: 476 jogos. A melhor participação do América nos antigos campeonatos nacionais foi em 1977, quando conseguiu um 17º lugar entre 62 clubes. O América participou de 11 competições seguidas(de 1973 a 1983), voltando a participar da "Série A" em 1986. A partir daí, o América passou a ser conhecido como Orgulho do RN, após essas campanhas. A partir de 1979, o clube iniciou a sua maior série de vitórias no campeonato estadual, sendo tetracampeão de 1979 a 1982, ficando 2 anos e vários jogos sem perder para nenhuma equipe do Rio Grande do Norte.
Após a decadência do futebol potiguar por quase uma década, o América voltou a ser notícia no cenário do futebol brasileiro, nos anos 1990. Em 1996, Liderado pelo habilidoso meia Moura, a equipe do Rio Grande do Norte conquistou o vice-campeonato nacional da segunda divisão, estando no ano seguinte entre os principais clubes do Brasil, voltando a Série A depois de 11 anos. Em mais uma demonstração de força, a equipe potiguar venceu a Copa do Nordeste de 1998, derrotando o Vitória na final por 3 a 1, gols de Kobayashi, Biro Biro e Carioca. Apesar de o Estádio Machadão estar com uma parte de suas arquibancadas interditada, a torcida rubra lotou o estádio e empurrou o América para mais um título, que lhe deu direito a participação numa competição internacional, a copa conmebol de 1998. O Mecão entrou em campo naquela noite chuvosa de 4 de junho com a seguinte escalação: Gabriel; Gilson, Paulo Roberto, Lima e Rogerinho; Montanha, Carioca, Moura e Biro Biro; Kobayashi e Leonardo. Técnico: Arthur Ferreira.
Em 2000, o time chegou às oitavas de final da Copa do Brasil, desclassificando entre outras equipes o Sport, em plena Ilha do Retiro, perdendo a chance de passar para quartas, ao perder para o São Paulo.
O amargo descenso em 2004 à Série C culminou numa ascensão meteórica, jamais vista no futebol brasileiro. Após conseguir o acesso para a Série B em 2005, sendo vice-campeão do Série C , o América fez uma grande campanha em 2006, liderados pelo maior ídolo da história, o maestro Souza, craque "nascido" no América, que retornou ao seu clube do coração após passagens pelos principais clubes do Brasil, e ficou em quarto lugar, posição que o garantiu no Campeonato Brasileiro de 2007. Nesta competição, o Mecão acabou sofrendo pesadas derrotas, o que acarretou em uma péssima campanha, a pior em pontos corridos, e o consequente rebaixamento à Série B do ano seguinte. Em 2010, o América disputou a Série B e foi Rebaixado à Série C de 2011, sendo o 20º colocado com 41 pontos.
A 9 de dezembro de 2005 pela lei municipal Nº 5.697 foi criado o Dia do América Futebol Clube. A data comemorativa no calendário da cidade homenageia a fundação do clube, sendo comemorada no mesmo dia 14 de julho. No dia 3 de outubro de 2003, foi publicado no Diário Oficial do Município a Lei n° 5.493, de autoria do vereador Hermano Morais, hoje seu Presidente, reconhecendo o América Futebol Clube, como de Utilidade Pública Municipal. Saliente-se que em 7 de Novembro de 1928, através da Lei 707, o clube foi o primeiro a ser reconhecido como de Utilidade Pública Estadual.
Patrimônio - Sede Social - Comprado por iniciativas do presidente José Gomes da Costa, em 1929, juntamente com Orestes Silva, o terreno foi adquirido junto ao estado, por 9 mil cruzeiros, com recursos próprios e doados ao América, todo o quarteirão onde hoje está plantado o seu maior patrimônio, o imponente edifício-sede do clube. Participaram também da transação o Tenente Júlio Perouse Pontes, Clóvis Fernandes Barros e Osmar Lopes Cardoso. O local, que no passado servia também de campo de treinamentos, era considerado muito distante.
O América foi o primeiro clube de futebol do estado do Rio Grande do Norte a possuir sede própria, construída na gestão do Presidente Humberto Nesi e levantada a primeira pedra no dia 14 de julho de 1945, à Avenida Maxaranguape, considerada a primeira e mais antiga sede própria do clube, a inauguração de sua primeira sede se deu na gestão de José Rodrigues, e foi marcado por um amistoso frente ao ABC, ganho pelo América por 6 x 2(gols de Marinho, Pernambuco duas vezes, Alinio, Tico e Gargeiro contra, descontando Albano duas vezes para o ABC) no dia 10/07/1948.
Para construção da Sede Social, o maior bem do clube, o América esteve licenciado do futebol no período de 1960 a 1965. Construído com muito suor e dinheiro dos americanos, a babilônia rubra, como é carinhosamente chamada, ficou pronta na gestão de Humberto Pignataro (grande responsável por sua construção) em 14/07/1967, num dia festivo para cidade do Natal e, especialmente, para Torcida Americana. Hoje, mesmo após algumas alienações de terrenos da majestosa Sede, calcula-se que a Babilônia Rubra tenha um valor no preço de mais de 20 milhões de reais. Ali houve os maiores carnavais de Natal, as melhores festas da época, o que firmou o América como um clube social e desportivo mais tradicional do Estado do Rio Grande do Norte."
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FONTE: Wikipédia
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Interesse Público
Natal: sede mais atrasada da Copa corre contra o tempo
George Fernandes (*)
No dia 13 de janeiro de 2010, a então governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria, e a prefeita de Natal, Micarla de Sousa, assinaram a Matriz de Responsabilidade para a Copa de 2014.
O documento definia obrigações e cronogramas de cada participante nas obras dos estádio, aeroportos, transporte e terminais turístico-portuários de cada cidade-sede. Um ano e meio depois, nada saiu do papel na capital potiguar.
Mesmo assim, o governo insiste em afirmar que tudo está dentro do prazo. Diferente dos seus colegas, o secretário municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semopi), o engenheiro civil Dâmocles Pantaleão Lopes Trinta, reconhece que a cidade está no limite.
“Os prazos estão ficando apertados a cada dia que passa e não podemos trabalhar no limite. Precisamos começar as obras já, para que não haja surpresas”, alertou o secretário ao ser entrevistado em um programa de rádio, em Natal.
“O que está licitado já vai começar e o que está para ser licitado vamos licitar”, disse Trinta, referindo-se às obras de mobilidade urbana sob a responsabilidade da prefeitura. O primeiro trecho das obras (três intervenções), que liga a zona norte à Arena das Dunas, passando pela zona oeste, deve começar em setembro, segundo a Semopi.
O segundo trecho (oito intervenções no entorno da Arena das Dunas), que tem licitação prevista para setembro, deve ter as obras em dezembro.
“Ainda temos margem para esticar as obras além de dezembro de 2013 [prazo final exigido pelo Comitê Organizador Local], se for necessário”, disse o secretário.
Doutor em Engenharia de Trânsito, o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Enilson Santos, afirma que ainda há prazo razoável para concluir as obras previstas. “Não vejo dificuldades para que estas obras sejam concluídas antes da Copa. Mas vai depender de como serão tocadas.”
Ainda sob a competência da prefeitura de Natal, a construção de um túnel de drenagem que liga a região da Arena das Dunas ao Rio Potengi, está em fase de estudo e com R$ 126 milhões garantidos pelo governo federal via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2. A obra deve começar ainda este ano, segundo a Semopi, e tem prazo de conclusão em 12 meses.
Mobilidade urbana
No que diz respeito às cinco obras de mobilidade urbana de responsabilidade do governo do estado, o diretor do DER/RN e secretário especial da Copa no Rio Grande do Norte, Demétrio Torres, informou que os projetos executivos para as três intervenções que serão feitas na Estrada de Ponta Negra, umas das principais vias de acesso aos bairros da Zona Sul e às praias do litoral sul potiguar, estão sendo finalizados.
No entanto, previstas para começarem no segundo semestre deste ano, as obras foram adiadas para 2012.
A secretária de Infraestrutura do estado, Kátia Pinto, disse ao “Diário de Natal” que estas obras devem ser iniciadas entre fevereiro e março de 2012, com a previsão de durarem 24 meses. Ou seja, com término previsto para uma data próxima ao início do Mundial, extrapolando o prazo de dezembro de 2013 exigido pelo governo federal.
“O projeto executivo da obra está na fase final de estudos e deverá ser entregue no fim deste mês”, disse Kátia. O governo também é responsável pela construção da via de acesso que vai ligar o novo Aeroporto de São Gonçalo do Amarante à Arena das Dunas e pelo prolongamento da avenida Prudente de Morais, que liga o Aeroporto Augusto Severo ao estádio.
Torres informou que uma nova licitação está sendo preparada para a construção do túnel, necessário para ligar a Avenida Prudente de Morais, que corta a cidade no sentido norte-sul, ao Aeroporto Augusto Severo, localizado em Parnamirim. A primeira licitação para esta intervenção, ainda em junho, foi deserta. O túnel passará sob a BR-101.
“No caso de haver uma nova licitação deserta, o governo pode contratar empresa sem licitação, em caráter de emergência. Está na lei”, afirmou Torres. A nova licitação está prevista para o final deste mês. A obra de prolongamento da avenida está em fase de conclusão.
O acesso que vai ligar o Aeroporto de S. Gonçalo à Arena das Dunas esbarrou no processo de desapropriações.
Investimentos
As 16 obras de transporte em Natal e Região Metropolitana estão dentro do “PAC da Mobilidade” e contam com recursos federais. Do total de R$ 386 milhões disponibilizados pela Caixa Econômica Federal, R$ 81 milhões serão repassados ao estado e R$ 305 milhões à prefeitura. A assinatura dos contratos está prevista para este mês.
Além dos R$ 305 milhões, a prefeitura anunciou um custo total de R$ 338 milhões para as 11 intervenções sob sua responsabilidade. A prefeitura ainda precisa de R$ 18 milhões para as obras.
Porto e aeroporto
As obras de construção do terminal de passageiros do Porto de Natal e do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante ainda são uma incógnita.
A assessoria de imprensa da Companhia Docas do RN (Codern) informou que a licitação para a construção do terminal de passageiros do Porto de Natal é de responsabilidade da Secretaria Especial dos Portos e que deve sair ainda este ano.
Para atender a demanda por hospedagem na Copa, a Secretaria dos Portos investirá R$ 740 milhões em sete portos brasileiros: Fortaleza, Natal, Salvador, Rio de Janeiro, Santos, Manaus e Recife. No caso de Natal, serão construídas novas estruturas.
Os investimentos permitirão que os navios sejam opção de hospedagem, ampliando a quantidade de leitos durante dos jogos. Os portos nas cidades de Natal, Recife, Fortaleza e Manaus terão ancoradouros para dois navios. Depois do grande fluxo de turistas para a Copa, a estrutura servirá, sobretudo, para a movimentação de carga.
Já o leilão do Aeroporto de São Gonçalo, previsto para ser o maior da América Latina e que será concedido à iniciativa privada, sofreu um atraso de um mês a pedido dos consócios que desejam participar do certame. Antes marcado para o dia 19 de julho, o leilão deve acontecer somente em 22 de agosto.
Mas, diante da incógnita que virou o Aeroporto de São Gonçalo, a Infraero, estatal que administra os aeroportos do país, deu início a um plano B. O órgão anunciou um investimento de R$ 20 milhões na reforma do Aeroporto Internacional Augusto Severo.
“Estamos contando com o Aeroporto Augusto Severo, mas se o de São Gonçalo ficar pronto até lá, melhor ainda”, comentou Wagner Bittencourt, ministro da Secretaria Nacional de Aviação Civil, em entrevista ao portal “G1”.
Arena das Dunas
“Só depois da implosão da parte superior do Machadão é que as obras da Arena das Dunas vão começar pra valer”. A declaração do secretário de Comunicação do estado, Alexandre Mulatinho, deixa claro que as obras do estádio de Natal para a Copa de 2014 só vão começar mesmo em setembro, correndo sério risco de só ficar pronta depois do prazo pré-estabelecido: dezembro de 2013.
Dos 12 estádios, a Arena das Dunas é o mais atrasado para o Mundial.
De acordo com Demétrio Torres, nestes meses de julho e agosto a OAS, empresa responsável pela construção e manutenção da nova praça de esportes de Natal pelos próximos 23 anos (contando o tempo de construção), vai montar o canteiro de obras e realizar os serviços básicos de retirada dos dutos de água e esgoto e rede elétrica, localizados no terreno.
Um grupo de técnicos está sendo mobilizado pela Secretaria estadual da Copa (Secopa) para vistoriar prédios comerciais e residências num raio de 1 km do estádio Machadão, que terá a parte superior (arquibancada e marquise) implodida em setembro.]
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(*) Texto publicado nesta terça-feira, 12, ontem, no portal “Copa 2.014”.
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FONTE: Jornal virtual de Roberto Guedes - edição de 13.7.2011
Natal: sede mais atrasada da Copa corre contra o tempo
George Fernandes (*)
No dia 13 de janeiro de 2010, a então governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria, e a prefeita de Natal, Micarla de Sousa, assinaram a Matriz de Responsabilidade para a Copa de 2014.
O documento definia obrigações e cronogramas de cada participante nas obras dos estádio, aeroportos, transporte e terminais turístico-portuários de cada cidade-sede. Um ano e meio depois, nada saiu do papel na capital potiguar.
Mesmo assim, o governo insiste em afirmar que tudo está dentro do prazo. Diferente dos seus colegas, o secretário municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semopi), o engenheiro civil Dâmocles Pantaleão Lopes Trinta, reconhece que a cidade está no limite.
“Os prazos estão ficando apertados a cada dia que passa e não podemos trabalhar no limite. Precisamos começar as obras já, para que não haja surpresas”, alertou o secretário ao ser entrevistado em um programa de rádio, em Natal.
“O que está licitado já vai começar e o que está para ser licitado vamos licitar”, disse Trinta, referindo-se às obras de mobilidade urbana sob a responsabilidade da prefeitura. O primeiro trecho das obras (três intervenções), que liga a zona norte à Arena das Dunas, passando pela zona oeste, deve começar em setembro, segundo a Semopi.
O segundo trecho (oito intervenções no entorno da Arena das Dunas), que tem licitação prevista para setembro, deve ter as obras em dezembro.
“Ainda temos margem para esticar as obras além de dezembro de 2013 [prazo final exigido pelo Comitê Organizador Local], se for necessário”, disse o secretário.
Doutor em Engenharia de Trânsito, o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Enilson Santos, afirma que ainda há prazo razoável para concluir as obras previstas. “Não vejo dificuldades para que estas obras sejam concluídas antes da Copa. Mas vai depender de como serão tocadas.”
Ainda sob a competência da prefeitura de Natal, a construção de um túnel de drenagem que liga a região da Arena das Dunas ao Rio Potengi, está em fase de estudo e com R$ 126 milhões garantidos pelo governo federal via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2. A obra deve começar ainda este ano, segundo a Semopi, e tem prazo de conclusão em 12 meses.
Mobilidade urbana
No que diz respeito às cinco obras de mobilidade urbana de responsabilidade do governo do estado, o diretor do DER/RN e secretário especial da Copa no Rio Grande do Norte, Demétrio Torres, informou que os projetos executivos para as três intervenções que serão feitas na Estrada de Ponta Negra, umas das principais vias de acesso aos bairros da Zona Sul e às praias do litoral sul potiguar, estão sendo finalizados.
No entanto, previstas para começarem no segundo semestre deste ano, as obras foram adiadas para 2012.
A secretária de Infraestrutura do estado, Kátia Pinto, disse ao “Diário de Natal” que estas obras devem ser iniciadas entre fevereiro e março de 2012, com a previsão de durarem 24 meses. Ou seja, com término previsto para uma data próxima ao início do Mundial, extrapolando o prazo de dezembro de 2013 exigido pelo governo federal.
“O projeto executivo da obra está na fase final de estudos e deverá ser entregue no fim deste mês”, disse Kátia. O governo também é responsável pela construção da via de acesso que vai ligar o novo Aeroporto de São Gonçalo do Amarante à Arena das Dunas e pelo prolongamento da avenida Prudente de Morais, que liga o Aeroporto Augusto Severo ao estádio.
Torres informou que uma nova licitação está sendo preparada para a construção do túnel, necessário para ligar a Avenida Prudente de Morais, que corta a cidade no sentido norte-sul, ao Aeroporto Augusto Severo, localizado em Parnamirim. A primeira licitação para esta intervenção, ainda em junho, foi deserta. O túnel passará sob a BR-101.
“No caso de haver uma nova licitação deserta, o governo pode contratar empresa sem licitação, em caráter de emergência. Está na lei”, afirmou Torres. A nova licitação está prevista para o final deste mês. A obra de prolongamento da avenida está em fase de conclusão.
O acesso que vai ligar o Aeroporto de S. Gonçalo à Arena das Dunas esbarrou no processo de desapropriações.
Investimentos
As 16 obras de transporte em Natal e Região Metropolitana estão dentro do “PAC da Mobilidade” e contam com recursos federais. Do total de R$ 386 milhões disponibilizados pela Caixa Econômica Federal, R$ 81 milhões serão repassados ao estado e R$ 305 milhões à prefeitura. A assinatura dos contratos está prevista para este mês.
Além dos R$ 305 milhões, a prefeitura anunciou um custo total de R$ 338 milhões para as 11 intervenções sob sua responsabilidade. A prefeitura ainda precisa de R$ 18 milhões para as obras.
Porto e aeroporto
As obras de construção do terminal de passageiros do Porto de Natal e do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante ainda são uma incógnita.
A assessoria de imprensa da Companhia Docas do RN (Codern) informou que a licitação para a construção do terminal de passageiros do Porto de Natal é de responsabilidade da Secretaria Especial dos Portos e que deve sair ainda este ano.
Para atender a demanda por hospedagem na Copa, a Secretaria dos Portos investirá R$ 740 milhões em sete portos brasileiros: Fortaleza, Natal, Salvador, Rio de Janeiro, Santos, Manaus e Recife. No caso de Natal, serão construídas novas estruturas.
Os investimentos permitirão que os navios sejam opção de hospedagem, ampliando a quantidade de leitos durante dos jogos. Os portos nas cidades de Natal, Recife, Fortaleza e Manaus terão ancoradouros para dois navios. Depois do grande fluxo de turistas para a Copa, a estrutura servirá, sobretudo, para a movimentação de carga.
Já o leilão do Aeroporto de São Gonçalo, previsto para ser o maior da América Latina e que será concedido à iniciativa privada, sofreu um atraso de um mês a pedido dos consócios que desejam participar do certame. Antes marcado para o dia 19 de julho, o leilão deve acontecer somente em 22 de agosto.
Mas, diante da incógnita que virou o Aeroporto de São Gonçalo, a Infraero, estatal que administra os aeroportos do país, deu início a um plano B. O órgão anunciou um investimento de R$ 20 milhões na reforma do Aeroporto Internacional Augusto Severo.
“Estamos contando com o Aeroporto Augusto Severo, mas se o de São Gonçalo ficar pronto até lá, melhor ainda”, comentou Wagner Bittencourt, ministro da Secretaria Nacional de Aviação Civil, em entrevista ao portal “G1”.
Arena das Dunas
“Só depois da implosão da parte superior do Machadão é que as obras da Arena das Dunas vão começar pra valer”. A declaração do secretário de Comunicação do estado, Alexandre Mulatinho, deixa claro que as obras do estádio de Natal para a Copa de 2014 só vão começar mesmo em setembro, correndo sério risco de só ficar pronta depois do prazo pré-estabelecido: dezembro de 2013.
Dos 12 estádios, a Arena das Dunas é o mais atrasado para o Mundial.
De acordo com Demétrio Torres, nestes meses de julho e agosto a OAS, empresa responsável pela construção e manutenção da nova praça de esportes de Natal pelos próximos 23 anos (contando o tempo de construção), vai montar o canteiro de obras e realizar os serviços básicos de retirada dos dutos de água e esgoto e rede elétrica, localizados no terreno.
Um grupo de técnicos está sendo mobilizado pela Secretaria estadual da Copa (Secopa) para vistoriar prédios comerciais e residências num raio de 1 km do estádio Machadão, que terá a parte superior (arquibancada e marquise) implodida em setembro.]
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(*) Texto publicado nesta terça-feira, 12, ontem, no portal “Copa 2.014”.
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FONTE: Jornal virtual de Roberto Guedes - edição de 13.7.2011
MAS QUE COISA!!!!!!
Não sei quem é o autor dessa coisa, mas só sei que essa coisa é uma coisa boa de ler... Coisa A palavra "coisa" é um bombril do idioma. Tem mil e uma
utilidades. É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma idéia. Coisas do português. A natureza das coisas: gramaticalmente, "coisa" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio. Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma "coisificar". E no Nordeste há "coisar": "Ô, seu coisinha, você já coisou aquela coisa que eu mandei você coisar?". Coisar, em Portugal, equivale ao ato sexual, lembra Josué Machado. Já as "coisas" nordestinas são sinônimas dos órgãos genitais, registra o Aurélio. "E deixava-se possuir pelo amante, que lhe beijava os pés, as coisas, os seios" (Riacho Doce, José Lins do Rego). Na Paraíba e em Pernambuco, "coisa" também é cigarro de maconha. Em Olinda, o bloco carnavalesco Segura a Coisa tem um baseado como símbolo em seu estandarte. Alceu Valença canta: "Segura a coisa com muito cuidado / Que eu chego já." E, como em Olinda sempre há bloco mirim equivalente ao de gente grande, há também o Segura a Coisinha. Na literatura, a "coisa" é coisa antiga. Antiga, mas modernista: Oswald de Andrade escreveu a crônica O Coisa em 1943. A Coisa é título de romance de Stephen King. Simone de Beauvoir escreveu A Força das Coisas, e Michel Foucault, As Palavras e as Coisas. Em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de trem. Menos o trem, que lá é chamado de "a coisa". A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz: "Minha filha, pega os trem que lá vem a coisa!". Devido lugar: "Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça (...)". A garota de Ipanema era coisa de fechar o Rio de Janeiro. "Mas se ela voltar, se ela voltar / Que coisa linda / Que coisa louca." Coisas de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas. Sampa também tem dessas coisas (coisa de louco!), seja quando canta "Alguma coisa acontece no meu coração", de Caetano Veloso, ou quando vê o Show de Calouros, do Silvio Santos (que é coisa nossa). Coisa não tem sexo: pode ser masculino ou feminino. Coisa-ruim é o capeta. Coisa boa é a Juliana Paes. Nunca vi coisa assim! Coisa de cinema! A Coisa virou nome de filme de Hollywood, que tinha o seu Coisa no recente Quarteto Fantástico. Extraído dos quadrinhos, na TV o personagem ganhou também desenho animado, nos anos 70. E no programa Casseta e Planeta, Urgente!, Marcelo Madureira faz o personagem "Coisinha de Jesus". Coisa também não tem tamanho. Na boca dos exagerados, "coisa nenhuma" vira "coisíssima". Mas a "coisa" tem história na MPB. No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, estava na letra das duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré ("Prepare seu coração / Pras coisas que eu vou contar"), e A Banda, de Chico Buarque ("Pra ver a banda passar / Cantando coisas de amor"), que acabou de ser relançada num dos CDs triplos do compositor, que a Som Livre remasterizou. Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva). E a turma da Jovem Guarda não tava
nem aí com as coisas: "Coisa linda / Coisa que eu adoro". Cheio das coisas. As mesmas coisas, Coisa bonita, Coisas do coração, Coisas que não se esquece, Diga-me coisas bonitas, Tem coisas que a gente não tira do coração. Todas essas coisas são títulos de canções interpretadas por Roberto Carlos, o "rei" das coisas. Como ele, uma geração da MPB era preocupada com as coisas. Para Maria Bethânia, o diminutivo de coisa é uma questão de quantidade (afinal, "são tantas coisinhas miúdas"). Já para Beth Carvalho, é de carinho e intensidade ("ô coisinha tão bonitinha do pai"). Todas as Coisas e Eu é título de CD de Gal. "Esse papo já tá qualquer coisa...Já qualquer coisa doida dentro mexe." Essa coisa doida é uma citação da música Qualquer Coisa, de Caetano, que canta também: "Alguma coisa está fora da ordem." Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar. Uma coisa de cada vez, é claro, pois uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. E tal coisa, e coisa e tal. O cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques. O cheio das coisas, por sua vez, é o sujeito estribado. Gente fina é outra coisa. Para o pobre, a coisa está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra coisa nenhuma. A coisa pública não funciona no Brasil. Desde os tempos de Cabral. Político quando está na oposição é uma coisa, mas, quando assume o poder, a coisa muda de figura. Quando se elege, o eleitor pensa: "Agora a coisa vai." Coisa nenhuma! A coisa fica na mesma. Uma coisa é falar; outra é fazer. Coisa feia! O eleitor já está cheio dessas coisas! Coisa à toa. Se você aceita qualquer coisa, logo se torna um coisa qualquer, um coisa-à-toa. Numa crítica feroz a esse estado de coisas, no poema Eu, Etiqueta, Drummond radicaliza: "Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente." E, no verso do poeta, "coisa" vira "cousa". Se as pessoas foram feitas para ser amadas e as coisas, para ser usadas, por que então nós amamos tanto as coisas e usamos tanto as pessoas? Bote uma coisa na cabeça: as melhores coisas da vida não são coisas. Há coisas que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e outras cositas más. Mas, "deixemos de coisa, cuidemos da vida, senão chega a morte ou coisa parecida", cantarola Fagner em Canteiros, baseado no poema Marcha, de Cecília Meireles, uma coisa linda. Por isso, faça a coisa certa e não esqueça o grande mandamento: "amarás a Deus sobre todas as coisas". ENTENDEU O ESPÍRITO DA COISA?
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Colaboração de Zequinha (Zé Correia de Azevedo) e Carlos Rosso
Não sei quem é o autor dessa coisa, mas só sei que essa coisa é uma coisa boa de ler... Coisa A palavra "coisa" é um bombril do idioma. Tem mil e uma
utilidades. É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma idéia. Coisas do português. A natureza das coisas: gramaticalmente, "coisa" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio. Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma "coisificar". E no Nordeste há "coisar": "Ô, seu coisinha, você já coisou aquela coisa que eu mandei você coisar?". Coisar, em Portugal, equivale ao ato sexual, lembra Josué Machado. Já as "coisas" nordestinas são sinônimas dos órgãos genitais, registra o Aurélio. "E deixava-se possuir pelo amante, que lhe beijava os pés, as coisas, os seios" (Riacho Doce, José Lins do Rego). Na Paraíba e em Pernambuco, "coisa" também é cigarro de maconha. Em Olinda, o bloco carnavalesco Segura a Coisa tem um baseado como símbolo em seu estandarte. Alceu Valença canta: "Segura a coisa com muito cuidado / Que eu chego já." E, como em Olinda sempre há bloco mirim equivalente ao de gente grande, há também o Segura a Coisinha. Na literatura, a "coisa" é coisa antiga. Antiga, mas modernista: Oswald de Andrade escreveu a crônica O Coisa em 1943. A Coisa é título de romance de Stephen King. Simone de Beauvoir escreveu A Força das Coisas, e Michel Foucault, As Palavras e as Coisas. Em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de trem. Menos o trem, que lá é chamado de "a coisa". A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz: "Minha filha, pega os trem que lá vem a coisa!". Devido lugar: "Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça (...)". A garota de Ipanema era coisa de fechar o Rio de Janeiro. "Mas se ela voltar, se ela voltar / Que coisa linda / Que coisa louca." Coisas de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas. Sampa também tem dessas coisas (coisa de louco!), seja quando canta "Alguma coisa acontece no meu coração", de Caetano Veloso, ou quando vê o Show de Calouros, do Silvio Santos (que é coisa nossa). Coisa não tem sexo: pode ser masculino ou feminino. Coisa-ruim é o capeta. Coisa boa é a Juliana Paes. Nunca vi coisa assim! Coisa de cinema! A Coisa virou nome de filme de Hollywood, que tinha o seu Coisa no recente Quarteto Fantástico. Extraído dos quadrinhos, na TV o personagem ganhou também desenho animado, nos anos 70. E no programa Casseta e Planeta, Urgente!, Marcelo Madureira faz o personagem "Coisinha de Jesus". Coisa também não tem tamanho. Na boca dos exagerados, "coisa nenhuma" vira "coisíssima". Mas a "coisa" tem história na MPB. No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, estava na letra das duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré ("Prepare seu coração / Pras coisas que eu vou contar"), e A Banda, de Chico Buarque ("Pra ver a banda passar / Cantando coisas de amor"), que acabou de ser relançada num dos CDs triplos do compositor, que a Som Livre remasterizou. Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva). E a turma da Jovem Guarda não tava
nem aí com as coisas: "Coisa linda / Coisa que eu adoro". Cheio das coisas. As mesmas coisas, Coisa bonita, Coisas do coração, Coisas que não se esquece, Diga-me coisas bonitas, Tem coisas que a gente não tira do coração. Todas essas coisas são títulos de canções interpretadas por Roberto Carlos, o "rei" das coisas. Como ele, uma geração da MPB era preocupada com as coisas. Para Maria Bethânia, o diminutivo de coisa é uma questão de quantidade (afinal, "são tantas coisinhas miúdas"). Já para Beth Carvalho, é de carinho e intensidade ("ô coisinha tão bonitinha do pai"). Todas as Coisas e Eu é título de CD de Gal. "Esse papo já tá qualquer coisa...Já qualquer coisa doida dentro mexe." Essa coisa doida é uma citação da música Qualquer Coisa, de Caetano, que canta também: "Alguma coisa está fora da ordem." Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar. Uma coisa de cada vez, é claro, pois uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. E tal coisa, e coisa e tal. O cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques. O cheio das coisas, por sua vez, é o sujeito estribado. Gente fina é outra coisa. Para o pobre, a coisa está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra coisa nenhuma. A coisa pública não funciona no Brasil. Desde os tempos de Cabral. Político quando está na oposição é uma coisa, mas, quando assume o poder, a coisa muda de figura. Quando se elege, o eleitor pensa: "Agora a coisa vai." Coisa nenhuma! A coisa fica na mesma. Uma coisa é falar; outra é fazer. Coisa feia! O eleitor já está cheio dessas coisas! Coisa à toa. Se você aceita qualquer coisa, logo se torna um coisa qualquer, um coisa-à-toa. Numa crítica feroz a esse estado de coisas, no poema Eu, Etiqueta, Drummond radicaliza: "Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente." E, no verso do poeta, "coisa" vira "cousa". Se as pessoas foram feitas para ser amadas e as coisas, para ser usadas, por que então nós amamos tanto as coisas e usamos tanto as pessoas? Bote uma coisa na cabeça: as melhores coisas da vida não são coisas. Há coisas que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e outras cositas más. Mas, "deixemos de coisa, cuidemos da vida, senão chega a morte ou coisa parecida", cantarola Fagner em Canteiros, baseado no poema Marcha, de Cecília Meireles, uma coisa linda. Por isso, faça a coisa certa e não esqueça o grande mandamento: "amarás a Deus sobre todas as coisas". ENTENDEU O ESPÍRITO DA COISA?
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Colaboração de Zequinha (Zé Correia de Azevedo) e Carlos Rosso
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