sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011


MARGARETE PEREIRA - um exemplo de perseverança

Nesta oportunidade venho utilizar este meu blog para praticar um ato de inteira justiça, embora o assunto tenha um caráter extremamente particular, mas cuja divulgação servirá de um exemplo perene para as pessoas perseverantes.
Trata-se da diplomação, como professora, da nossa auxiliar Margarete Pereira, que há mais de vinte anos nos presta serviços e já faz parte da paisagem sentimental da nossa casa.
Nestas fotografias temos dois momentos da solenidade realizada na Igreja da Candelária.


Parabéns Margarete e que Deus a coloque no lugar que você merece, ainda que no seu vôo possa se distanciar de nós.
Todos reconhecem o seu esforço; o sacrifício de estudar à noite, após o enfado de um dia de trabalho. VOCÊ VENCEU!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011


“Aí vai meu coração”
Clotilde Tavares

Quero comentar aqui um livro que andei lendo ultimamente. Sempre me esqueço de comentar minhas leituras nesse blog e o meu caro leitor fica encarregado de me cobrar iusso de vez em quando, me a judando a suprir as falhas de memória da chamada terceira idade, que de melhor não tem nada, sejamos francos.

No livro “Aí vai meu coração: as cartas de amor de Tarsila do Amaral e Anna Maria Martins para Luís Martins”, (São Paulo, Global, 2010) a escritora, editora e tradutora Ana Luisa Martins narra o romance entre Luís Martins, seu pai, e a pintora Tarsila do Amaral. Luís Martins e Tarsila tiveram uma longa e “proibida” relação amorosa, sendo ele vinte anos mais novo do que ela; depois ele apaixonou-se pela prima de Tarsila, Anna Maria, com quem viria a se casar e que viria a ser a mãe da autora.


Tarsila do Amaral
O livro todo é de uma delicadeza imensa, que transpira das cartas escritas por Tarsila e por Anna Maria para Luís Martins, que a filha encontrou numa gaveta após a morte do pai. A história desses amores é narrada através da leitura das cartas e complementada pela autora, que explica o desenrolar dos acontecimentos; mas as palavras são as dos próprios protagonistas e revelam, além de uma comovente história de amor, uma sociedade preconceituosa e limitadora da liberdade, principalmente da liberdade da mulher. As fotos e o projeto gráfico aumentam a beleza e o prazer da leitura. A Global Editora está de parabéns pelo lançamento.

Ah, sim: a frase “Aí vai meu coração” era a forma como Tarsila encerrava as cartas para Luís Martins.


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Com singular alegria recebi a visita de CLOTILDE TAVARES e tomei conhecimento do seu blog, do qual serei agora seguidor. Aproveito para transcrever artigo por ela publicado no dia 20 de janeiro de 2011.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011


Luciano Flehr
Mais solidário, menos agressivo

É comemorado nessa segunda-feira (31) o Dia da Solidariedade. No entanto, você já parou para pensar na quantidade de estresse que passamos diariamente, ao invés de ajudarmos o próximo? Imagine esta situação: um carro lhe dá uma fechada em um sinal, seu sangue sobe e você tem vontade de brigar, agredir, bater na pessoa. A explicação para tanta agressividade pode estar na tensão constante vivida pelo ser humano, provocada por fatores como violência e insegurança.
Recebemos também, diariamente, uma carga de energia eletromagnética que interfere em nossos corpos, provenientes de computadores, micro-ondas, televisão, celular, etc. Tudo isso pode gerar atrofia e desequilíbrio no nosso cérebro reptiliano e na amigdala cerebral, responsáveis por nossa capacidade de reação e ação. O cérebro reptiliano é o primeiro a ser formado, no primeiro trimestre de gestação. Nele estão retidas funções animais como caçar, usada quando vamos ao supermercado comprar mantimentos e demarcar território, ao usar uma cadeira preferida ou ocupar um lugar específico à mesa. Já na amigdala cerebral está armazenada nossa capacidade de luta e fuga. Você pode optar por enfrentar uma situação, fugir dela ou ficar estagnado e estressado.
Atualmente o ser humano está em um limiar: de um lado temos a possibilidade de crescer em consciência e de outro podemos regredir e voltar à fase quase pré-histórica de perder a razão. E nos dias de hoje é impressionante como as pessoas perderam a capacidade de avaliar, julgar, ponderar ideias universais ou racionalizar.
Onde foi parar a nossa razão?
Atualmente jovens agridem e matam pessoas por puro preconceito, filhos matam seus pais por herança e juízes adotam crianças para torturá-las. São tantos exemplos de histórias sem razão que nos chocam, que parece que há uma acomodação geral. Nos acostumamos com absurdos e, assim, nos poluímos!
E por que estamos tão agressivos? Uma das explicações para esta pergunta é que o cérebro reptiliano e a amigdala cerebral estão ficando calibrados de maneira distorcida, já que ficamos sem paciência, irritados e com medo. Este último estimula um estado de extrema reatividade. "Com medo de ser atingido, ele atirou primeiro!", costumam dizer algumas pessoas. E a causa de toda a agressividade é o ambiente que vivemos, como nossa casa, trabalho, pessoas que interagem conosco, notícias de jornal e televisão, além da energia dos aparelhos eletroeletrônicos.
O biólogo celular e autor do livro "A Biologia da Crença", Bruce Lipton, diz que o nosso código genético é vulnerável ao ambiente que estamos. E ele chega a seguinte conclusão: "A membrana celular funciona como uma espécie de chip e é programável. O comportamento biológico e a atividade genética estão dinamicamente ligados às informações do ambiente, que podem ser descarregadas (como um download) no interior da célula, que funciona como um computador", explica o especialista. Então, vamos refletir: se o seu filho vê muitos filmes de violência, o que está sendo programado nas células dele?
Percebo, pela minha experiência de terapeuta, que o amor, a gratidão, o companheirismo e a educação estão dando espaço para a agressividade e a política do "eu primeiro", características claras do cérebro reptiliano. Por isso, precisamos sempre escolher em qual tipo de ambiente queremos produzir e nos inserir. Existem diversas técnicas terapêuticas que ajudam a nos equilibrar, como caminhada, yoga, meditação, reiki e bodytalk. Esta última tem um impacto importante na capacidade de recompor a dinâmica de equilíbrio do cérebro reptiliano e da amigdala cerebral.
Que tal começar o ano mudando o padrão da nossa mente para ficarmos menos agressivos e mais felizes e solidários?

Baixado em 31/01/2011, do endereço:
http://entretenimento.br.msn.com/astrologia/artigo.aspx?cp-documentid=27449139
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SOBRE O AUTOR
Massoterapeuta com formação em Medicina Chinesa, Reiki, Auriculoterapia e Reset. Terapeuta Certificado de BodyTalk System pela International BodyTalk Association –
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enviado por Adilson Gurgel

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011



Velha Ribeira
Nilson Patriota

Velha Ribeira boêmia como estás desfigurada!
Guardas ao menos, Ribeira, saudades do teu passado?
Foste elegante e formosa, e indiferente olhavas,
Do alto de teus sobrados, até onde a vista alcançava,
A embrionária cidade que aos poucos se estirava
Sobre planícies e dunas, elevações e charnecas,
Sem que ninguém a obstasse ou a mandasse estacar.

Quando passo em tuas ruas, ao final do expediente,
Sombria a tarde declina sobre desertas calçadas
Tornando ermos os pontos que os sonhos ainda guardam
Dos que seus ossos deixaram sob o piso da igreja,
Ou dos que se dissolveram em sete palmos de terra
Em macabros cemitérios a que foram destinados,
Já soterrados, porém, sob bairros, ruas e casas.

Então à memória me vêm janotas, almofadinhas.
Endinheirados que eram em seus Fords desfilavam,
E seus Pakards dirigindo, buzinando se mostravam.
Já na calada da noite, perambulando sozinho,
Agarro-me às lembranças das insones madrugadas
Aos amores alucinógenos e às alcoólicas fantasias
Vividas por dóceis mulheres e homens sentimentais.

Presenteados eram eles no auge de seus amores
Com trancelins de ouro e com broches de gravata.
A elas eram ofertados anéis de água-marinha,
Cremes, loções e extratos Lancaster e Royal Briard;
Outras marcas registradas, algumas até importadas,
Conforme seus interesses e suas disponibilidades,
Dependendo da paixão e do momento aprazado.

Houve tempo mais antigo, do qual ficou a história,
Quando dândis subnutridos e moças à melindrosa
Desfilavam na Tavares como se andassem em Paris,
E nos Champs Elysees daqui lançavam modas, ditados.
Em tuas ruas estreitas, trepidantes, animadas,
A Natal dos anos 40 tinha um encontro marcado.
E enfim nem chique nem mique para o povo conformado.

Ah, se não fosse o tempo, que nunca respeita nada,
Talvez tivesses fugido desse destino tão agro
De cansares a beleza antigamente louvada.
Talvez houvesses evitado os males que te consomem:
A maldição da velhice, a ingratidão do descaso,
O deplorável desprezo pelo brilho que tiveste
Como dama solidária nas festas de carnaval.

E quando a tarde declina sobre as desertas calçadas,
Eu deploro o teu presente de amante rejeitada
Que tanta riqueza teve e hoje não tem mais nada
Além do rosto encovado cobrindo faces rosadas.
Hoje me vejo rondando teus labirintos de sonhos
Onde a paixão se comprava com poesia ou pataca,
Por que sendo livre o amor e ao prazer se entregava.

Em requintados salões de senhoreais sobrados
Encantadoras mulheres suas bocas ofertavam,
Expondo os túmidos seios ao deleite se entregavam.
E então entre carícias, à meia-luz sussurravam,
Ternura e paixão fingindo na hora em que se doavam.
Ribeira velha de guerra, por que ficaste tão gasta?
Por que prolongas assim o teu impérvio caminho?

Sabemos que o teu amor provinha do coração,
Embora ao despertar com ele já não contássemos,
Pois conforme o hábito vigente tratava de evolar-se...
Velha Ribeira boêmia, agora já não és nada
Além de ruas desertas, calçadas desarrumadas,
Ruas feitas de silêncio, becos cheios de saudade.
Se não te ergues definhas, teu simbolismo se apaga.

Teus modos de cortesã, de dama sutil e devassa,
Resistiram a várias guerras feitas em terra, ar e mar.
Deste acolhida aos pracinhas da América luterana,
Que perderam sua inocência antes da morte encontrar
Na Alemanha nazista, na Itália de Mussolini,
Na Rússia dos bolcheviques, sem que jamais olvidassem
O teu doce encantamento, tua magia, tua alma.

Velha Ribeira boêmia, onde estão tuas mulheres?
Onde andam Francisquinha, Madame Chose, Odete,
Zara Pia, Maricele, Severina, China e Míria,
Ademilde, Maristela, Paulistinha e Onça Pintada,
Maria Rosa e Adelaide, Constância e Felicidade?
Já não as vejo na luz dos refratários ocasos
Que te escondem Ribeira, no sudário da saudade

Foto: Tárcio Fontenele
Enviado por José Hélio (antigo comerciante na Ribeira)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011


Foto de Carlos Rosso
(Luar de Cotovelo - janeiro/2011)

Diante de tão bela fotografia, colhida da sensibilidade do meu filho Carlos Rosso, procurei inspiração que estivesse à altura de sua arte. Não o consegui, ainda, daí ter preferido evocar o legendário Catullo da Paixão Cearense e dele transcrevo esse belíssimo poema:

Ontem, ao luar

Composição: música de Pedro de Alcântara(1907) e versos de Catullo da Paixão Cearense (1918), imortalizada pelo cantor Vicente Celestino



Ontem ao luar,

Nós dois em plena solidão

Tu me perguntaste o que era a dor

De uma paixão,

Nada respondi !

Calmo assim fiquei,

Mas, fitando o azul do azul do céu,

A lua azul eu te mostrei...

Mostrando a ti,

Dos olhos meus correr senti

Uma nívea lágrima,

E, assim, te respondi,

Fiquei a sorrir

Por ter o prazer de ver

A lágrima nos olhos a sofrer.

A dor da paixão, não tem explicação !

Como definir, o que só sei sentir ?

É mister sofrer para se saber !

O que no peito o coração, não quer dizer.

Pergunte ao luar travesso e tão taful

De noite a chorar na onda toda azul

Pergunta ao luar, do mar a canção,

Qual o mistério que há na cor de uma paixão.

Se tu desejas saber o que é o amor

E sentir o seu calor, o amaríssimo travor

Do seu dulçor,

Sobe um monte a beira mar, ao luar

Ouve a onda sobre a areia a lacrimar !

Ouve o silencio, a falar na solidão

Do calado coração, a penar,

E a derramar os prantos seus,

Ouve o choro perenal, a dor silente universal.

E a dor maior, que é a dor de Deus !

Se tu queres mais saber a fonte dos meus ais

Põe o ouvido aqui na rosa e a flor do coração

Ouve a inquietação da merencória pulsação

Busca saber qual a razão

Porque ele vive assim tão triste a suspirar a palpitar

Desesperação a teimar de amar um insensível coração

Qua a ninguém dirá no peito ingrato em que ele está

Mas que ao sepulcro fatalmente o levará.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011


ROSTAN MEDEIROS visita JOÃO UBALDO
Notícias recebidas do confrade do INRG, Rostan Medeiros, um dos autores do livro "Os cavaleiros dos céus", dão conta que em suas férias em Itaparica - Bahia, teve a oportunidade de visitar o imortal João Ubaldo Ribeiro ao qual presenteou exemplar do seu livro.
O que mais ressaltou Rostan foi a simplicidade do escritor. 'No meio do burburinho me comentou que adora Natal, que gostava da terra potiguar, que tudo que envolvia esta época[1920-1930] era do seu interesse e recebeu meu livro com toda satisfação. O evento ocorreu em uma biblioteca pública de Itaparica...houve apenas dois rápidos discursos. Até a representante do governador da Bahia não falou sequer três minutos e houve mais ênfase nas apresentações culturais de grupos da região de Itaparica.Havia muitos intelectuais, mas o clima era tranquilo e aberto. Bem diferente com os formalismos tacanhos que estamos acostumados a ver na nossa terra potiguar.
Foi uma boa lição."
Assim encerrou Rostan, mandando um abraço a todos, agora transmitido.

domingo, 23 de janeiro de 2011


NOVAS CARTAS DE COTOVELO 06 (23/01/2011) *

Após um período de verão outonal, o sol, contrariando os prognósticos da continuidade de chuvas intermitentes, acorda radioso neste domingo e, com ele, algumas dezenas de borboletas deixam seus casulos e esvoaçam pela manhã típica da estação.

Para mim esse astro traidor chegou tarde, pois como diz o Livro da Sabedoria - para tudo há um tempo certo e agora é tempo de voltar, de deixar o ócio, o frescor da brisa oceânica, do 'desaprontar a rede', essa nossa cama suspensa, fiel à anatomia do corpo, acompanhada do seu 'chiado', do nhém, nhém, nhém que acusa a falta de lubrificação dos armadores, assunto bem desenvolvido por Pedro Simões, quando em seu opúsculo "Caiu na Rede" faz a aplogia desse instrumento de descanso.

Despeço-me da minha varanda, parceira das manhãs sonoras do cantar dos passarinhos; abrigo das minhas leituras; lugar das minhas contemplações do infinito, da lua radiante deste final de janeiro; do silêncio reflexivo da vida e das coisas maiores; das visitas diárias dos colibrís em busca do alimento do jardim da casa.

Do cajueiro já não encontro frutos pendentes!

Nesse findar de veraneio - o mais curto que já passei - deixo marcados os ensinamentos recolhidos das leituras; as descobertas de valores, como o Paradigma Meira e Sá, obra também de Pedro Simões Neto; dos poetas que já registrei em cartas anteriores; do ensaio sociológico de Racine Santos na sua obra "Farsa do Poder", cujas bodas de prata de encenação não a tornaram ultrapassada, pois continuam a existir o Dr. Hugo, Delegados, Ferreirinhas e Tabeliães que ainda praticam a prepotência, a enganação e a farsa administrativa, embora as Malvas Rosas ou Das Dores, nem tanto.

Não descurei do deleite de tirar o sarro nas glosas fesceninas de Francisco Macedo.

Num balanço da temporada registro outros fatos verificados: o Circo da Folia foi mais manso; a Prefeitura de Parnamirim cuidou bem da limpeza pública de Cotovelo; a feirinha de Pium, sempre sortida e as mercearias e padarias atenderam à altura da demanda; o barulho teve algum controle.

Em contrário, ainda não ligaram a rede de esgôto e a poluição das águas continua pondo a população em perigo. Também não houve qualquer procedimento para resolver o alagamento existente na frente do estádio do ABC - até quandoooooo!

Lamento afirmar que o romantismo dos veraneios está de mudança, ameaçado pelos mega empreendimentos imobiliários. O bucolismo já revoou para outros espaços.

Que saudade do Recanto do Garcia, de Zé e Zélia, de Regina, das grandes noitadas como aquela com Fafá de Belém - dele restou apenas o seu antigo garçon Tarcísio (a quem chamamos de Roberto Carlos), que instalou em Pium uma distribuidora de bebidas.

Sei não! Está ficando difícil continuar em Cotovelo. Vamos esperar alguma providência em 2011 para ver se o veraneio nessa tão querida praia permitirá o prazer de uma convivência saudável e feliz, capaz de conceder moratória às canseiras e recuperar as forças para as batalhas do dia a dia no ano que começa - ou se é chegado outro tempo - o de partir de vez.

"Terminou, tudo terminou, foi final.
O nosso amor acabou,
Mas não fiquemos de mal."
(Trecho de canção que fiz no tempo de roedeira)

Será ????!!!!

_______________

* Carlos Roberto de Miranda Gomes, escritor/veranista.

sábado, 22 de janeiro de 2011

sábado, 22 de janeiro de 2011
CHEGOU O DIA, CEICINHA, VAMOS NOS CONFRATERNIZAR,
CANTAR, DECLAMAR, SORRIR, SORTEAR BRINDES E ENRIQUECER MAIS AINDA O VALE VERDE COM SUA PRESENÇA.

CEICINHA CÂMARA - A HOMENAGEADA
LOGO MAIS, PELAS 16 HORAS, O CEARÁ-MIRIM ESTARÁ EM FESTA. VAI CHEGANDO SUA BRASILEIRA LUSITANA, CHEIA DE GRAÇA E ALEGRIA, ELA SERÁ A FESTA DOS NOSSOS CORAÇÕES, NO SARAU DO REENCONTRO, A SE REALIZAR NO INDIANA RECEPÇÕES.
SEJA BEM VINDA!
_________________________
Postado por LÚCIA HELENA às 5:49:00 AM 0 comentários

LIVRO DA POETISA JANIA SOUZA É LANÇADO NA CIDADE DO PORTO, EM PORTUGAL, PELA CORPOS EDITORA.

JANIA SOUZA
A Corpos Editora de propriedade do poeta Ex-Ricardo de Pinho Teixeira, empreendedor literário da cidade do Porto em Portugal, lançou em solo luso a obra "ENTRE QUATRO PAREDES", quarto livro de autoria de Jania Souza e terceiro na categoria poema.
Jania Souza participou de seleção em 2009 e, como estava envolvida com o lançamento de seus livros Fórum Íntimo e Magnólia, a besourinha perfumada publicados no Brasil pela Editora Alcance no Rio Grande do Sul e em Natal/RN, na mesma ocasião, não viu o email do concurso comunicando sua seleção. Em junho de 2010, ao rever sua caixa de email para atualizar, encontrou a comunicação e, rapidamente, contatou a editora para saber se a mesma ainda estava interessada em produzi-la, pois o prazo para publicação do prêmio seria em janeiro de 2010. Foi atendida com muita gentileza e respeito profissional, sendo reativada as negociações além mar. E, um ano após o primeiro cronograma, a obra foi lançada neste mês de janeiro de 2011. Encontra-se a venda na Livraria e Café da Corpos na cidade do Porto e no endereço eletrônico a seguir.

http://www.worldartfriends.com/store/search.php?search_query=jania&submit_search=Searh

ENTRE QUATRO PAREDES será lançado brevemente em Natal para que a autora possa compartilhar sua nova obra com o público potiguar.

Quem for à cidade do Porto, pode deliciar-se com a programação da Corpos Livraria e Café, que tem tudo a ver com nossas livrarias envolvidas com programação lítero cultural, como a Livraria Siciliano do Shopping Midway Mall.
Corpos Livraria/Café
Aberto de 2ª a 6ª
Entre as 15H e as 20H.
Rua do Almada, 253, 2º andar, sala 23
4050-032
Porto / Portugal
______________
fonte: Blog de Lúcia Helena
sábado, 22 de janeiro de 2011
CHEGOU O DIA, CEICINHA, VAMOS NOS CONFRATERNIZAR, CANTAR, DECLAMAR, SORRIR, SORTEAR BRINDES E ENRIQUECER MAIS AINDA O VALE VERDE COM SUA PRESENÇA.
CEICINHA CÂMARA - A HOMENAGEADA
LOGO MAIS, PELAS 16 HORAS, O CEARÁ-MIRIM ESTARÁ EM FESTA. VAI CHEGANDO SUA BRASILEIRA LUSITANA, CHEIA DE GRAÇA E ALEGRIA, ELA SERÁ A FESTA DOS NOSSOS CORAÇÕES, NO SARAU DO REENCONTRO, A SE REALIZAR NO INDIANA RECEPÇÕES.

SEJA BEM VINDA!

Postado por LÚCIA HELENA às 5:49:00 AM 0 comentários

LIVRO DA POETISA JANIA SOUZA É LANÇADO NA CIDADE DO PORTO, EM PORTUGAL, PELA CORPOS EDITORA.
JANIA SOUZA
A Corpos Editora de propriedade do poeta Ex-Ricardo de Pinho Teixeira, empreendedor literário da cidade do Porto em Portugal, lançou em solo luso a obra "ENTRE QUATRO PAREDES", quarto livro de autoria de Jania Souza e terceiro na categoria poema.
Jania Souza participou de seleção em 2009 e, como estava envolvida com o lançamento de seus livros Fórum Íntimo e Magnólia, a besourinha perfumada publicados no Brasil pela Editora Alcance no Rio Grande do Sul e em Natal/RN, na mesma ocasião, não viu o email do concurso comunicando sua seleção. Em junho de 2010, ao rever sua caixa de email para atualizar, encontrou a comunicação e, rapidamente, contatou a editora para saber se a mesma ainda estava interessada em produzi-la, pois o prazo para publicação do prêmio seria em janeiro de 2010. Foi atendida com muita gentileza e respeito profissional, sendo reativada as negociações além mar. E, um ano após o primeiro cronograma, a obra foi lançada neste mês de janeiro de 2011. Encontra-se a venda na Livraria e Café da Corpos na cidade do Porto e no endereço eletrônico a seguir.

http://www.worldartfriends.com/store/search.php?search_query=jania&submit_search=Searh

ENTRE QUATRO PAREDES será lançado brevemente em Natal para que a autora possa compartilhar sua nova obra com o público potiguar.

Quem for à cidade do Porto, pode deliciar-se com a programação da Corpos Livraria e Café, que tem tudo a ver com nossas livrarias envolvidas com programação lítero cultural, como a Livraria Siciliano do Shopping Midway Mall.


Corpos Livraria/Café

Aberto de 2ª a 6ª
Entre as 15H e as 20H.

Rua do Almada, 253, 2º andar, sala 23
4050-032
Porto / Portugal

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011


NOVAS CARTAS DE COTOVELO 05 (21/01/2011) *

O veraneio de 2011 já entra em sua reta final - as aulas de algumas escolam já começam no dia 24 e é preciso voltar à rotina. Nesse embalo se vão Thereza Raquel e os meus netos Lucas e Carlos Victor, que desta vez aproveitaram bem suas férias, graças a Deus.
Este ano não ocorreram os atrativos de anos anteriores mercê da instabilidade climática, que subtraiu caminhadas matutinas e outras programações ao ar livre, aprisioando-nos, na maior contagem do tempo, no interior da casa, como próprio dos dias de outono.
No entanto, nem todos esses percalços conseguiram apagar os momntos de alegria e satisfação do período. Contabilizamos, invariavelmente, as alvoradas festivas dos passarinhos cantando nas fruteiras da vizinhança, dentre outros, a "lavadeira de Nosso Senhor" e, um pouco mais tarde, a presença dos colibrís que há anos encontram guarida em nosso jardim.
Os netos são os únicos que não encontram tempo ruim, sempre criando alternativas para seus divertimentos, desde os jogos eletrônicos até os banhos de piscina, montada em nosso quintal.
As nossas saídas ao centro de Cotovelo, para o reabastecimento da despensa, nos oferece o contato com a população nativa da feirinha, mrcadinhos, farmácia e padarias, solidificando o elo com o lugar do nosso descanso anual.
Comemoramos o aniversário de Rosa Ligia, recepcionando parentes e amigos, numa confraternização mais estreita, inclusive nas visitas que recebemos em cada final de semana, acontecimentos menos comuns na Capital, ajudando a afastar o tédio. A propósito nos visitaram Didi Avelino e Hudson - aquele trazendo do Rio de Janeiro, onde mora, uma magnífica imagem de Nossa Senhora da Conceição, feita em papel marchê.
Novas leituras, televisão e filmes em DVD ajudam a passar o tempo e ficar o conhecimento de novos caminhos ofertados pelos poetas e escritores locais e de alhures.
A "internet" passou a ser um componente que nos permite atualização do contato com os muitos amigos e suas mensagens são saboreadas com mais apetite.
Lamentamos que a capelinha do “Imaculado Coração de Maria” mantida por Dona Luizinha e Seu Soares não esteja aberta e, pior que isso, tudo indica que perderemos a convivência com esses tradicionais moradora da Rua Parnaíba, com os quais compartlhamos a geografia sentimental da Rua Parnaíba nesses mais de 20 anos de vizinhança, restando Zequinha e Pandoffe - a casa deles está exposta à venda..
Outro aspecto positivo a registrar é o luar de janeiro, que consegue vencer a rigidez do tempo chuvoso, para reinar soberana, irradiando sua beleza prateada.
__________________________________________
* Carlos Roberto de Miranda Gomes - escritor/veranista

terça-feira, 18 de janeiro de 2011


EXTINÇÃO DOS ESPORTES NO RN

No findar da última semana a imprensa divulgou declarações do atual Secretário da SECOPA que, de tão bizarras, mereceu do jornalista WM da Tribuna do Norte, o epíteto de “perola”. Pelo dito ficou claro que a tal Arena das Dunas servirá para grandes eventos, para uso e deleite dos mais abastados de Natal, podendo, só eventualmente servir para a prática do futebol, que é o divertimento do povão.
Diante dessa declaração, tem-se como certo o sacrifício ( desnecessário, dispendioso e insano, pois há locais mais apropriados) do Complexo Esportivo do Machadão para dar espaço à Arena (multiuso) das Dunas, como já ocorrera anteriormente com a brutalidade contra a creche Kátia Garcia ,considerando-se que, segundo o secretário, somente naquele local escolhido ( por critérios declaradamente usurários) terá que ser erigido o Elefante Branco, quer a sociedade civil concorde ou não.
Isto representa um derrame de dinheiro público pelo ralo, ou qualquer esgoto, deixando o futebol, o basquete, vôlei, futsal etc.,em plano secundário, sem seu espaço, conseqüentemente condenados à extinção, ou, no mínimo, ao passo de um século para trás.
E aí o povão perde seu divertimento predileto, mas pode ganhar uma Emy Winehouse todo mês, ou festas de aniversário, casamentos , ou até velórios de gente “VIP”.
Diz ainda o secretário “Estamos numa guerra de negócios e temos que unir forças no sentido de trazer para Natal um grande equipamento, que é o Arena das Dunas”, (negócio com bens públicos no escuro) e ressaltou ainda a velha chantagem de que todos têm que engolir a negociata, sob a ameaça de ser considerado inimigo público .
O mais curioso, e difícil de explicar, é que, antes da ultima eleição, o dito secretário concordava com o aproveitamento do Machadão para a Copa, como estão fazendo as grandes cidades escolhidas (não entro em detalhes por questão de ética), e, de repente, torna-se candidato à primazia de acionar a alavanca do detonador para demoli-lo, podendo vir a ser coroado como o verdadeiro NERO da história dos esportes do Estado.
Uma simples explosão apagará da história esportiva as figuras de João Machado, Nesi, Agnelo, Djalma Maranhão,Cortez Pereira, Ubiratan Galvão, Jorge Ivan, Ernani Silveira, José Alexandre e tantos outros pioneiros executivos, principalmente os engenheiros Hélio Varela de Albuquerque e José Pereira da Silva, ex-professores do pretenso carrasco, que honraram a engenharia desta terra com o cálculo e execução de uma proposta estrutural rara e provavelmente única no mundo. Por outro lado serão apagadas as lembranças de William, Eusébio, Pelé, Zico, Alberí, Danilo Menezes,Scala, Ivan,Marinho Chagas, Hélcio Jacaré, Almir,etc., e da fantástica seleção de Telê Santana de 82.
Cheguei a pensar que o DEM seria diferente, mas ele caiu também no conto do legado , apesar da quebradeira do Estado, e o mais grave, é que esse crime de lesa-pátria conta com a cumplicidade silenciosa da FNF e demais instituições esportivas e respectivos clubes filiados, inclusive do Conselho Estadual de Esportes, das instituições ligadas à engenharia , arquitetura e meio ambiente, com algumas conhecidas e corajosas exceções e principalmente da sociedade civil na maior parte “silenciada” pelos métodos comuns à repressão, ou ainda do povão anestesiado e contaminado pela histeria destruidora dos vândalos, por meio de poderosa propaganda enganosa. Mais uma vez reafirmo meu alerta, podemos terminar sem Machadão, sem Machadinho, com o esqueleto inacabado de uma arena, sem copa, e com uma gigantesca dívida a pagar. Quem viver verá.
Moacyr Gomes da Costa
Arquiteto – 16/01/2011

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Recebi do meu Amigo Odúlio Botelho, com muita satisfação, este belíssimo poema de Cassimiro de Abreu, que reproduzo para deleite dos meus leitores:



Eu me lembro! Eu me lembro! - Era pequeno
E brincava na praia; o mar bramia,
E, erguendo o dorso altivo, sacudia,
A branca espuma para o céu sereno.

E eu disse a minha mãe nesse momento:
Que dura orquestra! Que furor insano!
Que pode haver de maior do que o oceano
Ou que seja mais forte do que o vento?

Minha mãe a sorrir, olhou pros céus
E respondeu: - Um ser que nós não vemos,
É maior do que o mar que nós tememos,
Mais forte que o tufão, meu filho, é Deus.


[Casimiro de Abreu] (1839-1860)

sábado, 15 de janeiro de 2011



J’ACUSE !!!

(Eu acuso !)


(Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes)

« Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice. (Émile Zola)
Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (...) (Émile Zola)

Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que... estudar!).

A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.

O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.

Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática.

No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.” Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando....

E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar ‘tudo isso que está aí’; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.”

Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno – cliente...

Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.

Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.

Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:

EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;

EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos”e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;

EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;

EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;

EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;

EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;

EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;

EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;

EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;

EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;

EU ACUSO os “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito;

EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;

EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição;

EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;

EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;

Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos -clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.

Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.

A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.”

Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.

Igor Pantuzza Wildmann
Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário
_________________
Recebido do Professor Adilson Gurgel de Castro (COM O MEU INCONDICIONAL APOIO)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011


NOVAS CARTAS DE COTOVELO 04 (14/01/2011) *

Na vastidão do horizonte inalcançável o eu repousa no silêncio insondável, onde, na tarde vazia, busco o aconchego das leituras novas e das releituras de textos, frases, poemas ou simples palavras, como as trocadas nas Cartas entre Cascudo e Mário de Andrade.
Vejo, então, que o tempo não altera o enlevo da alma, fazendo num só instante o encontro de gerações.
Desafiou-me o Poeta: - o que é mais belo?
O instante em que o pássaro alça voo
Ou aquele em que, suavemengte pousa?

(Assis Câmara, Desafio - Destino dos Pássaros, p. 23)
A resposta não ouso proferir - prefiro a dúvida, como confessada por outro Poeta:
A missão da poesia
é revelar o amor.
Desilusão de pedra se desfaz
Se a palavra boa e bela penetra
o mármore
em ondas de calor.
A utilidade da poesia é revigorar a alma
por obra e graça de lábios
que sopram a vida
à transitória flor.

(W.D.Cavalcanti, Canova - Adiantamento da Legítima, p. 134)
Debruço-me e em extase de um momento, resgato o pulsar de um pensamento proclamado num passado bem distante:
Deixa o teu vulto esparso, alvo e dormente,
Tremer de frio, ó juriti da mata,
Pois vou fazer dos beijos a cascata
Em que te hás de embeber gostosamente.

(Abner de Brito, Enterro do Pecado - Belle Époque na esquina, TG, p. 197)
Esses devaneios chegaram no sentir da brisa, quando a tarde adormecia em sua claridade solar.
Estanco. Amanhã será outro dia para a praticagem do impossível em que sugere o mesmo Poeta W.D.Cavalcanti, e,
Retorno à ilha
como as próprias águas navegadas
que já me aguardam em outras margens
- transformadas.

_____________________
* Carlos Roberto de Miranda Gomes - escritor/veranista

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011



JOVENS ARQUITETOS COMEÇAM COM GESTO DE RECONHECIMENTO E GRATIDÃO

Recebi do meu irmão MOACYR, com grande orgulho e singular alegria, a informação de haver sido honrado pelos concluintes de Arquitetura da UFRN com o seu nome para a Turma 2011.
O gesto é por demais engrandecedor e justo para quem deixou os louros do Rio de Janeiro, onde já tinha nome, para fincar a sua tenda de trabalho no torrão potiguar.
Querido irmão, todos nós da família estamos orgulhosos e agradecidos aos jovens arquitetos, afirmando que a cidade de Natal e o nosso Estado só podem esperar desses novos profissionais da prancheta melhores dias e engrandecimento da ética. Começaram bem! PARABÉNS.
A propósito, transcrevo trecho do e-mail recebido de MOÁ: "O assunto Machadão já está esgotado, já encheu o saco de todo mundo e não tem mais jeito pelas razões já bastante conhecidas. Acontece que recebí ontem o convite em anexo, no qual os concluintes do curso de arquitetura e urbanismo da UFRN pretendem me prestar uma homenagem, dando meu nome à sua Turma, com os seguintes dizeres enaltecedores "SERÁ UMA HONRA CONTAR COM ALGUÉM QUE FEZ TANTA DIFERENÇA EM NOSSA FORMAÇÃO PROFISSIONAL, SERVINDO COMO EXEMPLO DO QUE SIGNIFICA A VERDADEIRA ARQUITETURA. TE ESPERAMOS NAS NOSSAS SOLENIDADES DE FORMATURA". Como a capa do convite traz a foto do Machadão, é lícito entender-se que a obra em comento é considerada pelos jovens arquitetos (e pelos velhos também, como o público em geral) como maior exemplar da arquitetura modernista do seculo passado, em nossa Capital, e, que, por traz do gesto generoso está um protesto mudo contra a brutalidade com que nossos (des) governantes tratam nossos legítimos valores. Não me sinto encorajado a divulgar o assunto, primeiro, para não parecer presunçoso, e, principalmente por não me achar com o direito de envolver esses jovens ainda puros, em polêmicas com velhas rapozas, capazes de dizimá-los facilmente por meio da poderosa força da corrupção somada à estupidez humana. Sem dúvida, se a luta não fosse tão desigual, daria uma boa reportagem. De qualquer forma, serve de consolo e registro para a posteridade."Desculpe irmão, mas eu não poderia deixar passar esse exmplo de nobreza desses jovens que, com a personalidade que demonstram não serão jamais atropelados pelos "vendilhões do templo".
PARABÉNS PARA VOCÊ E PARA ELES MAIS UMA VEZ.
Com o abraço do mano Carlos.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011



NOVAS CARTAS DE COTOVELO 03(11/01/2011)
*

No domingo do Batismo do Senhor, cujo evangelho li ainda em jejum, dei-me a meditações até o momento do café matinal. Após essa primeira refeição, em que pese o dia radioso de sol - um convite ao banho de mar, até necessário para refazer o corpo da insônia da noite passada, mercê dos decibéis desmedidos do Circo da Folia, recuei e escolhi aleatoriamente um dos muitos livros que trouxe na bagagem e deparei-me com "Notícias de Hontem", de Elísio Augusto de Medeiros e Silva, edição do autor pela Arquitetura das Letras, o qual passei a ler e, a cada página, aguçar a memória para momentos passados, alguns episódios que presenciei e ousei fazer anotações complementando o texto, até porque o escritor é um jovem nascido em 1953 e muito reproduziu o que ouviu dizer.
A escolha desse livro foi uma total felicidade para preencher os dias preguioçosos do veraneio, pois levou-me aos devaneios dos tempos vividos, como diria o amigo Eider Furtado, memorialista de estirpe. Ali me encontrei com a Ribeira velha de guerra, palco dos meus primeiros passos da infância, quando em 1948, vindo do interior, passava no destino do Cáis Tavares de Lira para chegar à Redinha, entrando na Agência Pernambucana de Seu Luiz Romão e na Loja 4.200 (ou 4.400), encantamento permanente nas vitrines com os brinquedos ali expostos (O cavalinho da vitrine lá da rua do Ouvidor - da música de Vicente Celestino).
Revivi a adolescência quando procurava uma casa com sinuca na Rua Dr. Barata, à portas fechadas para não dar bandeira aos comissários de menores; mais tarde dessa rua fiz caminho no início da atividade de representante comercial junto à Casa Lux de Seu Amaro Mesquita, Cyro Cavalcanti e Santos & Cia, de Chico Porto.
Relembrei as visitas às Livrarias Ismael Pereira e Internacional em busca de livros para desbravar os saberes iniciados na Faculdade de Direito da Ribeira.
Recompus na memória os programas da SAE no Teatro Carlos Gomes, o andar apressado na ladeira da rua do Sul, nas escadarias do lado do Saneamento em direção à Rádio Poti para dar tempo ao ensaio com a orquestra de Waldemar Ernesto.
Aliás, na crônica sobre a Rádio Poti houve esquecimento dos meninos prodígio de então: eu, Edmilson Avelino, Odúlio Botelho e José Filho, registrado apenas Agnaldo Rayol - desse assunto escreverei brevemente.
Quantas emoções, saudades e lembranças - a Praça Augusto Severo, a Escola Doméstica de Dona Noilde, os Cartórios, os alfaiates, o velho João Alves que fazia exposição das suas fotografias das sumidades que circulavam pela Dr.Barata no tempo da guerra, dos americanos, do Grande Hotel e do piano de Paulo Lira, da Castanhola, dos becos e pensões alegres, do Centro Náutico e do Sport, de Ricardo Cruz e Paulo Cunha, das farmácias e tipografias, dos boêmios, dos jornalistas, dos médicos e advogados famosos de Natal, do homem que fabricava botas, do chapéu Ramezoni (Casa Rubi de Seu Alfredo Mesquita), do meu sogro - o italiano Rocco Rosso da Oficina Brasil na Travessa Argentina, 45, bem próximo da travessa Venezuela, onde ficava o atelier de Souza Lelis, das aventuras no Porto, da Estação Ferroviária, do Cova da Onça, da Confeitaria do Português Olívio, das ruas Duque de Caxias, Chile e Frei (Padre) Miguelinho, dos Correios, da Alfândega, da Capitania dos Portos e da Junta Médica dos Doutores Feijó e Pelúsio. As prévias carnavalescas, os bondes, enfim, dos lugares e sua gente.
Mas o livro não trata só da Ribeira - faz incursões diversas de Natal e outras cidades - vale a pena ler essa gostosura!
A propósito, apesar de ter centrado quase tudo naquela bairro canguleiro, dois assuntos me chamaram especial atenção - o primeiro narrativo da chegada do primeiro automóvel ao sertão - é formidável e o seu desfecho é marcante - a geringonça provocou pânico na cidadezinha, apesar de ser apenas uma unidade. A igreja ficou cheia, a polícia mobilizada, as explosões do motor e o deslocamento do veículo, a 20 km/hora eram objeto de comentários sobre o vácuo dessa velocidade que poderia provocar deslocamentos - quando um rapazinho, apavorado desejava ir para casa e saiu em debalada carreira até chegar ao seu destino sujo (cag), tomou um banho, uma garapa e após isso alguém lhe advertiu: "Você nasceu de novo!".
O outro assunto é o da cigana - bem que eu gostaria de conhecê-la para saber dos seus vaticínios sobre o velho prédio da Faculdade de Direito - será que a UFRN vai reaproveitá-lo condignamente?
______________________
* Carlos Roberto de Miranda Gomes - escritor/veranista

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

PARABÉNS THIAGO

Sexta-feira foi um dia de alegria para as famílias Lucena e Motta. O jovem Thiago de Lucena Motta, com apenas 16 anos, logrou aprovação no Curso de Direito da UFRN. Seus avós Luiz Marinho/Marlene e seus pais Ricardo/Lúcia lhe prepararam uma festa, contando com a presença maciça dos demais familiares e amigos.



Na foto vemos o novo acadêmico, junto deste velho professor da Faculdade de Direito de Natal e dos seus primos Matheus e Lucas.

sábado, 8 de janeiro de 2011




NOVAS CARTAS DE COTOVELO 02(*)

Deu a louca no tempo - hoje 06 de janeiro, 49° aniversário do meu noivado. Já se vão três dias a menos no verão deste ano, castigado pela chuva intermitente, que não permite uma programação própria da época.
Ante à prisão involuntária concentro minha atenção na TV, rádio, livros e nas distrações caseiras de costume nas praias e, quando a chuva permite alguma trégua, a varanda enseja olhar a amplidão, com pouca esperança de estiagem completa.
Chamam-me a atenção os cajueiros, que se desfazem dos últimos frutos da safra, ainda bem formados e convidativos.
Aqui bem perto de mim, colados à cumieira da garagem, três deles desafiam a minha coragem. Mas, em que pese o incontrolável desejo de saboreá-los, os mais de 70 anos não conservam a força de arriscar uma excursão ao pé, mesmo sendo de fácil acesso.
À falta de um 'caridoso' que os retire no momento, desisto, vou comprá-los na feirinha de Cotovelo com total segurança. Enquanto isso, me deleito com as bicadas de alguns passarinhos que se aproveitam dos frutos ainda no pendente da gravidade.
Ontem eu vi um pássaro diferente, plumagem azul e corpo acinzentado, lindo até demais. Não consegui definir sua estirpe, mas lembrei-me do último livro de Assis Câmara, quando fala do beija-flor, que por coincidência continuam, já em muitas novas gerações, visitando o sagrado jardim da minha casa - uma apoteose:

Entreabertas pétalas, perfumando o cio,
Exalam sedução nas nas cores, na beleza,
Chamando ao ritual da polinização.

Um passarinho pressente o desafio
Que lhe desperta o instinto - sua natureza,
Ao sentir, desse néctar, cheiro e atração.

Vibrando, sem cessar, fiel adorador,
O colibri, o menor pássaro do mundo,
Faz pouso em pleno ar, em busca do prazer.

No excitante bailado, viril navegador
(noventa vezes bate as asas por segundo),
Vai deflorar, com beijos, o seu bem-querer.
E colhe o quanto pode, esse ágil sedutor,
Fiel ao seu destino de ser Beija-Flor!
(O voo do beija-flor)

Começo a gostar do veraneio, apesar da chuva e do excesso de veículos que trafegam em debalada carreira.
À tardinha o cheirinho do pão de Dona Léa, uma visita rápida ao explendor do mar e o retorno feliz à nossa casa, para dar continuidade à labuta do veraneio 2011, sonhando com próximos dias de sol.
__________________________________________
(*)CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES
escritor/veranista

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011


NOVAS CARTAS DE COTOVELO 01 (03/01/2011)
Carlos Roberto de Miranda Gomes - advogado/veranista

No ano que passou, no meu período de veraneio, resolvi matar o tempo escrevendo pequenas crônicas relatando os acontecimentos mais marcantes da aprazível praia de Cotovelo, sob a denominação de ‘Cartas de Cotovelo’ – algumas publicadas em jornais locais e em blogs, daí surgindo à idéia de criar o meu Blog do MIRANDA GOMES, o qual mantenho até agora (http://cmirandagomes.blogspot.com).
Pois bem, da adjetivação dada à praia, já não arrisco o ‘aprazível’, porquanto, agora, dominada por uma série de acontecimentos, dentre os quais – a desenfreada especulação imobiliária, em contraste com a não conclusão da rede coletora dos esgotos domiciliares, agravando a situação do lençol freático e a já precária infra-estrutura da limpeza pública; encontrei Cotovelo suja, poluída - a própria areia maculada em sua alvura pela falta de educação dos freqüentadores que por lá deixam latas e garrafas vazias de bebidas, bagaços de cocos verdes; restos de barracas do ‘réveillon’; sacos, lixo, podas, metralha.
Os restaurantes não se prepararam para ordenar um estacionamento adequado, daí o sacrifício dos moradores e veranistas que ficam tolhidos no direito de locomoção dos seus veículos.
Nos 21 anos que freqüento Cotovelo nunca havia experimentado engarrafamentos na ida e na volta, sem nenhum policial de trânsito, quanto neste início de veraneio.
Os preços desembestaram em todos os seus itens – até o cavaco chinês teve um aumento de 50%. Vivemos uma verdadeira anarquia, no mal sentido.
Vou esperar que desapareçam os excessos do Circo da Folia, cujos decibéis atentam para qualquer ouvido e incomodam quem vai descansar e buscar um pouco de paz.
Não foi um reencontro feliz, mas vou dar um tempo, pois ainda vivemos o, oba-oba, das posses da Presidenta e da Governadora, a arrumação da casa e as providências que permitam o deslocamento dos agentes policiais para o cumprimento do seu dever legal – segurança do povo.
Alô, alô Prefeitura de Parnamirim, não custa nada uma passadinha semanal em Cotovelo, para alentar os seus freqüentadores, principalmente aqueles que levam recursos para os cofres municipais. A propósito, até agora os carnês não foram entregues. Cuidado para não passarem do prazo de vencimento!

domingo, 2 de janeiro de 2011

AMIGOS,

ESTOU DE MUDANÇA PARA COTOVELO. BREVE RETORNAREI A MOVIMENTAR ESTE BLOG.

UM ABRAÇO DE ANO NOVO A TODOS.

CARLOS GOMES