sábado, 13 de agosto de 2016


Caros amigos e amigas, principalmente meus conterrâneos que residem em Natal, esse é um texto muito bem elaborado, com competência e propriedade, focalizando os problemas a partir da sua gênese, e definindo responsabilidades. Tudo está perfeitamente delineado, e dou certo destaque a três parágrafos, quase ao final do artigo, que transcrevo a seguir.
“Agora que temos rebeliões na rua, bens públicos e particulares destruídos, carros incendiados, grandes superfícies comerciais sob ameaça, escolas fechadas, um forte sentimento de insegurança por todo lado – o que leva a que sejamos nós em casa encarcerados, para dar lugar ao crime na rua – vamos dar a devida atenção que ele merece? Qual a verdadeira dimensão desses ataques nas ruas da cidade do Sol, cuja imagem de marca são praias, caipirinhas e gente absolutamente genuína? E que ajuda está sendo dada? Força militar 5 dias depois do início dos ataques que eram previsíveis? 5 dias?? Foi mesmo necessário esperar tanto tempo para anunciar uma medida mais efetiva? Qual tipo de ajuda pretendem oferecer à população que depende dos transportes públicos retirados das ruas quando ainda não incendiados?”
“Essa ‘onda’ de criminalidade não decorre apenas da instalação de antenas bloqueadoras de sinal dos celulares. Essa onda reflete todo o descuido com os direitos fundamentais consagrados pela Constituição brasileira. Não quero dizer que as condições nas penitenciárias devem ser objeto de esforço acrescido em relação aos segmentos sociais mais pobres, distantes de um mínimo de dignidade e qualidade de vida. A propósito, essa parcela da população, em pleno século XXI, num país com um forte crescimento como o Brasil teve na década anterior, não deveria sequer mais existir.”
“Por vezes, sinto que as prioridades aqui estão baralhadas. Como posso falar em dar melhores condições de vida à população carcerária, se continuo com tantas pessoas morando na rua? Se fosse o caso, compensaria cometer crimes para morar num lugar melhor. Mas se abrirmos os olhos ao exterior, vemos que é isso mesmo que acontece. Muitas vezes o crime de menor potencial ofensivo é um refúgio em alternativa às míseras condições de vida. Justifica? Claro que não. Só significa ainda que há muito trabalho por fazer, em tantas áreas de fundamental importância para a dignidade humana, e parece-me pouco tem sido feito.”

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Crise na sociedade potiguar e instabilidade nas penitenciárias – Por Liliana Santo de Azevedo Rodrigues
Por Liliana Santo de Azevedo Rodrigues – 11/08/2016
Sou portuguesa e vim morar para Natal há pouco mais de dois anos. Não conhecia a cidade, mas rapidamente me apaixonei. O sol, a praia e, em especial, as pessoas genuínas, receptivas e trabalhadoras, me cativaram desde logo. Construí minha família cá. Tenho dedicado o meu tempo a vários projetos profissionais e é com imensa honra que aceito mais um. Sinto-me parte desta terra e com a obrigação de lutar por ela e pelas pessoas de quem gosto. Infelizmente, preciso tecer algumas considerações negativas sobre alguns problemas com que me tenho deparado. Acredito que eles surgem por falta de valorização de uma terra que é um dos pontos estratégicos de acolhimento de grande parte dos turistas que anseiam conhecer este país maravilhoso. De fora, sempre vi a cidade do Natal como um destino paradisíaco pelo qual muitas pessoas lutavam para um dia poder conhecer. Hoje, vejo que esse destino é esquecido pelos governantes e as pessoas não são valorizadas. Isso me entristece. Tal como a realidade que hoje todos os potiguares estão vivenciando.
O Estado do RN tem vivido dias e noites de terror. Dezenas de atos de vandalismo, destruição de patrimônio público e terrorismo assolam todo o Estado.
A origem, pois para tudo precisamos de uma explicação, está aparentemente na crise do sistema penitenciário, como se essa explicação fosse a solução para grande parte do problema. Perdoem-me os especialistas, mas a crise não está no sistema penitenciário, está sim em toda uma estrutura que ao longo de vários anos tem sido conivente com um sistema carcerário extremamente deficiente. A população que persistentemente tem fechado os olhos às condições desumanas em que (sobre)vivem os detentos, com base na premissa de que “bandido bom é bandido morto”.
Não nos esqueçamos que vivemos numa sociedade democrática de Direito, com regras, direitos e deveres que nos são impostos. Mas não só. A moral tem um papel importante na sociedade e na convivência. Afinal, não serão igualmente atos (quase) terroristas os serviços públicos de saúde e educação (entre muitos outros) que nos são oferecidos? E que tal incluir no rol, também, aqueles serviços que deveriam ser prestados aos detentos, com igual direito à saúde e educação, mas que não soam tão relevantes por cobrirem apenas uma parte da população (que, afinal, merece mesmo ser punida).
O ser humano é, por essência, egoísta. Todos os serviços que nos afetam diretamente são muito mais importantes que os demais. Por isso mesmo e uma vez que a população carcerária é a minoria, consequentemente a sua relevância é de segundo plano. Devemos então justificar os atos de criminalidade que estão sendo praticados no Estado? Não. Jamais. Mas precisamos refletir um pouco mais profundamente sobre o assunto.
Foi decretada calamidade pública no sistema penitenciário do RN no dia 17 de março de 2015 e, após duas renovações, mantém-se. O problema ainda persiste e há quem diga que até piorou. A instabilidade política que se vive tem clara repercussão nesta problemática. Como esperamos resolver uma situação de calamidade pública quando não conseguimos manter estável a própria Secretaria da Justiça e Cidadania (com sucessivas mudanças de secretariado)?
A verdade é que o problema tomou dimensões gravíssimas. Não pretendo de forma alguma, e quero deixar isso bem claro, responsabilizar qualquer outra pessoa que não o próprio criminoso pelos fatos que praticou. Mas também não sou ingênua em acreditar que um problema que tem sido negligenciado anos após anos pelas entidades políticas responsáveis e, acima de tudo, pela população em geral vá ser solucionado com um passo de mágica.
Precisamos de mais estabelecimentos penais conforme previstos na LEP, que não existem, precisamos de mais vagas, de mais oportunidades, de mais e melhores condições e, em especial, um pouco menos de preconceito. Não se consegue compreender como existe um fosso abismal entre a Lei de Execução Penal e a realidade brasileira no que diz respeito à população carcerária.
No geral, critico muito a expansão do direito penal por entender que se deve seguir com rigor a máxima de ultima ratio. Mas entendo especificamente que a LEP está bem conseguida, ao menos em teoria. Não deixa ao acaso do Processo Penal a execução penal, pelo contrário, dá-lhe a merecida autonomia, diferente do que é feito em outros países. Cria condições de ressocialização, assegura direitos (os tais que falei – saúde e educação – entre muitos outros), deveres, progressão nos regimes, benefícios, sanções, uma série de novidades para muitos ordenamentos jurídicos. Porém, pouco ou quase nada funciona.
A população exige mais e mais respostas legislativas para garantir segurança e “justiça” na sociedade, como se existisse uma relação direta entre elas. Contudo poucos se lembram de contextualizar com a realidade em que vivemos e tão pouco de exigir que se criem condições de aplicabilidade dessas novas regras.
Ouço muitas críticas aos sistemas penitenciários mundo afora, cujas condições de vida são muito superiores à da grande maioria da população brasileira. Mas que funcionam, em certa medida, pelo menos no que toca à ressocialização, uma das grandes chaves mestras da nossa LEP. Então, como deixamos durante tantos e tantos anos, e não apenas desde 17 de março de 2015, negligentes todos estes pontos que deveriam estar na ordem do dia? Não era um problema com o qual tínhamos de nos preocupar, estava camuflado, escondido dos olhos da sociedade e por isso esquecido.
Agora que temos rebeliões na rua, bens públicos e particulares destruídos, carros incendiados, grandes superfícies comerciais sob ameaça, escolas fechadas, um forte sentimento de insegurança por todo lado – o que leva a que sejamos nós em casa encarcerados, para dar lugar ao crime na rua – vamos dar a devida atenção que ele merece? Qual a verdadeira dimensão desses ataques nas ruas da cidade do Sol, cuja imagem de marca são praias, caipirinhas e gente absolutamente genuína? E que ajuda está sendo dada? Força militar 5 dias depois do início dos ataques que eram previsíveis? 5 dias?? Foi mesmo necessário esperar tanto tempo para anunciar uma medida mais efetiva? Qual tipo de ajuda pretendem oferecer à população que depende dos transportes públicos retirados das ruas quando ainda não incendiados?
Essa “onda” de criminalidade não decorre apenas da instalação de antenas bloqueadoras de sinal dos celulares. Essa onda reflete todo o descuido com os direitos fundamentais consagrados pela Constituição brasileira. Não quero dizer que as condições nas penitenciárias devem ser objeto de esforço acrescido em relação aos segmentos sociais mais pobres, distantes de um mínimo de dignidade e qualidade de vida. A propósito, essa parcela da população, em pleno século XXI, num país com um forte crescimento como o Brasil teve na década anterior, não deveria sequer mais existir.
Por vezes, sinto que as prioridades aqui estão baralhadas. Como posso falar em dar melhores condições de vida à população carcerária, se continuo com tantas pessoas morando na rua? Se fosse o caso, compensaria cometer crimes para morar num lugar melhor. Mas se abrirmos os olhos ao exterior, vemos que é isso mesmo que acontece. Muitas vezes o crime de menor potencial ofensivo é um refúgio em alternativa às míseras condições de vida. Justifica? Claro que não. Só significa ainda que há muito trabalho por fazer, em tantas áreas de fundamental importância para a dignidade humana, e parece-me pouco tem sido feito.
No final, mantenho toda a minha esperança no povo. Aprendi que com pessoas de índole boa como as que encontro diariamente, trabalhadoras, lutadoras, conseguimos resultados pelas próprias mãos, sem ter de depender de mais ninguém. Acredito que o resto do Brasil vai olhar para esta terra incrível e oferecer ajuda, recursos financeiros e valorizar todas aquelas prioridades que nunca tiveram a sua devida atenção, para fazer crescer a cidade e o Estado que eu ainda vejo como as portas de entrada num país tão maravilhoso!.

Liliana Santo de Azevedo Rodrigues é Advogada, inscrita na Ordem dos Advogados de Portugal e na Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Rio Grande do Norte (OAB – RN). Possui graduação e mestrado em Ciências Jurídico-Empresariais pela Universidade Portucalense Infante D. Henrique (2010), títulos revalidados, no Brasil, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Atualmente, cursa o Doutoramento em Ciências Jurídico-Criminais na Universidade de Coimbra. Investigadora da Instituto Jurídico da Portucalense. Professora de Graduação em Direito na Faculdade Natalense de Ensino e Cultura (FANEC)/Universidade Paulista (UNIP), na Faculdade Maurício de Nassau e na Faculdade Estácio de Natal. Professora convidada de Pós-Graduação do Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UniRN). 

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

O R G U L H O





Composição: Waldir Rocha / Nelson Wederkind 



Tu me mandaste embora, eu irei
Mas comigo também levarei
O orgulho de não mais voltar
Mesmo que a vida se torne cruel
Se transforme numa taça de fel
Este trapo tu não mais verás
Eu seguirei com o meu dissabor
Com a alma partida de dor
Procurando esquecer
Deus sabe bem quem errou de nós dois
E dará o castigo depois
O castigo a quem merecer






Essa música foi a minha inspiração para escrever um romance 'AMOR DE OUTONO'.
Está em elaboração, entrelaçado por emoções incontidas que me fazem parar e continuar no encontro de outro momento de meditação. Pode ser até quem nem chegue ao seu desfecho. O tempo dirá.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

DIA DO ADVOGADO


A GRANDEZA DA ADVOCACIA
Carlos Roberto de Miranda Gomes*

Pode até parecer coisa requentada – falar sobre o DIA DO ADVOGADO, figura do cotidiano da vida social. Mas não é. Torna-se fundamental reafirmar, sempre, os princípios que nortearam a sua criação.
Com essa premissa devemos recordar que a Ordem dos Advogados nasceu sob o signo da liberdade, no exato momento em que se fez necessária a instrumentalização do exercício da defesa desse bem maior, talvez o mais importante, segundo Kant. Se ao médico a vida é a essência do paciente, para o advogado é a liberdade, pois vida sem liberdade não tem qualquer sentido.
Como não poderia deixar de ser, o passar do tempo exige renovação dos defensores dessa liberdade, mas não descarta os velhos causídicos que continuam ativos como orientadores, conselheiros, traçando régua e compasso nos momentos mais tormentosos da nacionalidade.
A data de 11 de agosto, por conseguinte, foi escolhida para comemorar essa grande iniciativa, considerada como “Dia do Advogado”, consagrando as forças do primitivo ideal do Parlamento do Império – alforriar, além da independência política que fora conquistada, também a liberdade intelectual, através dos Cursos de Direito de Olinda, Recife e São Paulo, como verdadeira Carta Magna, que nos ofereceram os sempre lembrados Bacharéis Teixeira de Freitas, José de Alencar, Castro Alves, Tobias Barreto, Ruy Barbosa, o Barão do Rio Branco, Joaquim Nabuco, Fagundes Varella, dentre tantos.
Sob a influência da Revolução de 1930 foi criada a Ordem dos Advogados do Brasil, que teve como primeiro presidente o advogado Levi Carneiro, o qual a comandou por muito tempo, tendo por instrumento primeiro o Decreto nº 19.408, de 18 de novembro de 1930, que assim proclamava:
Art. 17. Fica criada a Ordem dos Advogados Brasileiros, órgão de disciplina e seleção da classe dos advogados, que se regerá pelos estatutos que forem votados pelo Instituto da Ordem dos Advogados Brasileiros, com a colaboração dos Institutos dos Estados, e aprovados pelo Governo.
O Rio Grande do Norte foi um dos primeiros Estados a criar a sua Seccional, partindo da ideia do consagrado jurista Hemetério Fernandes Raposo de Mello, então Presidente do Instituto dos Advogados do RN, em reunião preparatória realizada no longínquo 05 de março de 1932, no prédio do Instituto Histórico e Geográfico, presentes os causídicos Francisco Ivo Cavalcanti, o Primeiro Presidente, Paulo Pinheiro de Viveiros, Manoel Varela de Albuquerque, Bruno Pereira e Manuel Xavier da Cunha Montenegro e oficialmente reconhecida em 22 de outubro do mesmo ano.
Gosto sempre de repetir a lapidar expressão de TRISTÃO DE ATHAYDE:
"O passado não é aquilo que passa, mas o que fica do que passou".
É uma profissão que exige dedicação, perseverança, dureza. Para isso, deve existir uma boa formação psicológica de maneira a permitir a persistência, o aperfeiçoamento e a convivência pacífica com os demais colegas no antagonismo natural das disputas judiciais.
A Advocacia tem a sua atuação livre, independente, não se subordinando a nada mais senão ao império da Lei. Por tal razão ela é consagrada na Constituição da República, agindo em igualdade com a Magistratura e o Ministério Público, formando o tripé da garantia da Justiça, a teor do mandamento constitucional pátrio, que assim estatui:
“Art. 133. O Advogado é indispensável à administração da Justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei”.
Assim, o advogado precisa ter o exato conhecimento dos direitos e deveres que a profissão impõe, exigindo uma atuação ética para evitar o perigo iminente de posturas que podem levar a um resultado inesperado - a advocacia, bem exercida, é um poder; mal exercida, uma vergonha.
O Advogado, enfim, representa o oxigênio e o hidrogênio dos pulmões da Nação. Sem ele, a liberdade definha e morre, porque a legalidade não se liberta, na expressão feliz de Francisco Vani Bemfica.
Concluo com a expressão do imortal Prado Kelly, na sua obra Missão do Advogado, que preservo nos meus muitos anos de profissão:
“Só há justiça, completemos, onde possa haver o ministério independente, corajoso e probo dos advogados. Tribunais de onde eles desertem serão menos o templo do que o túmulo da Justiça”.




* Advogado e Membro Honorário Vitalício da OAB/RN.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

DIA 10 DE AGOSTO





O LANÇAMENTO SERÁ NO CLUBE DOS RADIOAMADORES DE NATAL (VIZINHO À CIDADE DA CRIANÇA), 18 HORAS.




domingo, 7 de agosto de 2016

RIO GRANDE DO NORTE 515 ANOS












sábado, 6 de agosto de 2016

     
      BRASIL         1 x 0  ADVERSIDADE

Em que pese a fase atual pela qual passa o nosso país, não temos dúvidas do sucesso da abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, haja vista o comportamento exemplar do povo brasileiro na recepção dos irmãos desportistas e da postura patriótica para com as coisas que dizem respeito às coisas do Brasil.
A solenidade de ontem foi autêntica, onde mostramos todo o nosso sentimento humanitário, criativo e patriótico, dando ao mundo uma demonstração de que estamos no primeiro mundo no tocante à forma de receber os estrangeiros.
Vimos, com satisfação, que não foi dado nenhum espaço para o aproveitamento de um evento dessa grandeza para a demagogia dos políticos, que sempre se aproveitam na tentativa de aparecer perante o seu eleitorado.
Espera-se, ansiosamente, que a mesma conduta se contenha no desenrolar das competições, mudando um pouco a perspectiva negativa que vem assolando nos outros continentes no tocante ao nosso futuro.
O Brasil é um país que, a mercê do seu povo, tem capacidade de recuperação e superação das adversidades, por mais que elas sejam preocupantes.
Cremos na Democracia como forma de agregar a formação de um povo; cremos na criatura humana que habita nosso território como instrumento de engrandecer nosso país; cremos em DEUS como caminho e verdade de fazer uma justa qualidade de vida para o seu povo ordeiro, crente e trabalhador.
Precisamos olhar com mais cautela no instante de escolher os nossos futuros governantes, para que toda essa esperança não pereça na vala comum da corrupção e do engôdo.
Somos Brasil AGORA e SEMPRE! 

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

terça-feira, 2 de agosto de 2016

DIA 04


NO PRÓXIMO DIA 4 DE AGOSTO, QUINTA FEIRA, NA SEDE DA ACADEMIA NORTE-RIOGRANDENSE DE LETRAS, LOCALIZADA À RUA MIPIBU Nº 443 – TIROL – NATAL/RN, ESTAREI LANÇANDO O LIVRO "A PRAIA DA PIPA DO TEMPO DOS MEUS AVÓS", SEGUNDA EDIÇÃO AUMENTADA. SÃO 472 PÁGINAS E 710 FOTOS E ILUSTRAÇÕES COLORIDAS. O LIVRO FOI IMPRESSO EM PAPEL CUCHÊ, COSTURADO E TEM CAPA DURA. O ILUSTRADOR É O ARTISTA PLÁSTICO LEVI BULHÕES. AS FOTOS DA CAPA, DE PAISAGENS (PIPA NO SÉCULO XXI) E FOTOS DE FLORES SÃO DE GUSTAVO MITILENE E AS FOTOS DOS GOLFINHOS DE MELISSA CARSELLER.
GOSTARIA DE CONTAR COM SUA HONROSA PRESENÇA.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016


EM DIA COM A ACADEMIA Nº 22 DE 1-8-2016
Cuidando da Memória Acadêmica


Aniversariante do mês de Março:
Parabéns aos aniversariantes
                              Agosto

SÔNIA FAUSTINO - Cadeira 24
07/08
 BENEDITO VASCONCELOS -  Cadeira 38
31/08



Comunicamos o falecimento do Acadêmico
Francisco Fausto de Paula Medeiros
30 de julho de 2016


CADEIRA Nº 15





Eleito  14 de dezembro 2004   -       Posse 27 de abril de 2006

 


MEMÓRIA CADEIRA Nº 15

PatronoPedro Velho
Fundador – Sebastião Fernandes
 Sucessor 1 – Antônio Pinto
 Sucessor 2 -  Eloy de Souza
  Sucessor 3 - Umberto Peregrino  
 Sucessor 4 - Francisco Fausto, seu último ocupante.

 
Sucessor 4 - Francisco Fausto, seu último ocupante.

Areia Branca 13/5/1935 -  Natal 30/7/2016

Que a eternidade seja  um reencontro com seus entes queridos.

                           Diogenes da Cunha Lima
                                       Presidente


Resumo  40 cadeiras em  2016

POSSE
Marcelo Navarro – cadeira 39  ( 20 de janeiro)
Nelson Patriota – cadeira 8  (15 de abril)
Eulália Duarte Barros - cadeira 13  (13 de julho)
Cassiano Arruda – cadeira 4  (18 de julho)
Jarbas Martins –  cadeira 20  ( 21 de julho )
  
ELEIÇÃO CADEIRA 35



                  Woden Madruga - ELEITO - cadeira 35 (dia 19 DE JULHO)


Seja bem vindo Woden Madruga, a Casa é sua é Nossa.


                                           Acadêmica  Leide Câmara
                                                   Secretária Geral
Fone  9.9982.2438



CNPJ: 08.343.279/0001-18
Rua: Mipibu, 443 – Petrópolis – Natal/RN  CEP 59020-250  -  Telefone: 84- 3221.1143
http://www.anrl.com.br / E-mail: academianrl@gmail.com

MANOEL RODRIGUES DE MELO



ACADEMIA NORTE-RIO-GRANDENSE DE LETRAS – ANRL

Rua: Mipibu, 443 – Petrópolis – Natal/RN CEP 59020-250 - Telefone: 84- 3221.1143
E-mail: academianrl@gmail.com
www.anrl.com.br
Ad Lucem Versus – Rumo a Luz
1936-2016
Integrando as comemorações dos 80 anos da Academia
Norte-Rio-Grandense de Letras, homenagem ao Acadêmico MANOEL RODRIGUES DE MELO por ocasião dos 20
anos do seu falecimento em Natal- RN do dia 29/03/1996.
Palestra Vida e Obra de Manoel Rodrigues.
A palestra será proferida pelo escritor, jornalista e escritor,
Geraldo Queiroz, estudioso da vida e da obra do Imortal Manoel Rodrigues de Melo.

Participação:
Paulo Macedo
Jornalista, acadêmico e Vice- presidente da ANRL
Mediador Diva Cunha
Poeta, acadêmica, ocupante da cadeira Nº 30 que tem como fundador Manoel Rodrigues de Melo


Dia 2 agosto (terça-feira)
Local- Academia Norte-Rio-Grandense de Letras– térreo
17h
COMISSÃO ORGANIZADORA DOS 80 ANOS ANRL
Diógenes da Cunha Lima
Presidente da ANRL
Leide Câmara
Presidente da Comissão
Membros:
Paulo Macedo
Jurandir Navarro
Iaperi Araújo
Sônia Faustino
Carlos de Miranda Gomes

domingo, 31 de julho de 2016

30 ANOS DE ENCANTAMENTO


O DIA 30 DE JULHO MARCOU A PASSAGEM DO 30º ANO DE ENCANTAMENTO DO GRANDE MESTRE LUÍS DA CÂMARA CASCUDO, figura ímpar da cultura potiguar e universal.
Seus feitos são incontáveis, como empreendedor da criação da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, da Ordem dos Advogados do Brasil e de várias outras instituições culturais.
Nasceu em Natal em 30 de dezembro de 1898  e faleceu em Natal em 30 de julho de 1986. Foi um historiador, pesquisador, antropólogo, advogado e jornalista brasileiro, que não arredou pé da sua cidade berço, mas sua inteligência transcendeu a sua terra e dedicou-se ao estudo da cultura brasileira. Foi professor fundador da Faculdade de Direito de Natal, hoje Curso de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), cujo Instituto de Antropologia leva seu nome.
Deixou uma extensa obra, das quais podemos enumerar o Dicionário do Folclore Brasileiro (1952) dentre muitos outros títulos: Alma patrícia (1921), obra de estreia, e Contos tradicionais do Brasil (1946). Estudioso do período das invasões holandesas, publicou Geografia do Brasil holandês (1956). Suas memórias, O tempo e eu (1971), foram editadas postumamente.
Cascudo quase chegou a ser demitido de sua posição como professor por estudar figuras folclóricas como o lobisomem.
Começou o trabalhou como jornalista aos 19 anos em "A Imprensa", de propriedade de seu pai, e depois passou pelo "A República" e o "Diário de Natal" - nos anos 1960 já havia publicado quase 2.000 textos.
Por ironia do destino, a reverência da ANRL foi feita em espírito pelo seu companheiro de lutas FRANCISCO FAUSTO, que ontem, também, encantou-se para a vida nesta dimensão terrestre e foi habitar junto às estrelas.

Conforme informações da Wikipédia, a enciclopédia livre:

Posições políticasCâmara Cascudo foi monarquista nas primeiras décadas do século XX e durante a década de 1930 combateu a crescente influência marxista no Brasil. Também combateu, em parte, sob a impressão causada pela assim chamada Intentona Comunista de 1935, quando Natal foi palco e sede da primeira tentativa de um governo fundado nas ideias marxistas da América Latina, Cascudo aderiu ao integralismo brasileiro e foi membro destacado e Chefe Regional da Ação Integralista Brasileira, o movimento nacionalista encabeçado por Plínio Salgado.

Desencantou-se rapidamente com o Integralismo, tal como outro famoso ex-integralista, Dom Hélder Câmara, e já durante a Segunda Guerra Mundial favoreceu os Aliados, demonstrando sua antipatia aos fascistas italianos e aos nazistas alemães. Fiel ao seu pensamento anticomunista, não se opôs ao Golpe Militar de 1964, mas protegeu e ajudou diversos potiguares perseguidos pelos militares.
Câmara Cascudo muito contribuiu para a cultura na gestão de Djalma Maranhão, prefeito de Natal.

Obra extensa:

O conjunto da obra de Luís da Câmara Cascudo é considerável em quantidade e qualidade. O autor escreveu 31 livros e 9 plaquetas sobre o folclore brasileiro, em um total de 8.533 páginas, o que o coloca entre os intelectuais brasileiros mais prolíficos, ao lado de nomes como Pontes de Miranda e Mário Ferreira dos Santos. A sua obra ganhou reconhecimento internacional.

Lista das obras

Abaixo, a relação de suas publicações, algumas das quais já reeditadas por outras editoras. Os títulos listados estão seguidos das publicações originais e suas respectivas editoras:
  • Alma Patrícia, critica literária – Atelier Typ. M. Vitorino, 1921
  • Histórias que o tempo leva – Ed. Monteiro Lobato, S. Paulo, (outubro 1923), 1924.
  • Joio – crítica e literatura – Of. Graph. d’A Imprensa, Natal (jun), 1924
  • Lopez do Paraguay – Typ. d’A República, 1927
  • Conde d’Eu – Ed. Nacional, 1933
  • O homem americano e seus temas – Imprensa Oficial, Natal, 1933
  • Viajando o sertão – Imprensa Oficial, Natal, 1934
  • Em memória de Stradelli – Livraria Clássica, Manaus, 1936
  • O Doutor Barata – Imprensa Oficial, Bahia, 1938
  • O Marquês de Olinda e seu Tempo – Ed. Nacional, S. Paulo, 1938
  • Governo do Rio Grande do Norte – Liv. Cosmopolita, Natal, 1939.
  • Vaqueiros e Cantadores – (Globo, 1939) – Ed. Itatiaia, S. Paulo, 1984.
  • Antologia do Folclore Brasileiro – Martins Editora, S. Paulo, 1944
  • Os melhores contos populares de Portugal – Dois Mundos, 1944
  • Lendas brasileiras – 1945
  • Contos tradicionais do Brasil – (Col. Joaquim Nabuco), 1946 - Ediouro
  • Geografia dos mitos brasileiros – Ed. José Olímpio, 1947. 2ª edição, Rio, 1976.
  • História da Cidade do Natal – Prefeitura Mun. do Natal, 1947
  • Os holandeses no Rio Grande do Norte – Depto. Educação, Natal, 1949
  • Anubis e outros ensaios – (Ed. O Cruzeiro, 1951), 2ª edição, Funarte/UFRN, 1983
  • Meleagro – Ed. Agir, 1951 – 2ª edição, Rio, 1978
  • Literatura oral no Brasil – Ed. José Olímpio, 1952 – 2ª edição, Rio, 1978
  • Cinco livros do povo – Ed. José Olímpio, 1953 – 2ª edição, ed. Univ. UFPb, 1979.
  • Em Sergipe del Rey – Movimento Cultural de Sergipe, 1953
  • Dicionário do Folclore Brasileiro – INL, Rio, 1954 – 3ª edição, 1972. 
  • História de um homem – (João Câmara) – Depto. de Imprensa, Natal, 1954
  • Antologia de Pedro Velho – Depto. de Imprensa, Natal, 1954
  • História do Rio Grande do Norte – MEC, 1955
  • Notas e documentos para a história de Mossoró – Coleção Mossoroense, 1955
  • Trinta "estórias" brasileiras – ed. Portucalense, 1955
  • Geografia do Brasil Holandês – Ed. José Olímpio, 1956
  • Tradições populares da pecuária nordestina –MA-IAA n.9, Rio, 1956
  • Jangada – MEC, 1957
  • Jangadeiros – Serviço de Informação Agrícola, 1957
  • Superstições e Costumes – Ed. Antunes & Cia, Rio, 1958
  • Canto de Muro – Ed. José Olímpio, (dez. 1957), 1959
  • Rede de dormir – MEC (1957), 1959 – 2ª edição, Funarte/UFRN, 1983
  • Ateneu Norte-Rio-Grandense – Imp. Oficial, Natal, 1961
  • Vida breve de Auta de Souza – Imp. Oficial, Recife, 1961
  • Dante Alighieri e a tradição popular no Brasil – PUC, Porto Alegre, 1963 – 2ª edição Fundação José Augusto (FJA), Natal, 1979
  • Dois ensaios de História – (Imp Oficial Natal, 1933 e 1934) Ed. Universitária, 1965
  • História da República do Rio Grande do Norte – Edições do Val, Rio, 1965
  • Made in África – Ed. Civilização Brasileira, 1965
  • Nosso amigo Castriciano – Imp. Universitária, Recife, 1965
  • Flor dos romances trágicos – Ed. Cátedra, Rio, 1966 – 2ª ed. Cátedra/FJA, 1982
  • Voz de Nessus – Depto. Cultural, UFPb, 1966
  • Folclore no Brasil – Fundo de Cultura, Rio, 1967 – 2ª edição, FJA, Natal;, 1980
  • História da alimentação no Brasil – Ed. Nacional (2 vol) fev. 1963), 1967, (col. Brasiliana 322 e 323) – 2ª ed. Itatitaia, 1983
  • Jerônimo Rosado (1861-1930) – ed. Pongetti, Rio, 1967
  • Seleta, Luís da Câmara Cascudo – Ed. José Olímpio, Rio, 1967 – org. por Américo de Oliveira Costa. – 2ª Ed. 1972.
  • Coisas que o povo diz – Bloch, 1968
  • Nomes da Terra – Fundação José Augusto, Natal, 1968
  • O tempo e eu – Imp. Universitária – UFRN, 1968
  • Prelúdio da cachaça – IAA, (maio, 1967), 1968
  • Pequeno manual do doente aprendiz – Ed. Universitária – UFRN, 1969
  • Gente viva – Ed. Universitária UFPe, 1970
  • Locuções tradicionais no Brasil – UFPE, 1970 – 2ª edição, MEC, Rio, 1977
  • Ensaios de etnografia brasileira – INL, 1971
  • Na ronda do tempo – Ed. Universitária, UFRN, 1971 (livro biográfico)
  • Sociologia do Açúcar – MIC – IAA, 1971. Coleção Canavieira n. 5
  • Tradição, ciência do povo – Perspectiva, S. Paulo, 1971
  • Ontem – (maginações) – Ed. Universitária UFRN, 1972
  • Uma História da Assembleia Legislativa do RN – FJA, 1972
  • Civilização e cultura (2 vol.) – MEC/Ed. José Olímpio, 1973
  • Movimento da independência no RN – FJA, 1973
  • O Livro das velhas figuras – (6 vol.) – 1, 1974; 2, 1976; 3, 1977; 4, 1978; 5, 1981; 6, 1989 – Inst. Histórico e Geográfico do RN
  • Prelúdio e fuga do real – FJA, 1974
  • Religião no povo – Imprensa Universitária, UFPb, 1974
  • História dos nossos gestos – Ed. Melhoramentos, 1976
  • O Príncipe Maximiliano no Brasil – Kosmos editora, 1977
  • Antologia da alimentação no Brasil – Livros Técnicos e Científicos ed., 1977
  • Três ensaios franceses, FJA, 1977 (do Motivos da Literatura Oral da França no Brasil, Recife, 1964 – Roland, Mereio e Heptameron)
  • Mouros e Judeus – Depto. de Cultura, Recife, 1978