CINISMO
Constrangidamente, venho utilizar essa palavra tão execrável, mas a única que comporta se ajustar ao comportamento dos órgãos públicos do Estado do Rio Grande do Norte e da Prefeitura de Natal.
Não bastasse o resmungo da Governadora de que encontrou o Estado em situação financeira deplorável, tudo continua do mesmo jeito. O patrimônio desprezado, sendo depredado por qualquer um, como aconteceu ontem com o começo do desmonte do Machadinho por vândalos, aproveitando a integral omissão do Poder Público. O Estado dizendo que ainda não recebeu a herança e o Município não está nem aí.
Para melhor avaliar o desprezo pela coisa pública, uma chuvinha de três a quatro dias foi suficiente para a Prefeita declarar “estado de emergência”, motivador de conseguir verbas federais e gastar sem necessidade de licitação, que já se tornou a regra (veja a recente contratação da ITCI - entidade pernambucana para combater a dengue, já no caderninho do Ministério Público Especial). Que vergonha! pois a questão é precisamente de falta de planejamento e de outras coisas mais...Os fatos de enchentes e buracos nas ruas e estradas já eram esperados, mas não mereceram o cuidado necessário para que fossem evitados.
A propósito, muito bem posto o artigo do querido Guga (Augusto Coelho Leal), com um exemplo de fina ironia, em carta dirigida a Alex Medeiros, outro membro da realeza da melhor ironia.
Tudo levou em conta o desmanche do complexo esportivo do Machadão, que já contou recentemente com o “velório” através de visitas oficialmente agendadas de pobres estudantes inocentes, que não percebem que está sendo perpetrado um crime de
lesa- patrimônio, como já proclamou em artigo o Professor João Felipe da Trindade. Guga oferece indicações que merecem transcrição:
“Olha o Arena vai servir depois para shows internacionais, vamos ter aqui astros como Madonna, Britney Spears, Elton John, vamos comemorar os oitenta anos de Roberto Carlos e os duzentos de Hebe Camargo, tentando bater o recorde de Matusalém, este viveu 969 anos, não vai ser legal? ... A revitalização do velho JL é fantástica. Você pensou se construírem um mirante, com um baita estacionamento em cima do morro de Mãe Luiza ou Barreira Roxa? E de lá partir um bondinho para deixar a gente dentro do estádio e nos levar de volta? ...” Dando continuidade, ao evidenciar a precariedade de estacionamento naquele local, sugere a aquisição de uns 200 caminhões cegonhas para fazer o estacionamento e até aponta a contratação de Miguel Mossoró para projetar dos elevados na Prudente de Morais e na BR 101.
Por fim, avalia que com a Copa as nossas ruas vão ficar mais seguras, com o uso de Durapoxi ou Super Bond, a segurança permitirá que as polícias, civil e militar, fiquem super aparelhadas, com salários super valorizados, o povo tranqüilo, rematando: ”... só não ficaremos livres dos roubos porque infelizmente alguns políticos vão ser reeleitos ou manterão os seus mandatos.”
É, pelas notícias dos jornais isso parece ser possível, pois o Deputado HE já garante que o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante sairá maravilhoso (espera-se que não seja a mesma história das ZPEs, que foram motivos de várias campanhas e até agora nada aconteceu). Pelo menos é grande a despesa com “filmes de propaganda" das maravilhas já realizadas pelos dois governos, quando esse dinheiro seria mais viável para diminuir a buracaria.
Uma coisa é real - a luta de morte dos gladiadores candidatos à chefia municipal – cada um mais “experiente que o outro”!
E o povo aceitará essas composições deletérias? Pau neles na próxima eleição. Vamos criar vergonha ou então que se compre uma passagem só de ida para a China.
Ah! Deus. Cansei por hoje.
sábado, 7 de maio de 2011

Um pouco da História do Machadão
Entrevista a José Alexandre Garcia, Jornal Dois Pontos - 1985
Encerrei minha presença como dirigente esportivo prestando um serviço a Natal. No final do seu governo, Dinarte Mariz - como todo político que está em campanha - chamava as diversas entidades classistas para perguntar quais eram as necessidades de cada uma. E procurava atendê-las, contanto que seus dirigentes se comprometessem a apoiá-lo.
Quando ele reuniu os desportistas para saber quais eram as nossas reivindicações, nós respondemos: “ Governador, nós queremos um estádio”. Ele então se comprometeu: “Eu prometo a vocês fazer um estádio”. Como já estava em fim de mandato, nós sabíamos que ele não tinha condições de realizar aquela obra. Decidimos então pegar o homem na palavra e conseguir dele pelo menos um bom terreno para o estádio. Foi quando escolhemos este terreno onde hoje é o Castelão.
Nossa comissão era composta por Salatiel Silva, então presidente da Federação, Aluísio Menezes, eu, Antônio Soares Filho, João Machado, e Moacir Gomes da Costa. Quando nós escolhemos aquele terreno, no dia seguinte um jornal de oposição nos brindou com um editorial nos chamando de lunáticos, malucos, imbecis, e outros adjetivos desse quilate, porque, em vez de fazermos um estádio para Natal, nós íamos fazer um estádio para Parnamirim. O pessoal não tinha a menor visão de futuro...
Conseguimos aquele terreno mandando Moacir Gomes ao Rio de Janeiro conversar com o velho Saturnino de Brito, que era então o dono da Companhia de Saneamento de Natal, a quem pertencia o terreno. O Estado se propunha a permuta de terrenos com a Companhia, com aquele, mas a direção local era contra. Saturnino encantou-se com Moacir e reviu nele, o Saturnino de Brito da juventude. Graças a isso, conseguimos sua concordância e o terreno foi doado a Federação.
TICIANO - A bem da verdade, você que acompanhou a história desde o começo, diga-nos quais foram as figuras da cidade que realmente contribuíram para que Natal tivesse aquele estádio?
JOSÉ ALEXANDRE - Primeiro, a gente tem que citar Dinarte Mariz, que fez a doação do terreno à então Federação Norte-riograndense de Desportos. Coincidentemente, no último dia de governo de Dinarte, encerra-se também o mandato de Salatiel à frente da Federação. Salatiel então, sem consultar ninguém, baixou um ato onde dizia: “Denominar-se-á Dinarte de Medeiros Mariz o estádio a ser construído em Lagoa Nova”.
Vocês hão de convir que Aluísio Alves, naquele clima de radicalismo que existia, jamais poderia contribuir para que o estádio fosse construído e servisse para homenagear seu adversário. Depois de Dinarte, nós tivemos a figura de Djalma Maranhão, que tinha em seus planos à frente da Prefeitura de Natal, construir o estádio. Mas só na gestão de Agnelo Alves foi que se partiu objetivamente para realizar a obra.
Foi então criada a FENAT (Fundação de Esportes de Natal), que encontrou o terreno parcialmente cercado por Djalma Maranhão, que também tinha mandado construir umas salas que serviram como canteiro de obra. Assim, devemos a construção principalmente a Agnelo Alves, que era o prefeito; a Ernani Silveira, que foi o primeiro presidente da FENAT; e, posteriormente, ao prefeito Ubiratan Galvão.
Na fase de Agnelo, nós construímos as gerais e as intermediárias, em regime de administração direta. Eu, como diretor-adiministra tivo, Ernani como presidente da FENAT, Rossini Azevedo como diretor-financeiro, fizemos um pacto pelo qual nenhum documento referente a despesas deixaria de passar sem a assinatura dos três. Levamos muitas cantadas, mas nenhum de nós cedeu. É tanto que, quando Agnelo foi cassado e foi criada a comissão de inquérito sobre o Castelão, a própria comissão reconheceu a lisura com que a FENAT trabalhou.
O estádio acabou sendo inaugurado pelo governador Cortez Pereira que também era um entusiasta da obra, e pelo prefeito Jorge Ivan, mas, sem dúvida, o grande trabalho foi de Agnelo Alves e de Ubiratan Galvão. Ainda coube a mim organizar toda a parte administrativa do estádio. Organizei as portarias, as bilheterias... Mas depois verifiquei que aquele trabalho estava ficando pesado demais, pois ao meio-dia já estava tomando conta do estádio. Isso foi na época do primeiro Campeonato Brasileiro, quando passaram por Natal as maiores equipes de futebol do Brasil. Quase sempre o estádio lotava. Era um trabalho incrível !
Lembro ainda que na condição de diretor da FENAT evitei que fosse consumada uma grande injustiça. Na época da construção do estádio, nós vendemos cadeiras cativas a Cr$ 1.500 cada, para serem pagas em 30 prestações de Cr$ 50. Foi quando Agnelo Alves comprou cinco cadeiras: uma para ele, outra para a mulher e as demais para os filhos. Cassado e na “lona”, ele atrasou o pagamento das prestações. No dia da inauguração do estádio, a administração de então não convidou Ernani Silveira nem Agnelo.
Eu então fui autor de uma proposta: Agnelo tinha pago diversas prestações das suas cinco cadeiras, que, se somados os valores dessas prestações, daria para quitar duas. Por que então não considerar pagas duas das cinco cadeiras que ele havia comprado? Depois de uma luta, a proposta foi aceita e Agnelo não perdeu de todo o que tinha pago. É provável até que ele não saiba disso, mas fui eu o responsável por ele ter ficado com duas cadeiras cativas no estádio, hoje impropriamente chamado “Castelo Branco”.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
NA ALMA DO POVO
Jornal de Woden Madruga
Tribuna do Norte 06 de Maio de 2011
MARCHA DO MACHADÃO
Cresce o movimento em todas as classes sociais para abraçar o Machadão, condenado a ser demolido pelo governo do Estado, pela Prefeitura do Natal, CBF e Fifa, a serviço da Copa de 14. Na carta do poeta Alex Nascimento, publicada domingo aqui, brilhou a sugestão "Por que não fazer uma corrente internética, arrodear o Machadão e esperar que venham os tratores, por que não?"
Outro poeta, o Eduardo Alexandre Garcia soltou a campanha firmada noutro mote de Alex: "Se quiserem demolir você pra fazer outro, resista':
Transformou-se no slogan que está no cartaz: "Se quiserem demolir você, REAJA!" - Marcha em Defesa do Machadão, dia 14, começando às 14 horas. Concentração no Papódromo"
A mensagem de Eduardo Alexandre acrescenta outras informações:
"Prepare sua faixa, seu cartaz, leve fogos, rojões! Vá festivo e em paz para a MARCHA EM DEFESA DO MACHADÃO. - Leve alegria. O evento é totalmente espontâneo, não tem participação de instituições, partidos políticos, clubes ou federação de futebol."
A marcha está na alma do povo.
Jornal de Woden Madruga
Tribuna do Norte 06 de Maio de 2011
MARCHA DO MACHADÃO
Cresce o movimento em todas as classes sociais para abraçar o Machadão, condenado a ser demolido pelo governo do Estado, pela Prefeitura do Natal, CBF e Fifa, a serviço da Copa de 14. Na carta do poeta Alex Nascimento, publicada domingo aqui, brilhou a sugestão "Por que não fazer uma corrente internética, arrodear o Machadão e esperar que venham os tratores, por que não?"
Outro poeta, o Eduardo Alexandre Garcia soltou a campanha firmada noutro mote de Alex: "Se quiserem demolir você pra fazer outro, resista':
Transformou-se no slogan que está no cartaz: "Se quiserem demolir você, REAJA!" - Marcha em Defesa do Machadão, dia 14, começando às 14 horas. Concentração no Papódromo"
A mensagem de Eduardo Alexandre acrescenta outras informações:
"Prepare sua faixa, seu cartaz, leve fogos, rojões! Vá festivo e em paz para a MARCHA EM DEFESA DO MACHADÃO. - Leve alegria. O evento é totalmente espontâneo, não tem participação de instituições, partidos políticos, clubes ou federação de futebol."
A marcha está na alma do povo.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Caro Eduardo Alexandre:
Bem bolado o cartaz do evento, sobretudo porque trás a foto histórica dos abnegados esportistas que lutaram pelo “Poema de Concreto”, entre eles os ex-homenageados João Machado e Humberto Nesi, (cujas homenagens serão cassadas tantos anos depois de suas mortes), com a presença também de José Alexandre, seu saudoso pai, o que torna ainda mais legítima sua indignação.
Torço para que tudo dê certo, embora, como já lhe disse, não acredite que possa mudar alguma coisa, pois as três “Cavaleiras do Apocalipse”, a Guerreira, a Borboleta e a Rosa já estão ansiosas para entrar em “êxtase” no glorioso momento de ver saltar dos marteletes e marretas, os pedaços daquilo que outrora foi orgulho e referencia da cidade. O quarto cavaleiro, portador da morte e devastação (Apocalipse 6:8) será o executor da sentença, com certeza, um psicopata, que deixara escorrer a baba bovina da alegria irracional no ato sinistro.
Temo apenas que tentem impedir pela violência, a manifestação pacífica dos inconformados com a torpe destruição de um bem público, tramado nos bastidores de uma instituição estrangeira por interesses escusos, com a cumplicidade daqueles que deveriam zelar pelos interesses de nosso povo. Lembremo-nos que são discípulos de Bin Laden.
Do amigo Moacyr Gomes
05/05/2011
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MARCHA EM DEFESA DO MACHADÃO
Prepare sua faixa,
seu cartaz,
leve fogos, rojões!
Vá festivo e em paz para a
MARCHA EM DEFESA DO MACHADÃO
14 DE MAIO, A PARTIR DAS 14 HORAS
ESPAÇO CULTURAL PAPA JOÃO PAULO II
PAPÓDROMO
leve alegria
Esse evento é totalmente espontâneo
não tem participação de instituições,
partidos políticos, clubes ou federeção
de futebol
quarta-feira, 4 de maio de 2011
ESTIMADOS CONFRADES - LEMBRO A NOSSA ASSEMBLEIA DE HOJE
UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES DO RN – UBE/RN
EDITAL 02/2011
ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA - EDITAL DE CONVOCAÇÃO
O Presidente da União Brasileira de Escritores – UBE/RN convoca os associados que estejam em pleno gozo de seus direitos sociais estabelecidos no Estatuto para se reuniram em Assembléia Geral Extraordinária, que se realizará no dia 04 de maio (quarta-feira) de 2011 , à Rua Potengi (no auditório da Aliança Francesa), no bairro de Petrópolis, em Natal/RN, nesta Capital, às 16:30 h (Dezesseis horas e trinta minutos) em primeira convocação, com presença de maioria absoluta dos associados; trinta minutos após, em segunda convocação, com qualquer numero dos Associados, a fim de discutir e deliberar sobre a seguinte Ordem do Dia:
A) Filiação da UBE/RN à Federação de Instituições Culturais - FINCS
Natal/RN, 04 de abril de 2011
Eduardo Gosson
Presidente
__________________________
Colaboração do Blog DO MIRANDA GOMES
terça-feira, 3 de maio de 2011

Crime de lesa-patrimônio
João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor de Matemática da UFRN e membro do INRG
No começo aqui viviam somente os índios com suas crenças e seus deuses, guerreando entre si e comendo uns aos outros. Aí vieram os portugueses: alguns aventureiros, outros fugindo da intolerância da Igreja ou degredados pela inquisição. Em seguida os portugueses arrastaram à força, para cá, os índios das mais diversas nações africanas. As nossas riquezas trouxeram, ainda para cá, outros estrangeiros. A ocupação era traumática e difícil, por conta da dimensão do país e da disputa com os habitantes naturais. Muitos morreram. Os que foram sobrevivendo iam construindo a nossa nação da forma que podiam, sem muita ajuda da coroa portuguesa, mas muito pelo contrário, sendo espoliados de forma vil.
Durante todo esse tempo, muitas contendas e revoltas: a guerra contra os holandeses, a guerra dos palmares, a guerra dos bárbaros, a inconfidência mineira, a revolução de 1817, a confederação do equador e tantas outras pelo Brasil afora. Não foi fácil!
Mas que país temos hoje? Depois de tantos anos e tantas lutas que qualidade de vida temos? Como é a vida deste Brasil de hoje?
Os avanços tecnológicos e da ciência estão presente na vida dos brasileiros. Ande pelos mais distantes rincões deste país e avistarás no topo da casa mais miserável uma antena parabólica e na mão dos mais desprovidos dos seres um celular. E daí, isto é cidadania? Isto é qualidade de vida?
Nossos parlamentos ou nossos governos são ocupados, não por eleitos que se corromperam, mas por corruptos que se elegeram. A corrupção antecede a eleição. A chegada ao poder é precedida de enganações, compra de votos com dinheiro, com imagem, com propaganda enganosa e com apelos religiosos.
Para exemplificar, vi, no ano que passou, um candidato que na eleição anterior foi campeão de votos, e que na de 2010 dizia, despudoradamente, que antes os eleitores não o conheciam tão bem. Realmente, era um novato por aqui, que foi votado em quase todas as cidades, mas que muitos nunca tinham ouvido falar dele. Outro fato lamentável, e que não sensibiliza o cidadão é a eleição de suplentes de Senador e vice - qualquer coisa. Tem que mudar!
Há uma passividade que incomoda. Estamos inertes. As revoltas do passado não nos alcançam mais. O consumismo material, religioso e midiático, nos anestesia. Enquanto no exterior assistimos a revolta de muitas nações contra os seus mandatários que não querem largar o osso do poder, aqui vemos se perpetrarem na política, direta ou indiretamente, muitas famílias. É o poder que gera poder. Quem quer arriscar no novo? Que chance tem o novo de chegar ao poder, sem corromper?
Os poderes constituídos neste país agem sem prioridades magnas. Eles atuam sem nenhuma filosofia que vise o bem comum. São ações isoladas que se baseiam em forças não perceptíveis. Muita mídia e poucos resultados.
Nossa educação e nossa saúde são compostas de números que retratam coisas materiais. A dor e a ignorância nos maltratam diariamente, sem dó nem piedade. A lei de responsabilidade fiscal não tem impedido a construção de novas obras, mesmo existindo uma quantidade de outras inacabadas.
Enquanto amargamos situações deploráveis na segurança, na educação e na saúde, assistimos mais uma irresponsabilidade dos nossos governantes com o beneplácito dos brasileiros: A copa de 2014. Não estávamos preparados para sediá-la. Mas fomos disputar a chance de ser sede por pura vaidade ou incompetência administrativa. Vamos gastar rios de dinheiro, em detrimento do essencial para as nossas vidas. Muitas balelas são colocadas na defesa dessa realização. O Brasil, o Rio Grande do Norte ou Natal serão vistos e conhecidos pelo mundo todo. E daí? Se já não nos conhece é pura incompetência nossa ou deles.
Assim como muitos ficam ricos nas eleições, outros tantos vão ficar mais ricos com a realização da copa. A própria FIFA vem vender suas bugigangas por aqui.
O Centro Administrativo, o Machadinho e o Machadão foram construídos com muito sacrifício. Ao longo do tempo, muitas dívidas foram contraídas e algumas nem terminaram de pagar para construir e manter aqueles próprios. Quantas reformas foram feitas naquela região com recursos de empréstimos?
A destruição daqueles locais é um crime de lesa-patrimônio e deveria ser o centro de revolta da população. Mas o futebol é outro componente que nos anestesia. Vejam a loucura das torcidas nos estádios de futebol. Qual é o político ou fiscal da lei que vai enfrentar aquela turba enfurecida?
Sempre gostei de futebol. Quando menino jogava quase todos os dias. Além disso, assistia jogos levado por meu tio afim, Evilásio Rocha (no seu velório tinha uma bandeira do ABC sobre seu caixão, enquanto tocava o hino do clube). Algumas vezes subia em uma caixa d’água que tinha em um abrigo vizinho ao Estádio Juvenal Lamartine para ver os jogos. Mas, sou contra a realização da copa em 2014, aqui no nosso Estado, por que ela está sendo feita de forma incorreta e abusiva. Qualquer coisa que ela poderia nos trazer de benefícios, pode ser conseguida de uma forma mais criteriosa e decente.
Não precisamos de um novo Estádio. Precisamos, sim, de mais Hospitais, maternidades, escolas, aeroportos decentes, mais segurança, mais cuidados com todas as cidades de nosso Estado. Os números nas áreas mais importantes para a qualidade de vida são preocupantes. A Copa está nos desviando das questões fundamentais deste país. Os municípios brasileiros terão menos recursos com a realização da Copa. Se faltam recursos para as coisas básicas, com certeza faltarão mais ainda por conta da Copa. As contrapartidas, os empréstimos comprometerão mais ainda a qualidade dos serviços prestados pelos governos. As obras, como sabemos, demandarão muitos aditivos, e por conseqüência mais recursos.
Já estão articulando a reforma do Juvenal Lamartine. Novos recursos serão destinados para isso. Mais problemas no trânsito, mais contratos, mais aditivos e mais espertezas. A nossa cidade está com o futuro comprometido. As dívidas, que já são muitas, ficarão ainda maiores. Os políticos vão reclamar na época da eleição e depois quando se elegeram, mas não fazem nada agora.
Contra a Copa, a favor de Natal e do Rio Grande do Norte!
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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Caro Eduardo Alexandre:
Em principio acho louvável a idéia, mesmo sem saber como será a coordenação da marcha, nem quantos comparecerão, entendendo apenas que, se houver um numero significativo de pessoas, poderá ter algum efeito no sentido meramente histórico, registrando um crime hediondo que poderá ser perpetrado contra nossa cidade, totalmente indefesa diante dessa força esmagadora de espoliação de nossa soberania,por interesses escusos, que conta com a estupidez crônica de nossos políticos, somada à atração da corrupção que infelizmente faz parte do DNA de grande parte dos títeres que elegemos em nosso país.
Em caso de um comparecimento pouco expressivo, só servirá de chacota, dando mais força aos vândalos, comandados por alguns psicopatas que recebem gordos contracheques às custas de nossos impostos.
De repente, neste amanhecer de 1º de maio, assistindo o fantástico espetáculo da beatificação do Papa João Paulo II, com o mundo inteiro na Praça de São Pedro, lembrei-me que há vinte anos atrás, ali mesmo naquele largo do Machadão , aquele santo celebrou uma missa memorável, quando, beijando nosso solo, o tornou bento. Alí estavam alguns dos carrascos que querem executar impiedosamente, por capricho e safadeza, aquele patrimônio público. Talvez, se forem católicos verdadeiros, sintam algum remorso.
Aí, ocorreu-me pedir a Deus, invocando àquele santo, que me tirasse do peito este amargo sentimento de indignação e me iluminasse com alguma idéia construtiva. Veio a resposta, Esta “Marcha de Defesa do Machadão” que você acaba de me anunciar, poderia se transformar numa “Marcha para transformar o Machadão em centro de educação e formação de atletas”. Em detalhes, seria transformar todo o Largo em grande praça pública, construir um santuário para o santo João Paulo II, ali no mesmo lugar do altar onde ele rezou a missa, aproveitar, com pequena reforma, o estádio e o ginásio para um centro educacional modelo, que oferecesse educação formal e preparação de futuros atletas, preferencialmente meninos pobres e filhos dos trabalhadores, vez que a idéia chega no Dia do Trabalhador. Isto, além de evitar prejuízo irreparável e gastos astronômicos com uma empanada de circo para duas ou três peladas, e posteriormente, para uso de festas pagãs que os ricos não precisam pois tem como assistir shows em Paris,Londres, Los Angeles, etc . A Arena das Dunas pode ser construída em qualquer outro lugar para a FIFA e seus asseclas encherem a cueca, e, o futebol pode ir para o Juvenal Lamartine, que na verdade está do tamanho adequado aos nossos paredros.
Seria assim, um equipamento de abrangência nacional, daria verdadeira “visibilidade” internacional à cidade, até porque o nome de Natal está vinculado ao nascimento de Cristo, e o santo ora beatificado traria, sem dúvida permanentemente, milhares de romeiros que transformariam de verdade nossa cidade em pólo turístico, como a gruta de Fátima e outro lugares santos ao redor do mundo.
Acredito que, essa idéia poderá ser analisada pelos que estiverem à frente dessa marcha contra a DESTRUIÇÃO, e, se for aprovada, poderão tentar divulgá-la pela imprensa, que, Graças a Deus, ainda tem muita gente lúcida e corajosa.
A idéia pode ser vendida na mídia como uma “encarnação” de uma mensagem do além. Meu nome é irrelevante. Infelizmente, dois anos de náuseas provocadas por tanto lixo, me deixaram fisicamente impossibilitado de continuar na luta quixotesca. Mas, faça uso dessa mensagem, da maneira que melhor possa servir para a causa que você também abraçou.
Tenho certeza, que seu saudoso pai, bem como todos os que lutaram por aquela obra, mortos ou vivos, ou ainda aqueles cidadãos que ainda guardam sua dignidade, irão aprovar.
Moacyr Gomes – 1º/05/2011
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Texto e foto publicados no Protwitter de Carlos Alexandre
LÚCIA HELENA EXPRESSA A SUA GRATIDÃO
MEUS AGRADECIMENTOS POR DRA. HILDA AGNES HÜBNER FLORES TER ACEITO A MINHA SUGESTÃO DE SER NATAL, A PRIMEIRA CIDADE ONDE ELA AUTOGRAFARÁ O DICIONÁRIO DE MULHERES, DE SUA AUTORIA, COM 800 PÁGINAS, PESANDO UM QUILO E DEZ GRAMAS, COM 3.200 VERBETES. AGRADECER A PRESENÇA FEMININA DO RIO GRANDE DO NORTE E DEMAIS ESTADOS DA FEDERAÇÃO BRASILEIRA E DE OUTROS PAÍSES, PELA PARTICIPAÇÃO.
AGRADECER A PRESENÇA DA ESCRITORA MARANHENSE - DRA. DILECY ADLER -, QUE CHEGOU HOJE E É MINHA HÓSPEDE MUITO QUERIDA. AGRADECIMENTOS À CONSUL POETA DEL MUNDO E DIRETORA DO TAM - DIONE CALDAS - PELA CESSÃO DO ESPAÇO E GRANDE APOIO. AGRADECER AOS JORNALISTA E COLUNISTAS QUE ESTÃO DIVULGANDO EM JORNAIS, SITES E BLOGUES, UM EVENTO, ATÉ ENTÃO, INÉDITO. DA MESMA FORMA AOS BLOGUEIROS TODOS, QUE DIVULGARAM E CONTINUAM DIVULGANDO A NOITE DO DICIONÁRIO DE MULHERES. AGRADECIMENTOS A CONFIANÇA DE ALGUMAS BIOGRAFADAS, ÀS QUAIS SOLICITEI CURRÍCULOS E FOTOS E ELAS, PRONTAMENTE ME ATENDERAM. AGRADECIMENTOS AO DR. MOACYR FLORES, GRANDE COLABORADOR, SEMPRE PRESENTE AOS TRABALHOS DE SUA ESPOSA - DRA HILDA FLORES, BEM COMO ÀS SUAS FILHAS, SEU FILHO E NORA.

O DICIONÁRIO DE MULHERES, EM SUA SEGUNDA EDIÇÃO, COM NOVAS INTEGRANTES, É UM GRANDE PASSO PARA PARA O PROGRESSO VERTICAL DA LITERATURA FEMININA, VEZ QUE, ALÉM DO BRASIL, TRATA-SE DE UMA OBRA A SER DIFUNDIDA NA EUROPA E ESTADOS UNIDOS.
AGRADEÇO AOS COLABORADORES INDISTINTAMENTE, SEM CITAR NOMES (ELES SABEM QUEM SÃO).
AGRADECIMENTOS À PROMOTEUR FAFÁ MEDEIROS QUE ABRIU PORTAS E À MINHA GARRA ENFRENTANDO A JORNADA PARA CONSEGUIR TUDO QUE PRECISAVA.
ESPERO UM LINDO DIA DE SOL NO AMANHECER DE 02 DE MAIO, CASO CONTRÁRIO, EM VEZ DE RECEBERMOS OS CONVIDADOS NO JARDIM DO TEATRO ALBERTO MARANHÃO, SUBIREMOS AO SALÃO NOBRE, COMO ALTERNATIVA.
MEUS AGRADECIMENTOS À SELMA E NARA - SALGADINHOS - E TELMA - CUTELARIA - SERVIÇOS DE ALTA COMPETÊNCIA.
AGRADECIMENTOS A DEUS PELA SAÚDE QUE ME DEU, PELA CORAGEM DE TRABALHAR EM PROL DA LITERATURA, QUE É A FESTA MAIOR DA IMORTALIDADE DA NOBREZA DA PALAVRA QUE SE ESTENDERÁ ATÉ AS NOVAS GERAÇÕES.
AGRADECIMENTOS À ISAURA AMÉLIA ROSADO MAIA POR HAVER VIABILIZADO O CONVITE À GOVERNADORA; AGRADECIMENTOS À MIRIAM DE SOUZA PELO MESMO MOTIVO JUNTO À MICARLA DE SOUZA; A NINA SALUSTINO POR LEVAR A MENSAGEM DA NOITE DAS MULHERES À PROFª VILMA DE FARIA, À DEPUTADA MÁRCIA MAIA, SANDRA ROSADO E DEMAIS COMPONENTES DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA, COM A PRESENÇA DO SEU PRESIDENTE. AGRADECIMENTOS AO JUDICIÁRIO ATRAVÉS DA MINHA QUERIDA AMIGA DOS TEMPOS DA ADOLESCÊNCIA - JUDITE NUNES - PRESIDENTE DO TJ; AOS DESEMBARGADORES ZENEIDE BEZERRA, OSWALDO CRUZ, RAFAEL GODEIROS E TANTOS OUTROS. AO DR. ADALBERTO TARGINO, AÉCIO MARINHO, LUCIANO ALVES DA NÓBREGA, SANDRA MARIA ELALI, DIÓGENES DA CUNHA LIMA, ENÉIO PETROVICH; JURANDYR NAVARRO, PEDRO SIMÕES NETO; CARLOS MIRANDA GOMES. AGRADECIMENTOS AOS VOTOS DE SUCESSO DE TANTOS AMIGOS, CONFRADES E CONFREIRAS, AO DR. EDUARDO GOSSON, À ANNA MARIA CASCUDO BARRETO; AO DOUCE FRANCE (BETUCA - ALBERTO CÍCERO DIAS), À TODOS, TODOS!!!
AQUI OS MEUS AGRADECIMENTOS. AGRADECIMENTOS DE UMA ALMA AOS SEUS ANCESTRAIS ESCRITORES DOS QUAIS HERDEI A ARTE EPISTOLAR.
OBRIGADA ÀS COMPANHEIRAS DA ACADEMIA FEMININA DE LETRAS DO RN, À AJEB/RB; À ACLA, À UBE.
AGRADECIMENTOS À CONTERRÂNEA CLEVANE PESSOA.
AGRADEIMENTOS AOS BLOGS DE PORTUGAL: CEICINHA CÂMARA E CARLOS MORAIS DOS SANTOS.
AGRADECIMENTOS AO DIÁRIO DE NATAL, TRIBUNA DO NORTE, GAZETA DO OESTE, NOVO JORNAL E TANTOS OUTROS QUE DIVULGARAM O EVENTO.
PARA AGRADECER MAIS, TERIA QUE TRAZER DE VOLTA A MEMÓRIA FRESCA DOS MEUS 30 ANOS QUE JÁ VÃO LONGE.
NOTA: SE EU TIVER ESQUECIDO ALGUÉM, ESTE AGRADECIMENTO FICA BEM MAIOR, PELO ESPAÇO QUE OCUPA EM MEU CORAÇÃO!
LÚCIA HELENA PEREIRA
sábado, 30 de abril de 2011
CONVITE DA EDITORA MULHERES PARA LANÇAMENTO DO DICIONÁRIO DE MULHERES, DIA 02-05-2011, NO TAM, DAS 18 ÀS 22 HORAS.

TRATA-SE DEUM DICIONÁRIO COM MAIS DE 800 PÁGINAS SÓ COM MULHERES ESCRITORAS - UM TRABALHO CRITERIOSO DA ESCRITORA HILDA AGNES HÜBNER FLORES (RS)

A Dra. Hilda Agnes Hübner Flores é professora da PUCRS, aposentada, historiadora, 16 livros editados. Pesquisadora temática de gênero. Em 1999 lançou o Dicionário de Mulheres, com 3.300 verbetes de autoras do Brasil (576 pág., 16 x 23 cm), obra premiada, referencial da produção feminina no país.

O lançamento da 2a edição será no dia 02 de maio do corrente, no Teatro Alberto Maranhão, com inúmeras figuras brasileiras e do rio Grande do Norte.
A mais recente obra autografada pela Dra. Hilda Flores, foi em Porto Alegre/RS: "Mulheres na Guerra do Paraguai", com absoluto êxito.
ALGUMAS MULHERES DO RN E DE OUTROS ESTADOS
Anna Maria Cascudo Barreto/ Denise Pereira Gaspar/ Dione Maria Caldas Xavier/ Lúcia Helena Pereira/ Graziela Costa Fonseca/ Daisy Maria Gonlaves Leite/ Leide Câmara de Oliveira/Liege Barbalho/ Maria Teixeira Campos/ Darcy Girassol/ Leda Marinho Varela Costa/ Vitória dos Santos Costa/ Zelma Bezerra Furtado de Medeiros/ Diva Maria Cunha Pereira de Macedo/ Sonia Maria Fernandes Ferreira/ Maria Antonieta Bittencourt Dutra de Souza/ Maria Madalena Antunes Pereira/ Selma Calazans Rodrigues/ Maria de Fátima Araújo/ Maria do Socorro de Oliveira Evangelista/ Marize Castro/ Kacianni Ferreira/ Nisia Pimentel Torres Galvão/ Flauzineide Machado/ Maria de Fátima Medeiros/ Zenóbia Collares Moreira Cunha/Maria Rosineide Otaviano da Silveira/ Fênix Serália Galvão Nunes/ Justina Iva de Araújo Silva/ Maria Aldenita de Sá Leitão Fonseca de Souza/ Tereza de Queiroz Aranha/ Vitória dos Santos Costa/ Haidé Nóbrega Simões/ Clevane Pessoa de Araújo / Flauzineide Moura Machado/ Dilercy Adler/ Myriam Gurgel Maia/ Darcy Girassol/ Palmira e Carolina Wanderley/ Maria Segunda Marinho/ Zélia Maria Bezerra Mariz / Welshe Elda Tonhozi de Noronha/ Maria do Socorro Trindade Oliveira/ Clarice da Silva Pereira Palma/ Ana Lima Pimentel/ Vera Maria de Queiroz, Lygia Fagundes Telles, Raquel de Queiroz e Nélida Piñon da ABL (Academia Brasileira de Letras); Zahidé Muzart da Editora Mulheres, Bertha Lutz, Andradina de Oliveira, Nelly Novaes Coelho, Lydia Moschetti, Ana Luiza de Castro, Maria Firmina dos Reis, Maria Josefa Barreto Pereira Pinto, Hilda Hilst, Olga Savary, Flávia Savary, Lya Luft, Patrícia Bins, Constância Lima Duarte, Rosarita Fleury, Maria Elizabeth Fleury, Maria Dinorah Luz Del Prado, Stella Leonardos entre outras que ilustram o cenário literário brasileiro. São todos nomes de ases das Letras, várias feministas assumidas, lutando à sua época pelos direitos femininos e as atuais, de igual valor, que nos dão a honra de biografá-las.

TRATA-SE DEUM DICIONÁRIO COM MAIS DE 800 PÁGINAS SÓ COM MULHERES ESCRITORAS - UM TRABALHO CRITERIOSO DA ESCRITORA HILDA AGNES HÜBNER FLORES (RS)

A Dra. Hilda Agnes Hübner Flores é professora da PUCRS, aposentada, historiadora, 16 livros editados. Pesquisadora temática de gênero. Em 1999 lançou o Dicionário de Mulheres, com 3.300 verbetes de autoras do Brasil (576 pág., 16 x 23 cm), obra premiada, referencial da produção feminina no país.

O lançamento da 2a edição será no dia 02 de maio do corrente, no Teatro Alberto Maranhão, com inúmeras figuras brasileiras e do rio Grande do Norte.
A mais recente obra autografada pela Dra. Hilda Flores, foi em Porto Alegre/RS: "Mulheres na Guerra do Paraguai", com absoluto êxito.
ALGUMAS MULHERES DO RN E DE OUTROS ESTADOS
Anna Maria Cascudo Barreto/ Denise Pereira Gaspar/ Dione Maria Caldas Xavier/ Lúcia Helena Pereira/ Graziela Costa Fonseca/ Daisy Maria Gonlaves Leite/ Leide Câmara de Oliveira/Liege Barbalho/ Maria Teixeira Campos/ Darcy Girassol/ Leda Marinho Varela Costa/ Vitória dos Santos Costa/ Zelma Bezerra Furtado de Medeiros/ Diva Maria Cunha Pereira de Macedo/ Sonia Maria Fernandes Ferreira/ Maria Antonieta Bittencourt Dutra de Souza/ Maria Madalena Antunes Pereira/ Selma Calazans Rodrigues/ Maria de Fátima Araújo/ Maria do Socorro de Oliveira Evangelista/ Marize Castro/ Kacianni Ferreira/ Nisia Pimentel Torres Galvão/ Flauzineide Machado/ Maria de Fátima Medeiros/ Zenóbia Collares Moreira Cunha/Maria Rosineide Otaviano da Silveira/ Fênix Serália Galvão Nunes/ Justina Iva de Araújo Silva/ Maria Aldenita de Sá Leitão Fonseca de Souza/ Tereza de Queiroz Aranha/ Vitória dos Santos Costa/ Haidé Nóbrega Simões/ Clevane Pessoa de Araújo / Flauzineide Moura Machado/ Dilercy Adler/ Myriam Gurgel Maia/ Darcy Girassol/ Palmira e Carolina Wanderley/ Maria Segunda Marinho/ Zélia Maria Bezerra Mariz / Welshe Elda Tonhozi de Noronha/ Maria do Socorro Trindade Oliveira/ Clarice da Silva Pereira Palma/ Ana Lima Pimentel/ Vera Maria de Queiroz, Lygia Fagundes Telles, Raquel de Queiroz e Nélida Piñon da ABL (Academia Brasileira de Letras); Zahidé Muzart da Editora Mulheres, Bertha Lutz, Andradina de Oliveira, Nelly Novaes Coelho, Lydia Moschetti, Ana Luiza de Castro, Maria Firmina dos Reis, Maria Josefa Barreto Pereira Pinto, Hilda Hilst, Olga Savary, Flávia Savary, Lya Luft, Patrícia Bins, Constância Lima Duarte, Rosarita Fleury, Maria Elizabeth Fleury, Maria Dinorah Luz Del Prado, Stella Leonardos entre outras que ilustram o cenário literário brasileiro. São todos nomes de ases das Letras, várias feministas assumidas, lutando à sua época pelos direitos femininos e as atuais, de igual valor, que nos dão a honra de biografá-las.
sexta-feira, 29 de abril de 2011

UM DESCASO PELA NOSSA MEMÓRIA
Não fosse suficiente a expectativa da morte anunciada do Machadão, eis que a nossa imprensa (DN de hoje) anuncia o descaso da UFRN para com o patrimônio público e a memória sentimental do nosso Estado – O prédio da Faculdade de Direito de Natal está em ruínas e pode desabar.
Essa luta vem desde 1990 dos professores e alunos do Curso de Direito e dos advogados, primeiro pela retomada daquele espaço, em sucessivas reuniões, com presença de reitores e autoridades públicas, com visitas ao antigo abrigo do Direito que passou a recanto de marginais, com depredação de tal gravidade, que ensejou até uma vitória presidida por Juiz Federal.
Em outras instâncias, houve movimentos dos estudantes e professores, apelos da Ordem dos Advogados e tramitaram ações reivindicatória e civil públicas, como informou o Professor Ricardo Wagner de Souza Alcântara, que como advogado público logrou êxito, mas se viu vilipendiado com a cessão e até divulgou e-mail pedindo socorro.
Lembro-me bem do grito de alerta do saudoso Professor Romildo Fernandes Gurgel, que deu novo impulso ao movimento. Eu mesmo consegui retirar de um depósito do prédio, ainda em poder da Secretaria de Segurança, as placas históricas das suas turmas concluintes e as levei para os corredores do Curso de Direito, posteriormente retiradas por uma Diretora do CCSA para pintura e que junca mais retornaram ao lugar de origem, voltando a um novo porão do esquecimento.
Nosso procedimento com este pequeno comentário não é buscar o impossível, pois jamais consideramos viável o retorno para a velha Casa para funcionamento do Curso de Direito. Contudo, um Núcleo de Pós-Graduação ou da Prática Jurídica seriam formas de voltar às origens, ao menos, o Estado honre a realização das obras de restauração do prédio que ele deixou ser dilapidado pelos marginais, enquanto o mesmo estava sob sua responsabilidade, reservando um espaço para instalação de um MEMORIAL DO CURSO DE DIREITO, onde fique depositada a sua memória fotográfica, afixadas as placas das diversas turmas concluintes, hoje se destruindo em algum local pouco apropriado da UFRN.
É um último e emocional apelo de um dos integrantes da luta pela devolução do prédio e hoje fora da atividade docente, mas que ainda nutre um amor filial pela velha instituição do Ensino do Direito, como forma de preservar a história da rebeldia cívica dos estudantes, dos instantes lúdicos, das aulas magistrais dos seus velhos Mestres, dos funcionários inesquecíveis, das inolvidáveis assembléias, conferências e palestras em seu auditório, dos concursos públicos, dos amores ali nascidos e dos ares românticos da velha Ribeira.
Rogamos ao Professor Ivonildo Rego que não encerre melancolicamente o seu exuberante mandato, esquecendo ou silenciando a respeito daquele patrimônio emocional da nossa história e que tem condições de ser utilizado para algumas ações da Universidade, como recentemente foi feito com o antigo prédio da Escola de Artífices.
É um apelo do antigo aluno e ex-professor Carlos Roberto de Miranda Gomes
quarta-feira, 27 de abril de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
CHUPA CABRA – POR QUE OS BANCOS NÃO ALERTAM SEUS CLIENTES? (*)
Nessa última sexta-feira, por pouco não fui mais uma vítima desse golpe que vem se proliferando nos terminais de auto-atendimento das agências bancárias. Pela manhã, fui até o hospital PAPI levando meu neto para uma consulta, pois havia passado a noite anterior com muita febre. Deixei minha esposa com ele em frente ao hospital, e como não havia onde estacionar, prossegui e estacionei o carro em frente à agência do Banco do Brasil da Av. Afonso Pena. Como já estava em frente ao Banco, aproveitei para fazer alguns pagamentos.
Logo que adentrei a área onde se encontram as máquinas de auto-atendimento, notei que havia poucos clientes, fato justificado em virtude de ser um dia feriado. Dirigi-me para uma das máquinas e ao introduzir o cartão, coincidentemente, apareceu uma mensagem dizendo haver problemas com a leitura do cartão.
Logo em seguida um indivíduo se aproxima de mim e solícito informa: “somente as duas primeiras máquinas estão funcionando”. Olhei de relance para a pessoa que me prestava à informação, agradeci, e dirigi-me para as máquinas que ela havia indicado. Ao introduzir o cartão no local adequado, este foi totalmente engolido. Por mais que tentasse não consegui retirá-lo do local. Após várias tentativas sem êxito, resolvi telefonar para os números que apareciam na tela da máquina. Fiz várias ligações, infelizmente não consegui fazer contato com ninguém, pois as ligações não se completavam.
Comecei a ficar preocupado, pois havia deixado meu neto no hospital, com possibilidade de ter contraído dengue e fiquei de retornar logo após estacionar o carro. Naquele instante decidi que não deixaria meu cartão preso naquela maquia e resolvi apelar para a força bruta. Bati forte com o punho fechado na peça que prendia o cartão e logo notei que a mesma cedeu um pouco para a lateral. Naquele instante percebi que tinha sido vítima de uma tentativa de fraude.
Daí pra frente foi fácil perceber que estava diante do famoso golpe do “chupa cabra”. Com dificuldade, retirei a peça que é uma cópia perfeita da existente na máquina que encaixa perfeitamente sobre a original. Como está sobreposta, aumenta o ambiente interno e quando o cliente introduz o seu cartão, este desaparece totalmente no espaço vazio, impedindo a recuperação.
Imediatamente telefonei para a polícia e comuniquei o fato. Minutos depois uma viatura compareceu ao local com três policiais e apreenderam o equipamento. Naturalmente, o meliante, percebendo a movimentação policial evadiu-se. Com toda certeza, ele deveria encontrar-se próximo da agência, me observando, para que logo que saísse se apossaria do cartão.
O que mais me impressiona, é a pouca importância que os Bancos dão a esse tipo de golpe. Esse procedimento criminoso deve acontecer por diversos estabelecimentos bancários, principalmente nos fins de semana e feriados quando o correntista, ao ser lesado, não tem a quem recorrer. Centenas de clientes já devem ter caído nesse golpe, em virtude da simplicidade do equipamento e a facilidade com que eles são colocados pelos golpistas.
Uma medida simples, mas que a meu ver traria resultados imediatos eram os estabelecimentos bancários informarem aos seus clientes o “modus operandi” desses golpistas, através de pequenos cartazes apostos nas salas de auto-atendimento. Com isso os clientes pelo menos tomariam conhecimento, e em casos com o que relatei, possam resolver o problema apenas retirando o equipamento criminoso.
Ora, ora. Como bancário aposentado e acostumado a freqüentar estas salas, sabia que naquele tipo de máquina, não havia a mínima possibilidade de o cartão ser engolido e, desconfiado da fraude, apelei para força física. Por sorte, consegui reaver meu cartão e desmontar a armadilha.
Este artigo tem por finalidade alertar a população para esse tipo de fraude, já que as instituições financeiras que são responsáveis pela segurança de seus clientes quando adentram as suas instalações, não o fazem. Entretanto os golpistas podem ser facilmente identificados. Basta que os gestores examinem as fitas de gravação dos equipamentos instalados nas agências, e os identifiquem no momento em que atuam na instalação desses equipamentos fraudulentos.
__________________
(*) ORMUZ BARBALHO SIMONETTI (Presidente do Instituto Norte-Riograndense de Genealogia-INRG, membro do IHGRN, UBE e ACLA)
Matéria publicada no periódico “O ORNAL DE HOJE” edição de 25 de abril de 2011
Nessa última sexta-feira, por pouco não fui mais uma vítima desse golpe que vem se proliferando nos terminais de auto-atendimento das agências bancárias. Pela manhã, fui até o hospital PAPI levando meu neto para uma consulta, pois havia passado a noite anterior com muita febre. Deixei minha esposa com ele em frente ao hospital, e como não havia onde estacionar, prossegui e estacionei o carro em frente à agência do Banco do Brasil da Av. Afonso Pena. Como já estava em frente ao Banco, aproveitei para fazer alguns pagamentos.
Logo que adentrei a área onde se encontram as máquinas de auto-atendimento, notei que havia poucos clientes, fato justificado em virtude de ser um dia feriado. Dirigi-me para uma das máquinas e ao introduzir o cartão, coincidentemente, apareceu uma mensagem dizendo haver problemas com a leitura do cartão.
Logo em seguida um indivíduo se aproxima de mim e solícito informa: “somente as duas primeiras máquinas estão funcionando”. Olhei de relance para a pessoa que me prestava à informação, agradeci, e dirigi-me para as máquinas que ela havia indicado. Ao introduzir o cartão no local adequado, este foi totalmente engolido. Por mais que tentasse não consegui retirá-lo do local. Após várias tentativas sem êxito, resolvi telefonar para os números que apareciam na tela da máquina. Fiz várias ligações, infelizmente não consegui fazer contato com ninguém, pois as ligações não se completavam.
Comecei a ficar preocupado, pois havia deixado meu neto no hospital, com possibilidade de ter contraído dengue e fiquei de retornar logo após estacionar o carro. Naquele instante decidi que não deixaria meu cartão preso naquela maquia e resolvi apelar para a força bruta. Bati forte com o punho fechado na peça que prendia o cartão e logo notei que a mesma cedeu um pouco para a lateral. Naquele instante percebi que tinha sido vítima de uma tentativa de fraude.
Daí pra frente foi fácil perceber que estava diante do famoso golpe do “chupa cabra”. Com dificuldade, retirei a peça que é uma cópia perfeita da existente na máquina que encaixa perfeitamente sobre a original. Como está sobreposta, aumenta o ambiente interno e quando o cliente introduz o seu cartão, este desaparece totalmente no espaço vazio, impedindo a recuperação.
Imediatamente telefonei para a polícia e comuniquei o fato. Minutos depois uma viatura compareceu ao local com três policiais e apreenderam o equipamento. Naturalmente, o meliante, percebendo a movimentação policial evadiu-se. Com toda certeza, ele deveria encontrar-se próximo da agência, me observando, para que logo que saísse se apossaria do cartão.
O que mais me impressiona, é a pouca importância que os Bancos dão a esse tipo de golpe. Esse procedimento criminoso deve acontecer por diversos estabelecimentos bancários, principalmente nos fins de semana e feriados quando o correntista, ao ser lesado, não tem a quem recorrer. Centenas de clientes já devem ter caído nesse golpe, em virtude da simplicidade do equipamento e a facilidade com que eles são colocados pelos golpistas.
Uma medida simples, mas que a meu ver traria resultados imediatos eram os estabelecimentos bancários informarem aos seus clientes o “modus operandi” desses golpistas, através de pequenos cartazes apostos nas salas de auto-atendimento. Com isso os clientes pelo menos tomariam conhecimento, e em casos com o que relatei, possam resolver o problema apenas retirando o equipamento criminoso.
Ora, ora. Como bancário aposentado e acostumado a freqüentar estas salas, sabia que naquele tipo de máquina, não havia a mínima possibilidade de o cartão ser engolido e, desconfiado da fraude, apelei para força física. Por sorte, consegui reaver meu cartão e desmontar a armadilha.
Este artigo tem por finalidade alertar a população para esse tipo de fraude, já que as instituições financeiras que são responsáveis pela segurança de seus clientes quando adentram as suas instalações, não o fazem. Entretanto os golpistas podem ser facilmente identificados. Basta que os gestores examinem as fitas de gravação dos equipamentos instalados nas agências, e os identifiquem no momento em que atuam na instalação desses equipamentos fraudulentos.
__________________
(*) ORMUZ BARBALHO SIMONETTI (Presidente do Instituto Norte-Riograndense de Genealogia-INRG, membro do IHGRN, UBE e ACLA)
Matéria publicada no periódico “O ORNAL DE HOJE” edição de 25 de abril de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
RÉQUIEM PARA UM ESTÁDIO (*)
Sob o impacto da manchete de O Jornal de Hoje, edição de 23/24 deste abril: “O último suspiro”, já recolhido à meditação da Semana Santa, ainda mais voltei no tempo e me deparei com o desamor, com a insensatez e com a falta de vontade política para atender às necessidades do povo, que ainda persiste nestas plagas de Poti.
A imprensa vem alardeando o fechamento de hospitais infantis em Natal e Parnamirim, a falta de medicamentos, a insegurança, escola caindo, ruas alagadas, transporte precário, ganância de alguns postos de combustíveis, falta de fiscalização, constatação do caos nos hospitais e estabelecimentos prisionais, estradas e ruas esburacadas. Ao reverso, os políticos especulam o próximo titular da Prefeitura de Natal, os burocratas que já atuaram ou atuam nos palcos da província, sem nada de novo, sem proposta e sem projetos públicos estruturantes, mas apenas os da sobrevivência das oligarquias.
Enquanto isso acontece, são contadas as horas da demolição de um bem público que somou grandes feitos, que alegrou a população mais desprovida de recursos, que ofertou momentos de glória.
Num passe de mágica, tudo isso é passado, não o passado que fica, mas o que se esquece. Alguns cronistas especializados registram o fato como algo comum – Machadão com dias contados - e até relacionam minúsculos acontecimentos negativos como brigas, suicídios, crimes ou quedas fatais em simetria com conquistas. Mas apontam lenitivos - a destruição é sem implosão para não incomodar os vizinhos. Já se comenta como ex-colosso.
Há uma canção que retrata bem esse episódio: “Nossa história acabou, sem um aplauso sequer, quando o pano baixou, uma cena banal, mas um ponto final”.
Sim, o Machadão vai ao chão, foi condenado sem nenhuma defesa, a não ser o grito de um vetusto arquiteto que o concebeu e o apoio de poucos amigos. Os órgãos públicos pouco fizeram; audiências frustradas por orquestrações exóticas, inúteis – somente para seguir o figurino.
Muitos pais e mães se apresentaram para a nova Arena do Futebol, chamada das Dunas e até usaram como argumentos de campanha política. Esqueceram-se, porém, que, de certa forma condenaram o próprio esporte bretão. O América e o Alecrim ameaçam licenciamento, e será que o ABC terá como sobreviver sozinho?
Não sei realmente, mas pressinto que alguma coisa de ruim vai acontecer e justifico: primeiro um julgador declarou improcedente ação do Ministério Público porque entre o tempo do ajuizamento e o seu julgamento o megalomaníaco projeto foi modificado – não mais atingiria outras áreas (o Centro Administrativo, por exemplo), mas somente os Estádios Machadão e Machadinho, sem atentar que o questionamento era em razão da ilegalidade da contratação, sem licitação, para um projeto que não existia e sim uma simples maquete. Mesmo assim o prazo de recurso foi perdido. Aliás, tudo começou com um parecer de um jurista do Estado, que hoje está no píncaro da glória.
Depois disso, dirigentes declararam que a FIFA e a CBF não condicionam, necessariamente, a realização da copa em Natal à complementação do aeroporto de São Gonçalo do Amarante e de obras de mobilidade urbana. Em outras palavras, em relação a isso podemos mesmo continuar na “m”.
E se a coisa der errado, quem vai assumir? Qual o discurso já preparado para o insucesso? E o povo vai deixar impunes esses visionários?
Vão aprendendo logo a música de Chico Buarque sobre o destino da Geni.
Enquanto isso, constrangidamente faço o meu “Réquiem para um Estádio”:
Um dia, numa tarde - a grande festa.
A cidade se engalanava, em fantasia.
O povo, na sua incontida alegria,
Fazia um coro, como uma grande orquestra.
O tempo passa, a festa acaba – desilusão.
Momentos lúdicos ficam pra traz, sem constrangimento.
O povo, na sua infinita letargia, aplaudirá novo momento,
Da cruel, incontornável e definitiva demolição.
Não há certeza, se por algum milagre,
Um novo poema de concreto surja na cidade.
Se o povo, em dia de alegria, ainda poderá sentir,
O sabor de um gol perfeito de um Alberi.
_________________
(*) CARLOS ROBERTO DE MIRADA GOMES – escritor
Fonte: Blog DO MIRANDA GOMES
______________________________
(RESPOSTA DE MOACYR)
O TÚMULO DE MINHA ÚLTIMA QUIMERA
Querido irmão Carlos:
Li emocionado seu texto sob o título “RÉQUIEM PARA UM ESTÁDIO”, no qual, mais uma vez me oferece seu ombro amigo para mitigar as inevitáveis dores do existir. Por mera carência intelectual, permita-me lembrar os “Versos íntimos” de Augusto dos Anjos, como forma de lhe agradecer tão generosa e oportuna solidariedade, uma vez que, em minha opinião, ninguém conseguiu pintar com tanto realismo a verdadeira natureza humana, quanto àquele grande vate paraibano.
O quadro que você expôs em prosa, teve a força de impacto da Guernica de Picasso. Estou certo que a maior parte das pessoas lúcidas e sensatas desta comunidade repudiam esta ignomínia que estão praticando contra o povo potiguar, justamente através das pessoas que o povo elegeu para governá-lo, só que não podem se manifestar publicamente, por temor às possíveis represálias do “sistema”.
Neste final das comemorações da Páscoa, é lamentável ter que reconhecer que os exemplos de Cristo, pouco sensibilizaram os humanos, que, cada vez mais se tornam predadores de si mesmos. Tudo que pude dizer sobre essa bandalheira da Copa 2014, já foi dito, como advertência, e de nada serviu, só restando agora esperar o milagre do tal “legado” prometido.
Ao afastar-me da luta desigual, registro com indignação, que esse assalto ao erário e ao patrimônio público, planejado e anunciado há muito tempo, iniciado por governo com extensa lista de improbidades denunciadas e investigadas, veio a tornar-se, por similaridade, uma espécie de latrocínio, na acepção do termo, vez que resultará em morte por destruição perversa e desnecessária de creche, ginásio, estádio, enfim, equipamentos de serventia pública, para educação, esporte e lazer, que de algum modo, representam forma indireta de valorização, educação e eugenia de vidas humanas.
Já foi dito muitas vezes, que esse malfadado elefante branco, poderia ter sido programado para outro lugar mais adequado, poupando o que já existe e que custou o dinheiro do povo, já que somos pobres e não podemos admitir desperdício.
Mas o que vem prevalecendo na mentalidade doentia dos governantes atuais é a perversidade e a morbidez de uma engenharia de destruição e vandalismo gratuito, ou quem sabe, a prevalência da tese, “quanto maior a caça mais nacos da carniça para satisfazer a gula pantagruélica dos abutres”.
Ironicamente, há poucos meses atrás, essa engenharia acariciava a idéia de conservar o patrimônio, e agora avoca o direito de ser seu principal algoz, e aí, diz Augusto dos Anjos “a mão que afaga é a mesma que apedreja”. Dia virá em que o povo encerrará a carreira das nefastas oligarquias que vêm nos empobrecendo nos últimos 50 anos.
Para mim, aquele local outrora sacralizado pela única missa aqui rezada pelo Santo João Paulo II, passará a ser, dos escombros, apenas o “tumulo do formidável enterro de minha última quimera”.
Do irmão e amigo Moacyr
Em Natal, madrugada de 25 /04/2011
sábado, 23 de abril de 2011
DOMINGO, 24 DE ABRIL DE 2011

Domingo da Ressurreição do Senhor
A ALEGRIA DO CRISTO VIVO
A história:
Segundo (Lc 23,53), a tumba onde puseram o corpo do Senhor, uma cova escavada na rocha foi fechada com uma grande pedra em forma de roda (ver Mc 15,46), impossível de ser movida por um grupo de mulheres (ver Mc 16,3).
Bem guarnecida a tumba, a pedido dos membros do Sinédrio a Pilatos, seria pretexto para evitar que os discípulos do Senhor fizessem desaparecer o corpo durante a noite para poderem proclamar a ressurreição, como antes anunciado pelo Senhor (ver Mt 27,64). Mas, mesmo assim, os soldados (Mt 28,4) teriam negligenciado, tanto que, na madrugada do primeiro dia da semana estavam dormindo. Um forte tremor os despertou sobressaltados. Ficaram paralisados e “como mortos” (Mt 28,4) ao verem movida a pedra que fechava a tumba e um ser resplandecente sentado nela.
Naquele mesmo momento, chegaram algumas piedosas mulheres com unguentos e aromas para embalsamar o corpo de Jesus segundo o costume judeu (ver Mc 16,1). Não puderam fazer antes de colocá-lo no sepulcro, porque o sábado “já estava avançado” quando desceram da Cruz o corpo de Jesus. Segundo o costume judeu, o novo dia começava não de madrugada, tampouco no amanhecer, e sim no entardecer ou anoitecer, o que para nós é ainda o dia anterior, momento em que se fazia necessário acender luzes. Ao dizer que “o sábado estava avançado” quis dizer que já era a tarde de sexta-feira. Não havia tempo suficiente para embalsamar o corpo do Senhor, porque, uma vez acesas as lâmpadas, devia se guardar repouso absoluto (ver Lc 23,54-56).
Os quatro evangelistas situam a descoberta da tumba vazia nas primeiras horas do que para os judeus era “o primeiro dia da semana”, dia que, desde os tempos apostólicos, veio a chamar-se em latim “Dies Domini” e que, traduzido, significa “Dia do Senhor”. É a raiz da palavra “Domingo”, o primeiro e ao mesmo tempo o “oitavo” dia da semana, porque é considerado um “novo dia”. O Domingo é o Dia do Senhor porque é o Dia de seu triunfo, o Dia grandioso em que o Senhor Jesus ressuscitou rompendo as ataduras da morte, Dia em que Ele fez tudo novo, Dia, portanto, consagrado ao Senhor.
Grande foi a surpresa de Maria Madalena, uma das mulheres que formavam a pequena comitiva, ao chegar ao sepulcro do Senhor, e ver a pedra movida com o sepulcro vazio. Instintivamente lançou-se a correr para comunicar a Pedro e a João o ocorrido. Ao encontrá-los lhes diz: «Foi tirado o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram» (Jo 20,2). Pedro e João foram correndo ao sepulcro para ver por si mesmos o que acontecera. João, que corria mais rápido, chegou primeiro. Ao chegar, «se inclinou e viu os panos no chão, mas não entrou» (Jo 20,5). Esperou que chegasse Pedro para que entrasse ele primeiro, o que se considera um sinal de respeito e reconhecimento da primazia que Pedro tinha entre os Apóstolos. Ao entrar no sepulcro, diz-se de João que «viu e acreditou» (Jo 20,8). O que viu João? Que o corpo de seu Senhor não estava ali. Em que acreditou? O que até então não sabiam como compreender, aquilo que o Senhor havia anunciado repetidas vezes: que depois de morrer «iria ressuscitar dentre os mortos» (Jo 20,9).
Este ato de fé na Ressurreição do Senhor será confirmado imediatamente depois tanto pelo anúncio do anjo às mulheres como pelas próprias aparições do Senhor Ressuscitado aos seus discípulos.
No grupo de mulheres que vão ao sepulcro bem de madrugada, chama a atenção uma ausência: não se encontra dentre elas a Mãe de Jesus. Por que não estava presente? Não seria natural que quem, mais que qualquer outra pessoa, amava Jesus se fizesse presente para dedicar-lhe este último cuidado, o de embalsamar o corpo de seu amado Filho? A razão de sua ausência deve ser encontrada na repreensão que o anjo dirige às mulheres que vão ao sepulcro: «por que buscam entre os mortos o que está vivo?» (Lc 24,5). A Mãe não busca entre os mortos quem ela sabe que está vivo. À diferença dos Apóstolos e discípulos, Ela, sim, acreditou em seu Filho, acreditou que ressuscitaria. Depois da morte do Senhor, Santa Maria é a única que manteve viva a chama da fé e se mantém em espera, preparando-se para acolher o anúncio gozoso da Ressurreição de seu Filho. Analogamente ao sepulcro vazio que se constitui numa forte proclamação da Ressurreição de Cristo, a ausência da Mãe de Cristo no lugar de sua ressurreição é uma magnífica proclamação de sua fé e confiança total nas palavras e promessas de seu Filho. A SANTA MÃE, certamente, foi a primeira a receber a grande notícia. Ela foi a primeira a receber o anúncio do anjo da Encarnação, e ela, também, foi a primeira a receber o anúncio da Ressurreição.
Intenção da liturgia:
Aproximar o sentido do Domingo de Páscoa só com a causa da sexta-feira santa. Entende a Igreja Cristã que o principal aqui é destacar a Cruz que, para muitos, é símbolo de dor, sofrimento; mas para os que buscam a identificação com Jesus Cristo, esta mesma cruz é vitória, é vida. Nas palavras paulinas: "a linguagem da cruz é loucura para aqueles que se perdem, mas para aqueles que se salvam, para nós, é poder de Deus" (cf.: 1Cor 1,18).

Toda esta história da "última semana" de Jesus é atual. Por mais que liturgicamente se faça memória dela todos os anos, ela é uma história cotidiana, pois fala de cada um, na realidade em que cada qual vive e procura seguir Jesus Cristo ou mesmo experimentar os valores cristãos, transmitidos e ensinados por ele.
Diariamente a dicotomia da morte e vida se nos apresenta como um desafio e, ao mesmo tempo, como chance de, em cada situação, com espírito novo, viver como Jesus viveu. Buscar primeiro o Reino de Deus e sua Justiça é ter sempre diante dos olhos o grande mandamento que resume toda esta semana e para o qual a mesma converge: "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo". E tudo o mais virá de acréscimo, mas com o esforço e trabalho pessoal, em vista de uma vida realmente justa, em qualquer aspecto ou situação da vida.
__________________
FONTE: internet, com algumas adaptações

Domingo da Ressurreição do Senhor
A ALEGRIA DO CRISTO VIVO
A história:
Segundo (Lc 23,53), a tumba onde puseram o corpo do Senhor, uma cova escavada na rocha foi fechada com uma grande pedra em forma de roda (ver Mc 15,46), impossível de ser movida por um grupo de mulheres (ver Mc 16,3).
Bem guarnecida a tumba, a pedido dos membros do Sinédrio a Pilatos, seria pretexto para evitar que os discípulos do Senhor fizessem desaparecer o corpo durante a noite para poderem proclamar a ressurreição, como antes anunciado pelo Senhor (ver Mt 27,64). Mas, mesmo assim, os soldados (Mt 28,4) teriam negligenciado, tanto que, na madrugada do primeiro dia da semana estavam dormindo. Um forte tremor os despertou sobressaltados. Ficaram paralisados e “como mortos” (Mt 28,4) ao verem movida a pedra que fechava a tumba e um ser resplandecente sentado nela.
Naquele mesmo momento, chegaram algumas piedosas mulheres com unguentos e aromas para embalsamar o corpo de Jesus segundo o costume judeu (ver Mc 16,1). Não puderam fazer antes de colocá-lo no sepulcro, porque o sábado “já estava avançado” quando desceram da Cruz o corpo de Jesus. Segundo o costume judeu, o novo dia começava não de madrugada, tampouco no amanhecer, e sim no entardecer ou anoitecer, o que para nós é ainda o dia anterior, momento em que se fazia necessário acender luzes. Ao dizer que “o sábado estava avançado” quis dizer que já era a tarde de sexta-feira. Não havia tempo suficiente para embalsamar o corpo do Senhor, porque, uma vez acesas as lâmpadas, devia se guardar repouso absoluto (ver Lc 23,54-56).
Os quatro evangelistas situam a descoberta da tumba vazia nas primeiras horas do que para os judeus era “o primeiro dia da semana”, dia que, desde os tempos apostólicos, veio a chamar-se em latim “Dies Domini” e que, traduzido, significa “Dia do Senhor”. É a raiz da palavra “Domingo”, o primeiro e ao mesmo tempo o “oitavo” dia da semana, porque é considerado um “novo dia”. O Domingo é o Dia do Senhor porque é o Dia de seu triunfo, o Dia grandioso em que o Senhor Jesus ressuscitou rompendo as ataduras da morte, Dia em que Ele fez tudo novo, Dia, portanto, consagrado ao Senhor.
Grande foi a surpresa de Maria Madalena, uma das mulheres que formavam a pequena comitiva, ao chegar ao sepulcro do Senhor, e ver a pedra movida com o sepulcro vazio. Instintivamente lançou-se a correr para comunicar a Pedro e a João o ocorrido. Ao encontrá-los lhes diz: «Foi tirado o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram» (Jo 20,2). Pedro e João foram correndo ao sepulcro para ver por si mesmos o que acontecera. João, que corria mais rápido, chegou primeiro. Ao chegar, «se inclinou e viu os panos no chão, mas não entrou» (Jo 20,5). Esperou que chegasse Pedro para que entrasse ele primeiro, o que se considera um sinal de respeito e reconhecimento da primazia que Pedro tinha entre os Apóstolos. Ao entrar no sepulcro, diz-se de João que «viu e acreditou» (Jo 20,8). O que viu João? Que o corpo de seu Senhor não estava ali. Em que acreditou? O que até então não sabiam como compreender, aquilo que o Senhor havia anunciado repetidas vezes: que depois de morrer «iria ressuscitar dentre os mortos» (Jo 20,9).
Este ato de fé na Ressurreição do Senhor será confirmado imediatamente depois tanto pelo anúncio do anjo às mulheres como pelas próprias aparições do Senhor Ressuscitado aos seus discípulos.
No grupo de mulheres que vão ao sepulcro bem de madrugada, chama a atenção uma ausência: não se encontra dentre elas a Mãe de Jesus. Por que não estava presente? Não seria natural que quem, mais que qualquer outra pessoa, amava Jesus se fizesse presente para dedicar-lhe este último cuidado, o de embalsamar o corpo de seu amado Filho? A razão de sua ausência deve ser encontrada na repreensão que o anjo dirige às mulheres que vão ao sepulcro: «por que buscam entre os mortos o que está vivo?» (Lc 24,5). A Mãe não busca entre os mortos quem ela sabe que está vivo. À diferença dos Apóstolos e discípulos, Ela, sim, acreditou em seu Filho, acreditou que ressuscitaria. Depois da morte do Senhor, Santa Maria é a única que manteve viva a chama da fé e se mantém em espera, preparando-se para acolher o anúncio gozoso da Ressurreição de seu Filho. Analogamente ao sepulcro vazio que se constitui numa forte proclamação da Ressurreição de Cristo, a ausência da Mãe de Cristo no lugar de sua ressurreição é uma magnífica proclamação de sua fé e confiança total nas palavras e promessas de seu Filho. A SANTA MÃE, certamente, foi a primeira a receber a grande notícia. Ela foi a primeira a receber o anúncio do anjo da Encarnação, e ela, também, foi a primeira a receber o anúncio da Ressurreição.
Intenção da liturgia:
Aproximar o sentido do Domingo de Páscoa só com a causa da sexta-feira santa. Entende a Igreja Cristã que o principal aqui é destacar a Cruz que, para muitos, é símbolo de dor, sofrimento; mas para os que buscam a identificação com Jesus Cristo, esta mesma cruz é vitória, é vida. Nas palavras paulinas: "a linguagem da cruz é loucura para aqueles que se perdem, mas para aqueles que se salvam, para nós, é poder de Deus" (cf.: 1Cor 1,18).

Toda esta história da "última semana" de Jesus é atual. Por mais que liturgicamente se faça memória dela todos os anos, ela é uma história cotidiana, pois fala de cada um, na realidade em que cada qual vive e procura seguir Jesus Cristo ou mesmo experimentar os valores cristãos, transmitidos e ensinados por ele.
Diariamente a dicotomia da morte e vida se nos apresenta como um desafio e, ao mesmo tempo, como chance de, em cada situação, com espírito novo, viver como Jesus viveu. Buscar primeiro o Reino de Deus e sua Justiça é ter sempre diante dos olhos o grande mandamento que resume toda esta semana e para o qual a mesma converge: "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo". E tudo o mais virá de acréscimo, mas com o esforço e trabalho pessoal, em vista de uma vida realmente justa, em qualquer aspecto ou situação da vida.
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FONTE: internet, com algumas adaptações
SÁBADO, 23 DE ABRIL DE 2011

Sábado de Aleluia
Dia do Silêncio
O Sábado Santo, também chamado Sábado de Aleluia, é o dia que antecede à Páscoa no calendário de feriados religiosos do Cristianismo. Também nominado como Sábado Negro. O Sábado de Aleluia é o último dia da Semana Santa.
São realizadas as exéquias, a virgília, as orações e o jejum. Nesse dia costuma-se execrar a figura de Judas, o traidor. Embora Cristo o tenha perdoado.
_________________________
RECEBO O QUE ME DAIS
Recebo o que me dais, Senhor.
Colhi de vossas mãos
o tenro fruto do amanhã:
a esperança.
Destes-me o esplendor
e também a solidão -
e fiquei só entre os irmãos.
E assim para sempre ouviria
unicamente a minha voz
não fora o amor
ou a morte -
ambos arautos da união.
Recebo o que me dais, Senhor.
Com resignação,
recebo o que me dais.
Mas afastai de mim o cálice escuro
que ensombra os espaços
e turva os horizontes.
E porque sois o Caminho
a Verdade e a Vida
Revelai-vos!
Para que eu veja pelos vossos olhos
e em vosso amor
a salvação que anunciais.
Recebo, em festa, o que me dais, Senhor. (Horácio Paiva)
______________________________
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SÁBADO, 23 DE ABRIL DE 2011
UM VISIONÁRIO DE FÉ

Com esta expressão o escritor ROSTAND MEDEIROS lança, hoje, na cidade de São Miguel, o livro que conta a vida exemplar de JOÃO RUFINO.
A obra nos mostra a história de um homem simples, onde desponta em seus ditos, gestos e ações “a expressão da alma despida de ansiedade e necessidade, preparada desde cedo para ouvir e compreender a linguagem de Deus e dos homens.” (Sueli Alves)
“Seu João é um homem singular, simpático, singelo e simples, mas de gestos largos e uma generosidade imensurável, sem medida mesmo.” (José Gaudêncio Torquato)
“A vida deste ser humano sublime só nos renova a crença em Deus e na sabedoria do trabalho do homem. No caso de Seu João Rufino, devemos ressaltar a enorme capacidade de vencer com seu próprio esforço e dedicação em fazer o bem.” (Raimundo Fagner)
Esses depoimentos dos seus amigos foram devidos à perspicácia e dedicação com que Rostand Medeiros os colheu, num trabalho elogiável, que registra de forma perene a saga de um homem do interior que vence toda a adversidade possível e se torna o patriarca de uma grande família e de um pequeno império empresarial representado pelo Grupo 3 Corações, originário da torrefação “Nossa Senhora de Fátima”, que se tornou “Grupo Santa Clara”, tudo construído com o maior exemplo de honestidade, dignidade, amor e solidariedade.
Tive a grande satisfação de receber o livro, delicadamente oferecido pelo autor e que tive a honra de fazer a sua leitura antes do lançamento. APROVO, mas preciso de uma complementação. No seu retorno da festa, meu Caro Rostand, me traga um pacotinho do “Abençoado Café de Seu João Rufino”, daquele que ainda se faz na heróica Serra de São Miguel.
Esta é a mensagem deste blogueiro Carlos de Miranda Gomes

Sábado de Aleluia
Dia do Silêncio
O Sábado Santo, também chamado Sábado de Aleluia, é o dia que antecede à Páscoa no calendário de feriados religiosos do Cristianismo. Também nominado como Sábado Negro. O Sábado de Aleluia é o último dia da Semana Santa.
São realizadas as exéquias, a virgília, as orações e o jejum. Nesse dia costuma-se execrar a figura de Judas, o traidor. Embora Cristo o tenha perdoado.
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RECEBO O QUE ME DAIS
Recebo o que me dais, Senhor.
Colhi de vossas mãos
o tenro fruto do amanhã:
a esperança.
Destes-me o esplendor
e também a solidão -
e fiquei só entre os irmãos.
E assim para sempre ouviria
unicamente a minha voz
não fora o amor
ou a morte -
ambos arautos da união.
Recebo o que me dais, Senhor.
Com resignação,
recebo o que me dais.
Mas afastai de mim o cálice escuro
que ensombra os espaços
e turva os horizontes.
E porque sois o Caminho
a Verdade e a Vida
Revelai-vos!
Para que eu veja pelos vossos olhos
e em vosso amor
a salvação que anunciais.
Recebo, em festa, o que me dais, Senhor. (Horácio Paiva)
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SÁBADO, 23 DE ABRIL DE 2011
UM VISIONÁRIO DE FÉ

Com esta expressão o escritor ROSTAND MEDEIROS lança, hoje, na cidade de São Miguel, o livro que conta a vida exemplar de JOÃO RUFINO.
A obra nos mostra a história de um homem simples, onde desponta em seus ditos, gestos e ações “a expressão da alma despida de ansiedade e necessidade, preparada desde cedo para ouvir e compreender a linguagem de Deus e dos homens.” (Sueli Alves)
“Seu João é um homem singular, simpático, singelo e simples, mas de gestos largos e uma generosidade imensurável, sem medida mesmo.” (José Gaudêncio Torquato)
“A vida deste ser humano sublime só nos renova a crença em Deus e na sabedoria do trabalho do homem. No caso de Seu João Rufino, devemos ressaltar a enorme capacidade de vencer com seu próprio esforço e dedicação em fazer o bem.” (Raimundo Fagner)
Esses depoimentos dos seus amigos foram devidos à perspicácia e dedicação com que Rostand Medeiros os colheu, num trabalho elogiável, que registra de forma perene a saga de um homem do interior que vence toda a adversidade possível e se torna o patriarca de uma grande família e de um pequeno império empresarial representado pelo Grupo 3 Corações, originário da torrefação “Nossa Senhora de Fátima”, que se tornou “Grupo Santa Clara”, tudo construído com o maior exemplo de honestidade, dignidade, amor e solidariedade.
Tive a grande satisfação de receber o livro, delicadamente oferecido pelo autor e que tive a honra de fazer a sua leitura antes do lançamento. APROVO, mas preciso de uma complementação. No seu retorno da festa, meu Caro Rostand, me traga um pacotinho do “Abençoado Café de Seu João Rufino”, daquele que ainda se faz na heróica Serra de São Miguel.
Esta é a mensagem deste blogueiro Carlos de Miranda Gomes
sexta-feira, 22 de abril de 2011

Sexta-feira Santa
A dor, o sacrifício e a morte
A tarde de Sexta-feira Santa apresenta o drama imenso da morte de Cristo no Calvário. A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de esperança. Com a Paixão de Jesus segundo o Evangelho de João contemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que lhe traspassou o lado.
São João, teólogo e cronista da paixão, nos leva a contemplar o mistério da cruz de Cristo como uma solene liturgia. Tudo é digno, solene, simbólico em sua narração: cada palavra, cada gesto. A densidade de seu Evangelho agora se faz mais eloqüente. E os títulos de Jesus compõem uma formosa Cristologia.
Jesus é Rei. O diz o título da cruz, e o patíbulo é o trono onde ele reina. É a uma só vez, sacerdote e templo, com a túnica sem costura com que os soldados tiram a sorte. É novo Adão junto à Mãe, nova Eva, Filho de Maria e Esposo da Igreja. É o sedento de Deus, o executor do testamento da Escritura. O Doador do Espírito. É o Cordeiro imaculado e imolado, o que não lhe romperam os ossos. É o Exaltado na cruz que tudo o atrai a si, quando os homens voltam a ele o olhar.
A Mãe estava ali, junto à Cruz. Não chegou de repente no Gólgota, desde que o discípulo amado a recordou em Caná, sem ter seguido passo a passo, com seu coração de Mãe no caminho de Jesus. E agora está ali como mãe e discípula que seguiu em tudo a sorte de seu Filho, sinal de contradição como Ele, totalmente ao seu lado. Mas solene e majestosa como uma Mãe, a mãe de todos, a nova Eva, a mãe dos filhos dispersos que ela reúne junto à cruz de seu Filho.
Maternidade do coração, que infla com a espada de dor que a fecunda.
A palavra de seu Filho que prolonga sua maternidade até os confins infinitos de todos os homens. Mãe dos discípulos, dos irmãos de seu Filho. A maternidade de Maria tem o mesmo alcance da redenção de Jesus. Maria contempla e vive o mistério com a majestade de uma Esposa, ainda que com a imensa dor de uma Mãe. São João a glorifica com a lembrança dessa maternidade. Último testamento de Jesus. Última dádiva. Segurança de uma presença materna em nossa vida, na de todos. Porque Maria é fiel à palavra: Eis aí o teu filho.
O soldado que traspassou o lado de Cristo no lado do coração, não se deu conta que cumpria uma profecia realizava um último, estupendo gesto litúrgico. Do coração de Cristo brota sangue e água. O sangue da redenção, a água da salvação. O sangue é sinal daquele maior amor, a vida entregue por nós, a água é sinal do Espírito, a própria vida de Jesus que agora, como em uma nova criação derrama sobre nós.

Descoberta do Brasil
O termo descoberta do Brasil se refere à chegada, em 22 de abril de 1500, da frota comandada por Pedro Alvares Cabral ao território onde hoje se encontra o Brasil. A palavra "descoberta" é usada nesse caso em uma perspectiva eurocêntrica, referindo-se estritamente à chegada de europeus às terras do atual Brasil, que já eram habitadas por vários povos indígenas.
Embora quase exclusivamente utilizado em relação à viagem de Cabral, o termo "descoberta do Brasil" também pode referir-se à suposta chegada de outros navegantes europeus antes de Cabral. Esse é o caso das possíveis expedições do espanhol Vicente Yáñez Pinzón em 26 de janeiro de 1500, e de Duarte Pacheco Pereira em 1498.
A chegada em Vera Cruz
Chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil
Pedro Álvares Cabral, capitão-mor da expedição que descobriu o Brasil.
No dia 24 de Abril, Cabral recebeu os nativos no seu navio. Então, acompanhado de Sancho de Tovar, Simão de Miranda, Nicolau Coelho, Aires Correia e Pero Vaz de Caminha, recebeu o grupo de índios que reconheceram de imediato o ouro e a prata que se fazia surgir no navio — nomeadamente um fio de ouro de D. Pedro e um castiçal de prata — o que fez com que os portugueses inicialmente acreditassem que havia muito ouro naquela terra. Entretanto, Caminha, em sua carta,[5] confessa que não sabia dizer se os índios diziam mesmo que ali havia ouro ou se o desejo dos navegantes pelo metal era tão grande que eles não conseguiram entender diferentemente. Posteriormente, provou-se que a segunda alternativa era a verdadeira.
O encontro entre portugueses e índios também está documentado na carta escrita por Caminha. O choque cultural foi evidente. Os indígenas não reconheceram os animais que traziam os navegadores, à exceção de um papagaio que o capitão trazia consigo; ofereceram-lhes comida e vinho, os quais os índios rejeitaram. A curiosidade tocou-lhes pelos objectos não reconhecidos - como umas contas de rosário, e a surpresa dos portugueses pelos objetos reconhecidos - os metais preciosos. Fez-se curioso e absurdo aos portugueses o fato de Cabral ter vestido-se com todas as vestimentas e adornos os quais tinha direito um capitão-mor frente aos índios e estes, por sua vez, terem passado por sua frente sem diferenciá-lo dos demais tripulantes.
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Fonte: Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
História do Brasil
quinta-feira, 21 de abril de 2011

Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes)
Martírio de Tiradentes, óleo sobre tela de Francisco Aurélio de Figueiredo e Melo (1854 — 1916).
Nome completo Joaquim José da Silva Xavier
Nascimento 12 de Novembro de 1746
Fazenda do Pombal, Minas Gerais, Brasil
Morte 21 de abril de 1792 (45 anos)
Rio de Janeiro, Brasil
Nacionalidade Brasileiro
Ocupação Dentista, Alferes e Ativista político
Ideias notáveis mártir da Inconfidência Mineira
Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (Fazenda do Pombal[1], batizado em 12 de novembro de 1746 — Rio de Janeiro, 21 de abril de 1792) foi um dentista, tropeiro, minerador, comerciante, militar e ativista político que atuou no Brasil colonial, mais especificamente nas capitanias de Minas Gerais e Rio de Janeiro. No Brasil, é reconhecido como mártir da Inconfidência Mineira, patrono cívico do Brasil, patrono também das Polícias Militares dos Estados e herói nacional.
O dia de sua execução, 21 de abril, é feriado nacional. A cidade mineira de Tiradentes, antiga Vila de São José do Rio das Mortes, foi renomeada em sua homenagem.
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Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Quinta-feira Santa
Eucaristia: Sacramento do amor
A liturgia da Quinta-feira Santa nos fala do amor, com a cerimônia do Lava-pés, a proclamação do novo mandamento, a instituição do sacerdócio ministerial e a instituição da Eucaristia, em que Jesus se faz nosso alimento, dando-nos seu corpo e sangue. É a manifestação profunda do seu amor por nós, amor que foi até onde podia ir: "Como Ele amasse os seus amou-os até o fim".
A Eucaristia é o amor maior, que se exprime mediante tríplice exigência: do sacrifício, da presença e da comunhão. O amor exige sacrifício e a Eucaristia significa e realiza o sacrifício da cruz na forma de ceia pascal. Nos sinais do pão e do vinho, Jesus se oferece como Cordeiro imolado que tira o pecado do mundo: "Ele tomou o pão, deu graças, partiu-o e distribuiu a eles dizendo: isto é o meu Corpo que é dado por vós.
Fazei isto em memória de ' mim. E depois de comer, fez o mesmo com o cálice dizendo: Este cálice é a nova aliança em meu sangue, que é derramado por vós" (Lc 22,19-20). Pão dado, sangue derramado pela redenção do mundo. Eis aí o sacrifício como exigência do amor.
O amor, além do sacrifício, exige presença. A Eucaristia é a presença real do Senhor que faz dos sacrários de nossas Igrejas centro da vida e da oração dos fiéis.
"A hora santa diante da Eucaristia deve nos conduzir até a hora santa diante dos pobres. Nossa Eucaristia é incompleta se não levar-nos ao serviço dos pobres por amor”.
Caridade solidária é o gesto de descer até o necessitado para tirá-lo da sua miséria e trazê-lo de volta a sua dignidade. A Eucaristia é o gesto da caridade solidária de Deus pela humanidade. "Eu sou o Pão da vida que desceu do céu. Quem come deste Pão vencerá a morte e terá vida para sempre".

A ÚLTIMA CEIA
à mesa tomam assento os convidados
e pães verdes são servidos -
pães e vinho verdes
na última homenagem à esperança
(Horácio Paiva)
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