quinta-feira, 9 de abril de 2020



Quinta-feira Santa

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Procissão do Ecce homo na Quinta-feira Santa em BragaPortugal.
Quinta-feira SantaQuinta-feira de Endoenças ou Grande e Sagrada Quinta-feira é a quinta-feira que antecede a celebração da morte e ressurreição de Jesus. É o quinto dia da Semana Santa no cristianismo ocidental e o sexto no cristianismo oriental (que conta também o Sábado de Lázaro, anterior ao Domingo de Ramos). É neste dia que se comemora o lava-pés e a Última Ceia de Jesus com seus apóstolos segundo o relato dos evangelhos canônicos[1] [2] .
A data ocorre sempre entre 19 de março e 22 de abril (inclusive), mas os dias variam dependendo do calendário litúrgico utilizado, o gregoriano ou o juliano. As igrejas orientais geralmente usam este último e por isso celebram esta festa em datas que correspondem ao período entre 1 de abril e 5 de maio no calendário gregoriano utilizado no ocidente. A liturgia utilizada na noite da Quinta-feira Santa encerra a Quaresma e dá início ao chamado Tríduo Pascal, o período que comemora a paixãomorte e ressurreição de Cristo e inclui ainda a Sexta-feira Santa, o Sábado de Aleluia e termina no Domingo de Páscoa[1] [3] . A missa neste dia é geralmente celebrada no final da tarde, o início da sexta de acordo com a tradição judaica, e relembra o fato de Última Ceia ter sido uma refeição da Páscoa judaica ("Sêder")[4]

Índice

Cristianismo ocidental[editar | editar código-fonte]

A Quinta-feira Santa é notável por ser o dia no qual a Missa do Crisma (ou "Missa da Unidade") é celebrada em todas as dioceses da Igreja Católica Romana. Geralmente celebrada na catedral da diocese, nesta missa o santos óleos são abençoados pelo bispo para serem utilizados na crisma, na unção dos enfermos e como óleo dos catecúmenos. O primeiro e o último serão utilizados no Sábado de Aleluia, durante a Vigília Pascal, para batizar e confirmar os que entram para a igreja.

A cerimônia do lava-pés é um componente tradicional da celebração em muitas igrejas cristãs, incluindo a Armênia[5] , a EtíopeCatólicas Orientais, grupos batistas[6] , Menonitas e a Igreja Católica Romana. Além disso, o rito está se tornando cada vez mais popular na liturgia da Quinta-feira Santa (em inglêsMaundy Thursday) na Igreja AnglicanaEpiscopal[7] , LuteranaMetodista e Presbiteriana[8] além de várias outras denominações protestantes. Nas igrejas católicas e anglicanas, a Missa da Ceia do Senhor começa de forma tradicional, mas o Glória é acompanhado pelo soar de sinos, que permanecerão em silêncio até a Vigília Pascal[9] . Depois da homilia, realiza-se então o lava-pés onde a cerimônia é realizada. Na missa católica, o Santíssimo Sacramento permanece exposto até que o serviço se conclua com uma procissão para levá-lo até o local onde ele será depositado. O altar-mor e todos os demais são limpos de toda decoração, com exceção do Altar de Reposição[10] . Até 1969, o missal romano previa este rito sendo realizado de forma cerimonial acompanhado do canto dos salmos 21 e 22[11] [12] , uma prática que ainda permanece em muitas igrejas anglicanas. Em outras denominações cristãs, como as luteranas e metodistas, a limpeza do altar e do presbitério ocorre como preparativo para a solene e mais sombria missa da Sexta-feira Santa[13] .

Cristianismo oriental


Na Igreja Ortodoxa e nas Igrejas Católicas Orientais de rito bizantino, o dia é conhecido como "Grande e Sagrada Quinta-feira" ou "Grande Quinta-feira"[14] [15] [16] . Na Igreja Ortodoxa, as cores litúrgicas são mais brilhantes, comumente brancas. É apenas neste dia que se relaxa o jejum da Semana Santa para se permitir o consumo de vinho e azeite.
A leitura da manhã é o primeiro evangelho da paixão (João 13:31 até João 18:1), conhecido como "Evangelho do Testamento", e muitos dos hinos normais da liturgia são substituídos. É normal a realização da cerimônia do lava-pés em catedrais e mosteiros. Quando há necessidade de consagrar mais óleo para crisma, a cerimônia é realizada pelos patriarcas e outros líderes das diversas igrejas autocéfalas. À noite, depois da liturgia, todas as decorações e vestes são trocadas por outras de cor negra ou escura, um sinal do início da paixão.
A partir da Grande e Sagrada Quinta-feira, os serviços em memória dos mortos estão proibidos até o dia seguinte ao Domingo de Tomé.

Feriados

A Quinta-feira Santa é um feriado nacional na ColômbiaCosta RicaDinamarcaIslândiaMéxicoNoruegaParaguaiFilipinasEspanha (com exceção das regiões da Catalunha e Valência) e Venezuela[17] .

Visita a sete igrejas

A tradição de visitar sete igrejas na Quinta-feira Santa é uma prática antiga originada provavelmente em Roma. Em diversos países da América Latina, a visita às sete igrejas geralmente ocorre à noite.

Neste ano de 2020 a Semana Santa vem sendo revivida de forma diferenciada, tudo pelo meio virtual em razão da pandemia que assola todo o mundo. Assim todos os atos religiosos são realizados solitariamente com os celebrantes e disponibilizados pelas redes sociais.
Apesar do inusitado, isso não deverá deixar de ser seguido por todos os fiéis de todas as religiões cristãs, fortalecendo a fé.

quarta-feira, 8 de abril de 2020


QUARTA - FEIRA SANTA OU QUARTA-FEIRA DE TREVAS

No calendário cristão considera-se a Quarta Feira desse 
período quaresmal, como QUARTA-FEIRA DE TREVAS 
para lembrar a traição de Judas Iscariotes. Contudo, não 
deixa de ser uma Quarta-Feira SANTA, porque 
precursora do cumprimento da profecia que coloca 
Cristo como o redentor da humanidade.
Para melhor esclarecer  este tema, transcrevemos 
estudo feito no Blog Breviário:



"Tenho estado todos os dias convosco no templo, 
e não estendestes as mãos contra mim,
mas esta é a vossa hora e o poder das trevas."
São Lucas 22,53






Então um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, foi 
ter com os príncipes dos sacerdotes e 
perguntou-lhes: 15 Que quereis dar-me e eu vo-lo 
entregarei. Ajustaram com ele trinta moedas de 
prata. 16 E desde aquele instante, procurava uma 
ocasião favorável para entregar Jesus(MT 26, 14-16)




















Judas Iscariotes, um dos 
Doze, foi avistar-se com os 
sumos sacerdotes 
para lhes entregar Jesus. 
11 A esta notícia, eles 
alegraram-se e prometeram 
dar-lhe dinheiro. 
E ele buscava ocasião oportuna 
para o entregar. 
( MC 14,10-11)




















Levantai-vos e vamos! 
Aproxima-se o que me 
há de entregar. 
43 Ainda falava, 
quando chegou 
Judas Iscariotes, 
um dos Doze, e com ele um bando 
armado de espadas e cacetes, 
enviado pelos sumos sacerdotes, 
escribas e anciãos.44 Ora, o traidor 
tinha-lhes dado o seguinte sinal: Aquele 
a quem eu beijar é ele. Prendei-o e 
levai-o com cuidado. 45Assim que ele se 
aproximou 
de Jesus, disse: Rabi!, e o beijou. 
46 Lançaram-lhe
 as mãos e o prenderam. (MC 14 ,42-46)


Dito isso, Jesus ficou perturbado em seu espírito 
declarou abertamente: Em verdade, em verdade 
vos digo:
um de vós me há de trair!... 22 Os discípulos 
olhavam uns para os outros, sem saber de 
quem falava. 23 Um dos discípulos, a quem Jesus 
amava, estava à mesa reclinado 
ao peito de Jesus. 24 Simão Pedro acenou-lhe 
para dizer-lhe: Dize-nos, de quem é que ele fala. 
25 Reclinando-se este mesmo discípulo sobre o 
peito de Jesus, interrogou-o: Senhor, quem é? 
26 Jesus respondeu: É aquele a quem eu der 
o pão embebido. Em seguida, molhou o pão e 
deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes. 
27 Logo que ele o engoliu, Satanás entrou nele. 
Jesus disse-lhe, então: O que queres fazer, 
faze-o depressa. 28 Mas ninguém dos que 
estavam à mesa soube por que motivo lho dissera. 
29 Pois, como Judas tinha a bolsa, pensavam
alguns que Jesus 
lhe falava: Compra aquilo de que temos necessidade 
para a festa. Ou: Dá alguma coisa aos pobres. 
30 Tendo Judas recebido o bocado de pão, 
apressou-se em sair. E era noite... 31 Logo que 
Judas saiu, Jesus disse: Agora é glorificado o 
Filho do Homem, 
e Deus é glorificado nele.  (JO 13, 21-31)

















Depois dessas palavras, Jesus saiu com os 

seus discípulos para além da torrente de 
Cedron, onde havia um jardim, no qual entrou 
com os seus discípulos. Judas, o traidor, 
conhecia também aquele  lugar, porque 
Jesus ia frequentemente 
para lá com os seus discípulos. Tomou então 
Judas a coorte e os guardas de serviço dos 
pontífices e dos fariseus, e chegaram ali com 
lanternas, tochas e armas. Como Jesus 
soubesse tudo o que havia de lhe acontecer, 
adiantou-se e perguntou-lhes: A quem buscais? 
Responderam: A Jesus de Nazaré. 
Sou eu, disse-lhes. (Também Judas, o traidor, 
estava com eles.) 6Quando lhes disse Sou eu, 
recuaram e caíram por terra. (JO 18, 1-6)




NA QUARTA DE TREVAS É TRADIÇÃO REZAR-SE 
14 SALMOS LEMBRANDO OS 14 PASSOS DO 
CALVÁRIO DE CRISTO, TENDO UM CANDELABRO 
TRIANGULAR DE 15 VELAS ACESO.
 A CADA SALMO APAGA-SE UMA VELA, LEMBRANDO 
A VIDA DE JESUS QUE SE VAI, SÓ NÃO A DO MEIO 
DO CANDELABRO. POR FIM, ELA TAMBÉM SE 
APAGA LEMBRANDO A MORTE DE JESUS. E A 
IGREJA FICA NA ESCURIDÃO.

EM SEGUIDA, TODOS BATEM OS PÉS E AS 
CADEIRAS, FAZENDO RUÍDO , LEMBRANDO A 
RESSURREIÇÃO E A VELA DO MEIO É ACESA 
DE NOVO. 


ESSE COSTUME JÁ NÃO É MUITO USADO EM 
TODAS AS IGREJAS. PRINCIPALMENTE, DEPOIS 
DA REFORMA DO CONCÍLIO VATICANO. POUCAS 
CONSERVAM ESSA TRADIÇÃO QUE, AO MEU VER, 
É MUITO BONITA POR 
TODO O SIMBOLISMO DELA.

"E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, 
os homens amaram mais as trevas do que 
a luz, porque as suas obras eram más."
 São João 3,19

"Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: 
Eu sou a luz do mundo; quem me segue 
não andará em 
trevas,  mas terá a luz da vida."
 São João 8,12


"Eu sou a luz que vim ao mundo, para que 
todo aquele que crê em mim 
não permaneça 
nas trevas."
São João 12,46


"E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos 
anunciamos: que Deus é luz, e não há nele 
trevas nenhumas. "
I São João 1,5
"Disse-lhes, pois, Jesus: A luz ainda está convosco 
por um pouco de tempo. Andai enquanto tendes 
luz, para que as trevas não vos apanhem; pois 
quem anda nas trevas não sabe para onde vai."
São João 12,35
O MEU CATIVEIRO
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes


      Das publicações na rede social e na imprensa, notadamente a coluna do amigo jornalista Vicente Serejo, sobre a pandemia do coronavírus, uma delas foi enviada diretamente para mim, por conta da amizade e do talento de Horácio Paiva, que abaixo transcrevo:

A HORA RASA

não há mais onde abrigar-se
o quarto é um símbolo mudo
e a calmaria
sinal de perigo

os odres estão vazios
e muita cautela é preciso ao pisar
as nuvens de silêncios inflamáveis

outrora havia rumor de tambores
que anunciavam a chuva
mas os ventiladores pararam

o quarto está despido
sem sombras e sem luz
sem qualquer movimento de espera
exceto a expectativa
de que uma porta se abra
e exponha o jazigo                       
à exterioridade dos ruídos

(Horácio Paiva)


      Parece que o poeta ouviu o meu sentir cotidiano, no símbolo mudo do meu quarto, a cujo poema eu acrescento: e para quem já não conta com o seu amor permanente, com o qual poderia amenizar os dias intermináveis desta condenação.
      A solidão e o silêncio trazem THEREZA para mim em todos acontecimentos da natureza e da vida. Hoje seria o dia dela "lua cheia", onde nunca deixou de curtir comigo nas cadeiras do nosso jardim, carinhosamente criado por ela para aliviar as tensões da existência.
      Também sinto a falta do abraço de todos os meus netos, do banho diário de piscina com Guilherme onde fazia todo tipo de peripécia, enquanto eu o caçava imitando um tubarão e com isso fazia os meus exercícios necessários. 
      Hoje o meu exercício é sozinho, silencioso, onde fico a rezar ou orar, tanto faz, pedindo ao Criador que salve este mundo velho de tanta desgraça, não bastasse o castigo de conviver com pessoas que comandam os Entes Públicos sem a competência indispensável a melhorar a qualidade de vida do povo, destinatário da existência dos seus representantes.
      Nos momentos dos meus banhos de solo o local invariavelmente escolhido é o jardim da minha querida companheira, buscando as orquídeas que tanto apreciava.
      E o que dizer da Semana Santa, neste momento acompanhada pelo meio virtual, sem o sentir sobrenatural das Catedrais ou das simples Igrejinhas.
      É difícil viver numa masmorra, aliviada pela introspecção a que nos submetemos para orientar os que estão de fora a tomarem iniciativas que ajudem de alguma forma os que sofrem e cumpram as obrigações das quais estou privado de providenciar pessoalmente.
      Também aliviam os meus tormentos e preocupações, os telefonemas e "Zaps" dos muitos amigos, com os quais divido a esperava da salvação.
       A propósito, vejam o que recebi da amiga Magda Botelho, a propósito de acontecimento inusitado ocorrido num hospital no Recife, quando um grupo fazia orações - a imagem fala mais do que eu poderia fizer.




UM ABRAÇO VIRTUAL AOS MEUS LEITORES. QUE DEUS SEJA SEMPRE LOUVADO.



Burra de sela

Por: Gustavo Sobral


Vem dos antigos, e desde que o homem domesticou o animal para transporte e uso, a pronta necessidade de saber bem cavalgar.

Se atribui em parte ao cavaleiro ou à amazona a destreza de bem conduzir os arreios, mas também fator incontestável é que nem só de um bom montador se faz uma agradável montaria. O animal contribui, e como, para o bom aproveitamento da cavalgada.

Se incontestável é a predominância do cavalo em assuntos de montaria, incontestável também são as qualidades da burra, burrica, asna, jumenta, para o mesmo propósito. Em matéria de resistência e prudência, a burra saiu superior ao cavalo.

É certo que o animal só mostra a que veio, sabedoria do sertanejo, em serviço. Então o adágio é prudente: só se conhece burro bom em viagem grande.

Juvenal Lamartine fez mais de uma vez viagem de ida e volta de Acari para Natal, de Natal para Acari, em sua Melada. 108 léguas! E dizia que a burrinha nem se abalou. Quincoló, marchante de gado, batia meio mundo, andando o sertão, na sua V8.  

Nem os cangaceiros se furtaram ao uso da burra com sela e sem, segundo Honório de Medeiros, mestre no assunto cangaço. E a burra virou instituição.

Diz-se daquele que acerta na sorte grande que “lavou a burra”. Burrinha é burra pequena, ou o seu diminutivo. Burrica é burra pequena e nova. Burrada é ajuntamento de burro, mas é também alguma besteira que algum indivíduo possa cometer, ai diz-se que ele fez uma burrada.

Quem mata burro é burricida e burra de leite é a burra que produz leite e dizem que leite de burra é bom pra recém-nascido, só que sua quantidade é minguada...

Burra do padre é também como é conhecida a mula sem cabeça, avalie! E burranca é burra fraca – segundo o Grande e Novíssimo Dicionário da Língua Portuguesa de Laudelino Freire, 2ºed, 1954.

Andorinha, Carrapeta, Cigana, Medalha, Melada, Asa Branca, outros mais eram nomes que assistiam as burras de sela no sertão velho.

As burras de sela eram de tanta e total serventia que eram elas a garantia de muita palavra dada por sertanejo quando dizia: aguarde que tal dia e tal hora estarei lá sem mais nem menos.

Mesmo assim, a coitada do burra passou para a história sem o devido reconhecimento do valor da sua presteza. A burra de sela merece este registro.

Para ler outros escritos, baixar livro
e  tudo mais, acesse

www.gustavosobral.com.br

terça-feira, 7 de abril de 2020







DOMINGO DE RAMOS

Corresponde ao dia em que Jesus entrou em Jerusalém, aclamado por uma grande multidão com ramos nas mãos e colocados pelo caminho no qual Jesus entrou em Jerusalém para cumprir a sua missão. Isso aconteceu no domingo antes de sua morte e ressurreição, e ficou firmado como o início da Semana Santa.
Apesar da Pandemia que assola o mundo presentemente, vamos nos recolher para viver, dia a dia, o julgamento, martírio, morte e ressurreição do Cristo.

segunda-feira, 6 de abril de 2020


EFEITOS COLATERAIS DA PANDEMIA
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes

      Saio do meu natural, até porque estou fora do meu normal, para desabafar da situação que me mantém constrangidamente em cativeiro.

      As emissoras de canal aberto ao invés de aproveitarem o aumento de audiência para apresentar programas especiais, bons filmes, reportagens e outras coisas mais, ficam a ocupar todos os horários com noticiário exagerado sobre a pandemia do “coronavirus”, ampliando o pânico na população e sempre com um pedacinho de conotação política, querendo jogar o Presidente da República contra o Ministro da Saúde, quando as estatísticas podem muito bem ser apresentadas nos noticiários normais e horários já conhecidos do grande público, em todas as emissoras.

      Tais programas, pela repetição, mantém um clima ridículo, incômodo e desnecessário, tanto para os telespectadores adultos quanto a criançada que ficam sem alguma atração para acalmarem as suas ansiedades.

      A par dessa monotonia, apelam para programas já apresentados, nem todos de valor aceitável, deixando os seus seguidores com a busca de outras atividades que podem contrariar a ordem de resguardo.

      Sem querer cair na vala comum, parabéns aos médicos e enfermeiros e a todos que trabalham na área hospitalar pela dedicação e competência; aos governantes preocupados com oferecimentos de novos leitos para as emergências e medidas financeiras para acudirem os hipossuficientes financeiramente e os moradores de rua, como também às diversas Igrejas, que conservam acesa a chama da esperança.

      Estou fazendo o possível e você?

terça-feira, 31 de março de 2020


AMOR, UM ANO, A VIUVEZ

Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes


      Hoje, dia 31 de março de 2020, traz à nossa memória aquele domingo de tristeza de um ano atrás, quando no sono da esperança, sem agonia, voltou para a casa do Pai a nossa inesquecível THEREZINHA ROSSO GOMES, minha menina de tranças, com quem dividi 71 anos de amizade, alguns de namoro, um de noivados e 56 de laços matrimoniais.


      Todos conhecem a minha dor e as minhas mensagens dedicadas a ela, não reprimindo a proclamação da saudade que permanece íntegra entre os seus filhos, netos, genro e noras, irmã Rachele e demais parentes e incontável número de amigos que compareceram em massa em sua partida, dando mostras que ela era uma pessoa singular de esposa, mãe, avó e amiga.

      Nesta data, pelo inusitado do surgimento de uma pandemia, foi impossível a reunião na igreja que frequentava - Matriz de São Pedro, mas nem por isso vamos deixar de fazer uma corrente de oração, que estimaria fosse às 17 horas, em sufrágio da alma da pranteada pessoa.


      Aproveito para enaltecer a permanente solidariedade dos amigos e parentes em reiteradas manifestações, em particular da Igreja Católica através do Pe. MOTTA, que preparou a pranteada para o momento do encantamento de THEREZA, celebrando no Hospital da Unimed a renovação das bodas o que trouxe a todos e a ela, em particular, uma alegria incomensurável, ato que o referido pároco e amigo o repetiu neste 16 de março de 2020, comparecendo à nossa residência para reiterar a data nos seus 57 anos. Hoje, pela TV Futuro, celebrou Missa, também em sufrágio da alma da nossa inesquecível esposa, mãe, avó e amiga.  SALVE THEREZINHA.

AINDA QUE O AMOR EXISTA

MAS TAMBÉM A DOR PERSISTA

ESTÁ DOENDO DEMAIS!

SENHORA MÃE DO SENHOR
COBRI COM O SEU MANTO SAGRADO
A VIDA DO MEU AMOR

  

domingo, 29 de março de 2020

PARABÉNS AO IHGRN



A Casa da memória norte-rio-grandense completa 118 anos de serviços prestados ao Rio Grande do Norte 

Bruno Balbino Aires da Costa
Sócio efetivo do IHGRN

      A “Casa da memória norte-rio-grandense” é a marca registrada do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. Porém, o que o termo significa? Qual a sua relevância para a sociedade norte-rio-grandense nesses 118 anos de história?  
      Primeiramente, a imagem da Casa da Memória diz respeito ao seu comprometimento em preservar os milhares de documentos raros alusivos ao passado remoto e imediato do estado. Segundo, a mencionada alcunha justifica-se pelo seu interesse institucional em não deixar olvidar a memória histórica do estado. 
      Nesse sentido, a imagem da Casa da Memória tem um duplo sentido: o da memória arquivada e o da memória histórica.   O IHGRN organizou uma memória arquivada por meio do ato de coligir e metodizar documentos referentes ao Rio Grande do Norte. Vale lembrar que o Instituto Histórico surgiu de uma necessidade política e territorial: reunir uma documentação que pudesse subsidiar a defesa do estado em relação à questão de limites territoriais com o Ceará na virada do século XIX e começo do XX.       Nesse momento histórico, o Rio Grande do Norte não tinha uma instituição, como o Instituto do Ceará, que pudesse, concomitantemente, reunir uma documentação e a partir dela produzir e publicar um conjunto de textos acerca da questão de limites. 
      Foi da necessidade de fornecer documentos para a defesa jurídica na querela territorial com o Ceará que começou a veicular, entre os círculos letrados e políticos do estado, a ideia de criação de um instituto aos moldes do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil (IHGB). Tal interesse foi concretizado em 29 de março de 1902 com a fundação do IHGRN. 
      Durante muito tempo, o Instituto tornou-se uma espécie de arquivo do estado, copiando e reunindo um conjunto de fontes concernentes ao passado do Rio Grande do Norte. Mas não foi só isso. O Instituto histórico produziu uma memória histórica para o estado, elaborando a partir dela uma articulação com a memória nacional. 
      O IHGRN foi a instituição que formulou as bases da identidade histórica do estado. No jogo complexo de diatribes pela naturalidade dos personagens históricos, como Felipe Camarão, e pelo interesse em evidenciar o papel proeminente de Frei Miguelinho na Revolução de 1817, os sócios do IHGRN mobilizaram-se para construir o panteão de heróis norte-rio-grandenses. 
      No começo do século XX, fazia-se necessário evidenciar a singularidade do estado no conjunto geral da nação. Era preciso assinalar o lugar do Rio Grande do Norte na construção da memória nacional. Dessa tarefa encarregou-se também o IHGRN.       Em termos atuais, a agremiação continua priorizando a preservação da memória documental e reforça a memória histórica produzida pelos seus associados, desde os primeiros anos de sua existência. 
      O Instituto orgulha-se da herança memorial e preserva a imagem de que a agremiação é a Casa da Memória norte-rio-grandense.  
      É no âmbito da Casa onde há o refúgio tranquilo contra os perigos e as ameaças dos que estão fora. É nela também que se produz uma memória comprometida com os valores e os interesses dos que estão dentro dela, daqueles que orbitam no espaço privado do Instituto. É a Casa da Memória, porque efetivamente produziu-se e guardou-se, ao longo dos seus 118 anos, a memória norte-rio-grandense do perigo do esquecimento. 

quarta-feira, 25 de março de 2020

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CORONAVÍRUS: PANDEMIA E PANDEMÔNIO



Valério Mesquita*

A vida da gente, hoje em dia, chega a doer e a enjoar. Sobrepondo-se à lógica, aí estão os mistérios do mundo. Ele parece apodrecer cotidianamente. E acho essas razões um tanto metafísicas mas, perfeitamente racionais e cabíveis à espécie. Apesar da revolução das ciências, em todos os campos de atividade, há uma angústia indagativa porque tudo piora quando a humanidade progride materialmente. Muito antes, nas esquinas do mundo, a fatalidade das guerras ditadas pela imprudência interrompia a esperança do ser humano no dia de amanhã. Tudo leva a crer, no crepúsculo dos nossos dias, que a escalada geométrica da dificuldade de se viver no planeta, hoje tão afetado pela superpopulação e a crise da falta de alimentos, é que ingressamos no corredor escuro do Armagedom.
A vida passa e diante dos nossos olhos segue um desfile barulhento de excessos. Excessos e abusos perturbadores provocados pelo braço do homem. Vejam só, por que surgem na atmosfera (o ar que respiramos) vírus gripais (Covid-19, H1N1 e etc.), infecciosos e contagiosos que se multiplicam e se transformam virando pandemia? No processo de mutação ultrapassam a eficácia da vacina e se propagam com surpreendente rapidez, induzindo-nos acreditar que a camada superior da terra e as defesas do corpo humano estão comprometidas por atos insanos do próprio homem. Os continentes, desde os mais industrializados aos mais pobres, desérticos, quentes, superpovoados, até as  florestas tropicais em compasso progressivo de extermínio, incluindo os mares revoltos, revelam-me recôndita preocupação com o final dos tempos.
Igual em perigo à pandemia, mora vizinho o pandemônio. O tumulto do trânsito em Natal está trazendo estresse e hospitalizando muita gente. Avaliem as cidades maiores! Semana passada, entre 18h e 19h30, gastei de automóvel trinta minutos do bairro de Lagoa Nova ao Natal Shopping. O número de veículos hoje na capital resgata a “saudade de mim mesmo”, como disse o poeta português. Esse grave fato estatístico não preocupa apenas pelo dano físico de acidentes, mas igualmente, pela nova geração de ansiosos, psicóticos e depressivos. E haja consumo de benzodiazepínicos. Diariamente em Natal, acontece de dois a quatro acidentes com motos. A malha viária não comporta mais o enxame de ônibus, “ligeirinhos” antipáticos e imprudentes, automóveis e utilitários de luxo, que lembram as crises políticas de Bolsonaro.
Todavia, o pandemônio não se encerra aí. O assalto à mão armada não apenas reside ao lado, mas está dentro de casa fazendo reféns. Com armas modernas e de grosso calibre os marginais já são um número maior que o efetivo policial. Segurança no Brasil é uma ilusão congratulatória. Somente os bobos acreditam e agradecem. Ainda iremos assistir, se não planejarem logo uma solução, desfilando nas ruas e bairros as forças armadas do país, envolvendo-se na estratégia de resguardar a cidadania que é vida e que significa tanto quanto a defesa da soberania do país. Igual ou pior do que a invasão do território nacional é o lar ultrajado, violentado e saqueado da família brasileira que, no dizer de Rui Barbosa, “é a pátria amplificada”.

(*) Escritor