sábado, 7 de setembro de 2019


D I A     D A     P Á T R I A

Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes

        Do sonho nativo ao ato real do governante nacionalista D. Pedro I nasceu a INDEPENDÊNCIA DO BRASIL.
        Estávamos, então no dia 22 de setembro de 1822, nas cercanias do riacho Ipiranga, quando após a leitura de mensagens descabidas do Governo de Portugal, nosso Imperador D. Pedro I proclamou a frase célebre: Independência ou Morte. Foi consumada a nossa separação da Corte Portuguesa.
        Esse fato histórico, todavia, teve precedentes de coragem e patriotismo desde a execução de Tiradentes, primeiro revolucionário da nossa independência e, mais adiante, quando o domínio português em Lisboa insistia em pressões sobre o nosso Príncipe Regente, este rebelou-se contra a exigência do seu retorno a Portugal, e em 9 de janeiro de 1822, externou seu desejo de rompimento com os laços da terra europeia, que ficou consagrado como o “Dia do Fico”, momento em que o governante fez seu voto de amor pelo Brasil.

        Dessa atitude resultou a convocação de uma Assembleia Constituinte, organização da Marinha de Guerra e obrigou as tropas de Portugal a voltarem para o reino. Determinou também que nenhuma lei portuguesa seria colocada em vigor sem o "cumpra-se", ou seja, sem a sua aprovação. Era o passo inicial para nossa hegemonia política. No mês de dezembro de 1822, D. Pedro foi declarado imperador do Brasil.
       
        Hoje, em plena República, renovamos em 2019 a nossa esperança de um Brasil melhor, com igualdade e prosperidade.

        EU DE AMO MEU BRASIL. INCONDICIONALMENTE.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019



REFORMA ELEITORAL URGENTE!

Valério Mesquita*

Jesus Cristo, o amado mestre, falava através de parábolas. O ser humano comum, quando muitas vezes quer dizer uma verdade, escreve por linhas tortas. Esse preâmbulo indefectível vem esbarrar num assunto que desejo abordá-lo via deduções preterintencionais, comparativamente a uma bula medicamentosa. Repleta de disse-me-disse. Falo do famigerado coeficiente eleitoral, a mais afiada faca de dois gumes do processo eleitoral brasileiro. Modelo injusto e antidemocrático, que eleva ao podium o lanterninha em detrimento do mais votado. O resultado, muitas vezes, de uma eleição, não reflete a manifestação da maioria, principio fundamental de qualquer processo decisório.
O escorre das votações ou proclamação de resultados, em qualquer atividade institucional ou não, baseia-se na lógica numeral dos sufrágios. Nos plenários do Legislativo, do Judiciário, dos Tribunais de modo geral, no placar das competições esportivas, no Vaticano, no sindicato, na OAB, no ABC, no grêmio escolar, enfim, em qualquer seguimento coletivo a expressão dos mais sufragados - é a respeitada. Até a lei de Gerson é a da vantagem. Somente o processo eleitoral brasileiro é liquidificado, diluído, triturado, para inverter e subverter a escolha popular que deu três mil votos a um candidato mas o que se elege é aquele dos quinhentos. Acho perverso esse sistema. A maioria dos pequenos partidos que abunda o elenco eleitoral é useira e vezeira na prática de registrar candidatos fajutos apenas com o intuito de alimentar a legenda.
O coeficiente eleitoral, assim, é semelhante a bula medicamentosa. Esta tem efeitos colaterais pois ofende a todo organismo da eleição. Elege quem não devia. Retira do eleitor a primazia de escolher o melhor, retirando do túmulo do processo o opaco e o onomatopaico. Envia para a casa do povo o que não deve ir – o lôgro. Verifique o resultado das urnas, à luz mortiça das reações adversas que o coeficiente eleitoral tem provocado nos legislativos de modo geral só para atender ao cálculo equivocado que premia o caricato partido político e derruba o valor pessoal, humano e majoritário do candidato. Ainda dentro da posologia sobre o assunto as minhas precauções residem no fato de entender que o homem deve ficar acima da agremiação. A proliferação das legendas tem trazido mais problemas para a democracia do que o político solitário. Afinal, o mensalão e outros escândalos foram obras da proliferação de partidos, de legendas.
A superdosagem de corticóide no coeficiente eleitoral mascara o exercício da democracia. Além de alarmante, a sua aplicação penaliza, deturpa a face das urnas, a liquidez da escolha, a lisura da lei. Vamos construir um Brasil eleitor. Respeitando o direito da maioria do povo e não o artifício matemático, algébrico, trigonométrico do computador eleitoral. O voto é algo numeral e ordinal. Sentar na cadeira do eleito o menos votado é invenção escabrosa. É gambiarra, “morcego” e tapeação. Voto é maioria e não medicamento controlado e manipulado. Tarja preta para o coeficiente eleitoral! Aceito tudo o que for eletrônico numa eleição menos o coeficiente digitalizado porque nega o direito da maioria.
Por último, outro escárnio que turba a democracia brasileira é a quantidade excessiva de partidos políticos existentes (quase quarenta). São verdadeiras Ong’s deturpadoras do quadro político-eleitoral sustentados pelo erário público. No orçamento da próxima eleição foi consignado três bilhões e oitocentos milhões. Por isso, faltam os recursos para pagar funcionários, a bóia dos recrutas, os remédios da saúde e as obras públicas inconclusas. É mais um tema para comentar na reforma da lei eleitoral.
(*) Escritor.


sábado, 24 de agosto de 2019



 
HERANÇA AFETIVA
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes, escritor

            Quem parte leva saudade, de alguém que fica chorando de dor”. Assim proclama a canção Cielito Lindo, da autoria de Francisco Scarambone, com inúmeras versões. Contudo, em meu caso particular, apesar da saudade dolorida da minha inesquecível THEREZINHA, que virou estrela em 31 de março passado, contabilizei incontáveis bens de sua herança afetiva, que ameniza a sua falta.
        Entre as flores do seu belo jardim, abrigo com amor, os 12 felinos que ficaram órfãos e que eram esteios da sua vida.
        Tenho muitas histórias de alguns deles, desde Xana que trazia flores na boca até a mais nova adotada, Mikaela, desprezada que estava em uma clínica há muitos meses, completando o elenco de 13.
        Nem todas as pessoas têm a noção precisa da importância desses pequeninos animais para amenizar as dificuldades do cotidiano. Eles transmitem amor, carinho e fidelidade, chegando mesmo a fazerem parte da nossa existência.
        Impressiona o sentimento que demonstram com a ausência da sua protetora. Por mais que os familiares façam para substituir a benfeitora, ainda nos deparamos com a procura que eles demonstram pela amiga que partiu.
        Sei que é caro esse tratamento, mas compensador pelo sentimento transcendental que oferecem.
        Às vezes fico a pensar porque alguém tem a ousadia de maltratar essas criaturas de Deus. O exemplo vem do próprio poder público que não oferece um programa de assistência aos animais, senão alguns abnegados que ocupam essa omissão, mas de forma precária.
        Existem entidades que até recomendam a não alimentação dos gatinhos e gatinhas, havendo quem acionou a Justiça para a garantia desse procedimento humanitário.
        Aqui fica o meu apelo às autoridades – façam alguma coisa para permitir o controle da convivência entre humanos (desumanos) com os animais que tanto nos servem em variados sentidos.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

 ELZA ETERNIZADA

          Depois da terrível e sofrida batalha da vida contra a morte, minha querida irmã ELZA CARLINA GOMES LEANDRO, que já foi GONDIM, partiu para a eternidade.
          A sua imagem não comporta tristeza, pois em vida só foi alegria, dedicação à família, amiga e confidente.  
          Recordo muito bem nossos dias ditosos na cidade de Macaíba, ainda éramos crianças, e ela desfilava de patins pelas calçadas da rua Pedro Velho comigo; trocávamos palavras em inglês forjado para impressionar a garotada que nos acompanhava admirada pela proeza.
          Elza criança se apresentando no Cine Independência, em frente ao velho Pax, dançando, cantando e contracenando com o velho Cel. Libório (artista da família Leiros).
          Em Natal, na rua Meira e Sá, era a atração da garotada do Barro Vermelho encenando peças num palco improvisado com lençóis de cama na garagem de papai. 
          Elza, grande jogadora de futebol, nada devendo aos meninos peladeiros. Ela era a campeã de embaixadas.
          A poetisa, cantora, agitadora cultural - era sempre a atração das festas da família.
          E agora, minha irmã, para quem vou fazer aquela tapioquinha de final de tarde? Aqueles papos alegres e outros de extrema seriedade?
          Sei que você foi para a Casa do Criador e lá, certamente, será recebida por muita gente querida - nossos pais José e Maria, seus dois esposos José Morais e João Leandro, Fernando, sua amiga Altiva que partiu também esta semana, meus sogros Rocco e Rosina, por Arnaldo e, claro, pela sua Baronesa Therezinha, que juntamente com Maria Dulce, formavam o trio que infernizava vovô João Gomes colhendo as goiabas brancas e vermelhas do seu pomar.
          Ah!, querida irmã, meu coração está doendo, mas sei que estais em ótimas companhias.
         Um beijo e até breve, Senhora Flor de Carne da inspiração de Gondim. Nós a faremos eternizada pelos momentos maravilhosos que oferecestes à nossa família.

terça-feira, 20 de agosto de 2019



ELZA CARLINA GOMES LEANDRO, minha querida irmã, desencarnou ontem, foi encontrar-se com João e com a minha THEREZA.
Com ela também se foi a alegria da família, a sensibilidade e a solidariedade.

No momento não encontro palavras para retratá-la. Fica para depois:



Funeral: Cemitério de EMAÚS

Velório amanhã 20/08 a partir das 8:00h.
Capela 2
Missa: 17:00h
Sepultamento: 18:00

segunda-feira, 12 de agosto de 2019




FACULDADE DE DIREITO DE NATAL
        Os alunos, ex-alunos e Professores em exercício ou aposentados vão comemorar os 70 anos do Curso de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), criado no dia 15 de agosto 1949, como Faculdade de Direito de Natal, através da Lei Estadual nº 149, de 15 de agosto de 1949, sancionada pelo Governador José Augusto Varela. Mas só foi efetivamente instalada e autorizada em 1954 com o decreto federal n.º 36.387, de 25 de outubro, e o primeiro vestibular só ocorreu no ano seguinte, 1956, quando aconteceu o início das atividades letivas. Sua primeira sede foi no bairro da Ribeira, ao lado do atual Teatro Estadual Alberto Maranhão, onde inicialmente foi o Grupo Escolar Augusto Severo.
        É importante registrar, que a ideia da criação de um primeiro curso jurídico no estado foi do professor Luís Soares de Araújo. O surgimento do curso foi um marco divisor na educação superior da cidade, pois a partir daquele momento, os estudantes não mais precisariam do sacrifício de deslocamento a outros estados.
           A relevância do curso de Direito para a UFRN e o Rio Grande do Norte é indiscutível. Prova disso é que os concluintes do curso ocuparam e ocupam cargos de destaque no cenário político e profissional do país, nas funções executivas, legislativas federal, estadual e municipal, na Magistratura regular e superior, no Ministério Público, Assessorias Jurídicas, Defensoria Pública, Polícia Civil, Advocacia pública e privada e Magistério superior. Além de ser um dos principais pontos de movimentação política e de luta estudantil dentro da Universidade e da sociedade potiguar. Os estudantes fazem parte ativa desse contexto, com assento nas comissões e movimentos institucionais e sociais.
A primeira turma, 1959, com denominação de Turma Clóvis Bevilaqua, seu patrono e paraninfo Edgar Ferreira Barbosa, teve a seguinte a sua composição: Ivan Maciel de Andrade, Ana Maria Cascudo, Zélia Madruga, Genilde Urbano, Eider Furtado de Mendonça e Menezes, Luciano Nóbrega, Elmo Pignataro, Francisco Dantas Guedes, Othon Oliveira, Jaime Hipólito Dantas, Geraldo Isaias de Macedo, Reginaldo Teófilo da Silva, Ernani Alves da Silveira (1º Presidente do DAAC), Murilo Moreira Veras, Francisco de Assis Teixeira, Arnaldo Arsênio de Oliveira, Pedro Martins Mendes, Nice Menezes de Oliveira, Emilson Torres dos Santos Lima, Valdir da Silva Freire, Hebe Marinho Nogueira Fernandes, Jaime Galvão Revoredo, Pedro Cortez de Araújo Amorim, Arilda Tânia Cavalcanti Marinho, Antônio Emerenciano de A. Sobrinho, Nildo João Mathias Alff, Terezinha de Almeida Galvão, João Eudes Pessoa, Arthur Luiz de Araújo, Enélio Lima Petrovich, José Cabral Pereira, Cleóbulo Cortez Gomes, Geraldo Guedes Dantas, José Daniel Diniz, Antonio Francisco Correa, Irineu Martins de Lima, Francisco Berilo Pinheiro Wanderley e João Damasceno de Oliveira.

      Essa ocasião é propícia para ser feita uma moção ao Magnífico Reitor no sentido de restaurar a história da Faculdade, com a afixação das placas dos concluintes em local adequado até que seja restaurado o prédio da velha Faculdade da Ribeira.

      A propósito, tomei a iniciativa, com a ajuda do ex-aluno Juan de Assis Almeida, com autorização do Reitor, para localizar as placas de formatura, trabalho ainda não concluído face ao desconhecimento de onde elas estão guardadas, senão meia dúzia delas, bastante desgastadas, fato que vem causando transtornos à própria UFRN e aos dirigentes do Curso de Direito, daí o adiamento de solenidade que seria realizada hoje, para o dia 30 de setembro, com uma semana de atividades que estão sendo programadas pela própria entidade de ensino superior.

        Não podemos deixar passar essa oportunidade para, em definitivo, termos uma definição sobre a conservação da história do nosso curso. Aguardem que daremos informações precisas oportunamente.



Fontes: Boletim UFRN/AGECOM e Wikipédia, blog Natal de Ontem e documentos pessoais de alguns estudiosos do Direito ou de História.

domingo, 11 de agosto de 2019


       
TRÊS INSTANTES IMPORTANTES
Por: CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES, ESCRITOR

       Este domingo, 11 de agosto de 2019, temos a concentração de variadas efemérides - Dia do Advogado, comemoração nascida do fato de no ano de 1827, na época do recém-instituído Império Brasileiro, nessa mesma data, o então imperador Dom Pedro I haver autorizado a criação das duas primeiras faculdades do Brasil - Faculdade de Direito de Olinda, em Pernambuco, e a Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, em São Paulo.
                        
  Com o passar dos anos tornou-se necessário alforriar, além da independência política que fora conquistada, também a liberdade intelectual, através dos Cursos de Direito de Olinda, Recife e São Paulo, como verdadeira Carta Magna, que nos ofereceram os sempre lembrados Bacharéis Teixeira de Freitas, José de Alencar, Castro Alves, Tobias Barreto, Ruy Barbosa, o Barão do Rio Branco, Joaquim Nabuco, Fagundes Varella, dentre tantos. 

       Sob a influência da Revolução de 1930 foi criada a Ordem dos Advogados do Brasil, que teve como primeiro presidente o advogado Levi Carneiro, o qual a comandou por muito tempo, tendo por instrumento primeiro o Decreto nº 19.408, de 18 de novembro de 1930, que assim proclamava:

Art. 17. Fica criada a Ordem dos Advogados Brasileiros, órgão de disciplina e seleção da classe dos advogados, que se regerá pelos estatutos que forem votados pelo Instituto da Ordem dos Advogados Brasileiros, com a colaboração dos Institutos dos Estados, e aprovados pelo Governo.

    O Rio Grande do Norte foi um dos primeiros Estados a criar a sua Seccional, partindo da ideia do consagrado jurista Hemetério Fernandes Raposo de Mello, então Presidente do Instituto dos Advogados do RN, em reunião preparatória realizada no longínquo 05 de março de 1932, no prédio do Instituto Histórico e Geográfico, presentes os causídicos Francisco Ivo Cavalcanti, o Primeiro Presidente, Paulo Pinheiro de Viveiros, Manoel Varela de Albuquerque, Bruno Pereira e Manuel Xavier da Cunha Montenegro e oficialmente reconhecida em 22 de outubro do mesmo ano.

   Igualmente, também foi adotado como Dia do Estudante em razão de em data idêntica, no ano de 1937, ter nascido a União Nacional de Estudantes - UNE, que protege os direitos e deveres de todos os alunos do país.
  
      Além dessas duas comemorações, temos uma outra - Dia dos Pais, onde se oportuniza o transbordamento do amor filial, com o congraçamento da família no sentido da eternização do respeito e da união.

      Particularmente, este Dia dos Pais tem para mim um sentido diferente, pois é o primeiro que passo sem a participação da minha inesquecível THEREZINHA, que Deus convocou no dia 31 de março. Ela sempre foi a cerimonialista das datas importantes, mercê da sua missão exponencial de manter a família íntegra. Não deixaremos de comemorar, mesmo em outro tom, pois será mais uma oportunidade de renovação dos nossos votos de fraternidade.

    A propósito de "amor", o nosso consagrado Vicente Serejo, em sua coluna de hoje, procura contar uma "História de Amor", onde dá visibilidade às opiniões de autores consagrados e confessa que "um pobre cronista, creia, nunca tem fôlego para enfrentar o mar das grandes narrativas de amor."

       Abusando da nossa amizade, e com o necessário respeito, lhe afirmo que o verdadeiro amor, com o passar do tempo, amplia os sentimentos dos amantes, chegando a consolidar as vidas num só coração. E quando um dos protagonistas retorna à Casa do Pai, o amor não esmorece, se cristaliza.

       Realmente o rio continua a passar, mas a vida fica mais triste na vala da saudade, e o amor não se apaga, amplia o sentido exato do querer. Não há esquina, num domingo de lua, nas brasas de um cigarro que se esmaga contra no cinzeiro, num gesto de silêncio que foge pela quina de uma mesa de bar, que tenha o condão de abalar o elo que entrelaça os amantes pelo tempo sem fim. 

     Acaso alguém considere que o tempo apaga o amor - certamente ele nunca esteve presente em sua vida. Não é o caso do jornalista citado, que vive uma bela história de amor com Rejane.

        FELIZ DIA PARA TODOS - ESTUDANTES, ADVOGADOS E PAIS. COMEMOREM SEMPRE O AMOR!
E TUDO O MAIS VIRÁ POR ACRÉSCIMO.

quarta-feira, 31 de julho de 2019



INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RN IHGRN <ihgrn.comunicacao2017@gmail.com>
Para:Adauto José Carvalho Filho,Adilson Gurgel de Castro,Alberto Gondim de Freitas,Ana Angélica Timbó Schmidt,André Felipe P Furtado de M e Menezes
31 de jul às 07:48

Caro sócio,

Amanhã, dia 01/08/2019, às 18 horas, o professor Diogenes da Cunha Lima, sócio deste Instituto, proferirá uma palestra sob o tema NOSSO RICO ESTADO POBRE, dando prosseguimento a mais uma "Quinta Cultural", a ser realizada no Salão Nobre deste Instituição.
Aguardamos a sua presença, para mais uma valorosa e importante palestra.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO


O QUARTO MÊS DA PARTIDA
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes
        Diz o Eclesiastes que Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Agora é o momento de relembrar THEREZINHA, cuja partida deixou um rastro de grandeza espiritual, humildade, dedicação, solidariedade e amor incondicional.
        Todos nós gostaríamos de sua presença, mas no impossível, é um alento a lembrança de quem fez parte das nossas vidas, para o que, nem o princípio bíblico será capaz de ser admitido, pois não haverá tempo de esquecer.
        Esta semana tive a primeira manifestação do fenômeno de "animismo" ou presença mediúnica – não sei avaliar, em que ela me apareceu. Estava linda e bem vestida como sempre. Parecia me dar um recado, mas o meu pequeno conhecimento das questões transcendentais não teve a capacidade de captar com nitidez.
        De qualquer forma valeu o reencontro, foi em frações de segundos, deixando-me feliz por não vislumbrar em sua aparição nenhum ar de tristeza.
        Neste dia 31 de agosto tornaremos a homenageá-la na Sagrada Casa do Criador, aguardando que se cumpra o que ela declarou em mensagem escrita: quando eu partir ficarei sempre por perto, em alguma nuvem branca ou cor de rosa.
        Minha querida THEREZA eu continuo aqui, velando por tudo o que você queria bem – a família, os animais, os amigos e o jardim.
        Renovo o meu reconhecimento a Deus pela Graça de ter com ela convivido por tantos anos.
        Agradeço ao Pai Celeste, Criador e Redentor da humanidade, por essa centelha de luz que clareou o meu viver e lhe deu sentido. 
Amém.

sábado, 27 de julho de 2019







ESCADARIA DA CULTURA POTIGUAR
Por Carlos Roberto de Miranda Gomes (25/7/2019)

 Numa singela solenidade realizada na Praia de Cotovelo, com a presença do Prefeito de Parnamirim Rosano Taveira da Cunha, do Presidente da PROMOVEC, de grande número de associados, escritores e pessoas da Comunidade Pium-Cotovelo, foi inaugurada a ESCADARIA DA CULTURA POTIGUAR, em homenagem ao escritor do nosso Estado, dando originalidade à praia e atração dos veranistas e turistas.
       Não poderia ter sido melhor a data escolhida para o evento, pois era o dia do ESCRITOR.A feliz iniciativa partiu das sugestões dos moradores Octávio Lamartine e Tereza Neuma, encampada pela Prefeitura de Parnamirim e pela PROMOVEC, aceita com satisfação pela população do lugar para lembrar perenemente os escritores da terra de Poti, alguns já em outra dimensão da vida e outros tantos ainda produzindo os seus textos para a posteridade.
É bem verdade que aqui está uma pequena amostra – 43 nomes. Contudo, centenas de outros ainda existem por todo o nosso território e que, em outras escadarias serão revelados. Registro, por exemplo, dois nomes que se identificaram ao longo da existência com o mar – LENINE PINTO que então completava 30 dias do seu encantamento e que  desenvolveu reiterados estudos sobre o MAR. Também ZILA MAMEDE, nossa grande e saudosa poetisa, que tanto escreveu sobre o mar, que ele a tomou em suas ondas até passar para a outra dimensão da vida.
       Particularmente, agradeço o convite de participar de um dos degraus dessa nova obra e o faço homenageando a nossa indispensável PROMOVEC, contando a sua bela história.
       A celebração consagra a palavra, a criação e a cultura.      
       O escritor é aquela criatura que projeta a vida, a emoção a poesia, os registros da história através do verso ou da prosa! Sua liberdade de pensar é a expressão maior da legitimidade do seu ser.
       Seu pensar cravado em palavras dita caminhos, alberga o sofrimento, alivia as dores, ilumina o viver e imortaliza o verbo.

       O escritor é um bandeirante no desbravar caminhos, belezas e esperança.
       Cultuam as palavras de sonho ou de morte, de perdão e de repulsa, de justiça e súplicas. Eles registram o passado e anunciam o porvir.
       Esta escadaria, por conseguinte, lhes faz justiça, o tornam imortais na verdadeira acepção da palavra.
       Que aquele momento fique gravado em nossas mentes, testemunhas de um novo tempo e no dia da exaltação do escritor e mais no cenário deslumbrante de um mar encantador, que enobrece a natureza, no instante em que o sol se recolhia para emprestar seu lugar à noite que se aproximava, mas na certeza de bem cedo acordar para dar a luz ao mundo e às coisas que o rodeiam. Que cada escritor possa se sentir, aqui e agora, abraçado pelo seu povo reconhecido, na certeza de que sua missão terá continuidade no correr do tempo, mostrando a sua nobreza e devoção.
        Representei os escritores homenageados e também a Academia Norte-rio-grandense de Letras, cujo Presidente Diógenes da Cunha Lima justificou sua ausência por estar presidindo, na mesma data e horário, ato declaratório de mais uma vaga na Academia, exatamente de um confrade que residiu neste recanto deslumbrante do Rio Grande do Norte, louvo a iniciativa, esperando que outras se façam nesta Comunidade para elevação da nossa cultura.

       PARABÉNS PELA INICIATIVA.

domingo, 21 de julho de 2019

THEREZINHA ROSSO GOMES




DEUS TE QUER SORRINDO
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes, marido de Therezinha

         São três e meia, o dia ainda não raiou. Acabei de ver na televisão o filme “Cazuza”, que me trouxe saudades. Apresso-me para abraçar a minha THEREZA neste dia 21 de julho – data marcante em minha vida por ela ter nascido, pela Graça de Deus no ano de 1936, há 83 anos, trazendo luz, amor, solidariedade, caridade, simplicidade, dedicação, enfim, todos os atributos reservados para uma pessoa Santa. Mas encontro somente o silêncio solitário.
        Não invoco tais qualidades movido pelo emocionalismo de um momento, mas a necessidade de proclamar uma verdade e dizer que ela ainda vive em outra dimensão da vida, recolhida que foi pelo Criador no dia 31 de março deste ano de 2019, coincidindo com o mesmo dia em que foi chamado o notável Allan Kardec, do ano de 1869, certamente para cumprir alguma missão na espiritualidade.
        Tive o privilégio de ter sido escolhido para ser seu esposo, numa convivência duradoura de 71 anos, retroagindo a 1948 quando vim morar na rua Meira e Sá 120 e ela já vivia na casa 118, onde fomos amigos por nove anos, depois cinco de namoro, um de noivado e cinquenta e seis de casados e amantes para a eternidade.
        O amor esteve presente todo esse tempo, ampliado com a chegada dos filhos, netos e agregados, arrodeados de amigos, num ambiente onde cultivava um belo jardim e criava bastante gatos, que ainda ornamentam a casa 555 da Travessa Coronel João Gomes, sempre no bairro do Barro Vermelho.
        Nunca concebi a possibilidade de amar tanto uma criatura e com ela ter uma afinidade transcendental.
        Dentre alguns escritos que deixou, existe um em que declara que no tempo que partir, continuará por perto, em alguma nuvem branca ou cor de rosa. Por isso, quando a saudade bate no peito olho para o céu para procurá-la ou nas estrelas quando o sol está em seu sono.
        Neste dia do seu aniversário teremos nosso costumeiro encontro familiar. Nada mudou nem mudará, embora não seja possível esconder a incomensurável saudade.
        Nada de tristeza – DEUS TE QUER SORRINDO.
        Resta-me esperar a concretização do poema que lhe dediquei anos atrás:

AMOR, O TEMPO, A VIUVEZ,
OS CORPOS SE SEPARAM OUTRA VEZ.
A LEMBRANÇA, A TRISTEZA, A SAUDADE.
AMOR, REENCONTRO, ETERNIDADE.
        Um beijo do seu Carlos (Preto).

_______________
Comentários:
horacio_oliveira <horacio_oliveira@uol.com.br>
Para:CARLOS GOMES
21 de jul às 11:16

Meu caro amigo,

breve, mas terna e eterna homenagem você faz a seu Amor de sempre. E a situa na eternidade, que é o tempo real, onde nada finda. Você e seu Amor sempre estarão juntos, daí o acerto do título que você escolheu, "DEUS TE QUER SORRINDO". E daí o acerto, igual, daqueles versos finais do famoso poema de Christina Rossetti (também filha de italianos com o sobrenome Rossetti, que lembra Rosso), na magnífica tradução de Manuel Bandeira:


" (...) não chores: que, se em meio aos meus pesares,

um resto houver do afeto que em mim viste,
- melhor é me esqueceres, mas contente,
que me lembrares e ficares triste."


Refletindo sobre o que julgamos ser o tempo, concluo que só há um tempo real: a eternidade. Esse pensamento o mando agora até você, não para consolação romântica, mas como possibilidade de constatação que, de certo modo, nos coloca em harmonia com a vida e com Deus:

"Buda, Zenão de Eleia, Santo Agostinho, Montaigne... Muitos questionaram o tempo (aquele que aprendemos a retalhar e a pendurar num calendário) e alguns até o negaram, embora crendo na eternidade.

                        Penso talvez não seja esse tempo ilusório a razão de nossa decadência, mas apenas uma metáfora da fluidez que habita e corrói o mundo corpóreo. E que o tempo real só exista mesmo num conceito de eternidade, como tempo de Deus, do amor, do coração."

Esse amor sem fim que você sente por sua Therezinha é real e seu tempo sempre existirá, mas só o espírito o conhece em sua integralidade. Assim o expresso nesse poema dedicado à amada imortal:

"AMOR SEM FIM
                        (À amada imortal)

Já me deste provas
Que me amas sempre
E que nosso amor
Não pertence ao tempo

Não pertence ao tempo
Mas à eternidade
Desconhece falta
Ou necessidade

Nasce e renasce
E perfeito assim
Em qualquer das vidas
Não conhece fim."

O seu sentimento, querido amigo, muito emociona, tal a sua profundidade. Você tem e terá sempre a minha solidariedade. E acrescento que, ao ler seu belo artigo, senti certo alívio, certa alegria, pela luz que chega até você e ouso imaginar que é a luz de sua amada que o inspira. Como lhe disse antes, ao mandar-lhe o poema de Christina Rossetti, tive a vívida impressão que lhe transmitia um recado...

Um grande abraço, meu amigo! Viva o amor! Viva o seu Amor!

Horácio Paiva. 
_________________ 

Edilson Avelino dos Santos


Em segunda-feira, 22 de julho de 2019 03:01:00 BRT, Edilson Avelino dos Santos <didiavelino@globo.com> escreveu:
A cada declaração de amor, como esta, tenho a certeza de que fui testemunha de uma relação além da limitada compreensão humana.
Convivi com o casal, não o tempo que gostaria, mas o suficiente para admirá-lo e, definitivamente, tê-lo bem guardado no meu tesouro afetivo como exemplo raro de amor absoluto, daqueles que se eternizam em vida, daqueles que nos enche de paz e de luz. Agradeço a Deus por tamanha graça e felicidade.
Dr. Carlos, meu queridíssimo amigo, nos conhecemos de forma não convencional, mas, de alguma maneira, estava escrito que a construção dessa amizade só me traria prazer e felicidade. Fui recebido em sua casa com tanta fidalguia e carinho que jamais esquecerei !
Ao conhecer Dona Terezinha, acolhedora, generosa e de uma suavidade angelical, senti que estava diante de um ser de luz, especialmente quando me tratou por "filho". E nas vezes seguintes, ao visitá-los, o tratamento já me soava familiar, tal foi a empatia recíproca.
Seus conselhos, preciosos para quem ainda vacila nos cuidados com a saúde, ainda estão bem vivos na minha memória.
Sua partida para a Grande Morada Celestial, acredite, também foi muito dolorosa para mim.
Ainda não sei como será a minha reação na próxima visita ao senhor. Mas, encarecidamente, lhe peço: se eu chorar, entenda a emoção desse amigo que acostumou-se a vê-los num só ser, inseparável ! 
Não quero que minhas palavras sejam motivo de tristeza para o senhor, pelo contrário, é um testemunho sincero de quem teve a graça divina de conviver com um amor, absolutamente, único e transcendental. Acho que a melhor homenagem que podemos fazer a Dona Terezinha
é seguir vivendo e lembrá-la com doçura e alegria, pois, sem a menor sombra de dúvida, com a permissão de Maria Santíssima, ela vela por todos nós, especialmente, o senhor e seus filhos.
Até dezembro, se Deus assim o permitir !
Um forte e saudoso abraço.
DIDI AVELINO
_______________


antonioedvaldo <antonioedvaldo@oi.com.br>

22 de jul às 15:26

Estimado colega e amigo Carlos Gomes

Em 21/07/19 04:53, CARLOS GOMES <mirandagomes1939@yahoo.com.br> escreveu:


Recebi com surpresa a notícia no dia  22 deste - "Saudades - Deus te quer sorrindo", sobre a perda irreparável de sua mulher Thereza. 
Deus há de dar-lhe forças para enfrentar essa ausência prestimosa.. Recordo-me dos tempos do Instituto Batista, do qual ela, você e eu, éramos alunos. Realmente ela era uma pessoa especial e, principalmente, muito dedicada a você. Aceite, tardiamente, meus sinceros sentimentos, extensivo a toda  sua família.
Um forte abraço e obrigado pela lembrança.
__________________

Grego Lima -  Nessa suas palavras percebemos o quanto existe amor, saudades... Que esse amor seja maior que a tristeza e que ao invés do luto, seja preenchido o espaço vazio pelas lembranças, imagino o quanto não é fácil, afinal foram anos e anos de convivência porém tenho ctz q o amor tudo vence, tudo supera...
Pois agora permanece a fé,a esperança e o amor, estes três mas o maior destes é o AMOR❤️❤️❤️❤️
__

Ana Maria Freire Freire - prezado amigo Carlos Gomes,muito belo o seu texto de evocação e de saudade de Tereza.Não restam dúvidas de que vocês dois continuam unidos no plano espiritual.Suas palavras,que expressam os seus sentimentos,são comoventes e poéticas,além de serem exemplo de que ainda existe o amor puro e verdadeiro.Abraço de Daladier e Ana
_____________

Jania Souza Souza -Nada é mais lindo e forte, do que o amor. Ele nos alimenta mesmo atravessando as distâncias do infinito e por isso os corações estão sempre pertos e tocam-se com doçura apenas percebida pela alma. Como é bom o amor, não necessita nem de corpos nem de sabores, satisfaz-se apenas do contato da luz que atravessa o invisível espaço e aquece o coração. 💞💞💞Parabéns, Dr. Carlos , por amares Terezinha e teres a felicidade de compartilhar anos maravilhosos de amor em vida. Agora, esse mesmo amor é compartilhado na alma, que rege o coração e aquece seus dias.
_______________

Jeiza Melo -O mundo é um quartel. Jesus é o General e nós somos os soldados e vestimos a mesma farda. Sabemos que todo militar é transferido para cumprir uma missão... O nosso amado e venerado JESUS precisou da sua TEREZA e ela foi, mais com certeza, hoje e até a hora da sua transferência, saiba que ela está perto de vc. Sua solidão não é solitária é solidária...Vc e Deus. Que Jesus, Nossa Senhora e o Espírito Santo esteja contigo.