quinta-feira, 31 de maio de 2018


CORPUS CHRISTI: Mistério de comunhão... (cf- Pe. A. Palaoro SJ)

Na celebração da festa de Corpus Christi, corremos o risco de honrar o Corpo de Jesus e desprezar o corpo humano, “carne de Cristo”. Fazemos uma ruptura entre o que celebramos e a realidade que nos cerca, “corpos desfigurados”, explorados, manipulados, usados, destruídos dos mais necessitados?... Pode ser que tenhamos um profundo amor pelo “Corpo de Cristo presente na Eucaristia”, e não O vejamos nos “corpos” que estão por todos os lados.“Não nos devemos envergonhar, não devemos ter medo, não devemos sentir repugnância de tocar a carne de Cristo” (Papa Francisco)

É esse o sentido que a festa de “Corpus Christi” nos revela, festa do Corpo histórico e humano de Jesus, amado, rejeitado, crucificado, morto e ressuscitado. É também a festa do grande Corpo de Cristo que é a Humanidade inteira. Corpo real de Cristo são especialmente todos os que sofrem: os enfermos e famintos, os rejeitados e encarcerados, os pobres e excluídos... Eles são a humanidade ferida no Corpo do Filho de Deus.
Corpo de Cristo é também o universo inteiro, criado por Deus para que nele habitasse seu Filho. Jesus, na Ceia, ao tomar o pão e o vinho em suas mãos, abraçou os bilhões de anos de evolução e chama-os de seu Corpo e de seu Sangue.Cada cristão, ao fazer “memória” do Corpo de Jesus, entra em comunhão com todas as energias da Criação.
Corpo de Cristo que continua sendo o Pão, fruto da terra e do trabalho dos homens e mulheres, todo pão que alimenta e é compartilhado, em fraternidade, a serviço dos que tem fome.
“Corpus Christi” também nos motiva a perguntar: Como viveu Jesus, em sua corporalidade, a relação com o Pai, com os outros e com a natureza? Como somos convidados a viver nossa corporalidade?
Jesus não compactuou com a visão dualista do ser humano (corpo e alma).Para Ele, tudo era sacramento, epifania de Deus, revelação do Reino, história de salvação... Ele escandalizou a alguns proclamando que o “puro” ou “impuro”, não está fora, em ritos e prescrições. Não são impuros os enfermos, as mulheres menstruadas, os leprosos, as prostitutas...; a “pureza” está no coração que nos permite um olhar límpido, não possessivo, egoísta, invejoso ou violento...
Jesus levou a sério a questão do corpo. Cuidou do seu descanso e o daqueles que com Ele compartilhavam o mesmo caminho; deixou-se acariciar e ungir sua cabeça e seus pés com perfumes por algumas mulheres, algumas delas malvistas pelos rótulos preconceituosos que os varões lhe impunham; curou corpos atrofiados pela doença e fragilizados pela exploração... Ele sabia olhar, tocar, sustentar, acariciar...
Na última Ceia descobrimos que suas palavras (“istoé o meu corpo”) e seus gestos (partir e repartir o pão) constituem a essência afetiva e social (de amor e justiça) do cristianismo. Eucaristia é corpo doado, expansivo e oblativo... Não são necessários grandes templos e nem suntuosas procissões para celebrar a festo do Corpo de Deus; basta a vida que se faz doação e partilha, no amor, como Jesus fez. Nosso humilde corpo é parte da Criação inteira e nosso bem-estar faz sorrir a natureza. Não há experiência de amor, nem experiência de Deus e dos outros que não ocorra em nosso corpo.
O nosso corponos pede espaço, tempo, atenção, alimento e, sobre tudo descanso e bem-estar, inspiração e contemplação... O corpo não é só a unidade de nossos membros, mas a presença de nossa pessoa; por ele estamos e somos.
O corpo é o companheiro inseparável de nosso caminho. É preciso senti-lo, percebê-lo, escutá-lo. O corpoé “lugar” teológico da manifestação de Deus, morada do divino, habitação do Espírito... Quem não escuta nem percebe seu corpo não pode compreender o sentido da vida, do amor, das relações... pois cairá no narcisismo de seu próprio ego.
Não é possível viver feliz sem relações amistosas e próximas com o corpo. Para conhecer-se é necessário acolher o corpo, querer o corpo, observar o corpo, olhar para dentro do próprio corpo,com atitude reverente. Minha casa é meu corpo, o templo onde Deus se revela a mim. Só eu posso habitar e possuir meu corpo. Eu me identifico com meu corpo, sem o qual não posso viver. Deus, com seu Espírito, anima meu corpo; mas não pode habitar em mim a graça de Deus sem a colaboração e a abertura de meu corpo.
Nosso corpo constitui nossa presença no mundo; a acolhida do próprio corpo nos projeta para uma relação sadia com o corpodo outro, e o cuidado do corpodo outro determina nossa relação com Deus (cf. Mt 25,31-46). O corpo do ferido, do faminto, do preso... tornam-se “territórios sagrados” onde crescemos e humanizamos; “lugares” nos quais Deus revela seu rosto compassivo.
O corpo é um documento histórico: há corpo burguês e corpo proletário, corpo de cidade e corpo de roça; há corpos explorados e corpos que são só força de trabalho; corpos que são modelos anatômicos, e os “corpos empobrecidos” que gritam a Deus por justiça.

Celebrar “Corpus Christi” é “cristificar” nossos corpos.

O QUE SERÁ AMANHÃ!



AGORA É A VEZ DAS CORREÇÕES

            Urgente e indispensável - agora é a vez das correções. 
       Comecemos com um estudo sério da Reforma Tributária, assunto badalado há mais de 50 anos, mas sistematicamente postergado para dar lugar a simples remendo, geralmente para melhorar o volume arrecadatório do Estado, sem qualquer consideração ao contribuinte. 
          Temos, indiscutivelmente, uma das maiores cargas tributárias do mundo e, certamente, a pior distribuição da receita arrecadada, para não falar na burocracia retrógrada adotada, dificultando a arrecadação e confundindo o contribuinte, numa salada amarga. 
        O assunto deve merecer uma convocação geral de todas as forças envolvidas no binômio contribuinte x fisco, cuja convivência sucumbe na hipertrofia do poder tributante e fragilidade do segmento contribuidor. 
          Fui professor dessa matéria por quase meio século. Combati o bom combate, sugeri, aconselhei, julguei, mas confesso que pouco sucesso foi possível obter. 
          Agora, já no ocaso da vida nada mais posso fazer, pois não sou mais convocado para os embates, haja vista que sempre demonstrei a minha autonomia na discussão de tais problemas e reprimi o exagero fiscal que sufoca o povo brasileiro. 
        Temos excelentes tributaristas e uma juventude ávida para encontrar rumos novos saneadores desse panorama aterrador, quando temos o trabalho de comparar o preço de uma mercadoria ou objeto de integral essencialidade e nos deparamos com a exacerbação da carga por eles sofrida. 
          Recentemente, com a Revolução dos Caminhoneiros, houve o despertar para a busca de caminhos mais seguros. Resta-nos reconhecer nossos defeitos e iniciarmos uma frente ampla para a busca de soluções.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

UMA OPINIÃO



JULGAMENTO TÉCNICO OU POLÍTICO - EIS A QUESTÃO

Valério Mesquita*

O mapa político do país vai ser redesenhado este ano. Os novos gestores públicos assumirão em janeiro de 2019. Pouca coisa em matéria de moralidade pública, vai se modificar. Conhecidos dromedários novamente poderão subir ao pódium. Quando não voltam, influem diretamente no processo dos gastos públicos da maneira como bem entendem e permitem o império da legislação equivocada. Enquanto as decisões legislativas municipais prevalecerem em última análise sobre a eficácia das decisões técnico-jurídicas dos tribunais de contas dos estados que condenam comprovadamente os maus governantes não atingiremos o marco zero da honestidade pública.
Para que serve, afinal, um Tribunal de Contas? Ser exclusivamente um órgão opinativo sobre prestações de contas, sem poderes para sugerir punições aos predadores do erário público? Um mero e caro escritório geral de contabilidade? Pode o dinheiro público ser gasto de forma indiscriminada sem poder condenar em última instância porque um artigo corporativo votado no Congresso confere as casas legislativas o “julgamento” político em detrimento do julgamento técnico-contábil e jurídico legal desses tribunais? Isso é ilógico e inadmissível. Não pode subtrair da sociedade o direito de punir os corruptos, não apenas pelo voto livre das urnas, mas também, através do instrumento institucional (o TCE) em favor do qual ela paga impostos para manter e deseja plenamente ver funcionar em sua própria defesa.
Com respeito aos deputados e vereadores de todos os recantos, do estado, é consabido que eles não dispõem de condições legais, técnicas, contábeis, pedagógicas, culturais e jurídicas para anularem minuciosos julgamentos processuais, à maioria das vezes, só para salvar a pele dos gestores envolvidos em falcatruas. O legislador federal ao inserir no texto constitucional essa matéria, agiu de forma sutil com o intuito indisfarçável de blindar o agente político de suas bases eleitorais. Com efeito, conspiraram no sentido de enfraquecer o órgão superior que julga os seus gastos com o dinheiro do povo sob a égide da lei, sujeitando-a a manipulação política de outra esfera.
A própria Associação dos Tribunais de Contas do Brasil, já trabalha junto ao Supremo Tribunal Federal, com o apoio igual de todos os procuradores do Ministério Público Especial que atuam dentro dos tribunais, para que uma interpretação jurisprudencial acolhida por quatro votos a três no Tribunal Superior Eleitoral, seja derrogada. A sua derrubada tem o fito de fortalecer a eficácia das decisões dos tribunais de contas através da revogação dessa letra que subverte atribuições constitucionais e privilegia as casas legislativas cuja destinação específica é de ordem política e não de julgar contas públicas. Se tal não ocorrer, vai ser difícil moralizar a vida política do país. A administração pública continuará a ser o refúgio dos malfeitores, predadores e mercenários.

(*) Escritor.





APÓS A TEMPESTADE

Ultrapassada a fase crítica do movimento dos caminhoneiros, atitude correta e pacífica e que, por isso mesmo contou com o apoio do povo e compreensão dos governantes, estamos agora em outro patamar da situação, após a tempestade.
Outra vez uma parcela de maus brasileiros aproveita a oportunidade para ensaiar baderna de cunho ideológico e político, que certamente terá o combate eficaz das forças da legalidade. Contudo, a par disso, há os aproveitadores, que aumentam exacerbadamente o preço dos gêneros, medicamentos e insumos da economia, explorando a população consumidora e a produtora dependente desses insumos, gerando dificuldade para a aquisição dos gêneros mais necessários e dos insumos para garantia da produção, em especial, dos que abraçam a nobre atividade agro-pecuária. Agora é a vez do PROCON e outros órgãos fiscalizadores dos preços, gravando com rigor necessário os exploradores de toda ordem, fazendo a nossa economia retornar aos patamares da regularidade. Esses procedimentos são ditados pela lógica e pela necessidade do pleno retorno à normalidade democrática. O Brasil sobreviveu a essa nova crise, restando ingressar no clima político indispensável à realização de um pleito histórico, onde somente ao povo conscientizado, caberá o futuro desta nação.
Mãos à obra!

Padre João Medeiros


“TÃO SUBLIME SACRAMENTO”
PADRE JOÃO MEDEIROS FILHO

Este canto litúrgico é a parte final do hino eucarístico “Pange Lingua”, composto por Santo Tomás de Aquino, em 1264, para a festa do Corpo de Deus. Marcou a história mística e a vida espiritual de muitos. Toquinho, parceiro de Vinicius de Moraes, ainda hoje se encanta e se emociona, ao recordar a música tocada por padre Romano, organista do Liceu Salesiano Coração de Jesus (São Paulo), onde estudou. 
Plantão permanente da eterna solidariedade de Deus é a Eucaristia, meiguice de um Pai, que nos envia um Irmão para dialogar com os outros filhos. Ali, Ele nos diz: “quem comer deste Pão, jamais terá fome” (Jo 6, 35). A Eucaristia é a espera de Deus por nós, abraço divino que nos é reservado. Beijo carinhoso de um Pai cheio de bondade, que no silêncio da Hóstia nos mostra seu amor e perdão. Eis o sacramento augusto, continuidade da presença celestial, temporalizada no mistério da Encarnação. Cristo quis se unir à humanidade e revelar que ela tem valor infinito, não importando seus pecados e limitações. Um dia, Deus perfilhou-nos por ato de misericórdia, fruto de sua inefável generosidade. 
A Encarnação é, sem dúvida, um incomensurável gesto de amor de Cristo. Mas, Ele quis ir além, complementando misteriosamente esse ato no Sacramento do Altar. Assim, Ele se dá ainda mais, transformando elementos materiais na sua própria pessoa. Consagra o universo, através dos três elementos que o representam: pão, vinho e água. A matéria inanimada torna-se suporte da divindade de Cristo ali presente, porém humanamente invisível. Graças à fé podemos sentir essa teofania e a presença de Cristo, concedida por Deus aos filhos de seu amor. Por isso, exclamou Tomás de Aquino: “Et si sensus deficit, ad firmandum cor sincerum, sola fides sufficit!” (Ainda que o sentido falhe, a fé basta para confirmar o coração sincero). 
A profecia de Isaías, retomada pelo Senhor, no Evangelho de João, afirma: “Todos que tendes sede, vinde à água. Vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; comprai, sem dinheiro e sem pagar, vinho e leite” (Is 55,1 e Jo 7,37). Aqui se alude ao alimento espiritual que Jesus oferece, através do seu Corpo e Sangue. É verdade que temos sede de justiça e do próprio Deus, às vezes, aparentemente, tão distante de nossos sentimentos e de nossa vida. A Eucaristia sacia a nossa fome de valores maiores. Quem tem saudades de Cristo, vai buscá-LO na beleza dessa presença silenciosa. E, embora sem falar, Ele deixa que sua palavra repercuta no íntimo de cada um que se achega a Ele para mitigar todo tipo de fome e sede. 
A Eucaristia é o pão dos viandantes, o viático na dimensão semântica do termo. Não apenas para os enfermos, mas, sobretudo para os caminhantes. Vale citar as palavras ouvidas pelo profeta Elias, cansado, deprimido, como muitos de nós, em certos momentos da vida: “Levanta-te e come, porque ainda tens um caminho longo a percorrer” (1Rs 19, 7). 
“Não vos deixarei órfãos” (Jo 14, 18), isto é, largados à própria sorte, prometeu o Senhor. A Eucaristia é Cristo em nós. Ele sabia que a convivência é fundamental para a existência humana. É duro o caminhar sozinho. Nele, a dimensão do diálogo é importante. Por isso, Jesus legou-nos esse memorial, sinal de sua companhia. Não queria que padecêssemos de solidão e abandono. Deste modo, fez-se Pão e permanência. 
A Eucaristia é antecipação da eternidade (o grande banquete), onde gozaremos o definitivo de nossa história. Ela é Deus, em Cristo, abrandando em nós as saudades do Eterno. Ficamos extasiados diante de um mistério tão admirável! Várias interrogações podem surgir no coração dos fiéis, que, não obstante, encontrarão paz nas palavras e na intimidade de Cristo. Sustentados pela fé e sua luz, que ilumina os nossos passos na noite da dúvida e das dificuldades, pode-se proclamar, como fizera Monsenhor Paulo Herôncio de Melo: “Rei eterno, ó Deus humanado, suplicamos aos céus com fervor. Glória a Ti, ó Jesus escondido, ó mistério querido, ó milagre sublime de amor!”
___________________
Colaboração de 


   
Eugenio Batista Rangel Rangel

terça-feira, 29 de maio de 2018

AS SEQUELAS DA CRISE




            Sem uma explicação lógica convincente, os caminhoneiros, que obtiveram o atendimento de suas reivindicações pelo Governo e assinaram a ata da reunião de acordo, ainda não cessaram o movimento paredista e, em uma boa parcela, continuam a bloquear a circulação de bens, gerando uma crise econômica sem precedentes na economia nacional.
            Sinceramente, não sei a quem interessa essa situação, logo agora que o Estado brasileiro vinha dando sinais de recuperação. Isso, politicamente, não interessa à oposição nem aos governistas, por questões óbvias.
            É possível que alguma coisa possa ser considerada - a falta de credibilidade do Governo, a incompetência dos seus Ministros e a velha ideologia oportunista - do quanto pior melhor.
            Tenho dó do povo brasileiro, tão ordeiro e trabalhador, mas esquecido, sempre, pelos que têm a responsabilidade de conduzir este País, que não oferecem uma política administrativa séria gerenciadora de tudo aquilo que diga respeito aos interesses do povo, exacerbam intoleravelmente a carga tributária sobre as coisas mais comezinhas para a subsistência, sem estradas, escolas e segurança à altura do clamor do povo trabalhador.
            Por sua vez, a classe mais abastada não olha para os mais sacrificados e, cada vez mais, procuram se aproveitar das crises para aumentar seus patrimônios.
                A violência não leva a nada e arranha a Democracia. Vamos pensar neste final de semana para uma ação concreta e duradoura.
            Ah! não assimilamos com seriedade a advertência de Rui Barbosa:



segunda-feira, 28 de maio de 2018

A REVOLUÇÃO DE 7 DIAS


            Ainda que provisoriamente, ocupo o espaço deste blog, que se recusa a cuidar de assuntos políticos, para comentar a respeito do movimento dos caminhoneiros paralisando as suas atividades nas estradas esburacadas, mal sinalizadas e sem segurança deste nosso Brasil.
          Considero vitoriosa a revolução dos 7 dias. As reivindicações dos caminhoneiros lograram êxito por serem legítimas, justas, republicanas. Vejam todos - a nação necessita escoar a sua riqueza para atender às necessidades públicas e essas dependem do transporte. 
            O transporte, por sua vez, não compensa ser exercido pela carga excessiva de impostos, fazendo com que os proprietários de veículos de carga não tenham lucro razoável, expondo suas seguranças pessoais, dos próprios veículos em razão de estradas sem estrutura viária necessária, custos dos insumos (pneus, por exemplo) e, sobretudo o preço do combustível. 
            Este problema sempre foi do conhecimento do Governo, que tempestiva e naturalmente não se sensibilizou para a solução e agora se vê atropelado pela sua falta de visão
            Vejam bem, tudo isso foi resolvido diretamente, sem interferência dos Partidos Políticos oportunistas, que agora, após encaminhada a solução fica usando a mídia para querer ganhar dividendos para as suas facções políticas. NÃO, eles não contribuíram com nada. 
            PARABÉNS AOS CAMINHONEIROS DO BRASIL que, pacificamente, sem derramamento de sangue, conseguiram fazer uma Revolução no País, permitindo, doravante, que seja estudada uma política verdadeira, eficiente, para que não mais haja a necessidade de nova mobilização.
            O Governo deve adotar nova e eficiente política para o segmento viário, dotando as estradas com postos de atendimento, serviço de recuperação permanente, segurança de toda ordem, regulamentando a situação dos homens e mulheres que heroicamente conduzem os seus veículos por todo o território nacional para distribuírem a riqueza, garantindo-lhes assistência de toda ordem, inclusive fixando o tempo de labuta diária, o período essencial de descanso, oferecimento de cursos de aperfeiçoamento profissional, de conduta psicológica, de orientação financeira, de relacionamento público, haja vista que eles são os verdadeiros embaixadores do País e os condutores do progresso.
            Tudo deve ser feito exclusivamente por BRASILEIROS de nascimento ou de escolha, sem a participação de estrangeiros, em particular, de americanos, russos, bolivianos, cubanos, venezuelanos etc.
             Para permitir o carreamento de recursos para viabilizar esse novo parâmetro, que sejam cortados os excessos, as gratificações e ajudas sobrepostas aos subsídios de parlamentares, magistrados e carreiras afins, revisão da entrega de recursos do povo para custeio de campanhas políticas.
            Precisamos de um NOVO BRASIL, cuja Democracia seja forte e permanente, livre da influência de correntes partidárias sem patriotismo. VAMOS COMEÇAR UM NOVO TEMPO.  

quinta-feira, 24 de maio de 2018



OUTRA VEZ ESTAMOS EM CRISE
Carlos Roberto de Miranda Gomes, escritor
            O Brasil vem se tornando um país inviável mercê da multiplicidade de ações negativas e da falta de gestão responsável, além de uma deterioração da questão ética, que retira do cidadão a sua alta estima.
            Numa economia em crise, pela queda da produção dos insumos básicos, também da prestação de serviços, tudo decorrente da falta de políticas eficazes que ponham o Estado brasileiro nos trilhos e ofertem uma melhor qualidade de vida.
            Com uma economia capenga resulta uma crise, também, em suas finanças, pois não há recursos suficientes para o atendimento das necessidades públicas, pela redução da arrecadação.
Há um esquecimento de que a finalidade essencial da criação do Estado, como um todo, que ensejou na história a ideia de o povo prover a sua criação como pessoa ficcional é exatamente cuidar da organização da nação, gerindo os destinos dos integrantes do povo criador.
Contudo, esse nem sempre é o comportamento da criatura, que se agiganta em detrimento do criador, quando não se estrutura à falta de pessoas competentes e honestas, com o combate à corrupção e elevação da moral do cidadão. Com tal comportamento vemos desmoronar a esperança, pelo menos a médio prazo, de dias melhores.
            Eu sou um pessimista, aliás sempre tive essa característica, mas igualmente, mesmo com tal sentimento não fico parado vendo a banda passar, faço o meu dever de casa e tento influir na atividade externa, inclusive agora, com pouca saúde e quase chegando a oito décadas de vida.
            Assim o faço e fiz no passado, quando tive a honra de ensinar nas Universidades pública e privadas, dando o melhor do meu conhecimento, com um resultado que me orgulha, pois ensinei a jovens que hoje ocupam cargos importantes em Tribunais, na Advocacia e no Magistério.
Do mesmo modo assim agi em todas as Entidades onde trabalhei – Tribunal Regional Eleitoral e Tribunal de Contas do Estado, dando o máximo de mim, criando formas modernas e mais eficientes na prestação de serviços e disso tenho provas, que as apresentarei em futuro livro que estou escrevendo. No entanto, na visão reversa, senti tristeza pelo silêncio sobre recente láurea que recebi da UFRN, concedendo-me o título de “Professor Emérito”, que me proporcionou congratulações de entidades como o Tribunal Regional Federal da 5ª Região, mensagens de membros do Tribunal Superior de Justiça, do CREMERN, Ordem dos Advogados, amigos e correspondentes e confrarias culturais. Mas nenhuma mensagem recebi, até agora, já ultrapassados trinta dias do acontecimento, daquelas Instituições onde dei por alguns anos o meu trabalho como funcionário ou Membro. Esqueceram de mim?
            Essas coisas mostram a banalização dos gestos de reconhecimento a um título tão importante conquistado, independentemente de quem seja o agraciado, dando-se a uns, que pouco fizeram, honrarias em detrimento de outros que tudo deram de suas existências, sequer uma mensagem.
            Lamentavelmente, aqui ainda se cultiva o velho adágio: “O homem só vale pelo dinheiro que tem, pelo cargo que ocupa ou pelo mal que pode fazer”.

            Nessa trilogia eu tiro nota “zero”.


quarta-feira, 23 de maio de 2018

segunda-feira, 21 de maio de 2018



PANDEMIA E PANDEMÔNIO

Valério Mesquita*
Mesquita.valerio@gmail.com

A vida da gente, hoje em dia, chega a doer e a enjoar. Sobrepondo-se à lógica, aí estão os mistérios do mundo. Ele parece apodrecer cotidianamente. E acho essas razões um tanto metafísicas mas, perfeitamente racionais e cabíveis à espécie. Apesar da revolução das ciências, em todos os campos de atividade, há uma angústia indagativa porque tudo piora quando a humanidade progride materialmente. Muito antes, nas esquinas do mundo, a fatalidade das guerras ditadas pela imprudência interrompia a esperança do ser humano no dia de amanhã. Tudo leva a crer, no crepúsculo dos nossos dias, que a escalada geométrica da dificuldade de se viver no planeta, hoje tão afetado pela superpopulação e a crise da falta de alimentos, é que ingressamos no corredor escuro do Armagedom.
A vida passa e diante dos nossos olhos segue um desfile barulhento de excessos. Excessos e abusos perturbadores provocados pelo braço do homem. Vejam só, por que surgem na atmosfera (o ar que respiramos) vírus gripais, infecciosos e contagiosos que se multiplicam e se transformam virando pandemia? No processo de mutação ultrapassam a eficácia da vacina e se propagam com surpreendente rapidez, induzindo-nos acreditar que a camada superior da terra e as defesas do corpo humano estão comprometidas por atos insanos do próprio homem. Os continentes, desde os mais industrializados aos mais pobres, desérticos, quentes, superpovoados, até as  florestas tropicais em compasso progressivo de extermínio, incluindo os mares revoltos, revelam-me recôndita preocupação com o final dos tempos.
Igual em perigo à pandemia, mora vizinho o pandemônio. O tumulto do trânsito em Natal está trazendo estresse e hospitalizando muita gente. Avaliem as cidades maiores! Semana passada, entre 18h e 19h30, gastei de automóvel trinta minutos do bairro de Lagoa Nova ao Natal Shopping. O número de veículos hoje na capital resgata a “saudade de mim mesmo”, como disse o poeta português. Esse grave fato estatístico não preocupa apenas pelo dano físico de acidentes, mas igualmente, pela nova geração de ansiosos, psicóticos e depressivos. E haja consumo de benzodiazepínicos. Diariamente em Natal, acontece de cinco a dez acidentes com motos. A malha viária não comporta mais o enxame de ônibus, “ligeirinhos” antipáticos e imprudentes, automóveis e utilitários de luxo, que lembram a crise de paranoia do governador do estado.
Todavia, o pandemônio não se encerra aí. O assalto à mão armada não apenas reside ao lado, mas está dentro de casa fazendo reféns. Com armas modernas e de grosso calibre os marginais já são um número maior que o efetivo policial. Segurança no Brasil é uma ilusão congratulatória. Somente os bobos acreditam e agradecem. Ainda iremos assistir, se não planejarem logo uma solução, desfilando nas ruas e bairros as forças armadas do país, envolvendo-se na estratégia de resguardar a cidadania que é vida e que significa tanto quanto a defesa da soberania do país. Igual ou pior do que a invasão do território nacional é o lar ultrajado, violentado e saqueado da família brasileira que, no dizer de Rui Barbosa, “é a pátria amplificada”. E a política no Rio Grande do Norte nesse inverno é um mar de náufragos fatais. O político continua sendo aquele indivíduo fraco e defeituoso. O poder de barganha dos faraós hoje precisa ser investigado. O Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte de forma técnica isenta e competente, analisou e reprovou as contas do governo do estado relativas ao exercício passado. De acordo com a lei, remeteu o parecer ao Poder Legislativo para providências de acordo com a Constituição. E qual foi o voto do relator: sugerir a aprovação com ressalvas. E a pergunta que fica: Para que serve um Tribunal de Contas? E para que serve o Poder Legislativo que desqualifica e desmoraliza o seu órgão institucional auxiliar que decidiu unanimemente?
(*) Escritor

domingo, 20 de maio de 2018

O RIO GRANDE DO NORTE PERDE O SEU MAIOR XERIFE






MAURÍLIO PINTO DE MEDEIROS foi um homem de coragem. Trocou a comodidade de uma vida familiar feliz para arriscar diariamente sua vida no combate ao crime e aos criminosos.
Suas ações e sua coragem geraram
 incontável número de pessoas gratas, mas não deixou de ter eventuais inimigos, que não compreenderam a sua missão.
Sempre tive por Maurílio o maior respeito. Compreendi toda a sua carreira perigosa e sob sua autoridade a cidade viveu dias de segurança e paz.
Neste momento de dor para a sua família e perda para o Estado, só nos resta rogar a Deus que o receba em sua mansão e faça o exame justo de sua vida.

Reproduzimos homenagem que lhe foi prestada pelo escritor Berilo de Castro, em data de 03 de abril do ano em curso, no site Ponto de Vista:

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MAURÍLIO PINTO, A NOSSA GRATIDÃO –
Maurílio Pinto de Medeiros nasceu em Pau dos Ferros/RN, no dia 24 de agosto do ano de 1941, filho do coronel PM Bento Manoel de Medeiros (1910-1961) e de Julieta Pinto Nascimento (1919-2014).
Iniciou sua carreira de policial civil ainda menor de idade, aos 16 anos, como motorista, nas mais variadas e perigosas incursões policiais na região de Patu/RN, acompanhando o seu pai, o disciplinado e eficiente delegado Bento.
Após prestar serviço militar obrigatório por 2 anos na Força Aérea Brasileira ( FAB ), volta à Polícia Civil e é contratado como motorista da Secretaria do Interior e Justiça, no dia 1 de julho do ano de 1964, quando passa a ocupar oficialmente a função de motorista do delegado geral da Polícia Civil, o coronel Bento de Medeiros.
A princípio a ocupação na função policial seria de curta duração, pelo que afirmara o sei pai, o coronel Bento: “ Maurílio, meu filho, olhe, só quero que você fique na Polícia até o momento que eu estiver trabalhando.
Quando me aposentar não quero mais você aqui”. O pai temia pela vida do filho. Sabia da difícil e perigosa missão que o filho teria, caso continuasse.
Maurílio formou-se em Jornalismo, profissão na qual nunca atuou. Diplomou-se em Direito ( Bacharel ) no ano de 1975, quando prestou concurso para delegado da Polícia Civil, sendo aprovado.
Conheci Maurílio no ano de 1972, quando fui contratado no Governo de Cortez Pereira, para prestar serviço médico na Secretaria de Interior e Justiça, na função de clínico geral no Complexo Penitenciário João Chaves.
Homem simples, alheio a vaidades, corajoso, estrategista e de uma dedicação e um empenho em suas missões sem precedentes: sempre executadas com muito zelo e determinação, merecedoras dos mais altos reconhecimentos e aplausos, a ponto de merecidamente receber da Câmara Municipal de Natal o título de “Xerife” e da Assembleia Legislativa do Rio
Grande do Norte a Medalha do Mérito Legislativo, sua maior honraria. Tinha e sentia literalmente em suas investidas o verdadeiro “faro”, o “cheiro” e a percepção para a elucidação de crimes de difíceis soluções.
Nunca saia para uma missão sem antes estudá-la minuciosamente; sabia muito bem os riscos que correria. Não se atirava às “cegas”.
Sua brilhante trajetória profissional conta com 47 anos de efetivos e dedicados serviços prestados à Segurança Publica do nosso Estado, onde galgou merecidamente todos os degraus da sua carreira policial: de motorista à Secretario Adjunto da Secretaria de Segurança e Defesa Social, deixando um legado imensurável e inquestionável de ações exemplares, que ficarão registradas e inapagáveis nos anais da história da briosa Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Norte.
Quem não lhe conhece, não perdeu o direito de conhecer.
Maurílio, a nossa gratidão.
Berilo de CastroEscritor

terça-feira, 15 de maio de 2018



































































“A ALEGRIA, FILHA DE DEUS” 
PADRE JOÃO MEDEIROS FILHO

A alegria desperta em nós um sabor do Divino e, mesmo efêmera, deixa marcas e oferece novas possibilidades ao cotidiano. Atualmente, passa-se por dias difíceis, tristes e vexatórios. Hoje, é comum encontrar gente com o rosto acabrunhado nos shoppings, escritórios, consultórios e mesmo dentro de suas casas. No convívio social, enfrentam-se problemas, que desafiam e exigem maior agilidade, perspicácia e sabedoria para solucioná-los. Há sinais de morte ao redor de todos. Cresce o número daqueles que são abandonados e desprotegidos, perambulando pelas ruas das cidades. Também aumenta a estatística dos desempregados, vítimas de malversadoras políticas de governos e que enfrentam provavelmente o terrível drama da fome. Muitos são os discriminados e violentados por causa de sua raça, origem e condição social. E como se não bastasse, certas pessoas são alijadas, em razão de sua opção religiosa, política, ideológica e mesmo familiar. O radicalismo, a intransigência e o sectarismo estão se tornando regras gerais na sociedade brasileira. Seres humanos tombam frequentemente mortos até diante de sua família, vítimas de uma guerra que não poupa inocentes e indefesos. Um olhar mais atento para a realidade atual tende a mostrar quão corrompidos se tornaram tantos e imersos estão num processo deletério de desumanização. Infelizmente, tornam-se cada vez mais raros os gestos concretos de bondade, acolhimento, humanismo e fraternidade. Não repercutem no mesmo ritmo como os de violência, que rondam e ameaçam os cidadãos. Diante da realidade atual cabe perguntar: há lugar ainda para os alegres e de mente sã? 

Vinícius de Moraes cantou em “Samba da Bênção” a primazia da alegria sobre a tristeza: “É melhor ser alegre que ser triste. A alegria é a melhor coisa que existe. É assim como a luz no coração...” E um coração entristecido, entregue à dor e às forças do mal, não pulsa com tanto vigor. Por isso, já vale a pena cultivar a alegria, que em si mesma não representa necessariamente ausência de sofrimentos. Ela revigora a alma, tem a capacidade de neutralizar o negativismo e colocar o espírito em contato com o que há além dos acontecimentos. 

Lembremo-nos das palavras de Santo Agostinho, quando se dirigia aos fiéis de Hipona: “A alegria é filha predileta de Deus e pode salvar da morte”. Para a teologia cristã, é dom do Pai ao mundo, prognóstico da salvação que Ele sempre oferece à humanidade. E a salvação se dá num movimento pascal, na passagem da morte para a vida que o Senhor oferece. Compreende-se, assim, porque o Papa Francisco insiste na “Alegria do Evangelho” (“Evangelii Guadium”). Os cristãos sabem que o júbilo experimentado nos pequenos acontecimentos do dia a dia antecipa aquilo que Deus oferece: um Reino no qual “ninguém mais vai sofrer, ninguém mais vai chorar, ninguém mais vai ficar triste”, reza-se na Prece Eucarística XI (própria para a missa com crianças), inspirada no Apocalipse: “E Deus enxugará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais pranto, nem clamor, nem dor” (Ap 21, 4). A promessa é a de que o sofrimento e a tristeza terão seu fim, quanto mais cedo se consolide o Reino de Deus, que Cristo pregou. É precisamente isso que deve motivar os momentos alegres, ao longo da existência terrena. 

E como a alegria dá brilho à vida, torna-se possível distingui-la da exaltação eufórica, na qual muita gente manifesta uma falsa felicidade e uma ilusória sensação de bem-estar. Nos dias de carnaval, muitos põem o bloco na rua com o coração contristado, aguardando a quarta-feira para retornar a uma vida acinzentada. Deste modo, torna-se difícil ser verdadeiramente feliz. Por isso, é preciso fazer brotar no fundo de nosso ser o ânimo e a coragem, mesmo no agora sofrido viver diário. Nas pessoas risonhas Deus também se revela. Quando os dias duros sobrevierem com suas tiranias lembrem-se de sorrir. “Sorria, embora o seu coração esteja doendo... Ilumine seu rosto com a alegria...”, evoca Charles Chaplin em sua magistral canção “Smile”. Oxalá as fantasias e os sonhos de agora não sejam enterrados. É importante lutar pela alegria, réstia do Eterno e aceno do Infinito!












































domingo, 13 de maio de 2018

UMA MÃE MUITO ESPECIAL

O dia de hoje é dedicado às mães do mundo. Por isso é uma data das mais importantes do universo porque representa a NATIVIDADE, isto é, quem teve a missão divina de gerar o Salvador Jesus - Nossa Senhora, Maria Mãe. 
Nestas poucas linhas quero condenar a intolerância de quem não recebe Maria como NOSSA MÃE MAIOR - não há justificativa aceitável!
Em outro aspecto quero lembrar as mães que já foram viver na Morada Eterna, mas que deixaram aqui seus exemplos, seus sacrifícios, suas bondades e ensinamentos.
Minha inesquecível LÍGIA morreu de saudade do seu companheiro - minha eterna reverência.


Mas não fiquei órfão, pois dona Therezinha, minha amante, minha esposa, minha irmã, minha amiga e agora minha mãe continua a velar e zelar POR TODOS, absorvendo as dores da família e desgastando o seu já frágil corpo físico, mas que conserva uma força espiritual inigualável, incrível, que resolve os problemas e acalma todos o que estão à sua volta.


E não achando pouco carregar o fardo do marido (eu), das filhas Rosa Lígia e Thereza Raquel e dos filhos Carlos Rosso e Rocco José, agora se alonga para velar pelos netos, não esquecendo os animais que nos rodeiam (ainda 12 gatos), com a recente partida de Xana (ou Chana), que viveu 19 anos, o último padecendo de doença terminal, degenerativa, que foi preparada para a viagem final graças à dedicação e perseverança de Thereza, que todos os dias lhe fazia carinhos especiais, cantava para ela e rezava com ela a tal ponto, que a sua transcendência aconteceu em profunda paz.
Ademais disso, tolerar um marido exigente numa convivência de mais de 60 anos, sendo 55 de casamento não é fácil.
Por tudo isso lhe ofereço neste dias duas coisas: o primeiro o poema do meu amigo Horácio Paiva, que sabe poetar melhor do que eu, e o segundo, um almoço que eu mesmo e seus filhos estamos pessoalmente preparando. PARABÉNS, PAZ E AMOR:

MÃE

Mãe
devo-te este poema
que sempre
seguirei querendo
escrever

esperei fazê-lo
em toda a minha vida

esperei o sol
e a lua

e ambos passaram
e voltaram
com palavras mudas
douradas e
pálidas

versos
trouxeram-me as estrelas
o mar
e os rios

versos que devolvi
aos livros
e ao tempo
que os prendia

mas o teu poema
estava sempre
aquém e além do tempo

e a voz para dizê-lo
não me pertencia

mas vi-o
em teu ventre

onde vi nascerem
as dimensões da vida

e as dimensões
de Deus

e se o amor triunfa
em caminhos infinitos

não pode haver começo
ou fim
para o teu poema



do amigo Horácio Paiva.