segunda-feira, 2 de abril de 2018

UMA OPINIÃO RESPEITÁVEL





A ÉTICA COMO PRETEXTO OU A POLITIZAÇÃO DA ÉTICA
Geniberto Paiva Campos – Brasília, 29 de março, 2018

É preciso muito cuidado com o uso de certos conceitos.
Podemos, sem perceber, ser objeto da mais grosseira manipulação.
Lancemos a convocatória: - Cidadãos de todo o mundo, uni-vos. Nada tendes a perder ao fazer o diagnóstico e denunciar a mais abjeta campanha, hipocrisia jamais perpetrada contra mentes crédulas e ingênuas. Integrantes do vasto rebanho dos tolos, facilmente manipuláveis. Há décadas.
Convoquem-se os filósofos, os doutores da Academia, os sábios de todas áreas do conhecimento. Precisamos estar atentos e fortes contra o assédio moral dos hipócritas militantes. Ou seremos vítimas da mais tosca manipulação política, aplicável a segmentos, digamos, mais sensíveis da sociedade.
Comecemos então, didaticamente, por definir hipocrisia, para chegarmos à ética.
Eis a definição mais precisa que encontramos: “hipócritas são aqueles que aplicam aos outros os padrões que eles se recusam a aceitar para si mesmos”.
Portanto, nada mais fácil do que impor a ética como padrão de conduta inviolável. Principalmente quando esse padrão não é aplicável àqueles que impõem esse excelso valor.
E, ainda mais grave, quando os que se supõem portadores de elevados conhecimentos e douta sabedoria são tão somente ridículos parlapatões. A expor, tristemente, a sua ignorância, perceptível e evidente, mesmo disfarçada sob as vestes da “politização”, expostas a toda hora, nos veículos de comunicação de massa.
Como resultante dessa tosca manipulação dos hipócritas, surgem, e são prontamente assimilados, conceitos filosóficos historicamente aceitos e respeitados, agora travestidos de novos significados. E edulcorados de conteúdos políticos e partidários.
A Ética, por exemplo.
 Aprendemos com Kant: “Atua de tal maneira, que tua conduta possa tornar-se, em condições similares, normas para todos os homens.”
No dicionário Houaiss, “ética é parte da filosofia responsável pela investigação dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano, refletindo especificamente a respeito da essência das normas, valores prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social”.                          
Ao assistir a um Seminário, em ambiente acadêmico, sobre a ética aplicada a diversas situações nas relações humanas e sociais – na economia, na política, no judiciário - me dei conta que o conceito clássico de ética não conseguia permear de maneira convincente nenhuma das situações expostas.
Na economia, por exemplo, ao abordar o controverso tema da “Dívida Pública”, ficamos na dúvida se é, de fato, uma questão ética ou simples caso de delegacia de polícia.
Pois o Neoliberalismo, nos últimos tempos adotado no Brasil, ao priorizar o lucro acima de todos os princípios, por onde passa, vai reduzindo a pó valores como o Trabalho, Divisão do Produto do Trabalho, Direitos Humanos e princípios como Honestidade e Decência na sociedade humana.
Dizia o dramaturgo Bertolt Brecht, em frase que lhe é atribuída: - “O que é o roubo de um banco, comparado à fundação de um banco?” questionando severamente a natureza eticamente fluida das transações bancárias.
Após a brilhante e corajosa exposição de uma participante do evento, sobre a origem e a natureza da Dívida Pública, e a gatunagem que isso representa, caímos na realidade: é, realmente, um simples caso de polícia. Colocado num patamar bem inferior aos princípios éticos e filosóficos. Lembrando a canção popular: -“CHAME O LADRÃO! CHAME O LADRÃO!”
O sigilo bancário, levado às suas últimas consequências, produziu essa estranha distorção – moralmente aceita – os Paraísos Fiscais. Um local sagrado, onde o Capital Financeiro esconde e aumenta os seus lucros, livres dos incômodos de taxações e impostos.
Saí do evento perguntando aos meus perplexos botões: qual a diferença entre estes estranhos paraísos fiscais e as malas de dinheiro guardadas pelo deputado baiano, na sala do seu apartamento em Salvador, na Bahia de todos os santos e de todos os pecados? Uma simples questão de endereço?
E em triste desalento, cheguei à conclusão: não seria mais correto e apropriado organizar um outro seminário, intitulado, “A HIPOCRISIA NAS RELAÇÕES JURÍDICAS, ECONÔMICAS E POLÍTICAS NUM MUNDO ORIENTADO PELOS VALORES NEOLIBERAIS”???
Talvez fora da Academia. Quem sabe num desses presídios brasileiros. Superlotados de negros e pobres. Onde a maioria cumpre longas penas, mesmo sem prévio julgamento, e sem sentenças definitivas. Pois, como aprendemos, “a lei é para todos”. Mas as penas...

domingo, 1 de abril de 2018

*DOMINGO DE PÁSCOA* - JESUS RESSUSCITA








        Dia da ressurreição, onde Jesus se levanta de sua sepultura, e vence a morte. É o dia do grande milagre! 

        O dia em que Cristo volta à vida através da Sua Ressurreição de entre os mortos. 

        É o dia em que se celebra a vida, o amor e a misericórdia de Deus.


*ALELUIA*❗

*Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo*❗🙏
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Colaboração do amigo ASSIS CÂMARA

P Á S C O A





PÁSCOA É LIBERTAÇÃO
* Adalberto Targino

Na Páscoa, a mais importante e maior festa da Cristandade, é celebrada a ressurreição de Jesus Cristo, depois do seu suplício, morte e assunção, mas para os judeus significa a libertação do cativeiro egípcio para as primícias da terra prometida, sendo considerada uma comemoração perpétua em honra de Deus (Êxodo 12.14).
Enquanto os judeus festejam em 8 dias a sua páscoa em nome de uma conquista ou vitória terrena-material da libertação da escravidão egípcia, os cristãos comemoram a vitória transcendental e metafísica da libertação da morte espiritual e do pecado. Ambas se referem à passagem, à mudança: a dos judeus foi a transposição do Mar Vermelho; a dos cristãos, a transmutação da morte espiritual para a vida eterna.
A Páscoa é o sustentáculo da fé cristã. Sem ela sucumbiria todo o seu arcabouço teológico-doutrinário, baseado na certeza da ressurreição de Cristo e que pelo batismo o crente sai da morte (descrença) para uma nova vida (ressurreição espiritual), a exemplo de Jesus, que ressuscitou dos mortos. Eis porque a páscoa é a maior e mais culminante base da fé cristã, na qual crêem cerca de 2 bilhões de seres humanos.
Em contraponto à comilança de coelhos da páscoa e outras guloseimas contemporâneas, admoestava São Epifânio, séc. IV: “os seis dias da Páscoa transcorrem para todos à base de comer apenas pão, sal e água, ao entardecer”.
Já Santo Agostinho, séc. IV, um dos mais ilustres teólogos cristãos do mundo, afirmava “por isso, meus irmãos, se queremos celebrar uma Páscoa saudável, passemos dos pecados à justiça, padeçamos por Cristo, apascentemos nos pobres  a Cristo”.
Na esteira desse pensamento, Santo Atanásio prelecionava: “a Páscoa verdadeira é a abstinência do mal, exercício da virtude, e passo da morte à vida”.   
A ressurreição de Lázaro, por exemplo, simboliza o chamamento permanente da humanidade a sair da inércia espiritual (descrença, indiferença, omissão) para a vida em abundância, constituída pela força motriz suprema da fé, estado de paz profunda, nirvânica e santificadora.
A santidade ou ressurreição cristã independe dos nossos atos passados, da origem cultural, da prática de uma doutrina, de etnia ou tradição. Prova disso é que um ladrão e bandido como Dimas, condenado pela Justiça Romana em face dos seus inúmeros delitos, além de ser um pária da sociedade e sem histórico religioso, foi declarado santo (o primeiro da História) pelo Filho de Deus unicamente em razão de sua fé. Por que não os moralistas, religiosos e puritanos sacerdotes Caifás e Anás, que se julgavam guardiões e cumpridores da Lei de Deus? Não, porque eles tinham tudo, menos a fé.
A transformação interior faz do velho homem um novo homem, como na metamorfose da lagarta em borboleta. São dois momentos totalmente diferentes, perceptíveis pela mudança de comportamento e maneira de enxergar a vida.
Páscoa e Ressurreição se confundem porque ambas significam mudança, como no toque de Midas transformador do barro em ouro. Com efeito, do mesmo modo, as Trevas se transmutam em Luz.  
Precisamos da ressurreição que transforma a fraqueza do vício das drogas em sobriedade, a ganância que leva à corrupção em resignação, o desvio sexual da pedofilia à pureza, os sentimentos mesquinhos da inveja, da calúnia, da difamação, da intriga, da fofoca e do egoísmo em solidariedade, assim como os males  da depressão e do medo em serenidade e segurança.
A ressurreição verdadeiramente metafísica e transcendental constitui-se numa metamorfose intrínseca e espiritualmente norteada pelas palavras e exemplos de Jesus, o sublime Mestre e Salvador.
O homem renascido pela fé tem novo alento, força, energia, vigor espiritual. Todos podem continuar olhando o mundo superficialmente, mas ele, o transformado, vê o âmago, a essência, a profundidade.
A partir daí, o ressurreto espiritualmente troca a glutonice do ovo de chocolate pelo jejum da páscoa, o coelho comercial pelo Cordeiro libertador, que ,segundo a Bíblia, extirpa todo o mal (João 1.29).
Ademais, homem nenhum conseguirá a consciência “justa e perfeita” (santidade) senão pela fé. Todos, sem exceção, são infratores ou violadores da Palavra Sagrada. Sem a Graça presenteada pela confiança em Jesus e a vontade de acertar – mesmo errando – ninguém se libertará do jugo das fraquezas humanas, que são tentadoras e dominadoras. Até Cristo foi tentado, imagine nós, reles instrumentos das ambições e prazeres profanos.
Desse modo, esta é a época de reconciliação e perdão. O momento próprio à extirpação da violência, da fome, da corrupção e das injustiças; da expiação dos erros, superação das nossas dores e da passagem para uma nova vida. 
Afinal, sintetizo, com fulcro na Bíblia Sagrada (I Coríntios 5.7-8): “Purificai-vos do velho fermento, para que sejais massa nova, porque sois pães ázimos, porquanto Cristo, nossa Páscoa, foi imolado. Celebremos, pois, a festa, não com o fermento velho nem com o fermento da malícia e da corrupção, mas com os pães não fermentados de pureza e verdade”.
* O autor é advogado e
  Ex-Presidente da Academia de Letras Jurídicas do RN.


sábado, 31 de março de 2018

*SÁBADO SANTO*






      Jesus permanece no sepulcro. Na Vigília Pascal, os fiéis ainda estão à espera, na esperança da ressurreição. 
      Neste dia, inicia-se a Vigília Pascal, ao final do dia, e termina com o amanhecer da Páscoa.


*ALELUIA*❗

*Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo*❗🙏
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Colaboração do amigo ASSIS CÂMARA

sexta-feira, 30 de março de 2018

*SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO*







        Relembra o dia em que Nosso Senhor Jesus Cristo é crucificado (após sua prisão, Jesus é julgado e açoitado; recebe a coroa de espinhos na cabeça; é levado á presença de Pilatos, e depois de condenado carrega com a sua própria cruz, até ao monte Calvário); ao meio-dia é crucificado entre dois ladrões e por volta das três da tarde, Jesus morreu... o Seu corpo foi depois retirado da cruz, e colocado num sepulcro cavado na rocha.
        Neste dia, é praticado o jejum, e a abstinência da carne em sinal de penitência e respeito pela morte de Jesus Cristo.



*ALELUIA*❗

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Colaboração do amigo ASSIS CÂMARA

quinta-feira, 29 de março de 2018

*QUINTA-FEIRA SANTA*






        É o dia da Última Ceia de Jesus Cristo com seus Apóstolos, onde Jesus humildemente lavou os pés dos seus 12 discípulos. 
      É no momento do lava-pés que Judas Iscariotes sai, para entregar Jesus em troca das 30 moedas de prata. (Jo 13,1-15) 
        Foi aqui, que Nosso Senhor Jesus Cristo instituiu o Santo Sacrifício como sua eterna memória, e em seu último discurso, encorajou os discípulos a amarem-se uns aos outros. 
     Depois Jesus dirigiu-se ao monte de Getsêmani, tomou consigo três discípulos, e começou a sua agonia nos jardins, onde foi preso pelos judeus.

         É nesta noite que Jesus é preso, interrogado e ao amanhecer de sexta-feira, açoitado e condenado. 
         A Igreja inicia em vigília ao Santíssimo, relembrando os sofrimentos começados por Jesus nesta noite.


*ALELUIA*❗

*Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo*❗🙏
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Colaboração do amigo ASSIS CÂMARA

quarta-feira, 28 de março de 2018

*QUARTA-FEIRA SANTA*






É o 4º dia da Semana Santa, no evangelho deste dia, é-nos apresentada a traição de Judas, descrevendo-nos como este foi ter com os chefes dos sacerdotes, a quem se ofereceu para trair o Jesus. Aceita assim, trinta moedas de prata como recompensa da sua traição. (MT 26,14-25).


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Colaboração do amigo ASSIS CÂMARA

terça-feira, 27 de março de 2018

*TERÇA-FEIRA SANTA*







É o dia, em que com grande tristeza, Jesus anuncia a sua morte, causando grande sofrimento aos seus discípulos. Anuncia também a traição, e indica o traidor. Judas sai possuído por Satanás, para trair o seu Mestre.


*ALELUIA*❗

*Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo*❗🙏
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Colaboração do amigo ASSIS CÂMARA




segunda-feira, 26 de março de 2018

*SEGUNDA-FEIRA SANTA*



          Neste dia, se reflete, em um momento de descanso de Jesus, na casa de uma família que Lhe era muito estimada. A casa de seu amigo Lázaro (a quem Ele havia ressuscitado), e de Marta e Maria. (Jo 12, 1-11).

              Faltavam seis dias para a Páscoa. E, enquanto estavam a jantar, Maria tomou um vaso de nardo (um perfume autêntico e muito caro), e ungiu Jesus nos pés, e depois enxugou-os com seus cabelos. 
             A casa encheu-se da fragrância do perfume. Tal gesto foi de imediato criticado por Judas Iscariotes, que hipocritamente logo alegou que o dinheiro que valia o perfume poderia ter sido dado aos pobres. Jesus ignorou a crítica e, saindo em defesa de Maria, justificou com estas palavras: “Antecipou-se a ungir o meu corpo para a sepultura. 
               Asseguro-vos que em qualquer parte do mundo onde se proclame o evangelho, se recordará o que ela fez”.

*ALELUIA*❗

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Colaboração do amigo ASSIS CÂMARA

domingo, 25 de março de 2018

DOMINGO DE RAMOS



*SIGNIFICADO

*DOMINGO DE RAMOS*



Começa a Semana Santa, dia em que comemora a entrada de Jesus em Jerusalém. Nos dias de hoje, os fiéis levam para a igreja ramos, a fim de serem abençoados, como símbolo de sua fé.

*ALELUIA*❗

*Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo*❗🙏
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Colaboração do amigo ASSIS CÂMARA

quarta-feira, 21 de março de 2018

SESSÃO ESPECIAL EM HOMENAGEM AO IMORTAL SANDERSON NEGREIROS





Ontem, dia 20, na sala do Conselho de Cultura, a Academia Norte-Rio-Grandense de Letras realizou uma Sessão Especial para louvar o Imortal SANDERSON NEGREIROS.
O evento foi presidido por Diogenes da Cunha Lima e secretariado por Iaperi Araújo, tendo como orador oficial o Acadêmico Armando Negreiros, primo do saudoso colega, que traçou com fidelidade e emoção a figura do fundador da cadeira 40.
Estiveram presentes vários Acadêmicos e familiares do homenageado, os quais prestaram interessantes depoimentos, complementando outros oferecidos pelos Acadêmicos Diogenes, Eulália Barros e Paulo Macedo.
Foi um fim de tarde-noite de muitas emoções.
Ao final foi declarada vaga a cadeira 40 e abertas as inscrições para o seu preenchimento no prazo de 60 dias.
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Sanderson Negreiros


FLAGRANTES DO EVENTO:

















terça-feira, 20 de março de 2018

UMA OPINIÃO




OPERAÇÃO BANDA LARGA

Valério Mesquita

A frase do ex-deputado federal pernambucano Thales Ramalho de que “maior que a ilusão política só a ilusão do amor” é de uma verdade tão cristalina que me fez refletir mais ainda sobre os primeiros dias do atual processo eleitoral. A deterioração dos costumes políticos, as debandadas, as infidelidades à 25ª hora, a substituição das coligações eleitorais pela proliferação de legendas partidárias, as adesões no varejo e no atacado em tom promocional e de liquidação, a troca de legendas, tudo conduz o eleitor ao descrédito da vida pública, estarrecido com a conduta pérfida dos seus protagonistas. Em nome da mudança, do novo, do diferente, alguns agentes políticos estão destruindo a própria  biografia no jogo vantajoso das premissas e das facilidades dos governos que estão por vir. Nunca a flauta mágica do fisiologismo tocou tão alto desbotando clichês, ruborizando os céticos e dissolvendo bancadas tal e qual o efeito Sonrisal. O que está acontecendo hoje com a chamada classe política? Deu a louca no mundo? É tão grande assim o impacto das dívidas e das dúvidas se vai ganhar ou não? Dir-se-á que o Partido dos Trabalhadores quando trocou a ideologia pela convivência dos contrários, os partidos de esquerda e de centro perderam o pudor e se misturaram no mais estranho e promíscuo hibridismo partidário da história política do país.
Por isso, sou o eleitor anônimo perdido na passeata que vai de Igapó ao Conjunto Soledade II. Misturo-me com o povo. Danço a lambada e o frevo que desce e sobe ruas acima. Não carrego a bandeira dos candidatos mas o gosto doce da aventura da noite dos comícios, das mulheres balançando os bustos e os quadris, como nas pesquisas eleitorais que sobem e despencam. No circuito ciclístico da Grande Natal, pedalo bem perto da bicicleta da morena do short branco que faz todo eleitor mudar de partido.
Sou o incógnito cidadão que escuta o orador no palanque sob a penumbra da marquise da padaria mais próxima. Sou o decifrador de caracteres, das reações fisionômicas do homem do povo. Pastoreio as estrelas sobre a multidão sôfrega em desvarios pela hegemonia dos seus eleitos. A paz cósmica de ser livre e isento me apascenta.
Nessa eleição ainda quero o flerte da mulher jovem. A força misteriosa do encanto das meninas de branco, namoradas. Sem interagir música, política e paquera não há palanque, nem povo, nem discurso. Sou o eleitor do showmício, dos acordes do Wesley Safadão, Aviões do Forró, Mastruz com Leite, porque a música veste o voto do candidato.
Não há necessidade de se esmerar, hoje em dia, na palavra rebuscada, na oratória responsável e flamejante. Tudo é fátuo, fútil e fácil.  Quero conhecer as preferências de todos como se fosse o pároco da Igreja onde se confessam. O anônimo e o descomprometido vêem e escutam melhor do que os marqueteiros. Acompanho o cortejo, me integro e me divirto no calendário das passeatas, dos comícios para ver a juventude, a garota magra e bonita que agita a bandeira dos presidenciáveis nas esquinas das avenidas por dez reais ao dia e que expressam, em si, o melhor discurso contra o desemprego.
Enfim, nessa eleição, busco a claridade do sentimento popular, que não provém mais do palanque iluminado dos condôminos. No entanto, quero ser eleitor encachaçado, alegre, ritmado, até porque campanha eleitoral é festa e se não tiver mulher não tem graça. Depois disso, só o grito de guerra: “Saber votar e dizer abaixo a corrupção!”
Eu digo isso porque é o que fica e se transfunde na condição humana de optar, escolher e votar no candidato. O político parece haver largado o sotaque do povo e dos seus costumes, que o “feiticeiro” Aluízio Alves sabia fazer com humor e ironia. Embora, entenda que o político, às vezes, é como o fogo (“se renova das cinzas”). Vemos hoje na propaganda novos vultos e ambientes difusos, mas também a sociedade viúva ainda de lideres verdadeiros. As lideranças viraram sublegendas.

(*) Escritor.

H O J E





Necrológio do Imortal Sanderson Negreiros - cadeira 40
Saudação: Acadêmico Armando Negreiros.
Dia 20 de março: (17h30) (terça-feira)
Na Sala do Conselho Estadual de Cultura.


Sanderson Negreiros


Acadêmica  Leide Câmara
Secretária Geral
e-mail: academianrl@gmail.com



e-mail: leide.camara@live.com

sábado, 17 de março de 2018

A HOMENAGEM DO IHGRN A DOM NIVALDO


CENTENARIO DE DOM NIVALDO MONTE

Senhores e Senhoras:

Nas vestes da formalidade, aqui represento o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, do qual o homem erudito, Dom Nivaldo Monte, era sócio efetivo. Aqui deveria estar o seu presidente, Ormuz Barbalho Simonetti, impossibilitado de comparecer em consequência de uma cirurgia de catarata. Disse-me que seu compromisso com o passado preserva a lembrança de Dom Nivaldo em sua terra, onde, na condição de vigário de Goianinha, celebrou o matrimônio de seus pais, Arnaldo e Cirene Barbalho Simonetti.
Nas vestes da amizade e da admiração, quase devoção, aqui estou eu, discípulo de um grande mestre. Dom Nivaldo foi meu professor no Seminário de São Pedro. Observava-nos a todos, com os olhos de uma paternal psicologia. Gostava de ver nossas disputas futebolísticas. Sempre de bom humor, motivava-nos a imprimir qualidade em tudo o que fazíamos.
No decorrer dos anos, quando a maturidade nos acolhe, mais frequentes tornaram-se nossos encontros, seja no Serviço de Assistência Rural, então sob a batuta de Dom Eugênio Sales, seja em solenidades especiais, quando sua palavra imprimia o selo de qualidade ao evento. Lembro-me bem da força de sua palavra, temperada de lirismo. Não era assim, pelo encanto da palavra, e da verdade que transmitia, que o próprio Jesus revelou-se ao mundo?
Ah! Dom Nivaldo Monte, quanto bem foi plantado! Quantos frutos colhidos!
Certo dia, em visita ao Sítio onde eu morava, em Monte Alegre, Dom Nivaldo chegou ao meu escritório de trabalho e me indagou, diante de algumas estantes repletas de livros: Assis, você lê tantos livros e nada escreve? Sob o impacto da pergunta, passei-lhe às mãos alguns artigos e razoável número de poesias. Concentrou-se na leitura de uns poucos textos e me transmitiu a seguinte lição: “Nem todas as árvores são ornamentais. Muitas delas trazem a destinação de alimentar os homens. Por isso, dão fruto. A poesia, a música, a literatura, todas as formas de arte são frutos que alimentam a alma humana. Publique seus poemas. E arrematou: Rasgue o véu de sua timidez!”
Assim nasceu meu primeiro livro, Asas e Voo. No dia do lançamento, no Solar Bela Vista, Dom Nivaldo foi o primeiro a comparecer. Que mais posso dizer?
O espaço da gratidão é infinito. Em sua homenagem, e após sua bela viagem transcendental, compus este soneto em sua homenagem:

DOM NIVALDO MONTE
Sendo a fé um dom de Deus, nele brotou
Muito mais viva do que a Teologia;
E sua palavra de amigo se mostrou
Mais cativante do que a Filosofia.

Nos jardins de Emaús ele ensinou
Que o melhor fertilizante é a alegria;
Fez do trigo e da uva que plantou,
O pão e o vinho de sua eucaristia.

Desprezando a ostentação e a vaidade,
Na enxertia de exemplo e santidade
Recolhe os frutos da admiração.

Com a força da palavra e do sorriso
Demonstrou que só encontra o Paraíso
Quem semeia o amor e a compaixão.
______________
Texto produzido e lido por Francisco de ASSIS CÂMARA durante a Missa Solene celebrada na Catedral de Natal, dia 15 de março de 2018, por ocasião do CENTENÁRIO DE DOM NIVALDO MONTE.

quinta-feira, 15 de março de 2018

CENTENÁRIO DE UM ANJO

Impossibilitado de comparecer, por motivo de enfermidade, às justas homenagens do centenária de nascimento de DOM NIVALDO MONTE, fiquei frustrado por esta situação e resolvi, de forma singela, com as deficiências de uma pessoa debilitada momentaneamente, fazer algumas considerações sobre esse anjo de bondade:

  
























À NIVALDO MONTE AGREGADOR, SOLIDÁRIO, CARIDOSO, COMPREENSIVO, CONCILIADOR, CULTO, HUMILDE, COMPANHEIRO, CORAJOSO, SEMEADOR DE BONDADE E DE ALEGRIA, AMIGO E SANTO, O MEU PROFUNDO RESPEITO E O PEDIDO DE SUA INTERCESSÃO POR MIM E PELO SEU POVO. GLÓRIA A DEUS PELA SUA EXISTÊNCIA.
UMA LÁGRIMA DE SAUDADE DO SEU SERVO CARLOS GOMES

CENTENÁRIO DE UM HOMEM SANTO



Centenário D.Nivaldo Monte– 15.03.2018 a 15.03.2019 23.02.2018
00 - Reunião Arquidiocese/Dom Jaime                                                                         - Apresentação do DVD/Texto – Setembro/2017                                                                                                      - Informes 100 anos – Grupo Familiar                                                                                                                 - Subsídios                                                                                                                                                                                            - Instituições envolvidas                                                                                                                                       - Articulações                                                                                                                                                           - Missa Solene 15.03.2018
01- Organização                                                                                                              1.1 Grupo Familiar Roberto, Oswaldo, Múcio, Cristina, Nita, Biaggio, Bela e Gabriel +
02 - Instituições Envolvidas                                                                                                                     2.1 Arquidiocese de Natal Missa Solene 15.03, as 19:00                                                                                                  2.2 Academia Norte-Riograndense de Letra Diógenes                                                                            2.3 Instituto Histórico e Geográfico do RN                                                                      2.4 Fundação José Augusto Iaperi Araújo                                                                                          2.5 Assembléia Legislativa RN                                                                                           2.6 Câmara Municipal de Natal                                                                                         2.7 Senado Federal Senadora Fátima Bezerra                                                                                             
03 - Atos/Solenidades                                                                                                         3.1 Sessão Solene Senado Federal Confirmado                                                           3.2 Sessão Solene Assembléia Legislativa                                                                                   3.3 Sessão Solene Câmara Municipal de Natal Contato Franklin Capistrano                                                                                3.4 Academia Norte-Riograndence de Letras Contato Diógenes/Lalinha/Leide                                                                      3.5 Instituto Histórico e Geográfico do RN Contato Roberto Lima+Carlos Gomes
04 - Exposições e Subsídios                                                                                            4.1 DVD Multimídia Dom Nivaldo Monte, A Terra, A Natureza Ver Lançamento                                      4.2 História em Quadrinhos/HQ– Emanoel Amaral/Fundação José Augusto   4.3 Exposição na Pinacoteca do Estado/Banners – FJA                                                                          4.4 Exposição Permanente no Parque da Cidade – PMN Luciano                                          4.6 HQ/Cordel/Múcio Concluído                                                                                                        4.7 Música em Homenagem 100 Anos Roberto Lima                                                                            4.8 Home-Page D.Nivaldo Monte www.dhnet.org.br/nivaldomonte  Concluído      4.9 HQ/Divulgação Emanoel Amaral – Missas, Solenidades, Parque da Cidade...
03 - Articulações/Apoio                                                                                        3.1 Tribuna do Norte – Entrevista, Edição 25.03 – Carlos Peixoto/Yuno                                                                                                     3.2 Revista A Ordem Entrevista,Carla                                                                                                        3.3 Canindé Soares+Henrique José, Fotos                                                                                                                                                                                                      3.4 Gabriel Exposição Virtual Computação Gráfica                                                                                      3.5 Diógenes da Cunha Lima+ Contato Set./2017
04 - Textos, Depoimentos Serão publicados na TN                                                                                                    Padres Pio, João Medeiros, Lucas, Fábio...  Irmãs Vilma Lúcia, Carla...  Amigos/Amigas Roberto Lima, Gomes, Mousinho,
05 - Escanear toda Bibliografia – Ninio passou para Vaudinho                                                                                    5.1 Ebook, Internet, Redes Sociais Similar ao que fizemos com o Imão/Padre Monte

quarta-feira, 14 de março de 2018

14 de março - Dia Nacional da Poesia...


PARABÉNS ÀS ENTIDADES E INSTITUIÇÕES QUE HOJE COMEMORAM O DIA DA POESIA, COM O FOLDER ABAIXO É UM EXEMPLO:


O 14 de março foi declarado Dia Nacional da Poesia em homenagem a Castro Alves, um dos maiores poetas românticos brasileiros. Ele é autor de O Navio Negreiro e de muitos outros poemas célebres, muitos dos quais têm como tema a escravidão negra. Castro Alves foi um fervoroso defensor do abolicionismo.

Poesia é uma palavra que vem do grego e significa criação, fabricação. Há muito tempo, porém, essa palavra denomina a arte de escrever em versos. A definição de verso não é tão simples assim.

Criadores de poesia Falar de poesia, porém, significa falar de poetas, os criadores de poesia. Além de Castro Alves e Gonçalves Dias, existem vários outros poetas da literatura brasileira que você precisa conhecer. Entre outros, podem ser citados: Gregório de Matos, Tomás Antônio Gonzaga, Olavo Bilac, Cruz e Sousa, Oswald de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles e Vinícius de Moraes. Mas é bom lembrar que a nossa poesia tem como matéria prima a língua portuguesa e, nesse sentido, há dois autores portugueses que também precisam ser mencionados, pois tiveram influência tanto na poesia de sua pátria quanto na brasileira. Trata-se de Luís de Camões e Fernando Pessoa, dois poetas de primeira grandeza, talvez a expressão mais alta da poesia em Portugal.
Poesia não é somente aquela que se encontra nos livros. Convém lembrar que as letras musicais são poesia para ser cantada e, nesse sentido, a poesia se faz presente na vida de quase todas as pessoas. 

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Este comentário foi extraído de trabalho publicado na internet em https://educacao.uol.com.br/datas-comemorativas/0314---dia-nacional-da-poesia.htm?cmpid=copiaecola ONDE DEVE SER LIDO O TEXTO ORIGINAL.





MEU GRITO

Valério Mesquita*


            De anotações feitas à hora do crepúsculo em livros idos e vividos, pincei uma frase que me remete ao delírio das coisas de querer ter sido e não fui: “eu que tantos homens fui, não fui aquele em cujos braços desfalecia Matilde Ubach”. Pensamentos fluidos, na verdade, de reencarnações em lugares e tempos, sonhos e fugas do real ou transposições de corpo e espírito para lugares onde nunca naveguei, muito além da ponte de Igapó.
            Ter sido, por exemplo, acompanhante do Cristo nas peregrinações e presenciado seus milagres para não me dividir hoje, nos conflitos das igrejas do mundo; gostaria de ter sido expectador do teatro shakespeareano e tê-lo conhecido de perto e acompanhado todos os seus porres nas tabernas escuras da Londres elizabetana; como amaria a passagem pelos estúdios de cinema dos anos trinta e quarenta só para ver Charles Chaplin, Stan Laurel e Oliver Hardy; ter aspirado o odor do charuto de Getúlio Vargas e escutado em dó maior a gargalhada prazenteira; ou como figurante dos filmes de John Ford, viajado nas diligencias do tempo pelas pradarias do oeste; de Juscelino a companhia e as conversas dele com o que havia de melhor no PSD naquela época: Israel Pinheiro, Amaral Peixoto, José Maria Alkamim, Benedito Valadares, Tancredo Neves; ou de um polo para outro, muito me ufanaria haver morado no Rio de Janeiro só para ouvir os discursos do bruxo Carlos Lacerda e acompanhar as suas ações como governador com “m” maiúsculo do Estado da Guanabara; eu, que tantos homens fui, não fui aquele que conviveu mais tempo com Câmara Cascudo, pois considero privilegiados os que receberam essa oblação; quantas vezes não me vi nos shows dos Beatles e como “macaco de auditório”, no começo do yê-yê-yê, no programa Jovem Guarda das tardes de domingo; e quanto fascínio não exercem sobre mim as cidades interioranas da Paraíba, Pernambuco, Ceará, Minas, Bahia, das moças namoradeiras, das praças, dos olhares furtivos como se eu quisesse, de repente, paquerá-las todas ou me compensar, ao menos, em contemplá-las lindas e infinitas, renascidas de minhas ilusões de adolescente.
            Ah! Como esse mundo de hoje dói. Não há mais ídolos. A violência urbana e a guerra mataram os sonhos e as ilusões castas dos nossos pensamentos. É um mundo de aparências, de vaidades e iniquidades. “Olhe, aquele ali é Machado de Assis e com ele Eça de Queiroz!”.
            Faltou-me alguém que apontasse, naquele tempo, essa visão dos dois monstros insuperáveis da literatura luso-brasileira; e se o sonho triunfar sobre a verdade, posso dizer nesse final que assisti Padre João Maria sarar os enfermos; preguei com Frei Damião na noite litúrgica e estrelada de Macaíba; que vi subir o balão de Augusto Severo e que assisti o último suspiro de Auta de Souza.
            E se o leitor me acreditar, conheci Lincoln na guerra da Secessão; vi Roosevelt, Getúlio Vargas, Tyronne e Evita na Ribeira de guerra. Se todas essas reflexões são febris ou inverossímeis, é preferível crê-las e esquecer as bestas do apocalipse: Donald Trump, Kim Jong-un  da Coreia do Norte, Bashar Al-Assad da Síria, cujas imagens na televisão sujam de sangue as nossas esperanças por um mundo de paz.
            As águas do rio da reminiscência atingem novas margens e aprofundam o porão da memória. O Cine Teatro Independência de Macaíba dos filmes do Gordo e o Magro, dos Três Patetas, de Abott e Castelo além dos faroestes que não se repetem mais; a praça Antônio de Melo Siqueira dos primeiros alumbramentos, dos passeios, do banco do namoro, do coreto, tudo como qualquer lembrança de homem comum do interior; a rua do Vintém, do Cajueiro, as Cinco Bocas, a praça da Matriz, o cais de pedra do rio Jundiaí, as jabuticabeiras da Lagoa das Pedras, o Pernambuquinho; o Gango (o baixo meretrício), de todas proibições à hora do crepúsculo; os antigos ônibus da linha Macaíba/Natal que me consumia diariamente a farda estudantil; enfim, o universo humano das figuras populares, coração e alma de Macaíba que não para nunca.
            Na noite de minha vida ainda assisto, com nitidez, à passagem do meu rio porque eu continuo a ser os meus personagens prediletos.

(*) Escritor.