quinta-feira, 13 de abril de 2017

VIA-SACRA - VIA CRUCIS




Continuação da exposição da Via-Sacra

OBSERVE-SE QUE COLOCAMOS AS ESTAÇÕES TRADICIONAIS DA VIA-SACRA COM AS NOVAS QUE FORAM INSERIDAS NO PAPADO DE JOÃO PAULO II, em numeração arábica.

3. A condenação de Jesus perante o Sinédrio
Mt 26,57-66; Mc 14,53; Lc 22,54; Jo 18,19 

V. Nós Vos adoramos, Senhor Jesus e Vos bendizemos
R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo.



... Senhor Jesus, por que Vos condenaram à morte? Que foi que fizestes que merecia a morte? Curaste doentes, alimentastes famintos, ressuscitastes os mortos, perdoastes aos pecadores, respeitastes as autoridades, trabalhastes para o bem da humanidade, fostes humilde, manso, bondoso, misericordioso.     Por que esta sentença tão cruel e humilhante?

... O nosso orgulho, inveja, egoísmo, covardia, comodismo, calúnias, apego exagerado pelas coisas deste mundo Vos condenaram. Eis aqui o segredo da injusta sentença. Tenho que perguntar-me: o que eu fiz com Cristo? Não O condenei, por acaso, a morrer?
... Cristo, ajudai-me a viver o Vosso Evangelho até a morte.

A morrer crucificado
teu Jesus é condenado
por teus crimes, pecador (bis).


4. As negações do Apóstolo Pedro
Mt 26,69-75; Mc 14,66; Lc 22,55; Jo 18,15 


5. Jesus entregue a Pilatos e condenado à morte Primeira Estação
Jo 18,28; Mt 27,11; Mc 15,2; Lc 23,2 



6. A flagelação e a coroação de espinhos de Jesus. Ludíbrio.
Jo 19,1; Mt 27,24; Mc 15,15; Lc 23,24 



7. Jesus carrega a Cruz - Segunda Estação
Lc 22,26; Mt 27,31; Mc 15,20; Jo 19,16 


V. Nós Vos adoramos, Senhor Jesus e Vos bendizemos
R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo.



... Cristo, eis a Vossa cruz. Será que esta cruz é Vossa? Na verdade ela é nossa. Assumistes a nossa cruz. A grandeza e o peso desta cruz cresceram dos nossos pecados, que destruíram a ordem do amor. Todos os pecados do mundo nos Vossos ombros. O mundo grita, xinga, critica, está rindo em sua loucura... Cristo sofre e caminha em silêncio para me salvar.

... Cristo, Vossa Via-sacra foi para mim. Ajudai-me cada dia, pela manhã, partir para a minha via-sacra e ficai ao meu lado, porque sou fraco. 
Com a cruz é carregado,
e do peso acabrunhado,
vai morrer por teu amor (bis).


Terceira Estação
Jesus cai por terra



V. Nós Vos adoramos, Senhor Jesus e Vos bendizemos
R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo.

... As forças estão se esgotando. Calor, solidão. A terra parece mover-se. Cristo tropeça, perde o equilíbrio e cai. Sente a terra, a poeira na boca. O peso da cruz o sufoca.
... Nós partimos cheios de confiança e um dia caímos. Percebemos no nosso caminho uma flor, uma ilusão e tivemos tanta vontade de levá-la. Então paramos, traímos o caminho difícil e ficamos longe do caminho de Cristo.
... Até quando vou ficar frio e passivo? Cristo, estou tão longe de Vós. Cristo, ajudai-me a partir de novo. Protegei-me contra minhas quedas que cansam e deixam vazio o meu coração. Quero seguir-Vos. Ajudai-me a levantar-me do meu pecado.

Pela cruz tão oprimido
cai Jesus desfalecido
pela tua salvação (bis).

Quarta Estação
Jesus encontra-se com Sua Mãe
R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo.

... Quanta dor da Mãe neste encontro. Ela vai com Seu Filho. Ela vai na multidão despercebida, preocuapda com seus filhos. Não fala, vai junto com Jesus, preocupada com todos nós.
... Cristo, mostrai-nos Vossa Mãe humilde e dolorosa para nos comovermos e nos convertermos. Ajudai-nos a caminhar juntos com nossos irmãos, participar dos problemas deles, sofrer com eles como sofreu Maria -- Vossa e nossa Mãe.


De Maria lacrimosa
no encontro lastimosa,
vê a viva compaixão (bis).

8. Jesus e Simão Cirineu
Lc 22,26; Mt 27,32; Mc 15,21 


Quinta Estação
Cirineu ajuda a carregar a cruz


R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo.

... Cirineu atravessava o caminho por onde Cristo carregava a cruz. Pararam-no, o primeiro, desconhecido... Cristo aceita a ajuda. Aceita uma ajuda forçada de um homem teimoso. Deus Onipotente e Todo-poderoso permite que o homem O ajude. Deus precisa de um homem fraco. Tanta humildade!

... Nós também prcisamos dos outros. Nosso caminho é também duro e perigoso demais para podermos vencê-lo sozinhos. E tantas vezes, orgulhosos, afastamos as mãos que nos querem ajudar. Mais ainda, pensamos que Cristo é desnecessário em nossa vida. Queremos agir sozinhos. Ao lado de mim vai: amigo, esposa, marido, pai, mão, vizinho, companheiro do trabalho, irmão desconhecido... não posso ignorá-los. Todos juntos precisamos salvar o mundo.

... Cristo, que eu perceba e aceite com humildade os meus irmãos Cirineus que caminham comigo e também aqueles que foram forçados a caminhar comigo.

No caminho do Calvário
um auxílio necessário
recebe do Cirineu (bis).


9. O encontro de Jesus com as mulheres de Jerusalém
Lc 22,27; Mt 27,33 



Sexta Estação
Verônica enxuga o rosto de Jesus



V. Nós Vos adoramos, Senhor Jesus e Vos bendizemos
R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo.

... Verônica olhava para Seu rosto. Rosto sujo, cansado. Cabelos grudados com poeira, sangue e suor. Estremeceu em si, não podia esperar mais. Na presença dos soldados e inimigos enxugou o rosto de Cristo. O rosto doloroso de Cristo imprimiu-se no pano e no coração. Precisamos olhar o Cristo, para nos tornarmos um pouco semelhantes a Ele. Passamos tantas vezes ao lado de Cristo e nem sequer olhamos para o rosto dEle. Por isso somos apenas tirstes máscaras Suas e não temos semelhança com Ele.
... Desculpe, Jesus, os meus impuros olhares. Os outros não podem ver em mim Vossa luz e Vossa imagem.
... Desculpe, Jesus, o meu corpo desejoso de prazeres. Ninguém consegue descobrir em mim um pouco de Vós.
... Desculpe, Jesus, o meu coração cheio de ódio e egoísmo. Ninguém consegue descobrir nele o Vosso amor.
... Ajudai-me, Senhor a ser a Vossa viva imagem.

O Seu rosto ensangüentado
por Verônica enxugado
contemplemos com amor (bis).

Sétima Estação
Jesus cai pela segunda vez



V. Nós Vos adoramos, Senhor Jesus e Vos bendizemos

R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo.


... Cristo está no fim das Suas forças. O peso da cruz, o calor, o caminho em subida,... as forças se esgotam, o caonsaço cresce. Cristo cai de novo por terra. São os pecados horríveis que o oprimem. Tão depresa acostumo-me a praticar o mal. Falta de fidelidade, falta de prudência. Não enxergo mais nada -- só o mal. Procuro o mal. Estou caído, desanimado. Não vejo os outros no caminho, meus olhos fechados, meus ouvidos surdos. Mas tenho medo de ficar assim. Sei que essa não é a posição digna, humana.
... Cristo, dai a mão a um mísero caído, levantai-me, sacudi a poeira pecaminosa dos meus olhos, lavai-me da minha sujeira. Dai-me novas forças para que eu possa levantar-me e caminhar ao Calvário da vitória, a glória final.

Outra vez desfalecido
pelas dores abatido
cai por terra o Salvador (bis).

Oitava Estação
Jesus consola as mulheres piedosas

V. Nós Vos adoramos, Senhor Jesus e Vos bendizemos
R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo.

... As mulheres choram, lamentam, vendo Cristo. Não podem ajudar, limitam-se a chorar. Têm pena de Cristo.
... Cristo, embora cansado, percebeu-as, ouviu-as. É mais conveniente chorar os nossos pecados, porque a causa da via dolorosa de Cristo são nossos pecados. Dignos de lamentação somos nós, pecadores.
... Perceber os pecados dos outros é sempre mais fácil do que chorar os nossos.
... Cada um passa diante do meu tribunal; o mundo todo -- prefiro jultar os outros do que a mim e descubro facilmente culpados: bêbados, preguiçosos, fofoqueiros, falsos, mentirosos, injustos, egoístas -- só eu o perfeito.
... Cristo, ajudai-me a descobrir uma verdade muito velha e sempre nova: que sou pecador e isso preciso lamentar.

Das matronas piedosas
de Sião filhas chorosas
é Jesus consolador (bis).

Nona Estação
Jesus cai pela terceira vez 



V. Nós Vos adoramos, Senhor Jesus e Vos bendizemos

R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo.



... Cristo cai de novo. Os soldados batem. Cristo não se mexe. Senhor, morrestes?!
... Ainda não, as forças quase acabaram. Restou ainda um pedacinho do caminho: dois, três passos... Neste estado isso é quase impossível. Senhor, caístes a terceira vez, mas já no alto do Calvário onde vão levantar a cruz.
... Eu também caí de novo. Sempre estou caindo. Às vezes duvido se poderei                         levantar-me. Mas vendo-Vos a meu lado, recupero as minhas forças e certamente vencerei com Vossa graça.

Cai terceira vez prostrado
pelo peso redobrado
dos pecados e da cruz (bis).


Décima Estação
Jesus é despido das Suas vestes


V. Nós Vos adoramos, Senhor Jesus e Vos bendizemos
R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo.

... Cristo não tinha mais nada a não ser uma veste. Mas isto foi ainda demais. Agora não existe mais nada entre o corpo de Cristo e a cruz. Os homens uniram a cruz e o corpo para sempre.
... Cristo, Vossa veste era comprida, digna da pessoa humana. Nós precisamos abandonar também as vezes, vestes provocantes, indecentes, para que possamos defender nossa dignidade humana.
... Senhor, fazei que morra tudo em mim que ofende a Vossa santa vontade. Gosto tanto de muitas coisas pequenas que são minhas, mas se isso for necessário para viver verdadeiramente, tira tudo de mim. É melhor morrer, para depois viver. Assim como o grão que precisa morrer para dar frutos.

Dos vestidos despojado
por verdugos maltratado
eu Vos vejo, meu Jesus (bis).

Décima Primeira Estação - 
10. A crucificação de Jesus 
Jo 19,18; Mt 27,35; Mc 15,24; Lc 23,33 

Jesus é pregado na cruz



V. Nós Vos adoramos, Senhor Jesus e Vos bendizemos
R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo.

... Cristo estendido na cruz, cobre-a perfeitamente para ser unido perfeitamente a ela. Os pregos atravessam o corpo. Cristo permite que o homem apanhe brutalmente as mãos e os pés dEle e pregue na cruz. Agora nenhum movimento é possível.
... Nós também precisamos aceitar a nossa cruz na hora presente. Não podemos escolher. Temos que aceitar a nossa cruz. Ela é pronta, feita para meu tamanho, feita dos meus sofrimentos. Temos que apegar-nos a ela.
... Isto não é fácil. Mas não posso encontrar o Cristo de outra maneira. Cristo espera por mim na cruz para, junto com Ele, redimir o mundo, nossos irmãos.

Foi Jesus na cruz pregado
insultado, blasfemado
com cegueira e com furor (bis).


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 Por que Santos Óleos e Lava Pés?
















OPINIÃO


EQUÍVOCOS HOMÉRICOS

Valério Mesquita*
Mesquita.valerio@gmail.com

Nos anos noventa, o deputado Leonardo Arruda encabeçou um oportuno movimento na Assembleia Legislativa com o objetivo de tornar sem efeito o título de cidadão honorário norte-rio-grandense concedido a José Carlos Fragoso Pires. Léo, como advogado e regimentalista, procurou amparo legal para convalidar a iniciativa que teve o apoio da grande maioria dos parlamentares. Mas, o título foi entregue solenemente no plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, com reservas. O então deputado e atual governador, proferiu o discurso de praxe repleto de esperança e de visões desenvolvimentistas. De Macau, por terra e mar, desembarcaram delegações oficiais e privadas, todos entoando o hino da barrilha. No seu discurso, para justificar a honraria, falou que retomaria imediatamente o projeto de reabertura da Alcanorte. Todavia, noticias sinistras pairavam sobre o projeto. Comentou-se que o grupo empresarial estava dividido. Ou concentrava somente seus investimentos no Rio de Janeiro e não na Alcanorte, em Macau. A dúvida penalizou o Rio Grande do Norte. Não foi isso que ouvimos quando votamos o título honorífico. E a Alcanorte foi para o beleleu.
Para quem não se lembra, Fragoso Pires foi o empresário carioca/paulista que implodiu o projeto da Alcanorte. Dizem que lá em Macau o vigário ministrou até a extrema unção da polêmica iniciativa. Relembro os primeiros trovadores que cantaram a adolescente Alcanorte em verso e prosa: Antonio Florêncio, Tarcísio Maia para não citar outros. A alcanorte foi mulher de muitos homens. Explorada em muitas cartas e discursos circunstanciais, ocasionais, para depois de seduzida ser logo abandonada. Hoje, virou carcaça na periferia de Macau, igual a tantas mulheres que ganhavam a vida com o suor de suas nádegas. O seu último caso foi com o industrial Fragoso Pires que a pediu em “casamento” e levou o seu dote de quinze anos de isenção de ICMS. Logo deixou de ser pública para ser privada. Mas o casamento não deu certo. O volúvel Fragoso, era homem de muitos casamentos e só no Rio de Janeiro tornou-se sócio de quinze empreendimentos diferentes. Enciumada, alquebrada, esquelética, a Alcanorte é tristemente lembrada na comiseração pública, através das frases carpideiras e lamuriosas dos seus amantes. Depois, falou-se no Pólo-Gás-Sal. Sim, o gás é nosso! Disseram que não poderia nascer morto no ventre como nasceu a refinaria de petróleo. Mas, ainda restava uma esperança. Ai entrou em cena o Pólo-Gás-Sal que se transformou num “bufa-gás”, aquele orfeônico equipamento inventado pelos cientistas de plantão lá do Planejamento do Estado.
Sentido-se enganada na sua boa fé e ultrajada, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte buscou uma sanção moral, um ressarcimento ou uma punição que fizesse delir da galeria honorífica dos grandes cidadãos do Rio Grande do Norte essa figura despicienda e de tão mau agouro. A intenção não logrou resultado.
E aí? Tudo virou naufrágio! Uma aventura na qual só um grupo levou vantagem. Nem Alcanorte, nem barrilha, nem porra nenhuma! Tá lembrado? É a mesma história da ZPE, da Algimar do conde de Sternberg ou senhor Carlos Raposo, Cerâmica Beatriz de Bernard Benayon e falam que vai aparecer agora um novo projeto: O “CAVACO CHINÊS”.
Rio Grande do Norte sem sorte onde o maior investidor é a Previdência Social. A paranoia do lucro fácil continua presidindo as ações. Não existe criatividade. Apenas, a infusão do medo, do ódio, do pesadelo. Não existe um líder que dê de si, sem trair a si, eis toda questão do senso político. Sem paranoia, sem passionalismo. O tempo só respeita o que constrói e não o que persegue.

(*) Escritor.

OFÍCIO-CIRCULAR (PUBLICAÇÃO)


DIÁRIO OFICIAL - RN
12 de ABRIL de 2017


quarta-feira, 12 de abril de 2017


A Via-Sacra

Apuramos, na pesquisa da internet, variados comentários à Via-Sacra que, segundo o site da Catequese Católica, pode assim ser desenvolvida:


"A devoção da Via Sacra consiste na oração mental de acompanhar o Senhor Jesus em seus sofrimentos conhecidos como a paixão de Nosso Senhor, a partir do Tribunal de Pilatos até o Monte Calvário. 

Esta maneira de meditar teve origem no tempo das Cruzadas (século X). Os fiéis que peregrinavam na Terra Santa e visitavam os lugares sagrados da Paixão de Jesus, continuaram recordando os passos da Via Dolorosa de Jerusalém. Em suas pátrias, compartilharam esta devoção à Paixão. O número de 14 estações fixou-se no século XVI.

Há muitas meditações da Via Sacra. Aqui oferecemos uma das versões do "Guia da Devoção à Misericórdia Divina", adaptada, e a nova Via-Sacra, apresentada pelo Papa João Paulo II."

Partindo do retiro do referido site e de outros, podemos didaticamente apresentar o seguinte roteiro:

Via-Sacra
"Guia da Devoção à Misericórdia Divina"

A Via-Sacra segundo os Evangelhos
O Santo Padre João Paulo II introduziu nova seqüência das cenas na Via Sacra que promove no Coliseu, em Roma, optando pelas narrações dos Evangelistas. É esta sucessão que estamos propondo aqui, com as próprias palavras da Sagrada Escritura.

As novas Estações são:

1. Jesus ora no Horto de Getsêmani, Monte das Oliveiras
Mt 26,36-46; Mc 14,32; Lc 22,39; Jo 18,1


2. Jesus, traído por Judas, é aprisionado
Mt 26,47-56; Mc 14,43; Lc 22,47; Jo 18,2

terça-feira, 11 de abril de 2017

VIVENDO A SEMANA SANTA

"Deus está morrendo de frio. Bate em todas as portas, mas quem lhas abre?"
A Semana Santa é o grande retiro espiritual das comunidades eclesiais, convidando os cristãos à conversão e renovação de vida. Ela se inicia com o Domingo de Ramos e se estende até o Domingo da Páscoa. É a semana mais importante do ano litúrgico, quando se celebram de modo especial os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. 

DOMINGO DE RAMOS - A celebração desse dia lembra a entrada de Jesus em Jerusalém, aonde vai para completar sua missão, que culminará com a morte na cruz. Os evangelhos relatam que muitas pessoas homenagearam a Jesus, estendendo mantos pelo chão e aclamando-o com ramos de árvores. Por isso hoje os fiéis carregam ramos, recordando o acontecimento. Imitando o gesto do povo em Jerusalém, querem exprimir que Jesus é o único mestre e Senhor. 

2ª A 4ª FEIRAS – Nestes dias, a Liturgia apresenta textos bíblicos que enfocam a missão redentora de Cristo. Nesses dias não há nenhuma celebração litúrgica especial, mas nas comunidades paroquiais, é costume realizarem procissões, vias-sacras, celebrações penitenciais e outras, procurando realçar o sentido da Semana.

Tríduo Pascal 

O ponto alto da Semana Santa é o Tríduo Pascal (ou Tríduo Sacro) que se inicia com a missa vespertina da Quinta-feira Santa e se conclui com a Vigília Pascal, no Sábado Santo. Os três dias formam uma só celebração, que resume todo o mistério pascal. Por isso, nas celebrações da quinta-feira à noite e da sexta-feira não se dá a bênção final; ela só será dada, solenemente, no final da Vigília Pascal. 

QUINTA-FEIRA SANTA - Neste dia celebra-se a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio ministerial. A Eucaristia é o sacramento do Corpo e Sangue de Cristo, que se oferece como alimento espiritual.

De manhã só há uma celebração, a Missa do Crisma que, na nossa diocese, é realizada na noite de quarta-feira, permitindo que mais pessoas possam participar. 

Na quinta-feira à noite acontece a celebração solene da Missa, em que se recorda a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio ministerial. Nessa missa realiza-se a cerimônia do lava-pés, em que o celebrante recorda o gesto de Cristo que lavou os pés dos seus apóstolos. Esse gesto procura transmitir a mensagem de que o cristão deve ser humilde e servidor. 

Nessa celebração também se recorda o mandamento novo que Jesus deixou: “Eu vos dou um novo mandamento, que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei.” Comungar o corpo e sangue de Cristo na Eucaristia implica a vivência do amor fraterno e do serviço. Essa é a lição da celebração.

SEXTA-FEIRA SANTA - A Igreja contempla o mistério do grande amor de Deus pelos homens. Ela se recolhe no silêncio, na oração e na escuta da palavra divina, procurando entender o significado profundo da morte do Senhor. Neste dia não há missa. À tarde acontece a Celebração da Paixão e Morte de Jesus, com a proclamação da Palavra, a oração universal, a adoração da cruz e a distribuição da Sagrada Comunhão.

Na primeira parte, são proclamados um texto do profeta Isaías sobre o Servo Sofredor, figura de Cristo, outro da Carta aos Hebreus que ressalta a fidelidade de Jesus ao projeto do Pai e o relato da paixão e morte de Cristo do evangelista João. São três textos muito ricos e que se completam, ressaltando a missão salvadora de Jesus Cristo.

O segundo momento é a Oração Universal, compreendendo diversas preces pela Igreja e pela humanidade. Aos pés do Redentor imolado, a Igreja faz as suas súplicas confiante. Depois segue-se o momento solene e profundo da apresentação da Cruz, convidando todos a adorarem o Salvador nela pregado: “Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo. – Vinde adoremos”. 

E o quarto momento é a comunhão. Todos revivem a morte do Senhor e querem receber seu corpo e sangue; é a proclamação da fé no Cristo que morreu, mas ressuscitou. 

Nesse dia a Igreja pede o sacrifício do jejum e da abstinência de carne, como ato de homenagem e gratidão a Cristo, para ajudar-nos a viver mais intensamente esse mistério, e como gesto de solidariedade com tantos irmãos que não têm o necessário para viver. 

Mas a Semana Santa não se encerra com a sexta-feira, mas no dia seguinte quando se celebra a vitória de Jesus. Só há sentido em celebrar a cruz quando se vive a certeza da ressurreição. 

VIGÍLIA PASCAL - Sábado Santo é dia de “luto”, de silêncio e de oração. A Igreja permanece junto ao sepulcro, meditando no mistério da morte do Senhor e na expectativa de sua ressurreição. Durante o dia não há missa, batizado, casamento, nenhuma celebração. 

À noite, a Igreja celebra a solene Vigília Pascal, a “mãe de todas as vigílias”, revivendo a ressurreição de Cristo, sal vitória sobre o pecado e a morte. A cerimônia é carregada de ricos simbolismos que nos lembram a ação de Deus, a luz e a vida nova que brotam da ressurreição de Cristo.
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fonte: 


VIVENDO A SEMANA SANTA

SIGNIFICADO DE CADA DIA DA SEMANA SANTA:
📝🙏🗓📝🙏🏻🗓📝🙏🏻

DOMINGO DE RAMOS
🌿🌾🌿🌾🌿🌾🌿🌾
Começa a Semana Santa, dia em que se comemora a entrada de Jesus em Jerusalém. Nos dias de hoje, os fiéis levam para a igreja ramos, a fim de serem abençoados, como símbolo de sua fé.

SEGUNDA-FEIRA SANTA: 
🙌🙌🙌🙌🙌🙌🙌🙌
Neste dia, se reflete o momento de descanso de Jesus, na casa de uma família que Lhe era muito estimada, a casa de Seu amigo Lázaro (a quem Ele havia ressuscitado), e de Marta e Maria Madalena. (Jo 12, 1-11).

TERÇA-FEIRA SANTA
😥😥😥😥😥😥😥😥
É o dia, em que com grande tristeza, Jesus anuncia a Sua morte, causando grande sofrimento aos Seus discípulos. Anuncia também a traição e indica o traidor. Judas sai possuído por Satanás, para trair o seu mestre.

QUARTA-FEIRA SANTA
👀👀👀👀👀👀👀👀
É o 4º dia da Semana Santa, no Evangelho deste dia, é-nos apresentada a traição de Judas, descrevendo-nos como este foi ter com os chefes dos sacerdotes, a quem se ofereceu para trair Jesus. Aceita assim, trinta moedas de prata como recompensa da sua traição.  (MT 26,14-25).

QUINTA-FEIRA SANTA
🙏🏻👱👨👴👱👴👨👵👴👱👵👱👨🙏
É o dia da Última Ceia de Jesus Cristo com Seus Apóstolos, onde Jesus humildemente lavou os pés dos Seus 12 discípulos. É no momento do lava-pés que Judas Iscariotes sai, para entregar Jesus em troca das 30 moedas de prata (Jo 13,1-15). Foi aqui, que Nosso Senhor Jesus Cristo instituiu o Santo Sacrifício como Sua eterna memória, e em Seu último discurso, encorajou os discípulos a amarem-se uns aos outros. Depois Jesus dirigiu-se ao monte de Getsêmani, tomou Consigo três discípulos, e começou a Sua agonia nos jardins, onde foi preso pelos judeus.
É nesta noite que Jesus é preso, interrogado e ao amanhecer de sexta-feira, açoitado e condenado. A Igreja inicia a vigília ao Santíssimo, relembrando os sofrimentos começados por Jesus nesta noite.

SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO
👣💔😭🙏🏻👣💔😭🙏🏻
Relembra o dia em que Nosso Senhor Jesus Cristo é crucificado (após sua prisão, Jesus é julgado e açoitado; recebe a coroa de espinhos na cabeça; é levado à presença de Pilatos, e depois de condenado, carrega a Sua própria cruz até ao monte Calvário; ao meio-dia é crucificado entre dois ladrões e por volta das três da tarde, Jesus morreu... o Seu corpo foi depois retirado da cruz e colocado num sepulcro cavado na rocha.
Neste dia, é praticado o jejum e a abstinência da carne, em sinal de penitência e respeito pela morte de Jesus Cristo.

SÁBADO DE ALELUIA
💭🙏💭🙏💭🙏💭🙏
Jesus permanece no sepulcro. Na Vigília Pascal, os fiéis ainda estão à espera, na esperança da ressurreição. Neste dia, inicia-se a Vigília Pascal, ao final do dia, e termina com o amanhecer da Páscoa.

DOMINGO DE PÁSCOA
🙏❤V🙏❤V🙏🏻❤V🙏🏻
Dia da ressurreição, onde Jesus se levanta de Sua sepultura e vence a morte. É o dia do grande milagre! O dia em que Cristo volta à vida através da Sua Ressurreição de entre os mortos. É o dia em que se celebra a Vida, o Amor e a Misericórdia de Deus.
🍃🌾💐🌾🍃🌾💐🌾

quinta-feira, 6 de abril de 2017

sexta-feira, 31 de março de 2017

quinta-feira, 30 de março de 2017


domingo, 26 de março de 2017


ARENEBÊ: RESGATANDO UM EPISÓDIO

Valério Mesquita*

A crônica política de 1977/1978, chegou a me apontar, com certo rigor, como um dos fundadores do arenebê no Rio Grande do Norte (mistura híbrida do bipartidarismo da época). Mas, existe um episódio isolado nessa história que explica a situação ordenadamente e que nunca foi narrado ou analisado pela imprensa. Antes de Tarcísio Maia assumir o governo do estado, o meu nome foi amplamente especulado pelos jornais como possível candidato a prefeito indireto de Natal, defendido pelo deputado Djalma Marinho e pela revelação como administrador de Macaíba além do meu desempenho político na Grande Natal. Em razão de um atrito em 1974 com Dinarte Mariz, por não haver apoiado a candidatura de Wanderley Mariz a deputado federal e sim a de Grimaldi Ribeiro, recebi o veto formal do velho senador que impôs junto a Tarcísio o nome de Vaubam Bezerra. Absorvida e atenuada a desinteligência e por instancias de Djalma e Leonel Mesquita resolvi aceitar o cargo oferecido de presidente da EMPROTURN, renunciando a prefeitura de Macaíba na metade do mandato, no final de 1975.
O fato, sem dúvidas, me deixou magoado. Mesmo assim, em 1976, ajudei a eleição de Silvan Pessoa e Silva, candidato da Arena que derrotou o ex-prefeito Manoel Firmino do MDB. Mas, em 1977, aconteceu o meu rompimento com Tarcísio Maia. O epicentro foi a restauração do Solar do Ferreiro Torto, o mais importante monumento histórico de Macaíba. O governador discordava de minhas divergências públicas com o diretor administrativo da EMPROTURN, o ex-deputado Francisco Revoredo, pessoa de Vingt Rosado. A arenga foi a destinação de recursos da EMPROTURN  para a Fundação José Augusto restaurar o Solar, à época, dirigida por Sanderson Negreiros. Revoredo e Vingt queriam que esse investimento fosse aplicado em Mossoró. Diferenças políticas-geográficas, diria. O governador da Revolução deu cartão vermelho aos dois diretores. Outra mágoa profunda, pois ei já era órfão de Djalma Marinho que não se elegera senador e de Grimaldi Ribeiro que perdera o mandato de deputado federal. Além de fustigado pelo dinartismo, afastei-me do sistema, exilando-me na praia de Cotovelo. Em 1978, fui sondado por Ângelo Fernandes, emissário de Aluízio Alves, ainda com os direitos cassados, se poderia recebê-lo em minha casa. E o encontro se deu num sábado à tarde, em Macaíba para o espanto de muita gente. Daí tratei de conversar com os meus amigos que foram contrários ao meu ingresso no MDB mas favoráveis ao entendimento com Aluízio, nascendo aí, para alguns, o Arenebê, que escondia só pra mim, por trás do rótulo, uma triste e repetida história de preterições.

Nas eleições parlamentares de 1978, como troco à Arena, dei o meu apoio a Henrique Alves/Paulo de Tarso Fernandes e votei em Jessé Freire para senador. O fato é que o Arenebê foi o precursor da paz pública com todos os traumas e efeitos colaterais. Porém, aí começa outra história.

* Escritor