terça-feira, 25 de agosto de 2015

DIA DO SOLDADO

25 de Agosto – Dia do Soldado

A data é consagrada como Dia do Soldado, exatamente o dia em que em 1803 nasceu de LUÍS ALVES DE LIMA E SILVA, o "Duque de Caxias", patrono do Exército Brasileiro.

Foi um militar com uma carreira exemplar, natural da então Capitania do Rio de Janeiro, herdeiro de uma família da aristocracia militar portuguesa. 
O seu genitor também foi militar, servindo ao exército português no Brasil, que, à época do nascimento do futuro duque, em 1803, estava na iminência de entrar em estado de guerra contra as forças napoleônicas na Europa, situação que motivou na mudança da família real portuguesa para o Brasil, com a elevação do país à categoria de Reino Unido e a futura independência, em 1822, com a participação de Luís Alves.
No Brasil Imperial, sob a liderança de D. Pedro I, as forças militares também começaram a passar por uma transformação e associaram-se à figura do imperador brasileiro e às novas instituições criadas sob a égide da Constituição Imperial de 1824
No Período Regencial, quando, a partir do ano de 1838, começaram a estourar várias revoltas de teor separatista no Brasil, o Duque de Caxias já era um oficial respeitado e conseguiu uma enorme projeção por comandar exitosamente a dissipação de várias dessas revoltas.
Nesse período, especificamente no ano de 1841, Caxias recebeu seu primeiro título nobiliárquico, o de Barão de Caxias, que faz referência à cidade maranhense de Caxias, onde o exército imperial conseguiu uma de suas mais célebres vitórias. Ao longo do Segundo Reinado, Caxias teve a sua posição de nobre elevada para conde, marquês e, por fim, duque.
Além disso, Caxias foi senador do Império pelo Rio Grande do Sul, província para a qual também foi nomeado por Dom Pedro II comandante-em-chefe do Exército em operações. Nas fronteiras do Sul do país, a partir de 1852, Caxias esteve à frente das represálias contra as investidas de Argentina e Uruguai ao Brasil. 
Ao lado de outros comandantes célebres, como o general Osório, o Duque conseguiu grandes vitórias sobre as tropas do ditador paraguaio Solano Lopez entre os anos de 1866 e 1868, naquela que foi a maior guerra já vista na América do Sul, a Guerra do Paraguai.
Caxias faleceu em 1878 e até hoje sua memória é lembrada não apenas no Dia do Soldado, mas também em vários rituais e cerimônias do Exército Brasileiro, com o uso de uma réplica do seu espadim pelos oficiais formados na Academia Militar das Agulhas Negras.
*Créditos da imagem: Shutterstock e Georgios Kollidas e dados colhidos no site Brasil Escola.

Em 20 de janeiro de 1959 fui convocado a prestar o serviço militar e o fiz no 16º RI, Companhia de Comando e Serviço, liderada pelo Capitão Mílton Freire, nascido em Mossoró e tendo como Comandante Geral o Ten.Coronel Dióscoro Gonçalves Vale, seridoense de fibra. Cheguei à graduação de Cabo de Infantaria.
Ao ser licenciado em dezembro do mesmo ano, após cumprir a minha missão, registro um período de patriotismo e camaradagem mantido com os colegas de caserna de todas as patentes e graduações, a exemplo do Sargento João Gregório Filho, do Sub-Tenente Evilásio, Sargentos 35 (Lins), Waldomiro, Loureiro, Tenentes Carvalho (aspirante) e Carvalho da Seção Mobilizadora, dos Soldados Xisto Thiago, Ugoberto, Miguel Mossoró, Ivo, Carneiro, Cavalcanti, Sávio e Flávio, Pedro, Lenilson, Benvenuto e tantos outros.
SAUDAÇÕES AOS SOLDADOS BRASILEIROS.


DHNET, COMITÊ ESTADUAL DA VERDADE-RN E A COMISSÃO DO CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE DJALMA MARANHÃO LANÇARAM DVD MULTIMÍDIA ENFOCANDO O UNIVERSO MUSICAL E ARTÍSTICO DA GESTÃO DO EX-PREFEITO DE NATAL.

Ocorreu no dia 22 de Agosto, o lançamento do DVD Multimídia DJALMA MARANHÃO – HINOS E CANÇÕES que registra o universo musical e artístico do contexto cultural da gestão do ex-Prefeito Djalma Maranhão.

O evento segue a continuidade da Coleção Memória das Lutas Populares no RN, sendo o título número 14 de uma série de publicações produzidas pela DHnet-Rede Direitos Humanos e Cultura em parceria com o Comitê Estadual da Memória, Verdade e Justiça do RN e pela Comissão do Centenário de Nascimento de Djalma Maranhão, instituída pela Fundação José Augusto.

O DVD “Djalma Maranhão – Hinos e Canções”, segundo o músico, poeta e compositor Prof. Roberto Lima, um dos participantes do disco, ...contempla o registro de diversas composições musicais surgidas na esteira da legenda “Djalma Maranhão”. São marchas, baiões, sambas, emboladas, frevos-canção, algumas paródias de autores anônimos, outras de compositores que se engajaram na trajetória política do Prefeito Maranhão.  Dosinho, Oscar Siqueira  e Jacira Costa, entre outros, são exemplo dos que participaram bem dessa fase. Dessa fileira, fizeram ainda parte vários cantores, cujas vozes ainda reverberam na memória dos que viveram aqueles anos de liberdade política e efervescência popular pré-64.  Destacaram-se, entre outros, Luíza de Paula, Clóvis Alves e, posteriormente, Fernando Towar que se iniciava com a sua voz fenômeno.
O trajeto histórico de Djalma Maranhão, no entanto, constituiu-se, a posteriori, em  fonte de inspiração para a criação e recriação da nossa arte, fazendo florescer pinturas como as de Dorian Gray, canções e poesias como, por exemplo, Chico Santeiro, poema de Deífilo Gurgel, musicado por Roberto Lima e a Ode ao Prefeito Djalma Maranhão igualmente de autoria deste último.  Vê-se o legado do “prefeito do povo” na evocação dos autos folclóricos da chamada época de Djalma Maranhão, todos resgatados nas diversas manifestações artísticas de gerações de autores.
Deste DVD, participam Fernando Towar, Clóvis Alves e Oscar Siqueira Filho, que canta, além de outras, uma composição do pai;  Ivo Shin com a sua flauta mágica, CATS na percussão e eu com as composições já citadas, voz e violão. Temos todos o mérito não de uma apresentação irretocável, mas o de registrar, com os poucos ensaios que coordenamos, as “Marchas e Canções” de eras memoráveis que povoavam lembranças privilegiadas,  mas que podem agora ser revisitadas e compartilhadas com as nossas novas gerações...”
Esse Lançamento faz parte de uma extensa programação em Homenagem ao Centenário de Nascimento desse importante militante político que terá Memorial Online; Exposição de Fotografias e Banners, presencial e virtual; Rodas de Conversa; Seminários; Sessão Solene; Cortejo Cultural; Show Musical e encerrando com a Entrega do XXI Prêmio Estadual de Direitos Humanos Emmanuel Bezerra onde serão homenageados Professores e Alunos da época da gestão do ex-Prefeito.

Maiores informações:
Contatar Roberto Monte – Tel. 3201-4359 / 3211-5428 / 99977-8702
Aluízio Matias – 98721-7705 / 99890-3861 (Também WathsApp)


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

NOITE DE QUASE NENHUM AUTÓGRAFO

A imprensa local vem informando o resultado de pesquisa feita em Natal, onde 70% das pessoas não cultivam o hábito de ler livro, sendo a maioria de homens.
Deve ter sido por isso que a Feira de Livros com noite de autógrafos  foi, para mim, decepcionante. Não conseguimos alcançar o numerário de que precisávamos para oferecer como contrapartida em Convênio celebrado com a Fundação José Augusto. Vamos pensar em outra forma de obter o que necessitamos.

O Presidente Valério Mesquita tem se pronunciado dando conta da sua decepção este ano com a falta de atenção para com o IHGRN, até mesmo dos associados, que não prestigiaram a nossa promoção e boa parte sequer recolheu a anuidade 2015. 

Recentemente foi aberta uma janela pela Prefeitura de Natal. Vamos à luta.

Enquanto isso, esperamos que as pessoas de boa vontade compareçam à sede do Instituto para a aquisição de algumas obras que foram doadas pelos autores, a preços módicos e os associados inadimplentes paguem a anuidade devida. ESTE ANO TEREMOS ELEIÇÃO PARA O PERÍODO DE 2016-2019, será no próximo dia 10 de novembro e é preciso estar adimplente. Após a eleição vamos apurar os faltosos e iniciar um processo de eliminação de quem tenha demonstrado não ter interesse em continuar sócio da Casa da Memória. 

ISTO É ALGO LAMENTÁVEL.

domingo, 23 de agosto de 2015

OPINIÃO QUE MERECE MEDITAÇÃO




A EDUCAÇÃO PELA COERÇÃO – Como Reconstruir a Ditadura
Geniberto Paiva Campos  - Brasília – DF – agosto, 2015



(Nazi fascismo, a doença infantil do Neoliberalismo)

1.    Duas recentes decisões do Congresso Nacional nos colocam a pensar sobre o presente e o futuro imediato do Brasil: a redução da maioridade penal, aprovada em segunda votação pelo plenário da Câmara e um projeto, aceito pela Comissão de Educação do Senado, que obriga os pais de alunos a comparecerem pessoalmente às escolas para acompanhar o desempenho educacional dos filhos. Com penas draconianas para os pais “infratores”. Correndo por fora, projeto recente de um deputado prevê severa punição para professores que “discutirem política em sala de aula”.
A primeira impressão é de incredulidade. Será possível que tal nível de intolerância e estupidez tenha contaminado o comportamento dos chamados representantes do povo? Estaríamos, então, caminhando inexoravelmente para um estado policial, através da criação de um aparato legal retrógrado, medieval? Incabível em escolas do século 19. E total e absolutamente inadequado para as primeiras décadas do século 21, onde a Tecnologia da Informação se introduz gradativamente no aprendizado, fulminando conceitos e paradigmas seculares do ensino tradicional. E num momento em que o acesso à informação é livre e a interatividade entre emissor e receptor de notícias e dos fatos políticos e sociais é total, através de novos (e anteriormente impensáveis) meios eletrônicos.
Por que obrigar pais de alunos a comparecerem pessoalmente às escolas, sob as penas da Lei? Não existiriam outros meios de acompanhar a evolução escolar moderna, senão com a presença obrigatória dos pais dos alunos?  Estaria em tramitação secreta no Congresso uma lei proibindo ou restringindo o uso de computadores, celulares e smart phones e da Internet em todo o  território nacional? Afinal, essas geringonças eletrônicas poderiam estar destruindo a família brasileira...
E por que proibir e punir com os rigores da Lei, os professores que discutirem política em sala de aula? Quem vai fiscalizar e definir o que é “política”, numa sociedade de consumo de um mundo globalizado?
O Conservadorismo brasileiro, expressão local do Neoliberalismo, parece, ensandeceu definitivamente. Jogar a juventude brasileira nos cárceres e nas masmorras prisionais, sem qualquer finalidade recuperação. Senão como torpe vingança da elite socioeconômica sobre pobres, negros e desvalidos em geral, nos quais coloca, precoce e implacavelmente, o estigma de criminosos. A consciência do povo brasileiro, em sua sabedoria, percebe que a redução da maioridade penal é uma lei feita sob medida para o andar de baixo da pirâmide social.
2.    No início do século 20, uma frase de conteúdo crítico, quase ferino, sobreviveu a décadas de evolução histórica: “ o esquerdismo é a doença infantil do comunismo”. Atribuindo aos “esquerdistas”  sentimentos e comportamentos intolerantes, negação do direito de  pensar diferente dos adversários, radicalismo e dogmatismo inconsequentes, vendo no diferente um inimigo. Enfim, a negação da racionalidade democrática.
Decorrido um século, esse estigma se inverte, politicamente. Abstraindo completamente as fundamentais lições dos fatos transmitidas pela História Contemporânea, a Elite brasileira vai às ruas, sob o pretexto de incontida e indignada campanha contra a Corrupção. Mas, paradoxalmente, pregando o Golpe e defendendo soluções truculentas fora da Legalidade Democrática e do Estado de Direito. Numa clara manifestação de corrupção da Política e da Cidadania, recentemente expressas através do sufrágio universal, agora negadas pelos que se acham acima da lei e das normas inscritas na Constituição do país. Dessa forma impedindo a evolução natural do Processo Civilizatório, nunca é demais repetir.

Talvez seja apropriado colocar algumas questões bem atuais: “- o nazi fascismo é a doença infantil do Neoliberalismo?”  Aonde o Congresso Nacional e os movimentos de rua da classe média – sempre aos domingos -  pretendem chegar com tais ações? Seria correto supor tratar-se da adoção, sutil, indolor, por meio  de movimentos “políticos”, de leis e editos votados às pressas, em madrugadas sombrias,  de um novo regime ditatorial na nossa pátria, como sempre dormindo, tão distraída?

sábado, 22 de agosto de 2015

COMITÊ EM DEFESA DA VIDA

Transmito para os meus leitores um vídeo do lançamento do Comitê em Defesa da Vida, quando fui Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seção do Rio Grande do Norte (1989/1991).
Esse vídeo foi um resgate feito pelo meu amigo, escritor Thiago Gonzaga, que agora apresento para o povo potiguar, pois nele estão depoimentos de pessoas que já partiram.
Um bom dia a todos.

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COMENTÁRIO:

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

HOJE - HOJE - H O J E





Convite
                                  



A Diretoria do IHGRN convida V.Sa e Família para participar da TERCEIRA FEIRA DE LIVROS DO IHGRN, a se realizar no dia 21 de agosto de 2015 em sua sede, na Rua da Conceição n° 622 – Cidade Alta – Natal RN, com noite de autógrafos depois das 18:00h.
HORÁRIO: Das 9:00h até 22 horas.

Música ao vivo a partir das 18 horas. Lanches e bebidas no local.

LILIA SOUZA


Convite para o lançamento de meu livro Olhares canhestros, às 10h de 29/08/2015, na Livraria Nobel Salgado Filho, em Natal - RN.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

ERA SÓ O QUE FALTAVA!!!!!!



LADRÕES ROUBAM OS FIOS DO IHGRN E A DIRETORIA FAZ REUNIÃO NA CALÇADA



Pela sexta vez em nossa gestão, mas a segunda em 2015, fomos visitados pelos bandidos. Temos dado parte formal dos acontecimentos, mas nunca foi lá nenhum agente policial. Só resta agora denunciar ao "Bispo". Mas o roubo de hoje foi diferente - cortaram os fios elétricos dos dois prédios do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e tivemos que fazer a nossa reunião na calçada.

As fotos são da responsabilidade de Ormuz Simonetti

Na reunião de hoje estão Odúlio Botelho, Eduardo Gosson, Ormuz, Augusto Leal (Guga), Carlos Gomes, Jurandyr Navarro, Racine Santos e o Presidente Valério Mesquita(estão faltando na foto Vicente Serejo e George Veras). Discutimos assuntos vários e, em particular a insegurança vivida nos dias presentes e tivemos o desabafo do Presidente Valério Mesquita de que não vinha tendo a atenção de nenhuma autoridade governamental e nesse caminhar a crise ficará insustentável, pois o nosso desembolso em favor do IHGRN já faz falta na manutenção das nossas famílias. Decidimos, então, aguardar até o final do mês para ver se alguma coisa positiva acontece, após o que decidiremos sobre novos rumos.

Aproveitamos para renovar o convite para amanhã:


FEIRA DE LIVROS E NOITE DE AUTÓGRAFOS - (Das 9 horas até as 22 horas) no Largo Vicente Lemos. Livros doados para a venda a preços módicos. Música com Tita dos Canaviais e banquinhas para lanches.


AMOSTRA DE XICO SANTEIRO COMEÇA HOJE


Exposição da UFRN homenageia obra de Xico Santeiro

Mostra estará em cartaz no Museu Câmara Cascudo da UFRN de 20 de agosto a 28 de novembro de 2015



Por Redação

Museu retornará às atividades na próxima semana (Foto: Alberto Leandro/PortalNoar)
Museu retornará às atividades na próxima semana (Foto: Alberto Leandro/PortalNoar)

Em agosto, mês em que se comemora a Cultura Popular, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) promove o maior evento já realizado em homenagem a um dos mais importantes ícones da arte popular potiguar e brasileira: Xico Santeiro.
Joaquim Manoel de Oliveira (que assinava suas obras como Xico Santeiro, com “x” mesmo), nasceu em 1898, no município de Santo Antônio do Salto da Onça/RN. Começou esculpindo imagens religiosas em madeira para Igrejas, capelas e oratórios domésticos, tendo aprendido a profissão com o pai, que também era “imaginário”. Na década de 1940 fixou residência em Natal e começou a criar para colecionadores e turistas, expandindo o repertório para os temas regionais (Lampião e Maria Bonita, retirantes, carro de boi, etc.) e iniciando membros de sua família no ofício da escultura. Tornou-se, então, um dos primeiros artistas populares reconhecidos e valorizados em todo o Brasil e também no exterior, ao lado de nomes como Mestre Vitalino, ceramista de Pernambuco.
Após sua morte em 1966, a lembrança de Xico Santeiro foi, no entanto, diminuindo gradativamente, a ponto das novas gerações não saberem mais quem ele foi e que importância teve para a cultura potiguar. No intuito de mudar essa situação, a UFRN, através do Museu Câmara Cascudo e do Projeto Vernáculo, organizou uma grande homenagem ao escultor popular, incluindo diferentes atividades.
Uma coleção
Na década de 1960 e 1970, o Museu Câmara Cascudo da UFRN (MCC) constituiu um acervo de obras de Xico Santeiro, através de compras e doações. Tratava-se de um acervo modesto, se comparado a coleções como a da Escola Doméstica de Natal e do Museu de Arte da Universidade do Ceará (em Fortaleza), bem mais numerosas.
Em 2013, um fato extraordinário veio reverter esse cenário: a doação da coleção do extinto Diário de Natal ao Museu Câmara Cascudo, que passou, assim, a conservar o maior acervo público de obras do escultor popular e de seus discípulos.
Esse acervo excepcional poderá ser admirado, juntamente com as prestigiosas coleções particulares de Antônio Marques e de Wani Pereira, na exposição Xico Santeiro – Uma escola de arte popular, que fica em cartaz no Museu Câmara Cascudo da UFRN de 20 de agosto a 28 de novembro de 2015. Com curadoria do historiador da arte Everardo Ramos, professor e pesquisador do Departamento de Artes da UFRN (DEART), a exposição apresenta cerca de 170 peças de Xico Santeiro e de seus discípulos, retraçando suas vidas e suas obras. A cenografia está a cargo do designer Olavo Bessa, também professor e pesquisador do DEART.
Um Estudo Inovador
Desde que passou a interessar o mundo acadêmico, a arte popular quase sempre foi abordada do ponto de vista do Folclore e da Antropologia. Os estudos consideraram muito mais o homem que o artista, muito mais o documento que a obra de arte. Para alargar as perspectivas e abrir novas pistas de investigação, era preciso abordar o tema do ponto de vista da História da Arte, analisando os processos de criação e as características das obras (técnicas, temas e formas).
O livro Xico Santeiro – Uma escola de arte popular, que será lançado no Museu Câmara Cascudo no dia 20 de agosto de 2015, foi concebido sob essa nova perspectiva. Partindo dos importantes estudos de Veríssimo de Melo, principal biógrafo de Xico Santeiro, Everardo Ramos se detém no trabalho do escultor popular e de seus seguidores, aprofundando a análise sobre suas obras. O resultado é uma visão mais completa do tema, que permite conhecer mais e compreender melhor não só a escola criada por Xico Santeiro, mas a criação dos artistas não acadêmicos em geral.
O livro se destaca também por sua qualidade visual e material. O projeto gráfico é assinado pela designer Helena Rugai, professora e pesquisadora do DEART, que inspirou-se na arte de Xico Santeiro para conceber as características do impresso. As imagens são das lentes de Alexandre Santos, fotógrafo do Departamento de Comunicação Social da UFRN e colaborador do Projeto Vernáculo, além de artista com exposições no currículo. A apresentação fica a cargo de Antônio Marques, colecionador e grande conhecedor da arte popular potiguar e brasileira.
Xico Santeiro em Música
Em seus escritos, Veríssimo de Melo revela que Xico Santeiro também era músico, tendo participado de bandas e orquestras.
Na homenagem ao artista popular, a música será presente de maneira especial, com a estreia mundial da peça O Santeiro de Tinguijada, de Danilo Guanais, professor e pesquisador da Escola de Música da UFRN. Conhecido e respeitado por suas criações inspiradas de temas regionais, como a Missa de Alcaçus, o compositor se volta dessa vez para Xico Santeiro, trazendo sua arte e seu imaginário para os instrumentos de corda. A peça será interpretada pelo Café Quarteto da Escola de Música, formado por Anderson Hudson e Malu Sabar (violinos), Geraldo Júnior (viola) e Marcela Graziane (violoncelo).
SERVIÇO
Homenagem a Xico Santeiro no Mês da Cultura Popular
Realização: Museu Câmara Cascudo (MCC) e Projeto Vernáculo da UFRN
Onde: MCC – Avenida Hermes da Fonseca, 1398 – Tirol – Natal/RN
Quando: 20 de maio de 2015 (exposição até 28 de novembro de 2015)
Horário: 19h (exposição de terça à sexta, das 9h às 17h; sábados, das 13h às 17h)
Entrada: gratuita

FONTE: PORTAL NO AR

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

AGENDE-SE


Publicado por Robson Pires

Jornalista Rubens Lemos Filho lança livro de crônicas com memória afetiva da história do ABC


rubens_lemosO jornalista Rubens Lemos Filho lançará, no próximo dia 20, o livro “O Rosto Alegre da Cidade”, o qual reúne 67 crônicas e extenso material fotográfico sobre momentos importantes da história do ABC. O lançamento acontecerá na sede do Clube dos Radioamadores do RN, a partir das 19h.
O livro, lançado através da editora Flor do Sal, traz um passeio pela memória afetiva de Rubens Lemos Filho, cuja história se confunde com parte da história do Mais Querido. Abecedista por influência do pai, o saudoso jornalista e comentarista Rubens Lemos, Rubinho acompanha o Alvinegro desde os sete anos de idade. Foi testemunha dos grandes jogos e das grandes equipes de um futebol que, em grande parte, não existe mais. “O Rosto Alegre da Cidade” é a expressão desse sentimento.
“Faço uma espécie de testemunho da convivência de um torcedor com o ABC. É o resgate de um tempo. Aí estão presentes os ídolos que foram meus ídolos, as grandes vitórias, as derrotas que chorei na arquibancada, os episódios que considero importante na história do clube, que eu vivi, e também os episódios que foram narrados pelo meu pai”, explica.

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terça-feira, 18 de agosto de 2015

AGENDE-SE PARA A PRÓXIMA SEXTA-FEIRA






Convite
                                  



A Diretoria do IHGRN convida V.Sa e Família para participar da TERCEIRA FEIRA DE LIVROS DO IHGRN, a se realizar no dia 21 de agosto de 2015 em sua sede, na Rua da Conceição n° 622 – Cidade Alta – Natal RN, com noite de autógrafos depois das 18:00h.
HORÁRIO: Das 9:00h até 22 horas.

Música ao vivo a partir das 18 horas. Lanches e bebidas no local.

TRÊS PERSONALIDADES QUE NOS ORGULHAM


Em que pese as agruras atravessadas por esta terra de Poty, não podemos deixar passar sem um palavra especial o sucessos de personalidades deste Estado, em variados espaços do cotidiano.
Refiro-me, inicialmente, a MARCELO NAVARRO RIBEIRO DANTAS, o menino do Dr. Múcio e Dona Cleide, com o qual convivi algum tempo da minha existência.
Marcelo era aquele menino que frequentava a Procuradoria de Contas e lá ficava entre os birôs desenhando figuras, costume que mantém até os dias presentes. Vi o garoto crescer e lá às tantas com ele me encontro no Curso de Direito da UFRN, como estudante e pouco tempo depois como professor. Presidi a Comissão de Inscrição para docente e me encantei com o currículo de Marcelo que, somente em concursos realizados até aquele momento, preenchia uma folha e meia de papel A-4, todos galgando o 1º lugar.
Acompanhei a sua carreira brilhante, em cargos estaduais e federais. Novamente nos encontramos na composição do Tribunal Regional Eleitoral. Mais adiante na Academia de Letras Jurídicas do Rio Grande do Norte e agora na Academia Norte-Rio-Grandense de Letras.
Estou feliz, como se fora a vitória de um filho. PARABÉNS MARCELO, ARIADNA, ZÉ ROCHA E MÚCIO/CLEIDE (in memoriam).




 JACHIELYSON ANDRÉ FERREIRA ALVES, que ainda não tive a honra de conhecer, mas galgou um patamar profissional de melhor do mundo na especialidade de soldagem, o que confere maior orgulho aos potiguares e ao Brasil, mostrando a qualidade do nosso povo obreiro. Não é menor o seu valor em se comparando com a vitória de Marcelo. PARABÉNS MEU JOVEM CIDADÃO.


 Esse terceiro é "Sêo Inácio", na verdade INÁCIO MAGALHÃES DE SENA, servidor aposentado e que na sua humildade ganha a simpatia dos que compareceram ao Festival de Gramado, na condição de personagem do filme "Sêo Inácio ou o Cinema do Imaginário". O nosso "Bispo de Taipu" agora virou "Papa", mas a simplicidade e a irreverência inteligente não se afastou dele.
Em primeira mão quero revelar o nem ele mesmo está sabendo, o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte lhe concedeu no último dia de julho, o título de "Sócio Honorário do IHGRN", cuja entrega do diploma ocorrerá no dia 11 de setembro vindouro.
PARABÉNS MEU AMIGO INÁCIO.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Colaboração de David Leite






domingo, 16 de agosto de 2015


José Tolentino Mendonça

A casa onde às vezes regresso é tão distante
da que deixei pela manhã
no mundo
a água tomou o lugar de tudo
reúno baldes, estes vasos guardados
mas chove sem parar há muitos anos
Durmo no mar, durmo ao lado de meu pai
uma viagem se deu
entre as mãos e o furor
uma viagem se deu: a noite abate-se fechada
sobre o corpo
Tivesse ainda tempo e entregava-te
o coração.

sábado, 15 de agosto de 2015


Walt Whitman

8
Ó estrela ocidental navegando pelo céu,
Agora sei o que deves ter procurado me dizer há cerca de um mês,
[quando passei,
Quando andei em silêncio na noite sombria e transparente,
Quando te vi tinhas algo para contar-me, quando te curvaste em
[minha direção, noite após noite,
Quando caíste do céu bem abaixo, como se viesses para o meu lado
[(enquanto todas as demais estrelas observavam),
Quando perambulamos juntos pela noite solene (pois algo que não
[conheço impediu-me de dormir),
Quando a noite avançava e vi na borda do ocidente quão repleta de
[pesar tu estavas,
Quando fiquei de pé no chão saliente, na brisa, na noite fria e transparente,
Quando vi que tinhas algo a me dizer, quando te inclinaste em
[minha direção, noite após noite,
Quando minha alma atormentada afundou na insatisfação, e tal
[como tu, triste orbe,
Findou, caiu na noite, e se foi.

9
Permanece a cantar aí no brejo,
Ó cantor acanhado e gentil, ouço tuas notas, ouço teu chamado,
Ouço, venho agora, compreendo-te,
Mas por um momento deixo-me ficar, pois que a estrela lustrosa
[me deteve,
A estrela, meu companheiro que parte, me abraça e me detém.

[In Folhas da Relva, trad. Luciano Alves Meira, São Paulo, Martin Claret, 2006, pp. 328-329].
CCols

domingo, 16 de agosto de 2015

HOMENAGEM À MINHA AMIGA LÚCIA HELENA

DEL AMOR QUE PERMANECE - LÚCIA HELENA PEREIRA(*

Háblame de ese amor que queda 
en el perfume de la rosa que te dí 
y deshojaste en la madrugada insomne. 


Preciso saber de ese amor inmenso,lento,volviendo 
para quedar un día, preso entre nosotros dos 
Concha del mar,luna de abril, brisa que el viento agrede 



Háblame de esa rosa que queda 
en un jarro de vidrio azul desvanecido 
donde ella se destaca y se duerme 
amaneciendo en un sudor de luz. 



Háblame de ese amor que queda en la dulzura de un cansancio de esperas 
En la luminosidad de un día festejado de sol 
en la hora íntima de juntar nuestros cuerpos ... 
y manos!! 



Preciso de esa sonrisa tuya,amorosa 
de la traslúcida hora de afecto y de orgasmo
de una flor,prendida al gajo 
y desprendiéndose,pariendo solita 



Háblame del amor que queda eterno 
Lindo y lírico,pleno de noches y madrugadas 
el amor que nada pide,recibe 



Y se dá! 



DO AMOR QUE FICA 
Lúcia Helena Pereira(*) 


Fale-me desse amor que fica 
No perfume da rosa que te dei 
E desfolhaste na madrugada insone. 



Preciso saber desse amor imenso, lento, chegando 
Para ficar um dia, preso entre nós dois, 
Concha do mar, luar de abril,Brisa que o vento agride. 



Fale-me dessa rosa que fica 
Num jarro de vidro azul esmaecido, 
Onde ela se destaca e adormece, 
Amanhecendo em suor de luz. 



Fale-me desse amor que ficaNa doçura de um cansaço de esperas, 
Na luminosidade de um dia festejado de sol, 
Na hora íntima, de juntarmos nossos corpos... 
E mãos! 



Preciso desse sorriso seu - amoroso, 
Da translúcida hora da afeição e do orgasmo 
De uma flor, presa ao galho, 
E se desprendendo, parindo sozinha... 



Fale-me do amor que fica - eterno, 
Lindo e lírico, cheio de noites e madrugadas, 
O amor que nada pede, recebe 



E se dá! 
************************************************* 

*) Lúcia Helena Pereira 
Escritora, poetisa, historiadora 
Acadêmica de várias Academias do Brasil 
Membro do Inst.Histórico-Geográfico do RN.Brasil 
Cônsul do M.Internacional Poetas Del Mundo 
Membro da Academia Feminina de Letas do RN 
Membro da Academia Cearamirinense de Letras (ACLA) 
Membro da Academia de Teófilo Otoni/MG