quinta-feira, 28 de maio de 2015










(ESTANTE 51)

COMISSÃO DA VERDADE DA UFRN FAZ ENTREGA PARCIAL DE ACERVO DOCUMENTAL
Por Juan de Assis Almeida, em 27 de maio de 2015.
A Comissão da Verdade da Universidade Federal do Rio Grande do Norte fez, no dia 25 de maio deste ano, a entrega de parte do seu acervo documental ao Arquivo Geral da UFRN, localizado próximo ao prédio da Editora Universitária.

A transferência dos documentos do prédio da Reitoria da UFRN ao Arquivo se deu por iniciativa do presidente da Comissão, o Prof. Carlos Roberto de Miranda Gomes, em razão do processo de finalização da Comissão da Verdade, que desde dezembro de 2014, encerrou suas atividades de pesquisa, com a elaboração do seu relatório final, que está previsto para lançamento ainda esse ano.

A documentação transmitida não diz respeito a produção em si da Comissão da Verdade, mas traduz o produto das diligências em busca de subsídios e documentos que retratassem o clima de perseguição política refletida nas antigas unidades universitárias.

Grande parte do acervo constitui-se de duas unidades então mantidas pela Fundação José Augusto: a Faculdade de Jornalismo Eloy de Souza (Doação realizada por meio do Ofício nº. 053/10-DG, de 25 de fevereiro de 2010, do diretor da FJA Joaquim Crispiniano Neto) e da Faculdade de Sociologia e Política (Doação realizada pelo Ofício nº. 147/2013-GE/SECULT/FJA, de 04 de março de 2013, da diretora da FJA Ivanira Machado). O acervo do jornalismo estava sob guarda do Departamento de Administração e Controle Acadêmico (DACA) da PROGRAD e o de Sociologia e Política com a Comissão da Verdade da UFRN, este último, recebido em transação comandada pelo membro Juan de Assis Almeida.
FACULDADES
A Faculdade de Jornalismo Eloy de Souza foi criada pela Lei Estadual nº. 2.783, de 10 de maio de 1962 pelo então governador do Estado do RN Aluízio Alves. Pela Resolução nº. 18/1973 do Conselho Universitário passou a condição de unidade agregada à UFRN. Já a Faculdade de Sociologia e Política foi criada pelo Decreto Estadual nº. 3.871, de 15 de dezembro de 1961. As referidas unidades foram, finalmente, incorporadas pela UFRN, juntamente com a absorção do seu corpo discente e docente pelas Resoluções nº. 72/1975, 15/1976; 01/1977 e 142/1978, todas emanadas do Conselho Universitário da UFRN.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

   
Marcelo Alves
25 de maio às 12:07
 


Minhas livrarias em Madrid (III) 

Na semana passada, no finalzinho da nossa conversa aqui, eu prometi escrever sobre as livrarias jurídicas de Madrid. Embora o Direito, via de regra, seja assunto “chatíssimo”, pago agora minha promessa. 

Na capital da Espanha, conheço três livrarias jurídicas, todas situadas na chamada “Madrid dos Bourbon”, região da cidade assim denominada para se contrapor a chamada “Madrid Antiga” (região por onde perambulamos nos nossos dois artigos anteriores). É na “Madrid dos Bourbon” que estão sediados os principais órgãos do aparelho “judicial” espanhol, tais como o “Consejo General del Poder Judicial”, o “Tribunal Supremo”, a “Fiscalia General del Estado” (nome dado ao Ministério Público espanhol), o “Tribunal Superior de Justicia de Madrid”, a “Audiencia Nacional” e o “Colegio de Abogados de Madrid”, todos muitos próximos quando não vizinhos. Pelo que sei, dos órgãos importantes para o amante do Direito, apenas o “Tribunal Constitucional” fica em outra região de Madrid, lá para as bandas da Universidade Complutense (sobre essa famosa universidade, vide o artigo “A Casa do Brasil”). 

Na “Madrid dos Bourbon”, registre-se, também estão situadas muitas das melhores atrações de Madrid: os famosos museus do Prado, Reina Sofia e Thyssen-Bornemisza, avenidas como o Paseo del Prado, o Paseo de Recoletos e a Calle de Serrano, as praças de Colón e de Cibeles, a Puerta de Alcalá, o Parque del Retiro e por aí vai. A “Madrid dos Bourbon”, portanto, merece uma ou muitas visitas, com ou sem livrarias jurídicas, podem ter certeza. 

Bom, a primeira das três livrarias jurídicas que posso sugerir é a “Librería Jurídica Intercodex”, que fica no número 4 da Calle Gil de Santivañes (se for tomar o metrô, sugiro descer na estação Colón ou na estação Retiro). Trata-se de uma livraria pequena, mas com um acervo variado entre clássicos e assuntos mais recentes do Direito (bioética, comércio eletrônico, direito da internet, globalização e outras coisas mais). Fica aberta durante a semana até às 20 horas, funcionando também aos sábados pela manhã. Como ponto de referência, fica quase ao lado da maravilhosa “Biblioteca Nacional de España”, sobre a qual falaremos mais adiante. 

A segunda livraria é a “Librería Jurídica Lex Nova”, que fica na Calle Marqués de la Ensenada, número 4 (as estações de metrô Colón e Alonso Martínez servem bem a esse endereço). Para o profissional do Direito, sua localização é fantástica, bem no miolo da “Madrid Jurídica”, a dois passos do “Tribunal Supremo”, do “Consejo General del Poder Judicial”, do “Tribunal Superior de Justicia de Madrid” e da “Audiencia Nacional”, como vocês poderão constatar indo lá. Com dois andares, seu acervo, de livros nacionais (falo aqui de livros espanhóis, obviamente) e estrangeiros, na minha opinião, é excelente. Está aberta durante a semana até às 20 horas e aos sábados pela manhã. Recomendo uma ida lá, seguramente. 

Na mesmíssima área, está a mais badalada das livrarias jurídicas espanholas, a “Martial Pons”, muito conhecida dos estudantes de Direito no mundo todo, incluindo o Brasil. Pelo que sei, a “Martial Pons”, que também é uma editora de livros jurídicos, possui quatro lojas na Espanha, duas em Madrid e duas em Barcelona (na capital da Catalunha, a loja que fica na Calle Provença, 242, bem pertinho do belíssimo Passeig de Gràcia, é excelente). Em Madrid, a livraria jurídica tem um novo endereço: está hoje situada na Calle Bárbara de Braganza, número 11, pertinho de tudo (que diz respeito ao mundo jurídico) e muito bem atendida pela estação de metrô Colón. Com um acervo maravilhoso, aberta durante a semana até às 20 e aos sábados pela manhã, é uma programação nota 9,87 para qualquer amante do Direito. 

Mas antes de encerramos esse nosso papo, tenho mais duas sugestões “livrescas” na “Madrid dos Bourbon”. Por lá, não deixe de visitar a sede principal da tricentenária “Biblioteca Nacional de España”, que fica no Paseo de Recoletos, 20-22, sendo muito bem servida pelas estações de metrô Colón e Serrano. É depósito legal de todos os livros publicados na Espanha, além possuir riquíssima coleção de livros raros, manuscritos, jornais, desenhos, fotografias, partituras, gravações sonoras etc. O museu da Biblioteca Nacional, antigo “Museo del Libro”, à semelhança dos museus de outras grandes bibliotecas (o exemplo que logo me vem à memória é o da British Library), é fantástico. Vale a pena passear, vagarosamente, por cada uma de suas salas, sobretudo as denominadas “La Biblioteca a través de la historia”, “La escritura y sus soportes” e “La memoria del saber”. A BNE está aberta de segunda a sábado até às 20 horas e também aos domingos pela manhã. E o melhor: a entrada é gratuita. 

Por fim, se ainda sobrar alguma energia, sugiro uma caminhada (partindo da “Biblioteca Nacional de España”) pelo Paseo de Recoletos e pelo Paseo del Prado (passando, portanto, pelos museus Thyssen-Bornemisz e do Prado) em direção a Calle Claudio Moyano, que, margeando o Real Jardim Botânico, liga o Paseo del Prado ao Parque do Retiro. Essa rua/ladeira, também conhecida como “La Cuesta de Moyano”, está cheia de bancas vendendo livros novos e, sobretudo, usados, à semelhança daquelas que encontramos às margens do Sena em Paris. Quem sabe ali você não faz uma última extravagância e enche sua sacola muitos “libros de viejo”? 

Marcelo Alves Dias de Souza
Procurador Regional da República
Doutor em Direito pelo King’s College London – KCL
Mestre em Direito pela PUC/SP

terça-feira, 26 de maio de 2015

HOJE


ACADEMIA NORTE-RIO-GRANDENSE DE LETRAS


 
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CONVITE
Sessão Solene In Memoriam
 
 
O Presidente da Academia Norte-rio-grandense de Letras, Diógenes da Cunha Lima, convida V. Sa, para a Sessão Solene em homenagem à memória da escritora Anna Maria Cascudo Barreto.
 
Data: 26 de maio de 2015
Horário: 16 às 18 horas
Local: Salão Nobre da Academia
Oradora: Acadêmica Sônia Maria Fernandes Ferreira
 
 
Diógenes da Cunha Linha
Presidente
 

DOCUMENTAÇÃO DE FATOS HISTÓRICOS


O Jogo da Imitação 

Sinopse e detalhes 


Durante a Segunda Guerra Mundial, o governo britânico monta uma equipe que tem por objetivo quebrar o Enigma, o famoso código que os alemães usam para enviar mensagens aos submarinos. Um de seus integrantes é Alan Turing (Benedict Cumberbatch), um matemático de 27 anos estritamente lógico e focado no trabalho, que tem problemas de relacionamento com praticamente todos à sua volta. Não demora muito para que Turing, apesar de sua intransigência, lidere a equipe. Seu grande projeto é construir uma máquina que permita analisar todas as possibilidades de codificação do Enigma em apenas 18 horas, de forma que os ingleses conheçam as ordens enviadas antes que elas sejam executadas. Entretanto, para que o projeto dê certo, Turing terá que aprender a trabalhar em equipe e tem Joan Clarke (Keira Knightley) sua grande incentivadora.

O filme é baseado em história real e o segredo foi guardado por cerca de 50 anos.

Ao assistir este filme vieram à minha mente fatos passados que resultaram desconhecidos da maioria das pessoas e que agora, com a designação da Comissão da Verdade da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, foram revelados e vão compor um Relatório de mais de 400 páginas para a consulta dos pesquisadores e estudantes.
A documentação localizada sobre a vida escolar de estudantes dos Cursos de Sociologia e Política e da Faculdade de Jornalismo foram entregues ao Arquivo Geral da UFRN, colocado em uma estante deslizante (Nº 51), com cerca de 20 caixas contendo históricos escolares, portarias, ofícios, decisões, processos e outros documentos, que ficarão à disposição dos pesquisadores e estudantes. A documentação específica da Comissão da Verdade ficará em sítio virtual da Biblioteca Zila Mamede e os documentos físicos serão arquivados no Curso de História.
Esperamos que tais documentos fiquem arquivados com todas as cautelas e permaneçam permanentemente à disposição dos interessados e preservados permanentemente para o efetivo conhecimento da história, num espaço e tempo em que a liberdade foi ameaçada.





segunda-feira, 25 de maio de 2015

H O J E


E EU VOLTEI DA NOITE
(DESEMPENHO NA 4° DIMENSÃO)
Jansen Leiros*





“E eu voltei da noite, alongada! Dela, trazendo um sonho tão concreto, que me pareceu distante, bem distante, como se fossem as fraldas de um deserto. E sopesei cada lição ouvida, que ministradas pelo coração, me faziam refletir profundamente, sobre o Universo, e DEUS no Coração!”

Acordei! Sentei na cama! Abri os olhos e olhei ao meu redor. Tudo estava nos seus devidos lugares. Reinava o silêncio! Suspirei e voltei a encostar o corpo no travesseiro.  Novamente fechei os olhos e tentei vasculhar meus pensamentos. Havia sonhado! Necessitava concatenar as ideias para tomar aquele caminho percorrido durante a madrugada, no astral da 4ª dimensão e rever as cenas das quais, presumivelmente,  havia participado.
Pedi socorro à memória e não conseguia obter o sinal de retorno. Levantei-me! Fui à copa e tomei um copo d’água!  Em seguida, abri a janela e olhei o horizonte. O dia estava lindo! Voltei ao quarto.  Anair continuava dormindo.  De repente, ela levantou o busto e me falou, (Era meu amigo Ovídio, interligado): - “Bom dia, amigo! Estávamos juntos numa tarefa da 4º dimensão e acabamos de retornar.  Não fique preocupado. Você vai lembrar-se das ocorrências. Primeiro, faz-se necessário livrar-se das cargas magnéticas absorvidas ou sugadas durante o retorno e, após um banho reparador, restaurador, sentar-se confortavelmente e passar o acervo psíquico para o papel.  Isto é,  Ligue-se com o Mestre e,  o de que se for lembrando, vá passando para o caderno de anotações, foi o que eu quis dizer.

De fato, nossas atividades no plano da dimensão astralina têm sido ampliadas, na medida em que nos aproximamos da plenitude da reciclagem planetária. O Mestre tem-nos solicitado mais empenho no que pertine às transferências dos companheiros destinados a outros orbes, com objetivo do refazimento espiritual, resultante do êxodo que se está promovendo, para a limpeza da Terra.   Trata-se das duas recomposições simultâneas: a geomorfológica deste planeta, quase exaurido para a recomposição do ambiente físico e a magnética para o recebimento dos espíritos imigrantes que já se encontram nas colônias astralinas que circundam este Orbe do Sistema, sob a égide de Jesus!
Na verdade, em face dessa urgência no cumprimento dos programas é que Ele nos tem encarecido a celeridade nessas transferências, pois que aproxima-se o momento do renascimento das almas nessa nova fase do Planeta Azul, as quais se destinam ao repovoamento das áreas exauridas ao longo desses milênios.
Quero reafirmar o sucesso dessas tarefas noturnas e parabenizar o desempenho dos companheiros C3, C6 e C9,   apesar das dificuldades do momento.

DEUS nos abençoe a todos! Prometo retornar oportunamente.

domingo, 24 de maio de 2015

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RECUANDO NO TEMPO
            Neste domingo amanheci com um pouco de saudade. Daquele tempo de colégio, onde no início dos anos 50 tive a alegria de conhecer Raimundo Nonato da Silva, professor de Português, que nos iniciava nos conhecimentos das obras e escritores brasileiros.
            O ponto de saudade caiu sobre o poeta simbolista CRUZ e SOUZA, precisamente naquele livro “Português Ginasial”, de José Batista da Luz, ed. 1952 - CEN, cujos versos me acompanharam por toda a vida.
             Reproduzo o poema que me envolveu, em homenagem ao meu saudoso professor:
Vida obscura

Ninguém sentiu o teu espasmo obscuro, 
Ó ser humilde entre os humildes seres. 
Embriagado, tonto dos prazeres, 
O mundo para ti foi negro e duro. 

Atravessaste num silêncio escuro 
A vida presa a trágicos deveres 
E chegaste ao saber de altos saberes 
Tornando-te mais simples e mais puro. 

Ninguém Te viu o sentimento inquieto, 
Magoado, oculto e aterrador, secreto, 
Que o coração te apunhalou no mundo. 

Mas eu que sempre te segui os passos 
Sei que cruz infernal prendeu-te os braços 
E o teu suspiro como foi profundo!