quinta-feira, 29 de agosto de 2013


Apagão deixa cidades 

do RN sem energia

Falta energia em vários cidades da 
Grande Natal e interior do estado.
Companhia Energética do estado
(Cosern) 
não sabe o que causou apagão.

Do G1 RN

5 comentários
Queda de energia no Nordeste (Foto: Editoria de Arte/G1)


Queda de energia no Nordeste
 (Foto: Editoria
 de Arte/G1)
Cidades do Rio Grande do
Norte  estão sem  energia
desde a tarde desta quarta-feira
 (28). A Companhia Energética
do estado (Cosern)  informou
que  a energia está sendo
reestabelecida
 aos poucos. Cidades da Grande
 Natal e  várias  outras do interior
do estado já  confirmaram que
 estão sem energia. 
O Hospital Monsenhor Walfredo
Gurgel, maior unidade pública
de saúde do estado,  e o
Aeroporto Internacional Augusto
 Severo estão funcionando
 com geradores.
O inspetor Carlos Eugênio,
 da Secretaria de Mobilidade
Urbana de Natal, afirmou  que todos os semáforos da
capital estão apagados."Temos 25  funcionários
 tentando organizar o trânsito",  disse ele. No Hospital dos
Pescadores,  no bairro das Rocas, zona Leste da cidade, dois
pacientes precisaram ser  ventilados manualmente
devido à falta de energia.A unidade hospitalar até
possui gerador,  mas o equipamento não funciona.
Com isso  os equipamentos de ventilação mecânica
 foram mantidos em funcionamento até  quando
a bateria aguentou.

saiba mais






O Serviço de Atendimento Móvel B de Urgência (Samu)
 também  teve  problemas. A queda de energia  dificultou
o atendimento dos chamados na  central  de atendimento.
Na rua, ambulâncias ficaram presas no trânsito quando
 tentavam atender ocorrências. 
O superintendente de Operação da Companhia
Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), João  Henrique
 Franklin, informou  ao G1 que houve uma queda
 de energia no Nordeste. O problema foi observado por
 volta das 15h desta quarta-feira (28).
O superintendente  informou que está fazendo o
diagnóstico do ocorrido na Central de Operações
da Chesf, que  fica no Recife. Também foi registrada
 falta de energia  na ParaíbaMaranhãoPiauíAlagoas,
Ceará,Sergipe,  Bahia e  Pernambuco.
Semáforos ficaram sem funcionar no cruzamento da avenida Prudente de Morais com a rua Raimundo Chaves (Foto: Felipe Gibson)
Semáforos ficaram sem funcionar no cruzamento da avenida 
Prudente de Morais com a rua Raimundo Chaves 
(Foto: Felipe Gibson)
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COMENTÁRIOS DESTE BLOG:OBS.:O "apagão" modificou a  agenda cultural da cidade, adiando vários eventos. Também serviu para alertar aos governantes os pontos negativos dos serviços  públicos, especialmente os de controle de trânsito, segurança pública e funcionamento dos hospitais. VAMOS RECUPERAR O TEMPO  PERDIDO COM ESSE DESCASO!


RIO GRANDE DO NORTE
RIO GRANDE SEM SORTE

                Os últimos tempos têm apresentado o nosso Estado como protagonista de notícias pouco lisonjeiras em variados setores da vida social.
                De um lado os escândalos dos precatórios, envolvendo dois desembargadores; o Município de Natal teve o afastamento de sua Prefeita; o Governo do Estado está sendo pressionado por todos os lados e segmentos – Poder Judiciário, Poder Legislativo, Ministério Público e Tribunal de Contas; os serviços mais importantes para os cidadãos encontram-se em movimento grevista, a saber: a educação, a saúde e a segurança. Ainda agora houve um “apagão” e assistimos a insuficiência dos encarregados de ordenar o trânsito, tão necessários nesses momentos de extrema dificuldade. Tudo isso revela, indiscutivelmente, falta de escolha das prioridades pelos responsáveis pela gestão pública.
                No campo esportivo, nossos resultados são desastrosos e nada convincentes para tanto gasto e risco com a construção do “monstro branco” chamado Arena das Dunas, que abrigará os times potiguares – ABC, lanterna do campeonato brasileiro; América na condição de Vice-lanterna e o Potiguar considerado o pior de todos os times do campeonato, destronando o folclórico Ibis, de Pernambuco.
                Começou o “racha” político, com o afastamento do PMDB e antagonismo entre a sua liderança (Garibaldi x Henrique).
                Agora, para não sair da mídia nacional, uma jornalista com pouco preparo, divulga na rede social um comentário discriminatório e racista ao menosprezar os médicos cubanos que se inscreveram no programa “Mais Médicos”, com a declaração de que não parecem médicos!!! E têm a cara de empregada doméstica, igualmente numa alusão restritiva a essa outra indispensável categoria que nos socorre nos momentos mais difíceis, fazendo as vezes de um familiar, tal o carinho e a dedicação que os prestadores dos serviços domésticos emprestam aos seus patrões.
Essa Senhora ou Senhorita Michelline Borges queria aparecer na mídia? Realmente apareceu nas manchetes da TV e dos jornais (ver Folha de São Paulo e JH) edições deste dia 28, mas pisando feio na bola!
Vamos entrar na fase eleitoral. Vocês não acham que já está na hora de se tomar uma providência? 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

LEMBRANÇAS VIVAS

COSTUMES DO SERIDÓ



Tudo isso você vai encontrar em mais um livro do médico, professor e escritor da Academia Norte-Riograndense de Letras PAULO BEZERRA "BALÁ" que tem a sugestiva denominação:

"Cartas dos Sertões do Seridó".

HOJE
A partir das 18 horas
na Livraria SARAIVA

terça-feira, 27 de agosto de 2013




Convidamos para o lançamento do livro "Débora conta histórias", escrito pela professora Débora Araújo Seabra de Moura. O lançamento será no dia 5 de setembro, às 19h, no Solar Bela Vista.  O livro será lançado pela editora Alfaguara e tem ilustrações de Bruna Assis Brasil.
Débora Seabra é uma pessoa com plena consciência da grandiosa missão do professor: participar da educação de uma criança é coisa séria e não há ninguém mais habilitado para falar de inclusão social, superação de preconceitos, generosidade e tolerância do que ela. Débora experimenta isso diariamente. 

Primeira pessoa com Síndrome de Down a se formar professora no Brasil, num país onde há cerca de 300 mil pessoas com a síndrome e apenas pouco mais de cem estão no mercado de trabalho, Débora se inspira em uma amiga querida e fundamental em sua vida: sua antiga professora Sandra Nicolussi. Através de uma pequena personagem – também chamada Sandra – e tudo o que a menina vive em uma fazenda, a autora mostra o carinho pela amiga e conta histórias sobre inclusão e superação das dificuldades e do preconceito, além da importância da amizade. 

Ela escreve fábulas curtas e divertidas sobre como deficiências e diferenças não impedem a construção de belas relações de afeto. Tudo isso, em alguma medida, está nesse livro. (Informações: Alfaguara)

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

DOIS CAMPEÕES QUE PARTIRAM

 



O Brasil, em um só momento, perde dois ícones do futebol: GILMAR DOS SANTOS NEVES, aos 83 anos e NILTON DE SORDI aos 82.
O ex-goleiro foi bicampeão mundial pela seleção brasileira nas Copas de 58 e 62. Nasceu na cidade de Santos no dia 22 de agosto de 1930. Começou a sua carreira no Jabaquara, pequeno time da Baixada Santista. Na década de 50, foi transferido para o Corinthians, onde atuou durante 10 anos. Na década de 60 voltou à sua cidade natal para defender o Santos e lá viveu o auge da carreira, jogando no time que consagrou Pelé como o melhor jogador da história do futebol. Foi considerado o goleiro menos vazado do certame mundial. Aos 27 anos, ganhou seu lugar no time titular por transmitir segurança a todos os setores da equipe. A história do futebol registra suas defesas estupendas e um dos líderes do grupo. O "quíper" do Corinthians chegou ao futebol da capital paulista meio que por acaso, como contrapeso na negociação de um obscuro meia do Jabaquara. Terminou no Vasco da Gama constituindo-se um líder nato pela ascendência natural entre os companheiros, tendo merecido a honra de ser o capitão e, na final, levantar a taça Jules Rimet – foi o primeiro brasileiro a tocá-la.
Conquistou três títulos paulistas. Na Suécia, segurou um rojão: assim como já ocorrera com Barbosa, injustamente apontado como o vilão da derrota em 1950, corria o risco de amargar sozinho a culpa por um possível revés na Copa. Gilmar foi o fiador da vitória, agarrando todas debaixo dos paus.
Por sua vez, o ex-lateral-direito De Sordi, foi campeão mundial com a Seleção em 1958,  falecendo em decorrência de falência múltipla dos órgãos em Bandeirantes, no interior do Paraná, sendo portador do mal de Parkinson, tendo nascido em Piracicaba (São Paulo), no dia 14 de fevereiro de 1931 e iniciado a sua carreira no XV de Piracicaba, sendo contratado pelo São Paulo em 1952. Com o Tricolor, o ex-lateral conquistou disputou 543 partidas, não marcou nenhum gol e foi campeão paulista em 1953 e 1957. Era um marcador determinado, mas na seleção contundiu-se na semifinal e não pôde jogar a decisão. Depois de cinco jogos esplêndidos, não apareceu na foto do time campeão (em seu lugar entrou Djalma Santos, da Portuguesa.


Quem ouvia os dois nomes nos alto-falantes dos estádios suecos achava que a zaga da Itália tinha entrado no campo com o time errado. Mas Bellini, de 28 anos, e De Sordi, de 27, eram do interior de São Paulo, onde começaram suas carreiras.  
Dos 22 campeões de 1958 somente 9 ainda estão vivos. Que Deus os conserve por mais tempo testemunhando o tempo de glória do nosso futebol. 

Eloy de Souza visto pela Professora Maria Conceição Maciel Filguera


Maria Conceicao Macil Filgueira Eloy de Souza uma interpretacao sobre o Nordeste
Obra: Eloy de Souza: uma interpretação sobre o Nordeste e os dilemas das secas


Autora: Maria Conceição Maciel Filguera


Coleção Dissertações e teses do CCHLA-UFRN, EDUFRN, 2011, Natal-RN
ISBN: 978-85-7273-707-4


Excerto do Prefácio pelo Professor José Antonio Spinelli
O livro da Profª Maria Conceição Maciel Filgueira é uma importante contribuição ao estudo da vida e da obra política de um dos mais importantes personagens da história do Rio Grande do Norte. Eloy Castriciano de Souza foi um parlamentar atuante de 1895 a 1937, inicialmente representante na Assembléia Legislativa do Estado, e, imediatamente depois, como deputado federal e senador, representando a sua terra no Parlamento Nacional. Parlamentar atento aos problemas do Nordeste e do seu Estado, conhecedor profundo de suas realidades econômicas, em particular da região sertaneja, com a qual se identificava teluricamente e a qual amava com paixão de adolescente. … 

domingo, 25 de agosto de 2013

Dia do Soldado



O soldado exerce atividade em tempos de guerra e na manutenção da paz
O soldado exerce atividade em tempos de guerra e na manutenção da paz


O dia do soldado é comemorado no dia 25 de Agosto. A data, que tem por objetivo homenagear o trabalho dos membros do Exército Brasileiro, foi instituída em homenagem a Luís Alves de Lima e Silva, patrono do Exército brasileiro, nascido em 25 de agosto de 1803. Com pouco mais de 20 anos já era capitão. Luís Alves de Lima e Silva - Duque de Caxias -lutou e defendeu o Brasil em confrontos externos e internos.

O dia do soldado é comemorado no dia 25 de Agosto. A data, que tem por objetivo homenagear o trabalho dos membros do Exército Brasileiro, foi instituída em homenagem a Luís Alves de Lima e Silva, patrono do Exército brasileiro, nascido em 25 de agosto de 1803. Com pouco mais de 20 anos já era capitão. Luís Alves de Lima e Silva - Duque de Caxias -lutou e defendeu o Brasil em confrontos externos e internos.

Soldado é uma graduação do fundo da hierarquia militar. O termo soldado deriva do latim solidarius – alguém que é pago para servir.

No Brasil, o serviço militar é obrigatório por lei desde 1908. Ao completar 18 anos, todo rapaz deve se cadastrar em alguma das forças armadas (Marinha, Exército ou Aeronáutica). Na estrutura do governo brasileiro, estas estão integradas ao Ministério da Defesa e tem por objetivo a defesa dos direitos constitucionais.

A carreira de soldado proporciona ao jovem o aprendizado de valores como disciplina, organização, amor à pátria, solidariedade e perseverança, entre vários outros que orientam suas atividades dentro e fora do quartel.

O soldado exerce atividade em tempos de guerra e na manutenção da paz, dentro e fora do país. Presta auxílio à população em situações de calamidade.

Ao longo do século XX, o Dia do Soldado foi perdendo a sua popularidade e não mais é um dia público de festividade, nem mesmo são mais organizadas paradas militares em sua honra. Hoje as forças armadas brasileiras são homenageadas no dia 7 de Setembro, quando é comemorada a independência do Brasil de Portugal, ou no dia 15 de novembro, data em que se comemora a Proclamação da República.
Por Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola
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25 DE AGOSTO
DIA DO SOLDADO
DUQUE DE CAXIAS



BIOGRAFIA
Marechal de Exército- Luís Alves de Lima e Silva - Duque de Caxias - Patrono do Exército Brasileiro (25 de agosto 1803 - 7 de maio 1880)


"Nasceu na Fazenda de São Paulo, Vila de Porto de Estrela, na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro. 
Em 22 nov 1808, assentou praça como cadete no 1º Regimento de Infantaria, ingressando, posteriormente, na Academia Real Militar. 
Tenente, integrou o recém-criado Batalhão do Imperador, como ajudante, com ele recebendo o batismo de fogo, em 3 maio 1823, nas lutas pela independência na Bahia, quando pôde revelar excepcionais qualidades de iniciativa, comando, inteligência e bravura.

Com pouco mais de 20 anos, já era capitão e participou, ainda com o Batalhão do Imperador, da Campanha da Cisplatina.


Em 2 de dezembro 1839, já Coronel, passou a encarnar a auréola de Pacificador e Símbolo da Nacionalidade, ao ser nomeado Presidente da Província do Maranhão e Comandante-Geral das Forças em Operações, para debelar a "Balaiada", após o que recebeu o título de Barão de Caxias e a promoção a Brigadeiro. Entrou na História como "O Pacificador" e sufocou muitas rebeliões contra o Império.

Também pacificou São Paulo e Minas Gerais, em 1842, razão por que foi promovido a Marechal-de-Campo graduado.
Em fins de 1842, foi nomeado Presidente e Comandante-em-Chefe do Exército em operações no Rio Grande do Sul, para combater a Revolução Farroupilha, que já durava 8 anos, e ao término da qual foi efetivado como Marechal-de-Campo, eleito Senador pelo Rio Grande do Sul e distinguido com o título de Conde.
Em 1851, foi novamente nomeado Presidente e Comandante-em-Chefe do Exército do Sul. Desta feita, para lutar contra Oribe, no Uruguai, e, logo a seguir, contra Rosas, na Argentina.
Vitorioso mais uma vez, foi promovido a Tenente-General e elevado à dignidade de Marquês.
Em 16 junho de 1855, foi Ministro da Guerra e, em 1856, Presidente do Conselho de Ministros, ambos pela primeira vez.
Em 10 de outubro de 1866, foi nomeado Comandante-em-Chefe das Forças do Império em operações contra as tropas do ditador Lopez do Paraguai, sendo efetivado no posto de Marechal-de-Exército, assumindo, em 10 de fevereiro de 1867, o Comando-Geral das forças em operações, em substituição ao General Mitre, da Argentina.
Segue-se uma série de retumbantes vitórias, em Itororó, Avaí e Lomas Valentinas, a rendição de Angustura e a entrada em Assunção, quando considerou encerrada a gloriosa Campanha por ele comandada. "Pelos relevantes serviços prestados na Guerra do Paraguai", o Imperador lhe concedeu, em 23 março de 1869, o título de Duque - o mais alto título de nobreza concedido pelo imperador.
Caxias foi Ministro da Guerra e Presidente do Conselho de Ministros por mais duas vezes; a última de 1875 a 1878.
Faleceu na Fazenda Santa Mônica, nas proximidades do Município de Vassouras - RJ, sendo o seu corpo conduzido para o Rio e enterrado no Cemitério do Catumbi.
Hoje, os restos mortais do Patrono do Exército e os de sua esposa jazem no mausoléu defronte do Palácio Duque de Caxias, no Centro do Rio de Janeiro".



Sigam-me os que forem brasileiros
é a célebre frase do Soldado Brasileiro,
Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, na guerra do Paraguai.
VELHO BORZEGA
Meu borzega esfolado,
dos tempos da mocidade,
de sola gasta em paradas,
nas alvoradas sem fim.

Biqueira empinada, bonita,
como cavalo de chefe,
talão comido de um lado,
de tanto se apresentar.

Quando te vejo acabado,
envelhecido de usar,
não sei porque me entristeço,
e quase me ponho a chorar.

O salto que era tão forte,
a cor preta traquejada,
não tem mais aquele garbo
do praça rijo que fui.

Te recordo meu borzega!
Como se fosse meu corpo,
batendo no chão com cadência
pros outra entusiasmar.

Velho borzega estropiado
de tanto serviço e instrução,
refletes o viver do soldado
com toda recordação.

Hoje ao te ver empoeirado,
no canto do meu porão,
não posso impedir, baixo os olhos
e me ponho a recordar.

Quando te recebi na reserva,
duro como instrutor,
eras como a nossa mocidade,
que parece não se acabar.

E agora velho borzega?
Que volto a te contemplar,
percebo, não és bem de couro
como era o meu pensar.

É que de repente me vejo
em ti, que agora não brilhas
com muito mais nitidez,
do que nos tempos de outrora.

Então entendo, borzega velho,
desmontado pelo usar
porque durante esses anos
eu evitava de te olhar.

É que me recordando o passado
dos tempos de militar,
representas um espelho,
onde envelheço ao meu olhar.

Autor: Pedro Américo Leal
Enviado por: Manoel Rubens


Principais homenagens tributadas a Caxias


a. Caxias, “Nume Tutelar da Nacionalidae”, foi tudo! Marechal do Exército, Conselheiro de Estado e da Guerra, Barão, Conde, Marquês, Duque, Presidente e Pacificador de Províncias, Senador (pelo RS), Deputado (pelo Maranhão, eleito, mas não empossado), três vezes Ministro da Guerra e três vezes Presidente do Conselho de Ministros! E o Brasil soube reconhecer os beneméritos serviços por ele prestados à Pátria – “nossa Mãe-Comum”. Por esses “brasis” existem incontáveis monumentos, logradouros públicos, escolas, etc, que ostentam o augusto nome do maior vulto militar da História do Brasil. Dentre essas honrarias, sobrelevam-se as denominações de duas importantes cidades: a de “Duque de Caxias”, no Rio de Janeiro, e “Caxias do Sul”, no Rio Grande do Sul (diga-se, por ilustrativo, que a cidade de Caxias, no Maranhão, onde o então Coronel Luiz Alves venceu o último foco dos rebeldes, quando da “Balaiada”, deu origem ao seu primeiro título nobiliárquico – o de Barão de Caxias).

b. Caxias foi instituído, no ano das festividades do  duocentenário de seu nascimento, mediante a Lei n° 10.641, de 28 Jan 2003, “Herói da Pátria”. Por isso, o nome do Herói foi inscrito no “Livro dos Heróis da Pátria” (é um grande livro de aço que se encontra no Panteão da Liberdade e da Democracia, em Brasília), por ocasião de bela cerimônia ocorrida em frente ao Quartel-General do Exército, na Capital Federal.
c. No Exército Brasileiro, a impoluta memória de Caxias começou a ser reabilitada de um semi-anonimato (ao qual foi relegada pelo sectarismo positivista-republicano), em 1923, pelo Ministro da Guerra, General Setembrino de Carvalho. Ele instituiu, pelo Aviso n° 443, de 25 de agosto de 1923, a “Festa de Caxias”. Posteriormente, por meio do Aviso n° 366, de 11 de agosto de 1925, o mesmo Ministro criou o “Dia do Soldado”, também a ser comemorado na data natalícia do Duque. Naquele ano de 1925, sob o influxo das diretrizes do Ministro da Guerra, a Turma de Aspirantes-a-Oficial da Escola Militar do Realengo escolheu a denominação histórica de “Turma Duque de Caxias” (aliás, a Turma de 1962, da Academia Militar das Agulhas Negras, à qual pertence o atual Comandante do Exército, General de Exército Enzo Martins Peri, também ostenta, com muita ufania, a denominação de “Turma Duque de Caxias”).
Outro momento histórico de grande relevância no enaltecimento de Caxias, pela Força Terrestre, se deu por ocasião do comando do então Coronel José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, na Escola Militar do Realengo (1931/4). Este militar, de elevadíssimos méritos, implantou, naquela Escola, várias místicas alusivas a nosso glorioso passado, sendo as maiores delas a instituição do título de “Cadete”, para os então alunos da Escola, e a criação do espadim, réplica do invencível sabre do “Condestável do Império’ e “Unificador da Pátria”.
O Duque de Caxias foi proclamado “Patrono do Exército”, consoante o Decreto n° 51.429, de 13 de março de 1962.
O glorioso e invicto Exército do qual ele é Patrono, possui as seguintes Organizações Militares que exibem o seu venerável nome, com indescritível orgulho, em suas denominações históricas: “Forte Duque de Caxias”, no Rio de Janeiro (RJ); “Batalhão Barão de Caxias”, que é o 24° Batalhão de Caçadores, de São Luís (MA); “Grupo Conde de Caxias”, que é o 3° Grupo de Artilharia Antiaéreo, de Caxias do Sul (RS); “Companhia Praça Forte de Caxias”, que é a 13ª Companhia de Comunicações, de São Gabriel (RS) e o “Batalhão Duque de Caxias”, que é o Batalhão da Guarda Presidencial, de Brasília (DF).
Fonte: Alguns apontamentos extraídos de artigo de Manoel Soriano Neto, Cel Ref, Historiador Militar, ex-Chefe do  CDocEx.retirados da internet. 


Este blog tem a honra de evocar esta data, justificando que o Exército é patrimônio nacional permanente e, por acaso, ações não condizentes praticadas por pequena parcela dos seus integrantes em qualquer tempo da sua história não têm a força de obscurecer o valor da briosa Instituição à qual dediquei algum tempo da minha vida na condição de modesto Cabo de Infantaria.

sábado, 24 de agosto de 2013

OPINIÕES
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OS MÉDICOS CUBANOS E OS GROTÕES

Honório de Medeiros

Consta que estão vindo por aí os tais médicos cubanos para trabalhar nos grotões. Segundo alguns, um bom número, aliás, viriam para fazer proselitismo político para o PT, nos mesmos moldes acontecido na Venezuela enquanto parte da estratégia de Chávez para se perpetuar no Poder. O PT e o Governo negam, claro. Só o tempo dirá quem tem razão.
Se o projeto do PT é, realmente, utilizar os médicos cubanos para fazer proselitismo político nos grotões, sejam esses rurais ou urbanos, sejam nas grandes ou pequenas cidades, eu, particularmente, não acredito que seja bem sucedido.
Esses grotões, eu os conheço bem. Meus pais são de lá. Meu pai nascido em São João do Sabugi, minha mãe em Pau dos Ferros. Alguns anos atrás coordenei uma campanha para Governador no Alto Oeste, a de Geraldo Melo, e duas para Prefeito de Pau dos Ferros. E perdi as contas das campanhas das quais participei em Natal, indo aos seus grotões, lidando com seus eleitores e líderes.
Pois bem, há dois obstáculos, e grandes, a serem destruídos ou contornados, para que esse projeto de proselitismo, se é que ele existe, possa ser bem sucedido. O primeiro é quanto à infraestrutura para o atendimento do povo que será consultado pelos cubanos. Hoje não existem remédios, exames laboratoriais, seringas, gazes, algodão, fio cirúrgico, luvas, e fico por aqui que é até onde sei, nos grandes hospitais, quanto mais nos postos de saúde, pequenos hospitais, casas de saúde, maternidades, espalhados por esse Brasil afora e adentro.
O cubano vai examinar, depois receitar ou encaminhar, ou os dois, e então? O que se segue? Das duas uma: o paciente procura a liderança a quem é vinculado, seja vereador, seja líder comunitário, seja Prefeito, seja qual liderança seja, e há de se repetir o mesmo processo que acontece no Brasil desde os tempos coloniais, qual seja a liderança condicionar a liberação do pedido à votação em seus candidatos, ou o paciente busca resolver seu problema gastando do próprio bolso. Nesta hipótese do paciente bancar suas despesas do próprio bolso duvido muito que ele vincule seu voto a qualquer liderança da qual não depende.
E o segundo obstáculo diz respeito a como a "política" é concretamente realizada no Brasil, hoje, em seus grotões. Em uma ponta está o eleitor fragilizado economicamente; na outra, aquele do qual depende para a solução dos seus problemas de saúde, que é a liderança local, base de uma estrutura que se estende até o topo, e que detém, em suas mãos, a possibilidade de lhe conseguir ambulância, caixão-de-defunto, remédio, internação, exames, cirurgias, e assim por diante.
Esse eleitor vota em quem sua liderança pedir, digamos assim, eufemisticamente. E essa liderança segue, visceralmente, o Prefeito, nas pequenas cidades, ou o Vereador/Deputado, nas grandes. E os Prefeitos e Vereadores/Deputados não necessariamente acompanham o PT. Nem permitirão, em qualquer momento, que haja proselitismo político, em suas bases, contrário aos seus interesses político-partidários.
E lá vem a consequência: os tais cubanos serão monitorados dia-a-dia, hora-a-hora pelas lideranças que são a base do "edifício" político-partidário brasileiro nos grotões. Se não se adequarem, adeus! Tudo vai dar errado para eles, literalmente tudo...
É uma questão de sobrevivência. Sei como acontece. Vi acontecer.
Portanto...
No mais é somente dizer o que até as pedras sabem: o SUS é uma farsa. E onde é seu elo mais frágil? Nos grotões. Se o SUS funcionasse como planejado, não haveria esse encurralamento do eleitor mais frágil. Ele não dependeria do seu "coronel". É por essa razão que os municípios dos grotões não acabam, nunca, com a "ambulancioterapia".
É simples assim.
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AINDA OS MÉDICOS

     De um governo não se pode esperar leviandades, muito menos mentiras posto que o governante eleito deve se fazer credor da confiança e da esperança dos seus eleitores ao passar a ser responsável pelo bem estar da população, sem distinção de aliados e contrários. Vai daí a obrigação de gerir uma equipe capaz de equacionar os problemas urbanos existentes por meio de planejamentos inteligentes e da formulação de projetos viáveis a fim de bem empregar os recursos disponíveis.
     Nos dias atuais, o que se vê é a improvisação que ganha vulto com a proximidade de novas eleições já que há necessidade de impressionar bem os eleitores e assim conquistar votos. Nessa conjuntura, a presunção é que os governantes são expertos e julgam idiotas os eleitores.
     Atentemos para o caso da saúde como direito constitucional de todos e dever do Estado. Constata-se, com facilidade, a falta de políticas sociais e econômicas capazes de reduzir o risco de doença e de assegurar a recuperação da saúde, bastando um rápido exame das precárias condições da assistência médica pública em nosso redor. Tudo é deficiente!
     Mais uma vez ganha notoriedade o “jeitinho” brasileiro encontrado com a importação de médicos, desprezando-se requisitos de capacitação técnica normalmente exigíveis, conforme legislação vigente, pois o objetivo maior é eleitoral e não a saúde. Evidentemente, trata-se de um remendo ou melhor dizendo, de um esparadrapo na relevante obrigação estatal da saúde trocada pelo adágio popular que diz : “em terra de cego, quem tem um olho é rei”. A campanha eleitoral que se avizinha impõe o imediatismo de uma resposta positiva ao cidadão, máxime os afastados dos grandes centros urbanos, normalmente carentes de meios de proteção e/ou recuperação de sua higidez.
     A novidade da medida governamental, se por um lado vai agradar ao eleitor, do qual o voto e não a saúde é o alvo, por outro desnuda a fragilidade da situação existente que apenas será aliviada no curto prazo de sua validade: três anos prorrogáveis por mais três, o que foi considerado suficiente para a consecução do objetivo maior. Se nas metrópoles é precária a questão de assistência médica não só pela insuficiência de recursos humanos, mas também pela falta de leitos hospitalares, de equipamentos, de remédios e outras coisas afins, que imaginar dos municípios interioranos? Certamente, isso não é ignorado como não o é a certeza de que o eleitor gostará de esperar menos por um eventual atendimento, embora precário, em consequência da chegada de um novo médico. Seria saudável a iniciativa se fosse coordenada com um planejamento de melhoria da infraestrutura. As modernas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e as de Pronto Atendimento (UPAs) abrem e fecham com a mesma facilidade, evidenciando descaso com os investimentos feitos, que serão repetidos após as eleições. Conjectura-se agora se os municípios a serem beneficiados disporão de recursos financeiros para o seu novo encargo de fornecer moradia aos novos médicos acompanhados dos seus dependentes quando, via de regra, não os tem para as UBS e UPAs. De que adiantará o encurtamento da fila de espera de consulta se permanecer a inexistência de meios?
      Gostaria de estar aplaudindo a iniciativa oficial, mas sou forçado a concordar com o economista César Benjamim ao dizer que “no Brasil predomina o império da improvisação, do marketing e da corrupção”! Cabe ao povo refletir e votar com a sua consciência.
(Gen Ex José Carlos Leite Filho – linsleite@supercabo.com.br – 21/08/13)
(Publicado no “O Jornal de Hoje”de 22/08/13-Natal/RN)
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Dr. Rosinha: Médicos estrangeiros são bem-vindos

publicado em 17 de julho de 2013 

por Dr. Rosinha, especial para o Viomundo
Desde que o governo divulgou que estaria aberto a receber médicos estrangeiros para trabalhar no Brasil a polêmica se instalou.
Nesta polêmica ouço de tudo: xingamentos, ameaças, boas justificativas a favor e contra a entrada de médicos estrangeiros. Há, inclusive, em algumas manifestações, xenofobia.
No noticiário sobre o tema predomina a posição das entidades representativas dos médicos, que são contrárias. Nas empresas privadas de comunicação (rádios, TVs e jornais) raramente aparece a posição de alguma entidade de profissionais da saúde pública que vive mais de perto o problema e que poderia defender a iniciativa ou de cidadãos que hoje não têm acesso ao médico.
Mas, faltam ou não médicos no Brasil?
Segundo dados do Ministério da Saúde, se comparado com outros países falta. Divulga o Ministério que no Brasil há 1,8 médicos para cada mil habitantes. Na Argentina são 3,2 médicos para mil habitantes, no México 2,0 médicos e, na Espanha, essa relação sobe para quatro médicos.
Já segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM) não faltam médicos, o problema está na distribuição de médicos pelo país. A título de exemplo, cita a região Sudeste possui 2,67 médicos por cada mil habitantes ao passo que a região Norte tem apenas 1,01 médicos para mil pessoas.
À luz da realidade do dia a dia falta médico no Brasil. Basta ir para o interior e verificar que há centenas de municípios que não tem nenhum profissional trabalhando, mesmo que ofereça um salário estratosférico, daqueles que o município não consegue pagar, não aparece o profissional.
Dados apontam que o Brasil precisaria ter hoje mais 168.424 médicos para possuir uma boa relação no número de profissionais para cada mil habitantes. Este déficit, que é um dos principais gargalos para ampliar o atendimento no Sistema Único de Saúde vem sendo enfrentado com algumas medidas por parte do Governo Federal, como a concessão de desconto na dívida do Fies para o médico que atuar na atenção básica de municípios prioritários, e o Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), que atrai médicos para áreas com carência desses profissionais.
Em que pese o caráter positivo dessas medidas, não são suficientes para sanar a falta de médicos no interior e na periferia das grandes cidades.
O que a população quer é o atendimento médico e a proposta do governo é justamente isto. Primeiro dá preferência ao médico brasileiro e, caso as vagas não sejam preenchidas, completa com médicos estrangeiros. Esses médicos atuariam exclusivamente na rede pública de saúde e apenas nas cidades em que não houver interesse dos brasileiros.
Outra crítica que tenho ouvido é que o Brasil importaria profissionais de formação duvidosa. Ora, o governo não é irresponsável para trazer qualquer profissional. Um dos critérios para a entrada desses médicos será a qualidade da formação e chegando aqui serão avaliados por três semanas em instituições de ensino.
São muitos os países que buscam médicos no exterior. Só um parêntese: é mais barato buscar um bom profissional no exterior que formá-los no próprio país.
Não somos o primeiro país a buscar médicos de fora para enfrentar a falta de profissionais no interior do país. No Reino Unido 37% dos médicos são estrangeiros e nos Estados Unidos cerca de 20%.
Há outro debate: se não tem infraestrutura onde o médico vai trabalhar? Há muitos postos de saúde construídos em muitas localidades com os demais profissionais já contratados, porém não há o médico. Neste caso é fácil: é só contratar o médico. É isso que o governo propõe.
Onde não há unidade básica de saúde ou qualquer outra local onde o médico possa trabalhar, é mais fácil construir com o profissional já disponível, que construir para depois ir atrás do médico.
Mas, para sanar a falta de estrutura o governo não só está propondo a contratação de médicos, mas também esta disponibilizando R$ 1,4 bilhão para obras em 877 Unidades de Pronto Atendimento (UPA).
Nos últimos dois anos, os recursos destinados à melhoria dos serviços de saúde da rede pública chegaram a R$ 7,1 bilhões. Pela primeira vez, foram investidos R$ 2,1 bilhões para reforma, ampliação e construção de 14.671 Unidades Básicas de Saúde. Para essas unidades, estão sendo adquiridos 4.991 equipamentos, no valor de R$ 415 milhões. É importante fazer estes registros porque muitos dos críticos não têm conhecimento desses investimentos.
Durante as audiências públicas na Câmara dos Deputados, o Conselho Nacional de Saúde ressaltou que as universidades públicas e particulares não preparam os alunos para o trabalho na rede pública – há preconceito e resistência por parte dos estudantes quanto a trabalharem nos serviços de atenção básica de saúde e fazer carreira no SUS.
Para dar resposta a isso é que o governo propõe uma mudança profunda na formação do médico: a obrigatoriedade de prestar serviço ao SUS ao final da formação profissional. Há protestos quanto a isso. Mas o governo não está alterando a regra durante o jogo, pois definiu que isto vai ocorrer aos futuros alunos, aos que estão para entrar nos cursos de medicina. Portanto ao começar o curso de medicina o estudante já sabe da regra.
Propõe também o governo ampliar as vagas (11.947 novas vagas de graduação) nos cursos de medicina no país, principalmente nas áreas onde há poucas instituições. Ainda propõe a criação de 12.000 vagas de residência médica, com foco nas áreas prioritárias da rede pública, além de promover melhorias nas condições de trabalho.
Sabemos, no entanto, que essas são medidas de longo prazo. E, para atender às necessidades de hoje, precisamos, sim, trazer também profissionais de fora. Muitos países fizeram isso para enfrentar a dificuldade de levar médicos ao interior e tiveram sucesso nessa iniciativa. Temos um mercado em crescimento e, por causa disso, nos próximos anos devem ser criados até 35 mil postos de trabalho para médicos.
A contratação de médicos de outros países não é a solução definitiva para resolver os problemas no atendimento dos cidadãos na área da saúde, mas contribui para a melhoria dos serviços de forma emergencial.
E essa não é uma discussão partidária, eleitoreira nem corporativista. Tampouco é eleitoreira como os demagogos e sem argumentos insistem. Temos que pensar no que é melhor para quem espera por atendimento nos postos de saúde e hospitais.
Dr. Rosinha é médico, deputado federal (PT-PR) e presidente da Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) da Câmara dos Deputados.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013



AUTORIDADE, PODER E DIÁLOGO
PADRE JOÃO MEDEIROS FILHO (pe.medeiros@hotmail.com)
Os evangelistas narram a admiração dos ouvintes de Cristo, diante de seus ensinamentos. “Ele falava como quem tem autoridade, não como os escribas” (Mt 7, 20). Autoridade é um termo latino, derivado de auctoritas, de onde provém também a palavra autor. Pode-se inferir que o vocábulo em latim não significa, em princípio, poder. Alguém se reveste de autoridade, quando cria, inova, mostra originalidade. Um mestre, chefe, religioso ou pai a possui, enquanto apresenta algo de novo e, por isso, é respeitado. Os contemporâneos de Jesus eram meros repetidores. Quem tem autoridade não impõe, propõe; não dita, dialoga; cativa, não amedronta; é seguido, não obedecido por temor. A mensagem de Jesus, repleta de novidade, era diferente daquela dos doutores da lei, escribas e fariseus. Daí, a palavra Evangelho. Ensinou, em vez de vingança, perdão; de ira, mansidão; de incompreensão, benevolência; de arrogância, ternura; de presunção, humildade; de ódio, amor e misericórdia. É sempre atual a prece de Moisés Ben Maimônides, o Espanhol: “Senhor retira de mim a ideia do poder e no meu coração põe algo de novo, cheio de afeto e amor”.
“Todo poder vem de Deus” (Rm 13, 1), afirma São Paulo. No entanto, é mister entender as palavras do apóstolo, do ponto de vista bíblico e semântico. O étimo deriva de potere, cujo presente do indicativo é possum, de onde se origina posso. A conotação da palavra é indispensável para a vida humana e social. Possum (de post+sum) significa ser depois, estar após, o que vem em segundo plano. O poder, portanto, deve vir não em primeiro lugar, mas complementar o homem e não o destruir. É-nos dado para aperfeiçoamento do outro. Eis, pois, o sentido da expressão de Paulo. Deus no-lo concede para ajudar o homem na sua perfeição. Assim, perceberemos que ele é serviço, nunca dominação, proveito, mordomia, exploração, e sim capacidade de vir após o outro para ajudá-lo e completá-lo. Desta forma, devem caminhar todos os poderes, nas diferentes esferas da sociedade.
A consequência da autoridade e do poder é o diálogo.  O termo provém do grego diá+logos (que significa palavra que vem através ou a favor de). Cristo dialogava porque os possuía verdadeiramente: “Todo o poder me foi dado no céu e na terra” (Mt 28, 17). Quando alguém, em casa, na empresa ou na Igreja, exclama: “Aqui, quem manda sou eu”, é porque está inseguro e desprovido daqueles atributos. Estes não se expressam pela força, mas pela capacidade de ouvir e responder de forma justa e coerente. Quando Cardeal de Buenos Aires, Bergoglio dizia: “Para dialogar, é preciso ter o coração aberto para escutar. À medida que o homem tem mais fé, ele fecha menos portas, pois sabe em quem está apoiado”.
Vivemos numa sociedade de inúmeras reuniões, congressos, conferências e muitas falas, mas pouco diálogo. Vários se isolam, temendo que o outro possa destruir sua identidade. No Brasil de hoje, envolto em manifestações, passeatas e greves, os cidadãos ressentem-se de monólogo. Não podemos esquecer que dialogar é divino. Temos no Gênesis as duas primeiras tentativas. Partem de Javé. A primeira mostra-nos Adão, escondido e com vergonha, cheio de desculpas e escusas.  Na segunda, Deus pergunta a Caim: “Onde está o teu irmão”. Ele respondeu, com uma evasiva: “Não sei. Por acaso sou guarda do meu irmão”? (Gn 4, 9).  O diálogo é sagrado, oriundo do âmago divino, palavra celestial. Cristo se fez Verbo e quis habitar entre nós. O Eterno quis falar sempre conosco, porém, fechamo-nos uns para os outros e para o próprio Criador. Deus não cerra suas portas ao ser humano. O evangelista João apresenta-nos uma alegoria, em que define Cristo como sendo a Porta. O Papa Francisco entendeu tudo isso e afirmou: “Abramos as portas da Igreja, deixemos entrar quem quiser, pois enquanto católica, deve ser a casa de todos os filhos de Deus”.