quinta-feira, 15 de agosto de 2013

CONVITE DA ACADEMIA MACAIBENSE DE LETRAS


Academia Macaibense de Letras - Macaíba

O presidente da Academia Macaibense de Letras, acadêmico Cícero Martins de Macedo Filho, convida V. Ex. e família a participarem da sessão solene de elogio ao patrono da Cadeira nº 25 Sophia Augusta de Lyra Tavares, proferida pela acadêmica professora Drª Maria Arisnete Câmara de Morais. Na mesma ocasião serão lançados o elogio ao patrono pelo acadêmico Raimundo Ubirajara de Macedo e a saudação proferida pelo acadêmico Osair Vasconcelos.

Data: 16 de agosto de 2013 (sexta-feira)

Horário: 19 horas

Local: Academia Norte-Riograndense de Letras

Rua Mipibú, Petrópolis - (Natal/RN)

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

H O J E



C O N V I T E

A UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES DO RIO GRANDE DO NORTE fará sessão solene comemorativa do aniversário de sua fundação. Na ocasião será feito o lançamento do livro do confrade JOSÉ EDUARDO VILAR CUNHA em homenagem ao seu pai, o ilustre médico e professor JOAQUIM LUZ

H O J E


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Notícias



Comissão da Memória e da Verdade empossa novos membros e realiza palestra com o escritor Geraldo Maia

por Ellen Dias
A Comissão da Memória e da Verdade Anatália Alves de Melo – instituída pela presidência da Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção de Mossoró-RN, tem a honra de convidar todos os advogados e advogadas de Mossoró e Região, bem como os representantes dos segmentos sociais, intelectuais e militantes políticos, a se fazerem presentes na Sessão Ordinária de seus Trabalhos que será realizada no dia 14 de agosto de 2013, a partir das 16h30, na sede da referida instituição, quando na oportunidade estarão sendo empossados como consultores/colaboradores: Antonio Tomaz Neto, Geraldo Maia do Nascimento, José Maria do Vale Fernandes, Judas Tadeu de Azevedo e Luiz Carlos De Mendonça Martins, e como novos membros: Catarina Cordeiro Lima Vitorino, Edgar Pereira da Rocha, Francisco Welithon da Silva, Gerliann Maria Lisboa Aquino, Ireno José Santos de Lima e Herbet Oliveira Mota.
Na mesma ocasião, o historiador, escritor e imortal da AMLERN e AMOL – Geraldo Maia do Nascimento proferirá palestra sobre o Sindicato do Garrancho.





terça-feira, 13 de agosto de 2013

TN 13.8.2013


Na estrada das palavras 

com José Castello

Lívio Oliveira - livioliveira@yahoo.com.br

Na semana que passou tive a alegria de conhecer pessoalmente o importante jornalista, escritor e crítico literário brasileiro (nascido no Rio) José Castello.  Desde um primeiro café, a convite do jornalista Tácito Costa, que contou com a participação de outros bons amigos das letras numa noite natalense de quarta-feira, passando por uma palestra do escritor sobre Vinicius de Moraes e Rubem Braga na quinta, até a longa e quente viagem retornando de Mossoró no domingo – onde tínhamos nos encontrado e tomado mais alguns cafés por ocasião da nona edição da Feira do Livro – vivi momentos de prazer intelectual e diálogos pra lá de agradáveis com esse autor que admiro há  tempos.

Eu já conhecia Castello à distância, pela leitura de seus saborosos e inteligentes textos e por ter conseguido fazer com ele uma entrevista através de e-mail e que foi publicada no site cultural Substantivo Plural, do nosso dinâmico Tácito. Através das diversas oportunidades de conversas em Natal e em Mossoró fiquei ainda mais convicto da grandeza humana e intelectual de Castello. Falamos sobre muitos temas. E vi e ouvi um interlocutor com profundidade de alma e reflexões sensíveis e perspicazes acerca de assuntos como política, jornalismo, novas mídias sociais, arte em geral, música, viagens, psicanálise. Chegamos até mesmo a um diálogo sobre o novo Papa e debatemos se suas posições e discursos são realmente revolucionários ou disfarçadamente conservadores.

Evidentemente falamos muito sobre poesia e prosa, livros, escritores, leitores, festivais e prêmios literários, além de um tema complexo (e bem árido para os escritores potiguares) que é o mercado editorial, suas possibilidades e suas limitações. Nesse ponto expus o quanto é difícil se assumir como escritor num estado como o Rio Grande do Norte, em que o mercado é dificílimo para a chamada “prata da casa”. Castello me aconselhou a continuar me dedicando e enfrentando as dificuldades, percebendo que o meu desejo é muito forte nesse sentido. Óbvio que são palavras que guardarei na memória e no afeto.

Castello me surpreendeu, também, com uma grande admiração e peculiar interesse que demonstrou pela paisagem do Seridó (entre a vinda a Natal e a Feira do Livro de Mossoró, fez uma palestra para o público caicoense). E o escritor me revelou que há a possibilidade de vir a escrever um conto ou outro texto de ficção ambientado no Seridó. Perguntou-me sobre o povo, a geografia, o clima, a vegetação, a culinária, a cultura dos seridoenses. Como filho e neto de seridoenses, fiquei muito à vontade para responder. Talvez eu tenha colaborado (e ainda farei mais, enviando alguns livros sobre a região para Castello) com mais uma obra de sua notável produção literária.

Uma coisa a mais me agradou especialmente nesses diálogos inesquecíveis: ao lembrar ao escritor que um dos personagens do seu premiado romance “Ribamar” é o seu avô que se chamava Lívio, Castello brincou com a coincidência e firmou que isso aumentaria ainda mais a nossa amizade, situando-me numa linha genética imaginária e afetuosa. Já me considero, sim, um novo e firme amigo de Castello, um familiar seu, em palavra e gesto. Gostaria de vê-lo logo de volta a Natal e ao Rio Grande do Norte. Os que amam as letras por estas bandas de cá têm muito a ganhar com esse escritor que mantém altivez literária e ao mesmo tempo sabe ser simples, sensível e dedicar respeito à pluralidade caracterizadora do contexto humano.

ANIVERSÁRIO DA UBE-RN



UBE/RN : 54 ANOS EM DEFESA DA CULTURA

Texto: Eduardo Gosson*



Nesta quarta-feira, dia 14 de agosto de 2013  faz 54 anos de fundação da UBE/RN. Cronologicamente, somos a 4ª entidade mais antiga (1ª – IHGRN;2ª -ANL  3ª – ICOP E 4ª - UBE  Vejamos um pouco desta história:
1ª fase. A  idéia partiu do jornalista, escritor e magistrado Edgar Barbosa durante a Semana de Estudos Euclidianos, promovida em Natal/RN, com o apoio de diversas instituições. Na histórica reunião de 14 de agosto  de 1959, às 20h50, no IHGRN com a presença do escritor Umberto Peregrino,  Aldo Fernandes, Edgar Barbosa,  Alvamar Furtado, Grimaldi Ribeiro, Dióscoro Vale, Raimundo Nonato e Manoel  Rodrigues. A diretoria aclamada para a organização da UBE – Secção do  Rio Grande do Norte – ficou assim constituída: Raimundo Nonato – Presidente; Manoel Rodrigues de Melo, Vice-Presidente e Afonso Laurentino – Secretário . Essa Diretoria Provisória preparou o Estatuto e organizou o processo eleitoral em  14.11.1959, três meses depois, sendo eleitos os seguintes escritores para o biênio 1960/1961:
(1ª Diretoria)
Raimundo  Nonato da Silva, Presidente;  Paulo Viveiros, 1º Vice-Presidente; Manoel Rodrigues de Melo, 2º Vice-Presidente; José Saturnino de Brito, 3º Vice-Presidente; Afonso Laurentino Ramos, Secretário  Geral; Berilo Wanderle, 1º Secretário; Leonardo Bezerra, 2º Secretário; Antídio de  Azevedo, 1º Tesoureiro; Jaime dos G. Wanderley, 2º Tesoureiro.
Conselho Fiscal: Câmara Cascudo,Edgar Barbosa , Alvamar Furtado, Esmeraldo Siqueira e Américo de Oliveira Costa.
Vogais: Antônio Soares Filho, Vingt-un-Rosado,  Jurandir Barroso , Zila Mamede e Veríssimo de Melo.
Através de um Comunicado endereçado ao Presidente da UBE nacional , escritor Peregrino  Júnior, datado de 19.11.1959, o presidente da UBE/RN, escritor Raimundo Nonato da Silva  comunica da eleição da 1ª diretoria da entidade, bem como solicita a filiação da UBE/RN à UBE, com sede no Rio de Janeiro.
Em  21.01.1960 foi fundada uma sub-seção da UBE/RN: Jaime Hipólito Dantas, João Batista Rodrigues, Vingt-um Rosado e Manoel  Leonardo Nougueira.
Outra curiosidade: o Estatuto tinha 3 tipos de sócios:1. Sócios Efetivos (fundadores e efetivos). 2. Sócios Honorários e 3.  Sócios Beneméritos.
2º fase. Inicia-se com a vinda de Fagundes de Menezes em 16.11.1984,   no Salão dos Grandes Atos da Fundação José Augusto, na presença de  18 intelectuais. Curioso notar que a escritora Zila Mamede  participou das duas fases, sendo inclusive  Vogal da 1ª Diretoria da UBE (1960/1961) e sócia fundadora na segunda fase. Outra curiosidade: Dom Nivaldo Monte também participou das duas fases.
3ª fase. Inicia-se em 23 de março de 2006 com uma reunião de reorganização, na sede da Academia Norte -Rio-Grandense de Letras, contando com a presença de 8 escritores:   Anna Maria Cascudo Barreto,Carlos Roberto de Miranda Gomes. Eduardo Antonio Gosson, Lívio Oliveira, Pedro Vicente da  Costa Sobrinho, Nelson Patriota,  Manoel  Onofre de Souza Júnior e Racine Santos.
Lívio Oliveira (2006-2007) ficou à frente da entidade por um ano e oito meses quando, por motivo particular, renunciou ao cargo. Por aclamação Eduardo Gosson assumiu a Presidência da Diretoria Provisória consolidando a entidade em definitivo (2008-2009). Após o registro da entidade, foi eleito para presidir a UBE no biênio (2010-2011) e reeleito para o biênio 2012-2013.

(*)Poeta, preside a UBE/RN.

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C O N V I T E

A UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES DO RIO GRANDE DO NORTE fará sessão solene comemorativa do aniversário de sua fundação. Na ocasião será feito o lançamento do livro do confrade JOSÉ EDUARDO VILAR CUNHA em homenagem ao seu pai, o ilustre médico e professor JOAQUIM LUZ

segunda-feira, 12 de agosto de 2013




TEM CELULAR NO CÉU? 
 Por Eduardo Gosson(*) 

 Dizia o saudoso poeta de Macau, Gilberto Avelino, que “é preciso preservar o sorriso bonito das crianças/pois há tanta beleza em seus olhares”. Hoje, Dia dos Pais, a minha primeira neta Rebeca fez-me o seguinte comentário: “- Vovô, no céu tem telefone celular?” “Não, querida. Por quê?” “Porque estou com muita saudade do meu tio Fausto. Eu preciso falar com ele”. Como é do conhecimento de todos, perdi o ano passado um filho -Fausto- em condições trágicas, vítima de uma overdose de cocaína. Por isso, meu Deus, tu que és onipotente e onipresente e onisciente atende este telefone de uma garotinha de 9 anos que, rompendo a lógica das coisas, nos leva a um mundo onde viver não custa muito ao pensamento e que faz da vida uma aventura errante. De repente, não mais que de repente. 

(*)Poeta, preside a União Brasileira de Escritores - UBE/RN

domingo, 11 de agosto de 2013

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11 de agosto – DIA DO ADVOGADO

 
Carlos Roberto de Miranda Gomes, advogado (Membro honorário Vitalício da OAB/RN)




O Brasil vivia, ainda, sob o refluxo dos ideais da Revolução de 1930, que procurava dar a todos o seu verdadeiro papel. Com os advogados não foi diferente, sendo reunido o ideal organizativo da categoria através da edição do Decreto nº 19.408, de 18 de novembro de 1930, criando a Corporação dos Advogados brasileiros, da forma seguinte:


“Art. 17. Fica criada a Ordem dos Advogados Brasileiros, órgão de disciplina e seleção da classe dos advogados, que se regerá pelos estatutos que forem votados pelo Instituto da Ordem dos Advogados Brasileiros, com a colaboração dos Institutos dos Estados, e aprovados pelo Governo.”


O primeiro Presidente foi  Levi Carneiro, que a dirigiu por muitos anos, tido como seu consolidador.


           
 Uma vez criada a ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, foi mantido o espírito dos bacharéis do Império, agregados no Instituto dos Advogados do Brasil, primeiro embrião do Órgão fiscalizador da Classe, que abrigou em seus quadros imortais do Direito, como . Teixeira de Freitas, José de Alencar, Castro Alves, Tobias Barreto, Ruy Barbosa, o Barão do Rio Branco, Joaquim Nabuco, Fagundes Varella, dentre tantos. 


            A escolha da data de 11 de agosto, como
 DIA DO ADVOGADO, resultou de uma homenagem ao dia em que, no Brasil, foram criados os primeiros cursos jurídicos, em Olinda, Recife e São Paulo, no ano de 1827.

   

   Dessa semente, os Estados foram criando as suas Seccionais, dentre elas a do Rio Grande do Norte, o que ocorreu com uma reunião realizada no Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, por iniciativa do Presidente do Instituto dos advogados, na tarde de 05 de março de 1932 e consolidada no dia 22 de outubro do mesmo ano, considerado como marco da OAB/RN, tendo como primeiros dirigentes os advogados  Francisco Ivo Cavalcanti, o Primeiro Presidente, Paulo Pinheiro de Viveiros, Manoel Varela de Albuquerque, Bruno Pereira e Manuel Xavier da Cunha Montenegro.

 

            Guardando os mesmos objetivos, temos vigente atualmente o Estatuto da Advocacia e da OAB, aprovado pela Lei nº 8.906, de 04 de julho de 1994, que proclama:


“Art. 44. A Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, serviço público, dotada de personalidade jurídica e forma federativa, tem por finalidade:
I – defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado democrático de direito, os direitos humanos, a justiça social, e pugnar pela boa aplicação das leis, pela rápida administração da justiça e pelo aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas; II – promover, com exclusividade, a representação, a defesa, a seleção e a disciplina dos advogados em toda a República Federativa do Brasil.”

 

Os advogados potiguares, ao longo desses 81 anos de existência da sua Instituição, vêm defendendo a bandeira da Democracia e dos Direitos Humanos, presentes em todos os momentos drásticos da história da República e mantendo-se como guardiões da prestação jurisdicional, embora, algumas vezes, incompreendidos pelos demais agentes do Direito e da Justiça, que insistem em por obstáculos às suas prerrogativas, fazendo exigências que não atingem as outras categorias, esquecendo o postulado consagrado no art. 133 da Carta Magna.

 

PARABÉNS AOS NOBRES COLEGAS aos quais conclamo o ideal maior da nossa missão, compreendida na lapidar frase do Insigne Rui Barbosa:



“Legalidade e liberdade são as taboas da vocação dos advogados.”

DIA DOS PAIS



Carlos Roberto de Miranda Gomes, simplesmente um pai feliz.

Acordei hoje muito cedo, como normalmente o faço todos os dias – os velhos têm um sono mais curto.
Fiz o café da manhã e sentei-me para ouvir a missa pela televisão onde pude meditar e refletir sobre a vida de um pai – seus sonhos, seus desejos.
No instante da homilia me acorreram muitas lembranças e muitos pensamentos - meu pai presente sempre dentro de mim, como bússola a apontar o meu destino.
Constatei quanto estou feliz – meus filhos são maravilhosos, fraternos e desprovidos completamente do sentido do material do que eu possa deixar com a minha partida. Meu genro e noras acompanham essa confraria de bondade.
Deram-me netos e netas perfeitos em todos os sentidos – bons e amáveis, sempre presentes em nossa casa, ornando de amor verdadeiro o lar que é de todos.
Meditei sobre os amigos que consegui ao longo da vida – nenhum inimigo, todos me surpreendem com uma amizade sem limite – nos muitos anos de magistério construí um exército de companheiros; nos lugares onde trabalhei, somente pratiquei fraternidade, renovando alegrias todas as vezes que a eles retorno por algum motivo.
Tenho a graça de, ainda, ter ganhado uma esposa que é parte de mim – construímos juntos esse acervo de riqueza humana, fraternidade, carinho, amor, cumplicidade e fidelidade.
DEUS obrigado por tudo. Leve a todos os lares uma centelha da Vossa Divina Luz e receba em Vossa Mansão Celestial aqueles que já se encontram nessa dimensão da vida.
Amenizai a tristeza daqueles que já próximos da viagem final amargam ao seu redor alguns interesseiros que anseiam por uma herança – se necessário até interditando o seu pai.
Um grande abraço a todos – tenham um dia radioso. COMEMOREM UM FELIZ DIA DOS PAIS.

sábado, 10 de agosto de 2013

COMBATE ÀS TREVAS – XII


(A QUESTÃO DAS DROGAS: O ÁLCOOL)
   Eduardo Gosson*

Das drogas lícitas o álcool é a mais antiga, remonta a 3.500 a.Cristo na região do Oriente Médio e a 6000 a. C. na Mesopotâmia. No texto bíblico, o primeiro cachaceiro foi Noé que tomou grandes porres com o vinho  das uvas por ele plantada. Na velha Roma o vinho era parceiro das orgias e bacanais. Roma tinha dois comportamentos: rigor  na vida pública e devassidão na privada. O poeta Ovídio conheceu o exílio por ter escrito o livro A Arte de Amar, hoje considerado leve face os valores atuais.
Hoje o jovem é incentivado  a beber desde cedo: família e mídia. Na ânsia de não ficar para trás é empurrado para os braços da bebida. Não sabe ele: de cada 100 jovens 10 desenvolverão o vício. Estima-se que o álcool afeta 15% da população, acarretando elevados custos para a sociedade. A indústria do álcool movimenta 3,5% do Produto Interno Bruto – PIB e o governo gasta 7,3% para cuidar do problema. Dinheiro este que poderia ser investido em  educação ou moradia popular.
Por esse e outros motivos advogamos que o álcool deveria ser abolido da nossa sociedade, a exemplo da Arábia Saudita onde é rigorosamente proibido ( o Alcorão não permite). Estrangeiros que são pego bebendo, imediatamente eles colocam dentro do avião e mandam de volta para o país de origem. Poder-se-ia perguntar:
                    - Por que tamanho radicalismo?
                     - Porque o ser humano até hoje não entendeu o valor da delicadeza e da democracia. A única linguagem que a humanidade entende é a da dureza. Já imaginou se um país como a China, com uma população de 1 bilhão e 500 milhões de habitantes, implantasse a Democracia? Simplesmente  deixaria de funcionar e não estaria na Vanguarda deste Terceiro Milênio. A Democracia implantada no Brasil desde José Sarney resolveu os problemas básicos: saúde,  segurança e educação?
*Eduardo Gosson é poeta. Preside a União Brasileira de Escritores – UBE/RN

Papa Francisco


Papa Francisco e os peregrinos alados:
um pequeno ensaio de avaliação
Prof. Dr. Fernando Altemeyer Junior
depto. Ciência da Religião PUC-SP

         O papa Francisco bateu na porta de nosso coração e entrou de mansinho. Sereno e sempre de janelas abertas, se fez peregrino. E o povo carioca o amou de paixão! E Francisco lhes retribuiu com o sorriso que nasce no coração do Cristo Redentor. Quais os frutos a colher? A esperança em oito facetas evangélicas, nascida no amor de Deus, e transmitida de forma visceral por este querido argentino. O futuro exigirá reabilitar a política, a fé e a esperança! Daí o pedido e o imperativo categórico do papa aos jovens na missa final em Copacabana: "Queridos jovens, regressando às suas casas, não tenham medo de ser generosos com Cristo, de testemunhar o seu Evangelho". As felicidades de Francisco são as mesmas bem-aventuranças de Jesus e promovem a cultura do encontro e do diálogo.
            A primeira felicidade vital do papa: "Felizes os pobres de espírito: deles é o Reino dos céus (Mt 5,3)". Os pobres da comunidade de Varginha foram os interlocutores do encontro de Francisco com o povo brasileiro. Entrou em uma casa, abraçou e foi beijado, orou com os evangélicos, tocou e foi tocado. Ganhou a bandeira da pastoral de juventude e o anel de tucum. Faltou elogiar as CEBs e a Teologia da América Latina. O povo ficou encantado com o jeito de Jorge Mario Bergoglio, pois viu nele um compadre fiel de lutas e utopias. Não era mais estrangeiro, mas o amigo do peito, companheiro. Ele se fez um "papa cireneu", que ajuda na peleja do viver a enfrentar as cruzes da injustiça.
            A segunda felicidade do sucessor de Pedro: "Felizes os mansos: receberão a terra em herança (Mt 5,4)". Os mansos são aqueles que o são não tanto por temperamento, mas pela dura necessidade da sua condição social e política. O afago, o abraço de muitas crianças pelas ruas cariocas, chegou ao clímax naquele menino de doze anos, que aos prantos o abraça repleto de felicidade cordial. Os mansos se exercitam na mansidão e se reconhecem. Mansos repletos da candura das crianças. E este pode ser o caminho de uma nova política: "ouvir o povo, dialogar com todos, respeitar as diferenças", com serenidade e mansidão, dando prioridade às crianças, aos anciãos e aos jovens.
            A terceira felicidade de Jorge Mario Bergoglio: "Felizes os que choram: eles serão consolados (Mt 5,5)." Aquele que sofre e é injustiçado, que perde a esperança. Ao ouvir o papa na Via-crucis na praia de Copacabana, parecia-nos ouvir a ária "Una furtiva lacrima", último ato da ópera O elixir do amor, de Gaetano Donizetti, quando canta: "Uma lágrima furtiva irrompe de seus olhos. Jovens festivos parecem invejá-la. O que mais devo eu buscar" Me ama: eu o vejo! Um só instante e o palpitar de seu coração posso sentir. Seus suspiros se confundem com os meus. Ó Céus, posso morrer! Mais eu não peço!" O papa disse haver uma conexão misteriosa entre a cruz de Jesus e a cruz dos jovens. Jesus em sua cruz carrega todos os nossos medos mais profundos e o nosso choro mais doído!
A quarta felicidade de Francisco: "Felizes os que têm fome e sede de justiça: eles serão saciados (Mt 5,6)". Ter fome de justiça é a atitude de quem é um eleito de Deus. Ter fome de justiça é parte fundamental da fé bíblica. O papa não veio para adormecer com discursos melosos e suaves. Veio incomodar as elites e os grupos que oprimem o povo. Veio propor que os jovens caminhem alegres e rebeldes na estrada da justiça. Que façam barulho e mexam com as estruturas obsoletas da sociedade e das Igrejas. Afinal, o sentido ético é um desafio sem precedentes, diz Francisco. O papa foi valente e quer cristãos valentes e sem arrogância. Lutadores e profetas, com memória história, pé no chão e projetos de transformação. Organizados, pois "Quando enfrentamos juntos os desafios, então somos fortes, descobrimos recursos que não sabíamos que tínhamos".
A quinta felicidade do bispo de Roma: "Felizes os misericordiosos: eles alcançarão misericórdia (Mt 5,7)". Esta é a felicidade central da vida e do programa de bispo de Francisco, pois ele sabe que quem possui compaixão assume o outro como irmão de verdade. A misericórdia é filha de Deus. E o amor misericordioso não é raquítico nem efêmero. É amor abundante, generoso, forte, feliz, pleno e transbordante. Deus dá Deus. Como diz a bela melodia de padre Zezinho: "Por um pedaço de pão e um pouquinho de vinho, Deus se tornou refeição e se fez o caminho". Francisco pediu, exigiu, conclamou bispos e padres a saírem das sacristias, a irem para as periferias, para serem impregnados do cheiro das ovelhas e do povo de Deus.
A sexta felicidade do papa argentino: "Felizes os corações puros: eles verão a Deus (Mt 5, 8)". A limpeza e pureza de coração é o coração sincero. Francisco falou para a presidente da Republica, aos indígenas, ao prefeito do Rio, para a elite e para os milhões nas ruas. Aos 500 mil jovens da Jornada e aos 1500 clérigos e religiosas na Catedral. Não foi jogo de marketing, nem teologia da prosperidade. Não propôs proselitismo e muito menos confronto com os irmãos evangélicos. Apresentou o Evangelho de Cristo, como testemunho pessoal e qualitativo de um cristão e pastor engajado pela fé e na fé. Francisco quis estar na verdade mais do que afirmar-se dono ou possuidor exclusivo dos tesouros da revelação.
A sétima felicidade do filho de imigrantes: "Felizes os que agem em prol da paz: eles serão chamados filhos de Deus (Mt 5,9)". O papa Francisco não proclamou a paz covarde ou uma ausência de conflitos. Não rezou por uma paz de cemitério ou pela covarde e resignada religião de subserviência ou de preces fundamentalistas. Propôs uma paz inquieta, rebelde, criativa, sonhadora. Paz onde a pessoa humana é o método, a chave e a meta. A dignidade humana como critério divino: a glória de Deus é que o pobre tenha vida! Gritou a cada momento nesta semana no Brasil, contra a corrupção das elites e das instituições e clamou por uma justa distribuição das riquezas no mundo. E disse ao clero brasileiro: tenham a coragem de ir contra a corrente que transforma pessoas em objetos descartáveis. A idolatria é fruto da injustiça social e um maldito sinal que nega vida ao povo negro, aos moradores das periferias e aos camponeses, mulheres, idosos e às crianças.
A oitava felicidade do devoto de Maria: "Felizes os perseguidos por causa da justiça: deles é o Reino dos Céus (Mt 5, 10)". Na sua primeira visita internacional nos lembrou do vigor profético de dom Helder Camara e do amor preferencial de Luciano Mendes de Almeida. Hoje o papa Francisco fortalece a fé de quem ficou ao lado dos empobrecidos, ao lado do Cristo crucificado pelo regime ditatorial. Falou da teimosia evangélica. Celebrou a vida dos que deram a vida: vidas pela vida. Faltou recordar a entrega de tantos mártires de nossa Igreja latino-americana como dom Oscar Arnulfo Romero y Gadamez, Frei Tito Alencar Lima, padre Henrique Pereira Neto, irmã Dorothy Stang, Santo Dias da Silva e o jovem torturado Alexandre Vannucchi Leme, entre centenas que entregaram a vida pelos pobres. Será preciso viver obedientes no amor e na fidelidade sem olvidar as testemunhas. Amor verdadeiro é memória celebrada do sangue derramado, como Cristo na cruz.
Santa Teresinha de Lisieux escrevia para sua irmã Léonie: "A única felicidade na terra é aplicar-se em achar deliciosa a parte que Jesus nos dá (12.08.1897)". O papa Francisco abriu o nosso imenso apetite para degustar os deliciosos quitutes de Deus. Ao tocar nossa carne, nossa pele, nossa vida, nossa praia ele mexeu com o nosso coração. Ao andar pelas ruas no meio de inverno glacial esquentou a nossa esperança. Nunca mais o Brasil será o mesmo. Os cristãos puderam degustar um gostoso aperitivo da fé. Façamos agora a nossa feijoada. Os ingredientes já temos. Basta botar fogo na panela e água no feijão, para que ninguém fique excluído! Ninguém mais fora da vida pública!  Ninguém fora da mesa da cidadania. Cada qual tornando a fé livre e libertadora, com jeitinho franciscano e sotaque carioca. Ouvimos um convite quente: seguir a Jesus. De forma convicta e apaixonada! O coração da mensagem do papa: sair do centro para a margem, rompendo casulos, para alçar vôo de peregrino destemido, envolto no mistério de Deus. Como cantava o poema musical de Ednardo: "Pavão misterioso/ Pássaro formoso/ Tudo é mistério/ Nesse teu voar/ Ai se eu corresse assim/ Tantos céus assim/ Muita história/ Eu tinha pra contar...".
Vai com Deus papa Francisco, te cuida! Volta logo, pois sentiremos muitas saudades de Tu, "mermão Chico"! Tu és sangue-bom! Por enquanto, até Cracóvia, em 2016.
                                                                                                          (adaptação Pe Antônio)

HÁ 80 ANOS


  
Vivemos, na noite de ontem, um momento de singular alegria, quando abraçamos a estimada amiga MARIA DAS DORES COSTA, Professora "Dorinha", nas comemorações dos seus 80 anos. Alegria e congraçamento foram as tônicas da festa. Descontraída, na presença de parentes e amigos, declamou esse poema abaixo reproduzido e dançou, docemente, um tango argentino. Parabéns. VIVER É PRECISO! 


Celebração do “Terceiro Ato da Minha Vida”

Eu queria fazer uma poesia, mas não sou poeta.
Eu queria expressar o meu sentir neste dia.
Eu queria compartilhar com cada um, aqui presente.
A alegria do viver, da minha vida aos 80 anos!
Eu queria expressar um louvor à terceira etapa do meu viver
À instituição do novo idoso que cresce, que toma forma,
Não como a figura caquética d´outrora,
Mas como a que se assume na sociedade
Como cidadão de direitos e de fato!
Na ausência de dons poéticos, busquei nos versos daqueles que me tocam
o tecido para celebrar “o terceiro ato da vida”, de que fala Jane Fonda.
Da vida que, para Mário Quintana,
“...É o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já uma octo...genária!
Por isso, “Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está à minha frente e diria que eu o amo...
E semearia no canteiro de todos vocês: ”não deixe de fazer algo de que
Gosta à falta de tempo.”
Diria mais, como Clarice Lispector:
“Sonhe com aquilo que você quiser.
Vá para onde você queira ir.
Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida
E nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana. E esperança suficiente para fazê-la feliz.”
Com ela, “Compreendi que viver é ser livre...
Que lutar é manter-se vivo.”
Também, “Aprendi que tudo depende da vontade,
Que o melhor é sermos nós mesmos,
Que ter amigos é necessário.
Que o SEGREDO da vida é VIVER!!!
Compreendi que as palavras têm força,
Que fazer é melhor que falar.”
Que o segredo de viver tem o vigor de Cora Coralina quando afirma:
“O que vale na vida não é o ponto de partida, e sim a caminhada.
Caminhando e semeando, no fim terás o que colher”.
Dessa semeadura, ecoam os versos da poeta:
“Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade,
Despedaçando dentro de mim tudo o que é velho e morto,
Pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.
O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.
Procuro semear otimismo e plan...tar sementes de paz e justiça.
Digo o que penso, com esperança.
Penso no que faço, com fé.
Faço o que devo fazer, com amor.
Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende!:
Aprender a cada dia entoando como Charles Chaplin que:
“A vida me ensinou...
A lutar contra as injustiças: sorrir quando o que mais desejo é gritar
Todas as minhas dores para o mundo...
A ver o encanto do pôr-do-sol;” do meu pôr-do-sol
“Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente,
Como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante
Que eu mesmo tenha que lapidar,
Lhe dando forma da maneira que eu escolher”.
Do tempo, me acodem os versos de Mário de Andrade:
“contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui
Para a frente do que já vivi até agora.
Tenho mais passado do que futuro.
Só há que caminhar perto das coisas e pessoas de verdade.
E para mim, basta o essencial”.
Mas vivi!
E ainda vivo!
Com o sentimento de que não passo pela vida passando, mas sim marcando
E, seguindo as pegadas de Fernando Pessoa, posso dizer:
“Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue”.
DORINHA COSTA, 09.08.2013

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

ELEIÇÃO NA ALEJURN

   Ilustres Acadêmicos
Reitero a Vossas Excelências  o convite para comparecerem no dia 22 de agosto de 2013, a partir das 10 horas até às 17 horas, no Auditório da Procuradoria Geral do Estado, situado à Av. Afonso Pena, 1155, Tirol, a fim de elegerem o novo ocupante da cadeira de número 35 desta Academia de Letras Jurídicas/RN, que tem como Patrono o jurista Otto Guerra.
Os candidatos à vaga existente são os juristas ANA HELOISA RODRIGUES MAUX e ANTENOR PEREIRA MADRUGA FILHO, cujos currículos e obras jurídicas estão disponíveis na Corregedoria da PGE-RN para consultas e análises por parte de todos os acadêmicos interessados.
Lembro, por oportuno, que quaisquer dúvidas poderão ser solucionadas pelo Secretário Geral, Dr Carlos Gomes, através do email mirandagomes1939@yahoo.com.br  ou fone 9451-2560
A Comissão eleitoral é composta pelos Acadêmicos Josoniel Fonseca da Silva (Presidente), Luiz Antonio Marinho da Silva e José de Ribamar de Aguiar, os quais poderão flexibilizar e atenuar a liturgia da votação, preservado o sigilo do voto.
Tríplice abraço
           Adalberto Targino
          - Presidente -
ALEJURN
Telefax (84)3232-2898 
 alejurn2007@gmail.com