sábado, 22 de janeiro de 2011

sábado, 22 de janeiro de 2011
CHEGOU O DIA, CEICINHA, VAMOS NOS CONFRATERNIZAR,
CANTAR, DECLAMAR, SORRIR, SORTEAR BRINDES E ENRIQUECER MAIS AINDA O VALE VERDE COM SUA PRESENÇA.

CEICINHA CÂMARA - A HOMENAGEADA
LOGO MAIS, PELAS 16 HORAS, O CEARÁ-MIRIM ESTARÁ EM FESTA. VAI CHEGANDO SUA BRASILEIRA LUSITANA, CHEIA DE GRAÇA E ALEGRIA, ELA SERÁ A FESTA DOS NOSSOS CORAÇÕES, NO SARAU DO REENCONTRO, A SE REALIZAR NO INDIANA RECEPÇÕES.
SEJA BEM VINDA!
_________________________
Postado por LÚCIA HELENA às 5:49:00 AM 0 comentários

LIVRO DA POETISA JANIA SOUZA É LANÇADO NA CIDADE DO PORTO, EM PORTUGAL, PELA CORPOS EDITORA.

JANIA SOUZA
A Corpos Editora de propriedade do poeta Ex-Ricardo de Pinho Teixeira, empreendedor literário da cidade do Porto em Portugal, lançou em solo luso a obra "ENTRE QUATRO PAREDES", quarto livro de autoria de Jania Souza e terceiro na categoria poema.
Jania Souza participou de seleção em 2009 e, como estava envolvida com o lançamento de seus livros Fórum Íntimo e Magnólia, a besourinha perfumada publicados no Brasil pela Editora Alcance no Rio Grande do Sul e em Natal/RN, na mesma ocasião, não viu o email do concurso comunicando sua seleção. Em junho de 2010, ao rever sua caixa de email para atualizar, encontrou a comunicação e, rapidamente, contatou a editora para saber se a mesma ainda estava interessada em produzi-la, pois o prazo para publicação do prêmio seria em janeiro de 2010. Foi atendida com muita gentileza e respeito profissional, sendo reativada as negociações além mar. E, um ano após o primeiro cronograma, a obra foi lançada neste mês de janeiro de 2011. Encontra-se a venda na Livraria e Café da Corpos na cidade do Porto e no endereço eletrônico a seguir.

http://www.worldartfriends.com/store/search.php?search_query=jania&submit_search=Searh

ENTRE QUATRO PAREDES será lançado brevemente em Natal para que a autora possa compartilhar sua nova obra com o público potiguar.

Quem for à cidade do Porto, pode deliciar-se com a programação da Corpos Livraria e Café, que tem tudo a ver com nossas livrarias envolvidas com programação lítero cultural, como a Livraria Siciliano do Shopping Midway Mall.
Corpos Livraria/Café
Aberto de 2ª a 6ª
Entre as 15H e as 20H.
Rua do Almada, 253, 2º andar, sala 23
4050-032
Porto / Portugal
______________
fonte: Blog de Lúcia Helena
sábado, 22 de janeiro de 2011
CHEGOU O DIA, CEICINHA, VAMOS NOS CONFRATERNIZAR, CANTAR, DECLAMAR, SORRIR, SORTEAR BRINDES E ENRIQUECER MAIS AINDA O VALE VERDE COM SUA PRESENÇA.
CEICINHA CÂMARA - A HOMENAGEADA
LOGO MAIS, PELAS 16 HORAS, O CEARÁ-MIRIM ESTARÁ EM FESTA. VAI CHEGANDO SUA BRASILEIRA LUSITANA, CHEIA DE GRAÇA E ALEGRIA, ELA SERÁ A FESTA DOS NOSSOS CORAÇÕES, NO SARAU DO REENCONTRO, A SE REALIZAR NO INDIANA RECEPÇÕES.

SEJA BEM VINDA!

Postado por LÚCIA HELENA às 5:49:00 AM 0 comentários

LIVRO DA POETISA JANIA SOUZA É LANÇADO NA CIDADE DO PORTO, EM PORTUGAL, PELA CORPOS EDITORA.
JANIA SOUZA
A Corpos Editora de propriedade do poeta Ex-Ricardo de Pinho Teixeira, empreendedor literário da cidade do Porto em Portugal, lançou em solo luso a obra "ENTRE QUATRO PAREDES", quarto livro de autoria de Jania Souza e terceiro na categoria poema.
Jania Souza participou de seleção em 2009 e, como estava envolvida com o lançamento de seus livros Fórum Íntimo e Magnólia, a besourinha perfumada publicados no Brasil pela Editora Alcance no Rio Grande do Sul e em Natal/RN, na mesma ocasião, não viu o email do concurso comunicando sua seleção. Em junho de 2010, ao rever sua caixa de email para atualizar, encontrou a comunicação e, rapidamente, contatou a editora para saber se a mesma ainda estava interessada em produzi-la, pois o prazo para publicação do prêmio seria em janeiro de 2010. Foi atendida com muita gentileza e respeito profissional, sendo reativada as negociações além mar. E, um ano após o primeiro cronograma, a obra foi lançada neste mês de janeiro de 2011. Encontra-se a venda na Livraria e Café da Corpos na cidade do Porto e no endereço eletrônico a seguir.

http://www.worldartfriends.com/store/search.php?search_query=jania&submit_search=Searh

ENTRE QUATRO PAREDES será lançado brevemente em Natal para que a autora possa compartilhar sua nova obra com o público potiguar.

Quem for à cidade do Porto, pode deliciar-se com a programação da Corpos Livraria e Café, que tem tudo a ver com nossas livrarias envolvidas com programação lítero cultural, como a Livraria Siciliano do Shopping Midway Mall.


Corpos Livraria/Café

Aberto de 2ª a 6ª
Entre as 15H e as 20H.

Rua do Almada, 253, 2º andar, sala 23
4050-032
Porto / Portugal

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011


NOVAS CARTAS DE COTOVELO 05 (21/01/2011) *

O veraneio de 2011 já entra em sua reta final - as aulas de algumas escolam já começam no dia 24 e é preciso voltar à rotina. Nesse embalo se vão Thereza Raquel e os meus netos Lucas e Carlos Victor, que desta vez aproveitaram bem suas férias, graças a Deus.
Este ano não ocorreram os atrativos de anos anteriores mercê da instabilidade climática, que subtraiu caminhadas matutinas e outras programações ao ar livre, aprisioando-nos, na maior contagem do tempo, no interior da casa, como próprio dos dias de outono.
No entanto, nem todos esses percalços conseguiram apagar os momntos de alegria e satisfação do período. Contabilizamos, invariavelmente, as alvoradas festivas dos passarinhos cantando nas fruteiras da vizinhança, dentre outros, a "lavadeira de Nosso Senhor" e, um pouco mais tarde, a presença dos colibrís que há anos encontram guarida em nosso jardim.
Os netos são os únicos que não encontram tempo ruim, sempre criando alternativas para seus divertimentos, desde os jogos eletrônicos até os banhos de piscina, montada em nosso quintal.
As nossas saídas ao centro de Cotovelo, para o reabastecimento da despensa, nos oferece o contato com a população nativa da feirinha, mrcadinhos, farmácia e padarias, solidificando o elo com o lugar do nosso descanso anual.
Comemoramos o aniversário de Rosa Ligia, recepcionando parentes e amigos, numa confraternização mais estreita, inclusive nas visitas que recebemos em cada final de semana, acontecimentos menos comuns na Capital, ajudando a afastar o tédio. A propósito nos visitaram Didi Avelino e Hudson - aquele trazendo do Rio de Janeiro, onde mora, uma magnífica imagem de Nossa Senhora da Conceição, feita em papel marchê.
Novas leituras, televisão e filmes em DVD ajudam a passar o tempo e ficar o conhecimento de novos caminhos ofertados pelos poetas e escritores locais e de alhures.
A "internet" passou a ser um componente que nos permite atualização do contato com os muitos amigos e suas mensagens são saboreadas com mais apetite.
Lamentamos que a capelinha do “Imaculado Coração de Maria” mantida por Dona Luizinha e Seu Soares não esteja aberta e, pior que isso, tudo indica que perderemos a convivência com esses tradicionais moradora da Rua Parnaíba, com os quais compartlhamos a geografia sentimental da Rua Parnaíba nesses mais de 20 anos de vizinhança, restando Zequinha e Pandoffe - a casa deles está exposta à venda..
Outro aspecto positivo a registrar é o luar de janeiro, que consegue vencer a rigidez do tempo chuvoso, para reinar soberana, irradiando sua beleza prateada.
__________________________________________
* Carlos Roberto de Miranda Gomes - escritor/veranista

terça-feira, 18 de janeiro de 2011


EXTINÇÃO DOS ESPORTES NO RN

No findar da última semana a imprensa divulgou declarações do atual Secretário da SECOPA que, de tão bizarras, mereceu do jornalista WM da Tribuna do Norte, o epíteto de “perola”. Pelo dito ficou claro que a tal Arena das Dunas servirá para grandes eventos, para uso e deleite dos mais abastados de Natal, podendo, só eventualmente servir para a prática do futebol, que é o divertimento do povão.
Diante dessa declaração, tem-se como certo o sacrifício ( desnecessário, dispendioso e insano, pois há locais mais apropriados) do Complexo Esportivo do Machadão para dar espaço à Arena (multiuso) das Dunas, como já ocorrera anteriormente com a brutalidade contra a creche Kátia Garcia ,considerando-se que, segundo o secretário, somente naquele local escolhido ( por critérios declaradamente usurários) terá que ser erigido o Elefante Branco, quer a sociedade civil concorde ou não.
Isto representa um derrame de dinheiro público pelo ralo, ou qualquer esgoto, deixando o futebol, o basquete, vôlei, futsal etc.,em plano secundário, sem seu espaço, conseqüentemente condenados à extinção, ou, no mínimo, ao passo de um século para trás.
E aí o povão perde seu divertimento predileto, mas pode ganhar uma Emy Winehouse todo mês, ou festas de aniversário, casamentos , ou até velórios de gente “VIP”.
Diz ainda o secretário “Estamos numa guerra de negócios e temos que unir forças no sentido de trazer para Natal um grande equipamento, que é o Arena das Dunas”, (negócio com bens públicos no escuro) e ressaltou ainda a velha chantagem de que todos têm que engolir a negociata, sob a ameaça de ser considerado inimigo público .
O mais curioso, e difícil de explicar, é que, antes da ultima eleição, o dito secretário concordava com o aproveitamento do Machadão para a Copa, como estão fazendo as grandes cidades escolhidas (não entro em detalhes por questão de ética), e, de repente, torna-se candidato à primazia de acionar a alavanca do detonador para demoli-lo, podendo vir a ser coroado como o verdadeiro NERO da história dos esportes do Estado.
Uma simples explosão apagará da história esportiva as figuras de João Machado, Nesi, Agnelo, Djalma Maranhão,Cortez Pereira, Ubiratan Galvão, Jorge Ivan, Ernani Silveira, José Alexandre e tantos outros pioneiros executivos, principalmente os engenheiros Hélio Varela de Albuquerque e José Pereira da Silva, ex-professores do pretenso carrasco, que honraram a engenharia desta terra com o cálculo e execução de uma proposta estrutural rara e provavelmente única no mundo. Por outro lado serão apagadas as lembranças de William, Eusébio, Pelé, Zico, Alberí, Danilo Menezes,Scala, Ivan,Marinho Chagas, Hélcio Jacaré, Almir,etc., e da fantástica seleção de Telê Santana de 82.
Cheguei a pensar que o DEM seria diferente, mas ele caiu também no conto do legado , apesar da quebradeira do Estado, e o mais grave, é que esse crime de lesa-pátria conta com a cumplicidade silenciosa da FNF e demais instituições esportivas e respectivos clubes filiados, inclusive do Conselho Estadual de Esportes, das instituições ligadas à engenharia , arquitetura e meio ambiente, com algumas conhecidas e corajosas exceções e principalmente da sociedade civil na maior parte “silenciada” pelos métodos comuns à repressão, ou ainda do povão anestesiado e contaminado pela histeria destruidora dos vândalos, por meio de poderosa propaganda enganosa. Mais uma vez reafirmo meu alerta, podemos terminar sem Machadão, sem Machadinho, com o esqueleto inacabado de uma arena, sem copa, e com uma gigantesca dívida a pagar. Quem viver verá.
Moacyr Gomes da Costa
Arquiteto – 16/01/2011

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Recebi do meu Amigo Odúlio Botelho, com muita satisfação, este belíssimo poema de Cassimiro de Abreu, que reproduzo para deleite dos meus leitores:



Eu me lembro! Eu me lembro! - Era pequeno
E brincava na praia; o mar bramia,
E, erguendo o dorso altivo, sacudia,
A branca espuma para o céu sereno.

E eu disse a minha mãe nesse momento:
Que dura orquestra! Que furor insano!
Que pode haver de maior do que o oceano
Ou que seja mais forte do que o vento?

Minha mãe a sorrir, olhou pros céus
E respondeu: - Um ser que nós não vemos,
É maior do que o mar que nós tememos,
Mais forte que o tufão, meu filho, é Deus.


[Casimiro de Abreu] (1839-1860)

sábado, 15 de janeiro de 2011



J’ACUSE !!!

(Eu acuso !)


(Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes)

« Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice. (Émile Zola)
Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (...) (Émile Zola)

Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que... estudar!).

A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.

O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.

Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática.

No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.” Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando....

E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar ‘tudo isso que está aí’; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.”

Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno – cliente...

Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.

Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.

Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:

EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;

EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos”e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;

EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;

EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;

EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;

EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;

EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;

EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;

EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;

EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;

EU ACUSO os “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito;

EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;

EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição;

EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;

EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;

Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos -clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.

Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.

A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.”

Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.

Igor Pantuzza Wildmann
Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário
_________________
Recebido do Professor Adilson Gurgel de Castro (COM O MEU INCONDICIONAL APOIO)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011


NOVAS CARTAS DE COTOVELO 04 (14/01/2011) *

Na vastidão do horizonte inalcançável o eu repousa no silêncio insondável, onde, na tarde vazia, busco o aconchego das leituras novas e das releituras de textos, frases, poemas ou simples palavras, como as trocadas nas Cartas entre Cascudo e Mário de Andrade.
Vejo, então, que o tempo não altera o enlevo da alma, fazendo num só instante o encontro de gerações.
Desafiou-me o Poeta: - o que é mais belo?
O instante em que o pássaro alça voo
Ou aquele em que, suavemengte pousa?

(Assis Câmara, Desafio - Destino dos Pássaros, p. 23)
A resposta não ouso proferir - prefiro a dúvida, como confessada por outro Poeta:
A missão da poesia
é revelar o amor.
Desilusão de pedra se desfaz
Se a palavra boa e bela penetra
o mármore
em ondas de calor.
A utilidade da poesia é revigorar a alma
por obra e graça de lábios
que sopram a vida
à transitória flor.

(W.D.Cavalcanti, Canova - Adiantamento da Legítima, p. 134)
Debruço-me e em extase de um momento, resgato o pulsar de um pensamento proclamado num passado bem distante:
Deixa o teu vulto esparso, alvo e dormente,
Tremer de frio, ó juriti da mata,
Pois vou fazer dos beijos a cascata
Em que te hás de embeber gostosamente.

(Abner de Brito, Enterro do Pecado - Belle Époque na esquina, TG, p. 197)
Esses devaneios chegaram no sentir da brisa, quando a tarde adormecia em sua claridade solar.
Estanco. Amanhã será outro dia para a praticagem do impossível em que sugere o mesmo Poeta W.D.Cavalcanti, e,
Retorno à ilha
como as próprias águas navegadas
que já me aguardam em outras margens
- transformadas.

_____________________
* Carlos Roberto de Miranda Gomes - escritor/veranista

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011



JOVENS ARQUITETOS COMEÇAM COM GESTO DE RECONHECIMENTO E GRATIDÃO

Recebi do meu irmão MOACYR, com grande orgulho e singular alegria, a informação de haver sido honrado pelos concluintes de Arquitetura da UFRN com o seu nome para a Turma 2011.
O gesto é por demais engrandecedor e justo para quem deixou os louros do Rio de Janeiro, onde já tinha nome, para fincar a sua tenda de trabalho no torrão potiguar.
Querido irmão, todos nós da família estamos orgulhosos e agradecidos aos jovens arquitetos, afirmando que a cidade de Natal e o nosso Estado só podem esperar desses novos profissionais da prancheta melhores dias e engrandecimento da ética. Começaram bem! PARABÉNS.
A propósito, transcrevo trecho do e-mail recebido de MOÁ: "O assunto Machadão já está esgotado, já encheu o saco de todo mundo e não tem mais jeito pelas razões já bastante conhecidas. Acontece que recebí ontem o convite em anexo, no qual os concluintes do curso de arquitetura e urbanismo da UFRN pretendem me prestar uma homenagem, dando meu nome à sua Turma, com os seguintes dizeres enaltecedores "SERÁ UMA HONRA CONTAR COM ALGUÉM QUE FEZ TANTA DIFERENÇA EM NOSSA FORMAÇÃO PROFISSIONAL, SERVINDO COMO EXEMPLO DO QUE SIGNIFICA A VERDADEIRA ARQUITETURA. TE ESPERAMOS NAS NOSSAS SOLENIDADES DE FORMATURA". Como a capa do convite traz a foto do Machadão, é lícito entender-se que a obra em comento é considerada pelos jovens arquitetos (e pelos velhos também, como o público em geral) como maior exemplar da arquitetura modernista do seculo passado, em nossa Capital, e, que, por traz do gesto generoso está um protesto mudo contra a brutalidade com que nossos (des) governantes tratam nossos legítimos valores. Não me sinto encorajado a divulgar o assunto, primeiro, para não parecer presunçoso, e, principalmente por não me achar com o direito de envolver esses jovens ainda puros, em polêmicas com velhas rapozas, capazes de dizimá-los facilmente por meio da poderosa força da corrupção somada à estupidez humana. Sem dúvida, se a luta não fosse tão desigual, daria uma boa reportagem. De qualquer forma, serve de consolo e registro para a posteridade."Desculpe irmão, mas eu não poderia deixar passar esse exmplo de nobreza desses jovens que, com a personalidade que demonstram não serão jamais atropelados pelos "vendilhões do templo".
PARABÉNS PARA VOCÊ E PARA ELES MAIS UMA VEZ.
Com o abraço do mano Carlos.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011



NOVAS CARTAS DE COTOVELO 03(11/01/2011)
*

No domingo do Batismo do Senhor, cujo evangelho li ainda em jejum, dei-me a meditações até o momento do café matinal. Após essa primeira refeição, em que pese o dia radioso de sol - um convite ao banho de mar, até necessário para refazer o corpo da insônia da noite passada, mercê dos decibéis desmedidos do Circo da Folia, recuei e escolhi aleatoriamente um dos muitos livros que trouxe na bagagem e deparei-me com "Notícias de Hontem", de Elísio Augusto de Medeiros e Silva, edição do autor pela Arquitetura das Letras, o qual passei a ler e, a cada página, aguçar a memória para momentos passados, alguns episódios que presenciei e ousei fazer anotações complementando o texto, até porque o escritor é um jovem nascido em 1953 e muito reproduziu o que ouviu dizer.
A escolha desse livro foi uma total felicidade para preencher os dias preguioçosos do veraneio, pois levou-me aos devaneios dos tempos vividos, como diria o amigo Eider Furtado, memorialista de estirpe. Ali me encontrei com a Ribeira velha de guerra, palco dos meus primeiros passos da infância, quando em 1948, vindo do interior, passava no destino do Cáis Tavares de Lira para chegar à Redinha, entrando na Agência Pernambucana de Seu Luiz Romão e na Loja 4.200 (ou 4.400), encantamento permanente nas vitrines com os brinquedos ali expostos (O cavalinho da vitrine lá da rua do Ouvidor - da música de Vicente Celestino).
Revivi a adolescência quando procurava uma casa com sinuca na Rua Dr. Barata, à portas fechadas para não dar bandeira aos comissários de menores; mais tarde dessa rua fiz caminho no início da atividade de representante comercial junto à Casa Lux de Seu Amaro Mesquita, Cyro Cavalcanti e Santos & Cia, de Chico Porto.
Relembrei as visitas às Livrarias Ismael Pereira e Internacional em busca de livros para desbravar os saberes iniciados na Faculdade de Direito da Ribeira.
Recompus na memória os programas da SAE no Teatro Carlos Gomes, o andar apressado na ladeira da rua do Sul, nas escadarias do lado do Saneamento em direção à Rádio Poti para dar tempo ao ensaio com a orquestra de Waldemar Ernesto.
Aliás, na crônica sobre a Rádio Poti houve esquecimento dos meninos prodígio de então: eu, Edmilson Avelino, Odúlio Botelho e José Filho, registrado apenas Agnaldo Rayol - desse assunto escreverei brevemente.
Quantas emoções, saudades e lembranças - a Praça Augusto Severo, a Escola Doméstica de Dona Noilde, os Cartórios, os alfaiates, o velho João Alves que fazia exposição das suas fotografias das sumidades que circulavam pela Dr.Barata no tempo da guerra, dos americanos, do Grande Hotel e do piano de Paulo Lira, da Castanhola, dos becos e pensões alegres, do Centro Náutico e do Sport, de Ricardo Cruz e Paulo Cunha, das farmácias e tipografias, dos boêmios, dos jornalistas, dos médicos e advogados famosos de Natal, do homem que fabricava botas, do chapéu Ramezoni (Casa Rubi de Seu Alfredo Mesquita), do meu sogro - o italiano Rocco Rosso da Oficina Brasil na Travessa Argentina, 45, bem próximo da travessa Venezuela, onde ficava o atelier de Souza Lelis, das aventuras no Porto, da Estação Ferroviária, do Cova da Onça, da Confeitaria do Português Olívio, das ruas Duque de Caxias, Chile e Frei (Padre) Miguelinho, dos Correios, da Alfândega, da Capitania dos Portos e da Junta Médica dos Doutores Feijó e Pelúsio. As prévias carnavalescas, os bondes, enfim, dos lugares e sua gente.
Mas o livro não trata só da Ribeira - faz incursões diversas de Natal e outras cidades - vale a pena ler essa gostosura!
A propósito, apesar de ter centrado quase tudo naquela bairro canguleiro, dois assuntos me chamaram especial atenção - o primeiro narrativo da chegada do primeiro automóvel ao sertão - é formidável e o seu desfecho é marcante - a geringonça provocou pânico na cidadezinha, apesar de ser apenas uma unidade. A igreja ficou cheia, a polícia mobilizada, as explosões do motor e o deslocamento do veículo, a 20 km/hora eram objeto de comentários sobre o vácuo dessa velocidade que poderia provocar deslocamentos - quando um rapazinho, apavorado desejava ir para casa e saiu em debalada carreira até chegar ao seu destino sujo (cag), tomou um banho, uma garapa e após isso alguém lhe advertiu: "Você nasceu de novo!".
O outro assunto é o da cigana - bem que eu gostaria de conhecê-la para saber dos seus vaticínios sobre o velho prédio da Faculdade de Direito - será que a UFRN vai reaproveitá-lo condignamente?
______________________
* Carlos Roberto de Miranda Gomes - escritor/veranista

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

PARABÉNS THIAGO

Sexta-feira foi um dia de alegria para as famílias Lucena e Motta. O jovem Thiago de Lucena Motta, com apenas 16 anos, logrou aprovação no Curso de Direito da UFRN. Seus avós Luiz Marinho/Marlene e seus pais Ricardo/Lúcia lhe prepararam uma festa, contando com a presença maciça dos demais familiares e amigos.



Na foto vemos o novo acadêmico, junto deste velho professor da Faculdade de Direito de Natal e dos seus primos Matheus e Lucas.

sábado, 8 de janeiro de 2011




NOVAS CARTAS DE COTOVELO 02(*)

Deu a louca no tempo - hoje 06 de janeiro, 49° aniversário do meu noivado. Já se vão três dias a menos no verão deste ano, castigado pela chuva intermitente, que não permite uma programação própria da época.
Ante à prisão involuntária concentro minha atenção na TV, rádio, livros e nas distrações caseiras de costume nas praias e, quando a chuva permite alguma trégua, a varanda enseja olhar a amplidão, com pouca esperança de estiagem completa.
Chamam-me a atenção os cajueiros, que se desfazem dos últimos frutos da safra, ainda bem formados e convidativos.
Aqui bem perto de mim, colados à cumieira da garagem, três deles desafiam a minha coragem. Mas, em que pese o incontrolável desejo de saboreá-los, os mais de 70 anos não conservam a força de arriscar uma excursão ao pé, mesmo sendo de fácil acesso.
À falta de um 'caridoso' que os retire no momento, desisto, vou comprá-los na feirinha de Cotovelo com total segurança. Enquanto isso, me deleito com as bicadas de alguns passarinhos que se aproveitam dos frutos ainda no pendente da gravidade.
Ontem eu vi um pássaro diferente, plumagem azul e corpo acinzentado, lindo até demais. Não consegui definir sua estirpe, mas lembrei-me do último livro de Assis Câmara, quando fala do beija-flor, que por coincidência continuam, já em muitas novas gerações, visitando o sagrado jardim da minha casa - uma apoteose:

Entreabertas pétalas, perfumando o cio,
Exalam sedução nas nas cores, na beleza,
Chamando ao ritual da polinização.

Um passarinho pressente o desafio
Que lhe desperta o instinto - sua natureza,
Ao sentir, desse néctar, cheiro e atração.

Vibrando, sem cessar, fiel adorador,
O colibri, o menor pássaro do mundo,
Faz pouso em pleno ar, em busca do prazer.

No excitante bailado, viril navegador
(noventa vezes bate as asas por segundo),
Vai deflorar, com beijos, o seu bem-querer.
E colhe o quanto pode, esse ágil sedutor,
Fiel ao seu destino de ser Beija-Flor!
(O voo do beija-flor)

Começo a gostar do veraneio, apesar da chuva e do excesso de veículos que trafegam em debalada carreira.
À tardinha o cheirinho do pão de Dona Léa, uma visita rápida ao explendor do mar e o retorno feliz à nossa casa, para dar continuidade à labuta do veraneio 2011, sonhando com próximos dias de sol.
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(*)CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES
escritor/veranista

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011


NOVAS CARTAS DE COTOVELO 01 (03/01/2011)
Carlos Roberto de Miranda Gomes - advogado/veranista

No ano que passou, no meu período de veraneio, resolvi matar o tempo escrevendo pequenas crônicas relatando os acontecimentos mais marcantes da aprazível praia de Cotovelo, sob a denominação de ‘Cartas de Cotovelo’ – algumas publicadas em jornais locais e em blogs, daí surgindo à idéia de criar o meu Blog do MIRANDA GOMES, o qual mantenho até agora (http://cmirandagomes.blogspot.com).
Pois bem, da adjetivação dada à praia, já não arrisco o ‘aprazível’, porquanto, agora, dominada por uma série de acontecimentos, dentre os quais – a desenfreada especulação imobiliária, em contraste com a não conclusão da rede coletora dos esgotos domiciliares, agravando a situação do lençol freático e a já precária infra-estrutura da limpeza pública; encontrei Cotovelo suja, poluída - a própria areia maculada em sua alvura pela falta de educação dos freqüentadores que por lá deixam latas e garrafas vazias de bebidas, bagaços de cocos verdes; restos de barracas do ‘réveillon’; sacos, lixo, podas, metralha.
Os restaurantes não se prepararam para ordenar um estacionamento adequado, daí o sacrifício dos moradores e veranistas que ficam tolhidos no direito de locomoção dos seus veículos.
Nos 21 anos que freqüento Cotovelo nunca havia experimentado engarrafamentos na ida e na volta, sem nenhum policial de trânsito, quanto neste início de veraneio.
Os preços desembestaram em todos os seus itens – até o cavaco chinês teve um aumento de 50%. Vivemos uma verdadeira anarquia, no mal sentido.
Vou esperar que desapareçam os excessos do Circo da Folia, cujos decibéis atentam para qualquer ouvido e incomodam quem vai descansar e buscar um pouco de paz.
Não foi um reencontro feliz, mas vou dar um tempo, pois ainda vivemos o, oba-oba, das posses da Presidenta e da Governadora, a arrumação da casa e as providências que permitam o deslocamento dos agentes policiais para o cumprimento do seu dever legal – segurança do povo.
Alô, alô Prefeitura de Parnamirim, não custa nada uma passadinha semanal em Cotovelo, para alentar os seus freqüentadores, principalmente aqueles que levam recursos para os cofres municipais. A propósito, até agora os carnês não foram entregues. Cuidado para não passarem do prazo de vencimento!

domingo, 2 de janeiro de 2011

AMIGOS,

ESTOU DE MUDANÇA PARA COTOVELO. BREVE RETORNAREI A MOVIMENTAR ESTE BLOG.

UM ABRAÇO DE ANO NOVO A TODOS.

CARLOS GOMES

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

FIM MELANCÓLICO DE UM GOVERNO (*)

Faz bastante tempo que não assistíamos um findar de governo tão melancólico, no Estado do Rio Grande do Norte, quanto este de 2010, o que nos aponta um início de exercício novo dentro de grave crise orçamentário-financeira.
Não bastasse a evidente falta de planejamento no desenvolvimento dos programas e projetos governamentais, com repercussão bastante negativa na saúde pública, na educação e na segurança, temos ainda o desacerto da não liberação de contrapartidas em inúmeros convênios, fazendo com que os recursos retornem às suas origens, como é exemplo o da recuperação da Biblioteca Câmara Cascudo, comprometendo até a área de investimentos.
A par disso, são incontroláveis as faltas de pagamentos aos fornecedores e aos próprios servidores, provocando protestos, greves reiteradas e desabastecimento em todas as áreas.
O perigo do não pagamento aos servidores públicos perdurou até às vésperas do término do governo, somente alentado através de uma operação irregular de crédito – segundo a imprensa local – seria uma operação ARO (por antecipação da receita orçamentária), proibida pela Lei de Responsabilidade Fiscal no último ano de mandato (art. 38, inciso IV, letra “b”), assim disposta na LC 101/2000 para garantir o princípio maior por ela implantado – o equilíbrio – uma vez que estará sendo comprometido o governo entrante, haja vista que já contava com essa receita, elencada na previsão orçamentária de receita para 2011.
Em casos tais a Lei nº 10.028/2000, que altera o Decreto-lei nº 2.848/1940 (Código Penal), dispõe em seu art. 359-Caracterizar “crime contra as finanças públicas” – “Ordenar ou autorizar a assunção de obrigação, nos dois últimos quadrimestres do último ano de mandato ou legislatura, cuja despesa não possa ser paga no mesmo exercício financeiro, ou, caso reste parcela a ser paga no exercício seguinte, que não tenha contrapartida suficiente de disponibilidade de caixa.” (Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos).
Essa operação é um despropósito, é uma agressão à lei e um ato que fere a ética administrativa, posto que tolhe a governabilidade no início do novo mandato.
O correto seria cancelar contratos e convênios que não estivessem sendo cumpridos na forma pactuada, ou que, ainda não tivessem iniciado a execução, tendo consequência na anulação de empenhos gerando um superávit alimentador do orçamento vigente.
Nesse momento sentimos saudades da Consultoria Geral do Estado que certamente não orientaria esse caminho tortuoso, como igualmente faltou a ação enérgica ou o pronunciamento técnico da Controladoria, que parece estar à deriva.
Enquanto isso, mesmo dentro de um caos, insiste-se em lançar um novo edital para a construção da “Arena das Dunas”, comprometendo-se o Estado com a garantia de um “Colchão financeiro de R$ 70 milhões de reais). Quanta incoerência! Quanta insensatez!
Há uma canção que diz: “agora é cinza – tudo acabado e nada mais”. Será?
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(*) Carlos Roberto de Miranda Gomes
Professor de Direito Financeiro e Finanças, aposentado e advogado.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010



CONTRASTE é gramaticalmente um substantivo masculino que representa oposição entre coisas ou pessoas; emocionalmente, significa sentimentos antagônicos.
Os potiguares viveram esses sentimentos num mesmo dia - a celebração do nascimento de Cristo, do aniversário de Natal e do vôo final de Dona NOILDE RAMALHO, a "Dama da Educação", o exemplo de dedicação, de capacidade e amor pelo ensino.
Em que pese o contraste, não podemos questionar os desígnios de DEUS, pois se a levou para a morada eterna, permitiu que ela deixasse em nossa dimensão humana um excelso exemplo.
Tudo o que for dito sobre Dona Noilde será sempre pouco para a sua grandeza.
A população do Estado e os seus amigos fizeram uma despedida condigna com a sua estatura moral e profissional, cumprindo o seu desejo de uma cerimônia singela, porém marcante. Um grande abraço emocionado e dolorido do seu admirador, a quem carinhosamente a Senhora aceitava o apelido dado por Manoel de Brito: "Maestro".

Fonte da pintura "Sagrada Família": Netim José Neto (BLOG)

OS CENÁRIOS DA VIDA DE JESUS
Manoel Marques Filho


As revelações contidas no novo testamento não são restritas as palavras de Jesus e dos profetas nos vários atos da vida do mestre.
Os cenários dos momentos refletem também as novas revelações que se fundamentam em uma nova humanização, centrada no amor, como energia criadora não somente das almas e dos corpos perecíveis, mas de todo o universo.
Também, as forças da natureza passam a ser submissas a Jesus que as repreende no momento em que acalma os ventos e desfaz a tempestade.
Nos vários atos em que tudo isso acontece, se evidenciam lições refletidas em coisas simples, de humildade e fotografias poéticas.
Imagine-se o mar revolto e um pequeno e frágil barco de pobres pescadores a lutarem contra as ondas selvagens. Em seguida, um humilde filho de carpinteiro a lembrar o atributo da fé, quando erguendo os braços acalma os ventos e desfaz a chuva, em meio a uma paisagem de rara beleza das nuvens negras que se afastam vencidas por uma benção e o sol se apresenta iluminando a todos não somente com a sua luz peculiar, mas com uma luz acima da sua luz, quando traz em si jatos de suave força espiritual advinda das mãos afáveis do criador.
O sermão da montanha, que representa o cerne das lições de Jesus foi expresso no alto de um monte onde as oliveiras e tamareiras faziam parte da paisagem que reflete toda uma evocação do respeito que necessariamente devemos ter pela natureza esplendorosa, que o Deus do universo legou aos homens como parte fundamental da possibilidade da própria vida.
Houve também o cruel cenário da infamante crucificação do inocente, método de pena de morte considerado como o mais cruel, que constituía ao mesmo tempo um misto de execução e tortura prolongada profundamente dolorosa.
Mas o cenário mais sublime certamente que foi o do Natal de Jesus, feito em meio à humildade extrema de uma manjedoura.
Mesmo ocorrido em lugar tão singular, os céus fizeram resplandecer uma estrela de magnífica beleza, de tão intensa luz que apequenou a iluminação da lua cor de prata e guiou os Reis Magos ao santo lugar. Ali estavam humildes pastores ajoelhados diante do menino que desde então expressava a serenidade dos céus.
O amor da mãe que amamentava o pequenino simbolizava toda a ternura que fazia circular no ambiente a energia doirada do amor divino, em forma de uma canção somente interiorizada pelos sentidos das almas, na sua mais alta profundeza.
Animais se acercavam da manjedoura. Entre eles um boi de olhar manso, o animal mais humilde do presépio, que mesmo detentor potencial da sua fúria animalesca sabia vencer o rude instinto e se acomodava submisso ao momento raro de paz.
O carneirinho, com cara de traquinas, festejava com berros equilibrados, se adequando ao concerto dos sons vindos do universo.
Um galo garboso e elegante entoava cânticos, precedendo a madrugada que viria. Ele, costumeiramente, acorda os humanos de todos os séculos nas madrugadas da vida para fazer com que todos, no silêncio do final das noites, analisem as consciências impuras das falhas e do desamor. Ao seu lado uma galinha cacarejava e ciscava rodeada pelos seus pintainhos, ela, o animal mais submisso que se conhece.
No momento sublime chovia uma chuva de amor tão intensa que fez com que todas as forças da natureza se ajoelhassem na amplidão do universo, que brilhava com um brilho de serenidade nunca visto.
Com esta reflexão própria do momento natalino, retribuo aos meus amigos queridos os votos de um FELIZ NATAL E VENTUROSO ANO NOVO.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010



Para todos os meus amigos que enviaram mensagens, aos confrades da AML,IHGRN,UBE/RN, LUDOVICUS, ALEJURN, AMINN, INRG, ROTARY, e OAB/RN; aos amigos blogueiros, com os quais compartilho momentos de grande alegria; aos integrantes da Confraria da Livraria Câmara Cascudo; aos honoráveis amigos das Ordens Maçônicas e Rosa Cruz às quais não pertenço, mas respeito e admiro; aos meus leitores; aos beneméritos da CASA DO BEM; aos velhos colegas e companheiros inesquecíveis da UFRN, UNP, FARN, FAL, LATO SENSU, ESCOLA DE CONTAS, CONTROLADORIA GERAL DO ESTADO; aos abnegados benfeitores das diversas religiões cristãs e não cristãs, minha mensagem verdadeira do espírito do NATAL de 2010 e ANO NOVO:

É tempo do Natal.
Momento de reconciliação, de perdão e de amor
entre todos os povos e fiéis de todas as religiões da terra,
mesmo não cristãos, mas amantes da fraternidade.
Invocando o MENINO JESUS,da minha crença,
Transmitimos aos AMIGOS todo o calor
Do nosso carinho, desejando que o CRISTO ou o REDENTOR de outras doutrinas,
Renasça radioso em cada coração e o ANO NOVO
Comece com LUZ e SUCESSO para todos. PAZ NA TERRA, MUITA PAZ!
Amém.

CARLOS DE MIRANDA GOMES &
FAMÍLIA

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

COMPLEMENTAÇÃO DO ESTÁDIO "MACHADÃO"(*)

Após algum tempo da construção, com esforço foi concluído o anel superior do Machadão, embora sem a impermeabilização necessária. A sucessão de períodos invernosos foram deteriorando a marquise, precisando a intervenção de Moacyr e José Pereira que denunciaram a possibilidade de desabamento, para o que firmaram um documento apontando os responsáveis. Com tal procedimento o Poder Público fez as reparações necessárias e o estádio ficou assim:



O novo estádio, de propriedade da Secretaria Municipal de Esportes de Natal, está erguido no bairro de Lagoa Nova, precisamente na Avenida Prudente de Morais, 5121. Inicialmente tinha sido projetado para uma capacidade para 52.000 pessoas (55.000 superlotado), mas posteriormente, foi reduzida a sua capacidade para cerca de 23.000, segundo o site Wikipédia, mercê de problemas técnicos (fechamento da chamada "geral" para lhe dar degráus de arquibancadas e unida ao anel inferior do estádio, correção de infiltrações em sua marquise, e recuperação de outros danos estruturais). Esses reparos realizados entre 2006 e 2007 permitiram novo número de expectadores, na ordem de 30.000, mantendo íntegra a obra do arquiteto caicoense Moacyr Gomes da Costa, que foi definido pelo então governador Cortez Pereira como "um poema de concreto". Apesar de tudo a reforma que custou cerca de 17 milhões de reais aos cofres públicos, o Machadão ainda tem problemas, como os banheiros que continuam em situação precária, além da necessidade de uma revisão geral hidráulica e elétrica. Tais reparos, no entanto, não comprometem a sua base estrutural e facilmente podem ser contornados.
Foi palco de grandes jogos e a primeira vez que a seleção brasileira principal de futebol jogou no Machadão foi em janeiro de 1982, em amistoso que terminou com a vitória dos canarinhos por 3 a 1 sobre a seleção da Alemanha Oriental, com público de 48.638 pagantes.
Registram os anais do esporte que o recorde de público do estádio foi na partida entre ABC e Santos/SP, pelo campeonato brasileiro de 1972, realizado em 29 de novembro daquele ano e que terminaria 2 a 0 para o time paulista, gols de Pelé e Edu, levando 49.150 pessoas ao estádio e que teve renda de Cr$ 178.834,00.
As equipes em confronto estavam assim compostas: ABC/RN : Tião, Sabará, Edson, Nilson Andrade e Rildo; Maranhão, Orlando e Marcílio: Libânio, Alberi e Baltazar (Petinha).
SANTOS/SP: Cláudio, Altivo, Vicente, Paulo e Turcão; Leo Oliveira, Afonsinho e Pelé; Jair da Costa, Brecha e Edu.
Em um ABC x América disputado em 1976, estima-se que um público de cerca de 54 mil pessoas lotou o então Castelão.
Foi batizado inicialmente com o nome de Estádio Humberto de Alencar Castelo Branco e conhecido simplesmente como Castelão. Somente em 1989 teve seu nome alterado para Estádio João Cláudio de Vasconcelos Machado, em homenagem ao ex-presidente da Federação Norte-rio-grandense de Futebol.
Em reportagem do site “Carpe Diem” em 28-4-2009, colhemos novas e interessantes informações sobre o Machadão:

“Ontem, fazendo parte das atividades do aniversário de 40 anos do CREA-RN, o arquiteto Moacyr Gomes foi convidado a falar sobre sua obra.
Moacyr é um excelente contador de histórias e ele, que participou de grande parte da história arquitetônica dessa cidade, teve muito a contar.Tinha 30 minutos pra falar e tendo ouvidos bem dispostos a ouvir, falou por quase 1 hora e meia. Contou sobre o início da sua trajetória no Rio de Janeiro num período em que acontecia naquela cidade o que acontece hoje, aqui em Natal: uma enorme especulação imobiliária e a exigência cada vez maior de aproveitamentos máximos de área, que, nesse caso, se traduzia em apartamentos minúsculos que tinham por objetivo a obtenção de lucros e pouco interessava a qualidade de vida daqueles que ali estivem interessados em morar. Desmotivado com essa percepção da arquitetura, Moacyr retornou a uma Natal pequenina de onde seria o primeiro, e durante um bom tempo, o único arquiteto. Gostando de trabalhar sempre em equipes, procurou dessa forma, integrar-se inicialmente ao grupo de engenheiros que já atuava na cidade e, posteriormente, a outros ilustres nomes da arquitetura local como João Maurício e Ubirajara Galvão. O resultado disso foi a construção de boas relações e de uma extensa obra que abrange desde residências a edifícios públicos e privados de diversos usos e entre eles, não pode deixar de falar do Estádio João Machado e de tudo que essa obra, particularmente, representa pra ele.
A emoção é latente em Moacyr ao falar na possibilidade de ver sua obra mais conhecida e utilizada correr o risco de demolição. Desde 2007 a FIFA tem em mãos um projeto de reforma e ampliação do estádio elaborado pela equipe do arquiteto, visando atender o mesmo objetivo porém numa escala muito menor do que o projeto apresentado propõe. Na minha observação, uma proposta mais condizente, em longo prazo, com a realidade da cidade, observando fatores como, fluxo de veículos e intervenções urbanísticas e ambientais que a cidade se obrigará a fazer e arcar para viabilizar tais projetos.
A população se vê dividida em relação a tal possibilidade, encantada com a possibilidade de ver o show do futebol e de tudo aquilo de bom que a cidade pode ganhar. Mas e o lado negativo de tais mudanças?
Moacyr faz uma comparação onde afirma que modificar a estrutura funcional de uma cidade definitivamente em nome do desenvolvimento empresarial e imobiliário seria como incentivar a prostituição infantil para favorecer o turismo. Diz: “Me sinto como um pai que vê um filho condenado à morte sem ter cometido crime algum e aguarda a ordem de execução.”.
Eu, enquanto arquiteta, cidadã e admiradora da cidade e de como ela se desenhou, comparo isso aos crimes que aconteceram contra alguns estudiosos, pesquisadores, escritores, que tiveram suas obras queimadas em fogueiras durante a idade média para que não deixassem rastro.
Ao fim da explanação do arquiteto, senti, e acredito que não tenha sido a única entre os presentes, uma tristeza pela luta daquele homem, pelas idéias que defende, lúcida e embasada mente do alto de sua experiência como pessoa e profissional. Senti tristeza pelo desrespeito ao profissional que não foi consultado, pelo desrespeito a sociedade que até hoje não sabe quem pagou (e muito menos quem recebeu) por tais projetos e principalmente, tristeza por estar vendo esse assunto ser levado em “banho-maria” até que saia o resultado da FIFA no dia 21 de maio. Ninguém quer torcer contra a vinda desses jogos pra Cidade e não se vê necessidade de defesa destes Espaços (Estádio e Centro Administrativo) nesse momento. Me pergunto, se depois, qualquer defesa valerá de alguma coisa.
Moacyr Gomes, aos 81 anos, autor de dois dos Planos Diretores que essa Cidade já teve, finalizou a palestra dizendo estar encerrando a carreira e pediu aos que estavam presentes, arquitetos e engenheiros em sua maioria, para trabalharem atentos ao que ocorre com a nossa Cidade e lembrando que, nem sempre as mudanças que ocorrem são para melhor, que qualquer mudança, por menor que seja, implica sérias conseqüências urbanísticas e que tudo deve ser mensurado com muita cautela.”
(Por Manu Albuquerque – Arquiteta Urbanista, em 28.04.2009)
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(*)CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES - Blog do MIRANDA GOMES

terça-feira, 21 de dezembro de 2010


Castelão (Machadão)pintado por mim

TESTEMUNHAS

Desde a abertura do estádio a população natalense mudou os seus hábitos, passando a freqüentar o futebol a partir de então, uma vez que a comodidade oferecida deixava no passado a precariedade do Juvenal Lamartine, embora querido e de lembranças perenes.
Ofereço aqui algumas fotografias que tirei, com os defeitos naturais de um amador, mas que representam muito bem aqueles momentos lúdicos da nossa praça de esportes.


A grande testemunha - o saudoso Desembargador José Gomes da Costa

Iris Gomes e Grácia Gondim

Eu também testemunhei

O querido e saudoso irmão Fernando Gomes

Lourdinha Cortez, no segundo plano Mário Sérgio e Moacyr e no fundo Erildo L´Erestre e Procópio Neto

O irmão Zezinho, o General Costa e o primo Marcos Aranha

O médico Nélio Severiano de Medeiros

Numa foto tremida = Rocco Antônio, eu e Osman Rosso

domingo, 19 de dezembro de 2010



A Mini-Copa no Castelão em 1972(*)
Apenas sete dias após a inauguração do então estádio Castelão, tinha início uma competição oficial sediando três jogos da Mini-Copa, torneio disputado em todo o Brasil em comemoração aos 150 anos da independência do país, reunindo as seleções de 10 países e mais 2 seleções continentais (África e Concacaf) que foram divididas em três grupos espalhados por várias capitais do país. Pelo grupo 2, sediado em Recife e Natal, a capital potiguar viu a vitória de Portugal sobre o Equador (3 a 0, em 11 de junho), do Chile sobre o Equador (2 a 1, em 14 de junho) e o triunfo da Irlanda sobre o mesmo Equador (3 a 2, em 18 de junho). No dia 9 de julho, o Brasil derrotaria Portugal por 1 a 0, no Maracanã, com gol de Jairzinho, e conquistaria o título da Mini-Copa.

Foto: JAECI

Com esse "torneio internacional" o Castelão e Natal ganharam visibilidade, merecendo elogios da imprensa,como dá conta este trecho de artigo do jornalista e técnico de futebol JOÃO SALDANHA, em crônica sobre o jogo PORTUGAL X EQUADOR, publicada no jornal “O GLOBO” DO RIO DE JANEIRO, EM JUNHO DE 1972, onde destaca o estádio “Castelão”, como denominado naquele tempo, hoje o nosso querido “Machadão”:

"Portugal, fácil
Bom o jogo realizado no estádio mais bonito do Brasil e penso, o de melhor concepção arquitetônica. Magníficas acomodações para o público de arquibancada e geral, o que não é comum em nossos estádios, que nem sempre conseguem dar conforto e comodidade ao público pagante.
Quando completado – e isto o Governador prometeu – ficará uma obra-prima.
De qualquer parte se vê bem a partida e a entrada e saída do público são feitas por rampas que permitem um escoamento rápido e sem atropelo. ..."

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(*) CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES
Blog do MIRANDA GOMES