domingo, 21 de novembro de 2010



Não pensem que é inusitado - um americano colocando mensagem para os abcedistas. O faço em homenagem a grandes e velhos amigos torcedores do ABC: Professores Raimundo Nonato, Eider Furtado, Adilson Gurgel e aos valorosos Ernani da Silveira, Fred Menezes, Joãozinho e Rubinho Lemos.
PARABÉNS ABC FUTEBOL CLUBE. VALEU O TÍTULO PARA ENGRANDECIMENTO DA TERRA POTIGUAR.

sábado, 20 de novembro de 2010


Zumbi dos Palmares: um herói brasileiro

Dia da Consciência Negra
História do Dia da Consciência Negra, cultura afro-brasileira, importância da data, quem foi Zumbi dos Palmares


A lei N.º 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Com isso, professores devem inserir em seus programas aulas sobre os seguintes temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional.

Com a implementação dessa lei, o governo brasileiro espera contribuir para o resgate das contribuição dos povos negros nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país.

A escolha dessa data não foi por acaso: em 20 de novembro de 1695, Zumbi - líder do Quilombo dos Palmares- foi morto em uma emboscada na Serra Dois Irmãos, em Pernambuco, após liderar uma resistência que culminou com o início da destruição do quilombo Palmares.

Então, comemorar o Dia Nacional da Consciência Negra nessa data é uma forma de homenagear e manter viva em nossa memória essa figura histórica. Não somente a imagem do líder, como também sua importância na luta pela libertação dos escravos, concretizada em 1888.
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Vida obscura
(do poeta negro, simbolista CRUZ E SOUZA)


Ninguém sentiu o teu espasmo obscuro,
Ó ser humilde entre os humildes seres.
Embriagado, tonto dos prazeres,
O mundo para ti foi negro e duro.

Atravessaste num silêncio escuro
A vida presa a trágicos deveres
E chegaste ao saber de altos saberes
Tornando-te mais simples e mais puro.

Ninguém Te viu o sentimento inquieto,
Magoado, oculto e aterrador, secreto,
Que o coração te apunhalou no mundo.

Mas eu que sempre te segui os passos
Sei que cruz infernal prendeu-te os braços
E o teu suspiro como foi profundo!

POEMA DE JANSEN LEIROS A PEDRO SIMÕES NETO QUE MORA NA "QUINTA DOS PIRILAMPOS", UMA CHÁCARA FEITA DE VERDE, LUZ E POESIA!
JANSEN LEIROS - ESCRITOR E POETA


ODE AO AMIGO PIRILAMPO
(Pedro Simões).



PEDRINHO, VOCÊ É PEDRA!
E PEDRA BEM CONSISTENTE,
TEM NÚCLEO BEM MONOLÍTICO,
NA ESSÊNCIA, É DIFERENTE.

É AMIGO NA MEDULA,
É PEDRA, MAS DILIGENTE
MESMO BRUTA OU TRABALHADA
É PEDRA INTELIGENTE.

É PEDRA COM A VIRTUDE,
BEM DIFERENTE DAS OUTRAS,
POIS TEM LUZ PRÓPRIA, BEM LATENTE
TEM NO CORPO E NA COROA.

É PEDRA – DICOTOMIA!
É DURA, MAS ILUMINA
ENTRE A PEDRA E O PIRILAMPO,
É COM A LUZ QUE FASCINA.

POR ESSA BELA RAZÃO
DISSE JESUS AO DISCÍPULO
PEDRO, DE FATO, ÉS PEDRA
COM VALIOSO CURRICULO.

ISSO VALE PRA VOCÊ,
QUE TEM TANTAS QUALIDADES
QUE É AMIGO DE FATO,
É DE “VERA”! É DE VERDDE!

JANSEN LEIROS
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FONTE: Blog de LÚCIA HELENA



SALVE LINDO PENDÃO DA ESPERANÇA
SALVE SÍMBOLO AUGUSTO DA PAZ
SALVE 19 DE NOVEMBRO - DIA DA BANDEIRA

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A V I S O

AMIGOS,

ESTOU TENDO ALGUNS PROBLEMAS TÉCNICOS COM O MEU BLOG http://mirandagomes.zip.net

(Blog do Miranda Gomes).

Desta forma, estarei trabalhando, por enquanto, somente neste blog.

Um abraço a todos de CARLOS DE MIRANDA GOMES

terça-feira, 16 de novembro de 2010




GUAPORÉ(Poema jacente e subjacente em discurso de Nilo Pereira)
Autor: Diógenes da Cunha Lima

Guaporé, velho solar
Abandonado nas sombras,
Afrancesado, ruínas,
Visíveis galgos de louça
Vigiam homens de outrora.
Um repuxo d'água canta
Sua cantiga molhada
As estátuas lá em cima
Simbolizando o Trabalho,
Agricultura e Comércio,
Lampiões de cada lado.
Da porta quase desfeita
Um jardim, verde sem fim,
Ladeia a sóbria mansão.

Em frente, a casa de banhos
Semelha simples igreja
Paredes encobrem a nudez
Banhista d'água corrente.
A brisa toma a manhã
E cobre o canavial,
Cambiteiro descoberto
Cantando, vem, bem-ti-vi.
E o neto da casa, sábio,
Os olhos vazando o tempo
Vê coisas, paisagens, gente,
Presenças de antigas eras.
Na solidão animada,
Nos verdes do vale sonho,
Vicente Ignácio Pereira,
Barba à Pedro II.
Reconstrói sua morada.
Suas botas de Senhor
(Desenhos no couro cru)

Pisam no chão encharcado.
Às suas ordens tijolos
E argamassa se casam
Enquanto a cana açucara
No parol, a almanjarra,
Garapa, mel, rapadura,
Rolete, canavial,
Cachaça de bagaceira.
Vicente Ignácio Pereira
Cuida de muitos doentes,
Escreve de experiência
Sobre cólera mortal,
Lê contos, faz jornalismo,
E assegura a vitória
Do Partido Liberal.

Lembra que foi Presidente
Da Província Rio Grande
Na seca mor dos Dois Sete,
Victor de Castro Barroca
Vai por seu mando ajudar
Aos retirantes, no vale.
Vicente Ignácio Pereira
Dá ordens para o passado
E o Guaporé logo expulsa
Seu silêncio espectral.
O salão nobre se enche
Da melhor gente da terra
Em faustos, recepções.
Augusto Meira recita
Seu romantismo, amores,
Juvenal louva com graça

As virtudes da preguiça.
No salão nobre os Barões
Do Ceará-Mirim assistem
A toda festa, ar sisudo,
Nos retratos da parede
Iluminada do espanto
Das arandelas azuis.
Dobé, Izabel Augusta,
Tão caridosa, tão santa,
Interroga: onde é que está
Meu neto Nilo? O engenho
Desmorona com a vida?
Vou morar na Rua Grande?
Na sala azul e conversa
São as cenas da moagem.
História do "São Francisco"
Repetida a toda gente:

No ano sessenta e oito
Insistiram com o Barão
Toda a vantagem haveria
De assumir a Presidência
Da Província, potiguar.
Demais, estando em Natal
Evitaria a doença
Um surto de catapora
Que assolava no vale.
O Barão pouco pensou
Pra responder, afirmando:
Eu prefiro as cataporas.
E ficou na Casa Grande.

Anoitecendo no vale
Os sinos de uma capela
Tocam chamando o silêncio.
Tia Augusta vai cantar
Para o menino dormir
Cantigas de antigamente.
A vida, a sorte, a madrasta
Carinho de mãe não tem:
"Carpinteiro de meu pai
Não me cortes os cabelos
Que minha mãe penteou,
Minha madrasta cortou
Pelo figo da figueira
Que o Passarim beliscou".

Na sala de rosa cor
Explode o riso das moças
Tia Augusta Vaz Pereira
Toca valsas no piano
De cauda, sons multicores.
Retrato de sinhá-moça
Belinha, Pacheco Dantas,
Encantada mas risonha,
Ama os saraus da família.

Tio Riquete Pereira
Levemente aborrecido
Com leitura interrompida
Fecha o volume de Eça
No sofá, frisos dourados,
De repente, tudo volta:
Pára a moenda, alambiques,
Uma procissão de sombras
Se mistura a todos nós
No mistério da ausência,
Os pirilampos do vale
São círios da noite escura,
O Guaporé remergulha
Na quietude da morte.
O tempo, velho alquimista,
Joga o verde em nossos olhos,
Dá outra vida ao-que-foi
Na beleza restaurada:
Deus caprichou neste vale
Na manhã da criação
Em verde, luz, soledade.

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NOTA: Esse poema foi declamado pelo próprio Diógenes da Cunha Lima,
a meu pedido, em agosto de 1994, no Teatro Alberto Maranhão, quando da realização de um evento sócio-cultural-filantrópico, que intitulei: Quando Setembro Chegar, em prol dos idosos do Instituto Juvino Barreto.
Hoje cedo enviei-o à minha querida Ceicinha Câmara para que postasse no seu eclético blogue. Há pouco, quando Bibia me deixou em casa, aproveitei para deixar os leitores com esse momento maravilhoso das palavras do poeta do baobá, com a riqueza das imagens poéticas de Diógenes, com o meu dileto primo Nilo Pereira (inspirador do poema antológico).
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FONTE: Blog de LÚCIA HELENA

segunda-feira, 15 de novembro de 2010


MARECHAL DEODORO DA FONSÊCA PROCLAMOU A REPÚBLICA BRASILEIRA
“A Proclamação da República foi um golpe militar que ocorreu no dia 15 de novembro de 1889, como reação imediata à nomeação de Gaspar da Silveira Marins como chefe de gabinete de governo”, resume o doutor em História e professor da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Paulo Pinheiro Machado. O especialista destaca ainda que o episódio ocorreu em meio a um forte desgaste entre o Império e os grandes proprietários rurais, descontentes com a criação da Lei Áurea de 1888 (libertação dos escravos).

Proclamação foi a separação formal entre a Igreja e o Estado. (Foto: Divulgação)
De acordo com Pinheiro, as principais mudanças do Brasil pós-proclamação da República foram a separação formal entre a Igreja e o Estado, a secularização dos cemitérios, que passaram a ser administrados pelos municípios, a instituição do ensino laico (desvinculado da educação religiosa) e do casamento civil. “Houve um processo de descentralização política, consolidado pela Constituição de 1891, de criação de uma federação, sendo que os Estados membros possuíam alto grau de autonomia. No plano eleitoral, foi instituído o voto universal. Nem tão universal assim, já que era só masculino e apenas aos alfabetizados, ou seja, uma minoria da população na época”, acrescenta.

INSTITUTO NORTE-RIOGRANDENSE DE GENEALOGIA – INRG
Incrição no CNPJ sob o n° 12.382.295/0001-97 – NATAL-RN
ELEIÇÃO PARA A DIRETORIA E CONSELHO FISCAL – biênio 2010-2012
DIA 17 DE NOVEMBRO DE 2010
DAS 8 ÀS 17 HORAS NA SEDE DA ACADEMIA NORTE-RIO-GRANDENSE DE LETRAS
RUA MIPIBU, 443 - NATAL/RN

CHAPA ÚNICA REGISTRADA
DIRETORIA: Presidente: Ormuz Barbalho Simonetti; Vice-Presidente: João Felipe da Trindade; Secretário: Arysson Soares da Silva e Tesoureiro: Antônio Luís de Medeiros.
CONSELHO FISCAL: Três (03) Membros Titulares: José Hélio Medeiros, Clotilde Santa Cruz Tavares e Joaquim José de Medeiros Neto; Um (01) Membro Suplente: Álvaro Anídio Batista.

Natal/RN, 04 de novembro de 2010
A Comissão Eleitoral
CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES - Presidente
FRANCISCO LUÍS QUITÉ DE VASCONCELOS e ROSTAND MEDEIROS

domingo, 14 de novembro de 2010

RECEBI da minha amiga Maria Bandeira:
"Só não dá para esquecer um ingrediente: o perdão, senão desanda mesmo.
BANDEIRA"
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Família é prato difícil de preparar"
(de "O Arroz de Palma,de Francisco Azevedo)

Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema, principalmente no Natal e no Ano Novo. Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e paciência. Não é para qualquer um. Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir. Preferimos o desconforto do estômago vazio. Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio. Mas a vida, (azeitona verde no palito) sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite. O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida. Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo. Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. Aquele o que surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente.

E você? É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio aqui me fazer companhia. Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e objetivo? A mais sentimental? A mais prestativa? O que nunca quis nada com o trabalho? Seja quem for, não fique aí reclamando do gênero e do grau comparativo. Reúna essas tantas afinidades e antipatias que fazem parte da sua vida. Não há pressa. Eu espero. Já estão aí? Todas? Ótimo. Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza.


Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.
Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre. Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada.
O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família à Oswaldo Aranha; Família à Rossini, Família à Belle Meuni; Família ao Molho Pardo, em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria. Família é afinidade, é a Moda da Casa. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.
Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seriam assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.


Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. Muita coisa se perde na lembrança. Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu. O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo. Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.

"Se tivéssemos consciência do quanto nossa vida é passageira,
talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades
que temos de ser e de fazer os outros felizes"

sábado, 13 de novembro de 2010


PRAIA DE PIPA SEDIARÁ O II FESTIVAL LITERÁRIO, DE 18 A 20-11-2010.
PIPA - MAR AZUL,


FALÉSIAS, BOA GASTRONOMIA E LITERATURA. PIPA SEDIARÁ A SEGUNDA EDIÇÃO DO FESTIVAL LITERÁRIO, DE 18 A 20-11-2010, REUNINDO NOMES DE GRANDE EXPRESSÃO NACIONAL. O EVENTO TERÁ TENDAS MONTADAS NA PRAIA, PARA ESCRITORES E INTELECTUAIS EM GERAL, COM LEQUE ABERTO À LITERATURA E À LEITURA. TAMBÉM FARÃO PARTE DO FESTIVAL, A PIPINHA LITERÁRIA, COM OFICINAS DE LITERATURA, VIVÊNCIAS TEATRAIS, MOSTRAS AUDIOVISUAIS E A MOSTRA DE CINEMA.
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FONTE: blog de LÚCIA HELENA

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

FLAGRANTES DO LANÇAMENTO DO LIVRO DE EIDER FURTADO

Dr. Eider e Carlos

Carlos e Therezinha

Rosa Ligia e colegas

D.Helenita, Paulo de Tarso e Ana Maria

Eider e Therezinha

Meu neto Rapahel e Senador Garibaldi Filho

D. Helenita e Therezinha

terça-feira, 9 de novembro de 2010



Local: Versailles Recepções
Av. Rodrigues alves, Tirol
Data: 10 de novembro de 2010
Hora: 19h30


À Leste de Greenwich Village
Ciro José Tavares, in As elipses de Phoenix

Que neblina é essa, afinal?
Que neblina é essa
Que não deixa entrar pelas vidraças
Lanças de ouro do universo?
Que insiste inundar átrios
De noturnas claridades?

Que neblina é essa
Que me esgarça os fios pelo tempo
E rompe as linhas que bordaram vidas?

Que neblina é essa
Que me silencia as ruas,
Anoitece as casas,
Extermina os sonhos?

Que neblina é essa
Que conduz à lágrima,
Cria o estéril, reprime o riso?

Que neblina é essa
Que me morre
Triste nas lembranças,
Que me turva a vista
Diante dos retratos desbotados?
Que neblina é essa
Que me esconde os calendários,
Destrói meus santos
E rasga os véus dos templos?
Que neblina é essa
Que não me responde,
Não me questiona, ontem, hoje, sempre?
Não me festeja a vinda, não me diz adeus?
Que neblina é essa, afinal,
Que não me apaga sequer
As luzes da memória?

segunda-feira, 8 de novembro de 2010


O ALECRIM E O CINEMA
Por João da Mata Costa,
E-mail: damata@ufrnet.br

Em 2011 o Alecrim comemora 100 de sua criação.

Foi nesse bairro querido onde vivi os anos risonhos da infância e onde tive os primeiros deslumbramentos com a sétima arte. Comecei vendo filmes caseiros projetados nas paredes. Depois foram os seriados e os filmes sazonais como a Paixão de Cristo, Marcelino Pão e Vinho entre outros.

No cinema São Pedro assistia todos os anos a Paixão de Cristo. Fazia parte do calendário da Semana Santa quando ouvíamos música sacra na rádio, não comíamos carne e terminava com danação do Judas.

No cinema “Olde” (depois transformado em Teatro Infantil de Jesiel Figueredo) assisti o filme “A Moreninha”. Uma projeção ruim e truncada. No São Luis vi muitos filmes de Tarzan, Zorro e outros capa e espada. Era ali, na calçada do São Luís onde trocávamos revistas e cromos dos belos álbuns de figurinhas.

Televisão só na casa do Dr. Grácio Barbalho, onde a meninada traquina reunia na frente da casa para brechar.

No Alecrim havia a maior concentração de cinemas de Natal, pouco lembrado pelos historiadores do écran natalense. Em comemoração ao centenário do Alecrim passo a listá-los em ordem aleatória.

Cinemas do Bairro do Alecrim
- Alecrim Cinema. O primeiro cinema do bairro foi inaugurado em 1918, na rua Mário Negócio, com os filmes O Triunfo, com Gaby Deslys em 7 partes e “As Modalidades de Marcos”, com Mary Doro em 5 partes

- Cine São Luís, situado na Avenida 2 (rua Presidente Bandeira). Inaugurado no pós-guerra , em 1946, com o filme “ Amar, foi minha ruína”

- Cine Alecrim, situado na célebre Praça Gentil Ferreira, inaugurado em 1947.

- Cine São Pedro, inaugurado no final do ano 1930, na Rua Amaro Barreto Nesse cinema eram exibidos os seriados O Cobra, O Homem Aranha, O Falcão do Deserto, os Tambores de Fumanchu entre outros.

- Cine São Sebastião, situado na Avenida 9 ( avenida Coronel Estevam),
Inaugurado em 1947, em frente à Igreja de São Sebastião.

- Cine Paroquial (Cine Olde) , na Rua Fonseca e Silva, ao lado da Igreja de São Pedro, inaugurado no final dos anos 60. Depois demolido para construir o Salão Paroquial da Igreja.

Fontes bibliográficas:Alecrim ontem, hoje e sempre, de Evaldo Rodrigues de Carvalho

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FONTE: O Santo Ofício

blog de FRANKLIN JORGE


Sobre a pesquisa genealógica
O vocábulo genealogia é composto pelas raízes gregas gen (geração) e logos (estudo), que, por si só, já indicam o significado da palavra: o estudo das gerações, ou melhor, o estudo das famílias. É a sua recomposição no tempo e no espaço. Logo, genealogia e história são inseparáveis. Desnecessária é a genealogia sem uma história que a complemente, que lhe dirija sob todos os ângulos a direção da pesquisa familiar.

A pesquisa genealógica permite-nos, também, conhecer o que se passou no mundo antes de nós e melhor entender o que ocorre nos dias de hoje, uma vez que a História costuma repetir-se.

Há muitas obras já publicadas no campo da Genealogia, propiciando-nos a sua leitura não só o encontro de parentes e informações preciosas, como também o aumento de nossos conhecimentos sobre os costumes da época de nossos antepassados e sobre os lugares em que viveram. Passamos a entender os motivos por que mudavam de um local para outro, por que razão muitas mulheres morriam com pouca idade, o que levou alguns à perda de grandes fortunas e outros à conquista de expressivo patrimônio, e assim por diante.

A Genealogia é uma das mais belas e úteis ciências, quando cultivada em função da terra e do sangue. A preocupação absorvente da gleba e da Família, do apego ao chão e às tradições domésticas, fecunda as raízes das árvores genealógicas que são áridas e frias, inexpressivas e mudas quando redundam em simples enumeração de ascendentes e descendentes.

Florescem os seus ramos, enfeitam-se de cor e de som, animam-se, enchem-se de vida, esmaltam-se de glória sentida e compreendida, quando investigamos nos alfarrábios e tiramos do pó o espírito dos antepassados, para viver suas existências, comungar suas obras, beber suas lições, impregnar-nos de suas virtudes e do heroísmo de seus martírios.

A consangüinidade, ligando um número relativamente grande de indivíduos, permite ao genealogista a tomada de dados que, reunidos em forma conveniente, podem servir para o estudo analítico de caracteres hereditários importantes, revelando, ao mesmo tempo, o valor de cada um dos antepassados, pela transmissão de aptidões intelectuais, particularidades de temperamento, traços físicos, etc.

Os quadros genealógicos não devem, portanto, ser constituídos unicamente de nomes e de datas. A simples descrição de ascendentes e descendentes torna as árvores genealógicas inexpressivas, áridas e vãs.

A Genealogia moderna, aperfeiçoando seus métodos de pesquisa histórica, ilustra-os com informações detalhadas sobre os fatos principais de cada pessoa, sua carreira, hábitos, traços físicos, atributos intelectuais e outros.

Reunir a vida dessas famílias cuja sombra cobre regiões infinitas é possuir verdadeiramente a explicação social e religiosa do nosso passado
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FONTE: blog de ANDERSON TAVARES


VIVAS AO BICENTENÁRIO DE NISIA FLORESTA BRASILEIRA AUGUSTA, EM 12-10-2010, AINDA A FESTEJAR BEM MAIS.
Estamos quase às vésperas do encerramento de 2010, o ano do bicentenário da pioneirista em defesa da mulher e de outras causas - Nísia Floresta Brasilerira Augusta. Muitos festejos para nossa potiguar, pela Prefeitura de Natal, com a Funcarte na dianteira, além das instituições de Ensino e Cultura de Natal, com evento sobre a obra dessa notável norte-riograndense.

No dia 11 de novembro a Aliança Francesa de Natal sediará mesa redonda às 19h30. Dia 18 de novembro haverá a abertura da exposição fotográfica da homenageada, cartazes e impressos sobre a vida e obras da honrosa potiguar, na FARN.

Nísia Floresta escreveu sobre vários temas, mas, com rara exatidão e destaque, deu enfoque à MULHER que hoje vê sua classe prestigiada, bem ao contrário do passado, com tantas restrições, preconceitos e absurdas limitações.

Não poderia deixar de lembrar essa ilustre nordestina - Nísia Floresta - que tanto sonhou com um mundo melhor e mais justo para as mulheres.

Citações de Nísia Floresta:

“Eu digo mais, não há ciência, nem cargo público no Estado, que as mulheres não sejam naturalmente próprias a preenchê-los tanto como os homens”. (Direitos das mulheres e injustiça dos homens, 1832)

“Por que o nosso sexo não será ao menos capaz de preencher os postos subordinados de Ministros de Estado, Vice-Rei, Governadores, Secretários, Conselheiros privados e Tesoureiros? Ou por que não poderão elas, sem ser admirável, serem Generais de Exército ou Almirantes de Esquadra?” (Direitos das mulheres e injustiça dos homens, 1332)

“A esperança de que, nas gerações futuras do Brasil, elas assumirão a posição que lhes compete, nos pode somente consolar de sua sorte presente”. (Opúsculo humanitário, 1853)

NISIA FLORESTA
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FONTE: BLOG DE LÚCIA HELENA

domingo, 7 de novembro de 2010


"Escritores Potiguares - Um presente de Natal"

Caros amigos,

Públio José, publicitário e articulista deste espaço, expôs uma excelente ideia, que se transformou em Campanha, visando prestigiar os escritores potiguares, neste Natal, com a indicação de seus livros para presentes.
Como a característica das boas ideias é reunir, rapidamente, várias adesões, o que tem ocorrido neste caso, acredito que esta será uma oportuna campanha para que possamos repensar e descobrir nossos valores.
Segue abaixo a transcrição de seu e-mail.
Desejo sucesso e manifesto minha adesão ao projeto.
Um abraço.
Kennedy Diógenes

"Caro Kennedy, bom dia

Estamos divulgando uma campanha de nossa iniciativa com o objetivo de prestigiar o escritor natalense/potiguar. Tendo em vista a proximidade do período natalino, época em que, de forma tradicional, as pessoas se presenteiam, estamos fazendo uma exortação geral para que os livros de autores locais passem a ser incluídos, também, na opção de presentes de todos.

A exortação que fazemos está direcionada às autoridades, empresários, profissionais liberais e pessoas comuns. Em suma, já que nessa época todo mundo se presenteia, que o livro local passe também a ser encarado como opção, como alternativa.

A respeito do assunto já fizemos uma série de contatos com amigos formadores de opinião e a reação tem sido muito boa. Nosso objetivo é massificar a campanha até onde for possível.

Mantivemos contato também com a CDL, e vamos procurar a COSERN, CLUBE DE ENGENHARIA, OAB, FIERN, a FECOMÉRCIO e outras instituições, solicitando que seja feito um trabalho interno de engajamento de seus filiados na campanha.

É tão somente que no final do ano as pessoas passem a considerar, para efeito de presente, o livro do autor local como mais uma opção. No caso dos empresários, normalmente eles distribuem brindes para familiares, funcionários, fornecedores, autoridades, etc, etc, em forma de vinho, uísque, cestas natalinas, agendas e outros. Que passem também a prestigiar o escritor local no período.

Nossa solicitação é que você apóie a campanha, fazendo divulgação pelo seu site/blog e divulgando a campanha também junto à sua área de influência. De maneira que eu fico muito honrado em contar com seu apoio. Por mais essa gentileza, receba, desde já, nossos sinceros agradecimentos.

Forte abraço – Públio José".
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Sobre o assunto Kennedy Diógenes pediu a minha opinião, o que ofereço abaixo:

"Estimado Amigo,
Concordo inteiramente com a campanha do Públio José. Lamento apenas que ele não participou do III Encontro Potiguar de Escritores, que durou três dias, oportunidade em que esse assunto foi ventilado. Parece que Públio não sabe que aqui existe a UBE. Em uma das sessões debatemos e repudiamos a discriminação que é feita na Livraria do nosso Aeroporto, que não vende obras de autores potiguares. Estamos apurando e pedindo providências. Acho que o Públio deveria procurar Eduardo Gosson para incluir a UBE nessa campanha, até porque criamos um selo "NAVE DA PALAVRA" e vamos editar a Revista "O GALO", que foi cedida para nós pela Jundação José Augusto. A nossa sede provisória funciona no Memorial Vicente Lemos (fundos do Tribunal de Justiça).
Um abraço de Carlos Gomes"

sexta-feira, 5 de novembro de 2010



DE POEMA E DE SOMBRAS
Ciro José Tavares*


Há 50 anos, no Recife, ouvi e anotei um poema de oito versos, sem título e autor desconhecido.
“Estou doente, doente de tudo,
Dos olhos, da boca, dos nervos até.
Dos olhos que viram mulheres perfeitas,
Da boca que disse poemas de brasa,
Dos nervos manchados de fumo e café.
Estive doente, estou de repouso, não posso escrever.
Eu quero um punhado de estrelas maduras,
Eu quero a doçura do verbo viver.”
Não posso garantir que a forma do texto seja essa. Assim escrevi, escutando atento, palavra por palavra, até repetindo para ver se estava correto. Contou-me o interlocutor tratar-se de um texto encontrado entre velhos papeis de um médico psiquiatra, já falecido, que durante muito tempo trabalhara numa casa de saúde para doentes mentais. Desconfiado, guardei a história e muitas vezes li e reli a poesia para encontrar nas entrelinhas o caminho que afastasse as espessas sombras, confirmando a veracidade da informação. Refletindo cheguei às primeiras conclusões. Se psiquiatra fosse, tomara o cuidado ético de não revelar o nome do seu paciente e demonstrara sua grandeza moral não se apropriando daquilo que não escrevera.
Quem seria esse desconhecido poeta? Existiu e continuou escrevendo? O poema, é assim que sinto, ronda o universo das explosões líricas que não se renovam diuturnamente. Doente, tudo faz crer que sim, porque confessa e revela sem receios a extensão do quadro clínico. Paradoxal é o espírito de renúncia colidindo com a impossibilidade de ser possuidor de estrelas. E preocupante o desejo final, como se reconhecesse, dolorosamente, inalcançável.
O último verso é o desejo ardente de buscar o desconhecido, quando o indivíduo parece estar num labirinto sem saída. São inúmeros os exemplos na literatura. Rotineiros na tragédia grega de Sófocles, Eurípedes e Ésquilo, no teatro de William Shakespeare, na poesia de Hölderlin:
“E ouvir com sorriso da vossa boca a insípida canção:
Se tem de ser, esquece o teu bem, e adormece sem ruído.”
Em, pelo menos, dois contos de Oscar Wilde, O rouxinol e a Rosa e O Aniversário da Princesa Infanta.
Contudo, o marcante, o que me mais lembra esse melancólico menestrel sem rosto e nome, é o personagem Eugênio MarchBanks, da peça Cândida,de Bernard Shaw. Provavelmente porque ambos podem ter tido idênticos finais, dramáticos e solitários. MarchBanks, também poeta,que confunde os sentimentos filiais de Cândida l, com outra espécie de amor que lhe devora o espírito,abandona a casa da amada confessando: ” Eu tenho um segredo melhor no meu coração. Deixe-me partir. A noite, lá fora, avança impaciente.”
Sobre o poema que abre essas reflexões paira outra hipótese que não deve ser descartada: a do mistério. O autor concluiu o texto e, intencionalmente, omitiu nome e título, permitindo que rolasse pelas mãos alheias até parar na escrivaninha do psiquiatra, se verdadeira a informação inicial. O jogo de enigmas culturais já foi visto muitas vezes. Na Inglaterra do século XVII ficou famosa a história da descoberta dos Poemas de Rowley, escritos por Thomas Chatterton num estilo poético antigo, imitando a poesia medieval.Thomas Rowley, monge do século XV, inventado por Chatterton, teve seu manuscrito encontrado em Bristol, coincidentemente a cidade onde nascera esse gênio da poesia inglesa , que se suicidou aos 18 anos.
Tudo faz acreditar que magia, lendas e os mais nebulosos segredos dão vida às obras de arte. No Louvre, ficamos estáticos diante do quadro da Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci. Quem seria aquela bela mulher, de expressão introspectiva, tímida, sorriso restrito e sedutor? Não é verdade que guardamos na memória a Camelot do rei Arthur, a távola redonda e seus cavaleiros bravos e gentis? O romance proibido da rainha Guenevere e Lancelot Du Lac?
Igualmente na música, o incognoscível é fortemente alimentado. Na ópera Turandot, de Giacomo Puccini, o segredo é o tema central que o príncipe Calaf revela na belíssima Nessun Dorma. Richard Wagner mergulhou no mito nórdico para escrever e compor seus dramas musicais. O anel dos Nibelungos, nas quatro óperas, as cenas parecem estar pemanentemente invadidas por densa neblina noturna. E Tannhäuser, à semelhança do poeta objeto das minhas perguntas sem respostas, desaparece, ao final, por não ter sido pedoado dos pecados pelo Papa.
Como se observa, o assunto obriga-nos a gastar muitas horas de pesquisa ou, usando divertida expressão, queimar neurônios nos caminhos do descobrimento. Jesus Cristo, para anunciar o seu reino e sua nova aliança, fez habitual uso de parábolas na tentativa de clarificar seus elevados ensinamentos.E ainda assim jamais acendeu a mais esmaecida luz para revelar onde esteve durante 28 anos de sua vida.Finalmnte, basta repetir como Goethe na sem precedentes Elegia de Marienbad:

“Amigos fiéis, deixai-me aqui a sós,
Em meio às fragas, entre musgo e lodo!
Tomai um rumo! O mundo se abre a vós,
A terra é vasta, o ceu sublime todo;
Sondai, juntai as partes com critério,
Sempre a estudar o natural mistério.”


* Advogado e escritor