MARCCO-RN repudia uso eleitoral para nomeação de conselheiro do TCE-RN .As manobras para a indicação do próximo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) terminaram merecendo a condenação do Movimento Articulado de Combate à Corrupção (MARCCO-RN).
Nota
- O Movimento Articulado de Combate à Corrupção (MARCCO/RN) reconhece no Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte relevante e crescente papel na prevenção e combate à corrupção, na medida em que seus membros demonstrem reputação ilibada e alta capacidade técnica e possam atuar com isenção e independência.
Apesar de ser notória a necessidade de aperfeiçoamento do atual modelo constitucional de controle externo brasileiro, o que está fora da alçada do Governo de Estado, não é menos verdadeiro que a composição do Tribunal de Contas e os critérios que presidem a escolha de seus novos membros têm nítida influência sobre a capacidade da Corte de Contas Estadual de cumprir suas funções constitucionais e legais e alcançar gestões estaduais e municipais mais honestas e eficientes.
É por acreditar neste aperfeiçoamento contínuo e irreversível das instituições que o MARCCO/RN condena a persistência de vícios históricos e expressa profunda preocupação com o uso da última vaga surgida no TCE para acomodação de interesses eleitorais ou pessoais, com evidente desconsideração das elevadas funções do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte.
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9.3.12 - blog "Calangotango"
Postado por Sávio Hackradt
sábado, 10 de março de 2012
"REIS E RATOS", PRODUÇÃO CINEMATOGRÁFICA DA NATASHA FILMS, PRODUZIDO PELA GLOBO FILMES, TEM PARTICIPAÇÃO DE ATOR NATALENSE.
Motivado pelo sonho de fazer cinema, o ator natalense Bruce Brandão deixou Natal em 2009, com o seu figurino de Carlitos na mala, e se mandou para o Rio de Janeiro. Na grande cidade, morou primeiramente no bairro de Jacarepaguá. Quem conhece bem o Rio sabe da distância entre Jacarepaguá, na Zona Oeste, e a Zona Sul. Mesmo com todas as dificuldades para enfrentar a vida numa megalópole, Bruce botou seu Carlitos na rua. A estratégia era vender rosas usando o personagem de Charles Chaplin. No calor da empatia do carioca, aproveitava o ensejo para oferecer seu produto. Não demorou muito para ficar conhecido como o “Chaplin da Zona Sul”.
DIVULGAÇÃO NO JORNAL O GLOBO/RJ
RODRIGO SANTORO, CAETANO VELOSO E BRUCE BRANDÃO
Certa noite no Bailinho do MAM, no Aterro do Flamengo, Bruce conheceu os atores Selton Mello e Rodrigo Santoro. Foi por meio de Santoro que Bruce conseguiu um papel na comédia “Reis e Ratos” (Brasil, 111 min., 2012), que esteve em cartaz até a semana passada nas duas redes de cinema de Natal. Caracterizado de Chaplin, Bruce puxou conversa com o galã sobre o fazer cinematográfico e o sondou sobre um possível futuro trabalho em alguma produção em que estivesse envolvido. Santoro escondeu o jogo e não prometeu nada, mas disse que se aparecesse algo entraria em contato. Guardou o endereço de Bruce e os dois se despediram.
Dias depois, Bruce recebeu uma ligação da repórter Monique Cardoso da Revista Domingo do extinto Jornal do Brasil. A sobrinha dela avistara o Chaplin na orla sul carioca e gostara do ator baixinho que interpretava Carlitos. A entrevista foi feita por telefone mesmo. Depois o fotógrafo foi na mansarda de Bruce em Jacarepaguá para os devidos registros. Entre a entrevista e sua publicação, a produção de “Reis e Ratos” entrou em contato com Bruce num sábado para ele gravar sua participação no dia seguinte. Rodrigo Santoro dera “aquela força” ao ator papa-jerimum. O dia não podia ser mais propício, uma vez que a matéria no JB também sairia no domingo.
Com os últimos trocados, Bruce comprou três exemplares do JB e se mandou para um casarão no Alto da Boa Vista, onde seria filmada a cena. Rodrigo Santoro o recebeu sorridente, conversou com ele e agradeceu o exemplar do JB com a matéria sobre o Chaplin da Zona Sul. A Bruce foi explicado que ele seria um capanga de Troy Somerset (Selton Mello) e que participaria de uma perseguição a Roni Rato (Rodrigo Santoro). A cena no filme tem duração de dois minutos e apenas uma fala: “Entra!”. Bruce passou o dia no set de filmagem e só o deixou tarde da noite. Aproveitou a maçada para sair em foto com Rodrigo Santoro e Caetano Veloso, que buscava inspiração para compor a música tema do filme. Na época, Caetano era casado com Paula Lavigne dona da produtora Natasha Filmes. Como cachê, recebeu duas entradas para o filme “Chê”, onde Santoro fez o papel de Raul Castro, e módicos R$ 100,00 dados de bom grado pelo galã, porque, conforme a produção, o orçamento já estourara. Meses depois recebeu mais R$ 70,00 de cachê.
"REIS E RATOS"
Depois das filmagens, Bruce não teve mais contato com Rodrigo Santoro, hoje um ator requisitado no cinema internacional. Só agora em 2012 é que “Reis e Ratos” entrou em cartaz nas salas de cinema do Brasil e permanece dividindo opiniões. O DVD está prestes a sair. No audiovisual, Bruce também fez uma ponta na novela “Poder Paralelo”, da Rede Record, contracenando com o ator Tuca Andrada, e um comercial para a editora Rocco sobre o livro “Areia nos Dentes”, de Antônio Xerxenesky. Aproveitando sua estada no Rio, o nosso ator matriculou-se num curso de cinema ministrado pelo renomado diretor Walter Lima Junior.No teatro, Bruce Brandão frequentou o curso de interpretação no Tablado com uma bolsa ofertada, curso na Casa da Gávea, ministrado pelo diretor Marcelo Gonçalves, e um curso de dublagem na Voice Brazil, além de um ano de oficina na ONG Palco Social, sob as batutas do diretor Ernesto Piccolo e do ator e dramaturgo Rogério Blat. A oficina culminou com o espetáculo “Sorria, Você Está Sendo Roubado”.
Em Natal, antes de se aventurar no Rio de Janeiro, Bruce fez animação de festas e teatro infantil. Com a Cia. Monicreques representou em “João e Maria’, As Travessuras de Pinóquio” e “A Pequena Sereia”, entre outros. No teatro adulto, participou da montagem de “A Separação de Dois Esposos”, texto de Qorpo Santo e direção de Genildo Mateus, afora o Auto do Natal 2006. Em abril de 2011, Bruce veio passar 10 dias em Natal e não mais voltou para o Rio. O sonho acabou? Para Bruce Brandão, os sonhos não acabam, renovam-se. No momento, está amadurecendo a ideia de retornar para o Rio. Se tudo der certo, parte ainda este ano, com o velho desejo revigorado de fazer cinema.
Reis e Ratos
Dirigido pelo cineasta Mauro Lima - o mesmo de “Meu Nome Não é Johnny” -, “Reis e Ratos” é ambientado no Estado do Rio de Janeiro, em 1963, quando o clima de conspiração afeta uma série de personagens relacionados, de alguma forma, ao cenário político da época. Um deles é Troy Somerset (Selton Mello), agente da CIA que vive no Brasil e passa a duvidar de sua fidelidade à terra natal. Com a ajuda de seu comparsa brasileiro, o Major Esdras (Otávio Müller), ele planeja uma armadilha para o Presidente que pode atrapalhar os planos do golpe militar.
O filme conta, por meio de uma narrativa em flashback, uma espécie de parábola suja da Guerra Fria. Neste ambiente, transitam mafiosos, vigaristas, militares, diplomatas e políticos. A trama e suas situações conduzem o espectador por entre a atmosfera conspiratória das vésperas do golpe militar de 1964 e seus ecos nas ruas da cidade e nos corredores da Embaixada Americana.
Participam, ainda, do elenco, os atores Cauã Reymond (Hervê Gianini), Otávio Muller (Major Esdras), Paula Burlamaqui (Leonor), Seu Jorge (Américo Vilarinho), Daniel Alvim (Paulo Barracuda), Edmilson Barros (Tony), Orã Figueiredo (Esmeraldo Carvalhal), Oberdan Júnior (Clay Benitez), Dan Klabin (Itabora), Rafaela Mandelli (Amélia Castanho), Kiko Mascarenhas (Skutch Sanders), Hélio Ribeiro (Embaixador) e Élcio Romar (O Presidente). “Reis e Ratos” tem produção da Natasha Filmes com coprodução da Globo Filmes. A distribuição é pela Warner Bros.
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Contato de Bruce Brandão: 8749-0603.
Nota: Matéria encaminhada pelo confrade Paulo Dumaresq
Fotos do Blog de Lúcia Helena
sexta-feira, 9 de março de 2012
FIFa pOde mUItO; mas nÃO tUdO!
Ney Lopes, advogado
Nem com o Brasil totalmente atrasado nas obras preparatórias da Copa do Mundo 2014 – o que não é verdadeiro-, se justificariam as declarações grosseiras e mal educadas do secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Jérôme Valcke, afi rmando que o país deveria receber “um ponta pé no traseiro” e críticas ferinas ao Congresso Nacional. Não se trata de nacionalismo exagerado. Afinal, o tal Valcke se referiu a uma nação soberana de forma “impertinente e descabida” como classifi cou, com absoluta razão, o ministro Aldo Rebelo, ao encampar a indignação da presidente Dilma Rousseff.
A Fifa pode muito, mas não pode tudo.
A decisão do Brasil sediar a Copa difi cilmente terá um “plano B”, como se anuncia nas entrelinhas das sucessivas ameaças dos últimos meses. De um lado, a instituição internacional já decidiu e homologou
o local da competição e para voltar atrás arcará com prejuízos maiores do que eventuais atrasos aqui e acolá. De outro lado, o Brasil tem todo o interesse de cumprir o acordado, inclusive pelos investimentos
liberados em obras de estádios e infraestrutura. As duas partes nada ganhariam com a “quebra” de omissos.
A revista Época ao divulgar recente entrevista com Patrick Nally, mentor das estratégias de marketing da Fifa, provocou comentários em blogs de que a autoridade da “Fifa sobre os países faz dela uma entidade até
mais firme e poderosa que a própria ONU, aquela fantasia de órgão supranacional ...Seria o caso de criar um país só para que a Fifa realize seu espetáculo: a Fifalândia”.
Existem situações inacreditáveis na fase de preparativos da Copa no Brasil. Por exemplo, o direito a meia-entrada de estudantes e idosos, que sendo lei brasileira, recebeu publicamente a ameaça de não ser aceita
pela Fifa, sob o argumento de que deixaria de ganhar U$ 100 milhões de dólares (R$ 180 milhões de reais). A Câmara dos Deputados, de forma soberana, aprovou o Estatuto da Juventude, que tornou fato
consumado a meia-entrada para estudantesentre 15 e 29 anos. Note-se que o preço dos ingressos estabelecido pela Fifa engloba valores entre 900 e 50 dólares. Propõe que caso haja demanda maior para os ingressos de menor preço seja feito um sorteio entre os idosos, estudantes e beneficiados da Bolsa Família.
Na visão da Fifa, os deficientes físicos também não seriam beneficiados. Um absurdo tais propostas!
A entidade ganhou 4,1 bilhões de dólares (R$ 7,3 bilhões) entre 2006 e 2010, na África do Sul e tem o propósito de ganhar muito mais no Brasil, a custa do corte de direitos legítimos do nosso povo. A venda
de bebidas alcoólicas em estádios é outra questão polêmica e a FIFA quer a liberação, já que possui patrocinadores internacionais produtores de bebida.
O ministro Aldo Rebelo, respaldado pela presidente Dilma, agiu com firmeza e merece apoio incondicional da nação. Ele demonstrou que a maior parte da construção dos estádios brasileiros está seguindo o cronograma previsto, bem como as obras de mobilidade urbana, no total de cinquenta e uma, com a previsão continua de entrega em 2013.
Esse tal Valcke, com arrogância e prepotência na linguagem usada, foi mais além do que o seu compatriota Charles de Gaulle, quando nos anos 60 teria declarado que o “Brasil não era um país sério”. Nessa década
também ocorreu à chamada “guerra da lagosta”, envolvendo França e Brasil, com a captura ilegal de lagosta, por parte de embarcações francesas, que invadiram águas territoriais no litoral Nordeste do Brasil. O presidente João Goulart chegou a determinar o deslocamento para a região de contingente militar e em terra o 4° Exército sediado em Recife, sob o comando do general Castelo Branco, também se mobilizou. O
confl ito foi encerrado a favor do Brasil.
A melhor saída para o impasse da Copa será uma alternativa negociada, desde que não envolva o tal Valcke como interlocutor da Fifa. Se o governo brasileiro recuar nesse aspecto – como propós indiretamente Ricardo Teixeira, presidente da CBF, sem nenhuma autoridade para opinar – terá simplesmente sujado a água para depois beber... Em tal hipótese mereceria realmente “um ponta pé no traseiro”...
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Postado por "Brasília Em Dia"
10 a 16/março/2012 - ANO 15 - Nº 784 - www.brasiliaemdia.com.br
Ney Lopes, advogado
Nem com o Brasil totalmente atrasado nas obras preparatórias da Copa do Mundo 2014 – o que não é verdadeiro-, se justificariam as declarações grosseiras e mal educadas do secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Jérôme Valcke, afi rmando que o país deveria receber “um ponta pé no traseiro” e críticas ferinas ao Congresso Nacional. Não se trata de nacionalismo exagerado. Afinal, o tal Valcke se referiu a uma nação soberana de forma “impertinente e descabida” como classifi cou, com absoluta razão, o ministro Aldo Rebelo, ao encampar a indignação da presidente Dilma Rousseff.
A Fifa pode muito, mas não pode tudo.
A decisão do Brasil sediar a Copa difi cilmente terá um “plano B”, como se anuncia nas entrelinhas das sucessivas ameaças dos últimos meses. De um lado, a instituição internacional já decidiu e homologou
o local da competição e para voltar atrás arcará com prejuízos maiores do que eventuais atrasos aqui e acolá. De outro lado, o Brasil tem todo o interesse de cumprir o acordado, inclusive pelos investimentos
liberados em obras de estádios e infraestrutura. As duas partes nada ganhariam com a “quebra” de omissos.
A revista Época ao divulgar recente entrevista com Patrick Nally, mentor das estratégias de marketing da Fifa, provocou comentários em blogs de que a autoridade da “Fifa sobre os países faz dela uma entidade até
mais firme e poderosa que a própria ONU, aquela fantasia de órgão supranacional ...Seria o caso de criar um país só para que a Fifa realize seu espetáculo: a Fifalândia”.
Existem situações inacreditáveis na fase de preparativos da Copa no Brasil. Por exemplo, o direito a meia-entrada de estudantes e idosos, que sendo lei brasileira, recebeu publicamente a ameaça de não ser aceita
pela Fifa, sob o argumento de que deixaria de ganhar U$ 100 milhões de dólares (R$ 180 milhões de reais). A Câmara dos Deputados, de forma soberana, aprovou o Estatuto da Juventude, que tornou fato
consumado a meia-entrada para estudantesentre 15 e 29 anos. Note-se que o preço dos ingressos estabelecido pela Fifa engloba valores entre 900 e 50 dólares. Propõe que caso haja demanda maior para os ingressos de menor preço seja feito um sorteio entre os idosos, estudantes e beneficiados da Bolsa Família.
Na visão da Fifa, os deficientes físicos também não seriam beneficiados. Um absurdo tais propostas!
A entidade ganhou 4,1 bilhões de dólares (R$ 7,3 bilhões) entre 2006 e 2010, na África do Sul e tem o propósito de ganhar muito mais no Brasil, a custa do corte de direitos legítimos do nosso povo. A venda
de bebidas alcoólicas em estádios é outra questão polêmica e a FIFA quer a liberação, já que possui patrocinadores internacionais produtores de bebida.
O ministro Aldo Rebelo, respaldado pela presidente Dilma, agiu com firmeza e merece apoio incondicional da nação. Ele demonstrou que a maior parte da construção dos estádios brasileiros está seguindo o cronograma previsto, bem como as obras de mobilidade urbana, no total de cinquenta e uma, com a previsão continua de entrega em 2013.
Esse tal Valcke, com arrogância e prepotência na linguagem usada, foi mais além do que o seu compatriota Charles de Gaulle, quando nos anos 60 teria declarado que o “Brasil não era um país sério”. Nessa década
também ocorreu à chamada “guerra da lagosta”, envolvendo França e Brasil, com a captura ilegal de lagosta, por parte de embarcações francesas, que invadiram águas territoriais no litoral Nordeste do Brasil. O presidente João Goulart chegou a determinar o deslocamento para a região de contingente militar e em terra o 4° Exército sediado em Recife, sob o comando do general Castelo Branco, também se mobilizou. O
confl ito foi encerrado a favor do Brasil.
A melhor saída para o impasse da Copa será uma alternativa negociada, desde que não envolva o tal Valcke como interlocutor da Fifa. Se o governo brasileiro recuar nesse aspecto – como propós indiretamente Ricardo Teixeira, presidente da CBF, sem nenhuma autoridade para opinar – terá simplesmente sujado a água para depois beber... Em tal hipótese mereceria realmente “um ponta pé no traseiro”...
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Postado por "Brasília Em Dia"
10 a 16/março/2012 - ANO 15 - Nº 784 - www.brasiliaemdia.com.br
O FATO É TRISTE, MAS VERDADEIRO!
ISAQUE GALVÃO COBRA CACHÊS PELA INTERNET
O cantor Isaque Galvão compartilhou esta semana, nas redes sociais, toda sua insatisfação diante da falta de consideração que as instituições públicas vêm tratando seu trabalho. A reclamação do artista, reconhecido como um dos grandes intérpretes da nova geração da música potiguar, dá conta dos constantes atrasos no recebimento de cachês acertados com as Fundações Capitania das Artes (município) e José Augusto (Estado).
Da Prefeitura do Natal ele cobra pendências acumuladas desde 2010, e do Governo do RN lembra do pagamento referente ao show realizado há cerca de seis meses com a Orquestra Sanfônica. "Não estou cobrando só o meu cachê, mas a dignidade de 45 artistas que se envolveram com o espetáculo. Já atendi todas as solicitações burocráticas e agora peço sensibilidade aos gestores", declarou.
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crédito fotografia: Evaldo Gomes Gomes
fonte: Tribuna do Norte
SERVIÇO PÚBLICO SOFRÍVEL
Carlos Roberto de Miranda Gomes, advogado e escritor
É com indignação, que venho tratar de um assunto desagradável pertinente ao descaso da administração pública do Estado.
Todos sabemos, que os entes públicos potiguares atravessam dificuldades financeiras. Contudo, entre tais percalços e a necessidade mínima de atendimento à população, não deveria existir um espaço tão largo.
O fato que aqui pretendo denunciar diz respeito ao precaríssimo funcionamento da Central do Cidadão da Av. Rio Branco – Cidade Alta.
Em primeiro lugar, por incrível que pareça, não existe segurança no local, havendo registros de assaltos dentro do prédio, embora, recentemente, tenha sido colocado um guarda patrimonial, com evidente idade incompatível com o tipo de trabalho dele exigido, o que resulta em nada de mudança quanto a este requisito.
Outra deficiência, gritante, é o não funcionamento de qualquer aparelho de ventilação ou climatação, o que deixa o ambiente completamente inadequado a qualquer atividade, pois os usuários e, principalmente, os funcionários, passam momentos de extrema dificuldade para a realização das suas tarefas ou obtenção dos serviços procurados, gerando desespero, incômodo e reclamações constantes.
Um outro aspecto de inexplicável descaso é o péssimo funcionamento dos sanitários, caracterizando insalubridade aos usuários.
Por sua vez, o acesso às pessoas idosas é dificultado pelas barreiras das escadarias, pois não existe elevador para os deficientes ou os incapacitados para esforços maiores.
No entanto, o pior de tudo, é que o sistema de operacionalização dos serviços vive repetidamente em “pane”, obrigando à suspensão do atendimento, provocando protestos e tornando o ambiente insuportável.
Lastima-se que o Poder Público tenha deixado chegar a essa situação um equipamento público de inestimável valor, que já foi considerado, no passado, um serviço de referência e que trazia ao cidadão o efetivo atendimento aos seus anseios.
Face à tudo isso, os atrasos na liberação de carteiras de habilitação provocam prejuízos e deixam os interessados à mercê de prática de infrações de trânsito, consequentemente, sujeitos às multas do Código Nacional de Trânsito.
Até quando esse descaso, essa incompetência, esse desrespeito para com o cidadão vai perdurar? SOS ao Ministério Público, ao Procon, e à sociedade civil organizada!
Carlos Roberto de Miranda Gomes, advogado e escritor
É com indignação, que venho tratar de um assunto desagradável pertinente ao descaso da administração pública do Estado.
Todos sabemos, que os entes públicos potiguares atravessam dificuldades financeiras. Contudo, entre tais percalços e a necessidade mínima de atendimento à população, não deveria existir um espaço tão largo.
O fato que aqui pretendo denunciar diz respeito ao precaríssimo funcionamento da Central do Cidadão da Av. Rio Branco – Cidade Alta.
Em primeiro lugar, por incrível que pareça, não existe segurança no local, havendo registros de assaltos dentro do prédio, embora, recentemente, tenha sido colocado um guarda patrimonial, com evidente idade incompatível com o tipo de trabalho dele exigido, o que resulta em nada de mudança quanto a este requisito.
Outra deficiência, gritante, é o não funcionamento de qualquer aparelho de ventilação ou climatação, o que deixa o ambiente completamente inadequado a qualquer atividade, pois os usuários e, principalmente, os funcionários, passam momentos de extrema dificuldade para a realização das suas tarefas ou obtenção dos serviços procurados, gerando desespero, incômodo e reclamações constantes.
Um outro aspecto de inexplicável descaso é o péssimo funcionamento dos sanitários, caracterizando insalubridade aos usuários.
Por sua vez, o acesso às pessoas idosas é dificultado pelas barreiras das escadarias, pois não existe elevador para os deficientes ou os incapacitados para esforços maiores.
No entanto, o pior de tudo, é que o sistema de operacionalização dos serviços vive repetidamente em “pane”, obrigando à suspensão do atendimento, provocando protestos e tornando o ambiente insuportável.
Lastima-se que o Poder Público tenha deixado chegar a essa situação um equipamento público de inestimável valor, que já foi considerado, no passado, um serviço de referência e que trazia ao cidadão o efetivo atendimento aos seus anseios.
Face à tudo isso, os atrasos na liberação de carteiras de habilitação provocam prejuízos e deixam os interessados à mercê de prática de infrações de trânsito, consequentemente, sujeitos às multas do Código Nacional de Trânsito.
Até quando esse descaso, essa incompetência, esse desrespeito para com o cidadão vai perdurar? SOS ao Ministério Público, ao Procon, e à sociedade civil organizada!
quinta-feira, 8 de março de 2012
O Dia Internacional da Mulher .
Carlos Roberto de Miranda Gomes, advogado e escritor
Carlos Roberto de Miranda Gomes, advogado e escritor
A data de hoje, 8 de março, marca, na história, um dia de singular relevância – é O DIA INTERNACIONAL DA MULHER, assim considerado para registrar a violência cometida contra operárias de uma fábrica de tecidos no ano de 1857, na cidade americana de Nova Iorque, quando resolveram fazer um movimento grevista para reivindicar condições melhores em seu trabalho, com redução da carga diária de trabalho para dez horas, ao invés das 16 então exigidas e equiparação salarial com os trabalhadores do sexo masculino, quando realizassem tarefa equivalente, além do tratamento digno no ambiente de trabalho.
Naquela oportunidade, a manifestação foi reprimida com violência atroz, sendo as mulheres trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada, disso decorrendo a tragédia de cerca de 130 tecelãs mortas carbonizadas, quebrando o caminho da dignidade à pessoa humana, corolário maior da cristandade.
Essa execução somente teve reconhecimento em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, a partir de quando ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres trucidadas naquele fatídico ano de 1857 e, no ano de 1975, a data foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas.
O sacrifício foi, paulatinamente, surtindo os seus efeitos, e hoje essa igualdade, em parte, tem sido reconhecida em todo o mundo, quanto à jornada de trabalho e à dignidade no ambiente laboral, com adoção de legislação protetiva contra o assédio sexual, licenças especiais em razão da maternidade, proibição de dispensa em período de gravidez e inúmeras outras. Contudo, é indiscutível que ainda persiste uma certa reserva dos patrões que burlam os direitos das mulheres trabalhadoras, dando-lhes tratamento diferenciado, mas de forma redutora da igualdade preconizada nas Cartas Constitucionais dos diversos países.
Em razão desse fato, no Brasil, a Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH) aprovou, em votação final, com parecer do relator Paulo Paim, projeto de lei, que pune as empresas que pagam salário menor a mulheres contratadas para realizar a mesma atividade executada por homens. Com tal norma legal, o empregador que remunerar de maneira discriminatória o trabalho da mulher terá que pagar multa correspondente a cinco vezes a diferença sobre os vencimentos oferecidos aos homens durante todo o período da contratação.
A proposta foi aprovada, também, pelas comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Assuntos Sociais do Senado (CAS).
Aguarda-se a sanção da Presidente Dilma Rousseff, que com tal providência, estará concretizando mais uma justa reivindicação das mulheres trabalhadoras que, no passar dos anos, têm demonstrado plena capacidade laboral e política, cada vez mais acentuadamente galgando posições e cargos nunca antes reivindicados.
quarta-feira, 7 de março de 2012
O Calendário Cultural da cidade tem início
Terminado o período de férias e findas as festividades carnavalescas, as entidades culturais do nosso Estado começam as suas atividades culturais.
O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, presidido pelo Acadêmico Jurandyr Navarro da Costa fez reunião de sua Diretoria e já designou Comissão composta pelos sócios Carlos Roberto de Miranda Gomes, João Felipe da Trindade e Ormuz Barbalho Simonetti para a tarefa de elaboração da minuta de um novo Estatuto da Instituição, a ser submetido brevemente à Assembleia Geral.
A União Brasileira de Escritores – UBE/RN, a Academia Norte-Riograndense de Letras- ANL, e a Academia Feminina de Letras do RN convidam a comunidade para participar do Dia Internacional da Mulher (08 de Março) ocasião em que será lançado o livro FAGULHAS POÉTICAS, organizado pela Escritora Gilvânia Machado, que contará ainda com a presença do poeta Goulart Gomes criador do Movimento Poético Poetrix.
LOCAL: Academia Norte-Riograndense de Letras - Rua Mipibu, 443 – Cidade Alta, HORA: 18h
A Academia de Letras Jurídicas do Rio Grande do Norte aprazou a primeira sessão do ano, no dia 30 de março vindouro, no auditório da Procuradoria Geral do Estado, com início às 10 horas, para a apresentação do necrológio dos seus membros falecidos recentemente Manoel Benício de Melo Sobrinho e Enélio Lima Petrovich, através dos pronunciamentos dos Acadêmicos Luciano Alves da Nóbrega e Jurandyr Navarro da Costa.
O Presidente Odúlio Botelho informou que já foi concluída a revisão definitiva da Revista da ALEJURN, cujo lançamento ocorrerá, ainda neste primeiro semestre.
O Presidente Ormuz Simonetti, do Instituto Norte-Riograndense de Genealogia está convocando a sua Diretoria para discussão e aprovação do calendário de eventos para 2012, a ocorrer no próximo dia 20, no escritório do sócio Carlos Gomes, na Rua Cel. João Gomes, t555-A, com início às 19 horas.
terça-feira, 6 de março de 2012
FAGULHAS POÉTICAS - ANTOLOGIA POETRIX - AUTORIA DE GILVÂNIA MACHADO.
GILVÂNIA MACHADO
A ESCRITORA GILVÂNIA MACHADO, INTEGRANTE DA ANTOLOGIA POETRIX, AUTOGRAFARÁ O SEU LIVRO: "FAGULHAS POÉTICAS", COM APOIO DA UBE/RN, NO PRÓXIMO DIA 08-03-2012 - DIA INTERNACIONAL DA MULHER, ÀS 18 HORAS, NA ACADEMIA NORTE-RIO-GRANDENSE DE LETRAS.
* * *
O presidente da União Brasileira de Escritores - UBE/RN, o presidente da Academia Norte-Riograndense de Letras - ANL, e a Presidente da Academia Feminina de Letras do RN convidam Vossa Senhoria para participar do Dia Internacional da Mulher (08 de Março) ocasião em que será lançado o livro FAGULHAS POÉTICAS, organizado pela Escritora Gilvânia Machado, que contará ainda com a presença do poeta Goulart Gomes criador do Movimento Poético Poetrix.
LOCAL: Academia Norte-Riograndense de Letras - Rua Mipibu, 443 -Cidade Alta
DATA: 08.03.2012 - 5ª FEIRA (DIA INTERNACIONAL DA MULHER)
HORA: 18h
União Brasileira de Escritores - UBE/RN
Eduardo Antonio Gosson
Academia Norte-Riograndense de Letras- ANL
Diógenes da Cunha Lima
Academia Feminina de Letras do RN
Zelma de Medeiros Furtado
PROGRAMAÇÃO DA UBE-RN PARA O DIA INTERNACIONAL DA MULHER - 08-03-2012.
C O N V I T E
O presidente da União Brasileira de Escritores - UBE/RN, o presidente da Academia Norte-Riograndense de Letras - ANL, e a Presidente da Academia Feminina de Letras do RN convidam Vossa Senhoria para participar do Dia Internacional da Mulher (08 de Março) ocasião em que será lançado o livro FAGULHAS POÉTICAS, organizado pela Escritora Gilvânia Machado, que contará ainda com a presença do poeta Goulart Gomes criador do Movimento Poético Poetrix.
LOCAL: Academia Norte-Riograndense de Letras - Rua Mipibu, 443 -Cidade Alta
DATA: 08.03.2012 - 5ª FEIRA (DIA INTERNACIONAL DA MULHER)
HORA: 18h
União Brasileira de Escritores - UBE/RN
Eduardo Antonio Gosson
Academia Norte-Riograndense de Letras- ANL
Diógenes da Cunha Lima
Academia Feminina de Letras do RN
Zelma de Medeiros Furtado
segunda-feira, 5 de março de 2012
VII Curso de Iniciação à Advocacia da OAB/RN
A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Rio Grande do Norte, realizará o VII Curso de Iniciação à Advocacia da OAB/RN nos dias 06, 07 e 08 de março, das 19h às 22h, no auditório da Assembleia Legislativa. O curso é voltado para o advogado em início de carreira e abordará temas de destaque como: gerenciamento de escritório, noções para a sala de audiência e sustentação oral, honorários advocatícios, mediação, conciliação e arbitragem, entre outros. A iniciativa proporcionará aos recém–formados a oportunidade de conhecer mais sobre a prática com profissionais respeitados na Advocacia.
As inscrições já podem ser feitas pelo e-mail comissoes@oab-rn.org.br, contendo nome completo, telefone e endereço. Na abertura do evento, os participantes devem levar 2kg de alimentos não perecíveis que serão doados a uma instituição de caridade.
VII Curso de Iniciação à Advocacia da OAB/RN
Data: 06, 07 e 08 de março de 2012
Local: Auditório da Assembleia Legislativa
Horário: 19h às 22h
Inscrições: Pelo e-mail comissoes@oab-rn.org.br
Informações: 84.4008 9400
Programação
06/03 (terça-feira)
19h Solenidade de abertura
20h Gerenciamento de Escritórios e Sociedade de Advogados
Palestrante: Raphael José de Vasconcelos Uchoa (Advogado Militante)
07/03 (quarta-feira)
19h Honorários Advocatícios: Mercado e Ética
Palestrante: Rossana Daly de Oliveira Fonseca (Conselheira da OAB/RN)
20h Prerrogativas e Ética: Valores Imanentes à Verdadeira Advocacia
Palestrante: Deywsson Maykel Medeiros Gurgel (Presidente da Comissão de Apoio ao Advogado Iniciante)
21h Mediação, Conciliação e Arbitragem
Palestrante: Anna Kathya Helinska (Advogada Militante)
08/03 (quinta-feira)
19h Beleza da Advocacia e a Importância do Trabalho pela Classe
Palestrante: Carlos Roberto de Miranda Gomes (Membro Honorário Vitalício do Conselho da OAB/RN)
20h Marketing na Advocacia, uso das Novas Tecnologias e as Vedações Legais
Palestrante: Paulo Eduardo Pinheiro Teixeira (Presidente da OAB/RN)
21h Noções Imprescindíveis para a Sala de Audiência e Sustentação Oral
Palestrante: Armando Roberto Holanda Leite (Membro Honorário Vitalício do Conselho da OAB/RN)
domingo, 4 de março de 2012
GENTE NOSSA

Faça tremular no cume da mais alta montanha, em seu próprio Coração, a sagrada bandeira do amor.
JEAN FERNANDES (Gotas de Afeto)

Reflexão do aprendiz de Fídias
O belo corpo do atleta
É feito de água.
]Cada curva uma onda
De lágrimas represada.
Sua estátua é feita
Do sonho do escultor,
Da ilusão das sombras,
Impressas sobre o pó.
PAULO DE TARSO CORREIA DE MELO (Livro de Linhagens)

Ângelus
Da rua olha a casa
Parede amarela frisada de azul.
Uma lamparina avisa a hora
Tremeluzindo no ângelus.
A música salta nos seus ombros
Põe os dedos nos olhos arregalados
E sopra e tange a sagrada melodia.
As sombras escorregam da
Ladeira ao lado, medo.
Carreira. O visgo da noite
Abre a porta e a rede de franjas.
O coração desdobrado.
ANCHELLA MONTE (Pesos e penas)
NascituroMinha pele tem a magia dos versos
Dormidos em braços afagos
Folhas de amor na saliva de beijos.
Arqueja na cama do verbo desejo
Enquanto a caneta
Revela
O nascer do mais novo poema
Flor pulsante do ventre Ada emoção.
JANIA SOUZA (Fórum Íntimo)

Ser ou não ser
Amo o Ser
Que encontro em você
Por vezes não o encontro ...
GILMAR AMORIM (Saudade Sem Medo)
sábado, 3 de março de 2012
A beleza e a arte da advocacia
Carlos Roberto de Miranda Gomes, escritor e advogado*
A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Rio Grande do Norte, cumprindo a sua missão institucional, e consciente da responsabilidade dos seus filiados para a garantia dos direitos subjetivos individuais, bem assim da Corporação, como um todo, na condição de fiadora da Democracia e da prestação jurisdicional, vem tomando a iniciativa de ministrar um Curso de Iniciação à Advocacia, como apoio ao advogado recém inscrito.
Neste ano, a sétima versão do Curso ocorrerá nos dias 06 a 08 de março corrente, no auditório da Assembleia Legislativa, contando com a participação de vários causídicos e professores de Direito, sempre com início às 19 horas.
Fui honrado com o convite para iniciar a reunião do último dia do evento, desenvolvendo o tema “Beleza da Advocacia e a Importância do Trabalho pela Classe”.
Em minha fala, pretendo orientar os novos colegas para os percalços da profissão, que começa com o próprio sacrifício na formação acadêmica e a necessidade de uma dedicação especial, pois o seu exercício impõe a defesa da liberdade e dos direitos individuais, daí a exigência da comprovação do domínio do conhecimento jurídico através do exame de ordem, ainda combatido por alguns, mas justificado pela maioria.
Também, em minha participação faço advertências sobre a dureza da profissão e os desencantos que, muitas vezes, ela nos apresenta. Para isso, deve existir uma boa formação psicológica de maneira a permitir a persistência, o aperfeiçoamento e a convivência pacífica com os demais colegas no antagonismo natural das disputas judiciais.
Outro aspecto fundamental do meu discurso é aquele que se volta para conscientização de que a Advocacia, juntamente com a Magistratura e o Ministério Público, forma o tripé da garantia da Justiça, a teor do mandamento constitucional pátrio, que assim estatui:
“Art. 133. O Advogado é indispensável à administração da Justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei”.
Este particular aspecto não tem merecido uma compreensão exata de alguns integrantes do Judiciário e MP, algumas vezes quebrando o equilíbrio ético entre os que labutam na operacionalidade do Direito. Nesse ponto, o advogado deve ser inflexível e, quando sua atuação individual não recebe eco, deve se socorrer da sua Corporação de Ofício, mas nunca descurando dessa assertiva consagrada pela Lei Maior do País.
No desenrolar de sua atividade, o advogado deve administrar bem o seu tempo para evitar o desgaste, lembrando que é de domínio público a ideia de que “O advogado não tem horas. As suas horas são as dos seus clientes e cada cliente é um patrão que entende que o seu assunto deve passar por cima de todos os outros”. Contudo, tal postura deve ser tomada com a devida cautela, pois disso dependerá a manutenção do seu necessário equilíbrio.
Outro ponto de importância vital prende-se ao conhecimento preciso dos direitos e deveres que a profissão impõe, exigindo uma atuação ética para evitar o perigo iminente de posturas que podem levar a um resultado inesperado - a advocacia, bem exercida, é um poder; mal exercida, uma vergonha.
O Advogado, enfim, representa o oxigênio e o hidrogênio dos pulmões da Nação. Sem ele, a liberdade definha e morre, porque a legalidade não se liberta, na expressão feliz de Francisco Vani Bemfica.
Concluo sempre com a expressão do imortal Prado Kelly, na sua obra “Missão do Advogado”, que preservo nos meus 43 anos de profissão:
“Só há justiça, completemos, onde possa haver o ministério independente, corajoso e probo dos advogados. Tribunais de onde eles desertem serão menos o templo do que o túmulo da Justiça”.
___________________* Membro Honorário Vitalício da OAB/RN
sexta-feira, 2 de março de 2012
MEU FILHO, MINHA VIDA
Desculpem os meus leitores, mas vou usar o blog para um assunto pessoal, o qual quero dividir com os meus amigos, pois presto um tributo ao meu filho (mais velho dos homens e terceiro da prole). Esse menino, ainda não reconhecido em algum lugar, tem demonstrado uma humildade que se faz grandeza no campo do humanismo. Um dia há de chegar em que se fará justiça pelo seu labor, pois como gente todos sabemos como é querido pelos amigos e colegas de trabalho, alimentado pelo carinho permanente de sua esposa Valéria e do seu filho Carlos Neto. Aqui, reproduzo a mensagem que lhe dirigi no facebook:
______________________
Os filhos não envelhecem nunca! Essa é a sensação de todo pai. O meu menino mais velho completa hoje os seus 43 anos de uma vida repleta de gestos nobres e carinhosos. Honestidade é o traço mais forte dessa figura, aliado ao senso exato do valor da humanidade, praticando a solidariedade com uma intensividade inigualável, repartindo o que tem com todos.
Lembro-me de uma noite de inverno, já próximo das 23 horas em que o aguardava do retorno da faculdade. Ao chegar em casa, para o meu alívio, poucos instantes depois ouvi o barulho do carro que novamente saía. Levantei-me preocupado, mas não tão rápido para saber o motivo daquela saída inusitada.
Com a volta, bastante breve, meu coração acalmou e a primeira pergunta, obviamente, foi pedir explicações para aquela saída inesperada e ele respondeu com algo trivial.
No outro dia Thereza me esclareceu - ele foi levar o seu cobertor para cobrir um sapateiro que morava na confluência da Meira e Sá com a Jaguarari e que estava dormindo debaixo de uma marquise, certamente embriagado. Esse homem já morreu e certamente nunca soube quem fez aquela caridade. Esse é CARLOS ROBERTO ROSSO GOMES, nascido na Policlínica do Alecrim na noite de 02 de março de 1969. Você faz parte do meu latifúndio emocional. PARABÉNS CARLINHO.
quinta-feira, 1 de março de 2012
DEBATE SOBRE
"RAZÕES SOBRE A INEFICIÊNCIA DOS PROCESSOS DE CORRUPÇÃO".
Bom dia, amigos. Convido-os e peço que divulguem amplamente, por tweeter ou outro meio, o evento de hoje à noite, 19hs., no NEPSA, Setor I, da UFRN, organizado em parceria pelo MARCCO e pela UFRN.
Este debate é o primeiro da série "Colóquios sobre a Corrupção", projeto de extensão do qual sou coordenador e tem por objetivo discutir, de forma constante, qualificada e sob ótica multidisciplinar, o fenômeno da corrupção.
Hoje vamos discutir as razões pelas quais os processos de corrupção geralmente não produzem resultados e quais as perspectivas para evitar esta disfunção.
Estarão presentes vários protagonistas de processos por corrupção (Operações Higia, Impacto, Sinal Fechado e a do IPEM etc).
Saliento que não haverá "palestra". Os debatedores responderão a perguntas desde o início.
Participem!
Grande abraço, Ricardo Alcântara
SÉRIE: COLOQUIOS SOBRE A CORRUPÇÃO
"Razões da ineficácia dos processos de corrupção"
DEBATEDORES:
Dra. Ohara Costa Fernandes – Coordenadora do MARCCO/RN
Dra. Maria Arlete Duarte – Diretora do CCSA/UFRN
Dr. Ricardo Alcântara – Procuradoria Fazenda Nacional
Dr. Moacir Rodrigues de Oliveira – Controladoria Geral da União-RN
Dr. Carlos Thompson Costa Fernandes– Conselheiro do TCE/RN
Dr. Mário Azevedo Jambo – Juiz Federal/RN
Dr. Santiago Gabriel Hounie– Delegado de Polícia Federal/RN
Dr. Ronaldo Chaves Fernandes– Procurador da República/RN
Dr. Emanoel Dayhan Bezerra de Almeida – Promotor de Justiça/RN
Dr. Raimundo Carlyle de Oliveira Costa – Juiz Estadual/RN
Local : Auditório de NEPSA/CCSA/UFRN
Data : 01.03.2012, quinta-feira, às 19:00 horas
Público – alvo: Docentes, funcionários, alunos e interessados no tema.
Informações: 32153481/UFRN
CARLOS ERNANI ROSADO SOARES
Este é nome pra se guardar no lado esquerdo do peito!
Médico que se destacou pela competência profissional e foi consagrado pela sociedade potiguar como humanista.
Sobre ele são incontáveis os testemunhos da sua bondade extrema, dedicação e amizade.
Particularmente, a minha dívida é infinita para com aquele que cuidou e salvou a minha amada Thereza. Espero que Deus me oriente como pagá-la.
Parabéns para a LIGA NORTE-RIOGRANDENSE CONTRA O CÂNCER pela justa homenagem prestada ao seu valoroso Conselheiro e servidor.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
1ª CONFERÊNCIA REGIONAL DO LITORAL ORIENTAL E METROPOLITANA SOBRE TRANSPARÊNCIA E CONTROLE SOCIAL
LOCAL: Centro Municipal de Referência em Educação Aluízio Alves – Av. Coronel Estevam,
Cidade da Esperança, Natal/RN (ao lado da Rodoviária Nova).
DATA: 1º de março de 2012.
HORA: 7h30min às 13h.
OBJETIVO DA CONFERÊNCIA: A 1ª Conferência Regional sobre Transparência e Controle Social - 1ª CONSOCIAL tem como objetivo principal promover a transparência pública e estimular
a participação da sociedade no acompanhamento da gestão pública, contribuindo para um controle social mais efetivo e democrático que garanta o uso correto e eficiente do dinheiro público.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
· Debater e propor ações da sociedade civil no acompanhamento e controle da gestão pública e o fortalecimento da interação entre sociedade e governo;
· Promover, incentivar e divulgar o debate e o desenvolvimento de novas idéias e conceitos sobre a participação social no acompanhamento e controle da gestão pública;
· Propor mecanismos de transparência e acesso a informações e dados públicos a ser implementados pelos órgãos e entidades públicas e fomentar o uso dessas informações edados pela sociedade;
· Debater e propor mecanismos de sensibilização e mobilização da sociedade em prol da participação no acompanhamento e controle da gestão pública;
· Discutir e propor ações de capacitação e qualificação da sociedade para o acompanhamento e controle da gestão pública, que utilizem, inclusive, ferramentas e tecnologias de informação;
· Desenvolver e fortalecer redes de interação dos diversos atores da sociedade para o acompanhamento da gestão pública; e
· Debater e propor medidas de prevenção e combate à corrupção que envolva o trabalho de governos, empresas e sociedade civil.
O tema da Conferência é: ”A Sociedade no acompanhamento e controle da
gestão pública”, será discutida durante as etapas: Nacional, Estadual e Regional. A Conferência Nacional ocorrerá de 18 a 20 de maio de 2012, em Brasília.
No Rio Grande do Norte a 1ª Conferência Estadual sobre Transparência e
Controle Social, foi convocada, através do decreto nº 22. 266 de 09 de junho de 2011 do Governo do Estado do RN, e será realizada de 15 a 16 de março de 2012, em Natal/RN. A Conferência será presidida pelo Controlador Geral do Estado e organizada por uma Comissão
Estado do Rio Grande do Norte
Controladoria Geral do Estado
Organizadora Estadual (COE/RN), formada pela Controladoria Geral do Estado, Secretaria de
Estado do Planejamento e das Finanças, composta por representantes de três segmentos:
60% (sessenta por cento) da Sociedade Civil, 30% (trinta por cento) do Poder Público e 10%
(dez por cento) de Conselhos de Políticas Públicas. A Comissão Organizadora Estadual (COE/RN) definiu 06 (seis) regionais de acordo com as regiões de desenvolvimento do RN e os territórios para o processo de Conferência no Estado, são elas: Alto Oeste - Pau dos Ferros,
Litoral Norte – João Câmara, Seridó - Caicó, Médio Oeste, Vale do AçuMossoroense - Mossoró, Agreste Trairi e Potengi - Nova Cruz e Litoral Oriental e Metropolitana - Natal.
O credenciamento para participar da Conferência Regional do Litoral Oriental e Metropolitana, será feito no dia.
MARIA DO SOCORRO DE MIRANDA GOMES
Nascia em Natal, no dia 28 de fevereiro de 1942, nos tempos difíceis da 2ª Grande Guerra Mundial, na condição de penúltimo fruto do casal José Gomes da Costa e Maria Ligia de Miranda Gomes.
Infância atribulada pelas enfermidades normais da idade, porém com os percalços de uma medicina ainda incipiente, protegida pela ciência precisa do homem sábio e competente Dr. Sérgio Guedes da Costa.
Juventude mais alentada, mercê da melhoria das condições financeiras dos seus pais, teve a oportunidade de aproveitar, mais acentuadamente, as festas da nossa sociedade, como debutante e participação efetiva nos folguedos juninos e do carnaval, atravessando feliz, os dias lúdicos da adolescência.
Pôde ter uma boa educação, em bons colégios e, com um esforço desmedido, logrou o laurel do Curso Superior.
O casamento com Greenfell Cardoso não foi um mar de rosas, mas lhe proporcionou os filhos Luciana, Greenfell Filho (Juquinha) e Rodrigo, que lhe deram netas e lhe trouxeram o mel necessário a um viver tranqüilo.
Mas, há um traço diferencial no caráter de Socorro (Conina), - a sua capacidade de resignação e de humildade pois, tendo aproveitado os bons tempos de alguma fartura dos nossos pais, com a partida dos mesmos, em idade não tão vetusta, passou a viver o seu “retiro”, na casinha da Rua Meira e Sá, cercada pelo carinho dos parentes e amigos.
Os seus 70 anos teriam de ser celebrados, pelo seu indiscutível merecimento, enchendo de orgulho a sua família e consagrando uma vida de dificuldades, superadas pela persistência e força interior para não tirar dos filhos e netos o olhar seguro para o futuro.
Temos o grande prazer de homenageá-la nesta data, infelizmente com desfalque do irmão Fernando, que Deus já chamou para a sua morada final e com a simplicidade e dignidade que sempre foram presentes em sua vida.
Parabéns minha irmã. Que Deus, na sua infinita bondade ainda lhe oferte a dádiva de muitos outros anos de vida.
Um beijo do seu irmão Carlos, da sua fada madrinha Therezinha e dos seus sobrinhos que sempre a adoraram Rosa Ligia/Ernesto/Rapha e Gabi; Thereza Raquel/Lucas e Carlos Victor; Carlinhos/Valéria e Carlos Neto; e Roquinho/Daniela/Maria Clara e Guilherme.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
DEU A LOUCA NO PAÍS
Valério Mesquita*
Mesquita.valerio@gmail.com
Hoje, o Brasil é um dos dez paises mais violentos do mundo. Por que isso está acontecendo com tanta frequência e intensidade? Foi o aumento da população? Dos problemas sociais, urbanos e econômicos? A culpa é exclusivamente dos governos estaduais com suas respectivas polícias militar e civil? Resposta: negativa. Está claro que existem deficiências de pessoal, operacionais, de equipamentos e de melhores salários. Todavia, o cerne de toda a questão da escalada de assaltos, homicídios e outros crimes, é mais um caso de justiça do que de polícia.
De plano, para manter a linha de raciocínio - que é mais de um cidadão do que de um técnico em segurança – o problema provém da legislação penal brasileira que é fútil e ineficaz porque protege o bandido e esquece os direitos de reparação judicial da vítima. Esse procedimento que coroa a impunidade, incentiva ainda mais o crime. A legislação pode e deve ser modificada pelo Congresso Nacional com relação a responsabilidade penal do menor; é urgente expungir do atual código a tolerância hipócrita e pérfida dos que cometem crime e logo voltam às ruas para reprisar tudo após a soltura; ampliar o leque dos crimes hediondos, banindo o fóssil e falso “bom” comportamento e “ótimos antecedentes” para botar logo o individuo delituoso de volta a sociedade; abolir ou modificar a permissividade de responder o processo em liberdade, quando o ilícito penal está caracterizado, de forma insofismável.
A mania do povo, permanentemente, é culpar a polícia por tudo que acontece de ruim como se tivesse a capacidade da onipresença e onisciência. Virou rotina, cena burra, comum e inconsciente de culpar sempre a polícia nessas ocorrências. A solução é de ordem nacional. Da presidência da república, do senado, da câmara federal, dos tribunais superiores de justiça, dos partidos políticos que teimam estender aos homicidas, assaltantes e corruptos os privilégios e a suíte cinco estrelas dos direitos humanos. O policial é gente também. É humano, arrisca a vida e como tal não é um ser perfeito como se exige. Como toda instituição pública, a polícia não é infalível. Tem mistura de maus elementos, como nos governos, igrejas, parlamentos e, por ai vai. E digo mais, sou contra a polícia militar fazer greve. Se, constitucionalmente, é uma instituição auxiliar das Forças Armadas não pode ser diferente. Greve no Exército, Marinha, Aeronáutica e na Polícia é insurreição, levante, revolução contra a ordem pública e democrática. A polícia não pode ser culpada sozinha pela falência da segurança da sociedade. A coisa é mais em cima. Mora em Brasília. Cadê os juristas? O povo brasileiro, como dizia Nelson Rodrigues, “só se levanta para gritar gol”. Ou, então, para se queixar dos policiais com frequência muito mais do que dos delinquentes, bandidos e assassinos. Para combater esses bandos de chacais, endureçam a lei, suspendam a brandura dos amplificados direitos humanos, pois não merecem tratamento republicano e nobre quando ceifam e vandalizam vidas.
O sistema penitenciário brasileiro também carece de tratamento de choque. A população do país e o índice de criminalidade quintuplicaram nos últimos dez anos enquanto decresceu o número de estabelecimentos penais. As penitenciárias estaduais são uma vergonha. A segurança, a saúde e a educação do povo brasileiro são problemas políticos. Se fossem esportivos já teriam tido a sua copa.
(*) Escritor.
Oscar 2012
CINEMA
Por Carlos Emerenciano*
Se pudesse resumir a expectativa em torno da cerimônia de premiação do Oscar 2012 (84ª edição) em uma palavra, escolheria a imprevisibilidade. Não há grandes favoritos nas principais categorias. Isso, meus caros leitor e leitora, torna ainda mais interessante, para quem gosta de cinema, assistir ao evento. Sugiro, então, que comprem pipoca e bebida para acompanhar esta que se tornou a principal premiação do cinema mundial, muito em virtude da pujança da indústria cinematográfica nos Estados Unidos, a qual conta o dinheiro a partir da cifra dos bilhões.
Contar, então, um pouco dessa história, que se iniciou no longínquo 1928, é interessante para contextualizar a grande festa da Sétima Arte. Muitos se perguntam, até com certa razão, mas não desprovidos de pertubações ideológicas: por que uma cerimônia realizada pela indústria cinematográfica de um único país recebe o status de “Copa do Mundo do Cinema”?
Algumas explicações são necessárias. No período entre guerras mundiais, cineastas e atores europeus migraram para os Estados Unidos (o que ocorreu também em outros campos da cultura e da ciência). Alguns fugiam de regimes ditatoriais que lhes poderiam tolher a liberdade criativa; outros buscavam apenas um porto seguro para desenvolver suas ideias cinematográficas.
Todos esses elementos engrossaram o caldo do cinema americano, emprestando a ele ares universais. Apenas para vocês terem uma ideia, cito alguns ícones que desembarcaram em solo americano: Charles Chaplin e Alfred Hitchcock (Inglaterra); Ernst Lubitsch e Marlene Dietrich (Alemanha); Billy Wilder e Fritz Lang (Áustria); Frank Capra (Itália); Greta Garbo (Suécia). Poderia ir além. Creio, contudo, serem os exemplos suficientes para lançar uma interrogação: até que ponto o cinema realizado historicamente nos EUA pode ser considerado verdadeiramente o cinema americano?
A resposta, a meu ver, está posta. O cinema realizado em solo americano se expressa através de vários sotaques. O mais evidente e perturbador, que vem asfixiando o espaço de outros estilos, é o do cinema de ação hollywoodiano, frenético e assustador. Os seus realizadores perderam completamente a noção da escala humana e de nossa percepção. São filmes, na sua maioria, inteligíveis, pelo simples fato de explorarem a tecnologia como um fim e não um meio de se obter um resultado estético, contar uma história e passar uma mensagem. Não desanimem, porém, meus caros, existe uma luz no fim do túnel e o Oscar 2012 nos indica o caminho para alcançá-lo.
Se não, reparem em alguns dos concorrentes às principais categorias. Ressalto, primeiro, o inusitado “O artista” (The artist), filme que concorre a 10 prêmios. De nacionalidade francesa, presta uma homenagem, em tom de comédia, à revolução que ocorreu no cinema com o advento do som. Para se ter uma ideia, em 1928, exatamente o ano em que o Oscar foi criado, dos 294 filmes produzidos em hollywood, 220 não tinham som. No ano seguinte, uma surpreendente inversão: dos 290 produzidos, pasmem, apenas 28 eram mudo. Pois bem, “O artista” presta essa bem humorada homenagem no melhor estilo: utilizando-se da linguagem em voga antes da revolução propiciada pelo som.
Enquanto “O artista” consiste em um olhar francês sobre a produção americana, o recordista em indicações este ano, “A invenção de Hugo Cabret” (concorre em 11 categorias) é exatamente o inverso. A visão de um americano (Martin Scorcese) sobre a Paris dos anos 20. Um filme em 3D que conta a história de um garoto de 12 anos que acaba de perder o seu pai, um inventivo relojoeiro.
Além dos filmes citados, destaco também “Meia-noite em Paris” (Midnight in Paris) de Woody Allen, que concorre em 3 categorias (melhor filme, diretor e roteiro original). Uma grande viagem pela qual passeiam Hemingway, Picasso, F. Scott Fitzgerald, Salvador Dalí, entre outros personagens da chamada geração perdida que conviveu na Cidade Luz nos anos 20. Será que os conhecidos personagens tiveram notícia das descobertas do pequeno Hugo de Scorcese? Talvez.
Bem cotado ainda está o elogiado "Os descendentes" (The descendants) estrelado por George Cloney. Já faturou, por exemplo, os prêmios de melhor filme dramático e melhor ator no globo de ouro. Concorre em 3 categorias: melhor filme, diretor e ator. Entre as várias dúvidas que alimentam as bolsas de aposta, parece que há uma barbada: Meryl Streep tem tudo para ganhar o Oscar de melhor atriz por sua interpretação de Margareth Tatcher, em "A dama de ferro" (The iron lady). É apenas a 17ª vez que a brilhante atriz concorre nessa categoria. Venceu 2 vezes.
Entre os vários sotaques da festa, o brasileiro desponta na categoria melhor canção original: a música “real in rio” tem como um dos seus autores Carlinhos Brown. É mais um aperitivo para quem enfrentará a madrugada para assistir à cerimônia de premiação. Bom divertimento!
___________________
*Carlos Emerenciano - Apreciador de um bom filme, dividirá com os leitores suas impressões sobre cinema todas as sextas-feiras.
Twitter: @cemerenciano
e-mail: aemerenciano@gmail.com
Postado pelo Blog CALANGOTANGO
CINEMA
Por Carlos Emerenciano*
Se pudesse resumir a expectativa em torno da cerimônia de premiação do Oscar 2012 (84ª edição) em uma palavra, escolheria a imprevisibilidade. Não há grandes favoritos nas principais categorias. Isso, meus caros leitor e leitora, torna ainda mais interessante, para quem gosta de cinema, assistir ao evento. Sugiro, então, que comprem pipoca e bebida para acompanhar esta que se tornou a principal premiação do cinema mundial, muito em virtude da pujança da indústria cinematográfica nos Estados Unidos, a qual conta o dinheiro a partir da cifra dos bilhões.
Contar, então, um pouco dessa história, que se iniciou no longínquo 1928, é interessante para contextualizar a grande festa da Sétima Arte. Muitos se perguntam, até com certa razão, mas não desprovidos de pertubações ideológicas: por que uma cerimônia realizada pela indústria cinematográfica de um único país recebe o status de “Copa do Mundo do Cinema”?
Algumas explicações são necessárias. No período entre guerras mundiais, cineastas e atores europeus migraram para os Estados Unidos (o que ocorreu também em outros campos da cultura e da ciência). Alguns fugiam de regimes ditatoriais que lhes poderiam tolher a liberdade criativa; outros buscavam apenas um porto seguro para desenvolver suas ideias cinematográficas.
Todos esses elementos engrossaram o caldo do cinema americano, emprestando a ele ares universais. Apenas para vocês terem uma ideia, cito alguns ícones que desembarcaram em solo americano: Charles Chaplin e Alfred Hitchcock (Inglaterra); Ernst Lubitsch e Marlene Dietrich (Alemanha); Billy Wilder e Fritz Lang (Áustria); Frank Capra (Itália); Greta Garbo (Suécia). Poderia ir além. Creio, contudo, serem os exemplos suficientes para lançar uma interrogação: até que ponto o cinema realizado historicamente nos EUA pode ser considerado verdadeiramente o cinema americano?
A resposta, a meu ver, está posta. O cinema realizado em solo americano se expressa através de vários sotaques. O mais evidente e perturbador, que vem asfixiando o espaço de outros estilos, é o do cinema de ação hollywoodiano, frenético e assustador. Os seus realizadores perderam completamente a noção da escala humana e de nossa percepção. São filmes, na sua maioria, inteligíveis, pelo simples fato de explorarem a tecnologia como um fim e não um meio de se obter um resultado estético, contar uma história e passar uma mensagem. Não desanimem, porém, meus caros, existe uma luz no fim do túnel e o Oscar 2012 nos indica o caminho para alcançá-lo.
Se não, reparem em alguns dos concorrentes às principais categorias. Ressalto, primeiro, o inusitado “O artista” (The artist), filme que concorre a 10 prêmios. De nacionalidade francesa, presta uma homenagem, em tom de comédia, à revolução que ocorreu no cinema com o advento do som. Para se ter uma ideia, em 1928, exatamente o ano em que o Oscar foi criado, dos 294 filmes produzidos em hollywood, 220 não tinham som. No ano seguinte, uma surpreendente inversão: dos 290 produzidos, pasmem, apenas 28 eram mudo. Pois bem, “O artista” presta essa bem humorada homenagem no melhor estilo: utilizando-se da linguagem em voga antes da revolução propiciada pelo som.
Enquanto “O artista” consiste em um olhar francês sobre a produção americana, o recordista em indicações este ano, “A invenção de Hugo Cabret” (concorre em 11 categorias) é exatamente o inverso. A visão de um americano (Martin Scorcese) sobre a Paris dos anos 20. Um filme em 3D que conta a história de um garoto de 12 anos que acaba de perder o seu pai, um inventivo relojoeiro.
Além dos filmes citados, destaco também “Meia-noite em Paris” (Midnight in Paris) de Woody Allen, que concorre em 3 categorias (melhor filme, diretor e roteiro original). Uma grande viagem pela qual passeiam Hemingway, Picasso, F. Scott Fitzgerald, Salvador Dalí, entre outros personagens da chamada geração perdida que conviveu na Cidade Luz nos anos 20. Será que os conhecidos personagens tiveram notícia das descobertas do pequeno Hugo de Scorcese? Talvez.
Bem cotado ainda está o elogiado "Os descendentes" (The descendants) estrelado por George Cloney. Já faturou, por exemplo, os prêmios de melhor filme dramático e melhor ator no globo de ouro. Concorre em 3 categorias: melhor filme, diretor e ator. Entre as várias dúvidas que alimentam as bolsas de aposta, parece que há uma barbada: Meryl Streep tem tudo para ganhar o Oscar de melhor atriz por sua interpretação de Margareth Tatcher, em "A dama de ferro" (The iron lady). É apenas a 17ª vez que a brilhante atriz concorre nessa categoria. Venceu 2 vezes.
Entre os vários sotaques da festa, o brasileiro desponta na categoria melhor canção original: a música “real in rio” tem como um dos seus autores Carlinhos Brown. É mais um aperitivo para quem enfrentará a madrugada para assistir à cerimônia de premiação. Bom divertimento!
___________________
*Carlos Emerenciano - Apreciador de um bom filme, dividirá com os leitores suas impressões sobre cinema todas as sextas-feiras.
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