sábado, 2 de abril de 2011


HÁ 98 ANOS
FRANCISCO GOMES DA COSTA


O velho General Costa, único filho vivo da descendência do Coronel João Gomes da Costa e Anna Rodrigues da Costa, nasceu na Fazenda Pitombeira, do Município de Taipú, aos 2 dias do mês de abril de 1913, tendo sobrevivido à sua esposa Mabel Rose Jardine Costa, exemplo de virtude. Ingressou na vida militar em Realengo no dia 8 de maio de 1935 e, após uma longa e brilhante carreira, chegou ao posto de Coronel e, em razão de ter a condição de ex-combatente, foi para a reserva no posto de General de Brigada e, em 1966 General de Divisão. Detentor de várias condecorações, foi durante dois anos e meio Presidente da Subcomissão Geral de Investigações no Rio Grande do Norte, entre 1970 e 1972.
Sua dedicação à família foi marcante e, em relação ao meu pai, certa vez, num momento de enfermidade deste, exigiu que fosse buscar outro centro, pois em Natal ainda não havia instrumental de alta precisão e ao fazer isso disponibilizou até o seu patrimônio. Prova maior de amor não poderia ser dada.
Sobre ele conheço muitos episódios, mas espero um dia coletá-los para uma homenagem singular. Por enquanto, registro a entrevista que me concedeu em sua casa da Rua Olinto Meira, 1027, constatando que, apesar dos seus 98 anos, ainda está completamente lúcido e disposto a continuar sua jornada por mais alguns anos, se Deus o permitir. Chegou a fazer um croquis completo de toda a Fazenda Pitombeira, seus prédios, seus moradores e seus acidentes geográficos. Colocou no verso de uma fotografia de família todos os dados dos seus irmãos, do primeiro matrimônio de João Gomes da Costa com Bernardina Rodrigues da Costa - Maria (AA), casada com João Severiano da Câmara; Luzia (Ziá), que morreu muito cedo, em 1929, casada com Jerônimo Severiano da Câmara; José Gomes da Costa (Zeco), casado com Maria Ligia de Miranda Gomes; Antônio Gomes (Tonho), casado com Isaura Juvênio da Câmara; Jerônimo Gomes (Loló), casado com Otacília Teixeira Gomes; Pedro, casado com Maria da Conceição Rocha, Manoel (Ué), casado com Ligia Bemfica; do segundo matrimônio, com Anna Rodrigues da Costa, então viúva de Sergio Guedes da Fonseca, que trazia desse casamento o Dr. Sérgio Guedes da Costa, casado com Elizier da Câmara Bemfica (Zizi), o qual foi criado sem nenhuma discriminação, nasceram: Francisco (Ici), casado com Mabel Rose Jardine Costa; Luiz (Zilú), casado com Maria Dulce e depois com Estrela da Liberdade; Paulo, casado com Olindina dos Santos Lima; Maria (Lilia), solteira. Houve um filho no período da viuvez – Luiz, criado entre os filhos legítimos e que morreu ainda jovem.
A FAMÍLIA LHE TRIBUTA TODAS AS MERECIDAS HOMENAGENS.

sexta-feira, 1 de abril de 2011


STF reconhece repercussão geral em mais dois temas:
Recursos que tratam de teto remuneratório e cláusula de barreira em concurso público


Recursos que tratam de teto remuneratório e cláusula de barreira em concurso público foram reconhecidos como tema de repercussão geral pelo Supremo Tribunal Federal. No primeiro caso, é questionado se o teto constitucional deve incidir sobre cada remuneração isoladamente ou sobre a somatória delas; enquanto no segundo será discutido se as cláusulas de barreira dos editais de concurso público, que selecionam apenas os candidatos com melhor classificação para prosseguir no concurso, são constitucionais.

Teto remuneratório
O governo de Mato Grosso ingressou com Recurso Extraordinário no STF contra decisão do Tribunal de Justiça do estado em favor de um servidor público. Segundo a corte mato-grossense, o teto remuneratório estabelecido no artigo 37, inciso XI, da Constituiçãol, com a redação da Emenda Constitucional 41/03, deve ser aplicado, isoladamente, a cada uma das aposentadorias recebidas, e não a somatória das remunerações. Os desembargadores entenderam também que, no caso, em que o servidor acumulou cargos públicos, a verba remuneratória por cada cargo não ultrapassa o montante recebido pelo governador.

O relator do caso no Supremo é o ministro Marco Aurélio. “A situação jurídica é passível de repetir-se em inúmeros processos relativos às esferas federal, estadual e municipal e a servidores que recebem de fontes diversas, mediante a acumulação de cargos na atividade ou reingresso, após aposentadoria, no serviço público”, afirmou o ministro, ao justificar a repercussão geral no caso.
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FONTE: Boletim CONJUR - 28/3/2011

CNJ muda horário de atendimento do Judiciário

Todos os tribunais e órgãos jurisdicionais terão de atender o público, no mínimo, das 9h às 18h. O novo horário de atendimento do Poder Judiciário ao público foi aprovado pelo Conselho Nacional de Justiça na sessão plenária desta terça-feira (29/3) vale de segunda a sexta-feira e precisa respeitar o limite de jornada de trabalho dos servidores.

A alteração atende a um pedido de providências da Ordem dos Advogados do Brasil do Mato Grosso do Sul, segundo a qual, quem precisava dos serviços jurídicos estava sendo prejudicado porque alguns tribunais adotaram diferentes expedientes.

Para entrar em vigor, a resolução que altera os horários ainda precisa ser publicada no Diário da Justiça Eletrônico. A nova norma altera a Resolução 88, de setembro de 2009, incluindo um parágrafo no primeiro artigo.

O relator do processo foi o conselheiro Walter Nunes da Silva Jr. Com informações da Assessoria de Imprensa do Conselho Nacional de Justiça.

Leia a resolução aprovada:

RESOLUÇÃO Nº __, DE 29 DE MARÇO DE 2011

Acrescenta o § 3º à redação do artigo 1º da Resolução nº 88, de 08 de setembro de 2009

O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, no uso de suas atribuições constitucionais e regimentais, e

CONSIDERANDO que a fixação de parâmetros uniformes para o funcionamento dos órgãos do Poder Judiciário pela Resolução nº 88, de 08 de setembro de 2009, apenas quanto à jornada de trabalho de seus servidores, fez com que houvesse uma multiplicidade de horário de expediente dos órgãos jurisdicionais;

CONSIDERANDO que há vários horários de expediente adotados pelos tribunais, inclusive em relação a alguns dias da semana, o que traz prejuízos ao jurisdicionado;

CONSIDERANDO que o caráter nacional do Poder Judiciário exige a fixação de horário de funcionamento uniforme pelo menos em relação a um determinado período do dia;

RESOLVE:

Art. 1º. Fica acrescentado ao artigo 1º da Resolução nº 88, de 08 de setembro de 2009, o § 3º com a seguinte redação:
§ 3º Respeitado o limite da jornada de trabalho adotada para os servidores, o expediente dos órgãos jurisdicionais para atendimento ao público deve ser de segunda a sexta-feira, das 09:00 às 18:00 horas, no mínimo.

Art. 2º. Esta Resolução entra em vigor na data da sua publicação.

Min. Cezar Peluso, Presidente.
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FONTE: "Boletim CONJUR - 28/3/2011

UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES DO RN – UBE/RN
EDITAL 01/2011

ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA – EDITAL DE CONVOCAÇÃO


O Presidente da União Brasileira de Escritores – UBE/RN convoca os associados que estejam em pleno gozo de seus direitos sociais estabelecidos no Estatuto para se reuniram em Assembléia Geral Ordinária, que se realizará no dia 13 de abril (quarta-feira) de 2011 , à Rua Potengi (no auditório da Aliança Francesa), no bairro de Petrópolis, em Natal/RN, nesta Capital, às 16:30 h (Dezesseis horas e trinta minutos) em primeira convocação, com presença de maioria absoluta dos associados; trinta minutos após, em segunda convocação, com qualquer numero dos Associados, a fim de discutir e deliberar sobre a seguinte Ordem do Dia:

A) Informes
B) Eleição de novos sócios
C) Prestação de contas do exercício de 2010
D) Filiação da UBE/RN à recém criada Federação de Entidades Culturais – FINCS

Natal/RN, 31 de março de 2011
Eduardo Gosson
Presidente
___________________
OBS.: Um dos temas da reunião será a questão da filiação ou não da UBE na Federação das Instituições de Cultura do Rio Grande do Norte, criada recentemente por uma ideia do escritor Jurandyr Navarro, com o único propósito de reforçar o movimento cultural do nosso Estado. Alguns confrades não captaram a exatidão desse propósito e entendem que a UBE/RN deve fucar distante dessa Entidade. O assunto merece um debate e uma decisão democrática. É importante a presença do maior número possível de associados.
At. Carlos Gomes

quinta-feira, 31 de março de 2011

ATENÇÃO À COMUNIDADE ÍTALO-BRASILEIRA



ACIBRA/RN - Associação Cultural Ítalo-Brasileira
MADRELINGUA - Centro di Cultura Italiana
apresentam
A IDENTIDADE ITALIANA
Ciclo de encontros sobre as pessoas, as idéias, os produtos que fizeram a Itália até hoje
Convidados: Viviane Teles - Arquiteta e Erich Rodrigues - Presidente da Junior Achievement/RN
DATA = 1° DE ABRIL
HORÁRIO = 19:30 HORAS
LOCAL = LIVRARIA SICILIANO MIDWAY - ENTRADA FRANCA
INFORMAÇÕES: 3219-4669 / 9991-0876

quarta-feira, 30 de março de 2011


PAI TÔ COM FOME

Vale a pena ler!!!!

Ricardinho nao aguentou o cheiro bom do pao e falou:

- Pai, tô com fome!!!

O pai, Agenor , sem ter um tostao no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciencia....

- Mas pai, desde ontem nao comemos nada, eu tô com muita fome, pai!!!

Envergonhado, triste e humilhado em seu coraçao de pai, Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria a sua frente...

Ao entrar dirige-se a um homem no balcao:

- Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome, nao tenho nenhum tostao, pois sai cedo para buscar um emprego e nada encontrei, eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pao para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chao de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar!!!

Amaro , o dono da padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho...

Agenor pega o filho pela mao e apresenta-o a Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcao, onde manda servir dois pratos de comida do famoso PF (Prato Feito) - arroz, feijao, bife e ovo...

Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua....

Para Agenor , uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fuba..

Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada...

A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e lembrança de sua pequena familia em casa, foi demais para seu coração tao cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades...

Amaro se aproxima de Agenor e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar:

- Maria!!! Sua comida deve estar muito ruim... Olha o meu amigo está até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato?!?!

Imediatamente, Agenor sorri e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer...

Amaro pede então que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho..

Mais confiante, Agenor enxuga as lágrimas e começa a almoçar, ja que sua fome já estava nas costas...

Após o almoço, Amaro convida Agenor para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório...

Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo de
pequenos 'biscates aqui e acolá', mas que há 2 meses não recebia nada...

Amaro resolve então contratar Agenor para serviços gerais na padaria, e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias...

Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu inicio no trabalho...

Ao chegar em casa com toda aquela 'fartura', Agenor é um novo homem sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso...

Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores...

No dia seguinte, ás 5 da manhã, Agenor estava na porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho...

Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando...

Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele
chamava-o para ajudar aquela pessoa...

E, ele não se enganou - durante um ano, Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres...

Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirao acima da padaria, e que ele fazia questão que Agenor fosse estudar...

Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta...

Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula...

Vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de Medeiros , advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro...

Ao meio dia ele desce para um café na padaria do amigo Amaro, que fica impressionado em ver o 'antigo funcionário' tão elegante em seu primeiro terno...

Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço...

Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho , o agora nutricionista Ricardo Baptista...

Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um...

Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido...

Ricardinho , o filho mandou gravar na frente da 'Casa do Caminho', que seu pai fundou com tanto carinho:

'Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço. Que Deus habite em seu coração e alimente sua alma E, que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!!!'

(História veridica)

Se acharem que vale a pena divulguem, pois nunca é tarde para começar e sempre é cedo para parar!!!??
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OBS.: Diariamente tenho recebido dos amigos inúmeras mensagens, de toda natureza, algumas marcam pela dureza dos acontecimentos. Além deste fato que agora transcrevo, que mostra a solidariedade de poucos, recebi um outro que mostra uma avó carregando no ombro um neto de 16 anos para tratamento médico, penando para conseguir que um ônibus pare para subir com o doente e sua cadeira de rodas e a mínima solidariedade para cumprir a sua missão. Enquanto isso, o Poder Público insiste em destruir equipamentos já construídos e ilusoriamente oferta um projeto megalomaníaco. Por isso, retribuí o e-mail com a seguinte crítica:
Estimados Amigos e Amigas,
Quando vejo situações como esta, sinto uma profunda indignação contra a insensatez do Governo do RN e da Prefeitura de Natal em gastarem milhões ou até 1,2 bilhão com demolição do Machadão e construção de uma Arena de Ilusões, quando o Estado e a cidade estão carentes dos equipamentos básicos. Escolas estão caindo, faltam medicamentos, a polícia impotente, desemprego, buracos, hospitais abarrotados, pessoas morrendo nos corredores, o aeroporto de São Gonçalo sem perspectivas, a mobilidade urbana, tão badalada, não produz eficácia. Onde está o metrô de superfície e as ZPEs?????? Muita demagogia, muita badalação da imprensa (paga) e a qualidade de vida em baixa. Só DEUS poderá salvar nossa população, retirando de cena esses políticos malabaristas, ilusionistas e aproveitadores da credibilidade de uma população atrasada, que até aplaude a mentira.
Amigos e Amigas, orem com fervor por dias melhores.
Um abraço do velho professor Carlos Gomes.

terça-feira, 29 de março de 2011


HÁ 82 ANOS
JURANDYR NAVARRO DA COSTA


Natalense do signo de Aires, nascido no dia 29 de março de 1929. Porte elegante, mercê da condição de atleta - na mocidade foi campeão de voleibol, tendo atuado, também, nas peladas de futebol, no remo pelo tradicional Centro Náutico Potengi, basquete pelo Santa Cruz e natação nos saudosos veraneios da Praia de Areia Preta.
Esposo exemplar, pai e avô carinhoso, dedicado à família. Amigo incondicional de todas as horas.
Foi estudante dedicado no Colégio Santo /Antônio, dos Irmãos Marista e no Atheneu Norte-Rio-Grandense Diplomou-se em Ciências Jurídica e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade do Recife, tendo, no mesmo período, cursado Antropologia, como extensão universitária, estudando com o renomado sociólogo brasileiro,Gilberto Freire, como também realizando curso de Direito penal, como extensão universitária, sob a criteriosa direção e magistério do Professor Barreto Campelo. Tem Cursos de pós- graduação em administração e ciência política (UFRN) .
Ao concluir o Curso de Direito ingressou na advocacia, tendo sido eleito Conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil , seção do Rio Grande do Norte, por dois biênios. Como tal, filiou-se ao Instituto dos Advogados - o braço cultural da OAB/RN, permanecendo, a esta filiado, com a inscrição de n 132. Integrou o Tribunal de Ética e Disciplina da Corporação dos Advogados do Rio Grande do Norte, exercendo, na condição de advogado, inúmeros cargos:
Advogado do serviço Social da Base Naval de Natal (MARINHA DO BRASIL), Advogado da Companhia de Águas e Energia- CAERN- (RN), Assessor Jurídico da Prefeitura de Natal, Consultor Jurídico do Instituto de Previdência do Estado- (IPE), Membro do Conselho Penitenciário do Estado, Promotor de Justiça – Adjunto das Comarcas de João Câmara e Santo Antônio, deste Estado, Assistente Legislativo Estadual, Procurador do Estado do Rio Grande do Norte.
Atuação em outros colegiados oficiais:
Membro do Conselho do Instituto de Previdência do Estado (IPE), Integrante do Conselho Diretor da Fundação José Augusto, Membro do Conselho Curador da Fundação José Augusto. Presidente da Comissão de Acumulação de cargos da UFRN. Membro da Comissão de Acumulação de cargos do Estado, Membro do Conselho Editorial da UFRN, Integrante do Conselho Editorial da Fundação “José Augusto”, Presidente da Comissão de Concurso para Professor da UFRN, Presidente da Comissão de Licitação da UFRN, Conselheiro do Conselho Estadual de Cultura.
No magistério foi Professor de Português do Colégio Estadual do Ateneu Norte-Rio–Grandense, Professor de Português e História do Brasil, do Colégio Agrícola de Ceará-Mirim, Professor de Estudo de Problemas Brasileiros da UFRN, Professor de Direito Comercial da UFRN, Professor de Legislação Social e Política da UFRN, Professor de Ciência Política da UFRN.
Exerceu inúmeros cargos comissionados:
Chefe de gabinete da Secretaria de Estado da Educação e Cultura, Chefe de gabinete da Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Sub-chefe de administração da casa civil do Governo do Estado, Secretário de Estado da Justiça, Chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Secretário de Estado da Agricultura (respondendo), Presidente da Comissão Organizadora da Criação da CAERN (RN), Chefe da Procuradoria Judicial da Procuradoria Geral do Estado, Presidente da Fundação José Augusto, Representante do Governo do Estado nas Assembleias Gerais da CASOL,COFERN E BANDERN,.
ATIVIDADE EM ÓRGÃOS DE DIREITO PRIVADO E CULTURAIS:
Presidente da Fundação Cultural ”Padre João Maria, Diretor do Jornal A VERDADE, Idealizador da Academia de Letras Jurídicas do Rio Grande do Norte e seu atual Presidente, Integrante da União Brasileira de Escritores (UBE-RN), Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, Sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, Membro do Instituto Norte-Riograndense de Genealogia, Auditor e depois Juiz do Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol, Fundador da Federação das Instituições de Cultura do Rio Grande do Norte e seu Vice-Presidente.
OBRAS PUBLICADAS:
O sinal humano; Páginas de verão; O trabalho e a sua grandeza; Academia de Letras Jurídicas do Rio Grande do Norte; Rio Grande do Norte = oradores (1889-2000); Rio Grande do Norte - OS NOTÁVEIS DOS 500 ANOS; Estado Universitário; Antologia do padre monte (10 volumes), na condição de organizador.
LIVROS EM PREPARO:
Praias da Grande Natal; Os Natalenses; Instituição Cultural do RN; A Idade Média; Oração Acadêmica.
PLAQUETES PUBLICADAS:
Apologia à Cultura e Evocação das letras clássicas; Quem protegeria a sociedade; Discurso do Presidentes Café Filho em Portugal, (parceria com Ivo rim Batista Costa); Biografia de Joaquim Torres; Democracia; Resgate da Memória Jurídica do RN, em parceria com Carlos de Miranda Gomes; Centenário de João Medeiros Filho - parceria com Odúlio Botelho; Centenário do Padre Monte.
ATIVIDADE DE ORDEM POLITICA:
Pertence ao partido Democrático Cristão-PDC, sendo primeiro secretário da diretoria, candidato a Deputado Estadual em 1962, conseguindo sua primeira suplência, pleito havido para a legislatura 1963-1967. Em 1970, fez parte do Diretório da ARENA, partido majoritário da época .
Em várias eleições do Estado tem sido Advogado e Coordenador, no dia dos pleitos, representando partidos.
Convidado várias vezes para escrutinador na apuração e como mesário na recepção de votos, por Juízes Eleitorais.
MEDALHAS:
Medalha da UFRN , no grau de Oficial; Tribunal Regional do Trabalho da 21º Região, Medalha do Mérito ”Ministro Seabra Fagundes”.
RELIGIÃO:
Católico Apostólico Romano praticante, ,tendo por ela uma grande responsabilidade, de consciência, já que nascera numa Sexta-Feira da Paixão de 1929.
PARABÉNS A ESSE GRANDE HOMEM.

segunda-feira, 28 de março de 2011


COMUNIDADE ACADÊMICA FAZ JUSTIÇA

Elogiável a iniciativa da Comunidade Acadêmica Potiguar, coordenada pelos Professores Vladimir da Rocha França, André Elali e Artur Bonifácio Cortez, em promover o lançamento conjunto das obras "Novas Tendências do Direito Constitucional", em homenagem ao Professor PAULO LOPO SARAIVA e "A Concretizaçãço do Princípio da Igualdade em matéria tributária por meio de sentenças aditivas" de autoria de José Evandro Zaranza Filho.
O evento, diferentemente do costume, é realizado com o nosso maior Mestre do Direito em plena atividade e não apenas quando as pessoas deixam a vida ativa e tem o apoio da Livraria Siciliano e das Editoras Juruá e MP.

Data e horário: 29 de março, às 19 horas
Local: Livraria Siciliano - Midway Mall - Natal - RN

domingo, 27 de março de 2011


HÁ 100 ANOS

No dia 27 de março de 1911 nascia em Natal uma guerreira – MARIA LIGIA, cujo destino foi construir um lar e uma família.
Sua história é cheia de sacrifícios, dedicação e amor, conforme testemunham os seus descendentes e agregados.

Palavras de MOACYR

Mãe:
O tempo passou tão depressa, mesmo decorridos quase trinta anos de sua ida para o universo celeste, a saudade ainda persiste, aceita com resignação e com esperança de um reencontro, para receber seu abraço, com a ternura com que sempre nos acalentou.
Sei que Deus, em sua infinita bondade e sabedoria, já lhe permitiu viver em harmonia com todos aqueles que fizeram parte de sua vida como meu inesquecível pai, meu irmão Fernando, meus avós, tios, enfim, todos aqueles que foram para a morada final.
Serei eternamente grato, aos fundamentos de minha formação, a qual muito deve ao seu amor, dedicação, renúncias, coragem e estoicismo silencioso com que soube enfrentar os momentos mais difíceis de nossa trajetória de vida.
Como infelizmente não sou dotado do privilégio conferido aos poetas, peço licença para lhe prestar minha modesta, mas sentida homenagem, oferecendo o poema que segue:
Para Sempre

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade

MENSAGEM DE MINHA QUERIDA ESPOSA IRIS POR OCASIÃO DO CENTENÁRIO DE MINHA MÃE

Para D. Ligia:
O que dizer de minha sogra, que, se fosse viva, estaria completando 100 anos neste 27 de março do ano de 2011.
Diria que ela foi minha segunda mãe, substituindo a inesquecível tia Myriam Coeli, que tão bem me criou, já que a mãe natural não pude ter. Diria que a primeira vez que a vi senti a emoção da descoberta daquele amor verdadeiro que Deus mostra sem palavras, e daí em diante vivenciei as benesses do carinho e bem querer que D. Ligia sempre me doou e que nos uniu até o dia que se foi para o outro mundo.
Diria ainda, que até hoje sinto muito sua falta, restando apenas o consolo de saber que ela é mais uma santa no céu a olhar por nós.
Com todo amor de sua filha Iris, até que nos encontremos um dia.


* * *
Tendo em vista a perda do querido irmão FERNANDO DE MIRANDA GOMES, na linha hereditária, cujos depoimentos dos seus descendentes e viúva não conseguimos receber em tempo desta homenagem, convocamos a irmã LÊDA MARIA, que escreveu suas lembranças sobre mamãe:

Maria Ligia de Miranda Gomes, minha mãe, uma grande mulher.
Sempre lamentei a impossibilidade de ter convivido com ela por maior tempo, haja vista que os meus estudos não permitiram que eu a acompanhasse nos períodos em que a família morou no interior, mas apenas nos períodos de férias. Mesmo assim, a lembrança de mamãe me marcou profundamente, pela sua dedicação e permanente vigilância para que houvesse, sempre, total harmonia entre os irmãos, separados pelas contingências do destino.

Lembro, ainda, de uma passagem da vida desta criatura que nos honrou pelo seu respeito ao próximo: Quando eu era criança sempre fui muito mimada junto aos meus irmãos por ser a mais velha entre as mulheres. Em 1935, quando tinha apenas 4 anos, adoeci precisando que alguém fosse apanhar remédio na casa da avó Aline, Moacir foi incumbido desta missão, porém, neste momento começou uma revolução na cidade – a intentona comunista - ficando mamãe aflita com a saída do filho e procurou ampará-lo dos perigos que ele poderia correr, com extrema coragem.

Éramos três os maiores, Moacir, Fernando e eu, sempre unidos por conta das lições recebidas de mamãe, com o estímulo e o apoio, permanentes de papai, no sentido de manter todos em casa com o maior zelo, sempre obedecendo aos seus ensinamentos. Foi um tempo feliz, porque tínhamos em nossos pais verdadeiros ídolos.
São lembranças que muito me emocionam e trazem imensas saudades!

Lêda Maria Gomes de Carvalho.

* * *
Mensagem de ELZA

MINHA MÃE,
Palavras são poucas diante da infinita bondade desta mulher tão pura, tão cheia de amor e dedicação.
Da infância trago recordações inesquecíveis, porém ao sentir a responsabilidade da vida, foi que me dei conta do quanto aprendi com a minha santa mãe.
Seu evangelho resumia-se no amor do qual eu fui agraciada, pois você Lígia, esteve presente em todas as etapas de minha vida, dando-me coragem e apontando soluções para enfrentar os caminhos tortuosos que atravessei.
Hoje 27/03/11 seria o centenário de tua vida, que tenho certeza será festejado no mais alto dos céus onde está preparado o seu trono de paz.
Só tenho a bendizer essa mãe extremosa e boa que me deu tanta segurança e ensinou-me o verdadeiro valor de ser MÃE.

Te amo muito querida
Te guardo dentro da alma
E quando a saudade me dói
Tua lembrança me acalma


Elza Carlina Gomes Leandro

* * *

Depoimento de CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES

Ainda adolescente, apaixonou-se por José Gomes da Costa, com ele se casando aos 14 anos, na Igreja de Sant´Anna, em Caicó, onde o seu amado exercia a Promotoria de Justiça.
O seu nome originário foi motivo de inúmeras retificações. Inicialmente Maria Lygia Maranhão de Miranda, filha de Jerônimo Xavier de Miranda e Aline Miranda de Albuquerque Maranhão. No seu registro de casamento, às fls. 137v. e 138 – livro “B-11”, nº de ordem 27, em 04 de setembro de 1926 - escrivão Elino Eloi de Medeiros e Oficial do Registro Público da Comarca de Caicó - Esperidião Eli de Medeiros, consta o seu nome como Lygia Maranhão de Miranda, nascida em 27 de março de 1911, que passou a se chamar Lygia de Miranda Gomes e a cerimônia civil ocorreu na casa dos seus pais – Av. Seridó, presentes o Professor Leonidas Monteiro de Araújo – 1º Juiz Distrital, em exercício, sendo testemunhas Celso Affonso Dantas e Eduardo Gurgel de Araújo. Compareceu, ainda, o seu pai, Coronel João Gomes da Costa e Julia Medeiros. Posteriormente foi promovida uma retificação judicial no referido registro em 28 de janeiro de 1943, por ordem do Juiz Vicente de Lemos Filho, em 24 de outubro de 1942, conforme processo do 3º Cartório Judiciário de Natal, sendo escrivão Bartolomeu Fagundes e cumprido pelo Juiz de Caicó – Dr. J.G. da Nóbrega, através da escrivã Áurea Medeiros, ajudante de Cartório, corrigindo-se o nome de mamãe para Maria Ligia de Miranda, que passou a se chamar Maria Ligia de Miranda Gomes.
Ainda em Caicó, nasceu o primogênito Moacyr Gomes da Costa, com a ajuda das mãos sagradas de Mãe Quininha e do Dr. Mariano Coelho, hoje arquiteto consagrado e autor do “poema de concreto armado – O Machadão”, que a insensatez dos despreparados do poder vai destruir brevemente.
A propósito do nascimento de Moacyr, Dona Ligia, com apenas 15 anos de idade, teve diagnosticada a gravidez de risco, porquanto o seu primogênito estava em posição que lhe trazia perigo de morte, quando então Mãe Quininha comentou com Dinarte Mariz o perigo que corria a mulher do Dr. Zé Gomes e Dinarte, incontinenti, mandou buscar em Currais Novos o Dr. Mariano Coelho, que fez o parto e tudo correu normalmente, daí a grande amizade do nosso pai com aquele político seridoense, que no início da formação de sua família proporcionou-lhe a salvação da esposa e do primeiro filho.
Mulher de muita fibra, superou dificuldades financeiras da família, suportou as ameaças durante o levante comunista de 1935, quando o seu esposo foi aprisionado pelos revoltosos, mas libertado graças à intervenção de João Galvão, ainda parente de mamãe e que no futuro veio a ser um advogado conhecido e amigo pessoal do Dr. José Gomes.
Perdeu dois filhos em tenra idade – Terezinha e João.
Ainda acalentou a família durante as dificuldades da 2ª Guerra Mundial, em que Natal sofria ameaças de invasão e era obrigada a suspender o fornecimento de energia durante a noite ou camuflá-la para não permitir ao inimigo a possibilidade de ser vista.
Acompanhou o seu marido na passagem por vários municípios, onde era Juiz, com mudanças periódicas e perda dos seus pertences, além do sofrimento de viver longe de parcela dos seus filhos que, já em idade escolar mais avançada, não podiam morar no interior, pelo que eram distribuídos pela casa dos parentes.
Diz-se que ao lado de um grande homem existe sempre uma extraordinária mulher. O adágio neste caso é absolutamente verdadeiro, pois Dona Ligia foi esse escudo, a incentivadora, a mãe de família exemplar, a esposa dedicada cujo amor foi tamanho, que apesar de bem mais jovem que o seu esposo, de boa têmpera, tendo aquele falecido aquele em 1982, logo no ano seguinte, também partiu e certamente o motivo de maior relevo foi a saudade.
Tive a graça de conviver com mamãe no melhor de sua existência. Minha amiga, minha fã, minha conselheira e, nos últimos dez anos de sua vida, por ironia do destino, tornei-me seu enfermeiro. As injeções de insulina eram as primeiras ações de cada dia, a medição da pressão, sempre alta, e a atenção permanente para evitar a hipo ou hiper glicemia. Era algo doloroso para mim, pois às vezes não aplicava bem a injeção e via em seu rosto, discretamente, a dor que lhe causava.
A minha sorte foi ter ganho uma esposa que, em muito, lembra a Senhora, no desvelo pela minha saúde, pela humildade e dedicação permanente à família.
Um beijo minha mãe – em algum tempo mais, nos reencontraremos.

A nora THEREZINHA ROSSO, também fez questão de dar o seu depoimento sobre D.Lígia e o fez com extrema emoção, dizendo:

Dona Ligia, a minha “querida sogra” foi uma pessoa muito especial na minha vida e da família que construí com seu filho Carlos.
Mulher emotiva. As lágrimas saíam dos seus pequenos olhos com extrema facilidade – era bastante alguém dizer: está chorando?
Era uma pessoa educada, determinada, amiga e de um grande coração. Formava um belo par com o seu querido “Zé Gomes” e se amaram até a partida, como amor de adolescentes.
Com pouco mais de um ano da partida do seu amado, foi ao seu encontro.
Nossa amizade era de mãe e filha, éramos companheiras nas compras do comércio, onde sempre pedia minha opinião e nas belas tardes no cinema.
Quando ela foi para o céu, tenho certeza que essa é sua morada, deixou muita falta e saudade. Antes da missa de 7° dia tive um sonho com ela – parecia que estava ao meu lado e passou-me uma bela mensagem: “Parti, eu não queria ter partido, sinto muita saudade. Eu lhe queria como uma filha”. Respondi – eu lhe queria como uma mãe. Acordei entre lágrimas e saudades.

Therezinha, em 27/3/2011


* * *
Outro testemunho, de sua filha MARIA DO SOCORRO (Socorrinho):

Querida mamãe
Falar de minha mãe é uma tarefa fácil porque ela foi uma mulher do lar, amiga, companheira dos filhos e do meu saudoso pai, enquadrada nos moldes clássicos de viver.
Dedicada ao lar e aos seus filhos e netos.
Tenho todos os motivos do mundo para dizer quem foi minha mãe, de formação íntegra, dedicada a mim e aos meus filhos, companheira com todos os filhos, para criar e incentivar nos estudos, dando uma educação exemplar.
Para mim foi um sustentáculo, em todos os sentidos. Seus cuidados e preocupações permitiram que eu ultrapassasse incontáveis dificuldades.
Mulher pacata, paciente, boa administradora, cheia de bondade e generosidade. Quanta saudade do seu convívio e dos seus carinhos.
Eu me sinto privilegiada em ter recebido o calor do seu colo amigo. É inegável o sentimento de gratidão e respeito “in memoriam”, que sinto pela querida mãe.
Guardava e tinha em seu coração toda a experiência vivida: o amor, a compreensão, o sentimento de se doar à família. Uma mulher sem orgulho, sabendo educar seus filhos e filhas e fazer de todos eles Pessoas do Bem.
Mãe querida, Deus te levou tão cedo, porém deixou bons exemplos.
Deus te abençoe, e onde estiveres, reze por nós, que nós também estaremos rezando pela Senhora. Sei que te encontras num lugar muito especial onde mereces – no céu.
Mamãe, todos nós te amamos.
Beijos de tua filha Socorro.


* * *
O caçula da família é JOSÉ GOMES FILHO, aquele com quem mais tempo conviveu até os seus momentos finais da vida. Dele temos o seguinte registro, do que ele chama - dos acontecimentos marcantes:

1 - Por ser o caçula, o mimo que ela tinha comigo, é como se fosse uma protetora de um filho que nunca deveria crescer. Por conta disso, para cortar o cordão umbilical, demorou um pouco. 2 - Quando eu ia jogar futebol no sítio do meu avô, no meio da partida, aparecia ela no campo levando a famosa papa (constituída de leite, maizena e açúcar) e dizia: Zezinho venha comer sua papinha, eu ficava furioso, mas mesmo assim engolia a comida para satisfazê-la. A turma da pelada enchia meu saco com isso. 3 - Certo dia, ela mandou a empregada fazer uma faxina no quartinho onde nós estudávamos, e assim foi feito. Quando cheguei no tal quartinho, dei conta de que a preciosa coleção de folhinhas (calendário) da Pirelli tinha ido para o lixo e o caminhão da Prefeitura já tinha levado. Fiquei possesso, a ponto de ofender meus país e fazer minha mãe chorar; depois senti remorso, e foi muito grande. 4 - No dia da minha formatura do ginasial, no Colégio Marista, a alegria e a emoção nos dominou, e não poderia ser diferente. Ela vivenciou todos os momentos da minha juventude. Fico imaginando o filho que não tem mãe ou pai, deve sentir uma dor permanente no coração. 5 - O dia da punição que sofri quando servi ao Exército brasileiro, por três dias fiquei detido nas dependências do Batalhão de Operações do Exército no bairro das Rocas, por negligencia no serviço de plantão na 24ª CR. Quando ela soube chorou muito, sendo preciso que papai apelasse, pedindo ao Cel. Rolindino Maciel, na época, comandante dessa unidade, a aplicação de uma pena mais branda, o que de pronto foi aceito pelo seu amigo. 6 - Quantas vezes eu chegava junto dela e pedia - mamãe consiga um dinheiro com papai pra mim, e ela metia a mão no bolso do velho, tirava o dinheiro e dizia que era pra ela. Esse argumento facilitava, porque nosso pai tinha Dona Lígia como uma verdadeira rainha e o pedido dela era lei. Nunca presenciei um desentendimento entre ambos, eram os eternos namorados. Existia apenas uma enciumada natural de nossa mãe, quando papai brincava com ela e dizia: “essa cantora Clara Nunes, além de bonita tem uma bela voz”; mamãe reagia na hora, dava um beliscão e dizia: “Zé Gomes você está velho, não dá mais pra nada”. Papai só fazia rir e, quem estava por perto também entrava na risada. 7 - Os lanches de todas as tardes marcaram época. Eram convidadas nossas tias, as irmãs de mamãe para o famoso lanche. Com o passar do tempo, esse encontro criou fama, extrapolando os limites da rua Meira e Sá, e atraindo outras pessoas amigas para degustar as delícias da farta mesa. 8 - O inicio do seu fim ocorreu quando da morte de papai, ela foi definhando, perdeu o ânimo de viver, e os problemas de saúde foram se agravando. Nessa última etapa da sua vida, a companheira inseparável foi nossa tia Tiinha (Lourdinha). Somos todos gratos pelo desvelo dessa tia, por ter se dedicado de corpo e alma pela nossa mãe na fase mais difícil de sua vida. Gesto bonito.
É esse o meu depoimento sobre essa figura humana, que obviamente me marcou pelo resto da vida. Beijos mãe, perdoe-me pelos erros e pelas ingratidões.

Do seu filho Zezinho.

sábado, 26 de março de 2011


FUNDADA A FEDERAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DE CULTURA DO RIO GRANDE DO NORTE - FINSC.


Em ASSEMBLEIA GERAL ESPECIAL, realizada ontem, 25-03-2011, às 19 horas, na sala ONOFRE LOPES DA ACADEMIA NORTE-RIO- GRANDENSE DE LETRAS, nesta cidade, com expressivo comparecimento de representantes de diversas entidades culturais do nosso Estado, foi fundada a FEDERAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DE CULTURA DO RIO GRANDE DO NORTE.
Na ocasião foi aprovado o seu ESTATUTO SOCIAL e escolhidos os integrantes da DIETORIA EXECUTIVA, CONSELHO FISCAL E COMISSÃO DE ÉTICA E DISCIPLINA PROVISÓRIOS, os quais deverão cuidar do registro da nova Entidade.
OS NOMES ESCOLHIDOS PARA O COMANDO DA FINSC SÃO:
DIÓGENES DA CUNHA LIMA - PRESIDENTE
JURANDYR NAVARRO DA COSTA - VICE-PRESIDENTE
CARLOS ROGBERTO DE MIRANDA GOMES - PRIMEIRO SECRETÁRIO
JAIR FIGUEIREDO - SEGUNDO SECRETÁRIO
PEDRO SIMÕES NETO - DIRETOR DE EVENTOS E PROMOÇÕES
LUCIANO ALVES DA NÓBREGA - DIRETOR DA REVISTA
ORMUZ BARBALHO SIMONETTI - DIRETOR FINANCEIRO
CONSELHO FISCAL: ENÉLIO PETROVICH, GLEY NOGUEIRA GURJÃO, ELDER HERONILDES DA SILVA E ZELMA FURTADO; COMISSÃO DE ÉTICA E DISCIPLINA: ANNA MARIA CASCUDO BARRETO, DORIÉLIO BARRETO DA COSTA E EDUARDO GOSSON.

A nova Instituição Cultural adotou como lema a expressão "OMNES UNUM SINT' (UNIDOS SEREMOS UM).

VAMOS À LUTA!

sexta-feira, 25 de março de 2011


ESTÁDIO DO OPRÓBRIO

Estimulado pelo lúcido artigo de Vicente Serejo de ontem em Cena Urbana, sob o titulo de “Estádio delirante”, me permito mandar para ele e para o não menos brilhante Alex Medeiros, meu aplauso de cidadão por suas posições corajosas e competentes, alertando a sociedade sobre esse “Cavalo de Tróia” que querem nos impingir em nome de uma Copa muito “nebulosa”, vendida à massa como redenção de nosso estado crônico de pobreza e abandono por meio de um gigantesco e dispendioso processo de propaganda enganosa, só visto no Terceiro Reich.
Vi, estarrecido e envergonhado na TV Assembléia a ópera-bufa da aprovação da lei dos “royalties”, sentindo o opróbrio a que estamos submetidos pela subserviência de políticos mal escolhidos pelo povo, jogando nossa soberania no lixo, agachados, como meros representantes de uma colônia ou um protetorado qualquer, submisso ao poderio do gigantesco império da bola. Quem ousa desafiá-lo?
Vi quase todos “amarelados”, arranjando toda sorte de desculpas esfarrapadas para sair bem na foto, uns dizendo que “seus Senhores” da FIFA exigiam a aprovação da matéria em regime de urgência, outros alegavam que apesar da precipitação, iriam exercer rigorosa fiscalização na execução das obras, pura gozação, a maioria afirmando que o milagre vai ser a salvação da pátria, outros, chegaram a admitir que poderiam ter discutido melhor o assunto, que poderiam ter barateado os custos do delírio, mas agora é tarde, os patrões não esperam mais.
Afinal, quem paga os salários dos governantes, secretários, deputados, vereadores, senadores e penduricalhos, é o povo do Rio Grande do Norte ou a FIFA?
Não cabe na cabeça de ninguém, que, um Governo que reconhece sua quebradeira, e a situação de indigência de seu povo, tenha o desplante de investir R$ 1,28 bilhões para arriscar uma loteria de R$ 3 bilhões , que ninguém sabe se vem mesmo, ou, se é a fundo perdido ou se é dado de presente, ou ainda se os promitentes são confiáveis. Se exterminarem o patrimônio e o dinheiro não vier, alguém vai ser punido ? E, o povo vai pagar sem conhecer os projetos?
Eu já disse, e vou repetir, esses R$ 70 milhões dos “royalties”, não garantem um debito de mais de um bilhão, é um disfarce, ou chupeta para enganar criança. O filé do negócio é o fundo garantidor dos terrenos, e, concluindo, repito, vamos findar, sem estádio, sem ginásio, sem arena, sem copa e com um débito impagável. Um deputado chegou até a exigir o calendário de pagamento dos funcionários, prevendo o que poderá acontecer com a Folha.
O povo indiferente, inerte ou anestesiado, os gestores coniventes, só resta esperar pelo MP, ou, só Deus poderá nos livrar desse terremoto.

Moacyr Gomes da Costa
Arquiteto – 25/03/2011

LAMPIÃO MODERNO
Juscivaldo Dias


Alguém ai tem resposta
Pra pergunta que eu faço?
Lampião, rei do cangaço
Foi bandido ou foi herói?
Nem sei se esta é a questão,
Pois hoje a corrupção
Tem um punhal cangaceiro
Sem dó e sem piedade,
Segurança e dignidade
De quem é bom brasileiro.

O Virgulino moderno
É bandido refinado
Exibe carro importado,
Tem jatinho e muito mais.
A caneta é seu fuzil,
Com ela assalta o Brasil
Do jeito que sempre quis:
Feito cupim na madeira,
Fazendo uma barulheira
Nas finanças do País.

Esse novo Virgulino
Não tem chapéu estrelado,
Não sabe dançar xaxado,
Não canta Mulher Rendeira,
Ele não dorme no mato,
Ama o conforto e o bom trato.
E não agüenta repuxo:
Com seu dinheiro e malícia,
Quando foge da polícia,
Se esconde no hotel de luxo.

Não anda pelas caatingas,
Nem cruza moita de espinho,
Mas constrói o seu caminho
Com muito nome esquisito:
É fraude, é clientelismo,
É pilhagem, é nepotismo,
É propina, é malandragem.
Mas ele não se contenta:
A tudo isso acrescenta
A mentira e a rapinagem.

Quando chega a eleição,
Sendo ele candidato,
Promete roupa, sapato,
Dentadura, leite e lote.
Se tem amigo disposto
A sonegar o imposto,
Ele segura a peteca
Com uma frase canalha:
- se eu vencer essa batalha
Eu seguro essa merreca!

No palanque faz de Deus
O seu cabo eleitoral,
Criando o clima ideal
À exploração da fé
Seu discurso é de devoto,
Mas sua fé é o voto
Da humilde multidão
Que, inocente, se dobra:
Vira massa de manobra
Nas garras de Lampião.

O seu instinto perverso
É muito sofisticado:
Ele mata no atacado,
Quando desvia milhões
Em cada cheque que assina.
O bandoleiro assassina
Gente em escala brutal
De onde vem a matança?
Da falta de segurança,
De médico no hospital...

É direito da criança
Ensino de qualidade,
Mas dessa realidade
Pouca criança desfruta.
E quanto ao saneamento,
Não existe investimento
Neste importante setor,
Porque o nosso dinheiro
Vai parar no estrangeiro,
Na conta do malfeitor.

O cangaceiro de hoje
Tem site na Internet
E grava até em disquete
Os seus planos de ação.
Certo da impunidade,
Ele se sente à vontade
Pra dizer sem embaraço,
Justificando a orgia:
- Lampião nada fazia
Já eu roubo, mas eu faço!

Penso até ser injustiça
Comparar o Virgulino
Lá do sertão nordestino
Com esses cabras de hoje.
Pois de uma coisa eu estou certo:
Lampião nem chega perto
Desse que, de forma vil
E com bastante requinte,
Saqueiam o contribuinte
Que ainda crê no Brasil.

Ah, Capitão Virgulino,
Que andas fazendo agora?
Chega de tanta demora.
Sai desta cova ligeiro,
Vem retomar teu reinado!
Anda logo, desgraçado.
Chama teus cabras de fama,
Traz Corisco e Ventania,
Quinta Feira e Pontaria.
Tira o país dessa lama!

Chama Dadá, traz Maria,
Pra ti dar inspiração.
Traz Canário e Azulão,
Onde anda Moita Brava,
Jararaca e Zé Sereno,
Que provaram do veneno
Da refrega sertaneja?
E Bem-Te-Vi, bom de briga,
Cantando a mesma cantiga,
Não vai fugir da peleja.

Não esquece Volta Seca,
Sabonete e Jitirana
Que viraram caninana,
Nos instantes de combate.
Chama também Zé Baiano,
Pois entra ano e sai ano
E a coisa fica mais feia.
Já são muitos os excluídos
E a culpa é de bandidos
Que precisam levar peia!

Anda logo, que o Brasil
Já se cansou do teu mito,
Ouve o apelo e o grito
Do povo deste país.
Mas cuidado, capitão,
Cuidado com a mangação
Que pode ser um horror,
Já tem corrupto espalhando,
Que, em formação de bando
Lampião era ”amador”.
_________
Colaboração de José Carlos (linsleite)

quarta-feira, 23 de março de 2011



ACONTECERÁ, NO DIA 25 PRÓXIMO - SEXTA-FEIRA, A SOLENIDADE NA ACADEMIA DE LETRAS JURÍDICAS DO RN, QUE TEM SEDE PROVISÓRIA À RUA AFONSO PENA, 1155, ONDE FUNCIONA A PROCURADORIA GERAL DO ESTADO, ÀS 10 HORAS, ONDE O ACADÊMICO CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES FARÁ O ELOGIO DO SEU PATRONO (CADEIRA N° 14 - DR. JOSÉ GOMES DA COSTA).

FUNDADA, EM ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, CONVOCADA PELO DR. PEDRO SIMÕES NETO, A ACADEMIA CEARAMIRINENSE DE LETRAS E ARTES - ACLA, EM 22- 03 - 2011.
MEMBROS PRESENTES NA ASSEMBLÉIA DE FUNDAÇÃO DA ACLA:

PEDRO SIMÕES NETO - PRESIDENTE - FRANKLIN MARINHO, ORMUZ BARBALHO SIMONETTI, FRANCISCO DE ASSIS RODRIGUES, JANILSON DIAS DE OLIVEIRA E LÚCIA HELENA PEREIRA - OS NOVOS IMORTAIS (DOS ONZE) SUBMETIDOS À VOTAÇÃO.
MEMBROS FUNDADORES DA ACLA: GIBSON MACHADO ALVES (VICE-PRESIDENTE), FRANKLIN MARINHO, ORMUZ SIMONETTI, FRANCISCO DE ASSIS RODRIGUES, JANILSON DIAS DE OLIVEIRA E O PRESIDENTE - PEDRO SIMÕES NETO.

PATRONOS: NILO PEREIRA, EDGAR BARBOSA, JUVENAL ANTUNES DE OLIVEIRA, MARIA MADALENA ANTUNES PEREIRA, ADELLE DE OLIVEIRA, AUGUSTO MEIRA, RODOLFO GARCIA, JÚLIO MAGALHÃES DE SENA, INÁCIO MEIRA PIRES, JAYME ADOUR DA CÂMARA, PADRE JORGE O´GRADY DE PAIVA, ELVIRO CARRILHO DA FONSECA, HERCULANO BANDEIRA DE MELO, JOSÉ EMÍDIO RODRIGUES GALHARDO, JOSÉ ALCINO CARNEIRO DOS ANJOS, FRANCISCO PEREIRA SOBRAL, ETELVINA ANTUNES DE LEMOS, ANTÔNIO GLICÉRIO, DOLORES CAVALCANTI, FRANCISCO DE SALLES MEIRA E SÁ, ANETE VARELLA, RAFAEL FERNANDES SOBRAL, JOSÉ PACHECO DANTAS E MANUEL FABRÍCIO DE SOUZA.

OS IMORTAIS DA ACLA, SÓCIOS FUNDADORES:
PEDRO SIMÕES NETO, GIBSON MACHADO ALVES, ORMUZ BARBALHO SIMONETTI, BARTOLOMEU CORREIA DE MELO, LÚCIA HELENA PEREIRA, FRANCISCO DE ASSIS RODRIGUES, MARIA LEONOR SOARES, FRANKLIN MARINHO DE QUEIROZ, CIRO JOSÉ TAVARES, JOSÉ DE ANCHIETA CAVALCANTI E JANILSON DIAS DE OLIVEIRA.

P A R A B É N S.

Recomendações do MP sobre estádio

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROCURADORIA DA REPÚBLICA NO RIO GRANDE DO NORTE
Av. Deodoro da Fonseca, 743, Tirol, CEP 59.020-600, fone: (84) 3232-3900
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE DEFESA DO PATRIMÔNIO PÚBLICO DA COMARCA DE NATAL
Av. Marechal Floriano Peixoto, 550, Tirol, CEP 59020-500, fone/fax: (84)3232-7178

RECOMENDAÇÃO CONJUNTA

O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL E O MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL DO RIO GRANDE DO NORTE, por meio do Procurador da República e da Promotora de Justiça subscritos, no regular exercício de suas atribuições institucionais, com base nos artigos 127 e 129, inciso III, da Constituição Federal e nos artigos 5º, incisos I, alíneas g e h, II, alínea b, e III, alíneas b e e, e 6º, inciso XX, ambos da Lei Complementar n.º 75/1993, bem como com fundamento nos artigos da Lei Federal n.º 7.347/1985 e no artigo 69, parágrafo único, alínea d, da Lei Complementar Estadual nº 141/1996, e
CONSIDERANDO que incumbe ao Ministério Público a defesa do patrimônio público e social, da moralidade e da eficiência administrativa, nos termos dos artigos 127, caput, e 129, inciso III, da Constituição da República e do artigo 25, inciso IV, alínea b, da Lei n.º 8.625/1993;
CONSIDERANDO que compete ao Ministério Público expedir recomendações visando ao efetivo respeito aos interesses, direitos e bens cuja defesa lhe cabe promover, consoante previsto nos artigos 127 e 129, inciso III, da Constituição Federal, nos artigos 5º, incisos I, alíneas g e h, II, alínea b, e III, alíneas b e e, e 6º, inciso XX, ambos da Lei Complementar n.º 75/1993, nos artigos da Lei Federal n.º 7.347/1985 e no artigo 69, parágrafo único, alínea d, da Lei Complementar Estadual nº 141/96;
CONSIDERANDO o compromisso de cooperação estabelecido entre o Ministério Público Federal, o Tribunal de Contas da União – TCU e a Controladoria Geral da União – CGU para fiscalizar a contratação e execução das obras públicas relacionadas à Copa do Mundo de Futebol, que se realizará no Brasil em 2014;
CONSIDERANDO a criação, pela 5a Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, de "Grupo de Trabalho ad hoc" com o objetivo de dar tratamento prioritário, preventivo e uniforme às investigações que 1 visam acompanhar a aplicação de recursos públicos federais nos atos preparatórios para a realização da "Copa do Mundo da FIFA Brasil de 2014", conforme Ata da 491a Reunião/Sessão Extraordinária, publicada no Diário da Justiça n.° 162, de 25 de agosto de 2009, pág. 2, face à importância e envergadura do evento;
CONSIDERANDO, também, que o Ministério Público Estadual do Rio Grande do Norte, através da Portaria nº 2766/2010-PGJ, instituiu um Grupo de Atuação Especial, objetivando acompanhar o planejamento, licenciamento, contratação e execução de obras, serviços e compras referentes à realização da Copa do Mundo de Futebol nesta capital, no ano de 2014;
CONSIDERANDO que o Conselho Monetário Nacional autorizou a contratação de crédito no valor de até R$ 400.000.000,00 (quatrocentos milhões de reais) por estádio, destinado à construção e reforma das arenas que sediarão os jogos da Copa de 2014, por meio de linha de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), consoante Resolução 3.801 do Banco Central do Brasil, de 28 de outubro de 2009;
CONSIDERANDO que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social é empresa pública federal, e a totalidade das ações que compõem seu capital é de titularidade da União, nos termos dos artigos 1º, e 6º, § 2º, do seu Estatuto Social (Decreto nº 4.418, de 11/10/2002);
CONSIDERANDO a disposição do artigo 3º do Estatuto Social do BNDES (Decreto n.° 4.418/2002), que estabelece ser o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social o principal instrumento de execução da política de investimento do Governo Federal, tendo por objetivo primordial apoiar programas, projetos, obras e serviços que se relacionem com o desenvolvimento econômico e social do País;
CONSIDERANDO que o BNDES, no âmbito de sua atuação, preocupa-se em não aprovar a concessão de financiamentos a obras públicas contratadas mediante procedimento eivado de irregularidades, haja vista o teor do artigo 3º do seu Estatuto Social acima citado;
CONSIDERANDO que o Estado do Rio Grande do Norte e o Município de Natal celebraram com a União Matriz de Responsabilidades com o objetivo de viabilizar a execução das ações governamentais necessárias à realização da Copa do Mundo FIFA 2014, dentre as quais se insere a construção do estádio denominado Arena das Dunas, em Natal;
CONSIDERANDO que o Estado do Rio Grande do Norte instaurou procedimento licitatório para contratar, sob regime de parceria públicoprivada, empresa para construção e administração do estádio denominado Arena das Dunas, em Natal;
CONSIDERANDO que o primeiro procedimento licitatório instaurado para essa finalidade restou deserto, tendo sido lançado novo edital em 30 de dezembro de 2010;
2
CONSIDERANDO que o primeiro edital havia sido encaminhado pela Procuradoria da República no Rio Grande do Norte para análise técnica pela 5a Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, pelo Tribunal de Contas da União e pela Controladoria Geral da União;
CONSIDERANDO que essa solicitação inicial gerou uma troca sucessiva de informações entre os órgãos fiscalizadores, que já redundaram na elaboração de duas Recomendações Conjuntas pelos Ministérios Públicos Federal e Estadual, dirigidas à SECOPA e ao BNDES;
CONSIDERANDO que os vícios contidos no primeiro edital, segundo análise feita pelo TCU, nos autos do TC 031.636/2010-1, resumiam-se aos seguintes pontos: a) inconsistência quanto à repartição objetiva de riscos entre as partes; b) ausência de parâmetro adotado para aferir o equilíbrio econômicofinanceiro do contrato; e c) ausência de comprovação da viabilidade econômica do projeto;
CONSIDERANDO que os apontamentos feitos pelo TCU quando daquela análise motivaram a expedição da segunda Recomendação Conjunta do MPF e do MPE, datada de 14.12.2010, que tinha por objetivo evitar a repetição dos vícios do primeiro edital no segundo, lançado em 30.12.2010;
CONSIDERANDO que a segunda Recomendação Conjunta não foi cumprida, conforme observou a Secretaria- Geral de Controle Externo do TCU, no TC 004.524/2011-0 (doc em anexo), após exame das "justificativas" apresentadas pelo Secretário Extraordinário para Assuntos Relativos à Copa do Mundo de 2014 (SECOPA), Demétrio Paulo Torres;
CONSIDERANDO que as "justificativas" ofertadas pela SECOPA referem-se apenas ao poder discricionário da Administração Pública para “ressarcimento dos estudos realizados para a viabilização da Concessão Administrativa pelo particular vencedor da licitação (...)”, assunto que não foi abordado na análise anterior do TCU (nos autos do TC 031.636/2010-1), tampouco nas Recomendações Conjuntas do MPF e MPE;
CONSIDERANDO, ainda na esteira das considerações do TCU, que os documentos apresentados pela SECOPA não são suficientes para demonstrar a viabilidade econômico-financeira do empreendimento, já que:
"a.1) a documentação constante do CD-ROM e não digitalizada (Apêndice 2 –Elementos do Projeto Básico) trata de plantas e cortes de engenharia em extensão PDF referentes ao estádio, que não permitem aferir ou avaliar os quantitativos e valores unitários para a execução dos serviços de engenharia, nos termos definidos pelo art. 11 da Lei 11.079/2004, c/c o art. 18, inciso XV, da Lei 8.987/1995"; e
"a.2) ausência do fluxo de caixa do projeto em meio magnético, planilha Excel. Todos os arquivos enviados estão em extensão PDF, o que não permite a avaliar a consistência dos dados e das fórmulas adotadas";
CONSIDERANDO que a questão do Quadro de Indicadores de Desempenho (QID), após o lançamento do segundo edital, continua exatamente da 3 mesma forma, sem definição clara e objetiva da sua utilização, pois, na minuta de contrato, cláusula 22, subitem 22.3, permanece a regra segundo a qual “As PARTES, em até 180 (cento e oitenta) dias após a assinatura deste CONTRATO, definirão em comum acordo, os quesitos que serão avaliados para verificação dos itens previstos no QID”, contrariando o art. 5º, inciso VII, da Lei 11.079/2004, pelo qual as cláusulas dos contratos de parceria público-privada devem prever os critérios objetivos de avaliação do desempenho do parceiro privado; CONSIDERANDO que as cláusulas referentes à alocação de riscos e ao equilíbrio econômico-financeiro do contrato também persistem no segundo edital, tendo sido modificadas apenas parcialmente e, ainda assim, sem observar a segunda Recomendação Conjunta do MPF e MPE, estando atualmente dispostas da seguinte forma:
CLÁUSULA 20 - RISCOS DA CONCESSÃO ADMINISTRATIVA
20.1. A CONCESSIONÁRIA assume integral responsabilidade pelos riscos inerentes à exploração do SERVIÇO, excetuados unicamente aqueles em que o contrário resulte expressamente deste CONTRATO.
CLÁUSULA 21 - EQUILÍBRIO ECONÔMICO-FINANCEIRO
21.1. As PARTES terão direito à recomposição do equilíbrio econômico-financeiro do CONTRATO, quando este for afetado, nos seguintes casos:
I. Modificação unilateral, imposta pelo PODER CONCEDENTE nas condições do CONTRATO, desde que, em resultado direto dessa modificação, verifique-se para a CONCESSIONÁRIA uma alteração dos custos ou da receita, para mais ou para menos.
II. Ocorrência de caso fortuito ou força maior, nos termos previstos neste CONTRATO.
III. Ocorrência de eventos excepcionais, causadores de modificações no mercado financeiro e cambial, que impliquem alterações nos pressupostos adotados na elaboração das projeções financeiras, para mais ou para menos.
IV. Ocorrência de eventos excepcionais, causadores de modificações, no “Programa BNDES de Arenas para a Copa do Mundo de 2014 – BNDES – ProCopa Arenas”, ofertado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, que impliquem alterações nos pressupostos adotados na obtenção de financiamento, para mais ou para menos.
V. Alterações legais, relativas ou não ao setor, que tenham impacto significativo e direto sobre as receitas ou sobre os custos dos serviços pertinentes às atividades abrangidas pela CONCESSÃO ADMINISTRATIVA, para mais ou para menos.
VI. Atraso, ou cobrança de valores superiores aos previstos, para o fornecimento de licenças e autorizações necessárias ao exercício, pela CONCESSIONÁRIA, de todas as atividades objeto da CONCESSÃO ADMINISTRATIVA.
VII. Alterações nas especificações dos projetos e estudos apresentados, apenas nas hipóteses em que essas alterações representem custos adicionais às PARTES.
VIII. Atos de vandalismo ou manifestações que, de algum forma, afetem a execução da OBRA ou a operação da CONCESSÃO;
IX. Variação dos valores dos custos operacionais e investimentos ocasionados pela ocorrência dos seguintes fatores:
a) Alterações nos preços públicos;
b) Instituição de novos tributos ou isenções;
c) Alterações de alíquotas dos tributos já existentes;
d) Alterações nos benefícios tributários concedidos por meio da Lei Federal n.º 12.350, de 20 de dezembro de 2010.
CONSIDERANDO que as cláusulas previstas nos contratos administrativos devem satisfazer prioritariamente ao interesse público, tanto que é 4 permitida a inserção de disposições que coloquem a Administração Pública em posição de supremacia sobre os interesses do contratado;
CONSIDERANDO que uma das características dos contratos administrativos é a sua mutabilidade, do que decorre o direito do contratado à manutenção do equilíbrio econômico-financeiro apenas quando ocorram situações imprevisíveis que alterem as circunstâncias em que foram firmadas o contrato;
CONSIDERANDO que, nos contratos de parceria públicoprivada (concessão patrocinada e concessão administrativa), regidos pela Lei nº 11.079/04, vigora a regra da repartição objetiva dos riscos entre as partes (art. 5º, III), de forma que mesmo os riscos imprevisíveis, a exemplo de caso fortuito ou força maior, devem ser compartilhados entre o parceiro público e o privado;
CONSIDERANDO que o segundo edital do procedimento licitatório, reiterando os vícios do primeiro, prevê cláusulas que motivarão a recomposição do equilíbrio econômico-financeiro do contrato e, portanto, o compartilhamento dos riscos, em situações nas quais o risco de operação do empreendimento deveria ser atribuído exclusivamente ao parceiro privado.
CONSIDERANDO que, dentre estas situações, previstas na minuta contratual e que tem por efeito onerar indevidamente o parceiro público, destacam-se as hipóteses contidas na subcláusula 21.1, incisos III, IV, V, VII, VIII e IX, alínea "a".
CONSIDERANDO que, pela subcláusula 21.1, inciso III, as partes terão direito à recomposição do equilíbrio econômico-financeiro do contrato, quando este for afetado, na ocorrência de eventos excepcionais, causadores de modificações no mercado financeiro e cambial, que impliquem alterações nos pressupostos adotados na elaboração das projeções financeiras, para mais ou para menos; no entanto, deve-se lembrar que os riscos cambiais estão associados a investimentos estrangeiros, não se justificando, assim, a priori, a forma de alocação dos citados riscos, na medida em que são variáveis gerenciadas exclusivamente pelo particular, cabendo a este recorrer às instituições de seguro para se resguardar;
CONSIDERANDO que a subcláusula 21.1, inciso VIII, garante às partes o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato em razão de atos de vandalismo ou manifestações que, de alguma forma, afetem a execução da obra ou a operação da concessão, o que é igualmente inconcebível no regime jurídico da PPP, uma vez que a segurança do empreendimento, durante a fase de construção e de operação, deve ser responsabilidade do parceiro privado;
CONSIDERANDO que a subcláusula 21.1, inciso IX, alínea “a”, por sua vez, garante às partes recomposição do equilíbrio econômico-financeiro do contrato na ocorrência de variação dos custos operacionais ocasionados pela ocorrência de alterações nos preços públicos, o que também se afigura injustificável, já que preços públicos (tarifas) não estão associados a contratos e, além disso, a variação normal dos preços é um risco natural a que o contratado deve se submeter; 5
CONSIDERANDO, ainda, que o Estado do Rio Grande do Norte celebrou com o Conselho Nacional de Justiça – CNJ o Termo de Acordo de Cooperação Técnica nº 001/2010, por meio do qual se comprometeu a incluir em editais de licitação e contratos respectivos referentes a obras para a Copa do Mundo FIFA 2014 dispositivos que obriguem as empresas contratadas a disponibilizar vagas a presos, egressos, cumpridores de penas e medidas alternativas e adolescentes em conflito com a lei, ao menos nas seguintes proporções: a) 5% (cinco por cento) das vagas quando da contratação de 20 (vinte) ou mais trabalhadores; b) 01 (uma) vaga quando da contratação de 06 (seis) a 19 (dezenove) trabalhadores, facultada a disponibilização de vaga para as contratações de até 5 trabalhadores;
CONSIDERANDO que o Estado do Rio Grande do Norte não vem cumprindo o termo de acordo de cooperação técnica em questão, conforme Ofício nº 49/2011, de 04 de março de 2011, oriundo do Conselho Penitenciário do Rio Grande do Norte, inclusive no que tange à licitação e à contratação referentes ao estádio Arena das Dunas, em Natal;

RESOLVEM RECOMENDAR:
1) ao Estado do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado para Assuntos da Copa de 2014, na pessoa do Ilmo.Secretário, Demétrio Paulo Torres, que:
a) não inclua no contrato a ser firmado com a vencedora da licitação para construção e operação do Estádio das Dunas, em Natal, dispositivos semelhantes à subcláusula 21.1, incisos III, IV, V, VII, VIII e IX, alínea "a";
b) inclua no contrato a ser firmado com a vencedora da licitação para construção e operação do Estádio das Dunas, em Natal, dispositivo que obrigue a empresa contratada a disponibilizar vagas a presos, egressos, cumpridores de penas e medidas alternativas e adolescentes em conflito com a lei,na conformidade do Termo de Acordo de Cooperação Técnica nº 001/2010 celebrado com o Conselho Nacional de Justiça;
c) defina, de forma clara e objetiva, no ato da assinatura do contrato, o parâmetro ou indicador que será utilizado para aferir o equilíbrio econômico-financeiro do respectivo contrato;
d) defina, de forma clara e objetiva, no ato da assinatura do contrato, os quesitos a serem avaliados para verificação dos itens previstos no Quadro de Indicadores de Desempenho (QID), evitando estabelecer que o assunto será definido posteriormente, por acordo entre as partes;
e) disponibilize ao Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte, no prazo máximo de 15 (quinze) dias, os documentos que demonstrem a viabilidade econômico- financeira do projeto, para que, no âmbito daquela Corte de Contas, possam ser analisados de acordo com as orientações do Tribunal de Contas da União, já que, no Protocolo de Intenções para formação da 6 rede de controle da gestão pública, bem como no Protocolo de Execução para realização da Copa de 2014 (do qual o TCE-RN é partícipe), constam disposições no sentido de que o TCU deve “oferecer orientação aos demais PARTÍCIPES quanto à metodologia a ser adotada no planejamento e na execução dos trabalhos de fiscalização de obras e dos serviços, bem como na emissão de relatórios” (inciso IV da Cláusula Terceira do Protocolo de Execução);
2) ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, por meio da Presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, na pessoa do Presidente Luciano Coutinho, que, por medida de cautela, não aprove os financiamentos requeridos, não celebre contrato de financiamento ou suspenda por completo a liberação de recursos para a construção de um novo estádio, em Natal, Rio Grande do Norte, para a Copa do Mundo de Futebol de 2014, denominado Arena das Dunas, até que se comprove que as irregularidades mencionadas foram sanadas.
Requisita-se que, dentro do prazo de 10 (dez) dias, o Estado do Rio Grande do Norte, através da Secretaria de Estado para Assuntos da Copa de 2014, e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, através da sua Presidência, enviem à Procuradoria da República no Rio Grande do Norte e ao Ministério Público Estadual informações sobre as providências tomadas ou explicações acerca dos motivos da não-adoção das medidas recomendadas. A omissão na remessa de uma resposta no prazo estabelecido será considerada como recusa ao cumprimento da recomendação, ensejando a adoção das medidas legais cabíveis. A presente recomendação torna os gestores conscientes das irregularidades apontadas, inclusive para fins de eventual responsabilização por ato de improbidade administrativa previsto na Lei nº 8.429/1992
Por fim, ressalta-se que cópia da presente recomendação será enviada à Casa Civil da Presidência da República, ao Ministério do Esporte, ao Comitê Organizador Local, ao Tribunal de Contas da União e à Controladoria Geral da União.

Natal/RN, 17 de março de 2011.
RODRIGO TELLES DE SOUZA
Procurador da República
DANIELLI CHRISTINE DE OLIVEIRA GOMES PEREIRA
Promotora de Justiça7
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FONTE: Jornal virtual de Roberto Guedes (22/3/2011)

terça-feira, 22 de março de 2011


RETRATO DO DESCASO PARA COM A CIDADE

General, bom dia!..
Esperando que o senhor salve a imagem de seu Estado, mais precisamente a cidade de Natal, estou enviando para o senhor as provas desse absurdo que foi cometido em 12.03.2011 por volta de 11:00 horas da manhã. Estava em visita a sua bela cidade, juntamente com minha família e outros amigos, quando resolvemos novamente dar uma passadinha na Fortaleza dos Reis Magos, símbolo da resistência dos natalenses em história não muito remota!... Qual não foi nossa surpresa como a de outros turistas, quando fomos obrigados a nos espremer sujeitos a cairmos na maré, para dar passagem a esse automóvel, placa MZI 6662 - Parnamirim-RN!.. A revolta foi geral, mas, não tínhamos para quem apelar... Nenhum policial, nenhuma autoridade de trânsito e nenhum responsável pelo monumento histórico!... Ou seja... Os turistas em Natal, estão sujeitos a própria sorte, inclusive sendo posta em risco até sua integridade física caso deseje fazer visita aos pontos turísticos!... Enviei a outros natalenses, e, pasme, responderam que em Natal era assim mesmo, tudo bagunçado... Como o senhor é um combativo cidadão brasileiro, peço o favor de denunciar esse abuso nos órgãos competentes, para que sejam punidos os responsáveis pelo abuso cometido, sujeitando os mesmos as cominações legais pertinentes ao caso!... Nada justifica tal ato!... Caso existisse algum deficiente físico, os responsáveis teriam que dar outra solução, JAMAIS USAR UM AUTOMÓVEL COLOCANDO EM RISCO OS OUTROS TURISTAS EM VISITA!... Certo que o senhor tomará as devidas providências, não ficando estático e acomodado como outros "natalenses" que assim se posicionaram, agradeço antecipadamente.. Paulo Roberto Pinho
OAB-PE 11875
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Colaboração de José Carlos (linsleite)

segunda-feira, 21 de março de 2011


Discutamos o pensamento Político de Câmara Cascudo
Luiz Gonzaga Cortez Gomes

Há necessidade de se estudar o pensamento político de Luís da Câmara Cascudo, o maior intelectual do Rio Grande do Norte? Há. E como há. Os nossos estudiosos, intelectuais acadêmicos ou não, têm escrito muitos textos sobre o folclorista, historiador Cascudo, mas omitem, deliberadamente ou não, o lado político do mestre da rua Junqueira Ayres. Um renomado escritor e magistrado, me disse que o integralismo durou tão pouco tempo que não dá para estudar nada sobre Cascudo na Ação Integralista Brasileira. Não precisa de muito esforço, não, para se realizar um evento, um seminário, uma jornada escolar, uma gincana com colegiais ou uma simples reunião de bate-papos com o tema básico: as idéias políticas de Luís da Câmara Cascudo e a sua influência na juventude potiguar nos anos trinta. Ou sobre as suas idéias políticas na comunidade católica. A sua atuação na Ação Integralista Brasileira, sob o beneplácito da Igreja Católica, do bispo Dom Marcolino Esmeraldo Dantas, do professor e comendador Ulisses Celestino de Góis e uma plêiade de sacerdotes, estudantes e líderes religiosos. È por aí que se iniciaria o debate que poderia ser promovido pela Fundação José Augusto e a Academia Norte-rio-grandense de Letras, instituições maiores da nossa cultura que, aliadas ao Instituto Histórico e Geográfico do RN, prestariam um enorme serviço em prol do desenvolvimento cultural e político.
Há algum empecilho? Qual? De quem? É, vão dizer que Câmara Cascudo foi um grande pesquisador, que Deus seja louvado por ele ter nascido em Natal, que ele é um nome universal, mas “vamos deixar isso de lado porque o integralismo foi influenciado pelo fascismo italiano”. Besteira. E se Cascudo tivesse sido influenciado pelo comunismo stalinista? E se Cascudo tivesse “endeusado” os americanos do norte em seus livros e publicações? Muitos intelectuais brasileiros foram integralistas antes de novembro de 1937 e depois se tornaram socialistas ou comunistas, ou simplesmente de esquerda, como foi o caso do padre Helder Câmara. E esqueceram de dom Helder Câmara? Esqueceram do compositor Vinício de Morais? Esqueceram de Menotti Del Pichia? Esqueceram do grande filósofo Miguel Reale? Esqueceram de Otto Guerra, Hélio Galvão, Manoel Rodrigues deMelo? Anotem: Vingt-Um Rosado foi seguidor de Plínio Salgado, mas, nos anos sessenta, mudou e passou a simpatizar Luiz Carlos Prestes.(A propósito, Plínio Salgado foi um grande escritor e jornalista, autor de vasta obra literária, líder político e nacionalista, enquanto Prestes não escreveu porra nenhuma e perdeu todas ações militares, em suma, um “General de Itararé”). Esqueceram do grande filosofo e jornalista Roland Corbisier, ex-integralista, que faleceu em fevereiro de 2005, membro do Partido Comunista do Brasil? Em Natal, temos um jornalista que foi cobrador do Partido de Representação Popular-PRP, sucedâneo da AIB, nos anos 50 e hoje é de esquerda. Que pecado eles cometeram? Por esses e muitos outros exemplos, é que não podemos estigmatizar os brasileiros que foram integralistas, de direita, conservadores, católicos apostólicos romanos ou protestantes, obedientes aos dogmas da Santa Madre Igreja, com sede em Roma, que apoiou em número, gênero e grau o fascismo de Benito Mussolini. O fascismo, que de feixe, que significa união, tomou o poder na Itália com forte apoio da classe operária italiana, da burguesia, da monarquia e da Igreja, em 1926, numa época em que o comunismo avançava, cujo totalitarismo de esquerda motivou o totalitarismo de direita, o fascismo, o nazismo, o franquismo, o integralismo português (salazarismo), o integralismo de Plínio Salgado, etc. Isto é, para enfrentar o comunismo e a sua “ditadura do proletariado”, a burguesia capitalista financiou o fascismo, na Itália, e o nazismo, na Alemanha.Mas isso é outra história.
Na minha modesta opinião, está na hora de ultrapassarmos essa fase de escrevermos sobre as viagens de Câmara Cascudo em Angola, África, no inicio da década de 1960, às custas do governo de Oliveira Salazar e dos Diários Associados, via Assis Chateaubriand. Cascudo sempre foi um homem de direita, isso é inegável. Por isso, o regime de Salazar, que mantinha aa ferro e a fogo a colônia de Angola, financiou a viagem de estudos de Câmara Cascudo. E daí? O leitor acha que Cascudo iria estudar o folclore de Cuba e os seus hábitos gastronômicos? Não, ele foi a Portugal e a suas colônias africanas. Made in África é resultado da viagem ao continente africano, cuja 1ª edição foi lançada no salão dos grandes atos da Fundação José Augusto. Eu vi o lançamento. Na época, um embaixador brasileiro, Raimundo de Souza Dantas, se não me falha a memória, também lançou um livro de sua autoria. Fiquemos por aqui. E que a FJA/ANL e IHGRN se irmanem e discute mos o lado político de Luís da Câmara Cascudo.
_________________________
Luiz Gonzaga Cortez Gomes é jornalista e pesquisador.
cortez.melo02@supercabo.com.br
gonzagacortez@gmail.com
Natal, 13.02.2011.

domingo, 20 de março de 2011


CONSELHOS AOS VELHOS

Poupe um pouco para sempre ser independente financeiramente.
Não precisa ser muito, não comprometa o prazer que o dinheiro pode lhe
dar em razão de um tempo maior de velhice, que pode até não acontecer,
se você morrer antes.

Além disso, um idoso não consome muito além do plano de saúde e dos
remédios.
Provavelmente, você já tem tudo e mais coisas só lhe darão trabalho.

Pare também de se preocupar com a situação financeira de filhos e netos,
não se sinta culpado em gastar consigo mesmo o que é seu de direito.

Provavelmente, você já lhes ofereceu o que foi possível na infância e
juventude,
assim como uma boa educação.

Portanto, a responsabilidade agora é deles.

Não seja arrimo de família, seja um pouco egoísta, mas não usurário.

Tenha uma vida saudável, sem grandes esforços físicos. Faça ginástica
moderada,
alimente-se bem, mas sem exagero.

Tenha a sua própria condução, até quando não houver perigo.

Nada de estresse por pouca coisa. Na vida tudo passa, sejam os bons
momentos
que devem ser curtidos, sejam os ruins que devem ser rapidamente
esquecidos.

Namore sempre, independente da idade, com sua "velha" companheira de
caminhada.
O amor verdadeiro rejuvenesce. As "Maria-gasolina" estão por ai e, um
idoso, mesmo da classe média, é sempre uma garantia de futuro para as
espertalhonas.

Esteja sempre limpo, um banho diário pelo menos, seja vaidoso, frequente
barbeiro,
pedicure, manicure, dermatologista, dentista, use perfumes e cremes com
moderação
e por que não uma plástica?

Já que você não é mais bonito, seja pelo menos bem cuidado.
Nada de ser muito moderno, tente ser eterno.
Leia livros e jornais, ouça rádio, veja bons programas na TV, acesse a
internet, mande e responda e-mails, ligue para os amigos. Mantenha-se
sempre atualizado sobre tudo.

Respeite a opinião dos jovens, eles podem até estar errados, mas devem
ser respeitados.

Não use jamais a expressão "no meu tempo", pois o seu tempo é hoje.

Seja o dono da sua casa por mais simples que ela possa ser, pelo menos
lá você é quem manda. Não caia na besteira de morar com filhos, netos,
ou seja lá o que for.

Não seja hóspede, só tome esta decisão quando não der mais e o fim
estiver bem próximo.

Você está no período do ronco e da flatulência.

Um bom asilo também não deve ser descartado e pode até ser bem
divertido,
e você irá conviver com a turma da sua geração e não dará trabalho a
ninguém.

Cultive um "hobby", seja caminhar, cozinhar, pescar, dançar, criar gato,
cachorro,
cuidar de plantas, jogar baralho, golfe, velejar ou colecionar algo.
Faça o que gosta e os seus recursos permitam.

Viaje sempre que possível, de preferência, vá de excursão, pois além de
mais
acessível, pode ser financiada e é uma ótima oportunidade para se
conhecer novas
pessoas.

Aceite todos os convites de batizado, formatura, casamento, missa de
sétimo dia,
o importante é sair de casa.

Fale pouco e ouça mais, a sua vida e o seu passado só interessam a você
mesmo.
Se alguém lhe perguntar sobre esses assuntos, seja sucinto e procure
falar coisas
boas e engraçadas. Jamais se lamente de algo.

Fale baixo, seja gentil e educado, não critique nada, aceite a situação
como ela é.
As dores e as doenças estarão sempre presentes; não as torne mais
problemáticas
do que são falando sobre elas. Tente sublimá-las, afinal, elas afetam
somente a você
e são problemas seus e dos seus médicos.

Não fique se apegando em religião, depois de velho, rezando e implorando
o tempo
todo como um fanático. O bom é que, em breve, seus pedidos poderão ser
feitos
pessoalmente a ele.

Ria, ria muito, ria de tudo, você é um felizardo, você teve uma vida,
uma vida longa,
e a morte será somente uma nova etapa incerta, assim como foi incerta
toda a sua vida.

Se alguém disser que você nunca fez nada de importante, não ligue.
O mais importante já foi feito: Você!


1 - "O mundo está nas mãos daqueles que têm coragem de sonhar ..., e de
correr o risco para viver seus sonhos."

2 - "O dinheiro faz homens ricos; o conhecimento faz homens sábios e a
humildade faz homens grandes."
________________
Colaboração de W. Leiros

sábado, 19 de março de 2011

P.S.
A governadora Rosalba Ciarlini precisará exercitar ainda mais capacidade de persuasão do que a demonstrada até ontem para levar a Assembléia Legislativa a aprovar, como ela quer, a utilização de “royalties” de petróleo na criação do fundo garantidor da Copa do Mundo de 2.014 em Natal..


Sobre esse PS publicado no Jornal Virtual de Roberto Guedes (edição de 18/3/2011), recebi do Arquiteto Moacyr Gomes da Costa, o seguinte bilhete:


Caro Roberto:

Realmente a capacidade de persuasão da senhora governadora perante a Assembléia Legislativa na reunião da ultima quarta feira, se fosse num programa de auditório teria levado GONGO, mas entende-se, considerando-se que a ilustre senhora não é engenheira nem economista, mas é inadmissível a um secretário, engenheiro experiente, persuasão ZERO, dizer na televisão para todo o Rio Grande do Norte, que aquilo que anda sendo divulgado no site do Estado (http://www,portal.rn.gov.br) seria um um projeto que embasou uma licitação que se dizia internacional, na qual teriam sido inscritos vinte tantos interessados, mas, ao final,,ESTRANHAMENTE só apareceu UMA ÚNICA ganhadora, apesar do governo dizer que a modelagem econômica é bastante atraente, como de fato foi, mas apenas para uma só empresa interessada. Que é isso?
Que projeto, secretário, como é que se faz uma licitação de obra pública, com base em simples imagens virtuais, desprovidas de quaisquer informações, mínimas que sejam, que possam levar pelo menos a uma estimativa, muito menos a um orçamento e a um cronograma? Bem que o presidente do CREA vem há bastante tempo dizendo que não há projeto, e, se apareceu recentemente um projeto, cadê a TRANSPARÊNCIA, porque não se publica no site do Estado junto com orçamento e cronograma, para conhecimento da sociedade, que afinal é quem vai pagar a conta?
Parece que o governo debocha dos engenheiros, arquitetos e economistas locais, como se fossem imbecis. A televisão mostrava claramente as fisionomias constrangidas de todos, inclusive da governadora e seu secretário, fingindo acreditar no que se dizia,numa espécie de fascinação pelo “canto das sereias”, e tudo indica, que no fim, vão aprovar a esbórnia mais facilmente do que a polêmica da poda do cajueiro de Pirangí.
Na prática é o seguinte: o governo encomenda ao parceiro privado, um elefante branco, por R$ 300 milhões, sendo seu fiador, dando-lhe como fundo garantidor terrenos subavaliados por R$ 370 milhões, sabendo que valem três vezes mais, além de "royalties" de petróleo no valor de R$ 70 milhões, e admite que quando receber o paquiderme, seu custo terá um ágio de 300% a mais, isto é, terá um custo final multiplicado por 4 = R$ 1,2 bilhões. Resumindo, o Estado para candidatar-se a receber (ou não) do Governo Federal, R$ 3 bilhões para infra-estrutura (cadê os projetos?) tem que pagar um juro de 40%? FANTÁSTICO, nem nos Emirados Arabes, por isso, São Paulo se recusa a pagar esse mico.
Assim, sabendo-se que o governo não terá como pagar as contrapartidas, e que, os "royalties" não cobrirão o déficit do empresário, sua grande jogada será avançar nos terrenos, vendê-los, ou usá-los na especulação imobiliária e se locupletar.
E nós ficamos com a fama que atribuía Nelson Rodrigues aos beócios: chamando-os de "lorpas, pascácios e bovinos", enquanto os políticos e gestores ficarão impunes e continuarão a ser eleitos. No fim, essa aventura irresponsável de arriscar mais de R$ 1,5 bilhão para candidatar-se a receber R$ 3 bilhões, em promessas terá o custo de quantas vidas humanas desprezadas nos corredores dos hospitais durante os vinte anos, por conta de 2 jogos inexpressivos para enriquecer a CBF/FIFA e seus apaniguados?
Desculpe Roberto, peguei carona no seu PS do seu jornal virtual de ontem, porque sei que você faz jornalismo com seriedade e coragem. Gostaria de publicar esses comentários em todos os jornais do país, até mesmo como alerta às outras cidades brasileiras que estarão sendo também enganadas por esse rolo compressor. Não sendo possível, estou enviando para os contatos que tenho por aqui, pois estou seguro que ainda tem muita gente sensata em meu estado, embora consciente de que nada mudará o curso dessa insensatez. Que venha a Copa para Natal, por meios lícitos, e não através de manobras abjetas.

Grande abraço do amigo Moacyr Gomes
Natal, 19/03/2011
_________________
MEUS COMENTÁRIOS:
O assunto dos Royalties está regulado pela Lei Federal nº 7.990, de 28/12/1989 e regulamentado pelo Decreto nº 1, de 11 de janeiro de 1991. A citada Lei dispõe no seu artigo 8º e parágrafos:

"Art. 8º O pagamento das compensações financeiras previstas nesta Lei, inclusive o da indenização pela exploração do petróleo, do xisto betuminoso e do gás natural será efetuado, mensalmente, diretamente aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios e aos órgãos da Administração Direta da União, até o último dia útil do segundo mês subseqüente ao do fato gerador, devidamente corrigido pela variação do Bônus do Tesouro Nacional (BTN), ou outro parâmetro de correção monetária que venha a substituí-lo, vedada a aplicação dos recursos em pagamento de dívida e no quadro permanente de pessoal. (Redação dada pela Lei nº 8.001, de 13.3.1990)
§ 1o Não se aplica a vedação constante do caput no pagamento de dívidas para com a União e suas entidades. (Parágrafo inclúido pela Lei nº 10.195, de 14.2.2001)
§ 2o Os recursos originários das compensações financeiras a que se refere este artigo poderão ser utilizados também para capitalização de fundos de previdência. (Parágrafo inclúido pela Lei nº 10.195, de 14.2.2001)"


E agora, pode ser usada para garantia de dívida??????? O tema precisa ser bem estudado.