terça-feira, 24 de maio de 2016

VIVENDO

Concentração ao lado do IFRN, Espaço Cultural Rui Pereira - Cidade Alta, movimentando a vida espontânea da velha Natal... 

segunda-feira, 23 de maio de 2016


  Chico Anysio, o compositor
       Durante muitos anos, o Brasil se alegrou, riu, aplaudiu e reverenciou o seu maior humorista- Chico Anysio.
              Há 4 anos perdemos o seu convívio (março de 2012), aos 80 anos; uma perda lastimável e de difícil substituição. Como é bom poder rever os seus inesquecíveis programas, quando são reprisados em forma de homenagem ao grande mestre do humorismo brasileiro.
              Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho - (Chico Anysio), Maranguape/CE, abril de 1931- Rio de Janeiro/RJ, março de 2012.
             Sua história como compositor, surgiu e foi inspirada no final da década de 1950, ao escutar a música "Gente Humilde", na versão instrumental gravada por Aníbal Augusto Sardinha (Garoto - 1915-1955); anos depois, a música recebeu a letra de Vinicius de Moraes e Chico Buarque de Holanda, consagrando-se como uma das mais belas poesias musicais da MPB.
            Recebeu influência direta de sua mãe Haydée Paula, sua primeira parceira;  portanto, herdara uma forte influência genética da família, onde  todos  respiravam e nutriam  música.
            Teve a feliz e genial  companhia no início da sua carreira de compositor, da amiga, compositora e parceira Dolores Duran (1930-1959), chegando a gravar um LP com quase todas as músicas de sua autoria; destaque para "A fia de Chico Brito", um baião que fez muito sucesso e foi destaque no LP - "Estrada da Saudade", de Dolores.
           Em 1955, a revista"Disco-Tocando/RJ, apresentou uma relação com as 100 melhores músicas brasileiras, na qual figuravam quatro composições de Chico Anysio em parceria com o potiguar (macauense) Hianto de Almeida, considerado por ele (Chico) como um grande músico e um dos precursores da Bossa Nova.
          Foi na canção "Conversa de Sofá", da parceria Chico/ Hianto, que o Maestro Tom Jobim, fez o seu primeiro arranjo - o início da consagração e da imortalidade do genial maestro.
          Chico compôs mais de 200 músicas. Seus principais parceiros foram: Dolores Duran, Arnaud Rodrigues (1942-2010) e Piau, que juntos criaram o trio musical e humorístico "Caetano e os Novos Baianos"(1970), como uma sátira ao movimento tropicalista; fez grande sucesso; gravou vários LPs; registro maior para a música "Vou batê pá tu". Outra feliz parceria foi com Nonato Buzar (1932-2014), com a música "O Rio Antigo", com a belíssima interpretação de Alcione; com João Roberto Kelly,compôs "Rancho da Praça 11", gravada brilhantemente por Dalva de Oliveira, a canção foi premiada no carnaval carioca do IV Centenário, no ano de 1965; com o potiguar Hianto de Almeida, gravou mais de 60 músicas.
           Teve as suas músicas gravadas por grandes e famosos intérpretes, como: Dolores Duran, Elizete Cardoso, Dalva de Oliveira, Luiz Gonzaga, Benito de Paula, Alcione e outros.
           É bom rever, revelar e reviver essa bela e inteligente  faceta, do nosso genial humorista Chico Anysio.

            Saudades!!!
_______________
Colaboração de Odúlio Botelho

domingo, 22 de maio de 2016


LEMBRETE
CONFORME O EDITAL Nº 03, DE 26/04/2016
Reforma do Estatuto ANRL
Assembleia Geral Extraordinária, de forma continuada.

Vamos apreciar os Artigos do Estatuto, que estão faltando, antes da Reunião do Conselho de Cultura.
De 16h as 17h
Dia 24 de maio (terça-feira)

Participe deste momento histórico que é a revisão e atualização dos documentos institucionais da ANRL, em obediência às exigências do Código Civil vigente, que teve em 1977 a última atualização.


Acadêmica  Leide Câmara

Secretária Geral

CUIDADO PARA NÃO QUEBRAR O VASO

Valério Mesquita*

Nada está seguro. Nem o calendário do pagamento dos servidores estaduais nem a população de modo geral. E o Fundo Previdenciário dos Aposentados já era. No território oficial do Centro Administrativo arrombaram duas vezes o prédio da Secretaria de Justiça. Mistério: por que lá duas vezes? No final da semana passada explodiram o caixa eletrônico situado na Emater, lá dentro e nas barbas da segurança.
Os índices de criminalidade colocam o Rio Grande do Norte na quarta colocação das fases eliminatórias dos cinco estados já classificados. Mudanças na cúpula da segurança foram implementadas. Mas a pergunta que não quer calar vem da Colômbia. De Cali e Medelín, para  onde o governador e auxiliares viajaram há pouco tempo. Foram a fim de absorverem, captarem, aprenderem e aplicarem na terra dos Reis Magos novas técnicas, estratégias contra homicídios, assaltos, tráfico de drogas e outros balacubacos. Com certeza, alguns inspirados tecnocratas, com passagens por potencias latinas acharam Natal muito semelhante a Medelín e Cali, capitais dos cartéis e dos cartolas do comércio mundial de entorpecentes. Essas duas metrópoles, por acaso, não receberam dos ianques a ciência e o treinamento contra essas mazelas? Talvez, irem lá nos States o aprendizado não seria mais original e eficaz?
Outro vale tenebroso, refúgio das dores de cabeça governamental reside nos hospitais. A rede oficial vai de mal a pior, sem falar nas pestes perniciosas dos insetos que andam na escuridão.
Na saúde, a exoneração do secretário Lagreca foi um tropeço. Nele repousava a credibilidade da sociedade. Nem o muito que fez no pouco tempo que passou houve reconhecimento. Numa hora dessa não pode existir soberba nem julgamento injusto. Com a sua saída remanescem problemas insolúveis em toda parte. Em Macaíba, por exemplo, o hospital regional Alfredo Mesquita Filho funciona apenas com trinta por cento de sua capacidade. Lá, no município, não se realiza parto na rede pública. Não nasce ninguém, em outras palavras. Parnamirim, Natal e São Gonçalo do Amarante hospedam a paciente e o nascituro. E Macaíba sepulta a cidadania. Essa situação perdura há quase dois anos e tem sido abastecida com as “promessas que enriqueceram São Severino dos Ramos”. Virou folclore. Os senhores deputados estaduais e federais mais sufragados em Macaíba devem voltar as suas atenções para essas e outras aflições que o povo reclama e pede pressa.
É consabido a situação econômica que afeta o tesouro, fruto do tamanho da máquina estatal. Verdadeiro Leviatã, monstro devorador sobre o qual imaginou e descreveu o filósofo Thomas Hobbes. As minhas observações são para o registro iterativo na crônica dos tempos pois já fui do parlamento estadual. Não são críticas. São testemunhos da minha experiência política de quarenta anos, agora no exercício não remunerado da cidadania. Isso me apraz. Nada tenho contra as autoridades e nem me devem coisa nenhuma. Principalmente os políticos, são felizes aqueles que sabem ouvir com temperança as suas falhas e lacunas, pois somente assim saberão corrigi-las, dentro dos limites. Acredito no futuro do Estado. Ele sairá da situação difícil em que se encontra sem impor mordaças as opiniões divergentes nem calando a imprensa. Sócrates, naquele tempo, já advertia “que sem o pudor do mal e do rancor, nenhum governante poderá edificar obras grandes e perenes para o seu povo”.


(*) Escritor. 

sábado, 21 de maio de 2016







Colaboração de FREDERICO SEABRA

PARABÉNS DÉBORA


LANÇAMENTO



Como amplamente divulgado, realizou-se no dia 20 de maio de 2016 a solenidade de lançamento do INSTITUTO POTIGUAR DE DIREITO TRIBUTÁRIO

·       A Mesa dos Trabalhos foi composta pelos Membros da Diretoria Provisória:  Presidente do IPDT: Margarida Araujo Seabra de Moura; Vice-presidente do IPDT: Carlos Roberto de Miranda Gomes; Diretora Financeira: Marlusa Ferreira Dias Xavier; Diretor Financeiro Adjunto: João Flavio dos Santos Medeiros; Secretário-Geral: Adilson Gurgel de Castro; Secretária-Geral Adjunta: Karoline Lins Câmara Marinho de Souza; Diretor Auxiliar: Frederico Araújo Seabra de Moura. Cerimonialista: Pedro Alves; Colaboradores técnicos e administrativos: Élem Maciel, Fernando Calado, Matheus Holanda, Lucas Leal e André Marinho.

 COMPOSTA A MESA DOS TRABALHOS, FOI ENTOADO PELOS PRESENTES O HINO NACIONAL BRASILEIRO 
 A Presidente MARGARIDA SEABRA abre a sessão dando as boas vindas aos que se inscreveram para o certame
 Em seguida o Professor CARLOS GOMES também usou da palavra fazendo o histórico dos movimentos para a criação de organismos destinados aos estudos jurídicos na UFRN e em nosso Estado

O cerimonial divulga o apoio institucional recebido para o evento: OAB/RN, Justiça Federal, 
ESMARN, UFRN; PlatinumBarros Carvalho Advogados Associados; André Elali Advogados; Seabra de Moura Advogados Associados; Ouro: Adilson Gurgel; PrataEmerenciano, Palomo e Advogados Associados, Silva de Medeiros Advogados, Nelber Chaves Advocacia, Prof .Barros Advocacia, IBET – Instituto Brasileiro de Estudos Tributários, Jaumar Pereira Jr. Advogados Associados; Apoio em divulgaçãoNovo Jornal, Jurinews.
Destaque especial para a arte dos impressos, diplomas e propagandas - resultado da colaboração de MARIZ Comunicação Integrada.


 A Presidente apresenta os palestrantes
 Mesa dos Palestrantes, vendo-se o Professor LUIZ ALBERTO GURGEL DE FARIA,  Professor MARCO BRUNO MIRANDA CLEMENTINO (Coordenador), LUÍS EDUARDO SCHOUERI e a Presidente MARGARIDA ARAÚJO SEABRA DE MOURA.

Momento da palestra do Professor  LUÍS EDUARDO SCHOUERI

 Flagrante da palestra do Professor LUIZ ALBERTO GURGEL DE FARIA
 FLAGRANTE DO AUDITÓRIO LOTADO
 MOMENTO DA APRESENTAÇÃO DE UM VÍDEO DO IBET
A Professora KAROLINE MARINHO proferindo sua saudação aos presentes

AINDA A MESA DOS TRABALHOS

VISTA DO AUDITÓRIO LOTADO

 O Palestrante LUÍS EDUARDO recebendo o título de SÓCIO HONORÁRIO DO IPDT das mãos da Presidente MARGARIDA SEABRA

VIDA LONGA À NOVEL INSTITUIÇÃO, 
É O DESEJO DE TODOS! 

sexta-feira, 20 de maio de 2016

quinta-feira, 19 de maio de 2016

quarta-feira, 18 de maio de 2016

MINHA DÚVIDA ANTIGA



No correr da minha vida sempre tive dificuldade na colocação da CRASE. Confundo, esqueço e por aí vai.
Hoje, deparei-me com o trabalho escrito pela professora Maria da Conceição Paiva Mendes    que retira a máscara da dúvida, conforme a transcrição que se segue:



 "DÚVIDAS DE PORTUGUÊS Por  Maria da Conceição Paiva Mendes  CONTINUAÇÃO DO ESTUDO  SOBRE A CRASE Casos de uso  facultativo da crase - A crase é  facultativa diante dos nomes  próprios de pessoas, antes de  possessivos e depois da preposição  'até' que antecede substantivos  femininos, desde que o termo  antecedente reja preposição 'a':  Ofertei flores a (à) Simone. O  porteiro entregou os papéis a (à)  minha secretária. Vou até a (à)  escola. Fui até as (às) últimas  consequências. Não te dirijas a (à)  tua terra nem a (à) minha. - Se o 'a'  antes de 'que' significar aquela,  aquelas, o 'a' poderá ter crase: "Não  me refiro a esta pessoa, mas sim à  que escreveu a poesia". CASOS  ESPECIAIS: Com a palavra CASA,  basta ver o comportamento nas  expressões entre parêntesis: Cheguei  a casa (Venho de casa / Estou em  casa) Neste caso, 'casa' não está  determinada, designando a  residência de quem fala ou escreve.  Repare nas expressões entre  parêntesis que não há artigo. Assim,  não há ocorrência da crase. -  Cheguei à casa do diretor (Venho da  casa do diretor / Estou na casa do  diretor). Aqui palavra casa aparece  determinada, afinal, é a casa do  diretor. Repare o artigo 'a' nas  formações 'na' e 'da'). Dessa forma,  há ocorrência da crase. Com a  palavra TERRA, é preciso verificar  se é possível incluir a palavra 'firme'  logo após, sem alterar o sentido  (oposição a bordo, mar). Se for  possível, não haverá crase. Veja: -  Os marinheiros desceram a terra  (firme) logo que o navio aportou. -  Depois do enjoo, abandonei o barco  e fui a terra (firme). Nos casos em  que não houver oposição ao sentido  de mar, e a palavra firme não fizer  sentido ou alterar o significado da  frase, poderá ocorrer a crase, pois o  artigo 'a' deverá ser utilizado: - O  português voltou à terra onde  nasceu. - Ele tem apego à terra onde  nasceu. Crase em locuções  adverbiais Em algumas locuções  adverbiais femininas, ainda que não  haja, a rigor, uma fusão entre o "a"  preposição e o "a" artigo (já que  existe apenas o "a" preposição),  muitos gramáticos consideram  aceitável (e alguns acham até  mesmo preferível) o uso do acento  indicativo da crase no "a". A  justificativa é buscar a forma que dê  maior clareza à frase. Veja: Eu  estudo a distância. (Que distância  você estuda?) Eu estudo à distância.  (Ah! Você estuda pela internet, não  é?) COMO O USO DA CRASE  PODE TORNAR O TEXTO MAIS  CLARO: Tranquei a chave.  (Trancou a chave? Onde?) Tranquei  à chave. (Trancou usando a chave.)  Há várias outras locuções adverbiais  que podem ter o sentido esclarecido  pelo sinal indicativo de crase: às  avessas, à beira-mar, às centenas, à  disposição, às escondidas, à frente, à  mão armada, às mil maravilhas, à  noite, às ordens, à paisana, à parte, à  perfeição, à primeira vista, à revelia,  à risca, à solta, à toa, à vela, às  vezes, à vontade. Nesses casos o uso  do acento indicativo da crase pode  ser considerado aceitável ou  preferível apenas para tornar o texto  mais claro, mas não representa a  fusão do "a" artigo com o "a"  preposição. - Um abraço a todos e  até a próxima quarta-feira, se Deus  quiser!"
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Este é mais um serviço público prestado pela Acla. 


segunda-feira, 16 de maio de 2016

AGORA É TEMPO DE SAUDADES




CAUBY PEIXOTO

Estava escrevendo em meu blog quando escuto no noticiário matutino a triste notícia: Morreu Cauby Peixoto.
Indiscutivelmente a voz mais marcante da nossa história. Criativo, elegante, performático, deixa uma esteira de sucessos e um número infinito de fãs.
Tomei conhecimento de sua existência através do discotecário da Rário Poti Eugênio Neto, quando ali eu também trabalhava, nos anos 50. "Carlos Gomes venha escutar isto!" e pôs o disco "Blue Gardenia". Fiquei estasiado e nunca mais deixei de ser seu fã.
Ainda estou impactado, não me surgem um inspiração condizente com a grandeza desse extraordinário cantor. Fica para outro momento. Agora é hora de chorar!

Receba esta Gardenia em sua homenagem.

REDINHA

Estimados leitores,
Jamais pensei que houvesse tanta repercussão ao meu despretensioso comentário sobre a REDINHA, no qual ofereço o registro de alguns dos seus momentos maiores de alegria, de saudade e de tristeza.
Agradeço o compartilhamento dos amigos e agradeço a lembrança de mais dois momentos imprescindíveis para representar melhor essa praia de tantos amores: A "Procissão de Nossa Senhora dos Navegantes", que tive a oportunidade de acompanhar num pequeno barquinho, vivendo a emoção indescritível da devoção. Aliás, cheguei a morar exatamente na casa vizinha à igrejinha, alugada pelo Dr. Túlio Fernandes, a qual possuía na sua parte frontal uma grande construção de pedra, como se fora um marco geodésico. O outro momento era a "Festa do Caju", que fazia parte do calendário turístico de Natal e para onde acorriam veranistas de todos os cantos - lotava e era algo também inesquecível, pois quando o dia acordava os frequentadores ficavam tirando um sono nas sujas areias, sem jamais terem sido molestados por ninguém. Hoje isso é impossível, daí a festa ter perdido completamente a sua expressão.

Recebi interessante colaboração do meu amigo Odúlio Botelho, representando por um texto que ele atribui da autorida do Dr. Raimundo de Oliveira, des. federal do trabalho, aposentado, que hoje mora em João Pessoa e que foi presidente do Trt da 21Região e muito ligado aos temas religiosos. 


O dia 13 de maio de 1917 marca a Primeira Aparição de Nossa Senhora de Fátima a três pequenos  pastores portugueses. Passados 99 anos dessa aparição, aguardamos o seu centenário, precisamente daqui a um ano.
Na Década de 50 do Século XX, houve um grande incentivo no sentido da devoção à Virgem de Fátima no Brasil, com a peregrinação que se fez, em todo o território nacional, com sua imagem, uma estátua de porte médio. Lembro-me de sua passagem por Triunfo (ou Ipuarana?), na época em que era seminarista franciscano. Minha permanência em Triunfo foi nos anos 1949/1950 e em Ipuarana, nos anos 1951/1952.
Em Cajazeiras, minha cidade natal, a passagem da imagem peregrina foi muito celebrada e recebida com carinho a campanha de arrecadação de ouro para a confecção de uma coroa, creio que para a imagem da Basílica de Fátima, em Portugal.
No Sítio Santo Onofre, 3 quilômetros acima do sítio Patamuté, onde nasci, e 2 quilômetros abaixo do Serrote Verde, na estrada asfaltada Cajazeiras/São José de Piranhas, moravam minha tia Luzia de Oliveira Lima, irmã de minha mãe, e seu esposo, o tio Luiz Florêncio. O casamento de ambos foi no início da Década de 30, no mesmo dia em que meus pais também se casaram. Aconteceu, pouco depois, um fato que deixou minha tia Luzia muito triste: sua aliança de casamento desapareceu quando ela varria o terreiro da frente da casa, na proximidades do curral. Apesar de se saber que a aliança havia desaparecido naquelas imediações, todas as buscas para recuperar a joia foram frustradas.
Sabedora da campanha, tia Luzia fez uma promessa, com muita fé, mas sem muita esperança: caso sua aliança de casamento fosse encontrada, ela seria objeto de doação para essa finalidade.  Sem esperança - diga-se de passagem - porque o lixo do terreiro se misturava com camadas de estrume de gado do curral. O certo é que minha tia, repetindo a operação diária de limpeza do pátio, deparou-se com a aliança que havia perdido há 20 anos. E a certeza de que era realmente a aliança original veio da gravação dos nomes Luiz e Luzia, no interior da aliança. A joia foi doada para a campanha e a devoção a Nossa Senhora de Fátima se intensificou.
Cumpre observar que, na casa do nosso avô materno, Padrinho Emiliano, pai de Júlia e de Luzia, já havia a prática da reza do terço à boca da noite e do ofício de Nossa Senhora, na madrugada, tradição firmada pelo Padre Ibiapina. O terço diário se difundiu em quase todas as casas do sítios da região.
Quando Dalvinha nos visitou, em 1961, para conhecer nossa família, ficou admirada em ver a família rezando, ajoelhada, diariamente, o terço de Nossa Senhora.
Fica a indagação: coincidência ou milagre?

domingo, 15 de maio de 2016

ALEGRIA X SAUDADE X TRISTEZA



Sou leitor de VICENTE SEREJO. Não sei se ele sabe e gosta de saber. Todos os dias, enfio o olho curioso nas linhas das suas notícias a procura de encontrar, por entre as ironias, um pouco da outra vida que certamente não escapa dos seus dedos, mas nem sempre cai no jornal.
Isso mesmo, com este pequeno plágio, entro no motivo destes comentários, que se espraiam em três momentos de percepção.
A uma, a alegria de ver ressurgir a beleza do cronista enaltecendo os maravilhosos momentos da nossa tão querida REDINHA e constatar que fomos, sem nos conhecer ainda, contemporâneos das lanchas de Luiz Romão, do barco de Ferrinho, da tapioca com ginga de Dona Dalila - lá no mercado; das figuras marcantes de Dante de Melo Lima, Dr. Túlio Fernandes e Antonio Soares Filho - o homem das duas luas.
Pois é, vivi grandes veraneios naquele paraíso, morando tanto na "Costa" como no "Maruim", perto de Seu Pitota e Seu Aldemário no tempo em que se ia a pé e pegava siri nos fundos da casa, onde o mangue adentrava na maré alta.
Fiz cantorias no alpendre do Dr. Túlio, assisti as "Cavalhadas" que ele organizava, dancei bambelô no mercado com a presença de Djalma Maranhão, frequentei o Redinha Clube, com as suas múltiplas frases pintadas sob a inspiração dos nossos "poetinhas", no melhor sentido.
Assisti a construção da igreja nova e vi a "Costa" perder as suas duas primeiras ruas - a primeira onde tinha casa Luiz Romão, que deu lugar para a segunda, de Seu Manoel Leopoldo e agora já está na terceira, como beira-mar. Onde está a "Croa", pequeno banco de areia que surgia na maré baixa e para lá convergiam os banhista para alguns minutos de lazer? Quase me afoguei ali em certo domingo!
Serenatas, passeios de bicicleta para o rio doce, especialmente aos domingos, para "brechar" alguns idílios amorosos descuidados, jogar pedras e voltar pedalando...
Amanhecer o dia ou no cair da tarde puxando as cordas das redes abarrotadas de peixes e logo ali negociados para o deleite do dia seguinte.
Soltar pipas, de todos os tamanhos e matizes, nas tardes "calientes" dos dias de verão. 
Esses fatos somam a alegria e a saudade.
E por que a tristeza - não existe mais romantismo. A insegurança passou a dominar. Não somos mais donos de nada - o Redinha Clube nem sei se tem mais dono. Construções promíscuas e ocupação total do rio doce, encanto de antes, onde se tirava caju e se banhava com água mineral.
Os pescadores, com seus olhares experientes, vislumbravam os cardumes e caíam no mar, retornando com cestos e redes cheios.
Termino com uma frase de poema feito pelo meu saudoso irmão Fernando: ... "Redinha, de casa de palha e bangalô, onde não há escravo nem senhor - todos ali são iguais ... Redinha, volta de novo ao seu seio, para eu viver sem receio aqueles tempos imortais".

sexta-feira, 13 de maio de 2016

CALMA E TOLERÂNCIA NESTE MOMENTO HISTÓRICO



Mal terminou a batalha no Senado da República com a aprovação do impedimento da Presidente Dilma Rouseff e já se registram fatos violentos e destemperados do grupo governista que não logrou êxito, em tom ameaçador, a par de ações deletérias pelas cidades do nosso País.
Pior que tudo é a linguagem carregada, fomentando revanche e propondo "luta" e duplo sentido.
Os comentários que agora faço transcendem o problema político instaurado, mas tem por escopo lembrar que somos todos brasileiros e o País está acima das ideologias.
Espero que a oposição não perca o seu vigor, até porque é essa a sua missão, mas jamais com o sentido destrutivo o que somente virá a desserviço do Brasil.
Vejo o recrudescer do ódio que separa famílias e amigos criando dificuldades de convivência pacífica e produtiva. Com muita tristeza estou sentindo algumas indiferenças entre pessoas.
Que não se perca a esperança e juntos vamos buscar dias melhores para nossa Nação neste momento de extrema dificuldade.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

H O J E





INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE
CONVOCAÇÃO PARA SESSÃO DE ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA
E D I T A L
            O Presidente do INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE – IHGRN, na conformidade das disposições combinadas dos artigos 10, parágrafo único e 15, letra “d” do Estatuto Social vigente, CONVOCA os seus sócios que estejam em pleno gozo dos seus direitos sociais estabelecidos no referido Estatuto, para se reunirem em Sessão de Assembleia Geral Ordinária, que se realizará no dia 12 de maio vindouro (quinta-feira), no auditório da Instituição, à Rua da Conceição, 622 – Cidade Alta, nesta Capital, às 10:0h em primeira convocação, com presença da maioria absoluta dos sócios e 10:30h em segunda convocação, com qualquer número, a fim de discutir e deliberar sobre a seguinte pauta:
a)   Apreciação do Relatório de Gestão e Demonstração Contábil da Diretoria, exercício de 2015;
b)   Outros assuntos correlatos.

Natal, 29 de abril de 2016

Ormuz Barbalho Simonetti
Presidente


  (publicado no DOE de 29/4/2016)

quarta-feira, 11 de maio de 2016

segunda-feira, 9 de maio de 2016

TRÊS EVENTOS IMPORTANTES NUM SÓ DIA (10)


ACADEMIA REVERENCIA TICIANO




JADIR CIDADÃO NATALENSE

O Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Natal, Vereador Franklin Capistrano, tem a honra de convidar Vossa Excelência/Senhoria para participal da Sessão Solene de Entrega de Título de Cidadão Natalense ao Advogado e Sociólogo FRANCISCO JADIR DE FARIAS PEREIRA, de propositura do Senhor Vereador Dickson Nasser Jr.

10 de maio de 2016 (terça-feira), às 18h30m
Plenário Érico Hackradt
Palácio Padre Miguelinho
Rua Jundiaí, 546 - Tirol, Natal/RN

Traje: passeio
Confirmação ao cerimonial
Fone: (84) 3232-9027
e-mail: cerimonialcmnat@gmail.com


FESTA AMERICANA


 

domingo, 8 de maio de 2016

 [mae.jpg]

SER MÃE

Ser mãe é desdobrar fibra por fibra 
o coração! Ser mãe é ter no alheio 
lábio que suga, o pedestal do seio, 
onde a vida, onde o amor, cantando, vibra. 
Ser mãe é ser um anjo que se libra 
sobre um berço dormindo! É ser anseio, 
é ser temeridade, é ser receio, 
é ser força que os males equilibra! 
Todo o bem que a mãe goza é bem do filho, 
espelho em que se mira afortunada, 
Luz que lhe põe nos olhos novo brilho! 
Ser mãe é andar chorando num sorriso! 
Ser mãe é ter um mundo e não ter nada! 
Ser mãe é padecer num paraíso!

Desconhecido ? ou (Eça de Queiroz ?)


 Poema "Mãe" 

Cora Coralina



"Renovadora e reveladora do mundo
A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos,
não os entregues à creche.
Creche é fria, impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti.
Não o desligues da tua força maternal.
Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições...
Empregos fora do lar?
És superior àqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino
de ser mãe
Em ti está presente a humanidade."


Mãe. Para Sempre 


Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento. 
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.


Sobre ser mãe
Por: Coelho Neto

Domingo, frio, dia das mães. Dia de alegrias e tristezas. Escrevo sempre que algo me chama atenção. Hoje, como em todos os outros anos, falei com minha mãe, a presenteei no dia que nos vimos, almoçamos e ficamos juntas. Brincadeiras, risadas, cumplicidade e tudo que sempre faz nossa relação ser sincera e muito fiel. Por ela, faço tudo, brigo com o mundo para vê-la sorrindo. É a pessoa que está comigo, física e espiritualmente, em todos os momentos da minha vida. Já passamos por muitas coisas juntas, momentos que sempre serão lembrados em encontros nos fins de semana, no telefone, na internet. Pode parecer clichê, mas ela é a melhor mãe do mundo, a base, meu alicerce e a pessoa mais importante da minha vida. São 23 anos que aprendo diariamente com ela, em todos os setores de minha vida. Ela controla a ansiedade, acalma o choro, limpa suas lágrimas, conforta a tristeza, ri comigo, briga quando necessário, elogia sempre e me defende com unhas e dentes, com toda força que há dentro dela. É pai, amiga, cúmplice e acima de tudo. MÃE. Eu acredito que sempre é melhor levar o guarda-chuva nos dias de sol, que às vezes, a esquerda é melhor que a direita, que o silêncio incomoda, que o tempo cura, que a dor não passa, mas ameniza. Acredito que Deus escreve certo por linhas tortas e que amor de mãe é incondicional. Acredito que estamos nessa vida para amar aqueles que estão do nosso lado e confiam em nós, que nos defende e nos ensina a ter caráter, a enfrentar nossos medos e problemas.

Enfim, para falar dela, ficaria aqui escrevendo, escrevendo, mas tudo que sinto, falo diariamente, demonstro e procuro ser a melhor filha, da mesma forma que ela é a melhor mãe. E quero ser para os meus filhos, tudo que ela é pra mim.

Hoje é Dia das Mães, dia de beijar, de abraçar e dizer que ama. Não apenas hoje, mas todos os dias é importante fazer isso. Demonstrar o que o coração sente é necessário para a vida flua normalmente e maravilhosamente bem.

Mãe, hoje, reforço o que falo e faço todos os dias e aproveito para agradecer por ser a pessoa mais importante da minha vida. A pessoa que amo acima de qualquer coisa e defendo e defenderei sempre acima de tudo e de todos. Obrigada por existir e estar ao meu lado e ser pra mim um exemplo do que é ser mulher, mãe e profissional.

Te amo pra sempre! 

(fonte: Bianca Lemos)