segunda-feira, 30 de setembro de 2013

BRINCADEIRA DE BOM GOSTO...


Aos professores, e alunos sabidos...

Assunto: Fwd: Matemática


 Sabedoria...........


Um homem, que tinha 17 camelos e 3 filhos, morreu.

Quando o testamento foi aberto, dizia que metade dos 
camelos ficaria para o filho mais velho, um terço 
para o segundo e um nono para o terceiro.

O que fazer?

Eram dezessete camelos; como dar metade ao mais velho? 
Um dos animais deveria ser cortado ao meio?

Tal não iria resolver, porque um terço deveria ser dado 
ao segundo filho. E a nona parte ao terceiro.

É claro que os filhos correram em busca do homem 
mais erudito da cidade, o estudioso, o matemático.

Ele raciocinou muito e não conseguiu encontrar a 
solução, já que a mesma é matemática.

Então alguém sugeriu: "É melhor procurarem 
alguém que sa iba de camelos, não de matemática".

Procuraram assim o Sheik, homem bastante 
idoso e inculto, mas com muito saber de experiência feito.

Contaram-lhe o problema.

O velho riu e disse: "É muito simples, não se preocupem".

Emprestou um dos seus camelos - eram agora 18 - 
e depois fez a divisão. Nove foram dados ao primeiro 
filho, que ficou satisfeito. Ao segundo coube a terça parte 
- seis camelos - e ao terceiro filho foram dados dois 
camelos - a nona parte. Sobrou um camelo: 
o que foi emprestado.

O velho pegou seu camelo de volta e disse:  
"Agora podem ir".

Esta história foi contada no livro "Palavras de fogo", 
de Rajneesh e serve para ilustrar a diferença entre 
a sabedoria e a erudição. Ele conclui dizendo: 
"A sabedoria é prática, o que não acontece com 
a erudição. A cultura é abstrata, a sabedoria é 
terrena; a erudição são palavras e a sabedoria 
é experiência." 
17+1= 18
1º filho- 18/2= 9
2º '' - 18/3= 6
3º '' - 18/9= 2
9+6+2= 17 camelos (está cumprido o testamento)
18-17=1
sobrou 1 camelo que foi entregue ao seu proprietário.
Nota:
Isto também funciona com burros...

domingo, 29 de setembro de 2013


por Crear en Salamanca

Poemas de la brasileña Rizolete Fernandes. XVI Encuentro de Poetas Iberoamericanos. Pinturas de Miguel Elías

Crear en Salamanca se complace en publicar algunos textos de la poeta Rizolete Fernandes, extraídos del volumen tituladoDecíamos Ayer, antología del XVI Encuentro de Poetas Iberoamericanos realizada por Alfredo Pérez Alencart, poeta, profesor de la Usal y director del Encuentro. Así escribe Rizolete, como anticipo:
¡Ah ese labio ardiente
esa promesa
que me vuelve hacia ti
creyente
y redimida!
Rizolete Fernandes  (Caraúbas, Río Grande do Norte, 1949). Se licenció en Sociología y desde un principio comenzó a colaborar en movimientos sociales que trabajaban por una mayor igualdad social. Ahora, jubilada de su empleo en la Compañía de Desarrollo Industrial del Estado, su lucha la hace a través de la escritura. Ha publicado  libros de crónicas y de ensayo histórico. En poesía tiene los siguientes títulos: Lunas Desnudas (2006), Canciones de Abril (2010) y Viento de la Tarde(Sarau das Letras / Trilce Ediciones, 2013). Es miembro de la Unión Brasileña de Escritores (sección de RGN) y del Instituto Cultural del Oeste Potiguar (ICOP). Todos los poemas han sido traducidos por A. P. Alencart.
ENSAYO DE VIDA

La vida
orquesta ensayando
día a día
bien un repertorio de adagios
andantes largos
movimientos de emoción
y armonía pura

Bien
una sinfonía desconcertante
maestría ausente
en andantinos y prestos
melodía improvisada
sin cadencia
y partitura

Porque la vida, la vida, la vida
esta grande orquesta
en permanente ensayo
debe ser regida equilibrando
en el extremo de los dedos
el vértigo de lo rápido
y en el alma un suave adagio

RAZONES DEL QUERER

Ella lo miró porque era nostálgico
él la percibió porque era diferente
ella fue a su encuentro queriendo cambiar
él la recibió por querer ser igual
ella vio espejismo como en el desierto
él se hizo sed mirando el oasis
ella osó alcobas desear
él soñó cumbres y se sonrojó

y porque sus ojos fueron ansia
desde que se adivinaran en el salón
resolvieron vivir de ahí en adelante
en flagrante estado de querer

RECUERDOS

No necesito del silencio de la noche
ni del hueco día para inspirarme
Basta el memorar de la infancia
El bullicio de los niños
en la vegetación próxima a la casa
el buenos días del sol en la ventana
y las buenas noches rojas del crepúsculo
en las casas del interior y después
la luz de la luciérnaga en la botella
alumbrando el patio de la hacienda
los bosques verdes o cenicientos
donde el mugido de las reses
al vaquero anima

Inundación bajando por el río
el invierno después arena seca
el hondo pozo en lecho de sequía
exhalando caliente olor
al mediodía
mango dulce madurado en el árbol
júbilo de los pájaros y de los niños
la caída del caballo
cuando me quise amazona
el susto del pie bajo la mesa
encima de la sandalia nueva
preludio del primer beso
que todavía encanta

Sí, yo dispenso al silencio que no crea
¡quiero el alborozo de los recuerdos
donde está la poesía!
ORACIÓN

Señor, en aquel día
que estuviste conmigo por vez primera
yo era niña y aún no sabía
de Vuestra omnisciencia
por eso y aunque llena de candor
apenas me alborozó
Vuestra presencia

La segunda vez
ya adulta y distraída
era noche oscura solo noté
que me regalaste otra visita
cuando ya habías partido
dejándome incólume la vida
e inmersa en fe.
POSTERIDAD

La arrogancia histórica se hace verdugo
al pretender acallarle su voz
robándole el contacto con la cátedra

Más el tiempo vivido en la perversa
cárcel fue en Luis de León
ejercicio de saber, no adverso

La belleza de los campos cercanos
el silencio evocando catedrales
la rusticidad de la clausura
como reafirmación de fe

Y de la mazmorra  la salida  honrosa
y honrada hacia la vida activa
cantada en cantares de humildad
coro de entonces, eco en la posteridad. 

(*) Este poemario bilingüe, Viento de la Tarde (Coedición Sarau de Letras y Trilce) ha sido traducido al castellano por A. P. Alencart y  se presentará en el Centro de Estudios Brasileños de la Usal, el miércoles 2 de octubre.

sábado, 28 de setembro de 2013


UMA PEQUENA VOLTA NO TEMPO
Carlos Roberto de Miranda Gomes, advogado e escritor

De repente, nada mais que de repente, a saúde exige que volte a Recife para uma consulta a um velho médico que de mim cuidou há quase dez anos atrás. A mesma rua, a mesma ilha (do leite), o mesmo prédio e a mesma figura humana do Doutor AMAURY DE SIQUEIRA MEDEIROS. 
Com a mesma clareza e paciência, constatamos que tudo está sob controle e aí comentamos algumas amenidades: "Você conhece um médico chamado Ernani Rosado?" - os sorrisos, meus e do meu filho Carlos que me acompanhava, foram generosos, pois Doutor Ernani é pessoa presente em nosso peito. Então o Doutor Amaury fez uma revelação: o apelido dele era Solich (alusão ao velho treinador de futebol Freitas Solish). Por qu? indaguei eu - é que ele era ruim de bola e a gente o colocava como técnico. Boas risadas, felizes risadas, amenidades e alegria.
Diante daquele quadro de alívio, pedi a Roberto, nosso parente pernambucano, para darmos uma volta no lugar onde morei em Recife, acompanhado de Carlinhos, Therezinha e Ernesto:  - Boa Vista e ele parou na Rua do Colégio Dom Bosco, onde tantas vezes fui assistir as peladas domingueiras de Serginho, Tavico(Gustavo Guedes, de saudosa memória) e Zé poupinha (José Wilson) e assistir missa; ou o contrário, primeiro a missa e depois a pelada.
Procurei na Ilha do Leite o escritório do advogado, que foi no passado o Tenente Carvalho, da CCS onde servi no 16º RI em 1959, mas o escritório já não continha o seu nome - não sei se está vivo, Deus queira que esteja. 
Logo vizinho a velha casa da rua Barão de São Borja, que se encontra do mesmo jeito que deixei há mais de 50 anos. Pedi licença, contei a história e me permitiram fotografá-la, ao mesmo tempo em que a saudade me bateu pesado. Ali descortinei a rapaziada da "República", alguns do Rio Grande do Norte, Madame "Lou", as escadarias, a pequena torre, o velho corrimão. Dalí a sorveteria onde matávamos a nossa fome pela escassez das refeições. No seu portão esperava o carteiro trazendo notícias da minha namorada Therezinha.
Recordei do meu quarto, no primeiro andar, cuja janela ficava para a área de serviço-cozinha e a velha cozinheira gritava: "Seu carlinhos, desce a sacola", o que eu fazia através de uma cordinha e ela colocava alguma coisa que sobrara da janta.
Fui ver a rua Visconde de Goiana onde moravam José Augusto Costa Neto (netinho, médico, já falecido) e José Navarro (médico, tambémn falecido).  Fazíamos serenata no Pina e em Boa Viagem, quando eram poucos habitadas. Enfim, ali também ficava um boteco onde tomei um dos maiores porres da minha vida, aproveitando um dinheiro que mandaram para mim de Natal - não lembro de quem trouxe - Moacyr, meu irmão ou foi Dora Furtado; não sei como acertei o caminho da volta, apesar de ser  a poucos metros da minha república. Foi uma gozação porque enquanto era socorrido com café, canja preparada pela referida velha cozinheira, eu dizia que ia fazer um filme e ela seria uma das artistas.
Recife cidade lendária! Depois fui para Olinda, cidade eterna, monumento secular da velha geração.
Passei pelo centro, ví o velho São Luiz, sentei na ponte Duarte Coelho, no lugarzinho onde a turma do RN batia papo e fazia proselitismo político, lia os jornais sobre a briga política da campanha de 60 em Natal, onde fazíamos gozação com "Lolita": "Quem vem a Recife e não conhece Lolita, não conhece Recife", revi  na memória os palanques do Marechal Lott, do líder comunista Carlos Prestes e o homem da vassoura. 
Passei na fortaleza das cinco pontas, lugar onde alguns depoimentos da Comissão da Verdade da UFRN que presido, afirmaram ter sido lugar de prisão e tortura.
Dessa viagem, retorno por João Pessoa e ali passei algumas horas, do que posso resumir, de tudo o que vivi e revivi - não existir lugar melhor do que NATAL, cidade que não sufoca, como Recife e seus edifícios desnecessariamente muito altos, nem desordenada em seu traçado topográfico, tudo em contraste com os tradicionais casarões. Mas fiquemos alertas, pois a especulação já começou a alterar a sua paisagem, haja vista a visão horrenda daquela bola descomunal, agressiva da paisagem - que será a Arena das Dunas.
Um último comentário - a alegria de ver o destaque dado pela imprensa pernambucana sobre a participação de Débora Seabra, a nossa professorinha pioneira na superação da síndrome de Dawn. Fiquei orgulhoso, por ela e pelos seus pais Margarida e Robério.
Estou de volta pro meu aconchego!