domingo, 18 de março de 2012

ESTA SEMANA RECEBI INÚMERAS COLABORAÇÕES DOS MEUS AMIGOS PARA ENRIQUECER O BLOGUE NOS DOMINGOS. REPRODUZO TODO O MATERIAL, COM ESPECIAL SATISFAÇÃO:

Poema para uma poesia
(Suzana Galvão)


Na minha poesia um lírico em viagem
Na Grécia antiga teimo em cantar
Não sou rouxinol, nem cantora de ópera
Teimo em deixar pensamentos pelo ar
Sentimentos em perfumes
E mil formas de dizeres


Não sou Castro Alves nascendo nesse dia
Sou Suzana, sim, assim...
Poesias germinadas...brotadas...
Não sei do meu contexto cultural e histórico
Sei que faço, retiro da minha realidade imediata
Imaginada? Dúvida contida em uma poetisa
Na lua minhas palavras não são combinadas


Mexo...remexo e nesse liquidificador de escritos
Muitos vultos ditos...nascidos...contribuindo
Em mim, em ti e em todos
Bem- vinda poesia...parabéns para esses versos
Versos de um romance, de um social, de um ser pensante
Que se diz e é poeta.
(Colaboração de Ceicinha Câmara-Portugal)

Etelvina Antunes de Lemos, nascida em Ceará-Mirim no dia 17 de maio de 1885, irmã do poeta Juvenal Antunes e da escritora Madalena Antunes Pereira. Foi casada com Vicente de Lemos Filho, irmão da minha avó Maria Izaura de Lemos Medeiros. (Colaboração de Ivoncisio Meira de Medeiros).

O POETA


O POETA É QUAL PINTOR MODELOS PROCURANDO NAS DÔRES QUE ADVÊM À PRÓPRIA HUMANIDADE... VAE PINTANDO, EM SEU VERSO, A PROPRIA INF’LICIDADE, E O CONSTANTE SOFFRER DOS OUTROS VAE PINTANDO


ELLE PASSA NO MUNDO AS MAGUAS ESTUDANDO... FAZ QUADROS DE PRAZER E TELAS DE SAUDADE... PÕE NAS MÃOS DO ASSASSINO – O SCEPTRO DA MALDADE... NO BERÇO DA CREANÇA – UM CHERUBIM, VELANDO;


NOS LABIOS DE U’A MÃE – UM RISO DE CLEMENCIA... NOS OLHOS DO MANCEBO – O FOGO DOS AMORES... NA FRONTE DA DONZELLA – O LIRIO DA INNOCENCIA...


SONHADOR DE ILLUSÕES, NA PALHETA DA RIMA, MELHOR DO QUE NINGUEM, ELLE HARMÔNISA AS CÔRES E UMA SCENA DE AMOR , NUM BELLO POEMA ANIMA.


(Publicado por WANDERLEY Ezequiel: “Poetas do Rio Grande do Norte” – (fls. 189), Primeira Edição, publicação do Governo do Estado do Rio Grande do Norte – Governador: Dr. Antonio de Souza – Natal, 1922)

S O N E T O


Ana Lima (*)


Por uma lei fatal que rege os fados
Desta nossa existência desditosa,
Dos sonhos na alvorada graciosa
Meu doce amor, vivemos separados!


Estes dias cruéis e amargurados
Como a noite mais negra e dolorosa,
Eu levo a recordar, triste e saudosa,
Teus olhares tão meigos e adorados.


Cheio de mágoas, sem prazer ou calma,
Vivo guardando desolada em pranto,
Teu nome escrito nos recessos da alma!


E quando ao longe vai morrendo a tarde
Oh! meu saudoso e delicado encanto
O coração me estala de saudade.


SE MEDITO EM TUA ETERNA GRANDEZA
(Rosalía Castro)

Se medito em tua eterna grandeza,
bom Deus, a quem nunca vejo,
e levanto assombrada meus olhos
ao firmamento infinito
que povoaste de mundos e mundos...
toda conturbada, penso
que sou menos que um átomo leve
perdido em teu universo;
nada, afinal... e que, ao fim, no nada
hão de perder-se meus restos.
Mas se quando a dor e a dúvida
me atormentam, corro ao templo,
e aos pés da Cruz um refúgio
busco ansiosa implorando remédio,
de Jesus o cruento martírio
tanto comove meu peito,
e adivinho tão doces promessas
em suas ásperas dores,
que qual filho que repousa
no bom regaço materno,
depois de chorar, tranquila
após a expiação, espero
que lá onde Deus habita
hei de prosseguir vivendo.

(Tradução de Horácio Paiva)
- Colaboração da poetisa Lúcia Helena -
Nota: Rosalía Castro nasceu em Santiago de Compostela, Galícia, Espanha, em 1836, e faleceu em Padrón (Galícia), em 1885. Escreveu, em galego, Cantares gallegos e Follas novas, e, em espanhol (castelhano), En las orillas del Mar.


Mulher de verdade
(Miriam Carrilho)

Ora, ora, e existe alguma que não seja?
Ou ser mulher é ser submissa?
Ou, como na canção, é "achar bonito não ter o que comer"?
Ou querer só o que o outro - seja pai, marido, filho - quiser que ela queira?
Ou faça?
Ou ter de aceitar que determinem como viver a vida que, afinal, é dela?
Hum... que pena! Muita gente continua a pensar assim.
A literatura, no entanto, sinaliza: há algo de novo no ar.
Os títulos anunciam um tempo em plena transformação.
Os "Homens amam as mulheres poderosas".
Outorgam: Todo poder às mulheres".
E advertem: cuidado! Há "Mulheres que correm com lobos"...
Sabe? Já existe "A arte da guerra para mulheres".
Mesmo assim, lamentam-se as "Mulheres certas que amam homens errados"...
Outros agradecem pelas "Mulheres cheias de graça".
Tantos e tão variados títulos dariam mais que uma crônica, hem?
Observemos:"Mulheres corajosas sempre vencem", "Mulheres confessam", "Mulheres têm coragem".
"Mulheres japonesas não envelhecem", as "Mulheres francesas não engordam" e até revelam seus segredos de elegância.
O que, de um modo geral, muito lhes agrada.
Alguns balançam a cabeça: ah! "Mulheres inteligentes, escolhas insensatas"!
Outros exaltam: "Mulheres inteligentes, relações saudáveis". Seja lá o que isso signifique...
Enfim, as mudanças estão no ar, no lar, nas ruas, nas empresas. Nas mentes.
O que era aceito e sacramentado passou a ser contestado, desobedecido, transformado.
Se aqui chegamos, devemos também às "Mulheres que mudaram o mundo".
Percebe-se que cada vez mais as pessoas buscam a felicidade. Dispensam milenares amarras
e complicações evitáveis. Aceitam responsabilidades, lutam por seus direitos.
Muitas passaram a ter consciência do seu valor, do seu poder.
Descobriram o gosto bom de ser independente.
O de poder fazer escolhas de acordo com o que gostam, sentem e pensam.
Aos poucos vão apreendendo o que querem. Descartam o resto.
Não, não. Elas não deixaram de ser vaidosas e românticas, nem de se apaixonar,
de se dedicar integralmente quando se identificam com alguém, com alguma causa.
Continuam - muitas delas - a querer um amor, um filho, uma filha.
São lobas a defender a sua cria. Fadas a mimá-la. Santas a suportar desassossegos.
Mestres a ensinar o que sabem. Sôfregas e atentas alunas quando decidem aprender.
As mulheres merecem muito mais que um dia na fatia do tempo.
Merecem respeito, carinho, alegria. E reconhecimento.
Afinal ela já sofreu "A solidão da mulher bem casada",
já cansou do papel de "A mulher do professor", "A mulher do Silva", "A mulher ferida".
Quer mesmo é ser "A mulher emergente", "A mulher madura".
E fazer parte de "A ciranda das mulheres sábias". Aquela que sabe e faz o que quer.

(Colaboração da escritora Rizolete)



(Carlos Drummond de Andrade)


Amar o perdido
Deixa confundido
Este coração


Nada pode o ouvido
Contra o sem sentido
Apelo do não


As coisas tangíveis
Tornam-se insensíveis
À palma da mão


Mas as coisa findas
Muito mais que lindas
Estas ficarão

(Colaboração do primo Sérgio Guedes)


TRISTE CANTIGA
(Ciro José Tavares)

Ave solitária enfeitiçada por Selene. Eu pedi que viesses adejar ao meu redor, entregar-se a mim, integrar meu corpo para juntos voarmos cantando o amor acobertados por esse límpido e infinito azul.


No entanto, preferiste a simplicidade da esquálida gaiola,
o olhar triste do passarinheiro, o cenário sem luz da casa humilde.
Eu queria te vestir de nuvens, fazer do vento cordas
de harpas para acompanhar tuas cantigas.


Tenho pena de ti ave, enclausurada na pequena jaula de madeira, suspensa no caibro tosco da morada, onde noite e dia são iguais,
a solidão é sempre e nada saberás de amor.

AGORA VAMOS DAR UM MERGULHO NO TEMPO......


No tempo da minha infância
(Ismael Gaião)

No tempo da minha infância
Nossa vida era normal
Nunca me foi proibido
Comer muito açúcar ou sal
Hoje tudo é diferente
Sempre alguém ensina a gente
Que comer tudo faz mal


Bebi leite ao natural
Da minha vaca Quitéria
E nunca fiquei de cama
Com uma doença séria
As crianças de hoje em dia
Não bebem como eu bebia
Pra não pegar bactéria


A barriga da miséria
Tirei com tranquilidade
Do pão com manteiga e queijo
Hoje só resta a saudade
A vida ficou sem graça
Não se pode comer massa
Por causa da obesidade


Eu comi ovo à vontade
Sem ter contra indicação
Pois o tal colesterol
Pra mim nunca foi vilão
Hoje a vida é uma loucura
Dizem que qualquer gordura
Nos mata do coração

Com a modernização
Quase tudo é proibido
Pois sempre tem uma Lei
Que nos deixa reprimido
Fazendo tudo que eu fiz
Hoje me sinto feliz
Só por ter sobrevivido


Eu nunca fui impedido
De poder me divertir
E nas casas dos amigos
Eu entrava sem pedir
Não se temia a galera
E naquele tempo era
Proibido proibir


Vi o meu pai dirigir
Numa total confiança
Sem apoio, sem air-bag
Sem cinto de segurança
E eu no banco de trás
Solto, igualzinho aos demais
Fazia a maior festança


No meu tempo de criança
Por ter sido reprovado
Ninguém ia ao psicólogo
Nem se ficava frustrado
Quando isso acontecia
A gente só repetia
Até que fosse aprovado


Não tinha superdotado
Nem a tal dislexia
E a hiperatividade
É coisa que não se via
Falta de concentração
Se curava com carão
E disso ninguém morria


Nesse tempo se bebia
Água vinda da torneira
De uma fonte natural
Ou até de uma mangueira
E essa água engarrafada
Que diz-se esterilizada
Nunca entrou na nossa feira


Para a gente era besteira
Ter perna ou braço engessado
Ter alguns dentes partidos
Ou um joelho arranhado
Papai guardava veneno
Em um armário pequeno
Sem chave e sem cadeado


Nunca fui envenenado
Com as tintas dos brinquedos
Remédios e detergentes
Se guardavam, sem segredos
E descalço, na areia
Eu joguei bola de meia

Rasgando as pontas dos dedos


Aboli todos os medos
Apostando umas carreiras
Em carros de rolimã
Sem usar cotoveleiras
Pra correr de bicicleta
Nunca usei, feito um atleta,
Capacete e joelheiras


Entre outras brincadeiras
Brinquei de Carrinho de Mão
Estátua, Jogo da Velha
Bola de Gude e Pião
De mocinhos e Cawboys
E até de super-heróis
Que vi na televisão


Eu cantei Cai, Cai Balão,
Palma é palma, Pé é pé
Gata Pintada, Esta Rua

Pai Francisco e De Marré
Também cantei Tororó

Brinquei de Escravos de Jó
E o Sapo não lava o pé


Com anzol e jereré
Muitas vezes fui pescar
E só saía do rio
Pra ir pra casa jantar
Peixe nenhum eu pagava
Mas os banhos que eu tomava
Dão prazer em recordar


Tomava banho de mar
Na estação do verão
Quando papai nos levava
Em cima de um caminhão
Não voltava bronzeado
Mas com o corpo queimado
Parecendo um camarão


Sem ter tanta evolução
O Playstation não havia
E nenhum jogo de vídeo
Naquele tempo existia
Não tinha vídeo cassete
Muito menos internet
Como se tem hoje em dia


O meu cachorro comia
O resto do nosso almoço
Não existia ração
Nem brinquedo feito osso
E para as pulgas matar
Nunca vi ninguém botar
Um colar no seu pescoço


E ele achava um colosso
Tomar banho de mangueira
Ou numa água bem fria
Debaixo duma torneira

E a gente fazia farra
Usando sabão em barra
Pra tirar sua sujeira


Fui feliz a vida inteira
Sem usar um celular
De manhã ia pra aula
Mas voltava pra almoçar
Mamãe não se preocupava
Pois sabia que eu chegava
Sem precisar avisar


Comecei a trabalhar
Com oito anos de idade
Pois o meu pai me mostrava

Que pra ter dignidade
O trabalho era importante
Pra não me ver adiante
Ir pra marginalidade


Mas hoje a sociedade
Essa visão não alcança
E proíbe qualquer pai
Dar trabalho a uma criança
Prefere ver nossos filhos
Vivendo fora dos trilhos
Num mundo sem esperança


A vida era bem mais mansa,
Com um pouco de insensatez.
Eu me lembro com detalhes
De tudo que a gente fez,
Por isso tenho saudade
E hoje sinto vontade
De ser criança outra vez...

(Colaboração da amiga Maria Bandeira)

A MINHA IRMÃ LÊDA GOMES TROUXE REMINISCÊNCIAS DA VELHA CASA DE MAMÃE, ONDE ELA E ELZA DECLAMAVAM PARA TODOS OS DA FAMÍLIA NAS OCASIÕES FESTIVAS, SEMPRE CERCADAS DE EMOÇÕES E ALEGRIA. LÊDA CONSEGUIU RELEMBRAR DOIS POEMAS QUE ERAM MARCANTES NAQUELAS OCASIÕES:

"DESTINO"
(Jose Heroncio de Melo)

Depois de terrivel e sanagrenta batalha, a Cruz Vermelha, recomeça a luta...conduzindo os feridos para outra disputa - da vida contra a morte.


Médicos e enfermeiros, cérebo e coração, unidos trabalhando sem medir sacrifício, pela Pátria lutando.


O hospital de sangue está repleto de heróis mutilados, que se contorcem em seu leito de dor...


Entre eles, o rosto envolto em gaze, quase irreconhecível, um mísero soldado implora um favor por piedade.


E uma samaritana, ouvindo sua queixa, procura amenizar-lhe o sofrimento: "Que pretendes soldado?"
sentimento, às vezes, valem muito e operam sumamente o milagre da cura.E o pobre moribundo, mal podendo falar, disse num tom de profunda tristeza: " sinto que vou morrer sem conseguir rever minha filha adorada, que deixei ao partir para a guerra, sozinha, abandonada. Eu queria, se possível fosse, que ela soubesse que perdeu para sempre o seu pai."


"Não te aflijas assim", disse a samaritana, "teu pedido eu farei e tua filha ficará decerto conformada... em saber que seu pai foi um bravo soldado, que perdeu sua vida em defesa da Pátria.


Sabes? meu pai era soldado assim como tu és, e partiu a dez anos passados, deixando-me também nas mesmas condições...enfim, como te chamas? Tua filha onde mora? "


E o pobre moribundo, com um esforço profundo, conseguiu dizer lentamente seu nome.


E a enfermeira, numa dupla emoção, de alegria e pesar, beija-lhe a fronte ensanguentada e diz baixinho, bem junto ao coração: "Soldado, não maldigas da sorte! Um guerreiro jamais se curvou ante a morte, teu sofrimento agora, é semelhante ao meu: ... “Soldado, glória da minha Pátria, podes morrer tranquilo –a tua filha, sou eu.


"O P A L H A Ç O"
(Henri Haine)

Eu venho consultá-lo; é uma enfermidade que me punge, doutor, e me crucia, roubando-me, sem tréguas implacáveis, o sossego do espírito, a alegria.


Eu tenho um coração que não palpita, cabeça que não pensa, e só divaga....
Um tédio negro me envenena os dias, tédio que mata, tédio que assassina;


O médico, medita em face do cliente -tem razão! O senhor está muito doente.... e essa doença atroz que o devora é conhecida,é comum nestes tempos de agora...


Uma grande emoção, um grande Diga-me: Nunca amou? ...Nunca sentiu o fogo das paixões que agitam, como se agitam e crescem as vagas no alto mar?...que os ares escurecem um clamor que se acalma e recomeça logo?...é preciso mover-se e aturdir-se, meu caro, ir em busca de um prazer...mas de um prazer bem raro!



Já foi à GRECIA, ao ORIENTE, à TERRA SANTA?... Lá onde tudo fala e tudo canta...um passado remoto e mortas tradições... que amesquinham, entretanto, as novas gerações?...


Gastei a mocidade, senhor, em híbridos prazeres, viajei como um judeu errante da lenda secular e voltei como partí; o mal é sem remédio, doutor, cura-se tudo, mas não se cura o tédio.


Talvez a arlequinada do palhaço, acorde a verdadeira alegria que lhe falta - A BOA GARGALHADA!!!


Vejo, meu doutor, que o meu mal é incurável, aquele palhaço inimitável, que as multidões não cessam de aplaudir no COLISEU.... tem um riso postiço ...um riso aparvalhado ... um riso desgraçado!! HAH HAH HAH HAH.....O P A L H A Ç O, SOU EU!!










ERNANI ALVES DASILVEIRA

O desporto potiguar perdeu no final da última semana, um dos seus mais dedicados desportistas, ERNANI ALVES DA SILVEIRA, cidadão estimado, ameno, conciliador, competente em todas as atividades que desenvolveu.
Manteve, por alguns anos, um coral da terceira idade, apresentando-se, como regente, em várias igrejas, festas e solenidades, numa prova viva de solidariedade.
Deixa o exemplo de uma conduta irrepreensível, em particular no campo do esporte, onde sendo ABECEDISTA de raiz, clube do qual foi

Presidente e também do seu Conselho Deliberativo, mas nunca um radical.
Foi Prefeito da Capital, líder da Maçonaria, precursor do Machadão, deixa bem mais pobre o esporte potiguar.
Sua passagem por esta dimensão da vida deixa marcas profundas e deve merecer o respeito de todas as bandeiras.
Para ele eu ouso adaptar a consagrada música de Noel = "chora" Estácio, Salgueiro e Mangueira, Oswaldo Cruz e Matriz.
Um respeitoso e saudoso adeus do AMERICANO 
Carlos de Miranda Gomes, responsável por este blogue.

sábado, 17 de março de 2012

ACADEMIA NORTE-RIO-GRANDENSE DE LETRAS



EDITAL



Em obediência ao disposto nos Estatutos, e por solicitação do Presidente Diógenes da Cunha Lima, comunico que estão abertas as inscrições para a Cadeira número quatro, desta instituição, de que é Patrono Lourival Açucena, sendo o Primeiro Ocupante Virgílio Galvão Bezerra da Trindade e sucessor Enélio Lima Petrovich. Os candidatos devem apresentar Curriculum Vitae, exemplares de obras publicadas e requerimento de inscrição, na sede da Academia, à Rua Mipibu, 443, Petrópolis, Natal, RN, com prazo de até trinta dias desta publicação. A presente vaga, conforme nossa norma se destina a conterrâneo residente dentro e fora do Estado. Natal, 15 de março de 2012. Anna Maria Cascudo Barreto – Secretária Geral
NECROLÓGIO DE ENÉLIO LIMA PETROVICH

Jurandyr Navarro (*)


Filho da terra de Miguelinho, conhecido ficou por toda esfera cultural. Deixou-nos dias passados o ilustrado conterrâneo. A sua ausência é notada e sentida, revelada pela dor familiar e a saudade da confraria que o cercava.

Encheu o espaço temporal da existência com a plenitude da realização de seus propósitos, constituindo família, instruindo e educando descendentes.

Na lida da vida civil porfiou em duas frentes: - na profissão liberal de Advogado, especificamente, na especialidade previdenciária, perto de longos quarenta anos. Nesta atuação adquiriu celebridade profissional, estabelecendo-se em Natal e Salvador, a fim de equacionar interesses múltiplos de inúmeros constituintes que o fizeram patrono de suas causas.

Pari passu a esse labor de ordem profissional, com o passar dos anos tomava vulto o seu interesse pela cultura, segmento operativo ao qual dedicou o restante da sua atribulada existência terrena.

Elas, a Advocacia e a Cultura, as suas apaixonadas amantes espirituais.

Nesse aspecto imitou o escritor eslavo Tchekhov, que dividiu a vida entre a Medicina e a Literatura.

Dizia ele: “Fico satisfeito quando me dou conta de que tenho duas profissões, não uma. A medicina é minha esposa legal, a literatura a minha amante. Quando canso de uma passo a noite com a outra. Pode não ser uma situação habitual, mas evita a monotonia; ademais, nenhuma delas sai perdendo com minha infidelidade. Se não tivesse a minha atividade médica, dificilmente poderia consagrar à literatura minha liberdade de espírito e meus pensamentos perdidos”.

Na sua atividade intelectual, voltada para as Letras e, notadamente, para a História, Enélio deveu à influência exercida pelo tio-avô, Nestor dos Santos Lima, elogiado educador e historiador consagrado, que o antecedeu na Presidência do Instituto Histórico e Geográfico, dirigindo-o por vários anos.

O exemplo foi seguido pelo sobrinho-neto, imitando-o, outrossim, na direção vitalícia da vetusta instituição – a Casa da Memória, dístico da autoria de Luis da Câmara Cascudo.

Eleito, assumiu aos 25 de agosto de 1963, Enélio Petrovich presidiu o Instituto durante 48 anos, 4 meses e 12 dias. Quase meio século, numa atividade dinâmica pela cultura histórica. Essa permanência de labor profícuo foi, sem dúvida, o principal marco da sua lida intelectual.

Pertenceu, também, aos quadros de outras instituições da gleba potiguar, enumerando-se, algumas delas: Academia Norte-Rio-Gandense de Letras; Academia de Letras Jurídicas do Rio Grande do Norte; Fundação Cultural “Padre João Maria”; União Brasileira de Escritores; Conselho Estadual de Cultura, tendo sido associado de outras entidades de âmbito nacional, na condição de Sócio Correspondente.

Em vida, foi agraciado com Medalhas e Comendas, a ele tributadas por corporações civis e militares, em reconhecimento ao seu desempenho intelectual.

A memória do ilustrado historiador não ficou órfã com sua morte, em virtude das obras deixadas à posteridade, quando as gerações moças poderão compulsá-las, avaliando seu valor.

São escritos biográficos insertos em livros, contendo dados narrativos de viagens, ensaios, compilação de artigos de jornais, textos de palestras, discursos, saudações, prefácios e outros.

À época de estudante de Direito, na saudosa Faculdade da Ribeira, em trabalho na sala de aula, teceu considerações sobre episódicos estudos penais relacionados com a doutrina psicanalítica de Freud, tendo recebido, posteriormente, elogio do criminalista famoso daqueles dias, Nelson Hungria.

Na idade madura colaborou em jornais de nossa Cidade e, durante anos, assinou uma coluna no matutino “Tribuna do Norte”, intitulada “A Previdência Social em Dia”, abordando matéria relacionada aos interesses de aposentados e pensionistas.

Dotado de espírito curioso, empreendeu muitas viagens através o Brasil e Exterior, interessado em manter contato com outras culturas, no afã de mais se ilustrar.

Tinha espírito social, dividindo entre a família e amigos as noitadas festivas.

Pertenceu ao Lions Club Norte, agremiação social que pela soberana vontade de seus associados, em certa data, fizeram-no numa de suas votações, seu Governador.

Embora exibisse temperamento difícil, proveniente de herança familiar, denunciado em raros momentos circunstanciais, geralmente se apresentava afável nas conversações, elegendo a política diplomática do bem-querer, brindando a vida com a alegria de uma alma toda voltada para boas causas.

A recordação gravou alguns títulos de palestras por ele proferidas: “Surgimento e Dinâmica do Direito Previdenciário”; “Sigmund Freud – sua Ciência e a Sociedade atual”; “Ordem, Saúde e Justiça”.

Em relação à performance dos intelectuais do Rio Grande do Norte, elogiava a tenacidade de Manuel Rodrigues de Melo, em prol da Cultura; a eloquência de Luís da Câmara Cascudo; a inteligência de Nilo Pereira e a genialidade de Oriano de Almeida.

A lembrança do seu nome perpetuada ficará pelo realizado na órbita superior das coisas do pensamento.

Uma das Salas do Memorial “Oriano de Almeida”, anexo do Instituto Histórico, ficou reservada à sua memória.

(*) Presidente em Exercício do IHG/RN

ENCERRADA, COM SUCESSO, A PRIMEIRA CONFERÊNCIA ESTADUAL SOBRE TRANSPARÊNCIA E CONTROLE SOCIAL – RIO GRANDE DO NORTE


Com intensas atividades realizadas nos dias 15 e 16 de março corrente, foi encerrada a 1ª CONSOCIAL do Rio Grande do Norte, onde foram debatidas e aprovadas vinte proposições para discussão no Conclave Nacional, a ocorrer em Brasília do mês de maio vindouro.

A abertura solene aconteceu no dia 15, com a presença da Governadora Rosalba Ciarlini, sob a Presidência do Controlador Geral do Estado, Dr. Francisco de Mélo e prestigiada pelos diversos segmentos convidados – Sociedade Civil, na proporção de 60%, o Poder Público, com 30% e 10% de conselhos de políticas públicas.

O evento teve início com duas palestras – a primeira do Dr. Mário Vinicius Claussen Spinelli, Secretário de Prevenção da Corrupção e a segunda do Dr. Carlos Roberto de Miranda Gomes, representando o segmento da Sociedade Civil, através da indicação da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção RN, juntamente com o Dr. Francisco Jadir de Farias, que será o Delegado para o Conclave Nacional. O Dr. Carlos abordou o tema “A Gestão Pública e o Controle Social”.

Após exaustivas reuniões de Grupos de Trabalho, quatro temas básicos foram desenvolvidos:

Eixo I – Promoção da transparência pública e acesso à informação e dados públicos;

Eixo II – Mecanismos de controle social, engajamento e capacitação da sociedade para o controle da gestão pública;

Eixo III – A atuação dos conselhos de políticas públicas como instâncias de controle; e

Eixo IV – Diretrizes para a prevenção e o combate à corrupção.

Na Plenária final foram aprovadas 20 (vinte) proposições para a CONSOCIAL NACIONAL, dentre as quais algumas apresentadas pela OAB/RN, a saber:

a) Criar Comissão Gestora de Acompanhamento e avaliação das ações que envolvam recursos públicos e prestação de contas, nas três esferas de governo, para garantir a transparência e Controle Social;

b) Criação de uma Ouvidoria Geral Permanente da CONSOCIAL;

c) Elaboração de Manuais, Cartilhas ou Gibis de orientação ao povo sobre os seus direitos ao Controle Social da Gestão Pública;

d) Criação de órgão para a permanente mobilização social através de cursos, palestras e orientação para a efetiva realização do controle social;

e) Propor alteração na Lei 8.666 para a exigência da publicação da convocação das licitações, também, para a modalidade “convite”.

A OAB/RN deu apoio a outras proposições, que saíram vencedoras, como a exigência da “ficha limpa” para os cargos comissionados dos Entes Públicos.

Foi, afinal, um exemplo de cidadania e democracia, com a efetiva participação dos agentes de políticas públicas , dos representantes da entidades públicas e, principalmente, da população (sociedade civil)potiguar, representada por todas as regiões do Estado.

Parabéns pela iniciativa e o sucesso da Conferência.

sexta-feira, 16 de março de 2012

A QUESTÃO DO QUINTO CONSTITUCIONAL DOS TRIBUNAIS

Carlos Roberto de Miranda Gomes, advogado e escritor

O mundo jurídico viverá, este ano, mais uma modificação na estrutura da composição do Egrégio Tribunal de Justiça, com a anunciada aposentadoria do Desembargador Caio Alencar.

A nossa Corte de Justiça Estadual possui 15 vagas, das quais, 1/5 pertence, alternadamente, aos advogados e aos representantes do Ministério Público, o que corresponde a três vagas.

Na Carta Constitucional vigente o assunto é tratado da forma seguinte:

“Art. 94. Um quinto dos lugares dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais dos Estados, e do Distrito Federal e Territórios será composto de membros, do Ministério Público, com mais de dez anos de carreira, e de advogados de notório saber jurídico e de reputação ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional, indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de representação das respectivas classes.

Parágrafo único. Recebidas as indicações, o tribunal formará lista tríplice, enviando-a ao Poder Executivo, que, nos 20 dias subseqüentes, escolherá um de seus integrantes para nomeação.”

Desta forma, há de existir, quando a composição dos Tribunais for ímpar, o critério paritário absoluto, o que implicará, circunstancialmente, na prevalência de um número maior, ora de advogados, ora de representantes do Ministério Público, como atualmente ocorre em nosso Tribunal de Justiça, com a presença da Desembargadora Judite Nunes e do Desembargador Caio Alencar, oriundos do MPE, enquanto apenas o Desembargador Cláudio Santos representa o segmento dos advogados.

Com a próxima vacância, deverá a vaga remanescente ser dos advogados, porquanto é entendimento da doutrina e da jurisprudência, que explicitam:

“As regras da paridade e da alternatividade para preenchimento nos Tribunais das vagas de Desembargador destinadas ao quinto constitucional ensejam algumas situações díspares, que assim podem ser sintetizadas: quando o número reservado ao quinto constitucional for par, fica respeitada a classe de origem;quando for ímpar, procede-se ao critério de alternância, independentemente da classe de origem, resultando que, em determinado momento histórico, uma das classes ficará com maior número de desembargadores;quando houver criação de novo cargo de Desembargador, ensejando um número par, será observada a regra da paridade, com o preenchimento da vaga por integrante da classe que estiver em menor número;”

Esse entendimento oriundo do julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça do Recurso em Mandado de Segurança n. 24.992-GO, Quinta Turma, Relator Ministro Jorge Mussi (j. 18.12.2007, DJU de 17.03.2008), nos leva a concluir que a vaga, de natureza impar, por ser a vaga de rodízio, isto é, aquela que vem quebrar a paridade existente entre as classes representantes do quinto constitucional, deve ser destinada à classe que se manteve em inferioridade numérica no histórico da composição do Tribunal de Justiça do RN. dando a prevalência, agora, da representação ‘quintista’ em favor da Ordem dos Advogados, Seção do Rio Grande do Norte, porque até agora existia uma participação maior do Ministério Público do que de causídicos da Corporação dos Advogados, alterando-se a paridade para maior participação destes últimos, em consonância com o que dispõe a Lei Complementar nº 35 (LOMAN) em seu art. 100, § 2º, homenageando o princípio da alternância e da sucessividade.

quinta-feira, 15 de março de 2012

PARA VOCÊ TER A EXATA NOÇÃO DO QUE ESTÁ ACONTECENDO, ACESSE ATRAVÉS DO GOOGLE: "areia movediça - a copa sob as dunas" OU "msn video - copa em Natal"


Estado do Rio Grande do Norte

Controladoria Geral do Estado

RELEASE

1ª CONFERÊNCIA ESTADUAL SOBRE
TRANSPARÊNCIA E CONTROLE SOCIAL-RIO GRANDE DO NORTE

LOCAL: Praiamar Hotel, RUA. Francisco Gurgel, 33, Praia de Ponta Negra.
DATA: 15 e 16 de março de 2012.
HORA: Abertura 9h do dia 15/03

OBJETIVO DA CONFERÊNCIA: A 1ª Conferência Estadual sobre Transparência e Controle Social, tem como objetivo principal promover a transparência pública e estimular a participação da sociedade no acompanhamento da gestão pública, contribuindo para um controle social mais efetivo e democrático que garanta o uso correto e eficiente do dinheiro público.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

• Debater e propor ações da sociedade civil no acompanhamento e controle da gestão pública e o fortalecimento da interação entre sociedade e governo;

• Promover, incentivar e divulgar o debate e o desenvolvimento de novas idéias e conceitos sobre a participação social no acompanhamento e controle da gestão pública;

• Propor mecanismos de transparência e acesso a informações e dados públicos a ser implementados pelos órgãos e entidades públicas e fomentar o uso dessas informações e dados pela sociedade;

• Debater e propor mecanismos de sensibilização e mobilização da sociedade em prol da participação no acompanhamento e controle da gestão pública;

• Discutir e propor ações de capacitação e qualificação da sociedade para o acompanhamento e controle da gestão pública, que utilizem, inclusive, ferramentas e tecnologias de informação;

• Desenvolver e fortalecer redes de interação dos diversos atores da sociedade para o acompanhamento da gestão pública; e

• Debater e propor medidas de prevenção e combate à corrupção que envolva o trabalho de governos, empresas e sociedade civil.

O tema da Conferência é: ”A Sociedade no acompanhamento e controle da gestão pública”, será discutida durante as etapas: Municipal, Regional, Estadual e Nacional.

No Rio Grande do Norte a 1ª Conferência Estadual sobre Transparência e Controle Social, foi convocada, através do decreto nº22. 266 de 09 de junho de 2011 do Governo do Estado do RN. A Conferência será presidida pelo Controlador Geral do Estado, conjuntamente com a Comissão Organizadora Estadual - COE formada pela Controladoria Geral do Estado e a Secretaria de Estado do Planejamento e das Finanças, composta por representantes de três segmentos: 60% da Sociedade Civil, 30% do Poder Público e 10% de Conselhos de Políticas Públicas. Onde serão eleitos 38(trinta e oito) delegados Estaduais e 20 propostas/diretrizes para a Conferência Nacional.

A Comissão Organizadora Estadual - COE, definiu 06(seis) Conferências Regionais de acordo com as Regiões de Desenvolvimento do Estado e os Territórios para o processo de Conferência no Estado: Alto Oeste- Pau dos Ferros, Litoral Norte- João Câmara, Seridó- Caicó, Médio Oeste, Vale do Assu e Mossoroense-Mossoró, Agreste Trairí e Potengi- Nova Cruz e Litoral Oriental e Metropolitana – Natal.

O processo da 1ª CONSOCIAL se encerra com a Conferência Nacional, em Brasília, no período de 18 a 20 de maio de 2012. O resultado das conferências, ou seja, as propostas/deliberações irão contribuir para a elaboração de um Plano Nacional sobre Transparência e Controle Social.

quarta-feira, 14 de março de 2012

AGENDA PARA O DIA 15 DE MARÇO DE 2012



PROGRAMAÇÃO DA 1ª CONFERÊNCIA ESTADUAL SOBRE TRANSPARÊNCIA E CONTROLE SOCIAL-RIO GRANDE DO NORTE.

LOCAL: Praiamar Hotel, Francisco Gurgel-33, Praia de Ponta Negra, Natal/RN.
DATA: 15 a 16 de março de 2012
Dia 15-03-2012 (quinta-feira)
7h30min às 12h – Credenciamento dos delegados, convidados e observadores.
9h – Solenidade de abertura da 1ª Conferência Estadual sobre Transparência e Controle Social.
- Programação Cultural
- Conferência de Abertura
“A Sociedade no acompanhamento e controle da gestão pública”
10h30min – Coffee break.
10h50min - Leitura e aprovação do Regulamento Interno
11h30min – Painel de Contextualização
12h30min - Almoço
14h30min – Grupos de Trabalho (GTs)
17h30min – Encerramento dos Trabalhos
Dia 16-03-2012 (sexta-feira)
8h30min às 12h - Grupos de Trabalho (GTs)
12h – Almoço
14h – Plenária de Orientação:
- Priorização das Diretrizes/Propostas- Eleição de delegados
15h40min- Coffee break
16h – Plenária final
17h – Encerramento da Conferência

terça-feira, 13 de março de 2012

DO BRASIL PARA O MUNDO
ANOTEM EM SUAS AGENDAS - QUARTA-FEIRA, DIA 14, TEMOS EVENTOS PROMOVIDOS PELA UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES DO RIO GRANDE DO NORTE
A UBE/RN FESTEJA O DIA DA POESIA (14-03), EM ALTO ESTILO, NA ACADEMIA NORTE-RIO-GRANDEN SE DE LETRAS.

C O N V I T E
O presidente da União Brasileira de Escritores - UBE/RN, o presidente da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras-ANLRN e a presidente da Academia Feminina de Letras do Rio Grande do Norte-AFL/RN convidam Vossa Senhoria e família para a seguinte programação no Dia da Poesia

(14 de março)

18h - O Dia da Poesia no Rio Grande do Norte
(Diógenes da Cunha Lima, Plinío Sanderson e João Batista de Morais Neto)
Moderador: Eduardo Gosson
19h30 - Lançamento do livro RESSACA da escritora Águeda Maria Mousinho Zerôncio

União Brasileira de Escritores - UBE
Eduardo Antonio Gosson

Academia Norte-rio-grandense de Letras - ANL
Diógenes da Cunha Lima

Academia Feminina de Letras do RN - AFL/RN
Zelma Bezerra Furtado Medeiros

LocaL: Academia Norte-rio-grandense de Letras, Rua Mipibu, 443 - Cidade Alta
Hora: 18 às 21h
NOITE DE AUTÓGRAFOS.
R E S S A C A

ÁGUEDA MARIA MOUSINHO ZERÔNCIO

A escritora é psicóloga de profissão e pesquisadora. Sua obra é memorialista e resgata boas histórias e belos recantos, em particular na praia de Cajueiro, no litoral maravilhoso de Touros, onde possui uma chácara e a visão do mar!

Amadrinhada pela União Brasileira de Escritores do RN, Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, Academia Feminina de Letras, com o respaldo da NAVE da Palavra (como se fosse a "Arca" de algum Noé" que sobrou da grande dádiva doada por Deus), a autora entra no mar da sua melhor inspiração, embriagada de amor e outros sentires, embarcando num mar de belas poesias.

RESSACA representa o primeiro volume da COLEÇÃO ANTONIO PINTO DE MEDEIROS e a estréia do SELO EDITORIAL DA NAVE DA PALAVRA. Tem a Orelha de Eduardo Gosson e Prefácio de Françoise Silvestre.

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POR GENTILEZA CONFIRMAR PRESENÇA ATRAVÉS DO E-MAIL eagosson@gmail.com

segunda-feira, 12 de março de 2012

O GOVERNO BRASILEIRO ESQUECE OS SEUS FILHOS ILUSTRES
O PRECURSOR DE BRASÍLIA (VERA CRUZ)
SOLIDARIEDADE E AMOR À NATUREZA

domingo, 11 de março de 2012


DE REPENTE O TEMPO MUDA, A ESPERANÇA VOLTA, A FARTURA CHEGA E O POVO VIBRA – É O INVERNO OUTRA VEZ. POR QUE NÃO CANTAR!

Tempo de Inverno


Pássaros retornam em cantata
O campo amanhece em regozijo
O homem campina em sua mata
É o inverno que se aproxima...


A esperança se difunde entre as pessoas
Há certeza de instantes de fartura
Natureza exagera em candura
É o inverno que se sublima...

(Carlos Gomes)
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Um Canto ao Inverno
A natureza veste-se de branco,

Como os meus cabelos. O tempo gela.
Há em mim um silêncio frio que estanco.
Vejo a árvore desnuda da janela,
Como o meu coração sem teu afago.
Mas existe a poesia que trago
Cantada na solitude que vela.

(Mardilê Friedrich Fabre)
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Inverno

A temperatura está baixa,
o som do vento é agudo em alguns pontos.
Da boca sai uma engraçada fumaça branca,
da coberta sai um calor invisível.


Lá fora chove fino,
o movimento de pessoas é fraco,
a movimentação de carros é contida.
Os galhos das árvores dançam com o vento.


A lareira aqui dentro,
é quentinha como o quê.
O café da manhã reproduz o cheiro ótimo,
do bolo quente e do café passado.


As blusas tomam conta do corpo,
que já está quentinho,
porém ainda preguiçoso.
Os pés estão envoltos por uma grossa meia de lã.


O dia continua arrastado,
quase pedindo clemência,
ou querendo se recolher para dormir,
ou até querendo apenas um copo de café quente,
para se manter lá fora.


O olhar das pessoas continua condizendo...
Sim, frívolo leitor,
condizendo com a estação que imagino agora,
a estação de minha imaginação!


Os gestos são suaves,
a energia é muito poupada.
Livros bons aparecem junto ao sofá e ao edredom,
sem contar nos deliciosos arrepios na nuca,
que vem e vão.


Nenhuma aparência carrancuda,
apenas aparências cansadas e sentidas,
talvez sentidas “daquela cama”.
Pessoas rezando pelo seu rápido retorno ao quente lar.


Agora me vou entrar em outra aventura,
debaixo do meu edredom,
no meu sofá e com minha meia de lã nos pés.
Tomando meu café quentinho,
deleitando-me com o sopro gelado na nuca.

(Jonathan Cunha)
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A pálida Luz da Manhã de Inverno - Poesias Inéditas

A pálida luz da manhã de inverno,
O cais e a razão
Não dão mais 'sperança, nem menos 'sperança sequer,
Ao meu coração.
O que tem que ser
Será, quer eu queira que seja ou que não.



No rumor do cais, no bulício do rio
Na rua a acordar
Não há mais sossego, nem menos sossego sequer,
Para o meu 'sperar.
O que tem que não ser
Algures será, se o pensei; tudo mais é sonhar.

(Fernando Pessoa)
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Aconteceu no Inverno

Uma porta fechada de repente
deixou uma esperança diferente
parada sem saber aonde ir
do lado de fora...
O frio cortante que envolvia aquela noite
marcava o pensamento como açoite
não deixando uma única ilusão
todas elas prevenidas...
Não era primavera e nem verão
Marte sondava o céu na escuridão
ele se foi sem nem dizer adeus
partiu apenas...
Parecia até que ia voltar depois
que eu acordaria quando o sol nascesse
para perguntar: que pesadelo foi esse???
Mas não era sonho...
A realidade fustigou-me a alma
eu tentei sorrir, tentei manter a calma
encarei o mundo numa briga feia
nada adiantou...
Não virei o jogo, nem tampouco a mesa
nessa vida ganha quem chega primeiro
o amor não finge, ele é sempre inteiro
mas nem sempre vive...

(Tere Penhabe)
Itanhaém
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 Poemas sobre o Inverno
(Cantinho da Miana)

Chove, chove, ping, ping

Chove, chove,
Ping... Ping...
Chove chuva sem parar.
Chove, chove,
Ping... Ping...
E o menino sem brincar.
Chove, chove,
Ping... Ping...
Correm os rios para o mar.
Chove, chove,
Ping... Ping...
Estão os barcos a navegar.
Chove, chove,
Ping... Ping...
Andam chapéus pelo ar.
Chove, chove,
Ping... Ping...
Gosto de estar a olhar.
A chuva a cair,
O vento a soprar,
E eu aqui sozinho
Sem poder brincar.
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Convite

(Por Cristina Baridón)

Quando fizer muito frio
Faça chuva, neve ou granizo,
Vem comigo a minha casa
Quentinho está o meu piso.


Junto ao aquecedor,
Bebemos devagarinho,
Para aquecer alma e corpo,
Chocolate bem quentinho.


Brincaremos aos cowboys,
Desenharemos com ceras
E contaremos um coto
De fadas e de princesas.


Quando tiveres um tempinho,
Não esqueças, estás convidado!
Anda, vem brincar comigo,
Eu sou índio e tu... soldado.
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O Inverno

O Inverno começou, (mãos esticadas para a frente)
Tudo molhou... (mãos a abanar)
O vento soprou...(soprar)
O frio chegou... (braços cruzados ao peito a tremer)
E a mãe me agasalhou:
Com um camisolão! (vestir)
Umas botas! (calçar)
Um gorro! (colocar na cabeça)
E um blusão! (subir o fecho do blusão)

(Lourdes Custódio)
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Chuva fria, miudinha

Um soldado de chocolate
derreteu-se com o calor
que saía da lareira.
Enquanto a cor se esbate
sente um calor maior
que o calor de uma fogueira.
E assim se fez a paz
sem um execito capaz
de não ficar derretido
com o calor apetecido
de uma noite invernia
chuva fria miudinha
ao sabor da ventania
que só amaina à tardinha.
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Velho

Velho, velho, velho.
Chegou o Inverno.
Vem de sobretudo,
Vem de cachecol,
O chão onde passa
Parece um lençol.


Esqueceu as luvas
Perto do fogão:
Quando as procurou,
Roubara-as um cão.

Com medo do frio
Encosta-se a nós:
Dai-lhe café quente
Senão perde a voz.


Velho, velho, velho.
Chegou o Inverno.

(Publicada por Mariana)

Inverno

E chega o frio
Trazendo em suas vestes variados sentimentos
Emoções há meses aguardadas
Para se mostrar
Na evidência do maior dos talentos


O inverno vem sempre acompanhado de beleza
E certa tristeza
Não de uma tristeza triste
A doce tristeza que existe
Na espera do amor, que em chegado
guarda em si mesmo, imantado
Velhas energias, tantos segredos
Em meio a emoções desconhecidas


O inverno é melancólico
Bucólico
Sobretudo, reina nele,
Essas sensações


No inverno
A gente ama mais
Espera mais
E se preocupa em ter ao lado
Sempre um apaixonado
Porque é tempo de se envolver, dividir, somar
Envolver em braços fortes
Dividir a cama


E somar companhia
Que ajude a vencer toda sorte
De solidão, de silêncio, de frio.

(Irami Gonçalves Fernandes Martins)

sábado, 10 de março de 2012

MARCCO-RN repudia uso eleitoral para nomeação de conselheiro do TCE-RN .As manobras para a indicação do próximo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) terminaram merecendo a condenação do Movimento Articulado de Combate à Corrupção (MARCCO-RN).

Nota

- O Movimento Articulado de Combate à Corrupção (MARCCO/RN) reconhece no Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte relevante e crescente papel na prevenção e combate à corrupção, na medida em que seus membros demonstrem reputação ilibada e alta capacidade técnica e possam atuar com isenção e independência.

Apesar de ser notória a necessidade de aperfeiçoamento do atual modelo constitucional de controle externo brasileiro, o que está fora da alçada do Governo de Estado, não é menos verdadeiro que a composição do Tribunal de Contas e os critérios que presidem a escolha de seus novos membros têm nítida influência sobre a capacidade da Corte de Contas Estadual de cumprir suas funções constitucionais e legais e alcançar gestões estaduais e municipais mais honestas e eficientes.

É por acreditar neste aperfeiçoamento contínuo e irreversível das instituições que o MARCCO/RN condena a persistência de vícios históricos e expressa profunda preocupação com o uso da última vaga surgida no TCE para acomodação de interesses eleitorais ou pessoais, com evidente desconsideração das elevadas funções do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte.
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9.3.12 - blog "Calangotango"

Postado por Sávio Hackradt

"REIS E RATOS", PRODUÇÃO CINEMATOGRÁFICA DA NATASHA FILMS, PRODUZIDO PELA GLOBO FILMES, TEM PARTICIPAÇÃO DE ATOR NATALENSE.

 Motivado pelo sonho de fazer cinema, o ator natalense Bruce Brandão deixou Natal em 2009, com o seu figurino de Carlitos na mala, e se mandou para o Rio de Janeiro. Na grande cidade, morou primeiramente no bairro de Jacarepaguá. Quem conhece bem o Rio sabe da distância entre Jacarepaguá, na Zona Oeste, e a Zona Sul. Mesmo com todas as dificuldades para enfrentar a vida numa megalópole, Bruce botou seu Carlitos na rua. A estratégia era vender rosas usando o personagem de Charles Chaplin. No calor da empatia do carioca, aproveitava o ensejo para oferecer seu produto. Não demorou muito para ficar conhecido como o “Chaplin da Zona Sul”.
DIVULGAÇÃO NO JORNAL O GLOBO/RJ
RODRIGO SANTORO, CAETANO VELOSO E BRUCE BRANDÃO

Certa noite no Bailinho do MAM, no Aterro do Flamengo, Bruce conheceu os atores Selton Mello e Rodrigo Santoro. Foi por meio de Santoro que Bruce conseguiu um papel na comédia “Reis e Ratos” (Brasil, 111 min., 2012), que esteve em cartaz até a semana passada nas duas redes de cinema de Natal. Caracterizado de Chaplin, Bruce puxou conversa com o galã sobre o fazer cinematográfico e o sondou sobre um possível futuro trabalho em alguma produção em que estivesse envolvido. Santoro escondeu o jogo e não prometeu nada, mas disse que se aparecesse algo entraria em contato. Guardou o endereço de Bruce e os dois se despediram.
Dias depois, Bruce recebeu uma ligação da repórter Monique Cardoso da Revista Domingo do extinto Jornal do Brasil. A sobrinha dela avistara o Chaplin na orla sul carioca e gostara do ator baixinho que interpretava Carlitos. A entrevista foi feita por telefone mesmo. Depois o fotógrafo foi na mansarda de Bruce em Jacarepaguá para os devidos registros. Entre a entrevista e sua publicação, a produção de “Reis e Ratos” entrou em contato com Bruce num sábado para ele gravar sua participação no dia seguinte. Rodrigo Santoro dera “aquela força” ao ator papa-jerimum. O dia não podia ser mais propício, uma vez que a matéria no JB também sairia no domingo.

Com os últimos trocados, Bruce comprou três exemplares do JB e se mandou para um casarão no Alto da Boa Vista, onde seria filmada a cena. Rodrigo Santoro o recebeu sorridente, conversou com ele e agradeceu o exemplar do JB com a matéria sobre o Chaplin da Zona Sul. A Bruce foi explicado que ele seria um capanga de Troy Somerset (Selton Mello) e que participaria de uma perseguição a Roni Rato (Rodrigo Santoro). A cena no filme tem duração de dois minutos e apenas uma fala: “Entra!”. Bruce passou o dia no set de filmagem e só o deixou tarde da noite. Aproveitou a maçada para sair em foto com Rodrigo Santoro e Caetano Veloso, que buscava inspiração para compor a música tema do filme. Na época, Caetano era casado com Paula Lavigne dona da produtora Natasha Filmes. Como cachê, recebeu duas entradas para o filme “Chê”, onde Santoro fez o papel de Raul Castro, e módicos R$ 100,00 dados de bom grado pelo galã, porque, conforme a produção, o orçamento já estourara. Meses depois recebeu mais R$ 70,00 de cachê.
"REIS E RATOS"
Depois das filmagens, Bruce não teve mais contato com Rodrigo Santoro, hoje um ator requisitado no cinema internacional. Só agora em 2012 é que “Reis e Ratos” entrou em cartaz nas salas de cinema do Brasil e permanece dividindo opiniões. O DVD está prestes a sair. No audiovisual, Bruce também fez uma ponta na novela “Poder Paralelo”, da Rede Record, contracenando com o ator Tuca Andrada, e um comercial para a editora Rocco sobre o livro “Areia nos Dentes”, de Antônio Xerxenesky. Aproveitando sua estada no Rio, o nosso ator matriculou-se num curso de cinema ministrado pelo renomado diretor Walter Lima Junior.

No teatro, Bruce Brandão frequentou o curso de interpretação no Tablado com uma bolsa ofertada, curso na Casa da Gávea, ministrado pelo diretor Marcelo Gonçalves, e um curso de dublagem na Voice Brazil, além de um ano de oficina na ONG Palco Social, sob as batutas do diretor Ernesto Piccolo e do ator e dramaturgo Rogério Blat. A oficina culminou com o espetáculo “Sorria, Você Está Sendo Roubado”.

Em Natal, antes de se aventurar no Rio de Janeiro, Bruce fez animação de festas e teatro infantil. Com a Cia. Monicreques representou em “João e Maria’, As Travessuras de Pinóquio” e “A Pequena Sereia”, entre outros. No teatro adulto, participou da montagem de “A Separação de Dois Esposos”, texto de Qorpo Santo e direção de Genildo Mateus, afora o Auto do Natal 2006. Em abril de 2011, Bruce veio passar 10 dias em Natal e não mais voltou para o Rio. O sonho acabou? Para Bruce Brandão, os sonhos não acabam, renovam-se. No momento, está amadurecendo a ideia de retornar para o Rio. Se tudo der certo, parte ainda este ano, com o velho desejo revigorado de fazer cinema.

Reis e Ratos
Dirigido pelo cineasta Mauro Lima - o mesmo de “Meu Nome Não é Johnny” -, “Reis e Ratos” é ambientado no Estado do Rio de Janeiro, em 1963, quando o clima de conspiração afeta uma série de personagens relacionados, de alguma forma, ao cenário político da época. Um deles é Troy Somerset (Selton Mello), agente da CIA que vive no Brasil e passa a duvidar de sua fidelidade à terra natal. Com a ajuda de seu comparsa brasileiro, o Major Esdras (Otávio Müller), ele planeja uma armadilha para o Presidente que pode atrapalhar os planos do golpe militar.

O filme conta, por meio de uma narrativa em flashback, uma espécie de parábola suja da Guerra Fria. Neste ambiente, transitam mafiosos, vigaristas, militares, diplomatas e políticos. A trama e suas situações conduzem o espectador por entre a atmosfera conspiratória das vésperas do golpe militar de 1964 e seus ecos nas ruas da cidade e nos corredores da Embaixada Americana.

Participam, ainda, do elenco, os atores Cauã Reymond (Hervê Gianini), Otávio Muller (Major Esdras), Paula Burlamaqui (Leonor), Seu Jorge (Américo Vilarinho), Daniel Alvim (Paulo Barracuda), Edmilson Barros (Tony), Orã Figueiredo (Esmeraldo Carvalhal), Oberdan Júnior (Clay Benitez), Dan Klabin (Itabora), Rafaela Mandelli (Amélia Castanho), Kiko Mascarenhas (Skutch Sanders), Hélio Ribeiro (Embaixador) e Élcio Romar (O Presidente). “Reis e Ratos” tem produção da Natasha Filmes com coprodução da Globo Filmes. A distribuição é pela Warner Bros.
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Contato de Bruce Brandão: 8749-0603.
Nota: Matéria encaminhada pelo confrade Paulo Dumaresq
Fotos do Blog de Lúcia Helena