quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO
          Na condição de aposentado, com mais tempo para a leitura e o lazer, resolvi ocupar o meu tempo com a comunicação entre amigos através da rede social, para o que a internet oferece inestimáveis ferramentas. Depois, decidi ampliar esses contatos através de um "blog", onde tenho a oportunidade de difundir notícias, fazer convites para eventos importantes, divulgar minhas críticas às coisas que reputo incorretas e a ampliar acultura da minha terra, do Brasil e de além mar.
         Pelo meio virtual mantenho contato com amigos e parentes no estrangeiro, como Jean-Paul e Marilene Leforrestier (França), Enza, Enina e Rodolfo Falce (Itália), Ceicinha Câmara (Portugal) e obtenho informações genealógicas e históricas para as minhas pesquisas. Enfim, parafraseando o grande poeta simbolista Cruz e Souza, rompi o círculo que me envolvia "a vida presa a trágicos deveres".
         Registro a alegria de ter merecido a atenção do Jornalista ALUISIO LACERDA, que registrou a existência deste Blog DO MIRANDA GOMES e endoçou campanha que estou liderando contra ato equivocado do Governo Estadual. Posso afirmar, que pela seriedade desse jornalista, igualmente sóbrio como poucos ao tempo em que foi Secretário de Estado, vou ganhar mais leitores e, com isso, aumentar a minha responsabilidade. Obrigado Aluisio e espero continuar tendo a sua colaboração, como tem acontecido com os comanheiros Franklin Jorge, Roberto Guedes, Lúcia Pereira, Jânia Souza e muitos outros.
         Gostaria de esclarecer aos meus seguidores e leitores, que muitas vezes o tempo não permite que eu escreva artigos e, por tal motivo, transcrevo trabalhos que recebo dos colaboradores e os publico.
         Igualmente pondero, por necessário, que os blogs servem também para amenizar as canseiras da vida moderna, com mensagens que nos enternecem e elevam nosso ego, como a que escolhi para esta edição. Poderá até parecer piegas, mas esqueça o texto em si e faça uma introspecção para sentir o objetivo da mensagem e sentirá mais leveza no seu espírito. Sejam bem-vindos  ao nosso modesto mensageiro.
-------------------------------------------------------------------------------
FOLHETO!

Todos os domingos, depois da missa da manhã na igreja, ovelho padre e seu sobrinho de 11 anos saíam pela cidade e entregavam folhetos sacros.
Numa tarde de domingo, quando chegou à hora do padre e seu sobrinhosaírem pelas ruas com os folhetos, fazia muito frio lá fora e também chovia muito. O menino se agasalhou e disse:
-Ok, tio padre, estou pronto. '
E o padre perguntou:
-'Pronto para quê?':
-'Tio, está na hora de juntarmos os nossos folhetos e sairmos. '
O padre respondeu:
-'Filho, está muito frio lá fora e também está chovendo muito. '
O menino olhou surpreso e perguntou:
-'Mas tio, as pessoas não vão para o inferno até mesmo em dias de chuva?'
O padre respondeu:
-'Filho, eu não vou sair nesse frio. '
Triste, o menino perguntou:
-'Tio, eu posso ir? Por favor!'
O padre hesitou por um momento e depois disse:
-'Filho, você pode ir. Aqui estão os folhetos. Tome cuidado! '
-'Obrigado, tio!'
Então ele saiu no meio daquela chuva. Este menino de onze anos caminhou pelas ruas da cidade de porta em porta entregando folhetos sacros a todos que via.
Depois de caminhar por duas horas na chuva, ele estava todo molhado, mas faltava o último folheto. Ele parou na esquina e procurou por alguém para entregar o folheto, mas as ruas estavam totalmente desertas. Então ele se virou em direção à primeira casa que viu e caminhou pela calçada até a porta e tocou a campainha. Ele tocou a campainha, mas ninguém respondeu. Ele tocou de novo, mais uma vez, mas ninguém abriu a porta. Ele esperou, mas não houve resposta.
Finalmente, este soldadinho de onze anos se virou para ir embora, mas algo o deteve. Mais uma vez, ele se virou para a porta, tocou a campainha e bateu na porta bem forte. Ele esperou, alguma coisa o fazia ficar ali na varanda. Ele
tocou de novo e desta vez a porta se abriu bem devagar. De pé na porta estava uma senhora idosa com um olhar muito triste. Ela perguntou gentilmente:
-'O que eu posso fazer por você, meu filho?'
Com olhos radiantes e um sorriso que iluminou o mundo dela, este pequeno menino disse:
-'Senhora, me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de
dizer que JESUS A AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o meu
último folheto que lhe dirá tudo sobre JESUS e seu grande AMOR. '
Então ele entregou o seu último folheto e se virou para ir embora.
Ela o chamou e disse:
-'Obrigada, meu filho!!! E que Deus te abençoe!!!'
Bem, na manhã do seguinte domingo na igreja, o Padre estava no altar, quando a missa começou ele perguntou:
- 'Alguém tem um testemunho ou algo a dizer?'
Lentamente, na última fila da igreja, uma senhora idosa se pôs de pé. Conforme ela começou a falar, um olhar glorioso transparecia em seu rosto.
- 'Ninguém me conhece nesta igreja. Eu nunca estive aqui. Vocês sabem antes do domingo passado eu não era cristã. Meu marido faleceu a algum tempo deixando-me totalmente sozinha neste mundo. No domingo passado, sendo um dia particularmente frio e chuvoso, eu tinha decidido no meu coração que eu chegaria ao fim da linha, eu não tinha mais esperança ou vontade de viver.
Então eu peguei uma corda e uma cadeira e subi as escadas para o sótão da minha casa. Eu amarrei a corda numa madeira no telhado, subi na cadeira e coloquei a outra ponta da corda em volta do meu pescoço. De pé naquela cadeira, tão só e de coração partido, eu estava a ponto de saltar, quando, de repente, o toque da campainha me assustou. Eu pensei:
-'Vou esperar um minuto e quem quer que seja irá embora. '
Eu esperei e esperei, mas a campainha era insistente; depois a pessoa que estava tocando também começou a bater bem forte. Eu pensei:
-'Quem neste mundo pode ser? Ninguém toca a campainha da minha casa ou vem me visitar. '
Eu afrouxei a corda do meu pescoço e segui em direção à porta, enquanto a campainha soava cada vez mais alta.
Quando eu abri a porta e vi quem era, eu mal pude acreditar, pois na minha varanda estava o menino mais radiante e angelical que já vi em
minha vida. O seu SORRISO, ah, eu nunca poderia descrevê-lo a vocês! As palavras que saíam da sua boca fizeram com que o meu coração que estava morto há muito tempo SALTASSE PARA A VIDA quando ele exclamou
com voz de querubim:,
-'Senhora, eu só vim aqui para dizer QUE JESUS A AMA MUITO. '
Então ele me entregou este folheto que eu agora tenho em minhas mãos.
Conforme aquele anjinho desaparecia no frio e na chuva, eu fechei a porta e atenciosamente li cada palavra deste folheto.
Então eu subi para o sótão para pegar a minha corda e a cadeira. Eu não iria precisar mais delas. Vocês vêem - eu agora sou uma FILHA
FELIZ DE DEUS!!!
Já que o endereço da igreja estava no verso deste folheto, eu vim aqui pessoalmente para dizer OBRIGADO ao anjinho de Deus que no momento certo livrou a minha alma de uma eternidade no inferno. '
Não havia quem não tivesse lágrimas nos olhos na igreja. o Velho Padre desceu do altar e foi em direção a primeira fila onde o seu anjinho estava sentado. Ele tomou o seu sobrinho nos braços e chorou copiosamente.
Provavelmente nenhuma igreja teve um momento tão glorioso como este.
Bem aventurados são os olhos que vêem esta mensagem. Não deixe que ela se perca, leia-a de novo e passe-a adiante.

Lembre-se: a mensagem de Deus pode fazer a diferença na vida de alguém próximo a você.
Por isso...
- Me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de dizer que JESUS TE AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o meu
último folheto.



terça-feira, 13 de setembro de 2011


" A todos os amigos que, perto ou longe de mim, nunca me esqueceram"


Convite
Nalva Nóbrega e a Fundação Capitania das Artes convidam
para o Saráu de Lançamento do CD no. 5.


"Um Piano Em Pleno Luar"
as 19h30 de 13 de setembro de 2011
na Galeria de Arte da FUNCARTE
Av: Câmara Cascudo, 434
(antiga Junqueira Aires)
Cidade Alta


Conferência Estadual da OAB/RN começa nesta quarta-feira (14)

A Conferência Estadual dos Advogados será realizada nos dias 14, 15 e 16 de setembro de 2011, no Hotel Vila do Mar - Vila Hall, e terá como tema Advocacia nos próximos 50 Anos – Uma homenagem ao professor Diógenes da Cunha Lima. O evento é destinado a profissionais e estudantes do direito, e contará com a participação de palestrantes de renome nacional e internacional, já estando confirmadas as presenças do presidente do Conselho Federal da OAB, Ophir Cavalcanti, e do ex-presidente Cezar Brito, mesclando temas jurídicos com matérias afins, investindo na interdisciplinaridade, no intuito de debater a advocacia nos próximos 50 anos, suas relações com a sociedade civil e os cidadãos.
Durante a realização do evento será lançado o primeiro Anuário da Justiça Potiguar, que divulgará todos os órgãos do Poder Judiciário, indicando a forma de contato e as funções de cada instituição, além de trazer a relação de todos os profissionais da advocacia e Sociedades de Advogados do Estado do Rio Grande do Norte.
HOMENAGEM AO PROFESSOR DIÓGENES DA CUNHA LIMA
Durante a Conferência, será feita uma homenagem ao professor Diógenes da Cunha Lima, advogado cujo escritório completa 50 anos de inauguração. Atuando nas mais diversas áreas jurídicas, o homenageado tem participação efetiva na vida acadêmica da sociedade potiguar, já tendo ocupado a cadeira de Reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e, atualmente, presidindo a Academia Norteriograndense de Letras – ANL.

Conferência Estadual dos Advogados
Data: 14, 15 e 16 de setembro de 2011
Local: Hotel Vila do Mar - Vila Hall
Tema: Advocacia nos próximos 50 Anos – Uma homenagem ao professor Diógenes da Cunha Lima
Inscrições: www.oab-rn.org.br
Informações: 84.4008 9400

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

DIÓGENES CONVIDA PARA HOJE E AMANHÃ
Celebrando 50 anos de atividades jurídicas, Diógenes da Cunha Lima convida para a solenidade de inauguração e benção religiosa das novas instalações do seu escritório de advocacia.
Data: 12-09-2011
Hora: 17:30
Local: Av. Hermes da Fonseca, 957 - Tirol

Convida também para o lançamento do livro "Natal Uma nova Biografia", ilustrado com fotografias de Henio Bezerra.

Data: 13-09-2011
Hora: 18 h
local: Livraria Siciliano do Midway Mall.

Saudosa Maloca
Éramos crianças, amávamos os Beatles e os Rolling Stones. Fazíamos parte de uma geração de ouro. Tínhamos Pelé, Garrincha, Tom Jobim, Vinícius, Chico Buarque entre muitos outros que se destacavam e se destacam até hoje. Éramos colegas, amigos. De uma união tão forte, que alguns se tornaram irmãos e hoje com certeza, temos outra turma, não de formandos, mais de uma família que teve a sua origem na Escola de Engenharia. Éramos rebeldes, corajosos, inovadores a tal ponto que nos tornamos lendários e ainda hoje somos lembrados. Contam as nossas histórias pela Universidade. Ganhamos um nome. “Turma de 70”. Alex Nascimento, Ayrton Guerreiro, Antônio Garcia, Antônio João, Augusto Guga Leal, Carlos Cortês, Carlos Limarujo, Clovis Veloso, Efábio Peixoto, Mano Dantas, Pancrácio Madruga, Francisco Roberto, Fernando Leitão, José Dantas, José Brilhante, José Williams, Klaus Nóbrega, Laio Alceu, Lulu Flor, Lúcio Flavo, Luis Gonzaga, Beto Melo, Luis de Souza, Manoel Enéas, Manoel Jackson, Maria Lúcia, Marcos Alberto, Marcos Dourado, Oriano, Paulinho Cavalcanti, Rui Santiago. Esses eram os nossos “nomes” de guerra.

O tempo passou, vamos completar trinta e dois anos de formados, permanecemos “quase” que unidos. Houve poucas mudanças, mudanças até aceitáveis quando temos conhecimento maior da genética e sabemos que algumas pessoas se modificam com a idade. Poucos modificaram de comportamento, outros fizeram plásticas, (homens) só tenho medo que inventem de colocar silicone nos peitos ou na bunda. Mas deixa pra lá, o importante é que nesta vida cumprimos (até agora) com nossa missão. Os nossos professores eram verdadeiros amigos, tão amigos a ponto de se juntarem as nossas brincadeiras e se tornarem parte da turma. Adriano Vidal, Antomar Ferreira, Antônio Melo, Aurino Borges, Clovís Gonçalves, Daniel Holanda, Dirceu Holanda, Emanoel Lago, Fernando Guerreiro, Fernando Cysneiros, Fernando Nóbrega, Genário França, Geraldo Pinho, Gilvan Trigueiro, Hélio Varela, João Maurício, Joaquim Elias, José Bartolomeu, José Bitancourt, José Pereira, Wilson Miranda, Ubiratan Galvão, Rômulo Pinto, Roberto Limarujo, Juarez Pascoal, Renato Soares, Otávio Santiago, Nilson Rocha, Nicanor Maia, Kleber Bezerra, Lindolfo Sales, Luciano Bezerra, Luciano Coelho, Luis Jorge Leal, Malef Vitório, Marcelo Cabral, Milton Medeiros, Munir Aby Farah, Newton Rodrigues, assim eram conhecidas as “feras” que nos aturaram durante cinco anos. Quero lembrar também o amigo Romeu Aranha, na época secretário da escola, que vez por outra ficava p da vida com a turma, mas é uma grande alma e logo perdoava as nossas traquinices. A nossa turma era diferente, alegre, a ponto de fazermos teatro dentro da sala de aula, e todos sem exceção faziam parte do elenco, até os professores. Certa vez José Pereira comentou que ia dar um arrocho na prova final, última do curso. Pois bem, montamos um esquema e passamos a rastrear os passos de Pereira no dia anterior a prova. Encontramos a prova rasgada em pedacinhos as onze horas da noite. Conseguimos recompor três das quatro questões. Convocamos a turma e fomos para um grupo escolar resolve-las. Chegamos todos em classe para fazermos a prova com ela já resolvida. Pereira distribui a prova e diz que são quatro questões, mas basta resolver três. Olhamos um para o outro e fizemos um ar de riso. Pereira anuncia quatro horas de prova. Aí começou o espetáculo, era gente suando frio porque o tempo era pouco, disenteria, vômitos Etc. Finalmente Pereira ficou tão nervoso, parou a prova, fez uma prelação, pediu calma e deu mais meia hora de prova. Salvaram-se todos.Em outra ocasião, entramos na sala de aula marchando, com Munir dando aula. Como a sala tava cheia até a metade, nos dirigimos em fila indiana até o final, marchando, Alex era o corneteiro. Quando íamos nos sentarmos ouvimos o grito de Muni

- PELOTÃO SENTIDO. MEIA VOLTA, VOLVER, EM FRENTE, MARCHEM.

De pronto as ordens do comandante (professor) foram atendidas. Marchamos de volta. No

comando, Alex e sua corneta (feita na boca). Chegamos na última fila de carteiras, Muni abriu à porta e gritou – A DIREITA, MARCHEM, diplomaticamente colocou todo o pelotão para fora da sala de aula. A nossa colação de grau foi uma grande festa, em conjunto com as outras escolas e faculdades, na Praça Cívica, hoje novamente Pedro Velho. O reitor era Genário Fonseca. Na hora do juramento todos estiraram o braço direito para frente. Alex era um dos primeiros da fila, em vez do braço, levanta a beca, fica de costas e mostra a bunda (estava só de beca) para todos convidados. Foi um reboliço, Genário ficou mais vermelho ainda, mas fazer o que?

Era assim a nossa maloca, alegre, amiga, atributos que graças a Deus conservamos, trinta e sete anos depois. (Augusto GUGA Coelho Leal)

domingo, 11 de setembro de 2011


O DOMINGO É PARA SONHAR, VIVER, AMAR!



·         "A consciência de uma planta no meio do inverno não está voltada para o verão que passou, mas para a primavera que irá chegar. A planta não pensa nos dias que já foram, mas nos que virão. Se as plantas estão certas de que a primavera virá, por que nós – os humanos – não acreditamos que um dia seremos capazes de atingir tudo o que queríamos?” (Khalil Gibran)
(     (mensagem enviada pelo meu filho Carlos Rosso, no dia do meu aniversário, ocorrido ontem)

Soneto de aniversário

Vinicius de Moraes

Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.

Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.

Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.

E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.

(Rio, 1942)
Texto extraído da antologia
"Vinicius de Moraes - Poesia completa e prosa",
Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, pág. 451.
Conheça a vida e a obra do autor em "Biografias".
(Colaboração do meu filho Carlos Rosso)


Minha Terra é a Caatinga
Fátima Alves
 
Minha terra! Berço meu...
É a caatinga nordestina
Sua cara é inconstante
Pois a seca vem nos ver
E as vezes quer ficar
Muito tempo a nos secar
Pra mudar nossos retratos

Nesse tempo que não chove
A paisagem adormece
E parece que estar morta
Mas quando a gente conhece
Sabe que tudo estar vivo
A esperar pelas chuvas
Pra acordar bem feliz

Quando chove em nossa terra
Um manto verde é bordado
E o sono de tudo seco
Agora lindo desperta
Pra natureza festejar
Em abundante riqueza
Um bioma tão diverso
Minha terra ! Berço meu...

Te conheço feito abelhas
Que visitam tuas flores
E te amo como as nuvens
Que chovem pra te acordar...
Caatinga! Berço meu...
Quero ter sempre a sua cara...

Súplica de um filho
Jania Souza


Um abraço
um beijo
um afago

um carinho sempre presente
mesmo quando o não
é o laço necessário à subida do caminho

sempre uma palavra de coragem
quando o fracasso
escalou as paredes do fundo do poço
na destruição de uma vida

uma mão estendida
sempre a frente
com os olhos da verdade
alerta o perigo que há
na mentira pintada nas entrelinhas do mundo


na bola vejo teu sonho de garoto alegre-inocente-feliz
na pipa livre encontro teu espírito de guerreiro da vida
no livro encontro tua palavra, mensagem em meu peito


quando pequenininho desejei ser como tu és
forte, invencível, meu maior herói
mas tu não vias minhas necessidades de carinho

sempre ocupado com afazeres ou prazeres com amigos
eu ficava no canto, relegado ao último plano
em tua agenda sempre comprometida

esperava ir ao parque ou a corrida de bicicleta
como os pais de meus amigos faziam
até um programa de cinema
para mim seria a própria loteria

mas espero que tu acordes
para as minhas e as nossas necessidades
para sermos felizes hoje e sempre

quero descobrir o mundo
vencer qualquer obstáculo
com a segurança da tua mão em minha mão
meu coração no teu coração
e a lembrança dos nossos passos sempre em união.
Geralda Efigênia Macedo

Endureci meu coração
navegando nas ondas
dessa vida de descontentamento
alheia vendo a razão
tramitar entre a emição.


As flores que me encantavam
já não passa mais a
mesma mensagem,
as rosas e seus espinhos
feriram-me tão profundamente
que já não sinto o
exalar do perfume que
outrora senti.


O canto do jardim que me convidava
a meditar, deixou de existir,
já não tem nada por lá,
o que ontem foi glória,
hoje só está na memória
desses meus já quase enferrujados
neuronios que ainda teimam em
me fazer lembrar que amanhã
é um outro dia e que sendo
outro dia ainda é possivel sonhar...
sonhar, dormir, acordar, amar, odiar
quere, abraçar. Sei que é possivel,
e um novo amanhecer dirá.






sábado, 10 de setembro de 2011

hoje voltei à minha infância
neste sábado de esplendor
cercado pela família
ungido pelo amor

HOJE - MEUS 72 ANOS
Obrigado a todos pelas mensagens

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

ALERTA SEM ECO

Escrevi neste blog um artigo em que demonstrava a minha surpresa e indignação com recente decreto (nº 22.350/2011 ) da Senhora Governadora do Estado, abolindo a exigência de publicação na imprensa oficial das convocações de licitação pela modalidade convite, deixando-a somente na afixação nos quadros de aviso.

Fiz o envio do texto para os jornais da cidade, alguns companheiros de blog e até agora não senti nenhuma repercussão para aquele ato lamentável da Chefe do Executivo Estadual, modificando um instrumento que já entrava no 4º Governo, dando mais segurança para a licitude no processo licitatório.

Tal acontecimento, em meu sentir, representa o desinteresse da sociedade potiguar pelos destinos das coisas públicas, o que constitui uma evidente conivência com procedimentos que possam afastar a licitude nas despesas públicas.

Vale reafirmar que o decreto em comento era inteiramente desnecessário, pois sobre o seu teor já dispunha a Lei federal nº 8666/93, em seu art.22, § 3º. No entanto, em âmbito estadual, o decreto teve o condão de desconstituir a Instrução Interadministrativa nº 01/2001, editada pela Procuradoria Geral do Estado e Controladoria Geral do Estado, que somente trouxe efeito salutar, mas uma vez revogada, dará ensejo para a possibilidade de criar favoritismo entre os licitantes interessados.

Durante algum tempo, de quando em vez, havia uma ameaça de desfazer aquela Instrução Normativa, mas o bom senso fazia retroceder o ímpeto de servidores menos qualificados que nunca se acercaram do valor real daquela norma infraconstitucional. Nessas ponderações para manter a norma sempre esteve presente a CONTROL, que parece agora não ter sido consultada, como igualmente a Procuradoria.

Esse é o tipo de “democracia” que vivemos na conjuntura atual, em todos os níveis. Muita propaganda ilusória, poucas providências eficientes, quase nenhuma transparência – carência do básico na saúde, educação e segurança e tome propaganda na imprensa em geral!

Como ex-Controlador Geral do Estado declaro minha tristeza; como professor de gestão pública, proclamo o encerramento do meu clamor. Sou um descrente.

Pobre Constituição Federal, postergada em dos seus mais altivos dispositivos – o art. 37. Parece até instaurada a campanha “abaixo a publicidade. Viva o acórdão, a politicagem, a corrupção.”. Pensam que o povo é ignorante, bastando uma cestinha básica, uma bolsa qualquer para se calar a boca. Será!!!!!!!!

NÃO CUSTA NADA RELER O MEU ARTIGO “LICITUDE AMEAÇADA”, POR FAVOR!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

NÃO ACREDITO NESSAS COISAS, MAS NÃO É QUE COMIGO quase tudo DEU CERTO!

Divirta-se, conhecendo-se através do seu sígno. (colaboração dos leitores Bandeira e Wellington)


Somente o meu Signo "virgem":


Depois de abrir este e-mail, não há mais volta. Abaixo estão verdadeiras descrições de signos do Zodíaco. Leia o e-mail e encaminhe-o. Isto é real, e se tentar ignorar ou mudar isto, a primeira coisa que você notará amanhã será um dia estranho, que só acabará à meia-noite.

VIRGEM - O Perfeccionista
Dominante em relações.
Conservador.
Quer ter sempre a última palavra.
Argumentativo.
Preocupado.
Muito inteligente.
Antipatiza com barulho e caos..
Ansioso.
Trabalhador.
Leal.
Bonito.
Fácil de falar.
Difícil de agradar.
Severo.
Prático e muito exigente.
Frequentemente tímido.
Pessimista.
9 anos de sorte se você repassar.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

7 DE SETEMBRO - DIA  DA  PÁTRIA
Independência do Brasil: processo histórico culminado com a proclamação de Dom Pedro I.
A independência do Brasil, enquanto processo histórico, desenhou-se muito tempo antes do príncipe regente Dom Pedro I proclamar o fim dos nossos laços coloniais às margens do rio Ipiranga. De fato, para entendermos como o Brasil se tornou uma nação independente, devemos perceber como as transformações políticas, econômicas e sociais inauguradas com a chegada da família da Corte Lusitana ao país abriram espaço para a possibilidade da independência.

A chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil foi episódio de grande importância para que possamos iniciar as justificativas da nossa independência. Ao pisar em solo brasileiro, Dom João VI tratou de cumprir os acordos firmados com a Inglaterra, que se comprometera em defender Portugal das tropas de Napoleão e escoltar a Corte Portuguesa ao litoral brasileiro. Por isso, mesmo antes de chegar à capital da colônia, o rei português realizou a abertura dos portos brasileiros às demais nações do mundo.

Do ponto de vista econômico, essa medida pode ser vista como um primeiro “grito de independência”, onde a colônia brasileira não mais estaria atrelada ao monopólio comercial imposto pelo antigo pacto colonial. Com tal medida, os grandes produtores agrícolas e comerciantes nacionais puderam avolumar os seus negócios e viver um tempo de prosperidade material nunca antes experimentado em toda história colonial. A liberdade já era sentida no bolso de nossas elites.

Para fora do campo da economia, podemos salientar como a reforma urbanística feita por Dom João VI promoveu um embelezamento do Rio de Janeiro até então nunca antes vivida na capital da colônia, que deixou de ser uma simples zona de exploração para ser elevada à categoria de Reino Unido de Portugal e Algarves. Se a medida prestigiou os novos súditos tupiniquins, logo despertou a insatisfação dos portugueses que foram deixados à mercê da administração de Lorde Protetor do exército inglês.

Essas medidas, tomadas até o ano de 1815, alimentaram um movimento de mudanças por parte das elites lusitanas, que se viam abandonadas por sua antiga autoridade política. Foi nesse contexto que uma revolução constitucionalista tomou conta dos quadros políticos portugueses em agosto de 1820. A Revolução Liberal do Porto tinha como objetivo reestruturar a soberania política portuguesa por meio de uma reforma liberal que limitaria os poderes do rei e reconduziria o Brasil à condição de colônia.

Os revolucionários lusitanos formaram uma espécie de Assembleia Nacional que ganhou o nome de “Cortes”. Nas Cortes, as principais figuras políticas lusitanas exigiam que o rei Dom João VI retornasse à terra natal para que legitimasse as transformações políticas em andamento. Temendo perder sua autoridade real, D. João saiu do Brasil em 1821 e nomeou seu filho, Dom Pedro I, como príncipe regente do Brasil.

A medida ainda foi acompanhada pelo rombo dos cofres brasileiros, o que deixou a nação em péssimas condições financeiras. Em meio às conturbações políticas que se viam contrárias às intenções políticas dos lusitanos, Dom Pedro I tratou de tomar medidas em favor da população tupiniquim. Entre suas primeiras medidas, o príncipe regente baixou os impostos e equiparou as autoridades militares nacionais às lusitanas. Naturalmente, tais ações desagradaram bastante as Cortes de Portugal.

Mediante as claras intenções de Dom Pedro, as Cortes exigiram que o príncipe retornasse para Portugal e entregasse o Brasil ao controle de uma junta administrativa formada pelas Cortes. A ameaça vinda de Portugal despertou a elite econômica brasileira para o risco que as benesses econômicas conquistadas ao longo do período joanino corriam. Dessa maneira, grandes fazendeiros e comerciantes passaram a defender a ascensão política de Dom Pedro I à líder da independência brasileira.

No final de 1821, quando as pressões das Cortes atingiram sua força máxima, os defensores da independência organizaram um grande abaixo-assinado requerendo a permanência e Dom Pedro no Brasil. A demonstração de apoio dada foi retribuída quando, em 9 de janeiro de 1822, Dom Pedro I reafirmou sua permanência no conhecido Dia do Fico. A partir desse ato público, o príncipe regente assinalou qual era seu posicionamento político.

Logo em seguida, Dom Pedro I incorporou figuras políticas pró-independência aos quadros administrativos de seu governo. Entre eles estavam José Bonifácio, grande conselheiro político de Dom Pedro e defensor de um processo de independência conservador guiado pelas mãos de um regime monárquico. Além disso, Dom Pedro I firmou uma resolução onde dizia que nenhuma ordem vinda de Portugal poderia ser adotada sem sua autorização prévia.

Essa última medida de Dom Pedro I tornou sua relação política com as Cortes praticamente insustentável. Em setembro de 1822, a assembleia lusitana enviou um novo documento para o Brasil exigindo o retorno do príncipe para Portugal sob a ameaça de invasão militar, caso a exigência não fosse imediatamente cumprida. Ao tomar conhecimento do documento, Dom Pedro I (que estava em viagem) declarou a independência do país no dia 7 de setembro de 1822, às margens do rio Ipiranga.
___________________
Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

terça-feira, 6 de setembro de 2011

LICITUDE AMEAÇADA

CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES, Professor aposentado da UFRN, advogado

Sob um título pouco esclarecedor: “Licitação Pública”, o DN edição de 06 do mês corrente noticia que “a partir de agora o Governo do Estado não dará ampla publicidade às licitações públicas realizadas na modalidade de convite. Com base na legislação federal, o decreto da governadora Rosalba Ciarlini nº 22.350/2011 determina que a Secretaria de Infraestrutura mantenha atualizado o cadastro dos interessados em obras e serviços de engenharia.”

O decreto referido, inteiramente desnecessário, procura dar validade ao que já dispunha a Lei federal nº 8666/93, em seu art.22, § 3º Mas, a sua real finalidade foi desfazer a Instrução Interadministrativa nº 01/2001, editada pela Procuradoria Geral do Estado e Controladoria Geral do Estado, que atravessou três governos, tendo em vista o seu efeito salutar, mas agora revogada, dando azo à possibilidade de criar favoritismo entre os licitantes interessados.

Quando exercia a Chefia da CONTROL propus a referenciada Instrução normativa tendo em conta várias ocorrências corriqueiras na administração, quais sejam: a) a possibilidade de escolha de fornecedores ou prestadores de serviços da simpatia de pessoas do Governo; b) a possibilidade legal de participação de quem não tiver sido convidado, face ao que dispõe a mesma Lei das Licitações em seu art. 22, § 3º já invocado, na parte que explicita “... e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro)horas da apresentação das propostas.” Ora, como saber da existência de uma licitação na modalidade convite, se não foi convocado? Obviamente que uma publicação no Diário Oficial tornaria o certame universal; c) considerado, assim, o convite um chamamento universal, a possibilidade de apresentação de um número inferior de propostas permitiria a contratação da que for ofertada em melhor condição, posto que desnecessário renovar o certame, porquanto houve uma convocação DE TODOS OS CADASTRADOS, ganhando-se o precioso tempo tão reclamado na administração pública, evitando-se a contratação direta sob fundamentos inadequados, como os dos §§ IV e V, distorcidamente utilizados.

Ademais de tudo o quanto até agora argumentado, resta a invocação de princípio maior, DA PUBLICIDADE advindo da Carta Magna, em seu artigo 37.

Resta indagar – num instante em que tanto se propala a propósito de corrupção com as contrações da Copa de 2014, em alguns casos já declarados pelos órgãos de fiscalização, qual o mal que as licitações, pela modalidade “Convite” continuem com a amplitude proporcionada pela sua convocação através, também, de publicação na Imprensa Oficial.

Foi um gol contra da Senhora Governadora! Será que foram consultados a Procuradoria e a Controladoria Geral do Estado? Alguém dirá: e precisa? Respondo: onde está a ética?

Com a experiência que tenho de Professor da disciplina Direito Financeiro e Finanças e do exercício de funções no Controle Externo e Controle Interno, vejo aí o começo de ameaça à licitude!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Eis uma boa receita................

--------------------------------------------------------------------------------
STRESS

Em uma conferência, ao explicar para a platéia a forma de controlar o estresse, o palestrante levantou um copo com água e perguntou:

-"Qual o peso deste copo d'água? "

As respostas variaram de 250g a 700g.

O palestrante, então, disse:
- "O peso real não importa. Isso depende de por quanto tempo você segurar o copo levantado."

"Se o copo for mantido levantado durante um minuto, isso não é um problema. Se eu o mantenho levantado por uma hora, vou acabar com dor no braço. Mas se eu ficar segurando um dia inteiro, provavelmente eu vou ter cãibras dolorosas e vocês terão de chamar uma ambulância."

E ele continuou:

- "E isso acontece também com o estresse e a forma como controlamos o estresse. Se você carrega a sua carga por longos períodos, ou o tempo todo, cedo ou tarde a carga vai começar a ficar incrivelmente pesada e, finalmente, você não será mais capaz de carregá-la."

"Para que o copo de água não fique pesado, você precisa colocá-lo sobre alguma coisa de vez em quando e descansar antes de pegá-lo novamente. Com nossa carga acontece o mesmo. Quando estamos refrescados e descansados nós podemos novamente transportar nossa carga."

Em seguida, ele distribuiu um folheto contendo algumas formas de administrar as cargas da vida, que eram:

1 Aceite que há dias em que você é o pombo e outros em que você é a estátua..

2 Mantenha sempre suas palavras leves e doces pois pode acontecer de você precisar engolir todas elas.

3 Só leia coisas que faça você se sentir bem e ter a aparência boa de quem está bem.

4 Dirija com cuidado. Não só os carros apresentam defeitos e têm recall do fabricante.

5 Se não puder ser gentil, pelo menos tenha a decência de ser vago.

6 Se você emprestar R$200,00 para alguém e nunca mais vir essa pessoa, provavelmente valeu a pena pagar esse preço para se livrar dela..

7 Pode ser que o único propósito da sua vida seja servir de exemplo para os outros.

8 Nunca compre um carro que você não possa manter.

9 Quando você tenta pular obstáculos lembre que está com os dois pés no ar e sem nenhum apoio.

10 Ninguém se importa se você consegue dançar bem. Para participar e se divertir no baile, levante e dance, pronto.

11 Uma vez que a minhoca madrugadora é a que é devorada pelo pássaro, durma até mais tarde sempre que puder.

12 Lembre que é o segundo rato que come o queijo - o primeiro fica preso na ratoeira. Saiba esperar.

13 Lembre, também, que sempre tem queijo grátis nas ratoeiras.

14 Quando tudo parece estar vindo na sua direção, provavelmente você está no lado errado da estrada.

15 Aniversários são bons para você. Quanto mais você tem, mais tempo você vive

16 Alguns erros são divertidos demais para serem cometidos só uma vez.

17 Podemos aprender muito com uma caixa de lápis de cor. Alguns têm pontas aguçadas, alguns têm formas bonitas e alguns são sem graça. Alguns têm nomes estranhos e todos são de cores diferentes, mas todos são lápis e precisam viver na mesma caixa.

18 Não perca tempo odiando alguém, remoendo ofensas e pensando em vingança. Enquanto você faz isso a pessoa está vivendo bem feliz e você é quem se sente mal e tem o gosto amargo na boca.

19 Quanto mais alta é a montanha mais difícil é a escalada. Poucos conseguem chegar ao topo, mas são eles que admiram a paisagem do alto e fazem as fotos que você admira dizendo "queria ter estado lá".

20 Uma pessoa realmente feliz é aquela que segue devagar pela estrada da vida, desfrutando o cenário, parando nos pontos mais interessantes e descobrindo atalhos para lugares maravilhosos que poucos conhecem.
"Portanto, antes de voltarem para casa, depositem sua carga de trabalho/vida no chão. Não carreguem para casa. Vocês podem voltar a pegá-la amanhã. Com tranquilidade."

"Unir-se é um Bom Começo...

Saber Cultivar a União é uma Conquista...

Trabalhar em Conjunto é uma Grande Vitória"
_________________
Colaboração de Bob Furtado



domingo, 4 de setembro de 2011

 =>
Do livro de poemas “Aqui hago justicia”, de Alfredo Pérez Alencart, com traduçãode de António Salvado, em homenagem ao escritor potiguar François Silvestre de Alencar:


Orfandade

Perder um pai

é perder um imã.



Mas tu não és

daqueles que se redobram,

ainda que te atirem

látegos ferozes.



Perder um pai

é nascer duas vezes

saudando ausências

com as mãos

escondidas.



Mas tu não és

engolidor de tristezas:

maduras

em plena infância

e continuas inocente

na tua idade madura.



Perder um pai

é perder

uma luz que não tem

princípio ou fim.



O QUE HÁ EM TI E EM MIM

Ivam Pinheiro


Descobri agora que há em ti

A leveza do voar do colibri

O encanto belo de uma flor

O amor imantado no coração

Sensação guardada no amor

Desejo de ternura e emoção.



Achei querer bem no olhar

O seu sorriso lindo estava lá

Já perfeito de alegrias e luz

O teu ser é imensidão e há

Ensejo de graças que seduz

Sonhos e desejos de cantar.



Cantar o amor no teu nome

Beijos doados em voz rouca

Louca paixão na agonia some

O amor supera a sua timidez

E o grito de gozo sai da boca

Amor que recusa um talvez.




DEL AMOR QUE PERMANECE

Lúcia Helena Pereira



Háblame de ese amor que queda

en el perfume de la rosa que te dí

y deshojaste en la madrugada insomne.



Preciso saber de ese amor inmenso,lento,volviendo

para quedar un día, preso entre nosotros dos

Concha del mar,luna de abril, brisa que el viento agrede



Háblame de esa rosa que queda

en un jarro de vidrio azul desvanecido

donde ella se destaca y se duerme

amaneciendo en un sudor de luz.



Háblame de ese amor que queda en la dulzura de un cansancio de esperas

En la luminosidad de un día festejado de sol

en la hora íntima de juntar nuestros cuerpos ...

y manos!!



Preciso de esa sonrisa tuya,amorosa

de la traslúcida hora de afecto y de orgasmo

de una flor,prendida al gajo

y desprendiéndose,pariendo solita



Háblame del amor que queda eterno

Lindo y lírico,pleno de noches y madrugadas

el amor que nada pide,recibe



Y se dá!


(tradução)


DO AMOR QUE FICA

Lúcia Helena Pereira



Fale-me desse amor que fica

No perfume da rosa que te dei

E desfolhaste na madrugada insone.



Preciso saber desse amor imenso, lento, chegando

Para ficar um dia, preso entre nós dois,

Concha do mar, luar de abril,

Brisa que o vento agride.



Fale-me dessa rosa que fica

Num jarro de vidro azul esmaecido,

Onde ela se destaca e adormece,

Amanhecendo em suor de luz.



Fale-me desse amor que fica

Na doçura de um cansaço de esperas,

Na luminosidade de um dia festejado de sol,

Na hora íntima, de juntarmos nossos corpos...

E mãos!



Preciso desse sorriso seu - amoroso,

Da translúcida hora da afeição e do orgasmo

De uma flor, presa ao galho,

E se desprendendo, parindo sozinha...



Fale-me do amor que fica - eterno,

Lindo e lírico, cheio de noites e madrugadas,

O amor que nada pede, recebe



E se dá!







sábado, 3 de setembro de 2011


A ALEGRIA DA COMUNICAÇÃO

Jamais pensei, que com o passar do tempo, eu fosse me adaptar com a modernidade.

Quando surgiu a era do computador pessoal, cheguei a discriminar quem dele se utilizava, insinuando que era coisa de quem queria aparecer. Contudo, a evolução foi tão rápida e eficiente, que fui, de pronto, procurar quem me ensinasse as novas aptidões da cibernética.

Então entendi o quanto estava ultrapassado e dei-me ao aprendizado, com aplicação. Hoje, a internet faz parte da minha vida, curando minha ansiedade, as minhas insônias e alargando a minha correspondência até tornar-se algo indispensável no dia a dia.

Há momentos em que todos nós entramos em depressão, por algum motivo e a cura logo vem quando conseguimos uma instantânea comunicação com os parentes e amigos, ou recebemos verdadeiras pérolas de mensagens pelo meio virtual, dando-nos a paz ansiada.

O novo veículo de comunicação tornou possível a fazer a intriga do bem, e a desfazer inimizades.

É, ainda, um excelente instrumento de trabalho, permitindo o envio de textos, avisos e convocações, além do seu uso para negócios comerciais e bancários.

Para difundir minhas idéias, críticas e ponderações, a par da colaboração dos amigos, mantenho um blog (http://cmirandagomes.blogspot.com) o qual procuro, dentro do possível, mantê-lo atualizado com notícias do cotidiano e, aos domingos, para refrescar o dia, sempre mensagens poéticas.

Espero o comparecimento permanente ao nosso informativo virtual e receberemos sua colaboração com grande alegria.

Atenciosamente, Carlos Roberto de Miranda Gomes

sexta-feira, 2 de setembro de 2011


Nasceu GUILHERME

Quando o dia começava a adormecer e a noite apresentava os seus primeiros sinais, no penúltimo dia de agosto de 2011, este velho recebia o seu 7º presente de DEUS – nasceu Guilherme, segundo fruto de Rocco José e Daniela, para se juntar a Maria Clara e toda a sua família que ali se fazia presente, dando graças por ele haver chegado normal e com saúde.

Embora tenha passado quatro vezes pela emoção dos filhos, o nascimento de um neto nos leva a renovar o amor no coração e comprovar a grandeza do Criador.

Eu te abençôo GUILHERME, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Seja bem vindo neste mundo de incoerências e desigualdades, para cumprir uma missão de melhorar a qualidade de vida do seu povo. Para isso vamos prepará-lo com amor e particular dedicação.

Um grande beijo dos avós felizes Carlos de Miranda Gomes e Therezinha

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Revivendo Veríssimo de Melo (90 anos de nascimeto)

Odúlio Botelho Medeiros – Vice-presidente da ALEJURN – Do IHGRN

Lembro-me bem, como se hoje fosse! Caminhávamos pelo Grande-Ponto, quando se encontraram o meu tio-sogro Enoir Botelho e o escritor Veríssimo de Melo, em uma manhã ensolarada de verão pleno. Foi uma festa! Abraços, cumprimentos guardados no tempo e no espaço. É que, Enoir, como Veríssimo, foram jogadores de futebol na juventude, justamente na fase em que o chamado esporte bretão estava nos seus primórdios aqui na terrinha. O primeiro, foi embora para servir à Marinha do Brasil, ausentando-se da cidade por muito tempo, enquanto Vivi postara-se sempre, e permanentemente, em Natal, ao lado dos fandangos, dos pastoris, das lapinhas, dos maracatus, dos bumba-meu-boi, das cheganças, dos cocos de roda, das rendeiras, das benzedeiras, dos cantadores de viola, dos cordelistas, de Djalma Maranhão, de Câmara Cascudo, de Newton Navarro, de Zé Areia, do jornalismo telúrico, eis que, naquela época, escrevia uma coluna no Diário de Natal, que retratava o cotidiano potiguar, suas figuras humanas com cheiro de maresia e da brisa do Rio Potengi. Assisti, ao lado de Marta, prima que se tornou minha mulher, todo o desfilar de emoções incontidas propiciadas pelos dois amigos de antanho. Relembraram, ali mesmo, naquele instante matinal de 1956, todo um passado ido e vivido, repleto de reminiscência juvenil, recheado de velhos sonhos e conjecturas. Veríssimo lembrava os tímidos namoros, as primeiras serenatas ao luar, as tênues manifestações intelectuais, os primeiros versos, as travessias a nado para a Redinha. Enoir, seu companheiro de andanças e peladas de futebol, a tudo ouvia e confirmava tudo, especialmente as relembranças de Natal das décadas de 30/40, como se o tempo tivesse parado para ambos, naquele momento. E foi justamente, a partir desse diálogo de eternal felicidade, que passei a conhecer, admirar e a acompanhar a obra de Veríssimo de Melo. Assim destaquei o Vivi folclorista, o professor de etnografia, de filosofia, de antropologia cultural, o diretor do Museu Câmara Cascudo, o presidente do Conselho Estadual de Cultura, o membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras. Pude captar, com o transcorrer do tempo, a sua luta em prol do desenvolvimento da cultura popular – desde aquela época tão relegada a plano secundário – carente de apoio e de incentivo oficial. Mesmo assim, qual um desbravador ou como um espadachim aguerrido, Veríssimo de Melo não se entregava ao desânimo e lutava e lutava... Os anos passavam e ele crescia. Crescia na literatura, na admiração do povo e alicerçava a sua magnífica obra. E tantos foram os livros, e tantas foram as noites de pesquisas, que o homem nos legou um trabalho literário do melhor quilate, da maior repercussão para as gerações futuras. É notório que esse esforço veio beneficiar a todos, porquanto nos brindou com uma vasta produção intelectual, representada pelos seguintes livros: Adivinhas (1948); Acalantos (1949); Parlendas (1949); Rondas Infantis Brasileiras (1953); Jogos Populares do Brasil (1956); Gestos Populares (1960); Cantador de viola (1961); Folcrore Infantil (1965); Ensaios de Antropologia Brasileira (1973); O Conto Folclórico no Brasil (1976); Folclore Brasileiro: Rio Grande do Norte (1978); Tancredo Neves na literatura de Cordel (1986); Medicina Popular no Mundo em Transformação (1996); em 2007 foi editado pelo Sebo Vermelho, a obra póstuma Natal há 100 anos passados, entre outros títulos, permitindo, dessa forma, que os mais novos, os construtores do Brasil de hoje e do futuro, possam cultivar o gosto pela cultura popular, base essencial para a memória de um povo. Em boa hora, a FUNCARTE, sob a tutela do seu valoroso Presidente, Prof. Roberto Lima (que está no lugar certo) fez promover o Seminário Viva Vivi, que além de muito concorrido, contou com a participação de intelectuais da terra e de pessoas compromissadas com o folclore potiguar, que é muito rico, por sinal. Estamos convictos de que a obra e o legado deixado pelo eminente conterrâneo servirá de base às próximas gerações, para a preservação dos costumes e das tradições do nosso povo. Viva, Vivi!