domingo, 15 de maio de 2011


OS PÁSSAROS VOLTARAM
ORMUZ SIMONETTI


“Canta, canta passarinho, canta, canta miudinho,
na palma da minha mão.

Quero ver você voando, quero ouvir você cantando,
quero paz no coração
Quero ver você voando, quero ouvir você cantando,
na palma da minha mão. . . “
Geraldo Azevedo


Na minha infância, na cidade de Natal, recordo que gostava de admirar, nas manhãs ensolaradas, uma grande diversidade de pássaros que cantavam nos pés de ficus benjamim que adornavam e arborizavam a Av. Deodoro da Fonseca, onde residia com minha família na casa de número 622. Cantavam e nidificavam naquelas árvores, entretanto, eram bem mais “ariscos” dos que os de hoje. Naquela época, os garotos se divertiam puxando “carrinhos” feitos com latas de leite vazias que eram cheias com areia, ou com carros feitos de madeira que eram confeccionados por nós mesmos. A madeira era obtida no antigo Armazém Natal que ficava na esquina da Av. Rio Branco com a Rua Ulisses Caldas. Esse tipo de trabalho de fazer os próprios brinquedos ajudava a desenvolver a criatividade e a habilidade com as primeiras ferramentas, além do apego e amor aquele brinquedo. Os carros ou caminhões mais sofisticados tinham as rodas cobertas com tiras de borracha e os feixes de molas eram feitos com aspas de ferro, muito utilizadas na época, nas embalagens que chegavam ao comércio. Também brincávamos de bolinhas de gude (bolinha à vera!); com rodas de ferro, que eram empurradas e equilibradas com um arame de ponta envergada etc., porém, os brinquedos mais utilizados eram as temidas baladeiras.
Estilingue ou baladeira compunha-se de um gancho de madeira em forma de Y que eram retirados de árvores como o fícus Benjamin e das goiabeiras, considerados os melhores. Nas extremidades superiores amarravam-se duas tiras de borracha com média de 20 cm de comprimento por 1,5 cm de largura, retiradas de velhas câmaras de ar ou compradas no antigo mercado municipal na Av. Rio Branco, onde hoje funciona o Banco do Brasil. Na outra extremidade as tiras eram presas a um pedaço de couro ou sola, que conseguíamos com um antigo sapateiro que tinha sua oficina na Rua Princesa Isabel. A baladeira era um brinquedo possuído e desejado pela maioria dos garotos daquela época. Tinha lugar de destaque nas perigosas guerras que fazíamos contra meninos de outras ruas. Por exemplo: Av. Deodoro versus Rua Felipe Camarão. Av. Deodoro contra a Travessa Camboim, do temido “Canteiro”, famoso personagem que metia medo nos garotos da época, por ser muito brigão, e diziam que sempre andava armado com um canivete.
Nesses combates utilizávamos seixos (pedra rolada) que considerávamos “munição real”. Quando a disputa era apenas diversão entre meninos da Av. Deodoro, utilizávamos apenas munição de “festim” que eram os frutos ainda verdes da mamona – carrapateira -, muito abundantes nos terrenos baldios e que nunca machucavam, pois só podiam ser atiradas a distâncias consideradas seguras. Mas, aqui confesso envergonhado “mea culpa”, pois, também a utilizei em diversas ocasiões, contra as indefesas aves, pois, o único pecado que elas cometiam era cantar. E ao fazê-lo, eram facilmente localizadas entre as folhagens das árvores e abatidas com as certeiras pedras que atirávamos pelo simples fato de testar a pontaria, nas inconseqüentes brincadeiras de criança.
Naquela época as residências costumavam ter em seus quintais, além dos galinheiros onde as “penosas” eram cevadas para os dias de festa ou daquela visita inesperada, muitas árvores frutíferas. Pitombeiras, abacateiros, sapotizeiros, mangueiras, mamoeiros, goiabeiras, só para citar as mais comuns. Devido à grande quantidade dessas árvores, esses quintais eram freqüentados por pássaros que, na amanhecência do dia, nos despertava com seus gorjeios melodiosos.
Na década de 70, por volta dos anos de 1973/74, nossa fauna local sofreria uma grande mudança. Nessas mesmas árvores já podiam ser vistos os famigerados pardais. Inicialmente em casais, e pouco tempo depois em enormes bandos. Fui apresentado a esses pequenos predadores, quando ainda morava no Rio de Janeiro, onde iniciei minha vida profissional, no Banco do Brasil.
A chegada desses pássaros em nossa cidade, a exemplo do que aconteceu em outras cidades do nosso país, constituiu-se num verdadeiro desastre para nossa fauna alada de pequeno porte. Infelizmente, na época, ainda não havia esse apelo ecológico em defesa da natureza, sua fauna e flora. Porém, tenho minhas dúvidas que se o fato tivesse ocorrido em nossos dias, algo fosse feito para evitar o desastre diante de todas as agressões sofridas pela natureza, que diariamente presenciamos por esse Brasil afora.
Predadores destemidos, obstinados, oportunistas e territorialistas, os pardais não demoraram a expulsar de nossas árvores, a grande maioria dos pássaros de seu porte, e até mesmo os de porte mais avantajado, como os anuns.
Esse predador da espécime (Passer domesticus) que tem origem européia foi trazido para o Brasil no início do século XX, e teve como porta de entrada a cidade do Rio de Janeiro. A sua introdução tinha como objetivo de reduzir a proliferação de moscas e mosquitos que infestavam a cidade. Apesar de também serem predadores de insetos, a base de sua alimentação se constitui de grãos, o que resultou na pouca eficiência no controle da população desses invertebrados. Essa decisão precipitada e irresponsável que introduziu em nosso território, uma espécie endêmica do continente europeu, sem as devidas avaliações do impacto que causaria, constituiu-se num verdadeiro desastre para nossa fauna.
Na luta por territórios, os pardais utilizam várias técnicas para expulsar seus concorrentes. Uma delas se constitui no ataque em bandos, deixando suas vítimas em desvantagem numérica e obrigando-os, conseqüentemente, à fuga. Praticam, também, a invasão de ninhos e destruição dos ovos não eclodidos ou simplesmente a matança dos filhotes recém-nascidos. Como os pardais são aves com hábitos urbanos, e convivem bem com a presença do homem, é bem possível que nossos pássaros, que não pereceram diante dos invasores, tenham encontrado refúgio seguro nas matas que cobrem as dunas que circundam parte de nossa cidade.
Entretanto, como a natureza é sábia e quase sempre resolve os problemas causados pela bestialidade dos homens, ao longo dos anos nossos pássaros foram se adaptando à presença do invasor e aprendendo a se defender com maior eficiência, e assim conseguiram conviver com os invasores.
Há algum tempo, todas as manhãs, caminho com um grupo de amigos pela Av. Rodrigues Alves. Sinto-me feliz em observar que há alguns anos os pássaros estão voltando para nossas árvores. Ao contrário da década de 70, é bem inferior o número de pardais encontrados. Durante as caminhadas vemos muitas rolinhas andarem em nossa frente à cata de pedrinhas e migalhas, sem temer os transeuntes. Ficaram tão mansinhas que às vezes precisamos desviar o caminho para não pisá-las. Em frente à capela de São Judas Tadeu, no final da Av. Rodrigues Alves, as inúmeras rolinhas empoleiradas nos fios da rede elétrica, lembram as linhas de uma partitura musical com todas as notas de um brasileiríssimo chorinho, quem sabe, o Tico-Tico no Fubá.
Os Bem-ti-vis, sanhaços, anuns, sibites, rouxinóis, colibris e até os bico-de-lacre, que são pássaros endêmicos do continente africano, mas que não têm causado nenhum dano à nossa delicada fauna alada, desfilam por entre as árvores de nossa cidade cantando animadamente, para o deleite dos que cedo madrugam.
A mansidão e a excelente proliferação dessas aves devem-se, principalmente, a consciência ecológica despertada “ainda que tardia”, e atualmente muito valorizada. Infelizmente em nome dessa bandeira, alguns fanáticos têm cometido excessos o que terminam por prejudicar toda a comunidade. Mas essa mesma tranqüilidade, também se deve ao desaparecimento dos tais meninos munidos com suas terríveis baladeiras.
Um dia resolvi trazer um pedacinho dessa natureza livre, pra dentro da minha morada. Comprei um alimentador de beija-flor, enchi-o com uma mistura de água com açúcar, coloquei na sacada do meu apartamento, e pacientemente esperei. Ao fim do quinto dia tive a alegria de receber o primeiro visitante. Era um beija-flor de cor negra, chamado popularmente de tesourão, pois, tem suas penas da cauda em forma de tesoura. A partir desse dia, a todo instante, recebo a visita de várias espécimes, de tamanho e plumagens variadas. É uma delícia para os olhos e a mente. Depois de algum tempo de observação, já posso identificar cada um dos visitantes e até mesmo nominá-los.
Hoje, sempre que entro em casa logo me sento na varanda para observa esses pequenos seres alados que, além de desempenharem importante papel na polinização das plantas, se constituem numa das mais belas criações da natureza.

sábado, 14 de maio de 2011


É HOJE O GRANDE DIA DA SOLIDARIEDADE CONTRA A DEMOLIÇÃO DO MACHADÃO

"QUANDO A GENTE GOSTA É CLARO QUE A GENTE CUIDA! ..."

ACREDITO MUITO NAS MANIFESTAÇÕES POPULARES, SÃO LEGÍTIMAS E DIZEM SOBRE O DESEJO DE UMA SOCIEDADE(Satisfação/Insatisfação). NESTE CASO, QUE POSSAM SE EXPRESSAR AQUELES QUE, AMARGURADOS, NÃO TÊM DIREITO A VOZ E VOTO NESSA CAUSA INGLÓRIA (Será?)PELA DERRUBADA DO COMPLEXO MACHADÃO, LIDERADA PELOS "PODEROSOS CHEFÕES" DO NOSSO ESTADO.

NADA CONTRA A VINDA DA COPA, CONTRA A DERRUBADA DOS ESTÁDIOS, SIM!!!!

- VAMOS DAR UMA OLHADA NAS ESCOLAS, HOSPITAIS, ESTRADAS, SANEAMENTO BÁSICO DA NOSSA CIDADE/ESTADO. ESTES SIM! SÃO ÓRGÃOS PÚBLICOS/SERVIÇOS ESSENCIAIS Á POPULAÇÃO. COMO ESTAMOS (POPOLUÇÃO GERAL) SERVIDOS DESSES APARATOS???

EU NÃO TENHO RABO PRESO E FAÇO QUESTÃO DE MOSTRAR A CARA. MINHA ADESÃO TOTAL E IRRESTRITA A MARCHA DE AMANHÃ[hoje] - MANIFESTAR O MEU VOTO DE REPÚDIO E A MINHA SOLIDARIEDADE AOS QUE TÊM MEMÓRIA, QUE CUIDAM E ZELAM PELA COISA PÚBLICA E PELA PRESERVAÇÃO DA SUA HISTÓRIA E QUE, ACIMA DE TUDO, TÊM CONSCIÊNCIA E RESPONSABILIDADE SOCIAL.

"QUANDO A GENTE GOSTA É CLARO QUE A GENTE CUIDA!"

INTÉ AMANHÃ[mais tarde] SE DEUS QUIZER! E ELE QUER!!!

CRISTINA.
____________
Publicado com correções por ter sido postado onte.

VALE A PENA ASSISTIR ESTE VÍDEO:

PARA VER A ENTREVISTA DA JORNALISTA NADJA CARDOSO, CAPTURE O LINK ABAIXO E COLOQUE NO GOOGLE:
http://www.youtube.com/watch?v=gfJ5liliR_U&feature=player_embedded#at=17

sexta-feira, 13 de maio de 2011


AMANHÃ É O DIA DA ATITUDE CONTRA A DERRUBADA DO COMPLEXO DESPORTIO DO MACHADÃO


NÃO SE TRATA DE SAUDOSISMO, MAS DE SENSATEZ, LEVANDO-SE EM CONTA TUDO O QUE JÁ FOI DEMONSTRADO DE NEGATIVO QUE A DEMOLIÇÃO VAI TRAZER.
VAMOS TER LUCIDEZ PELO MENOS UMA VEZ NA VIDA. PROTESTE, NÃO CONTRA A VINDA DA COPA, MAS QUE A ARENA SEJA ERGUIDA EM OUTRO LOCAL, MAIS RÁPIDO E MAIS ECONOMICO, PRESERVANDO-SE O PATRIMÔNIO QUE JÁ EXISTE E TEM CONDIÇÕES DE USO, AINDA POR MUITOS ANOS.

quinta-feira, 12 de maio de 2011



NA MESMA SOLENIDADE RECEBERÃO HOMENAGENS:
COM OS DIPLOMAS DE SÓCIOS BENEMÉRITOS:
PEDRO SIMÕES NETO;
RENARD PEREZ;
ROSSINE PEREZ.

COMO SÓCIOS HONORÁRIOS
LUIZ GONZAGA MEIRA BEZERRA;
CLAUDOMIRO BATISTA DE OLIVEIRA (DOZINHO);
ADEMILDE FONSECA DELFINO.
OS AGRACIADOS SERÃO SAUDADOS PELO ACADÊMICO E HISTORIADOR ANDERSON TAVARES

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Os rumos da saúde pública em Natal

Thiago Gomes da Trindade
Médico e Professor (UFRN e UNP)


Caros conterrâneos, o que está acontecendo com nossa cidade?

E nosso povo, está anestesiado com tanto descaso?

Temos assistido a consecutivas tentativas frustras da nossa gestora municipal em desenvolver alguma ação no campo da saúde para Natal, e infelizmente nos surpreendemos com as ações desgovernadas e sem foco.

Será que esta gestão já ouviu falar sobre planejamento estratégico baseado em necessidades de saúde, políticas de estado no campo da saúde pública, e o respeito aos princípios constitucionais no que se refere à gestão de pessoas do serviço público?

E em termos de programas de saúde, será que a mesma tem conhecimento que existe um conjunto de evidências baseadas em pesquisas brasileiras e mundiais que apontam para qual sistema de saúde precisamos?

E porque estamos retrocedendo para oferta de serviços desarticulados e pouco efetivos?

Há mais de 30 anos, desde a Conferência Mundial de Saúde, em 1978 em Alma Ata, o mundo todo decidiu qual modelo de saúde se quer para seus países, aqueles baseados em uma atenção primária/atenção básica forte e central. Estudos do Brasil e do mundo mostram que serviços de atenção primária bem qualificados são capazes de resolver 85% dos problemas de saúde da população.

No Brasil escolhemos há 17 anos o Programa Saúde da Família (PSF), como modelo prioritário da Atenção Primária. E nestes anos foi provado por uma série de pesquisas a superioridade deste modelo em relação aos demais. Mostrou-se que as populações cobertas por PSF têm maiores chances de reduzir a mortalidade infantil, diminuir internações por diarreia e pneumonias em crianças, aumentar cobertura vacinal, além de diminuir internações das mais variadas em adultos e idosos, e por último capaz de reduzir desigualdades em saúde das populações.

E por que isto ocorre? Primeiro porque o PSF trabalha com área de responsabilidade territorial e com equipe multidisciplinar – formada por médico generalista/médico de família, enfermeiro, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde, além da equipe de saúde bucal. Segundo porque trabalha na lógica da integralidade, prestando ações de promoção à saúde, prevenção de doenças e assistência às pessoas, cuidando de problemas agudos e crônicos. E por último o cuidado continuado ao longo da vida das pessoas, o que favorece o vínculo dos indivíduos com sua equipe de saúde, trazendo além de um cuidado mais humanizado e resolutivo, a melhor satisfação para ambas às partes.

Hoje o País tem 50% da sua população coberta pelo PSF, são quase 100 milhões de brasileiros. Em Natal não chegamos a estes 50%, e das 115 equipes existentes, tem várias equipes desfalcadas de profissionais, são mais de 40 delas sem médico.

Além dessa baixa cobertura, observamos um completo descaso com o PSF em Natal, unidades com suas estruturas precárias, faltando insumos diversos, o que compromete o trabalho dos profissionais, e sua capacidade resolutiva.

A atenção primária como porta de entrada do usuário no sistema também é responsável em coordenar seu cuidado para os demais níveis, como centros de saúde de especialidades e hospitais. Ou seja, ser o coordenador da rede de atenção à saúde. Mas, como podemos falar em rede se nossos cidadãos não tem acesso nem ao nível primário do sistema.

E qual é a “política” que observamos nesta gestão? Uma criação de parcas estruturas com duplicidade de ações como as AME´s, além de duplicidade de financiamento já que são serviços terceirizados, gerando uma completa desigualdade na oferta de serviços e no pagamento dos profissionais.

Outra questão é que esta “política” não tem nada de novo – UPA e AME, sempre existiram com outros nomes. Em cada distrito (Norte 1 e 2, Leste, Oeste e Sul) havia seus centros clínicos, com as Unidades Mistas, com pronto-atendimento 24h, e também com especialidades médicas eletivas. O problema é que a maioria ficou sucateada, e poucas foram repaginadas com novos nomes.

O que precisamos é qualificar todos os serviços existentes. Não criar novos.

Em saúde precisamos ter foco e prioridade, porque como sabemos os recursos são finitos. Assim os investimentos do município deveriam estar sendo priorizados para a expansão e qualificação da Estratégia Saúde da Família.

Assim poderíamos ter outro rumo na saúde pública. Fico abismado quando assisto as pessoas querendo inventar a roda para saúde em Natal, a roda já está dada.
Penso que se tivéssemos 270 equipes de saúde da família, o que cobriria os 800.000 habitantes da cidade, alocadas em 100 Unidades de Saúde bem equipadas, com profissionais bem qualificados, apoiados por 30 NASF´s (Núcleo de Apoio à Saúde da Família) e pelos Centros Clínicos dos distritos, associados ao suporte dos Pronto-atendimentos por distrito, conseguiríamos ter uma saúde pública de alta qualidade em Natal. E por fim bem articulada com a rede hospitalar estadual e federal. Obviamente, isto não resolve todos os problemas de saúde, mas seria uma grande reestruturação da rede. E concomitante deveria ser trabalhados outros gargalos clássicos como a saúde mental, a demanda reprimida por cirurgias eletivas e exames da média complexidade e ainda a falta de leitos para cuidados intensivos.

Podemos nos perguntar com que recursos se fariam isto. Vejam, tudo é questão de prioridade, aquela que só aparece nos discursos eleitorais. Para se ter um exemplo, com os 400 milhões previstos inicialmente, que se transformarão ao final em mais de 1 bilhão para as obras do Machadão para a Copa, daria para reestruturar toda rede de saúde que Natal precisa. E com esses oito milhões, que serão gastos com a contratação desta OS Pernambucana para combater a dengue em três meses, dava para construir pelo menos mais 20 Unidades de Saúde, ou reestruturar as 60 existentes. Assim não precisava de tempos em tempos lançar mão dessas estratégias pirotécnicas, caras e pouco efetivas.

Mas porque não se investe no PSF em Natal? Qual é a dificuldade de entendimento desta gestão em relação a isto?

Deixamos aqui nossos questionamentos, indignação e também nossa humilde opinião do momento. Espero que possamos ainda assistir mudanças positivas nos rumos desta gestão, será?

terça-feira, 10 de maio de 2011


Estádio Machadão completa 37 anos

O "Poema de Concreto Armado", até aqui, tem resistido bravamente ao tempo, mas este deve ser seu penúltimo aniversário.

Por Rogério Torquato
(4-6-2009)

Hoje é dia de festa em Lagoa Nova: o estádio Machadão, a principal praça de esportes de Natal e do estado, completa 37 anos de existência - mas talvez nem chegue aos 40, por conta da possibilidade de ser demolido no ano que vem para dar lugar à chamada Arena das Dunas.

Para entender a história do Machadão, é preciso voltar um pouco no tempo e no espaço - mais exatamente a Natal da década de 1950...

Era uma vez

...naquele tempo, o principal estádio de futebol da cidade - e quase certo do Rio Grande do Norte - era o Juvenal Lamartine, erguido em fins da década de 1920 e que comportava até 4 mil pessoas, numa época que Natal tinha pouco mais que 30 mil habitantes. Só que, àquela altura do calendário, passada a Segunda Guera Mundial (e a batelada de gente que veio para estes lados), a capital potiguar já contava com umas 50 mil pessoas. O JL estava pequeno. E agora?

Era hora de buscar um novo lugar. Uma primeira opção foi um campo situado ao lado do atual Círculo Militar - campo conhecido por Tapetão ou Tapete Verde de Brasília Teimosa. Mas houve um porém: a maresia. Depois, optou-se por um espaço em Bom Pastor - desaconselhado por conta da distância (à época, era o "fim do mundo").

Em dezembro de 1960 acabou a busca: o então governador Dinarte Mariz doou à FND (hoje FNF) um terreno triangular à Avenida 20 (atual Lima e Silva) que pertencia ao Saneamento (hoje Caern). A FND até iniciou alguma obra, mas logo se mostrou impraticável - e na antevéspera do Ano-Novo de 1968 o terreno foi passado para o Município, por meio da recém-criada Fundação de Esportes do Natal (Fenat, hoje PMN-SEL).

Surge o estádio

A partir daí, enfim deu-se andamento à obra - com projeto de Moacyr Gomes da Costa e cálculos de José Pereira da Silva, entre outros nomes - ainda que aos trancos e barrancos (várias vezes foi interrompida) até ser "concluída" às pressas em 1972 para sediar um evento denominado Mini-Copa. Concluída entre aspas mesmo: o então Castelão foi inaugurado sem a marquise superior (que foi concluída em 1974) e com as luminárias instaladas em torres (uma "gambiarra" que resistiu até 1997!). Detalhe: até hoje o estádio permanece inconcluso, faltando um ou outro detalhe.

E a capacidade inicial? "Já disseram 40 mil, outros 42, 45, 48, 50 mil... Não!!! É 38 mil!" - resumiu certa vez ao repórter o arquiteto Moacyr Gomes, antes da última grande reforma que eliminou o antigo setor das gerais, há poucos anos - reduzindo a capacidade para cerca de 33 mil pessoas.

Até meados de 1989 o Machadão tinha outro nome - estádio Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, o Castelão; a mudança se deu em homenagem ao desportrista João Cláudio Machado (que foi dirigente do Atlético Potiguar e presidente da FNF), morto em 1976.

Muitas emoções

Nestes 37 anos, o Machadão foi o palco de muitas emoções. Em termos de futebol, o "Poema de Concreto Armado" já recebeu equipes como o Santos - ainda com Pelé - e o Flamengo - sob o comando de Zagallo. Isso sem contar uma apresentação única da Seleção Brasileira, um amistoso internacional em janeiro de 1982 - diante de umas 52 mil pessoas!

Fora o futebol, o local já sediou os desfiles de abertura dos JERNs de 1998 a 2000 e de 2003 a 2005; pelo menos duas edições dos Jogos da Solidariedade; e até alguns bingos, só para ficar em três eventos.

segunda-feira, 9 de maio de 2011


A DERRUBADA DO MACHADÃO E A VOLTA AO JUVENAL LAMARTINE?
Vou publicar depoimentos sobre o assunto, até o dia 14 próximo, quando teremos a "Marcha da Solidariedade ao Estádio-Poema"

Um minuto de silêncio
De Kerubino Procópio, para Moacyr Gomes


Não é a primeira vez que escrevo sobre a demolição do Machadão e do Centro Administrativo do Estado. Naquele outro momento, alguns meses atrás, a decisão do desmanche do Machadão e adjacências era tida como uma hipótese distante, uma espécie de transfusão de risco para um corpo são. Ninguém acreditava que fosse verdade a alternativa da destruição, até porque se sabe que Dom Quixote é coisa de ficção Entretanto, a notícia corria solta, fazendo um contraponto com as baladas do Poder.

Eu dizia e repetia, Moacyr, que não tinha sentido uma demolição em série de obras úteis e vultosas com a finalidade única de conhecer atletas sem tradição ou receber autógrafo em língua estrangeira. Assim, eu pensava porque o desmanche, além de inútil, parecia uma agressão às vestes da nossa pobreza, já tão cheias de demolições. Não havia lógica nesta nova calamidade numa cidade tão rica em calamidades públicas.

Contudo, o certo é que agora o fato está consumado. O desmanche não é mais uma quimera ou fantasia política. A sorte está lançada e o crupiê já recolheu as cartas e as fichas. De nada valeram os esforços de técnicos e especialistas em artigos e exposições, fundados em números, equações e equilíbrios orçamentários. Tudo isto passou ao largo do ponto de ebulição do problema porque uma coisa, Moacyr, é a matemática de números e outra é a matemática que decide. São concepções incompatíveis. Estou querendo dizer que a poeira da demolição não é apenas poluição, ela também suja as mãos.

Apesar de tudo, quem sabe, Moacyr, se neste clima de perdidos e achados não estejam eles, os responsáveis, guardando uma homenagem secreta para o arquiteto que envaideceu a cidade com desenhos e emoções. Quem sabe? Será que você não será chamado, discordâncias a parte, para protagonista do pontapé inicial da partida de fechamento do estádio, antes que as luzes da ribalta se apaguem? Não duvido tanto, porque gostaria bastante. Imagino tudo isto com a visão de divina comédia, onde o trágico se perde nos gestos de superação. Um chute lento, olhos na multidão, com uma mensagem de quem devolve uma medalha olímpica, chutando a história. Neste instante, o seu jogo terminou, a paga está feita e quem sabe, a platéia entenda e possa aplaudir em pé o silêncio de um retirante, "um minuto de silêncio".

Na realidade, sei que nada disto vai acontecer. O Estádio vai desabar sem qualquer suspiro de reconhecimento ou retardo de melancolias. O que passou é sumiço, é gol perdido que não conta para os abraços.
Por isso, não vale a pena continuar a pensar em escombros ou restos mortais. O que eu queria era entender os pobres mortais e a dor da lucidez.

domingo, 8 de maio de 2011



DIA DAS MÃES - DIA DA ALEGRIA E DA SAUDADE
Em mim o dia é de saudade, muita saudade. Entretanto, não quero influenciar os sentimentos dos meus leitores e preferi publicar colabrações deles recebidas.



MÃE

A solidão
daquela mãe
no dia do casamento
do seu filho caçula
comoveu
a todos.

Aquela senhora
não tinha a liberdade
maior – a luz do Sol –
e as lágrimas que vertiam
em seu rosto
também eram nossos!

Todavia, ela trazia na alma a esperança:
Jesus de Nazaré!

(Eduardo Gosson)
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Para Sempre - Poema para o Dia das Mães

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

(Carlos Drummond de Andrade)
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MÃE

Mãe
devo-te este poema
que sempre
seguirei querendo
escrever

esperei fazê-lo
em toda a minha vida

esperei o sol
e a lua

e ambos passaram
e voltaram
com palavras mudas
douradas e
pálidas

versos
trouxeram-me as estrelas
o mar
e os rios

versos que devolvi
aos livros
e ao tempo
que os prendia

mas o teu poema
estava sempre
aquém e além do tempo

e a voz para escrevê-lo
não me pertencia

mas vi-o
em teu ventre

onde vi nascerem
as dimensões da vida

e as dimensões
de Deus

e se o amor triunfa
em caminhos infinitos

não pode haver começo
ou fim
para o teu poema

(Horácio Paiva)

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POEMA DAS MÃES (Giuseppe Ghiaroni)

Mãe! hoje eu volto a te ver na antiga sala
onde uma noite te deixei sem fala
dizendo adeus como quem vai morrer.
E me viste sumir pela neblina,
porque a sina das mães é esta sina:
amar, cuidar, criar e depois perder.
Perder o filho é como achar a morte.
Perder o filho quando, grande e forte,
já podia ampará-la e compensá-la.
Mas nesse instante uma mulher bonita,
sorrindo, o rouba, e a velha mãe aflita
ainda se volta para abençoá-la.
Assim parti, e nos abençoaste.
Fui esquecer o bem que me ensinaste,
fui para o mundo me deseducar.
E tu ficaste num silêncio frio,
olhando o leito que eu deixei vazio,
cantando uma cantiga de ninar.
Hoje volto coberto de poeira
e te encontro quietinha na cadeira,
a cabeça pendida sobre o peito.
Quero beijar-te a fronte, e não me atrevo.
Quero acordar-te, mas não sei se devo,
não sinto que me caiba este direito.
O direito de dar-te este desgosto,
de te mostrar nas rugas do meu rosto
toda a miséria que me aconteceu.
E quando vires e expressão horrível
da minha máscara irreconhecível,
minha voz rouca murmurar:”Sou eu!”
Eu bebi na taberna dos cretinos,
eu brandi o punhal dos assassinos,
eu andei pelo braço dos canalhas.
Eu fui jogral em todas as comédias,
eu fui vilão em todas as tragédias,
eu fui covarde em todas as batalhas.
Eu te esqueci: as mães são esquecidas.
Vivi a vida, vivi muitas vidas,
e só agora, quando chego ao fim,
traído pela última esperança,
e só agora quando a dor me alcança
lembro quem nunca se esqueceu de mim.
Não! Eu devo voltar, ser esquecido.
Mas que foi? De repente ouço um ruído;
a cadeira rangeu; é tarde agora!
Minha mãe se levanta abrindo os braços
e, me envolvendo num milhão de abraços,
rendendo graças, diz:
“Meu filho!”, e chora.
E chora e treme como fala e ri,
e parece que Deus entrou aqui,
em vez de o último dos condenados.
E o seu pranto rolando em minha face
quase é como se o Céu me perdoasse,
me limpasse de todos os pecados.
Mãe! Nos teus braços eu me transfiguro.
Lembro que fui criança, que fui puro.
Sim, tenho mãe! E esta ventura é tanta
que eu compreendo o que significa:
o filho é pobre, mas a mãe é rica!
O filho é homem, mas a mãe é santa!
Santa que eu fiz envelhecer sofrendo,
mas que me beija como agradecendo

toda a dor que por mim lhe foi causada.
Dos mundos onde andei nada te trouxe,
mas tu me olhas num olhar tão doce
que , nada tendo, não te falta nada.
Dia das Mães! É o dia da bondade
maior que todo o mal da humanidade
purificada num amor fecundo.
Por mais que o homem seja um mesquinho,
enquanto a Mãe cantar junto a um bercinho
cantará a esperança para o mundo!
__________________________
Enviada por Moacyr Gomes e Odúlio Botelho

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Mãe

Renovadora e reveladora do mundo
A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos,
não os entregues à creche.
Creche é fria, impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti.
Não o desligues da tua força maternal.
Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições...
Empregos fora do lar?
És superior àqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino de ser mãe.
Em ti está presente a humanidade.

Mulher, não te deixes castrar.
Serás um animal somente de prazer
e às vezes nem mais isso.
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.
Tumultuada, fingindo ser o que não és.
Roendo o teu osso negro da amargura.

(Cora Coralina)
_________________

À ALMA DE MINHA MÃE
Partiu-se o fio branco e delicado
Dos sonhos de minh’alma desditosa...
E as contas do rosário assim quebrado
Caíram como folhas de uma rosa.

Debalde eu as procuro lacrimosa,
Estas doces relíquias do Passado,
Para guardá-las na urna perfumosa,
Do meu seio no cofre imaculado.

Aí! se eu ao menos uma só pudesse
D’estas contas achar que me fizesse
Lembrar um mundo de alegrias doidas...

Feliz seria... Mas minh’alma atenta
Em vão procura uma continha benta:
Quando partiste m’as levaste todas!

(Auta de Souza)

Natal - Março de 1895.

sábado, 7 de maio de 2011

CINISMO

Constrangidamente, venho utilizar essa palavra tão execrável, mas a única que comporta se ajustar ao comportamento dos órgãos públicos do Estado do Rio Grande do Norte e da Prefeitura de Natal.
Não bastasse o resmungo da Governadora de que encontrou o Estado em situação financeira deplorável, tudo continua do mesmo jeito. O patrimônio desprezado, sendo depredado por qualquer um, como aconteceu ontem com o começo do desmonte do Machadinho por vândalos, aproveitando a integral omissão do Poder Público. O Estado dizendo que ainda não recebeu a herança e o Município não está nem aí.
Para melhor avaliar o desprezo pela coisa pública, uma chuvinha de três a quatro dias foi suficiente para a Prefeita declarar “estado de emergência”, motivador de conseguir verbas federais e gastar sem necessidade de licitação, que já se tornou a regra (veja a recente contratação da ITCI - entidade pernambucana para combater a dengue, já no caderninho do Ministério Público Especial). Que vergonha! pois a questão é precisamente de falta de planejamento e de outras coisas mais...Os fatos de enchentes e buracos nas ruas e estradas já eram esperados, mas não mereceram o cuidado necessário para que fossem evitados.
A propósito, muito bem posto o artigo do querido Guga (Augusto Coelho Leal), com um exemplo de fina ironia, em carta dirigida a Alex Medeiros, outro membro da realeza da melhor ironia.
Tudo levou em conta o desmanche do complexo esportivo do Machadão, que já contou recentemente com o “velório” através de visitas oficialmente agendadas de pobres estudantes inocentes, que não percebem que está sendo perpetrado um crime de
lesa- patrimônio, como já proclamou em artigo o Professor João Felipe da Trindade. Guga oferece indicações que merecem transcrição:
“Olha o Arena vai servir depois para shows internacionais, vamos ter aqui astros como Madonna, Britney Spears, Elton John, vamos comemorar os oitenta anos de Roberto Carlos e os duzentos de Hebe Camargo, tentando bater o recorde de Matusalém, este viveu 969 anos, não vai ser legal? ... A revitalização do velho JL é fantástica. Você pensou se construírem um mirante, com um baita estacionamento em cima do morro de Mãe Luiza ou Barreira Roxa? E de lá partir um bondinho para deixar a gente dentro do estádio e nos levar de volta? ...” Dando continuidade, ao evidenciar a precariedade de estacionamento naquele local, sugere a aquisição de uns 200 caminhões cegonhas para fazer o estacionamento e até aponta a contratação de Miguel Mossoró para projetar dos elevados na Prudente de Morais e na BR 101.
Por fim, avalia que com a Copa as nossas ruas vão ficar mais seguras, com o uso de Durapoxi ou Super Bond, a segurança permitirá que as polícias, civil e militar, fiquem super aparelhadas, com salários super valorizados, o povo tranqüilo, rematando: ”... só não ficaremos livres dos roubos porque infelizmente alguns políticos vão ser reeleitos ou manterão os seus mandatos.”

É, pelas notícias dos jornais isso parece ser possível, pois o Deputado HE já garante que o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante sairá maravilhoso (espera-se que não seja a mesma história das ZPEs, que foram motivos de várias campanhas e até agora nada aconteceu). Pelo menos é grande a despesa com “filmes de propaganda" das maravilhas já realizadas pelos dois governos, quando esse dinheiro seria mais viável para diminuir a buracaria.
Uma coisa é real - a luta de morte dos gladiadores candidatos à chefia municipal – cada um mais “experiente que o outro”!
E o povo aceitará essas composições deletérias? Pau neles na próxima eleição. Vamos criar vergonha ou então que se compre uma passagem só de ida para a China.
Ah! Deus. Cansei por hoje.

Um pouco da História do Machadão
Entrevista a José Alexandre Garcia, Jornal Dois Pontos - 1985


Encerrei minha presença como dirigente esportivo prestando um serviço a Natal. No final do seu governo, Dinarte Mariz - como todo político que está em campanha - chamava as diversas entidades classistas para perguntar quais eram as necessidades de cada uma. E procurava atendê-las, contanto que seus dirigentes se comprometessem a apoiá-lo.

Quando ele reuniu os desportistas para saber quais eram as nossas reivindicações, nós respondemos: “ Governador, nós queremos um estádio”. Ele então se comprometeu: “Eu prometo a vocês fazer um estádio”. Como já estava em fim de mandato, nós sabíamos que ele não tinha condições de realizar aquela obra. Decidimos então pegar o homem na palavra e conseguir dele pelo menos um bom terreno para o estádio. Foi quando escolhemos este terreno onde hoje é o Castelão.

Nossa comissão era composta por Salatiel Silva, então presidente da Federação, Aluísio Menezes, eu, Antônio Soares Filho, João Machado, e Moacir Gomes da Costa. Quando nós escolhemos aquele terreno, no dia seguinte um jornal de oposição nos brindou com um editorial nos chamando de lunáticos, malucos, imbecis, e outros adjetivos desse quilate, porque, em vez de fazermos um estádio para Natal, nós íamos fazer um estádio para Parnamirim. O pessoal não tinha a menor visão de futuro...

Conseguimos aquele terreno mandando Moacir Gomes ao Rio de Janeiro conversar com o velho Saturnino de Brito, que era então o dono da Companhia de Saneamento de Natal, a quem pertencia o terreno. O Estado se propunha a permuta de terrenos com a Companhia, com aquele, mas a direção local era contra. Saturnino encantou-se com Moacir e reviu nele, o Saturnino de Brito da juventude. Graças a isso, conseguimos sua concordância e o terreno foi doado a Federação.

TICIANO - A bem da verdade, você que acompanhou a história desde o começo, diga-nos quais foram as figuras da cidade que realmente contribuíram para que Natal tivesse aquele estádio?

JOSÉ ALEXANDRE - Primeiro, a gente tem que citar Dinarte Mariz, que fez a doação do terreno à então Federação Norte-riograndense de Desportos. Coincidentemente, no último dia de governo de Dinarte, encerra-se também o mandato de Salatiel à frente da Federação. Salatiel então, sem consultar ninguém, baixou um ato onde dizia: “Denominar-se-á Dinarte de Medeiros Mariz o estádio a ser construído em Lagoa Nova”.

Vocês hão de convir que Aluísio Alves, naquele clima de radicalismo que existia, jamais poderia contribuir para que o estádio fosse construído e servisse para homenagear seu adversário. Depois de Dinarte, nós tivemos a figura de Djalma Maranhão, que tinha em seus planos à frente da Prefeitura de Natal, construir o estádio. Mas só na gestão de Agnelo Alves foi que se partiu objetivamente para realizar a obra.

Foi então criada a FENAT (Fundação de Esportes de Natal), que encontrou o terreno parcialmente cercado por Djalma Maranhão, que também tinha mandado construir umas salas que serviram como canteiro de obra. Assim, devemos a construção principalmente a Agnelo Alves, que era o prefeito; a Ernani Silveira, que foi o primeiro presidente da FENAT; e, posteriormente, ao prefeito Ubiratan Galvão.

Na fase de Agnelo, nós construímos as gerais e as intermediárias, em regime de administração direta. Eu, como diretor-adiministra tivo, Ernani como presidente da FENAT, Rossini Azevedo como diretor-financeiro, fizemos um pacto pelo qual nenhum documento referente a despesas deixaria de passar sem a assinatura dos três. Levamos muitas cantadas, mas nenhum de nós cedeu. É tanto que, quando Agnelo foi cassado e foi criada a comissão de inquérito sobre o Castelão, a própria comissão reconheceu a lisura com que a FENAT trabalhou.

O estádio acabou sendo inaugurado pelo governador Cortez Pereira que também era um entusiasta da obra, e pelo prefeito Jorge Ivan, mas, sem dúvida, o grande trabalho foi de Agnelo Alves e de Ubiratan Galvão. Ainda coube a mim organizar toda a parte administrativa do estádio. Organizei as portarias, as bilheterias... Mas depois verifiquei que aquele trabalho estava ficando pesado demais, pois ao meio-dia já estava tomando conta do estádio. Isso foi na época do primeiro Campeonato Brasileiro, quando passaram por Natal as maiores equipes de futebol do Brasil. Quase sempre o estádio lotava. Era um trabalho incrível !

Lembro ainda que na condição de diretor da FENAT evitei que fosse consumada uma grande injustiça. Na época da construção do estádio, nós vendemos cadeiras cativas a Cr$ 1.500 cada, para serem pagas em 30 prestações de Cr$ 50. Foi quando Agnelo Alves comprou cinco cadeiras: uma para ele, outra para a mulher e as demais para os filhos. Cassado e na “lona”, ele atrasou o pagamento das prestações. No dia da inauguração do estádio, a administração de então não convidou Ernani Silveira nem Agnelo.

Eu então fui autor de uma proposta: Agnelo tinha pago diversas prestações das suas cinco cadeiras, que, se somados os valores dessas prestações, daria para quitar duas. Por que então não considerar pagas duas das cinco cadeiras que ele havia comprado? Depois de uma luta, a proposta foi aceita e Agnelo não perdeu de todo o que tinha pago. É provável até que ele não saiba disso, mas fui eu o responsável por ele ter ficado com duas cadeiras cativas no estádio, hoje impropriamente chamado “Castelo Branco”.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

NA ALMA DO POVO
Jornal de Woden Madruga
Tribuna do Norte 06 de Maio de 2011

MARCHA DO MACHADÃO
Cresce o movimento em todas as classes sociais para abraçar o Machadão, condenado a ser demolido pelo governo do Estado, pela Prefeitura do Natal, CBF e Fifa, a serviço da Copa de 14. Na carta do poeta Alex Nascimento, publicada domin­go aqui, brilhou a sugestão "Por que não fazer uma corrente internéti­ca, arrodear o Machadão e esperar que venham os tratores, por que não?"

Outro poeta, o Eduardo Alexandre Garcia soltou a campanha firmada noutro mote de Alex: "Se quiserem demolir você pra fazer ou­tro, resista':

Transformou-se no slogan que está no cartaz: "Se quise­rem demolir você, REAJA!" - Marcha em Defesa do Machadão, dia 14, começando às 14 horas. Concentração no Papódromo"

A mensagem de Eduardo Alexandre acrescenta outras informações:

"Prepare sua faixa, seu cartaz, leve fogos, rojões! Vá festivo e em paz para a MARCHA EM DEFESA DO MACHADÃO. - Leve alegria. O evento é totalmente espontâneo, não tem participação de instituições, partidos políticos, clubes ou federação de futebol."

A marcha está na alma do povo.

quinta-feira, 5 de maio de 2011




Caro Eduardo Alexandre:

Bem bolado o cartaz do evento, sobretudo porque trás a foto histórica dos abnegados esportistas que lutaram pelo “Poema de Concreto”, entre eles os ex-homenageados João Machado e Humberto Nesi, (cujas homenagens serão cassadas tantos anos depois de suas mortes), com a presença também de José Alexandre, seu saudoso pai, o que torna ainda mais legítima sua indignação.

Torço para que tudo dê certo, embora, como já lhe disse, não acredite que possa mudar alguma coisa, pois as três “Cavaleiras do Apocalipse”, a Guerreira, a Borboleta e a Rosa já estão ansiosas para entrar em “êxtase” no glorioso momento de ver saltar dos marteletes e marretas, os pedaços daquilo que outrora foi orgulho e referencia da cidade. O quarto cavaleiro, portador da morte e devastação (Apocalipse 6:8) será o executor da sentença, com certeza, um psicopata, que deixara escorrer a baba bovina da alegria irracional no ato sinistro.

Temo apenas que tentem impedir pela violência, a manifestação pacífica dos inconformados com a torpe destruição de um bem público, tramado nos bastidores de uma instituição estrangeira por interesses escusos, com a cumplicidade daqueles que deveriam zelar pelos interesses de nosso povo. Lembremo-nos que são discípulos de Bin Laden.

Do amigo Moacyr Gomes

05/05/2011
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DIVULGUE, REPASSE PARA SUAS LISTAS
MARCHA EM DEFESA DO MACHADÃO

Prepare sua faixa,
seu cartaz,
leve fogos, rojões!
Vá festivo e em paz para a
MARCHA EM DEFESA DO MACHADÃO
14 DE MAIO, A PARTIR DAS 14 HORAS
ESPAÇO CULTURAL PAPA JOÃO PAULO II
PAPÓDROMO

leve alegria
Esse evento é totalmente espontâneo
não tem participação de instituições,
partidos políticos, clubes ou federeção
de futebol

quarta-feira, 4 de maio de 2011

CONVITE IMPERDÍVEL
(respeite o horário de exibição)


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ESTIMADOS CONFRADES - LEMBRO A NOSSA ASSEMBLEIA DE HOJE

UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES DO RN – UBE/RN
EDITAL 02/2011

ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA - EDITAL DE CONVOCAÇÃO

O Presidente da União Brasileira de Escritores – UBE/RN convoca os associados que estejam em pleno gozo de seus direitos sociais estabelecidos no Estatuto para se reuniram em Assembléia Geral Extraordinária, que se realizará no dia 04 de maio (quarta-feira) de 2011 , à Rua Potengi (no auditório da Aliança Francesa), no bairro de Petrópolis, em Natal/RN, nesta Capital, às 16:30 h (Dezesseis horas e trinta minutos) em primeira convocação, com presença de maioria absoluta dos associados; trinta minutos após, em segunda convocação, com qualquer numero dos Associados, a fim de discutir e deliberar sobre a seguinte Ordem do Dia:

A) Filiação da UBE/RN à Federação de Instituições Culturais - FINCS

Natal/RN, 04 de abril de 2011
Eduardo Gosson
Presidente
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Colaboração do Blog DO MIRANDA GOMES

terça-feira, 3 de maio de 2011


Crime de lesa-patrimônio
João Felipe da Trindade
(jfhipotenusa@gmail.com)
Professor de Matemática da UFRN e membro do INRG

No começo aqui viviam somente os índios com suas crenças e seus deuses, guerreando entre si e comendo uns aos outros. Aí vieram os portugueses: alguns aventureiros, outros fugindo da intolerância da Igreja ou degredados pela inquisição. Em seguida os portugueses arrastaram à força, para cá, os índios das mais diversas nações africanas. As nossas riquezas trouxeram, ainda para cá, outros estrangeiros. A ocupação era traumática e difícil, por conta da dimensão do país e da disputa com os habitantes naturais. Muitos morreram. Os que foram sobrevivendo iam construindo a nossa nação da forma que podiam, sem muita ajuda da coroa portuguesa, mas muito pelo contrário, sendo espoliados de forma vil.
Durante todo esse tempo, muitas contendas e revoltas: a guerra contra os holandeses, a guerra dos palmares, a guerra dos bárbaros, a inconfidência mineira, a revolução de 1817, a confederação do equador e tantas outras pelo Brasil afora. Não foi fácil!
Mas que país temos hoje? Depois de tantos anos e tantas lutas que qualidade de vida temos? Como é a vida deste Brasil de hoje?
Os avanços tecnológicos e da ciência estão presente na vida dos brasileiros. Ande pelos mais distantes rincões deste país e avistarás no topo da casa mais miserável uma antena parabólica e na mão dos mais desprovidos dos seres um celular. E daí, isto é cidadania? Isto é qualidade de vida?
Nossos parlamentos ou nossos governos são ocupados, não por eleitos que se corromperam, mas por corruptos que se elegeram. A corrupção antecede a eleição. A chegada ao poder é precedida de enganações, compra de votos com dinheiro, com imagem, com propaganda enganosa e com apelos religiosos.
Para exemplificar, vi, no ano que passou, um candidato que na eleição anterior foi campeão de votos, e que na de 2010 dizia, despudoradamente, que antes os eleitores não o conheciam tão bem. Realmente, era um novato por aqui, que foi votado em quase todas as cidades, mas que muitos nunca tinham ouvido falar dele. Outro fato lamentável, e que não sensibiliza o cidadão é a eleição de suplentes de Senador e vice - qualquer coisa. Tem que mudar!
Há uma passividade que incomoda. Estamos inertes. As revoltas do passado não nos alcançam mais. O consumismo material, religioso e midiático, nos anestesia. Enquanto no exterior assistimos a revolta de muitas nações contra os seus mandatários que não querem largar o osso do poder, aqui vemos se perpetrarem na política, direta ou indiretamente, muitas famílias. É o poder que gera poder. Quem quer arriscar no novo? Que chance tem o novo de chegar ao poder, sem corromper?
Os poderes constituídos neste país agem sem prioridades magnas. Eles atuam sem nenhuma filosofia que vise o bem comum. São ações isoladas que se baseiam em forças não perceptíveis. Muita mídia e poucos resultados.
Nossa educação e nossa saúde são compostas de números que retratam coisas materiais. A dor e a ignorância nos maltratam diariamente, sem dó nem piedade. A lei de responsabilidade fiscal não tem impedido a construção de novas obras, mesmo existindo uma quantidade de outras inacabadas.
Enquanto amargamos situações deploráveis na segurança, na educação e na saúde, assistimos mais uma irresponsabilidade dos nossos governantes com o beneplácito dos brasileiros: A copa de 2014. Não estávamos preparados para sediá-la. Mas fomos disputar a chance de ser sede por pura vaidade ou incompetência administrativa. Vamos gastar rios de dinheiro, em detrimento do essencial para as nossas vidas. Muitas balelas são colocadas na defesa dessa realização. O Brasil, o Rio Grande do Norte ou Natal serão vistos e conhecidos pelo mundo todo. E daí? Se já não nos conhece é pura incompetência nossa ou deles.
Assim como muitos ficam ricos nas eleições, outros tantos vão ficar mais ricos com a realização da copa. A própria FIFA vem vender suas bugigangas por aqui.
O Centro Administrativo, o Machadinho e o Machadão foram construídos com muito sacrifício. Ao longo do tempo, muitas dívidas foram contraídas e algumas nem terminaram de pagar para construir e manter aqueles próprios. Quantas reformas foram feitas naquela região com recursos de empréstimos?
A destruição daqueles locais é um crime de lesa-patrimônio e deveria ser o centro de revolta da população. Mas o futebol é outro componente que nos anestesia. Vejam a loucura das torcidas nos estádios de futebol. Qual é o político ou fiscal da lei que vai enfrentar aquela turba enfurecida?
Sempre gostei de futebol. Quando menino jogava quase todos os dias. Além disso, assistia jogos levado por meu tio afim, Evilásio Rocha (no seu velório tinha uma bandeira do ABC sobre seu caixão, enquanto tocava o hino do clube). Algumas vezes subia em uma caixa d’água que tinha em um abrigo vizinho ao Estádio Juvenal Lamartine para ver os jogos. Mas, sou contra a realização da copa em 2014, aqui no nosso Estado, por que ela está sendo feita de forma incorreta e abusiva. Qualquer coisa que ela poderia nos trazer de benefícios, pode ser conseguida de uma forma mais criteriosa e decente.
Não precisamos de um novo Estádio. Precisamos, sim, de mais Hospitais, maternidades, escolas, aeroportos decentes, mais segurança, mais cuidados com todas as cidades de nosso Estado. Os números nas áreas mais importantes para a qualidade de vida são preocupantes. A Copa está nos desviando das questões fundamentais deste país. Os municípios brasileiros terão menos recursos com a realização da Copa. Se faltam recursos para as coisas básicas, com certeza faltarão mais ainda por conta da Copa. As contrapartidas, os empréstimos comprometerão mais ainda a qualidade dos serviços prestados pelos governos. As obras, como sabemos, demandarão muitos aditivos, e por conseqüência mais recursos.
Já estão articulando a reforma do Juvenal Lamartine. Novos recursos serão destinados para isso. Mais problemas no trânsito, mais contratos, mais aditivos e mais espertezas. A nossa cidade está com o futuro comprometido. As dívidas, que já são muitas, ficarão ainda maiores. Os políticos vão reclamar na época da eleição e depois quando se elegeram, mas não fazem nada agora.
Contra a Copa, a favor de Natal e do Rio Grande do Norte!

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segunda-feira, 2 de maio de 2011


Caro Eduardo Alexandre:

Em principio acho louvável a idéia, mesmo sem saber como será a coordenação da marcha, nem quantos comparecerão, entendendo apenas que, se houver um numero significativo de pessoas, poderá ter algum efeito no sentido meramente histórico, registrando um crime hediondo que poderá ser perpetrado contra nossa cidade, totalmente indefesa diante dessa força esmagadora de espoliação de nossa soberania,por interesses escusos, que conta com a estupidez crônica de nossos políticos, somada à atração da corrupção que infelizmente faz parte do DNA de grande parte dos títeres que elegemos em nosso país.
Em caso de um comparecimento pouco expressivo, só servirá de chacota, dando mais força aos vândalos, comandados por alguns psicopatas que recebem gordos contracheques às custas de nossos impostos.
De repente, neste amanhecer de 1º de maio, assistindo o fantástico espetáculo da beatificação do Papa João Paulo II, com o mundo inteiro na Praça de São Pedro, lembrei-me que há vinte anos atrás, ali mesmo naquele largo do Machadão , aquele santo celebrou uma missa memorável, quando, beijando nosso solo, o tornou bento. Alí estavam alguns dos carrascos que querem executar impiedosamente, por capricho e safadeza, aquele patrimônio público. Talvez, se forem católicos verdadeiros, sintam algum remorso.
Aí, ocorreu-me pedir a Deus, invocando àquele santo, que me tirasse do peito este amargo sentimento de indignação e me iluminasse com alguma idéia construtiva. Veio a resposta, Esta “Marcha de Defesa do Machadão” que você acaba de me anunciar, poderia se transformar numa “Marcha para transformar o Machadão em centro de educação e formação de atletas”. Em detalhes, seria transformar todo o Largo em grande praça pública, construir um santuário para o santo João Paulo II, ali no mesmo lugar do altar onde ele rezou a missa, aproveitar, com pequena reforma, o estádio e o ginásio para um centro educacional modelo, que oferecesse educação formal e preparação de futuros atletas, preferencialmente meninos pobres e filhos dos trabalhadores, vez que a idéia chega no Dia do Trabalhador. Isto, além de evitar prejuízo irreparável e gastos astronômicos com uma empanada de circo para duas ou três peladas, e posteriormente, para uso de festas pagãs que os ricos não precisam pois tem como assistir shows em Paris,Londres, Los Angeles, etc . A Arena das Dunas pode ser construída em qualquer outro lugar para a FIFA e seus asseclas encherem a cueca, e, o futebol pode ir para o Juvenal Lamartine, que na verdade está do tamanho adequado aos nossos paredros.
Seria assim, um equipamento de abrangência nacional, daria verdadeira “visibilidade” internacional à cidade, até porque o nome de Natal está vinculado ao nascimento de Cristo, e o santo ora beatificado traria, sem dúvida permanentemente, milhares de romeiros que transformariam de verdade nossa cidade em pólo turístico, como a gruta de Fátima e outro lugares santos ao redor do mundo.
Acredito que, essa idéia poderá ser analisada pelos que estiverem à frente dessa marcha contra a DESTRUIÇÃO, e, se for aprovada, poderão tentar divulgá-la pela imprensa, que, Graças a Deus, ainda tem muita gente lúcida e corajosa.
A idéia pode ser vendida na mídia como uma “encarnação” de uma mensagem do além. Meu nome é irrelevante. Infelizmente, dois anos de náuseas provocadas por tanto lixo, me deixaram fisicamente impossibilitado de continuar na luta quixotesca. Mas, faça uso dessa mensagem, da maneira que melhor possa servir para a causa que você também abraçou.
Tenho certeza, que seu saudoso pai, bem como todos os que lutaram por aquela obra, mortos ou vivos, ou ainda aqueles cidadãos que ainda guardam sua dignidade, irão aprovar.
Moacyr Gomes – 1º/05/2011
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Texto e foto publicados no Protwitter de Carlos Alexandre

LÚCIA HELENA EXPRESSA A SUA GRATIDÃO

MEUS AGRADECIMENTOS POR DRA. HILDA AGNES HÜBNER FLORES TER ACEITO A MINHA SUGESTÃO DE SER NATAL, A PRIMEIRA CIDADE ONDE ELA AUTOGRAFARÁ O DICIONÁRIO DE MULHERES, DE SUA AUTORIA, COM 800 PÁGINAS, PESANDO UM QUILO E DEZ GRAMAS, COM 3.200 VERBETES. AGRADECER A PRESENÇA FEMININA DO RIO GRANDE DO NORTE E DEMAIS ESTADOS DA FEDERAÇÃO BRASILEIRA E DE OUTROS PAÍSES, PELA PARTICIPAÇÃO.
AGRADECER A PRESENÇA DA ESCRITORA MARANHENSE - DRA. DILECY ADLER -, QUE CHEGOU HOJE E É MINHA HÓSPEDE MUITO QUERIDA. AGRADECIMENTOS À CONSUL POETA DEL MUNDO E DIRETORA DO TAM - DIONE CALDAS - PELA CESSÃO DO ESPAÇO E GRANDE APOIO. AGRADECER AOS JORNALISTA E COLUNISTAS QUE ESTÃO DIVULGANDO EM JORNAIS, SITES E BLOGUES, UM EVENTO, ATÉ ENTÃO, INÉDITO. DA MESMA FORMA AOS BLOGUEIROS TODOS, QUE DIVULGARAM E CONTINUAM DIVULGANDO A NOITE DO DICIONÁRIO DE MULHERES. AGRADECIMENTOS A CONFIANÇA DE ALGUMAS BIOGRAFADAS, ÀS QUAIS SOLICITEI CURRÍCULOS E FOTOS E ELAS, PRONTAMENTE ME ATENDERAM. AGRADECIMENTOS AO DR. MOACYR FLORES, GRANDE COLABORADOR, SEMPRE PRESENTE AOS TRABALHOS DE SUA ESPOSA - DRA HILDA FLORES, BEM COMO ÀS SUAS FILHAS, SEU FILHO E NORA.

O DICIONÁRIO DE MULHERES, EM SUA SEGUNDA EDIÇÃO, COM NOVAS INTEGRANTES, É UM GRANDE PASSO PARA PARA O PROGRESSO VERTICAL DA LITERATURA FEMININA, VEZ QUE, ALÉM DO BRASIL, TRATA-SE DE UMA OBRA A SER DIFUNDIDA NA EUROPA E ESTADOS UNIDOS.
AGRADEÇO AOS COLABORADORES INDISTINTAMENTE, SEM CITAR NOMES (ELES SABEM QUEM SÃO).
AGRADECIMENTOS À PROMOTEUR FAFÁ MEDEIROS QUE ABRIU PORTAS E À MINHA GARRA ENFRENTANDO A JORNADA PARA CONSEGUIR TUDO QUE PRECISAVA.
ESPERO UM LINDO DIA DE SOL NO AMANHECER DE 02 DE MAIO, CASO CONTRÁRIO, EM VEZ DE RECEBERMOS OS CONVIDADOS NO JARDIM DO TEATRO ALBERTO MARANHÃO, SUBIREMOS AO SALÃO NOBRE, COMO ALTERNATIVA.
MEUS AGRADECIMENTOS À SELMA E NARA - SALGADINHOS - E TELMA - CUTELARIA - SERVIÇOS DE ALTA COMPETÊNCIA.
AGRADECIMENTOS A DEUS PELA SAÚDE QUE ME DEU, PELA CORAGEM DE TRABALHAR EM PROL DA LITERATURA, QUE É A FESTA MAIOR DA IMORTALIDADE DA NOBREZA DA PALAVRA QUE SE ESTENDERÁ ATÉ AS NOVAS GERAÇÕES.
AGRADECIMENTOS À ISAURA AMÉLIA ROSADO MAIA POR HAVER VIABILIZADO O CONVITE À GOVERNADORA; AGRADECIMENTOS À MIRIAM DE SOUZA PELO MESMO MOTIVO JUNTO À MICARLA DE SOUZA; A NINA SALUSTINO POR LEVAR A MENSAGEM DA NOITE DAS MULHERES À PROFª VILMA DE FARIA, À DEPUTADA MÁRCIA MAIA, SANDRA ROSADO E DEMAIS COMPONENTES DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA, COM A PRESENÇA DO SEU PRESIDENTE. AGRADECIMENTOS AO JUDICIÁRIO ATRAVÉS DA MINHA QUERIDA AMIGA DOS TEMPOS DA ADOLESCÊNCIA - JUDITE NUNES - PRESIDENTE DO TJ; AOS DESEMBARGADORES ZENEIDE BEZERRA, OSWALDO CRUZ, RAFAEL GODEIROS E TANTOS OUTROS. AO DR. ADALBERTO TARGINO, AÉCIO MARINHO, LUCIANO ALVES DA NÓBREGA, SANDRA MARIA ELALI, DIÓGENES DA CUNHA LIMA, ENÉIO PETROVICH; JURANDYR NAVARRO, PEDRO SIMÕES NETO; CARLOS MIRANDA GOMES. AGRADECIMENTOS AOS VOTOS DE SUCESSO DE TANTOS AMIGOS, CONFRADES E CONFREIRAS, AO DR. EDUARDO GOSSON, À ANNA MARIA CASCUDO BARRETO; AO DOUCE FRANCE (BETUCA - ALBERTO CÍCERO DIAS), À TODOS, TODOS!!!
AQUI OS MEUS AGRADECIMENTOS. AGRADECIMENTOS DE UMA ALMA AOS SEUS ANCESTRAIS ESCRITORES DOS QUAIS HERDEI A ARTE EPISTOLAR.

OBRIGADA ÀS COMPANHEIRAS DA ACADEMIA FEMININA DE LETRAS DO RN, À AJEB/RB; À ACLA, À UBE.
AGRADECIMENTOS À CONTERRÂNEA CLEVANE PESSOA.
AGRADEIMENTOS AOS BLOGS DE PORTUGAL: CEICINHA CÂMARA E CARLOS MORAIS DOS SANTOS.
AGRADECIMENTOS AO DIÁRIO DE NATAL, TRIBUNA DO NORTE, GAZETA DO OESTE, NOVO JORNAL E TANTOS OUTROS QUE DIVULGARAM O EVENTO.
PARA AGRADECER MAIS, TERIA QUE TRAZER DE VOLTA A MEMÓRIA FRESCA DOS MEUS 30 ANOS QUE JÁ VÃO LONGE.

NOTA: SE EU TIVER ESQUECIDO ALGUÉM, ESTE AGRADECIMENTO FICA BEM MAIOR, PELO ESPAÇO QUE OCUPA EM MEU CORAÇÃO!

LÚCIA HELENA PEREIRA

sábado, 30 de abril de 2011

CONVITE DA EDITORA MULHERES PARA LANÇAMENTO DO DICIONÁRIO DE MULHERES, DIA 02-05-2011, NO TAM, DAS 18 ÀS 22 HORAS.



TRATA-SE DEUM DICIONÁRIO COM MAIS DE 800 PÁGINAS SÓ COM MULHERES ESCRITORAS - UM TRABALHO CRITERIOSO DA ESCRITORA HILDA AGNES HÜBNER FLORES (RS)

A Dra. Hilda Agnes Hübner Flores é professora da PUCRS, aposentada, historiadora, 16 livros editados. Pesquisadora temática de gênero. Em 1999 lançou o Dicionário de Mulheres, com 3.300 verbetes de autoras do Brasil (576 pág., 16 x 23 cm), obra premiada, referencial da produção feminina no país.



O lançamento da 2a edição será no dia 02 de maio do corrente, no Teatro Alberto Maranhão, com inúmeras figuras brasileiras e do rio Grande do Norte.

A mais recente obra autografada pela Dra. Hilda Flores, foi em Porto Alegre/RS: "Mulheres na Guerra do Paraguai", com absoluto êxito.

ALGUMAS MULHERES DO RN E DE OUTROS ESTADOS

Anna Maria Cascudo Barreto/ Denise Pereira Gaspar/ Dione Maria Caldas Xavier/ Lúcia Helena Pereira/ Graziela Costa Fonseca/ Daisy Maria Gonlaves Leite/ Leide Câmara de Oliveira/Liege Barbalho/ Maria Teixeira Campos/ Darcy Girassol/ Leda Marinho Varela Costa/ Vitória dos Santos Costa/ Zelma Bezerra Furtado de Medeiros/ Diva Maria Cunha Pereira de Macedo/ Sonia Maria Fernandes Ferreira/ Maria Antonieta Bittencourt Dutra de Souza/ Maria Madalena Antunes Pereira/ Selma Calazans Rodrigues/ Maria de Fátima Araújo/ Maria do Socorro de Oliveira Evangelista/ Marize Castro/ Kacianni Ferreira/ Nisia Pimentel Torres Galvão/ Flauzineide Machado/ Maria de Fátima Medeiros/ Zenóbia Collares Moreira Cunha/Maria Rosineide Otaviano da Silveira/ Fênix Serália Galvão Nunes/ Justina Iva de Araújo Silva/ Maria Aldenita de Sá Leitão Fonseca de Souza/ Tereza de Queiroz Aranha/ Vitória dos Santos Costa/ Haidé Nóbrega Simões/ Clevane Pessoa de Araújo / Flauzineide Moura Machado/ Dilercy Adler/ Myriam Gurgel Maia/ Darcy Girassol/ Palmira e Carolina Wanderley/ Maria Segunda Marinho/ Zélia Maria Bezerra Mariz / Welshe Elda Tonhozi de Noronha/ Maria do Socorro Trindade Oliveira/ Clarice da Silva Pereira Palma/ Ana Lima Pimentel/ Vera Maria de Queiroz, Lygia Fagundes Telles, Raquel de Queiroz e Nélida Piñon da ABL (Academia Brasileira de Letras); Zahidé Muzart da Editora Mulheres, Bertha Lutz, Andradina de Oliveira, Nelly Novaes Coelho, Lydia Moschetti, Ana Luiza de Castro, Maria Firmina dos Reis, Maria Josefa Barreto Pereira Pinto, Hilda Hilst, Olga Savary, Flávia Savary, Lya Luft, Patrícia Bins, Constância Lima Duarte, Rosarita Fleury, Maria Elizabeth Fleury, Maria Dinorah Luz Del Prado, Stella Leonardos entre outras que ilustram o cenário literário brasileiro. São todos nomes de ases das Letras, várias feministas assumidas, lutando à sua época pelos direitos femininos e as atuais, de igual valor, que nos dão a honra de biografá-las.

sexta-feira, 29 de abril de 2011


UM DESCASO PELA NOSSA MEMÓRIA

Não fosse suficiente a expectativa da morte anunciada do Machadão, eis que a nossa imprensa (DN de hoje) anuncia o descaso da UFRN para com o patrimônio público e a memória sentimental do nosso Estado – O prédio da Faculdade de Direito de Natal está em ruínas e pode desabar.
Essa luta vem desde 1990 dos professores e alunos do Curso de Direito e dos advogados, primeiro pela retomada daquele espaço, em sucessivas reuniões, com presença de reitores e autoridades públicas, com visitas ao antigo abrigo do Direito que passou a recanto de marginais, com depredação de tal gravidade, que ensejou até uma vitória presidida por Juiz Federal.
Em outras instâncias, houve movimentos dos estudantes e professores, apelos da Ordem dos Advogados e tramitaram ações reivindicatória e civil públicas, como informou o Professor Ricardo Wagner de Souza Alcântara, que como advogado público logrou êxito, mas se viu vilipendiado com a cessão e até divulgou e-mail pedindo socorro.
Lembro-me bem do grito de alerta do saudoso Professor Romildo Fernandes Gurgel, que deu novo impulso ao movimento. Eu mesmo consegui retirar de um depósito do prédio, ainda em poder da Secretaria de Segurança, as placas históricas das suas turmas concluintes e as levei para os corredores do Curso de Direito, posteriormente retiradas por uma Diretora do CCSA para pintura e que junca mais retornaram ao lugar de origem, voltando a um novo porão do esquecimento.
Nosso procedimento com este pequeno comentário não é buscar o impossível, pois jamais consideramos viável o retorno para a velha Casa para funcionamento do Curso de Direito. Contudo, um Núcleo de Pós-Graduação ou da Prática Jurídica seriam formas de voltar às origens, ao menos, o Estado honre a realização das obras de restauração do prédio que ele deixou ser dilapidado pelos marginais, enquanto o mesmo estava sob sua responsabilidade, reservando um espaço para instalação de um MEMORIAL DO CURSO DE DIREITO, onde fique depositada a sua memória fotográfica, afixadas as placas das diversas turmas concluintes, hoje se destruindo em algum local pouco apropriado da UFRN.
É um último e emocional apelo de um dos integrantes da luta pela devolução do prédio e hoje fora da atividade docente, mas que ainda nutre um amor filial pela velha instituição do Ensino do Direito, como forma de preservar a história da rebeldia cívica dos estudantes, dos instantes lúdicos, das aulas magistrais dos seus velhos Mestres, dos funcionários inesquecíveis, das inolvidáveis assembléias, conferências e palestras em seu auditório, dos concursos públicos, dos amores ali nascidos e dos ares românticos da velha Ribeira.
Rogamos ao Professor Ivonildo Rego que não encerre melancolicamente o seu exuberante mandato, esquecendo ou silenciando a respeito daquele patrimônio emocional da nossa história e que tem condições de ser utilizado para algumas ações da Universidade, como recentemente foi feito com o antigo prédio da Escola de Artífices.
É um apelo do antigo aluno e ex-professor Carlos Roberto de Miranda Gomes

quarta-feira, 27 de abril de 2011

CONVITES IMPORTANTES
DIA 29 - 10 HORAS - NA SEDE DA PROCURADORIA GERAL DO ESTADO


DIA 29 - 19 HORAS NO COLÉGIO DIOCESANO SANTA LUZIA