segunda-feira, 23 de maio de 2022

 

O ADMIRÁVEL MUNDO NOVO

 

Diogenes da Cunha Lima

 

         Não hesitei em aproveitar o célebre romance de Aldous Huxley dando título a este artigo.

         As novas tecnologias e o potencial de utilização pela sociedade são admiráveis.

         A maioria dos seres humanos, nos dias de hoje, não pode viver sem internet. Mas essa rede logo será coisa do passado. Há cerca de 20 anos, os cientistas físicos pensam em criar a internet quântica, já estudada em vários países. A física chinesa é apontada como precursora. Logo, a Universidade de Harvard aliada ao MIT, Massachusetts Institute of Tecnology, já apresenta resultados concretos.  Da mesma maneira, com diferentes métodos, produz a Universidade de Cambridge. No Brasil, há um projeto pioneiro sendo executado pela UFPE, Universidade Federal de Pernambuco.

         Quando surge um problema, logo empresas, cientistas, governos buscam a solução. Os hackers avançam invadindo e prejudicando instituições públicas e privadas. A internet quântica trará segurança aos sistemas e comunicações. Utilizará os criptogramas com “chave” garantidora da privacidade.

         Já funciona, e como, a cripto-arte, arte digital criada para que se possa adquirir propriedade exclusiva. O artista cria imagens e vídeos fechados, que ninguém mais que o dono do objeto terá acesso. Para se ter uma ideia de sua importância, uma única cripto--arte foi leiloada e vendida pela Christie’s por 69 milhões de dólares, ou seja, o equivalente a 350 milhões de reais. Bel Borba é o primeiro artista brasileiro a ter uma obra artística em criptografia.

         Dá para imaginar se, à época, já houvesse essa inovação tecnológica, quanto valeria um poema erótico único de Carlos Drummond de Andrade? Outros: o novo filosófico de Fernando Pessoa ou amoroso de Pablo Neruda? Qual seria o valor de projeto de Oscar Niemeyer criando cidade imaginária? O novo pensador de uma época quântica de Rodin? A música sobre o Pantanal mato-grossense de Heitor Villa-Lobos e outra Ode à Alegria de Beethoven?

         Está surgindo uma nova tecnologia alimentar, a gastronomia molecular de Ferran Adrià, um espanhol reconhecido como chef de coisine, um dos maiores do mundo. É prato de textura e formas únicas que utiliza a química na formulação que dá sabor especial ao alimento.

         A Parábola dos Cegos, do artista plástico Pieter Bruegel (1525-1569), poderia ser criptografada para que os invisuais, usando o tato, pudessem usufruir a beleza da tela de linho coberta com tinta plástica.

         A ciência está descobrindo novos caminhos. Na medicina os avanços tecnológicos são notáveis. Duraria, uma década ou mais, para que se fizesse uma vacina no combate de uma epidemia. Em pouco mais de um ano do surgimento do Coronavírus, já foram patenteadas as primeiras vacinas contra a pandemia. Já estão em funcionamento a impressão de órgãos em 3d, a telemedicina e a robótica nas cirurgias.

         É lícito ter esperança que a humanidade viva esse novo mundo novo.

      

        

 

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