quarta-feira, 8 de novembro de 2017

SEMANA RICA EM HOMENAGENS E SOLIDARIEDADE



Dia 6 - Na sala Varela Barca da UFRN, foi realizado significativo ato de apoio ao Professor FRANCISCO BARROS DIAS, conforme reportagem da jornalista Daniela Freire, na coluna Grande Ponto::

Emoção. Foi com esse sentimento que os professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Academia de Letras Jurídica receberam o professor e advogado Francisco Barros Dias na noite desta segunda-feira (6). Amigos pessoais e colegas de profissão se reuniram para dar o testemunho de amizade e de vivência com Francisco Barros.

A reitora da UFRN, Ângela Maria Paiva, contemporânea da Casa do Estudante junto com Barros, também participou do momento e fez questão de ressaltar que estava presente não só como reitora, mas também amiga do professor e levou o seu abraço e de todo corpo acadêmico da Universidade. “Tenho certeza que muitos gostariam de uma oportunidade de te abraçar, então receba esse gesto de quem conhece sua história e acredita na sua honra. Vivemos em um estado, onde chegamos onde não poderíamos chegar, pois se condena, prende e oprime antes da defesa, mas acreditamos que vamos celebrar sua vitória”, disse a reitora.

O juiz federal Walter Nunes disse que Francisco Barros inspira gerações e faz parte da história da Justiça Federal. “Barros é um homem de reconhecimento nacional, deixando uma imagem positiva por onde passa e o qual sempre procurei seguir o exemplo de caráter e hombridade. Para além de qualquer princípio, sua honestidade não pode ser destruída”.

O renomado advogado Armando Roberto Holanda Leite destacou Barros como exemplo competência, correção e ética. Para ele, ser amigo de Barros é como ter uma condecoração no currículo. “Barros é um exemplo de que é possível crescer sem atropelar os outros e nem cometer gestos que possam ferir a fé de alguém. Ele dignifica a magistratura e a advocacia”.

Professores da área jurídica como Carlos Gomes, Ivan Maciel, Giuseppi da Costa (Procurador-Geral da UFRN); advogados e representantes do Ministério Público também marcaram presença e registraram a amizade, e o dever de justiça e lealdade ao advogado Francisco Barros Dias que, emocionado, agradeceu o apoio dos amigos.

O professor Carlos Gomes declarou ter sido uma honra ter participado de vários cursos da escola LatoSensu ao lado de Dr Barros. “O último curso ficou marcado como o canto do cisne. O que muito me envaidece”.

“Agradeço de todo o coração esse apoio que me faz sentir recarregado de forças para enfrentar os desafios. Para mim é uma emoção ver aqui as figuras mais expressivas da minha vida e que são minhas referências. Não tem sido fácil. Me defender do que não aconteceu é a pior coisa do mundo. Como na época da ditadura, sem poder falar e conversar com ninguém”, disse Francisco Barros, que encerrou dizendo que não vai decepcionar os amigos e familiares e que sua inocência será provada.

COMENTÁRIO DO PROFESSOR IVAN MACIEL DE ANDRADE:


    "Participei ontem à noite de um encontro que reuniu grande número de amigos do conceituado jurista, magistrado aposentado e brilhante professor do Curso de Direito da UFRN — Francisco Barros Dias. Não falei na ocasião, como vários fizeram — dizendo belas e justas palavras de enaltecimento das qualidades morais e intelectuais de Francisco Barros e com ele se solidarizando. Minha presença significou tudo o que foi dito e algo mais que eu talvez pudesse dizer. Mas significou sobr...etudo a afirmação de que manterei inabaláveis a amizade e a admiração que tenho por Francisco Barros seja qual for o resultado do processo movido contra ele. Nos estranhos tempos atuais, a presunção de inocência passou a ser menosprezada e tida por muitos como artifício, evasiva ou retórica de advogado; a acusação de delatores como prova cabal de culpa; o linchamento sensacionalista e sádico da mídia como julgamento final de acusados — que não tiveram ainda sequer a oportunidade de se defenderem. Pode essa minha atitude não ter qualquer importância para os que acompanham o desdobramento dos fatos relativos a esse caso. No entanto, tem muita importância para mim, pela coerência mantida com os critérios que orientaram até hoje minhas ações e decisões ao longo da vida."

Dia 7 - Na Comunidade de Pium-Cotovelo, foi recepcionado o jovem atleta CARLOS HENRIQUE,  do Projeto Attitude, vencedor de duas Medalhas de Bronze No Pan Americano de Judô de Lima-Peru, categorias Sub 13 e Sub 15, que foi acompanhado pelo seu treinador ALEX. PARABÉNS.
Na chegada foram recepcionados pela população, Sinfônica de Pium, parentes e amigos:
  


 


Dia 7 - O arquiteto MOACYR GOMES DA COSTA foi homenageado pela UNIFACEX, em razão da sua obra arquitetônica na cidade de Natal:


Dia 7 - Posse muito prestigiada do estimado DALADIER PESSOA CUNHA LIMA, na cadeira 3, da Academia Norte-rio-grandense de Letras, conforme registros fotográficos enviados por Lívio Oliveira e Tereza Neuma:

                                               

 







terça-feira, 7 de novembro de 2017



ONDE ESTÁ A CIVILIDADE

PADRE JOÃO MEDEIROS FILHO 

No curso de humanidades do Seminário de São Pedro, em Natal, outrora havia semanalmente aulas de “civilidade, etiqueta e boas maneiras”. Não eram sofisticadas como as dos manuais especializados, nem chegavam ao esmero de nossa centenária Escola Doméstica. Parece cada vez mais distante esse tempo. Nos lares, era comum ouvir os pais a corrigir os filhos, valendo-se de expressões, tais como: “não é assim que se fala”, “tenham modos”, “isso não fica bem para uma moça ou rapaz de família” etc. Educandários, instituições religiosas e culturais costumavam dedicar-se a processos formativos para que crianças, adolescentes e jovens aprendessem as normas de uma boa convivência. Com o passar dos anos, esses ensinamentos foram perdendo a sua importância. Eram diretrizes capazes de garantir relacionamentos necessários para uma coexistência pacífica e civilizada. Ninguém é capaz de duvidar que a qualidade das relações entre as pessoas – o saber conviver e respeitar o outro – é determinante na prática do bem ou do mal. Daí, é fundamental voltar-se para a formação do ser humano, na qual o bom relacionamento é indispensável ao convívio social. 
Pode parecer aos olhos de muitos que tal preocupação seja prescindível ou apareça na contramão do mundo pós-moderno. Afinal, vive-se numa época, na qual a individualidade reivindica autonomia, em que se pode tudo, inclusive desdenhar, desrespeitar e aniquilar o outro. Infelizmente, tem-se hoje um contexto díspar. Nele, tudo aquilo que não corresponde aos interesses individuais e imediatistas, torna-se consequentemente inaceitável. Dessa forma, cada um orienta seu modo de agir e se comportar, focando apenas os seus desejos e ambições, desconsiderando a vida dos semelhantes. O abandono da aprendizagem das posturas, que garantam a prática da urbanidade e delicadeza no conviver, tem contribuído e muito para que haja o terrível primado do egocentrismo. Portanto, cada pessoa passa a considerar-se real e efetivamente como referência única e absoluta. 
A certeza de que cada indivíduo terá liberdade de falar o que bem entende, sem o cuidado de ferir o próximo, contribui para alimentar uma perversa anomia ou anarquia. Com essa falta de normas sociais na vida humana, cada um passa a fazer o que lhe vem à mente, sem a observância de princípios basilares. Eis então o caminho livre para que a arbitrariedade se instale e gere descasos e violências, subestimando e violando a sacralidade do ser humano. Nessa conjuntura não se cultivam o respeito às diferenças, o momento e o modo de falar, a importância e o valor de tudo aquilo que sustenta o equilíbrio da vida em sua complexidade. Esse mal atinge não apenas pessoas ou segmentos da sociedade. Alcança suas estruturas, desencadeando afrontas à cultura e às tradições. Sem investir numa civilidade autêntica, permanecerão as situações problemáticas e conflitantes. Haverá a nefasta incapacidade de respeitar o bem comum, pois o subjetivismo leva à sua desconsideração. 
A urbanidade incide também sobre o estabelecimento de prioridades no trato social. Isso significa comprometer-se com a promoção e a vivência da ética, do equilíbrio de conceituadas relações entre os cidadãos. Uma dinâmica capaz de construir um entrosamento civilizado e digno transforma as pessoas e permite o aprendizado do sentido do respeito e da reverência. Isto difere bastante dos descompassos característicos desta pós-modernidade, que nutre comportamentos viralizados nas redes sociais, por vezes, grotescos, ofensivos, perigosos e deletérios. Somente com uma educação que desenvolva urbanidade e lhaneza, será possível promover a formação de líderes com respeitável sentido social e político, realmente preparados e dispostos a oferecer soluções às demandas de uma sociedade mais justa e ética. Lamentavelmente, assiste-se a debates destoantes no parlamento brasileiro, denunciando uma ausência de cultura, patriotismo e visão do bem comum, que incluam respeito, solidariedade e altruísmo. A falta dessas virtudes leva à egolatria. É preciso reverter o que tanto se amarga hoje. Eis o que diz a Sagrada Escritura: “Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos e temam a Deus” (1Pd 2, 17).

POSSE DE DALADIER DA CUNHA LIMA na ANRL - H O J E






domingo, 5 de novembro de 2017


LIBERDADE
 
quis libertar o passarinho
após suas vãs tentativas de fuga
 
seu medo foi maior
que o seu entendimento
 
e longo fez o caminho
até a porta de saída
 
 

                        (Horácio Paiva)

Quem? ou O Que?


As imagens de pessoas, ou a exposição dos seus nomes, não representam muita coisa. O que vale, na verdade, é a mensagem que deixam. Veja Jesus, continua vivo pela sua mensagem, verdadeira, eterna e não como eventuais mensageiros que abusam da sua imagem, do seu nome, esquecendo que nada deixaram de eterno - são os demagogos, os ditadores e os políticos oportunistas. Não caiam nessa!


A imagem?  escolha a que você quiser:









sábado, 4 de novembro de 2017


  • "Eu não acredito em caridade, eu acredito em solidariedade. Caridade é tão vertical: vai de cima pra baixo. Solidariedade é horizontal: respeita a outra pessoa e aprende com o outro. A maioria de nós tem muito o que aprender com as outras pessoas".
    Eduardo Galeano
    A propósito, recebi pelo mundo virtual um vídeo onde uma criança ferida clama pelo amor de Deus para lhe minorar a dor. Em seguida, um áudio esclarece que cada repercussão daquela imagem permitirá uma ajuda de 1 centavo em favor da cirurgia da criança exposta. Logo depois recebo o alerta de amigos de que aquilo é um golpe. Fiquei triplamente chocado - seja pelo clamor do sofrimento; pelo desmascaramento de uma fraude; enfim, de ter incomodado meus amigos reproduzindo a encenação. NÃO SEI, mas a figura da criança desesperada me trouxe a lembrança de que É VERDADE que a saúde está sucateada e tais fatos são corriqueiros nos hospitais; que a inteligência da Polícia não localiza esses exploradores do sentimento alheio. DESCULPEM pela minha ingenuidade, mas aproveito o episódio para rogar aos amigos que orem, rezem e apelem para o transcendental para que possamos ter a esperança de melhor qualidade de vida no futuro. É só uma questão de fé!

quinta-feira, 2 de novembro de 2017


As pessoas podem ser dividas em três grupos:
Os que fazem as coisas acontecerem;
Os que olham as coisas acontecendo;
e os que ficam se perguntando o que foi que aconteceu.
Nosso caráter é aquilo que fazemos quando achamos que ninguém está olhando.
Nunca deixe de ter dúvidas, quando elas param de existir é porque você parou em sua caminhada.
Antoine de Saint-Exupéry

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

UMA OPINIÃO




O MERCADO É O MELHOR JUIZ
                                                         Geniberto Paiva Campos (*) – Brasília, 29 de outubro, 2017
“- Pois agora vejo claro que é inútil pedir justiça ao poder contra o poder...” (1)
(Fala do personagem Sancho, na peça “O Melhor Juiz, o Rei”, Lope de Vega, 1562/1635)

O segundo “julgamento” de Michel Temer, o qual resultou em nova “absolvição” pela Câmara dos Deputados, nos remete às teses do dramaturgo espanhol Lope de Vega, autor da peça “O Melhor Juiz, o Rei”.
Denunciado novamente pela PGR, com graves acusações, o presidente – ainda – em exercício, obteve os votos necessários ao não reconhecimento da nova denúncia.
Em permanente estado de perplexidade, o povo brasileiro, distante e aparentemente alheio, assiste impassível ao surgimento de uma nova moral. Um novo conceito de “corrupção”. Onde tudo é permitido, desde que sejam atos praticados pelos representantes dos interesses da Elite. A favor do Mercado. E do Neoliberalismo.
E onde se comprova, mais uma vez, que a luta contra a “corrupção ´é apenas um mero pretexto político para justificar o afastamento de governos ditos “populistas”, inaceitáveis para a Elite. Governos que defendem os interesses da maioria dos cidadãos, cuidam da soberania nacional e dos direitos de todos brasileiros, preservando o Estado Democrático de Direito.
Ao se apropriar da política e, finalmente, do Poder, o Mercado mostrou que o moralismo é a mais perfeita tradução da hipocrisia e do cinismo da classe dominante e dos seus confiáveis e permanentes serviçais da mídia e das classes médias.
O caso do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, preso na carceragem curitibana, é totalmente atípico. Quem sabe um dia, teremos conhecimento pleno dos fatos reais que o colocaram atrás das grades?
Mas o desenrolar dos últimos acontecimentos já nos permite concluir que o Governo, ou vá lá, os 3 PODERES, tornaram-se reféns do Mercado e da Teoria Neoliberal.
E o Brasil, lamentavelmente com ajuda de “brasileiros transnacionais” (2), foi apropriado por um sistema político/econômico ilegítimo e improdutivo, potencialmente capaz de destruir a Nação, tornando-a simples Colônia, produtora e exportadora de matérias primas. Se possível, a preços vis. Projeto que, cinicamente, ousou denominar “Ponte para o Futuro”.
Nenhum país, repetimos, nenhum país que adotou as teses econômico/sociais do Neoliberalismo, tornou-se um país melhor. Ao contrário. Regrediu como Nação.
Alguns economistas (3) sustentam: “a justiça social dinamiza a economia, reduz as tensões políticas, reduz os conflitos éticos. Essencialmente, (isso é o principal!), ela é saída produtiva”.
O Capitalismo Neoliberal não tem futuro. Torna-se uma espécie de réquiem para o Capitalismo Produtivo e Democrático. Garantidor dos direitos sociais.
É legítimo, portanto, perguntar: - para onde o governo Michel Temer pretende levar o Brasil?
Independente da sua legitimidade, da honestidade e da correção da conduta pública dos seus integrantes, o mal que este governo está fazendo ao Brasil poderá tornar-se irreversível. Inviabiliza o país como nação livre e soberana. Respeitada no concerto internacional.
A forma ladina, fraudulenta como o grupo político de Michel Temer arrebatou o poder de um governo eleito democraticamente, jamais lhe permitiria tamanha ousadia e irresponsabilidade na condução da coisa pública.
Aos que costumam estabelecer comparações históricas, não há como fazer confrontos entre o governo Temer e os governos militares (1964/1985).
Para efeitos comparativos vamos lembrar de início dois presidentes do ciclo dos generais, Castelo Branco e Ernesto Geisel, os quais podem ser designados, com justiça, como os de maior visão estratégica do país e do contexto geopolítico. Ambos militares originários da Escola Superior de Guerra/ESG, do Exército Brasileiro. E ainda o general João Batista Figueiredo, que encerrou o período autoritário, promulgou a Anistia, e conduziu o período da Abertura e garantiu a transição pacífica do poder aos civis, grandiosa obra política de brasileiros liderados pelo então governador mineiro Tancredo Neves.
Como enfrentar o imenso desafio colocado a todos os brasileiros, ameaçados de perder direitos conquistados e que imaginavam permanentes? Como enfrentar as ameaças, agora já bem visíveis, de retrocesso?
O ex-ministro Eugênio Aragão, em artigo recente (4), afirma precisarmos imediatamente de “coragem civil”. E diz: “O Brasil se encontra numa dessas encruzilhadas da história em que dependerá muito de se acertar em escolhas dramáticas para não cair no abismo. E todos parecem saber o melhor rumo, mas ninguém o quer desbravar. O abismo é o outro, a quem se quer eliminar, mal enxergando que, a cada impulso exterminador, aproxima-se mais a borda do precipício que pode a todos engolir”.
Está, assim, lançado o desafio.  Dito de outro modo:  A SAÍDA É POLÍTICA.
Precisamos usar de toda nossa inteligência, coragem e serenidade para impedir a destruição do nosso país. Enfrentando um inimigo oculto, que não ousa assumir abertamente a sua deletéria missão. Com o vergonhoso auxílio de brasileiros “transnacionais”. Conhecidos, antigamente, como traidores da pátria...

(*) – Do Coletivo Lampião
(1) – Lope de Vega in “O Melhor Juiz, o Rei”
(2) – Alm. Othon Luiz Pinheiro da Silva, in Carta Capital, Nº 975, outubro, 2017
(3) – Ladislau Dowbor,  in Caros Amigos, nº 247,  outubro,2017

(4) Eugênio Aragão, in Diário do Centro do Mundo/DCM, outubro, 2017      

domingo, 29 de outubro de 2017


MACAÍBA: 140 ANOS (2017)

Valério Mesquita*

O ponto alto das comemorações dos 140 anos da emancipação política e administrativa de Macaíba será o aniversário de 208 anos de nascimento do seu fundador Fabrício Gomes Pedroza, cujas cinzas foram trasladadas do Rio de Janeiro para a igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição. O 27 de outubro de 1877, pela lei nº 801, Macaíba – que antes se chamava Coité – desmembrou-se de São Gonçalo. Aí amplia-se o período de esplendor comercial do porto de Guarapes que irradiou energia econômica a todos os quadrantes. Monopolizou o sal para o sertão, incentivou a indústria açucareira do vale do Ceará-Mirim, financiou a produção adquirindo as safras das fazendas de algodão, cereais, couros e peles. Fundou a “Casa dos Guarapes” e do alto da colina comandou o seu mundo de transbordamentos, onde tudo era rumor, vida, agitação, atividade.
É nesse vácuo de duzentos anos que reside a minha perplexidade. Um silêncio dominado pelo abandono e a indiferença. Ninguém coloca em cena a coragem de contemplar restituído o universo oculto de Fabrício que fez brilhar o nome de Macaíba dentro e fora do RN, na segunda metade do século dezenove. Não bastam, apenas, reprisá-lo com lendas e narrativas, como tivesse sido um mundo de ficção. Melhor que a dispersão da palavra solta é ouvir o eco de suas paredes reerguidas, das vozes trazidas pelo vento das vidas que não se pulverizaram mas renasceram pelas mãos das novas gerações. Esse universo semidesaparecido, clamo por ele, aqui e agora, afirmando que a melhor imagem de um homem, após a morte, não são as cinzas, mas a obra (casarão dos Guarapes) que legou à posteridade, revivida e restaurada como reconfortante e fiel fotografia de sua história e vida.
Como guerreiro solitário, luto há mais de quinze anos pela restauração dos escombros do empório dos Guarapes. Como membro, àquela época, do Conselho Estadual de Cultura do Estado, consegui o tombamento. De imediato, no desempenho do mandato parlamentar obtive do governo a desapropriação da área adjacente. Batalhei, em alto e bom som, junto aos gestores públicos a elaboração do projeto arquitetônico, que, até hoje, dormita em armário sonolento da burocracia. Foi uma agitação, apenas, que não se moveu nem comoveu. Saí dos movimentos da superfície oficial, para as janelas da imprensa e outras vozes, em coro uníssono, oraram comigo pelas ruínas da mais reluzente história da economia do RN: os Guarapes. Todo esse conjunto de verdades fixas foi ilusão imaginar que a lucidez jamais se disfarçaria em surdez. Como enfrentei e venci no passado, partindo de perspectivas débeis e precárias, óbices quase intransponíveis quando restauramos as ruínas do Solar do Ferreiro Torto a Capela de Cunhaú, sinto que não perdi os laços entre a fragmentação do sonho e a fé incondicional no meu pragmatismo, de que tudo, até aqui, nada foi em vão.
Reproduzir a realidade, tal que se imagina que fosse, o burburinho comercial e empresarial daquele tempo de Fabrício, faz-nos refletir e aprender para ensinar aos jovens de hoje através de exemplos, imagens e ritmos, a saga de que vultos como o dele iniciaram uma figuração, nova, nítida e luminosa, pouco tempo depois, numa Macaíba que começava a nascer com Auta de Souza, Henrique Castriciano, Tavares de Lyra, Augusto Severo, Alberto Maranhão, João Chaves, Octacílio Alecrim e outros que construíram em modelos de vidas o prestigio da terra natal – que não se evapora, nem se desmancha. Essa realidade para mim é tensa e inquieta, porque cabe hoje revivê-la em todos nós. É imperioso que os nossos governantes tracem esboços para uma saída, uma superação, criando-se fendas e passagens, para juntos, todos, respirarmos o oxigênio da convivência com os nossos antepassados. Se todos nós pensarmos assim, com cada palavra significando labareda, lampejo, no centésimo quadragésimo aniversário, derrubem, pois, os obstáculos que impedem as luzes do empório dos Guarapes refletirem sobre a posteridade. Se assim não agirmos tudo será cinzas.

(*) Escritor.

HOMENAGEM NO HOSPITAL INFANTIL VARELA SANTIAGO



Nas comemorações pelo transcurso dos 100 anos do Hospital Infantil VARELA SANTIAGO, no dia 27 de outubro, foi realizada solenidade de inauguração da sala do Centro de Treinamento e Desenvolvimento Professor Carlos Ernani Rosado Soares


O evento contou com a presença do Prof. Manoel de Medeiros Brito, Presidente do Hospital Infantil VARELA SANTIAGO, do Diretor Dr. Paulo Xavier, do Presidente do Conselho Regional de Medicina Dr. Marcos Lima de Freitas  e da Senhora Madalena Soares, viúva do homenageado


O orador oficial da solenidade foi o médico Aldo Medeiros, considerado o filho profissional do Dr. Ernani, em razão dos muitos anos de atividade conjunta com o mesmo, desde os tempos de acadêmico de Medicina
Velhos companheiros médicos = Onofre Lopes Júnior e Genibaldo Barros


Amigos e pacientes do homenageado = Carlos Gomes, Therezinha Rosso e Carlos Rosso


O evento contou com grande número de colegas, amigos e familiares do homenageado




Momento do descerramento da placa comemorativa



Instante dos cumprimentos à família do homenageado = Dona Madalena, Erman e Lorena


A HOMENAGEM FEZ JUSTIÇA A UM EXTRAORDINÁRIO MÉDICO E HUMANISTA DO NOSSO ESTADO, PROFESSOR EMÉRITO DA UFRN E "HONORIS CAUSA" DA UERN, MEMBRO DAS ACADEMIAS DE MEDICINA E NORTE-RIO-GRANDENSE DE LETRAS, HOMEM AMENO E SOLIDÁRIO.

sábado, 28 de outubro de 2017



À Sexta-feira - Director: Manso Preto
Edição nº126 de 27 de Outubro de 2017
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Francisco Alves Sobrinho
Jornalista
Natal- Rio Grande do Norte – Brasil

O investimento privado em cultura, feito via leis de incentivo fiscal, é um caminho adotado para o fomento às atividades culturais, contemplando o setor cultural e a sociedade civil (gestores, produtores, organizações, coletivos).
Na atualidade ainda se mostra ideal para ampliarmos as possibilidades de investimento privado em cultura e para repensarmos o principal modelo vigente, dado que há um leque de alternativas muitas vezes desconhecidas ou subaproveitadas, que cada vez mais aumentam com a inovação e experimentação de novas parcerias e modelos de mobilização/aplicação  de recursos e execução de projetos.
Nesse sentido, na busca de ampliar o conceito de cultura, diversidades culturais e multiculturalidade, consolidando os novos modelos de investimento privado em cultura para ampliar a atuação das empresas e dos profissionais envolvidos nesta área, fomenta-se o reordenamento de suas ações, na tentativa de realizar o melhor projeto obtendo melhores ganhos, cumprindo propósito de criar novas oportunidades de fomento nas atividades artísticas e culturais, na perspectiva da consolidação dos ciclos artístico-culturais e do fortalecimento dos elos das cadeias criativas e produtivas da cultura, propiciando a circulação e fruição de benefícios decorrentes de ações afirmativas.
Assim, os que trabalham com responsabilidade social em empresas, áreas de marketing, agências de publicidade e comunicação social, gestores/as e produtores/as culturais independentes ou de empresas, organizações e coletivos que atuam com projetos, programas ou políticas socioculturais ou vinculados à cultura, e  se dispõem a repensar os modelos de investimento em cultura, inovando na forma de pensar responsabilidade social corporativa, patrocínio e comunicação, reconhecem a importância e as vantagens da aplicação e dedução de recursos através das leis de incentivo à cultura, carecendo, ainda, de aprimoramentos.
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Autor:
Francisco Alves Sobrinho