sábado, 7 de outubro de 2017
AGENDE-SE PARA O PRÓXIMO DIA 11
José Lins do Rego, o
menino do Engenho Corredor (Pilar-Paraíba-1901-1957). É patrono da
Academia Paraibana de Letras. Foi eleito membro da Academia Brasileira de
Letras, para a cadeira 25, cujo Patrono é Junqueira Freire, sendo o quarto ocupante, eleito em 15 de
setembro de 1955, na sucessão de Ataulfo de Paiva e recebido pelo Acadêmico
Austregésilo de Athayde em 15 de dezembro de 1956. Morreu no Rio de Janeiro, no dia 12 de setembro de 1957.
Obras de José Lins do Rego:
Menino de Engenho, romance, 1932; Doidinho, romance, 1933; Banguê,
romance, 1934; O Moleque; Ricardo, romance, 1934; Usina, romance, 1936;
Histórias da Velha Totonia, literatura; infantil, 1936; Pureza, romance, 1937;
Pedra Bonita romance, 1938; Riacho Doce, romance, 1939; Água Mãe, romance,
1941; Gordos e Magros, 1942; Fogo Morto, romance, 1943; Pedro Américo, 1943;
Poesia e Vida, 1945; Conferências no Prata, 1946; Eurídice, romance, 1947;
Homens, Seres e Coisas, 1952; Cangaceiros, romance, 1953; A casa e o Homem,
1954; Roteiro de Israel, 1954; Meus Verdes Anos, memória, 1956; Presença do
Nordeste na Literatura Brasileira, 1957; O Vulcão e a Fonte, 1958.
“O ESCRITOR E A OBRA”
É
o título da palestra do Professor ANTENOR
LAURENTINO RAMOS
Data:
11 de outubro de 2017
Local:
Salão Nobre do IHGRN (Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte)
Rua
da Conceição, 622 – Cidade Alta (vizinho à Catedral velha)
Horário:
16h.
MAIS OUTRA DE HORÁCIO PAIVA
NA CASA DE HADES
“Canto apenas quando dança,
nos olhos dos que
me ouvem, a esperança.”
-
Geir Campos -
Ai de ti, Orfeu!
como pode o canto sobreviver
na ausência da vida?
Pobres tempos!
Não vês que a todos nessa casa
o desastre abateu?
Somem agora os jornais
e suas palavras de sangue
são escritas nos ares
No banquete em que foste convidado
nem sete navalhas de prata cortarão
o cervo imolado cuja carne
pereceu no martírio dos pastos
E nem penses subornar o encanto
dos mortos com novas canções
pois seria como iludir a ilusão
onde tudo é fraude
Os vivos permanecem no passado
aonde terás de retornar
por ordem do deus
já que nada provaste
exceto que eras bom no plano da vida
onde teus cantos celebravam mistérios
agora inúteis
E após vencer o desespero das fúrias
de volta ao lar de origem
onde a lembrança de Eurídice e a esperança dormem
à espera
de teu eterno retorno
(Horácio Paiva)
sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Vicente Vitoriano
SIGAARTE NA PRAÇA
O Programa SigaArte na UFRN realiza no próximo sábado, 7, a ação
SigaArte na Praça com música, teatro, poesia, dança, feira de artesanato
e atração internacional. O evento acontece das 15h às 19h30, na Praça
Cívica do Campus, e será aberto ao público.
Na ocasião, o
grupo musical Azeituna, vindo da Universidade do Minho, de Portugal, e
contando já com mais de duas décadas de estrada, fará o desfecho da
programação. Antes deles, apresentam-se o Grupo Imburana de Danças
Populares Brasileiras (UFPB), o coletivo teatral Du’Velhomoço (RJ), com o
espetáculo Querência quer ver o mar, o artista Savio de Luna &
Band, com repertório de Elvis Presley e a intervenção do Palhaço Fino,
da Tropa Trupe, para o público infantil.
Paralelo, a
programação contempla ainda o Sarau Raízes Poéticas, a Galeria do Povo,
como espaço expositivo e de criação artística para o público e, além
disso, feira de artesanato e espaço destinado à alimentação.
O
SigaArte na UFRN é uma agenda cultural permanente da UFRN e tem como
objetivo principal divulgar e disseminar a cultura artística
universitária, promovendo o acesso democrático e a formação de público
para as artes e proporcionando um ambiente favorável e saudável a todos
que integram a UFRN. A ideia é que, com o Programa SigaArte na UFRN,
ocorram ações também direcionadas ao público externo com o objetivo de
ocupar o espaço da Praça Cívica do Campus, espaço cultural privilegiado
em termos de acesso e capacidade de receber a comunidade externa.
quinta-feira, 5 de outubro de 2017
TERCEIRA
EDIÇÃO DO SARAU QUINTA DAS ARTES ACONTECERÁ NO DIA 05 DE OUTUBRO NO IFRN CIDADE
ALTA
Será realizado no próximo
dia 05 de outubro, quinta-feira, das 19:00 às 22:00h, no Auditório do IFRN
Cidade Alta (Av. Rio Branco, 743, Centro, em Natal-RN), o SARAU QUINTA DAS
ARTES.
O Projeto SARAU QUINTA DAS
ARTES é uma realização da ASSEFIT-RN, Associação dos Ex-alunos das Escolas
Federais, Industriais e Técnicas do RN, e tem o objetivo de valorizar a cultura
brasileira, em especial, a potiguar; promovendo a apresentação de artistas
associados e não-associados em um evento multicultural.
O Evento terá uma intensa
programação envolvendo várias linguagens artísticas, como Cinema, Poesia, Artes
Plásticas e Música. Nessa edição de Outubro teremos um Bate-papo poético com
Antônio Ronaldo, João Batista de Morais Neto (João da Rua) e João David Jr. A
exibição do curta-metragem “Noturnos”, de Carito Cavalcanti e Joca Soares e um
grande encontro musical com os cantores e compositores Donizete Lima; Franklin
Mário e Yrahn Barreto, bem como também a apresentação da cantora e compositora
Antoanete Madureira .
quarta-feira, 4 de outubro de 2017
TROFÉU CULTURA 2017
Deixo este convite a você e aos demais imortais da nossa
querida Academia Norte-rio-grandense de Letras para que compareçam,
neste sábado, aos jardins da Pinacoteca para nos confraternizarmos
enquanto são divulgados os cinco indicados em cada uma das 14 categorias
do Troféu Cultura 2017.
A festa tem início às 17h30, mas segue até às 22h, com shows de Jaina Elne, Dani Negro, Analuh Soares, Rodolfo Amaral e outras participações.
Espero vocês. Até!
--

A festa tem início às 17h30, mas segue até às 22h, com shows de Jaina Elne, Dani Negro, Analuh Soares, Rodolfo Amaral e outras participações.
Pedimos confirmação de quem irá para colocar o nome na lista de entrada.
--
Papo Cultura Assessoria de Imprensa
Sergio Vilar:
(84) 9 9929 6595 (zap)
Twitter: https://twitter.com/papocultur a
terça-feira, 3 de outubro de 2017
UMA OPINIÃO
TOGA, FARDA, SOTAINA E OUTRAS VESTES
A questão que todos os brasileiros, que tem verdadeiro interesse no País, no seu futuro como a Nação, onde viverão seus filhos e netos, se põe é: o que fazer neste pântano onde os golpistas de 2016 nos lançaram?
Ouvem-se à esquerda e à direita manifestações de desagrado e revolta.
Mas as soluções, quando apontadas, parecem não cativar a população; a maioria do povo brasileiro, mesmo sofrendo, ainda não se aglutinou em torno de uma proposta, de um projeto para o País.
E sem povo, a legitimidade do apoio popular, sempre será um golpe, sangrento, camuflado por eleições fraudadas ou por outros mais sofisticados meios.
Sem que seja a verdade indiscutível, um bom começo é entender a sociedade brasileira de hoje. Diria melhor, as sociedades que habitam estes oito milhões e meio de quilômetros quadrados. Quem são os brasileiros que receberão a assistência e proteção do Estado? Como chamar estes brasileiros para decidir seu próprio destino?
Candido Mendes, em sua pitoresca linguagem, diria que há no Brasil sociedades não coetâneas vivendo a mesma contemporaneidade.
Efetivamente, temos uma sociedade que está na mais antiga existência, em índios isolados na imensidão amazônica, que também são brasileiros e exigem nossa atenção. Temos também bolsões vivendo a escravidão, não só racial, mas da submissão absoluta ao poder tirânico de seus donos, e estes estão em várias regiões do País. E convivem com estas e outras sociedades os usuários das tecnologias PSD1, possivelmente PSD2 no próximo ano, para suas operações financeiras, como parte dos franceses, belgas, alemães e poucos outros.
E, quase sempre, a ótica imediatista nos conduz, tão somente, para as classes médias urbanas, aqui e alí alguma área rural e pronto. Faz-se para estes, se tanto, um plano de ação. Quando não, como os golpistas de 2016, que apenas operam para a banca e seus agentes.
Por outro lado, países continentais, como o Brasil – a Federação Russa, a República Popular da China, os Estados Unidos da América (EUA), a República da Índia – também populosos, multiétnicos, de Produtos Internos Brutos (PIB) superiores a um trilhão de dólares estadunidenses (USD), desenvolveram modelos institucionais distintos, quer pelas imposições coloniais quer pela evolução de suas sociedades.
Ao exemplificar com estes cinco países, já coloco algumas das restrições que nos impedem de buscar no estrangeiro um modelo: a extensão territorial, a população e a riqueza, medida por um indicador homogêneo. O acaso também mostra que estes países tem distintas concepções ideológicas, ou seja, não há uniformidade no pensamento político e institucional.
Portanto as referências tão comuns a países europeus ou americanos ou caribenhos não tem qualquer efetividade para usarmos como modelo a ser adotado no Brasil. Cabe a máxima de Ortega y Gasset: busque-se no estrangeiro exemplos, nunca modelos.
Tentemos dissecar as sociedades brasileiras buscando denominadores comuns, objetivos que sejam amplamente aplicáveis, que não violentem uma parcela dos nossos irmãos nacionais em favor de outros, sejam eles majoritários ou, pior ainda, minorias privilegiadas, como ocorre, infelizmente, no Brasil – o país das desigualdades sociais, da imoral concentração de renda, da exclusão da maioria da população da participação decisória sobre seus próprios destinos.
Como preliminar, coloco que a importação ideológica – seja liberal, seja religiosa, seja marxista – será sempre redutora de um projeto abrangente, da efetiva construção nacional. Mas, sem dúvida, iremos nos valer do instrumental metodológico que estas e outras filosofias proporcionam.
Primeiramente precisamos reconhecer que o brasileiro é mestiço. Isto não é novidade, mas dá, para certas comunidades, o sentimento de inferioridade, buscando macaquear europeus e estadunidenses, por simples ignorância, por desconhecer a história, nossa e deles. Além deste preconceito racista, há a profunda ignorância que a pedagogia colonial, aplicada em nosso País desde a chegada dos primeiros europeus, vem construindo e a comunicação de massa reforçando.
O grande projeto nacional, em minha modesta opinião, é a construção da cidadania.
Para este projeto, que não se esgota numa única ação e exige continuidade, é necessário que todos seus programas sejam discutidos e explicitados amplamente, para atingir integralmente a população brasileira, e constituam também um plano de ação política, referendado pelo voto popular.
O que significa? Como se desdobra? Como se obtém recursos para ele?
Começo conceituando o cidadão. Não uma ideia vaga, referencial, mas de efetiva realidade, objeto de dispositivo legal, normativo. Cidadão é um par, isto é, um igual. Cidadania é a paridade, que permite a participação de todos em igualdade de condições como pessoa humana e brasileira.
Temos neste conceito a única restrição, ser cidadão é, para nosso projeto, ser cidadão brasileiro. O que não exclui que em outros países haja seus cidadãos, britânicos, cubanos ou seja lá quem for.
Para que o cidadão seja um par, um igual, é preciso que se lhe garanta esta condição. E apenas o Estado, com seu poder representativo de todos, pode e deve garantir esta condição. Deste modo, os programas para a construção da cidadania são cláusulas pétreas e para suas execuções haverá, também irredutíveis, recursos orçamentários, humanos e materiais.
Isto já diferencia este projeto das execuções orçamentárias hodieranas, impostas pela banca, que são as dívidas financeiras que tem precedência nos gastos públicos. Do orçamento público, o projeto “construção da cidadania” será destacado e permanente. Daí deve decorrer, como uma consequência, a reforma tributária, garantidora destes recursos.
A construção da cidadania, mesmo sendo um projeto global, com execução simultânea de todos seus programas, deve ser decomposto, não apenas para a organização e gerenciamento técnico, mas para melhor entendimento e vinculação sistêmica.
Em outras palavras, este projeto é um sistema com diversos subsistemas que se entrelaçam e envolvem quase toda ação do Estado. É verdadeiramente um projeto nacional, que decorre de um Estado Soberano, democrático, justo, pacífico e que se expande em todas as dimensões: econômicas, tecnológicas, científicas, sociais, políticas, culturais, ecológicas e, sobretudo, humanas.
Passemos aos três grupos de ações que sustentam a construção da cidadania: a existência, a consciência e a vocalização.
O primeiro grupo – a existência – é constituída de diversos programas que garantem a vida digna para todos os cidadãos.
O programa de renda mínima não é novidade e vem sendo adotado, como inibidor de explosões sociais, até por governos liberais. Ele garante a todo cidadão brasileiro um valor mensal, referenciado ao salário mínimo, que lhe permita viver. Mas este grupo da existência também prevê o atendimento à saúde, nos moldes definidos em 1988 pela Constituição Federal. Igualmente a moradia, que pode ser desenvolvida como no Programa Minha Casa Minha Vida, ou como adotado em Singapura, de aluguel por contrato centenário com o Estado. Há outros modelos que também já foram testados e se mostraram eficazes, sem que algum invalide outro. Todo os programas de saneamento público também seriam incorporados neste grupo da construção da cidadania.
O segundo grupo – a consciência – trata da formação do cidadão. Não se esgota, nem deve ser avaliado pelo adestramento para o exercício de funções econômicas. A principal meta dos programas deste grupo é o desenvolvimento da auto estima, da consciência da nacionalidade, da valorização das culturas nacionais. Embora o processo educacional seja um fio condutor, o programa da consciência abrange todas vertentes da vida – cognitiva, mental, moral – e o reconhecimento. Ensina-se a aceitar as diferenças, a entender o outro, a optar pela paz e pela dignidade. As multiplicidades de trabalhos deste grupo o colocam como de grande importância para construção da cidadania.
O terceiro grupo – a vocalização – vai exigir a retomada pelo Estado da pesquisa científica e tecnológica no campo da informática, do desenvolvimento de hardwares e softwares brasileiros e da não renovação das concessão e da alteração das leis que as regem para canais de rádio e televisão. O Estado não será o único meio de comunicação de massa, a imprensa escrita continuará livre, mas não será mais permitido que interesses estrangeiros usem a comunicação de massa no Brasil para defesa de seus objetivos. E deverá ser amplamente facilitada e valorizada a comunicação pelos canais virtuais, de sorte que todos os cidadãos possam manifestar suas ideias, reivindicações, propostas e ter a atenção dos poderes públicos. Esta será a área de maior mudança do conjunto de programas para formação da cidadania.
Este projeto pode ser qualificado como humanista contemporâneo e se opõe ao liberalismo do século XVIII, na roupagem do século XX, que tem vigido no Brasil desde 1990. Ele coloca a solidariedade no lugar da competitividade, para a formação da sociedade, ou seja, da união e não da oposição entre as pessoas. Ele não é uma proposta de implementação de ideologias dos séculos anteriores, nem mesmo poderia ser chamado de esquerdistas, uma vez que mantém o sistema capitalista de produção. Apenas o regula em favor do povo e não de uma casta de privilegiados, como tem ocorrido em toda nossa história: o mercado ditando as leis para o Estado.
Será, então, o cidadão livre, consciente, sem dono, que conduzirá o processo civilizatório brasileiro. Assim, podemos entender que a construção da cidadania é um projeto inaugural, um projeto que libertará o Brasil das amarras coloniais, e, sem discriminar pessoas, sociedades, nem ideais, construirá a civilização brasileira.
Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado
segunda-feira, 2 de outubro de 2017
HOMENAGEM A HORÁCIO PAIVA, meu amigo poeta
DESEJOS
se procuras pelo sol
terás o sol
se procuras pelo sonho
terás o sonho
se procuras pela brisa
poderás estar ao sol
entregue ao sonho
e às carícias
das leves asas
da esperança
(Horácio Paiva)
Seminário Música Brasileira
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INSCRIÇÕES ABERTAS PARA A ANLIC
A Academia Norte-rio-grandense de Literatura de Cordel - ANLIC declarou abertas as inscrições para ocupação das seguintes cadeiras:
N* 16- patrono - Luiz Gonzaga Brasil.
N* 23- patrono- Manoel Macedo Xavier.
N* 27- patrono- João Albino da Costa.
e,
N* 32-patrono- José Celestino Alves.
Para efetuar a inscrição basta entregar na Estação do Cordel, situada na Rua João Pessoa, 58, Centro, Natal/RN. Ou:
Rua Antônio Delmiro, 1394, Lagoa do Mato, Mossoró/RN, os seguintes documentos:
1-requerimento preenchido. (O modelo segue junto com o edital de convocação)
2- Três exemplares de trabalhos autorais publicados, e
3- Currículo do candidato.
José Acaci
Presidente da ANLIC.
sábado, 30 de setembro de 2017
Fonte: Eventos Assessoria <eventusbr@yahoo.com.br>
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DO BRASIL
INSTITUCIONALIZA ENSINO PÚBLICO RELIGIOSO
Fátima Meira
Por 6 votos a 5, o
Supremo Tribunal Federal (STF), considerou constitucional o ensino público
religioso confessional, ou seja, ligado a uma crença específica. Ministros
rejeitaram a ação da Procuradoria Geral da República para que as aulas
fossem genéricas e abordassem aspectos históricos e sociais das religiões.
A partir do julgamento, a matéria confessional pode ser oferecida pelas escolas
públicas de forma facultativa.
Votaram pela
manutenção do ensino confessional os ministros Alexandre de
Moraes, Luiz Edson Fachin, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo
Lewandowski e Cármen Lúcia, que desempatou o caso.
Os ministros Luís
Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Marco Aurélio, Celso de Mello votaram
contra.
Apesar do placar
apertado, a decisão causou espanto na comunidade jurídica. Para quem não
entendeu a dimensão do que foi julgado, vale destacar que a corte autorizou que
escolas públicas de todo o país instituam para seus alunos e alunas ensino
religioso confessional – isto é, com crença religiosa. Logo, um ensino
confessional teria oração, costumes e tudo o que está ligada à determinada
religião. No Brasil, de imensa maioria cristã, é possível imaginar quais religiões
serão professadas.
O Justificando conversou
com diversos pensadores do Direito e de outras áreas do conhecimento, que
rebateram a decisão sob o argumento da violação
ao estado laico, das evidentes prioridades reacionárias da corte, e da
“ingenuidade” da corte ao estabelecer a ideia de que o ensino será pluralista.
As declarações
sobre a decisão podem ser lidas abaixo:
Eloísa Machado, Doutora em Direito Constitucional e
Coordenadora do curso de Direito da FGV-SP
“A decisão do STF é
um grande retrocesso. Toda uma pauta liberal e progressista que vem
sofrendo investidas conservadoras no legislativo e no executivo e que ainda
aguarda posição do STF fica em suspenso: de código florestal a direito da mudança
de registro civil das trans.
Assumir a confessionalidade do
ensino, além afetar profundamente a lógica do que deve ser a educação pública,
laica e inclusiva, abre espaço para uma infinidade de outros problemas. É inadmissível, por exemplo,
que os escassos recursos públicos sustentem a doutrinação religiosa nas
escolas. Mas o STF não se pronunciou sobre isso”.
Joice Berth, Feminista negra:
“Trevas. Essa decisão é mais uma assunção de racismo por parte do nosso
sistema judiciário, pois sabemos que não será ensino religioso de maneira
abrangente e democrática, será sim um esquema de doutrinação neopentecostal,
uma imposição de pensamento evangélico, já que essa é uma bancada que só cresce
dentro de todas as estruturas políticas. Lamentável e que os pais estejam atentos a essa agressão
fascista a laicidade do estado brasileiro”.
Luis Felipe Miguel, Professor de ciência política
na UnB:
“O ensino religioso no Estado laico é uma
excrescência. Se as famílias e as igrejas querem dar educação doutrinal às suas
crianças, que o façam em seus próprios espaços. Ao interpretar a regra
constitucional como sendo a necessidade de inculcação da “religiosidade”, o
Supremo rasga a ideia da
neutralidade estatal em relação aos diversos sistemas de crença”.
Márcio Sotelo Felippe, Procurador do Estado de São
Paulo:
“Não temos mais constituição. O STF julga ao sabor
de injunções políticas ou para agradar setores da opinião pública. São tempos
sombrios, uma reação termidoriana que enterra séculos de conquistas
iluministas, de avanços no processo civilizatório. Este é um estado de exceção com sabor de fascismo.
A inteligência está morta no Brasil”
Renan Quinalha, Doutor em Direito e Professor na
Universidade Federal de São Paulo:
“A decisão do STF faz com que o Estado laico
promova, nas escolas públicas, o ensino religioso confessional. Isso é um absurdo, pois se está
permitindo que religiões se apropriem do espaço público da escola para propagar
sua própria fé. Considerando o contexto atual, isso se torna ainda
mais grave. Os discursos de “escola sem partido” e “combate à ideologia de
gênero” poderão agora contar com o reforço do ensino religioso confessional nas
escolas, minando o que restava de laicidade do Estado no sistema de ensino”.
Alexandre Melo Franco Bahia, Professor Doutor de
Direito Constitucional na Universidade Federal de Ouro Preto:
“A decisão do STF afirmando que o Estado Brasileiro
deve custear um Ensino Religioso “Confessional Pluralista” ofende a tantas
ordens diferentes do Direito que fica difícil definir por onde começar.
Como um
Estado Laico pode atuar de forma Confessional? Em
que mundo isso faz sentido? Ainda
que a maioria queira dizer que esse ensino deve ser “pluralista”, ou eles são
muito “inocentes” – e não sabem do que é o ensino religioso na maioria das
escolas públicas do país, ou estão assumindo estarem prontos para receberem
centenas de pedidos de Reclamação contra – o que acontece todos os dias e agora
só vai piorar – o proselitismo fundamentalista e, claro, nada plural, que é
feito em escolas públicas todos os dias”.
sexta-feira, 29 de setembro de 2017
O
COTIDIANO DA LEITURA
CARLOS
DE MIRANDA GOMES, escritor
A leitura é o mais importante
remédio para a cura, senão para a melhora das doenças do espírito.
Produz o antídoto necessário às
crises existenciais – solidão, depressão, sofrimento e frustração, levando ao
paciente a esperança de dias melhores.
Aos que não padecem dessas
psicopatias, atua como deleite para a alma, aparando arestas nas atribulações
indesejadas do cotidiano. Enfim, a leitura tem sido uma companheira querida,
razão pela qual ganhei o costume de empilhar livros para o deleite de um curto
período, na cabeceira da minha rede.
No decorrer dos meus 78 anos de
vida nunca deixei faltar esses volumes de conhecimentos e fantasias, desde o
tempo lúdico da infância em que devorava os quadrinhos que me chegavam pelo
gazeteiro que servia à população de Macaíba, lugar onde despertei para o mundo.
Nessas revistas, além das aventuras normais dos heróis de então, Tarzan,
Mandrake, O Fantasma, os vaqueiros do oeste americano, Gibi, Guri, Família
Marvel, Superman, vinham também as Edições Maravilhosas com os resumos das
obras literárias mais festejadas, como “O Moço Loiro, O Seminarista, A Pata da
Gazela, Memórias de um Sargento de Milícias, O Tronco do Ipê, Iracema, O Guarani, O Rio do
Quarto, O Alienista” e tantos outros, que depois reli em livros normais
impressos, entre outros, o primeiro volume nesse formato que me entreguei –
“Anos de Ternura”, de A.J.Cronin, de quem adotei depois todos os seus outros títulos.
Não parei mais e adquiri o costume
da leitura concomitante de 3 a 4 livros de temário diferenciado para evitar o
cansaço. Estou agora a folhear, neste setembro de fim de inverno, aproveitando
uma temperatura mais amena, parcimoniosa e lentamente, o vasto universo
biográfico de Lima Barreto = “Triste Visionário”, da escritora Lilia Moritz,
cuja rebeldia retratada se afina com algumas das minhas indignações nos dias
presentes, seja com pessoas, fatos ou instituições, como os escândalos
políticos e o fanatismo ideológico de certos líderes de barro atrofia o
sentimento de nacionalismo e mesmo do lirismo natural do dia a dia.
Às vezes chego a meditar – terei
nascido no tempo e espaços errados? Não defini, ainda, este dilema atroz, e
enquanto isso, só tenho a opção de continuar buscando a resposta nos livros,
nas revistas, nos escritos no campo virtual.
O meu lenitivo para a dúvida é que os
meus livros, listados e adquiridos ou presenteados, permitem um aprendizado
eclético para aliviar as minhas idiossincrasias, a teor dos contos irreverentes
ou despretensiosos de Rita Lee, que escreveu “Dropz”, a roqueira que me
deliciara na sua autobiografia; “A Cabana”, com seu exacerbado sentido
esotérico, tema muito explorado nos dias atuais; passando pela autobiografia de
Fidel Castro, mostrando algumas verdades desconhecidas da sua aparência
pública; revisitei os textos da Revista II, ano II, 2006, do Conselho Estadual
de Cultura; “Separação”, de Clauder Arcanjo; os ensinamentos espirituais nos
discursos e homilias do admirável Padre João Medeiros Filho: “Horas Solenes”; no
plano da transcendência, um viajante com Flávio Gameleira nos caminhos
percorridos por Henry Koster, usando a expressão do prefaciador Vicente Serejo;
por último um interessante livro sobre as memórias de Dorinha Durval, sob o
título “Em busca da Luz”, contadas para Luiz Carlos Maciel e Maria Luiza Ocampo.
E assim caminho com a minha sina, na
direção apregoada por Lima Barreto, “Transatlantismo”: Nós, os brasileiros, somos como Robinsons: estamos sempre à espera do
navio que nos venha buscar da ilha a que um naufrágio nos atirou.
quarta-feira, 27 de setembro de 2017
SERVIÇOS DIGITAIS OFERECIDOS PELO IHGRN
Registro e transcrevo, com particular satisfação, a correspondência recebida de GUSTAVO SOBRAL, Assessor Especial da Presidência do IHGRN, que anuncia o progresso do funcionamento das consultas à documentação da Casa da Cultura pelo meio virtual:
Gustavo Sobral <gustavosobral1041@gmail.com>
Para:CARLOS GOMES
Cc:Ormuz Barbalho Simonetti
26 de set às 21:21
Caro professor Carlos Gomes,
Segue
informativo sobre documentos do acervo que se encontram disponíveis
para consulta e pesquisa online, resultado do trabalho do laboratório de
digitalização da UFRN, para se concordar, ser veiculado no blog do
IHGRN. Foi escrito como um informe de divulgação com orientações.
um abraço amigo,
Gustavo
DOCUMENTOS DO IHGRN PARA CONSULTA NO REPOSITÓRIO LABIM/UFRN
O Laboratório de Imagens -Digitalização de Documentos Históricos (LABIM/UFRN), voltado para a digitalização de documentos, e o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN)
disponibilizam para consulta, no repositório online do laboratório,
material do acervo do IHGRN para pesquisa e consulta no seguinte
endereço:
O
trabalho continua em andamento e acreditamos que dentro em breve
disponibilizaremos uma diversidade maior de material. Atualmente,
constam os seguintes documentos:
CORRESPONDÊNCIAS DO GOVERNO MUNICIPAL E AS CÂMARAS MUNICIPAIS
LIVRO DE REGISTRO DO SENADO DA CÂMARA
Livro de registro de cartas e provisões do Senado da Câmara de Natal 1659-1754
REVISTAS DO IHGRN 1903-1951
TERMOS DE VEREAÇÕES 1672-1823
Solicitamos aos leitores e pesquisadores e historiadores que, caso venham a se utilizar deste acervo, resguardem o direito das fontes e respeito à lei dos direitos autorais.
Contribua para disseminação e uso responsável desta documentação,
prezando pela citação das fontes de pesquisa e referência as
instituições mantenedora e proprietária do acervo e ao laboratório
responsável pela digitalização e acesso franco e público ao material.
Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte
Direção de Biblioteca, Arquivo e Museu
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes
Departamento de História
Laboratório de Imagens -Digitalização de Documentos Históricos.
P A R A B É N S
segunda-feira, 25 de setembro de 2017
Tenho lido e assistido, pela mídia
local, a grande divulgação do novo monitoramento criado pela
Prefeitura — Secretaria de Mobilidade Urbana e a STTU — para multar os
motoristas infratores dentro dos seus próprios veículos. Beleza!
Grande ideia! Genial! Acredito que no “frigir dos ovos” é para
arrecadar mais e mais dinheiro para os cofres da Prefeitura, hoje
vazios.
Achei sensacional o aparato criado: uma
grande sala, bem refrigerada, com 36 câmaras de videomonitoramento em
ações por 24 horas, nas principais ruas e avenidas da cidade, com um
alcance de até 500 metros, na busca incessante de irregularidades
cometidas pelos senhores ou senhoras motoristas.
Diante da genial ideia, fiquei
“matutando”: por que não aproveitá-la e implantá-la no nosso sistema de
segurança, tão carente, desprezado e humilhado nos dias atuais?
Hoje, estamos muito bem ranqueado no
Brasil, quando o assunto é assaltos, roubo de carros, explosões de
caixas eletrônicos, furtos, roubos e crimes fatais; nosso índice é um
dos mais altos e alarmantes do país.
Assim sendo, não seria interessante e de
bastante utilidade que as nossas autoridades de segurança se somassem
à brilhante ideia do pessoal do trânsito para também criar uma central
de videomonitoramento a fim de realizar ações efetivas de combate à
criminalidade? Com certeza teríamos resultados positivos contra o alto
índice de delitos praticados e crescentes nos dias de hoje, na nossa
querida e desprotegida cidade.
A população se mantém ansiosa, cansada e
com medo, aguardando, já sem esperanças, medidas protetoras efetivas
que preservem a condição básica e mínima do cidadão – a de ir e vir.
Monitorar a vida, eis a questão!
Berilo de Castro – Médico, escritor, membro do IHGRN – berilodecastro@hotmail.com.br
sexta-feira, 22 de setembro de 2017
quinta-feira, 21 de setembro de 2017
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