quarta-feira, 27 de setembro de 2017

SERVIÇOS DIGITAIS OFERECIDOS PELO IHGRN


Registro e transcrevo, com particular satisfação, a correspondência recebida de GUSTAVO SOBRAL, Assessor Especial da Presidência do IHGRN, que anuncia o progresso do funcionamento das consultas à documentação da Casa da Cultura pelo meio virtual:

Gustavo Sobral <gustavosobral1041@gmail.com>
Para:CARLOS GOMES
Cc:Ormuz Barbalho Simonetti
26 de set às 21:21

Caro professor Carlos Gomes,
Segue informativo sobre documentos do acervo que se encontram disponíveis para consulta e pesquisa online, resultado do trabalho do laboratório de digitalização da UFRN, para se concordar, ser veiculado no blog do IHGRN. Foi escrito como um informe de divulgação com orientações.

um abraço amigo,
Gustavo


DOCUMENTOS DO IHGRN PARA CONSULTA NO REPOSITÓRIO LABIM/UFRN

Laboratório de Imagens -Digitalização de Documentos Históricos (LABIM/UFRN), voltado para a digitalização de documentos, e o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) disponibilizam para consulta, no repositório online do laboratório, material do acervo do IHGRN para pesquisa e consulta no seguinte endereço:

O trabalho continua em andamento e acreditamos que dentro em breve disponibilizaremos uma diversidade maior de material. Atualmente, constam os seguintes documentos:

CORRESPONDÊNCIAS DO GOVERNO MUNICIPAL E AS CÂMARAS MUNICIPAIS
LIVRO DE REGISTRO DO SENADO DA CÂMARA
Livro de registro de cartas e provisões do Senado da Câmara de Natal 1659-1754
REVISTAS DO IHGRN 1903-1951
TERMOS DE VEREAÇÕES 1672-1823

Solicitamos aos leitores e pesquisadores e historiadores que, caso venham a se utilizar deste acervo, resguardem o direito das fontes e respeito à lei dos direitos autorais. Contribua para disseminação e uso responsável desta documentação, prezando pela citação das fontes de pesquisa e referência as instituições mantenedora e proprietária do acervo e ao laboratório responsável pela digitalização e acesso franco e público ao material.

Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte
Direção de Biblioteca, Arquivo e Museu 
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes
Departamento de História
Laboratório de Imagens -Digitalização de Documentos Históricos.

P A R A B É N S 

segunda-feira, 25 de setembro de 2017


MONITORAR A VIDA – Berilo de Castro


Tenho lido e assistido, pela mídia local, a grande divulgação do novo monitoramento   criado pela Prefeitura — Secretaria de Mobilidade Urbana e a STTU —  para multar  os motoristas infratores dentro dos seus  próprios veículos. Beleza! Grande ideia! Genial! Acredito que no “frigir dos ovos” é  para arrecadar mais e mais dinheiro para os cofres da Prefeitura, hoje vazios.
Achei sensacional o aparato criado: uma grande sala, bem refrigerada, com 36 câmaras de videomonitoramento em ações por 24 horas, nas principais ruas e avenidas da cidade, com um alcance de até 500 metros, na busca incessante de irregularidades cometidas pelos senhores ou senhoras motoristas.
Diante da genial ideia, fiquei “matutando”: por que não aproveitá-la e implantá-la no nosso sistema de segurança, tão carente, desprezado e humilhado nos dias atuais?
Hoje, estamos muito bem ranqueado no Brasil, quando o assunto é assaltos, roubo de carros, explosões de caixas eletrônicos, furtos, roubos e crimes fatais; nosso índice é um dos mais altos e alarmantes do país.
Assim sendo, não seria interessante e de bastante utilidade que  as nossas autoridades de segurança se somassem à  brilhante ideia do pessoal do trânsito para também criar uma central de videomonitoramento a fim de  realizar ações efetivas de combate à criminalidade? Com certeza teríamos resultados positivos contra o alto índice de delitos praticados e crescentes nos dias de hoje, na nossa querida e desprotegida cidade.
A população se mantém  ansiosa, cansada e com medo, aguardando, já sem esperanças, medidas protetoras efetivas que preservem a condição básica e mínima do cidadão – a de ir e vir.
 Monitorar a vida, eis a questão!
Berilo de Castro – Médico, escritor, membro do IHGRN – berilodecastro@hotmail.com.br

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

terça-feira, 19 de setembro de 2017


Jovens e inesquecíveis

  "Passas sem ter teu vigia/ Catando  a
        poesia que entornas no chão".
                                   Chico Buarque

              Despertado e movido pelo sentimento de saudade e pela genialidade daqueles jovens que partiram cedo deste mundo: lembrados, lidos, ouvidos, declamados e  reconhecidamente considerados  como imortais, inesquecíveis.     
     Jovens compositores, cantores, poetas  que, de forma surpreendente, nos deixaram muito cedo; com uma peculiaridade muito reflexiva: no momento que atingiram seus apogeus, suas independências profissionais  e financeiras, momento ímpar e de glória na  vida de cada um. Muitos, na maioria pobres, de família humilde, que depois de atravessarem mares revoltos e de grandes tempestades, de cruzarem estradas perigosas e arredias, são ceifados do nosso meio, do nosso mundo, de maneira surpreendente e arrebatadora.
                                            
       Vejamos alguns deles:

    

        Noel de Medeiros Rosa (Noel Rosa – 1910-1937). Uma das maiores expressões da música brasileira: sambista, compositor, cantor, bandolinista e violonista. Teve uma importância fundamental na identificação e na propagação do samba no território brasileiro, principalmente na cidade do Rio de Janeiro. Foi autor de verdadeiras pérolas musicais, como: “Último desejo” (1937), “Pierrô apaixonado” (1935), “Conversa de botequim” (1935) e centenas de outras preciosidades que tanto enriquecem o amplo acervo musical brasileiro.
     Trocou os estudos da Medicina pelo aprendizado do samba e dos instrumentos musicais. Fez parte do Bando dos Tangarás (1929), ao lado de João de Barro (Braguinha), Almirante, Alvinho e Henrique Brito ( potiguar).                                         Teve com seu rival, o reconhecido compositor Wilson Batista, grandes e  envolventes polêmicas musicais -  quando gravou alguns dos seus grandes sucessos: “Feitiço da Vila” e “Palpite infeliz" - com  lucros e dividendos para a música popular brasileira.
         Faleceu aos 26 anos de tuberculose pulmonar, em sua residência, no bairro de Vila Izabel. Não deixou filhos. Seu corpo encontra-se sepultado no Cemitério do Caju na cidade do Rio de Janeiro.

     Morre hoje sem foguete
     Sem retrato
     Sem bilhete
     Sem luar, sem violão

     Da canção: Último desejo.

                                  ***

                                      
                                

        Adiléia Silva da Rocha – Dolores Duran (1930-1959 – Rio de Janeiro/RJ). Cantora, compositora de origem pobre e modesta. Desde criança, gostava de cantar e sonhava em ser famosa. Aos oito anos, contraiu uma febre reumática, que lhe deixou sequela cardíaca.
       Empolgada e influenciada pelos  amigos e com o sonho pessoal de ser cantora, inscreveu-se no programa de calouros de Ary Barroso, conquistando  o primeiro lugar, - o que lhe abriu o caminho para sua brilhante e rica carreira como cantora e compositora. Autora de belas páginas musicais, como: “A noite do meu bem”, “Fim de caso”, “A fia de Chico Brito”, em parceria com Chico Anysio.
      Em 1955, sofreu um infarto agudo do miocárdio, quando passou trinta dias internada no Hospital Miguel Couto/RJ.                
      Teve uma vida matrimonial muito tumultuada e irregular. Não consegui ter filhos, o que a fez decidir pela adoção de uma filha.
      No ano de 1959, após um cansativo show, ao chegar em casa, e, como de costume, após brincar com a filhinha, fala para sua auxiliar, Rita: “Não me acorde. Estou muito cansada. Vou dormir até morrer!”, disse brincando, e sorriu no momento". No quarto, não se sabe bem a hora exata, sofreu o segundo infarto, dessa vez, fulminante, com apenas 29 anos de idade. Encontra-se sepultada no Cemitério do Caju, no Rio de Janeiro/RJ.

  
      Ah! Como este bem demorou a chegar
     Eu já nem sei se terei no olhar           
     Toda ternura que quero lhe dar                
                                                                      
     Da canção:  A noite do meu bem

                                 ***


         Maysa Figueira Monjardim Matarazzo– Maysa Matarazzo (São Paulo, 1936 – Niterói/RJ,1977). Cantora e compositora que encantou o Brasil com sua voz romântica e sensual. De uma postura impecável no palco, com interpretações dramáticas  e sentimentais. Seus lindos olhos cobriam e refletiam na plateia a magia de um céu azul deslumbrante de verão.
        Foi a grande intérprete de Dolores Duran em suas belas canções, como: “A noite do meu bem".
       Como compositora criou belas canções, como: “Meu mundo caiu”, “Tarde triste” e “Ouça”, seu grande sucesso.
       Teve uma vida muito tumultuada e cheia de problemas pessoais e profissionais, de temperamento agressivo e autoritário, sempre envolvida com a mistura  de álcool e de anfetaminas. Faleceu no auge da sua carreira artística/musical, aos 41 anos, vítima de acidente automobilístico, na Ponte Rio- Niterói.

    Ouça, vá viver a sua vida com outro
    bem    
    Que hoje eu já cansei                               
    De pra você não ser ninguém
                                                                    
    Da canção: Ouça


          Elis Regina de Carvalho Costa ( Elis Regina,1945-1982).Gaúcha de Porto Alegre/RS, começou a cantar aos onze anos de idade na Rádio Farroupilha.
         Em 1964, já se apresentava no eixo Rio-Sao Paulo, cantando no programa "Noite de Gala", na TV Rio. Participou no de 1965 como estreante no festival da Record, interpretando a música " Arrastão" de Edu Lobo e Vinicius de Moraes. Ganhadora dos prêmios Berimbau de Ouro e do troféu Roquette Pinto, como a melhor cantora do ano.
          Faleceu com apenas 36 anos, em São Paulo, no dia 19 de janeiro de 1982, decorrente do uso excessivo de cocaína e álcool.

           É de sonho e de pó
           O destino de um só
           Feito eu perdido em pensamentos
           Sobre o meu cavalo
           É de laço e de nó
           De gibeira o jiló
           Dessa vida cumprida a sol

           Da sua mais bela interpretação-
           canção: Romaria


                                 ***
                                                                


         Milton Carlos (São Paulo, novembro de 1954 – São Paulo, outubro de 1976).
        Jovem brilhante compositor e cantor, de voz efeminada. Irmão da compositora Isolda, autora de “Outra vez” – uma das mais belas poesias musicais da MPB, interpretada por Roberto Carlos.
        Autor de sucessos inesquecíveis, como: “Jogo de dama”, “Café Nice”, ”Samba quadrado” e muitos outros, distribuídos em seus dois únicos LPs.                                                       
       Morreu aos 22 anos, na noite de 21 de outubro de 1976, vítima de acidente automobilístico no trecho da Via Anhanguera/SP.

       Conheço as paredes                          
       Que guardavam segredos                         
       E ações que por si                               
       Não cobriam os seus medos                  
                                                                         
       Da canção: Jogo de damas

                                ***


        Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior (Gonzaguinha, Rio de Janeiro, 1945 – Renascença/PR, 1991).
       Filho adotivo do cantor e compositor pernambucano Luiz Gonzaga, o Gonzagão. Compôs sua primeira canção aos 14 anos: “Lembranças da Primavera” (1961).                                         Do seu inesquecível e apreciável álbum musical destacam-se as seguintes canções: “Começaria tudo outra vez”, “Explode coração”, “Grito de alerta” e “O que é o que é?”.
      Faleceu aos 45 anos, no dia 29 de abril de 1991, vítima de acidente de carro, quando regressava de um show no Paraná, em uma rodovia no sudeste deste Estado.

      Há quem fale                                        
      Que a vida da gente                                
      É um nada no mundo                              
      É uma gota, é um tempo                            
      Que nem dá um segundo                                
                                                                       
      Da canção: O que é, o que é?

                               ***


       Jessé Florentino Santos – Jessé (Niterói/RJ,1952 – Ourinhos/PR, 1993).
       Cantor, compositor e músico, de formação evangélica e de origem pobre.  Passou boa parte da sua vida em Brasília/DF. Começou a cantar ainda criança na Igreja Presbiteriana Independente do Cruzeiro/DF, de propriedade do sei pai.
                                                       
Mudou-se para São Paulo, onde desempenhou sua rica e curta atividade artística musical. 
Vencedor do Festival MPB Shell, da Rede Globo de Televisão, em 1980, com a música “Porto Solidão” (Zeca Bahia e Ginko).
      Em 1983, ganhou todos os troféus no Festival da Organização Ibero-Americana (OTI), em Washington/EUA, como melhor intérprete, melhor canção e melhor arranjo, com a música “Estrelas de Papel”. A letra era uma homenagem ao genial Charles Chaplin, seu ídolo maior.
      Faleceu aos 41 anos (março de 1993), devido à acidente automobilístico, quando sofreu traumatismo cranioencefálico(TCE), momento em que se dirigia para a cidade de Terra Rica, no estado do Paraná, onde ia fazer um show.

       Ah! meu coração é um campo minado
       Muito cuidado, ele pode explodir            
       E se depois de tão dilacerado            
       For desarmado por quem há de vir
       
       Da canção: Campo minado

                               ***


       Pedro Soares Bezerra (Carlos Alexandre, NovaCruz/RN, junho de 1957 – Tangará/São José de Campeste/RN, janeiro de 1989).
      Em 1975, iniciou a sua carreira artística com o nome de Pedrinho. Dois anos depois (1977), foi rebatizado com o nome de Carlos Alexandre, com o apoio e o incentivo incansável do radialista e futuro político potiguar Carlos Alberto de Souza, que o levou para gravadora RGE.
      Aos vinte e um anos, alcançou o sucesso nacional destacando-se como o cantor norte-riograndense de maior representatividade no cenário musical “brega”.
     Morreu no dia 30 de janeiro de 1989, com apenas 31 anos, vítima de acidente automobilístico, entre São José de Campestre e Tangará/RN, quando retornava de um show em Pesqueira, em Pernambuco.[1] 
     Deixou mais de 200 composições gravadas. Ganhou 15 discos de ouro e um de platina, nos quais se destacaram: “Arma de Vingança”, “A Ciganinha”, “Canção do Paralítico”, com mais 100 000 de cópias e “Feiticeira”, com 250.000 cópias vendidas.

        Ela me apareceu                                  
        E com apenas um toque de sua
        magia
        Acabou com a tristeza                        
        Me trazendo alegria                               
                                                                      
       Da canção: Feiticeira

                               ***



      Altemar Dutra de Oliveira (Aimorés/MG, outubro de 1940 – Nova York/EUA, novembro de 1983).
     Muito jovem, a família mudou-se para Colantina, no Espírito Santo, onde teve início a sua carreira musical, quando ganhou o concurso de calouros na radio Difusora.
     No início de suas  apresentações, gostava de imitar cantores famosos, principalmente o seu ídolo maior, Orlando Silva.                                           
     Mudou-se para a cidade Vitória, onde passou a ser admirado e  bastante requisitado para cantar nas boates de luxo, momento que iria influenciar decisivamente em sua carreira.
     Deixa a cidade de Vitória com apenas 17 anos (1957) e desembarca na cidade Maravilhosa, à época Capital Federal. Logo, logo é contratado como crooner em boates e casas de shows. 
     Parceiro inseparável da famosa dupla de compositores: Evaldo Gouveia e Jair Amorim. Interpretou de forma inimitável seus grandes sucessos, como: “O Trovador”, “Sentimental demais”, “Brigas”, “Tudo de mim ” e muitos outros. Fez carreira internacional, sendo considerado um dos mais populares cantores estrangeiros nos EUA.
     Faleceu aos 41 anos, vítima de uma ruptura de um aneurisma cerebral em pleno palco, quando se apresentava na boate El Continente, em Nova York/EUA, onde residia com a sua família.

      Brigo eu                                            
      Você briga também                              
      Por coisas tão banais                              
      E o amor                                               
      Em momentos assim                          
      Morre um pouquinho mais                       

      Da canção: Brigas - Música que
      gostaria de ser lembrado quando
      morresse. 

      
                              ***


       Evaldo Braga (Campos dos Goytacazes/RJ, 26 maio de 1945 - Areal/RJ, 31 de janeiro de 1973). Dizia: "Infelizmente não tive a sorte de  conhecer os meus pais, mas sei o nome de ambos: Evaldo e Benedita Braga. Eles não podiam me sustentar e me abandonaram". Há também relato que Evaldo Braga é fruto de relacionamento extraconjugal. Sua mãe seria uma prostituta da cidade de Campos.                                     
       Não teve uma infância feliz, ocupando boa parte dela, nas ruas, chegando a ser internado no SAM ( Serviço de Amparo ao Menor - Funabem), atualmente Fundação Casa, onde conheceu e fez uma estreita amizade com o colega Dario Peito de Aço- o Dadá Maravilha - grande goleador do Atlético Mineiro e jogador da seleção brasileira.
      Em 1971 gravou o seu primeiro compacto -"Só Quero", com grande sucesso, vendendo mais de 150 mil cópias.
      Seu grande sucesso "Sorria, sorria"em parceria com Carmen Lúcia, marcou para sempre a sua imagem como o principal expoente da música black no brega.
      Faleceu aos 27 anos, no auge da sua curta carreira artística, vítima de acidente automobilístico na BR-3 ( atual BR-040), trecho próximo ao município de Três Rios, na divisa de Minas Gerais com o Estado do Rio de Janeiro, no dia 31 de janeiro de 1973.
      Seu corpo foi sepultado no Cemitério  São João Batista/ RJ, diante de uma forte e empolgante comoção popular.

         Sorria meu bem, sorria                         
         Da infelicidade que você procurou
         Sorria  meu bem, sorria
         Você hoje chora                               
         Por alguém que nunca lhe amor

         Da canção: Sorria, sorria          
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Colaboração do leitor Berilo de Castro.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

A TARDE-NOITE DE ZILA MAMEDE

 
Gildete Moura Figueiredo

Tarde de homenagem a Zila Mamede, escritora e NOSSA REFERÊNCIA NO ESTADO. Momento de reencontros no dia 12 de setembro no Salão de Eventos da Academia Norte Riograndense de Letras, promovida pelo Governo do Estado, Conselho Estadual de Cultura e ANRL.Bibliotecários, escritores, membros da ANRL e Conselheiros se pronunciaram com depoimentos, leitura de poemas, e canto de poemas musicados por ZM foram apresentados  "em capela" pela professora, prima e escritora Nivaldete da UFRN. A familia Mamede fez a entrega de dois livros da homenageada para Biblioteca da ANRL (NAVEGOS, A Herança, EDURN, 2003; e Civil Geometria...bibliografia de JCMN, 1987). Foi oferecido um gostoso café, chá, chocolate, finos biscoitos, bolos, e chocolates "Sonho de Valsa" foram MIMOS da carinhosa FESTA, e o exemplar da Revista do Conselho que divulga a Cronologia de ZM👏👏👏👏👏 aos promotores: Governo do Estado, FJA, Conselho Estadual de Cultura e ANRL.


MEU COMENTÁRIO:
A simplicidade do texto acima, da escritora Gildete Moura Figueiredo é pouco para expressar a maravilha da solenidade de ontem  em homenagem a ZILA MAMEDE no salão de eventos da ANRL. Muito bem organizada por IAPERI ARAÚJO, não deixou de passar silente a data de 12 de setembro, dia em que se comemora a extraordinária poetisa macaibense AUTA DE SOUZA.
A reunião do Conselho de Cultura do Estado tomou tal dimensão, que ao final todos comentavam o fato de não ter sido gravada, pois representou efetivamente momentos de grande valor cultural e justas homenagens às poetisas do presente e de um passado distante.
Lamento a ausência de maior número de imortais, como também de membros da comunidade cultural para dar dimensão grandiosa à reunião e servir como bom exemplo de lembrar pessoas que valorizaram a terra potiguar.
PARABÉNS ao Conselho de Cultura pela solenidade, simples e bela, como mereciam ZILA e AUTA.
(Carlos de Miranda Gomes - Cadeira 33 ANRL).

terça-feira, 12 de setembro de 2017

O JOGADOR E O PERU – Berilo de Castro


Na década de 1950, o ABC FC colecionava títulos na cidade. Sobrava, como se diz na linguagem, “boleira”.
Em um desses anos, o seu treinador, o pernambucano Edésio Leitão, conceituado e ganhador de títulos no Nordeste, foi ricamente contratado para comandar um famoso time alagoano —  o Centro Sportivo Alagoano (CSA). Conhecedor e admirador do bom futebol praticado pelo seu ex-comandado, o lateral esquerdo carinhosamente conhecido por Jaquinha —, o treinador fez e foi de imediato atendido no pedido de contratação do bom jogador.
Tudo fechado para alegria de todos: um excelente contrato para o atleta e uma belíssima aquisição para o clube.
Contrato feito, o embargue aéreo logo é   programado para Maceió/AL. Uma alegria contagiante e um belo sonho realizado pelo jogador. “Sal na molheira” — primeira viagem pelos céus do Brasil.
A chegada do atleta potiguar foi muito festejada pela torcida do time alagoano. O jogador assume de imediato a titularidade da equipe e inicia alguns bons jogos amistosos como pré-temporada para o campeonato no ano seguinte.
Era final de ano. Verão de muito sol e muitos festejos na cidade de Maceió, com a chegada do Natal e das festividades do final de Ano.
O atleta potiguar, na sua chegada, teve que ficar hospedado na residência do seu treinador e amigo Edésio Leitão (o paizão), até o  momento de poder se transferir para uma pensão/hotel; quem sabe mandar buscar a família para essa sua nova e deslumbrante experiência de vida, à época, repito, de final de ano: chegada do Natal e Festas de fim do Ano.
Como de costume, o treinador e sua família, muito religiosa, se uniam sempre diante de uma bela e rica ceia de Natal e, agora, melhor ainda, para comemorar a chegada do amigo e do bom atleta contratado.
Tudo organizado, belíssima e farta mesa de Natal, com tudo que tinha de direito. A família do treinador, sempre unida e muito cristã, vai, como de costume, assistir à santa missa à meia-noite. Nessa ocasião, o amigo/treinador pede ao atleta/hóspede para ficar no gerenciamento da   alegre e festiva residência até o término do ato religioso.
— Pois não, meu treinador, é com muito prazer e alegria. Podem ir tranquilos para a santa missa.
— Obrigado, meu craque!
Acontece que o solícito jogador, ficando sozinho, se sentiu despertado pelo seu apetite devorador (marca maior da sua identidade) com o cheiro sufocante e desafiador do bem assado peru, de fazer salivar os mais do súditos, fiéis e duros veganos. Não deu outra: foi lá no prato cheiroso do penoso e provou do “veneno”. Não teve como se controlar. A hora e meia da missa foi o suficiente para devorar todo o belo e apetitoso prato atrativo do peru.
De volta, os anfitriões, radiantes e felizes, vão cumprimentar e abraçar o seu hóspede/amigo; logo percebem algo estranho: a mesa desarrumada, o prato principal mexido e vestígio oleoso em volta da boca do gentil e solícito hóspede/atleta.
A festa não acontece. A ausência, a  integridade do bendito, abençoado e apetitoso peru tirou a total alegria da sonhada reunião familiar; a graça e o desejo maior de todos em saborear o  desejado penoso “gu lu gu lu” foi para o beleléu.
Muito alvoroço, muito barulho e muita pressa para mandar o mais rápido possível o bom jogador e indesejável hóspede — o devorador de peru de volta para  Natal.
O retorno do nosso bom atleta foi mais rápido do que ele esperava; só que no lento, duro e desconfortável vagão de carga do trem da Rede Ferroviária Nordestina.
Oh! Peru gostoso!
Berilo de Castro – Médico, escritor, membro do IHGRN  – berilodecastro@hotmail.com.br

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

MEMÓRIA MUSICAL – Berilo de Castro



1 — Na década de 1960, o Aeroclube/Natal, apresentava um frequentado programa de fim de tarde e início da noite( Matinê) aos domingos, sempre trazendo uma atração musical de destaque no cenário artístico nacional. Certa feita, fora anunciado e convidado um jovem cantor/compositor de nome Roberto Carlos – o “Rei do Rock”. Era, de fato, um estranho, um desconhecido cantor, cujo maior sucesso era a música “O Calhambeque” (Road Hog -1962) composição de John Loudermilk, versão de Erasmo e Roberto Carlos (1964).
Anunciado pelo apresentador e iniciado o show, com pouco tempo, a plateia, inquieta, não curtiu, não gostou; e ensaiou   uma sonora vaia, deixando o jovem artista em situação nada agradável – uma decepção geral para os expectadores presentes.
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2 — Nas suas apresentações, que foram muitas na nossa cidade, o incomparável e inesquecível cantor romântico Altemar Dutra (1949-1983), após os seus shows se dirigia aos singelos bares da orla marítima e do centro da cidade, para curtir a madrugada tomando o seu bom uísque Chivas, cantando, esbanjando e curtindo a sua bela voz ( sem plateia —  era a sua única exigência). Sorte, muita sorte, para os poucos e felizes madrugueiros boêmios potiguares.
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3 —  Idenilde Araújo Alves da Costa (Núbia Lafaiete, Assu/RN, 1937 – Rio de Janeiro/RJ – 2007) – relatou no Programa Memória Viva, pela TV Universitária/Natal, que teve o prazer e a  honra de ser a primeira cantora escolhida pelo compositor romântico  Adelino Moreira (1918-2002), para interpretar o seu grande sucesso “Devolvi” (1961); fato que gerou uma ciumeira danada nas outras intérpretes; a mais queixosa foi  Ângela Maria.
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4 —  José Luiz da Silva (Zé Luiz, Ponta de Mato/Ceará-Mirim/RN – 1915 -1982 -Natal/RN ) foi um desconhecido compositor, parceiro do famoso cantor alagoano Augusto Calheiros (1891—1956 ), — “A Patativa do Norte”, para quem compôs e vendeu por migalhas, grandes sucessos, como: “Grande Mágoa”, “Vida de Caboclo”,  “Célia”, “Casa de Sapê”. Morreu pobre, esquecido. Sepultado no reino dos esquecidos.
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5 — Garota de Ipanema é a segunda música mais tocada no mundo nos últimos cinquenta anos; a primeira é Yesterday ( Paul Mac Cartney).   Uma das canções mais regravadas em todos os tempos, com mais de 200 versões. Cantada pela primeira vez pelo cantor Pery Ribeiro fora do Brasil – Nova York / EUA.
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6 —  A música “Grito de Alerta” (nome sugerido por Agnaldo Timóteo), do cantor/compositor Gonzaguinha, foi baseada numa história contada por Aguinaldo ao seu grande amigo e confidente Gonzaguinha, sobre os desencontros do seu relacionamento com um “amigo” – Paulo César Souza, o Paulinho. A bela música foi entregue à cantora Maria Bethânia para gravar, episódio que causou ciúme, rancor e aborrecimento ao “menino ou menina” —Timóteo.
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7 —  O nosso imortal humorista Chico Anysio, foi também um grande e famoso compositor. Deu uma importante contribuição para a história da música popular brasileira (MPB). Compôs mais de 200 canções. Em parceria com o potiguar (macauense) Hianto de Almeida, gravou mais de sessenta músicas, entre elas “Conversa de Sofá”, canção que recebeu na época, do iniciante maestro Tom Jobim o seu primeiro arranjo.
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8 — O grande, famoso e imortal compositor de  sambas paulistanos, Adoniran Barbosa, autor de: “Iracema”, “Trem das Onze”, “Saudosa Maloca”, também compôs belas músicas românticas, como o grande sucesso: “Bom dia, tristeza”, em parceria com o poetinha Vinicius de Moraes. “Bom dia, tristeza / Que tarde de  tristeza / Você veio hoje me ver / Já estava ficando / Até meio triste / De estar tanto tempo / Longe de você”.
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9 —  O nosso representante maior, que contou e cantor com seus baiões, xotes e xaxados a história sofrida do povo e da região nordestina, é o autor da bela página musical romântica: “Dúvida”. “Não sei por que razão tu tens ciúmes / Não sei por que razão não crês em mim / Bens sabes que te quero e meu amor é tão sincero / É demais duvidar tanto assim, ai de mim”.
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10 —  Gilson Vieira da Silva, irmão do também cantor e compositor  Nazareno Vieira ( falecido), potiguares de Macau/RN;  o primeiro, radicado no Rio de Janeiro, é  destaque nacional  como cantor, compositor e produtor musical. Autor dos sucessos como: “Casinha Branca”,”Verdade Chinesa” “Lesões Corporais” e muitos outros.
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11 —  Lourenço da Fonseca Barbosa ( Capiba — Surubim/PE, 1904, Recife/PE, 1997). Bem jovem, foi residir em Campina Grande /PB, chegando a jogar como zagueiro, no time do Campinense Club. Aos vinte anos gravou a sua primeira música —  a valsa “Meu Destino”.  Em 1938, concluiu o curso de Direito em Recife/PE, nunca foi receber o diploma, nem nunca  exerceu o ofício.  Em 1945, gravou seu grande sucesso “Maria Bethânia”, canção feita em 1943, por encomenda do diretor Hermógenes Viana, do Teatro dos Bancários, para a peça Senhora de Engenho, de Mário Sette. A música dois anos “estourou” nas rádios com a belíssima  gravação, na voz inigualável e inesquecível de Nelson Gonçalves; gravou também em parceria com o compositor e poeta Hermínio Bello de Carvalho, a canção: “Amigo é Casa”
Foi protagonista da  primeira troça, o Galo da Madrugada, hoje, o bloco que reúne o maior número de foliões no mundo. Compôs mais quatrocentas músicas, a maioria frevos.
Berilo de Castro – Médico, escritor, membro do IHGRN  – berilodecastro@hotmail.com.br

domingo, 10 de setembro de 2017


Hoje é o dia do meu aniversário. Não estou fazendo festa porque a família está de luto por ADRIANO GOMES DA COSTA e ontem perdi um grande amigo NIVALDO BONIFÁCIO. Fiquei lisonjeado com as mensagens recebidas, as quais agradeço emocionado. Peço permissão para transcrever apenas uma, que demonstra o grau de afeto dos meus amigos. É do meu confrade LÍVIO OLIVEIRA, abaixo reproduzida:




No correr do dia, entre outras mensagens, recebi mais uma que agora transcrevo, enviada pelos meus confrades Assis Câmara e Marcelo Navarro Ribeiro Dantas:

10/09/17 16:07:01 *AMIZADE*

De: Assis Câmara e Marcelo Ribeiro Dantas

     Para o Professor Carlos
     Miranda Gomes

Como um tesouro que se tem guardado
Em cada amigo eu vejo meu passado
Na marcha regressiva da Saudade.

Como um tesouro que se tem na mente
Em cada amigo eu tenho um presente
Na marcha tão constante da bondade.

Como um tesouro, só que bem mais puro,
Em cada amigo espelho meu futuro:
É a marcha progressiva da amizade!

NA MANHÃ DESTE SÁBADO 9 DE SETEMBRO, A ACADEMIA MACAIBENSE DE LETRAS ENGALANOU-SE COM SOLENIDADE PARA DAR POSSE A SUA NOVA DIRETORIA E A 14 NOVOS ACADÊMICOS. FUNDADA NO DIA 12 DE SETEMBRO DE 2010 (ANIVERSÁRIO DE AUTA DE SOUZA), FOI INSTALADA EM SOLENIDADE NA SEDE DA ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS DO RN NO DIA 27 DE OUTUBRO DO MESMO ANO E QUE AGORA RECEPCIONOU ESTA NOVA SOLENIDADE.


A MESA DOS TRABALHOS FOI COMPOSTA PELO PRESIDENTE CÍCERO MACEDO, QUE ENTREGOU O POSTO AO HISTORIADOR ANDERSON TAVARES DE LYRA E PELOS REPRESENTANTES DA ACADEMIA NORTE-RIO-GRANDENSE DE LETRAS (VALÉRIO MESQUITA), ACADEMIA DE LETRAS JURÍDICAS DO RN (ARMANDO HOLANDA) E INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFIO DO RN (CARLOS DE MIRANDA GOMES).
OS TRABALHOS FORAM INICIADOS COM O DESFILE DAS BANDEIRAS DO BRASIL, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE E DO MUNICÍPIO DE MACAÍBA, CONDUZIDAS POR UM GRUPO DE ESCOTEIROS, SOB O TOQUE DE MARCHAS E DOBRADOS EXECUTADOS PELA BANDA DE MÚSICA DA GLORIOSA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO QUE, EM SEGUIDA, EXECUTOU O HINO NACIONAL DO BRASIL.
APÓS A POSSE DA NOVA DIRETORIA E DOS ACADÊMICOS, USARAM DA PALAVRA O ACADÊMICO NELSON FREIRE, EM NOME DOS DEMAIS EMPOSSADOS E DO ACADÊMICO CARLOS ALBERTO JOSUÁ COSTA, QUE FEZ O ELOGIO DO SEU PATRONO JOSÉ JORGE MACIEL, CADEIRA 35.
OS TRABALHOS FORAM ENCERRADOS COM A EXECUÇÃO DO HINO DO RIO GRANDE DO NORTE.

FOI UMA BELA MANHÃ DE CONFRATERNIZAÇÃO E ALEGRIA, SENDO OFERECIDO UM LAUTO CAFÉ DA MANHÃ AOS PRESENTES. PARABÉNS.