quarta-feira, 10 de maio de 2017
domingo, 7 de maio de 2017
SEU JOÃOZINHO DA FENAT
Francisco Jadir Farias Pereira
João Batista de Paiva, é um amigo e companheiro rotariano, ex
servidor da Rede Ferroviária e desportista, ex Presidente da Federação
de
Esportes de Natal, FENAT, entidade que lhe marcou pela sua grande
administração
e por isso ficou conhecido no mundo esportivo como Joãozinho da FENAT.
Pessoa alegre, bonachão e de boa proza, tem
como peculiaridade sua habilidade em contar piadas dando a elas, por
mais
simples que sejam um toque de sua inteligência e graça, fazendo rir seus
interlocutores.
Nascido em Nova Cruz-RN, muitas
vezes o instiguei afirmando que sua cidade natal “foi província de Santa
Cruz (a minha cidade natal). Até então, na verdade não tinha
conhecimento de suas
origens e, passei a pesquisar.
De Santa Cruz, já tinha
conhecimento do episódio de sua denominação atual, cuja lenda refere-se a
aposição de uma cruz de uma madeira originária de uma árvore (arbusto) então
existente na região e que dava nome ao rio que margeia a Cidade: Inharé. A lenda atribui a uma cruz da madeira do
Inharé que, após aposta em frente a igreja da cidade, deu origem a um “milagre”
com o surgimento de água potável, num período de uma grande seca na região.
Mas, e Nova Cruz? O que tem a ver
com inharé, era essa a pergunta! Pesquisando encontrei que a hoje Nova Cruz,
teve origem de uma povoação inicialmente denominada de Urtigal, decorrente da
existência de grande incidência de urtiga (LAMIUM
ALBUM) e pertencia ao município de Vila Flor. Posteriormente, passou, face a um
episódio que corria boca a boca e que
virou lenda, assim narrada pelo pesquisador Professor Manoel Dantas,
que publicou livro a respeito e assim narrado pelo poeta Marciano Medeiros num
dos seus cordéis:
“Falou sobre um
caçador,
perseguindo enorme anta,
por ter espírito maligno,
essa fera a
tudo espanta
e depois de ser cortada,
o terror se agiganta.
Um morador se
levanta
Com tirania
brutal,
Em oitocentos e
treze
Fez talho no
animal,
que estribuchou
e fugiu
pro meio do
matagal.
Mas a entidade
mal
Da fera fez
possessão,
por faltar tira de couro
no bicho em
dominação,
chamaram de
Anta Esfolada
aquela povoação.
Foi grande a
judiação
Feita por homem
sagaz,
Que aprisionou
a anta
E fez um plano
voraz,
De sacrificar o
bicho,
Usado por
satanás.
Os odores
infernais,
Naquele treze
de agosto,
Fizeram Jesus
no Céu
Sentir bastante
desgosto
E o bicho
mutilado,
Manteve a força
do encosto
Conforme o que
foi exposto
E pelo povo
contado,
Muitos viram o
animal
Correndo
desesperado,
Pra se espojar
nas fazendas,
onde espantou
muito gado
O drama foi
divulgado
Nas casas da
região,
O terrorismo da
anta
Que assombrava
até cristão
e, por mais de
trinta anos,
ela fez aparição
Houve
peregrinação
dum padre bem
popular,
Frei Serafim de Catânia
Veio conhecer o
lugar
E o povo
suplicou,
Para o demônio
expulsar.
O padre mandou
buscar
Muitos galhos
de inharé,
na bonita Santa
Cruz,
Uma cidade de
fé,
Onde o povo era
apegado
A Jesus de
Nazaré.
Dos galhos de
inharé
Fizeram cruz
com esmero
E o padre rezou
bastante
Num exorcismo
sincero,
Depois botou
essa cruz
Na Praça do
Marco Zero.
Usando estilo
sincero,
A missa foi
celebrada,
Em trinta e um
de dezembro
De maneira
ponderada
E a anta logo
sumiu
Ficando
imortalizada.
Deste modo foi
trocada,
velha
denominação,
No fim de
quarenta e seis
A nova
povoação,
Bem no século
dezenove,
Virou Nova
Cruz, então.”
O Poeta prossegue seu cordel enaltecendo a cidade, diversos dos seus ilustres personagens,
dentre eles, poetas, escritores, políticos e outros populares conhecidos.
Como Joãozinho Paiva, pessoa ilustre, grande amigo,
administrador e esportista de Skol não foi contemplado pelos versos do poeta,
pensei em lhe fazer uma pequena homenagem, em versos, sem muita
rima, sem muita poesia, mas que expressam o sentimento meu e, certamente, de muitos dos seus companheiros e amigos
espalhados por Natal e Pelo Rotary Clube de Natal Sul, do qual fazemos parte e
assim, escrevi:
O poeta Marciano em versos
historiou
Sua cidade querida com bela
historia contada
Que passou de Urtigal, para Anta Esfolada
E Precisou de ajuda
de uma terra distante,
Para espantar os mistérios
De um primo de elefante,
A Anta fugiu de vez,
Quando um padre ali fez,
Reza forte e uma cruz
Foi buscar em Santa Cruz,
Uma solução de fé
A fera numa carreira
Sumiu que nem uma luz
E a como votos de fé
Agradecida ao Inharé
A cidade passou
A se chamar, NOVA CRUZ.
Mas o poeta esqueceu
De falar de um grande nome
Que enobrece a cidade
,
Como exemplo de homem
,
Que de trem foi pra Natal,
E de modo genial,
Trabalhou muito no esporte,
Com muita luta e sorte,
E
de tanto se esforçar
Fez sucesso no combate
Que passou a ser chamado
,
SEU JOÃOZINHO DA FENAT.
sábado, 6 de maio de 2017
NA RECUPERAÇÃO DA FORTALEZA, ESQUECERAM ALGUÉM!
Notícia indiscutivelmente alvissareira: A Fortaleza dos Reis Magos retornará à administração do Governo do Estado e será restaurada.
A impressa local alardeia essa boa nova com reportagens de página inteira, expondo fotos da visita feita pelos próceres estaduais e técnicos, onde pontuam alguns conhecidos personagens da política e da administração. Parabéns.
Contudo, voltando um pouquinho no tempo, vale relembrar que o passo inicial para essa boa solução aconteceu graças às gestões do então Superintendente, Dr. ARMANDO ROBERTO HOLANDA LEITE, que elegeu como sua meta, a curso prazo, a revisão do pedido de retorno do monumento histórico maior da nossa cidade para a administração do Governo do Estado, mediante determinadas exigências, como já havia conseguido com o levantamento do embargo do prédio do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte.
Não se pode esquecer as inúmeras providências tomadas pelo então Superintendente em questões funcionais ligadas ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN e a prospecção para a realização de outros projetos de incontável valor, abruptamente interrompidos pela mesquinha atitude do Presidente Temer de exonerá-lo, sem ao menos lhe dar o necessário aviso, em total desprezo a uma figura ilustre da nossa terra, que sacrificou a administração do seu escritório profissional, de reconhecido conceito, para dar uma parcela de sacrifício à nossa cultura, levado pelo impulso típico da politicagem rasteira para atingir um Parlamentar que o havia indicado.
Com essa atitude podemos avaliar como o Governo não considera as pessoas honradas e competentes e as descarta por simples volúpia política.
Por coisas como estas e outras que vêm sendo noticiadas é que dá para entender o chavão "Fora Temer".
Sem qualquer dúvida, no episódio da nossa Fortaleza esqueceram alguém!
Estimado colega ARMANDO, minha solidariedade e o meu permanente respeito.
sexta-feira, 5 de maio de 2017
ESSA
PALAVRA COISA...
"A
palavra "COISA" é um bombril do idioma.
Tem mil e
uma utilidades.
É aquele
tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras
para exprimir uma ideia.
"COISAS"
do português.
Gramaticalmente,
"COISA" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio.
Também
pode ser verbo: o Houaiss registra a forma "COISIFICAR".
E no
Nordeste há "COISAR": Ô, seu "COISINHA", você já
"COISOU" aquela coisa que eu mandei você "COISAR"?
Em Minas
Gerais, todas as coisas são chamadas de trem (menos o trem, que lá é chamado de
"COISA").
A mãe
está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz: "Minha filha,
pega os trem que lá vem a "COISA"!.
E, no Rio
de Janeiro?
Olha que
"COISA" mais linda, mais cheia de graça...
A garota
de Ipanema era COISA de fechar o trânsito!
Mas se
ela voltar, se ela voltar, que "COISA" linda, que "COISA"
louca.
COISAS de
Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas.
COISA não
tem sexo: pode ser masculino ou feminino.
COISA
também não tem tamanho.
Na boca
dos exagerados, "COISA nenhuma" vira um monte de coisas...
Mas a
"COISA" tem história mesmo é na MPB.
No II
Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, a coisa estava na letra das
duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré: Prepare seu coração pras
"COISAS" que eu vou contar..., e A Banda, de Chico Buarque: pra ver a
banda passar, cantando "COISAS" de amor...
Naquele
ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva).
E a turma
da Jovem Guarda não tava nem aí com as COISAS:
"COISA"
linda, "COISA" que eu adoro!
Para
Maria Bethânia, o diminutivo de COISA é uma questão de quantidade afinal, são
tantas "COISINHAS" miúdas.
E esse
papo já tá qualquer "COISA". Já qualquer "COISA" doida
dentro mexe... Essa COISA doida é um trecho da música "Qualquer
COISA", de Caetano, que também canta: alguma "COISA" está fora
da ordem! e o famoso hino a São Paulo: "alguma COISA acontece no meu
coração"!
Por essas
e por outras, é preciso colocar cada COISA no devido lugar.
Uma COISA
de cada vez, é claro, afinal, uma COISA é uma COISA; outra COISA é outra COISA.
E tal e
COISA, e COISA e tal.
Um cara
cheio de COISAS é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques.
Já uma
cara cheio das COISAS, vive dando risada. Gente fina é outra COISA.
Para o
pobre, a COISA está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra COISA nenhuma.
Coisa-ruim
é o capeta, o câncer, a hanseníase, a roubalheira no Brasil. Coisa boa é o Brad
Pitt, Richard Gere, Tom Cruise. Nunca vi coisa assim! Coisa de cinema!
Se as
pessoas foram feitas para ser amadas e as COISAS, para serem usadas, por que
então nós amamos tanto as COISAS e usamos tanto as pessoas?
Bote uma
COISA na cabeça: as melhores COISAS da vida não são COISAS.
Há COISAS
que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e outras cositas mais.
Mas,
deixemos de "COISA", cuidemos da vida, senão chega a morte, ou
"COISA" parecida...
Mas,
finalmente, muita atenção: em ano de eleição vai ter muita “coisa” para enganar
o eleitor. Vamos ficar de olho nessas “coisas”. Não vendam o voto por qualquer
“coisa”, porque o correto é dar valor às “coisas”.
Por isso,
faça a COISA certa e não esqueça o grande mandamento:
"AMARÁS
A DEUS SOBRE TODAS AS "COISAS"."
Luísa
Galvão Lessa – É Pós-Doutora em Lexicologia e Lexicografia pela Université de
Montréal, Canadá; Doutora em Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Rio
de Janeiro – UFRJ
Entenderam
o espírito da COISA ?
_______
Colaboração do amigo Satoro
H O J E
Última chamada. É Nesta Sexta, 05.05 as 20hs no TCP. Projeto que Ganhou o Premio Hangar Especial. Ingressos no TCP, na PATA NEGRA ou comigo por aqui. Prestigie.

Falta voce nesta Plateia. Dia 05.05 as 20hs no TCP, conto com sua presença.

Falta voce nesta Plateia. Dia 05.05 as 20hs no TCP, conto com sua presença.
COSTUMES POLÍTICOS
Valério Mesquita*
Marcelo Fernandes é um amigo de antigas jornadas. Não é comum nos
avistarmos pelos vãos e desvãos da
vida natalense. Mas sempre que nos encontramos, o cumprimento recíproco é
irreprimível: saudações pessedistas!
Essa frase evoca o velho PSD de guerra do tempo de Túlio
Fernandes, Alfredo Mesquita, Theodorico Bezerra, Lauro Arruda, Israel Nunes e
tantos outros que seria difícil mencionar todos. Era o partidão rolo compressor
cujo hino tinha uma estrofe assim: “PSD nunca foi nem será vencido”.
O major Theodorico Bezerra, seu presidente, conta Marcelo,
promovia vaquejadas políticas naquele tempo a fim de aglutinar forças
eleitorais e constituía a mídia rural do partido. Na região do Trairi o velho
cacique tinha um boi brabo de vinte e cinco arroubas, turrão, que ninguém
derrubava nas vaquejadas. E ganhou logo um apelido: PSD.
Esse era o espírito dos
políticos e dos militantes daquela época, tão bem realçado por Marcelo
Fernandes na memorização dos atos e fatos de um mundo partidário desaparecido.
De contraponto, registre-se, havia uma UDN hábil, oposicionista, vigilante com
uma lanterna de popa. Na rotatividade do poder, a UDN de cima e o PSD de baixo,
esse último exercia com denodo e desassombro a Oposição. E foi assim inclusive
à época dos governos autoritários. Hoje, o espírito desses antepassados
desapareceu. Na plenitude do regime democrático, quando se tem um
ex-metalúrgico na Presidência da República, os partidos se esfacelam, se
estiolam e se misturam. Até parece um Arenão. Ou um navio com passageiros além
da sua capacidade com risco de ir a pique antes de chegar ao próprio porto
eleitoral de 2018. Mas, política é carrossel. Longe vai o tempo do PSD/UDN. A
propósito, o ex-vereador mestre Pedro Luiz de Araújo, refratário à torrente de
adesões ao governo municipal, anos atrás, preveniu o prefeito: “Doutor, tantos
“piriquitos” assim numa quenga não tem “mio” que chegue”.
E para ratificar o
contraditório dos tempos políticos de ontem com os de hoje, vale recontar
aquela história do banquete de Catolé do
Rocha, onde o folclórico Mané Forte se intrometeu no meio de toda a ilustre família Maia,
sentando-se no último lugar
à mesa. As mocinhas prendadas que
serviam a refeição todas as vezes que chegavam perto de Mané Forte suspendiam a
tigela. E assim aconteceu com as travessas de feijão, arroz, macarrão, verduras,
frutas da estação, etc. Na hora de servir a tradicional farofa todos os
convivas recusaram levantando levemente a mão. Aí sobrou para o adesista
eventual Mané Forte, que teve o seu prato entupido de farofa. Não contendo
a indignação, Mané protestou:
“Cuidado, menina, prá mim só tá chegando cereais...”. Ó tempos, ó costumes...
(*) Escritor.
quarta-feira, 3 de maio de 2017
P A R A B É N S
Arthur Seabra desenhista da cidade
02/05/2017
Gustavo Sobral entrevista o desenhista, ilustrador e arquiteto Arthur Seabra
(fotografia Agatha Gameiro)
Ele nasceu em Natal e parece que com o lápis na mão. Mas foi desenhando Dublin que ele descobriu a cidade como representação da arquitetura e da vida. E para a alegria geral da nação não deixou mais e, só faltou, como fez Steinberg, desenhar um cachorro verde.
GS: O que você faz?
AS: Arquitetura e arte.
GS: O que é um desenho?
AS: A concretização de algo imaginado.
GS: O que é mais importante?
AS: O sentimento que ele vai causar.
GS: O que você não faria mas já fez?
AS: Jogar fora por vergonha de expor.
GS: O desenho fala?
AS: Sim, o desenho tem que falar de acordo com o texto.
GS: E o óleo sobre tela?
AS: Pintei em óleo até o ano passado.
GS: Mais alguma novidade?
AS: Senti vontade de experimentar spray e grafite e fazer paredes.
GS: Próximo passo?
AS: Pintar com tinta acrílica também.
GS: O que o artista quer?
AS: Aproveitar todas as formas de se fazer arte.
GS: E do que mais você gosta?
AS: Gosto de ver como o traço se modifica de acordo com a técnica adequada.
GS: O que muda?
AS: A vida muda tanto, a arte também.
GS: Por que desenhar a cidade?
AS: Porque é onde habito, sou urbano e gosto de observar a cidade.
GS: A cidade existe?
AS: Existe o lado bom da cidade e também existe o caos, é tudo ambíguo. Ao mesmo tempo em que vários carros e prédios coloridos compõem uma cidade, também existe um certo tumulto que me intriga. Ao mesmo tempo que tudo é tão acessível, existe uma individualização nas cidades e problemas urbanos. É um tema com muitas características a se explorar.
GS: Quem é Arthur Seabra por Arthur Seabra?
AS: muitos sonhos e força para realizar a todos.
GS: O que você está desenhando agora?
AS: Um esboço de uma casa.
Comentários
VERUSKA CERCHI - 02/05/2017
Sou muito fã desse artista magnífico. Sua arte tem sentimento, clareza, informação, mensagem para ser transmitida. Parabenizo por toda sua trajetória que sempre está em ascensão. Grata por ter um artista tão completo em nosso estado, aberto para o mundo!
H O J E
Caros amigos, com prazer, anuncio o lançamento de meu novo livro de poesias, o “CADERNO DO IMAGINÁRIO”, programado para o dia 3 de maio de 2017, e conto, para completa alegria, com suas honrosas presenças. No cartão-convite abaixo (e no anexo) reproduzido, há detalhes do evento, tais como horário, local e endereço.
Abraço fraterno de HORÁCIO PAIVA.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
|
RESOLUÇÃO No 004/2017-CONSUNI, de 31 de março de 2017.
Concede Título de Professor Emérito a CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES.
A REITORA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE faz saber que o Conselho Universitário – CONSUNI, usando das atribuições que lhe confere o Artigo 14, Inciso V, do Estatuto da UFRN, combinado com os artigos 138, 141 e 142 do Regimento Geral da UFRN,
CONSIDERANDO o desempenho didático, pedagógico e administrativo do professor Carlos Roberto Miranda Gomes, enriquecido com sua extensa produção acadêmica e pelo convívio estimulante e fraterno com seus incontáveis discípulos;
CONSIDERANDO sua inestimável contribuição como Presidente da Comissão da Verdade da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, no período de 2012 a 2015 – função que desempenhou com coragem, isenção e brilhantismo sem abrir mão da sua condição de cidadão crítico, atuando como verdadeiro magistrado;
CONSIDERANDO a decisão da Plenária do Departamento de Direito Público – DPU, do Centro de Ciências Sociais Aplicadas – CCSA, em reunião ordinária realizada no dia 14 de setembro de 2016; e do Conselho de Centro – CONSEC, do Centro de Ciências Sociais Aplicadas – CCSA, em reunião ordinária realizada no dia 03 de novembro de 2016;
CONSIDERANDO o que consta do processo no 23077.054823/2016-32,
RESOLVE:
Art. 1o Conceder o Título de Professor Emérito ao pesquisador, advogado, auditor, escritor e professor CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES, pela notável contribuição ao ensino e à aplicação do Bom Direito – atitudes diuturnamente demonstradas em sua exemplar vida de docente.
Art. 2o Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Reitoria, em Natal, 31 de março de 2017.
Ângela Maria Paiva Cruz
REITORA
segunda-feira, 1 de maio de 2017
O que vi e aprendi aos70
BERILO DE CASTRO
· a dormir em rede;
· a dormir e acordar cedo;
· a cuidar mais da saúde;
· a viajar no
imaginário das boas leituras;
· a escutar mais e falar menos;
· a gastar menos e guardar mais;
· a administrar os paraefeitos da idade;
· a usar mais a razão do que a a emoção;
•
a
repelir com horror e indignação as danosas, maléficas e criminosas
torcidas organizadas de
•
futebol;
· a continuar praticando atividade física;
· a continuar com os divertidos,
animados e relaxantes papos com amigos, regados a um bom uísque;
· a admirar cada dia mais as belas poesias
musicais (raras, hoje);
· a detestar e não suportar a poluição sonora, com o uso criminoso de" paredões"-
um atrazo secular e sem solução;
· a admirar mais os homens de bom
caráter;
· a ojerizar a mentira e detestar a
falsidade;
· a conviver com a simplicidade e
valorizar mais o humano;
· a não aceitar o gene da ganância como
dominante;
· a me indignar mais e mais com a corrupção
institucionalizada;
· a continuar a não entender as pessoas
raivosas e mesquinhas;
· a repulsar
veementemente a ingratidão;
· a assistir, cada vez mais revoltado e
deprimido, ao descaso, à indiferença e ao abandono na saúde pública;
· a continuar assistindo tristemente ao
descaso e à deteriorização do sistema de ensino público;
•
a
acreditar e me sentir triste, envergonhado e roubado em saber que nos últimos quinze anos o país foi criminosamente
governado por um antro de corruptores de um Departamento de Propina da Empresa
Construtora Odebrecht;
· a avistar, finalmente, políticos corruptos e empresários corruptores na cadeia;
· a acreditar e louvar o novo perfil do
Ministério Público;
· a enaltecer a coragem e a independência da nova geração de Promotores Públicos
e da Polícia Federal;
· a continuar a não vislumbrar solução
para o combate às drogas, o mal maior do século;
· a, infelizmente, assistir à falência total do sistema carcerário e o
seu domínio nas mãos das facções criminosas;
· a assistir; indignado, triste e
revoltado, à total insegurança que assombra, ameaça e domina a população nos
dias atuais;
· a, infelizmente, continuar enxergando as pessoas mais egoístas
e o mundo mais desumano e cruel.
1º de maio de 2017
Acla Pedro Simões Neto
HISTÓRIA DO DIA DO TRABALHO
Comemora-se no dia 1º de maio o Dia do Trabalho. No Brasil e em vários países do mundo é um feriado nacional, dedicado a festas, manifestações, passeatas, exposições e eventos reivindicatórios.
A História do Dia do Trabalho remonta o ano de 1886 na industrializada cidade de Chicago (Estados Unidos). No dia 1º de maio deste ano, milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas diárias. Em um boletim da época: “A partir de hoje nenhum operário deve trabalhar mais de 8 horas por dia, 8 horas de repouso, 8 horas de educação”. Neste mesmo dia ocorreu nos Estados Unidos uma grande greve geral dos trabalhadores.
Dois dias após os acontecimentos (3 de maio) um conflito envolvendo policiais e trabalhadores provocou a morte de 6 operários. Este fato gerou revolta nos trabalhadores, provocando outros enfrentamentos com policiais. No dia 4 de maio, operários fazem uma grande concentração com discursos contra a exploração e a jornada descomunal de trabalho. A polícia ataca e dezenas de mortos, centenas de feridos, milhares de presos, 5 líderes condenados a forca, 2 à prisão perpétua, 1 a quinze anos de cadeia é o saldo desse ocorrido. Sete meses depois, 4 são enforcados e 1 se envenenou. Em 1º de maio de 1888 a Federação Americana do Trabalho – AFL, marca nova greve, prosseguindo na luta pelos anseios, justiça e humanização do trabalho. Em 1889 a Internacional dos Trabalhadores decreta luta pelas 8 horas no mundo todo, encampando inclusive a proposta da AFL. 1891 é decretado o Dia Internacional dos Trabalhadores.
Em 1932 Getúlio Vargas decreta no Brasil, as 8 horas de trabalho semanais apenas para os trabalhadores urbanos. Os trabalhadores agrícolas ficaram de fora, não foram contemplados.
Alguns relatos em nossa historiografia, dizem que a data do 1º de maio, é comemorada em nosso país desde 1895, tendo começado inclusive com os imigrantes europeus especificamente os italianos que traziam consigo procedimentos básicos da Carta de Lavoro manifesta pelo governo fascista de Benito Mussolini, base também de nossa CLT. Porém, foi somente em setembro de 1925 que esta data se tornou oficial, após a criação de um decreto do então presidente Artur Bernardes que decretou feriado oficial.
Fatos importantes e convergentes relacionados as comemorações do dia 1º de maio no Brasil:
- Em 1932 Getúlio Vargas decreta as 8 horas de trabalho semanal para os trabalhadores urbanos. Os trabalhadores agrícolas não foram contemplados pelo referido decreto.
- Em 1º de maio de 1940, o presidente Getúlio Vargas instituiu o salário mínimo. Este deveria suprir as necessidades básicas de uma família (moradia, alimentação, saúde, vestuário, educação e lazer). Princípio hoje fora da realidade.
- Em 1º de maio de 1941 foi criada a Justiça do Trabalho, destinada a resolver questões judiciais relacionadas, especificamente, as relações de trabalho e aos direitos dos trabalhadores.
- Em 1943 é criada a Confederação das Leis Trabalhistas – CLT.
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